SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
 número84Sudão: uma guerra sem fim à vistaRecensão: Quando o Estado e a Justiça abrem mão de suas funções: a ascensão das milícias no Brasil índice de autoresíndice de assuntosPesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Relações Internacionais (R:I)

versão impressa ISSN 1645-9199versão On-line ISSN 2183-0436

Relações Internacionais  no.84 Lisboa dez. 2024  Epub 31-Mar-2025

https://doi.org/10.23906/ri2024.84a11 

A ordem mundial em desordem: o regresso global da guerra e o fim da paz

50 anos de relações diplomáticas Brasil-China: da parceria estratégica à interdependência assimétrica

50th years of Brazil--China diplomatic relations: from strategic partnership to asymmetrical interdependence

Hazal Melike Çoban481 

1 Universidade de Lisboa, Portugal. hazalmelikecoban@gmail.com


Resumo

Este estudo oferece uma análise abrangente das relações Brasil-China ao longo de seus cinquenta anos de história diplomática, com ênfase no século XXI. O artigo apresenta o contexto histórico das relações de 1974 a 1993, culminando no estabelecimento de uma parceria estratégica. Em seguida, aborda as dinâmicas dessa parceria durante a década de 1990. Por fim, trata a evolução dos laços econômicos e políticos, destacando o aumento significativo das relações comerciais e dos esforços colaborativos em organizações multilaterais desde o início dos anos 2000 até os dias atuais. A questão central refere-se à transformação das relações Brasil-China, explorando a transição de uma parceria estratégica para uma interdependência assimétrica.

Palavras-chave: China; parceria estratégica; dependência

Abstract

This study provides a comprehensive analysis of Brazil-China relations throughout their fifty-year diplomatic history, focusing on the 21st century. The article presents the historical context of bilateral relations from 1974 to 1993, culminating in the establishment of a strategic partnership. It then examines the dynamics of this partnership during the 1990s. Finally, the paper focuses on the evolution of their economic and political ties, highlighting the marked increase in commercial relations and cooperation within multilateral organizations from the early 2000s to the present. The central question concerns the transformation of Brazil-China relations, exploring the shift from a strategic partnership to an asymmetrical interdependence.

Keywords: Brazil; China; strategic partnership; dependency

Brasil e China celebraram em 2024 o quinquagésimo aniversário de suas relações diplomáticas. Em 1974, ambos os Estados expressaram sua vontade de estabelecer relações formais, comprometendo-se a respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro. Sob as circunstâncias da Guerra Fria, isso foi significativo para Estados posicionados em partes distintas do sistema bipolar. Enquanto a China se alinhava com a União Soviética, embora Mao Zedong tivesse uma visão diferenciada sobre o socialismo, o Brasil fazia parte do bloco ocidental liderado pelos Estados Unidos. No entanto, ambos compartilhavam a ideia de uma ordem internacional multilateral na qual os Estados do Sul tivessem mais vozes. Embora tenham assinado acordos em diferentes áreas e iniciado relações comerciais, as interações só aumentaram com o impacto da globalização. Além disso, a estratégia de saída da China para o exterior foi o ponto de inflexão crucial para o aprofundamento das relações no século XXI. Assim, este estudo começa narrando a história das relações históricas entre Brasil e China. Em seguida, foca nas relações no novo século. Após analisar as relações durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), examina a postura anti-China de Bolsonaro e avalia a perspetiva do terceiro Governo de Lula da Silva. O estudo termina analisando possíveis eventos futuros que impactarão as relações bilaterais entre Brasil e China.

Relações bilaterais antes da parceria estratégica

As relações entre Brasil e China antes da parceria estratégica podem ser divididas em dois períodos. O primeiro período envolve o crescimento do comércio durante os governos dos presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo. O comércio diminuiu durante o Governo do Presidente José Sarney, mas as relações políticas melhoraram, especialmente nas áreas multilaterais e culturais. Durante esse período, a China via o Brasil como o líder natural da América Latina devido ao seu tamanho e população, enquanto o Brasil considerava a China um país importante na Ásia. Embora a China abordasse a relação com uma perspetiva de longo prazo, o Brasil inicialmente não a via como uma terra de oportunidades1. No entanto, havia vários pontos em comum entre os dois países. Um deles era a defesa da multipolaridade, ou seja, o desejo por um sistema internacional em que as organizações internacionais resolvessem ativamente os problemas e equilibrassem as desigualdades Norte-Sul. Outro ponto comum era a busca por independência na política externa. O Brasil, buscando autonomia em relação à hegemonia dos Estados Unidos, e a China, buscando se distinguir da União Soviética, encontraram um terreno comum na política externa independente. O interesse da China pela experiência de desenvolvimento econômico do Brasil, particularmente na década de 1980, e seus esforços para aprender com essa experiência aproximaram os dois países2. Para a China, esses laços apoiavam seus esforços de modernização e estavam alinhados com a política de Reforma e Abertura de Deng Xiaoping.

Examinando as relações comerciais entre 1974 e 1985, percebe-se a influência da abordagem dos Três Mundos de Mao Zedong e da busca do Brasil por mercados para seus produtos. Após discussões nas Nações Unidas em 1971, Brasil e China sinalizaram sua disposição em estabelecer relações bilaterais, oficializadas em 15 de agosto de 1974, com o objetivo de criar laços diplomáticos. Os primeiros anos foram desafiadores devido ao clima de Guerra Fria. No Brasil, alguns viam as relações com a China como uma ameaça comunista. Essas preocupações diminuíram parcialmente com a Administração Sarney em 1985. Até 1977, o Brasil exportava principalmente matérias-primas, mas assinou um acordo comercial com a China em 1978 para diversificar suas exportações. Subsequentemente, em 1979, foi firmado o Convênio de Transportes Marítimos. Entre 1978 e 1979, o Brasil registou um superávit comercial com a China. No período entre 1980 e 1983, o Brasil teve um déficit comercial com a China devido às suas importações de petróleo. Em 1983, a China forneceu 7% das importações de petróleo do Brasil. Durante esse período, a industrialização mais lenta da China em comparação ao Brasil tornou necessária a importação de bens industriais brasileiros. Nos três anos desse déficit, o Brasil acumulou um déficit comercial anual médio de 230 milhões de dólares com a China. A partir de 1984, as exportações brasileiras para a China aumentaram. Em 1985, 3,2% das exportações totais do Brasil tinham como destino a China, sendo 6% dessas exportações produtos primários e 63,9% bens manufaturados. Em 1991, essas proporções mudaram para 42% e 32,4%, respetivamente3.

No que diz respeito às relações políticas durante o período de 1974-85, destaca-se a cooperação entre dois países em desenvolvimento, ideologicamente posicionados em polos opostos, sem interferir nos assuntos internos um do outro. A visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ramiro Guerreiro, à China em 1982 marcou o início das relações políticas, durante a qual foi assinado o Acordo de Cooperação Científico-Tecnológica. Em 1984, o Presidente João Figueiredo visitou a China. Durante esse período, a China tornou-se significativa para o Brasil em sua busca por parceiros como os países membros da APEC e a Índia. Deng Xiaoping e Figueiredo concordaram em colaborar além do comércio, incluindo questões culturais. A China também expressou o desejo de abrir um consulado em São Paulo. Visitas mútuas, como a do primeiro-ministro chinês Zhao Ziyang em 1985 e a do Presidente brasileiro José Sarney em 1988, pavimentaram o caminho para a parceria estratégica4.

Os governos militares do Brasil anteriores à Administração Sarney evitavam estabelecer relações com a China além do comércio, devido a razões ideológicas. No entanto, a visita de Ziyang ajudou a quebrar preconceitos. Em 1988, foi assinado o Protocolo de Pesquisa e Produção Conjunta de Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres. No plano de desenvolvimento preparado para o período de 1986-1990, empresas brasileiras ganharam a oportunidade de participar de projetos de infraestrutura na China, embora esses projetos não tenham sido concretizados. O mercado chinês era altamente competitivo para as empresas brasileiras. Quando o Governo Fernando Collor assumiu, o Brasil estava em uma crise econômica, o que atrasou a continuidade de acordos, incluindo o programa CBERS5.

Entre 1989 e 1992, houve um declínio nas relações entre Brasil e China. Entre 1986 e 1991, tanto as importações quanto as exportações diminuíram, e a participação da China no comércio brasileiro também se reduziu. Essa regressão pode ser atribuída a diversos fatores. Do ponto de vista macroeconômico, as pressões inflacionárias na China desempenharam um papel significativo. No nível microeconômico, o aumento da industrialização da China fez com que o país deixasse de exportar petróleo excedente. Além disso, à medida que a China aumentava sua capacidade de produção de aço, sua demanda pelo aço brasileiro diminuiu. Muitos outros produtos tornaram-se competitivos entre os dois países. O rápido crescimento da China reduziu sua dependência de produtos brasileiros. Durante esse período, a China demonstrou interesse no processo de democratização do Brasil após o regime militar e buscou compreender as relações diplomáticas do Brasil com a América Latina e os Estados Unidos6.

Parceria estratégica de dois países em desenvolvimento

O estabelecimento de uma parceria estratégica entre Brasil e China marcou uma nova era de ampla cooperação em 1993. Essa parceria visava aprofundar e expandir a relação bilateral para além do comércio. Os dois países buscaram construir uma estrutura abrangente de cooperação que englobasse política, cultura, ciência e tecnologia. A parceria representou uma mudança de interações econômicas transacionais para um relacionamento multifacetado, enfatizando a colaboração de longo prazo.

O principal objetivo da parceria era promover a inovação científica e tecnológica. Ambos os países priorizaram a colaboração em áreas de ponta, como exploração espacial, biotecnologia e energias renováveis. Além disso, a parceria refletiu o compromisso mútuo em promover a cooperação Sul-Sul. Brasil e China almejavam se tornar um exemplo global de solidariedade e apoio mútuo, colaborando como dois países em desenvolvimento, líderes e defendendo uma ordem mundial multipolar. A parceria buscava reduzir a dependência de potências ocidentais tradicionais, ao mesmo tempo que fomentava laços mais fortes dentro do Sul Global7. A cooperação diplomática também era um objetivo central da parceria estratégica. Brasil e China estabeleceram mecanismos regulares de diálogo político de alto nível para sustentar o engajamento e fortalecer a confiança. Em plataformas multilaterais como as Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio (OMC), os dois países trabalharam juntos para defender reformas econômicas globais e outros interesses comuns. No campo econômico, a parceria foi concebida para equilibrar o crescimento e diversificar oportunidades. Ambos os países buscaram investimentos recíprocos em infraestrutura, energia e projetos industriais, enquanto aumentavam o comércio. A parceria também tinha como objetivo reduzir a dependência de mercados ocidentais e promover um crescimento sustentável por meio de trocas equitativas.

Em 1995, o Presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso visitou a China, fazendo um discurso que destacava os avanços da China e a necessidade de o Brasil fortalecer sua parceria com essa economia emergente. Durante seu Governo, a ideia de uma «parceria estratégica» tornou-se central para as relações Brasil-China. Embora a parceria ainda não fosse formalmente reconhecida e permanecesse um tanto vaga em suas implicações, desempenhou um papel fundamental na formulação da política externa brasileira. Essa estratégia focada na China foi crucial à medida que o Brasil buscava estabilizar sua economia após a desvalorização do real em 1999 e a crise econômica na Argentina (2001-2002), um parceiro comercial importante. Consequentemente, aprofundar a parceria estratégica com a China tornou-se uma prioridade essencial para o Brasil, visando garantir estabilidade econômica e fomentar o crescimento sustentável. No segundo mandato de Cardoso enquanto Presidente do Brasil, entre 1999 e 2003, as relações entre dois países se fortaleceram, levando a laços econômicos e políticos mais profundos. Durante esse período, o comércio entre Brasil e China continuou a crescer de forma constante, com a China emergindo como um mercado significativo para as exportações brasileiras, especialmente nos setores de soja e minério de ferro. Em 2001, o termo «BRIC» surgiu para descrever as economias emergentes de Brasil, Rússia, Índia e China. Esse conceito mais tarde serviu como catalisador para maior colaboração diplomática e econômica entre essas nações. Nesse período, China e Brasil colaboraram estreitamente em várias questões multilaterais, incluindo mudanças climáticas e negociações de comércio internacional. Os dois países reconheceram sua complementaridade econômica, com o Brasil fornecendo à Chinacommoditiesessenciais, enquanto a China supria o mercado brasileiro com produtos manufaturados.

Há uma literatura que discute se uma parceria estratégica de fato existe entre Brasil e China. Enquanto alguns autores acreditam que há uma parceria estratégica nas questões econômicas e políticas8, outros consideram que existe uma aliança não escrita9. Além disso, no que diz respeito ao comércio e aos investimentos, autores argumentam que há competição entre os dois países10. Assim, eles só poderiam cooperar em outras áreas, como ciência e tecnologia. Apesar do debate sobre a existência de uma parceria estratégica entre China e Brasil, ambos foram aceitos como estratégicos um para o outro devido à sua interdependência e às identidades de parceria estratégica socialmente construídas11.

Relações Brasil-China no século XXI

Durante os dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente (2003-2011), a relação entre China e Brasil experimentou um desenvolvimento significativo e uma colaboração em diversos setores. A China emergiu como um parceiro essencial dentro do Sul Global à medida que relações de «auto-estima» foram estabelecidas12. As conexões bilaterais entre China e Brasil se intensificaram significativamente desde o início doboomdascommodities13 em 2003. Em maio de 2004, Lula fez uma visita a Pequim, onde se referiu à China como um exemplo bem-sucedido de desenvolvimento. Durante essa viagem, vários acordos de cooperação foram assinados, com foco em energia renovável e intercâmbio educacional. Em termos econômicos e comerciais, o volume de comércio entre os dois países ultrapassou seis bilhões de dólares em 2006, impulsionado pela alta demanda por produtos agrícolas e minerais brasileiros. Segundo o ex-embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru, a China era vista como uma nação que havia superado muitos dos desafios enfrentados pelas economias em desenvolvimento, alcançando sucesso. Consequentemente, havia um sentimento predominante de respeito pela China.

Na mesma visita em 2004, ambos os países concordaram em criar a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN). Além disso, a China buscava o reconhecimento formal do Brasil como uma economia de mercado, o que era crucial para obter taxas de importação e exportação equitativas dentro da OMC. Em uma reunião com o então Presidente chinês Hu Jintao, em Pequim, Lula consentiu em reconhecer a China como uma economia de mercado. Em troca, o Governo chinês comprometeu-se a promover o Brasil como destino turístico designado e a assinar acordos comerciais que facilitassem o acesso da indústria de carne brasileira ao mercado chinês14.

O setor industrial brasileiro era contra a designação da China como economia de mercado. Sua principal preocupação era o aumento das exportações de matérias-primas para a China, enquanto importava produtos com valor agregado de lá. Em linha com a política de cooperação Sul-Sul, o objetivo era estabelecer alternativas aos produtos do Norte e reduzir a dependência do Norte. No entanto, os produtos importados da China estavam substituindo aqueles que os fabricantes brasileiros poderiam produzir. Consequentemente, uma nova forma de competição surgiu, dificultando a concorrência das empresas brasileiras com a China.

A China aumentou seus investimentos no setor da energia do Brasil por meio desses acordos, com foco especial em iniciativas de petróleo e infraestrutura. Um investimento notável chinês foi na Petrobras, a estatal brasileira de petróleo. Em 2006, o Brasil descobriu reservas de petróleo no pré-sal, mas a extração era desafiadora devido à localização em águas profundas. Embora a Petrobras possuísse a tecnologia necessária para a extração, precisava de apoio financeiro. Ao mesmo tempo, o rápido crescimento industrial da China demandava recursos energéticos. Como resultado, a partir de 2007, bancos e instituições financeiras chineses começaram a conceder empréstimos à Petrobras, como parte da política de abertura da China e para garantir o fornecimento de petróleo para seu desenvolvimento15.

O período da crise de 2008 foi caracterizado por condições de crédito global difíceis devido ao colapso financeiro internacional, levando a um acordo significativo entre o Banco de Desenvolvimento da China e a Petrobras. Esse acordo incluiu um contrato de petróleo em troca de um empréstimo, no valor de dez bilhões de dólares16. Importante destacar que, em 2009, a China tornou-se o principal mercado de exportação do Brasil. Essas interações econômicas com a China foram cruciais para ajudar o Brasil a lidar com a crise econômica. Como resultado, o Brasil registou uma impressionante taxa de crescimento econômico de 7,5% em 2010, após uma leve recessão de 0,1% em 200917.

Em 2010, Brasil e China fortaleceram sua parceria ao estabelecer um Plano de Ação Conjunta para 2010-2014. Este plano visava aprimorar a cooperação entre os dois países, abordando questões bilaterais e multilaterais. Embora o investimento direto estrangeiro da China no Brasil tenha sido relativamente baixo, houve um aumento significativo nesse ano, com a maioria dos investimentos direcionados aos setores do petróleo e da mineração18. Um exemplo notável foi o investimento de 7,1 bilhões de dólares da Sinopec na indústria de petróleo, marcando uma das maiores contribuições individuais19.

Sob as presidências de Lula, Brasil e China colaboraram em vários desafios globais, como mudanças climáticas e a reforma das instituições financeiras internacionais. A China valorizava a habilidade diplomática do Brasil de engajar e persuadir as nações ocidentais em questões globais, enquanto o Brasil buscava o apoio da China para suas aspirações em organismos internacionais. Contudo, a natureza desigual da relação tornou-se evidente quando o Brasil solicitou o apoio da China para sua candidatura a um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas; a China mostrou-se relutante em apoiar o Brasil, a menos que seus interesses estivessem alinhados20.

Durante a presidência de Dilma Rousseff, as relações entre Brasil e China passaram por mudanças significativas, caracterizadas por colaboração em diversas áreas, especialmente no comércio e nos investimentos. No início do mandato de Dilma, em 2011, a sólida relação comercial estabelecida durante o Governo Lula da Silva persistiu. Em abril de 2012, Dilma visitou a China, tendo ambos países acordos, incluindo projetos de infraestrutura, como ferrovias e portos. Em 2013, o comércio bilateral total alcançou 83,3 bilhões de dólares, sustentado pelo forte orçamento primário do Brasil e pela capacidade de manter superávits consistentes no comércio exterior21. Essa estabilidade macroeconômica foi essencial para o Governo brasileiro implementar uma estratégia ativa marcada por significativa participação estatal em projetos de desenvolvimento. Essa estratégia foi executada principalmente por meio de parcerias entre o Governo e o setor empresarial, com foco na colaboração nos setores industrial e agrícola22.

Em março de 2014, a operação Lava Jato foi iniciada, prejudicando a reputação da Petrobras e resultando em piores perspetivas de crédito. Simultaneamente, o real brasileiro estava se desvalorizando em relação ao dólar americano. A política de desvalorização de Dilma Rousseff, destinada a controlar a inflação crescente, intensificou os efeitos adversos dos preços do petróleo sobre a Petrobras. A empresa produziu menos petróleo do que o esperado23. Assim como na crise de 2008, a China aumentou seus empréstimos anticíclicos à Petrobras para garantir um fornecimento energético estável a longo prazo, levantando preocupações de segurança para o setor industrial chinês. Entre 2014 e 2017, o apoio financeiro chinês ajudou a Petrobras a mitigar os efeitos da turbulência econômica e política no Brasil.

Após oimpeachmentde Dilma Rousseff, Michel Temer assumiu a presidência em agosto de 2016. Inicialmente, seu Governo buscou melhorar as relações com a China, com foco na colaboração econômica. Em maio de 2017, Temer participou do Fórum do Cinturão e Rota (BRI, na sigla inglesa) realizado em Pequim. O Brasil expressou interesse em aderir à ambiciosa BRI da China, um programa global de desenvolvimento de infraestrutura24. Contudo, apesar de ser o principal parceiro regional da China, o Brasil não faz parte da BRI.

O fortalecimento das relações comerciais com a China teve efeitos benéficos para a economia brasileira. Primeiramente, no setor de manufatura, particularmente nas indústrias de aeronaves e automóveis, a aquisição de componentes baratos da China permitiu que o Brasil reforçasse suas reservas de moeda estrangeira. Os bens manufaturados importados da China ofereceram produtos acessíveis aos consumidores brasileiros, especialmente nos primeiros anos do Governo Dilma. Em segundo lugar, a estabilidade econômica permitiu que o Governo brasileiro ampliasse iniciativas sociais, como o Bolsa Família, que impulsionaram o consumo nacional e contribuíram para o desenvolvimento humano. A redução da pobreza e a estabilidade econômica sustentada facilitaram a crescente influência internacional do Brasil durante os governos de Lula e Dilma. No entanto, a dependência das exportações de matérias-primas provavelmente intensifica a tendência de desindustrialização no Brasil. Embora os empréstimos anticíclicos tenham sido cruciais para proteger a Petrobras durante períodos de incerteza (2008-2009 e 2014-2017), as cláusulas contratuais e os empréstimos respaldados por recursos energéticos obrigaram a empresa a operar de acordo com os interesses da China.

Dual Hegemony25: relações China-Brasil durante o Governo Bolsonaro

Durante sua campanha presidencial, Jair Bolsonaro adotou uma postura altamente crítica em relação à China, expressando preocupações sobre sua crescente influência e os efeitos adversos das relações comerciais em diversos setores do Brasil26. Como mostrado no estudo de Campello e Urdinez, um número significativo de pessoas no Brasil tem uma visão desfavorável da integração com a China, uma perspetiva mais prevalente em regiões que sofrem maiores impactos negativos do comércio com o país27. Isso contribuiu para que a retórica anticomunista de Bolsonaro fosse muito popular na política doméstica.

Bolsonaro afirmou que «a China não quer comprar no Brasil, ela quer comprar o Brasil», sinalizando uma forte oposição ao papel econômico da China28. No entanto, após tentativas fracassadas de fortalecer os laços com os Estados Unidos, Bolsonaro foi forçado a enfrentar a dependência econômica do Brasil em relação à China. Essa mudança tornou-se evidente durante a cúpula do BRICS em novembro de 2019, em que Bolsonaro se envolveu ativamente com líderes do Sul Global e assinou vários acordos com a China. Na cúpula, Xi Jinping prometeu 100 bilhões de dólares para investimentos em infraestrutura no Brasil, levando Bolsonaro a declarar que «a China está se tornando cada vez mais parte do futuro do Brasil»29. Isso destaca a dinâmica da hegemonia dual, com o Brasil inicialmente alinhado aos sentimentos anti-China alimentados pelos Estados Unidos, mas enfrentando medidas punitivas da China que resultaram em um realinhamento estratégico30.

O Governo Bolsonaro enfrentou a pandemia, que se tornou um ponto de virada nas relações diplomáticas entre Brasil e China. Sua retórica anti China ressurgiu durante a crise da covid-19, com comentários agressivos de seu filho, Eduardo Bolsonaro, culpando a China pela pandemia. As tensões entre Brasil e China interromperam negociações para a obtenção de equipamentos médicos essenciais, como máscaras e ventiladores. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e governadores estaduais, contornando o governo federal, negociaram diretamente com a China. Os esforços do governo federal foram ainda mais prejudicados quando compras dos Estados Unidos de equipamentos chineses causaram cancelamentos de pedidos brasileiros, incluindo 600 ventiladores bloqueados em Miami e posteriormente cancelados31. O senador José Serra criticou Bolsonaro, pedindo que ele confrontasse Trump sobre as ações dos Estados Unidos, destacando a posição ansiosa do Brasil entre os Estados Unidos e a China32. Em resposta aos discursos de Bolsonaro, o embaixador chinês Yang Wanming exigiu desculpas formais, enquanto exportadores brasileiros alertaram sobre possíveis consequências econômicas33. A tensão diminuiu após um telefonema pacificador entre os dois presidentes, durante o qual a China assegurou negócios significativos.

Outra questão nas relações Brasil-China foi a participação da Huawei na implementação da rede 5G durante o Governo Bolsonaro. Os Estados Unidos, especialmente sob Trump, fizeram campanha contra a expansão do 5G da China na América Latina, alertando Bolsonaro de que permitir a Huawei poderia colocar em risco acordos-chave entre os Estados Unidos e o Brasil34. Apesar dessas pressões, o Governo Bolsonaro optou por permitir a participação da Huawei e reparar os laços com a China após as tensões causadas pelos comentários de seu filho35. Isso reflete a posição complexa do Brasil no conflito entre Estados Unidos e China, mostrando que, mesmo um líder pró-Estados Unidos, não poderia ignorar a influência de Pequim em decisões cruciais como o desenvolvimento do 5G36.

O terceiro Governo Lula Da Silva e a revitalização das relações com a China

Desde o início do terceiro mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, as relações entre Brasil e China têm experimentado uma revitalização significativa e uma expansão em diversos setores.

Esse período foi marcado por compromissos diplomáticos de alto nível, acordos econômicos substanciais e colaborações estratégicas, refletindo o compromisso mútuo de aprofundar os laços bilaterais. Em abril de 2023, o Presidente Lula visitou a China, onde se reuniu com o Presidente Xi Jinping. Essa visita resultou na assinatura de 15 memorandos de entendimento e 20 acordos abrangendo comércio, tecnologia e desenvolvimento sustentável. Notavelmente, ambas as nações concordaram em realizar transações comerciais em suas respetivas moedas, o real brasileiro e o renminbi chinês, reduzindo assim a dependência do dólar americano e fortalecendo a cooperação financeira37. Em novembro de 2024, o Presidente Xi Jinping retribuiu com uma visita de Estado ao Brasil, coincidindo com a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro. Os líderes celebraram o quinquagésimo aniversário das relações diplomáticas, destacando sua visão compartilhada de um mundo multipolar e de uma globalização econômica mais equitativa. Durante o encontro, foram assinados 37 acordos abrangendo setores como comércio, turismo, agricultura, indústria e tecnologia, enfatizando uma abordagem abrangente para a cooperação bilateral38.

A parceria econômica entre Brasil e China se fortaleceu consideravelmente. A China continua sendo o maior parceiro comercial do Brasil, com o comércio bilateral alcançando 175 bilhões de dólares em 202339. Esse crescimento é atribuído ao aumento das importações decommoditiesbrasileiras, vitais para o setor industrial chinês. Além disso, ambos os países estão próximos da finalização de protocolos para facilitar as exportações brasileiras de miúdos suínos e peixes para a China. Esses acordos devem impactar significativamente a indústria suína brasileira, ampliando o potencial de exportação e diversificando o portfólio comercial40.

A cooperação tecnológica tem sido um ponto focal nos recentes engajamentos. Um desenvolvimento notável é a parceria entre a empresa estatal chinesa SpaceSail e a Telebrás do Brasil para fornecer serviços de comunicações por satélite e internet de banda larga no Brasil. Essa iniciativa, com lançamento previsto para 2026, busca competir com os serviços existentes e representa um movimento estratégico para melhorar a infraestrutura digital brasileira41. As relações Brasil-China estão se aprofundando em um cenário geopolítico complexo. Ambas as nações se comprometeram com uma ordem mundial multipolar e colaboraram em plataformas internacionais como o BRICS. Seus esforços conjuntos em defesa de resoluções pacíficas para conflitos globais, incluindo a situação na Ucrânia, destacam uma abordagem diplomática compartilhada42.

No entanto, o alinhamento estratégico do Brasil com a China exige um equilíbrio delicado, particularmente no que diz respeito às suas relações com os Estados Unidos. Enquanto o Brasil demonstrou interesse na BRI da China, abordou sua participação com cautela, buscando evitar potenciais tensões diplomáticas e perdas econômicas.

Possíveis relações futuras entre Brasil e China

Desde o lançamento da BRI em 2013, o Brasil tem mantido uma postura cautelosa, optando por não aderir formalmente à iniciativa. Essa abordagem foi influenciada por preocupações com soberania, dependência econômica e o desejo de equilibrar as relações com outras potências globais, especialmente os Estados Unidos43. Apesar disso, Brasil e China desenvolveram uma relação bilateral robusta, com a China tornando-se o maior parceiro comercial do Brasil em 2009. Em julho de 2024, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou uma possível mudança ao expressar intenção de aderir à BRI, destacando o alinhamento entre os investimentos em infraestrutura da China e as necessidades de desenvolvimento do Brasil. No entanto, em outubro de 2024, o Brasil decidiu não participar formalmente da BRI, optando por explorar alternativas de colaboração com investidores chineses. Essa decisão reflete o esforço estratégico do Brasil em equilibrar suas parcerias internacionais e manter a autonomia em sua política externa. Em particular, o Brasil optou por não aderir à BRI, mas concordou em estabelecer sinergias entre a iniciativa e suas próprias estratégias de desenvolvimento. Essa abordagem permite ao Brasil se beneficiar dos investimentos chineses e de projetos de infraestrutura sem adesão formal à BRI, preservando assim sua autonomia estratégica44. Em resumo, embora o Brasil tenha escolhido não participar formalmente da BRI, continua a se engajar com a China por meio de acordos bilaterais e de estruturas cooperativas alinhadas com seus objetivos nacionais de desenvolvimento.

A recente expansão dos países membros do BRICS deve influenciar as relações entre Brasil e China. À medida que o BRICS cresce, a posição econômica dominante da China pode se tornar mais evidente, potencialmente gerando desequilíbrios nos processos decisórios. O Brasil, tradicionalmente defensor do multilateralismo, corre o risco de ver sua influência diluída, o que pode exigir a formação de alianças estratégicas com outros membros do bloco. Essa dinâmica poderá levar o Brasil a equilibrar cooperação e cautela para proteger seus interesses nacionais45. Além disso, a inclusão de novos membros com agendas econômicas e políticas diversas pode tanto complicar a construção de consensos quanto oferecer oportunidades para o Brasil estabelecer novas parcerias dentro do bloco46. A expansão também pode levar o Brasil a reavaliar seus engajamentos bilaterais com a China, garantindo que sua participação no BRICS esteja alinhada com seus objetivos mais amplos de política externa. Embora a expansão ofereça caminhos para uma colaboração ampliada, ela também introduz complexidades que o Brasil precisará navegar para sustentar uma relação equilibrada e mutuamente benéfica com a China.

Outra preocupação é o impacto de um possível acordo de livre-comércio entre Mercosul e China nas relações Brasil-China. Como maior economia do Mercosul, o Brasil pode se beneficiar com maior acesso ao mercado chinês, impulsionando exportações em setores como agricultura e mineração. No entanto, divisões internas dentro do Mercosul podem apresentar desafios. O Brasil poderá precisar mediar essas diferenças para avançar com o acordo de livre-comércio, equilibrando a coesão regional com seus interesses econômicos nacionais. Além disso, tal acordo pode aprofundar a dependência econômica do Brasil em relação à China, levantando preocupações sobre a dependência de um único parceiro comercial. Para mitigar esse risco, o Brasil pode adotar estratégias para diversificar seu portfólio de exportações e fortalecer suas indústrias domésticas.

Por fim, a reeleição de Donald Trump introduz complexidades nas relações Brasil-China. É provável que a Administração Trump mantenha sua postura rígida em relação à China47. O Brasil pode enfrentar demandas crescentes dos Estados Unidos para reduzir investimentos chineses e parcerias tecnológicas, particularmente em setores estratégicos como telecomunicações e infraestrutura. Dados os benefícios comerciais substanciais, o Brasil pode buscar manter sua relação econômica com a China enquanto aborda preocupações de segurança dos Estados Unidos. Esse equilíbrio pode envolver o Brasil adotando uma postura mais neutra, enfatizando sua soberania em decisões de política externa e explorando caminhos multilaterais para mitigar pressões bilaterais. Em última análise, a abordagem do Brasil precisará pesar cuidadosamente as vantagens econômicas de sua parceria com a China em relação às implicações geopolíticas das expectativas dos Estados Unidos.

Conclusão

Em conclusão, este estudo destaca a complexa evolução das relações diplomáticas e económicas entre a China e o Brasil desde 1974 até ao presente, enfatizando a transição de uma parceria estratégica para uma dinâmica cada vez mais assimétrica. Embora ambas as nações se comprometam com uma parceria estratégica global, os riscos inerentes associados a essa dependência da parceria são evidentes. A ascensão da China como potência global intensificou a sua dependência das matérias-primas brasileiras para um crescimento económico sustentado. No entanto, a flutuação dos preços das matérias-primas coloca desafios significativos, fazendo com que mesmo uma forte procura por parte da China seja insuficiente para o desenvolvimento económico do Brasil. Para navegar por essas complexidades, o Brasil deve aproveitar essa parceria para catalisar seus esforços de reindustrialização e buscar alianças que equilibrem a influência da China, particularmente na América do Sul. Em última análise, embora seja evidente a necessidade da China em relação ao envolvimento diplomático do Brasil, o panorama atual sugere que o Brasil se encontra numa posição de maior dependência em relação à China, o que exige uma previsão estratégica nas suas interações bilaterais.

Bibliografia

BARBOSA, Pedro Henrique Batista - «Chinese economic statecraft and China’s oil development finance in Brazil». InJournal of Current Chinese Affairs. Vol. 50, N.º 3, 2021, pp. 366-390. DOI: https://doi.org/10.1177/18681026211057134. [ Links ]

BARCELLOS, Thaís; ROXO, Sérgio; SABÓIA, Gabriel - «Lula and Xi Jinping sign 37 deals in Brasília, but Brazil skips Belt and Road». Consultado em: 22 de novembro de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/english/noticia/2024/11/20/lula-and-xi-jinping-sign-37-deals-in-brasilia-but-brazil-skips-belt-and-road.ghtml. [ Links ]

BECARD, Danielly Silva Ramos - «O que esperar das relações Brasil-China?». InRevista de Sociologia e Política. Vol. 19, 2011, pp. 31-44. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-44782011000400004 . [ Links ]

BERG, Ryan C.; BAENA, Carlos - «The great balancing act: Lula in China and the future of U.S.-Brazil relations». Consultado em: 9 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.csis.org/analysis/great-balancing-act-lula-china-and-future-us-brazil-relations. [ Links ]

BERNAL-MEZA, Raúl - «Contemporary Latin American thinking on International Relations: theoretical, conceptual and methodological contributions». InRevista Brasileira de Política Internacional. Vol. 59, N.º 1, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7329201600105. [ Links ]

BIATO JUNIOR, Oswaldo -A Parceria Estratégica Sino-Brasileira: Origens, Evolução e Perspectivas (1993-2006). Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2010. [ Links ]

BRUN, Elodie - «Brasil-China: varios torrentes, un río». InEmergentes y Cooperación Sur-Sur: Perspectivas desde el Sur Global. Rosario: UNR Editora, 2016, pp. 193-210. [ Links ]

BURGES, W. Sean - «Auto-estima in Brazil: the logic of Lula’s South-South foreign policy». InInternational Journal. Vol. 60, N.º 4, 2005, pp. 1133-1151. DOI: https://doi.org/10.2307/40204103. [ Links ]

BURGES, W. Sean -Brazil in the World: The International Relations of a South American Giant. Manchester: Manchester University Press, 2017. [ Links ]

CAMPELLO, Daniela; URDINEZ, Francisco - «Voter and legislator responses to localized trade shocks from China in Brazil». InComparative Political Studies. Vol. 54, N.º 7, 2021, pp. 1131-1162. DOI: https://doi.org/10.1177/0010414020970233. [ Links ]

CAMPOS MELLO, Patrícia - «Ataques fragilizam Brasil e ajudam China a obter concessões, avalia acadêmico». Consultado em: 21 de outubro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/04/ataques-fragilizam-brasil-e-ajudam-china-a. [ Links ]

CARDOSO, Daniel - «Coping with a Rising Power: Understanding the Making of Brazil’s Foreign Policy towards China through Network Governance». Freie Universität Berlin. 2015. PhD thesis. [ Links ]

«CHINA PART of Brazil’s future, Jair Bolsonaro says as he and Xi Jinping sign transport and investment agreements». InSouth China Morning Post. Consultado em: 11 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.scmp.com/news/world/americas/article/3037631/china-part-brazils-future-jair-bolsonaro-says-he-and-xi-jinping. [ Links ]

CHRISTENSEN, Steen F. - «The impact of China on South America political and economic development». InRegionalism, Development and the Post-Commodities Boom in South America. Cham: Springer, 2018, pp. 65-85. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-319-62551-5_4. [ Links ]

FONSECA, Iolanda - «Telebras partners with SpaceSail, boosting satellite internet competition with Starlink». Consultado em: 21 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.riotimesonline.com/telebras-partners-with-spacesail-boosting-satellite-internet-competition-with-starlink/. [ Links ]

GONÇALVES, Williams; BRITO, Lana Bauab - «Relações Brasil-China: uma parceria estratégica?». InSéculo XXI. Vol. 1, N.º 1, 2010, pp. 11-28. Disponível em: https://seculoxxi.espm.br/xxi/article/view/4/4. [ Links ]

HIRST, Monica; PEREIRA, Lia B. Valls - «Making sense of United States-Brazil relations under Bolsonaro». InLatin American Policy. Vol. 13, N.º 2, 2022, pp. 432-446. DOI: https://doi.org/10.1111/lamp.12273. [ Links ]

JAGUARIBE, Anna - «Brasil e China na reorganização das relações econômicas internacionais». InBrasil e China no Reordenamento das Relações Internacionais: Desafios e Oportunidades. Brasília: FUNAG, 2011, pp. 35-46. [ Links ]

JIMÉNEZ, Carla; BENITES, Afonso - «Provocações à China geram apreensão em plena pandemia e podem cobrar “desconto” em exportações do Brasil». Consultado em: 11 de outubro de 2024. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-04-09/provocacoes-a-china-geram-apreensao-em-plena-pandemia-e-podem-cobrar-desconto-em-exportacoes-do-brasil.html. [ Links ]

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS - «No aniversário de 50 anos da relação Brasil-China, Alckmin projeta futuro da parceria em fórum empresarial em Pequim». Consultado em: 18 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2024/junho/no-aniversario-de-50-anos-da-relacao-brasil-china-alckmin-projeta-futuro-da-parceria-em-forum-empresarial-em-pequim. [ Links ]

MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA - «President Xi Jinping holds talks with Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva». Consultado em: 21 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.mfa.gov.cn/eng/xw/zyxw/202411/t20241121_11530421.html. [ Links ]

MORAES, Rodrigo Fracalossi de - «Demagoguery, populism, and foreign policy rhetoric: evidence from Jair Bolsonaro’s tweets». InContemporary Politics. Vol. 29, N.º 2, 2023, pp. 249-275. DOI: https://doi.org/10.1080/13569775.2022.2126155. [ Links ]

MOTA, Erick - «Serra cobra posição de Bolsonaro sobre bloqueio à compra de respiradores». Consultado em: 9 de novembro de 2020. Disponível em: https://congressoemfoco.uol.com.br/legislativo/serra-cobra-posicao-de-bolsonaro-sobre-bloqueio-a-compra-de-respiradores/. [ Links ]

MYERS, Margaret; GALLAGHER, Kevin P. - «Chinese finance to LAC in 2016». Consultado em: 11 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.thedialogue.org/wp-content/uploads/2017/02/Chinese-Finance-to-LAC-in-2016-Web-and-email-res.pdf. [ Links ]

OLIVEIRA, Henrique Altemani de - «Brasil e China: uma nova aliança não escrita?». InRevista Brasileira de Política Internacional. Vol. 53, N.º 2, 2010, pp. 88-105. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-73292010000200005. [ Links ]

PAGLIARINI, Andre - «Lula’s delicate balance within growing BRICS». Consultado em: 30 de outubro de 2024. Disponível em: https://brazilian.report/opinion/2024/10/25/lula-delicate-balance-within-growing-brics/. [ Links ]

PARAGUASSU, Lisandra; SAMORA, Roberto - «Brazil, China close to signing pork offal export protocols, sources say ». Consultado em: 21 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.reuters.com/markets/commodities/brazil-china-close-signing-pork-offal-export-protocols-sources-say-2024-11-21/. [ Links ]

Planas, Roque - «Cheap Chinese imports stoke Brazilian fears» Consultado em: 19 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.as-coa.org/articles/cheap-chinese-imports-stoke-brazilian-fears. [ Links ]

RADETZKI, Marian; WÅRELL, Linda - «Commodity booms». InA Handbook of Primary Commodities in the Global Economy. Cambridge: Cambridge University Press, 2017, pp. 113-127. DOI: https://doi.org/10.1017/9781108886529.007. [ Links ]

SANTORO, Maurício -Brazil-China Relations in the 21st Century: The Making of a Strategic Partnership. Singapura: Palgrave Macmillan, 2022. DOI: https://doi.org/10.1007/978-981-19-0353-3. [ Links ]

SCHENONI, Luis L.; LEIVA, Diego - «Dual hegemony: Brazil between the United States and China». InHegemonic Transition: Global Economic and Security Orders in the Age of Trump. Londres: Palgrave Macmillan, 2021, pp. 233-255. [ Links ]

SHANG, Deliang - «Cooperação política entre China e Brasil versus multipolarização». InBrasil e China: Multipolaridade. Brasília: IPRI, FUNAG, 2003, pp. 291-308. [ Links ]

SILVA, Cedê - «BRICS expansion is win for China, with Brazil getting little in return». Consultado em: 30 de outubro de 2024. Disponível em: https://brazilian.report/power/2023/08/24/brics-expansion-china-brazil/. [ Links ]

SPEKTOR, Matias - «Bolsonaro will regret baiting the Chinese Tiger». Consultado em: 9 de novembro de 2020. Disponível em: https://www.ft.com/content/b5371a10-044a-11e9-bf0f-53b8511afd73. [ Links ]

SPEKTOR, Matias - «Brazil-China: what’s next after Rousseff’s visit?». Consultado em: 1 de outubro de 2024. Disponível em: http://www.americasquarterly.org/node/2411. [ Links ]

TOKATLIAN, Juan G. - «Donald Trump and the return of the Monroe Doctrine». Consultado em: 28 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.americasquarterly.org/article/donald-trump-and-the-return-of-the-monroe-doctrine/. [ Links ]

WISE, Carol - «China and Latin America’s emerging economies: new realities amid old challenges». InLatin American Policy. Vol. 7, N.º 1, 2016, pp. 26-51. DOI: https://doi.org/10.1111/lamp.12087. [ Links ]

ZANINI, Fabio - «China cancela compra de respiradores pela Bahia, e carga fica retida nos EUA». Consultado em: 11 de outubro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/04/china-cancela-compra-de-respiradores-pela-bahia-e-carga-fica-retida-nos-eua.shtml. [ Links ]

Notas

1 SPEKTOR, Matias - «Brazil-China: what’s next after Rousseff’s visit?». Consultado em: 1 de outubro de 2024. Disponível em: http://www.americasquarterly.org/node/2411.

2 BIATO JUNIOR, Oswaldo -A Parceria Estratégica Sino-Brasileira: Origens, Evolução e Perspectivas (1993-2006). Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2010, pp. 35-37.

3Ibidem, pp. 40-43.

4Ibidem, pp. 44-46.

5Ibidem, pp. 47-50.

6Ibidem, pp. 50-54.

7 BECARD, Danielly Silva Ramos - «O que esperar das relações Brasil-China?». In Revista de Sociologia e Política. Vol. 19, 2011, pp. 31-44.

8 JAGUARIBE, Anna - «Brasil e China na reorganização das relações econômicas internacionais». InBrasil e China no Reordenamento das Relações Internacionais: Desafios e Oportunidades. Brasília: FUNAG, 2011, pp. 35-46; SHANG, Deliang -«Cooperação política entre China e Brasil versus multipolarização». InBrasil e China: Multipolaridade. Brasília: IPRI, FUNAG, 2003, pp. 291-308.

9 OLIVEIRA, Henrique Altemani de - «Brasil e China: uma nova aliança não escrita?». InRevista Brasileira de Política Internacional. Vol. 53 , N.º 2 , 2010 , pp. 88-105.

10Ibidem, p. 10; GONÇALVES, Williams; BRITO, Lana Bauab - «Relações Brasil-China: uma parceria estratégica?». In Século XXI. Vol. 1, N.º 1, 2010, pp. 11-28.

11 CARDOSO, Daniel - «Coping with a Rising Power: Understanding the Making of Brazil’s Foreign Policy towards China through Network Governance». Freie Universität Berlin. 2015, p. 31. PhD thesis.

12 BURGES, W. Sean - «Auto-estima in Brazil: the logic of Lula’s South-South foreign policy». InInternational Journal. Vol. 60, N.º 4, 2005, pp. 1133-1151.

13Os booms de commodities ocorrem quando os preços de diversas commodities aumentam significativamente ao mesmo tempo. Desde a Segunda Guerra Mundial, houve três grandes booms: em 1949, em 1973 e em 2004. Esses booms foram resultado do aumento da demanda devido ao rápido crescimento econômico. Enquanto os produtores enfrentavam dificuldades para atender a essa demanda, os preços das commodities subiram de forma acentuada (RADETZKI, Marian; WÅRELL, Linda - «Commodity booms». In A Handbook of Primary Commodities in the Global Economy. Cambridge: Cambridge University Press, 2017, pp. 113-127).

14 BURGES, W. Sean -Brazil in the World: The International Relations of a South American Giant. Manchester: Manchester University Press, 2017, p. 231.

15BARBOSA, Pedro Henrique Batista - «Chinese economic statecraft and China’s oil development finance in Brazil». InJournal of Current Chinese Affairs. Vol. 50, N.º 3, 2021, pp. 366-390.

16 WISE, Carol - «China and Latin America’s emerging economies: new realities amid old challenges». In Latin American Policy. Vol. 7, N.º 1, 2016, pp. 26-51.

17 BRUN, Elodie - «Brasil-China: varios torrentes, un río». In Emergentes y Cooperación Sur-Sur: Perspectivas desde el Sur Global. Rosario: UNR Editora, 2016, pp. 193-210.

18 BERNAL-MEZA, Raúl - «Contemporary Latin American thinking on International Relations: theoretical, conceptual and methodological contributions». InRevista Brasileira de Política Internacional. Vol. 59, N.º 1, 2016.

19 PLANAS, Roque - «Cheap Chinese imports stoke Brazilian fears» Consultado em: 19 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.as-coa.org/articles/cheap-chinese-imports-stoke-brazilian-fears.

20BURGES, W. Sean -Brazil in the World….

21BRUN, Elodie - «Brasil-China…».

22 CHRISTENSEN, Steen F. - «The impact of China on South America political and economic development». InRegionalism, Development and the Post-Commodities Boom in South America. Cham: Springer, 2018, pp. 65-85.

23 BARBOSA, Pedro Henrique Batista - «Chinese economic statecraft and China’s oil development finance in Brazil».

24 MYERS, Margaret; GALLAGHER, Kevin P. - «Chinese finance to LAC in 2016». Consultado em: 11 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.thedialogue.org/wp-content/uploads/2017/02 /Chinese-Finance-to-LAC-in-2016-Web-and email-res.pdf.

25 Schenoni e Leiva (2021) exploram como os Estados subordinados experimentam diferentes graus de independência com base nas dinâmicas de poder. Quando existem dois hegemons e os Estados subordinados se veem presos entre eles (hegemonia dual), sua autonomia diminui. Quando as esferas de influência geográficas das duas potências dominantes se sobrepõem, isso cria uma interseção em que os Estados subordinados perdem autonomia. Durante a Guerra Fria, os Estados escolheram entre os Estados Unidos e a União Soviética, mas, atualmente, enfrentam dificuldades para se alinhar com os Estados Unidos ou a China, reduzindo sua capacidade de manobra (SCHENONI, Luis L.; LEIVA, Diego - «Dual hegemony: Brazil between the United States and China». In Hegemonic Transition: Global Economic and Security Orders in the Age of Trump. Londres: Palgrave Macmillan, 2021, pp. 233-255).

26 MORAES, Rodrigo Fracalossi de - «Demagoguery, populism, and foreign policy rhetoric: evidence from Jair Bolsonaro’s tweets». In Contemporary Politics. Vol. 29, N.º 2, 2023, pp. 249-275.

27 CAMPELLO, Daniela; URDINEZ, Francisco - «Voter and legislator responses to localized trade shocks from China in Brazil». In Comparative Political Studies. Vol. 54, N.º 7, 2021, pp. 1131-1162.

28 SPEKTOR, Matias - «Bolsonaro will regret baiting the Chinese Tiger». Consultado em: 9 de novembro de 2020. Disponível em: https://www.ft.com/content/b5371a10-044a-11e9-bf0f-53b8511afd73.

29«CHINA PARTof Brazil’s future, Jair Bolsonaro says as he and Xi Jinping sign transport and investment agreements». InSouth China Morning Post. Consultado em: 11 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.scmp.com/news/world/americas/article/3037631/china-part-brazils-future-jair-bolsonaro-says-he-and-xi-jinping.

30SCHENONI, Luis L.; LEIVA, Diego - «Dual hegemony…», p. 247.

31 ZANINI, Fabio - «China cancela compra de respiradores pela Bahia, e carga fica retida nos EUA». Consultado em: 11 de outubro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/04/china-cancela-compra-de-respiradores-pela-bahia-e-carga-fica-retida-nos-eua.shtml.

32 MOTA, Erick - «Serra cobra posição de Bolsonaro sobre bloqueio à compra de respiradores». Consultado em: 9 de novembro de 2020. Disponível em: https://congressoemfoco.uol.com.br/legislativo/serra-cobra-posicao-de-bolsonaro-sobre-bloqueio-a-compra-de-respiradores/.

33 JIMÉNEZ, Carla; BENITES, Afonso - «Provocações à China geram apreensão em plena pandemia e podem cobrar “desconto” em exportações do Brasil». Consultado em: 11 de outubro de 2024. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-04-09/provocacoes-a-china-geram-apreensao-em-plena-pandemia-e-podem-cobrar-desconto-em-exportacoes-do-brasil.html.

34SCHENONI, Luis L.; LEIVA, Diego - «Dual hegemony…», p. 247.

35 CAMPOS MELLO, Patrícia - «Ataques fragilizam Brasil e ajudam China a obter concessões, avalia acadêmico». Consultado em: 21 de outubro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/04/ataques-fragilizam-brasil-e-ajudam-china-a.

36 HIRST, Monica; PEREIRA, Lia B. Valls - «Making sense of United States-Brazil relations under Bolsonaro». InLatin American Policy. Vol. 13, N.º 2, 2022, pp. 432-446.

37 BERG, Ryan C.; BAENA, Carlos - «The great balancing act: Lula in China and the future of U.S.-Brazil relations». Consultado em: 9 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.csis.org/analysis/great-balancing-act-lula-china-and-future-us-brazil-relations.

38 MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA - «President Xi Jinping holds talks with Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva». Consultado em: 21 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.mfa.gov.cn/eng/xw/zyxw/202411/t202 41121_11530421.html.

39 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS - «No aniversário de 50 anos da relação Brasil-China, Alckmin projeta futuro da parceria em fórum empresarial em Pequim». Consultado em: 18 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2024/junho/no-aniversario-de-50-anos-da-relacao-brasil-china-alckmin-projeta-futuro-da-parceria-em-forum-empresarial-em-pequim.

40 PARAGUASSU, Lisandra; SAMORA, Roberto - «Brazil, China close to signing pork offal export protocols, sources say». Consultado em: 21 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.reuters.com/markets/commodities/brazil-china-close-signing-pork-offal-export-protocols-sources-say-2024-11-21/.

41 FONSECA, Iolanda - «Telebras partners with SpaceSail, boosting satellite internet competition with Starlink». Consultado em: 21 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.riotimesonline.com/telebras-partners-with-space-sail-boosting-satellite-internet-competition-with-starlink/.

42MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS THE PEOPLE ’S REPUBLIC OF CHINA - «President Xi Jinping holds talks with Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva».

43 SANTORO, Maurício -Brazil-China Relations in the 21st Century: The Making of a Strategic Partnership. Singapura: Palgrave Macmillan, 2022.

44 BARCELLOS, Thaís; ROXO, Sérgio; SABÓIA, Gabriel - «Lula and Xi Jinping sign 37 deals in Brasília, but Brazil skips Belt and Road». Consultado em: 22 de novembro de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/english/noticia/2024/11/20/lula-and-xi-jinping-sign-37-deals-in-brasilia-but-brazil-skips-belt-and-road.ghtml.

45 PAGLIARINI, Andre - «Lula’s delicate balance within growing BRICS». Consultado em: 30 de outubro de 2024. Disponível em: https://brazilian.report/opinion/2024/10/25/lula-delicate-balance-within-growing-brics/.

46 SILVA, Cedê - «BRICS expansion is win for China, with Brazil getting little in return». Consultado em: 30 de outubro de 2024. Disponível em: https://brazilian.report/power/2023/08/24/brics-expansion-china-brazil/.

47 TOKATLIAN, Juan G. - «Donald Trump and the return of the Monroe Doctrine». Consultado em: 28 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.americasquarterly.org/article/donald-trump-and-the-return-of-the-monroe-doctrine/.

Recebido: 25 de Novembro de 2024; Aceito: 09 de Dezembro de 2024

Doutorada em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com uma tese intitulada «Brazilian Autonomy in South America Under the Changing Global Order» (2024). Os seus interesses de investigação centram-se nas relações entre potências emergentes e grandes potências, política externa brasileira e política latino-americana.

Creative Commons License Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons