INTRODUÇÃO
Existem várias patologias do foro reumatológico que têm capacidade de piorar com as condições laborais e/ou de interferir com o desempenho profissional. Foi objetivo desta pesquisa tentar resumir o que de mais pertinente se publicou sobre estas temáticas, de forma a proporcionar alguns dados úteis a nível prático, para a melhoria das condições de trabalho e do desempenho dos Médico/Enfermeiro e Técnico de Segurança no Trabalho.
METODOLOGIA
Em função da metodologia PICo, foram considerados:
-P (population): trabalhadores com patologia reumatológica diagnosticada
-I (interest): reunir conhecimentos relevantes sobre em que medida as principais patologias reumatológicas podem modular algumas variáveis laborais
-C (context): saúde e segurança ocupacionais aplicadas a funcionários com doenças do foro reumatológico.
Assim, a pergunta protocolar será: Quais as principais patologias reumatológicas com capacidade para alterar o desempenho/produtividade?
Foi realizada uma pesquisa em maio de 2024 nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e RCAAP”.
No quadro 1 podem ser consultadas as palavras-chave utilizadas nas bases de dados. No quadro 2 estão resumidas as caraterísticas metodológicas dos artigos selecionados.
Quadro 1: Pesquisa efetuada
| Motor de busca | Password 1 e seguintes, caso existam | Critérios | Nº de documentos obtidos | Nº da pesquisa | Pesquisa efetuada ou não | Nº do documento na pesquisa | Codificação inicial | Codificação final |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| RCAAP | Alterações reumatoides | -título e/ ou assunto |
0 | 1 | Sim | - | - | - |
| Artroses | 35 | 2 | Sim | - | - | - | ||
| Artrite | 1135 | 3 | Não | - | - | - | ||
| Artrite+ limitações | 1 | 4 | Sim | - | - | - | ||
| Espondilite anquilosante | 100 | 6 | Sim | 1 2 3 4 5 6 |
RCAAP1 RCAAP2 RCAAP3 RCAAP4 RCAAP5 RCAAP6 |
28 - 29 - - 30 |
||
| EBSCO (CINALH, Medline, Database of Abstracts and Reviews, Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Nursing & Allied Health Collection e MedicLatina) |
Rheumatological diseases | -2013 a 2023 -acesso a resumo -acesso a texto completo |
155 | 6 | Não | - | - | - |
| Rheumatological diseases+ work capacity | 0 | 7 | Não |
- |
- |
- | ||
| Arthrosis | 4248 | 8 | Não | - | - | - | ||
| Arthrosis+ work capacity | 3 | 9 | Sim | 1 2 |
R1 R2 |
3 7 |
||
| Arthritis | 33722 | 10 | Não | - | - | - | ||
| Arthritis+ work capacity | 47 | 11 | Sim | 1 2 |
R3 =R1 |
1 - |
||
| Ankylosing spondilitis | 3216 | 12 | Não | - | - | - | ||
| Ankylosing spondilitis+ work capacity | 40 | 13 | Não | 3 4 5 6 7 9 10 11 167 17 18 19 20 22 23 24 25 26 27 31 33 34 36 38 |
R4 R5 R6 R7 R8 R9 R10 R11 R12 R13 R14 R15 R16 R17 R18 R19 R20 R21 R22 R23 R24 R25 R26 R27 |
4 9 11 19 - 13 12 18 23 20 17 14 22 15 5 21 16 24 2 6 25 27 26 - |
CONTEÚDO
O envelhecimento da população implicará que os trabalhadores também sejam mais idosos; logo, as doenças crónicas associadas à idade serão cada vez mais relevantes em contexto ocupacional e a nível de qualidade de vida (1). Quantas mais comorbilidades existirem, maior é a probabilidade de deixar de trabalhar. Mais patologias crónicas nos trabalhadores associam-se a reformas antecipadas, sobretudo se as condições de trabalho forem más. Dentro destas, as alterações reumatológicas são razoavelmente prevalentes (2) e o desemprego nestes indivíduos é superior. Estas conseguem causar alterações na capacidade de trabalho (entre 5 a 59% dos indivíduos), mesmo no momento do diagnóstico, pelo que será pertinente que se tomem medidas precoces para atenuar tal (3).
O estudo dos fatores que ajudarão e/ou atrapalharão a reabilitação profissional de indivíduos com alterações reumatológicas, potenciará a satisfação, produtividade e qualidade de vida. Os pontos a destacar neste contexto poderão ser a adaptação do posto laboral, formação sobre questões legais, gestão de stress, exercício e ter uma equipa pluridisciplinar disponível (constituída, por exemplo, por fisioterapeuta e podologista) (4).
Patologias reumatológicas específicas
A bibliografia consultada destacou sobretudo a (osteo)artrite, artrite reumatoide, artrite psoriática, e a espondiloartrite (com destaque para a espondilite anquilosante).
(Osteo)Artrite
O início não costuma ocorrer antes dos 45 anos e a prevalência aumenta significativamente a partir da sexta década de vida, pelo que ainda poderá atingir parte da população ativa. No início a detioração costuma ser gradual; variáveis que poderão modular isso serão a idade em si, índice de massa corporal, dor, comorbilidade e o tipo de trabalho. A (in)formação poderá atenuar a evolução negativa da patologia (5).
Um dos sintomas mais frequentemente associado à artrite é a astenia; um horário de trabalho flexível e/ou reduzido poderá ajudar (1); há associação entre o trabalho físico e a osteoartrite (6).
Com o envelhecimento da população é de esperar que cada vez existam trabalhadores com mais problemas de artrite (7) (8), sendo economicamente interessante para os governos incentivar estes funcionários a se manterem laboralmente ativos (8). Considera-se que cerca de 54 milhões de indivíduos apresentavam artrite nos EUA, entre 2013 e 2015; metade destes tinham limitações (6).
A artrite crónica associa-se a menor capacidade laboral e maior probabilidade de desemprego; eventualmente devido às alterações da mobilização e coordenação fina (9). Cerca de 1/3 dos indivíduos com artrite tem limitações consideráveis; daí estar associada a absentismo (8). A artrite é uma doença que com frequência causa morbilidade e geralmente cursa com outras patologias crónicas, o que pode potenciar as restrições sociais, ansiedade e limitações laborais (absentismo, menor produtividade e reforma precoce) (10). A existência de comorbidades, potencia a probabilidade de deixar de trabalhar (como a depressão e as alterações vasculares) (8), diminuindo a qualidade de vida e aumentando os custos para a sociedade (9).
Entre trabalhadores mais idosos, a osteoartrite é a principal causa de diminuição de produtividade, eventualmente devido à dor (artralgia), síndroma depressivo e/ou alterações do sono associados. Estima-se que um em cada quatro trabalhadores com osteoartrite deixe de trabalhar antes de atingir a idade da reforma; parte dos que permanecem empregados apresenta presenteísmo, ou seja, menor produtividade (cerca de um terço menos) (7). A retenção no trabalho depende muito da perceção do apoio social e da estabilidade (9).
Um dos setores profissionais destacados em relação a esta patologia foi a da agricultura, sendo que, na generalidade dos países, esta não atrai geralmente jovens, pelo que se espera que este seja uma área cada vez mais envelhecida (6). Agricultores com artrite não participavam em todas as tarefas. Aqui a área anatómica mais atingida é a anca. Poderá haver mais patologias reumatológicas neste setor devido ao esforço físico, turnos prolongados e informais e menor número de folgas/dias de descanso (11). As artralgias e artrite são muito prevalentes entre agricultores (é um dos setores profissionais mais afetados nesse contexto) (6).
Artrite Reumatoide (AR)
A AR é uma doença sistémica autoimune, caraterizada por atividade inflamatória e estragos articulares (12); atinge cerca de 1% da população e diminui a qualidade de vida (13). A semiologia mais prevalente é o edema, dor, rigidez matinal e a diminuição da mobilidade (14) (15) (16).
O diagnóstico é feito em 2/3 dos casos em idade ativa (17). O risco de desemprego é superior (17) (14) e menor a probabilidade de conseguir novo emprego posteriormente (17). É usual haver diminuição da produtividade e absentismo; bem como menor qualidade de vida (14). É uma das patologias mais relevantes em termos de limitações, nos EUA (18), por exemplo. Como já se percebeu, tem um impacto considerável na capacidade laboral (19) (20) (21): 20 a 40% dos indivíduos deixam de conseguir trabalhar em dois a três anos (19) ou 50% parará de trabalhar em 10 anos após o diagnóstico, até essa fase verifica-se diminuição da produtividade (18); às vezes até antes de iniciarem terapêutica com fármacos (13); sendo que os tratamentos são geralmente dispendiosos (18). Estes trabalhadores têm mais probabilidade de terem certificados de incapacidade para o trabalho prolongados e reformas antecipadas por incapacidade (17). Outros publicaram que até 84% dos indivíduos ausentam-se por algumas fases do seu trabalho (absentismo) e até metade deixa de trabalhar até os 22 anos a seguir ao diagnóstico; 10% até os primeiros três anos (21). Ou então que 1/5 a 1/3 ficam com incapacidade permanente após um período de cerca de cinco anos, ainda que em alguns países tal tenha diminuído nos últimos anos, devido aos avanços terapêuticos (sobretudo fármacos biológicos) (16). Também está publicado que parte diminui o número de horas de trabalho (19) (cerca de 48%) (12), troca de posto (19) (12) ou deixa de trabalhar (19) (17%) (12); nomeadamente 25% dos indivíduos deixa de trabalhar no 1º ano e 50% até o final dos primeiros seis anos (22); sobretudo com tarefas mais manuais (12) (13) (15) (19) (21), menores habilitações e idade mais avançada (13) (15). A fadiga é um dos sintomas e é preditivo da interrupção de trabalhar; a dificuldade em trabalhar também pode estar associada ao edema e artralgias (13). A rigidez matinal está associada a limitações laborais: atraso no início do turno e maior absentismo (16) (20), bem como reforma precoce (20) e diminuição da produtividade (presenteismo) (16). Este é mais frequente com tarefas físicas, menos apoio dos colegas e pior saúde mental (21). 96% da perda produtiva estava associada à reforma precoce, com destaque para a rigidez matinal (16).
1/3 dos custos da AR associa-se às alterações laborais, como absentismo e diminuição da produtividade (13). Os custos indiretos para a sociedade parecem ser superiores às despesas médicas diretas. O custo aumenta com a gravidade da doença (16). Poderão surgir dificuldades económicas se o indivíduo não usufruir do seu salário (13). Com menor nível económico existirá maior dificuldade em ter acesso ao tratamento, sobretudo em países com sistemas de saúde privatizados; por sua vez, trabalhando menos ou não trabalhando, também diminuem os recursos económicos (12).
Os fármacos biológicos (13), sobretudo se iniciados precocemente (12) (13), diminuem as dificuldades laborais e a evolução da doença (13) (17) (18) (20). 49% dos que iniciam terapêutica biológica não estão empregados; 12% destes deixaram de trabalhar depois (21).
Outras variáveis com capacidade para modelar a capacidade de trabalhar são algumas questões sociodemográficas (habilitações, vencimento, tipo de trabalho) e apoio/sistema médico em vigor (12). Abordagens ergonómicas conseguem potenciar a capacidade laboral e melhorar a qualidade de vida (18). A duração da doença não modula de forma rígida as limitações laborais (12).
Desemprego e dor crónica associa-se com maior probabilidade a depressão (13).
Uma parte razoável dos reumatologistas discute o tema das limitações laborais durante as consultas (14).
Artrite Psoriática
A artrite psoriática é uma patologia crónica inflamatória. Nestes indivíduos há diminuição da qualidade de vida e mais absentismo, bem como desemprego e diminuição da produtividade; ou seja, surgem limitações significativas. O desemprego é mais frequente com mais idade e início mais precoce da doença (23).
A terapêutica com anti-TNF atenua as limitações, de forma mais intensa e rápida que as medicações anteriores (24).
Espondiloartrite
Ela surge com alguma frequência na idade ativa e por isso consegue alterar a capacidade de trabalhar (25). A prevalência de limitações laborais é relativamente elevada (26). Os fármacos biológicos parecem ser promissores. Patamares mais intensos da doença associam-se a maior probabilidade de desemprego, absentismo e diminuição da produtividade/presenteismo (25) (27)- estes indivíduos podem parar de trabalhar com três vezes mais probabilidade (versus população geral) (27). Indivíduos com doença mais ativa também apresentam mais limitações na vida pessoal (27).
Identificando quais os fatores que geralmente condicionam pior evolução, poder-se-á elaborar um plano de ação que potencie a capacidade de trabalho (25). O questionário WPAI (Work Productivity and Activity Imparment) tem validade e fiabilidade para ser aplicado a indivíduos com espondiloartrite; avalia o absentismo, presenteismo, diminuição da produtividade e limitações globais (incluindo passatempos) (27).
Estes indivíduos geralmente apresentam dorsalgia e diminuição da mobilidade da coluna; logo, diminuição da capacidade funcional. O início da semiologia ocorre geralmente na 2ª década de vida (27).
A Espondilite Anquilosante (EA) carateriza-se por inflamação crónica e neoformação óssea, originando lombalgia, rigidez matinal, diminuição progressiva da mobilidade da coluna, atingimento dos membros inferiores, uveíte e doença intestinal inflamatória (26). A EA é uma doença inflamatória crónica, de origem mal definida, caraterizada por atingimento progressivo das articulações sacroilíacas e respetiva rigidez articular e diminuição da mobilidade (28).
Acredita-se que a prevalência em Portugal varie entre os 0,5 e os 1,6%, mais entre os 20 e os 40 anos e menos na etnia negra. Em 4% dos casos os sintomas começam antes dos 15 anos, 80% antes dos 30 e 5% depois dos 40 anos. O sintoma inicial costuma ser a lombalgia e rigidez matinal, que melhoram com o movimento e pioram com o repouso (28).
Trata-se de uma doença crónica inflamatória que atinge 0,1 a 1,4% da população; mais no sexo masculino (29). O diagnóstico ocorre geralmente no início da idade adulta e as limitações levam a alterações na capacidade de trabalho, a maior consumo de recursos de saúde e a diminuição da qualidade de vida (pelas limitações e dor). Às vezes os indivíduos diminuem o número de horas de trabalho, trocam de trabalho e/ou limitam a sua progressão na carreira. Geralmente há absentismo, presenteismo e diminuição da produtividade (26). As limitações laborais (28) estão quantificadas em cerca de 44%; às vezes cinco vezes mais que os controlos. Estas são mais frequentes nos indivíduos com tarefas manuais e menos habilitações (26). Num estudo, 46% dos indivíduos não trabalhava (31% por terem pedido a reforma antecipada, 13% por estarem com Certificado de Incapacidade Temporária e 3% por estarem desempregados) (29). A diminuição da produtividade nos indivíduos com EA relaciona-se com as limitações físicas, em interação com variáveis demográficas, socioculturais, ocupacionais e a nível de hábitos de vida (30).
Ela atinge mais as articulações sacroilíacas e a coluna vertebral e, secundariamente, anca, joelho, mão e pé. Carateriza-se por diminuição da mobilidade progressiva, sobretudo a nível de coluna. A evolução é crónica e podem existir agudizações. É mais prevalente entre os 15 e os 35 anos, pelo que adquire relevância laboral (reforma precoce, diminuição da produtividade e da progressão na carreira); sobretudo devido à dor física, diminuição da qualidade de vida, diminuição da autoestima, bem como ansiedade e depressão (29). A EA juvenil geralmente manifesta-se geralmente antes dos 16 anos (28).
Acredita-se que resulta da interação entre fatores genéticos e ambientais (28) (29). Alguns investigadores acreditam que a etiologia possa ser também infeciosa (28).
O sexo masculino tem pior prognóstico, mas o feminino (por questões socioculturais/familiares) assume a incapacidade com maior prevalência e facilidade (29).
É usual o indivíduo diminuir a atividade física e, também por isso, se sentir cada vez mais cansado, ansioso e/ou deprimido- o sentimento de inutilidade pode ser mais assustador que a patologia em si; diminuindo a qualidade de vida. Surgem limitações nas atividades quotidianas (28).
A uveíte carateriza-se por dor ocular, eritema, visão desfocada, fotofobia e lacrimejo. Ocorrem entesites em cerca de 24%, com destaque para o tendão de Aquiles e a fáscia plantar. A nível de patologia cardíaca, destacam-se a insuficiência aórtica (4 a 10%) e alterações na condução (3 a 9%). Para além disso, podem coexistir alterações do sono e ansiedade (28).
A capacidade funcional estava diminuída sobretudo devido à dor em 34%, rigidez em 25% e astenia em 6% (28).
A terapêutica inclui anti-inflamatórios não esteroides e fisioterapia; mais recentemente fármacos como anti-fator de necrose tumoral (TNF-alfa) conseguem atenuar as reações imunes (28).
Há menor capacidade funcional com mais idade, mais índice de massa corporal, mais ruralidade, desemprego, menos habilitações, doença mais antiga e menor qualidade de vida física e mental (28).
Dados omissos na bibliografia selecionada
Não foram encontradas informações relativas a medidas de proteção coletiva e individual relevantes neste contexto.
Nas primeiras, em função da experiência dos autores, poder-se-iam considerar:
-formação
-rotatividade de tarefas
-cumprimento dos condicionamentos médicos dos trabalhadores com patologia reumatológica
-fornecimento de tapetes de descanso
-manutenção adequado dos equipamentos e
-mecanização eficaz das tarefas.
A nível de Equipamentos de Proteção Individual, poderão ser necessários cinta de contenção (para abdómen, anca, punhos e/ou joelhos), luvas, calçado adequado e/ou exosqueletos.
Para além disso, foi dado mais destaque para as consequências destas patologias no desempenho laboral, do que o contributo das tarefas de trabalho para a origem e potenciação destas doenças, ainda que se subentenda que os principais fatores de risco associados sejam as cargas, posturas forçadas/mantidas e os movimentos repetitivos.
DISCUSSÃO/ CONCLUSÃO
A generalidade das patologias reumatológicas tem capacidade para diminuir a capacidade de trabalho (presenteismo, absentismo, certificados de incapacidade temporária) ou até implicar desemprego/reforma precoce.
Seria interessante conhecer melhor a realidade portuguesa a nível de incidências/prevalências, desempenho/produtividade, sinistralidade; bem como medidas de proteção coletivas e individuais colocadas em prática e respetivas conclusões.














