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Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças vol.21 no.1 Lisboa abr. 2020

https://doi.org/10.15309/20psd210111 

A espiritualidade e as doenças crónicas nos idosos - estudo exploratório em idosos

Spirituality and chronic diseases in the older adults - exploratory study in the older adults

Andrea Costa1, & Sofia von Humboldt2

1ISPA - Instituto Universitário, Lisbon, Portugal, ac20.5.92@gmail.com

2William James Research Center, ISPA - Instituto Universitário, Lisbon, Portugal


 

RESUMO

O envelhecimento populacional apresenta-se como sendo um desafio da saúde pública contemporânea. As doenças crónicas são uma preocupação, especialmente entre a população idosa, pois com elas vivenciam-se perdas e alterações na vida dos idosos, onde a espiritualidade pode ser uma forma de encontrar força para vencer as adversidades. O objetivo do presente estudo exploratório realizado com idosos foi verificar se a espiritualidade e a fé ajudam o idoso a lidar com a doença crónica na velhice. Método: O presente estudo, de natureza qualitativa, foi realizado através de entrevistas semi-estruturadas a 7 idosos com idades entre os 62 e os 92 (M= 76,85; DP=11,20). Resultados: Foram identificadas duas categorias, a crença em deus, onde todos os inquiridos responderam que acreditam em Deus, e, a força para enfrentar a doença, onde todos os inquiridos responderam que a fé e acreditar em Deus, os ajudou e ajuda a enfrentar a doença. Discussão: À medida que envelhece, o idoso começa a vivenciar diversas mudanças que acarretam uma adaptação a novos papéis. As doenças crónicas são um exemplo, pois trazem consigo sentimentos, que, muitas vezes podem afetar o bem-estar do idoso, e consequentemente, a procura de um propósito na vida e formas de enfrentar a doença, através da fé. Assim, verificam-se temas de relevo no presente estudo, que contribuirão para melhorar e acrescentar conhecimento à psicologia da saúde.

Palavras-chave: Espiritualidade, Religião, Envelhecimento, Doenças Crónicas


 

ABSTRACT

Population aging presents itself as a challenge for contemporary public health. Chronic diseases are a concern, especially among the older adults, as they experience losses and changes in their lives, where spirituality can be a way to find strength to overcome adversity. The purpose of the present exploratory study conducted with the older adults was to verify if spirituality and faith help the elderly to cope with chronic illness in old age. Method: This qualitative study was conducted through semi-structured interviews with 7 older adults aged 62 to 92 (M = 76.85; SD = 11.20). Results: Two categories were identified: belief in god, where all respondents answered that they believe in God, and strength to cope with the disease, where all respondents answered that faith and belief in God helped and helps them cope the disease. Discussion: As they get older, the older adults begins to experience several changes that lead to adaptation to new roles. Chronic diseases are an example because they bring with them feelings that can often affect the well-being of the older adults, and consequently, the search for a purpose in life and ways to cope with the disease through faith. Thus, there are relevant themes in the present study, which will contribute to improve and add knowledge to health psychology.

Keywords: Spirituality, Religion, Aging, Chronic diseases


 

O envelhecimento populacional é uma realidade mundial (Lucchetti, Lucchetti, Bassi, Nasri, & Nacif, 2011) e segundo a Organização das Nações Unidas, a redução da mortalidade, a melhoria do acesso à educação bem como às oportunidades de emprego e saúde pública, o avanço da na igualdade de géneros e a melhoria das condições de saneamento, entre outros, são os principais fatores que contribuem para uma maior longevidade da população (Dias & Pais-Ribeiro, 2018). É igualmente um processo dinâmico, progressivo e irreversível, que faz parte do ciclo da vida de qualquer individuo (Assis, Gomes, & Zentarski, 2013; Lucchetti, Lucchetti, Bassi, Nasri & Nacif, 2011).

Atualmente, cerca de um quarto do total de doenças e consequentemente mortes no mundo, são observadas na população com idade superior a 60 anos (Veras, 2016). As doenças, na sua maioria crónicas e não transmissíveis, provocam no idoso alterações a nível físico, psicológico e emocional, deixando sequelas e limitações que, consequentemente, afetarão o bem-estar e qualidade de vida do mesmo (Dias & Pais-Ribeiro, 2018; Koenig, 2013). Assim, as pessoas idosas acabam por experienciar uma variedade de doenças crónicas como cancros, problemas cardíacos, problemas músculo-esqueléticos, respiratórios, distúrbios cognitivos, entre outros, devido à sua degeneração biológica e problemas de saúde incluídos (Somrongthong, Hongthong, Wongchalee, & Wongtongkam, 2016; Veras, 2016).

Dadas as alterações vividas advindas das doenças crónicas no idoso, a espiritualidade aparece como uma estratégia para enfrentar todas as adversidades (Dias & Pais-Ribeiro (2018).

Especialmente no final da vida, a religião e a espiritualidade ocupam um lugar de destaque na vida dos mais velhos, sendo identificadas como uma fonte de significado na vida dos mesmos (Santana, Cupertino, & Neri, 2009; Sommerhalder & Goldstein, 2011). Contudo é necessário distinguir religião de espiritualidade. Segundo Koenig, Mccullough e Larson (2001), a religião é designada como um sistema de crenças, rituais, práticas e símbolos, que visa facilitar o acesso ao transcendente. A espiritualidade é designada como uma busca pessoal, onde o objetivo passa por entender questões relacionadas à vida bem como ao seu sentido. Sobre as relações ligadas ao sagrado, ao transcendente, que podem ou não, levar ao desenvolvimento de práticas religiosas (Lucchetti, Lucchetti, Bassi, Nasri & Nacif, 2011).

A espiritualidade manifesta-se na vida do ser humano de diversas maneiras, podendo variar de acordo com a idade do individuo, a sua religião, a sua cultura e o seu estado de saúde. Permite ao individuo uma grande capacidade para aliviar o sofrimento vivido ao longo do seu envelhecimento (Rocha & Ciosak, 2014).

Parece assim fundamental considerar, que nas idades avançadas o desconforto e inquietude desencadeados pelo aparecimento de doenças e/ou possível finitude, leva os idosos a desenvolverem uma maior relação com a espiritualidade (Soares & Amorim, 2014). As crenças bem como as práticas religiosas demonstram auxílio para enfrentar diversas situações da vida dos idosos como problemas de saúde, perdas, podem ainda ajudar a gerir o stress e todo o processo de envelhecimento, possibilitando um percurso positivo para um envelhecimento bem-sucedido (Assis et al., 2013; Soares & Amorim, 2014).

Assim, o objetivo do presente estudo exploratório realizado com idosos, visa compreender e explorar se a espiritualidade e a fé ajudam o idoso a lidar e enfrentar as adversidades das doenças crónicas na velhice.

Método

Participantes

A amostra constitui-se por 7 participantes idosos, 57% mulheres e 43% homens, com idades compreendidas entre os 62 e os 92 anos (M= 76,85; DP= 11,20). 14 % dos participantes são solteiros, 29 % casados e 57% dos participantes são viúvos.

Material

O presente estudo de natureza qualitativa, foi realizado através da concretização de entrevistas semi-estruturadas a idosos em dois contextos distintos, em centro de dia e em residência própria.

Foram elaboradas dez questões onde se abordou a doença crónica e a adaptação do idoso à doença, a crença e fé em deus, e a possibilidade de a fé ser uma ajuda para enfrentar a doença, na velhice, subdividindo a entrevista em duas categorias, a crença em deus onde estão presentes as seguintes questões, “Sempre ligou a sua espiritualidade (acreditar num ser superior, que existe algo que nos transcede) à sua religião? Isto é, começou a rezar mais e a ter mais fé?”; “Acreditava em deus antes de ter a doença)”; e “Se sim, tornou-se mais crente? Se não, passou a acreditar?” e a força para enfrentar a doença onde estão presentes as seguintes questões, “Acredita que foi deus que a ajudou a ultrapassar os momentos difíceis?”; “Perceber e acreditar que deus estava consigo ajudo-a(o) a adaptar à sua doença?”; “Ao acreditar em deus isso trouxe-lhe conforto de espírito?”, “Pedia ajuda a deus? O que pedia?” e “Sente que a sua crença em deus a(o) ajuda no seu dia-a-dia?”.

Procedimento

Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, de caráter qualitativo, com o objetivo de analisar se a espiritualidade e a fé são recursos utilizados pelos idosos para enfrentar as adversidades das doenças crónicas na velhice.

Para a administração das entrevistas, foi contactado o Centro Social Paroquial de São Caetano, em Cantanhede - Coimbra, tendo por objetivo realizar a entrevista junto dos idosos que frequentam o centro. Foram contactados, igualmente, outros participantes, através de contacto telefónico, afim da realização das entrevistas. Inicialmente, foi explicado a cada participante o objetivo da entrevista, com base no consentimento informado, bem como o direito ao anonimato e poder de decisão na participação e interrupção da participação caso algum desconforto surgisse.

Entrevistas individuais foram agendadas, conforme a disponibilidade de cada idoso, posteriormente realizadas no Centro Social Paroquial de São Caetano, numa sala recatada, isenta de interrupções, tendo uma duração média de aproximadamente 30 a 40 minutos cada. Relativamente aos restantes participantes, o processo acima descrito foi equivalente, com a ressalva de que as entrevistas foram realizadas nas suas residências. Após a realização das entrevistas, todas foram analisadas e transcritas na íntegra, e posteriormente foram construídas matrizes temáticas com as informações relevantes das mesmas.

Resultados

Na categoria, “crença em deus”, onde estão presentes as questões “Sempre ligou a sua espiritualidade (acreditar num ser superior, que existe algo que nos transcede) à sua religião? Isto é, começou a rezar mais e a ter mais fé?”; “Acreditava em deus antes de ter a doença”; e “Se sim, tornou-se mais crente? Se não, passou a acreditar?”. Todos os inquiridos responderam que acreditam em Deus. É de ressalvar que na última questão, apenas 14 % não acreditava em deus, e após o diagnóstico da sua doença crónica, tornou-se crente.

Relativamente à categoria, “força para enfrentar a doença”, onde estão presentes as questões “Acredita que foi deus que a ajudou a ultrapassar os momentos difíceis”;

“Perceber e acreditar que deus estava consigo ajudo-a(o) a adaptar à sua doença”; “Ao acreditar em deus isso trouxe-lhe conforto de espírito?”, “Pedia ajuda a deus?

O que pedia?” e “Sente que a sua crença em deus a(o) ajuda no seu dia-a-dia?”. Todos os inquiridos responderam que a fé e o acreditar em deus, os ajudou e ajuda a enfrentar a doença.

É de ressalvar que na questão “Pedia ajuda a deus? O que pedia?”, 29% da amostra refere que pedem efetivamente ajuda, mas relativamente ao que pedem, preferiram não se pronunciar, dizendo ser um assunto particular. Os restantes 71 % afirmam pedir ajuda, afirmando pedir diariamente saúde, força para continuar, força para os ajudar na doença e no dia-a-dia.

Discussão

A população mundial tem vindo a passar por um processo de envelhecimento acelerado, existindo cada vez mais, na maioria dos países, uma elevação do número da população idosa (Dias & Pais-Ribeiro, 2018). As pessoas idosas, ao longo do seu envelhecimento, vão experimentando o surgimento de doenças crónicas, que na sua maioria levam à redução da qualidade de vida do idoso (Somrongthong Hongthong, Wongchalee, & Wongtongkam, 2016), e consequentemente a população idosa tende a ir em busca de uma relação com o transcendente (Costa & Terra, 2013). A espiritualidade, ou a busca por uma relação com o transcendente, poderá ser considerada um fator relevante na qualidade de vida do idoso, pois visa uma busca pessoal para compreender diversos aspetos da vida, o seu significado. É um recurso potencial em relação à saúde mental pois apresenta-se na maioria da população idosa com um mecanismo para enfrentar as vicissitudes da vida (Martinez & Custódio, 2014).

A categoria “crença em deus” foi analisada e foi possível verificar que todos responderam que acreditam em Deus. Existem estudos na literatura científica, que vêm corroborar os resultados. No estudo de Guerrero e colegas (2011), a maioria dos participantes referem que acreditam em deus. Verifica-se ainda que três participantes mencionaram que recorreram com maior frequência à religião após descobrirem a doença. No estudo de Thuné-Boyle, Stygall, Keshtgar, Davidson, e Newman (2012), 71% da amostra acreditam em deus. Dias e Pais-Ribeiro (2018), em seu estudo mostram que a espiritualidade nos idosos apresentou valores altos, nomeadamente (M=3,29), no domínio das crenças religiosas/espirituais. A categoria “força para enfrentar a doença” foi analisada e foi possível verificar que todos responderam que a fé e o acreditar em deus, os ajudou e ajuda a enfrentar a doença. O estudo de Unamtenne, Warren, Canaway, e Manderson (2011) corrobora os resultados obtidos, verificando-se respostas onde os participantes afirmam que a espiritualidade lhes dá força para continuar, que está presente na vida deles como um suporte para a vida, para ultrapassar o dia-a-dia. No estudo de Stanley et al. (2011), 77% a 83% dos participantes indicam ter preferência em incluir a religião e a espiritualidade na terapia para a ansiedade e depressão. No estudo de Mesquita et al. (2019), verificaram que a fé em algo transcendente, torna-se um sentimento necessário para que o individuo possa enfrentar a doença, onde o participante refere que a fé o auxilia em tudo, dando-lhe força para enfrentar o tratamento a que está sujeito, acreditando que um milagre poderá acontecer.

Com o presente estudo exploratório, podemos concluir que existem diferenças na categoria força para enfrentar a doença, mais precisamente na questão “pedia ajuda a deus? o que pedia?”, onde na literatura científica não se encontraram estudos que abordem e comparem esta temática e contrariamente ao referido no estudo de Stanley et al. (2011), o presente estudo não aborda terapias realizadas a idosos com doenças crónicas. Apesar dos resultados obtidos, existem limitações como a reduzida população e a não diferenciação da população em relação ao género, que poderão ser possíveis determinantes para as poucas diferenças apresentadas.

Em conclusão, a espiritualidade contribui para o idoso enfrentar os problemas e dificuldades vividas, ajuda a procurar um conforto e constitui um recurso para enfrentar as dificuldades sentidas e/ou uma estratégia que visa encarar os problemas do seu quotidiano, como as doenças crónicas.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 15 de Novembro de 2019

Aceite em 29 de Janeiro de 2020

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