<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312014000400005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">1014417/ap.32.3.958</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Funcionamento familiar e delinquência juvenil: A mediação do autocontrolo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hugo Miguel dos Santos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Gouveia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ispa - instituto universitário  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>439</fpage>
<lpage>451</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312014000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312014000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312014000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[De acordo com a Teoria Geral do Crime as práticas parentais ineficazes são a principal causa do baixo autocontrolo e, por sua vez, o autocontrolo será o principal responsável pelo desenvolvimento de comportamentos delinquentes. No presente estudo temos como objetivo analisar empiricamente estas afirmações, ou seja, verificar a influência do funcionamento familiar no autocontrolo e seguidamente analisar se o autocontrolo é mediador na relação entre o funcionamento familiar e a delinquência juvenil. Neste estudo participaram 181 adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos de idade e a frequentar escolas da área da Grande Lisboa. Os instrumentos utilizados foram os seguintes: escala de coesão e flexibilidade familiar (FACES IV), escala de autocontrolo e escala de variedade de delinquência. Os resultados demonstraram uma relação positiva entre o funcionamento familiar e o autocontrolo e uma relação negativa entre o autocontrolo e os comportamentos de delinquência. Por sua vez, o autocontrolo mediou totalmente a relação entre o funcionamento familiar e a delinquência dos jovens. As implicações deste estudo são discutidas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[According to the General Theory of Crime ineffective parenting practices are the major cause of low self-control, which, in turn, will be the main responsible of the development of delinquent behaviors. On the present research we aim to analyze these claims, in other words, we will test the influence of family functioning on self-control, and analyze the mediating role of self-control in the relationship between family functioning and juvenile delinquency. 181 adolescents participated in this study, aged between 12 and 19 years old and attending schools in the Great Lisbon area. The instruments were the following: Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES IV), the Self-Control Scale, and the Delinquency Variety Scale. The results showed a positive relationship between family functioning and self-control and a negative relationship between self-control and delinquent behaviors. Furthermore, self-control fully mediated the relationship between family functioning and juvenile delinquency. Implications of this study are discussed.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Coesão familiar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Flexibilidade familiar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Autocontrolo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Delinquência juvenil]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family cohesion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family flexibility]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Self-control]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Juvenile delinquency]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Funcionamento familiar e delinqu&ecirc;ncia juvenil: A media&ccedil;&atilde;o do autocontrolo</b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hugo Miguel dos Santos Gomes<sup>*</sup>, Maria Gouveia Pereira<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio </p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>De acordo com a Teoria Geral do Crime as pr&aacute;ticas parentais ineficazes s&atilde;o a principal causa do baixo autocontrolo e, por sua vez,  o autocontrolo ser&aacute; o principal respons&aacute;vel pelo desenvolvimento de comportamentos delinquentes. No presente estudo temos como  objetivo analisar empiricamente estas afirma&ccedil;&otilde;es, ou seja, verificar a influ&ecirc;ncia do funcionamento familiar no autocontrolo e  seguidamente analisar se o autocontrolo &eacute; mediador na rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e a delinqu&ecirc;ncia juvenil.  Neste estudo participaram 181 adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos de idade e a frequentar escolas da &aacute;rea da  Grande Lisboa. Os instrumentos utilizados foram os seguintes: escala de coes&atilde;o e flexibilidade familiar (FACES IV), escala de autocontrolo e  escala de variedade de delinqu&ecirc;ncia. Os resultados demonstraram uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre o funcionamento familiar e o  autocontrolo e uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre o autocontrolo e os comportamentos de delinqu&ecirc;ncia. Por sua vez, o autocontrolo  mediou totalmente a rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e a delinqu&ecirc;ncia dos jovens. As implica&ccedil;&otilde;es deste  estudo s&atilde;o discutidas. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Coes&atilde;o familiar, Flexibilidade familiar, Autocontrolo, Delinqu&ecirc;ncia juvenil. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>According to the General Theory of Crime ineffective parenting practices are the major cause of low self-control, which, in turn, will be the  main responsible of the development of delinquent behaviors. On the present research we aim to analyze these claims, in other words, we will test  the influence of family functioning on self-control, and analyze the mediating role of self-control in the relationship between family functioning  and juvenile delinquency. 181 adolescents participated in this study, aged between 12 and 19 years old and attending schools in the Great Lisbon  area. The instruments were the following: Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES IV), the Self-Control Scale, and the Delinquency  Variety Scale. The results showed a positive relationship between family functioning and self-control and a negative relationship between  self-control and delinquent behaviors. Furthermore, self-control fully mediated the relationship between family functioning and juvenile  delinquency. Implications of this study are discussed.</p>     <p><b>Key-words:</b> Family cohesion, Family flexibility, Self-control, Juvenile delinquency. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Teoria Geral do Crime e Funcionamento Familiar </i></p>     <p>A Teoria Geral do Crime de Gottfredson e Hirschi (1990) &eacute; certamente um dos modelos criminol&oacute;gicos mais testados empiricamente,  provavelmente pelos pressupostos te&oacute;ricos e explicativos de toda atividade criminosa e delinquente (Goode, 2008). Gottfredson e Hirschi  (1990) defendem que o crime e comportamentos semelhantes s&atilde;o fonte de excita&ccedil;&atilde;o e gratifica&ccedil;&atilde;o dos desejos e  prazeres imediatos, requerendo poucas compet&ecirc;ncias sociocognitivas. Deste modo, os comportamentos delinquentes parecem atrair os sujeitos  com baixo autocontrolo, descritos pelo seu comportamento impulsivo e autocentrado, e simultaneamente insens&iacute;veis &agrave;s necessidades e  ao sofrimento dos outros (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990; Hirschi, 2004). </p>     <p>Desta forma, a Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990) posiciona claramente o autocontrolo como a principal causa do  comportamento delinquente. Al&eacute;m disso, &eacute; vasta a literatura sobre a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica sobre o impacto determinante do  baixo autocontrolo no comportamento delinquente (e.g., Arneklev, Elis, &amp; Medlicott, 2006; Longshore, Turner, &amp; Stein, 1996; Pauwels,  Weerman, Bruinsma, &amp; Bernasco, 2011; Pratt &amp; Cullen, 2000; Vazsonyi &amp; Huang, 2010). Contudo, os autores desta teoria defendem que a  falta de autocontrolo n&atilde;o implica necessariamente a pr&aacute;tica de comportamentos delinquentes, mas sim, que os sujeitos com baixo  autocontrolo t&ecirc;m maior propens&atilde;o para a pr&aacute;tica transgressiva. Esta rela&ccedil;&atilde;o parece ser mediada pelo papel das  oportunidades para delinquir (e.g., Cochran, Wood, Sellers, Wilkerson, &amp; Chamlin, 1998; Desmond, Bruce, &amp; Stacer, 2012; Fonseca &amp;  Sim&otilde;es, 2002). </p>     <p>Gottfredson e Hirschi (1990) apontam as pr&aacute;ticas parentais ineficazes e desadequadas como a principal causa da falta de autocontrolo.  Segundo estes autores, os cuidadores das crian&ccedil;as deveriam ser capazes de reconhecer e corrigir as demonstra&ccedil;&otilde;es de falta de  autocontrolo, suprimindo progressivamente o seu comportamento impulsivo. Os autores referem quatro condi&ccedil;&otilde;es que devem ser  satisfeitas para promover as capacidades de autocontrolo nas crian&ccedil;as: (1) <i>V&iacute;nculo dos pais &agrave; crian&ccedil;a</i>, na medida  em que &eacute; este la&ccedil;o afetivo que faz com que o cuidador se preocupe com o seu desenvolvimento saud&aacute;vel; (2) <i>Supervis&atilde;o  parental</i>, atrav&eacute;s da qual os cuidadores previnem pr&aacute;ticas desviantes da mesma forma que fazem a ponte entre o controlo externo e  interno; (3) <i>Reconhecimento do comportamento desviante</i>, sem o qual, a monitoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o teria impacto no autocontrolo;  e, por &uacute;ltimo, (4) <i>Puni&ccedil;&atilde;o do comportamento desviante</i>, n&atilde;o devendo ocorrer essa puni&ccedil;&atilde;o nem de  forma demasiado r&iacute;gida nem de forma demasiado branda. </p>     <p>Al&eacute;m da teoria geral do crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990), outros autores (e.g., Hay, 2001; Meldrum, 2008; Meldrum, Young, &amp;  Hay, 2012; Pauwels &amp; Svensson, 2009; Pratt, Turner, &amp; Piquero, 2004) t&ecirc;m tamb&eacute;m vindo a demonstrar que pr&aacute;ticas  parentais eficazes (i.e., vincula&ccedil;&atilde;o parental e supervis&atilde;o parental) influenciam fortemente o autocontrolo dos sujeitos, uma  rela&ccedil;&atilde;o que parece estar presente em diferentes culturas (Vazsonyi &amp; Belliston, 2007) e em diferentes estratos  socioecon&oacute;micos (Vazsonyi &amp; Klanjsek, 2008). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A literatura n&atilde;o &eacute; consensual se a delinqu&ecirc;ncia &eacute; mais influenciada pela vincula&ccedil;&atilde;o ou pela  supervis&atilde;o parental. De facto, Cochran et al. (1998), Miller, Jennings, Alvarez-Rivera e Lanza-Kaduce (2009) evidenciaram atrav&eacute;s dos  seus estudos que apenas o v&iacute;nculo entre pais e filhos predizia a sua capacidade de autocontrolo e n&atilde;o a supervis&atilde;o parental.  Contudo, Rebellon, Straus e Medeiros (2008) encontraram uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre a neglig&ecirc;ncia parental e o autocontrolo dos  adolescentes. </p>     <p>Por outro lado ainda, outros investigadores focaram os seus trabalhos em caracter&iacute;sticas estruturais da fam&iacute;lia e encontraram que  crian&ccedil;as pertencentes a fam&iacute;lias reconstitu&iacute;das e a pais solteiros apresentavam n&iacute;veis de autocontrolo  significativamente mais baixos (e.g., Phythian, Keane, &amp; Krull, 2008; Polakowski, 1994). No entanto, Boutwell e Beaver (2010) verificaram que,  depois de controlar os efeitos de v&aacute;rios fatores parentais (e.g., autocontrolo dos pais, deficits neuro-psicol&oacute;gicos,  depress&atilde;o, etc.), a estrutura familiar n&atilde;o influenciava os n&iacute;veis do autocontrolo dos adolescentes. Em concord&acirc;ncia com  estes dados Mandara e Murray (2000) demonstraram que caracter&iacute;sticas do funcionamento familiar, tais como a coes&atilde;o familiar,  autonomia, organiza&ccedil;&atilde;o e controlo podem &ldquo;abafar&rdquo; os efeitos prejudiciais dos lares &ldquo;desfeitos&rdquo; na capacidade  de autocontrolo dos adolescentes. </p>     <p>A progressiva compreens&atilde;o do funcionamento familiar e da sua import&acirc;ncia na forma como os membros da fam&iacute;lia est&atilde;o  ligados emocionalmente e se comportam levou v&aacute;rios autores a considerar modelos cada vez mais complexos e integrativos, nomeadamente a  perspetiva sist&eacute;mica. Dentro do modelo sist&eacute;mico, terapeutas familiares tais como Minuchin (1988) e Ausloos (1996) salientaram a  import&acirc;ncia da coes&atilde;o e da flexibilidade familiar no desenvolvimento da delinqu&ecirc;ncia juvenil. Da mesma forma, evid&ecirc;ncia  emp&iacute;rica demonstra consistentemente como n&iacute;veis extremamente baixos de coes&atilde;o familiar (i.e., fam&iacute;lias desagregadas)  (e.g., Brook, Pahl, &amp; Cohen, 2008; Gorman-Smith, Henry, &amp; Tolan, 2004; Henry, Tolan, &amp; Gorman-Smith, 2001; Kliewer et al., 2006; Tolan,  Gorman-Smith, Huesmann, &amp; Zelli, 1997), bem como n&iacute;veis extremamente elevados de flexibilidade familiar (i.e., fam&iacute;lias  ca&oacute;ticas) (e.g., Blaske, Bourduin, Henggeler, &amp; Mann, 1989; McGaha &amp; Leoni, 1995), est&atilde;o relacionados com v&aacute;rios  aspetos do comportamento delinquente juvenil. </p>     <p>Assim, parece-nos evidente a necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o que nos permita compreender melhor como o funcionamento familiar  afeta a capacidade de autocontrolo e a delinqu&ecirc;ncia. No presente trabalho pretendemos analisar o impacto do funcionamento familiar  (coes&atilde;o e flexibilidade) tal como &eacute; descrito no <i>Modelo Circumplexo dos Sistemas Familiares e Conjugais </i>(Olson, 2011), quer no  autocontrolo quer na delinqu&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Modelo Circumplexo: Coes&atilde;o e flexibilidade familiar </i></p>     <p>Em resposta &agrave; necessidade de se explorarem m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis familiares, Olson (2000, 2011) desenvolveu o Modelo  Circumplexo que integra uma perspetiva sist&eacute;mica. Este modelo &eacute; considerado como particularmente &uacute;til no diagn&oacute;stico  relacional dos sistemas conjugais e familiares, pois integra duas dimens&otilde;es familiares que foram repetidamente apontadas como aspetos  centrais na compreens&atilde;o do funcionamento familiar &ndash; a <i>coes&atilde;o familiar </i>e a <i>flexibilidade familiar</i>. </p>     <p>Em primeiro lugar, a coes&atilde;o familiar &eacute; definida como o la&ccedil;o emocional que o casal ou os membros familiares estabelecem  entre si (Olson &amp; Gorall, 2003) e diz respeito &agrave; forma como as fam&iacute;lias se organizam entre os dois extremos desde a total  separa&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; uni&atilde;o extrema. O Modelo Circumplexo de Olson (2011) descreve a coes&atilde;o familiar num  <i>continuum </i>de cinco n&iacute;veis, desde as <i>fam&iacute;lias desagregadas </i>(n&iacute;veis de coes&atilde;o extremamente baixos),  <i>fam&iacute;lias algo ligadas </i>(n&iacute;veis baixos a moderados), <i>fam&iacute;lias ligadas </i>(n&iacute;veis moderados),  <i>fam&iacute;lias muito ligadas </i>(n&iacute;veis moderados a elevados), at&eacute; &agrave;s <i>fam&iacute;lias aglutinadas </i>(n&iacute;veis  de coes&atilde;o extremamente elevados). </p>     <p>Esta conce&ccedil;&atilde;o do <i>continuum </i>da coes&atilde;o familiar estabelece que os tr&ecirc;s n&iacute;veis centrais correspondam a  graus equilibrados de coes&atilde;o familiar, hipoteticamente associados a funcionamentos familiares saud&aacute;veis. Os n&iacute;veis extremos de  coes&atilde;o familiar (i.e., <i>desagregado </i>e <i>aglutinado</i>) correspondem a n&iacute;veis desequilibrados, que tendem a ser  problem&aacute;ticos para o desenvolvimento dos elementos da fam&iacute;lia ao longo do tempo (Olson, 2011; Olson &amp; Gorall, 2003). </p>     <p>Em segundo lugar, a flexibilidade familiar refere-se ao modo como os sistemas familiares se posicionam entre os extremos de estabilidade e  mudan&ccedil;a, sendo definida pela quantidade de mudan&ccedil;a na lideran&ccedil;a, nos pap&eacute;is e nas regras relacionais (Olson &amp;  Gorall, 2003). Segundo a perspetiva sist&eacute;mica, o funcionamento familiar necessita de ambas estabilidade e mudan&ccedil;a, pois deve  responder &agrave;s necessidades individuais e, ao mesmo tempo, manter uma sensa&ccedil;&atilde;o de unidade/estabilidade (Sampaio &amp; Gameiro,  2005). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Modelo Circumplexo descreve a flexibilidade familiar num <i>continuum </i>de cinco n&iacute;veis que v&atilde;o desde as <i>fam&iacute;lias  r&iacute;gidas </i>(flexibilidade extremamente baixa), <i>fam&iacute;lias algo flex&iacute;veis </i>(flexibilidade baixa a moderada),  <i>fam&iacute;lias flex&iacute;veis </i>(flexibilidade moderada), <i>fam&iacute;lias muito flex&iacute;veis </i>(flexibilidade moderada a alta),  at&eacute; &agrave;s <i>fam&iacute;lias ca&oacute;ticas </i>(flexibilidade extremamente alta) (Olson, 2011; Olson &amp; Gorall, 2003). &Agrave;  semelhan&ccedil;a do que sucedia com a coes&atilde;o familiar, tamb&eacute;m para esta dimens&atilde;o n&atilde;o existe um n&iacute;vel absoluto  de melhor flexibilidade familiar, uma vez que diferentes eventos do ciclo familiar podem requerer diferentes estilos de relacionamento entre  elementos da fam&iacute;lia. N&atilde;o obstante, a hip&oacute;tese central deste modelo estabelece que n&iacute;veis equilibrados de flexibilidade  familiar est&atilde;o mais associados com sistemas familiares funcionais, enquanto n&iacute;veis extremos de flexibilidade (i.e.,  <i>fam&iacute;lias r&iacute;gidas </i>e <i>ca&oacute;ticas</i>) representam sistemas familiares desequilibrados, potencialmente conducentes a  comportamentos sintom&aacute;ticos. </p>     <p>O funcionamento familiar, de acordo com o Modelo Circumplexo de Olson (2011), &eacute; explicado pelo entrosamento destas duas dimens&otilde;es  familiares centrais (coes&atilde;o e flexibilidade), o que permite a compreens&atilde;o do funcionamento familiar desde sistemas familiares  desequilibrados aos equilibrados. A hip&oacute;tese central do Modelo Circumplexo (Olson, 2011), designada por hip&oacute;tese curvil&iacute;nea,  pressup&otilde;e que relacionamentos familiares equilibrados conduzem a um funcionamento familiar saud&aacute;vel, enquanto os relacionamentos  familiares desequilibrados est&atilde;o associados a funcionamentos familiares problem&aacute;ticos e disfuncionais (Olson, 2011). </p>     <p>O Modelo Circumplexo tem demonstrado a sua versatilidade e relev&acirc;ncia na interven&ccedil;&atilde;o familiar sist&eacute;mica em  m&uacute;ltiplos contextos, tais como na idea&ccedil;&atilde;o suicida (e.g., Compton, Thompson, &amp; Kaslow, 2005; Gouveia-Pereira, Abreu,  &amp; Martins, 2014), consumo de drogas (e.g., Natakusumah, Piercy, Robert, Sprenckle, &amp; Trepper, 1992; Taf&aacute; &amp; Baiocco, 2009) e  comportamento delinquente (e.g., Blaske et al., 1989; Matherne &amp; Thomas, 2001; McGaha &amp; Leoni, 1995; Shields &amp; Clark, 1995). </p>     <p>No entanto, tanto quanto sabemos s&atilde;o escassos os estudos que analisam simultaneamente o impacto da coes&atilde;o e da flexibilidade,  quer no autocontrolo quer nos comportamentos de delinqu&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autocontrolo como mediador </i></p>     <p>Como temos vindo a referir, um elevado n&uacute;mero de investiga&ccedil;&otilde;es tem relacionado diferentes fatores familiares ao  comportamento delinquente juvenil, enquanto a Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990) assume que as caracter&iacute;sticas  familiares afetam apenas indiretamente o comportamento delinquente atrav&eacute;s do autocontrolo dos jovens. Deste modo, colocamos a  hip&oacute;tese de que o autocontrolo poder&aacute; mediar a rela&ccedil;&atilde;o entre os fatores familiares e a conduta delinquente. Na verdade,  alguns estudos apresentam evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica de suporte &agrave;s previs&otilde;es da Teoria Geral do Crime, nomeadamente o papel  mediador do autocontrolo na rela&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas parentais ou monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e os comportamentos  delinquentes (Feldman &amp; Weinberger, 1994; McKee, 2012). Ou ainda, Miller et al. (2009) que obtiveram resultados no sentido de que o baixo  autocontrolo apenas mediava parcialmente os efeitos da vincula&ccedil;&atilde;o materna no comportamento desviante. </p>     <p>Todavia, a vasta maioria destes estudos focaram-se apenas em aspetos isolados da vida familiar, tais como a estrutura familiar,  monitoriza&ccedil;&atilde;o parental, vincula&ccedil;&atilde;o, entre outros aspetos, mas n&atilde;o analisaram vari&aacute;veis mais integradoras  tais como o funcionamento familiar do Modelo Circumplexo, podendo possibilitar uma compreens&atilde;o mais hol&iacute;stica destas  rela&ccedil;&otilde;es. Este &eacute; um dos objetivos principais deste estudo. </p>     <p>Uma ideia interessante &eacute; o facto de que as duas dimens&otilde;es principais do Modelo Circumplexo (Olson, 2011) (coes&atilde;o e  flexibilidade familiar) parecerem corresponder &agrave;s quatro condi&ccedil;&otilde;es descritas por Gottfredson e Hirschi (1990). Primeiro, o  <i>v&iacute;nculo dos pais &agrave; crian&ccedil;a </i>descrito pelo la&ccedil;o emocional entre pais e filhos pode ser considerado como  coes&atilde;o familiar. Enquanto a <i>Supervis&atilde;o parental</i>, <i>Reconhecimento do comportamento desviante </i>e <i>Puni&ccedil;&atilde;o  do comportamento desviante </i>podem ser integradas na dimens&atilde;o flexibilidade familiar atrav&eacute;s das caracter&iacute;sticas de  disciplina, controlo e regras familiares. Desta forma, parece-nos que a Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990) possa ser melhor  compreendida sob o paradigma do funcionamento familiar do Modelo Circumplexo de Olson (2011). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PRESENTE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O </p>     <p>Neste estudo pretendemos explorar duas das principais preposi&ccedil;&otilde;es da Teoria Geral do Crime. Primeiro iremos analisar a  adequabilidade do Modelo Circumplexo (Olson, 2011) na preposi&ccedil;&atilde;o de Gottfredson e Hirschi (1990) quanto ao impacto do funcionamento  familiar no autocontrolo. Segundo, iremos analisar se o autocontrolo dos adolescentes medeia totalmente a rela&ccedil;&atilde;o entre o  funcionamento familiar, coes&atilde;o e flexibilidade, e o comportamento delinquente juvenil. </p>     <p>Desta forma, numa primeira hip&oacute;tese esperamos que jovens provenientes de sistemas familiares funcionais, por oposi&ccedil;&atilde;o aos  jovens provenientes de sistemas disfuncionais de acordo com o Modelo Circumplexo, apresentem n&iacute;veis de autocontrolo mais elevados. Assim,  esperamos encontrar uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o funcionamento familiar e o autocontrolo, na medida em que quanto mais funcional  for o sistema familiar, maior a capacidade de autocontrolo dos jovens. </p>     <p>Finalmente, tomando em considera&ccedil;&atilde;o que Gottfredson e Hirschi (1990) estabelecem o autocontrolo como a componente fundamental do  comportamento delinquente, colocamos a segunda hip&oacute;tese de que o autocontrolo medeia a rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar  (coes&atilde;o e flexibilidade) e o comportamento delinquente. Esperamos, deste modo, que quanto mais funcional for o sistema familiar do jovem,  maior ser&aacute; a sua capacidade de autocontrolo. E, por sua vez, quanto maior o seu autocontrolo, menos comportamentos delinquentes os jovens  apresentar&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 181 adolescentes, 110 do sexo feminino e 71 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 12 e  os 19 anos de idade (<i>M</i>=16.92, <i>DP</i>=1.55). Estes participantes eram alunos de quatro escolas da &aacute;rea de Lisboa, em que 71.8%  pertenciam a 3 escolas regulares a frequentar entre o 7&ordm; e 12&ordm; ano e 28.2% pertenciam a uma escola profissional a frequentar o 10&ordm;  ano. A maioria dos adolescentes &eacute; de nacionalidade portuguesa (86.5%). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento Familiar </i>&ndash; A Escala de Coes&atilde;o e Flexibilidade Familiar foi adaptada da <i>Family Adaptability and Cohesion  Evaluation Scale </i>(FACES IV) de acordo com o Modelo Circumplexo (Olson, 2011). Atualmente este instrumento encontra-se na sua quarta  vers&atilde;o, FACES IV (Olson, 2011) e em processo de valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Gouveia-Pereira, Gomes,  Martins, Miranda, &amp; Coutinho, 2014). O FACES IV &eacute; um instrumento de autorrelato com um total de 42 itens permitindo avaliar duas  dimens&otilde;es centrais: (a) a coes&atilde;o familiar (i.e., o la&ccedil;o emocional que une os elementos familiares) e (b) a flexibilidade  familiar (i.e., a capacidade de mudan&ccedil;a relativamente &agrave; lideran&ccedil;a e &agrave;s regras familiares). Por sua vez, dividem-se em  seis subescalas (7 itens cada), em que duas subescalas permitem aceder aos n&iacute;veis equilibrados de coes&atilde;o e flexibilidade familiar, ou  seja, a subescala de Coes&atilde;o Equilibrada (e.g., <i>&ldquo;Os membros da minha fam&iacute;lia est&atilde;o envolvidos nas vidas uns dos  outros&rdquo;</i>) e a subescala de Flexibilidade Equilibrada (e.g., <i>&ldquo;A nossa fam&iacute;lia tenta novas formas de lidar com os  problemas&rdquo;</i>); e quatro subescalas acedem aos n&iacute;veis desequilibradas, permitindo aceder aos n&iacute;veis mais baixos e mais altos  de coes&atilde;o familiar, ou seja, Coes&atilde;o Desagregada (e.g., <i>&ldquo;N&oacute;s damo-nos melhor com pessoas de fora da nossa  fam&iacute;lia do que com as de dentro&rdquo;</i>) e Coes&atilde;o Aglutinada (e.g., <i>&ldquo;N&oacute;s passamos &lsquo;demasiado&rsquo; tempo  juntos&rdquo;</i>), bem como os n&iacute;veis mais baixos e mais altos de flexibilidade familiar, ou seja, Flexibilidade R&iacute;gida (e.g.,  <i>&ldquo;Na nossa fam&iacute;lia h&aacute; uma regra para quase todas as situa&ccedil;&otilde;es&rdquo;</i>) e Flexibilidade Ca&oacute;tica (e.g.,  <i>&ldquo;Na nossa fam&iacute;lia, parece que nunca nos conseguimos organizar&rdquo;</i>). Estas &uacute;ltimas quatro subescalas n&atilde;o faziam  parte das vers&otilde;es anteriores do FACES IV. As respostas foram dadas numa escala tipo Likert de 5 pontos (1=Discordo Fortemente e 5=Concordo  Fortemente). Uma an&aacute;lise das propriedades psicom&eacute;tricas revelou n&iacute;veis aceit&aacute;veis de consist&ecirc;ncia interna  (<a href="#t1">Tabela 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n4/32n4a05t1.jpg" width="575" height="168"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Olson (2011) apresenta v&aacute;rias formas para codificar os dados obtidos atrav&eacute;s da escala FACES IV, sugerindo a  transforma&ccedil;&atilde;o dos dados em valores de percentil ou r&aacute;cios. Neste trabalho opt&aacute;mos pela an&aacute;lise atrav&eacute;s  dos r&aacute;cios. Assim, tr&ecirc;s r&aacute;cios podem ser obtidos (i.e., <i>R&aacute;cio de Coes&atilde;o Familiar</i>, <i>R&aacute;cio de  Flexibilidade Familiar </i>e <i>R&aacute;cio do Funcionamento Familiar</i>), atrav&eacute;s das f&oacute;rmulas apresentadas na  <a href="#f1">Figura 1</a>. A possibilidade de testar as hip&oacute;teses centrais do Modelo Circumplexo atrav&eacute;s destes r&aacute;cios  &eacute; uma das inova&ccedil;&otilde;es introduzidas nesta nova vers&atilde;o do FACES IV. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v32n4/32n4a05f1.jpg" width="579" height="178"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Autocontrolo </i>&ndash; A escala de autocontrolo foi originalmente desenvolvida no &acirc;mbito da Teoria Geral do Crime por (Gottfredson  &amp; Hirschi,1990; Grasmick, Tittle, Bursik, &amp; Arneklev, 1993) e foi validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Fonseca (2002)  (&alpha;=.81). Esta escala &eacute; constitu&iacute;da por um total de 24 itens (e.g., <i>&ldquo;Fa&ccedil;o coisas arriscadas s&oacute; para me  divertir&rdquo;</i>). Para a respetiva an&aacute;lise faz-se o somat&oacute;rio das respostas dos indiv&iacute;duos, o que fornece um valor total  que pode variar entre 0 e 72, sendo que valores globais mais elevados representam n&iacute;veis de autocontrolo mais baixos. Contudo, decidimos  inverter os valores, significando deste modo que altos valores na escala equivalem a altos valores no autocontrolo. Nesta escala obtiveram-se os  seguintes valores: (<i>M</i>=47.41; <i>DP</i>=10.33; &alpha;=.84). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Delinqu&ecirc;ncia Juvenil </i>&ndash; A escala de variedade de delinqu&ecirc;ncia, constru&iacute;da por Sanches, Gouveia-Pereira, Maroco,  Gomes e Roncon (2014), foi adaptada de uma escala de Comportamentos Desviantes de Gouveia-Pereira (2009). Esta escala tem 19 itens e permite aceder  aos comportamentos de delinqu&ecirc;ncia, tais como comportamentos aditivos (e.g., <i>&ldquo;Fumo haxixe ou marijuana&rdquo;</i>) ou comportamentos  relacionados com roubos (e.g., <i>&ldquo;Eu roubei, ou tentei roubar a um estranho, dinheiro ou objetos, tais como um rel&oacute;gio,  telem&oacute;vel, MP3, etc.</i>&rdquo;). Era pedido aos participantes para dizerem se tinham cometido este tipo de comportamentos no &uacute;ltimo  ano. As respostas s&atilde;o dadas numa escala de dois pontos (0=N&atilde;o; 1=Sim). Assim, o valor das respostas varia entre 0 e 19. A escala  obteve os seguintes valores: (<i>M</i>=4.80; <i>DP</i>=3.34; &alpha;=.81). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>Como os participantes eram provenientes de contextos escolares, o projeto foi avaliado pela Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da  Educa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do servi&ccedil;o de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Inqu&eacute;ritos em Meio Escolar, que autorizou a sua  realiza&ccedil;&atilde;o. De seguida, foram pedidas autoriza&ccedil;&otilde;es aos respetivos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos  adolescentes. Antes de distribuir as escalas, os participantes foram informados que as suas respostas eram an&oacute;nimas, a sua  participa&ccedil;&atilde;o era confidencial e volunt&aacute;ria e caso tivessem alguma d&uacute;vida seriam esclarecidos. Al&eacute;m do  preenchimento das escalas os participantes respondiam tamb&eacute;m a alguns dados demogr&aacute;ficos, como idade, sexo, ano escolar, etc. O  preenchimento demorou aproximadamente 20 minutos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento familiar e autocontrolo </i></p>     <p>De forma a analisar a primeira hip&oacute;tese, ou seja, se os sistemas familiares funcionais apresentavam jovens com maior capacidade de  autocontrolo que os provenientes de sistemas disfuncionais, realiz&aacute;mos uma correla&ccedil;&atilde;o de Pearson entre o <i>R&aacute;cio</i>  do funcionamento familiar e os resultados na escala de autocontrolo (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Nesta an&aacute;lise verific&aacute;mos que estas  duas vari&aacute;veis se relacionam positivamente (<i>r</i>=.19) o que significa que o autocontrolo dos jovens aumenta na mesma medida que melhora  o funcionamento familiar. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n4/32n4a05t2.jpg" width="579" height="170"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Realiz&aacute;mos igualmente uma correla&ccedil;&atilde;o entre o R&aacute;cio de coes&atilde;o, o R&aacute;cio de flexibilidade e o  autocontrolo dos adolescentes (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Primeiro, podemos notar que estes dois r&aacute;cios familiares se encontram fortemente  correlacionados (<i>r</i>=.64), significando que quanto mais funcional s&atilde;o estas fam&iacute;lias numa destas dimens&otilde;es (e.g.,  coes&atilde;o familiar), mais funcionais ser&atilde;o na outra dimens&atilde;o (e.g., flexibilidade familiar). No que diz respeito ao autocontrolo,  verific&aacute;mos que o R&aacute;cio de coes&atilde;o (<i>r</i>=.20) se encontra positivamente correlacionado com o autocontrolo, o mesmo  n&atilde;o sucedeu com o R&aacute;cio de flexibilidade (<i>r</i>=.14, <i>p</i>=.063), que revela apenas uma tend&ecirc;ncia estat&iacute;stica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autocontrolo como mediador da rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e a delinqu&ecirc;ncia </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, na nossa segunda hip&oacute;tese prop&uacute;nhamos um modelo em que o autocontrolo seria o mediador da rela&ccedil;&atilde;o  estabelecida entre o funcionamento familiar e comportamento delinquente. Por forma a analisar esta hip&oacute;tese us&aacute;mos o m&eacute;todo  proposto por Baron e Kenny (1986), onde estes autores apontam para a necessidade de se satisfazerem quatro condi&ccedil;&otilde;es essenciais por  forma a concluir pela presen&ccedil;a do modelo de media&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise. </p>     <p>A primeira condi&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; necessidade de se verificar, numa primeira an&aacute;lise de regress&atilde;o, um efeito  significativo entre a vari&aacute;vel independente e a vari&aacute;vel mediadora. Assim, para testar esta primeira condi&ccedil;&atilde;o,  desenvolvemos uma regress&atilde;o linear entre o R&aacute;cio do funcionamento familiar e o autocontrolo. Assim, atrav&eacute;s deste teste  verific&aacute;mos como estas vari&aacute;veis se relacionam de forma significativa (&beta;=.19,), o que nos permite concluir a  verifica&ccedil;&atilde;o da primeira condi&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A segunda condi&ccedil;&atilde;o apontada por estes autores diz respeito &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma nova regress&atilde;o linear  entre a vari&aacute;vel independente (R&aacute;cio do funcionamento familiar) e a vari&aacute;vel dependente (Comportamento delinquente), em que  observ&aacute;mos que efetivamente o funcionamento familiar tem impacto nos comportamentos de delinqu&ecirc;ncia (&beta;=-.19,). Realiz&aacute;mos  uma outra an&aacute;lise de regress&atilde;o linear em que observ&aacute;mos que o autocontrolo est&aacute; fortemente associado com o  comportamento delinquente (&beta;=-.47). </p>     <p>Finalmente, conduzimos uma an&aacute;lise de regress&atilde;o, desta vez com o m&eacute;todo <i>stepwise</i>, onde introduzimos simultaneamente  a vari&aacute;vel independente (R&aacute;cio do funcionamento familiar) e vari&aacute;vel mediadora (autocontrolo), e test&aacute;mos os seus  efeitos na vari&aacute;vel dependente (comportamento delinquente juvenil). A terceira condi&ccedil;&atilde;o implica que a vari&aacute;vel  mediadora mantenha um efeito significativo na vari&aacute;vel dependente, o que sucedeu (&beta;=-.47, p=.000,  <i>R<sup>2</sup><sub>a</i></sub>=.213), pelo que podemos garantir a terceira condi&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Por &uacute;ltimo, de acordo com Baron e Kenny (1986) o efeito da vari&aacute;vel independente na vari&aacute;vel dependente nesta  &uacute;ltimaregress&atilde;o linear deve diminuir quando comparada com a an&aacute;lise de regress&atilde;o linear quando fora considerada como  &uacute;nico fator. Assim, nesta &uacute;ltima an&aacute;lise de regress&atilde;o podemos observar que o efeito do funcionamento familiar sofreu  uma redu&ccedil;&atilde;o substancial (&beta;=-.104, p=.122) tornando-se n&atilde;o significativo e garantindo a &uacute;ltima  condi&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Mais ainda, conduzimos o teste <i>Z </i>de Sobel, atrav&eacute;s do qual podemos concluir que a diminui&ccedil;&atilde;o do efeito do  R&aacute;cio do funcionamento familiar no comportamento delinquente &eacute; estatisticamente significativo (<i>Z</i>=-2.426, <i>p</i>=.015).  Desta forma, podemos concluir que a rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e delinqu&ecirc;ncia juvenil &eacute; totalmente mediada  pelas capacidades de autocontrolo dos adolescentes (<a href="#f2">Figura 2</a>). Confirma-se assim a nossa segunda hip&oacute;tese. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n4/32n4a05f2.jpg" width="580" height="260"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O</p>     <p>Desde a apresenta&ccedil;&atilde;o da Teoria Geral do Crime de Gottfredson e Hirschi (1990), por vezes tamb&eacute;m designada por Teoria do  Autocontrolo, muitos investigadores se dedicaram ao estudo das suas preposi&ccedil;&otilde;es. Ainda assim, atrav&eacute;s da  evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento deste assunto em particular, v&aacute;rios problemas surgiram e muitas quest&otilde;es se mant&ecirc;m por  responder. O presente estudo teve por objetivo lan&ccedil;ar alguma clarifica&ccedil;&atilde;o sobre duas preposi&ccedil;&otilde;es essenciais da  Teoria Geral do Crime, nomeadamente a sua premissa acerca das origens familiares do autocontrolo, estudada neste trabalho sob o Modelo Circumplexo  do funcionamento familiar sist&eacute;mico de Olson (2011), bem como a sua premissa de que o autocontrolo &eacute; total mediador da  rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e a delinqu&ecirc;ncia juvenil. </p>     <p>No que concerne ao nosso primeiro objetivo, os resultados mostram como o funcionamento familiar se relaciona positivamente com o autocontrolo  dos adolescentes, sendo estes resultados consistentes com as preposi&ccedil;&otilde;es da Teoria Geral do Crime, bem como com os estudos  emp&iacute;ricos que t&ecirc;m demonstrado o contexto familiar como crucial para o desenvolvimento do autocontrolo dos indiv&iacute;duos. Como  vimos, outros investigadores interessados no estudo da etiologia do autocontrolo t&ecirc;m-se focado em aspetos isolados do funcionamento familiar,  tais como a supervis&atilde;o parental e disciplina (e.g., Hay, 2001; Meldrum, 2008; Pratt, Turner, &amp; Piquero, 2004),  <i>status </i>socioecon&oacute;mico da fam&iacute;lia, estrutura familiar, proximidade (e.g., Vazsonyi &amp; Belliston, 2007; Vazsonyi &amp;  Klanjsek, 2008), ou mesmo vincula&ccedil;&atilde;o maternal (e.g., Meldrum, Young, &amp; Hay, 2012), mas surpreendentemente, o estudo das  influ&ecirc;ncias sist&eacute;micas familiares no desenvolvimento do autocontrolo encontra-se pouco explorado. </p>     <p>Assim, o presente trabalho &eacute; uma tentativa de ligar a Teoria Geral do Crime ao funcionamento familiar tal como &eacute; descrito pelo  Modelo Circumplexo (Olson, 2011), uma vez que permite uma an&aacute;lise mais sist&eacute;mica do funcionamento familiar, i.e., permite analisar  em conjunto a coes&atilde;o e a flexibilidade familiar atrav&eacute;s do R&aacute;cio do funcionamento familiar. </p>     <p>Como observ&aacute;mos o R&aacute;cio do funcionamento familiar revelou estar positivamente relacionado com autocontrolo dos adolescentes, por  outras palavras, &agrave; medida que o funcionamento familiar melhora, aumenta a capacidade de autocontrolo dos adolescentes. </p>     <p>Os resultados deste estudo parecem vir refor&ccedil;ar os resultados encontrados por alguns investigadores que descrevem a import&acirc;ncia de  ambas as dimens&otilde;es de v&iacute;nculo parental e supervis&atilde;o parental no desenvolvimento do autocontrolo dos adolescentes (e.g., Hay,  2001; Meldrum, 2008; Meldrum, Young, &amp; Hay, 2012; Pauwels &amp; Svensson, 2009; Pratt, Turner, &amp; Piquero, 2004), tal como fora previsto na  Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990). No entanto, parece-nos que o m&eacute;rito deste trabalho &eacute; analisar o  funcionamento familiar atrav&eacute;s do Modelo Circumplexo do Olson (2011), possibilitando uma an&aacute;lise conjunta da coes&atilde;o e da  flexibilidade familiar. Desta forma, os nossos resultados confirmam a preposi&ccedil;&atilde;o central do Modelo Circumplexo acerca da  funcionalidade familiar, de forma que quanto mais equilibrado &eacute; o sistema familiar maior a capacidade de autocontrolo dos adolescentes. </p>     <p>Por outro lado, os nossos resultados levam-nos a concluir que a Teoria Geral do Crime pode ser compreendida sob o paradigma do funcionamento  familiar apresentado no Modelo Circumplexo dos Sistemas Familiares e Conjugais (Olson, 2011), em que os sistemas familiares equilibrados, com  n&iacute;veis balanceados de coes&atilde;o e flexibilidade familiar, s&atilde;o mais condutivos ao desenvolvimento individual saud&aacute;vel, em  que os adolescentes apresentam n&iacute;veis de autocontrolo mais elevados. Nestes contextos familiares, os adolescentes podem passar algum tempo  separado mas tamb&eacute;m junto com as suas fam&iacute;lias, onde a tomada de decis&otilde;es &eacute; partilhada, onde a lideran&ccedil;a tende a  ser democr&aacute;tica, onde existem pap&eacute;is est&aacute;veis que podem ser partilhados, em que as regras familiares s&atilde;o consistentes e  adequam melhor as necessidades do desenvolvimento dos seus elementos (Olson, 2011; Olson &amp; Gorall, 2003). </p>     <p>Na segunda hip&oacute;tese test&aacute;mos o modelo proposto na Teoria Geral do Crime no qual o autocontrolo seria mediador da  rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e o comportamento delinquente juvenil. Por forma a testar este modelo de  media&ccedil;&atilde;o desenvolvemos um conjunto de an&aacute;lises estat&iacute;sticas que nos permitiram concluir que, consistentemente com a  multiplicidade de estudos pr&eacute;vios (e.g., Arneklev, Elis, &amp; Medlicott, 2006; Longshore, Turner, &amp; Stein, 1996; Pauwels et al., 2011;  Pratt &amp; Cullen, 2000; Vazsonyi &amp; Huang, 2010), o autocontrolo se relaciona fortemente com o comportamento delinquente, adicionando-se ao  vasto suporte emp&iacute;rico para esta hip&oacute;tese central da Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990). </p>     <p>Mais ainda, nesta an&aacute;lise de dados pudemos demonstrar como o R&aacute;cio do funcionamento familiar est&aacute; significativamente  associado com o comportamento delinquente juvenil, destacando a relev&acirc;ncia e a adequa&ccedil;&atilde;o do Modelo Circumplexo (Olson, 2011) no  estudo da conduta criminal e de comportamentos semelhantes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, o efeito direto do funcionamento familiar no comportamento delinquente dos adolescentes desapareceu depois de controlarmos para a  media&ccedil;&atilde;o do autocontrolo. Assim, a an&aacute;lise dos resultados permite-nos concluir que o autocontrolo medeia totalmente a  rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre o funcionamento familiar e a delinqu&ecirc;ncia juvenil. Os resultados do presente trabalho coincidem com  aqueles encontrados por Feldman e Weinberger (1994), e McKee (2012), que encontraram tamb&eacute;m o modelo de media&ccedil;&atilde;o total entre  estas vari&aacute;veis, contrariamente aos resultados de alguns autores que encontraram que o autocontrolo apenas mediava parcialmente este efeito  (e.g., Hay, 2001; Miller et al., 2009; Vettenburg et al., 2013). </p>     <p>Estas descobertas suportam as preposi&ccedil;&otilde;es da Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990), em que o papel  prim&aacute;rio do contexto familiar no que concerne ao comportamento delinquente &eacute; desenrolado atrav&eacute;s da sua incapacidade de  promover compet&ecirc;ncias de autocontrolo nas crian&ccedil;as, que, por sua vez, &eacute; considerado como a premissa central da  delinqu&ecirc;ncia juvenil. </p>     <p>Concluindo, podemos referir que o Modelo Circumplexo de Olson (2011) se revelou uma mais-valia na compreens&atilde;o do papel desenrolado pela  fam&iacute;lia na Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990), bem como o modelo de media&ccedil;&atilde;o em que que a  rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e o comportamento delinquente adolescente &eacute; totalmente mediado pelo autocontrolo, como  sugerem Gottfredson e Hirschi (1990). </p>     <p>Assim, parece-nos que investiga&ccedil;&atilde;o futura deve continuar a explorar mais preposi&ccedil;&otilde;es da Teoria Geral do Crime  (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990) tendo em considera&ccedil;&atilde;o o Modelo Circumplexo de Olson (2011), bem como outros modelos  sist&eacute;micos. Al&eacute;m disso, seria importante explorar como diferentes estilos familiares se relacionam com o desenvolvimento do  autocontrolo e comportamento delinquente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <p>Arneklev, B., Elis, L., &amp; Medlicott, S. (2006). Testing the general theory of crime: Comparing the effects of &ldquo;imprudent  behavior&rdquo; and an attitudinal indicator of &ldquo;low self-control&rdquo;. <i>Western Criminology Review, 7</i>, 41-55. </p>     <!-- ref --><p>Ausloos, G. (1996). <i>A compet&ecirc;ncia das fam&iacute;lias: Tempo, caos, processo</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201400040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Baron, R., &amp; Kenny, D. (1986). The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic, and  statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51</i>, 1173-1182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201400040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Blaske, D., Bourduin, C., Henggeler, S., &amp; Mann, B. (1989). Individual, family, and peer characteristics of adolescent sex offenders and  assaultive offenders. <i>Developmental Psychology, 25</i>, 846-855.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201400040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Boutwell, B., &amp; Beaver, K. (2010). The role of broken homes in the development of self-control: A propensity score matching approach.  <i>Journal of Criminal Justice, 38</i>, 489-495.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Brook, J., Pahl, K., &amp; Cohen, P. (2008). Associations between marijuana use during emerging adulthood and aspects of the significant other  relationship in young adulthood. <i>Journal of Child and Family Studies, 17</i>, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201400040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cochran, J., Wood, P., Sellers, C., Wilkerson, W., &amp; Chamlin, M. (1998). Academic dishonesty and low self-control: An empirical test of a  general theory of crime. <i>Deviant Behavior, 19</i>, 227-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Compton, M., Thompson, N., &amp; Kaslow, N. (2005). Social environment factors associated with suicide attempt among low-income African  Americans: The protective role of family relationships and social support. <i>Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 40</i>, 175-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201400040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Desmond, S., Bruce, A., &amp; Stacer, M. (2012). Self-control, opportunity, and substance use. <i>Deviant Behavior, 33</i>, 425-447.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Feldman, S., &amp; Weinberger, D. (1994). Self-restraint as a mediator of family influences on boys&rsquo; delinquent behavior: A longitudinal  study. <i>Child Development, 65</i>, 195-211. </p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. (2002). Uma escala de autocontrolo: Dados preliminares para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <i>Psychologica, 30</i>, 193-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A., &amp; Sim&otilde;es, A. (2002). A teoria geral do crime de Gottfredson e Hirschi: O papel do autocontrolo, da fam&iacute;lia e das  oportunidades. In A. Fonseca (Ed.), <i>Comportamento anti-social e fam&iacute;lia </i>(pp. 245-267). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Goode, E. (2008). <i>Out of control: Assessing the general theory of crime</i>. Stanford: Stanford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gorman-Smith, D., Henry, D., &amp; Tolan, P. (2004). Exposure to community violence and violence perpetration: The protective effects of family  functioning. <i>Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology, 33</i>, 439-449.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gottfredson, M., &amp; Hirschi, T. (1990). <i>A general theory of crime</i>. Stanford: Stanford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201400040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Gouveia-Pereira, M. (2009). Percep&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a e comportamentos desviantes na adolesc&ecirc;ncia &ndash; Que  &eacute;tica? <i>Livro de Actas do III Col&oacute;quio Europeu de Psicologia e &Eacute;tica</i>. Lisboa: ISPA. </p>     <!-- ref --><p>Gouveia-Pereira, M., Abreu, S., &amp; Martins, C. (2014). How do families of adolescents with suicidal ideation function? <i>Psicologia:  Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 27</i>, 171-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201400040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gouveia-Pereira, M., Gomes, H., Martins, C., Miranda, M., &amp; Coutinho, S. (2014). <i>Valida&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o da  Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Coes&atilde;o e Flexibilidade Familiar para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (FACES IV)</i>. Manuscrito em  prepara&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201400040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Grasmick, H., Tittle, C., Bursik, R., &amp; Arneklev, B. (1993). Testing the core empirical implications of Gottfredson and Hirschi&rsquo;s  general theory of crime. <i>Journal of Research in Crime and Delinquency, 30</i>, 5-29. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hay, C. (2001). Parenting, self-control, and delinquency: A test of self-control theory. <i>Criminology, 39</i>, 707-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Henry, D., Tolan, P., &amp; Gorman-Smith, D. (2001). Longitudinal family and peer group effects on violence and nonviolent delinquency.  <i>Journal of clinical child psychology, 30</i>, 172-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hirschi, T. (2004). Self-control and crime. In R. Baumeister &amp; K. Vohs (Eds.), <i>Handbook of self-regulation: Research, theory, and  applications </i>(pp. 537-552). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201400040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kliewer, W., Murrelle, L., Prom, E., Ramirez, M., Obando, P., Sandi, L., &amp; Karenkeris, M. (2006). Violence exposure and drug use in Central  American youth: Family cohesion and parental monitoring as protective factors. <i>Journal of Research on Adolescence, 16</i>, 455-478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201400040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Longshore, D., Turner, S., &amp; Stein, J. (1996). Self-control in a criminal sample: An examination of construct validity. <i>Criminology,  34</i>, 209-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mandara, J., &amp; Murray, C. (2000). Family functioning on African American adolescent self-esteem. <i>Journal of Family Psychology, 14</i>,  475-490.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201400040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Matherne, M., &amp; Thomas, A. (2001). Family environment as a predictor of adolescent delinquency. <i>Adolescence, 36</i>, 655-664.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201400040000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McGaha, J., &amp; Leoni, E. (1995). Family violence, abuse, and related family issues of incarcerated delinquents with alcoholic parents  compared to those with nonalcoholic parents. <i>Adolescence, 30</i>, 473-482.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201400040000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McKee, J. (2012). The moderation effects of family structure and low self-control. <i>American Journal of Criminal Justice, 37</i>, 356-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201400040000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Meldrum, R. (2008). Beyond parenting: An examination of the etiology of self-control. <i>Journal of Criminal Justice, 36</i>, 244-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201400040000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Meldrum, R., Young, J., &amp; Hay, C. (2012). Does self-control influence maternal attachment? A reciprocal effects analysis from early  childhood through middle adolescence. <i>Journal of Quantitative Criminology, 28</i>, 673-699.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201400040000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Miller, H., Jennings, W., Alvarez-Rivera, L., &amp; Lanza-Kaduce, L. (2009). Self-control, attachment, and deviance among Hispanic adolescents.  <i>Journal of Criminal Justice, 37</i>, 77-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201400040000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S. (1988). <i>Fam&iacute;lias, Funcionamento e Tratamento</i>. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201400040000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Natakusumah, A., Piercy, F., Robert, L., Sprenckle, D., &amp; Trepper, T. (1992). Cohesion and adaptability in families of adolescent drug  abusers in the United States and Indonesia. <i>Journal of Comparative Family Studies, 23</i>, 389-411.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201400040000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2000). Circumplex model of marital and family systems. <i>Journal of Family Therapy, 22</i>, 144-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201400040000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Olson, D. (2011). FACES IV and the circumplex model: Validation study. <i>Journal of Marital &amp; Family Therapy, 3</i>, 64-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201400040000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Olson, D., &amp; Gorall, D. (2003). Circumplex codel of marital and family systems. In F. Walsh (Ed.), <i>Normal family processes: Growing  diversity and complexity </i>(3<sup>rd </sup>ed., pp. 514-548). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201400040000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pauwels, L., &amp; Svensson, R. (2009). Adolescent lifestyle risk by gender and ethnic background: Findings from two urban samples. <i>European  Journal of Criminology, 6</i>, 5-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201400040000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pauwels, L., Weerman, F., Bruinsma, G., &amp; Bernasco, W. (2011). Perceived sanction risk, individual propensity and adolescent offending:  Assessing key findings from the deterrence literature in a Dutch sample. <i>European Journal of Criminology, 8</i>, 386-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201400040000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Phythian, K., Keane, C., &amp; Krull, C. (2008). Family structure and parental behavior: Identifying the sources of adolescent self-control.  <i>Western Criminology Review, 9</i>, 73-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201400040000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Polakowski, M. (1994). Linking self- and social control with deviance: Illuminating the structure underlying a general theory of crime and its  relation to deviant activity. <i>Journal of Quantitative Criminology, 10</i>, 41-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201400040000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Pratt, T., &amp; Cullen, F. (2000). The empirical status of Gottfredson and Hirschi&rsquo;s general theory of crime: A meta-analysis.  <i>Criminology, 38</i>, 931-964. </p>     <!-- ref --><p>Pratt, T., Turner, M., &amp; Piquero, A. (2004). Parental socialization and community context: A longitudinal analysis of the structural sources  of low self-control. <i>Journal of Research in Crime and Delinquency, 41</i>, 219-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201400040000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Rebellon, C., Straus, M., &amp; Medeiros, R. (2008). Self-control in global perspective: An empirical assessment of Gottfredson and  Hirschi&rsquo;s general theory within and across 32 national settings. <i>European Journal of Criminology, 5</i>, 331-362. </p>     <!-- ref --><p>Sanches, C., Gouveia-Pereira, M., Maroco, J., Gomes, H., &amp; Roncon, F. (2014). <i>Development and validation of a Portuguese variety scale of  youth delinquent behavior</i>. Manuscript submitted for publication.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201400040000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sampaio, D., &amp; Gameiro, J. (2005). <i>Terapia familiar </i>(6<sup>th </sup>ed.). Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201400040000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Shields, G., &amp; Clark, R. (1995). Family correlates of delinquency: Cohesion and adaptability. <i>Journal of Sociology and Social Welfare,  22</i>, 93-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201400040000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Taf&aacute;, M., &amp; Baiocco, R. (2009). Addictive behavior and family functioning during adolescence. <i>The American Journal of Family  Therapy, 37</i>, 388-395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201400040000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tolan, P., Gorman-Smith, D., Huesmann, L., &amp; Zelli, A. (1997). Assessment of family relationship characteristics: A measure to explain risk  for antisocial behavior and depression among urban youth. <i>Psychological Assessment, 9</i>, 212-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201400040000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Vazsonyi, A., &amp; Belliston, L. (2007). The Family &rarr; Low Self-Control &rarr; Deviance: A cross-cultural and cross-national test of  self-control theory. <i>Criminal Justice and Behavior, 34</i>, 505-530. </p>     <!-- ref --><p>Vazsonyi, A., &amp; Huang, L. (2010). Where self-control comes from: On the development of self-control and its relationship to deviance over  time. <i>Developmental Psychology, 46</i>, 245-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201400040000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vazsonyi, A., &amp; Klanjsek, R. (2008). A test of self-control theory across different socioeconomic strata. <i>Justice Quarterly, 25</i>,  101-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201400040000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Hugo Miguel dos Santos Gomes, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal; E-mail:  <a href="mailto:hugo.santos.gomes.gmail.com">hugo.santos.gomes.gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> <i>Submiss&atilde;o: </i>29/09/2014 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>29/09/2014 </p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arneklev]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elis]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Medlicott]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Testing the general theory of crime: Comparing the effects of “imprudent behavior” and an attitudinal indicator of “low self-control”]]></article-title>
<source><![CDATA[Western Criminology Review]]></source>
<year>2006</year>
<volume>7</volume>
<page-range>41-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ausloos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A competência das famílias: Tempo, caos, processo]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baron]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kenny]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic, and statistical considerations]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1986</year>
<volume>51</volume>
<page-range>1173-1182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blaske]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bourduin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Henggeler]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mann]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Individual, family, and peer characteristics of adolescent sex offenders and assaultive offenders]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>1989</year>
<volume>25</volume>
<page-range>846-855</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boutwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beaver]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of broken homes in the development of self-control: A propensity score matching approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Criminal Justice]]></source>
<year>2010</year>
<volume>38</volume>
<page-range>489-495</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brook]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pahl]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Associations between marijuana use during emerging adulthood and aspects of the significant other relationship in young adulthood]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child and Family Studies]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cochran]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wood]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sellers]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilkerson]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chamlin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Academic dishonesty and low self-control: An empirical test of a general theory of crime]]></article-title>
<source><![CDATA[Deviant Behavior]]></source>
<year>1998</year>
<volume>19</volume>
<page-range>227-255</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Compton]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaslow]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social environment factors associated with suicide attempt among low-income African Americans: The protective role of family relationships and social support]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>40</volume>
<page-range>175-185</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Desmond]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruce]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stacer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-control, opportunity, and substance use]]></article-title>
<source><![CDATA[Deviant Behavior]]></source>
<year>2012</year>
<volume>33</volume>
<page-range>425-447</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Feldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weinberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-restraint as a mediator of family influences on boys’ delinquent behavior: A longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1994</year>
<volume>65</volume>
<page-range>195-211</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma escala de autocontrolo: Dados preliminares para a população portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>2002</year>
<volume>30</volume>
<page-range>193-202</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A teoria geral do crime de Gottfredson e Hirschi: O papel do autocontrolo, da família e das oportunidades]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comportamento anti-social e família]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>245-267</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goode]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Out of control: Assessing the general theory of crime]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Stanford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Stanford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gorman-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Henry]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tolan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exposure to community violence and violence perpetration: The protective effects of family functioning]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>33</volume>
<page-range>439-449</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gottfredson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A general theory of crime]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Stanford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Stanford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Percepções de justiça e comportamentos desviantes na adolescência: Que ética]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How do families of adolescents with suicidal ideation function]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Reflexão e Crítica]]></source>
<year>2014</year>
<volume>27</volume>
<page-range>171-178</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Validação e adaptação da Escala de Avaliação de Coesão e Flexibilidade Familiar para a população portuguesa (FACES IV)]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grasmick]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tittle]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bursik]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arneklev]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Testing the core empirical implications of Gottfredson and Hirschi’s general theory of crime]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research in Crime and Delinquency]]></source>
<year>1993</year>
<volume>30</volume>
<page-range>5-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hay]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parenting, self-control, and delinquency: A test of self-control theory]]></article-title>
<source><![CDATA[Criminology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>39</volume>
<page-range>707-736</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Henry]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tolan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorman-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Longitudinal family and peer group effects on violence and nonviolent delinquency]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of clinical child psychology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>30</volume>
<page-range>172-186</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hirschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-control and crime]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Baumeister]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vohs]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of self-regulation: Research, theory, and applications]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>537-552</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kliewer]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Murrelle]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prom]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramirez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Obando]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sandi]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Karenkeris]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Violence exposure and drug use in Central American youth: Family cohesion and parental monitoring as protective factors]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research on Adolescence]]></source>
<year>2006</year>
<volume>16</volume>
<page-range>455-478</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Longshore]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stein]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-control in a criminal sample: An examination of construct validity]]></article-title>
<source><![CDATA[Criminology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>34</volume>
<page-range>209-228</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mandara]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Murray]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family functioning on African American adolescent self-esteem]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>14</volume>
<page-range>475-490</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matherne]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family environment as a predictor of adolescent delinquency]]></article-title>
<source><![CDATA[Adolescence]]></source>
<year>2001</year>
<volume>36</volume>
<page-range>655-664</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McGaha]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family violence, abuse, and related family issues of incarcerated delinquents with alcoholic parents compared to those with nonalcoholic parents]]></article-title>
<source><![CDATA[Adolescence]]></source>
<year>1995</year>
<volume>30</volume>
<page-range>473-482</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McKee]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The moderation effects of family structure and low self-control]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Criminal Justice]]></source>
<year>2012</year>
<volume>37</volume>
<page-range>356-377</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meldrum]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond parenting: An examination of the etiology of self-control]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Criminal Justice]]></source>
<year>2008</year>
<volume>36</volume>
<page-range>244-251</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meldrum]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Young]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hay]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does self-control influence maternal attachment: A reciprocal effects analysis from early childhood through middle adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Quantitative Criminology]]></source>
<year>2012</year>
<volume>28</volume>
<page-range>673-699</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jennings]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alvarez-Rivera]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lanza-Kaduce]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-control, attachment, and deviance among Hispanic adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Criminal Justice]]></source>
<year>2009</year>
<volume>37</volume>
<page-range>77-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minuchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Famílias, Funcionamento e Tratamento]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artes Médicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Natakusumah]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piercy]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robert]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sprenckle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trepper]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cohesion and adaptability in families of adolescent drug abusers in the United States and Indonesia]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Comparative Family Studies]]></source>
<year>1992</year>
<volume>23</volume>
<page-range>389-411</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model of marital and family systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Therapy]]></source>
<year>2000</year>
<volume>22</volume>
<page-range>144-167</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[FACES IV and the circumplex model: Validation study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Marital & Family Therapy]]></source>
<year>2011</year>
<volume>3</volume>
<page-range>64-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorall]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex codel of marital and family systems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Normal family processes: Growing diversity and complexity]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3</edition>
<page-range>514-548</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pauwels]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Svensson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adolescent lifestyle risk by gender and ethnic background: Findings from two urban samples]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Criminology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>6</volume>
<page-range>5-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pauwels]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruinsma]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bernasco]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perceived sanction risk, individual propensity and adolescent offending: Assessing key findings from the deterrence literature in a Dutch sample]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Criminology]]></source>
<year>2011</year>
<volume>8</volume>
<page-range>386-400</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Phythian]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keane]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Krull]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family structure and parental behavior: Identifying the sources of adolescent self-control]]></article-title>
<source><![CDATA[Western Criminology Review]]></source>
<year>2008</year>
<volume>9</volume>
<page-range>73-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Polakowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Linking self- and social control with deviance: Illuminating the structure underlying a general theory of crime and its relation to deviant activity]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Quantitative Criminology]]></source>
<year>1994</year>
<volume>10</volume>
<page-range>41-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pratt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cullen]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The empirical status of Gottfredson and Hirschi’s general theory of crime: A meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Criminology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>38</volume>
<page-range>931-964</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pratt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piquero]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parental socialization and community context: A longitudinal analysis of the structural sources of low self-control]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research in Crime and Delinquency]]></source>
<year>2004</year>
<volume>41</volume>
<page-range>219-243</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebellon]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Medeiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-control in global perspective: An empirical assessment of Gottfredson and Hirschi’s general theory within and across 32 national settings]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Criminology]]></source>
<year>2008</year>
<volume>5</volume>
<page-range>331-362</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roncon]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Development and validation of a Portuguese variety scale of youth delinquent behavior]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gameiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Terapia familiar]]></source>
<year>2005</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shields]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family correlates of delinquency: Cohesion and adaptability]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Sociology and Social Welfare]]></source>
<year>1995</year>
<volume>22</volume>
<page-range>93-106</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tafá]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baiocco]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Addictive behavior and family functioning during adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[The American Journal of Family Therapy]]></source>
<year>2009</year>
<volume>37</volume>
<page-range>388-395</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tolan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorman-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huesmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of family relationship characteristics: A measure to explain risk for antisocial behavior and depression among urban youth]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Assessment]]></source>
<year>1997</year>
<volume>9</volume>
<page-range>212-223</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vazsonyi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Belliston]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Family &#8594; Low Self-Control &#8594; Deviance: A cross-cultural and cross-national test of self-control theory]]></article-title>
<source><![CDATA[Criminal Justice and Behavior]]></source>
<year>2007</year>
<volume>34</volume>
<page-range>505-530</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vazsonyi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Where self-control comes from: On the development of self-control and its relationship to deviance over time]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>46</volume>
<page-range>245-257</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vazsonyi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klanjsek]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A test of self-control theory across different socioeconomic strata]]></article-title>
<source><![CDATA[Justice Quarterly]]></source>
<year>2008</year>
<volume>25</volume>
<page-range>101-131</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
