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Portuguese Journal of Dermatology and Venereology

versão impressa ISSN 2795-501Xversão On-line ISSN 2795-5001

Resumo

SANTOS, Diana et al. O tratamento com isotretinoína e o risco de depressão em doentes com acne vulgar: qual a evidência?. Port J Dermatol Venereol. [online]. 2022, vol.80, n.3, pp.188-192.  Epub 24-Out-2022. ISSN 2795-501X.  https://doi.org/10.24875/pjdv.m22000042.

Introdução:

A acne vulgar é a doença inflamatória crónica da pele, que afeta frequentemente adolescentes e adultos jovens. A abordagem e tratamento dependem da localização, morfologia e gravidade da acne. A isotretinoína oral, utilizada no tratamento da acne nodular grave ou refratário, pode estar relacionada com o desenvolvimento de patologia psiquiátrica, como depressão ou ideação suicida. Com esta revisão pretende-se determinar se o tratamento com isotretinoína está associado ao desenvolvimento de depressão em doentes com acne vulgar.

Métodos:

Revisão sistemática da evidência científica publicada em bases de dados eletrónicas, utilizando os termos MeSH isotretinoin, acne, depression. Foi utilizada a escala Strength of Recommendation Taxonomy para avaliar a qualidade dos estudos e força de recomendação.

Resultados:

Foram identificados 142 artigos, dos quais cinco cumpriram os critérios de inclusão: duas metanálises e três estudos de coorte (dois prospetivos e um retrospetivo).

Discussão:

O risco de depressão associado à toma de isotretinoína por doentes com acne tem sido uma preocupação e um tema controverso, no entanto os resultados desta revisão são consensuais a afirmar que não parece existir evidência sobre essa associação. Verificou-se ainda que o tratamento daacne, independentemente do fármaco, parece melhorar os sintomas depressivos. A heterogeneidade dos estudos, o pequeno tamanho amostral e a ausência de ensaios clínicos aleatorizados são algumas das limitações. Mais estudos são necessários para confirmar estes achados.

Palavras-chave : Isotretinoína; Acne; Depressão.

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