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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evoluc&#807;a&#771;o dos centros comerciais na A&#769;rea Metropolitana de Lisboa: O ini&#769;cio do fim de um ciclo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In a context of emergence of new formats and new consumer preferences, it is necessary to rethink current shopping malls. Therefore, there is a need to increase empirical knowledge on this phenomenon. With that in mind, the objective of this study is to understand the evolution of these premises in the Lisbon Metropolitan Area in the last decades, in order to understand their position in the retail life cycle. Regarding the methodology, I conducted an extensive survey on shopping malls in the study area. In the first phase, I updated the Observato&#769;rio do Come&#769;rcio database, through bibliographic research, with the shopping mall openings in the last fifteen years. In the second phase, a field survey was conducted on 150 shopping malls (from a total of 157) in order to assess their current status. The results of this study show that some shopping malls types endure and consolidate their market position, while others enter a decline phase, and the number of dead shopping malls is already significant. The latter are the result of a poor conception. They are generally commercial condominiums of the late 1990&#8217;s, with no integrated management, and do not match current consumer preferences. Successful shopping mall types, on the other hand, generally have an adequate conception and size, as well as the necessary know-how to face adversity. In the last two decades, therefore, we observe two distinct patterns in the evolution of shopping malls.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[geografia do come&#769;rcio]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right"></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4"><b>Evoluc&#807;a&#771;o dos centros comerciais na A&#769;rea Metropolitana de Lisboa: O ini&#769;cio do fim de um ciclo. </b></font></b>     <p></p>     <p> <b><font face="Verdana" size="3"><b>The evolution of shopping centres in Lisbon Metropolitan Area: The beginning of the end of a cycle.</b></font></b></p>     <p align="center"></p>     <p></p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Daniela Carvalho Ferreira<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a><sup> <br /> </sup></font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Centro de Estudos Geogra&#769;ficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Territo&#769;rio da Universidade de Lisboa (IGOT-UL), Portugal. e-mail: <a href="mailto:daniela.ferreira77@gmail.com">daniela.ferreira77@gmail.com</a></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.<br />   </font><br /> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br />   </font><br /> </p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMA&#769;RIO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Num contexto em que emergem novos formatos comerciais e que os consumidores mudam as suas prefere&#770;ncias, e&#769; necessa&#769;rio refletirmos sobre os centros comerciais existentes. Neste sentido, torna-se necessa&#769;rio compreender o seu percurso de vida e, acima de tudo, identificar o seu posicionamento atual perante o aparecimento de novos formatos. Deste modo, o objetivo deste estudo e&#769; perceber a evoluc&#807;a&#771;o dos centros comerciais na A&#769;rea Metropolitana de Lisboa (AML) ao longo das u&#769;ltimas de&#769;cadas, de forma a perceber se existem centros comerciais em decli&#769;nio e em ascensa&#771;o. Em termos metodolo&#769;gicos, realizou-se um levantamento extensivo dos centros comerciais existentes na a&#769;rea de estudo, tendo como principal suporte a base de dados do Observato&#769;rio do Come&#769;rcio (2000). Atrave&#769;s de fontes bibliogra&#769;ficas diversas, identificaram-se as aberturas nos u&#769;ltimos 15 anos, completando a base referida. De seguida, foram visitados 150 centros comerciais (do total de 157) na Grande Lisboa, de forma a perceber se existem centros comerciais mortos ou moribundos. Os resultados deste estudo mostram-nos que ha&#769; formatos que permanecem e consolidam a sua posic&#807;a&#771;o no mercado enquanto outros que entram em decli&#769;nio, verificando-se ja&#769; um nu&#769;mero assinala&#769;vel de centros comerciais mortos. Os centros comerciais em decli&#769;nio sa&#771;o fruto de uma concec&#807;a&#771;o pouco cuidada, sendo quase sempre condomi&#769;nios comerciais do final da de&#769;cada de 90, sem gesta&#771;o unita&#769;ria, que na&#771;o correspondem a&#768;s prefere&#770;ncias atuais dos consumidores. Pelo contra&#769;rio, os centros de sucesso foram adequadamente concebidos e dimensionados e dispo&#771;em de gesta&#771;o profissional e know-how necessa&#769;rio para saber responder a&#768;s adversidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">geografia do come&#769;rcio; centros comerciais; consumo; novos formatos comerciais.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">In a context of emergence of new formats and new consumer preferences, it is necessary to rethink current shopping malls. Therefore, there is a need to increase empirical knowledge on this phenomenon. With that in mind, the objective of this study is to understand the evolution of these premises in the Lisbon Metropolitan Area in the last decades, in order to understand their position in the retail life cycle. Regarding the methodology, I conducted an extensive survey on shopping malls in the study area. In the first phase, I updated the Observato&#769;rio do Come&#769;rcio database, through bibliographic research, with the shopping mall openings in the last fifteen years. In the second phase, a field survey was conducted on 150 shopping malls (from a total of 157) in order to assess their current status. The results of this study show that some shopping malls types endure and consolidate their market position, while others enter a decline phase, and the number of dead shopping malls is already significant. The latter are the result of a poor conception. They are generally commercial condominiums of the late 1990&rsquo;s, with no integrated management, and do not match current consumer preferences. Successful shopping mall types, on the other hand, generally have an adequate conception and size, as well as the necessary know-how to face adversity. In the last two decades, therefore, we observe two distinct patterns in the evolution of shopping malls. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">retail geography; shopping centres; consumption; retail decline; new retail formats.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p>&nbsp;</p> <font size="3"><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Introdu&#231;&#227;o</font></b></font>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O com&#233;rcio retalhista, sendo um sistema din&#226;mico sujeito a influ&#234;ncias externas (Cachinho, 2014), sofreu, desde meados dos anos 80, altera&#231;&#245;es profundas resultantes da entrada de novos atores e das va&#769;rias mudan&#231;as ambientais (sociais, econ&#243;micas, pol&#237;ticas e culturais). A combina&#231;&#227;o destes dois fatores contribuiu para uma nova configura&#231;&#227;o das paisagens comerciais e das pra&#769;ticas de consumo (Cachinho, 2002; Miles, 2010). Assiste-se a um refor&#231;o do papel do consumidor no sistema retalhista, tendo em considera&#231;&#227;o as suas necessidades, desejos, gostos e valores; fatores que se tornaram importantes para as estrat&#233;gias das empresas (Vargo e Lusch, 2004). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atrav&#233;s do aparecimento de novos atores, s&#227;o implementadas formas de com&#233;rcio, assentes no consumidor, que se torna co-produtor (Ritzer, 2014). Isto vem revolucionar as lojas e os formatos, e esta&#769; na origem dos complexos multifuncionais e multiusos. S&#227;o criados ambientes onde a h&#237;per-realidade (i.e. simulacros e simula&#231;&#245;es) se sobrep&#245;e &#224; realidade e onde o simbolismo entra como oposi&#231;&#227;o ao funcionalismo (Miles, 2010; Cachinho, 2011). Conjugando estas mudan&#231;as com as que se sucederam no territ&#243;rio, surgem novos conceitos de venda a retalho como os hipermercados, as grandes superf&#237;cies especializadas e os centros comerciais. O contexto territorial favorece este desenvolvimento atrav&#233;s dos processos de expans&#227;o da cidade e da suburbaniza&#231;&#227;o. Estes requerem novas infraestruturas rodovia&#769;rias que impulsionam o uso do autom&#243;vel, contribuindo para a cria&#231;&#227;o de novas centralidades onde a acessibilidade e a facilidade de estacionamento s&#227;o fatores imperativos (Barata-Salgueiro, 1996, 1998, 1999; Wrigley e Lowe, 2002; Cachinho, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar do setor do retalho estar em constante muta&#231;&#227;o, a verdade &#233; que existem poucos estudos que analisem a situa&#231;&#227;o atual com detalhe suficiente. O presente artigo pretende colmatar essa lacuna de informa&#231;&#227;o mais recente. O objetivo &#233; analisar a evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na &#193;rea Metropolitana de Lisboa (AML) ao longo das &#250;ltimas d&#233;cadas, com a finalidade de perceber se existem centros comerciais em decl&#237;nio e em ascens&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A presente investiga&#231;&#227;o alicer&#231;a-se num referencial te&#243;rico sustentado nas teorias c&#237;clicas, em particular na teoria do produto. Tendo em conta que estas exploram os va&#769;rios esta&#769;gios pelos quais uma empresa de retalho pode passar, defende-se aqui que podem ser adequadas para explicar o desenvolvimento e as altera&#231;&#245;es no com&#233;rcio retalhista ao longo do tempo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A teoria do ciclo de vida do produto &#233; assumida nesta investiga&#231;&#227;o como fazendo parte do conjunto de teorias c&#237;clicas, pelo seu potencial explicativo do percurso de vida dos produtos. Tendo em conta que os centros comerciais t&#234;m sido vistos como produtos por autores como Garrefa (2005; 2011) e Garrefa e Vargas (2007), a l&#243;gica aqui &#233; analisa&#769;-los tamb&#233;m sob esse prisma, na medida em que existem formatos novos que surgem e outros que entram em decl&#237;nio e desaparecem. Assim, parte-se do princ&#237;pio que os diferentes formatos de centros comerciais representam va&#769;rios produtos, que passam por sucessivas fases. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Relativamente &#224; metodologia, realizou-se uma atualiza&#231;&#227;o da base de dados do Observat&#243;rio do Com&#233;rcio (2000), de forma a inserir todos os centros comerciais que abriram desde ent&#227;o na AML. Com estes dados, procedeu-se a uma ana&#769;lise sobre a evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais, identificando quais os formatos que se encontram em decl&#237;nio e em crescimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O artigo organiza-se da seguinte forma. Em primeiro lugar, s&#227;o abordadas as teorias c&#237;clicas, nomeadamente a teoria do produto. De seguida foca-se na evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML, desde o in&#237;cio dos anos 70 at&#233; 2014, e analisam-se com maior profundidade as tipologias de centros para identificar os formatos em crescimento e em decl&#237;nio. De seguida, aprofunda-se essa mesma ana&#769;lise com recurso &#224; investiga&#231;&#227;o emp&#237;rica sobre os centros comerciais mortos e os centros comerciais moribundos. Por &#250;ltimo, s&#227;o elaboradas algumas considera&#231;&#245;es finais, apontando para a estagna&#231;&#227;o do mercado de centros comerciais, onde existe um predom&#237;nio dos centros comerciais &#224; escala regional, e o decl&#237;nio de outros tipos de formatos, levando &#224; emerg&#234;ncia de centros comerciais mortos e moribundos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. Mudan&#231;as do com&#233;rcio retalhista e seus modelos explicativos </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Existem quatro grandes perspetivas te&#243;ricas que se debru&#231;am sobre as mudan&#231;as da venda a retalho. A primeira re&#250;ne as teorias c&#237;clicas que pressup&#245;em a exist&#234;ncia de um ciclo de vida das empresas e dos estabelecimentos. A segunda coloca a &#234;nfase na adapta&#231;&#227;o das empresas e das lojas ao ambiente econ&#243;mico, pol&#237;tico, social e cultural em que operam, tendo em considera&#231;&#227;o diferentes escalas geogra&#769;ficas. A terceira debru&#231;a-se sobre os conflitos entre formatos de estabelecimentos e localiza&#231;&#245;es dos mesmos, com especial destaque para os conflitos entre comerciantes independentes e cadeias de distribui&#231;&#227;o, e entre localiza&#231;&#245;es ancoradas nos centros de cidade com as que conferem primazia &#224; acessibilidade e &#224; facilidade de circula&#231;&#227;o e parqueamento do autom&#243;vel. Por &#250;ltimo, a quarta, mais ecl&#233;tica, re&#250;ne as teorias que combinam as anteriores teorias para construir uma perspetiva hol&#237;stica das mudan&#231;as. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste artigo, mobiliza-se apenas a teoria do ciclo de vida do produto, que adotamos como referencial te&#243;rico de suporte &#224; evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para Fernie et al. (2003), a teoria do ciclo de vida do produto, criada por Vernon (1966) e mais tarde completada por Davidson et al. (1976), foi a base para a cria&#231;&#227;o de um dos grupos de teorias de mudan&#231;as de venda a retalho: as teorias c&#237;clicas. No entanto, apesar de ser a precursora das teorias c&#237;clicas, Brown (1992) e Fernie et al. (2003) n&#227;o a consideram parte das teorias de mudan&#231;as de venda a retalho. As teorias c&#237;clicas caracterizam-se essencialmente pela ana&#769;lise em linha temporal, contemplando diversas etapas pelas quais uma empresa do retalho pode passar. Essas fases relacionam-se com o seu percurso de vida e, por isso, podem-se analisar os padr&#245;es de comportamento at&#233; se atingir o ma&#769;ximo de vitalidade, mas tamb&#233;m nos remete para a compreens&#227;o de como se chega ao fim de um ciclo de vida. A teoria do ciclo de vida do produto tamb&#233;m nos fornece este tipo de informa&#231;&#227;o. No entanto, da&#769;-nos indica&#231;&#245;es sobre o comportamento dos produtos de uma forma generalizada, ao passo que as teorias c&#237;clicas apenas focam as quest&#245;es internas dos centros comerciais para descrever as diferentes fases. Tendo em conta que no presente artigo se faz uma ana&#769;lise da evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML, considera-se que a teoria do ciclo de vida do produto se torna mais apropriada ao percurso de vida dos produtos no mercado, n&#227;o se focalizando nos aspetos internos de cada empreendimento como nas teorias c&#237;clicas. Garrefa (2005; Garrefa e Vargas, 2007; Garrefa, 2011) tem utilizado esta teoria para explicar a exist&#234;ncia dos centros comerciais mortos, defendendo que estes s&#227;o vistos como meros produtos imobilia&#769;rios. Desta forma, a presente investiga&#231;&#227;o assume os centros comerciais como produtos comerciais e &#233; nessa &#243;tica que a sua evolu&#231;&#227;o &#233; analisada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Garrefa (2005; Garrefa e Vargas, 2007; Garrefa, 2011), apoiado em Marx, refere dois princ&#237;pios que o capitalismo explora do lado do consumo. Em primeiro lugar, &#233; importante abranger o maior n&#250;mero de pessoas poss&#237;vel e, para isso, ampliam-se os mercados. Em segundo, &#233; necessa&#769;rio que o tempo de consumo diminua para que a procura aumente. Assim, o marketing ganha um papel cada vez mais importante ao estudar o comportamento do consumidor, tendo como principal objetivo tornar os desejos e as aspira&#231;&#245;es numa necessidade. Dado o aumento da rapidez de consumo, os produtos come&#231;am a ter um ciclo de vida cada vez mais curto, o que faz com que sejam mais rapidamente substitu&#237;dos por outros. Vernon (1966) &#233; um dos primeiros investigadores a identificar um ciclo de vida para o produto, indicando-nos que este &#233; constitu&#237;do por tr&#234;s fases: 1) introdu&#231;&#227;o do produto; 2) maturidade; 3) padroniza&#231;&#227;o. Mais tarde, Davidson et al. (1976) introduzem uma quarta fase, correspondente ao decl&#237;nio. Dentro deste ciclo, importa salientar que, no modelo fordista, os produtos caracterizam-se por uma dura&#231;&#227;o elevada e maiores per&#237;odos de estabilidade na fase de padroniza&#231;&#227;o (<a href="#f1">Figura 1</a>), quando comparado com o modelo de acumula&#231;&#227;o flex&#237;vel que tem um ciclo de dura&#231;&#227;o mais curto, embora com taxas de lucro muito mais elevadas (<a href="#f1">Figura 1</a> e <a href="#f2">2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1" id="f1"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a03f1.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> <a name="f2" id="f2"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a03f2.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em linhas gerais, na fase 1 quando o produto &#233; lan&#231;ado no mercado, existe uma indefini&#231;&#227;o no que diz respeito ao sucesso deste perante os consumidores. Por isso, este ainda n&#227;o &#233; padroniza&#769;vel visto que pode sofrer modifica&#231;&#245;es de modo a ajustar-se melhor &#224; procura. Al&#233;m disso, nesta fase n&#227;o ha&#769; produtos iguais &#224; inova&#231;&#227;o, dado que a sua cria&#231;&#227;o &#233; demasiado recente para ser seguida, ou para serem criadas varia&#231;&#245;es por outras empresas. Nesta fase, uma vez que n&#227;o se conhece a verdadeira dimens&#227;o da procura, os valores de produ&#231;&#227;o s&#227;o baixos. </font>     <p></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na fase 2, surgem outros fabricantes a produzir a inova&#231;&#227;o (introduzindo-lhe algumas <i>nuances</i>), dando-se um aumento da competi&#231;&#227;o entre produtores que t&#234;m como objetivo dominar o mercado. Um dos produtores saira&#769; &quot;vencedor&quot; desta competi&#231;&#227;o, conquistando o t&#237;tulo hegem&#243;nico. Posto isto, o percurso sera&#769; em dire&#231;&#227;o &#224; padroniza&#231;&#227;o do produto. </font>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na fase 3, o produto atinge o seu pico de sucesso e de lucro. A produ&#231;&#227;o &#233; feita em massa assim como o consumo. Isto deve-se, essencialmente, &#224; seguran&#231;a que o produto atinge no mercado, o que faz com que haja uma estabiliza&#231;&#227;o, tanto do ponto de vista da produ&#231;&#227;o, como do ponto de vista da procura. Nesta fase, o investimento em tecnologia e inova&#231;&#227;o &#233; menor. Ao contra&#769;rio, investe-se mais em m&#227;o-de-obra, uma vez que se produz mais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por &#250;ltimo, na fase 4, os lucros come&#231;am a diminuir, dado o aparecimento de produtos mais inovadores e adaptados &#224;s novas necessidades. O produto &quot;anterior&quot; n&#227;o consegue fazer face &#224; nova concorr&#234;ncia e, por isso, entra numa espiral decrescente at&#233; ficar sem lucros, vendas, acabando por</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ser substitu&#237;do. Em alternativa, pode ser transferido para outros mercados que ainda se interessem por este produto, geralmente pa&#237;ses em vias de desenvolvimento que tendem a receber as inova&#231;&#245;es mais tardiamente. Um produto na fase de decl&#237;nio pode ser visto tamb&#233;m como estando em estado de obsolesc&#234;ncia, ou seja, algo que entra em desuso, que esta&#769; ultrapassado (Schatzman, 2013; Brown e Teernstra, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> T&#234;m sido apontadas algumas cr&#237;ticas &#224;s teorias que contemplam um ciclo numa linha temporal. Em primeiro lugar, torna-se dif&#237;cil definir o tempo de cada fase do ciclo de vida e, acima de tudo, saber exatamente quando &#233; que ocorre a transi&#231;&#227;o de uma fase para a outra. Por&#233;m, Fernie et al. (2003) e Brown (1992) argumentam que, apesar disso, existe sempre uma sensibilidade ao que esta&#769; a acontecer que facilita a localiza&#231;&#227;o no ciclo de vida, permitindo pelo menos a dete&#231;&#227;o das mudan&#231;as de fases, ainda que nem sempre num plano de exactid&#227;o temporal. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outra observa&#231;&#227;o que importa mencionar &#233; o facto de os ciclos de vida estarem a encurtar. Em compara&#231;&#227;o com o s&#233;culo anterior, a fase de maturidade &#233; agora atingida mais rapidamente. Fernie et al. (2003) d&#227;o como exemplo o contraste entre as lojas de departamento e os <i>outlets</i>. Os primeiros levaram d&#233;cadas a atingir a fase de maturidade, enquanto os segundos demoraram poucos anos. </font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Metodologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A metodologia contemplou duas fases. Na primeira, analisou-se a evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML. O ponto de partida foi formado por um conjunto de trabalhos emp&#237;ricos que nos ajudaram a compreender de que forma, quando e onde surgiram os primeiros centros comerciais, e a sua evolu&#231;&#227;o at&#233; ao presente. Procedeu-se a uma atualiza&#231;&#227;o dessa evolu&#231;&#227;o atrav&#233;s da consulta do Anua&#769;rio dos Centros Comerciais da Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Centros Comerciais (APCC), a fim de verificar que centros abriram entretanto na AML e quais os seus formatos. Para al&#233;m disso, efectuou-se um levantamento de not&#237;cias nos meios de comunica&#231;&#227;o social que nos indicaram a abertura de centros comerciais ou previs&#245;es de abertura. Esta informa&#231;&#227;o foi acrescentada &#224; base de dados criada pelo Observat&#243;rio do Com&#233;rcio (2000), a qual possui a lista de centros comerciais que abriram em Portugal at&#233; essa data. Desta forma, foi poss&#237;vel identificar quantos novos centros surgiram, onde e em que formato, de forma a darmos seguimento &#224; caracteriza&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML. Esta primeira etapa foi fundamental para verificar os comportamentos na evolu&#231;&#227;o dos centros. De seguida, foram visitados 150 centros comerciais (do total de 157) na Grande Lisboa, de forma a perceber se existem centros comerciais mortos ou moribundos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Terminada esta caracteriza&#231;&#227;o, com base nos meios dispon&#237;veis, houve necessidade de aprofundar a ana&#769;lise &#224; escala das tipologias de centros, criadas no &#226;mbito do estudo do Observat&#243;rio do Com&#233;rcio (2000). Existem dois tipos de centros comerciais, segundo a fonte acima referida: os condom&#237;nios comerciais e os centros comerciais integrados. O que os distingue &#233; a sua forma de gest&#227;o. Enquanto os primeiros s&#227;o geridos por uma comiss&#227;o de cond&#243;minos ou uma empresa contratada para o efeito, os segundos s&#227;o geridos profissionalmente como uma unidade. A sua distin&#231;&#227;o assenta tamb&#233;m nos princ&#237;pios de conce&#231;&#227;o dos empreendimentos a n&#237;vel comercial, pois os primeiros n&#227;o t&#234;m lojas &#226;ncora, nem existe planeamento do seu <i>mix</i> comercial. Do mesmo modo, os promotores, no caso dos condom&#237;nios, s&#227;o sobretudo pequenas empresas sem experi&#234;ncia no ramo, que pretendem rentabilizar os espa&#231;os que muitas vezes s&#227;o um complemento do condom&#237;nio residencial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um dos resultados mais importantes que podemos retirar desta ana&#769;lise &#233; a identifica&#231;&#227;o dos centros comerciais em fase de decl&#237;nio, pela ana&#769;lise do seu percurso de vida, objetivo central deste artigo. Em simult&#226;neo, podemos tamb&#233;m avaliar quais s&#227;o os tipos de centros comerciais que est&#227;o em ascens&#227;o, indiciando uma poss&#237;vel mudan&#231;a de paradigma no sector. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais - dos anos 70 at&#233; 2014 </b> </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1&#170; Fase (1970-79)</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O principal objetivo deste ponto &#233;, para al&#233;m de mostrar a evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML, fazer uma atualiza&#231;&#227;o da sua evolu&#231;&#227;o para fazer face &#224; falta de estudos recentes. Ha&#769; 14 anos, Cachinho (2002) referia que o desenvolvimento dos centros comerciais portugueses podia ser dividido em tr&#234;s per&#237;odos, alicer&#231;ando essa distin&#231;&#227;o na dimens&#227;o m&#233;dia dos empreendimentos, na localiza&#231;&#227;o, no n&#250;mero de aberturas anuais, no planeamento do <i>mix</i> comercial, nas formas de gest&#227;o e no perfil dos seus promotores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo Cachinho (2002), os primeiros empreendimentos que surgiram na AML foram a <i>drugstore</i> Sol a Sol (Avenida da Liberdade) e o Tutti Mundi (Avenida de Roma). Ambos est&#227;o encerrados desde o final da d&#233;cada de 80. O mais antigo empreendimento que se encontra em funcionamento &#233; o Apolo 70, inaugurado em 1970. No entanto, segundo o blog intitulado RUIN'ARTE, num post publicado a 28 de Mar&#231;o de 2011, o primeiro centro comercial a existir na AML foi o centro comercial Cruzeiro localizado no Monte do Estoril. De acordo com o blog, no contexto da II Guerra Mundial, va&#769;rios refugiados vieram para Portugal e, no Estoril, sobretudo personalidades de vulto. Nesse local, va&#769;rias casas reais foram constru&#237;das pertencentes por exemplo a Juan de Borb&#243;n, conde de Barcelona, ou Victor Emanuel de Ita&#769;lia. Tendo em conta que em outros pa&#237;ses da Europa ja&#769; existiam va&#769;rios centros comerciais, Portugal ficava aqu&#233;m das expectativas deste grupo social. Desta forma, surge o centro comercial Cruzeiro, constru&#237;do em 1951 e atualmente encerrado. A Revista do Turismo (n&#186; 94, Janeiro de 1951) publicou uma reportagem sobre este centro, dizendo que se tratava, dentro do g&#233;nero, de um dos melhores da Europa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira fase decorre entre 1970 e 1979 (<a href="#f3">fig.3</a>). Ou seja, os primeiros empreendimentos surgem perto do final do Estado Novo, devido ao efeito retardador que a crise pol&#237;tica teve (Barata-Salgueiro, 1996). Contudo, o n&#250;mero de aberturas neste per&#237;odo &#233; escasso. Trata-se de empreendimentos comerciais que t&#234;m uma dimens&#227;o pequena (total de 48 empreendimentos; m&#233;dia de 38 lojas e 2 209m <sup>2</sup> de &#193;rea Bruta Loca&#769;vel [ABL]). Esta &#233; uma fase em que o crescimento de centros comerciais &#233; ainda lento, sobretudo at&#233; 1977. Os empreendimentos inserem-se na tipologia de <i>drugstores</i>, ou galerias comerciais, podendo-se tamb&#233;m considera&#769;-los condom&#237;nios comerciais, segundo Teixeira (2014), uma vez que n&#227;o passam de uma mera concentra&#231;&#227;o de lojas que partilham o mesmo espa&#231;o, em edif&#237;cios multifuncionais inseridos no tecido urbano (Barata-Salgueiro, 1996; Pereira et al., 1989). Para al&#233;m disso, este tipo de empreendimentos n&#227;o tem, por norma, uma unidade de gest&#227;o integrada que se aplique a todas as lojas do centro e, como tal, n&#227;o possuem qualquer tipo de planeamento do seu espa&#231;o comercial (Cachinho, 1994). Esta quest&#227;o relacionada com a gest&#227;o &#233; sem d&#250;vida a caracter&#237;stica que melhor distingue os condom&#237;nios comerciais dos centros comerciais.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3" id="f3"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a03f3.jpg" />     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estas constru&#231;&#245;es surgem geralmente no &#226;mbito de especula&#231;&#245;es imobilia&#769;rias por proprieta&#769;rios de pequena dimens&#227;o ou construtores civis com o intuito de dar uso a espa&#231;os inativos, devolutos ou pouco renta&#769;veis, sem qualquer conhecimento sobre centros comerciais e que apenas v&#234;em uma oportunidade de investimento. Isto n&#227;o se verifica nas galerias comerciais que possuem como &#226;ncora supermercados das cadeias Pingo Doce, Continente ou P&#227;o de A&#231;&#250;car, ja&#769; que apenas s&#227;o admitidas lojas que n&#227;o sejam amea&#231;adoras para a &#226;ncora. Os promotores destes formatos t&#234;m um perfil diferente daquele que foi mencionado acima. Al&#233;m de serem dotados de unidade de gest&#227;o, que corresponde &#224; ger&#234;ncia da cadeia de supermercado, existe uma preocupa&#231;&#227;o com o planeamento do <i>mix</i> de lojas, sobretudo para que as lojas da galeria n&#227;o fa&#231;am concorr&#234;ncia &#224; &#226;ncora, o supermercado (Cachinho, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Relativamente &#224; sua localiza&#231;&#227;o, estes empreendimentos geralmente est&#227;o nas a&#769;reas mais centrais das cidades e nos eixos tercia&#769;rios em expans&#227;o das a&#769;reas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Contudo, verifica-se ja&#769; no fim desta fase que empreendimentos como estes come&#231;am tamb&#233;m a localizar-se noutras cidades. &#201; de notar ainda o surgimento destes em localiza&#231;&#245;es perif&#233;ricas junto a novas a&#769;reas residenciais que careciam de espa&#231;os comerciais, e que de certa forma v&#227;o potenciar a intera&#231;&#227;o social (Cachinho, 1994; Cachinho, 2006) </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2&#170; Fase (1980-1989) </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para Barata-Salgueiro (1996) a segunda fase tera&#769; come&#231;ado em meados da d&#233;cada de 80. Esta &#233; uma fase que se caracteriza essencialmente pela transi&#231;&#227;o de modelos. Embora seja not&#243;rio que todos os centros desta fase cont&#234;m novos atributos, o que ira&#769; efetivamente marcar a transi&#231;&#227;o sera&#769; a abertura do Shopping Center Amoreiras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo Cachinho (2002), entre 1980 e 1989 o n&#250;mero de centros aumenta exponencialmente, e Barata-Salgueiro (1996) salienta que a sua difus&#227;o espacial &#233; mais vincada. Os padr&#245;es de localiza&#231;&#227;o diversificam-se bem como os tipos de formato. No entanto, essa expans&#227;o verifica-se muito mais nos empreendimentos caracter&#237;sticos da fase anterior. A diferen&#231;a &#233; que nos centros comerciais desta fase torna-se vis&#237;vel uma maior preocupa&#231;&#227;o com o interior, nomeadamente na harmoniza&#231;&#227;o entre os espa&#231;os comuns e os espa&#231;os de comercializa&#231;&#227;o. Verifica-se igualmente uma preocupa&#231;&#227;o com a luminosidade interior e o aparecimento de algumas iniciativas associadas &#224; componente do lazer nos centros comerciais. Al&#233;m disso, as lojas &#226;ncora come&#231;am a ser posicionadas estrategicamente nos extremos dos centros ou nas localiza&#231;&#245;es menos acess&#237;veis, uma vez que s&#227;o essas lojas &#224;s quais o consumidor vai propositadamente (Cachinho, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As localiza&#231;&#245;es s&#227;o mais variadas neste per&#237;odo, indo do <i>core</i> de novas urbaniza&#231;&#245;es, onde funcionam como centros de com&#233;rcio de bairro, at&#233; aos principais eixos de expans&#227;o do centro da cidade. Nos eixos suburbanos, surgem novos empreendimentos formados por hipermercados, e tamb&#233;m centros comerciais de influ&#234;ncia regional (Cachinho, 2002; Barata-Salgueiro, 1996). Os centros que surgem no interior da cidade de Lisboa, como o Fonte Nova, o City2, entre outros, visam colmatar a car&#234;ncia de oferta comercial nessas a&#769;reas, onde come&#231;a a haver muito mais servi&#231;os (Barata-Salgueiro, 1996). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> At&#233; 1984, os centros comerciais tinham uma pequena dimens&#227;o, n&#227;o ultrapassando os 5000m2. Em m&#233;dia tinham 1539m2 em termos de superf&#237;cie comercial. A partir de 1985, os empreendimentos ganham dimens&#227;o, como &#233; o caso do Amoreiras ou dos centros comerciais que se localizam em a&#769;reas com grandes densidades populacionais como a Amadora, Benfica, Lumiar ou Oeiras (Barata-Salgueiro, 1996). A partir daqui, a iniciativa de construir centros comerciais deixa de ser apenas com o intuito de aproveitar pisos t&#233;rreos ou caves de edif&#237;cios. Come&#231;a a existir uma preocupa&#231;&#227;o com o planeamento dos espa&#231;os comerciais, incluindo todas as suas componentes internas como o <i>mix</i> comercial e lojas-&#226;ncora, o design e at&#233; mesmo a oferta de lazer. Existe uma mudan&#231;a do conceito de centro comercial, ou seja, da filosofia que o enforma, passando a ser visto simultaneamente como um espa&#231;o de consumo e intera&#231;&#227;o social (Cachinho, 1994; Teixeira, 2014). &#201; por isso que surgem, ainda que com pouca express&#227;o, centros comerciais de bairro (e.g. Centro Comercial Lumiar; Centro Comercial Fonte Nova) e centros comerciais regionais (e.g. Shopping Center Amoreiras; Centro Comercial Babil&#243;nia) (Observat&#243;rio do Com&#233;rcio, 2000). </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3&#170; Fase (1990-2003) </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na classifica&#231;&#227;o das fases de evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais proposta por Cachinho (2002), a terceira corresponde ao per&#237;odo de 1990 a 1999. Tendo em conta que se trata de um estudo conclu&#237;do nos primeiros anos deste s&#233;culo, surge a necessidade de repensar quando &#233; que termina a terceira fase. Existem duas hip&#243;teses: Em primeiro, esta terceira fase podera&#769; coincidir com a data de t&#233;rmino do estudo de Cachinho (2002). A segunda &#233; se realmente existem altera&#231;&#245;es que mere&#231;am a cria&#231;&#227;o de uma quarta fase. Apesar de Teixeira (2014) referir que a quarta fase come&#231;a no ano 2000, consideramos que ha&#769; necessidade de levar a terceira fase at&#233; 2003, data em que se assiste &#224; perda de intensidade na abertura de centros comerciais na AML. Mais adiante, na fase 4, justificaremos a raz&#227;o pela tomada desta decis&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste per&#237;odo, ocorre uma intensifica&#231;&#227;o da tend&#234;ncia ja&#769; encontrada na fase anterior. Em simult&#226;neo, existe uma intensifica&#231;&#227;o dos restantes formatos, verificando-se um forte crescimento at&#233; ao final da d&#233;cada de 90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir de 1990, uma das principais altera&#231;&#245;es &#233; o aumento da dimens&#227;o m&#233;dia dos empreendimentos comerciais, passando para o valor m&#233;dio de 4 212m<sup>2</sup>. Para Teixeira (2014), Cachinho (2002) e Barata-Salgueiro (1996), esta &#233; uma fase em que se destacam tr&#234;s importantes acontecimentos. Por um lado, difundem-se os centros comerciais ancorados nas grandes superf&#237;cies alimentares. Por outro, temos o crescente interesse por parte dos investidores no desenvolvimento de mega projetos. E, por &#250;ltimo, assiste-se &#224; prolifera&#231;&#227;o dos empreendimentos de pequena e m&#233;dia dimens&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta foi tamb&#233;m uma d&#233;cada onde surgiram centros comerciais associados a programas de regenera&#231;&#227;o urbana. No caso de Lisboa, temos os exemplos dos Armaz&#233;ns do Chiado (Barata-Salgueiro, 1996; Teixeira, 2014). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Relativamente aos projetos dos centros comerciais de influ&#234;ncia regional, temos o Cascais Shopping que marca, com a sua abertura em 1991, o in&#237;cio desta fase. Desde ent&#227;o todos os anos foram inaugurados centros deste tipo, a maioria localizados nos grandes centros urbanos. E &#233; assim que chegamos &#224;s &quot;catedrais do consumo&quot;, segundo Cachinho (2002), n&#227;o s&#243; pela dimens&#227;o destes empreendimentos regionais, mas tamb&#233;m pela sua arquitetura e pelo seu mix comercial. Ao contra&#769;rio dos empreendimentos anteriores que se caracterizavam por uma gest&#227;o &quot;amadora&quot;, como indica Teixeira (2014), aqui existe uma gest&#227;o cuidada e cada vez mais especializada, ja&#769; patente na conce&#231;&#227;o do Amoreiras Shopping e do Fonte Nova. O design destes centros comerciais e a sua arquitetura representam a cidade contempor&#226;nea em termos de estrutura funcional e configura&#231;&#227;o. Na tentativa de aproximar o centro comercial a uma cidade, foram utilizadas topon&#237;mias para os corredores dos centros. Os espa&#231;os comuns simulavam pra&#231;as e avenidas e ainda acrescentavam um design tipicamente urbano como fontes, plantas ou bancos. Mais do que um local de compras, estes centros comerciais tornaram-se locais de cultura, de intera&#231;&#227;o social e de lazer, pois surgem iniciativas de eventos relacionados com desfiles de moda, espeta&#769;culos musicais, exposi&#231;&#245;es, concursos, entre outros aspetos (Scharoun, 2012; Coleman, 2006; Paterson, 2006; Goss, 1993; Howard, 1985; Dawson, 1983). Verifica-se ja&#769; aqui uma express&#227;o do consumo p&#243;s-moderno em Portugal (Cachinho, 2006) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Relativamente aos empreendimentos comerciais de pequena e m&#233;dia dimens&#227;o &#233; importante referir que alguns acompanharam as tend&#234;ncias e as inova&#231;&#245;es, ou seja, os interiores destes registaram inova&#231;&#245;es ao n&#237;vel do design e arquitetura e at&#233; mesmo altera&#231;&#245;es no seu <i>mix</i> comercial (Cachinho 2002, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Podemos verificar que a terceira fase pode ser estendida at&#233; 2003. Isto porque at&#233; esta data difundiram-se novos centros comerciais pela AML, de acordo com um percurso linear e cont&#237;nuo sem ruturas assinala&#769;veis n&#227;o s&#243; em termos de aberturas como de formatos. Por&#233;m, importa salientar que aqui o crescimento de centros comerciais abrandou em rela&#231;&#227;o ao ritmo registado nos per&#237;odos anteriores.[<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">2</a>] </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir do ano 2000, Portugal conhece alguns novos formatos que d&#227;o os primeiros sinais de diversifica&#231;&#227;o e segmenta&#231;&#227;o, como indica Teixeira (2014). Primeiro, temos a emerg&#234;ncia do conceito de <i>outlet</i>, com a abertura do Campera Outlet Shopping nesse mesmo ano. O facto de estar localizado no munic&#237;pio de Alenquer, freguesia do Carregado, prova que, tal como &#233; teorizado, este tipo de empreendimentos tem tend&#234;ncia a localizar-se nos limites das a&#769;reas metropolitanas (Coleman, 2006). O novo conceito prende-se com a venda de produtos que, embora de marcas de refer&#234;ncia, s&#227;o vendidos a pre&#231;os mais baixos por serem produtos em <i>phase-out</i> ou com algum defeito de fabrico. Por outro lado, pode-se tamb&#233;m dar o caso de existir a venda direta entre produtor e consumidor, o que tamb&#233;m contribui para que o pre&#231;o seja mais baixo. Contudo, isso geralmente acontece nos pr&#243;prios armaz&#233;ns ou fa&#769;bricas (Coleman, 2006), o que n&#227;o &#233; o caso destes empreendimentos portugueses a que nos referimos. Para completar esta informa&#231;&#227;o, a defini&#231;&#227;o de Factory Outlet Centre, segundo o Anua&#769;rio da APCC (2011: 9), &#233; de um &quot;formato que inclui unidades de com&#233;rcio a retalho, de pequena e m&#233;dia dimens&#227;o, onde produtores e retalhistas vendem mercadorias com desconto no pre&#231;o, proveniente de <i>stocks</i> excedenta&#769;rios e/ou artigos com pequenos defeitos.&quot; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir do ano de 2000, para al&#233;m dos <i>outlets</i>, surge outro novo conceito, os <i>retail parks</i>, que se definem por &quot;formato que inclui unidades de com&#233;rcio a retalho especializado &quot;big boxes&quot; ou &quot;power stores&quot; com acesso directo ao parque de estacionamento ou a a&#769;reas pedonais, sendo classificado segundo a sua dimens&#227;o.&quot; (APCC, Anua&#769;rio, 2011:9). O primeiro surgiu em Sintra e designa-se por Sintra Retail Park (2000). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outros centros comerciais abriram ao longo dos anos seguintes, sobretudo nas principais cidades suburbanas, estendendo-se a tend&#234;ncia para o Sul da AML. S&#227;o centros comerciais de m&#233;dia e grande dimens&#227;o, com grande diversidade e pouco especializados. Temos como exemplo o Almada F&#243;rum, aberto em 2002 e o F&#243;rum Montijo em 2003. Esta expans&#227;o de centros comerciais nas a&#769;reas suburbanas deve-se &#224;s altera&#231;&#245;es contextuais que se assemelham &#224;s que foram mencionadas para os EUA e para outros pa&#237;ses da Europa. Embora tendo ocorrido mais tarde em Portugal, tamb&#233;m conhecemos os processos de suburbaniza&#231;&#227;o, as melhorias nos sistemas de transportes e das tecnologias de informa&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o e o aumento das taxas de motoriza&#231;&#227;o (Barata-Salgueiro, 2001; Gaspar, 2002). Tudo isto, aliado &#224; globaliza&#231;&#227;o, ao permitir uma maior internacionaliza&#231;&#227;o do pa&#237;s, fez com que muitas cadeias de lojas multinacionais pudessem entrar em Portugal, sendo hoje dominantes nestes modelos de centros comerciais (Cachinho, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&#227;o existem, de momento, centros comerciais tema&#769;ticos, apesar de ja&#769; serem frequentes noutros pa&#237;ses. Podera&#769;, contudo, ser no futuro um caminho a seguir tendo em conta o atual estado de satura&#231;&#227;o. &#201; necessa&#769;rio repensar alternativas para que o mercado continue a crescer. </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4&#170; Fase (2004-2014)</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A abertura de centros comerciais segue a tend&#234;ncia mostrada na fase anterior, ou seja, os novos centros surgem nas principais cidades suburbanas, sublinhando-se a sua expans&#227;o para a coroa a sul do Tejo. Em 2004, abre o Freeport Outlet Shopping (Alcochete) que segue a l&#243;gica de <i>outlet</i>. Existem algumas semelhan&#231;as entre este e o Campera (Carregado, Alenquer), em termos de design: ambos s&#227;o a c&#233;u aberto, recriam ruas de com&#233;rcio do centro da cidade e possuem espa&#231;os p&#250;blicos com elementos t&#237;picos das pra&#231;as de cidades (exemplo: fontes, bancos de jardim, a&#769;rvores e plantas). O Freeport recria com mais intensidade as ruas com com&#233;rcio de proximidade. Isto &#233; patente no design exterior das lojas que ostentam os t&#237;picos toldos, janelas e portas das zonas hist&#243;ricas das cidades. Outros exemplos desta fase s&#227;o o LoureShopping de 2005 (Loures), o RioSul Shopping de 2006 (Seixal), o F&#243;rum Barreiro de 2008 (Barreiro), e o Dolce Vita Tejo de 2009 (Amadora). Estes foram dos &#250;ltimos centros comerciais a serem constru&#237;dos na AML. Mais recentemente, assiste-se &#224; reconvers&#227;o do Odivelas Parque cuja abertura se deu em 2003 e que em 2012 se transformou num <i>outlet</i>, o Strada Shopping &amp; Fashion Outlet, continuando ainda com obras de remodela&#231;&#227;o, mas sem nunca ter encerrado. Tudo aponta que esta reconvers&#227;o se tenha feito devido ao aparecimento dos primeiros sinais de decl&#237;nio do Odivelas Parque, fazendo com que a empresa gestora, a Mundicenter, conclu&#237;sse que era necessa&#769;rio alterar a tipologia do empreendimento para que este sobrevivesse (Dinheiro Vivo, 2014). Segundo a mesma fonte, este espa&#231;o apesar de se ter tornado um <i>outlet</i>, dados os descontos caracter&#237;sticos deste formato, continua a possuir caracter&#237;sticas de um centro comercial tipicamente conhecido, fundindo assim dois conceitos distintos (Dinheiro Vivo, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A quarta fase segue a mesma tend&#234;ncia com que acabou a terceira. Por&#233;m, existem duas raz&#245;es principais que nos levam a criar esta quarta fase e a delimitar o seu in&#237;cio em 2004. Em primeiro lugar, verifica-se que a partir deste ano passa a ocorrer em toda a AML apenas uma abertura por ano. Este comportamento regista-se at&#233; 2009, ano em que abriu o &#250;ltimo centro comercial registado. A partir desta data e at&#233; Novembro de 2014, nenhuma abertura se verificou na AML &#224; exce&#231;&#227;o do Alegro Set&#250;bal (Novembro, 2014), levando-nos assim para o segundo argumento acerca da cria&#231;&#227;o desta quarta fase: a estagna&#231;&#227;o. &#201; importante salientar que o ritmo de abertura de centros comerciais ja&#769; estava a abrandar ha&#769; muito mais tempo. Contudo, apenas se assinala esta fase a partir de 2004 pois assiste-se a um abrandamento cada vez mais acentuado, acabando mesmo por estagnar em termos de aberturas (<a href="#f3">Figura 3</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Deste modo, surge a quest&#227;o: porque n&#227;o se t&#234;m constru&#237;do novos centros comerciais nos &#250;ltimos anos na AML? Va&#769;rias hip&#243;teses s&#227;o poss&#237;veis. A primeira prende-se com a mudan&#231;a de paradigma em rela&#231;&#227;o aos formatos. Por&#233;m, se assim fosse, um novo formato teria de aparecer para fazer essa rutura, mas tal n&#227;o aconteceu. O Alegro Set&#250;bal, inaugurado a Novembro de 2014, foi a &#250;ltima abertura a ser registada e n&#227;o evidencia o surgimento de um novo formato. Para al&#233;m dos retail parks e dos outlets, n&#227;o vimos surgir outros novos tipos de espa&#231;os comerciais. A segunda hip&#243;tese, que defendemos, &#233; a da crise econ&#243;mica, associada &#224; forma como esta tem afetado o poder de compra do consumidor. Estes ter&#227;o sido os principais fatores que provocaram a estagna&#231;&#227;o do sector que se pode verificar na <a href="#f3">Figura 3</a>. Aliado a esta estagna&#231;&#227;o temos ainda o encerramento de centros comerciais a acontecer tamb&#233;m nesta nova fase. Foram mais os centros comerciais que encerraram do que aqueles que abriram neste per&#237;odo (Ferreira, 2015). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por &#250;ltimo, outra quest&#227;o importante &#233; a satura&#231;&#227;o do mercado. Neste momento, existem na AML va&#769;rios centros comerciais, de dimens&#227;o compara&#769;vel, distando poucos minutos entre si. As a&#769;reas de influ&#234;ncia de cada um sobrep&#245;em-se, sobretudo no Norte da AML. Desta forma, a constru&#231;&#227;o de novos centros comerciais n&#227;o ira&#769; atrair novos consumidores, apenas ira&#769; competir pela partilha da procura existente (Teixeira, 2014). Temos o exemplo do Odivelas Parque que acabou por n&#227;o conseguir resistir no formato original, devido &#224; quantidade de centros comerciais que possu&#237;a na sua envolvente. Embora n&#227;o tenha sido este apenas o &#250;nico factor, foi de facto determinante. Teixeira (2014) confirma no seu estudo que estamos perante um momento de satura&#231;&#227;o. No entanto, o autor considera que esta acontece a partir de 2008, e aceitamos essa possibilidade. Por&#233;m, esta quarta fase foi criada com base num conjunto de crit&#233;rios expostos e, por isso, n&#227;o &#233; apenas a satura&#231;&#227;o que determina o seu per&#237;odo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dado que estamos num ponto de maturidade, e uma vez que a oferta ja&#769; &#233; vasta na AML, provavelmente emergir&#227;o num futuro pr&#243;ximo formatos alternativos, com uma oferta distinta, centros que buscam a diferen&#231;a para atrair os consumidores. Poderemos estar a um passo disso. Sera&#769; um desafio para os centros comerciais existentes enfrentarem n&#227;o s&#243; a atual satura&#231;&#227;o de mercado, mas tamb&#233;m a crise econ&#243;mica e financeira. Como refere Teixeira (2014), &#233; necessa&#769;rio que os centros comerciais se reinventem e adaptem &#224;s novas necessidades, pois s&#243; os que o fizerem conseguir&#227;o sobreviver. </font></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5. Centros comerciais em decl&#237;nio </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ana&#769;lise que se segue tem como finalidade apurar como se comportaram os diferentes tipos de centros comerciais na AML desde 1970. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tipologia utilizada pertence ao estudo que foi elaborado pelo Observat&#243;rio do Com&#233;rcio no ano 2000. Atrav&#233;s da recolha desta informa&#231;&#227;o para os centros comerciais de todo o pa&#237;s identificaram-se cinco tipos de centros comerciais, sendo que estes se inserem em dois grandes grupos, os condom&#237;nios comerciais e os centros comerciais integrados. No primeiro distinguem-se as pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais (tipo 1) e os condom&#237;nios comerciais de bairro (tipo 2). Do segundo grupo, fazem parte os centros comerciais de proximidade (tipo 3), os centros comerciais de bairro (tipo 4) e os centros comerciais regionais (tipo 5) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1" id="t1"></a> <img src="/img/revistas/cct/n33/n33a03t1.jpg" />     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atrav&#233;s da ana&#769;lise das <a href="#f4">figuras 4</a> e <a href="#f5">5</a>, fica claro que o tipo 3, afeto aos centros comerciais de proximidade, &#233; o dominante dentro do leque de tipologias de centros comerciais na AML. Foi este tipo que maior crescimento teve, nomeadamente nos finais da d&#233;cada de 70 at&#233; finais da d&#233;cada de 90, sendo que o seu auge foi durante a d&#233;cada de 80. A partir do final dos anos 90, este formato deixou de ser constru&#237;do. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4" id="f4"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a03f4.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> <a name="f5" id="f5"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a03f5.jpg" />     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os condom&#237;nios comerciais de bairro e as pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais s&#227;o os tipos que apresentam menor express&#227;o nos gra&#769;ficos acima. Para al&#233;m dos n&#237;veis de crescimento de aberturas serem baixos, foram tamb&#233;m tipos que terminaram no final da d&#233;cada de 90. Contudo, apesar de existir essa semelhan&#231;a com os centros comerciais de proximidade, o facto &#233; que nenhum desses tipos teve um crescimento que se possa considerar significativo. Constatamos tamb&#233;m que estes dois tipos tiveram um per&#237;odo de aberturas mais curto (atendendo &#224;s datas de primeira e &#250;ltima abertura). Os centros comerciais de bairro t&#234;m o mesmo comportamento dos condom&#237;nios comerciais de bairro e das pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais, sobretudo no que diz respeito ao seu fraco crescimento que, por sua vez, faz com que seja um tipo com pouca expressividade. A diferen&#231;a &#233; que o seu aparecimento &#233; mais tardio, assumindo desde ja&#769; que embora tenha aberto um centro comercial em 1970 e outro em 1976, o seu arranque aconteceu realmente em meados da d&#233;cada de 80. Isto faz com que os centros comerciais de bairro possuam uma dualidade, porque embora tenham um comportamento parecido com os condom&#237;nios comerciais de bairro e as pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais, o seu per&#237;odo de crescimento foi mais tardio, tal como o dos centros comerciais regionais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto aos centros comerciais regionais, como ja&#769; foi referido, o seu crescimento deu-se num per&#237;odo mais recente. Verifica-se ainda que este foi o &#250;ltimo formato a ter novas unidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em s&#237;ntese, pode-se observar que os condom&#237;nios comerciais de bairro, as pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais e os centros comerciais de proximidade foram os tipos que surgiram e terminaram mais cedo. Quando o n&#250;mero de aberturas dos centros comerciais de bairro e dos centros comerciais regionais come&#231;am a intensificar-se, os restantes tipos entram em decl&#237;nio (<a href="#f4">Figuras 4</a> e <a href="#f5">5</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ha&#769; tr&#234;s quest&#245;es que importa colocar. Em primeiro lugar, detetaram-se tr&#234;s tipos de centros que deixaram de ser promovidos, ou seja, tipos que diminu&#237;ram o seu ritmo de aberturas ou deixaram de ser constru&#237;dos. Esses tipos s&#227;o: os condom&#237;nios comerciais de bairro; as pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais e os centros comerciais de proximidade. Os primeiros dois tipos incluem-se nos condom&#237;nios comerciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A segunda quest&#227;o remete-nos para os centros comerciais de bairro e para os centros comerciais regionais, categorias que constituem o grupo dos centros comerciais integrados. Verificamos que tanto os centros comerciais de bairro como os centros comerciais regionais surgiram mais tarde no percurso de desenvolvimento dos centros comerciais na AML. Trata-se de modelos que emergiram, nos meados dos anos 80, cuja principal diferen&#231;a reside na dimens&#227;o e forma de gest&#227;o. Comparativamente, os centros comerciais regionais tiveram uma express&#227;o maior em termos de aberturas na AML. Em contrapartida, verifica-se que existe uma aus&#234;ncia de aberturas de condom&#237;nios comerciais e centros comerciais de proximidade desde o final da d&#233;cada de 90. Em simult&#226;neo, assiste-se a uma ascens&#227;o dos modelos que possuem verdadeira gest&#227;o integrada, planeamento do <i>mix</i> comercial, lojas-&#226;ncora e lojas em regime de <i>franchising</i> e que, acima de tudo, possuem uma maior dimens&#227;o. Existe, portanto, a contra&#231;&#227;o dos modelos em condom&#237;nio ao mesmo tempo que se difundem os centros comerciais integrados, sobretudo os regionais. Deste modo, as dimens&#245;es da mudan&#231;a encontram-se verdadeiramente nas caracter&#237;sticas que op&#245;em os condom&#237;nios aos centros comerciais integrados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por &#250;ltimo, importa referir que, embora algumas categorias de centros continuem a ser constru&#237;das, os centros comerciais regionais n&#227;o t&#234;m continuado a aumentar. Pelo contra&#769;rio, o seu ritmo de crescimento reduziu-se e nos &#250;ltimos 5 anos nenhum centro comercial foi constru&#237;do na AML. Portanto, apesar dos centros comerciais de bairro, e sobretudo os centros comerciais regionais, terem dado evid&#234;ncias de que floresceu um novo modelo, n&#227;o significa que a sua continuidade esteja garantida. Esta falta de novas aberturas remete-nos para a ana&#769;lise feita &#224; fase 4, que se caracteriza sobretudo pela estagna&#231;&#227;o do sector. </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> 5.1 A emerg&#234;ncia dos centros comerciais mortos e dos centros comerciais moribundos </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estando perante uma tipologia que ascende no per&#237;odo em que o outro grupo deixa de ter aberturas, levanta-se a quest&#227;o sobre se estamos perante formatos que, para al&#233;m de n&#227;o serem mais concebidos, se encontram em decl&#237;nio. De facto, isso vem a confirmar-se, pelo menos na Grande Lisboa, onde foram visitados 150 centros comerciais, dentro de um universo de 157. Para efeito deste estudo, foram inclu&#237;dos na categoria de centros comerciais mortos todos os empreendimentos que estivessem encerrados &#224; data do seu levantamento, possu&#237;ssem uma taxa de espa&#231;os devolutos superior a 70%, e/ou apresentassem um n&#237;vel elevado de degrada&#231;&#227;o f&#237;sica bem como um reduzido tra&#769;fego de consumidores, ainda que em funcionamento, visto que nestas condi&#231;&#245;es ja&#769; n&#227;o conseguem preservar a imagem de centro. Verificou-se que dos 41 centros comerciais mortos recenseados, 89,5% destes correspondem &#224;s tipologias que deixaram de ser promovidas. Portanto, tudo indica que estamos perante formatos que se encontram em decl&#237;nio. No entanto, em refor&#231;o desta ideia, verificou-se que para al&#233;m dos centros comerciais mortos, existem ainda centros num pr&#233;-estado a centro comercial morto, denominado por isso, centro comercial moribundo [<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>]. Para a identifica&#231;&#227;o dos centros comerciais moribundos, conceito proveniente do termo <i>greyfield</i> (Congress of New Urbanism, 2001), foram utilizados alguns crit&#233;rios identificados pela Deadmalls.com, dada a escassez de literatura cient&#237;fica. Deste modo, entende-se por centro comercial moribundo todo o empreendimento que tenha pelo menos, entre 48% a 69,9% das suas lojas encerradas, tendo por isso a sua viabilidade econ&#243;mica enquanto centro comercial em causa, e apresente tamb&#233;m sinais de degrada&#231;&#227;o f&#237;sica e falta de manuten&#231;&#227;o. Foram recenseados 14 centros comerciais moribundos na Grande Lisboa, o que corresponde a 9,3% do total dos centros comerciais visitados ou contactados. Analisando a tipologia destes empreendimentos, podemos referir que estes s&#227;o, na sua maioria, tal como os centros comerciais mortos, centros comerciais de proximidade (78,6%). </font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6. Considera&#231;&#245;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente estudo teve como prop&#243;sito fazer uma ana&#769;lise da evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML tendo por base a teoria do ciclo de vida do produto, com a finalidade de perceber se existem centros comerciais em decl&#237;nio e em ascens&#227;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atualmente, o panorama dos centros comerciais da AML &#233; caracterizado pela estagna&#231;&#227;o do crescimento destes empreendimentos, pela satura&#231;&#227;o do mercado e ainda por uma conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira que vem intensificar a situa&#231;&#227;o, devido &#224;s suas repercuss&#245;es sobre o poder de compra do consumidor. Assistimos a um contexto que dificulta o crescimento do n&#250;mero de centros comerciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao analisarmos o comportamento dos centros comerciais de acordo com a sua tipologia, pormenorizando a ana&#769;lise, verificamos que este &#233; tamb&#233;m um momento de decl&#237;nio para alguns formatos. Existem tr&#234;s tipos de centros comerciais que, &#224; luz dos princ&#237;pios da teoria do ciclo de vida do produto, chegaram &#224; fase de decl&#237;nio. Tratam-se dos condom&#237;nios comerciais de bairro (tipo 1), das pequenas galerias e condom&#237;nios comerciais (tipo 2) e ainda dos centros comerciais de proximidade (tipo 3). Os primeiros dois incluem-se no grupo dos condom&#237;nios comerciais e o terceiro formato faz parte dos centros comerciais integrados. Em simult&#226;neo, na d&#233;cada em que estes formatos deixam de ser promovidos (final dos anos 90), os centros comerciais regionais entram na fase de crescimento. Deste modo, estamos perante uma situa&#231;&#227;o em que a evolu&#231;&#227;o dos centros comerciais na AML &#233; marcada n&#227;o s&#243; por produtos que entram em decl&#237;nio, mas tamb&#233;m por outros que est&#227;o em crescimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta mudan&#231;a no ciclo dos produtos traz consigo uma transi&#231;&#227;o do conceito de centro comercial que vem revolucionar estes estabelecimentos. A varia&#769;vel que melhor mostra o quanto diferem as tipologias em decl&#237;nio das que est&#227;o em crescimento &#233;, sem d&#250;vida, o planeamento, desde o design do formato e do mix de lojas at&#233; uma gest&#227;o especializada e unificada que da&#769; conta de todas as a&#769;reas necessa&#769;rias de atua&#231;&#227;o. No centro comercial planeado, tudo &#233; continuamente pensado (e antecipado) e nada existe por mero acaso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Verifica&#769;mos, atrav&#233;s de estudos anteriores referenciados acima, que os centros comerciais mortos correspondem aos tipos em decl&#237;nio e, por isso, possuem caracter&#237;sticas t&#237;picas de um conceito ultrapassado. Caracterizam-se maioritariamente por serem centros comerciais de proximidade, sem um <i>mix</i> comercial planeado, e que, por possu&#237;rem uma reduzida dimens&#227;o, tamb&#233;m possuem poucas lojas. Em termos visuais, s&#227;o pouco apelativos para os consumidores atuais. Trata-se de uma mera transposi&#231;&#227;o do com&#233;rcio de rua, para dentro de um edif&#237;cio, um aglomerado de lojas sem qualquer articula&#231;&#227;o entre si. Desta forma, os centros comerciais mortos correspondem aos tipos que se encontram na fase de decl&#237;nio ou s&#227;o empreendimentos que n&#227;o souberam adaptar-se &#224; difus&#227;o de novos formatos comerciais e &#224;s necessidades dos consumidores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para al&#233;m de ja&#769; se ter mostrado que a maioria dos centros mortos pertence a tipologias em decl&#237;nio, verifica-se que aqueles que est&#227;o num esta&#769;gio anterior tamb&#233;m correspondem &#224;s mesmas tipologias. Isto vem refor&#231;ar a ideia que os centros comerciais cujas caracter&#237;sticas n&#227;o foram adaptadas ao novo conceito de centro comercial, enquanto espa&#231;o que mistura consumo e lazer, n&#227;o s&#227;o capazes de sobreviver no mercado em que est&#227;o inseridos. N&#227;o se ajustando &#224;s tend&#234;ncias atuais, estes empreendimentos, tal como outros que pertencem aos formatos em decl&#237;nio, ter&#227;o maior dificuldade em se adaptar aos novos desenvolvimentos do mercado onde existem amenidades que os consumidores privilegiam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Acreditamos que este artigo contribuira&#769; para uma melhor compreens&#227;o sobre o decl&#237;nio dos centros comerciais e, para al&#233;m disso, para uma atualiza&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o atual. Em acr&#233;scimo, sendo os centros comerciais uma parte fulcral do atual sistema comercial das cidades, os resultados deste artigo contribuem para o aumento do conhecimento sobre as din&#226;micas contempor&#226;neas neste campo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Centros Comerciais (2011) Centros Comerciais, Anua&#769;rio Portugal 2011, N&#186;12. Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos Centros Comerciais, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684490&pid=S2182-3030201600020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barata-Salgueiro, T. (1996) <i> Do Com&#233;rcio &#224; Distribui&#231;&#227;o, roteiro de uma mudan&#231;a </i> , Lisboa: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684492&pid=S2182-3030201600020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barata-Salgueiro, T. (1998) &quot;Cidade P&#243;s-moderna. Espa&#231;o Fragmentado&quot;, <i>Finisterra - Revista Portuguesa de Geografia</i>, 32 (63): 179-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684494&pid=S2182-3030201600020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barata-Salgueiro, T. (1999) &quot;Ainda em torno da Fragmenta&#231;&#227;o do Espa&#231;o Urbano&quot;, <i>Inforgeo</i>, 14: 65-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684496&pid=S2182-3030201600020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barata-Salgueiro, T. (2001) <i>Lisboa. Periferia e Centralidade</i>, Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684498&pid=S2182-3030201600020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Brown, S. (1992) <i>Retail location: a micro-scale perspective</i>, London: Ashgate.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684500&pid=S2182-3030201600020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Brown, S., Gordon, M., Teernstra, T. (2008) &quot;Examining investor perceptions of obsolescence and value through a behavioural economics lens&quot;, <i>Journal of European Real Estate Research</i>, 1 ( 3): 267-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684502&pid=S2182-3030201600020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cachinho, H. (1994) &quot;O com&#233;rcio a retalho na cidade de Lisboa, reestrutura&#231;&#227;o econ&#243;mica e din&#226;micas territoriais&quot;, <i>Finisterra</i>, XXIX (57): 119-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684504&pid=S2182-3030201600020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cachinho, H. (2002) <i> O Com&#233;rcio Retalhista Portugu&#234;s. P&#243;s-modernidade, consumidores e espa&#231;o </i> , Lisboa: Gabinete de Estudos e Prospectiva Econ&#243;mica do Minist&#233;rio da Economia (GEPE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684506&pid=S2182-3030201600020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cachinho, H. (2006) &quot;Consumactor: da condi&#231;&#227;o do indiv&#237;duo na cidade p&#243;s-moderna&quot;, <i>Finisterra, Revista Portuguesa de Geografia</i>, XLI (81), 33-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684508&pid=S2182-3030201600020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cachinho, H. (2011) &quot;Urban retail dynamics: from shopping spaces to consumer places&quot;, in T. Barata-Salgueiro, H. Cachinho (orgs.), <i> Retail planning for the resilient city. Consumption and urban regeneration </i> , Lisboa: Centro de Estudos Geogra&#769;ficos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684510&pid=S2182-3030201600020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cachinho, H. (2014) &quot;Consumerscapes and the resilience assessment of urban retail systems&quot;, <i>Cities</i>, 36: 131-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684512&pid=S2182-3030201600020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Congress for the New Urbanism (2001) &quot;Greyfields into Goldfields. From failing shopping centers to great neighborhoods&quot;, Congress for the New Urbanism, PriceWaterHouse Coopers. Available at: <a href="http://cnu.civicactions.net/sites/www.cnu.org/files/Greyfield_Goldfields_vol2.pdf" target="_blank"> http://cnu.civicactions.net/sites/www.cnu.org/files/Greyfield_Goldfields_vol2.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684514&pid=S2182-3030201600020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coleman, P. (2006) <i>Shopping Environments: evolution, planning and design</i>, London: Architectural Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684516&pid=S2182-3030201600020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dawson, J. (1983) <i>Shopping Centre Development</i>, London: Longman Group Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684518&pid=S2182-3030201600020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Davidson W, Bates, A., Bass, S. (1976) &quot;The retail life cycle&quot;, <i>Harvard Business Review</i>, 54: 89-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684520&pid=S2182-3030201600020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fernie, J., Fernie, S., Moore, C. (2003) <i>Principles of Retailing</i>, Oxford: Butterworth-Heinemann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684522&pid=S2182-3030201600020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ferreira, D. (2015) Os centros comerciais mortos na &#193;rea Metropolitana Norte de Lisboa, Disserta&#231;&#227;o de mestrado em Gest&#227;o do Territ&#243;rio e Urbanismo, Lisboa, Universidade de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&#243;rio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684524&pid=S2182-3030201600020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Garrefa, F. (2005) &quot;Dead-Malls: notas sobre o fechamento de grandes shopping centers regionais norte-americanos&quot;, I Col&#243;quio Internacional sobre Com&#233;rcio e Cidade: uma rela&#231;&#227;o de origem, Anais. Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo. Available at: <a         href="http://www.fau.usp.br/depprojeto/labcom/produtos/2005_garrefa_deadmalls.pdf" target="_blank"     >http://www.fau.usp.br/depprojeto/labcom/produtos/2005_garrefa_deadmalls.pdf</a> . </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Garrefa, F. (2011) <i>Shopping centres, de centro de abastecimento a produto de consumo</i>, S&#227;o Paulo: Editora Senac SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684527&pid=S2182-3030201600020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Garrefa, F., Vargas, H. (2007) &quot;Os shopping centers e o enfrentamento do ciclo de vida do produto&quot;, Anais do VII Semina&#769;rio Internacional da LARES. EPUSP, S&#227;o Paulo. Available at: <a         href="http://www.labcom.fau.usp.br/wp-content/uploads/2015/08/2007-lares-a.pdf" target="_blank"> http://www.labcom.fau.usp.br/wp-content/uploads/2015/08/2007-lares-a.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684529&pid=S2182-3030201600020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Gaspar, J. (2002) &quot;Tend&#234;ncias de Ocupa&#231;&#227;o do Territ&#243;rio&quot;, in C. Cavaco (orgs.) <i> Repensar Portugal na Europa. Perspectivas de um pa&#237;s perif&#233;rico </i> . Lisboa: Centro de Estudos Geogra&#769;ficos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684531&pid=S2182-3030201600020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Goss, J. (1993) &quot;The Magic of the Mall: An Analysis of Form, Function, and Meaning in the Contemporary Retail Built Environment&quot;, Annals of the Association of American Geographers, 83, (1): 18-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684533&pid=S2182-3030201600020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Howard, G. (1985) &quot;The Evolution of the Planned Shopping Center in Suburb and City&quot;, J<i>ournal of the American Planning Association</i>, 51 (4): 449-460.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684535&pid=S2182-3030201600020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Miles, S. (2010), <i> Spaces for Consumption. Pleasure and placelessness in the post-industrial city </i> . London: Sages.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684537&pid=S2182-3030201600020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observat&#243;rio do Com&#233;rcio (2000) &quot;Centros Comerciais em Portugal: conceitos, tipologias e din&#226;micas&quot;, Lisboa: Observat&#243;rio do Com&#233;rcio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684539&pid=S2182-3030201600020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Paterson, M. (2006) <i>Consumption and everyday life</i>, London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684541&pid=S2182-3030201600020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pereira, M., Marrou, L., Teixeira, J. (1989) <i>Os centros comerciais de Lisboa</i>, Distribui&#231;&#227;o Hoje, 20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684543&pid=S2182-3030201600020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ritzer, G. (2014) &quot;Automating prosumption: The decline of the prosumer and the rise of the prosuming machines&quot;, <i>Journal of Consumer Culture</i>, online, DOI: 10.1177/1469540514553717. Available at: <a         href="http://joc.sagepub.com/content/early/2014/10/15/1469540514553717.full.pdf+html" target="_blank"     > http://joc.sagepub.com/content/early/2014/10/15/1469540514553717.full.pdf+html </a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684545&pid=S2182-3030201600020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Schatzman, L. (2013) Metabolizing obsolescence: strategies for the dead mall. Master's dissertation. Urbana: University of Illinois at Urbana-Champaign.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684547&pid=S2182-3030201600020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Scharoun, L. (2012) <i>America at the Mall: the cultural role of a real utopia</i>, Jefferson: McFarland &amp; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684549&pid=S2182-3030201600020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Schatzman, L. (2013) Metabolizing obsolescence: strategies for the dead mall. Disserta&#231;&#227;o de mestrado. Urbana-Champaign, University of Illinois.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684551&pid=S2182-3030201600020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Teixeira, J. (2014) &quot;The reshaping of retail landscape in Greater Lisbon: do shopping centers have a future?, ERSA conference papers. Available at: <a         href="http://www-sre.wu.ac.at/ersa/ersaconfs/ersa14/e140826aFinal01259.pdf" target="_blank"     > http://www-sre.wu.ac.at/ersa/ersaconfs/ersa14/e140826aFinal01259.pdf </a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684553&pid=S2182-3030201600020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vargo, S., Lusch, R. (2004) &quot;Evolving to a New Dominant Logic for Marketing&quot;, <i>Journal of Marketing</i>, 68: 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684555&pid=S2182-3030201600020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vernon, R. (1966) &quot;International Investment and International Trade in the Product Cycle&quot;, <i>The Quarterly Journal of Economics</i>, 80 (2): 190-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684557&pid=S2182-3030201600020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Wrigley, N., Lowe, M. (2002), <i> Reading Retail: A Geographical Perspective on Retailing and Consumption </i> Spaces. London: Arnold.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1684559&pid=S2182-3030201600020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hiperliga&#231;&#245;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> DeadMalls. Available at: <a href="http://deadmalls.com/index.html" target="_blank"> http://deadmalls.com/index.html </a> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dinheiro Vivo (2012) &quot;Odivelas Parque agora &#233; Strada Shopping &amp; Fashion Outlet&quot;. Available at: <a         href="http://www.dinheirovivo.pt/empresas/interior.aspx?content_id=3891658" target="_blank"     > http://www.dinheirovivo.pt/empresas/interior.aspx?content_id=3891658 </a> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dinheiro Vivo (2014) &quot;Obras do Oeiras Parque arrancam em 2014: vai ficar maior e ter uma FNAC&quot;. Available at: <a href="http://www.dinheirovivo.pt/Imprimir.aspx?content_id=3756559" target="_blank"> http://www.dinheirovivo.pt/Imprimir.aspx?content_id=3756559 </a> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> RUIN'ARTE (2011) &quot;O centro comercial Cruzeiro - Monte do Estoril&quot;. Available at: <a         href="http://ruinarte.blogspot.pt/2011/03/o-centro-comercial-cruzeiro.html" target="_blank"     > http://ruinarte.blogspot.pt/2011/03/o-centro-comercial-cruzeiro.html </a> . </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fontes Estat&#237;sticas</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> INE (2014) Dados Estat&#237;sticos da Constru&#231;&#227;o e da Habita&#231;&#227;o. Lisboa (Acedido em 18 de Abril de 2014) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> INE (2014) Indicadores de Confian&#231;a do Consumidor. Lisboa (Acedido em 18 de Abril de 2014) </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NOTAS</font> </p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">2]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estes dados resultam da recolha efetuada, referida na metodologia, sobre o levantamento do n&#250;mero de aberturas de centros comerciais tendo como suporte a base de dados do Observat&#243;rio do Com&#233;rcio (2000). </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">3]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a identifica&#231;&#227;o dos centros comerciais moribundos, conceito proveniente do termo greyfield, foram utilizados alguns crit&#233;rios identificados pela Deadmalls.com. Deste modo, entende-se por centro comercial moribundo todo o empreendimento que tenha pelo menos, entre 48% a 69,9% das suas lojas encerradas, tendo por isso a sua viabilidade econ&#243;mica enquanto centro comercial em causa, e apresente tamb&#233;m sinais de degrada&#231;&#227;o f&#237;sica e falta de manuten&#231;&#227;o.</font> </p>      ]]></body>
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