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Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher

versión impresa ISSN 0874-6885

Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher  no.51 Lisboa jun. 2024  Epub 30-Ene-2025

https://doi.org/10.34619/hwsr-6urm 

Pioneira

Elisabete Matos - A primeira mulher a exercer o cargo de diretora artística do Teatro Nacional de São Carlos1

Maria do Rosário Barardoi 

iFaces de Eva. Estudos sobre a Mulher, Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, 1069-061 Lisboa, Portugal. Email: rosario.barardo@gmail.com


ENTRE PASSOS E EMOÇÕES: UMA VIAGEM DE SENTIMENTOS COM A INTERNACIONAL SOPRANO ELISABETE MATOS

Elisabete Matos foi a primeira soprano internacional portuguesa a ser galardoada, em 2000, com o Latin Grammy, The Best Classical Album, pela gravação da ópera La Dolores, de Bréton, em que interpretava o papel titular, ao lado de Plácido Domingo, que interpretava Lázaro. Acedeu ao convite para uma entrevista de Faces de Eva e, com grande simpatia e sem reservas, dispôs-se a receber-nos, no dia 25 de junho de 2024, no Teatro Nacional de São Carlos. O encontro decorreu de forma descontraída, a conversa fluiu sem rigidez de temas e muito se falou da família, da carreira e, sobretudo, da ópera, esse singular e desafiador género artístico, com toda a sua riqueza, diversidade e exuberância.

Elisabete desvendou-nos um pouco da sua vida familiar. É oriunda de uma família tradicional minhota, com valores humanistas e bases de formação musical que passaram de geração em geração, o que foi muito importante para a sua carreira. Nasceu em Caldas das Taipas, concelho de Guimarães, e diz-nos que se tornou cedo uma mulher madura, pois perdeu o pai aos doze anos de idade e era, dos três filhos, a mais velha. O pai, que faleceu aos trinta e oito anos, era o seu porto seguro, o dono do abraço. Ele era trompetista na banda local e toda a história de Elisabete com a música está ligada à família paterna, já desde o seu avô.

A cantora afirma: “A falta do meu pai foi traumática, e isso tem a ver com a pessoa que me tornei ao longo destes anos. Nessa altura estava a celebrar-se a liberdade - o 25 de Abril - e eu já sentia a necessidade de ser livre. Sem o meu pai, era o meu avô materno quem, não sabendo música, apoiava a banda local, ao mesmo tempo que era presidente da Junta de Freguesia. Dessa época tenho bem presente que já era notada quando ia à missa e cantava - era uma criança que não tinha vergonha de se expressar publicamente.”

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA CALOUSTE GULBENKIAN DE BRAGA - DO VIOLINO AO CANTO

“O meu primeiro amor foi o violino, mas, ainda em Braga, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, estudei canto e encontrei a beleza da harmonia entre a palavra e a música.” Do Conservatório em Braga, Elisabete Matos relembra a sua professora de canto, Palmira Troufa, que muito a incentivou a seguir em frente.

Sobre a sua aluna, Palmira Troufa diz: “Uma aluna promissora, que tentava sempre atingir o máximo, com grandes qualidades de trabalho; não se contentava em fazer as coisas bem, procurava atingir para lá do bem”. Relativamente à voz de Elisabete Matos, acrescenta: “Grandiosa, muito bonita, com uma grande qualidade técnica e uma potência invulgar para a característica vocal portuguesa. (…) Um caso raro no nosso país, onde é difícil (um cantor de ópera) sair e afirmar-se lá fora. Só me recordo da Luísa Todi (1753-1833), do Francisco de Andrade (1859-1921) ou do Tomás Alcaide (1901-1967).”

Pelas características que lhe são intrínsecas - uma grande curiosidade por novas competências, procura de novos saberes e novos cenários -, Elisabete Matos conta-nos que, quando finalizou os estudos no Conservatório em Braga, candidatou-se a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e, pelos seus dotes vocálicos e todo o seu potencial artístico, foi selecionada para estudar canto em Madrid. Na família nunca ninguém tinha saído do país e relembra que por isso era frequentemente interpelada sobre a razão por que não começava a dar aulas… No princípio foi difícil para a família, em especial para a mãe, que todavia nunca tentou dissuadi-la. Recorda o dia da despedida, quando o tio a acompanhou à estação de comboio…

A soprano fala-nos com uma certa nostalgia de Vitorino Gomes, violonista na Gulbenkian, já falecido, um amigo especial e que muito a ajudou nessa fase. Em Madrid, foi também muito bem acolhida por uma família conhecida do próprio.

ESCUELA SUPERIOR DE CANTO DE MADRID: OS PRIMEIROS PASSOS PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO

Elisabete Matos escolheu estudar na escola pública de canto em Madrid e não privadamente, opção dada pela Fundação Gulbenkian. Na Escuela Superior de Canto de Madrid, concluiu primeiro a licenciatura, como cantora coral, obtendo uma menção honrosa, e depois os 4.º e 5.º anos, para cantora solista, e os 6.º e 7.º anos, como cantora especialista, com a vertente de ensino. Uma vez finalizados os estudos, foi distinguida com o prémio Lola Rodriguez Aragón. Como figuras marcantes na Escuela de Canto de Madrid, menciona Marimí Del Pozo, professora de canto, bem como Félix Lavila (marido de Teresa Berganza) e Miguel Zanetti, dois grandes pianistas que adoravam trabalhar com cantores. Com eles teve aulas individuais da parte vocal, musical e interpretativa das personagens. A cumplicidade era muita e, relatou-nos a soprano, os professores substituíam, em certa medida, os pais e as mães que não estavam presentes.

Elisabete fala seis idiomas e lamenta que, atualmente, haja uma grande falta de conhecimento da fonética da língua cantada. Frequentou aulas de Linguística e de Fonética e ainda estudou piano.

A SOPRANO APAIXONADA QUE DIZ TER ENCONTRADO NO CANTO A BELEZA DA PALAVRA

Elisabete Matos sempre viveu com o desejo de saber mais, de aprender e de abrir horizontes… A este propósito, diz-nos: “Tive a sorte de ainda ter trabalhado com cantores de nível mundial da geração anterior à minha, como Plácido Domingo, José Carreras, Eva Marton, Renato Bruson, e muitos outros.” E acrescenta: “Evidentemente são mais homens do que mulheres, porque o papel principal feminino era eu quem o interpretava, mas entravam os mezzos, que eram também de grande nível mundial.” Do privilégio de começar a trabalhar com grandes cantores diz-nos que retirava duas coisas muito importantes: a primeira era o sentimento de enorme responsabilidade porque, sendo muito jovem, tinha a possibilidade de trabalhar e aprender com os que já eram os grandes cantores; e a segunda era a responsabilidade de corresponder ao nível do ambiente onde se encontrava inserida.

Elisabete considera-se uma mulher forte, com muita capacidade de trabalho, mas também muito vulnerável. É certo que o talento, a voz e a paixão estavam lá, mas, diz-nos, faltava-lhe a experiência de vida que serviria para firmar a sua carreira. “Fui sempre muito exigente e crítica comigo própria. A minha análise e autocrítica foram primordiais, mas sempre acolhi com muita humildade as opiniões de pessoas da minha confiança. Ter uma boa técnica é fundamental, é uma parte absolutamente objetiva na arte de cantora, na qual se tem de ter alicerces bem definidos. O cantor não vê o seu instrumento que é a voz; daí a ideia de divo, que tem um dom divino, o que o torna uma pessoa tímida, delicada e indefesa. São esses os ingredientes necessários, mas também é muito importante escolher o repertório conveniente à voz e à idade do intérprete. É evidente que todas as coisas têm de estar numa conexão perfeita. Cantar é também um ato de inteligência, tem a parte matemática, a técnica e a emocional. A inteligência é muito importante, pois vai coordenar estas três vertentes.”

Sobre as técnicas de voz, a soprano Elisabete Matos exemplifica: “Num libreto como o da Traviata, de Verdi, quase são necessários três sopranos para interpretar os três atos sobre a história de amor da cortesã Violetta, que frequenta a alta sociedade. No 1.º ato, Violleta, enquanto desfruta do seu amor por Alfredo, apresenta-se como um soprano mais ligeiro, um soprano de coloratura. Depois, no 2.º ato, quando se apaixonam e começam as vicissitudes causadas pelo pai de Alfredo, que impede este amor, é necessário mudar para uma voz que demonstre a problemática do relacionamento; é o dramatismo, ainda que ligeiro, de uma mulher frágil e até fútil. Por último, no 3.º ato, a mesma soprano tem de ter a capacidade de interpretar Violleta com a imensa dor por não poder amar Alfredo e a débil saúde que a leva ao leito de morte - a soprano transforma a sua voz num dramatismo profundo com uma grande vulnerabilidade, e também com a capacidade de expressar a extrema debilidade da dor e da doença. Por isso, este canto não poderá ser cantado a voce piena.” E prossegue: “No final, a soprano tem de ter a capacidade, a versatilidade, a força e também a sensibilidade para interpretar a futilidade, o amor, o dramatismo e a tragédia. Tudo passa por esse filtro que é a nossa alma - cada uma de nós vai interpretar de maneira diferente. Temos estéticas e maneiras de pensar diferenciadas. Cada cantor apropria-se das personagens, e há sempre algumas com que mais nos identificamos.”

Elisabete Matos sublinha: “O privilégio de um artista é realmente poder interpretar vários tipos de personagens, e é aí que se sente totalmente livre. Quando se estuda um papel, antes das notas e da música, lê-se o libreto, normalmente baseado numa obra literária; estuda-se a época, as pessoas com quem a personagem tratou, a maneira como se veste, como se senta, como reflete sobre as coisas… Tudo isto tem uma primordial importância para o sucesso da interpretação. Para mim, a maior felicidade na ópera é termos a possibilidade de cantar sobre a palavra, de a colorir. E temos de ter também a capacidade de adequar ao libreto a expressão corporal e o jogo fisionómico.”

A artista conta-nos que há um papel a que renunciou voltar a cantar, o de Soror Angelica, na ópera de Puccini com mesmo nome. Embora toda a obra seja difícil de cantar, este papel é particularmente doloroso: Angelica, grávida de um amor que a família não aceita, vê o filho ser-lhe arrancado visceralmente e, no convento, ao saber que o fruto do seu amor morre, perde a sanidade mental; tomada por uma visão celestial, clama desvairadamente, acreditando ouvir o filho chamá-la para perto de si no paraíso.

Elisabete Matos cantou esta peça no Opera de Valencia e confessa-nos que, quando chegou ao final, estava exausta, com um nó na garganta e até de pés fincados no palco. Decidiu então: “Este papel nunca mais!” Mesmo não tendo sido mãe, era uma interpretação muito violenta. A este propósito, confidenciou-nos que optou por não ter filhos, porque a carreira internacional, em que só interpretava papéis principais, não lhe permitia dispensar a atenção e a dedicação que as crianças merecem, uma vez que o seu grau de exigência não era compatível com as duas situações - mãe e cantora.

A BRILHANTE CARREIRA RUMO AOS GRANDES PALCOS MUNDIAIS - PRÉMIOS E DISTINÇÕES

Em 1986, Elisabete Matos estreia-se no Coliseu do Porto, com o Círculo Portuense de Ópera, no papel de Frasquita, da ópera Carmen, de Bizet. Mais tarde, em 1995, obteve o segundo lugar no International Hans Gabor Belvedere Singing Competition, em Viena, dando assim início à sua carreira internacional. Mas foi em 1997, na Hamburg State Opera, nos papéis de Alice Ford (em Falstaff, de Verdi) e de Donna Elvira (em Don Giovanni, de Mozart), que o nome da grande cantora se tornou definitivamente ímpar a nível internacional.

Em 1997, a soprano canta pela primeira vez ao lado de Plácido Domingo na reabertura do Teatro Real, a sala de ópera de Madrid, na estreia mundial da ópera Divinas Palabras, interpretando Mari-Gaila. A convite do tenor espanhol, em 1999, atua em Sevilha no Teatro de la Maestranza, onde os dois cantores interpretam os principais papéis da ópera Le Cid, de Massenet, e depois no John F. Kennedy Center for the Performing Arts, com a companhia norte-americana Washington National Opera. É em seguida convidada pela Washington National Opera, de que Plácido é o diretor artístico, para interpretar, ao lado de José Carreras, o papel de Dolly, numa nova produção deSly, de Wolf-Ferrari. Antes disso, em 1998, houve duas outras atuações com o cantor espanhol: no estádio do Jamor, perante mais de vinte mil pessoas, incluindo Amália Rodrigues e Eusébio, e no estádio do Restelo, por altura da EXPO’98.

Em 2001, Elisabete Matos marcou presença na Gran Gala di Verdi, um concerto evocativo dos cem anos da morte do compositor, que reuniu, em Parma, alguns dos maiores cantores de ópera, como Plácido Domingo, José Carreras, José Cura, Ruggero Raimondi, Marcelo Alvarez ou Daniela Dessi, acompanhados pela Orquestra del Maggio Musicale Florentino e dirigidos pelo maestro Zubin Mehta.

Em 2010, Elisabete Matos estreia-se no Metropolitan Opera House, de Nova Iorque, interpretando Minnie, o papel principal da ópera La Fanciulla del West, de Puccini. Deste espetáculo, relata-nos, com muito humor, a sua ousadia ao entrar no palco montada num cavalo, empunhando uma espingarda de pólvora. Sem ter feito qualquer ensaio no palco, foi desafiador, confessa-nos. Nesta ópera atuou com o tenor italiano Marcello Giordani, no papel de Dick Johnson.

A deslumbrante e magnífica carreira profissional de Elisabete Matos, com um repertório vastíssimo e diversificado, de características tão específicas que mais se assemelha a uma missão, a um sacerdócio, foi prosseguindo ao longo de mais de três décadas entre óperas, lieder e concertos, contando com mais de meia centena de interpretações das mais famosas óperas nos maiores palcos mundiais, tanto na Europa e nos EUA, como no Médio Oriente e Ásia.

Apraz-nos mencionar que, para além dos já mencionados e importantes Grammies e prémios como o de Belveder, em Viena, foram-lhe atribuídas outras distinções, como: 1.º lugar no Concurso Internacional de Canto Lírico Luísa Todi (1991), em Setúbal; distinção com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique; Medalha de Ouro de Mérito Artístico da Cidade de Guimarães; grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique; Medalha de Mérito Artístico do Ministério da Cultura; prémio Mulheres Criadoras da Cultura Maria Isabel Barreno; e tantos outros a nível nacional e internacional.

Apesar de viver fora do país, é frequentemente convidada para atuar ou gravar nas celebrações de grandes momentos como: o V Centenário do Tratado de Tordesilhas, em 1994, o Centenário da República, em 2010, e a sua extraordinária atuação no encerramento das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima, a 13 de outubro de 2017, integrando um concerto com a Orquestra e o Coro Gulbenkian, dirigidos pela maestrina Joana Carneiro.

Portugal, em especial o Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), é um palco habitual de Elisabete Matos, aí atuando pelo menos uma vez por ano, sempre com um público que acolhe com calorosos aplausos a conceituada e internacional soprano, que nos revelou que cantar no único teatro lírico português é “um ato emocionalmente tocante”. Mesmo tendo atingido um elevado status na carreira, a cantora divide o seu tempo entre a capital espanhola, Braga e Lisboa.

Em 2013, Elisabete Matos escolheu o TNSC para celebrar os seus 25 anos de carreira, com um magnífico recital e o lançamento de uma fotobiografia.

TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS - A DIREÇÃO ARTÍSTICA

Elisabete Matos já se encontrava no auge da sua carreira, quando, a 10 de Junho de 2019, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, atuou em Pequim no Festival de Cultura Portuguesa na China, para celebrar o 40.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países. O concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa foi dirigido pela maestrina Joana Carneiro. Como nos relata a cantora, nessa altura, a ministra da Cultura portuguesa, Graça Fonseca, que estava também em Pequim para participar nestas comemorações, lançou-lhe o desafio de ocupar o cargo de diretora artística do Teatro Nacional de São Carlos, função que até à data sempre tinha sido ocupada por homens.

“Naturalmente que era uma honra dirigir o único teatro lírico de Portugal”, confessa Elisabete Matos. “Os vastos conhecimentos adquiridos internacionalmente permitiriam, com certeza, um desempenho privilegiado. Mas, passados poucos meses da tomada de posse, surgiu a crise pandémica (2019-2023), que causou grandes restrições e levou a cancelamentos de programação e a alterações nas atividades previstas.” “O TNSC nunca encerrou”, comenta, “porque houve um grande esforço para se reinventar.” O facto de ser um teatro público foi fundamental, uma vez que, caso os músicos fossem todos para casa, os vencimentos ficariam garantidos. Os artistas, que já são um parente pobre, mais o seriam se deixassem de receber os vencimentos.

Elisabete Matos relembra as muitas atuações no Salão Nobre, gravadas em streaming e transmitidas semanalmente, bem como outras soluções que tiveram de ser encontradas para o espaço de um teatro do final do século XVIII. Depois da pandemia, o público não regressou à sala na sua totalidade e a programação foi sendo adaptada. Na presente temporada (2024), muitos dos espetáculos do TNSC resultam ainda da sua programação.

Na direção artística no São Carlos, como em outros momentos do seu percurso, a cantora realça a preocupação em chegar aos jovens. “O princípio de tudo é falar das artes na educação de uma forma integrada, pensando na infância e no pré-escolar. A presença de uma dimensão artística é fundamental ao longo da vida para uma formação integral.”

O ensino tem sido uma vocação de Elisabete Matos, que realiza várias incursões nesta área, designadamente masterclasses e workshops. Desde 2012, é professora convidada na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) no Instituto Politécnico de Castelo Branco, como especialista nas áreas de Performance Musical e Canto.

E AGORA …

Quando já se atingiu tudo numa carreira, sobram, mesmo assim, sonhos e projetos novos de experiências a haver… A vertente pedagógica está garantidamente nos horizontes de Elisabete Matos, a par da sua carreira de soprano, que tenciona retomar em breve, logo que completamente recuperada das sequelas de dois episódios de covid-19 e um de Gripe A.

Da nossa prolongada e agradável conversa, permitimo-nos lançar a seguinte questão: porque não um regresso, a seu tempo, da internacional soprano Elisabete Matos à direção artística do Teatro Nacional de São Carlos?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Forum China. (2019, maio 24). Festival da Cultura Portuguesa na China arranca em Pequim (Portuguese Culture Festival in China kicks off in Beijing). Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau). https://forumchinaplp.org.mo/pt/economic_trade/view/6426Links ]

Gulbenkian Música. (2017, outubro 13). Elisabete Matos, Soprano. https://gulbenkian.pt/musica/en/biography/elisabete-matos/Links ]

Lusa. (2013, janeiro 12). Soprano Elisabete Matos celebra 25 anos de carreira em Lisboa (Soprano Elisabete Matos celebrates 25 years of her career in Lisbon). Público. https://www.publico.pt/2013/01/12/culturaipsilon/noticia/soprano-elisabete-matos-celebra-25-anos-de-carreira-em-lisboa-1580466Links ]

Ribeiro, P. (1999, março 17). A soprano que Domingo convidou (The soprano Domingo invited). Público. https://www.publico.pt/1999/03/17/jornal/a-soprano-que-domingo-convidou-130959Links ]

Seiderfarb, L., & Miranda, T. (2020, janeiro 8). Elisabete Matos: “Sou possessiva. Aprendi a viver com a solidão da carreira”. A nova vida da primeira mulher à frente do São Carlos (Elisabete Matos: ‘I'm possessive. I've learnt to live with the loneliness of a career’. The new life of São Carlos' first female manager). Expresso. https://expresso.pt/cultura/2020-01-08-Elisabete-Matos-Sou-possessiva.-Aprendi-a-viver-com-a-solidao-da-carreira.-A-nova-vida-da-primeira-mulher-a-frente-do-Sao-CarlosLinks ]

Nota

1A presente entrevista teve a colaboração de Maria Helena Fragoso Mattos, investigadora independente.

Aceito: 28 de Outubro de 2024

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