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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2016.02.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A depressão nos doentes hemodialisados: o papel da satisfação corporal e da sexualidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main objective of this research is to understand the prevalence of depression in hemodialysis patients and what is its relationship with body image and sexuality. The sample consisted of 67 hemodialysis patients (39 men and 28 women) with a mean age of 67.2 years (SD = 13.43). For data collection a sociodemographic questionnaire, the Portuguese version of the Beck Depression Inventory II, the Portuguese version of the Body Image Scale and the subscale of Satisfaction with Sexuality were used. It was found that the educational level and body dissatisfaction seem to have an important role in the development of depression, with participants with lower educational levels and more dissatisfied with their body to report higher levels of depression. A negative association between age and body dissatisfaction was found. There were no sex effects in any of the variables studied. A negative impact of hemodialysis in depression, body dissatisfaction and satisfaction with sexuality was also found. These results emphasize the importance of intervention in the chronic renal failure population of undergoing hemodialysis, especially in body dissatisfaction and depression. With regard to sexuality, although in our study associations with other variables were not found, it seems to be a dimension deserving attention in a more extensive sample in order to better understand their impact and relationship with other psychological dimensions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hemodiálise]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A depress&atilde;o nos doentes hemodialisados: o papel da satisfa&ccedil;&atilde;o corporal e da sexualidade</b></p>     <p><b>Depression in hemodialysis patients: The role of body satisfaction and sexuality</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Raquel Carvalho <sup>a</sup><sup>, </sup> <sup> * </sup>, Maria Raquel Barbosa <sup>a</sup><sup>, </sup><sup>b</sup></b></p>     <p>a Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p>b Centro de Psicologia, Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO<br /> </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O principal objetivo da presente investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; a compreens&atilde;o da preval&ecirc;ncia da depress&atilde;o nos doentes hemodialisados, e qual a sua rela&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal e a sexualidade. A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 67 doentes hemodialisados (39 homens e 28 mulheres), com uma m&eacute;dia de idades de 67,2 anos (<i>DP </i>= 13,43). Para a recolha de dados foi utilizado um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico, a vers&atilde;o portuguesa do Invent&aacute;rio da Depress&atilde;o de Beck II, a vers&atilde;o portuguesa da Escala da Imagem Corporal e a Subescala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Sexualidade.</p>     <p>Verificou&#8208;se que as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal parecem ter um papel importante para o desenvolvimento da depress&atilde;o, com os participantes com menos habilita&ccedil;&otilde;es e mais insatisfeitos com o seu corpo a apresentarem n&iacute;veis mais elevados de depress&atilde;o. Foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a idade e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal. N&atilde;o se verificaram efeitos do sexo em nenhuma das vari&aacute;veis estudadas. Encontrou&#8208;se um impacto negativo da hemodi&aacute;lise na depress&atilde;o, insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e na satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade. Estes resultados alertam para a import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica na popula&ccedil;&atilde;o de insuficientes renais cr&oacute;nicos submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise, sobretudo na insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e depress&atilde;o. Relativamente &agrave; sexualidade, apesar de no nosso estudo n&atilde;o terem sido encontradas associa&ccedil;&otilde;es com outras vari&aacute;veis, parece ser uma dimens&atilde;o a merecer aten&ccedil;&atilde;o numa amostra mais extensa, para melhor se compreender o seu impacto e rela&ccedil;&atilde;o com outras dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas.</p>     <p><b>Palavras&#8208;chave</b>: Hemodi&aacute;lise. Depress&atilde;o. Imagem corporal. Satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The main objective of this research is to understand the prevalence of depression in hemodialysis patients and what is its relationship with body image and sexuality. The sample consisted of 67 hemodialysis patients (39 men and 28 women) with a mean age of 67.2 years (SD = 13.43). For data collection a sociodemographic questionnaire, the Portuguese version of the Beck Depression Inventory II, the Portuguese version of the Body Image Scale and the subscale of Satisfaction with Sexuality were used.</p>     <p>It was found that the educational level and body dissatisfaction seem to have an important role in the development of depression, with participants with lower educational levels and more dissatisfied with their body to report higher levels of depression. A negative association between age and body dissatisfaction was found. There were no sex effects in any of the variables studied. A negative impact of hemodialysis in depression, body dissatisfaction and satisfaction with sexuality was also found. These results emphasize the importance of intervention in the chronic renal failure population of undergoing hemodialysis, especially in body dissatisfaction and depression. With regard to sexuality, although in our study associations with other variables were not found, it seems to be a dimension deserving attention in a more extensive sample in order to better understand their impact and relationship with other psychological dimensions.</p>     <p><b>Keywords</b>: Hemodialysis. Depression. Body Image. Satisfaction with Sexuality.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A perda de fun&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o vital faz com que o indiv&iacute;duo tenha de aprender a lidar com essa perda, desejavelmente de forma adaptativa, enfrentando as limita&ccedil;&otilde;es impostas pela doen&ccedil;a e tratamento<sup>1</sup>. A f&iacute;stula &eacute; a parte vis&iacute;vel da doen&ccedil;a, funcionando como um lembrete<sup>2</sup> e acarretando implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da viv&ecirc;ncia corporal.</p>     <p>As pessoas submetidas &agrave; hemodi&aacute;lise podem experienciar perdas em alguns aspetos das suas vidas (e.g. perda de emprego)<sup>2</sup>, assim como sofrer altera&ccedil;&otilde;es na imagem corporal (e.g. ganho de peso, sensa&ccedil;&atilde;o de incha&ccedil;o, apar&ecirc;ncia da f&iacute;stula)<sup>3</sup>, para al&eacute;m das limita&ccedil;&otilde;es impostas pelo tratamento e a doen&ccedil;a (e.g. hor&aacute;rios, tempo perdido, mobilidade, restri&ccedil;&otilde;es diet&eacute;ticas, depend&ecirc;ncia de terceiros)<sup>4</sup>.</p>     <p>Este trabalho tem como principal objetivo a compreens&atilde;o da depress&atilde;o nos doentes hemodialisados e sua rela&ccedil;&atilde;o com a satisfa&ccedil;&atilde;o corporal e sexual, bem como com o sexo, idade e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias destes pacientes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Material e m&eacute;todos</b></p>     <p><b>Estudo piloto</b></p>     <p>Para al&eacute;m da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica do tema, contribuiu para a escolha das vari&aacute;veis desta investiga&ccedil;&atilde;o a execu&ccedil;&atilde;o de um estudo piloto. Este consistiu na realiza&ccedil;&atilde;o de 2 entrevistas semiestruturadas a doentes renais cr&oacute;nicos submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise: uma mulher com 54 anos (em tratamento h&aacute; 4 anos) e um homem de 65 anos (em tratamento h&aacute; um ano). A metodologia adotada para a recolha de dados foi consistente com os objetivos de uma investiga&ccedil;&atilde;o explorat&oacute;ria.</p>     <p>Ap&oacute;s uma an&aacute;lise qualitativa das entrevistas realizadas, emergiram 8 temas principais: rea&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico, in&iacute;cio da hemodi&aacute;lise, o dia&#8208;a&#8208;dia e as restri&ccedil;&otilde;es, influ&ecirc;ncia nas atividades, sexualidade, rela&ccedil;&atilde;o com o corpo, pontos positivos e conformismo/passividade/confronto com a morte. De entre as encontradas, e considerando a escassez de estudos, opt&aacute;mos por nos focar na depress&atilde;o, viv&ecirc;ncia corporal e sexualidade nos doentes renais cr&oacute;nicos submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise.</p>     <p><b>Estudo principal</b></p>     <p><b>Participantes</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 67 participantes, dos quais 39 s&atilde;o do sexo masculino (58,2%) e 28 s&atilde;o do sexo feminino (41,8%). A idade m&iacute;nima dos participantes &eacute; de 29 anos e a m&aacute;xima 90 anos, com uma m&eacute;dia (M) de idades de 67,2 anos e um desvio&#8208;padr&atilde;o (<i>DP</i>) de 13,4. Relativamente &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, 14 (20,9%) participantes n&atilde;o frequentaram nenhum ano de escolaridade, 37 (55,2%) frequentaram 4 anos de escolaridade e os restantes 16 participantes (23,9%) distribuem&#8208;se pelos restantes n&iacute;veis de escolaridade.</p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> s&atilde;o apresentadas as restantes vari&aacute;veis de carateriza&ccedil;&atilde;o da amostra.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a06t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Instrumentos</b></p>     <p><b>Foi utilizado um <i>question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico</i> e cl&iacute;nico com o objetivo de recolher informa&ccedil;&atilde;o acerca de alguns dados dos participantes.</b></p>     <p>Foram ainda contempladas informa&ccedil;&otilde;es referentes ao per&iacute;odo <i>antes</i> da hemodi&aacute;lise e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual, nomeadamente quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal, com a sexualidade e &agrave; presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva.</p>     <p><b>Para avaliar <i>a imagem corporal</i> recorremos &agrave; <i>Body Image Scale</i><sup>5</sup>, que &eacute; composta por 10 itens e foi desenvolvida para avaliar as dimens&otilde;es afetivas, comportamentais e cognitivas da imagem corporal.</b></p>     <p>A escala de resposta varia entre 0&#8208;3 (0 &ndash; nada; 1 &ndash; um pouco; 2 &ndash; moderadamente; 3 &ndash; muito), sendo, por isso, a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima 30 e a m&iacute;nima 0, n&atilde;o existindo itens invertidos. Na nossa amostra, o valor de consist&ecirc;ncia interna encontrado (&alpha; = 0,77) &eacute; considerado aceit&aacute;vel<sup>6</sup>.</p>     <p><b>Para avaliar a <i>sexualidade</i> recorremos &agrave; Subescala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Sexualidade da <i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Satisfa&ccedil;&atilde;o em &Aacute;reas da Vida Conjugal</i><sup>7</sup></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma vez que, para o presente estudo, apenas nos quer&iacute;amos focalizar na dimens&atilde;o <i>sexualidade</i>, opt&aacute;mos por utilizar apenas os 6 itens referentes a essa dimens&atilde;o (23&#8208;28). A escala de resposta &eacute; do tipo Likert com 6 pontos, que vai desde o 1 &ndash; nada satisfeito at&eacute; ao 6 &ndash; completamente satisfeito; o resultado final pode variar entre 6&#8208;36 pontos. Na amostra do presente estudo, o alfa obtido foi de 0,90, pelo que podemos considerar o instrumento como uma medida fi&aacute;vel.</p>     <p><b>Para avaliar a sintomatologia depressiva da amostra, recorremos ao <i>Beck Depression Inventory II</i><sup>8</sup>, que j&aacute; foi validado para a popula&ccedil;&atilde;o de doentes renais cr&oacute;nicos<sup>9</sup>.</b></p>     <p>Este question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por 21 grupos de afirma&ccedil;&otilde;es, sendo pedido ao sujeito que escolha a op&ccedil;&atilde;o que melhor traduz &laquo;o modo como se tem sentido durante as passadas 2 semanas&raquo;<sup>8</sup>. As respostas s&atilde;o cotadas de 0&#8208;3, sendo que uma pontua&ccedil;&atilde;o total superior a 13 indica a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva, variando entre depress&atilde;o ligeira (14&#8208;19), depress&atilde;o moderada (20&#8208;28) e depress&atilde;o severa (29&#8208;63). Na nossa amostra o alfa obtido foi de 0,77, revelando que o instrumento &eacute; uma medida fi&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p><b>Recolha da amostra</b></p>     <p>Os participantes desta investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o doentes renais cr&oacute;nicos, submetidos ao tratamento hemodial&iacute;tico em 2 centros renais do Norte do pa&iacute;s. Apenas responderam &agrave; Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Satisfa&ccedil;&atilde;o em &Aacute;reas da Vida Conjugal<sup>7</sup> os participantes que tinham, no presente, uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa (n = 41). Para que fosse poss&iacute;vel a recolha de dados, foi pedida autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; dire&ccedil;&atilde;o e respeitadas as regras da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o para este trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, sendo a recolha de dados obtida no ano letivo 2013/2014. A todos os participantes foi explicado o objetivo do estudo, qual o procedimento de recolha de dados, assim como garantido o car&aacute;ter volunt&aacute;rio e confidencial da participa&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m disso, todos assinaram o consentimento informado.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos decorreu durante as sess&otilde;es de hemodi&aacute;lise, com a presen&ccedil;a e disponibilidade do investigador. Apenas 11 pessoas (16,4%) responderam de forma aut&oacute;noma aos question&aacute;rios, sendo a maioria (n = 56) da recolha efetuada em forma de entrevista realizada pelo investigador, devido &agrave; posi&ccedil;&atilde;o em que os doentes se encontram ser pouco adequada para a escrita, uma vez que a m&atilde;o com que escrevem &eacute; a utilizada para o tratamento ou por dificuldades de leitura/escrita.</p>     <p><b>An&aacute;lise e tratamento dos dados</b></p>     <p>Ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o da bateria de instrumentos, procedeu&#8208;se &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o dos dados e ao posterior tratamento estat&iacute;stico, com recurso ao programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS Statistics), na vers&atilde;o 21.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o das perguntas mais abertas do question&aacute;rio, optou&#8208;se pela an&aacute;lise de conte&uacute;do, focando as categorias referenciadas pelos participantes relativamente a cada quest&atilde;o.</p>     <p>Com o intuito de responder &agrave;s quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o recorreu&#8208;se ao uso de estat&iacute;stica param&eacute;trica. Para todos os procedimentos estat&iacute;sticos utilizados foram avaliados os seus pressupostos. Particularmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; normalidade, recorreu&#8208;se ao teste de Kolmogorov&#8208;Smirnov (K&#8208;S com corre&ccedil;&atilde;o Lilliefors; p &gt; 0,05 para a idade e satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade); para as vari&aacute;veis habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, depress&atilde;o e insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal avaliou&#8208;se a assimetria e a curtose, verificando&#8208;se valores de assimetria de 0,99&#8208;1,66 para a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, respetivamente; e valores de curtose entre 0,66&#8208;2,0 para as vari&aacute;veis depress&atilde;o e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. Nas compara&ccedil;&otilde;es por sexo, verificou&#8208;se que apenas as vari&aacute;veis insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e depress&atilde;o, nos homens, apresentam resultados significativos no teste K&#8208;S, encontrando&#8208;se os valores de assimetria e curtose entre 0,83&#8208;1,11 e 0,36&#8208;1,23, respetivamente. Considerando os valores apresentados, conclu&iacute;mos que a distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis n&atilde;o se afasta de forma consider&aacute;vel da distribui&ccedil;&atilde;o normal (Kline, 2005)<sup>10</sup>.</p>     <p>Assim, para verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis principais do estudo e outras vari&aacute;veis m&eacute;tricas, foi realizada uma correla&ccedil;&atilde;o momento produto de <i>Pearson</i>.</p>     <p>No sentido de verificar o efeito do sexo na depress&atilde;o, insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade recorreu&#8208;se ao teste <i>t de Student</i> para amostras independentes.</p>     <p>Apesar de termos questionado os participantes acerca do impacto do tratamento no momento presente e, portanto, o efeito do tratamento ser uma autoavalia&ccedil;&atilde;o retrospetiva e subjetiva, opt&aacute;mos por testar eventuais efeitos de intera&ccedil;&atilde;o sexo x tratamento, na perce&ccedil;&atilde;o dos participantes relativamente &agrave; frequ&ecirc;ncia com que se sentiam tristes, &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o corporal e satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade antes e depois da hemodi&aacute;lise. Este efeito foi explorado a partir de 3 ANOVA mistas, utilizando&#8208;se como fator intrassujeitos o momento <i>antes</i> do tratamento e desde que iniciou a hemodi&aacute;lise, e como fator interssujeitos o sexo.</p>     <p>Com o intuito de explorar se o conjunto de vari&aacute;veis sexo, idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal eram preditores da depress&atilde;o, recorreu&#8208;se a uma regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria. Neste modelo considerou&#8208;se a depress&atilde;o como vari&aacute;vel dependente e o sexo, idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal como vari&aacute;veis independentes. Para ser inclu&iacute;da neste modelo, a vari&aacute;vel depress&atilde;o foi transformada numa vari&aacute;vel <i>dummy</i> (0 &ndash; moderada, 1 &ndash; severa). O ponto de corte utilizado foi o sugerido pelos autores do Beck Depression Inventory &ndash; II (BDI&#8208;II) (moderada: 20&#8208;28; severa: 29&#8208;63)<sup>1</sup>. Do mesmo modo, a vari&aacute;vel sexo foi transformada numa vari&aacute;vel <i>dummy</i> (0 &ndash; masculino e 1 &ndash; feminino).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Inicialmente consider&aacute;mos pertinente compreender a distribui&ccedil;&atilde;o da amostra, em termos m&eacute;dios, relativamente &agrave;s vari&aacute;veis principais.</p>     <p>Sabendo que os n&iacute;veis de <i>depress&atilde;o</i> podem variar entre 0&#8208;60 pontos, observando os resultados obtidos para a nossa amostra (<i>M</i> = 37,2 e <i>DP </i>= 8,7), e segundo os autores da escala<sup>1</sup> estaremos perante indiv&iacute;duos bastante deprimidos, com n&iacute;veis de depress&atilde;o considerada severa (n = 57 [85%]). De salientar que mesmo os valores m&iacute;nimos encontrados (23) s&atilde;o, segundo os mesmos autores, indicativos de depress&atilde;o moderada (n = 10 [15%]).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; <i>insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal</i>, o resultado total pode variar entre 0&#8208;30 (ponto de corte = 15), assim, a m&eacute;dia da amostra 7,7 (<i>DP </i>= 5,8) parece indicar que estamos perante uma amostra pouco insatisfeita com o seu corpo. De ressalvar, contudo, que alguns participantes apresentam valores elevados de insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal (<i>max.</i> = 28).</p>     <p>Relativamente &agrave; <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade</i>, o resultado final da escala pode variar entre 0&#8208;36, sendo a m&eacute;dia da presente amostra de 18,2 (<i>DP</i> = 8,7), o que indica que estamos perante uma amostra mais satisfeita relativamente &agrave; sua sexualidade, em termos m&eacute;dios.</p>     <p><b>An&aacute;lises correlacionais (<a href="#t2">Tabela 2</a>)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como esperado, a depress&atilde;o associa&#8208;se positivamente com a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal (<i>r</i> [67] = 0,29, p = 0,019), indicando que quanto menos insatisfeitos com o seu corpo menos deprimidos se encontram.</p>     <p>Ainda neste sentido, foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a depress&atilde;o e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (<i>r</i> [67] = &ndash;0,33, p = 0,007). Quanto mais habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias os participantes possuem, menos deprimidos se encontram.</p>     <p>Pela an&aacute;lise dos dados percebemos que a idade est&aacute; correlacionada apenas, e de forma negativa, com a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal (<i>r</i> [66] = &ndash; 0,26, p<i> = </i>0,034). Verificou&#8208;se, ainda, uma associa&ccedil;&atilde;o negativa e moderada da idade com as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (<i>r</i> [66] = &ndash;0,52, p &lt; 0,001). Isto significa que a um aumento da idade se associam menores habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e n&iacute;veis inferiores de insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal.</p>     <p>Ao contr&aacute;rio do esperado, n&atilde;o foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade e a idade.</p>     <p>A dura&ccedil;&atilde;o do tratamento n&atilde;o est&aacute; associada de forma significativa a nenhuma das vari&aacute;veis<i>.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>An&aacute;lises diferenciais</b></p>     <p>Para explorar os efeitos do sexo na satisfa&ccedil;&atilde;o corporal, na depress&atilde;o e na satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, recorreu&#8208;se a testes <i>t de Student</i> para amostras independentes.</p>     <p>Ao contr&aacute;rio do esperado, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre homens e mulheres relativamente &agrave; <i>insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal</i> (<i>t</i> [65] = 0,32, p = 0,75, <i>d</i> = 0,080), &agrave; <i>depress&atilde;o</i> (<i>t</i> [65] = &ndash;1,07, p = 0,29, <i>d</i> = &ndash;0,29) e &agrave; <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade</i> (<i>t</i> [39] = &ndash;1,37, p = 0,18, <i>d</i> = &ndash;0,48), indicando que as mulheres n&atilde;o diferem dos homens relativamente a essas dimens&otilde;es.</p>     <p>Avaliaram&#8208;se, tamb&eacute;m, os efeitos do sexo na perce&ccedil;&atilde;o dos participantes quanto &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, depress&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade antes e depois de terem iniciado a hemodi&aacute;lise recorrendo&#8208;se a 3 ANOVA mistas, utilizando como fator intrassujeitos os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o e fator interssujeitos o sexo. Conv&eacute;m salientar que estas s&atilde;o medidas fr&aacute;geis, pois resultam da perce&ccedil;&atilde;o dos participantes, e foram avaliadas, cada uma das vari&aacute;veis, com apenas uma quest&atilde;o pontuada numa escala de Likert de 5 pontos.</p>     <p>Verificou&#8208;se que existem efeitos da hemodi&aacute;lise em todas as vari&aacute;veis (<i>satisfa&ccedil;&atilde;o corporal</i>: <i>F</i> [1,64] = 8,52, p = 0,005, <i>M</i><sub><i>antes</i></sub> = 3,62, <i>M</i><sub><i>depois</i></sub> = 3,00; <i>depress&atilde;o</i>: <i>F</i> [1,65] = 22,1, p &lt; 0,001, <i>M</i><sub><i>antes</i></sub> = 2,55, <i>M</i><sub><i>depois</i></sub> = 3,16; <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade</i>: <i>F</i> [1,64] = 50,6, p &lt; 0,001, <i>M</i><sub><i>antes</i></sub> = 3,53, <i>M</i><sub><i>depois</i></sub> = 2,42), indicando que houve um impacto (negativo) do tratamento.</p>     <p>Quanto &agrave; diferen&ccedil;a de sexos na insatisfa&ccedil;&atilde;o com o corpo antes e depois da hemodi&aacute;lise, verificou&#8208;se que n&atilde;o existem efeitos de intera&ccedil;&atilde;o do sexo (<i>F</i> [1,65] = 0,076, p = 0,78), isto &eacute;, as mulheres n&atilde;o diferem dos homens relativamente &agrave; sua perce&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o com o corpo no momento antes e p&oacute;s&#8208;tratamento.</p>     <p>Pelo contr&aacute;rio, encontrou&#8208;se um efeito de intera&ccedil;&atilde;o da hemodi&aacute;lise e do sexo nos n&iacute;veis de tristeza (<i>F</i> [1,65] = 9,25, p = 0,003, <i>&eta;</i><sup>2</sup> = 0,125), com as mulheres a percecionarem n&iacute;veis de tristeza superiores antes da hemodi&aacute;lise (<i>M</i><sub><i>feminino</i></sub> = 2,89, <i>DP = </i>0,96<i>; M</i><sub><i>masculino</i></sub> = 2,21, <i>DP </i>= 0,77, <i>t</i> [65] = &ndash;3,26, p = 0,002, <i>d </i>= &ndash;0,78), todavia, no momento atual, homens e mulheres parecem percecionar n&iacute;veis semelhantes de tristeza (<i>M</i><sub><i>feminino</i></sub> = 3,11, <i>DP = </i>0,88<i>; M</i><sub><i>masculino</i></sub> = 3,21, <i>DP </i>= 0,86, <i>t</i> [65] = 0,46, p = 0,65, <i>d </i>= 0,12).</p>     <p>Na satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade, as an&aacute;lises revelaram, igualmente, um efeito de intera&ccedil;&atilde;o da hemodi&aacute;lise e do sexo nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade (<i>F</i> [1,65] = 5,80, p = 0,019, <i>&eta;</i><sup>2</sup> = 0,082), com os homens a percecionarem n&iacute;veis superiores de satisfa&ccedil;&atilde;o, comparativamente &agrave;s mulheres, antes do tratamento (<i>M</i><sub><i>masculino</i></sub> = 3,79, <i>DP </i>= 0,80; <i>M</i><sub><i>feminino</i></sub> = 3,25, <i>DP </i>= 1,11, <i>t</i> [65] = 2,34, p = 0,023, <i>d </i>= 0,56). Ap&oacute;s o in&iacute;cio da hemodi&aacute;lise, contudo, os homens percecionam n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade semelhantes &agrave;s mulheres (<i>M</i><sub><i>masculino</i></sub> = 2,08, <i>DP </i>= 1,22; <i>M</i><sub><i>feminino</i></sub> = 2,39, <i>DP </i>= 0,99, <i>t</i> [65] = &ndash;1,13, p = 0,26, <i>d </i>= &ndash;0,28).</p>     <p><b>Modelo de predi&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o</b></p>     <p>Foi efetuado um modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria com o sexo, a idade, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal a entrarem como vari&aacute;veis independentes e a vari&aacute;vel dicot&oacute;mica depress&atilde;o moderada vs<i>.</i> depress&atilde;o severa como vari&aacute;vel dependente<sup>1</sup>1</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis como VI teve em considera&ccedil;&atilde;o a literatura e as an&aacute;lises pr&eacute;vias efetuadas, nomeadamente as correla&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>O modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica &eacute; estatisticamente significativo (<i>&chi;</i><sup><i>2</i></sup> [4] = 16,1, p = 0,003), explica 0,34 (Nagelkerke&nbsp;<i>R</i><sup><i>2</i></sup>) da vari&acirc;ncia da depress&atilde;o, classificando corretamente 83,6% dos casos.</p>     <p>Como se pode verificar na <a href="#t3">Tabela 3</a>, controlando o sexo e a idade dos participantes, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (<i>&beta;</i> = &ndash;0,78, <i>&chi;</i><sup><i>2</i></sup> [1] = 6,53, p = 0,011, <i>OR</i> <i>= 0,46</i>) e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal (<i>&beta;</i> = 0,20, <i>&chi;</i><sup><i>2</i></sup>[1] = 4,07, p = 0,044, <i>OR</i> = 1,22) demonstraram ser preditores significativos da depress&atilde;o. A um aumento das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias corresponde uma diminui&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o, mais especificamente, por cada grau de escolaridade que tenha a mais, a <i>chance</i> de se estar severamente deprimido &eacute; 2 vezes menor (1/0,457). Contrariamente, por cada ponto acrescido nos n&iacute;veis de insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, a <i>chance</i> de estar severamente deprimido &eacute; 22% superior.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados s&atilde;o surpreendentes e revelam n&iacute;veis de depress&atilde;o superiores aos encontrados noutros estudos com popula&ccedil;&atilde;o de doentes renais cr&oacute;nicos. Junior et al.<sup>11</sup> encontraram uma preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o na sua amostra de doentes hemodialisados em 68% dos casos. Quando se avalia a depress&atilde;o nesta popula&ccedil;&atilde;o, importa ter em considera&ccedil;&atilde;o que alguns sintomas som&aacute;ticos (e.g. fadiga) sugestivos de depress&atilde;o podem ser expressos como queixas t&iacute;picas de pacientes hemodialisados<sup>11</sup>. A perda da fun&ccedil;&atilde;o renal<sup>1</sup>, assim como outras decorrentes da doen&ccedil;a e tratamento, para al&eacute;m das limita&ccedil;&otilde;es impostas pela doen&ccedil;a, parecem explicar a elevada taxa de incid&ecirc;ncia da depress&atilde;o nesta popula&ccedil;&atilde;o. Kizilcik et al.<sup>12</sup> apontam o aumento da insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal, a diminui&ccedil;&atilde;o da autoestima, a insatisfa&ccedil;&atilde;o com o desempenho f&iacute;sico e cognitivo, assim como a regress&atilde;o do poder econ&oacute;mico, como raz&otilde;es que poder&atilde;o explicar a preval&ecirc;ncia elevada desta problem&aacute;tica. Yaka et al.<sup>13</sup> alertam para o impacto da depend&ecirc;ncia nos n&iacute;veis de depress&atilde;o: sentir&#8208;se dependente de outros para as atividades di&aacute;rias poder&aacute; traduzir&#8208;se numa diminui&ccedil;&atilde;o da autoestima, fazendo emergir o sentimento de vergonha, podendo resultar em n&iacute;veis elevados de depress&atilde;o.</p>     <p>Os resultados do nosso estudo refutam os encontrados na literatura em estudos que avaliam esta dimens&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o hemodialisada. Contudo, o valor obtido na nossa amostra &eacute; semelhante ao encontrado por Costa<sup>14</sup>, com uma amostra de lesionados vertebro&#8208;medulares (<i>M </i>= 7,83, <i>DP </i>= 7,02), e Silva<sup>15</sup>, com uma amostra de doentes amputados (<i>M</i> = 8,48, <i>DP</i> = 9,17), utilizando o mesmo instrumento, sugerindo que, apesar de algumas doen&ccedil;as acarretarem altera&ccedil;&otilde;es na imagem corporal, nem sempre s&atilde;o vivenciadas pelos doentes de forma negativa, traduzindo&#8208;se em n&iacute;veis razo&aacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o corporal. &Otilde;yek&ccedil;in et al.<sup>16</sup> postulam que &laquo;todas as doen&ccedil;as e cirurgias que afetam negativamente a apar&ecirc;ncia e as fun&ccedil;&otilde;es do corpo, podem influenciar negativamente a imagem corporal&raquo; (p. 229), o que explica a presen&ccedil;a de alguma insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal na nossa amostra, ainda que reduzida. Al&eacute;m disto, a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade &agrave; apar&ecirc;ncia sempre existiu mas, nos &uacute;ltimos tempos, tem alcan&ccedil;ado propor&ccedil;&otilde;es sem precedentes<sup>17</sup>. Os doentes submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise poder&atilde;o ser influenciados pelos padr&otilde;es de idealiza&ccedil;&atilde;o do &laquo;corpo perfeito&raquo; e valores transmitidos pela sociedade, refletindo&#8208;se em insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal. De salientar que o instrumento utilizado para avaliar esta dimens&atilde;o poder&aacute; ser um dos fatores que influenciou os resultados. A Escala de Imagem Corporal<sup>2</sup> nunca foi, segundo sabemos, utilizada com uma amostra desta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente &agrave; sexualidade, na maioria dos casos o question&aacute;rio foi administrado em forma de entrevista, pelo investigador, pelo que os resultados da nossa amostra devem ser interpretados com cautela. Assim, a maioria das pessoas demonstrou&#8208;se pouco confort&aacute;vel a responder a estas quest&otilde;es e, algumas delas, respondiam no sentido de satisfa&ccedil;&atilde;o total a todos os itens, procurando acelerar o tempo de administra&ccedil;&atilde;o dessa escala. Deste modo, a desejabilidade social de demonstrar ter uma vida sexual prazerosa poder&aacute; ter influenciado as respostas. Por seu lado, uma vis&atilde;o sobre a subescala administrada aos participantes faz sobressair a incid&ecirc;ncia das quest&otilde;es, sobretudo em aspetos relacionados com a rela&ccedil;&atilde;o sexual em si (e.g. desejo, frequ&ecirc;ncia, prazer e qualidade). Uma vez que a sexualidade vai para al&eacute;m destas dimens&otilde;es, quest&otilde;es orientadas para outros aspetos da sexualidade poderiam associar&#8208;se a diferentes resultados nesta popula&ccedil;&atilde;o. Uma vez que a literatura ressalva a influ&ecirc;ncia da hemodi&aacute;lise nas disfun&ccedil;&otilde;es sexuais e satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, ser&aacute; importante continuar a avaliar e explorar esta rela&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No que respeita &agrave; rela&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o e imagem corporal, v&aacute;rios estudos referem a rela&ccedil;&atilde;o positiva entre estas vari&aacute;veis<sup>4,12,17,19&ndash;22</sup>. Relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a depress&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade, n&atilde;o se verificaram associa&ccedil;&otilde;es significativas nesta amostra, ao contr&aacute;rio do que seria esperado. Utilizando a escala de avalia&ccedil;&atilde;o da sexualidade do presente estudo, Dias<sup>23</sup> tamb&eacute;m n&atilde;o encontrou rela&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis na sua amostra. Numa an&aacute;lise explorat&oacute;ria destes resultados, e para analisar eventuais efeitos moderadores da idade, do sexo e da escolaridade, avaliamos as associa&ccedil;&otilde;es entre a depress&atilde;o, a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal nos v&aacute;rios subgrupos (homens vs. mulheres; mais novos vs. mais velhos, e mais e menos escolarizados). Destas an&aacute;lises constat&aacute;mos que a magnitude da rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade e a depress&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal &eacute; moderada ou forte (<i>r</i> = &ndash;0,57, p = 0,001 e <i>r</i> = &ndash;0,91, p = 0,001) para o grupo dos participantes mais escolarizados, o mesmo n&atilde;o se verificando para o grupo sem instru&ccedil;&atilde;o ou com o ensino b&aacute;sico, com associa&ccedil;&otilde;es baixas e n&atilde;o significativas entre estas vari&aacute;veis. Curiosamente, o sexo e a idade n&atilde;o parecem moderar estas associa&ccedil;&otilde;es (valores de correla&ccedil;&atilde;o similares nos diferentes grupos). De facto, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e tudo aquilo que isso implica em termos de experi&ecirc;ncias de vida, expectativas e relacionamentos interpessoais ser&aacute; uma vari&aacute;vel importante na forma como os indiv&iacute;duos vivenciam o seu corpo e a sua sexualidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A rela&ccedil;&atilde;o encontrada entre a depress&atilde;o e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias vai no sentido do encontrado por Dias<sup>23</sup>: idosos com mais escolaridade sofrem menos de depress&atilde;o. Teixeira et al.<sup>24</sup> referem uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a escolaridade e os n&iacute;veis de depress&atilde;o e ansiedade. Caeiro et al.<sup>25</sup> referem, de acordo com os resultados encontrados, que os idosos com mais escolaridade conseguem manter&#8208;se durante mais tempo ativos, independentes e h&aacute; uma perda menor das suas capacidades funcionais/cognitivas, o que influencia os n&iacute;veis de depress&atilde;o.</p>     <p>No que respeita &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, Tiggemann e Lynch<sup>26</sup> referem que, apesar do desejo de todas as mulheres do seu estudo serem mais magras, o sentimento de culpa e responsabilidade por n&atilde;o conseguirem emagrecer era atenuado pela atribui&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es na apar&ecirc;ncia a quest&otilde;es biol&oacute;gicas inerentes ao envelhecimento. Assim, segundo esta l&oacute;gica, &eacute; compreens&iacute;vel o facto de as pessoas mais velhas serem menos insatisfeitas com o corpo. Contudo, e de acordo com os resultados encontrados nosso estudo, mais uma vez se salienta o papel que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o podem exercer neste dom&iacute;nio. Na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa s&atilde;o os mais jovens aqueles que est&atilde;o mais expostos aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, &agrave;s redes sociais, nas quais se procura apresentar um corpo &laquo;perfeito&raquo;.</p>     <p>Tamb&eacute;m Hawton et al.<sup>27</sup> n&atilde;o encontraram qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e a idade. Na investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o existe consenso acerca da rela&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel com a idade, uma vez que uns afirmam o efeito negativo da idade na satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade<sup>28</sup>, enquanto outros referem o efeito positivo<sup>29</sup>. Os nossos resultados refutam os estudos que apontam uma preval&ecirc;ncia superior da depress&atilde;o numa faixa et&aacute;ria comparativamente a outra(s). No nosso estudo, a idade m&iacute;nima s&atilde;o 29 anos (um participante), sendo que os restantes participantes se situam entre 41&#8208;90 anos (<i>M</i> = 67,2, <i>DP </i>= 13,4). O confronto com uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica tem um impacto significativo na vida das pessoas, exigindo mudan&ccedil;as no estilo de vida, comportamentos, e na forma como lida consigo pr&oacute;prio e com os outros<sup>30</sup>. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que uma parte da amostra est&aacute; na idade ativa, &eacute; compreens&iacute;vel que o impacto da doen&ccedil;a cr&oacute;nica seja superior nos mais novos. Contudo, talvez nos mais velhos esse impacto seja atenuado, por exemplo, pelo facto de n&atilde;o interferir com o emprego. Apesar disso, mais idade poder&aacute; associar&#8208;se a n&iacute;veis superiores de desgaste relativamente &agrave; doen&ccedil;a, mais complica&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e depend&ecirc;ncia de terceiros (entre outros aspetos). Deste modo, as diferen&ccedil;as nos n&iacute;veis de depress&atilde;o esbatem&#8208;se, n&atilde;o sendo encontrada uma rela&ccedil;&atilde;o entre a depress&atilde;o e a idade.</p>     <p>Relativamente &agrave; dura&ccedil;&atilde;o do tratamento e sua associa&ccedil;&atilde;o com outras vari&aacute;veis, a maioria da amostra (58,2%) realiza hemodi&aacute;lise h&aacute; um per&iacute;odo entre 2&#8208;5 anos. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que &eacute; um curto per&iacute;odo de tempo, a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento e as consequ&ecirc;ncias que per&iacute;odos mais longos acarretam n&atilde;o s&atilde;o ainda vis&iacute;veis.</p>     <p>O facto de n&atilde;o terem sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os sexos em todas as vari&aacute;veis referidas pode ter que ver com o facto de ambos os sexos estarem perante as mesmas condi&ccedil;&otilde;es de tratamento e estarem a vivenciar de forma similar as influ&ecirc;ncias do mesmo.</p>     <p>Apesar de v&aacute;rios estudos apontarem uma preval&ecirc;ncia superior de depress&atilde;o no sexo feminino, tanto na popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica como n&atilde;o&#8208;cl&iacute;nica<sup>13,14,25,31&ndash;33</sup>, J&uacute;nior et al.<sup>11</sup> encontraram, numa amostra com doentes renais em tratamento hemodial&iacute;tico, uma preval&ecirc;ncia superior de depress&atilde;o nos homens (54%). N&atilde;o foram encontrados estudos onde n&atilde;o existissem diferen&ccedil;as nos n&iacute;veis de depress&atilde;o entre os sexos, podendo estes resultados ser explicados pelas carater&iacute;sticas espec&iacute;ficas desta amostra e doen&ccedil;a em particular que parece afetar ambos de forma similar.</p>     <p>Relativamente &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, os resultados do nosso estudo v&atilde;o de encontro aos encontrados por Partridge e Robertson<sup>3</sup>, n&atilde;o se verificando diferen&ccedil;as significativas entre os sexos no que respeita &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, evidenciando uma aproxima&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal em ambos os sexos, como j&aacute; anteriormente encontrado em estudos nacionais<sup>34</sup>. Os valores e ideais relacionados com a imagem corporal difundem&#8208;se, essencialmente, atrav&eacute;s dos <i>media</i> e meios de comunica&ccedil;&atilde;o<sup>18,35</sup> e a press&atilde;o social para a ado&ccedil;&atilde;o de um corpo ideal masculino, e n&atilde;o apenas para o corpo feminino, tem&#8208;se associado a um aumento da insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal nos homens, aproximando&#8208;se dos n&iacute;veis de insatisfa&ccedil;&atilde;o das mulheres<sup>36</sup>. Contudo, a insatisfa&ccedil;&atilde;o com o corpo, nesta amostra e doen&ccedil;a em particular, poder&aacute; estar relacionada com outras dimens&otilde;es da imagem corporal, mais experienciais e relacionadas com a perce&ccedil;&atilde;o de um corpo &laquo;menos apto&raquo;, &laquo;doente&raquo;, com uma avalia&ccedil;&atilde;o menos associada com a apar&ecirc;ncia e mais com o significado que o corpo adquire com a viv&ecirc;ncia da doen&ccedil;a e as consequ&ecirc;ncias que isso traz, o que ser&aacute; vivido de forma semelhante por homens e mulheres.</p>     <p>Relativamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade, segundo Pascoal<sup>37</sup>, os investigadores t&ecirc;m demonstrado que h&aacute; diferen&ccedil;as entre a sexualidade feminina e masculina (e.g., nas motiva&ccedil;&otilde;es para o sexo), mesmo que estas sejam pouco significativas. Apenas foram encontrados 2 estudos onde n&atilde;o se evidenciaram diferen&ccedil;as entre os sexos no que respeita &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade<sup>38,39</sup>. Todavia, observando os nossos resultados e o efeito de magnitude das diferen&ccedil;as encontradas, segundo Cohen<sup>40</sup>, estamos perante um efeito marginalmente m&eacute;dio pelo que, com uma amostra de maior dimens&atilde;o, seria prov&aacute;vel que as diferen&ccedil;as fossem significativas, refor&ccedil;ando a hip&oacute;tese de que a sexualidade destes doentes ser&aacute; vivida de forma menos satisfat&oacute;ria pelos homens, comparativamente &agrave;s mulheres, o que ter&aacute; eventualmente um impacto importante nos n&iacute;veis de depress&atilde;o destes participantes, n&atilde;o se diferenciando dos n&iacute;veis encontrados para as mulheres.</p>     <p>A rotina da hemodi&aacute;lise &eacute; uma pr&aacute;tica que tem v&aacute;rias implica&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o al&eacute;m da doen&ccedil;a, tais como quest&otilde;es emocionais, sociais, econ&oacute;micas e familiares, acrescendo o facto de que o tempo de tratamento &eacute; indefinido e, na maioria dos casos, definitivo<sup>41</sup>.</p>     <p>Relativamente ao impacto da hemodi&aacute;lise na satisfa&ccedil;&atilde;o corporal, n&atilde;o &eacute; surpreendente que o tratamento invasivo, a apar&ecirc;ncia da f&iacute;stula e as altera&ccedil;&otilde;es na imagem corporal acarretem altera&ccedil;&otilde;es nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com o corpo. No que concerne ao impacto do tratamento na satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade, a hemodi&aacute;lise pode ter um impacto na vida sexual devido a v&aacute;rios aspetos, nomeadamente, fatores f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos e sociol&oacute;gicos<sup>42</sup>. Yilmaz et al.<sup>21</sup> referem a incid&ecirc;ncia de uma taxa de disfun&ccedil;&atilde;o sexual de 9% antes do in&iacute;cio do tratamento, com um aumento superior a 60&#8208;70% durante o tratamento, sendo percet&iacute;vel o impacto bastante significativo da hemodi&aacute;lise nesta dimens&atilde;o. Rodrigues et al.<sup>43</sup> conclu&iacute;ram que a fadiga causada pelo tratamento pode ser um dos elementos determinantes para os problemas relativos &agrave; sexualidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao impacto negativo da hemodi&aacute;lise nos n&iacute;veis de depress&atilde;o, como referido anteriormente, em todos os estudos encontrados a preval&ecirc;ncia &eacute; superior na popula&ccedil;&atilde;o hemodialisada comparativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral. Salientamos, contudo, o facto de n&atilde;o estarmos a utilizar medidas pr&eacute; e p&oacute;s hemodi&aacute;lise para estas vari&aacute;veis, e apenas medidas de autoavalia&ccedil;&atilde;o retrospetivas e perce&ccedil;&otilde;es subjetivas, pelo que, numa amostra com indiv&iacute;duos bastante deprimidos, poderemos estar perante o vi&eacute;s cognitivo pessimista que a pr&oacute;pria depress&atilde;o produz, sendo importante que em futuros estudos seja realizada uma recolha prospetiva dos dados.</p>     <p>Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as de sexo nos momentos antes e ap&oacute;s o in&iacute;cio do tratamento, no que respeita &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o corporal, talvez o impacto do tratamento ao n&iacute;vel da experi&ecirc;ncia corporal n&atilde;o esteja associado &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o corporal abordada pela quest&atilde;o, mas a outros aspetos donde poderiam surgir as esperadas diferen&ccedil;as.</p>     <p>Na tristeza, os resultados relativos ao momento pr&eacute;&#8208;di&aacute;lise reportam&#8208;nos para a preval&ecirc;ncia da depress&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o geral n&atilde;o&#8208;cl&iacute;nica (superior nas mulheres). Antes de iniciarem o tratamento, as mulheres percecionavam&#8208;se como mais tristes do que os homens, aspeto relatado pelos diversos estudos j&aacute; referidos<sup>13,14,25,31&ndash;33</sup>. Desde que iniciaram a hemodi&aacute;lise, as diferen&ccedil;as entre os sexos esbatem&#8208;se, pelo que os homens parecem sofrer um impacto mais elevado do tratamento e suas consequ&ecirc;ncias. Uma vez que na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa os homens s&atilde;o os &laquo;chefes&raquo; de fam&iacute;lia, muitas vezes h&aacute; uma regress&atilde;o do poder econ&oacute;mico destes, o que, juntamente com outras raz&otilde;es, poder&aacute; explicar a depress&atilde;o nos homens<sup>13</sup>. Por seu lado, a sexualidade poder&aacute; estar a mediar esta rela&ccedil;&atilde;o nos homens.</p>     <p>&Eacute; escassa a investiga&ccedil;&atilde;o no que respeita &agrave;s diferen&ccedil;as entre homens e mulheres na satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade. A hemodi&aacute;lise poder&aacute; fazer com que na mulher o orgasmo seja menos frequente e no homem poder&atilde;o existir mais dificuldades em conseguir a ere&ccedil;&atilde;o<sup>44</sup>. Os resultados do nosso estudo v&atilde;o de encontro ao esperado, uma vez que na popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o&#8208;cl&iacute;nica os homens se apresentam mais satisfeitos com a sexualidade, comparativamente &agrave;s mulheres. Esta diferen&ccedil;a &eacute; percet&iacute;vel, sobretudo, em idades mais avan&ccedil;adas, pois as mulheres n&atilde;o foram educadas a viverem uma sexualidade prazerosa, sobretudo nos meios rurais<sup>45</sup>. Desde que iniciaram o tratamento, devido ao impacto deste a n&iacute;vel f&iacute;sico denota&#8208;se uma diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o sexual nos homens, uma vez que estes j&aacute; n&atilde;o conseguem viver uma sexualidade de forma plena e satisfat&oacute;ria, aproximando&#8208;se, assim, dos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o das mulheres.</p>     <p>No que respeita ao modelo preditivo da depress&atilde;o, v&aacute;rios estudos apontam a rela&ccedil;&atilde;o existente entre as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e os n&iacute;veis de depress&atilde;o<sup>13,14,25,26,46</sup>. De facto, Bjelland et al.<sup>47</sup> conclu&iacute;ram que n&iacute;veis superiores de grau de instru&ccedil;&atilde;o eram protetores da depress&atilde;o e da ansiedade. Segundo os mesmos autores, este efeito protetor pode envolver carater&iacute;sticas pessoais relacionadas com os n&iacute;veis de resili&ecirc;ncia ao stresse e o facto de, &agrave; partida, n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o superiores envolverem empregos mais satisfat&oacute;rios, propicia uma exposi&ccedil;&atilde;o menor ao stresse, contribuindo assim para proteger da depress&atilde;o<sup>47</sup>. Em Portugal, num estudo com popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o&#8208;cl&iacute;nica, Mendes e Fagulha<sup>31</sup> referem os baixos n&iacute;veis educacionais como preditores de resultados elevados num instrumento que avalia a depress&atilde;o. Segundo Santos et al.<sup>48</sup>, as pessoas com mais anos de escolaridade desenvolvem, &agrave; partida, n&iacute;veis mais elevados de complexidade cognitiva, o que ser&aacute; um importante recurso na luta contra o efeito da idade ou outras situa&ccedil;&otilde;es stressantes.</p>     <p>Estudos j&aacute; anteriormente referidos demonstram a rela&ccedil;&atilde;o entre a insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e a depress&atilde;o<sup>4,13,17,19&ndash;23,49</sup>. Os resultados da nossa investiga&ccedil;&atilde;o demonstram a import&acirc;ncia de se considerar a forma como estes participantes se sentem com o seu corpo como uma dimens&atilde;o importante e que poder&aacute; influenciar os n&iacute;veis de depress&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o alertam para a import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o de insuficientes renais cr&oacute;nicos submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise, sobretudo na insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e depress&atilde;o. Relativamente &agrave; sexualidade, apesar de no nosso estudo n&atilde;o terem sido encontradas associa&ccedil;&otilde;es com outras vari&aacute;veis, parece ser uma dimens&atilde;o a merecer aten&ccedil;&atilde;o numa amostra mais extensa, para melhor se compreender qual o seu impacto e o modo como se relaciona com outras dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas.</p>     <p>Em termos cl&iacute;nicos, parece importante a implementa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas que procurem promover uma vis&atilde;o positiva da doen&ccedil;a e do tratamento, assim como uma adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; nova condi&ccedil;&atilde;o de vida. Segundo &Otilde;yek&ccedil;in et al.<sup>16</sup>, novos programas de interven&ccedil;&atilde;o e psicoterapia para lidar com a depress&atilde;o, ansiedade e dificuldades ao n&iacute;vel da imagem corporal devem ser desenvolvidos e considerados como ferramentas com um impacto significativo na qualidade de vida. Efetivamente, estes doentes, em particular, parecem ter um acompanhamento multidisciplinar: antes de iniciarem o tratamento todos se pesam e fazem gin&aacute;stica, existindo acompanhamento de uma equipa constitu&iacute;da por nutricionista, assistente social, enfermeiro, m&eacute;dico, homeopata para cada doente. Contudo, o acompanhamento e apoio psicol&oacute;gico, nomeadamente ao n&iacute;vel da resignifica&ccedil;&atilde;o dos sentidos atribu&iacute;dos ao tratamento e o desenvolvimento de eventuais estrat&eacute;gias de <i>coping</i> para lidar com as dificuldades e consequ&ecirc;ncias deste, parece n&atilde;o ser reconhecido por todos os elementos da dire&ccedil;&atilde;o como uma necessidade. Apesar de apenas 2 doentes receberem apoio psicol&oacute;gico, 43,3% dos participantes consideram&#8208;no importante e 23,9% consideram muito importante, alertando para a import&acirc;ncia de se intervir junto desta popula&ccedil;&atilde;o no sentido de melhorar a qualidade de vida destas pessoas e ajud&aacute;&#8208;las na constru&ccedil;&atilde;o de um novo sentido de <i>self.</i> Para Arslan e Ege<sup>42</sup>, os enfermeiros e m&eacute;dicos deviam participar em programas de educa&ccedil;&atilde;o e treino para aumentar as compet&ecirc;ncias e consci&ecirc;ncia do modo como a vida sexual dos doentes hemodialisados pode ser influenciada pelo tratamento. Para Muringai et al.<sup>2</sup>, no que respeita &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, antes de iniciarem o tratamento os doentes deveriam participar em programas de educa&ccedil;&atilde;o (e.g. <i>workshops</i>). Provavelmente, a possibilidade dos hemodialisados verem como ser&aacute;, por exemplo, o aspeto da sua futura f&iacute;stula tornar&aacute; a experi&ecirc;ncia mais real e possibilitar&aacute; o esclarecimento de quest&otilde;es relacionadas com a mesma. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o o afirmado anteriormente, parece fazer sentido a educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;&#8208;di&aacute;lise para todas as outras problem&aacute;ticas apresentadas, cujo objetivo principal seria essencialmente a preven&ccedil;&atilde;o e confronta&ccedil;&atilde;o antecipadas com aspetos relativos ao tratamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais especificamente, no que respeita &agrave; depress&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o deve ser parte da rotina de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos doentes hemodialisados<sup>11</sup>. A terapia de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, cujo pressuposto &eacute; de que esta afeta a habilidade de lidar com eventos stressantes do dia&#8208;a&#8208;dia e problemas relacionados com a doen&ccedil;a renal, demonstrou&#8208;se eficaz no tratamento da depress&atilde;o numa amostra de doentes hemodialisados<sup>49</sup>. A terapia cognitivo&#8208;comportamental, documentada como eficaz na interven&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o, tem demonstrado ser igualmente eficaz ao intervir nesta problem&aacute;tica com a popula&ccedil;&atilde;o renal, melhorando os n&iacute;veis de depress&atilde;o e v&aacute;rias dimens&otilde;es da qualidade de vida<sup>50</sup>.</p>     <p>Relativamente &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, a estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva parece ser um meio apropriado para colmatar o n&uacute;mero diminuto de anos de escolaridade ao prevenir ou diminuir os n&iacute;veis de depress&atilde;o, uma vez que contribui para o aumento da densidade sin&aacute;ptica e da plasticidade cerebral, pois requer novas aprendizagens ou o desenvolvimento de novas estrat&eacute;gias cognitivas<sup>51</sup>.</p>     <p>As ila&ccedil;&otilde;es que se podem retirar desta investiga&ccedil;&atilde;o v&atilde;o para al&eacute;m dos resultados encontrados. Foi percet&iacute;vel, ao longo da recolha de dados, o sofrimento que as consequ&ecirc;ncias e limita&ccedil;&otilde;es da hemodi&aacute;lise provoca nestas pessoas. Apesar dos resultados da insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e da sexualidade apontarem no sentido de satisfa&ccedil;&atilde;o, tal n&atilde;o foi confirmado pelo discurso dos participantes ao longo da recolha, mostrando&#8208;se incomodados, sobretudo, com a apar&ecirc;ncia da sua f&iacute;stula, procurando mostr&aacute;&#8208;la e receber aprova&ccedil;&atilde;o do poss&iacute;vel inc&oacute;modo causado pela mesma. No que respeita &agrave; sexualidade, compreendeu&#8208;se a dificuldade em abordar este tema com a amostra. Para al&eacute;m da dificuldade evidente em verbalizar express&otilde;es relacionadas com a sexualidade, sobretudo nas mulheres, muitas pessoas n&atilde;o compreendiam as quest&otilde;es que lhes eram colocadas. Esta abordagem, se tivesse sido realizada por um profissional de sa&uacute;de com o qual o doente mantenha uma rela&ccedil;&atilde;o de maior proximidade e confian&ccedil;a, poderia ter surtido resultados diferentes e ilustrativos das dificuldades verbalizadas por alguns doentes nesta dimens&atilde;o.</p>     <p>Apesar do contributo da investiga&ccedil;&atilde;o para a compreens&atilde;o da depress&atilde;o nos doentes hemodialisados e a sua rela&ccedil;&atilde;o com outras vari&aacute;veis, parece&#8208;nos pertinente salientar algumas limita&ccedil;&otilde;es. Todos os participantes s&atilde;o provenientes da mesma zona do pa&iacute;s, pelo que os resultados por n&oacute;s encontrados se podem diferenciar daqueles que poder&atilde;o caraterizar uma zona mais urbana de Portugal. Para al&eacute;m disso, a amostra &eacute; proveniente de 2 centros diferentes, mas pertencem ambos &agrave; mesma administra&ccedil;&atilde;o, pelo que as normas e pr&aacute;ticas se assemelham. Esta carater&iacute;stica, apesar de ser um ponto positivo pois n&atilde;o obrigou &agrave; divis&atilde;o da amostra, por outro lado impede&#8208;nos de perceber se diferentes pr&aacute;ticas e ambientes poder&atilde;o conduzir a diferentes resultados. Assim, sugere&#8208;se que futuramente seja privilegiada uma amostra mais extensa e diversificada, n&atilde;o s&oacute; em termos regionais como de idade e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, para permitir uma an&aacute;lise mais fina e representativa dos resultados.</p>     <p>Por seu lado, a administra&ccedil;&atilde;o das escalas foi, na sua maioria, realizada em forma de entrevista podendo ter interferido com as respostas dos participantes (particularmente na vari&aacute;vel sexualidade), apesar desta forma de administra&ccedil;&atilde;o apresentar algumas vantagens (e.g. aceder ao sentimento por detr&aacute;s da resposta formatada). Relativamente aos instrumentos de medida utilizados, apenas o BDI&#8208;II<sup>8</sup> est&aacute; validado para a popula&ccedil;&atilde;o renal hemodialisada<sup>11</sup>, pelo que seria pertinente a constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos mais adequados para esta popula&ccedil;&atilde;o. Relativamente ao BDI&#8208;II, abordando os diferentes itens da escala com os participantes, levou&#8208;nos a pensar que uma medida quantitativa parece ser insuficiente para avaliar os n&iacute;veis de depress&atilde;o, uma vez que existem v&aacute;rios sintomas relativos &agrave; doen&ccedil;a e/ou tratamento que podem ser ilustrativos de sintomatologia depressiva. No que respeita &agrave; imagem corporal, seria importante abordar outras dimens&otilde;es da imagem corporal e procurar adaptar as quest&otilde;es &agrave; viv&ecirc;ncia corporal das pessoas submetidas a este tratamento com carater&iacute;sticas t&atilde;o pr&oacute;prias. Na escala de avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o com a sexualidade, para al&eacute;m das dimens&otilde;es abordadas, deveriam ser contempladas outras dimens&otilde;es da sexualidade (e.g. motiva&ccedil;&atilde;o, presen&ccedil;a de disfun&ccedil;&otilde;es sexuais ou qualidade da rela&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica).</p>     <p>A abordagem qualitativa permitiria, tamb&eacute;m, aceder aos processos e rela&ccedil;&otilde;es subjacentes e complexas entre as vari&aacute;veis.</p>     <p>Em investiga&ccedil;&otilde;es futuras, seria importante a compara&ccedil;&atilde;o da amostra de doentes hemodialisados com uma amostra n&atilde;o&#8208;cl&iacute;nica para uma melhor compreens&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos.</p>     <p>&Eacute; necess&aacute;rio destacar, ainda, que o car&aacute;ter transversal do estudo e natureza das an&aacute;lises (em grande parte correlacionais) n&atilde;o permitem inferir rela&ccedil;&otilde;es de causalidade entre as vari&aacute;veis, sendo necess&aacute;rio um estudo de natureza longitudinal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Fayer A.A.M. Repercuss&otilde;es psicol&oacute;gicas da doen&ccedil;a renal cr&oacute;nica: compara&ccedil;&atilde;o entre pacientes que iniciam o tratamento hemodial&iacute;tico ap&oacute;s ou sem seguimento nefrol&oacute;gico pr&eacute;vio. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805875&pid=S0870-9025201600020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Muringai T., Noble H., McGowan A., Chamney M. Dialysis access and the impact on body image: Role of the nephrology nurse. Br J Nurs. 2008;17:362-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805877&pid=S0870-9025201600020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Partridge K.A., Robertson N. Body&#8208;image disturbance in adult dialysis patients. Disabil Rehabil. 2011;33:504-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805879&pid=S0870-9025201600020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Martins M.G.J.B. Auto&#8208;atualiza&ccedil;&atilde;o e sofrimento na explica&ccedil;&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a cr&oacute;nica: uma investiga&ccedil;&atilde;o no adulto em tratamento de hemodi&aacute;lise. Porto: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, (2002) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805881&pid=S0870-9025201600020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Moreira H., Silva S., Marques A., Canavarro M.C. The Portuguese version of the Body Image Scale (BIS): Psychometric properties in a sample of breast cancer patients. Eur J Oncol Nurs. 2010;14:111-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805883&pid=S0870-9025201600020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Maroco J., Garcia-Marques T. Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es modernas?. Laborat&oacute;rio de Psicologia. 2013;4.1:65-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805885&pid=S0870-9025201600020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Narciso I., Costa M.E. Amores satisfeitos mas n&atilde;o perfeitos. Cad Cons Psicol&oacute;gica. 1996;12:115-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805887&pid=S0870-9025201600020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Martins G., Cunha S., Coelho R. Estudo da aceita&ccedil;&atilde;o da incapacidade em doentes com insufici&ecirc;ncia renal cr&oacute;nica: compara&ccedil;&atilde;o de duas escalas. Rev Port Psicossom&aacute;tica. 2005;7:53-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805889&pid=S0870-9025201600020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Loosman W.L., Siegert C.E.H., Korzec A., Honig A. Validity of the hospital anxiety and depression scale and the beck depression inventory for use in end&#8208;stage renal disease patients. Br J Clin Psychol. 2010;49:507-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805891&pid=S0870-9025201600020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Kline R.B. Principles and practice of structural equation modeling. New York, NY: Guilford Publication, (2005) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805893&pid=S0870-9025201600020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Junior G.B.S., Daher E.F., Buosi A.P., Lima R.S.A., Lima M.M., Silva E.C., et al. Depression among patients with end&#8208;stage renal disease in hemodialysis. Psychol Health Med. 2014;19:547-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805895&pid=S0870-9025201600020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Kizilcik Z., Sayiner F.D., Unsal A., Ayranci U., Kosgeroglu N., Tozun M. Prevalence of depression in patients on hemodialysis and its impact in quality of life. PaK J Med Sci. 2012;28:695-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805897&pid=S0870-9025201600020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Yaka E., Keskinoglu P., Ucku R., Yener G.G. Prevalence and risk factors of depression among community dwelling elderly. Arch Gerontol Geriatr. 2014;59:150-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805899&pid=S0870-9025201600020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Costa F.D.P. A imagem corporal em lesionados vertebro&#8208;medulares: a rela&ccedil;&atilde;o com a depress&atilde;o, a ansiedade, a satisfa&ccedil;&atilde;o com o suporte social e a autoestima global. Porto: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, (2013) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805901&pid=S0870-9025201600020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Silva M.S. Amputa&ccedil;&atilde;o: rela&ccedil;&atilde;o com a depress&atilde;o, a ansiedade, a satisfa&ccedil;&atilde;o com o suporte social e a autoestima global. Porto: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, (2013) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805903&pid=S0870-9025201600020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. &Otilde;yek&ccedil;in D.G., Gulpek D., Sahin E.M., Mete L. Depression anxiety, body image, sexual functioning, and dyadic adjustment associated with dialysis type in chronic renal failure. Int J Psychiatry Med. 2012;43:227-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805905&pid=S0870-9025201600020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Vaquero-Crist&oacute;bal R., Alacid F., Muyor J.M., L&oacute;pez-Mi&ntilde;arro P.A. Imagen corporal: revisi&oacute;n bibliogr&aacute;fica. Nutr Hosp. 2013;28:27-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805907&pid=S0870-9025201600020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Peng Y., Chiang C., Kao T., Hung K., Lu C., Chiang S., et al. Sexual dysfunction in female hemodialysis patients: A multicenter study. Kidney Int. 2005;68:760-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805909&pid=S0870-9025201600020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Thales W.G. Avalia&ccedil;&atilde;o do estado de humor, da fun&ccedil;&atilde;o sexual e da qualidade de vida em pacientes com insufici&ecirc;ncia renal cr&oacute;nica submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise. Bras&iacute;lia: Faculdade de Medicina da Universidade de Bras&iacute;lia, (2006) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805911&pid=S0870-9025201600020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Theofilou P.A. Sexual functioning in chronic kidney disease: The association with depression and anxiety. Hemodial Int. 2012;16:76-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805913&pid=S0870-9025201600020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Yilmaz A., Goker C., Ko&ccedil;ak O.M., Aygor B., Senturk V., Nergizoglu G., et al. Sexual functioning in hemodialysis patients and their spouses: Results of a prospective study from Turkey. Turk J Med Sci. 2009;39:405-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805915&pid=S0870-9025201600020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Jackson K.L., Janssen I., Appelhans B.M., Kazlauskaite R., Karavolos K., Dugan S.A., et al. Body image satisfaction and depression in midlife women: The study of women's health across the nation (SWAN). Arch Womens Ment Health. 2014;17:177-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805917&pid=S0870-9025201600020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Dias J.P.B.M. A satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal, a depress&atilde;o e a sexualidade na terceira idade. Porto: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, (2009) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805919&pid=S0870-9025201600020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Teixeira C.M., Vasconcelos-Raposo J., Fernandes H.M., Brustad R.J. Physical activity, depression and anxiety among the elderly. Soc Indic Res. 2013;113:307-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805921&pid=S0870-9025201600020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Caeiro M., Guerreiro D., Lopes T., Pinho A., Almeida P., Palma V., et al. Evolu&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o do idoso: identifica&ccedil;&atilde;o de fatores predisponentes e incidentes cr&iacute;ticos com influ&ecirc;ncia no decl&iacute;nio funcional: resultados preliminares. EssFisiOnline. 2008;4:3-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805923&pid=S0870-9025201600020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Tiggemann M., Lynch J.E. Body image across the life span in adult women: The role of self&#8208;objectification. Dev Psychol. 2001;37:243-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805925&pid=S0870-9025201600020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Vilarinho S.M.C.S. Funcionamento e satisfa&ccedil;&atilde;o sexual feminina: integra&ccedil;&atilde;o do afeto, vari&aacute;veis cognitivas e relacionais, aspetos biol&oacute;gicos e contextuais. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805927&pid=S0870-9025201600020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Rick I., Laeken V.D., Nostlinger C., Platteau T., Colebunders R. Sexual satisfaction among men living with HIV in Europe. AIDS Behav. 2012;16:225-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805929&pid=S0870-9025201600020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Young M., Denny G., Young T., Luquis R. Sexual satisfaction among married women. Am J Health Stud. 2000;16:73-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805931&pid=S0870-9025201600020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Batista M.G.J. Aceita&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a cr&oacute;nica: um estudo no adulto em tratamento de hemodi&aacute;lise. Porto: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805933&pid=S0870-9025201600020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Mendes M.S., Fagulha T. Studying depression out off the hospital hallways: An epidemiological study in the prevalence of depressive symptomatology in a Portuguese adults community sample. Eur Psychiat. 2012;27:1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805935&pid=S0870-9025201600020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Oliveira M.R.M. Depress&atilde;o e o g&eacute;nero: semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as. Porto: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805937&pid=S0870-9025201600020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Ugurlu N., Bastug D., Cevirme A., Uysal D. Determining quality of life, depression and anxiety levels of hemodialysis patients. HealthMED. 2012;6:2860-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805939&pid=S0870-9025201600020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Barbosa R. Contextos relacionais de desenvolvimento e viv&ecirc;ncia corporal. Porto: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805941&pid=S0870-9025201600020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Gagnon-Girouard M., Turcotte O., Par&eacute;-Cardinal M., L&eacute;vesque D., Tanguay B.S., B&eacute;gin C. Image corporelle, satisfaction sexuelle et conjugale chez des couples h&eacute;t&eacute;rosexuels. Can J Behav Sci. 2014;46:134-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805943&pid=S0870-9025201600020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>36. Grieve R., Helmick A. The influence of men's self&#8208;objectification on drive for muscularity: Self&#8208;esteem, body satisfaction and muscle dysmorphia. Int J Mens Health. 2008;7:288-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805945&pid=S0870-9025201600020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Pascoal P.M.M. Contributo de vari&aacute;veis individuais e relacionais para a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual de pessoas em rela&ccedil;&atilde;o de conjugalidade com e sem problemas sexuais. Lisboa: Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, (2012) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805947&pid=S0870-9025201600020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Iglesias P.S., Sierra J.C., Garc&iacute;a M., Martinez A., S&aacute;nchez A., Tapia M.I. &Iacute;ndice de satisfacci&oacute;n sexual (ISS): un est&uacute;dio sobre su fiabilidade y validez. Rev Int Psicol Ter Psicol. 2009;9:259-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805949&pid=S0870-9025201600020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>39. McClelland S.I. Who is the self in self reports of sexual satisfaction? Research and policy implications. Sex Res Social Policy. 2011;8:304-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805951&pid=S0870-9025201600020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>40. Cohen J. Statistical power analysis for the behavioral sciences. 2 nd ed., Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum, (1988) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805953&pid=S0870-9025201600020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>41. Freitas P.P.W., Cosmo M. Atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo em hemodi&aacute;lise. SBPH: Revista da Sociedade Brasileira em Psicologia Hospitalar. 2010;13:19-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805955&pid=S0870-9025201600020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>42. Arslan S.Y., Ege E. Sexual experiences of women exposed to hemodialysis treatment. Sex Disabil. 2009;27:215-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805957&pid=S0870-9025201600020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>43. Rodrigues D.F., Schwartz E., Santana M.G., Zillmer J.G.V., Viegas A.C., Santos B.P., et al. Viv&ecirc;ncia dos homens submetidos &agrave; hemodi&aacute;lise acerca de sua sexualidade. Av Enfermar&iacute;a. 2011;29:255-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805959&pid=S0870-9025201600020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>44. Riella M.C. Sexualidade em pacientes renais. Curitiba: Pr&oacute;&#8208;Renal Brasil, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805961&pid=S0870-9025201600020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>45. Parish W.L., Luo Y., Stolzenberg R., Laumann E.O., Farrer G., Pan S. Sexual practices and sexual satisfaction: A population based study of Chinese urban adults. Arch Sex Behav. 2007;36:5-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805963&pid=S0870-9025201600020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>46. Onat S.S., Delialioglu S.U., U&ccedil;ar D. The risk of depression in elderly individuals, the factors which related to depression, the effect of depression to functional activity and quality of life. Turk J Geriatr. 2014;17:35-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805965&pid=S0870-9025201600020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>47. Bjelland I., Krkstad S., Mykletun A., Dahl A.A., Tell G.S., Tambs K. Does a higher educational level protect against anxiety and depression? The HUNT study. Soc Sci Med. 2008;66:1334-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805967&pid=S0870-9025201600020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>48. Santos N.C., Costa P.S., Cunha P., Portugal-Nunes C., Amorim L., Cotter J., et al. Clinical, physical and lifestyle variables and relationship with cognition and mood in aging: A cross&#8208;sectional analysis of distinct educational groups. Front Aging Neurosci. 2014;6:21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805969&pid=S0870-9025201600020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>49. Erdley S.D., Gellis Z.D., Bogner H.A., Kass D.S., Green J.A., Perkins R.M. Problem&#8208;solving therapy to improve depression scores among older hemodialysis patients: A pilot randomized trial. Clin Nephrol. 2014;82:26-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805971&pid=S0870-9025201600020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>50. Duarte P.S., Miyazaki M.C., Blay S.L., Sesso R. Cognitive&#8208;behavioral group therapy is an effective treatment for major depression in hemodialysis patients. Kidney Int. 2009;76:414-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805973&pid=S0870-9025201600020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>51. Souza J.N., Chaves E.C. O efeito do exerc&iacute;cio de estimula&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria em idosos saud&aacute;veis. Rev Esc Enferm USP. 2005;39:13-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805975&pid=S0870-9025201600020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>O crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis como VI teve em considera&ccedil;&atilde;o a literatura e as an&aacute;lises pr&eacute;vias efetuadas, nomeadamente as correla&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>: <a href="mailto:anaraqelcarvalho@gmail.com">anaraqelcarvalho@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 14 de Maio de 2015&nbsp; Aceito 19 de Fevereiro de 2016</p>     ]]></body>
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