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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Colaboração terapêutica: Estudo comparativo dois casos de insucesso terapêutico - Um caso finalizado e de um caso de desistência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The quality of the therapeutic interaction is an important predictor of the therapy gains and critical in the clients’ decisions to complete the therapy. The aim of this study was to describe and compare the development of the therapeutic collaboration in two clinical cases, a completer and a dropout, both unsuccessful and followed in Narrative Therapy. The Therapeutic Collaboration Coding System was used, allowing the identification of collaborative, non-collaborative and ambivalent episodes by reference to the clients’ Therapeutic Zone of Proximal Development (TZPD). The codification was independently made by two pairs of judges, and the differences were resolved through consensus and posterior auditing process. The results show that in the dropout case the non-collaborative episodes were five times higher than in the completer. There was an increasing tendency from the part of the therapist to stimulate the clients’ movement through their TZPD towards innovation in both cases. However, if in the last sessions of the completer the client was able to collaborate with the therapist; in the dropout case occurred an increase of non-collaborative episodes between the dyad.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica: Estudo comparativo dois casos de insucesso terap&ecirc;utico &ndash; Um caso finalizado e  de um caso de desist&ecirc;ncia</b></p>     <p><b>Angela Ferreira<sup>1</sup>, Eug&eacute;nia Ribeiro<sup>1</sup>, Dulce Pinto<sup>1</sup>, Carla Pereira<sup>1</sup>,  Ana Pinheiro<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho, Braga</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A qualidade da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica constitui-se como um importante preditor dos resultados terap&ecirc;uticos e como  crucial na decis&atilde;o dos clientes para se manterem na terapia. O presente estudo teve como objetivo descrever e comparar o desenvolvimento da  colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em dois casos cl&iacute;nicos, um finalizado e um de desist&ecirc;ncia, ambos de insucesso e seguidos  em Terapia Narrativa. Foi utilizado o Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica, que permite distinguir  epis&oacute;dios colaborativos, n&atilde;o colaborativos e de ambival&ecirc;ncia por refer&ecirc;ncia &agrave; Zona de Desenvolvimento Proximal  Terap&ecirc;utica (ZDPT) dos clientes. A codifica&ccedil;&atilde;o foi realizada independentemente por dois pares de ju&iacute;zas, tendo as  discrep&acirc;ncias sido resolvidas por consenso e mediante posterior auditoria. Os resultados mostram que no caso de desist&ecirc;ncia os  epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos foram cinco vezes mais frequentes do que no caso finalizado. Em ambos os casos, verificou-se uma  tend&ecirc;ncia crescente do terapeuta para estimular o movimento das clientes ao longo da ZDPT no sentido da inova&ccedil;&atilde;o. Contudo, se  nas &uacute;ltimas sess&otilde;es do caso finalizado a cliente foi capaz de com o terapeuta, no caso de desist&ecirc;ncia ocorreu um aumento de  epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos entre a d&iacute;ade. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, Caso finalizado, Desist&ecirc;ncia, Insucesso. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The quality of the therapeutic interaction is an important predictor of the therapy gains and critical in the clients&rsquo; decisions to  complete the therapy. The aim of this study was to describe and compare the development of the therapeutic collaboration in two clinical cases, a  completer and a dropout, both unsuccessful and followed in Narrative Therapy. The Therapeutic Collaboration Coding System was used, allowing the  identification of collaborative, non-collaborative and ambivalent episodes by reference to the clients&rsquo; Therapeutic Zone of Proximal  Development (TZPD). The codification was independently made by two pairs of judges, and the differences were resolved through consensus and  posterior auditing process. The results show that in the dropout case the non-collaborative episodes were five times higher than in the completer.  There was an increasing tendency from the part of the therapist to stimulate the clients&rsquo; movement through their TZPD towards innovation in  both cases. However, if in the last sessions of the completer the client was able to collaborate with the therapist; in the dropout case occurred  an increase of non-collaborative episodes between the dyad. </p>     <p><b>Key-words: </b>Therapeutic collaboration, Completer, Dropout, Unsucessful. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O presente estudo teve como objetivo analisar e comparar a qualidade da intera&ccedil;&atilde;o entre terapeuta e cliente ao longo do processo  terap&ecirc;utico de dois casos cl&iacute;nicos, um finalizado e um de desist&ecirc;ncia, ambos de insucesso e seguidos em Terapia Narrativa. </p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia tem suportado de forma consistente a contribui&ccedil;&atilde;o dos fatores relacionais para o  sucesso terap&ecirc;utico. Entre estes, a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; atualmente reconhecida como um preditor moderado e robusto dos  resultados da psicoterapia (Horvath, 2013). A alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, para al&eacute;m de incluir uma dimens&atilde;o afetiva entre  terapeuta e cliente, o v&iacute;nculo terap&ecirc;utico, &eacute; tamb&eacute;m entendida como um fator relacional intrinsecamente associado ao  trabalho que ocorre no contexto da terapia, orientado para a mudan&ccedil;a do cliente. No sentido de compreender o papel da alian&ccedil;a  terap&ecirc;utica no processo de mudan&ccedil;a, Horvath (2006) recomenda que a investiga&ccedil;&atilde;o evolua no sentido de identificar e  analisar os microprocessos relacionais (ex., colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica) situados no contexto de pr&aacute;ticas  terap&ecirc;uticas espec&iacute;ficas. Nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o, incluem-se os estudos focados no conceito de  colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, entendida como um processo interativo e analisada a um n&iacute;vel micro anal&iacute;tico. Embora  este conceito de colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica seja definido de diferentes formas, a natureza bidirecional e a  contribui&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua do terapeuta e do cliente &eacute; transversal e enfatizada por v&aacute;rios autores. Horvath e Bedi  (2002) definem genericamente a colabora&ccedil;&atilde;o no contexto terap&ecirc;utico, subjacente &agrave; alian&ccedil;a, como uma  sequ&ecirc;ncia de intera&ccedil;&otilde;es em que terapeuta e cliente usam e desenvolvem as contribui&ccedil;&otilde;es verbais um do outro. Tryon  e Winograd (2002) definem colabora&ccedil;&atilde;o como &ldquo;o envolvimento m&uacute;tuo entre cliente e terapeuta contextualizado numa  rela&ccedil;&atilde;o de ajuda&rdquo; (p. 109). Hatcher (1999) define colabo ra&ccedil;&atilde;o como uma realiza&ccedil;&atilde;o conjunta da  d&iacute;ade, que resulta da contribui&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua e irredut&iacute;vel de ambos os participantes da terapia, o terapeuta e o  cliente. </p>     <p>Lepper e Mergenthaler (2007, 2008), partindo de uma an&aacute;lise da conversa&ccedil;&atilde;o sobre intera&ccedil;&otilde;es clinicamente  significativas, consideraram a coer&ecirc;ncia do t&oacute;pico entre o terapeuta e o cliente como um marcador da colabora&ccedil;&atilde;o  associado a momentos de elevada produtividade terap&ecirc;utica. </p>     <p>Na mesma linha de investiga&ccedil;&atilde;o, Ribeiro, Ribeiro, Gon&ccedil;alves, Horvath e Stiles (2013) desenvolveram um modelo compreensivo  dos processos colaborativos envolvidos no desenvolvimento da alian&ccedil;a e que est&atilde;o interligados, momento a momento, com micro  mudan&ccedil;as em psicoterapia. Este modelo consiste, ali&aacute;s, na base conceptual do Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da  Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica (SCCT), desenvolvido pelos autores, para analisar a colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O modelo de colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica </i></p>     <p>Ribeiro e colaboradores (2013) entendem que a colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, enquanto microprocesso interativo, est&aacute;  intimamente associada &agrave;s micro mudan&ccedil;as que ocorrem ao longo da psicoterapia. Influenciados pelo conceito de Zona de Desenvolvimento  Proximal (ZDP) de Vygotsky (1978), importado por Leiman e Stiles (2001) para a psicoterapia, estes autores basearam a sua proposta no pressuposto  de que os conceitos de colabora&ccedil;&atilde;o e de mudan&ccedil;a t&ecirc;m uma natureza desenvolvimental e est&atilde;o din&acirc;mica e  continuamente articulados. Os autores conceptualizam a colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica como uma &ldquo;coordena&ccedil;&atilde;o de  a&ccedil;&otilde;es do terapeuta e do cliente, enquadrada na conversa&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica&rdquo; (Ribeiro, 2009, p. 171) e negociada  por refer&ecirc;ncia &agrave; ZDP do cliente. A Zona de Desenvolvimento Proximal Terap&ecirc;utica (ZDPT) &eacute; definida pela dist&acirc;ncia  entre o n&iacute;vel de desenvolvimento atual do cliente e o seu n&iacute;vel de desenvolvimento potencial, ou seja, aquele que poder&aacute; ser  por ele alcan&ccedil;ado em colabora&ccedil;&atilde;o com o terapeuta (Leiman &amp; Stiles, 2001; Ribeiro et al., 2013). Quando o cliente inicia a  terapia, o seu n&iacute;vel de desenvolvimento atual &eacute; definido pelos problemas ou dificuldades motivaram o seu pedido de ajuda. Em Terapia  Narrativa, este n&iacute;vel atual &eacute; definido pela narrativa problem&aacute;tica e dominante, respons&aacute;vel pelas dificuldades de  ajustamento do cliente. Subjacente ao pedido de ajuda est&aacute; a necessidade e vontade de mudar, bem como a expectativa de ser ajudado pelo  terapeuta nesse objetivo. Estas mudan&ccedil;as identificadas e/ou negociadas pela d&iacute;ade no in&iacute;cio e ao longo da terapia definem o  n&iacute;vel de desenvolvimento potencial do cliente. Em Terapia Narrativa, o n&iacute;vel de desenvolvimento potencial &eacute;, assim, definido  pela emerg&ecirc;ncia e integra&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&atilde;o conducente &agrave; reconceptualiza&ccedil;&atilde;o de uma narrativa  alternativa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com o modelo que temos vindo a descrever, as a&ccedil;&otilde;es do terapeuta incluem interven&ccedil;&otilde;es de suporte e  interven&ccedil;&otilde;es de desafio. As primeiras t&ecirc;m o objetivo de compreender o problema ou perspetiva do cliente e proporcionar  experi&ecirc;ncias de seguran&ccedil;a. As interven&ccedil;&otilde;es de desafio t&ecirc;m como objetivo promover a revis&atilde;o da perspetiva  problem&aacute;tica do cliente, propondo uma perspetiva alternativa e estimulando a ocorr&ecirc;ncia de novas experi&ecirc;ncias, que, ainda que  possam ser percebidas como arriscadas, podem ser toleradas pelo cliente. Os autores sugerem que estas interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta devem  equilibrar-se entre si e articular-se, momento a momento, com as necessidades do cliente e a sua mudan&ccedil;a ao longo do processo  terap&ecirc;utico (Ribeiro et al., 2013). </p>     <p>As a&ccedil;&otilde;es do cliente incluem respostas de valida&ccedil;&atilde;o, de invalida&ccedil;&atilde;o ou de ambival&ecirc;ncia. Se o  trabalho terap&ecirc;utico ocorre dentro da ZDPT, o cliente valida a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta, aceitando o convite para olhar a sua  experi&ecirc;ncia a partir da perspetiva proposta. Por outro lado, se o trabalho terap&ecirc;utico tem lugar fora da ZDPT, o cliente invalida as  interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta, recusando o convite para olhar a sua experi&ecirc;ncia a partir da perspetiva proposta. Neste caso, o  cliente pode experienciar risco intoler&aacute;vel quando o terapeuta desafia demasiado (trabalhando al&eacute;m do limite superior da ZDPT), ou  desinteresse quando o terapeuta &eacute; redundante nas suas interven&ccedil;&otilde;es (trabalhando aqu&eacute;m do limite inferior da ZDPT). Por  fim, e de acordo com os autores, o trabalho terap&ecirc;utico pode ainda ocorrer nos limites da ZDPT. Neste caso, o cliente experiencia  ambival&ecirc;ncia, oscilando entre a valida&ccedil;&atilde;o e a invalida&ccedil;&atilde;o da perspetiva proposta pelo terapeuta. O modelo de  colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utico aqui proposto contempla dois tipos distintos de epis&oacute;dios de ambival&ecirc;ncia, tendo em conta  a forma como o cliente termina a sua resposta. Se o cliente terminar num n&iacute;vel de desenvolvimento posterior ao proposto pelo terapeuta  (e.g., o terapeuta suporta o problema, o cliente oscila entre a valida&ccedil;&atilde;o e a invalida&ccedil;&atilde;o da perspetiva proposta,  avan&ccedil;ando para a inova&ccedil;&atilde;o) considera-se a ambival&ecirc;ncia com avan&ccedil;o para o risco toler&aacute;vel. Por outro lado,  se o cliente terminar num n&iacute;vel de desenvolvimento anterior ao proposto pelo terapeuta (e.g., o terapeuta desafia, o cliente oscila entre a  valida&ccedil;&atilde;o e a invalida&ccedil;&atilde;o da perspetiva proposta, voltando &agrave; perspetiva problem&aacute;tica) considera-se a  ambival&ecirc;ncia com retorno &agrave; seguran&ccedil;a (Ribeiro et al., 2013). </p>     <p>Uma pobre qualidade da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, especialmente na fase inicial da terapia, est&aacute; associada a uma maior  probabilidade de desist&ecirc;ncia, por parte dos clientes, dos seus processos terap&ecirc;uticos (e.g., Roos &amp; Werbart, 2013; Sharf,  Primavera, &amp; Diener, 2010). Embora a defini&ccedil;&atilde;o de desist&ecirc;ncia em psicoterapia n&atilde;o seja consensual, resultando em  discrep&acirc;ncias significativas nomeadamente no que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia do fen&oacute;meno (e.g.,  Benetti &amp; Cunha, 2008; Jung, Serralta, Nunes, &amp; Eizirik, 2013), a maioria das defini&ccedil;&otilde;es adotadas parece centrar-se no  n&atilde;o comparecimento do cliente &agrave; &uacute;ltima sess&atilde;o agendada, e da&iacute; em diante, sem o conhecimento e/ou o acordo do  terapeuta (e.g., Jung et al., 2013). Tamb&eacute;m no presente estudo decidimos considerar o abandono da terapia por iniciativa unilateral do  cliente como foco da defini&ccedil;&atilde;o de um caso de desist&ecirc;ncia em psicoterapia, de modo a n&atilde;o s&oacute; enfatizar a n&atilde;o  negocia&ccedil;&atilde;o entre o cliente e o terapeuta acerca da finaliza&ccedil;&atilde;o do processo, mas tamb&eacute;m o n&atilde;o cumprimento  dos objetivos terap&ecirc;uticos a que inicialmente se propuseram. De acordo com a mais recente meta-an&aacute;lise realizada acerca de casos de  desist&ecirc;ncia em psicoterapia (Swift &amp; Greenberg, 2012), bem como na linha de meta-an&aacute;lises mais cl&aacute;ssicas acerca deste mesmo  fen&oacute;meno (e.g., Baekeland &amp; Lundwall, 1975; Wierzbicky &amp; Pekarik, 1993), este constitui-se, de facto, como merecedor da  aten&ccedil;&atilde;o dos terapeutas e investigadores da &aacute;rea, na medida em que, em m&eacute;dia, um em cada cinco clientes abandonam  prematuramente os seus processos. </p>     <p>O presente estudo teve como objetivo descrever e comparar o desenvolvimento da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ao longo do processo  terap&ecirc;utico de um caso finalizado e de um caso de desist&ecirc;ncia, ambos de insucesso e seguidos em Terapia Narrativa. </p>     <p>No sentido de prosseguir este objetivo orientamo-nos pelas seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o: </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>1) Como evolui a colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, ao longo do caso finalizado e do caso de desist&ecirc;ncia, ambos de insucesso,  seguidos em Terapia Narrativa? </p>     <p>2) Quais as interven&ccedil;&otilde;es e as respostas mais frequentes ao longo de cada um dos casos? </p>     <p>3) Quais os epis&oacute;dios interativos espec&iacute;ficos mais frequentes em cada caso? </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>Ambos os casos analisados foram selecionados da base de dados do projeto Mudan&ccedil;a Narrativa em Psicoterapia (PTDC/PSI/72846/2006). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Cliente do caso finalizado: </i>No momento em que procurou ajuda, Joana (nome fict&iacute;cio), de nacionalidade brasileira, tinha 30 anos e  encontrava-se a realizar o seu doutoramento. Longe da fam&iacute;lia e do marido, de quem esteve temporariamente separada, Joana queixava-se do  &ldquo;medo da solid&atilde;o&rdquo;. Em Portugal, mantinha um relacionamento amoroso com Ivo (nome fict&iacute;cio). O medo de ficar sozinha  despoletava tristeza, ang&uacute;stia e inseguran&ccedil;a na cliente. Joana oscilava entre a tentativa de reconstru&ccedil;&atilde;o do seu  casamento e a manuten&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com Ivo. A cliente procurou ajuda para resolver este &ldquo;conflito  amoroso&rdquo;, que tamb&eacute;m afetava os seus estudos, tendo igualmente referido dificuldades de concentra&ccedil;&atilde;o e  procrastina&ccedil;&atilde;o nas tarefas. Na altura da admiss&atilde;o, apresentava uma Avalia&ccedil;&atilde;o Global do Funcionamento (AGF,  realizada pelo terapeuta) de 61, o que indicava a presen&ccedil;a de sintomatologia ligeira e algumas dificuldades no funcionamento social e  ocupacional. </p>     <p>O processo terap&ecirc;utico decorreu ao longo de 20 sess&otilde;es. Apesar de Joana ter conseguido alcan&ccedil;ar algumas mudan&ccedil;as  (e.g., nomeadamente, tornou-se um pouco mais assertiva na rela&ccedil;&atilde;o com os outros, inclusive com o marido e com Ivo), as mesmas  revelaram-se parcas, inconsistentes e n&atilde;o significativas, uma vez que a sua principal queixa, o &ldquo;medo da solid&atilde;o&rdquo;, se  manteve desde o in&iacute;cio do processo at&eacute; ao momento da sua finaliza&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Cliente do caso de desist&ecirc;ncia: </i>Quando procurou ajuda, Marta (nome fict&iacute;cio) tinha 19 anos e frequentava o 2&ordm; ano de um  curso superior. O seu pedido de ajuda surgiu na sequ&ecirc;ncia do t&eacute;rmino da sua rela&ccedil;&atilde;o amorosa mais recente. H&aacute;  alguns meses que Marta mostrava tristeza e choro frequente, vontade de desistir dos estudos e dificuldade em imaginar o seu futuro sem o atual  ex-namorado, bem como em fixar objetivos pr&oacute;prios. Para al&eacute;m disso, era frequente a cliente sentir-se incomodada pelo facto de os  outros (amigos, fam&iacute;lia, t&eacute;cnicos de sa&uacute;de) desvalorizarem o seu problema. Marta sentia culpa pelo final da  rela&ccedil;&atilde;o e, segundo a sua perspetiva, a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o para o seu problema seria a recupera&ccedil;&atilde;o da  rela&ccedil;&atilde;o perdida. A cliente apresentava poucas ou nenhumas expectativas favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terapia. </p>     <p>Antes de iniciar o processo terap&ecirc;utico, Marta havia realizado uma tentativa de suic&iacute;dio, tendo estado internada numa unidade de  psiquiatria. Na altura da admiss&atilde;o, encontrava-se em regime ambulat&oacute;rio e a tomar medica&ccedil;&atilde;o antidepressiva. Apresentava  um AGF de 51, indicando a presen&ccedil;a de sintomas moderados e dificuldades igualmente moderadas no funcionamento social e ocupacional. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O processo terap&ecirc;utico foi interrompido, por sua iniciativa e sem o conhecimento e acordo do terapeuta, ap&oacute;s a nona sess&atilde;o.  Apesar de a cliente se ter envolvido, de algum modo, na tentativa de considerar uma solu&ccedil;&atilde;o para o seu problema e de a  esperan&ccedil;a que demonstrava em recuperar a rela&ccedil;&atilde;o amorosa perdida a ter mantido relativamente funcional, a sua  persist&ecirc;ncia na perspetiva problem&aacute;tica foi clara ao longo de todo o processo. </p>     <p>No in&iacute;cio dos seus processos, ambas as clientes preencheram crit&eacute;rios para o diagn&oacute;stico de Perturba&ccedil;&atilde;o  Depressiva Major, de acordo com o DSM-IV-TR (American Psychiatric Association, 2002). As sess&otilde;es de ambos os casos foram  v&iacute;deo-gravadas sob consentimento informado do terapeuta e das clientes. Ambos os casos foram considerados de insucesso. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Terapeuta e terapia: </i>O terapeuta respons&aacute;vel por ambos os casos tinha cerca de cinco anos de experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica,  tendo recebido forma&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via em Terapia Narrativa e supervis&atilde;o semanal por parte de um terapeuta s&eacute;nior  durante a condu&ccedil;&atilde;o dos mesmos. A terapia baseou-se num modelo de psicoterapia individual de orienta&ccedil;&atilde;o narrativa,  desenvolvido a partir da Terapia Narrativa de Re-autoria de White e Epston (1990). De acordo com o manual elaborado no &acirc;mbito do projeto  <i>Narrative Change in Psychotherapy </i>(PTDC/PSI/72846/2006), as estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram: (a)  descontru&ccedil;&atilde;o da auto-narrativa problem&aacute;tica com recurso &agrave; externaliza&ccedil;&atilde;o, (b) reconstru&ccedil;&atilde;o  da auto-narrativa alternativa com base na identifica&ccedil;&atilde;o de resultados &uacute;nicos, e (c) consolida&ccedil;&atilde;o das  mudan&ccedil;as emergentes atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de valida&ccedil;&atilde;o social e metaforiza&ccedil;&atilde;o (ver Lopes,  Gon&ccedil;alves, Machado, Fassnacht, &amp; Sousa, 2013, para uma descri&ccedil;&atilde;o mais detalhada da terapia implementada). </p>     <p>Estudos recentes sobre a efic&aacute;cia da terapia narrativa aplicada &agrave; depress&atilde;o major t&ecirc;m demonstrado que em clientes  diagnosticados com depress&atilde;o leve ou moderada e que terminam o processo terap&ecirc;utico os resultados terap&ecirc;uticos s&atilde;o  promissores e compar&aacute;veis aos obtidos com outras abordagens, nomeadamente a terapia cognitivo-comportamental (Lopes, Gon&ccedil;alves,  Machado, Sinai, Bento, &amp; Salgado, 2104). Os resultados destes estudos mostraram que no final do tratamento os clientes seguidos em terapia  narrativa apresentam uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da sintomatologia depressiva, compar&aacute;vel &agrave; obtida por clientes  seguidos em terapia cognitivo-comportamental e significativamente superior &agrave; manifestada por deprimidos em lista de espera, sem tratamento  psicoterap&ecirc;utico. A similaridade na efic&aacute;cia da terapia narrativa com a terapia cognitivo-comportamental tende a manter-se por um  per&iacute;odo de pelo menos dois anos (Lopes, Gon&ccedil;alves, Machado, Frassnacht, &amp; Sousa, 2014). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Investigadoras: </i>Os casos cl&iacute;nicos selecionados foram codificados, na sua totalidade e de modo independente, por dois pares de  ju&iacute;zas. A primeira e a quarta autoras, alunas do 5&ordm; ano do Mestrado Integrado em Psicologia, foram respons&aacute;veis pela  codifica&ccedil;&atilde;o do caso finalizado; a terceira autora, estudante de Doutoramento em Psicologia Aplicada e a quinta autora, Mestre em  Psicologia Cl&iacute;nica, foram respons&aacute;veis pela codifica&ccedil;&atilde;o do caso de desist&ecirc;ncia. Todas as ju&iacute;zas receberam  treino no SCCT (Ribeiro et al., 2013) sob a supervis&atilde;o da segunda autora. Neste estudo, a segunda autora foi ainda respons&aacute;vel pela  auditoria de 30% das codifica&ccedil;&otilde;es de cada um dos casos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Outcome Questionnaire-45.2</i>: O <i>Outcome Questionnaire</i>-45.2 (<i>OQ</i>-45.2; Lambert &amp; Burlingame, 1996; vers&atilde;o portuguesa  adaptada por Machado &amp; Fassnacht, 2014) consiste num instrumento de autorrelato constitu&iacute;do por 45 itens, com evid&ecirc;ncias de  validade, confian&ccedil;a e consist&ecirc;ncia interna, que visa a avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de desconforto subjetivo apresentado  pelos clientes, bem como do seu funcionamento interpessoal e do desempenho do seu papel social. </p>     <p>No presente estudo, o <i>OQ</i>-45.2 foi utilizado para avaliar a presen&ccedil;a de sintomatologia clinicamente significativa nas clientes no  momento da avalia&ccedil;&atilde;o e, posteriormente, a cada quatro sess&otilde;es. Deste modo, permitiu-nos confirmar a aus&ecirc;ncia de ganhos  terap&ecirc;uticos clinicamente significativos em ambos os casos, desde o in&iacute;cio da terapia at&eacute; ao momento da &uacute;ltima  avalia&ccedil;&atilde;o realizada (na &uacute;ltima sess&atilde;o no caso finalizado e na pen&uacute;ltima sess&atilde;o no caso de  desist&ecirc;ncia), pelo que ambos foram considerados de insucesso. Esta aus&ecirc;ncia de ganhos terap&ecirc;uticos significativos foi definida  tomando como refer&ecirc;ncia um <i>Reliable Change Index </i>(<i>RCI</i>) de 15 pontos e de um <i>cutoff </i>de 62 pontos, tal como proposto por  Machado e Fassnacht (2014). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica</i>: O Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da  Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica (SCCT; Ribeiro et al., 2013) foi desenvolvido a partir da conceptualiza&ccedil;&atilde;o de  colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica apresentada inicialmente, com vista a permitir a identifica&ccedil;&atilde;o e  caracteriza&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos epis&oacute;dios de intera&ccedil;&atilde;o pass&iacute;veis de ocorrer entre terapeutas e  clientes, por refer&ecirc;ncia &agrave; ZDPT dos &uacute;ltimos e em articula&ccedil;&atilde;o com o seu processo de mudan&ccedil;a. A unidade de  an&aacute;lise deste sistema consiste no par de falas adjacentes de cada um dos elementos da d&iacute;ade, contextualizado na sua  intera&ccedil;&atilde;o imediatamente anterior e no contexto global da sess&atilde;o e/ou da terapia. </p>     <p>Tal como descrito anteriormente, as interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta podem ser classificadas de acordo com duas categorias fundamentais  &ndash; suporte ou desafio, e as respostas do cliente podem ser de tr&ecirc;s tipos &ndash; valida&ccedil;&atilde;o, invalida&ccedil;&atilde;o ou  ambival&ecirc;ncia (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Do cruzamento entre as v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta e as v&aacute;rias  respostas do cliente resultam 18 tipos de epis&oacute;dios interativos poss&iacute;veis, sendo seis de natureza colaborativa, seis de natureza  ambivalente e os restantes seis n&atilde;o colaborativos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a03t1.jpg" width="580" height="396"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O estudo de valida&ccedil;&atilde;o do SCCT mostrou uma boa fidelidade do instrumento, com o <i>Kappa de Cohen </i>a variar entre 0,84 e 0,98  para as interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta e entre 0,91 e 0,95 para as respostas do cliente. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de recolha</i>: Os casos cl&iacute;nicos foram selecionados considerando os seguintes crit&eacute;rios: o diagn&oacute;stico de  Perturba&ccedil;&atilde;o Depressiva Major, a abordagem terap&ecirc;utica &ndash; ambos seguidos em Terapia Narrativa, e o resultado cl&iacute;nico  de insucesso. De acordo com os procedimentos do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o de cuja base de dados selecion&aacute;mos os dois casos, os  crit&eacute;rios de exclus&atilde;o inclu&iacute;am o diagn&oacute;stico de perturba&ccedil;&otilde;es do Eixo II, consumos de subst&acirc;ncias, e  o diagn&oacute;stico de perturba&ccedil;&atilde;o psic&oacute;tica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos de an&aacute;lise: </i>Numa primeira fase, as investigadoras receberam treino no SCCT (Ribeiro et al., 2013). Ao longo de seis  meses foram codificadas v&aacute;rias sess&otilde;es e realizadas reuni&otilde;es quinzenais de treino, sob orienta&ccedil;&atilde;o da segunda  autora. Esta fase foi conclu&iacute;da quando as ju&iacute;zas chegaram de forma consistente a um acordo (com base no c&aacute;lculo do <i>Kappa de  Cohen</i>) superior a 0,5, por ser considerado aceit&aacute;vel de acordo com Fleiss (1981, citado por Martins &amp; Machado, 2006). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de codifica&ccedil;&atilde;o: </i>Procedeu-se &agrave; transcri&ccedil;&atilde;o integral das 20 sess&otilde;es do caso  finalizado e das nove sess&otilde;es do caso de desist&ecirc;ncia. O processo de codifica&ccedil;&atilde;o envolveu quatro etapas: (1)  defini&ccedil;&atilde;o consensual do problema apresentado pelas clientes, assim como da sua potencial inova&ccedil;&atilde;o; (2)  codifica&ccedil;&atilde;o independente e sequencial das sess&otilde;es de cada caso; (3) identifica&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o dos  desacordos inter-juizas; e, (4) auditoria das codifica&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Com base na leitura pr&eacute;via &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o da primeira e segunda sess&atilde;o do caso finalizado, as investigadoras  consideraram os seguintes indicadores do problema: &ldquo;medo da solid&atilde;o&rdquo;, inseguran&ccedil;a, tristeza, instabilidade ao  n&iacute;vel dos relacionamentos amorosos, dificuldades de concentra&ccedil;&atilde;o e procrastina&ccedil;&atilde;o das tarefas acad&eacute;micas.  Por outro lado, identificaram como indicadores de inova&ccedil;&atilde;o: manifesta&ccedil;&otilde;es de assertividade e imposi&ccedil;&atilde;o de  limites nas rela&ccedil;&otilde;es amorosas, a diminui&ccedil;&atilde;o &ldquo;do medo da solid&atilde;o&rdquo; e da inseguran&ccedil;a, a  realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas acad&eacute;micas dentro dos prazos estipulados, uma maior capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o e a  diminui&ccedil;&atilde;o da tristeza. No caso de desist&ecirc;ncia, as investigadoras consideraram os seguintes indicadores na  defini&ccedil;&atilde;o do problema: tristeza e choro frequente, dificuldade em projetar-se no futuro sem o atual ex-namorado, sentimento de culpa  pelo t&eacute;rmino da rela&ccedil;&atilde;o, sentimento de desamparo por achar que os outros desvalorizavam o seu problema, baixa autoestima e  desvaloriza&ccedil;&atilde;o pessoal, e problemas acad&eacute;micos. Como inova&ccedil;&atilde;o identificaram: </p>     <p>o envolvimento em atividades/tarefas que mantinham a cliente relativamente funcional, a procura de solu&ccedil;&otilde;es para o seu problema, e  a diminui&ccedil;&atilde;o do sentimento de culpa e da tristeza. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ambos os pares de ju&iacute;zas codificaram 100% das sess&otilde;es do respetivo caso de modo independente, tendo os desacordos sido resolvidos  com base na metodologia de consenso ap&oacute;s a codifica&ccedil;&atilde;o de cada uma das sess&otilde;es. Al&eacute;m disso, 30% das  sess&otilde;es de cada caso foram ainda submetidas a auditoria por parte da segunda autora. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desenvolvimento da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ao longo dos processos terap&ecirc;uticos </i></p>     <p>A an&aacute;lise descritiva da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em cada um dos casos cl&iacute;nicos baseou-se nos &iacute;ndices  percentuais dos epis&oacute;dios colaborativos, dos epis&oacute;dios de ambival&ecirc;ncia e dos epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos.  A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta a evolu&ccedil;&atilde;o destes tr&ecirc;s &iacute;ndices ao longo do processo de cada caso cl&iacute;nico. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a03f1.jpg" width="580" height="291"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso finalizado, observa-se uma predomin&acirc;ncia de epis&oacute;dios colaborativos ao longo de todo o processo terap&ecirc;utico. Os  epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos foram os menos frequentes, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da 17&ordf;, 18&ordf; e 20&ordf;  sess&otilde;es, em que os epis&oacute;dios de ambival&ecirc;ncia foram menos frequentes. </p>     <p>No caso de desist&ecirc;ncia, observamos igualmente uma predomin&acirc;ncia de epis&oacute;dios colaborativos. Contudo, na 8&ordf;  sess&atilde;o (pr&eacute;-desist&ecirc;ncia), ocorreu um pico de epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos (42,19%). Ao longo deste processo  terap&ecirc;utico observa-se ainda que os epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos, embora menos frequentes que os colaborativos, foram sempre  mais frequentes que os de ambival&ecirc;ncia e com uma tend&ecirc;ncia para aumentarem nas sess&otilde;es pr&eacute;-desist&ecirc;ncia. </p>     <p>Estes resultados indicam que, em ambos os casos, as d&iacute;ades trabalharam preferencialmente dentro da ZDPT das clientes. No entanto, no  caso  de desist&ecirc;ncia, comparando com o caso finalizado, verificou-se uma maior frequ&ecirc;ncia de intera&ccedil;&otilde;es fora da ZDPT. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Epis&oacute;dios interativos espec&iacute;ficos por refer&ecirc;ncia &agrave; ZDPT </i></p>     <p>Considerando o valor m&eacute;dio dos &iacute;ndices de cada um dos 18 epis&oacute;dios interativos, resultantes do cruzamento entre cada tipo  de interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta e cada tipo de resposta das clientes, verific&aacute;mos que no caso finalizado  (<a href="#t2">Tabela 2</a>), em m&eacute;dia, o terapeuta e a cliente interagiram mais frequentemente no n&iacute;vel de desenvolvimento atual  (65,15%), tendo sido o epis&oacute;dio interativo mais frequente o de Suporte no Problema-Seguran&ccedil;a. Considerando os tr&ecirc;s tipos de  interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta, observou-se uma maior frequ&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o de desafio (44,77%) &agrave; qual,  em m&eacute;dia, a cliente respondeu preferencialmente com seguran&ccedil;a ou com risco toler&aacute;vel. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a03t2.jpg" width="576" height="258"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparativamente ao caso de desist&ecirc;ncia (<a href="#t3">Tabela 3</a>) observamos que no caso finalizado, a cliente avan&ccedil;ou mais no  sentido do seu n&iacute;vel de desenvolvimento potencial (16,03%), quer em resposta aos desafios do terapeuta quer por iniciativa pr&oacute;pria  ap&oacute;s interven&ccedil;&otilde;es de suporte por parte do terapeuta. Enquanto no caso de desist&ecirc;ncia o epis&oacute;dio mais frequente  foi o de Desafio-Seguran&ccedil;a, no caso finalizado o epis&oacute;dio mais frequente foi o de Suporte no Problema-Seguran&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a03t3.jpg" width="577" height="257"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o </b></p>     <p>Neste estudo est&aacute;vamos interessadas em analisar a colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica num caso finalizado e num caso de  desist&ecirc;ncia, ambos com resultado de insucesso e seguidos em Terapia Narrativa. Interessava-nos compreender de que modo a  colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica est&aacute; associada &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o ou desist&ecirc;ncia da terapia, mesmo quando  os ganhos terap&ecirc;uticos parecem ser insuficientes para gerar uma mudan&ccedil;a clinicamente significativa nos clientes. Analisando e  comparando a evolu&ccedil;&atilde;o das clientes ao longo do processo terap&ecirc;utico, no sentido de abandonarem o seu n&iacute;vel de  desenvolvimento atual (e problem&aacute;tico) e avan&ccedil;arem em dire&ccedil;&atilde;o ao seu n&iacute;vel de desenvolvimento potencial, foi  poss&iacute;vel verificar que no caso de desist&ecirc;ncia este avan&ccedil;o foi menos frequente (5,68%) do que no caso finalizado (16,03%). De  facto, no caso de desist&ecirc;ncia a emerg&ecirc;ncia de novidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perspetiva problem&aacute;tica foi parca e  corrobora a n&atilde;o evid&ecirc;ncia de mudan&ccedil;a do ponto de vista da sintomatologia da cliente. J&aacute; no caso finalizado, embora  considerado de insucesso, foram captados pelo SCCT alguns avan&ccedil;os da cliente no sentido do seu n&iacute;vel de desenvolvimento potencial  quando o terapeuta e a cliente reconheceram algumas mudan&ccedil;as. Se, por um lado, estes avan&ccedil;os n&atilde;o foram consistentes ao longo  do tempo, podemos tamb&eacute;m supor que este caso precisaria de mais tempo de terapia para que os avan&ccedil;os para a inova&ccedil;&atilde;o,  por parte da cliente, se organizassem numa nova auto-narrativa mais flex&iacute;vel e adaptativa. </p>     <p>Reportando-nos agora &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ao longo de ambos os casos cl&iacute;nicos,  os resultados mostram que a maioria das intera&ccedil;&otilde;es entre o terapeuta e as clientes foram de natureza colaborativa, ou seja, ocorreram  dentro da sua ZDPT. No entanto, na maioria destas intera&ccedil;&otilde;es, enquanto no caso de desist&ecirc;ncia o terapeuta se situou &agrave;  frente do n&iacute;vel desenvolvimental da cliente (e.g., Desafio-Seguran&ccedil;a), no caso finalizado o terapeuta situou-se no mesmo n&iacute;vel  da cliente (e.g., Suporte no Problema-Seguran&ccedil;a). Os epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos foram os menos frequentes, em m&eacute;dia,  &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da 17&ordf;, 18&ordf; e 20&ordf; sess&otilde;es do caso finalizado e da 8&ordf; sess&atilde;o do caso de  desist&ecirc;ncia<i>. </i>Nestas sess&otilde;es, o terapeuta posicionou-se grande parte do tempo, num n&iacute;vel de desenvolvimento al&eacute;m  do das clientes, gerando respostas de invalida&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas interven&ccedil;&otilde;es. Atendendo aos &iacute;ndices gerais  m&eacute;dios de n&atilde;o colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, &eacute; de salientar que, no caso de desist&ecirc;ncia, os  epis&oacute;dios n&atilde;o colaborativos foram cinco vezes mais predominantes do que no caso finalizado (27,45% e 6,32%, respetivamente).  Al&eacute;m disso, os resultados mostram que no caso de desist&ecirc;ncia houve uma tend&ecirc;ncia crescente, ao longo do processo, para a cliente  invalidar as propostas do terapeuta, sinalizando deste modo que a sua interven&ccedil;&atilde;o colocava o trabalho da d&iacute;ade fora da sua  ZDPT. Pelo contr&aacute;rio, no caso finalizado, as respostas de invalida&ccedil;&atilde;o por parte da cliente mantiveram uma  propor&ccedil;&atilde;o relativamente constante e inferior quer &agrave;s respostas de valida&ccedil;&atilde;o, quer &agrave;s de  ambival&ecirc;ncia. Uma outra diferen&ccedil;a entre os dois casos refere-se &agrave;s respostas de desinteresse, que parecem ser  caracter&iacute;sticas do caso de desist&ecirc;ncia, dado que, n&atilde;o ocorreram no caso finalizado. Este resultado &eacute; coerente com os  resultados de outros estudos de caso, nos quais a resposta de desinteresse apenas surgiu em casos de desist&ecirc;ncia, sendo ausente em casos  finalizados, seja de insucesso seja de sucesso terap&ecirc;utico (Azevedo, 2010; Oliveira, 2010). Esta resposta de desinteresse, presente nos casos  de desist&ecirc;ncia, poder&aacute; significar falta de responsividade do terapeuta &agrave;s necessidades dos clientes, insistindo em  interven&ccedil;&otilde;es que parecem n&atilde;o ter relev&acirc;ncia para si, levando a que estes n&atilde;o se sintam compreendidos; ou,  poder&aacute; indicar um baixo n&iacute;vel de prontid&atilde;o para mudar e baixas expectativas em rela&ccedil;&atilde;o ao processo por parte dos  pr&oacute;prios clientes (Bachelor, Laverdi&egrave;re, Gamache, &amp; Bordeleau, 2007). No caso deste estudo, a cliente desistente foi  reencaminhada pelo psiquiatra que se encontrava a seguir o seu caso e manifestou-se, desde o in&iacute;cio, incr&eacute;dula em  rela&ccedil;&atilde;o ao processo terap&ecirc;utico. Nas primeiras sess&otilde;es, exp&ocirc;s abertamente a dificuldade em comparecer &agrave;s  sess&otilde;es e falar sobre o problema. No in&iacute;cio, o terapeuta respondeu de forma emp&aacute;tica, suportou a experi&ecirc;ncia  problem&aacute;tica da cliente e procurou negociar com esta a agenda terap&ecirc;utica. Contudo, &agrave; medida que o processo foi  avan&ccedil;ando, verificou-se a persist&ecirc;ncia e aumento das interven&ccedil;&otilde;es de desafio e uma diminui&ccedil;&atilde;o das  interven&ccedil;&otilde;es de suporte por parte do terapeuta, apesar das frequentes respostas de invalida&ccedil;&atilde;o da cliente, assim,  sinalizando risco intoler&aacute;vel ou desinteresse. A t&iacute;tulo de exemplo, na sess&atilde;o pr&eacute;-desist&ecirc;ncia, verific&aacute;mos  que o terapeuta persistiu na proposta de uma nova perspetiva &ndash; &ldquo;imaginar o futuro sem o ex-namorado&rdquo;, e que a cliente invalidou  consecutivamente este desafio, sinalizando desinteresse pela proposta insistente do terapeuta. </p>     <p>No caso finalizado, os &iacute;ndices de colabora&ccedil;&atilde;o foram mais elevados ao longo de todo o processo terap&ecirc;utico, e a  d&iacute;ade parece ter sido capaz de gerir adequadamente eventuais quebras na colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (e.g., sess&atilde;o  17). No entanto, a cliente n&atilde;o chegou a avan&ccedil;ar de forma consistente ao longo da sua ZDPT, tendo sido o processo terap&ecirc;utico  marcado por oscila&ccedil;&otilde;es. V&aacute;rios acontecimentos novos extra terapia parecem ter estado associados aos avan&ccedil;os e recuos  na ZDPT por parte da cliente, sugerindo a necessidade de mais tempo de terapia para que os avan&ccedil;os pudessem ser consolidados num percurso  de sucesso terap&ecirc;utico. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando que ambos os casos tiveram um resultado de insucesso, podemos compreender a desist&ecirc;ncia ou a perman&ecirc;ncia na terapia  tendo em considera&ccedil;&atilde;o a evolu&ccedil;&atilde;o da qualidade da colabora&ccedil;&atilde;o. No caso de desist&ecirc;ncia, supomos que  as intera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o colaborativas tenham sido importantes n&atilde;o apenas pelo seu aumento ao longo do processo, como  tamb&eacute;m pela sua natureza. Tais intera&ccedil;&otilde;es sinalizaram a experi&ecirc;ncia recorrente de risco intoler&aacute;vel e de  desinteresse, o que nos leva a supor que a terapia poder&aacute; ter sido interrompida pela cliente pelo facto de ter sido percebida como demasiado  amea&ccedil;adora ou exigente, por um lado, ou irrelevante, por outro. Esta interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; consistente com os resultados de  outros estudos sobre a colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em casos de desist&ecirc;ncia, nos quais as respostas de  invalida&ccedil;&atilde;o a interven&ccedil;&otilde;es de desafio, especialmente por risco intoler&aacute;vel, aumentavam progressivamente ao longo  dos processos e em especial antes da interrup&ccedil;&atilde;o da terapia (Pinto, Ribeiro, Sousa, Pinheiro, &amp; Freitas, submetido). O  desencontro entre as propostas do terapeuta e as respostas da cliente poder&aacute; estar associado ao desacordo ao n&iacute;vel dos objetivos e/ou  tarefas da terapia, fragilizando a qualidade da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, o que, em linha com os resultados dos estudos sobre a  rela&ccedil;&atilde;o da alian&ccedil;a com a desist&ecirc;ncia da psicoterapia (e.g., Roos &amp; Werbart, 2013) tamb&eacute;m nos ajuda a perceber  a desist&ecirc;ncia da terapia neste caso. </p>     <p>No caso finalizado, apesar de tamb&eacute;m n&atilde;o se ter verificado uma melhoria sintom&aacute;tica significativa no final do processo  terap&ecirc;utico, a qualidade da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ao longo das sess&otilde;es poder&aacute; ajudar a compreender a  perman&ecirc;ncia da cliente em terapia. Por um lado, as intera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o colaborativas foram, em m&eacute;dia, as menos  frequentes quando comparadas com as colaborativas e as ambivalentes. Por outro lado, mesmo quando estas intera&ccedil;&otilde;es ocorreram, a  d&iacute;ade parece ter sido capaz de reestabelecer a colabora&ccedil;&atilde;o de um modo consistente, retomando posi&ccedil;&otilde;es  interativas dentro da ZDPT da cliente. O facto de as intera&ccedil;&otilde;es colaborativas inclu&iacute;rem respostas de risco toler&aacute;vel,  quer na sequ&ecirc;ncia das interven&ccedil;&otilde;es de desafio quer na sequ&ecirc;ncia das interven&ccedil;&otilde;es de suporte por parte do  terapeuta, sugere uma maior prontid&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a por parte desta cliente. Apesar do resultado de  insucesso, a maior propor&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de seguran&ccedil;a face &agrave;s outras poss&iacute;veis poder&aacute; ainda ter  favorecido a confian&ccedil;a da cliente no terapeuta e na sua capacidade para a ajudar, ao sentir-se compreendida e validada na sua  experi&ecirc;ncia. Esta possibilidade ajuda a compreender que a cliente se sentisse bem e confiante na terapia, permanecendo at&eacute; &agrave;  sess&atilde;o acordada como final, aquando do seu consentimento para a participa&ccedil;&atilde;o no projeto de investiga&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Os resultados deste estudo sugerem que a responsividade dos terapeutas &agrave;s necessidades dos clientes, momento a momento, atendendo aos  sinais de colabora&ccedil;&atilde;o e de n&atilde;o colabora&ccedil;&atilde;o nas respostas &agrave;s suas interven&ccedil;&otilde;es, pode  facilitar a sua perman&ecirc;ncia em terapia. Nesse sentido consideramos que o treino e supervis&atilde;o de terapeutas com foco na  intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e na imediacia e responsividade da interven&ccedil;&atilde;o poder&aacute; contribuir para a  forma&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de alian&ccedil;as terap&ecirc;uticas de qualidade favor&aacute;veis &agrave; continuidade da terapia. A  este prop&oacute;sito, o modelo conceptual de colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e o sistema de codifica&ccedil;&atilde;o proposto por  Ribeiro e colaboradores (2013) apresenta-se como uma ferramenta &uacute;til, quer em contexto de investiga&ccedil;&atilde;o quer em contexto de  pr&aacute;tica cl&iacute;nica, fornecendo indicadores de colabora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o colabora&ccedil;&atilde;o e ambival&ecirc;ncia a  que o terapeuta poder&aacute; atender e, desse modo, monitorizar a qualidade da alian&ccedil;a momento a momento, ao longo das sess&otilde;es  terap&ecirc;uticas. </p>     <p>Contudo, tratando-se de um estudo de caso explorat&oacute;rio, este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es que implicam algum cuidado  na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, exigindo a sua contextualiza&ccedil;&atilde;o nos casos em an&aacute;lise e impedindo a  generaliza&ccedil;&atilde;o dessas interpreta&ccedil;&otilde;es. Assim, embora este estudo identifique pistas de investiga&ccedil;&atilde;o ou  cl&iacute;nicas interessantes, seria &uacute;til replicar e consolidar os resultados obtidos mediante o recurso a amostras mais extensas e mais  diversificadas em termos do curso do processo terap&ecirc;utico, dos resultados terap&ecirc;uticos, e dos diagn&oacute;sticos considerados. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <!-- ref --><p>American Psychiatric Association. (2002). <i>Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais</i>  (4&ordf; ed., texto revisto). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201500020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Azevedo, H. (2010). <i>Desenvolvimento da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica: O estudo de um caso de sucesso de terapia narrativa.</i>  Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica apresentada &agrave; Universidade do Minho, Escola de Psicologia, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201500020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bachelor, A., Laverdi&egrave;re, O., Gamache, D., &amp; Bordeleau, V. (2007). Clients&rsquo; collaboration in therapy: Self-perceptions and  relationships with client psychological functioning, interpersonal relations, and motivation. <i>Psychotherapy: Theory, Research, Practice,  Training, 44</i>, 175-192. </p>     <!-- ref --><p>Baekeland, F., &amp; Lundwall, L. (1975). Dropping out of treatment: A critical review. <i>Psychological Bulletin, 82</i>, 738-783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201500020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Benetti, S., &amp; Cunha, T. (2008). Abandono de tratamento psicoter&aacute;pico: Implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica.  <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia, 60</i>, 48-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201500020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Hatcher, R. (1999). Therapists&rsquo; views of treatment alliance and collaboration in therapy. <i>Psychotherapy Research, 9</i>, 405-423. </p>     <!-- ref --><p>Horvath, A. (2006). The alliance in context: Accomplishments, challenges, and future directions. <i>Psychotherapy: Theory, Research, Practice,  Training, 43</i>, 258-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201500020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Horvath, A. (2013). You can&rsquo;t step into the same river twice, but you can stub your toes on the same rock: Psychotherapy outcome from a  50-year perspective. <i>Psychotherapy, 50</i>, 25-32. doi: 10.1037/a0030899 </p>     <!-- ref --><p>Horvath, A., &amp; Bedi, R. (2002). The alliance. In J. Norcross (Ed.), <i>Psychotherapy relationships that work </i>(pp. 37-69). Oxford:  University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201500020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Jung, S., Serralta, F., Nunes, M., &amp; Eizirik, C. (2013). Beginning and end of treatment of patients who dropped out of psychoanalytic  therapy. <i>Trends in Psychiatry and Psychotherapy, 35</i>, 181-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201500020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Leiman, M., &amp; Stiles, W. (2001). Dialogical sequence analysis and the zone of proximal development as conceptual enhancements to the  assimilation model: The case of Jan revisited. <i>Psychotherapy Research, 11</i>, 311-330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201500020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lepper, G., &amp; Mergenthaler, E. (2007). Therapeutic collaboration: How does it work?. <i>Psychotherapy Research, 17</i>, 576-587.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Lepper, G., &amp; Mergenthaler, E. (2008). Observing therapeutic interaction in the &ldquo;Lisa&rdquo; case. <i>Psychotherapy Research, 18</i>,  634-644. </p>     <!-- ref --><p>Lopes, R., Gon&ccedil;alves, M. M., Machado, P. P. P., Fassnacht, D. B., &amp; Sousa, I. (2014). Long-term effects of psychotherapy for moderate  depression: A comparative study of Narrative therapy with cognitive-behavior therapy. <i>Journal of Affective Disorders, 167</i>, 64-73.  doi: 10.1016/j.jad.2014.05.042 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201500020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lopes, R., Gon&ccedil;alves, M. M., Machado, P. P. P., Sinai, D., Bento, T., &amp; Salgado, J. (2014). Narrative Therapy <i>vs.</i>  Cognitive-Behavioral Therapy for moderate depression: Empirical evidence from a controlled clinical trial. <i>Psychotherapy Research, 24</i>,  662-674.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201500020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Machado, P., &amp; Fassnacht, D. (in press). The Portuguese version of the Outcome Questionnaire (OQ-45): Normative data, reliability and  clinical significance cut-offs scores. <i>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice</i>. doi: 10.1111/papt.12048 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201500020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martin, D., Garske, J., &amp; Davis, M. (2000). Relation of the therapeutic alliance with outcome and other variables: A meta-analytic review.  <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 68</i>, 438-450.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Martins, C., &amp; Machado, C. (2006). Observa&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o humana: Considera&ccedil;&otilde;es  metodol&oacute;gicas. <i>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 11</i>, 159-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201500020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Oliveira, S. (2010). <i>Desenvolvimento da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica: O estudo de um caso de sucesso seguido em terapia  cognitivo-comportamental. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica apresentada &agrave; Universidade do Minho,  Escola de Psicologia, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pinto, D., Ribeiro, E., Sousa, I., Pinheiro, A., &amp; Freitas, A. C. (submetido). The therapeutic collaboration in dropout cases of narrative  therapy: An exploratory study. <i>Revista de Psicopatolog&iacute;a y Psicolog&iacute;a Cl&iacute;nica</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ribeiro, E. (2009). A alian&ccedil;a terap&ecirc;utica reconsiderada: Colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em zonas de mudan&ccedil;a  proximal. In E. Ribeiro (Coord.), <i>Alian&ccedil;a terap&ecirc;utica: Da teoria &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica </i>(pp. 167-181). Braga:  Psiquil&iacute;brios Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201500020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, E., Ribeiro, A., Gon&ccedil;alves, M., Horvath, A., &amp; Stiles, W. (2013). How collaboration in therapy becomes therapeutic: The  therapeutic collaboration coding system. <i>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 86</i>, 294-314.  doi: 10.1111/j.2044-8341.2012.02066.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roos, J., &amp; Werbart, A. (2013). Therapist and relationship factors influencing dropout from individual psychotherapy: A literature review.  <i>Psychotherapy Research, 23</i>, 394-418. doi: 10.1080/10503307.2013.775528 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201500020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sharf, J., Primavera, L., &amp; Diener, M. (2010). Dropout and therapeutic alliance: A meta-analysis of adult individual psychotherapy.  <i>Psychotherapy: Theory, Research, Practice, Training, 47</i>, 637-645. doi: 10.1037/a0021175 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Swift, J. K., &amp; Greenberg, R. P. (2012). Premature discontinuation in adult psychotherapy: A meta-analysis. <i>Journal of Consulting and  Clinical Psychology, 80</i>, 547-559. doi: 10.1037/a0028226 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201500020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tryon, G., &amp; Winograd, G. (2002). Goal consensus and collaboration. In J. Norcross (Ed.), <i>Psychotherapy relationships that work</i>  (pp. 109-123). Oxford: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vygotsky, L. (1978). <i>Mind in society</i>. Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201500020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>White, M., &amp; Epston, D. (1990). <i>Narrative means to therapeutic ends</i>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201500020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Wierzbicki, M., &amp; Pekarik, G. (1993). A meta-analysis of psychotherapy dropout. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 24</i>,  190-195. doi: 10.1037/0735-7028.24.2.190 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201500020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Eug&eacute;nia Ribeiro, Escola de Psicologia da Universidade do  Minho, Campus de Gualtar; 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:eugenia@psi.uminho.pt">eugenia@psi.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Agradecemos ao Professor Doutor Miguel Gon&ccedil;alves, Investigador respons&aacute;vel do Projeto Mudan&ccedil;a Narrativa em Psicoterapia  (PTDC/PSI/72846/2006), a autoriza&ccedil;&atilde;o para analisar os dois casos cl&iacute;nicos apresentados neste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 31/07/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 11/02/2015 </p>     ]]></body>
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