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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento de resultados auto-controlado: efeitos na aprendizagem de diferentes programas motores generalizados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of the current study was to compare the effects of self-controlled frequency of knowledge of results (KR) in the learning of different generalized motor programs. Thirty subjects were used; university students, distributed into two groups in accordance with the different feedback conditions: self controlled group and externally controlled group. Three sequential tasks were used, randomly presented, which involved pressing keys from a numerical keyboard, during the acquisition phase. The retention phase was carried out the following day. The data was analysed through the ANOVA, and the results did not show any significant differences between the groups demonstrating that self-controlled KR is not superior to externally controlled KR when different generalized motor programs are to be learned.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P ><B  >Conhecimento de resultados auto-controlado: efeitos na aprendizagem de diferentes    programas motores generalizados</B></P>     <P >&nbsp;</P>     <P ><B  >Suzete Chiviacowsky¹, </B><B  >Juliana Goebel Treptow¹, Go Tani<SUP>2, </SUP>Cássio de Miranda Meira Jr.<SUP>3,    </SUP>José Francisco Gomes Schild¹</B></P>       <P ><B  >&nbsp;</B></P>        <P >¹<i>Escola Superior de Educação Física, Universidade Federal de Pelotas, Brasil</i></P>        <P ><SUP>2</SUP><i>Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo,    Brasil</i></P>     <P ><SUP>3</SUP><i>Escola de Artes Ciências e Humanidades, Universidade de São    Paulo, Brasil</i> </P>     <P >&nbsp;</P>     <P ><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspond&ecirc;ncia</a></b></P>     <P >&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B  >RESUMO</B></P>       <P >O objetivo      do presente estudo foi verificar os efeitos da frequência auto-controlada      de conhecimento de resultados (CR) na aprendizagem de diferentes programas      motores generalizados. Foram utilizados trinta sujeitos, estudantes universitários,      distribuídos em dois grupos, de acordo com as diferentes condições de <I  >feedback</I>: grupo auto-controlado e grupo      externamente controlado. Foram utilizadas três tarefas sequenciais de pressionar      teclas do teclado numérico do computador, praticadas de forma aleatória, durante      a fase de aquisição. A fase de retenção foi realizada no dia seguinte. Diferente      de resultados de pesquisa anteriores, a análise dos dados, realizada por meio      da ANOVA, não constatou diferença significativa entre os grupos, o que demonstra      que a frequência auto-controlada de CR não é superior à freqüência externamente      controlada quando a aprendizagem envolve diferentes programas motores generalizados.</P>        <P ><B  ><I  >Palavras-chave</I></B>: aprendizagem motora, auto-controle, <I  >feedback</I>, conhecimento de resultados, interferência contextual, programa    motor generalizado.</P>        <P >&nbsp;</P>     <P ><B  >ABSTRACT</B></P>        <P ><B  >Self-controlled knowledge of results: learning effects of different generalized    motor program</B></P>        <P >The objective of the current study was to compare the effects of self-controlled    frequency of knowledge of results (KR) in the learning of different generalized    motor programs. Thirty subjects were used; university students, distributed    into two groups in accordance with the different feedback conditions: self controlled    group and externally controlled group. Three sequential tasks were used, randomly    presented, which involved pressing keys from a numerical keyboard, during the    acquisition phase. The retention phase was carried out the following day. The    data was analysed through the ANOVA, and the results did not show any significant    differences between the groups demonstrating that self-controlled KR is not    superior to externally controlled KR when different generalized motor programs    are to be learned.</P>        <P ><B  ><i>Key-words</i></B>: motor-learning<B  >,</B> self-control, auto-control, feedback, knowledge of results, contextual    interference, generalized motor program</P>       <P >&nbsp;</P>               <P >&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B  >INTRODUÇÃO</B></P>        <P  >Uma variável considerada das mais importantes para a aprendizagem de habilidades    motoras é o <I >feedback</I> extrínseco. O <I  >feedback</I> extrínseco, também conhecido como conhecimento de resultados (CR),    é uma informação fornecida por uma fonte externa ao aprendiz, que pode informar    sobre o resultado do movimento em relação ao seu objetivo ambiental, assim como    sobre as características do padrão de movimento que acabou de realizar. O CR    possui funções importantes na aprendizagem de habilidades motoras, como a motivacional<SUP>(<a name="top23"></a><a href="#23">23</a>,    <a name="top27"></a><a href="#27">27</a>)</SUP>, a de orientar o aprendiz em    direção à resposta apropriada<SUP>(<a name="top1"></a><a href="#1">1</a>)</SUP>,    assim como a relacional que possibilita estabelecer relações entre os comandos    motores e a resposta que levam ao fortalecimento de esquemas para a produção    de novos movimentos<SUP>(<a name="top26"></a><a href="#26">26</a><a href="#26"></a>)</SUP>.</P>        <P  >Por algum o tempo entendeu-se que quanto mais freqüente, mais preciso e mais    imediato fosse o fornecimento de CR, maiores seriam os seus efeitos sobre a    aprendizagem de habilidades motoras<SUP>(<a href="#1">1</a>, <a name="top4"></a><a href="#4">4</a>,<a name="top5"></a>    <a href="#5">5</a>, <a href="#26">26</a>)</SUP>. No entanto, esse entendimento    foi contrariado por estudos<SUP>(28, com CR sumário; 42, com <I  >feedback</I> médio; 20 e 31, com faixa de amplitude de <I >feedback</I>; entre    outros)</SUP> que utilizaram testes de aprendizagem (fase de retenção e/ou fase    de transferência) ao invés de analisarem somente o período de prática (fase    de aquisição). Tais estudos demonstraram que certas variações de CR, que podem    atuar de forma a prejudicar o desempenho durante a fase de aquisição, manifestam    um efeito benéfico em testes de retenção e transferência.</P>        <P  >Uma dessas possíveis variações é a frequência de conhecimento de resultados.    Estudos utilizando testes de retenção e ou transferência, em que os efeitos    temporários da fase de aquisição já desapareceram, têm encontrado que frequências    menores de CR são melhores para aprendizagem<SUP>(<a name="top3"></a><a href="#3">3</a>,<a name="top6"></a>    <a href="#6">6</a>, <a name="top7"></a><a href="#7">7</a>, <a name="top8"></a><a href="#8">8</a>,    <a name="top17"></a><a href="#17">17</a>, <a name="top32"></a><a href="#32">32</a>,    <a name="top33"></a><a href="#33">33</a>, <a name="top36"></a><a href="#36">36</a>,    <a name="top39"></a><a href="#39">39</a>)</SUP>.</P>        <P   >Entre as inúmeras variações da frequência de CR, uma delas tem sido reconhecida,    mais recentemente, como importante para a aprendizagem de habilidades motoras:    o CR auto-controlado. Na aprendizagem com CR auto-controlado, o próprio sujeito    é quem toma decisões relacionadas tanto à quantidade quanto ao momento de solicitação    das informações de feedback, atuando mais ativamente e de acordo com as suas    necessidades no decorrer das tentativas de prática<SUP>(<a name="top9"></a><a href="#9">9</a>,<a name="top10"></a><a href="#10">10</a>)</SUP>.</P>        <P >Estudos recentes realizados com adultos<SUP>(<a href="#9">9</a>, <a href="#10">10</a>,    <a name="top19"></a><a href="#19">19</a>, <a name="top18"></a><a href="#18">18</a>)</SUP>,    idosos<SUP>(<a name="top2"></a><a href="#2">2</a>, <a name="top11"></a><a href="#11">11</a>)</SUP>    e crianças<SUP>(<a name="top12"></a><a href="#12">12</a>)</SUP>, têm demonstrado    que frequências auto-controladas de CR levam a superior aprendizagem quando    comparadas a frequências similares, mas externamente controladas.</P>        <P  >Paralelamente às pesquisas sobre <I >feedback</I> observa-se, na área de comportamento    motor, uma ênfase à idéia de que a aprendizagem motora envolve a aquisição de    um programa motor generalizado (PMG) para uma classe de movimentos<SUP>(<a href="#27">27</a>)</SUP>.    Um PMG é considerado uma representação na memória para uma classe de movimentos    e considera-se que certos movimentos são pertencentes a uma mesma classe e governados    por um mesmo PMG quando aspectos como “timing” relativo e força relativa mantêm-se    invariantes. Por outro lado, tempo total e força total são considerados parâmetros,    ou seja, aspectos variantes que são adicionados ao PMG.</P>        <P  >Alguns estudos procuraram verificar o efeito da frequência de CR na aprendizagem    de um PMG específico. Wulf e Schmidt<SUP>(<a href="#39">39</a>)</SUP> e Wulf,    Lee e Schmidt<SUP>(<a name="top41" id="top41"></a><a href="#41">41</a>)</SUP>    procuraram verificar se uma frequência relativa reduzida de CR, que tem provado    melhorar o desempenho em testes de transferência na aprendizagem de movimentos    simples, também possuía os mesmos efeitos na aquisição de classes de movimentos    representadas pelo PMG, utilizando três versões de uma mesma tarefa. Como resultado,    em ambos os estudos os autores encontraram que os grupos que praticaram com    frequências reduzidas de CR obtiveram melhores resultados em testes de aprendizagem    que os grupos que praticaram com 100% de CR. Esses resultados corroboram aqueles    obtidos em estudos anteriores sobre os efeitos da frequência reduzida de CR    sobre a aprendizagem de movimentos simples.</P>        <P  >Os efeitos da frequência reduzida de CR também foram observados na aprendizagem    de movimentos governados por diferentes programas motores generalizados (PMGs),    utilizando arranjos de prática aleatória<SUP>(<a href="#8">8</a>)</SUP>. Da    mesma forma, vários estudos têm observado uma maior eficiência da prática aleatória    em relação à prática por blocos para a aprendizagem de movimentos envolvendo    diferentes programas motores generalizados, demonstrando um efeito chamado de    interferência contextual. O termo interferência contextual é definido, segundo    Magill e Hall<SUP>(<a name="top24"></a><a href="#24">24</a>)</SUP>, como o grau    de interferência funcional encontrado em uma situação de prática onde várias    tarefas (ou PMGs) devem ser aprendidas e praticadas em conjunto. Grande parte    dos estudos sobre os efeitos da interferência contextual em aprendizagem motora    tem demonstrado vantagem da prática aleatória em relação à prática com pouca    variabilidade quer nas tarefas realizadas em contexto laboratorial<SUP>(<a name="top13"></a><a href="#13">13</a>,    <a name="top14"></a><a href="#14">14</a>, <a name="top15"></a><a href="#15">15</a>,    <a name="top25"></a><a href="#25">25</a>, <a name="top29"></a><a href="#29">29</a>,    <a name="top30"></a><a href="#30">30</a>, <a name="top34"></a><a href="#34">34</a>,    <a name="top38"></a><a href="#38">38</a>)</SUP>, quer em tarefas mais próximas    à situação real <SUP>(<a name="top16"></a><a href="#16">16</a>, <a name="top37"></a><a href="#37">37</a>)</SUP>.</P>        <P >Especificamente em relação à frequência de CR, Chiviacowsky e Tani<SUP>(<a href="#8">8</a>)</SUP>    verificaram que a frequência reduzida do conhecimento de resultados pode ser    benéfica à aprendizagem de diferentes programas motores generalizados, em um    trabalho que relacionou as variáveis frequências de CR e interferência contextual.</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Entretanto      nenhum estudo procurou ainda verificar os efeitos da frequência auto-controlada      de CR em contextos de prática aleatória. Tendo em vista a importância dessa      variável de aprendizagem motora e a ausência de estudos sobre o tema, o objectivo      deste estudo foi o de verificar os efeitos da frequência auto-controlada de      CR na aprendizagem de diferentes programas motores generalizados, utilizando-se      de um arranjo de prática aleatória. </P>        <P  >&nbsp;</P>     <P  >&nbsp;</P>     <p  ><b>MÉTODO</b></p>       <P ><B  >Amostra</B></P>       <P >A amostra      foi constituída de 30 sujeitos, estudantes universitários, com idades variando      entre 19 e 24 anos (média = 20,6), equiparados em relação ao sexo, distribuídos      em dois grupos de 15 sujeitos de acordo com os diferentes tipos de fornecimento      de CR. Todos os sujeitos participaram como voluntários, assinaram um termo      de consentimento livre e esclarecido, tendo ainda o estudo sido aprovado pelo      Comité de Ética em Pesquisa da Escola Superior de Educação Física da Universidade      Federal de Pelotas, com o protocolo número 010/2008. Os sujeitos não possuíam      conhecimento sobre o objectivo específico do experimento ou experiência anterior      com a tarefa e não sofriam de incapacidades físicas ou mentais.</P>       <P >&nbsp;</P>       <P ><B  >Tarefa e equipamento      </B></P>       <P    >Foram utilizadas      três tarefas sequenciais de pressionar teclas do teclado numérico do computador.      Para as duas fases do experimento - aquisição e retenção - a sequência espacial      das teclas foi a mesma para as três tarefas: teclas 2, 4, 8 e 6, enquanto      as estruturas de timing relativo e timing absoluto foram diferentes (sequência      1: timing relativo de 25%, 50% e 25%, e timing absoluto de 200, 400, 200;      sequência 2: timing relativo de 50%, 25% e 25%, e timing absoluto de 400,      200, 200; sequência 3: timing relativo de 25%, 25% e 50%, e timing absoluto      de 200, 200, 400), apresentando, contudo, uma mesma duração total (800 ms).      Foi utilizado um "<I >software</I>" para      controle das tarefas do estudo. Para analisar o desempenho dos sujeitos foram      gravados os resultados dos tempos parciais e totais, em milissegundos, de      cada tentativa. O programa realizou o controle dos tempos pré-CR e de apresentação      da informação de CR. Foi utilizado um modelo para a apresentação gráfica das      variações da tarefa, composto das teclas que foram pressionadas na ordem específica,      dos intervalos de tempo entre as mesmas e do tempo total, informações essas      que ficaram expostas aos sujeitos durante todo o experimento.</P>       <P    >&nbsp;</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B  >Delineamento      Experimental</B></P>       <P    >No delineamento      experimental os sujeitos foram distribuídos em 2 grupos: 15 sujeitos para      o grupo que recebeu frequência de CR auto-controlada (grupo AC) e 15 sujeitos      para o grupo que recebeu frequência de CR externamente controlada, ou seja,      pelo experimentador (grupo EC). Ambos os grupos receberam o mesmo arranjo      de prática randômica, com igual número de tentativas para cada tarefa (36),      totalizando 108 tentativas de prática. O grupo EC recebeu frequências de CR      equiparadas, sujeito a sujeito, com o grupo AC, de forma que o número de CRs      solicitados assim como o espaçamento entre as solicitações fossem os mesmos      do grupo AC. A fase de retenção foi realizada 24 horas após a fase de aquisição      e constou de 18 tentativas, seis de cada tarefa, apresentadas de forma aleatória,      sem fornecimento de CR. Durante a prática, os sujeitos deveriam sentar-se      de frente para uma mesa, em frente ao teclado numérico do computador e ao      monitor. Foi solicitado que ficassem com o braço direito no ar, ou seja, sem      apoiar o antebraço ou a mão, ou parte desta, na mesa durante a execução das      tentativas. Entre as tentativas eles podiam descansar o braço de forma conveniente.      Certa liberdade no posicionamento do teclado foi consentida, a fim de manter      um maior conforto e ajuste individual.</P>       <P    >Cada participante      recebeu instruções verbais e escritas sobre cada tarefa. Para os sujeitos      que receberam o regime de frequência auto-controlada, foi informado que deveriam      controlar a sua frequência de CR, ou seja, que não receberiam informações      de CR a não ser quando solicitassem. Também receberam a instrução para só      solicitarem o CR quando achassem que realmente precisariam do mesmo. Já os      sujeitos do grupo com frequência externamente controlada receberam a informação      de que às vezes receberiam a informação de CR e às vezes não, mas que todas      as tentativas eram importantes e seriam utilizadas para posterior análise.</P>       <P  >&nbsp;</P>        <p ><b>RESULTADOS</b></p>       <P  >Na análise      dos resultados, as curvas de desempenho foram traçadas em função dos blocos      de tentativas, tendo como variável dependente a média dos erros parciais obtidos      em cada bloco. Os dados utilizados para análise foram a diferença absoluta      entre o tempo de movimento global esperado e o tempo de movimento global real      (timing absoluto) e a soma das diferenças absolutas entre as proporções temporais      esperadas e as proporções temporais reais (timing relativo) para cada segmento.      Foram realizadas Análises de Variância (ANOVA) para verificar as eventuais      diferenças entre blocos e grupos para a fase de aquisição e entre grupos para      a fase de retenção, separadamente para cada fase. Os dados foram analisados      mediante o programa estatístico SPSS.</P>       <P >&nbsp;</P>       <P ><B>Fase de Aquisição</B></P>       <P ><I>Percentual      de tentativas com CR dentro dos blocos</I>. Observou-se      que o percentual de solicitação de CR para o grupo AC foi, em média, de 20,9      %.</P>        <P ><I>Precisão do desempenho</I>. Para timing absoluto, pode ser observado (Figura    1, blocos A1 a A6) que o grupo EC melhorou de forma constante o seu desempenho    durante toda a fase de aquisição, com piora do quarto para o quinto e sexto    blocos. No grupo AC houve melhora do primeiro até o quinto bloco e piora deste    para o sexto. De forma geral, ambos os grupos melhoraram seu desempenho se comparados    o primeiro e o último bloco. Por meio da ANOVA Two-Way, com medidas repetidas    no factor bloco, foram encontradas diferenças significativas entre os blocos,    F(5;140) = 5,09, p &lt; 0,01, mas não entre os grupos F(1;28) = 2,09, p= 0,15,    e na interacção entre blocos e grupos F(5;140) = 0,87, p= 0,50.<b ><a name="topf1"></a></b></P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P >&nbsp;</P>        <P ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2-3/9n2-3a05f1.jpg" width="331" height="217"></P>        
<P ><B ><a href="#f1">Figura 1</a></B>. Médias dos grupos, em timing absoluto,    nas fases de aquisição e retenção.</P>       <P >&nbsp;</P>        <P >Com relação à medida de timing relativo, pode ser observado (Figura 2, blocos    A1 a A6) que os dois grupos melhoraram seu desempenho, se comparados o primeiro    e o último bloco. Mais especificamente, observa-se que o grupo AC melhorou de    forma constante o seu desempenho durante toda a fase de aquisição, enquanto    o grupo EC demonstrou melhora do primeiro para o segundo bloco, uma pequena    piora do segundo para o terceiro, voltando a melhorar nos blocos seguintes.    Mediante a ANOVA Two-Way, com medidas repetidas no factor bloco, foram encontradas    diferenças significativas entre os blocos, F(5;140) = 15,36, p &lt; 0,01, mas    não entre os grupos F(1;28) = 0,53, p= 0,47, e na interacção entre blocos e    grupos F(5;140) = 0,25, p= 0,93.</P>     <P >&nbsp;</P>       <P >      </P>        <P ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2-3/9n2-3a05f2.jpg" width="325" height="217"></P>        
<P ><b>Figura 2</b>. Médias dos grupos, em timing relativo, nas fases de aquisição    e retenção.</P>       <P >&nbsp;</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B>Fase de Retenção</B></P>        <P >Para a fase de retenção, pode-se constatar, por meio da ANOVA One-Way, a inexistência    de diferenças significativas entre os grupos, tanto na medida de timing absoluto    (<a name="f1"></a><a href="#topf1">Figura 1</a>, bloco R), F(1;29)= 1,29, p=0,26,    quanto na medida de timing relativo (Figura 2, bloco R), F(1;29)= 0,41, p=0,52.</P>       <P >&nbsp;</P>        <p ><b>DISCUSSÃO E CONCLUSÕES</b></p>       <P  >O objectivo      do presente estudo foi o de investigar os efeitos da frequência auto-controlada      de CR na aprendizagem de movimentos pertencentes a diferentes programas motores      generalizados, em um arranjo de prática randômica. Embora estudos tenham demonstrado      que a variável CR, quando manipulada de forma auto-controlada, tem sido significativamente      mais efectiva na aprendizagem de algumas habilidades motoras em adultos, crianças      e idosos, quando comparada à frequências externamente controladas, isto não      foi comprovado na presente pesquisa.</P>       <P  >Os resultados      obtidos demonstram que houve aprendizagem em ambos os grupos, corroborando      resultados de estudos anteriores que utilizaram frequências reduzidas de conhecimento      de resultados para a aprendizagem de diferentes programas motores generalizados,      por meio da prática aleatória.</P>        <P  >Entretanto, os resultados obtidos na fase de retenção não demonstraram diferenças    significativas entre os grupos em nenhuma das medidas avaliadas, diferindo de    resultados de estudos prévios com frequência auto-controlada de CR<SUP>(<a href="#2">2</a>,    <a href="#9">9</a>, <a href="#11">11</a>, <a href="#12">12</a>, <a href="#18">18</a>,    <a href="#19">19</a>)</SUP>, que utilizaram a aprendizagem de apenas uma tarefa    ou um PMG.</P>        <P  >Alguns pesquisadores têm tentado explicar os resultados positivos alcançados    pelos grupos que recebem um arranjo de prática com auto-controle, encontrados    em estudos que utilizaram a aprendizagem de apenas uma tarefa motora, como consequência    do engajamento mais efectivo em actividades de processamento de informações    que pode, segundo Wulf e Toole<SUP>(<a name="top40"></a><a href="#40">40</a>)</SUP>,    beneficiar a aprendizagem em comparação aos grupos que praticam sem controle    dessa variável. Os sujeitos do grupo auto-controle podem testar estratégias    enquanto os outros podem ser desencorajados a fazer isto pela utilização randômica    da variável em questão.</P>        <P >Chiviacowsky e Wulf<SUP>(<a href="#9">9</a>, <a href="#10">10</a>)</SUP> mediante    resultados de questionários e análises de tentativas com e sem CR, demonstraram    que os aprendizes que praticam com regimes auto-controlados não solicitam CR    de forma aleatória, ao contrário, utilizam uma estratégia, que geralmente consiste    em utilizar o CR após tentativas eficientes de prática, provavelmente para confirmar    que o seu desempenho foi (mais ou menos) no alvo. Arranjos de prática auto-controlados    estão, dessa forma, mais de acordo com as necessidades ou preferências dos aprendizes    do que arranjos externamente controlados, o que pode explicar os benefícios    desse tipo de prática observados na aprendizagem.</P>       <P  >De forma geral,      pode-se ressaltar que o maior efeito da frequência auto-controlada de CR na      aprendizagem de habilidades motoras, seja provavelmente a individualização      do processo de recebimento das informações relacionadas ao movimento executado,      já que elas são auto-gerenciadas de acordo com as necessidades do aprendiz.      Dessa forma, por meio da frequência auto-controlada de CR, o aprendiz torna-se      mais “responsável” pelo seu processo de aprendizagem, mais capaz de testar      estratégias, realizando constantes operações de estimativa de erros, tornando-se      mais sensível aos seus próprios erros e tendo, dessa forma, a sua aprendizagem      beneficiada.</P>        ]]></body>
<body><![CDATA[<P  >Observa-se, entretanto, que tais argumentos não corroboram os resultados aqui    encontrados, já que no presente estudo nenhuma diferença significativa foi encontrada.    Deve-se ressaltar que o processo de aprendizagem ocorrido no presente estudo    pode ser considerado diferente dos ocorridos em estudos anteriores<SUP>(<a href="#2">2</a>,    <a href="#9">9</a>, <a href="#11">11</a>, <a href="#12">12</a>, <a href="#18">18</a>,    <a href="#19">19</a>)</SUP>, visto que envolveu a aprendizagem de mais de uma    tarefa ao mesmo tempo, pertencentes a diferentes PMGs, em um contexto de prática    aleatória.</P>        <P  >A aprendizagem de diferentes PMGs, mediante prática aleatória, tem se mostrado    mais efectiva que a prática em blocos porque, segundo Lee e Magill<SUP>(<a name="top21"></a><a href="#21">21</a>,    <a name="top22"></a><a href="#22">22</a>)</SUP>, proporciona a constante    reconstrução dos planos de acção. O plano de acção consiste em um PMG apropriado    e em parâmetros que devem ser adicionados a ele. Assim, a reconstrução do plano    de acção inclui os processos de construção do PMG assim como dos parâmetros    necessários. Portanto, sob uma condição de alta interferência contextual, como    no caso do arranjo de prática aleatória, o aprendiz é levado a um processamento    mais “esforçado” do que num arranjo de prática por blocos. Tal processamento    mais esforçado é considerado um aspecto importante para a retenção da tarefa    e a adaptação da mesma a diferentes contextos.</P>       <P  >Vários processos      distintos podem estar ocorrendo durante as tentativas de prática em um contexto      de prática aleatória com fornecimento de <I  >feedback</I> extrínseco. Antes de realizar      cada tentativa, os aprendizes devem elaborar o plano de acção da tarefa específica,      sempre diferente da anterior. Logo após a tentativa de prática, eles devem      processar o <I >feedback</I> intrínseco      e, posteriormente, o <I >feedback</I> extrínseco,      relacionando as informações nele contidas com as anteriores. No contexto de      CR auto-controlado, as demandas de tomada de decisão são provavelmente ainda      maiores, pois o aprendiz tem que decidir, a cada tentativa, se quer ou não      receber CR. A alta carga de processamento utilizada nos processos decorrentes      da prática aleatória pode dificultar a testagem de estratégias relacionadas      à melhora do desempenho, as quais normalmente são utilizadas pelos sujeitos      ao praticar com arranjos auto-controlados de fornecimento de CR durante a      aprendizagem de apenas uma tarefa motora, diminuindo os benefícios desse tipo      de arranjo nessa situação. Mesmo que as estratégias tenham sido testadas pelos      sujeitos do grupo auto-controlado, estes podem ter tido dificuldades em lembrá-las      e aplicá-las novamente na tentativa seguinte com a tarefa específica, já que      diferentes tarefas são constantemente alternadas.</P>       <P  >Os resultados      permitem concluir que os arranjos de prática com frequência auto-controlada      podem ser tão benéficas quanto frequências externamente controladas na aprendizagem      de diferentes PMGs. A forma em que as variáveis frequência de CR auto-controlado      e tipo de prática interagem e os processos básicos que as controlam ainda      não estão completamente esclarecidos, o que levanta a necessidade de outros      estudos para que resultados mais conclusivos possam ser alcançados.</P>       <P  >&nbsp;</P>       <P  ><B >AGRADECIMENTOS</B></P>       <P  >Juliana Treptow      recebeu bolsa de iniciação científica PIBIC/CNPq.</P>       <P ><B  >&nbsp;</B></P>        <P >&nbsp;</P>     <P ><b>REFERÊNCIAS</b></A></P>        ]]></body>
<body><![CDATA[<P  > <a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Adams JA (1971) A closed-loop theory    of motor learning. <I>Journal of Motor Behavior</I>, 3: 111-149</P>        <P  > <a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Alcântara LB, Alves MAF, Santos RCO,    Medeiros LK, Gonçalves WR, Fialho JV, Ugrinowitsch H, Benda RN (2007). Efeito    do conhecimento de resultados autocontrolado na aprendizagem de habilidades    motoras em idosos. <I >Brazilian Journal of Motor Behavior</I>, 1: 22-30</P>        <P  > <a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Baird IS, Hughes GH (1972). Effects of    frequency and specificity of information feedback on acquisition and extinction    of a positioning task. <I  >Perceptual and Motor Skills</I>, 34: 567-572</P>        <P  > <a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Bilodeau EA, Bilodeau IM (1958). Variable    frequency of knowledge of results and the learning of a simple skill. <I >Journal    of Experimental Psychology</I>, 55: 379-383</P>        <P  > <a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Bilodeau EA, Bilodeau IM, Schumsky DA    (1959). Some effects of introducing and withdrawing knowledge of results early    and late in practice. <I  >Journal of Experimental Psychology</I>, 58: 142-144</P>        <P  > <a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Castro IJ (1988). <I >Efeitos da Freqüência    relativa do feedback extrínseco na aprendizagem de uma habilidade motora discreta    simples</I>. Dissertação de mestrado não publicada, Universidade de São Paulo,    São Paulo, Brasil</P>        <P  > <a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Chiviacowsky S (1994). Freqüência absoluta    e relativa do conhecimento de resultados na aprendizagem de uma habilidade motora    em crianças. <I  >Revista Kinesis</I>, 14: 39-56</P>        <P  > <a name="8"></a><a href="#top8">8</a>. Chiviacowsky S, Tani G (1997). Efeitos    da freqüência de conhecimento de resultados na aprendizagem de diferentes programas    motores generalizados. <I  >Revista Paulista de Educação Física</I>, 11: 15-26</P>     <P  > <a name="9"></a><a href="#top9">9</a>. Chiviacowsky S, Wulf G (2002). Self-controlled    feedback: Does it enhance learning because performers get feedback when they    need it? <I>Research Quarterly for Exercise and Sport</I>, 73: 408-415</P>     <P  > <a name="10"></a><a href="#top10">10</a>. Chiviacowsky S, Wulf G (2005). Self-controlled    feedback is effective if it is based on the learner’s performance. <I>Research    Quarterly for Exercise and Sport</I>, 76: 42-48</P>     ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Feedback autocontrolado e aprendizagem de uma habilidade motora discreta em idosos]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Ciências do Desporto]]></source>
<year>2006</year>
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<page-range>275-280</page-range></nlm-citation>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O efeito da interferência contextual em idosos]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Ciências do Desporto]]></source>
<year>2007</year>
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