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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A avaliação das práticas como contributo para a promoção da qualidade dos programas de intervenção precoce]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Recommended practices in Early Intervention are family-centered and based on the learning opportunities that occur within natural settings and family routines. In this paper we present two case-studies with data collected from observation, interviews and documental analysis. In the first, home-based, the early intervention professional implemented family-centered and routine-based practices. As a result, mother considered that she could have a better interaction with her child and that family life was improved. In the second, centered-based, services were child-focused and the family was not involved. During the first year all services were provided outside the natural learning environment. During the second year, the integrated support may have contributed to a greater involvement of the child in interactive situations both with peers and classroom teacher. Data on professionals&#8217; perceptions show that they agree with family-centered early intervention philosophy but these case-studies, with data from observation, show that family centered and routine based practices are still an issue in early intervention.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Contextos de intervenção precoce]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Observação de práticas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>A avalia&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas como contributo para a promo&ccedil;&atilde;o da qualidade dos programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></B> </P >     <p><b>J&uacute;lia Serpa Pimentel*; N&eacute;lia Rodrigues Correia**; Susana Marcelino*** </b></P >    <p>*Psic&oacute;loga, Professora Auxiliar no ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio; </P >     <p>**Psic&oacute;loga, Unidade de Desenvolvimento do Hospital de Santa Maria &ndash; CHLN, EPE; </P >     <p>***Psic&oacute;loga, Escola Secund&aacute;ria de Santa Maria </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As pr&aacute;ticas actuais em Interven&ccedil;&atilde;o Precoce na Inf&acirc;ncia (IPI) recomendam uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia e nos contextos naturais de aprendizagem e rotinas de vida. Neste artigo apresentamos dois estudos de caso cujos programas foram avaliados por observa&ccedil;&atilde;o, entrevistas e an&aacute;lise documental. No primeiro caso, com apoio domicili&aacute;rio, a educadora especializada actuou de acordo com as pr&aacute;ticas recomendadas, enfatizando a resposta &agrave;s necessidades expressas pela m&atilde;e e capacitando-a para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento do beb&eacute;. No final do programa, a m&atilde;e mostrava-se mais confiante e aut&oacute;noma na procura de respostas para a sua fam&iacute;lia. No segundo caso, com apoio no jardim-de-inf&acirc;ncia, avaliado em dois anos lectivos, nenhuma das educadoras implementou uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia. No primeiro ano a interven&ccedil;&atilde;o implementada foi dirigida &agrave; crian&ccedil;a fora do seu contexto natural de aprendizagem. No segundo ano o apoio foi parcialmente prestado em contexto da sala de JI, podendo ter contribu&iacute;do para uma maior participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a em situa&ccedil;&otilde;es de interac&ccedil;&atilde;o com a educadora e os seus pares. Embora as percep&ccedil;&otilde;es dos profissionais sobre as pr&aacute;ticas implementadas refiram a partilha destes princ&iacute;pios, estes dois casos de observa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas mostram que os profissionais t&ecirc;m, ainda, dificuldades em implementar uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia e nos contextos naturais de aprendizagem. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Contextos de interven&ccedil;&atilde;o precoce, Estudos de caso, Observa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Recommended practices in Early Intervention are family-centered and based on the learning opportunities that occur within natural settings and family routines. In this paper we present two case-studies with data collected from observation, interviews and documental analysis. In the first, home-based, the early intervention professional implemented family-centered and routine-based practices. As a result, mother considered that she could have a better interaction with her child and that family life was improved. In the second, centered-based, services were child-focused and the family was not involved. During the first year all services were provided outside the natural learning environment. During the second year, the integrated support may have contributed to a greater involvement of the child in interactive situations both with peers and classroom teacher. Data on professionals&rsquo; perceptions show that they agree with family-centered early intervention philosophy but these case-studies, with data from observation, show that family centered and routine based practices are still an issue in early intervention. </P >     <p><B>Key-words: </B>Case studies, Contexts in early intervention, Observation. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>De acordo com os modelos Bioecol&oacute;gico (Bronffenbrenner &amp; Morris, 1998) e Transaccional (Sameroff &amp; Fiese, 2000), que fundamentam as actuais pr&aacute;ticas de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce na Inf&acirc;ncia (IPI), as vari&aacute;veis contextuais e as interac&ccedil;&otilde;es entre os adultos e as crian&ccedil;as assumem particular import&acirc;ncia no seu desenvolvimento, pelo que qualquer interven&ccedil;&atilde;o que tenha como objectivo a sua promo&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ter em conta essas vari&aacute;veis e interac&ccedil;&otilde;es. Shonkoff (2010) apresenta-nos um modelo biodesenvolvimental que, segundo o autor, permite uma nova e integrada abordagem na compreens&atilde;o das diferen&ccedil;as nos dom&iacute;nios do desenvolvimento, aprendizagem, comportamento e sa&uacute;de e que tem implica&ccedil;&otilde;es relevantes para a interven&ccedil;&atilde;o precoce. Refere, especificamente, que &eacute; urgente incorporar as evid&ecirc;ncias da investiga&ccedil;&atilde;o no campo das neuroci&ecirc;ncias no delineamento de programas de interven&ccedil;&atilde;o para que estes se tornem, efectivamente, responsivos &agrave;s diferen&ccedil;as quer biol&oacute;gicas quer contextuais das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias. </P >    <p>Os princ&iacute;pios conceptuais do Modelo Centrado na Fam&iacute;lia est&atilde;o amplamente documentados nos trabalhos de Dunst (2005). Para este autor, o apoio com vista &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o e fortalecimento dos pais dever&aacute; constituir-se como o principal objectivo da interven&ccedil;&atilde;o precoce, sendo tamb&eacute;m real&ccedil;ado o papel que as experi&ecirc;ncias e oportunidades de aprendizagem informais, ocorrendo nos contextos naturais, t&ecirc;m no desenvolvimento da crian&ccedil;a e na capacita&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia. </P >    <p>Parece actualmente evidente que foi acumulado um conhecimento cient&iacute;fico sobre a incapa cidade e suas repercuss&otilde;es na fam&iacute;lia que &eacute; urgente reflectir nas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o precoce. Decorrentes do modelo desenvolvimental de sistemas para a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce proposto por Guralnick (2005), Guralnick e Colon (2007) enunciam dez princ&iacute;pios que devem estar presentes nos programas de qualidade: (1) abordagem desenvolvimental e centrada nas fam&iacute;lias; (2) integra&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis do sistema; (3) inclus&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias; (4) identifica&ccedil;&atilde;o e sinaliza&ccedil;&atilde;o precoces; (5) monitoriza&ccedil;&atilde;o dos resultados; (6) indivi dua liza&ccedil;&atilde;o em todas as etapas; (7) avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica; (8) parceria fam&iacute;lias/profissionais; (9) recomenda&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia e (10) manuten&ccedil;&atilde;o de uma perspectiva sist&eacute;mica. </P >    <p>A presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em contextos naturais e integrados nas rotinas da vida di&aacute;ria da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia &eacute;, actualmente, considerada a pr&aacute;tica que melhor assegura que as crian&ccedil;as tenham a m&aacute;xima interven&ccedil;&atilde;o: esta ocorrer&aacute; ao longo de todo o dia em todos os contextos e actividades da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia (Dunst, Bruder, Trivette, Raab, &amp; McLean, 2001). Para que seja efectivamente implementada, envolve obrigatoriamente os elementos da fam&iacute;lia e dos contextos em que a crian&ccedil;a participa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com Turnbull et al. (2007), a investiga&ccedil;&atilde;o relacionada com os objectivos de interven&ccedil;&atilde;o precoce centrada na fam&iacute;lia, tem-se focado, sobretudo, em estudar <I>como </I>(<I>how</I>) devem os profissionais e fam&iacute;lias interagir (processo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os) e n&atilde;o tem havido investiga&ccedil;&atilde;o suficiente para conhecer <I>o que </I>(<I>what</I>) &eacute; oferecido &agrave; fam&iacute;lia em termos de apoio e quais os benef&iacute;cios que da&iacute; adv&ecirc;m. Assim, e considerando que: (1) a legisla&ccedil;&atilde;o sobre IP assume que a participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia lhe traz benef&iacute;cios; (2) os benef&iacute;cios para a crian&ccedil;a e para a fam&iacute;lia est&atilde;o intimamente interligados; (3) ajudar as fam&iacute;lias tem implica&ccedil;&otilde;es directas nos benef&iacute;cios que as crian&ccedil;as obt&ecirc;m; (4) a exist&ecirc;ncia de uma crian&ccedil;a com incapacidades tem implica&ccedil;&otilde;es em toda a fam&iacute;lia, Bailey et al. (2006) consideram essencial que sejam objectivamente avaliados os <I>benef&iacute;cios </I>que a fam&iacute;lia tem como <I>resultado </I>dos servi&ccedil;os recebidos. </P >    <p>Numa perspectiva de interven&ccedil;&atilde;o baseada nos contextos naturais de aprendizagem, mais importante do que o local onde a interven&ccedil;&atilde;o precoce ocorre &eacute; a forma como esta &eacute; implementada. Assim, Childress (2004) d&aacute; particular &ecirc;nfase ao papel de consultor que o profissional de interven&ccedil;&atilde;o precoce dever&aacute; ter junto da fam&iacute;lia, nos programas domicili&aacute;rios e junto dos educadores, nos programas em contexto educativo. </P >    <p>O contexto domicili&aacute;rio parece ser, por excel&ecirc;ncia, o que permite uma interven&ccedil;&atilde;o mais individualizada e responsiva &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia. Rydley e O&rsquo;Kelley (2008) e Keilty (2008) consideram crucial, para o sucesso da interven&ccedil;&atilde;o precoce que, no apoio domicili&aacute;rio, se promova: o envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a nas rotinas; o envolvimento da fam&iacute;lia e a sua aprendizagem de estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas de interven&ccedil;&atilde;o; a compet&ecirc;ncia da fam&iacute;lia na mobiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos necess&aacute;rios para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a e sua participa&ccedil;&atilde;o plena na vida da comunidade. </P >    <p>Considerando a escassez de dados sobre o que se passa no decorrer das visitas domicili&aacute;rias (VD), McBride e Peterson (1997) realizaram um estudo em que foram observadas as VD de quinze profissionais de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce a vinte e oito fam&iacute;lias/crian&ccedil;as, com o objectivo de analisar os parceiros e conte&uacute;dos de interac&ccedil;&atilde;o e o papel do visitador domicili&aacute;rio. Os dados da observa&ccedil;&atilde;o mostram que cerca de 50% das interac&ccedil;&otilde;es se passam entre a crian&ccedil;a e o profissional em actividades de ensino, num modelo claramente centrado na crian&ccedil;a e oposto ao que se conclu&iacute;a pela an&aacute;lise de conte&uacute;do das entrevistas dos profissionais que se auto-avaliavam como desempenhando um papel de modelos para a fam&iacute;lia. Conclus&otilde;es em tudo semelhantes foram encontradas em estudos recentes (Campbell &amp; Sawyer, 2007; Peterson, Luze, Eshbaugh, Jeon &amp; Kantz, 2007) em que dados de observa&ccedil;&atilde;o permitiram verificar que as interven&ccedil;&otilde;es directas do profissional com a crian&ccedil;a ocupavam a maior parte do tempo das visitas domicili&aacute;rias e que os profissionais raramente assumiam uma fun&ccedil;&atilde;o de modelo para a fam&iacute;lia que, frequentemente, se mantinha numa atitude de observadora passiva. As conclus&otilde;es do National Early Intervention Longitudinal Study (Bailey et al., 2006; Hebbeler et al., 2007) apontam no mesmo sentido: as fam&iacute;lias est&atilde;o mais satisfeitas com os servi&ccedil;os centrados na crian&ccedil;a do que com os apoios e servi&ccedil;os que t&ecirc;m para si pr&oacute;prias e cerca de um ter&ccedil;o considera n&atilde;o ter informa&ccedil;&atilde;o suficiente para apoiar a aprendizagem ou lidar com os problemas de comportamento dos seus filhos. Dados do National Early Childhood Technical Assistance Center a partir da an&aacute;lise de Planos Individualizados de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia, referidos por Turnbull et al. (2007), mostram tamb&eacute;m que, mesmo em contexto domicili&aacute;rio, os servi&ccedil;os prestados s&atilde;o, frequentemente, focados nas crian&ccedil;as. </P >    <p>Analisando as interac&ccedil;&otilde;es verbais entre profissionais e fam&iacute;lias, Brady, Peters, Gamel-McCormick e Venuto (2004) conclu&iacute;ram que comportamentos verbais mostrando que o profissional aceitava as ideias e sentimentos, questionava e encorajava a fam&iacute;lia estavam correlacionados com maior participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, e que comportamentos verbais em que o profissional d&aacute; informa&ccedil;&atilde;o, dirige ou critica a fam&iacute;lia n&atilde;o se correlacionam com o envolvimento desta. No entanto n&atilde;o foram encontrados dados que permitissem concluir quais os tipos de interac&ccedil;&atilde;o que evidenciam uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia. </P >    <p>As creches e os jardins-de-inf&acirc;ncia s&atilde;o um outro contexto de atendimento em que est&atilde;o frequentemente inseridas crian&ccedil;as com incapacidades at&eacute; aos seis anos. No entanto, para que a inclus&atilde;o seja bem sucedida, tem de ser assegurada a colabora&ccedil;&atilde;o entre todos os profissionais, de tal forma que a interven&ccedil;&atilde;o seja baseada n&atilde;o s&oacute; nas for&ccedil;as e compet&ecirc;ncias da crian&ccedil;a e fam&iacute;lia mas tamb&eacute;m na dos t&eacute;cnicos e na destes contextos. De acordo com Craig (1997), muitos profissionais de apoio mant&ecirc;m uma interven&ccedil;&atilde;o directa com a crian&ccedil;a e n&atilde;o usam uma abordagem de consultoria por medo de perder o seu poder ou por pensarem que os prestadores di&aacute;rios de cuidados n&atilde;o t&ecirc;m as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias. Tamb&eacute;m Gottwald e Pardy (1997) e McWilliam (1996) referem que, quando as crian&ccedil;as est&atilde;o inclu&iacute;das no jardim-de-inf&acirc;ncia, se torna crucial o trabalho de coopera&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios profissionais sempre com o envolvimento da fam&iacute;lia. </P >    <p>Qualquer que seja o contexto da interven&ccedil;&atilde;o, &eacute; hoje uma evid&ecirc;ncia que as crian&ccedil;as aprendem ao longo do(s) dia(s), atrav&eacute;s das interac&ccedil;&otilde;es repetidas e das oportunidades de aprendizagem que partilham com a sua fam&iacute;lia ou prestadores di&aacute;rios de cuidados (<I>entre </I>as interven&ccedil;&otilde;es) e n&atilde;o em momentos/apoios concentrados (<I>durante </I>as interven&ccedil;&otilde;es pontuais do t&eacute;cnico especializado). McWilliam (1996) refere um conjunto de investiga&ccedil;&otilde;es que comprovam que o apoio inserido no contexto &eacute; eficaz e promove um maior envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com os seus pares. Assim, e sendo a fam&iacute;lia e os educadores quem mais influencia o desenvolvimento da crian&ccedil;a, as interven&ccedil;&otilde;es mais eficazes ser&atilde;o, em contexto domicili&aacute;rio, as que promovem a compet&ecirc;ncia, auto-confian&ccedil;a e autonomia da fam&iacute;lia e a ajudam a proporcionar melhores oportunidades de apren di zagem nas rotinas familiares; em contexto educativo, as que, atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de consultoria ao educador da sala (apoio indirecto &agrave; crian&ccedil;a), promovem a interven&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e especializada, sempre integrada nas rotinas da sala (McWilliam, 2010). De facto, segundo o mesmo autor, a crian&ccedil;a com incapacidades precisa da m&aacute;xima interven&ccedil;&atilde;o (a que ocorre durante todo o dia no seu contexto de vida e rotinas) mas n&atilde;o de muitos servi&ccedil;os e apoios (descontextualizados e pontuais). </P >    <p>Em Portugal, para al&eacute;m do n&uacute;mero tem&aacute;tico da revista Psicologia sobre Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Precoce, organizada por Joaquim Bairr&atilde;o em 2003, foram publicados, na &uacute;ltima d&eacute;cada, diversos trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea (Almeida, 2009; Bairr&atilde;o &amp; Almeida, 2002; Pereiro, 2000; Pimentel, 2005; Serrano, 2007). Focam-se nas percep&ccedil;&otilde;es de profissionais e de pais e n&atilde;o no que se passa, efectivamente, no decorrer dos programas. Assim, e embora n&atilde;o tenham sido publicados, merecem-nos refer&ecirc;ncia alguns estudos de caso realizados com esse objectivo. No estudo realizado por Marques (2003) verificou-se que, apesar do profissional de apoio considerar que implementava uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia, no decorrer das 11 sess&otilde;es observadas, 61% do tempo total de interac&ccedil;&atilde;o foi com a crian&ccedil;a, em actividades de ensino estruturadas. No seu trabalho, Cordeiro (2004), analisou o apoio a cinco crian&ccedil;as ao longo de doze sess&otilde;es de apoio educativo, implementado em contexto pr&eacute;-escolar, desenvolvido em modalidade de apoio integrado (na sala). Verificou que as educadoras de apoio tentam integrar os objectivos a atingir para cada crian&ccedil;a nas actividades e rotinas do dia-a-dia do jardim-de-inf&acirc;ncia, adequando algumas estrat&eacute;gias mais estruturadas de treino e ensino de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas. Verificou, tamb&eacute;m, que o tempo de apoio &eacute; repartido entre as actividades de grande grupo e actividades mais individualizadas, em apoio directo com a educadora de apoio. Constatou, ainda, que n&atilde;o era adequadamente promovida a participa&ccedil;&atilde;o e interac&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com os seus pares e que havia pouco envolvimento da fam&iacute;lia. </P >    <p>A componente de observa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas do estudo de Mendes (2010) incidiu sobre um vasto conjunto de programas de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce de todo o distrito de Portalegre. D&aacute;-nos uma vis&atilde;o do que ocorreu em 92 sess&otilde;es observadas referentes a 62 casos, em v&aacute;rios contextos de interven&ccedil;&atilde;o implementada por profissionais de diferentes &aacute;reas de especializa&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as/fam&iacute;lias em diferentes situa&ccedil;&otilde;es de risco. No entanto, pelas op&ccedil;&otilde;es da autora no que se refere &agrave; recolha de dados, n&atilde;o permite que se aprofunde o que se passa efectivamente nas sess&otilde;es observadas. </P >    <p>Os estudos de caso que s&atilde;o apresentados neste trabalho representam, assim, uma pequena contribui&ccedil;&atilde;o para avaliar o que ocorre, na realidade, em dois contextos diferentes de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce. Formul&aacute;mos a seguinte quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o: Ser&aacute; que o trabalho de interven&ccedil;&atilde;o precoce, em contextos diferentes, se rege pelos mesmos princ&iacute;pios de interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia, nos contextos naturais de aprendizagem e na coopera&ccedil;&atilde;o pais-profissionais e entre profissionais? </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os objectivos de ambos os estudos s&atilde;o semelhantes: avaliar (1) se as pr&aacute;ticas implementadas pelas educadoras de apoio s&atilde;o centradas na fam&iacute;lia; (2) se o Plano Individualizado de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia (PIAF), o Plano Educativo Individualizado (PEI) ou Plano Individual de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (PIIP) t&ecirc;m em conta a avalia&ccedil;&atilde;o realizada e as necessidades da crian&ccedil;a/fam&iacute;lia; (3) se existe uma efectiva coopera&ccedil;&atilde;o entre os profissionais e a fam&iacute;lia e (4) se o programa corresponde &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais no que se refere &agrave; Interven&ccedil;&atilde;o Precoce. </P >    <p>O primeiro estudo ir&aacute; analisar e descrever o acompanhamento que &eacute; feito num programa domicili&aacute;rio de interven&ccedil;&atilde;o precoce, a uma crian&ccedil;a com atraso global de desenvolvimento e sua fam&iacute;lia. </P >    <p>O segundo estudo ir&aacute; analisar e descrever o acompanhamento que &eacute; feito num programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce em contexto de jardim-de-inf&acirc;ncia com uma crian&ccedil;a com s&iacute;ndroma de Down. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p>Em conson&acirc;ncia com os nossos objectivos, opt&aacute;mos, em ambos os estudos, por uma abordagem qualitativa de estudo de caso, por ser aquela que permite uma explora&ccedil;&atilde;o aprofundada quer do &ldquo;objecto de estudo&rdquo; quer das condi&ccedil;&otilde;es contextuais que s&atilde;o relevantes para a sua compreens&atilde;o, particularmente no caso da interven&ccedil;&atilde;o precoce (Sandall, Smith, McLean, &amp; Ramsey, 2002). </P >    <p>Apesar de ser habitual fazer uma clara distin&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;todos quantitativos e qualitativos, concordamos com Stake (2009) quando refere que, apesar de uma &ecirc;nfase diferente, ambos os m&eacute;todos s&atilde;o uma mistura de abordagens. Nas investiga&ccedil;&otilde;es qualitativas, o contexto natural &eacute; a fonte directa dos dados e toda a investiga&ccedil;&atilde;o se baseia na compreens&atilde;o do fen&oacute;meno, a partir dos pontos de vista daqueles que nele actuam. Utilizam-se m&eacute;todos de observa&ccedil;&atilde;o naturalista, pr&oacute;xima dos sujeitos e dos dados, assumindo-se que quer os processos quer os produtos finais s&atilde;o igualmente importantes. Na maioria das investiga&ccedil;&otilde;es qualitativas, n&atilde;o existe uma hip&oacute;tese inicial e os investigadores usam m&eacute;todos indutivos para chegarem a conclus&otilde;es. </P >    <p>O rigor cient&iacute;fico de um estudo qualitativo estar&aacute; garantido sempre que satisfa&ccedil;a crit&eacute;rios de: credibilidade (assegurando a conformidade dos dados com a realidade estudada), confirma&ccedil;&atilde;o (assegurado por corrobora&ccedil;&otilde;es directas e regulares do que o investigador escuta, v&ecirc; ou experimenta), confiabilidade (assegurando a estabilidade dos dados). Embora o objectivo da investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa n&atilde;o seja produzir generaliza&ccedil;&otilde;es, mas sim compreender, em profundidade, fen&oacute;menos particulares, dever&aacute; ainda ser assegurada a possibilidade de transfer&ecirc;ncia a outro contexto (Lincoln &amp; Guba 1985, cit. Baxter &amp; Jack, 2008). </P >    <p>Stake (2009) considera que, nas investiga&ccedil;&otilde;es de estudo de caso, existem sempre m&uacute;ltiplas perspectivas de abordagem, nem sempre sendo poss&iacute;vel determinar qual a mais correcta. Assim, caber&aacute; ao investigador seleccionar as que poder&atilde;o ser mais relevantes para o caso espec&iacute;fico em estudo (e.g., an&aacute;lise documental, an&aacute;lise de v&iacute;deos, entrevistas, observa&ccedil;&atilde;o directa ou participante, etc.). A fim de assegurar o rigor das suas conclus&otilde;es, e numa perspectiva de triangula&ccedil;&atilde;o, deve o investigador procurar recolher dados a partir de diferentes fontes, recorrer &agrave; sua an&aacute;lise por diferentes observadores ou usar diferentes m&eacute;todos para analisar o mesmo fen&oacute;meno. Num estudo de caso, t&atilde;o relevante como a fonte e confirma&ccedil;&atilde;o dos dados &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o do seu significado. &Eacute; nesse sentido que Stake (2009) fala de &ldquo;conhecimento constru&iacute;do&rdquo; e n&atilde;o de &ldquo;conhecimento descoberto&rdquo;. </P >    <p>Os dois estudos que iremos apresentar foram realizados numa perspectiva explorat&oacute;ria e descritiva (Baxter &amp; Jack, 2008). Em ambos os casos os dados foram recolhidos atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o, entrevistas semi-estruturadas a pais e profissionais e an&aacute;lise documental. Dado que as idades das crian&ccedil;as e os contextos de apoio eram diferentes, as grelhas de registo dos dados da observa&ccedil;&atilde;o e os documentos analisados s&atilde;o tamb&eacute;m diferentes, pelo que ser&atilde;o apresentados separadamente. </P >    <p>ESTUDO 1 &ndash; PROGRAMA DE INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O PRECOCE  EM CONTEXTO DOMICILI&Aacute;RIO  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Participantes </I></P >    <p>Este programa de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (Correia, 2004), em contexto domicili&aacute;rio, foi implementado por uma educadora de inf&acirc;ncia especializada, pertencente a uma equipa multidisciplinar de interven&ccedil;&atilde;o precoce de um centro de sa&uacute;de do Distrito de Lisboa, que trabalhava em interven&ccedil;&atilde;o precoce h&aacute; 16 anos. O beb&eacute;, de sexo masculino, nascido de termo e parto eut&oacute;cico, em 1-11-02, fora sinalizado &agrave; equipa por um atraso em todas as &aacute;reas do desenvolvimento psicomotor, aos 12 meses, tendo iniciado o programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce (PIP) um m&ecirc;s depois. A m&atilde;e de 22 anos, de nacionalidade brasileira, tinha o 10&ordm; ano de escolaridade, era empregada de balc&atilde;o e esteve presente em todas as sess&otilde;es. </P >    <p><I>Medidas e procedimentos </I></P >    <p><I>Observa&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>As sess&otilde;es do programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce avaliadas decorreram ao longo de 6 meses. A educadora deslocava-se semanalmente a casa dos pais e cada sess&atilde;o durava entre 60 a 90 minutos. A investigadora manteve-se como observadora, participando apenas quando para tal era solicitada. </P >    <p>Antes de se iniciar o registo e cota&ccedil;&atilde;o das observa&ccedil;&otilde;es, foi feito o registo escrito completo das duas primeiras sess&otilde;es, o registo em v&iacute;deo nas duas sess&otilde;es seguintes e ainda outro registo escrito na sess&atilde;o posterior. A grelha de observa&ccedil;&atilde;o foi testada durante duas sess&otilde;es e validada com o visionamento, por 2 investigadores independentes, de um dos v&iacute;deos filmados na interven&ccedil;&atilde;o, durante 20 minutos, utilizando a mesma t&eacute;cnica de observa&ccedil;&atilde;o e registo. Os acordos interobservadores, calculados para todos os comportamentos cotados, foram de 76%. Utilizou-se um m&eacute;todo de registo por intervalos de tempo: 30 segundos de observa&ccedil;&atilde;o, seguido de um per&iacute;odo de registo dos comportamentos ocorrido nesse per&iacute;odo (n&atilde;o contabilizado), voltando depois a observar-se durante 30 segundos, e assim sucessivamente at&eacute; ao final da sess&atilde;o. </P >    <p>Os dados obtidos, referentes a 11 sess&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o, foram sintetizados numa grelha de observa&ccedil;&atilde;o dividida em quatro categorias e diferentes subcategorias que abrangem todos os comportamentos observados. </P >    <p>A grelha de observa&ccedil;&atilde;o foi utilizada semanalmente para registo das frequ&ecirc;ncias de comporta mentos em cada sess&atilde;o. Dos comportamentos registados na grelha de observa&ccedil;&atilde;o foi realizada uma an&aacute;lise quantitativa de frequ&ecirc;ncias. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a04q1.jpg" width="555" height="335"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>Entrevistas </I></P >     <p>Foram realizadas 4 entrevistas semi-estruturadas, duas &agrave; m&atilde;e e duas &agrave; educadora, no in&iacute;cio e no fim do programa. A entrevista inicial &agrave; m&atilde;e tinha como objectivo analisar o conhecimento e expectativas relativamente ao programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce e a forma como se adequava &agrave; sua vida familiar; a entrevista final pretendia analisar os resultados que a m&atilde;e sentia ter obtido com o programa e a sua satisfa&ccedil;&atilde;o global. As entrevistas realizadas &agrave; educadora seguiram um gui&atilde;o paralelo ao das entrevistas da m&atilde;e: a inicial tinha como objectivo compreender os objectivos e implementa&ccedil;&atilde;o daquele programa espec&iacute;fico e a final analisar a implementa&ccedil;&atilde;o do programa e os resultados que a educadora considerava terem sido alcan&ccedil;ados. </P >    <p>As entrevistas foram gravadas em &aacute;udio e ulteriormente transcritas. Ap&oacute;s essa transcri&ccedil;&atilde;o foram analisadas qualitativamente, tendo sido constru&iacute;das categorias e sub-categorias, com base em incidentes id&ecirc;nticos. Paralelamente, foram escritos memorandos para explicar e exemplificar a ideia referida na categoria criada. </P >    <p><I>An&aacute;lise documental </I></P >    <p>O Plano Individualizado de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia (PIAF) foi elaborado em conjunto pela educadora e a m&atilde;e no decorrer das sess&otilde;es. Depois de completo e analisado pelos pais e pela educadora, o PIAF foi tamb&eacute;m objecto de uma an&aacute;lise qualitativa. </P >    <p><I>Resultados </I></P >    <p><I>Dados da observa&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>Em 57% do tempo no total das 11 sess&otilde;es, a educadora e a m&atilde;e interagiram verbalmente, falando sobre diversos assuntos. Ao longo das 11 sess&otilde;es foram sendo abordadas, cada vez mais frequentemente, preocupa&ccedil;&otilde;es da m&atilde;e relacionadas com a fam&iacute;lia alargada, o atendimento da crian&ccedil;a na ama, o regresso ao Brasil, o trabalho e/ou op&ccedil;&otilde;es de actividades de organiza&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, trabalho do marido e interac&ccedil;&atilde;o entre o casal, t&oacute;picos que preencheram um total de 82% do tempo das sess&otilde;es, relacionando-se directamente com a situa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a apenas em 18% desse tempo. Quando a iniciativa verbal partiu da m&atilde;e, os assuntos mais frequentemente abordados foram as informa&ccedil;&otilde;es (78%) relativamente a consultas, caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a e novas aquisi&ccedil;&otilde;es, sendo as informa&ccedil;&otilde;es sobre actividades recomendadas pela educadora e sobre o desenvolvimento da crian&ccedil;a dadas com menor frequ&ecirc;ncia. A m&atilde;e tamb&eacute;m &ldquo;pede opini&otilde;es/ajuda/informa&ccedil;&otilde;es&rdquo; &agrave; educadora em menor percentagem (22%). Quando a iniciativa de interac&ccedil;&atilde;o verbal partiu da educadora houve, em maior percentagem de tempo, presta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es &agrave; m&atilde;e (54%), sendo o comportamento &ldquo;d&aacute; sugest&otilde;es&rdquo; e &ldquo;pede informa&ccedil;&otilde;es&rdquo; muito similar (20% e 21%). A educadora tamb&eacute;m &ldquo;pede colabora&ccedil;&atilde;o e opini&atilde;o da m&atilde;e&rdquo;, mas em muito menor frequ&ecirc;ncia (4% e 2%, respectivamente). </P >     <p>A interac&ccedil;&atilde;o foi, ao longo dos meses, essencialmente entre a m&atilde;e e a educadora. Durante as 11 sess&otilde;es, a m&atilde;e e a educadora interagiram em 92% do tempo, tendo a interac&ccedil;&atilde;o entre a educadora e a crian&ccedil;a ou entre a m&atilde;e e a crian&ccedil;a ocorrido apenas em 8% do tempo das sess&otilde;es. Analisando apenas o tempo em que houve interac&ccedil;&atilde;o directa com a crian&ccedil;a, esta foi protagonizada essencialmente pela educadora (56% deste tempo). A m&atilde;e e a educadora interagiram, ambas, com a crian&ccedil;a em 34% deste tempo e apenas em 10% do tempo de interac&ccedil;&atilde;o directa com a crian&ccedil;a esta interac&ccedil;&atilde;o foi protagonizada pela m&atilde;e. No tempo em que houve interac&ccedil;&atilde;o directa com a crian&ccedil;a, os comportamentos mais frequentemente observados foram situa&ccedil;&otilde;es de ensino e brincadeira livre. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No in&iacute;cio e no final do PIP, observ&aacute;mos, tamb&eacute;m, a avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a, feita pela educadora, com a escala de avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias no desenvolvimento infantil, &ldquo;Schedule of Growing Skills&rdquo;, o que nos permitiu comprovar a evolu&ccedil;&atilde;o do seu desenvolvimento nas v&aacute;rias &aacute;reas. </P >    <p><I>Dados das entrevistas </I></P >    <p>A an&aacute;lise e compara&ccedil;&atilde;o dos dados das entrevistas realizadas &agrave; m&atilde;e permitiu verificar que, entre a primeira e a segunda entrevista, houve altera&ccedil;&otilde;es no discurso da m&atilde;e, sendo poss&iacute;vel perceber a sua evolu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o com o programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce. Assim, e para melhor se entender esta evolu&ccedil;&atilde;o, no <a href="#q2">Quadro 2</a> salientam-se os principais temas das duas entrevistas com algumas frases da m&atilde;e que ilustram as suas ideias. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a04q2.jpg" width="562" height="1158"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>A an&aacute;lise da primeira e segunda entrevista realizada &agrave; educadora permitiu-nos perceber e descrever o funcionamento e a evolu&ccedil;&atilde;o deste programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce. No <a href="#q3">Quadro 3</a>, salientam-se os principais temas das duas entrevistas, tamb&eacute;m ilustradas por frases da educadora. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a04q3.jpg" width="567" height="1497"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Dados da an&aacute;lise documental </I></P >    <p><I>An&aacute;lise do Plano Individualizado de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia </I></P >    <p>O PIAF foi elaborado pela educadora com a participa&ccedil;&atilde;o activa da m&atilde;e e contempla as necessidades de desenvolvimento da crian&ccedil;a e as necessidades da fam&iacute;lia. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, menciona os objectivos j&aacute; atingidos e a atingir, nomeadamente, aspectos do desenvolvimento motor (pois este era um aspecto muito importante para esta m&atilde;e) e da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute;. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia, mais precisamente &agrave; m&atilde;e, o PIAF refere as necessidades mais importantes no momento da elabora&ccedil;&atilde;o do plano. A educadora disponibilizou-se para apoiar a m&atilde;e em v&aacute;rios aspectos da sua vida, nomeadamente os seus direitos no emprego (justifica&ccedil;&atilde;o de faltas) e legaliza&ccedil;&atilde;o em Portugal e consequente acesso a subs&iacute;dios da Seguran&ccedil;a Social. Com base nestas informa&ccedil;&otilde;es, os pais poderiam decidir qual a melhor solu&ccedil;&atilde;o para a fam&iacute;lia: ficar mais tempo em Portugal ou regressar ao Brasil. </P >    <p>ESTUDO 2 &ndash; PROGRAMA DE INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O PRECOCE  EM CONTEXTO DE JARDIM-DE-INF&Acirc;NCIA  </P >    <p>Este estudo (Marcelino, 2008) apresenta dados recolhidos no decorrer de dois anos lectivos, 2006/2007 e 2007/2008, j&aacute; que, a pedido da investigadora, e por raz&otilde;es relacionadas com o trabalho acad&eacute;mico que estava a realizar, o apoio especializado foi prestado de forma diferenciada (fora e dentro do contexto da sala de JI, respectivamente). </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>A crian&ccedil;a em Interven&ccedil;&atilde;o Precoce nasceu em Dezembro de 2001 e tinha trissomia 21. Vivia com a m&atilde;e e o companheiro desta. &Agrave; data da primeira recolha de dados, a m&atilde;e tinha 36 anos, e o seu companheiro 39 anos. A m&atilde;e era empregada de limpeza e o companheiro estava desempregado. </P >    <p>No <a href="#q4">Quadro 4</a> podemos ver a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos profissionais envolvidos nos dois anos em que decorreu o estudo bem como o contexto de atendimento e apoio. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a04q4.jpg" width="558" height="176"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>Medidas e procedimentos </I></P >    <p><I>Observa&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>No ano lectivo 2006/2007 foram observadas 17 sess&otilde;es (10 nas sess&otilde;es de apoio, 3 na terapia da fala e 4 no jardim-de-inf&acirc;ncia sem a educadora de apoio) e no ano lectivo 2007/2008 14 sess&otilde;es (6 em contexto de JI com a educadora de apoio presente, 8 em contexto de JI sem a educadora de apoio). Utilizou-se um m&eacute;todo de registo por intervalos de tempo: 30 segundos de observa&ccedil;&atilde;o, seguido de um per&iacute;odo de registo dos comportamentos ocorrido nesse per&iacute;odo (n&atilde;o contabilizado), voltando depois a observar-se durante 30 segundos, e assim sucessivamente at&eacute; ao final da sess&atilde;o. Num primeiro momento foi feita a selec&ccedil;&atilde;o, codifica&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o dos dados, que foram posteriormente agrupados por categorias e subcategorias de an&aacute;lise, o que permitiu uma interpreta&ccedil;&atilde;o quantitativa, com base na frequ&ecirc;ncia dos indicadores. </P >    <p>Antes de se iniciar a cota&ccedil;&atilde;o das observa&ccedil;&otilde;es, foram sempre observadas tr&ecirc;s sess&otilde;es nos contextos onde decorreria a observa&ccedil;&atilde;o (jardim-de-inf&acirc;ncia, com e sem a presen&ccedil;a da educadora de apoio, apoio especializado e terapia da fala) a fim de ser constru&iacute;da uma grelha de registo contemplando aspectos como: (1) a participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a nas actividades da sala e no contexto do apoio individual; (2) as estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o usadas pelas profissionais envolvidas; (3) a rela&ccedil;&atilde;o entre os objectivos do Plano Educativo Individual (PEI) ou Plano Individualizado de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (PIIP) e o trabalho desenvolvido e (4) a rela&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios t&eacute;cnicos intervenientes e entre estes e a fam&iacute;lia. Posteriormente, procedeu-se a uma descri&ccedil;&atilde;o qualitativa das v&aacute;rias ocorr&ecirc;ncias e ao registo quantitativo das frequ&ecirc;ncias. </P >    <p><I>Entrevistas </I></P >    <p>Estas entrevistas foram realizadas em momentos diferentes, a fim de analisar a opini&atilde;o dos participantes relativamente a todo o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, planifica&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o: duas entrevistas &agrave; fam&iacute;lia (Fevereiro de 2006 e Junho de 2007); duas entrevistas &agrave; primeira educadora de apoio (Fevereiro de 2006 e Julho de 2006); uma entrevista &agrave; terapeuta da fala e uma &agrave; educadora do ensino regular (Mar&ccedil;o de 2006); uma entrevista &agrave; nova educadora de apoio (Fevereiro de 2007). </P >    <p><I>An&aacute;lise documental </I></P >    <p>Foram analisados o PEI referente a 2006/07, elaborado em Julho de 2007, e o PIIP referente a 2007/08, elaborado em Janeiro de 2008. O objectivo desta an&aacute;lise foi verificar a qualidade da formula&ccedil;&atilde;o dos objectivos, nomeadamente no que diz respeito &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com os dados da avalia&ccedil;&atilde;o inicial e com a avalia&ccedil;&atilde;o efectivamente implementada. A an&aacute;lise documental foi realizada ao longo dos dois anos lectivos. </P >    <p><I>Resultados </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Dados da observa&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>No ano lectivo 2006/2007, as observa&ccedil;&otilde;es realizadas mostram que as pr&aacute;ticas de apoio especializado e de terapia da fala se basearam exclusivamente em estrat&eacute;gias desenvolvimentais/ /instrucionais e foram muito semelhantes. Com estas duas t&eacute;cnicas observ&aacute;mos a implementa&ccedil;&atilde;o de actividades estruturadas e a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o semelhantes. A mais frequentemente utilizada &eacute; o questionamento que reenvia para respostas de identifica&ccedil;&atilde;o, evocando a memoriza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para o vocabul&aacute;rio apresentado nos materiais (24,5% no apoio educativo e 23,7% na terapia da fala). A interven&ccedil;&atilde;o foi sempre implementada individualmente e num ambiente artificial (fora da sala do grupo), tendo pouco em conta as motiva&ccedil;&otilde;es, os interesses e as capacidades funcionais da crian&ccedil;a, com repeti&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de perguntas, ocorrendo frequentemente comportamentos de desinteresse/afastamento da crian&ccedil;a, sobretudo na terapia da fala (33,3%). Alguns dos materiais utilizados em jogos de identifica&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o foram usados por ambos os t&eacute;cnicos, parecendo assim haver uma duplica&ccedil;&atilde;o de apoios, sem nenhuma diferencia&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Nunca presenci&aacute;mos qualquer reuni&atilde;o de equipa com partilha de objectivos e estrat&eacute;gias, nomeadamente com a educadora de ensino regular e/ou com a fam&iacute;lia, nem qualquer sess&atilde;o para realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o formal do desenvolvimento da crian&ccedil;a. </P >    <p>As sess&otilde;es de apoio que observ&aacute;mos em 2007/2008 apresentam caracter&iacute;sticas diferentes, quer no que se refere ao contexto em que foram desenvolvidas quer nas estrat&eacute;gias utilizadas e papel das t&eacute;cnicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a. Como j&aacute; referimos, a educadora de apoio passou a intervir no contexto das rotinas do jardim-de-inf&acirc;ncia e, neste segundo ano, essas foram as sess&otilde;es de apoio que observ&aacute;mos. Sabemos no entanto que, no mesmo per&iacute;odo de tempo, houve outras sess&otilde;es em que a educadora de apoio retirou a crian&ccedil;a da sala e lhe prestou apoio individual. </P >    <p>Analisando os dados da observa&ccedil;&atilde;o de 2007/08 verific&aacute;mos que houve apoio nas seguintes actividades: marca&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das presen&ccedil;as e reuni&atilde;o entre as crian&ccedil;as e a educadora do ensino regular, onde combinam o que v&atilde;o fazer; actividade livre em pequeno grupo &ndash; casinha; actividade estruturada em pequeno grupo &ndash; pintura; refor&ccedil;o alimentar a meio da manh&atilde; e almo&ccedil;o. A educadora de apoio procurou promover as interac&ccedil;&otilde;es entre as crian&ccedil;as, organizando os ambientes de forma que estes fossem apropriados e permitissem interac&ccedil;&otilde;es sociais positivas. </P >    <p>Como podemos verificar no <a href="#q5">Quadro 5</a>, no ano lectivo 2007/2008, a interac&ccedil;&atilde;o entre a crian&ccedil;a e os seus pares passou a ser mais igualit&aacute;ria, com uma percentagem id&ecirc;ntica de iniciativas da crian&ccedil;a e dos colegas (37,5%). N&atilde;o observ&aacute;mos iniciativas de interac&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a sem resposta por parte dos colegas, como ocorrera no ano anterior. Este &ldquo;sucesso&rdquo; nas interac&ccedil;&otilde;es levou a crian&ccedil;a a permanecer mais tempo nas actividades em que se envolveu. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q5">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a04q5.jpg" width="558" height="251"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Durante os dois anos lectivos, as interac&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a e a educadora regular ocorreram de forma natural e semelhante ao que aconteceu com as restantes crian&ccedil;as. As interac&ccedil;&otilde;es foram normalmente iniciadas pela educadora, no entanto, em 2007/2008 registou-se um aumento das interac&ccedil;&otilde;es iniciadas pela crian&ccedil;a (de 27,6% para 38,9%) e uma diminui&ccedil;&atilde;o das interac&ccedil;&otilde;es iniciadas pela educadora (de 65,5% para 44,4%). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Dados das entrevistas </I></P >    <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados das entrevistas pudemos verificar que ambas as educadoras de apoio partilham a mesma opini&atilde;o relativamente &agrave; import&acirc;ncia do envolvimento da fam&iacute;lia e da educadora do ensino regular em todo o processo e que esta coincide com as pr&aacute;ticas recomendadas. No entanto, nenhuma as p&otilde;e em pr&aacute;tica, apresentando como justifica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o t&ecirc;m tempo suficiente devido ao elevado n&uacute;mero de crian&ccedil;as que apoiam. </P >    <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise das entrevistas &agrave; fam&iacute;lia, verificou-se tamb&eacute;m que esta desconhece totalmente quer os dados da avalia&ccedil;&atilde;o quer o tipo de interven&ccedil;&atilde;o planeada e implementada. </P >    <p><I>Dados da an&aacute;lise documental </I></P >    <p>Pela an&aacute;lise da documenta&ccedil;&atilde;o existente verific&aacute;mos que a avalia&ccedil;&atilde;o, no ano 2006/07, n&atilde;o envolve a fam&iacute;lia, &eacute; feita apenas no contexto do JI, pela educadora de apoio educativo, e n&atilde;o d&aacute; origem a um registo formal das &aacute;reas de compet&ecirc;ncias e dificuldades da crian&ccedil;a nem das preocupa&ccedil;&otilde;es e necessidades da fam&iacute;lia. Apenas no final do ano lectivo (Julho de 2007) foi feito o PEI, nele constando, exclusivamente, objectivos para a crian&ccedil;a. No ano lectivo 2007/08, houve envolvimento da educadora de ensino regular na avalia&ccedil;&atilde;o inicial, entrevista &agrave; fam&iacute;lia e preenchimento da lista de verifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos baseada na Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional da Funcionalidade (CIF). O PIIP foi elaborado em Janeiro de 2008, com defini&ccedil;&atilde;o de objectivos e estrat&eacute;gias maioritariamente centrados na crian&ccedil;a, embora tamb&eacute;m tenham sido definidos alguns objectivos para a fam&iacute;lia (e.g., &ldquo;ajudar a fam&iacute;lia na escolha de escola para o pr&oacute;ximo ano lectivo e dar a conhecer as diversas realidades existentes). At&eacute; ao final do ano foram ainda elaborados dois relat&oacute;rios: o primeiro, em Maio, baseado na CIF e, em Julho, um relat&oacute;rio de reavalia&ccedil;&atilde;o, descritivo, com base na evolu&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e na an&aacute;lise dos objectivos alcan&ccedil;ados. </P >    <p>Constatou-se ainda que, nos dois anos lectivos, a avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias e necessidades da crian&ccedil;a/fam&iacute;lia foi feita informalmente e registada em termos vagos e gerais (e.g., &ldquo;desinibida em termos de actividade motora global da sua idade&rdquo;), com objectivos formulados em termos pouco claros e n&atilde;o operacionalizados (e.g., &ldquo;manter a actividade pr&oacute;pria da idade da crian&ccedil;a&rdquo;), sendo as estrat&eacute;gias/actividades pouco objectivas (e.g., &ldquo;actividades pr&oacute;prias da sua idade&rdquo;). </P >    <p>Os objectivos propostos s&atilde;o definidos, maioritariamente, de forma global e n&atilde;o quantific&aacute;vel (e.g., <I>&ldquo;</I>melhorar os movimentos finos&rdquo;, &ldquo;aumentar o interesse por situa&ccedil;&otilde;es mais complexas&rdquo; e &ldquo;maior din&acirc;mica, melhor produ&ccedil;&atilde;o verbal, mais vocabul&aacute;rio&rdquo;). A pr&oacute;pria formula&ccedil;&atilde;o dos objectivos, utilizando verbos como &ldquo;melhorar, aumentar&rdquo; e express&otilde;es como &ldquo;maior e mais&rdquo;, inviabiliza uma avalia&ccedil;&atilde;o rigorosa. </P >    <p>Nos dois anos lectivos, os objectivos precisos (e.g., &ldquo;nomear c&iacute;rculo, quadrado, tri&acirc;ngulo&rdquo;, &ldquo;nomear cores principais&rdquo; e &ldquo;distinguir pesado e leve&rdquo;) s&atilde;o em n&uacute;mero bastante inferior (18,76% em 2006/07 e 5,26% em 2007/08), comparativamente com a totalidade dos objectivos definidos. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Os dados da observa&ccedil;&atilde;o do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce em contexto domicili&aacute;rio (primeiro caso), das entrevistas da m&atilde;e e da educadora e do processo de delineamento e implementa&ccedil;&atilde;o da Interven&ccedil;&atilde;o tal como constam no PIAF, mostram a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o de coopera&ccedil;&atilde;o e parceria entre a educadora e a m&atilde;e e permitem concluir que a educadora participante neste estudo adoptou as pr&aacute;ticas recomendadas: em vez de focar a sua interven&ccedil;&atilde;o na estimula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, partilhou com a m&atilde;e as suas experi&ecirc;ncias e pr&aacute;ticas profissionais e providenciou informa&ccedil;&atilde;o e modelos necess&aacute;rios apresentando &agrave; m&atilde;e um modelo de intervir com o filho. Os objectivos definidos para a m&atilde;e parecem ter sido alcan&ccedil;ados j&aacute; que esta refere que o apoio alterou a sua atitude com o filho e com o marido, considerando que a educadora especializada contribuiu para aumentar o seu conforto e seguran&ccedil;a. No final da interven&ccedil;&atilde;o, a m&atilde;e decidiu voltar para o Brasil, de modo a encontrar o suporte informal no &acirc;mbito da sua fam&iacute;lia alargada. Informou ainda a educadora que, quando chegasse ao seu pa&iacute;s, iria procurar um programa de apoio desta natureza, j&aacute; tendo feito uma busca na Internet sobre v&aacute;rios s&iacute;tios de apoio na sua &aacute;rea de resid&ecirc;ncia no Brasil. Por estes dados podemos constatar os bons resultados do programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; autonomia e capacita&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e. Parece assim poder concluir-se que esta interven&ccedil;&atilde;o domicili&aacute;ria foi, efectivamente, centrada na fam&iacute;lia, que promoveu as compet&ecirc;ncias e deu &agrave; m&atilde;e o poder para tomar as decis&otilde;es mais adequadas para o bem-estar da fam&iacute;lia e o aumento da qualidade de vida familiar. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados divergem dos que s&atilde;o reportados nos estudos internacionais que referimos (Brady et al., 2004; Campbell &amp; Sawyer, 2007; Keilty, 2008; McBride &amp; Peterson, 1997; Peterson et al., 2007; Rydley &amp; O&rsquo;Kelley, 2008; Turnbull et al., 2007), que revelam ser a maioria das interac&ccedil;&otilde;es entre os profissionais e as crian&ccedil;as, mantendo-se as fam&iacute;lias, frequentemente, n&atilde;o envolvidas. Divergem, tamb&eacute;m dos dados reportados por Marques (2003) num estudo com m&eacute;todo e medidas semelhantes, que mostram uma interven&ccedil;&atilde;o muito centrada no beb&eacute;, n&atilde;o promovendo a autonomia da fam&iacute;lia. </P >    <p>Ao contr&aacute;rio do que sucedeu no programa domicili&aacute;rio, podemos afirmar que, no segundo estudo de caso, nos dois anos lectivos, foi desenvolvido um programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce centrado na crian&ccedil;a e n&atilde;o na fam&iacute;lia. O trabalho realizado no ano lectivo 2006/2007 caracterizouse por um conjunto de ac&ccedil;&otilde;es educativas descontextualizadas, que incidiam directamente na crian&ccedil;a, centrado na educadora, estruturado e directivo. Esta interven&ccedil;&atilde;o enfatizava a planifica&ccedil;&atilde;o das actividades e dos objectivos para a crian&ccedil;a, no sentido de estimular os processos de aprendizagem no &acirc;mbito sensorial, motor e da linguagem, sem qualquer envolvimento da fam&iacute;lia ou dos prestadores de cuidados di&aacute;rios. Estes dados s&atilde;o semelhantes aos reportados por Craig (1997) sobre o trabalho de muitos profissionais de apoio. A interven&ccedil;&atilde;o directa com a fam&iacute;lia surge apenas no apoio de ordem social e no acompanhamento a consultas de especialidade mas n&atilde;o tem como objectivo a sua capacita&ccedil;&atilde;o e autonomia. Pode concluir-se que, neste segundo caso, a interven&ccedil;&atilde;o implementada se afasta das pr&aacute;ticas orientadoras da interven&ccedil;&atilde;o precoce. De facto, e tal como Gottwald e Pardy (1997) sugerem, as pr&aacute;ticas recomendadas postulam a implementa&ccedil;&atilde;o de programas de inclus&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que possam ser utilizadas nos contextos naturais de aprendizagem das crian&ccedil;as, com o envolvimento dos prestadores di&aacute;rios de cuidados. </P >    <p>No ano lectivo 2007/2008, embora n&atilde;o na totalidade das sess&otilde;es, o apoio educativo foi implementado no contexto natural do jardim-de-inf&acirc;ncia, numa interven&ccedil;&atilde;o que se caracterizou pelo desenvolvimento de estrat&eacute;gias funcionais, inseridas nas rotinas e actividades do dia-a-dia da crian&ccedil;a, tendo em conta as suas motiva&ccedil;&otilde;es e interesses, tal como tinha sido constatado no trabalho de Cordeiro (2004). </P >    <p>A exist&ecirc;ncia de algumas altera&ccedil;&otilde;es no comportamento interactivo da crian&ccedil;a, da(s) educadora(s) e dos seus pares poder&atilde;o ter sido influenciadas por essas pr&aacute;ticas de apoio. Neste segundo ano, a interven&ccedil;&atilde;o foi mais pr&oacute;xima daquilo que &eacute;, actualmente, recomendado (McWilliam, 2010). No entanto, o facto de a educadora ter mantido sess&otilde;es de apoio descontextualizado mostra que n&atilde;o ter&aacute; compreendido os benef&iacute;cios da interven&ccedil;&atilde;o baseada nos contextos naturais de aprendizagem e nas rotinas da crian&ccedil;a. </P >    <p>No que se refere ao envolvimento da fam&iacute;lia, no 2&ordm; ano, para al&eacute;m do apoio social e acompanhamento a consultas de especialidade, a educadora de apoio refere ter sugerido &agrave; m&atilde;e estrat&eacute;gias relacionadas com a prepara&ccedil;&atilde;o da entrada para o 1&ordm; ciclo. No entanto, nunca observ&aacute;mos interac&ccedil;&otilde;es entre a educadora especializada e os pais e n&atilde;o h&aacute; qualquer registo da forma como o fez nem dos efeitos que essa interven&ccedil;&atilde;o teve. Apesar das percep&ccedil;&otilde;es de todos os profissionais envolvidos neste caso serem de pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia, os dados da observa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o confirmam a implementa&ccedil;&atilde;o deste modelo de interven&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Entre o primeiro e o segundo ano de apoio todos os profissionais mudaram. Assim, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, atrav&eacute;s dos dados das entrevistas, avaliar as percep&ccedil;&otilde;es relativas ao impacto que a estrat&eacute;gia de apoio integrado no contexto do JI que foi implementada no ano 2007/08 ter&aacute; tido no comportamento da crian&ccedil;a e seus pares. </P >    <p>A dificuldade em estabelecermos uma rela&ccedil;&atilde;o entre os objectivos definidos e as estrat&eacute;gias/actividades verificou-se nas diferentes &aacute;reas do desenvolvimento da crian&ccedil;a e na avalia&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, em ambos os anos lectivos. Como j&aacute; referimos, os elementos da avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o insuficientes e muito gen&eacute;ricos, tornando-se dif&iacute;cil relacion&aacute;-los com a interven&ccedil;&atilde;o efectivamente implementada. </P >     <p>O estudo de caso em contexto domicili&aacute;rio mostra pr&aacute;ticas de qualidade com uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia e nos contextos naturais de aprendizagem que deveriam ser difundidas. Pelo contr&aacute;rio, o estudo realizado em contexto de jardim-de-inf&acirc;ncia mostrou, sobretudo no primeiro ano, os apoios especializados fora do contexto e sem qualquer envolvimento dos prestadores di&aacute;rios de cuidados ou da fam&iacute;lia. </P >    <p>A forma&ccedil;&atilde;o das educadoras de apoio dos dois casos era diferente: a do primeiro estudo, para al&eacute;m da licenciatura em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia e especializa&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o especial, tinha um mestrado em educa&ccedil;&atilde;o especial com tese em Interven&ccedil;&atilde;o Precoce; no segundo estudo, apenas a educadora do 1&ordm; ano tinha forma&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o especial e a do 2&ordm;ano, embora trabalhando h&aacute; longos anos em interven&ccedil;&atilde;o precoce, n&atilde;o era especializada (tinha licenciatura em psicologia educacional). Ser&aacute; que, embora todas tivessem vasta experi&ecirc;ncia em equipas interdisciplinares de IPI, as suas diferentes forma&ccedil;&otilde;es est&atilde;o na base das diferentes pr&aacute;ticas implementadas? Ser&aacute; que a presta&ccedil;&atilde;o de apoio em dois contextos diferentes influenciou as pr&aacute;ticas, nomeadamente no envolvimento da fam&iacute;lia? Numa perspectiva de estudo de caso, em que este trabalho foi feito, n&atilde;o poder&iacute;amos ter dados suficientes para o comprovar. Considerando a import&acirc;ncia destas quest&otilde;es e a escassez de dados sobre as pr&aacute;ticas efectivamente implementadas em Portugal, considera-se que esta &eacute; uma &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria. </P >    <p>Ao contr&aacute;rio do que ocorre nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, onde h&aacute; uma distin&ccedil;&atilde;o entre Programas de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (0-2 anos, com programas maioritariamente domicili&aacute;rios) e Programas de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil Especializada (&gt;3 anos, maioritariamente em contextos educativos), em Portugal, quer o Despacho-conjunto 891/99, em vigor &agrave; data da recolha de dados nos dois estudos e entretanto revogado, quer o Decreto-Lei 281/2009, regulamentam a interven&ccedil;&atilde;o precoce para as crian&ccedil;as dos 0 aos 6 anos, qualquer que seja o contexto em que estejam a ser cuidadas ou atendidas (domic&iacute;lio/creche ou jardim-de-inf&acirc;ncia). Este facto poder&aacute; explicar, em parte, alguma confus&atilde;o nos modelos de refer&ecirc;ncia seguidos pelas educadoras j&aacute; que, para al&eacute;m do envolvimento da fam&iacute;lia, quando as crian&ccedil;as est&atilde;o inclu&iacute;das em contextos educativos, o envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o dos educadores das salas &eacute; tamb&eacute;m essencial. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda assim, &eacute; dif&iacute;cil explicar as profundas diverg&ecirc;ncias entre as percep&ccedil;&otilde;es das educadoras do programa em contexto de jardim-de-inf&acirc;ncia sobre o apoio que prestam (coincidentes com as recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais de interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia) e as pr&aacute;ticas que efectivamente implementam. </P >    <p>A grande limita&ccedil;&atilde;o de ambos os estudos reside no facto de n&atilde;o ter havido codifica&ccedil;&atilde;o das observa&ccedil;&otilde;es por mais do que um observador. Considera-se, no entanto, que a divulga&ccedil;&atilde;o destes dados poder&aacute; contribuir para uma reflex&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas reais de IPI no contexto nacional que se nos afigura essencial para a promo&ccedil;&atilde;o da qualidade na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o precoce. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Almeida, I. C. (2009). <I>Estudos sobre a interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal: Ideias dos especialistas, dos profissionais e das fam&iacute;lias</I>. Lisboa: Instituto Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bailey, D., Bruder, M. B., Hebbeler, K., Carta, J., Defosset, M., Greenwood, C., ... ..., &amp; Barton, L. (2006). Recommended outcomes for families of young children with disabilities. <I>Journal of Early Intervention, 28</I>, 227-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bairr&atilde;o, J. (Org.). (2003). Tend&ecirc;ncias actuais em investiga&ccedil;&atilde;o precoce. <I>Psicologia, XVII</I>(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bairr&atilde;o, J., &amp; Almeida, I. C. (2002). <I>Contributos para o estudo das pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal</I>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Baxter, P., &amp; Jack, S. (2008). Qualitative case study methodology: Study design and implementation for novice researchers. <I>The qualitative report, 13, </I>544-559. Retirado de <a href="http://www.nova.edu/ssss/QR/QR13-4/baxter.pdf" target="_blank">http://www.nova.edu/ssss/QR/QR13-4/baxter.pdf</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brady, S., Peters, D., Gamel-McCormick, M., &amp; Venuto, N. (2004). Types and patterns of professional-family talk in home-based early Intervention. <I>Journal of Early Intervention, 26</I>, 146-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U., &amp; Morris, P. A. (1998). The ecology of developmental processes. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <I>Handbook of child psychology </I>(5th ed.). <I>Vol. 1: Theoretical Models of Human Development </I>(pp. 993-1028). New York: John Wileys and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Campbell, P., &amp; Sawyer, L. B. (2007). Supporting learning opportunities in natural settings through participation-based services. <I>Journal of Early Intervention, 29</I>, 287-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Childress, D. (2004). Special instruction and natural environments &ndash; Best practices in early intervention. <I>Infants and Young Children, 47</I>, 162-170. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cordeiro, M. M. (2004). <I>O processo de avalia&ccedil;&atilde;o em interven&ccedil;&atilde;o precoce e as pr&aacute;ticas de apoio educativo no jardim-de-inf&acirc;ncia: Da teoria &agrave; pr&aacute;tica. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Educacional (n&atilde;o publicada). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Correia, N. R. (2004). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o de um programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce: Um estudo de caso</I>. Monografia de Licenciatura em Psicologia Educacional (n&atilde;o publicada). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Craig, S. E. (1997). Child care centers. In S. K. Thurman, J. R. Cornwell, &amp; S. R. Gottwald (Eds.), <I>Contexts of early intervention: Systems and settings </I>(pp. 191-200). Baltimore: Paul H. Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J. (2005). Foundations for an evidence-based approach to early childhood intervention and family support. <I>CASEinPoint. </I>Retirado de <a href="http://www.fippcase.org/caseinpoint/caseinpoint_vol1_no1.pdf" target="_blank">http://www.fippcase.org/caseinpoint/caseinpoint_vol1_no1.pdf</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunst, C. J., Bruder, M. B., Trivette, C., Raab, M., &amp; McLean, M. (2001). Natural learning opportunities for infants, toddlers and preschoolers. <I>Young Exceptional Children 4</I>, 18-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gottwald, S. R., &amp; Pardy, P. A. (1997). Public schools. In S. K. Thurman, J. R. Cornwell, &amp; S. R. Gottwald (Eds.), <I>Contexts of early intervention: Systems and settings </I>(pp. 215-228). Baltimore: Paul H. Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201100010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Guralnick, M. J. (2005). An overview of the developmental system models for early intervention. In M. J. Guralnick (Ed.), <I>The developmental systems approach to early intervention </I>(pp. 3-28). Baltimore: Paul H. Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guralnick, M. J., &amp; Conlon, C. (2007). Early intervention. In M. Batshaw, L. Pelligrino, &amp; N. Roizen (Eds.), <I>Children with Disabilities </I>(6th ed., pp. 511-521). Baltimore: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201100010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Hebbeler, K., Spiker, D., Bailey, D., Scarborough, A., Mallik, S., Simeonsson, R., Singer, M. &amp; Nelson, L. (2007, Jan.). <I>Final report of the National Early Intervention Longitudinal Study </I>(NEILS). Retirado de: <a href="http://www.sri.com/neils/pdfs/NEILS_Final_Report_02_07.pdf" target="_blank">http://www.sri.com/neils/pdfs/NEILS_Final_Report_02_07.pdf</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201100010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Keilty, B. (2008). Early intervention home-visiting principles in practice: A Reflective approach. <I>Young Exceptional Children 11</I>, 29-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Marcelino, S. (2008) <I>Um programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce: Um estudo de caso</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Educacional (n&atilde;o publicada). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Marques, J. (2003). <I>Um programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce: Um estudo de caso</I>. Monografia de Licenciatura em Psicologia Educacional (n&atilde;o publicada). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McBride, S. L., &amp; Peterson, C. (1997). Home-based intervention with families of children with disabilities: Who is doing what? <I>Topics in Early Childhood Special Education, 17</I>, 209-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (1996). A program of research on integrated <I>versus </I>isolated treatment in early intervention. In R. A. McWilliam (Ed.), <I>Rethinking pull-out services in early intervention: A professional resource </I>(pp. 49-70). Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201100010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2010). <I>Routines-based early intervention-supporting young children and their families</I>. Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mendes, E. (2010). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade em Interven&ccedil;&atilde;o precoce: Pr&aacute;ticas do distrito de Portalegre. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento (n&atilde;o publicada). Universidade do Porto: Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pereiro, M. H. (2000). Contributos para uma an&aacute;lise avaliativa da interven&ccedil;&atilde;o precoce &ndash; As representa&ccedil;&otilde;es dos profissionais. In F. Ramos Leit&atilde;o (Org.). <I>A interven&ccedil;&atilde;o precoce e a crian&ccedil;a com s&iacute;ndrome de Down &ndash; Estudos sobre interac&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 177-202). Porto: Porto Editora. </P >    <!-- ref --><p>Peterson, C., Luze, G., Eshbaugh, E., Jeon, H., &amp; Kantz, K. (2007). Enhancing parent-child interactions through home visiting: Promising practice or unfulfilled promise? <I>Journal of Early Intervention, 29</I>, 119-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201100010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pimentel, J. (2005). <I>Interven&ccedil;&atilde;o focada na fam&iacute;lia: Desejo ou realidade. Percep&ccedil;&otilde;es de pais e profissionais sobre as pr&aacute;ticas de apoio precoce a crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais e suas fam&iacute;lias</I>. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o e Integra&ccedil;&atilde;o das Pessoas com Defici&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201100010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Rydley, R., &amp; O&rsquo;Kelley, K. (2008). Providing individually responsive home visits. <I>Young Exceptional Children 11</I>, 17-26. </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (2000). Transactional regulation: The development ecology of early intervention. In J. P. Shonkoff &amp; J. Meisels (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(2nd ed., pp. 135-159). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sandall, S., Smith, B., McLean, M., &amp; Ramsey, A. (2002). Qualitative research in early intervention/early childhood special education. <I>Journal of Early Intervention, 25</I>, 129-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Serrano, A. (2007). <I>Redes sociais de apoio e a sua relev&acirc;ncia para a interven&ccedil;&atilde;o precoce</I>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201100010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stake, R. E. (2009). <I>A arte da investiga&ccedil;&atilde;o com estudos de caso </I>(2&ordf; ed.). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Shonkoff , J. (2010). Building a new biodevelopmental framework to guide the future of early childhood policy. <I>Child Development, 81</I>, 357-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201100010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Turnbull, A., Summers, J. A., Turnbull, R., Brotherson, M. J., Winton, P., ... ..., &amp; Stroup-Rentier, V. (2007). Family supports and services in early intervention: A bold vision. <I>Journal of Early Intervention, 29</I>, 187-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201100010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: J&uacute;lia Serpa Pimentel, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:jpimentel@ispa.pt">jpimentel@ispa.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>O artigo baseia-se nos estudos realizados pelas duas co-autoras no &acirc;mbito da monografia da Licenciatura e Mestrado Integrado em Psicologia, &aacute;rea de Psicologia Educacional.</P >      ]]></body><back>
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