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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>RESENHA</b></font></p>     <p align="right"></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4"><b>Recensão do livro &quot;A Cidade Social - Impasse. Desenvolvimento. Fragmento&quot;</b></font></b> </p>     <p>  <b><font face="Verdana" size="3"><b>Review of &quot;A Cidade Social - Impasse. Desenvolvimento. Fragmento&quot;</b></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="2">Maria Assunção Gato<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a></font></b> </p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">ISCTE-IUL/ DINÂMIA'CET-IUL, Instituto Universitário de Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:maria.gato@iscte.pt">maria.gato@iscte.pt</a></font>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Cidade Social - Impasse. Desenvolvimento. Fragmento</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ricardo Carvalho</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lisboa: Tinta-da-China, 2016</font><br/>     <br/> </p>     <p align="center">&nbsp;  </p>     <p> 	<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O recente livro <i>A Cidade Social</i>, da autoria de Ricardo Carvalho, 	resulta de um exigente trabalho de s&#237;ntese desenvolvido pelo autor a 	partir da sua disserta&#231;&#227;o de doutoramento em Arquitetura. 	Centrada na habita&#231;&#227;o coletiva como forma de produzir e conceber 	a cidade, esta obra afirma-se como refer&#234;ncia n&#227;o s&#243; para a 	arquitetura, como tamb&#233;m para outras áreas cient&#237;ficas que 	trabalham sobre as temáticas da habita&#231;&#227;o e sobre a 	inextrincável rela&#231;&#227;o entre sociedade e produ&#231;&#227;o 	urbana. Acresce ao interesse particular da obra o facto de ela apresentar 	uma aturada e cr&#237;tica retrospetiva sobre os modelos urban&#237;sticos 	e habitacionais dominantes do s&#233;culo XX, procurando neles referenciais 	para os contempor&#226;neos modos de produ&#231;&#227;o de cidade e de espa&#231;os de vida dom&#233;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atrav&#233;s do conceito de Cidade Social, assumido como objeto central 	deste trabalho, Ricardo Carvalho n&#227;o s&#243; procura reabilitar o 	significado da forma urbana enquanto elemento imprescind&#237;vel a um 	entendimento relacional din&#226;mico entre a habita&#231;&#227;o e a 	cidade a diversas escalas, como tamb&#233;m revalorizar um legado social de 	produ&#231;&#227;o de cidade e de constru&#231;&#227;o de habita&#231;&#227;o coletiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nas suas palavras, &quot;Os modos de produ&#231;&#227;o de cidade, desde a 	segunda metade do s&#233;culo XX at&#233; &#224; cidade contempor&#226;nea, 	fundaram-se na especializa&#231;&#227;o da forma e do tipo, &#224; qual se 	juntou o abandono progressivo do Estado como promotor de 	habita&#231;&#227;o de interesse social. A mobilidade rodoviária 	alterou profundamente os pressupostos das matrizes modernas em termos de 	reflex&#227;o e desejo sobre a forma da cidade. A sobreposi&#231;&#227;o de 	todos estes factos parece ter exaurido a possibilidade de construir 	habita&#231;&#227;o coletiva com significado.&quot; (Carvalho, 2016:219). 	Atrav&#233;s desta &#250;ltima frase o autor acaba justificando a 	pertin&#234;ncia de todo o percurso anal&#237;tico/interpretativo realizado 	neste livro, ao mesmo tempo que o legitima enquanto refer&#234;ncia 	importante para entender a arquitetura, o planeamento urbano e a habita&#231;&#227;o coletiva de promo&#231;&#227;o p&#250;blica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estruturalmente, esta obra encontra-se organizada em cinco pontos, sendo o 	&#250;ltimo composto apenas por uma breve conclus&#227;o. A abrir, o ponto 	um &#233; dedicado ao &quot;Habitar&quot; e nele o autor, cumprindo com o 	subt&#237;tulo escolhido, realiza uma digress&#227;o sobre o(s) 	significado(s) associados &#224; casa e ao ato de habitar. Atrav&#233;s de 	uma reflex&#227;o te&#243;rica historicamente contextualizada com uma forma 	particular de fazer e entender a arquitetura, o autor introduz o tema da 	habita&#231;&#227;o coletiva e do habitar no espa&#231;o da cidade, 	procurando demonstrar n&#227;o s&#243; a rela&#231;&#227;o de 	correspond&#234;ncia entre os modelos urbanos e os modelos sociais nos 	s&#233;culos XIX e XX, como tamb&#233;m a forma da arquitetura responder 	&#224;s representa&#231;&#245;es sociais e culturais que se foram sucedendo no tempo. </font></p>     <p> 	<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Fazer a Casa&quot;, no ponto dois, aprofunda a rela&#231;&#227;o entre 	sociedade e territ&#243;rio atrav&#233;s do enfoque na forma urbana e 	apresenta uma s&#233;rie de exemplos ilustrativos de movimentos europeus 	que influenciaram a maneira de pensar e projetar, quer a habita&#231;&#227;o coletiva, quer a cidade. Da cidade-jardim francesa ao <i>siedlung</i> alem&#227;o passando por bairros portugueses, uma das 	caracter&#237;sticas que se pode sublinhar neste ponto &#233; a 	articula&#231;&#227;o interpretativa usada pelo autor para relacionar os seus exemplos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O mesmo se poderá dizer sobre o ponto tr&#234;s, onde se apresenta uma 	extensa reflex&#227;o dedicada a ensaios e pensamentos produzidos por 	vários arquitetos europeus sobre o tema da casa e da 	habita&#231;&#227;o coletiva. Tendo por mote &quot;Os arquitetos escrevem&quot;, este 	terceiro ponto chama a aten&#231;&#227;o para as influ&#234;ncias 	reformistas e revolucionárias herdadas pela arquitetura do s&#233;culo 	XX e para as quest&#245;es do individual e do coletivo atrav&#233;s de 	tr&#234;s pontos interpretativos: a casa como fen&#243;meno coletivo; a 	aspira&#231;&#227;o a um sistema de valida&#231;&#227;o universal; a reprodutibilidade e identidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por fim, o ponto quatro - &quot;Construir o bairro: Portugal (1930-1970)&quot; - 	&#233; dedicado &#224; Casa Portuguesa focando vários aspetos que 	s&#227;o essenciais para compreender a formula&#231;&#227;o deste debate 	&#224; luz do contexto hist&#243;rico-temporal escolhido, como &#233; o 	caso da pol&#237;tica ou da identidade cultural. Num primeiro momento 	&#233; apresentada uma ampla e didática análise sobre a 	arquitetura de cariz social que se produziu ao longo do s&#233;culo XX, 	acompanhada dos respetivos protagonistas, movimentos e influ&#234;ncias que 	lhes serviram de inspira&#231;&#227;o. Num segundo momento s&#227;o 	apresentados e analisados com mais detalhe exemplos desses bairros que, de 	norte a sul do pa&#237;s e n&#227;o ignorando as ilhas, constituem um 	legado arquitet&#243;nico importante em termos de habita&#231;&#227;o 	coletiva. Essa análise &#233; feita de acordo com a tr&#237;ade que 	tamb&#233;m serve de subt&#237;tulo a esta obra - Impasse, Desenvolvimento, Fragmento </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - e que tanto remete para a quest&#227;o das formas urbanas, como para as 	quest&#245;es sociais, culturais e pol&#237;ticas que condicionaram a 	maneira de pensar, produzir e dar significado &#224; cidade e &#224; habita&#231;&#227;o coletiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Face ao descrito sublinha-se a relev&#226;ncia desta obra no panorama das 	publica&#231;&#245;es portuguesas mais recentes, n&#227;o s&#243; porque 	enquadra o contexto portugu&#234;s dedicado &#224; habita&#231;&#227;o 	coletiva na hist&#243;ria da arquitetura europeia do s&#233;culo XX, como 	chama a aten&#231;&#227;o para dimens&#245;es importantes do habitar que, 	por vezes, parecem passar despercebidas &#224; arquitetura contempor&#226;nea e &#224;s formas atuais de pensar a cidade social. </font></p>       ]]></body>

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