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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Antes do recomeço: a cidade nas revistas Arquitectura e Binário]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[1976 was called the second year of a new Portugal by L'Architecture d'Aujourd'hui, that published a thematic dossier about its architecture of the period. Showing the country's visibility from the April 25th 1974's revolution - which contrasted with pop culture's statement that the revolution would not be televised - it focused on the relation between architecture and the social transformation under way. Such attention would be crucial in the internationalization of Portuguese architecture, later well expressed by Álvaro Siza's significant role. After a period of enthusiasm, when all possibilities seemed open - whole and clean, in poet Sophia de Mello Breyner's words - the 'Portugal an II' dossier had an approach somewhat eclectic, which sought to synthesize the experience of the dictatorship period and then presented individual experiences of architects that designed basing on their own experiences and influences. Most of these authors had already their work published by Portuguese periodicals, and some of them were part of the group that had taken the lead of the debate in the Arquitectura journal, that symptomatically waned it's activity in the period after the revolution - it was no longer time to reflect and to debate, but to engage and to work. But what about before this zero year? How was it discussed architecture, urban space, the city, when the housing shortage was acute, and in Europe was questioning the city produced in the post-war period? This paper presents an analysis of that debate, reviewing disciplinary periodicals and relating it with the international perspective.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right"></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4"><b>Antes do recomeço: a cidade nas revistas <i>Arquitectura</i> e <i>Binário</i>. </b></font></b>     <p></p>     <p> <b><font face="Verdana" size="3"><b>Before restart: periodicals and scientific debate about the city.</b></font></b></p>     <p align="center"></p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Rui Seco<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a><sup> <br /> </sup></font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Escola Universitária das Artes de Coimbra, Portugal. e-mail: <a href="mailto:ruisecoc@gmail.com">ruisecoc@gmail.com</a>.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br />   </font><br /> </p> <hr size="1" noshade="noshade" />     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como se processava o debate disciplinar sobre a cidade, que informava a grande expansão urbana em Portugal, antes e depois da revolução de Abril de 1974? De que modo se discutiam a arquitectura e o espaço urbano, quando a falta de habitação era um problema premente, e na Europa se questionava já a cidade produzida no pós guerra? As questões expostas estabelecem o quadro de desenvolvimento de uma pesquisa realizada a partir das duas publicações especializadas de grande divulgação no país na época abordada, as revistas Arquitectura e Binário, incidindo sobre o modo como se processavam o debate, a teorização e a exposição de ideias, que neste texto é sinteticamente apresentada. A temática abordada é entendida como relevante pela sua relação com a prática da transformação da cidade portuguesa, mais do que pela definição de um corpo coerente ou estruturado de ideias, pela organização de diferentes linhas de pensamento ou pela inovação das abordagens. Importa por isso entender o que e como se debatia ou se apresentavam ideias, isto é, como se definia o contexto no qual se desenvolvia o projecto, se desenhava o espaço urbano e o edifício. O momento novo do pós-revolução, em particular, em que toda a organização da sociedade era questionada e todas as possibilidades pareciam em aberto, inteiras e limpas, constituía um recomeço também para os arquitectos, empenhados em criar o suporte físico para a nova época e a nova sociedade. As reflexões, ideias, modelos ou teorias de que se socorriam para fundamentar o desenho, ante a urgência do momento e a premência de resposta ditadas pelo espírito do tempo, tinham já que estar formadas, sendo, em parte, fruto do contexto de discussão disciplinar aqui abordado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cidade; Arquitectura; Debate; Portugal; Revolução; Morfologia.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1976 was called the second year of a new Portugal by L'Architecture d'Aujourd'hui, that published a thematic dossier about its architecture of the period. Showing the country's visibility from the april 25th 1974's revolution &#8211; which contrasted with pop culture's statement that the revolution would not be televised &#8211; it focused on the relation between architecture and the social transformation under way. Such attention would be crucial in the internationalization of Portuguese architecture, later well expressed by Álvaro Siza's significant role. After a period of enthusiasm, when all possibilities seemed open - whole and clean, in poet Sophia de Mello Breyner's words - the 'Portugal an II' dossier had an approach somewhat eclectic, which sought to synthesize the experience of the dictatorship period and then presented individual experiences of architects that designed basing on their own experiences and influences. Most of these authors had already their work published by portuguese periodicals, and some of them were part of the group that had taken the lead of the debate in the Arquitectura journal, that symptomatically waned it's activity in the period after the revolution &#8211; it was no longer time to reflect and to debate, but to engage and to work. But what about before this zero year? How was it discussed architecture, urban space, the city, when the housing shortage was acute, and in Europe was questioning the city produced in the post-war period? This paper presents an analysis of that debate, reviewing disciplinary periodicals and relating it with the international perspective. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">City; Architecture; Debate; Portugal; Revolution; Urban Morphology.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A revolu&#231;&#227;o n&#227;o será televisionada mas sim ao vivo, proclamava em 1971 Gil Scott-Heron [<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">2</a>], trazendo para o registo musical um <i>slogan</i> das manifesta&#231;&#245;es de protesto dos negros norte americanos. Esse momento, marcante para a m&#250;sica urbana de interven&#231;&#227;o[<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>], estabelecia um protesto contra a cultura de massas e a sua base mercantilista, criticando a transmiss&#227;o indiferente de imagens, que mostrava a realidade e os problemas sociais entre an&#250;ncios, avisos sobre o tempo, enredos de fic&#231;&#227;o ligeira ou destaques de informa&#231;&#227;o, aplanando a sua import&#226;ncia e retirando-lhes significado. </font>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A revolu&#231;&#227;o seria ao vivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tr&#234;s anos mais tarde, em Portugal, a revolu&#231;&#227;o vivia-se efectivamente nas ruas, mas era ao mesmo tempo fortemente mediatizada, em parte contrariando este postulado. Transmitida para grande parte do mundo, em directo ou em diferido, documentada na imprensa e registada em filme, despertava interesse pelas possibilidades que criava, concentrando aten&#231;&#245;es enquanto pe&#231;a do tabuleiro geopol&#237;tico da guerra fria. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As revolu&#231;&#245;es n&#227;o se fariam mais apenas na rua, mas tamb&#233;m atrav&#233;s dos media. A mediatiza&#231;&#227;o, atrav&#233;s da imprensa mas sobretudo atrav&#233;s das imagens em movimento, n&#227;o deixaria de ganhar influ&#234;ncia social e import&#226;ncia pol&#237;tica, da guerra do Vietname &#224; queda do muro de Berlim, da disputa pelas Malvinas ao 11 de setembro e &#224; escalada do terrorismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No per&#237;odo revolucionário, essa visibilidade mediática seria marcante para Portugal, as imagens das armas e das flores, dos soldados e das crian&#231;as, registando a passagem a um tempo novo, um dia inicial inteiro e limpo[<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4">4</a>], em que todos os futuros estavam em aberto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um tempo em que para al&#233;m da poesia, tamb&#233;m a arquitectura estava na rua. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cortando o curso do tempo de antes, um grande envolvimento social procurava suprir as priva&#231;&#245;es de um pa&#237;s atrasado, atrav&#233;s do fim da guerra colonial, da realiza&#231;&#227;o de campanhas de alfabetiza&#231;&#227;o e de ac&#231;&#227;o cultural ou, no campo da arquitectura, do envolvimento directo com a popula&#231;&#227;o para criar cidade e habita&#231;&#227;o, interrompendo o funcionamento das escolas de arquitectura, das revistas disciplinares e dos ateliers. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tamb&#233;m a arquitectura se fazia ao vivo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O momento zero</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> E tamb&#233;m a arquitectura seria mediatizada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O protagonismo adquirido pelo contexto p&#243;s-revolucionário convertia-se igualmente na conquista da aten&#231;&#227;o disciplinar, sendo o exemplo mais marcante a publica&#231;&#227;o pela revista <i>L'Architecture d'Aujourd'hui</i>, uma das principais refer&#234;ncias internacionais na &#233;poca, de um n&#250;mero dedicado ao recome&#231;o do pa&#237;s no p&#243;s-25 de abril, intitulado 'Portugal an II', o segundo ano depois desse momento zero [<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5">5</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este dossier temático apresentava uma abordagem que contrapunha autores portugueses, alguns já com um papel activo no debate cr&#237;tico, &#224; perspectiva a partir do exterior de alguns dos mais influentes cr&#237;ticos do momento. Assim, podemos encontrar Jos&#233; Augusto Fran&#231;a, Manuel Vicente, Carlos Duarte, Duarte Cabral de Mello, Nuno Portas, Nuno Teot&#243;nio, Gon&#231;alo Byrne e Ra&#250;l Hestnes, e tamb&#233;m Bernard Huet, Vittorio Gregotti e Oriol Bohigas. Entre o passado sob a ditadura e as experi&#234;ncias recentes em liberdade, eram sucessivamente apresentados diversos per&#237;odos de análise, enquadrando a evolu&#231;&#227;o da arquitectura portuguesa e o contexto em que se desenvolveu. Eram depois exploradas linhas de trabalho pessoais de alguns arquitectos - Nuno Teot&#243;nio e Jo&#227;o Paci&#234;ncia, V&#237;tor Figueiredo e &#193;lvaro Siza - e desenvolvidas reflex&#245;es sobre a prática da arquitectura, o seu papel no 25 de abril e o programa SAAL, a fuga ao sistema institu&#237;do, que colocava os arquitectos directamente em contacto com os habitantes numa procura comum de solu&#231;&#245;es para o problema de falta de habita&#231;&#227;o e de cidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como culminar de toda a análise, era publicado um debate sobre o SAAL, os arquitectos e o seu futuro, entre diversos participantes e Bernard Huet, enquanto ilustra&#231;&#245;es de Jo&#227;o Abel Manta comunicavam expressivamente aspectos da situa&#231;&#227;o pol&#237;tica e social. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1" id="f1"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a10f1.jpg" />     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A s&#250;mula da <i>L'Architecture d'Aujourd'hui</i> sobre os dois anos do novo Portugal, n&#227;o sendo caso &#250;nico [<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6">6</a>], constituiu um ponto importante na mudan&#231;a do debate sobre a arquitectura e a cidade portuguesas, estabelecendo uma reflex&#227;o de s&#237;ntese, que transmite a percep&#231;&#227;o de um ciclo que termina, e simultaneamente lan&#231;ando a sua internacionaliza&#231;&#227;o, que ganharia máxima express&#227;o no protagonismo que viria a adquirir posteriormente &#193;lvaro Siza. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na realidade, os autores apresentados faziam já parte do universo publicado no pa&#237;s anteriormente, alguns deles, como Carlos Duarte e Nuno Portas, ligados ao grupo que tinha tomado a dianteira do debate e da divulga&#231;&#227;o na revista <i>Arquitectura</i> desde o final dos anos 1950. No decurso do per&#237;odo revolucionário, sobretudo com o programa SAAL, tinham tido a oportunidade de colocar as suas experi&#234;ncias e conhecimentos ao servi&#231;o das popula&#231;&#245;es carenciadas, procurando contribuir para a constru&#231;&#227;o de uma sociedade renovada. </font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Um <i>mundo recome&#231;ado a partir da praia pura</i></b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Era o tempo de participar e de fazer, mais do que de reflectir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No campo do debate disciplinar, as implica&#231;&#245;es eram d&#237;spares. A revista <i>Arquitectura</i>, que pode ser apontada como a principal refer&#234;ncia na &#233;poca, esmorecia e logo em junho de 1974 cessava mesmo a publica&#231;&#227;o, com apenas dois n&#250;meros editados depois do 25 de abril. Por outro lado, a <i>Binário</i>, mantinha a sua actividade regular, de modo quase impass&#237;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Carlos Duarte, no editorial da primeira <i>Arquitectura</i> ap&#243;s a revolu&#231;&#227;o, expressa a &quot;esperan&#231;a no mundo que vamos construir&quot;, para o qual seria necessário um &quot;esfor&#231;o sem precedentes (...) de mudan&#231;a radical do quadro anquilosado e doentio em que nos temos movido&quot; e refere uma mensagem enviada pelo Sindicato dos Arquitectos &#224; Junta de Salva&#231;&#227;o Nacional em que se prop&#245;em a &quot;lutar pelo direito &#224; habita&#231;&#227;o, combater a especula&#231;&#227;o fundiária e imobiliária, contribuir para a defini&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica de solos e habita&#231;&#227;o&quot;[<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7">7</a>], preocupa&#231;&#245;es que resumem os principais pontos de mobiliza&#231;&#227;o dos arquitectos, para al&#233;m do desempenho da sua actividade criadora. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A poesia de Sophia de Mello Breyner expressa bem o esp&#237;rito da &#233;poca, a convic&#231;&#227;o num &quot;mundo recome&#231;ado a partir da praia pura, como poema a partir da página em branco&quot;[<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8">8</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse recome&#231;o, tamb&#233;m os arquitectos se propunham a tomar parte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, sobressai uma diferen&#231;a. Sophia diz que o poema n&#227;o se programa, &#233; regrado por uma disciplina pr&#243;pria. A arquitectura e a cidade, por oposi&#231;&#227;o, s&#227;o uma cria&#231;&#227;o simultaneamente individual e colectiva, estruturando-se em torno de um mundo existente. S&#227;o transforma&#231;&#227;o de uma realidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a prática dos arquitectos, as realiza&#231;&#245;es configuram parte de um todo em evolu&#231;&#227;o, e necessitam de linhas de continuidade e conjuga&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Numa Europa já reconstru&#237;da da guerra, questionava-se a cidade produzida e contestavam se os modelos que tinham suportado o desenvolvimento urbano das &#250;ltimas d&#233;cadas, num debate marcado pela cr&#237;tica, sem que fossem desenvolvidas novas propostas. O momento n&#227;o era já de realizar, e a pr&#243;pria discuss&#227;o mudava de perspectiva, passando de manifestos e programas propositivos para um &#226;mbito anal&#237;tico, de observa&#231;&#227;o e reflex&#227;o sobre as exist&#234;ncias[<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9">9</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sem a prem&#234;ncia de desenvolver novos modelos e propostas, a discuss&#227;o tornava-se menos orientada para a produ&#231;&#227;o, alargava-se e abria-se a outras áreas do conhecimento, envolvendo uma base socialmente menos restrita. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No nosso momento zero, por&#233;m, &quot;esperar tantos anos torna[va] tudo mais urgente&quot;, parafraseando S&#233;rgio Godinho num tema ent&#227;o em voga [<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10">10</a>]. Ante a necessidade esmagadora de construir de imediato, eram necessárias refer&#234;ncias para a cria&#231;&#227;o de espa&#231;o urbano, o tempo n&#227;o se compadecendo com o desenvolvimento de novas teorias de organiza&#231;&#227;o do espa&#231;o ou com o florescer do debate direccionado para a idealiza&#231;&#227;o urban&#237;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse sentido, as propostas que os arquitectos tinham em m&#227;os eram trabalhadas em fun&#231;&#227;o das suas pr&#243;prias refer&#234;ncias, ancoradas na sua cultura e informa&#231;&#227;o e na sua prática profissional anterior. Eram essas as ferramentas de que se socorriam para desenvolver os seus projectos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma observa&#231;&#227;o do conjunto da obra produzida pelo programa SAAL &#233; demonstrativa da diversidade de abordagens, que pode ser interpretada como falta de coer&#234;ncia mas tamb&#233;m como uma combina&#231;&#227;o entre os diferentes contextos de cada uma das opera&#231;&#245;es, a interac&#231;&#227;o com os destinatários e a sensibilidade dos autores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Antes do momento zero, da oportunidade real de ac&#231;&#227;o proporcionada pela revolu&#231;&#227;o, o modo como se debatia contribu&#237;ra para a prepara&#231;&#227;o desse futuro. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Importa, nesse sentido, perceber o contexto em que se desenrolava o debate, sobretudo a partir dos t&#237;tulos peri&#243;dicos, as revistas <i>Arquitectura</i> e <i>Binário</i>, centrais na discuss&#227;o e divulga&#231;&#227;o de conhecimento. </font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Com uma corda atada ao p&#233;</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A revista <i>Arquitectura</i> vinha a aprofundar a sua vertente te&#243;rica desde o final da d&#233;cada de 1950, com a sua terceira s&#233;rie, afastando-se da inventaria&#231;&#227;o de obras e projectos para abarcar temáticas diversas sobre a arquitectura, a hist&#243;ria e a sociedade, dentro dos limites impostos pela censura [<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11">11</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Continuando a ser publicados e discutidos projectos, a sua escolha demonstrava uma linha evidente, tanto no que se refere a autores como a tend&#234;ncias, no sentido da valoriza&#231;&#227;o do neo-realismo mediterr&#226;nico e do organicismo, enquanto &#233; apresentada uma nov&#237;ssima gera&#231;&#227;o do movimento moderno [<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12">12</a>]. O bloco das &#193;guas Livres, de Nuno Teot&#243;nio Pereira, moradias de V&#237;tor Figueiredo e Manuel Ta&#237;nha, o bairro da Chamusca de Bartolomeu Costa Cabral, a Casa de Chá de &#193;lvaro Siza, o pavilh&#227;o de t&#233;nis da Quinta da Concei&#231;&#227;o, de Fernando Távora, o conjunto da Federa&#231;&#227;o das Caixas de Previd&#234;ncia do Funchal de Chor&#227;o Ramalho ou alguns projectos para Olivais Norte s&#227;o exemplos de obras apresentadas entre 1959 e 1965, com grande sentido de actualidade, que eram no contexto internacional acompanhadas por outras de autores como James Stirling, Hans Scharoun, Leonardo Benevolo, Alvar Aalto, Josep Antoni Coderch ou Martorell, Bohigas e Mackay. &#201; no entanto de salientar a publica&#231;&#227;o pela revista de obras de carácter menos pr&#243;ximo destas orienta&#231;&#245;es, de que s&#227;o exemplo obras de Maur&#237;cio Vasconcelos, Formosinho Sanchez, Pires Martins e Palma de Melo, Carlos Manuel Ramos, Jo&#227;o Andresen, Victor Palla e Bento d'Almeida, bem como no plano internacional a moderna arquitectura brasileira e a obra de Le Corbusier, destacada no momento do seu falecimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os sentidos de evolu&#231;&#227;o do modernismo s&#227;o uma preocupa&#231;&#227;o expressa por Nuno Portas, que desenvolve a ideia de que a modernidade arquitect&#243;nica e urban&#237;stica se autonomiza do vocabulário empregue no projecto, sendo &quot;poss&#237;vel e necessário&quot; defini-la no plano da metodologia, &quot;no modo de conex&#227;o do acto criador com os processos de conhecimento da realidade&quot;[<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13">13</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As abordagens cr&#237;ticas e te&#243;ricas desenvolvidas na revista s&#227;o abrangentes, extravasando o &#226;mbito da arquitectura para abarcar os dom&#237;nios da teoria, da hist&#243;ria, da sociologia, da semiologia, do planeamento, da paisagem, do patrim&#243;nio, da habita&#231;&#227;o social, da constru&#231;&#227;o, dos congressos, da organiza&#231;&#227;o dos arquitectos e do seu papel social. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que respeita &#224; cidade, demonstra grande actualidade a publica&#231;&#227;o de artigos como &quot;Uma Cidade n&#227;o &#233; uma &#193;rvore&quot;, de Christopher Alexander, &quot;Sociologia da Habita&#231;&#227;o, m&#233;todos e perspectiva de investiga&#231;&#227;o&quot;, de Paul Chombart de Lauwe, &quot;Semiologia e Urban&#237;stica&quot; de Roland Barthes e &quot;A paisagem e a obra do homem&quot; de Christian Norberg-Schulz. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar das dificuldades com a censura, os temas prementes da situa&#231;&#227;o do pa&#237;s v&#227;o sendo introduzidos e aprofundados: a subloca&#231;&#227;o de fogos, a evolu&#231;&#227;o do problema da habita&#231;&#227;o, a reivindica&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica de habita&#231;&#227;o, o desenvolvimento de habita&#231;&#227;o social e o seu modo de financiamento, os Planos de Fomento, os bairros clandestinos, e mesmo as consequ&#234;ncias dramáticas das inunda&#231;&#245;es de 1967 na regi&#227;o de Lisboa, que o regime em grande parte silenciou e que revelavam o problema escamoteado das constru&#231;&#245;es precárias que grassavam nas maiores áreas urbanas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> De facto, verifica-se uma dicotomia de abordagens, entre uma aproxima&#231;&#227;o concreta aos problemas da actualidade verificados no pa&#237;s, nos planos social, da arquitectura e da cidade, e um olhar mais distanciado ante a cidade do futuro e de contextos menos pr&#243;ximos, tanto geograficamente como a n&#237;vel de desenvolvimento. O Habitat 67, os Archigram e o mundo do futuro, projectos de grande escala, pr&#243;ximos do metabolismo, para diversas latitudes, do m&#233;dio oriente &#224; &#193;sia ou aos Estados Unidos, a nova dimens&#227;o e o urbanismo espacial, s&#227;o apresentados m&#250;ltiplas vezes, normalmente de forma sumária, mas mostrando uma das vertentes marcantes da arquitectura na d&#233;cada de 1960: o afastamento das vis&#245;es mais ut&#243;picas relativamente &#224; possibilidade de realiza&#231;&#227;o, num processo de idealiza&#231;&#227;o progressivamente mais abstracto, que se afasta da resolu&#231;&#227;o dos problemas do presente e se identifica com os dom&#237;nios da fic&#231;&#227;o tecnol&#243;gica e cient&#237;fica, para os quais existe uma apet&#234;ncia da sociedade e dos meios de comunica&#231;&#227;o, em plena era da corrida ao espa&#231;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Claramente em contraste &#233; publicado o artigo de Coderch &#171; N&#227;o &#233; de g&#233;nios que precisamos agora &#187;[<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14">14</a>], solicitando aos arquitectos que n&#227;o pensassem tanto em cidades para o ano 2000 e que trabalhassem com uma corda atada ao p&#233;, para n&#227;o se afastarem da terra em que t&#234;m ra&#237;zes. Uma aproxima&#231;&#227;o concreta, reflectida na apresenta&#231;&#227;o de planos em realiza&#231;&#227;o para diferentes zonas do pa&#237;s - Plano Director da Pen&#237;nsula de Set&#250;bal, Plano Subregional de Arma&#231;&#227;o de P&#234;ra, Plano da Aldeia do Vau, Plano de Vilamoura, Planos de Olivais e de Chelas, Plano do Centro de Aveiro - e na constata&#231;&#227;o de experi&#234;ncias de planeamento de pa&#237;ses pr&#243;ximos, como Inglaterra, Fran&#231;a e Espanha. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Paralelamente, diversos artigos abordam temas relacionados com a cidade, como o autom&#243;vel e o tr&#226;nsito, os equipamentos, a paisagem e a imagem da cidade, a arte urbana, os bairros antigos, os estudos hist&#243;ricos e patrimoniais e os estudos sobre arquitectura evolutiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estas aproxima&#231;&#245;es, realizadas de modo n&#227;o sistemático e no quadro de uma vasta e prol&#237;fica edi&#231;&#227;o, marcada por dom&#237;nios muito diversificados, n&#227;o estabelecem a cidade como uma quest&#227;o dominante na <i>Arquitectura</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O papel social do arquitecto e a divis&#227;o entre os pequenos gabinetes e as grandes estruturas, associadas ao desenvolvimento do mercado imobiliário no per&#237;odo marcelista, est&#227;o entre os temas fracturantes, colocando dificuldades no momento em que a classe se procura organizar colectivamente. Importantes s&#227;o tamb&#233;m as quest&#245;es relacionadas com as metodologias de projecto, a sistematiza&#231;&#227;o e industrializa&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o, o controle de custos e a rentabiliza&#231;&#227;o de recursos, de áreas, sistemas de distribui&#231;&#227;o e processos de constru&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A quest&#227;o da habita&#231;&#227;o para o maior n&#250;mero, a resposta ambicionada a um problema social emergente de grande car&#234;ncia, era justificadamente crucial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Contrariamente &#224; irregular periodicidade da <i>Arquitectura</i>, a revista <i>Binário</i> distingue-se pela sua edi&#231;&#227;o certa e constante, que come&#231;a em 1958 [<a name="top15" id="top15"></a><a href="#15">15</a>], exceptuando-se um interregno entre janeiro e agosto de 1959, a que corresponde uma mudan&#231;a da direc&#231;&#227;o, que deixa de ser dos irm&#227;os Manuel Ta&#237;nha (arquitecto) e Jovito Ta&#237;nha (engenheiro), passando a ser do engenheiro An&#237;bal Vieira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde o in&#237;cio, declara pretender constituir um espa&#231;o de informa&#231;&#227;o sobre todos os dom&#237;nios relacionados com a constru&#231;&#227;o, encarada de forma unitária, da escala do objecto &#224; do edif&#237;cio ou da via de comunica&#231;&#227;o, cruzando especializa&#231;&#245;es [<a name="top16" id="top16"></a><a href="#16">16</a>], e desenvolve uma linha editorial ecl&#233;ctica. Ilustrativamente, no que respeita &#224; arquitectura, pode referir-se a publica&#231;&#227;o dos grandes conjuntos lisboetas da segunda gera&#231;&#227;o modernista - av. Infante Santo, av. EUA -, o hotel Ritz e a Biblioteca Nacional de Pardal Monteiro, obras de Rodrigues Lima, a reconstru&#231;&#227;o de Le Havre por Auguste Perret, a casa de Eduardo Anahory na Arrábida, a moderna arquitectura brasileira, La Tourette e a unidade de habita&#231;&#227;o para Berlim de Le Corbusier, o bairro Hansaviertel e obras de Minoru Yamasaki, mas tamb&#233;m trabalhos de Buckminster Fuller, James Stirling, Atelier 5, Gio Ponti ou o plano de Kenzo Tange para a ba&#237;a de T&#243;quio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esse eclectismo manifesta-se tamb&#233;m nos temas abordados, abarcando desde os materiais de constru&#231;&#227;o &#224; ac&#250;stica, ao cálculo estrutural, ao design, &#224; arquitectura, ao urbanismo ou &#224;s infraestruturas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&#227;o pretendendo declaradamente construir um discurso global de s&#237;ntese sobre a cidade, vai na realidade tamb&#233;m publicando vários artigos com relev&#226;ncia sobre o meio urbano e a sua transforma&#231;&#227;o, de que s&#227;o exemplo a infra estrutura&#231;&#227;o urbana atrav&#233;s da rede de metropolitano de Lisboa e das pontes sobre o Tejo em Lisboa (que a <i>Arquitectura</i> tamb&#233;m publica) e da Arrábida no Porto, a constru&#231;&#227;o da cidade universitária de Lisboa, o Plano Director para a mesma cidade ou as análises da evolu&#231;&#227;o de Coimbra e Porto [<a name="top17" id="top17"></a><a href="#17">17</a>], tal como as tend&#234;ncias de cria&#231;&#227;o de ruas pedonais, estacionamentos subterr&#226;neos, centros comerciais e hipermercados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> S&#227;o tamb&#233;m de assinalar textos de &#226;mbito muito d&#237;spar mas com interesse disciplinar, sobre, por exemplo, as novas cidades inglesas (por Rafael Botelho) e francesas, sobre o plano de Bras&#237;lia, sobre a &quot;evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica do conceito de cidade&quot; (por Jos&#233; Huertas Lobo), sobre as primeiras ideias para La Defense (texto de Robert Auzelle), sobre o ensino do urbanismo (Almeida Garrett), o zonamento, a Carta de Atenas ou o futuro das nossas cidades (por Constantinos Dioxiadis). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por entre a diversidade de temas, autores, projectos, arquitectos, desenvolvimentos te&#243;ricos e acompanhamento da actualidade, a <i>Binário</i> desenvolve praticamente duas d&#233;cadas de actividade editorial, passando da ditadura para a democracia quase sem assinalar as mudan&#231;as profundas que se verificam na sociedade, at&#233; fevereiro de 1975, momento em que publica uma comunica&#231;&#227;o do Secretário de Estado da Habita&#231;&#227;o e Urbanismo, Nuno Portas, sobre a defini&#231;&#227;o de uma nova pol&#237;tica urbana, baseada na &quot;mobiliza&#231;&#227;o popular dos mal alojados&quot;, provocando &quot;press&#227;o sobre o aparelho burocrático da administra&#231;&#227;o&quot;, de modo a evitar a retirada das zonas centrais das cidades, e utilizando tecnologias de constru&#231;&#227;o alternativas ao &quot;sector industrial anteriormente privilegiado&quot;, que dariam lugar a &quot;formas de arquitectura urbana, a tipologias de habita&#231;&#227;o e a imagens do espa&#231;o urbano em nada semelhantes aos novos conjuntos residenciais dos pa&#237;ses mais desenvolvidos&quot;. [<a name="top18" id="top18"></a><a href="#18">18</a>]</font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A <i>página em branco</i> no estirador</b> </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#201; ainda Portas, no mesmo texto, que coloca &quot;o problema da viabilidade da reprodu&#231;&#227;o das solu&#231;&#245;es e da sua avalia&#231;&#227;o pelas massas&quot;, ao assinalar a resist&#234;ncia da classe t&#233;cnica para romper com os modelos cristalizados [<a name="top19" id="top19"></a><a href="#19">19</a>], posi&#231;&#227;o que reflecte a sua aproxima&#231;&#227;o &#224;s experi&#234;ncias sul-americanas de produ&#231;&#227;o de habita&#231;&#227;o, frequentemente recorrendo &#224; auto-constru&#231;&#227;o, e a sua identifica&#231;&#227;o com as solu&#231;&#245;es de arquitectura evolutiva. Estas metodologias seriam no entanto, ainda durante o programa SAAL, objecto de resist&#234;ncia no norte do pa&#237;s, e em Lisboa de dif&#237;cil ajustamento &#224; maior densifica&#231;&#227;o requerida pelas opera&#231;&#245;es, pelo que n&#227;o teriam a aplica&#231;&#227;o generalizada que o seu mentor esperaria, excep&#231;&#227;o feita a algumas experi&#234;ncias do SAAL no sul do pa&#237;s e, posteriormente, aos casos bem conhecidos do bairro do Zambujal, de Francisco Silva Dias, e da Malagueira, de &#193;lvaro Siza. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A enuncia&#231;&#227;o da assun&#231;&#227;o da forma urbana como resultado do pr&#243;prio processo, ao contrário da inspira&#231;&#227;o em modelos cristalizados, n&#227;o espelha por&#233;m a evid&#234;ncia da indisponibilidade de modelos de refer&#234;ncia, depois da constesta&#231;&#227;o já aberta e generalizada &#224; cidade modernista. </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#201; tamb&#233;m essa a leitura que se pode inferir da análise das publica&#231;&#245;es realizada. &#192; diversidade de abordagens te&#243;ricas contrap&#245;em-se exemplos excessivamente long&#237;nquos ou demasiado espec&#237;ficos, como fun&#231;&#227;o de contexto determinado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&#227;o estavam já dispon&#237;veis modelos para a cidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse sentido, &#233; curiosa a apresenta&#231;&#227;o na revista <i>Arquitectura</i>, precisamente pela m&#227;o de Nuno Portas, no ver&#227;o de 1968, de trabalhos desenvolvidos por alunos do curso de arquitectura da Escola de Belas-Artes de Lisboa, com o programa 'Ideias para a zona central de Olivais', já que constituem uma possibilidade de aferi&#231;&#227;o do tipo de solu&#231;&#227;o valorizada, face &#224; aus&#234;ncia de outras refer&#234;ncias pr&#243;ximas [<a name="top20" id="top20"></a><a href="#20">20</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os projectos apresentados demonstravam uma coer&#234;ncia assinalável, tanto no que se refere &#224; estrutura&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o como &#224; linguagem, podendo referenciar-se &#224;quilo que dois anos mais tarde Lu&#237;s Cunha designaria como arquitectura celular e megaestruturas urban&#237;sticas [<a name="top21" id="top21"></a><a href="#21">21</a>], em que uma profus&#227;o de elementos e volumes justapostos remete para concep&#231;&#245;es internacionais da &#233;poca, de que o Habitat 67 constituiria a alus&#227;o mais evidente. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2" id="f2"></a><img src="/img/revistas/cct/n33/n33a10f2.jpg" />     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este &#233; um caso invulgar de apresenta&#231;&#227;o de propostas no &#226;mbito da discuss&#227;o disciplinar, de exposi&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es, uma excep&#231;&#227;o num contexto dominado pela análise cr&#237;tica, a que raramente corresponde o desenvolvimento de ideias propositivas materializadas em espa&#231;o e forma. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o arquitecto que participava na revolu&#231;&#227;o ao vivo, habitando a subst&#226;ncia do tempo, a prem&#234;ncia da resposta fazia-se no campo descoberto da aus&#234;ncia de refer&#234;ncias comuns, de possibilidades de sincroniza&#231;&#227;o. Criar cidade era necessariamente uma dificuldade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O dossier 'Portugal an II' reflecte essa evid&#234;ncia, ao assinalar percursos individuais de autores que pensam a arquitectura e a cidade de um modo pessoal, que constroem o seu mundo e as suas refer&#234;ncias autonomamente, preenchendo a página em branco no estirador como a poetisa, s&#237;laba por s&#237;laba, linha por linha, fazendo emergir o projecto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O territ&#243;rio urbano na sua generalidade, no entanto, n&#227;o se viria a desenvolver com o mesmo uso criterioso dos instrumentos, da palavra, da arquitectura. </font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A cidade lida a partir da escrita</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A procura do contexto em que se processava a prática da transforma&#231;&#227;o urbana a partir da leitura dos peri&#243;dicos da &#233;poca permite desenvolver algumas reflex&#245;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A enumera&#231;&#227;o de artigos relativos &#224; cidade, na realidade publicados ao longo de centenas de n&#250;meros das duas revistas, n&#227;o traduz uma notoriedade particular do tema, quer no caso da <i>Arquitectura</i> quer da <i>Binário</i>. Outros temas obt&#234;m um maior destaque, para al&#233;m da &#243;bvia apresenta&#231;&#227;o de projectos e obras constru&#237;das, como as quest&#245;es relativas &#224; rentabiliza&#231;&#227;o de recursos e &#224; industrializa&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o, ou seja, a resposta ao problema de escassez de habita&#231;&#227;o que esmagava a sociedade portuguesa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto ao espa&#231;o urbano e &#224; sua forma, constata-se a inexist&#234;ncia de uma discuss&#227;o sistemática, ou sequer recorrente, aspecto ainda mais evidente no que respeita &#224; cria&#231;&#227;o de refer&#234;ncias formais e de organiza&#231;&#227;o que pudessem ancorar o desenvolvimento urbano ent&#227;o t&#227;o necessário no pa&#237;s. Esta escassez &#233; em si mesma um aspecto relevante na defini&#231;&#227;o do contexto da transforma&#231;&#227;o urbana. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A constata&#231;&#227;o da aus&#234;ncia de uma discuss&#227;o alargada que balizasse a prática, face &#224; indisponibilidade de modelos estáveis ou de fácil aplica&#231;&#227;o para o desenho da cidade, refor&#231;a a import&#226;ncia dos trajectos individuais, da aquisi&#231;&#227;o pessoal de refer&#234;ncias e de desenvolvimento de solu&#231;&#245;es operativas. O entendimento destes percursos constitui assim um importante tema para uma melhor compreens&#227;o da transfigura&#231;&#227;o da cidade portuguesa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BIBLIOGRAFIA </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> AA.VV. (1976), &quot;Portugal an II&quot;, <i>L'Architecture d'Aujourd'hui</i> n&#186; 185, pp. 2-8, maio-junho, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686056&pid=S2182-3030201600020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> AA.VV. (1960), &quot;Bras&#237;lia, capital do futuro&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 22, pp. 222-254, julho, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686058&pid=S2182-3030201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> AA.VV. (1960), &quot;Porto, estudos e realiza&#231;&#245;es&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 26, pp. 361-406, novembro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686060&pid=S2182-3030201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Alexander, C. (1&#170; ed. 1965), &quot;Uma cidade n&#227;o &#233; uma árvore&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 95, pp. 22-29, janeiro-fevereiro 1967, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686062&pid=S2182-3030201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Almeida, C. (1960), &quot;Um problema premente: a urbaniza&#231;&#227;o de Coimbra&quot;, <i>Binário</i> n&#186;s 24,25,27,28, setembro, outubro, dezembro, janeiro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686064&pid=S2182-3030201600020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Andresen, S.M.B. (1974), <i>O nome das coisas</i>, Moraes Editores, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686066&pid=S2182-3030201600020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Auzelle, R. (1961), &quot;Resumo das ideias expressas&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 30, pp. 131-141, mar&#231;o, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686068&pid=S2182-3030201600020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bandeirinha, J.A. (2007), <i>O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974</i>, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686070&pid=S2182-3030201600020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bandeirinha, J.A., Sardo, D., Moniz, G. (editores) (2016), <i>74-14: Saal and architecture</i>, Edarq Ces Museu de Serralves, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686072&pid=S2182-3030201600020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Baram, M. (2014), <i>Gil Scott-Heron: pieces of a man</i>, St. Martin's Press, New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686074&pid=S2182-3030201600020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barthes, R. (1968), &quot;Semiologia e urban&#237;stica&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186;s 105-106, setembro-dezembro 1968, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686076&pid=S2182-3030201600020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Becker, A., Tost&#245;es, A., Wang, W. (organiza&#231;&#227;o) (1997), <i>Arquitectura do S&#233;culo XX: Portugal</i>, Prestel, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686078&pid=S2182-3030201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Botelho, J.R. (1959), &quot;As novas cidades inglesas&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 10, pp. 1-14, janeiro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686080&pid=S2182-3030201600020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Castells, M., entrevista por Portas, N. (1974), &quot;La question du logement au Portugal d&#233;mocratique&quot;, <i>Espaces et Soci&#233;t&#233;</i>, n&#186;s 13-14, pp. 199-207, outubro-janeiro, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686082&pid=S2182-3030201600020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coderch, J.A. (1961), &quot;No son genios lo que necesitamos ahora&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 73, pp. 3-4, dezembro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686084&pid=S2182-3030201600020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coelho, E.P., Passos, M.A., Vasconcelos, J.C. (vários anos) Algumas entrevistas a Sophia. Compila&#231;&#227;o de entrevistas a Sophia de Mello Breyner Andresen. (online) dispon&#237;veis em <a href="http://purl.pt/19841/1/1970/1970.html" target="_blank"> http://purl.pt/19841/1/1970/1970.html </a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686086&pid=S2182-3030201600020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Correia, N. (2012), &quot;O in&#237;cio da 3.&#170; s&#233;rie da revista arquitectura em 1957 a influ&#234;ncia das leituras de Casabella Continuit&#224; e Architectural Review&quot;, <i>Revista de Hist&#243;ria da Arte</i>, n.&#186; 10, pp. 79-93, IHA-FCSH-UNL, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686088&pid=S2182-3030201600020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cunha, L. (1970), &quot;Reflex&#245;es sobre as megaestruturas urban&#237;sticas e a arquitectura celular&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 147, dezembro, pp. 264-265, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686090&pid=S2182-3030201600020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dioxiadis, C. (1961), &quot;O futuro das nossas cidades&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 39, pp. 712-718, dezembro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686092&pid=S2182-3030201600020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Donnelly, L. (2011), Gil Scott-Heron, the 'godfather of Rap' behind The Revolution Will Not Be Televised, dies, (Online) available at <a 		href="http://www.telegraph.co.uk/culture/music/rockandjazzmusic/8543417/Gil-Scott-Heron-the-Godfather-of-Rap-behind-The-Revolution-Will-Not-Be-Televised-dies.html" target="_blank" 	> http://www.telegraph.co.uk/culture/music/rockandjazzmusic/8543417/Gil-Scott-Heron-the-Godfather-of-Rap-behind-The-Revolution-Will-Not-Be-Televised-dies.html </a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686094&pid=S2182-3030201600020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Duarte, C. (1974), &quot;Editorial&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 130, p. 1, maio, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686096&pid=S2182-3030201600020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fernandez, S. (1988), <i>Percurso: arquitectura portuguesa 1930-1974</i>, FAUP, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686098&pid=S2182-3030201600020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Garrett, A.A. (1961), &quot;O ensino do urbanismo&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 31, pp. 192-196, abril, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686100&pid=S2182-3030201600020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Godinho, S. (1974), &quot;Liberdade&quot; [tema musical], <i>&#192; queima-roupa</i> [registo audio Long Play]. Sassetti. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686102&pid=S2182-3030201600020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lauwe, P.C. (1960), &quot;Sociologia da habita&#231;&#227;o, m&#233;todos e perspectiva de investiga&#231;&#227;o&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 68, pp. 41-50, julho, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686104&pid=S2182-3030201600020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lester, P. (2015), Gil Scott-Heron: the revolution lives on, (Online) available at <a 		href="https://www.theguardian.com/music/2015/aug/26/gil-scott-heron-the-revolution-will-not-be-televised" target="_blank" 	> https://www.theguardian.com/music/2015/aug/26/gil-scott-heron-the-revolution-will-not-be-televised </a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686106&pid=S2182-3030201600020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lobo, J.H. (1960), &quot;Evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica do conceito de cidade&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 23, pp. 269-278, agosto, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686108&pid=S2182-3030201600020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lynch, K. (1&#170; ed. 1960), <i>A Imagem da cidade</i>, Edi&#231;&#245;es 70. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686110&pid=S2182-3030201600020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Norberg-Schulz, C. (1968), &quot;A paisagem e a obra do homem&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 102, pp. 52-58, mar&#231;o-abril, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686112&pid=S2182-3030201600020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portas, N. (1959), &quot;A responsabilidade de uma nov&#237;ssima gera&#231;&#227;o no movimento moderno em Portugal&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 66, pp. 13-14, dezembro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686114&pid=S2182-3030201600020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portas, N. (1968), &quot;Ideias para a zona central de Olivais, Lisboa: trabalhos de alunos da Escola de Belas Artes de Lisboa no ano lectivo 1966-67&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 103, pp. 110-121, maio-junho, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686116&pid=S2182-3030201600020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portas, N. (1975), &quot;Uma nova pol&#237;tica urbana&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 197, pp. 60-62, fevereiro, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686118&pid=S2182-3030201600020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portas, N., Mendes, M. (1991), <i> Arquitectura Portuguesa Contempor&#226;nea: Anos Sessenta/ Anos Oitenta </i> , Funda&#231;&#227;o de Serralves, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686120&pid=S2182-3030201600020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rossi, A. (1&#170; ed. 1966), <i>A Arquitectura da cidade</i>, Edi&#231;&#245;es Cosmos. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686122&pid=S2182-3030201600020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Scott-Heron, G. (1971), &quot;The revolution will not be televised&quot; [tema musical], <i>Pieces of a man</i> [registo audio Long Play]. Flying Dutchman. New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686124&pid=S2182-3030201600020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Topalov, C. (1976), &quot;La politique du logement dans le processus r&#233;volutionnaire portugais (25 avril 1974 - 11 mars 1975)&quot;, <i> Espaces et Societ&#233;s</i> n&#186;s 17-18, pp. 109-136, mar&#231;o-junho, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686126&pid=S2182-3030201600020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tost&#245;es, A. (coordena&#231;&#227;o) (2004), <i>Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970</i>, IPPAR, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686128&pid=S2182-3030201600020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Venturi, R. (1&#170; ed. 1966), <i>Complexidade e contradi&#231;&#227;o em arquitetura</i>, Martins Fontes, S&#227;o Paulo, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1686130&pid=S2182-3030201600020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NOTAS</font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">2]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &quot;You will not be able to stay home, brother (...) The revolution will put you in the driver's seat, The revolution will not be televised, will not be televised, The revolution will be no re-run brothers,</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The revolution will be live&quot;, in&#237;cio e final da m&#250;sica. SCOTT-HERON, Gil (1971), &quot;The revolution will not be televised&quot;, [tema musical], in &quot;Pieces of a man&quot; [registo audio LP]. Flying Dutchman. New York. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="3" id="3"></a> [<a href="#top3">3]</a></font></font>  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O impacto do tema levou Scott-Heron a ser comummente referido como inspira&#231;&#227;o para o hip-hop e padrinho do rap (a t&#237;tulo de exemplo, refira-se Paul Lester, que assim se lhe refere num artigo em que descreve como The revolution will not be televised tocava na pra&#231;a Tahrir durante a tentativa de derrube do governo de Hosni Mubarak: LESTER, Paul (2015), Gil Scott Heron: the revolution lives on, (Online) available at:  <a 				href="https://www.theguardian.com/music/2015/aug/26/gil-scott-heron-the-revolution-will-not-be-televised" target="_blank"> https://www.theguardian.com/music/2015/aug/26/gil-scott-heron-the-revolution-will-not-be-televised</a>,  ou Laura Donnely, aquando do falecimento do cantor: Donnelly, Laura (2011), Gil Scott-Heron, the 'Godfather of Rap' behind The Revolution Will Not Be Televised, dies, (Online) available at:  <a href="http://www.telegraph.co.uk/culture/music/rockandjazzmusic/8543417/Gil-Scott-Heron-the-Godfather-of-Rap-behind-The-Revolution-Will-Not-Be-Televised-dies.html" target="_blank"> http://www.telegraph.co.uk/culture/music/rockandjazzmusic/8543417/Gil-Scott-Heron-the-Godfather-of-Rap-behind-The-Revolution-Will-Not-Be-Televised-dies.html</a> .)  </font></p>        <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="4" id="4"></a>[<a href="#top4">4]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;O dia inicial inteiro e limpo&quot;, nas tocantes palavras de Sophia de Mello Breyner no poema intitulado 25 de Abril: ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, (1974), &quot;25 de Abril&quot;, in &quot;O Nome das Coisas&quot;, Moraes Editores, Lisboa. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="5" id="5"></a>[<a href="#top5">5]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &quot;Portugal an II&quot;, dossier temático na revista <i>L'Architecture d'Aujourd'hui</i> n&#186; 185, de maio-junho de 1976. </font></p>     <p><font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="6" id="6"></a>[<a href="#top6">6]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A t&#237;tulo de exemplo, nesse mesmo ano e tamb&#233;m em Fran&#231;a, Christian Topalov publicava &quot;La politique du logement dans le processus r&#233;volutionnaire portugais (25 avril 1974 - 11 mars 1975)&quot; na revista <i>Espaces et Societ&#233;s</i> n&#186;s 17-18. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="7" id="7"></a>[<a href="#top7">7]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Editorial da revista <i>Arquitectura</i> n&#186; 130, de maio de 1974, assinado por Carlos Duarte, director a partir do m&#234;s de abril, contando com Jos&#233; Saramago como chefe de redac&#231;&#227;o. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="8" id="8"></a>[<a href="#top8">8]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poemas citados: Revolu&#231;&#227;o - Descobrimento - &quot;Revolu&#231;&#227;o isto &#233;: descobrimento/ Mundo recome&#231;ado a partir da praia pura/ Como poema a partir da página em branco (...)&quot; e Liberdade - &quot;Um poema n&#227;o se programa/ Por&#233;m a disciplina/ - S&#237;laba por s&#237;laba - / O acompanha/ (...)/- Como se os deuses o dessem/ O fazemos&quot;. (ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, (1974), &quot;O Nome das Coisas&quot;, Moraes Editores, Lisboa. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="9" id="9"></a>[<a href="#top9">9]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O modernismo tinha sido marcado por textos programáticos e propositivos, dos escritos de Le Corbusier &#224; Carta de Atenas, e desde a viragem para a d&#233;cada de 1960 tinham vindo a ganhar express&#227;o obras de observa&#231;&#227;o e análise, de Christopher Alexander a Robert Venturi, de Aldo Rossi a Kevin Lynch, para citar apenas alguns textos directamente relacionados com a análise f&#237;sica das estruturas e do espa&#231;o. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="10" id="10"></a>[<a href="#top10">10]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&#233;rgio Godinho (1974). <i>Liberdade</i> (tema musical). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="11" id="11"></a>[<a href="#top11">11]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Carlos Duarte afirma terem sido frequentes os cortes feitos pela censura em textos referentes &quot;a problemas da habita&#231;&#227;o social, do ensino e na s&#233;rie de entrevistas&quot; (editorial da revista <i>Arquitectura</i> n&#186; 130, de maio de 1974). A terceira s&#233;rie da revista <i>Arquitectura</i> tem in&#237;cio em 1957. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="12" id="12"></a>[<a href="#top12">12]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#201; Nuno Portas quem promove a discuss&#227;o sobre o conte&#250;do e significado do esp&#237;rito moderno, a partir das obras de uma nov&#237;ssima gera&#231;&#227;o, elegendo-a como uma das preocupa&#231;&#245;es centrais da revista, manifestando preocupa&#231;&#227;o ante a &quot;encruzilhada de caminhos&quot; de desenvolvimento do modernismo, que impossibilitaria a &quot;procura comum de uma s&#237;ntese&quot; a n&#237;vel internacional e intergeracional. Em Portugal, afirma pretender lan&#231;ar o diálogo, a partir do trabalho da gera&#231;&#227;o formada &quot;em plena revis&#227;o do conceito de modernidade&quot; e assinala nesse contexto o papel da Escola do Porto (Portas, N., 1959), &quot;A responsabilidade de uma nov&#237;ssima gera&#231;&#227;o no movimento moderno em Portugal&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 66, dezembro, pp. 13-14). </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="13" id="13"></a>[<a href="#top13">13]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nuno Portas, Op. Cit. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="14" id="14"></a>[<a href="#top14">14]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Josep Antoni Coderch (1961), &quot;No son genios lo que necesitamos ahora&quot;, <i>Arquitectura</i> n&#186; 73, dezembro, pp. 3-4. (Publicado em castelhano na revista). </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="15" id="15"></a>[<a href="#top15">15]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A revista <i>Binário</i> foi publicada entre abril de 1958 e maio de 1977, com 216 n&#250;meros editados, incluindo alguns duplos. Com uma periodicidade mensal, parou a actividade ao d&#233;cimo n&#250;mero (janeiro de 1959), retomando passado meio ano (agosto), com a nova direc&#231;&#227;o. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="16" id="16"></a>[<a href="#top16">16]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Editorial do primeiro n&#250;mero da <i>Binário</i>, de abril de 1958. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="17" id="17"></a>[<a href="#top17">17]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#192; cidade do Porto &#233; dedicado um n&#250;mero monográfico com textos de diversos autores (AAVV (1960), &quot;Porto, estudos e realiza&#231;&#245;es&quot;, in <i>Binário</i> n&#186; 26 (1960), novembro, pp. 361-406, Lisboa); sobre Coimbra &#233; publicado sucessivamente um texto de Carlos de Almeida em n&#250;meros sucessivos (Carlos de Almeida, 1960), &quot;Um problema premente: a urbaniza&#231;&#227;o de Coimbra&quot;, in <i>Binário</i> n&#186;s 24, 25, 27, 28, setembro, outurbro, dezembro, janeiro, Lisboa). </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="18" id="18"></a>[<a href="#top18">18]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A comunica&#231;&#227;o de Nuno Portas &#233; dirigida &#224; 1&#170; reuni&#227;o preparat&#243;ria da Confer&#234;ncia das Na&#231;&#245;es Unidas sobre os estabelecimentos humanos (Habitat), agendada para Vancouver no ano seguinte (Portas, Nuno (1975), &quot;Uma nova pol&#237;tica urbana&quot;, in <i>Binário</i> n&#186; 197, fevereiro, pp. 60-62, Lisboa). </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="19" id="19"></a>[<a href="#top19">19]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nuno Portas, Op. Cit. </font></p>     <p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="20" id="20"></a>[<a href="#top20">20]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Ideias para a zona central de Olivais, Lisboa: trabalhos de alunos da Escola de Belas-Artes de Lisboa no ano lectivo 1966-67&quot;, publicado na <i>Arquitectura</i> n&#186; 103, de maio-junho de 1968, correspondendo &#224; apresenta&#231;&#227;o de trabalhos de alunos desenvolvidos sob a orienta&#231;&#227;o dos docentes Nuno Portas e Carlos Manuel Ramos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="21" id="21"></a>[<a href="#top21">21]</a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lu&#237;s Unha (1970), &quot;Reflex&#245;es sobre as megaestruturas urban&#237;sticas e a Arquitectura celular&quot;, <i>Binário</i> n&#186; 147, dezembro, pp. 264-265, Lisboa. </font></p>      ]]></body>
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