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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <b>EDITORIAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Editorial</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Let&iacute;cia Pessoa Masson<sup>[1]</sup>, Cirlene de Souza Christo<sup>[2]</sup>, Liliana Cunha<sup>[3]</sup> </b></p>     <p> <sup>[1]</sup> Centro de Estudos da Sa&uacute;de do Trabalhador e Ecologia Humana Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca/ Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz Rua Leopoldo Bulh&otilde;es, 1480, Manguinhos, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 21041-210, Brasil </p>     <p> <a href="mailto:leticiamasso@ensp.fiocruz.br">leticiamasso@ensp.fiocruz.br</a> </p>     <p> <sup>[2] </sup> Instituto de Psicologia / Centro de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro Av. Pasteur, 250 - Urca, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 22290-902, Brasil </p>     <p> <a href="mailto:cirlenechr@gmail.com">cirlenechr@gmail.com</a></p>     <p> <sup>[3]</sup> Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto Centro de Psicologia da Universidade do Porto Rua Alfredo Allen s/n 4200-135 Porto, Portugal </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <a href="mailto:lcunha@fpce.up.pt">lcunha@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Este primeiro n&uacute;mero de 2019 anuncia algumas mudan&ccedil;as estruturantes na hist&oacute;ria da revista. A primeira destas mudan&ccedil;as diz respeito &agrave; integra&ccedil;&atilde;o recente da <i>Laboreal</i> na plataforma <i>OpenEdition</i>, o que muito contribuir&aacute; para a sua difus&atilde;o, bem como para o reconhecimento e valoriza&ccedil;&atilde;o das contribui&ccedil;&otilde;es dos autores. Doravante, os leitores poder&atilde;o aceder &agrave; <i>Laboreal</i> atrav&eacute;s do endere&ccedil;o <a href="http://journals.openedition.org/laboreal"target="_blank"> http://journals.openedition.org/laboreal</a> , onde encontrar&atilde;o, para al&eacute;m deste n&uacute;mero, os tr&ecirc;s n&uacute;meros anteriores - por enquanto, os &uacute;nicos dispon&iacute;veis, ainda que estejamos a trabalhar no sentido de assegurar a redirec&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de todos os n&uacute;meros da revista, num prazo que estimamos t&atilde;o breve quanto poss&iacute;vel. </p>     <p> Mas &eacute; tamb&eacute;m com muita satisfa&ccedil;&atilde;o que anunciamos o primeiro n&uacute;mero produzido com a participa&ccedil;&atilde;o do polo brasileiro da Dire&ccedil;&atilde;o Lus&oacute;fona da Revista Laboreal. A coopera&ccedil;&atilde;o, produtiva, afetuosa, e de longa data, entre pesquisadores portugueses e brasileiros produziu mais este elo. </p>     <p> Na prepara&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero, organizou-se um <b>Dossi&ecirc; Tem&aacute;tico</b> em torno do tema da coopera&ccedil;&atilde;o no trabalho, dado que a sua relev&acirc;ncia e atualidade se mant&ecirc;m, merecendo debate. Tal import&acirc;ncia &eacute; refor&ccedil;ada pelo n&uacute;mero expressivo de propostas de artigos recebidas, vindas de diversas regi&otilde;es do Brasil, assim como de outros pa&iacute;ses, da Am&eacute;rica do Norte, Am&eacute;rica do Sul e da Europa. A organiza&ccedil;&atilde;o do dossi&ecirc; buscou evidenciar contribui&ccedil;&otilde;es de pesquisas que tivessem o trabalho real no centro de suas an&aacute;lises. Com a abordagem do tema da coopera&ccedil;&atilde;o, destacaram-se tanto os diversos problemas gerados pela tend&ecirc;ncia ao individualismo e o est&iacute;mulo &agrave; competi&ccedil;&atilde;o nos mundos do trabalho, quanto seus efeitos positivos para a sa&uacute;de dos trabalhadores e tamb&eacute;m para a qualidade e a produtividade do trabalho, quando ela est&aacute; presente e pode se desenvolver. Introduzimos essa discuss&atilde;o no texto &#8220;Trabalho e coopera&ccedil;&atilde;o: apresenta&ccedil;&atilde;o do dossi&ecirc;&#8221;, que vem logo a seguir. </p>     <p> Quanto &agrave; categoria <b>Varia</b>, ela inclui, desta vez, dois artigos que apresentam pesquisas emp&iacute;ricas. No primeiro artigo, da autoria de Filippina Chinelli, Monica Vieira e Magda Scherer, &eacute; relatada uma investiga&ccedil;&atilde;o orientada para a an&aacute;lise do trabalho de t&eacute;cnicos de enfermagem, categoria profissional singular face ao trabalho na &aacute;rea da enfermagem. A an&aacute;lise &eacute; conduzida de forma situada face aos percursos profissionais constru&iacute;dos (poss&iacute;veis?), aos constrangimentos a que se veem confrontados estes trabalhadores, e &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de uma falta de reconhecimento entre categorias profissionais cong&eacute;neres da enfermagem. O segundo artigo, &eacute; sustentado por uma pesquisa realizada em duas empresas da ind&uacute;stria de pasta de celulose no Uruguai, consideradas exemplo de modelos H.R.O. (<i>High Reliability Organizations</i> ou Organiza&ccedil;&otilde;es de Elevada Confiabilidade em termos de seguran&ccedil;a). Nele &eacute; proposta uma discuss&atilde;o sobre a gest&atilde;o de riscos no quadro de uma din&acirc;mica de rela&ccedil;&otilde;es laborais espec&iacute;fica, face &agrave; realidade dominante no Uruguai. Os autores, Francisco Pucci, Soledad Ni&oacute;n e Valentina Pereyra, debatem como a formaliza&ccedil;&atilde;o de contratos de emprego, ou o n&atilde;o refor&ccedil;o de um modelo de precariza&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de emprego, o recurso &agrave; automa&ccedil;&atilde;o de processos de trabalho, e a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para o di&aacute;logo e a negocia&ccedil;&atilde;o entre as empresas em an&aacute;lise e o sindicato, contribuem para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de seguran&ccedil;a, mas tamb&eacute;m para a defini&ccedil;&atilde;o de outras formas de a&ccedil;&atilde;o coletiva e de negocia&ccedil;&atilde;o laboral, que se demarcam de formas ditas tradicionais de a&ccedil;&atilde;o sindical no Uruguai. </p>     <p> H&aacute;, por&eacute;m, outra novidade neste n&uacute;mero, consubstanciada na inaugura&ccedil;&atilde;o da rubrica <b>Dat&aacute;rio</b>. Seu objetivo &eacute; destacar datas e eventos hist&oacute;ricos relacionados ao trabalho. E para iniciar, nenhuma data melhor que o 1&ordm; de maio, em que se comemora o <i>dia do trabalho. </i>Ou o <i>dia do trabalhador? </i>Debate muito bem colocado por Marco Aur&eacute;lio Santana e Alexandre Barbosa Fraga ao analisar a quest&atilde;o sob a &oacute;tica de uma disputa pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica entre o significado de luta e o de comemora&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;do &agrave; data. E, junto ao 1&ordm; de maio, tem destaque o 8 de mar&ccedil;o, dia internacional das mulheres, trazendo &agrave; tona e dando visibilidade &agrave; luta feminista. Simone Oliveira e L&uacute;cia Rotengerg exploram a data, seu simbolismo e rela&ccedil;&atilde;o com a discuss&atilde;o sobre o trabalho na contemporaneidade. Ressaltam que, ao olhar o car&aacute;ter sexuado do trabalho, tamb&eacute;m se deve pensar em sua reconceitua&ccedil;&atilde;o (mais ampla) e na necessidade de ainda muito avan&ccedil;ar no que tange &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero no mundo em que vivemos e aos direitos das mulheres, assim como &agrave; discuss&atilde;o sobre a divis&atilde;o sexual do trabalho - hierarquizada, desigual e consubstancializada com as rela&ccedil;&otilde;es de classe e ra&ccedil;a. </p>     <p> Finalmente, na rubrica j&aacute; bem tradicional da revista, dos <b>Textos Hist&oacute;ricos</b>, revisitamos o texto proposto no n&uacute;mero anterior, de Jean-Charles Lebahar (Vol. XIV, n&ordm;2), atrav&eacute;s da discuss&atilde;o de Janine Rogalski, com o artigo &#8220;A constru&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o singular e exigente, para formar em conce&ccedil;&atilde;o e compreend&ecirc;-la&#8221;. </p>     <p> Agradecemos a todos os que estiveram envolvidos no trabalho de tradu&ccedil;&atilde;o, revis&atilde;o e de edi&ccedil;&atilde;o desse n&uacute;mero, especialmente aos colegas que, pelas avalia&ccedil;&otilde;es dos artigos, muito contribu&iacute;ram na configura&ccedil;&atilde;o desta edi&ccedil;&atilde;o: Ada Assun&ccedil;&atilde;o, Ana Cl&aacute;udia <a>da Silva-Roosli</a>, Ana Cl&aacute;udia Vasconcelos, Ana Luiza Telles, An&iacute;sio Ara&uacute;jo, Bernardo Suprani, Duarte Rolo, Eliane Vianna, Flora Vezza, Francinaldo Pinto, Frida Fischer, H&eacute;lder Muniz, Jos&eacute; Mar&ccedil;al Jackson Filho, K&aacute;tia Santorum, Leda Leal Ferreira, Leny Sato, Luciana Cavanellas, Magda Scherer, Marcello Rezende, Maria Christine Saldanha, Maria Elisa Borges, Maristela Fran&ccedil;a, Milton Athayde, Pedro Bendassolli, Pedro Henrique Isaac Silva, Perrine Martin, Pierre V&eacute;rillon, Rafael Gomes, Raoni Rocha, Ricardo Matos de Carvalho, Suzana Canez Lima, Thiago Drumond Moraes, Vanessa A. Barros, Vicente Nepomuceno e Wladimir F. Souza. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Registramos nosso agradecimento especial aos colegas do polo brasileiro coprodutores do dossi&ecirc; tem&aacute;tico: Jussara Brito, Marcelo Figueiredo e Paulo Zambroni-de-Souza, sublinhando que Jussara foi a respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o da equipe do polo brasileiro da revista. </p>     <p> Ressalta-se, por fim, que o trabalho se deu em momento de profunda crise - pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e de valores - no Brasil, com destaque para a amplia&ccedil;&atilde;o dos ataques diretos aos direitos dos trabalhadores e ao campo da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, que vem sofrendo clara tentativa de desmonte. Tais ataques v&ecirc;m sendo acompanhados de movimentos de resist&ecirc;ncia, expressos n&atilde;o apenas nas ruas, mas tamb&eacute;m no cotidiano de trabalho de muitos brasileiros, incluindo aqueles que atuam na pesquisa, na extens&atilde;o e na forma&ccedil;&atilde;o de novos profissionais. Isso torna ainda mais valorosas as contribui&ccedil;&otilde;es dos autores, pareceristas e demais apoiadores do trabalho realizado. </p>     <p> Esperamos que tenham uma &oacute;tima leitura e que os textos aqui apresentados contribuam para a amplia&ccedil;&atilde;o do debate e para a transforma&ccedil;&atilde;o do trabalho real em prol da sa&uacute;de dos trabalhadores nas nossas sociedades. </p >     <p>&nbsp;</p>     <p> Em nome do Conselho editorial, </p>     <p> Let&iacute;cia Masson, Cirlene Christo e Liliana Cunha </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>COMO REFERENCIAR ESTE ARTIGO?</b> </p>     <p> Masson, L., Christo, C., &amp; Cunha, L. (2019). Editorial. <i>Laboreal, 15</i>(1).</p>      ]]></body>
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