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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atividade física e estilos educativos parentais]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento Educação e Psicologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study was conducted in order to determine the relationship between gender, age and physical activity, outside the school context, according to parenting styles and study attitudes and behaviors. The sample consisted of 272 students (101 girls and 171 boys) of a school from northern Portugal, aged between 13 and 21 years old (M = 15.66, SD = 1.71). For the purposes of the present studt the Questionário de Estilos Educativos Parentais (QEEP) was used. Results showed that adolescents perceived their parents as being more responsive and less demanding. Furthermore, boys and girls perceived parenting styles in the same way, and younger teens (between 13 and 14 years old) perceived their parents as being more responsive and less demanding. Among physically active and inactive students there were no differences in perceived parenting styles. However, when we analyze the combined effect of sex and physical activity, it was found that activie boys and inactive girls perceived their parents as more demanding than responsive. We can conclude that parents tend to adopt a more responsive and less demanding style, there is a greater parental involvement with younger adolescents than older ones. Moreover, parents tend to educate boys and girls in the same way, whether they are Physicalle active or inactive.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Atividade f&iacute;sica e estilos educativos parentais</b></p>     <p><b>Physical activity and parental educational styles</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Vasconcelos-Raposo<sup>1</sup>,Carla Teixeira<sup>1</sup>, Ana Lima<sup>1</sup>, &amp; In&ecirc;s Monteiro<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objectivo do estudo foi de determinar a rela&ccedil;&atilde;o entre sexo, idade e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica ao n&iacute;vel dos estilos educativos parentais e das atitudes e comportamentos habituais de estudo. Participaram 272 alunos (101 rapazes e 171 raparigas) de uma escola da zona interior norte de Portugal, com idades compreendidas entre 13 e os 21 anos de idade (<i>M </i>= 15,66, <i>DP </i>= 1,71). Para avaliar as diferentes dimens&otilde;es em estudo utilizamos o Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais (QEEP). Os resultados evidenciaram que os adolescentes percepcionam ambos os pais como mais responsivos e menos exigentes. Ambos os sexos percepcionam os estilos educativos parentais do mesmo modo, os adolescentes mais jovens (entre os 13 e 14 anos) percepcionam pai e m&atilde;e como mais responsivos e menos exigentes. O mesmo n&atilde;o acontece entre praticantes e n&atilde;o praticantes de actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar, uma vez que entre estes dois grupos n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as nos estilos parentais percebidos. Quando olhamos ao sexo combinado com a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica, constatou-se que os rapazes praticantes e as raparigas n&atilde;o praticantes percepcionam pai e m&atilde;e como mais exigentes do que responsivos. Com o presente estudo &eacute; poss&iacute;vel concluir que &nbsp;ambos os pais tendem a adoptar um estilo mais responsivo e menos exigente, sendo not&oacute;rio um maior envolvimento parental com os adolescentes mais novos do que com os mais velhos. Por outro lado, os pais tendem a educar rapazes e raparigas dentro do mesmo estilo, sejam eles praticantes ou n&atilde;o de actividade f&iacute;sica.</p>     <p><b>Palavras-chaves</b>: adolescentes, estilos educativos parentais, actividade f&iacute;sica</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study was conducted in order to determine the relationship between gender, age and physical activity, outside the school context, according to parenting styles and study attitudes and behaviors. The sample consisted of 272 students (101 girls and 171 boys) of a school from northern Portugal, aged between 13 and 21 years old (<i>M </i>= 15.66, <i>SD </i>= 1.71). For the purposes of the present studt the Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais (QEEP) was used. Results showed that adolescents perceived their parents as being more responsive and less demanding. Furthermore, boys and girls perceived parenting styles in the same way, and younger teens (between 13 and 14 years old) perceived their parents as being more responsive and less demanding. Among physically active and inactive students there were no differences in perceived parenting styles. However, when we analyze the combined effect of sex and physical activity, it was found that activie boys and inactive girls perceived their parents as more demanding than responsive. We can conclude that parents tend to adopt a more responsive and less demanding style, there is a greater parental involvement with younger adolescents than older ones. Moreover, parents tend to educate boys and girls in the same way, whether they are Physicalle active or inactive.</p>     <p><b>Keywords</b>: adolescents, parenting style, physical activity</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Desde 1920 que a psicologia do desenvolvimento se mostra interessada em estudar a influ&ecirc;ncia parental no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais e instrumentais das crian&ccedil;as e dos adolescentes (Darling, 1999). Os pais exercem muita influ&ecirc;ncia na aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e comportamentos, por serem os principais agentes de encultura&ccedil;&atilde;o e socializa&ccedil;&atilde;o e modelos de refer&ecirc;ncia para os seus filhos (Ramos, 2009). &Eacute; no per&iacute;odo da inf&acirc;ncia que esta influ&ecirc;ncia se torna mais intensa e mais not&oacute;ria, mas os comportamentos parentais tamb&eacute;m afectam o desenvolvimento e a adapta&ccedil;&atilde;o dos seus filhos durante o per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia (Ducharne, Cruz, Marinho, &amp; Grande, 2006). Este per&iacute;odo &eacute; comummente designado de transi&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia para a idade adulta, durante o qual ocorrem mudan&ccedil;as biol&oacute;gicas (crescimento f&iacute;sico e matura&ccedil;&atilde;o sexual), que contribuem para altera&ccedil;&otilde;es sociais e psicol&oacute;gicas e para a aquisi&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias compet&ecirc;ncias que permitem aos indiv&iacute;duos tornarem-se membros activos da sociedade (Gleitman, Fridlund, &amp; Reisberg, 2003). A adolesc&ecirc;ncia inicia-se a partir da puberdade, que ocorre mais ou menos por volta dos 10 anos, mas todo o desenvolvimento biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e social vai depender do contexto sociocultural onde o adolescente se insere (Traverso-Y&eacute;pez &amp; Pinheiro, 2002). Para al&eacute;m das mudan&ccedil;as a n&iacute;vel biol&oacute;gico (a puberdade), a adolesc&ecirc;ncia caracteriza-se, ainda, pelas modifica&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel cognitivo e interpessoal. Os adolescentes desenvolvem o pensamento abstracto e o racioc&iacute;nio proposicional, pensam mais em termos de din&acirc;mica e interac&ccedil;&otilde;es, tentam perceber e colocar-se no ponto de vista do outro (Larson &amp; Sheeber, 2009), criam hierarquias complexas de regras para guiarem as suas ac&ccedil;&otilde;es e desenvolvem a mem&oacute;ria de trabalho (Kesek, Zelato, &amp; Lewis, 2009). Por outro lado, os adolescentes passam menos tempo com a fam&iacute;lia e mais com os grupos de amigos, pois sentem necessidade de encontrar outras formas de identifica&ccedil;&atilde;o, do mesmo modo que necessitam de estabelecer relacionamentos &iacute;ntimos (Allen &amp; Sheeber, 2009). Este per&iacute;odo da vida nem sempre &eacute; conturbado, mas coloca alguns desafios s&eacute;rios, que, por um lado, geram alguma vulnerabilidade comportamental e emocional (Allen &amp; Sheeber, 2009) e, por outro, s&atilde;o necess&aacute;rios ao desenvolvimento da independ&ecirc;ncia, da responsabilidade, da auto-consciencializa&ccedil;&atilde;o, apreens&atilde;o e empatia (Larson &amp; Sheeber, 2009).</p>     <p>Embora a interac&ccedil;&atilde;o pais-filhos tenda a diminuir durante a fase da adolesc&ecirc;ncia, as pr&aacute;ticas educativas parentais constituem um factor relevante no desenvolvimento dos adolescentes, sendo que estas pr&aacute;ticas influenciam o crescimento da autonomia e o desempenho acad&eacute;mico (Peixoto &amp; Rodrigues, 2005). Contudo, a rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos nem sempre se tem estabelecido da mesma forma ao longo dos tempos. Gomide (2009) real&ccedil;a algumas modifica&ccedil;&otilde;es fazendo alus&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es que a sociedade tem sofrido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, que influenciaram o modo como os pais educam e se relacionam com os seus filhos. Uma dessas altera&ccedil;&otilde;es prende-se com a crescente industrializa&ccedil;&atilde;o e com a consequente entrada da mulher no mercado de trabalho, o que levou a que a fun&ccedil;&atilde;o &ldquo;cuidadora&rdquo;, que at&eacute; ent&atilde;o era desempenhada pela m&atilde;e, passasse a ser dividida com o pai. Por outro lado, a estrutura familiar em si tem-se alterado, sendo que as fam&iacute;lias extensas s&atilde;o cada vez mais raras e as novas formas de fam&iacute;lia surgem em maior n&uacute;mero, como por exemplo, fam&iacute;lias monoparentais, homossexuais, com filhos de uni&otilde;es anteriores, entre outros. At&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 80, as tarefas educativas eram baseadas na divis&atilde;o de pap&eacute;is segundo o g&eacute;nero, o que na actualidade tende a ser mais escasso, embora a figura feminina assuma, ainda, a responsabilidade dom&eacute;stica e o homem a autoridade moral. De acordo com Salvador (2007), as fam&iacute;lias tradicionais e controladoras est&atilde;o a dar lugar &agrave;s fam&iacute;lias modernas que valorizam n&atilde;o s&oacute; os filhos, mas tamb&eacute;m a comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; neste contexto, o da interac&ccedil;&atilde;o entre pais-filhos, de atitudes e de comportamentos parentais que se destacam os estilos educativos parentais. Em primeiro lugar, importa diferenciar o que s&atilde;o pr&aacute;ticas parentais e o que s&atilde;o estilos parentais. As primeiras correspondem a comportamentos espec&iacute;ficos por parte dos pais que t&ecirc;m como objectivo incentivar, nos filhos, comportamentos socialmente adequados e suprimir os inadequados (Salvador, 2007; Weber, Brabdenburg, &amp; Viezzer, 2003). As pr&aacute;ticas parentais podem ser coercivas, que se caracterizam pelo uso de est&iacute;mulos aversivos no controlo do comportamento (por exemplo, puni&ccedil;&atilde;o verbal ou f&iacute;sica), ou n&atilde;o coercivas, que representam o refor&ccedil;o positivo e a institui&ccedil;&atilde;o de regras com determinadas consequ&ecirc;ncias (Salvador, 2007).</p>     <p>As pr&aacute;ticas parentais devem proporcionar o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, evitando o aparecimento de comportamentos problema (Salvador, 2007). Inerente a este conceito est&atilde;o os estilos parentais, que correspondem a manifesta&ccedil;&otilde;es dos pais para os filhos e que caracterizam a natureza da rela&ccedil;&atilde;o entre eles, ou seja, os estilos parentais est&atilde;o relacionados com o padr&atilde;o comportamental (por exemplo, atitude, tom de voz, pr&aacute;ticas, tipo de linguagem) que os pais expressam dentro do clima emocional da interac&ccedil;&atilde;o com os filhos (Darling &amp; Steinberg, 1993; Salvador, 2007). Para Darling and Steinberg (1993) os estilos parentais s&atilde;o uma &ldquo;constela&ccedil;&atilde;o de atitudes face &agrave; crian&ccedil;a, que, em conjunto, criam um clima emocional onde os comportamentos parentais s&atilde;o expressos&rdquo; (p.488). A cada pai/ m&atilde;e corresponde um estilo parental, isto &eacute;, existem diferen&ccedil;as nos estilos parentais e tais diferen&ccedil;as devem-se, essencialmente, &agrave; cultura, &agrave; personalidade, ao tamanho da fam&iacute;lia, aos antecedentes parentais, ao estatuto socioecon&oacute;mico, &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e &agrave; religi&atilde;o (Maccoby, 1992), bem como &agrave;s caracter&iacute;sticas individuais dos filhos (Huver, Otten, Vries, &amp; Engels, 2009; Montandon, 2005).</p>     <p>A maioria das pesquisas no &acirc;mbito dos estilos parentais tem por base o trabalho de Diane Baumrind (1966) e o seu conceito de estilos parentais, que inclui todo um conjunto de aspectos emocionais e comportamentais (Darling, 1999; Darling &amp; Steinberg, 1993; Weber, Prado, Viezzer, &amp; Branberburg, 2004). Num estudo longitudinal, a autora identificou tr&ecirc;s principais estilos educativos parentais: o estilo autorizado ou autoritativo, o estilo autorit&aacute;rio e o estilo permissivo (Baumrind, 1966; Cruz, et al., 2011; Darling, 1999; Ducharne et al., 2006; Weber, et al<i>.</i> 2003; 2004). Mais tarde, identificou-se outro estilo parental, o estilo negligente (Darling, 1999; Darling &amp; Steinberg, 1993). Este conceito de estilos parentais est&aacute; associado &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es das tentativas parentais de controlar e socializar as crian&ccedil;as e cada um destes estilos reflecte padr&otilde;es de valores, pr&aacute;ticas e comportamentos que ocorrem naturalmente (Darling, 1999). A caracteriza&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais tem por base duas dimens&otilde;es importantes: a responsividade e a exig&ecirc;ncia, sendo que responsividade diz respeito &agrave; sensibilidade dos pais face aos interesses e necessidades dos filhos, e a exig&ecirc;ncia est&aacute; associada ao grau de controlo exercido pelos pais para que as regras se fa&ccedil;am cumprir (Ducharne et al., 2006; Huver et al., 2009). De um modo mais particular, pode dizer-se que a responsividade (tamb&eacute;m denominada de afecto-comunica&ccedil;&atilde;o ou apoio parental) refere-se ao reconhecimento que os pais t&ecirc;m da individualidade da crian&ccedil;a (Darling &amp; Steinberg, 1993), ou seja, ao modo como os pais promovem essa individualidade e auto-afirma&ccedil;&atilde;o, apoiando e tendo em conta os pedidos da crian&ccedil;a (Baumrind, 2005). A responsividade est&aacute; associada a comportamentos espec&iacute;ficos como carinho, envolvimento, aceita&ccedil;&atilde;o (Huver et al., 2009; Weber et al., 2004), incentivos &agrave; autonomia e comunica&ccedil;&atilde;o fundamentada (Baumrind, 2005). Por outro lado, a exig&ecirc;ncia refere-se &agrave; regula&ccedil;&atilde;o do comportamento, &agrave; confronta&ccedil;&atilde;o directa, &agrave; exig&ecirc;ncia de maturidade (Baumrind, 2005) e &agrave; supervis&atilde;o das actividades dos filhos, desde o conhecimento das mesmas at&eacute; &agrave; sua monitoriza&ccedil;&atilde;o activa (Huver et al., 2009; Weber et al., 2004). Actualmente, os pais temem errar na educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos, sentem-se em d&iacute;vida para com eles, principalmente porque trabalham durante muito tempo, e neste sentido, tendem a compens&aacute;-los com a permissividade excessiva (Gomide, 2009). Assim, a exig&ecirc;ncia parental e a ideia de que as crian&ccedil;as &ldquo;n&atilde;o t&ecirc;m querer&rdquo; foram dando lugar &agrave; permissividade e &agrave; cren&ccedil;a de que estabelecer limites pode originar traumas psicol&oacute;gicos. As crian&ccedil;as necessitam de regras de f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o, com consequ&ecirc;ncias curtas e consistentes, sendo que os pais devem fornecer um modelo moral adequado, estabelecendo e ensinando os limites comportamentais dos filhos (Gomide, 2009). &Eacute; importante que os estilos educativos parentais n&atilde;o se enquadrem nos extremos, mas que se estabele&ccedil;a um equil&iacute;brio entre a responsividade e a exig&ecirc;ncia, de modo a surtir mais efeitos positivos no desenvolvimento da crian&ccedil;a (Huver et al., 2009) e a gerar uma interac&ccedil;&atilde;o positiva, promovendo comportamentos pr&oacute;-sociais e saud&aacute;veis nos filhos (Salvador, 2007). Para adoptarem um estilo educativo parental que evidencie o equil&iacute;brio entre estas duas dimens&otilde;es, os pais devem envolver- se na educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos, facultando aten&ccedil;&atilde;o, incentivo e aux&iacute;lio, estimulando o di&aacute;logo e a divers&atilde;o, respondendo &agrave;s necessidades dos filhos e supervisionando as actividades e comportamentos dos mesmos, com obedi&ecirc;ncia e limites (Weber et al., 2004). Os estilos parentais, para al&eacute;m de influenciarem o desenvolvimento dos filhos, v&atilde;o tamb&eacute;m afectar os estilos parentais que estes ir&atilde;o adoptar futuramente (Weber et al., 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todo o conjunto de comportamentos e atitudes expressos dentro do clima emocional da interac&ccedil;&atilde;o pais-filhos, e que caracterizam os diferentes estilos educativos parentais, exercem influ&ecirc;ncia nos diferentes aspectos do desenvolvimento da crian&ccedil;a, por exemplo, o desempenho escolar ou acad&eacute;mico. Neste &acirc;mbito, Peixoto e Rodrigues (2005) e Salvador (2007) verificaram a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre o apoio social e emocional dado pelos pais e o desempenho e motiva&ccedil;&atilde;o escolar. O envolvimento dos pais na vida acad&eacute;mica dos filhos tem mostrado efeitos positivos, principalmente se os pais interagirem com os filhos na realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos escolares, na monitoriza&ccedil;&atilde;o das actividades di&aacute;rias e nos seus comportamentos, atrav&eacute;s do encorajamento e do refor&ccedil;o verbal directo (Soares, Souza, &amp; Marinho, 2004). Assim, o papel dos pais mostra-se fulcral na modelagem de atitudes e comportamentos dos filhos face ao estudo, nomeadamente na reflex&atilde;o de conte&uacute;dos e no aumento da motiva&ccedil;&atilde;o (Monteiro, Vasconcelos, &amp; Almeida, 2005). De acordo com Salvador (2007), a fam&iacute;lia situa-se em dois extremos opostos, que s&atilde;o a fam&iacute;lia pr&oacute;-saber e a fam&iacute;lia anti-saber. A primeira valoriza e respeita as actividades acad&eacute;micas dos filhos, estimulando a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, enquanto a segunda exerce um controlo aversivo, n&atilde;o dando prioridade &agrave; procura de conhecimento, mas apenas ao cumprimento das tarefas e obten&ccedil;&atilde;o das notas. Contudo, existem factores que dificultam a participa&ccedil;&atilde;o activa dos pais, tais como, falta de tempo, mudan&ccedil;as no ensino, desconhecimento das mat&eacute;rias, dificuldades de aprendizagem dos filhos, tipos de avalia&ccedil;&atilde;o e comportamentos e atitudes dos professores em rela&ccedil;&atilde;o aos pais e &agrave;s crian&ccedil;as (Soares et al., 2004). Apesar de ser importante a participa&ccedil;&atilde;o dos pais no percurso acad&eacute;mico dos filhos, estes devem desenvolver o seu pr&oacute;prio m&eacute;todo de estudo de acordo com as suas necessidades individuais (Monteiro et al., 2005). Os estilos parentais influenciam os h&aacute;bitos de estudo e, consequentemetne, o rendimento acad&eacute;mico. Deste modo, &eacute; evidente a influ&ecirc;ncia dos pais na aquisi&ccedil;&atilde;o dos mais variados h&aacute;bitos, comportamentos e atitudes por parte dos seus filhos, nomeadamente, os que est&atilde;o relacionados com um estilo de vida saud&aacute;vel e activo (Ramos, 2009). &Eacute; cada vez mais evidente a acentuada redu&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica nas sociedades desenvolvidas, com padr&otilde;es de sedentarismo cada vez mais vincados (Lopes &amp; Maia, 2004). Estudos longitudinais que analisaram o <i>tracking </i>(estabilidade e manuten&ccedil;&atilde;o de um determinado comportamento ao longo da vida) conclu&iacute;ram que a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica &eacute; um comportamento pouco est&aacute;vel, sendo essa instabilidade mais evidente nos per&iacute;odos de transi&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia para a adolesc&ecirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia para a idade adulta (Malina, 2001).</p>     <p>&nbsp;&Eacute; necess&aacute;rio distinguir o conceito de actividade f&iacute;sica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, pois estes conceitos s&atilde;o muitas vezes confundidos e usados sem distin&ccedil;&atilde;o. O exerc&iacute;cio f&iacute;sico &eacute; um subgrupo da actividade f&iacute;sica, que se caracteriza pelo movimento do corpo planeado, estruturado e repetitivo, realizado para promover ou manter uma ou mais componentes da condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (Buckworth &amp; Dishman, 2002; Veloso, 2005). De acordo com Buckworth and Dishman (2002), actividade f&iacute;sica pode ser definida como o movimento produzido pelos m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos, do qual resulta disp&ecirc;ndio energ&eacute;tico, e compreende lazer, actividade desportiva, trabalho e tarefas dom&eacute;sticas. Deste modo, a actividade f&iacute;sica &eacute; de natureza complexa e dif&iacute;cil de mensurar, pois pode envolver diferentes formas, contextos e per&iacute;odos de tempo. As dimens&otilde;es que a comp&otilde;em (tipo, frequ&ecirc;ncia, intensidade e dura&ccedil;&atilde;o) &eacute; que permitem caracterizar o sujeito como activo ou inactivo (Lopes &amp; Maia, 2004; Veloso, 2005). Os factores que influenciam o envolvimento dos adolescentes na actividade f&iacute;sica diferem das restantes faixas et&aacute;rias, por exemplo, inten&ccedil;&atilde;o de ser activo devido &agrave; compet&ecirc;ncia f&iacute;sica percebida, n&iacute;vel de actividade dos pares, encorajamento por parte de pessoas significativas e tempo gasto fora de casa (Ammouri, Kaur, Neuberger, Gajewski, &amp; Choi, 2007). O suporte social, principalmente o apoio parental, influencia a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica nos adolescentes e contribui para a consolida&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de ser ou n&atilde;o activo (Silva et al., 2008). Assim, a ades&atilde;o das crian&ccedil;as e adolescentes &agrave; pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica depende do sistema de cren&ccedil;as e expectativas e do envolvimento dos pais, sendo que um estilo parental associado a um forte apoio e promo&ccedil;&atilde;o de autonomia &eacute; muito importante para alcan&ccedil;ar as recomenda&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica em crian&ccedil;as e jovens (Ramos, 2009). Estas recomenda&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido estipuladas por importantes institui&ccedil;&otilde;es relacionadas com a sa&uacute;de p&uacute;blica e com a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS, 2003), para que se obtenham ganhos para a sa&uacute;de, a actividade f&iacute;sica deve ser praticado todos os dias, durante pelo menos 30 minutos, com uma intensidade moderada. Segundo Haskell et al. (2007), o <i>American College of Sports Medicine </i>e a <i>American Heart Association </i>recomendam a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico aer&oacute;bio de intensidade moderada, durante o m&iacute;nimo de 30 minutos, cinco dias por semana ou, ent&atilde;o, actividade de intensidade vigorosa durante 20 minutos, pelo menos 3 dias por semana.</p>     <p>A no&ccedil;&atilde;o de actividade f&iacute;sica remete-nos para o conceito de viv&ecirc;ncia activa ou <i>active living</i>, onde a actividade f&iacute;sica se insere como um comportamento representativo de um estilo de vida activo e que se traduz em determinadas rotinas, como ir a p&eacute; para a escola, andar de bicicleta ou subir escadas (Veloso, 2005). Neste sentido, a pr&aacute;tica regular de actividade f&iacute;sica tem um papel decisivo na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, no aumento da qualidade de vida e do bem-estar (Veloso, 2005). A actividade f&iacute;sica regular tem efeitos positivos na sa&uacute;de, sendo os mais fundamentados na literatura a diminui&ccedil;&atilde;o do risco de doen&ccedil;as coron&aacute;rias, aterosclerose, acidentes vasculares cerebrais, enfarte do mioc&aacute;rdio (Alves, Montenegro, Oliveira, &amp; Alves, 2005); aux&iacute;lio no controlo de peso e da obesidade (Malina, 2001a), no controlo da ansiedade e depress&atilde;o; e melhoria nos n&iacute;veis da auto-estima, bem-estar e a socializa&ccedil;&atilde;o (Alves et al., 2005; OMS, 2003). Durante o per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia verificam-se elevados n&iacute;veis de stress, devido &agrave;s constantes transforma&ccedil;&otilde;es de que os adolescentes s&atilde;o alvos, e, neste sentido, a actividade f&iacute;sica funciona como um mecanismo de <i>coping </i>atrav&eacute;s do aumento dos sentimentos de mestria e de auto-efic&aacute;cia e da avalia&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos de vida como menos stressantes e negativos (Hays, 1999). A actividade f&iacute;sica tem, assim, um efeito amortecedor no stress e nos acontecimentos desfavor&aacute;veis, bem como, no consumo de subst&acirc;ncias e no impacto das adversidades familiares (Hays, 1999). Outro efeito ben&eacute;fico prende-se com as quest&otilde;es da imagem corporal e da auto-estima, na medida em que, uma boa forma f&iacute;sica est&aacute; associada &agrave; pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica que se traduz numa melhor imagem corporal e, consequentemente, origina um aumento da auto-estima (Miles, 2007). A import&acirc;ncia do estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre estilos educativos parentais e actividade f&iacute;sica prende-se com o facto de sabermos que a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica encontra-se associada ao desempenho acad&eacute;mico e que o envolvimento dos jovens nessas actividades est&aacute; dependente do estilo educativo adoptado pelos pais. Estudos demonstram que crian&ccedil;as que s&atilde;o fisicamente activas tiveram um desempenho mais r&aacute;pido em tarefas cognitivas e uma maior mobiliza&ccedil;&atilde;o cerebral (devido ao aumento da produ&ccedil;&atilde;o de neurotrofinas), o que contribui para um maior rendimento escolar (Stevens, To, Stevenson, &amp; Lochbaum, 2008; Tomporowski, Davis, Miller, &amp; Naglieri, 2008).</p>     <p>Assim, com o presente estudo pretende-se determinar a rela&ccedil;&atilde;o entre sexo, grupo et&aacute;rio e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica com os tipos de estilos educativos parentais. Para tal, foram definidos os seguintes objectivos espec&iacute;ficos: comparar rapazes e raparigas ao n&iacute;vel dos estilos educativos parentais percebidos; comparar os diferentes grupos et&aacute;rios ao n&iacute;vel dos estilos parentais percebidos; comparar a pr&aacute;tica e n&atilde;o pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica ao n&iacute;vel dos estilos educativos parentais percebidos; e, comparar o efeito combinado das vari&aacute;veis sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica nos estilos educativos parentais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p>Este estudo &eacute; de cariz quantitativo, uma vez que foram utilizados question&aacute;rios como instrumentos de recolha de dados e foi realizado um tratamento estat&iacute;stico desses mesmos dados. &Eacute; tamb&eacute;m um estudo quasi-experimental, pois n&atilde;o houve manipula&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel independente, e &eacute; do tipo transversal, porque os dados foram recolhidos num &uacute;nico espa&ccedil;o de tempo (Almeida &amp; Freire, 2003). Uma vez que foram realizadas compara&ccedil;&otilde;es entre os diferentes grupos, este estudo tem tamb&eacute;m um cariz comparativo. As vari&aacute;veis independentes s&atilde;o o sexo, a idade e a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica. As vari&aacute;veis dependentes s&atilde;o os estilos educativos parentais.</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>A amostra deste estudo pode ser caracterizada como de conveni&ecirc;ncia, porque foi recolhida atrav&eacute;s da t&eacute;cnica de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica, n&atilde;o sendo, assim, representativa da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Inicialmente, foram recolhidos 309 question&aacute;rios, mas 37 destes foram eliminados, porque o seu preenchimento estava incompleto ou incorrecto. A amostra final ficou constitu&iacute;da por 272 estudantes do 8o e 9o ano do 3o ciclo (<i>n</i> = 136) e estudantes do ensino secund&aacute;rio (<i>n</i> = 136) de uma escola da zona interior norte de Portugal. Destes 272 estudantes, 37,1 % s&atilde;o do sexo masculino (<i>n</i> = 101) e 62,9% do sexo feminino (<i>n</i> = 171), com idades compreendidas entre os 13 e os 21 anos de idade (<i>M </i>= 15,66, <i>DP </i>= 1,71). Relativamente &agrave; pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica, da totalidade da amostra, 61 % praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar (<i>n</i> = 166), sendo a actividade mais referida o futebol (22,8 %), seguido pela pr&aacute;tica de v&aacute;rias actividades (10,7 %), da nata&ccedil;&atilde;o (7 %) e da dan&ccedil;a (4,4 %). Destes 166 estudantes que praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar 81 % pratica duas vezes e tr&ecirc;s ou mais vezes por semana, e cerca de 89 % praticam durante 30 a 60 minutos e mais do que uma hora. Quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do agregado familiar, conv&eacute;m salientar que a maior parte dos adolescentes que comp&otilde;em a amostra vivem com os pais (80,9 %) e os restantes vive com fam&iacute;lias monoparentais ou com outra constitui&ccedil;&atilde;o (19,1 %). A maioria tem um ou dois irm&atilde;os (58,5 % e 19,5 %, respectivamente), apenas 9,2 % t&ecirc;m tr&ecirc;s ou mais irm&atilde;os e cerca de 12,8 % s&atilde;o filhos &uacute;nicos.</p>     <p><i>Material</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais (QEEP)</p>     <p>Este question&aacute;rio, que permite avaliar as percep&ccedil;&otilde;es que os adolescentes t&ecirc;m dos estilos educativos dos seus pais, foi traduzido e adaptado das <i>Parenting Scales</i>, de Lamborn, Mounts, Steinberg and Dornbusch (1991), por Ducharne et al. (2006) e posteriormente validado por Cruz et al. (2011). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escala original, foram introduzidos dois itens novos, um item foi reformulado e um outro foi eliminado, e o modo de cota&ccedil;&atilde;o foi ligeiramente alterado, optando-se pela uniformiza&ccedil;&atilde;o das escalas de resposta. O QEEP &eacute; ent&atilde;o constitu&iacute;do por 19 itens, cujas respostas s&atilde;o cotadas numa escala de quatro pontos e a sua denomina&ccedil;&atilde;o vai variando ao longo dos itens. Nos primeiros cinco itens as op&ccedil;&otilde;es de resposta variam de discordo totalmente, n&atilde;o concordo, concordo a concordo em absoluto. J&aacute; nos itens 6 e 7, as op&ccedil;&otilde;es variam de nunca, &agrave;s vezes, frequentemente a sempre. Nos itens 8 e 9, as respostas alternam entre quase todos os dias, algumas vezes por semana, algumas vezes por m&ecirc;s e quase nunca. Por &uacute;ltimo, os restantes itens variam entre nada, pouco, bastante e muito. Este question&aacute;rio &eacute; composto por duas subescalas, a exig&ecirc;ncia/supervis&atilde;o e a responsividade, que permitem identificar os quatro estilos educativos parentais propostos por Baumrind (1966). A exig&ecirc;ncia/supervis&atilde;o &eacute; composta por 10 itens, cujo conte&uacute;do remete para a monitoriza&ccedil;&atilde;o, controlo e supervis&atilde;o dos pais. J&aacute; a subescala da responsividade, composta por 9 itens, baseia-se no apoio emocional, comunica&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da autonomia. Nos cinco primeiros itens, o pai e a m&atilde;e s&atilde;o avaliados separadamente e nos restantes itens s&atilde;o avaliados em simult&acirc;neo. Tendo em conta esta divis&atilde;o relativamente &agrave;s figuras parentais, na pr&aacute;tica estes 5 itens transformam-se em 10 itens, uma vez que cinco itens s&atilde;o dirigidos ao pai e outros cinco &agrave; m&atilde;e. Deste modo, a subescala responsividade fica composta por 14 itens, ficando, assim, a escala total com 24 itens. Na sua vers&atilde;o original, as duas sub-escalas apresentaram uma boa consist&ecirc;ncia interna, com um <i>&alpha; </i>de 0, 78 para a sub-escala responsividade e 0,85 para a sub-escala supervis&atilde;o. Neste estudo, a escala apresentou uma boa consist&ecirc;ncia interna (<i>&alpha; </i>= 0,817), assim como as sub-escalas, 0,733 para a responsividade e 0,847 para a exig&ecirc;ncia. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o a divis&atilde;o dos cinco primeiros itens, criaram-se duas sub-escalas: a responsividade do pai, que agrupa os cinco primeiros itens do question&aacute;rio dirigidos ao pai e os restantes itens relativos &agrave; dimens&atilde;o responsividade; e a responsividade da m&atilde;e, que engloba os itens da responsividade direccionados &agrave; figura materna e os restantes. Contudo, estas duas sub-escalas apresentaram uma consist&ecirc;ncia interna aceit&aacute;vel, com valores de 0,564 e 0,536, respectivamente.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Os question&aacute;rios deste estudo foram aplicados aos alunos do 8.&ordm; e 9.&ordm; ano do 3.&ordm; ciclo do ensino regular, bem como, aos alunos que frequentavam os tr&ecirc;s anos do ensino secund&aacute;rio. Por quest&otilde;es de regulamento interno da escola, os question&aacute;rios deste estudo foram aplicados por professores, previamente informados acerca das normas de aplica&ccedil;&atilde;o. Os professores pediram aos alunos que respondessem com sinceridade a todas as quest&otilde;es que lhes foram apresentadas.</p>     <p>Para a cria&ccedil;&atilde;o da base de dados e posterior an&aacute;lise estat&iacute;stica foi utilizada a vers&atilde;o 16 do <i>software </i>SPSS (<i>Statistical Package for Social Sciences</i>). Numa primeira fase, foi feita a an&aacute;lise descritiva que permitiu a descri&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo e da amostra, no que diz respeito &agrave; m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o e frequ&ecirc;ncias. De seguida, para a an&aacute;lise comparativa das diferentes vari&aacute;veis dependentes, foram realizadas an&aacute;lises multivariadas da vari&acirc;ncia (<i>MANOVA</i>). A <i>MANOVA </i>permite n&atilde;o s&oacute; trabalhar com mais do que uma vari&aacute;vel dependente, como combina as diferentes vari&aacute;veis dependentes e as assume como uma &uacute;nica vari&aacute;vel (Dancey &amp; Reidy, 2006). Efectuou-se ainda uma <i>MANOVA </i>com o intuito de verificar o efeito combinado das vari&aacute;veis independentes sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica nas vari&aacute;veis dependentes. Conv&eacute;m salientar que, para proceder &agrave; an&aacute;lise multivariada da vari&acirc;ncia &eacute; necess&aacute;rio que sejam cumpridas algumas condi&ccedil;&otilde;es: normalidade multivariada (cada vari&aacute;vel dependente deve ter uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, com um m&iacute;nimo de 12 participantes cada) e homogeneidade de vari&acirc;ncias (vis&iacute;vel atrav&eacute;s do teste <i>M </i>de <i>Box</i>, e sempre que este apresenta um valor de <i>p </i>&gt; 0,005). Contudo, uma vez que o teste <i>M </i>de <i>Box </i>&eacute; considerado conservador e mais adequado a amostras pequenas, deve ter-se em conta os valores do teste de <i>Levene</i>, que devem apresentar um valor de <i>p </i>&gt; 0,05, na maioria das vari&aacute;veis (Dancey &amp; Reidy, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Inicialmente ser&atilde;o apresentados os resultados relativos &agrave; an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis analisadas, e os restantes resultados ser&atilde;o apresentados tendo em considera&ccedil;&atilde;o a ordem dos objectivos propostos neste estudo. As vari&aacute;veis independentes deste estudo s&atilde;o: sexo, grupos de idade e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar. Ao n&iacute;vel dos estilos educativos parentais, as vari&aacute;veis dependentes s&atilde;o a responsividade do pai, responsividade da m&atilde;e, responsividade total e exig&ecirc;ncia/ supervis&atilde;o.</p>     <p>Para ser poss&iacute;vel descrever cada vari&aacute;vel dependente, foram calculados os valores da m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o. Por outro lado, para se verificar a distribui&ccedil;&atilde;o dos dados, determinaram-se os valores de <i>Skewness </i>(assimetria) e <i>Kurtosis </i>(achatamento). No <a href="#q1">quadro 1</a> est&atilde;o apresentados os valores para cada vari&aacute;vel dependente deste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a01q1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Uma vez identificadas as diferentes vari&aacute;veis, a primeira an&aacute;lise incide na distribui&ccedil;&atilde;o dos dados. Considerando os valores de <i>Skewness </i>e <i>Kurtosis </i>apresentados, e tendo por refer&ecirc;ncia Munro (2001), os dados apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, uma vez que os valores respeitam o intervalo [-1,96; 1,96] proposto pelos autores. Olhando aos valores da m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o, no que diz respeito aos estilos educativos parentais percebidos, a responsividade por parte da m&atilde;e apresenta uma m&eacute;dia superior (3,14 &plusmn; 0,39), assim como a responsividade total (3,10 &nbsp;&plusmn; &nbsp;4,0), enquanto a dimens&atilde;o exig&ecirc;ncia/supervis&atilde;o apresenta o valor mais baixo (2,87 &nbsp;&plusmn; &nbsp;0,57). (Ver <a href="#q2">quadro 2</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a01q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma vez expostos os resultados da an&aacute;lise descritiva, de seguida segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos atrav&eacute;s da an&aacute;lise comparativa. No que respeita &agrave;s diferen&ccedil;as entre o sexo masculino e o sexo feminino quanto aos estilos educativos parentais, foi poss&iacute;vel prosseguir com a <i>MANOVA</i>, uma vez que o valor do teste <i>M </i>de <i>Box </i>n&atilde;o foi significativo (<i>p </i>= 0,411) e os valores do <i>F </i>de <i>Levene </i>foram superiores a 0,05. Atrav&eacute;s da <i>MANOVA </i>constatou-se que a vari&aacute;vel sexo n&atilde;o produz um efeito geral no conjunto das vari&aacute;veis dependentes (<i>F</i>(4,267) = 0,942, <i>p </i>= 0,440, &lambda; <i>Wilks </i>= 0,986, <i>&eta;<sub>p</sub></i><sup>2 </sup>= 0,014) e quando analis&aacute;mos separadamente as vari&aacute;veis dependentes tamb&eacute;m n&atilde;o se verificou efeito da vari&aacute;vel sexo em cada uma delas. No <a href="#q3">quadro 3</a> est&atilde;o apresentados os valores m&eacute;dios que diferenciam os dois grupos, bem como o valor de <i>F </i>e o respectivo valor de signific&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a01q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise comparativa por grupos et&aacute;rios, o teste <i>M </i>de <i>Box </i>apresentou um valor n&atilde;o significativo (<i>p </i>= 0,125) e no teste de <i>Levene</i>, com excep&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel responsividade da m&atilde;e (<i>p </i>= 0,004), todas as restantes vari&aacute;veis apresentaram valores de <i>p </i>&gt; 0,05, o que permitiu continuar com a respectiva an&aacute;lise multivariada. Neste sentido, verificou-se que a vari&aacute;vel grupo de idade n&atilde;o produz um efeito geral no conjunto das vari&aacute;veis dependentes (<i>F </i>(4,532) = 1,833, <i>p </i>= 0,069, &lambda; <i>Wilks </i>= 0,947, &eta;<sub>p</sub><sup>2</sup>= 0,027). Contudo, quando cada vari&aacute;vel dependente &eacute; analisada separadamente, verificam-se diferen&ccedil;as entre os grupos de idade a n&iacute;vel das vari&aacute;veis responsividade da m&atilde;e (<i>F</i>(2) = 6,063, <i>p </i>= 0,003) e responsividade total (<i>F</i>(2) = 4,794, <i>p </i>= 0,009), sendo que o grupo 13 a 14 anos apresenta valores m&eacute;dios superiores. O <a href="#q4">quadro 4</a> apresenta os valores relativos &agrave; m&eacute;dia e ao desvio padr&atilde;o de cada grupo de idade, assim como, os valores de <i>F </i>e o respectivo valor de signific&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a01q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para identificarmos entre quais grupos et&aacute;rios estas diferen&ccedil;as se verificaram foi realizado um teste <i>Post Hoc</i>. Atrav&eacute;s deste teste constatou-se que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos 13 a 14 anos e 18 e mais (<i>F</i>(2) = 6,063, <i>p </i>= 0,031) e entre 13 a 14 anos e 15 a 17 anos (<i>F</i>(2) = 6,063, <i>p </i>= 0,013) no que diz respeito &agrave; vari&aacute;vel responsividade da m&atilde;e. Quanto &agrave; responsividade total, verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos 13 a 14 anos e 18 e mais (<i>F</i>(2) = 4,794, <i>p </i>= 0,016).</p>     <p>Continuando a an&aacute;lise comparativa entre n&atilde;o praticantes e praticantes de actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar no que diz respeito &agrave;s vari&aacute;veis associadas aos estilos educativos parentais, o teste <i>M </i>de <i>Box </i>apresenta um valor significativo de <i>p = </i>0,004. Uma vez que este valor &eacute; significativo, poderia dizer-se que foi violada uma das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a realiza&ccedil;&atilde;o da <i>MANOVA</i>, nomeadamente a homogeneidade das vari&acirc;ncias. Contudo, como foi dito anteriormente, o teste de <i>M </i>de <i>Box </i>&eacute; um teste conservador, e, tendo por base os valores do teste de <i>Levene</i>, verificou-se que para todas as vari&aacute;veis associadas aos estilos educativos parentais o valor de <i>p </i>n&atilde;o &eacute; significativo (<i>p </i>&gt; 0,05). Para al&eacute;m disso, cada grupo tem mais de 12 elementos, o que nos permite prosseguir com a an&aacute;lise mulivariada (Dancey &amp; Reidy, 2006).</p>     <p>Avan&ccedil;ando com as compara&ccedil;&otilde;es, verific&aacute;mos que a vari&aacute;vel pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica n&atilde;o produz um efeito geral no conjunto das vari&aacute;veis dependentes (<i>F</i>(4,267) = 0,70, <i>p </i>= 0, 58, &lambda; <i>Wilks </i>= 0,99, &eta;<sub>p</sub><sup>2 </sup>= 0,01) e quando analis&aacute;mos separadamente as vari&aacute;veis dependentes tamb&eacute;m n&atilde;o se verificou efeito da vari&aacute;vel pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica em cada uma delas. O <a href="#q5">quadro 5</a> apresenta os valores da m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o que caracterizam estes dois grupos e tamb&eacute;m os valores de <i>F </i>e o respectivo valor de signific&acirc;ncia (<i>p</i>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v16n2/16n2a01q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para verificar o efeito combinado das vari&aacute;veis independentes sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica nas vari&aacute;veis dependentes associadas aos estilos educativos parentais foi realizada uma <i>MANOVA </i>que apresentou um valor n&atilde;o significativo do teste <i>M </i>de <i>Box </i>(<i>p </i>= 0,09) e valores do teste de <i>Levene </i>superiores a 0,05. Assim, verificou-se que, quando combinadas, as vari&aacute;veis sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica produzem um efeito geral a n&iacute;vel das vari&aacute;veis dependentes (<i>F</i>(4, 265) = 2,60, &nbsp;<i>p </i>= 0,03, &lambda; <i>Wilks </i>= 0,96, <sup>&eta;p2 </sup>= 0,03). Quando analis&aacute;mos separadamente as vari&aacute;veis dependentes apenas se verificou efeito da combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica a n&iacute;vel da vari&aacute;vel dependente exig&ecirc;ncia/supervis&atilde;o parental (<i>F</i>( 1) = 8,33, <i>p </i>= 0,004). No <a href="#q5">quadro 5</a> est&atilde;o apresentados os valores da m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o relativos aos praticantes e n&atilde;o praticantes do sexo masculino e feminino quanto &agrave;s vari&aacute;veis dependentes associadas aos estilos educativos parentais, bem como, o valor de <i>F </i>e o respectivo valor de signific&acirc;ncia.</p>     <p>Tendo em conta uma perspectiva geral dos resultados at&eacute; agora apresentados, podemos verificar que n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as entre os sexos quanto aos estilos educativos parentais percebidos. Quando nos debru&ccedil;amos nos tr&ecirc;s grupos de idade, verific&aacute;mos que o grupo dos 13 a 14 anos se destaca dos outros dois grupos quanto &agrave; responsividade da m&atilde;e, e do grupo 18 anos e mais quanto &agrave; responsividade total, apresentando valores m&eacute;dios mais elevados. Analisando a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica, constatou-se que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as entre praticantes e n&atilde;o praticantes, quer a n&iacute;vel dos estilos parentais percebidos, quer a n&iacute;vel das atitudes e comportamentos habituais de estudo. Por &uacute;ltimo, quando a an&aacute;lise recai no efeito combinado do sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica, verificou-se um efeito apenas na dimens&atilde;o exig&ecirc;ncia/ supervis&atilde;o dos estilos educativos parentais, mas tal n&atilde;o se verificou a n&iacute;vel das atitudes e comportamentos habituais de estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O prop&oacute;sito inicial deste estudo foi determinar a rela&ccedil;&atilde;o entre sexo, grupo et&aacute;rio e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica ao n&iacute;vel dos estilos educativos parentais. Neste sentido, foram estabelecidos diferentes grupos, no que diz respeito &agrave;s vari&aacute;veis independentes, posteriormente analisados de acordo com as diferentes dimens&otilde;es em estudo. Tendo em conta as diversas an&aacute;lises realizadas, a discuss&atilde;o dos resultados obtidos respeita a ordem anteriormente estabelecida na apresenta&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Numa primeira abordagem, procurou-se descrever as vari&aacute;veis em estudo, nomeadamente os estilos educativos parentais percebidos dos estudantes adolescentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabemos que os pais desempenham um papel fulcral em todo o processo de desenvolvimento das crian&ccedil;as. Eles tornam-se n&atilde;o s&oacute; agentes de socializa&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m modelos de refer&ecirc;ncia (Ducharne et al., 2006), e, independentemente do estilo educativo parental adoptado, &eacute; not&oacute;ria a influ&ecirc;ncia que os pais exercem na aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e comportamentos dos seus filhos (Ramos, 2009), particularmente, nos comportamentos habituais de estudo. Est&aacute; claro que a participa&ccedil;&atilde;o dos pais na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos contribui, n&atilde;o s&oacute;, para um ajustamento emocional, mas tamb&eacute;m para um bom rendimento acad&eacute;mico principalmente se as atitudes parentais forem centradas no processo de aprendizagem (Peixoto &amp; Rodrigues, 2005).</p>     <p>Os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios permitiram extrair dados relativos a cada uma das dimens&otilde;es que est&atilde;o na base dos estilos educativos parentais e das atitudes e comportamentos de estudo dos indiv&iacute;duos que comp&otilde;em a amostra. No que diz respeito aos estilos parentais, constatou-se que a dimens&atilde;o responsividade da m&atilde;e foi a que apresentou uma m&eacute;dia mais elevada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s restantes dimens&otilde;es. O mesmo se constatou no estudo de Costa, Teixeira, e Gomes (2000), quando analisou as percep&ccedil;&otilde;es de exig&ecirc;ncia e responsividade parental, numa amostra de 378 adolescentes do ensino m&eacute;dio brasileiro. A responsividade materna desempenha um papel importante na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a, pois &eacute; com a m&atilde;e que a crian&ccedil;a estabelece o seu primeiro v&iacute;nculo afectivo (Ribas &amp; Moura, 2004) e &eacute; a continua&ccedil;&atilde;o desse v&iacute;nculo de afecto estabelecido durante a inf&acirc;ncia que ditar&aacute; a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es afectivas dos adolescentes (Fuentes, Motrico, &amp; Bersab&eacute;, 2003). Contudo, embora a m&atilde;e seja a primeira figura parental a estabelecer um v&iacute;nculo afectivo e f&iacute;sico, para promover o desenvolvimento dos filhos &eacute; necess&aacute;rio um maior envolvimento de ambas as figuras parentais (Ferreira &amp; Abreu-Lima, 2010). Quando olhamos apenas para as dimens&otilde;es centrais, Costa et al. (2000) constataram ainda que a dimens&atilde;o responsividade total &eacute; a que apresenta um valor mais alto, quando comparado com a exig&ecirc;ncia. Estes dados v&atilde;o de encontro aos do nosso estudo, onde se verificou que a dimens&atilde;o responsividade total apresenta valores m&eacute;dios mais elevados do que a exig&ecirc;ncia/ supervis&atilde;o. Contudo, os resultados obtidos por Ducharne et al. (2006) n&atilde;o v&atilde;o neste sentido, uma vez que, num estudo realizado com 641 estudantes adolescentes, a dimens&atilde;o exig&ecirc;ncia/ supervis&atilde;o apresentou uma m&eacute;dia superior. Ao contr&aacute;rio do que estes autores verificaram, neste estudo notou-se uma tend&ecirc;ncia para a preval&ecirc;ncia de um estilo parental mais responsivo. Esta tend&ecirc;ncia para a responsividade parental pode sugerir uma predomin&acirc;ncia do estilo parental permissivo, ainda que a divis&atilde;o dos diferentes estilos parentais n&atilde;o tenha sido feita. Este estilo parental tem vindo a substituir o autoritarismo parental de outras &eacute;pocas (Gomide, 2009) e, nesse sentido, prevalece a responsividade excessiva em detrimento da exig&ecirc;ncia e do controlo do comportamento (Weber et al., 2003). Esse excesso de responsividade, aliado a baixos &iacute;ndices de exig&ecirc;ncia parental, est&aacute;, por um lado, associado a boas compet&ecirc;ncias sociais, mas, por outro, associa-se ao baixo rendimento acad&eacute;mico (Weber et al., 2004). J&aacute; os pais cujo estilo educativo estabelece um equil&iacute;brio entre a responsividade e a exig&ecirc;ncia tendem a educar crian&ccedil;as mais competentes, mas &eacute; necess&aacute;rio ressalvar que n&atilde;o existe uma &ldquo;maneira&rdquo; &uacute;nica e mais correcta para educar os filhos, sendo que os diferentes estilos parentais expressam diferentes resultados em determinadas culturas (Papaia, Olds, &amp; Feldman, 2001). Os estilos educativos parentais t&ecirc;m &nbsp;implica&ccedil;&otilde;es distintas &agrave; luz da cultura, uma vez que est&atilde;o associados a quest&otilde;es culturais espec&iacute;ficas que nem sempre s&atilde;o tidas em considera&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, para a maioria das culturas ocidentais, nomeadamente a europeia e a americana, o estilo parental que estabelece um equil&iacute;brio entre a responsividade e a exig&ecirc;ncia &eacute; o que surte efeitos mais positivos na socializa&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimentos da crian&ccedil;a (Chao, 1994, Musitu &amp; Garcia, 2005). Mas tal j&aacute; n&atilde;o acontece na cultura espanhola, onde os estudos comprovam que um estilo parental mais responsivo e menos exigente &eacute; o que mais se adequa ao desenvolvimento da crian&ccedil;a (Musitu &amp; Garcia, 2005). Para estas culturas, o estilo parental mais controlador ou exigente est&aacute; associado &agrave; desconfian&ccedil;a e &agrave; hostilidade (Chao, 1994). Contudo, nas culturas orientais asi&aacute;ticas o cen&aacute;rio parental &eacute; completamente diferente, pois os filhos tendem a percepcionar os pais como mais exigentes do que responsivos, mas essa exig&ecirc;ncia e controlo s&atilde;o vistos como parte integrante da preocupa&ccedil;&atilde;o parental e est&atilde;o associados a bons &iacute;ndices de funcionamento social e acad&eacute;mico dos filhos (Chao, 1994). Para al&eacute;m das diversidades culturais, quando falamos em estilos parentais deparamo-nos com uma ambiguidade de causa e efeito, uma vez que um determinado estilo educativo parental pode ser a causa do comportamento da crian&ccedil;a, assim como uma consequ&ecirc;ncia do mesmo (Gleitman et al., 2003). Neste sentido, o modelo tradicional de socializa&ccedil;&atilde;o familiar outrora defendido, perde a sua for&ccedil;a, pois o seu car&aacute;cter de unidireccionalidade (os pais influenciam os filhos) foi substitu&iacute;do pela bidireccionalidade das rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos (Bersab&eacute;, Fuentes, &amp; Matrico, 2001). Posto isto, podemos verificar que os estilos educativos parentais n&atilde;o podem ser vistos como universais e inflex&iacute;veis, uma vez que s&atilde;o influenciados n&atilde;o s&oacute; pela cultura, mas tamb&eacute;m pelas caracter&iacute;sticas individuais quer dos pais quer dos filhos.</p>     <p>Numa segunda fase deste estudo, comparamos os sexos quanto aos estilos educativos parentais. Ducharne et al. (2006) verificaram que existem diferen&ccedil;as entre os sexos a n&iacute;vel dos estilos parentais, na medida em que o sexo feminino percepciona os pais como mais responsivos e controladores do que o sexo masculino. J&aacute; outros autores apuraram que as raparigas percebem n&iacute;veis de responsividade da m&atilde;e e de exig&ecirc;ncia mais elevados do que os rapazes (Costa et al., 2000; Teixeira, Bardagi, &amp; Gomes, 2004). Contrariamente a estes factos, Wolfradt, Hempel, e Miles (2003) realizaram um estudo com 272 adolescentes e n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as entre os dois grupos, o que refor&ccedil;a os resultados do nosso estudo que evidenciaram que a responsividade e a exig&ecirc;ncia parental s&atilde;o percebidas de igual modo pelos rapazes e raparigas. Esta aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os sexos na percep&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais pode sugerir uma tend&ecirc;ncia para a atenua&ccedil;&atilde;o dos estere&oacute;tipos sexuais, ou seja, a ideia de que o sexo masculino &eacute; mais aut&oacute;nomo e requer menos supervis&atilde;o, perde assim a sua for&ccedil;a. Tudo isto traduz uma tend&ecirc;ncia para a igualdade no modo como se educam rapazes e raparigas.</p>     <p>Depois de analisadas as diferen&ccedil;as entre os sexos nas v&aacute;rias dimens&otilde;es, debrucemo-nos agora sobre a compara&ccedil;&atilde;o entre os diferentes grupos et&aacute;rios a n&iacute;vel dos estilos parentais. O grupo de adolescentes com 13 e 14 anos tende a percepcionar os pais como mais responsivos e menos exigentes. Estes resultados traduzem uma tend&ecirc;ncia para os adolescentes mais velhos percepcionarem os pais como menos responsivos, o que tamb&eacute;m se constatou no estudo de Ducharne et al. (2006). Esta tend&ecirc;ncia pode estar associada ao aumento gradual da import&acirc;ncia que o grupo de pares vai assumindo ao longo da adolesc&ecirc;ncia. &Agrave; medida que este per&iacute;odo se desenrola, o adolescente passa mais tempo com o seu grupo de amigos do que com a fam&iacute;lia, o que acaba por alterar o car&aacute;cter das interac&ccedil;&otilde;es familiares (Papaia et al., 2001). Os adolescentes mais novos mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o ainda muito pr&oacute;xima com os pais, enquanto os adolescentes mais velhos, como t&ecirc;m mais autonomia, sofrem menos influ&ecirc;ncia parental e v&ecirc;em nos seus amigos o principal foco de identifica&ccedil;&atilde;o e relacionamento. Por outro lado, de acordo com Teixeira et al. (2004), &agrave; medida que os adolescentes v&atilde;o ficando mais velhos, os pais tamb&eacute;m t&ecirc;m alguma dificuldade em lidar com eles, com as suas problem&aacute;ticas e ideologias emergentes, o que gera um menor envolvimento parental e, consequentemente, uma menor responsividade percebida.</p>     <p>Feita a compara&ccedil;&atilde;o entre sexos e grupos et&aacute;rios, a an&aacute;lise que se segue recai sobre a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica. A pr&aacute;tica regular de actividade f&iacute;sica contribui para um estilo de vida saud&aacute;vel e activo, que leva a um aumento da qualidade de vida e de bem-estar (Veloso, 2005). A maior parte dos adolescentes que comp&otilde;em esta amostra inserem-se num estilo de vida activo, pois, para al&eacute;m das aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, os adolescentes praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar. As principais actividades mencionadas foram o futebol, a nata&ccedil;&atilde;o e a dan&ccedil;a. Estes resultados est&atilde;o em conformidade com os de Duarte (2006), que constatou que a maioria dos elementos da amostra praticava actividade f&iacute;sica extracurricular e tinha o mesmo tipo de actividades como refer&ecirc;ncia. A ades&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica por parte das crian&ccedil;as e jovens depende, em grande parte, das figuras parentais, para al&eacute;m de outros factores. &Eacute; sabido que as rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos contribuem muito para a consolida&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de ser ou n&atilde;o ser activo (Silva et al., 2008) e que o envolvimento das crian&ccedil;as na pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica depende do sistema de cren&ccedil;as e expectativas dos pais (Ramos, 2009). Como constatou Arredondo et al. (2006), filhos de pais que monitorizam e refor&ccedil;am comportamentos saud&aacute;veis s&atilde;o fisicamente mais activos quando comparados com filhos de pais que n&atilde;o enveredam por essas pr&aacute;ticas. Contudo, neste estudo, a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica n&atilde;o parece reflectir diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais percebidos. Na literatura existente, n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar estudos que contemplem estas duas vari&aacute;veis, o que n&atilde;o nos permite estabelecer compara&ccedil;&otilde;es com outros resultados. Apenas podemos sugerir, com base nos dados obtidos, que os praticantes de actividade f&iacute;sica n&atilde;o se diferenciam dos n&atilde;o praticantes na percep&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais. Contudo, &eacute; importante ressalvar o comportamento das m&eacute;dias, que nos sugere uma tend&ecirc;ncia para os praticantes de actividade f&iacute;sica percepcionarem ambos os pais como mais responsivos e menos exigentes, quando comparados com os n&atilde;o praticantes.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, centramo-nos na an&aacute;lise da combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica e do seu efeito nos estilos parentais percebidos e nos comportamentos habituais de estudo. Neste sentido, tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontrados estudos que contemplassem este conjunto de vari&aacute;veis, o que n&atilde;o nos permite ter um termo de compara&ccedil;&atilde;o para os nossos resultados. O que podemos constatar foi que os praticantes e n&atilde;o praticantes de actividade f&iacute;sica, quer do sexo masculino, quer do sexo feminino, apenas se distinguem entre si ao n&iacute;vel da vari&aacute;vel exig&ecirc;ncia/ supervis&atilde;o, relativa aos estilos educativos parentais percebidos. Assim, os rapazes que praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar percepcionam os pais como mais exigentes em rela&ccedil;&atilde;o aos n&atilde;o praticantes. Contudo, quando analisamos o sexo feminino, verificamos que as raparigas que n&atilde;o praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar s&atilde;o as que percepcionam os pais como mais exigentes e controladores. Esta contradi&ccedil;&atilde;o relativa &agrave;s percep&ccedil;&otilde;es dos rapazes e raparigas praticantes e n&atilde;o praticantes de actividade f&iacute;sica sugere que, no caso dos rapazes, os pais supervisionam mais as actividades realizadas fora do contexto escolar, o que pode estar associado a um maior interesse e controlo por parte dos pais, nas actividades extra escolares. Por outro lado, a maior supervis&atilde;o parental das raparigas n&atilde;o praticantes de actividade f&iacute;sica sugere que, existe uma necessidade em monitorizar o tempo que n&atilde;o &eacute; preenchido com uma actividade espec&iacute;fica.</p>     <p>Apresentada a discuss&atilde;o, e tendo por base os principais resultados obtidos, de seguida apresentamos as principais conclus&otilde;es destes estudo. Olhando para a descri&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis dependentes, podemos concluir que os adolescentes desta amostra percepcionaram os pais como mais responsivos do que exigentes, o que nos permite retirar duas conclus&otilde;es: por um lado, os pais tendem a educar os filhos num ambiente de maior envolvimento e aceita&ccedil;&atilde;o, dando maior &ecirc;nfase aos interesses dos filhos, em detrimento da regula&ccedil;&atilde;o dos seus comportamentos e da supervis&atilde;o das suas actividades; por outro lado, verifica-se uma tend&ecirc;ncia para os pais adoptarem um estilo educativo parental mais pr&oacute;ximo do estilo permissivo, uma vez que este estilo tem mais de responsividade do que de exig&ecirc;ncia.</p>     <p>Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as entre sexos na percep&ccedil;&atilde;o dos estilos educativos parentais, podemos concluir que os pais educam os rapazes e raparigas do mesmo modo, tendo em conta que n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as entre sexos a n&iacute;vel das diferentes dimens&otilde;es associadas aos estilos educativos parentais.</p>     <p>Quando olhamos &agrave; idade face aos estilos educativos parentais percebidos, verific&aacute;mos que o grupo et&aacute;rio dos 13 a 14 anos de idade percepciona os pais como mais responsivos e menos exigentes. Este facto permite-nos concluir que os adolescentes mais novos mant&ecirc;m com os pais, e vice-versa, uma rela&ccedil;&atilde;o de maior envolvimento afectivo e emocional, o que traduz um menor n&iacute;vel de autonomia, em compara&ccedil;&atilde;o com os adolescentes mais velhos. Por outro lado, os adolescentes mais velhos demonstram um maior distanciamento afectivo dos pais, como poss&iacute;vel consequ&ecirc;ncia de uma maior autonomia que foram adquirindo.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica, outra conclus&atilde;o que podemos retirar, prende-se com a igualdade na educa&ccedil;&atilde;o de que os adolescentes praticantes e n&atilde;o praticantes de actividade f&iacute;sica s&atilde;o alvo, uma vez que ambos os grupos percepcionam do mesmo modo os estilos educativos parentais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, quando as vari&aacute;veis sexo e pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica foram combinadas, verificaram-se diferen&ccedil;as a n&iacute;vel da dimens&atilde;o exig&ecirc;ncia/ supervis&atilde;o, no que toca aos estilos educativos parentais. A exist&ecirc;ncia destas diferen&ccedil;as permitem-nos concluir que: os rapazes que praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar est&atilde;o submetidos a pr&aacute;ticas educativas mais direccionadas para a regula&ccedil;&atilde;o do comportamento e controlo das actividades, quando comparados com os rapazes n&atilde;o praticantes; no caso das raparigas, s&atilde;o as que n&atilde;o praticam actividade f&iacute;sica fora do contexto escolar que tamb&eacute;m s&atilde;o alvo deste tipo de pr&aacute;ticas parentais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Allen, N., &amp; Sheeber, L. (2009). The importance of affective development for the emerge of &nbsp;depressive disorders during adolescence. In N. Allen &amp; L. Sheeber (Eds), <i>Adolescent emotional development and the emerge of depressive disorders </i>(pp.1-10). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1645-0086201500020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L., &amp; Freire, T. (2003). <i>Metodologia da Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o</i>. Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1645-0086201500020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alves, J., Montenegro, F., Oliveira, F., &amp; Alves, R. (2005). Pr&aacute;tica de esportes durante a adolesc&ecirc;ncia e actividade f&iacute;sica de lazer na vida adulta. <i>Revista Brasileira de Medicina e Esporte, 11</i>, 291-294. doi: org/10.1590/S1517-86922005000500009&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-0086201500020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ammouri, A., Kaur, H., Neuberger, G., Gajewski, B., &amp; Choi, W. (2007). Correlates of exercise participation in adolescents. <i>Public Health Nursery, 24</i>, 111-120. doi:&nbsp;10.1111/j.1525-1446.2007.00615.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1645-0086201500020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arredondo, E., Elder, J., Ayala, G., Campbell, N., Baquero, B., &amp; Duerksen, S. (2006). Is parenting style related to children &#769;s healthy eating and physical activity in latino families? <i>Health Education Research: Theory and Practice, 21</i>, 862- 871. doi:10.1093/her/cyl110&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-0086201500020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baumrind, D. (1966). Effects of authoritative parental control on child behavior<b>. </b><i>Child Development, 37</i>, 887-907. 10.2307/1126611&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-0086201500020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baumrind, D. (2005). Patterns of parental authority and adolescent autonomy. <i>Child and Adolescent Development, 108</i>, 61-69.&nbsp; doi:&nbsp;10.1002/cd.128&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-0086201500020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bersab&eacute;, R., Fuentes, M., &amp; Motrico, E. (2001). An&aacute;lisis psicom&eacute;trico de los escalas para evaluar estilos educativos parentales. <i>Psicothema, 13</i>, 678-684.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-0086201500020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Buckworth, J., &amp; Dishman, R. (2002). <i>Exercise psychology</i>. Illinois: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-0086201500020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chao, R. (1994). Beyond parental control and authoritarian parenting style: understanding chinese parenting through the cultural notion of training. <i>Child Development, 65</i>, 1111-1119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-0086201500020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, F., Teixeira, M., &amp; Gomes, W. (2000). Responsividade e exig&ecirc;ncia: duas escalas para avaliar estilos parentais. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 13</i>, 465-473. doi:org/10.1590/S0102-79722000000300014&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-0086201500020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cruz, O., Vasconcelos-Raposo, J., Ducharne, M., Almeida, L., Teixeira, C., &amp; Fernandes, H. (2011). Parenting styles: contributions to the factorial validity of the portuguese version. <i>Revista Iberoamericana de Diagn&oacute;stico Y Evaluation Psicol&oacute;gica, 31</i>, 157- 176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-0086201500020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dancey, C., &amp; Reidy, J. (2006). <i>Estat&iacute;stica sem matem&aacute;tica para psicologia</i>. Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-0086201500020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Darling, N. (1999). <i>Parenting style and its correlates. </i>Recuperado em 10 outubro, 2009, de <a href="http://www.eric.ed.gov/ERICDocs/data/ericdocs2sql/content_storage_01/000001 9b/80/17/60/6c.pdf" target="_blank">http://www.eric.ed.gov/ERICDocs/data/ericdocs2sql/content_storage_01/000001 9b/80/17/60/6c.pdf</a> </p>     <!-- ref --><p>Darling, N., &amp; Steinberg, L. (1993). Parenting style as context: na integrative model. <i>Psychological Bulletin, 113</i>, 487-496.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-0086201500020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Duarte, M. (2006). <i>Estudo sobre a actividade f&iacute;sica extra curricular e h&aacute;bitos de lazer em crian&ccedil;as dos 13 aos 17 anos e sua rela&ccedil;&atilde;o com o IMC</i>. Ponte de Lima: Documento n&atilde;o publicado.</p>     <!-- ref --><p>Ducharne, M., Cruz, O., Marinho, S., &amp; Grande, C. (2006). Question&aacute;rio de estilos educativos parentais (QEEP). <i>Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o, 5</i>, 63-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-0086201500020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferreira, T., &amp; Abreu-Lima, I. (2010, fevereiro). Responsividade materna: contributo para a avalia&ccedil;&atilde;o. <i>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>, Universidade do Minho, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Fuentes, M., Motrico, E., &amp; Bersab&eacute;, R. (2003). Estrategias de socializacion de los padres y conflitos entre padres e hijos en la adolesc&ecirc;ncia. <i>Anu&aacute;rio de la Psicologia, 34</i>, 385-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-0086201500020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gleitman, H., Fridlund, A., &amp; Reisberg, D. (2003). <i>Psicologia</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-0086201500020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomide, P. (2009). A influ&ecirc;ncia da profiss&atilde;o no estilo parental materno percebido pelos filhos. <i>Estudos de Psicologia, 26</i>, 25-34. doi:org/10.1590/S0103-166X2009000100003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-0086201500020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Haskell, W., Lee, I., Pate, R., Powell, K., Blair, S., Franklin, B., &hellip; Bauman. A. (2007). Physical activity and public health: update recommendation for adults from the american college of sports medicine and the american heart association. <i>Circulation, 116</i>, 1081-1093. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.107.185649</p>     <!-- ref --><p>Hays, K. (1999). <i>Working it out. </i>Washington: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-0086201500020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Huver, R., Otten, R., Vries, H., &amp; Engels, R. (2009). Personality and parenting style in parents of adolescents. <i>Journal of Adolescence,</i>1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-0086201500020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kesek, A., Zelazo, P., &amp; Lewis, M. (2009). The development of executive cognitive function and emotion regulation in adolescence. In N. Allen , &amp; L. Shebber (Eds), <i>Adolescent emotional development and emergence of depressive disorders</i> (pp. 135-155). Reino Unido, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-0086201500020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamborn, S., Mounts N., Steinberg, L., &amp; Dornbusch, S. (1991). Patterns of competence and adjustment among adolescents from authoritative, authoritarian, indulgent, and neglectful families. <i>Child Development</i>, <i>62</i>, 1049-1065.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-0086201500020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Larson, R., &amp; Sheeber, L. (2009). The daily emotional experience of adolescents:are adolescents more emotional, why, and how is that related to depression? In N. Allen &amp; L. Sheeber (Eds.). <i>Adolescent emotional development and the emerge of depressive disorders </i>(pp.11-32). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-0086201500020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, V., &amp; Maia, J. (2004). Actividade f&iacute;sica nas crian&ccedil;as e nos jovens. <i>Revista Brasileira de Cineantropometria &amp; Desempenho Humano, 6</i>, 82-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-0086201500020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maccoby, E. (1992). The role of parents in the socialization of children: An historical overview. <i>Developmental Psychology, 28</i>, 1006-1017. doi:&nbsp;10.1037/0012-1649.28.6.1006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-0086201500020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Malina, R. (2001). Physical activity and fitness: pathways from childhood to adulthood. <i>American Journal of Human Biology, 13</i>, 162-172. doi:&nbsp;10.1002/1520-6300(200102/03)13:2&lt;162::AID-AJHB1025&gt;3.0.CO;2-T&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-0086201500020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Malina, R. (2001a). Tracking of physical activity across the lifespan. <i>President &#769;s Council on Physical Fitness and Sports Research Digest, 3</i>, 1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-0086201500020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miles, L. (2007). Physical activity and health. <i>Nutrition Bulletin, 32</i>, 314-363. doi:&nbsp;10.1111/j.1467-3010.2007.00668.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-0086201500020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Montandon, C. (2005). As pr&aacute;ticas educativas parentais e a experi&ecirc;ncia das crian&ccedil;as. <i>Educa&ccedil;&atilde;o Social, 26</i>, 485-507.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-0086201500020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monteiro, S., Vasconcelos, R., &amp; Almeida, L. (2005). Rendimento acad&eacute;mico: influ&ecirc;ncia dos m&eacute;todos de estudo. In B.D. Silva &amp; L.S. Almeida (Eds), <i>Actas do VIII Congresso Galaico-Portugu&ecirc;s de Psicopedagogia </i>(pp.3505-3516). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-0086201500020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Munro, B. (2001). <i>Statistical Methods for Health Care Research</i>. Lippincott: Filad&eacute;lfia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-0086201500020000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Musito, G., &amp; Garc&iacute;a, F. (2005). Consequences of family socialization in the Spanish culture. <i>Psychology in Spain, 9</i>, 34-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-0086201500020000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2003). <i>Health and development through physical activity and sport</i>. Recuperado em 2 dezembro, 2008, de <a href="http://www.whqlibdoc.who.int/hq/2003/WHO_NMH_NPH_PAH_03.2.pdf" target="_blank">http://www.whqlibdoc.who.int/hq/2003/WHO_NMH_NPH_PAH_03.2.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>Papaia, D., Olds, S., &amp; Feldman, R. (2001). <i>O mundo da crian&ccedil;a</i>. Amadora: McGraw Hill Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-0086201500020000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Rodrigues, P. (2005). Atitudes parentais em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho acad&eacute;mico dos filhos e sua rela&ccedil;&atilde;o com o auto-conceito e motiva&ccedil;&atilde;o. In B.D. Silva &amp; L.S. Almeida (Eds), <i>Actas do VIII Congresso Galaico-Portugu&ecirc;s de Psicopedagogia </i>(pp.803-818). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-0086201500020000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ramos, J. (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de actividade f&iacute;sica habitual em adolescentes &ndash; influ&ecirc;ncia da actividade f&iacute;sica parental &ndash; rela&ccedil;&atilde;o com a obesidade</i>. Porto: Documento n&atilde;o publicado.</p>     <!-- ref --><p>Ribas, A., &amp; Moura, M (2004). Responsividade materna e teoria do apego: uma discuss&atilde;o cr&iacute;tica do papel de estudos transculturais. <i>Psicologia, Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 17</i>, 315-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-0086201500020000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Salvador, A. (2007). <i>An&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre pr&aacute;ticas educativas parentais, envolvimento com tarefas escolares, depress&atilde;o e desempenho acad&eacute;mico em adolescentes. </i>Panam&aacute;: Documento n&atilde;o publicado.</p>     <!-- ref --><p>Silva, I., Knuth, A., Amorim, T., Kremer, M., Rombaldi, A., &amp; Hallal, P. (2008). Actividade f&iacute;sica de pais e filhos: um estudo de base populacional. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, 22</i>, 257-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-0086201500020000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Soares, M., Souza, S., &amp; Marinho, M. (2004). Envolvimento dos pais: incentivo &agrave; habilidade de estudo em crian&ccedil;as. <i>Estudos de psicologia, 21</i>, 253-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1645-0086201500020000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stevens, T., To, Y., Stevenson, S., &amp; Lochbaum, M. (2008). The importance of physical activity and physical education in the predictor of academic achievement. <i>Journal of Sport Behavor, 31</i>, 368-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-0086201500020000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teixeira, M., Bardagi, M., &amp; Gomes, W. (2004). Refinamento de um instrumento para avaliar responsividade e exig&ecirc;ncia parental percebidos na adolesc&ecirc;ncia. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 3</i>, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1645-0086201500020000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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