Serviços Personalizados
Journal
Artigo
Indicadores
- Citado por SciELO
- Acessos
Links relacionados
- Similares em SciELO
Compartilhar
Nascer e Crescer
versão impressa ISSN 0872-0754
Nascer e Crescer vol.23 supl.3 Porto nov. 2014
POSTERS
PM-3
Sépsis por Streptococcus pyogenes: duas apresentações da mesma doença
Ekaterina PopikI; Margarida CoelhoI; Isabel GuerraI; Carla TeixeiraI; Carla ZilhãoI; Lurdes MoraisI
IServiço de Pediatria, Departamento da Infância e Adolescência, Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto
Introdução: A doença invasiva por S.pyogenes (Streptococcus -hemolítico do grupo A SGA) pode ter apresentação clínica variável. A sua incidência tem aumentado e a mortalidade pode atingir 30%.
Casos clínicos: Caso 1: Criança de 4 anos, sexo masculino, com síndrome de Jacobsen, admitida por celulite pós-septal 24h após ferida na região supraciliar direita. Em D2 de internamento constatada extensão dos sinais inflamatórios à hemiface e hemitórax anterior, hipotensão, oligúria e insuficiência cardíaca esquerda. Verificou-se elevação da PCR e das transaminases e trombocitopenia. Foi identificado SGA na hemocultura e no exsudado ocular. Completou 21 dias de penicilina G e clindamicina ev, seguidos de 21 dias de amoxicilina po.
Caso 2: Criança de 22 meses, sexo feminino, que uma semana após infeção vírica inicia febre, exantema maculo-papular generalizado, edema dos pés, vómitos, prostração e diminuição da diurese. Apresentava leucocitose com neutrofilia e aumento da PCR. Foi admitida em D3 de doença e medicada com ceftriaxone ev. Em D5 de antibioterapia foi constatada recusa da marcha e assimetria na mobilização passiva da anca. A RM da bacia mostrou piomiosite envolvendo o vasto lateral, glúteo mínimo e máximo à esquerda. Na hemocultura foi isolado SGA. Em D15 desenvolveu artrite tibio-társica esquerda. Completou 21 dias de ceftriaxone ev, seguidos de 21 dias de amoxicilinapo.
Discussão: A doença invasiva por SGA pode ter porta de entrada conhecida ou não, como exemplificam os casos citados, podendo apresentar evolução rápida. Os fatores de risco descritos são as infeções víricas com destaque para a varicela, o uso de AINEs e as imunodeficiências. Um diagnóstico precoce e tratamento atempado contribuem para a diminuição da morbimortalidade.