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Political Observer - Revista Portuguesa de Ciência Política

versão On-line ISSN 2184-2078

PO-RPCP vol.15  Lisboa jun. 2021  Epub 20-Jan-2022

https://doi.org/10.33167/2184-2078.rpcp2021.15/pp.129-136 

Original Article

The Racial Nightmare and the Genteel Racism

Carlos Vargas1 

1HTC - História, Territórios e Comunidades, Universidade Nova de Lisboa - Portugal.


Buccola, N. (2019). The Fire Is upon Us: James Baldwin, William F. Buckley Jr., and the Debate over Race in America. Princeton and Oxford: Princeton University Press.

Nicholas Buccola é professor na Linfield University, McMinnville, Oregon, E.U.A., onde é titular da Elizabeth and Morris Glicksman Chair in Political Science, ministrando, nomeadamente, um seminário dedicado ao pensamento político afro-americano, num período de tempo desde a América esclavagista do séc. XIX até à contemporaneidade, com particular atenção ao movimento #BlackLivesMatter. Publicou, anteriormente, Abraham Lincoln and Liberal Democracy (Editor, University Press of Kansas, 2016) e The Political Thought of Frederick Douglass: In Pursuit of American Liberty (Autor, New York University Press, 2012).

The Fire Is upon Us: James Baldwin, William F. Buckley Jr., and the Debate over Race in America (Princeton University Press, 2019) recebeu a nomeação Editor’s Choice pelo New York Times e foi finalista do Benjamin Hooks National Book 2019. O livro apresenta como tema central o debate promovido pela Cambridge Union Society, em Cambridge, no Reino Unido, a 18 de Fevereiro de 1965, com a participação de James Baldwin (1924-1987), escritor e poeta-profeta da luta pelos direitos civis nos E.U.A., e de William Francis Buckley Jr. (1925-2008), escritor, comentador político, fundador e defensor de posições conservadoras e tradicionalistas da American right wing.

Baldwin tinha publicado as colectâneas de ensaios Notes of a Native Son (1955) e The Fire Next Time (1963), obras em que reflectiu sobre a experiência das comunidades afro-americanas oprimidas por um Deus dos brancos resultante do cristianismo, comunidades essas que buscariam uma libertação alternativa por via da valorização de um Deus dos negros, o que parecia só ser possível através do islamismo, conduzindo ao crescimento da comunidade islâmica afro-americana. Aquelas obras continham reflexões de carácter autobiográfico, nas quais James Baldwin dava conta das suas experiências pessoais, no Harlem - the Harlem Ghetto, nas palavras de Baldwin-, em Nova Iorque, nas décadas de 1920 e 1930 (p. 8).

Por sua vez, William Francis Buckley Jr., oficial do exército norte-americano durante a Segunda Grande Guerra e aluno graduado da Yale University em 1950, tinha publicado God and Man at Yale: The Superstitions of "Academic Freedom” (1951), obra em que combatia ferozmente a visão liberal e secular da Academia e dos seus professores. Juntamente com Leo Brent Bozell Jr. (1926-1997), publicara, seguidamente, McCarthy and His Enemies (1954), livro em que defendiam, com veemência, a acção anti-comunista do senador Joseph Raymond McCarthy (R-Wis) (1908-1957). Buckley tinha ainda fundado a National Review (1955), revista de ideais conservadores, da qual era editor-in-chief (1955-1990).

The Fire Is upon Us: James Baldwin, William F. Buckley Jr., and the Debate over Race in America narra a história do combate da comunidade afro-americana pelos direitos cívicos, da luta pelo direito à sua própria História e pelo direito à afirmação dessas novíssimas narrativas, a black American dream. Tratava-se, contudo, de um combate com uma longa tradição, cujas origens se inscreviam, nomeadamente, nos espirituais dos escravos negros, tal como Baldwin recordou na epígrafe de The Fire Next Time: “God gave Noah the rainbow sign/ No more water, the fire next time”.

No seu livro, Nicholas Buccola reconstituiu, também, as origens dos ideais da supremacia branca e do seu legado, que Buckley representava e defendia, enquanto intérprete de uma elite (p. 16) guardiã de ideias, normas e instituições, determinantes para a perpetuação de uma White American political experience: “(…) the White community is so entitled because, for the time being, it is the advanced race.” (“Why the South Must Prevail”, National Review, 1957).

The Fire Is upon Us está estruturado em 8 capítulos e um epílogo, precedidos de um prólogo. O livro percorre cronologicamente um intervalo de tempo que vai desde 1924, o ano do nascimento de Baldwin, até ao final da década de 1960, no rescaldo do assassinato de Martin Luther King Jr. (1929-1968). A obra inclui uma extensa bibliografia, que, a par de um conjunto de notas detalhadas para cada capítulo, permite aprofundar outras leituras, no contexto da luta pelos direitos civis nos E.U.A., apresentando, em anexo, a primeira transcrição integral dos discursos proferidos por James Baldwin e William F. Buckley Jr., no debate de 1965. Essa transcrição suprime uma importante lacuna, uma vez que apenas se encontrava disponível uma versão reduzida do debate editada a partir da gravação produzida, na época, pela B.B.C. Essa versão vídeo encontra-se disponível em [https://www.youtube.com/watch?v=oFeoS41xe7w].

No primeiro capítulo, “The Ghetto and the Mansion, 1924-46”, Nicholas Buccola conduz o leitor pelos primeiros anos de vida de Baldwin e de Buckley, pelos seus contextos familiares e geográficos, e respectivos percursos educativos. Dois itinerários engenhosamente narrados em paralelo, processo que, ao longo do livro, contribui para acentuar as manifestas diferenças espirituais, materiais e geográficas que rodeavam aqueles dois homens em formação, símbolos de uma América cultural e politicamente dividida.

James nasceu no Harlem, em Nova Iorque, e foi criado no seio de uma família numerosa e pobre, com difíceis condições de subsistência. Estudou em escolas públicas, trabalhou em New Jersey e, mais tarde, em Greenwich Village. Orientado e incentivado para a escrita por vários professores durante a sua formação escolar e, posteriormente, por clientes do restaurante onde trabalhou, James Baldwin foi introduzido, na década de 1940, no circuito de publicações como The New Leader, The Nation, Commentary e Partisan Review (pp. 24-5), com as quais começou a colaborar de forma intermitente. Para James Baldwin, este foi, em simultâneo, um período de violenta aprendizagem do que significava ser afro-descendente numa sociedade estruturalmente segregada: “I did not know what I had done, and I shortly began to wonder what anyone could possibly do, to bring about such unanimous, active, and unbearably vocal hostility.” (p. 22)

Também William nasceu em Nova Iorque. O seu pai era um magnata do petróleo, oriundo do Texas, e a sua mãe provinha de uma família tradicional de Nova Orleães, que tinha combatido ao lado do Exército Confederado. A infância e a juventude do jovem Buckley decorreu num ambiente de bem-estar material, entre Nova Iorque e as propriedades da família no Connecticut, na Carolina do Sul e no Luisiana. As viagens à Europa eram frequentes, com prolongadas estadias em Londres ou em Paris. Buckley, juntamente com os irmãos, estudou em casa com professores particulares e tutores convidados e esteve um ano num colégio interno no Reino Unido, tendo completado o ensino secundário, em 1943, na Millbrook School, uma escola de elite, situada no Estado de Nova Iorque. Em 1944, Buckley ingressou no curso de formação de oficiais do Exército americano em Forte Benning, na Georgia. Foi aí confrontado com os mecanismos de segregação da instituição militar, tendo então manifestado, em carta dirigida aos pais, o seu desconforto perante a circunstância em que se encontrava: “This I don’t particularly like, but there’s nothing much I can do about it. I haven’t had to do much with any of them yet, but I imagine they are the highest type of Negroes.” (p. 22)

No capítulo 2, intitulado “Disturbing the Peace, 1946-54”, os jovens Baldwin e Buckley consolidaram a sua formação e dão os primeiros passos na exposição pública das suas ideias. A eleição para o segundo mandato presidencial de Harry S. Truman (1884-1972), em 1948, constituiu o cenário de fundo para a afirmação do pensamento de ambos, numa América em mudança acelerada, no contexto do pós-guerra, em que a segregação racial, as desigualdades, os desafios do New Deal, da Guerra Fria, da Guerra da Coreia e do McCartismo, entre outros aspectos, determinavam as posições democratas e republicanas, e extremavam as propostas de progressistas e de conservadores, com estes a repudiarem a crescente intervenção do Estado na economia e na sociedade: “(…) communism, socialism, collectivism, and government paternalism [are] inimical to the dignity of the individual.” (p. 45).

Os anos de estudo em Yale, New Haven, deram a Buckley a possibilidade de afirmar e desenvolver um intransigente perfil conservador: “(…) devout Catholicism, antidemocratic individualism, hostility to collectivism, and a strong devotion to hierarchy - including racial hierarchy - in the social sphere.” (p. 16), período esse que culminaria com a publicação das obras God and Man at Yale: The Superstitions of "Academic Freedom” (1951) e McCarthy and His Enemies (1954), livros que lhe trariam fama e que o lançariam publicamente como brilhante polemista cristão, conservador e individualista.

Baldwin, por sua vez, era apelidado com frequência de “progressista radical”, por via dos diversos ensaios que tinha publicado, de entre os quais se destacavam “The Harlem Ghetto” (Commentary, 1948) e “Journey to Atlanta” (New Leader, 1948), incluídos, mais tarde, na colectânea Notes of a Native Son (1955). Grande impacto alcançara também a crítica literária que tinha vindo a escrever, afirmando-o como leitor atento do sistema de valores da sociedade norte-americana e como denunciador das frustrações da comunidade negra: “(…) the unundurable frustration of always being everywhere, inferior.” (p. 34)

O capítulo 3, “Joining the Battle, 1955-61”, acompanha a escalada dos conflitos raciais nos E.U.A.: a prisão de Rosa Parks (1913-2005), em 1955, por desobediência civil no Alabama, bem como o linchamento de Emmett Till (1941-1955) e os assassinatos do reverendo George W. Lee (1903-1955) e dos activistas Lamar Smith (1892-1955) e Herbert Lee (1912-1961), todos no Mississippi. No auge da agitação social, o Presidente Dwight D. Eisenhower (1890-1969) tinha assinado, a 6 de Maio de 1960, o Civil Rights Act.

William F. Buckley Jr. e a National Review assumiram um papel determinante na luta contra o movimento dos direitos civis, recorrendo a uma estratégia concertada “(…) that consisted of four major categories of argument: constitutionalist, authoritarian, traditionalist, and racial elitist. Each of these categories was undergirded by an assumption of cultural (if not congenital) white supremacy.” (p. 83)

James Baldwin vivia agora na Europa, mas regressava com regularidade aos E.U.A. Tinha viajado pelos estados do Sul, conhecido Martin Luther King em 1957, e publicado múltiplos ensaios e textos de ficção, em que denunciava os horrores do sistema segregacionista, os ideais supremacistas brancos e as desigualdades que afectavam a comunidade afro-descendente: “The idea of «the Negro» in American culture has its roots not in biology but rather in psichology. Americans created «the Negro», and buttressed that creation with laws, customs, and mores in order to give themselves some modicum of peace in the midst of perpetual status anxiety.” (p. 123)

Nos capítulos 4 e 5, intitulados respectivamente “Taking Responsibility, 1961-62” e “In the Eye of the Storm, 1963-64”, o autor relata a sucessão de acontecimentos em torno da cada vez mais complexa e violenta luta pelos direitos civis, como a agressão aos Freedom Riders, em 1961, que marcou os primeiros anos da década e que, através das reportagens transmitidas pela televisão, alcançou grande impacto nos lares dos cidadãos americanos.

Assistia-se, também, aos sucessivos ataques do Ku Klux Klan no sul do país e, por outro lado, ao crescimento do Nation of Islam, movimento liderado por Malcom X (1925-1965), que reclamava contra a política de não-violência e de integração dos movimentos estudantis, propondo, em alternativa, a afirmação do orgulho racial: “If their goal is integration, it is not a whorthwhile one. But if their goal is freedom, justice, and equality, then that’s a whorthwhile goal.” (pp. 137-8) Naquele contexto extremamente violento, o Civil Rights Act, proposto, em 1963, pelo Presidente John F. Kennedy (1917-1963), em virtude do seu assassinato, teria de ser assinado pelo seu sucessor, o Presidente Lyndon B. Johnson, a 2 de Julho de 1964, alguns dias após os Freedom Summer Murders, no Mississipi, ocorridos a 21 de Junho.

Na sequência do tremendo sucesso da publicação da obra The Fire Next Time, em 1963, a revista Time surgiu nas bancas com o retrato de Baldwin na capa, acompanhado da legenda “Birmingham and Beyond: The Negro’s Push for Equality.”: “At the root of the Negro problem is the necessity of the white man to find a way of living with the Negro in order to live with himself.” (Time, 17 Maio 1963)

Por seu lado, Buckley era agora uma reconhecida figura conservadora e tradicionalista, com crónicas regulares em jornais e revistas de todo o país, continuava a editar a National Review, tendo a sua presença regular na televisão tido conduzido a uma grande popularidade. Na sequência de uma viagem a Moçambique, Buckley escreveu num artigo de opinião, com grande circulação nos E.U.A.: “(…) the Portuguese dominated «the natives» and treated them as «grown-up children», but «African nationalism» had proven to be «self-discrediting» so we ought to be hesitant to turn against the colonizers.” (“Must We Hate Portugal?”, 1962) (p. 189)

Os capítulos 6 e 7, “What Concerns Me Most: Baldwin at Cambridge” e “The faith of Our Fathers: Buckley at Cambridge”, são dedicados à análise dos discursos proferidos por ambos os protagonistas no histórico debate de 1965 em Cambridge. O debate teve como tema “the American dream is at the expense of the American Negro” e permitiu aos dois oradores convidados exporem duas visões distintas da sociedade norte-americana. Por um lado uma América negra em luta por direitos civis que garantissem o acesso a uma cidadania plena e, por outro, uma América branca e privilegiada, que não tencionava partilhar o poder ou aceitar narrativas que questionassem os fundamentos das suas certezas históricas.

O encontro de 1965, - the Debate over Race -, foi um singular pretexto para reunir, em solo britânico, dois homens com percepções antagónicas do que era até então, e do que deveria e poderia vir a ser, a sociedade (multi-)cultural americana na segunda metade do séc. XX: the racial nightmare de Baldwin (p. 4) e the genteel racism de Buckley (p. 14).

Baldwin argumentou que seria fundamental compreender o sistema de valores americano para se poder entender as tensões raciais na América, defendeu que as mudanças eram inevitavelmente lentas e geracionais, e retomou o tema da exclusão estrutural dos afro-descendentes: “It comes as a great shock to discover the country which is your birthplace, and to which you owe your life and your identity, has not in its whole system of reality evolved any place for you.” (p. 255 e 381)

Buckley, por sua vez, declarou que pretendia argumentar apenas sobre a justeza das ideias apresentadas pelo seu oponente, e não ter em conta o facto de Baldwin ser “Negro”. Para Buckley, “(…) whiteness was (…) synonymous with civilization and blackness was suggestive of its absence.” (P. 286). Segundo Buckley, não tinha validade o argumento proposto por Baldwin de que a sociedade branca americana teria, mais tarde ou mais cedo, de aceitar partilhar as instâncias de poder: “(…) what Buckley wanted black people to seek was not power but rather civilization, and it was duty of the white people to help them get it. Once they are civilized, Buckley said, then we will be willing to start talking about sharing some of our power.” (p. 286-7) No final do debate, 544 membros da Cambridge Union Society votaram a favor da proposta de James Baldwin e 164 apoiaram a proposta de William F. Buckley Jr.

Ao longo do capítulo 8, “Lighting the Fuse”, Nicholas Buccola relata os acontecimentos que se seguiram ao assassinato, em Nova Iorque, de Malcolm X, amigo de Baldwin, a 21 de Fevereiro, três dias depois do debate realizado em Cambridge. Seguir-se-iam, entre muitos outros, o assassinato de Jimmie Lee Jackson (1938-1965), as Selma to Montgomery Marches e o Bloody Sunday, no Alabama, a 7 de Março de 1965.

Naquele violento contexto, Buckley prosseguiu o seu combate contra o que designava por “egalitarian ideologies” e “racial egalitarianism” (p. 228-9): “The best hope for improvement of race relations, Buckley thought, was less democracy, not more.” (p. 311)

Baldwin, por seu lado, continuou a participar activamente em muitas acções de protesto, nomeadamente nas marchas do Alabama, enquanto publicava textos que denunciavam a violência estrutural da sociedade americana (p. 345): “The American situation is very peculiar, and it may be without precedent in the world. No curtain under heaven is heavier than that curtain of guilt and lies behind which white Americans hide. (…) The American curtain is color. Color.” (“The White Man’s Guilt”, Ebony, 1965)

A 6 de Agosto de 1965, o Presidente Lyndon B. Johnson (1908-1973) assinou o tão aguardado Voting Rights Act, e, nesse mesmo ano, Baldwin publicou Going to Meet the Man, uma colecção de histórias onde abordava temas como as relações familiares, a sexualidade, o racismo e a supremacia branca.

Três anos mais tarde, em Abril de 1968, Martin Luther King Jr. seria assassinado em Memphis, Tennessee: “Baldwin had done all he could to avert the fire next time, but he was now accepting that the fire was upon us, and there was much that deserved to burn.” (p. 359) Perante o clamor gerado pelo desaparecimento de King, a leitura de Buckley foi inevitavelmente distinta: “(…) Baldwin and his ilk were simply coming up with another way to promote their «Hate America» message.” (p. 360)

A visão e a realidade de uma América racista, segregacionista e supremacista não desapareceu com a passagem dos anos, e erupções dessa realidade estrutural latente continuam a surpreender olhares menos atentos à História e à evolução do pensamento conservador e tradicionalista norte-americano. Nos anos mais recentes, nomeadamente durante o mandato do 45.º Presidente dos E.U.A., Donald J. Trump (n. 1946), a narrativa supremacista branca na sociedade norte-americana desvendou-se, com um vigor que muitos consideravam não ser já possível de ocorrer. Como resposta, o movimento #BlackLives Matter ganhou uma expressão que ultrapassou em muito as fronteiras dos E.U.A. Importa, por isso, não esquecer as palavras que James Baldwin dirigiu, em tempos, a William Faulkner (1897-1962): “There is never time in the future in which we will work out our salvation. The challenge is in the moment, the time is always now.” (p. 368)

O arquivo de Buckley, The William F. Buckley Jr. Papers, encontra-se depositado na Biblioteca da Universidade de Yale, New Haven, Connecticut [http://hdl.handle.net/10079/fa/mssa.ms.0576]. O arquivo de Baldwin, The James Baldwin Papers, está disponível, para consulta, no Schomburg Center for Research in Black Culture, New York Public Library [http://archives.nypl.org/scm/24143]. A obra de ficção de James Baldwin tem vindo a ser publicada, em português, pela editora Alfaguara: O quarto de Giovanni (2000 [1956]), Se o disseres na montanha (2019 [1953]) e Se esta rua falasse (2018 [1974]).

Referências

1. Buccola, N. (2019). The Fire Is upon Us: James Baldwin, William F. Buckley Jr., and the Debate over Race in America. Princeton and Oxford: Princeton University Press. Paperback, 482 pp., 23 ill. [ Links ]

CARLOS VARGAS É assistente convidado do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Concluiu dissertação de doutoramento em Ciência Política, especialidade de Políticas Públicas, na NOVA FCSH, sob a orientação do Professor Doutor Rui Vieira Nery (NOVA FCSH) e da Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento (ISCSP-UL), intitulada “Política e cultura. Uma década de artes do espetáculo em Portugal (2006-2016)”. É licenciado em Línguas e Literaturas Clássicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Engenheiro de Máquinas pelo Instituto Militar dos Pupilos do Exército. Desempenhou, entre outras, as funções de Presidente do Conselho de Administração do OPART - Organismo de Produção Artística, E. P. E., entidade gestora do Teatro Nacional de São Carlos, da Orquestra Sinfónica Portuguesa, da Companhia Nacional de Bailado, do Teatro Camões, dos Estúdios Victor Córdon e do Festival ao Largo (2016 - 2019), Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E. (2012 - 2014), Vogal do Conselho de Administração do OPART, E.P.E. (2007 - 2010), Presidente interino do Conselho Diretivo do Teatro Nacional de São Carlos, I. P. (2007), Vogal do Conselho Diretivo do Teatro Nacional de São Carlos, I. P. (2004 - 2007), Subdiretor da Companhia Nacional de Bailado, I. P. (1997 - 2004), Administrador do Instituto Português do Bailado e da Dança (1996 - 1997). [ORCID ID: https://orcid.org/0000-0002-6982-7407]

CARLOS VARGAS Guest assistant in the History Department at the Faculty of Social and Human Sciences at Universidade Nova de Lisboa. Completed a doctoral dissertation in Political Science, specializing in Public Policy, at NOVA FCSH, under the guidance of Professor Doctor Rui Vieira Nery (NOVA FCSH) and Professor Doctor Cristina Montalvão Sarmento (ISCSP-UL), entitled “Politics and culture. A decade of performing arts in Portugal (2006-2016)”. Has a degree in Classical Languages and Literatures from the Faculty of Letters of the Universidade de Lisboa and Machinery Engineer from the Instituto Militar dos Pupilos do Exército. Among other functions, he served as Chairman of the Board of Directors of OPART - Artistic Production Organization, EPE, managing entity of the National Theater of São Carlos, of the Portuguese Symphony Orchestra, of the National Ballet Company, of the Teatro Camões, of the Victor Studios Córdon and Festival ao Largo (2016 - 2019), Chairman of the Board of Directors of Teatro Nacional D. Maria II, EPE (2012 - 2014), Member of the Board of Directors of OPART, E.P.E. (2007 - 2010), Acting President of the Governing Board of the National Theater of São Carlos, IP (2007), Member of the Governing Board of the National Theater of São Carlos, IP (2004 - 2007), Deputy Director of the Companhia Nacional de Bailado, IP ( 1997 - 2004), Administrator of the Portuguese Institute of Ballet and Dance (1996 - 1997). [ORCID ID: https://orcid.org/0000-0002-6982-7407]

Recebido: 22 de Março de 2021; Aceito: 22 de Junho de 2021

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