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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this research was to study the relationship between metalinguistic knowledge (phonological, morphological and syntactical awareness) and reading and writing outcomes at the end of the second year of elementary school. The participants were twenty-eight Portuguese-speaking children followed from the beginning of first grade to the end of second grade, selected from a larger sample of 83 children. They were evaluated at the beginning of each school year (tests of phonological, morphological and syntactical awareness) and at the end of each school year (word reading and word writing tests). Two groups of children were assembled: (i) good performances in word reading and writing tests at the end of second grade (N=13) (ii) poor performances in word reading and writing tests at the end of second grade (N=15). The results showed that when the cognitive development, the verbal memory and the mother’s educational level were controlled, the good reader/writers group obtained statistically significant better results at the phonological, morphological and syntactical awareness tests (measured at the beginning of first and second grade) than the poor readers/writers group. These results show the importance of metalinguistic development on reading and writing and call the attention for the need to work phonological, morphological and syntactical awareness since the beginning of schooling.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Conhecimento metalingu&iacute;stico e aprendizagem da leitura e da escrita</b></p>     <p><b>M&oacute;nica Sampaio Gaiolas<sup>1</sup>, Margarida Alves Martins<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivo estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre conhecimento metalingu&iacute;stico (consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica, morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica) e desempenho em leitura e escrita no final do 2&ordm; ano de escolaridade. Participaram  neste estudo 28 crian&ccedil;as de l&iacute;ngua portuguesa seguidas do in&iacute;cio do primeiro ano ao final do segundo ano de escolaridade,  selecionadas de uma amostra inicial de 83 crian&ccedil;as. As mesmas foram avaliadas no in&iacute;cio de cada ano letivo (provas de  consci&ecirc;ncias fonol&oacute;gica, morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica) e no final de cada ano letivo (provas de leitura e escrita de  palavras). Foram constitu&iacute;dos 2 grupos de crian&ccedil;as: (i) bons desempenhos em leitura e escrita de palavras no final do 2&ordm; ano de  escolaridade (<i>N</i>=13) (ii) maus desempenhos em leitura e escrita de palavras no final do 2&ordm; ano de escolaridade (<i>N</i>=15). Os  resultados demonstraram que quando controladas o desenvolvimento cognitivo, a mem&oacute;ria verbal e as habilita&ccedil;&otilde;es da m&atilde;e,  o grupo de bons leitores/escritores obteve resultados mais elevados nas provas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, morfol&oacute;gica e  sint&aacute;tica, medidas no in&iacute;cio do primeiro e no in&iacute;cio do segundo ano, relativamente ao grupo dos maus leitores/escritores,  sendo essas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Os resultados mostram a import&acirc;ncia do desenvolvimento metalingu&iacute;stico  na aprendizagem da leitura e da escrita, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de trabalhar de forma mais expl&iacute;cita as  consci&ecirc;ncias fonol&oacute;gica, morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica no in&iacute;cio da escolariza&ccedil;&atilde;o.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Leitura, Escrita, Conhecimento metalingu&iacute;stico.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this research was to study the relationship between metalinguistic knowledge (phonological, morphological and syntactical awareness)  and reading and writing outcomes at the end of the second year of elementary school. The participants were twenty-eight Portuguese-speaking  children followed from the beginning of first grade to the end of second grade, selected from a larger sample of 83 children. They were evaluated  at the beginning of each school year (tests of phonological, morphological and syntactical awareness) and at the end of each school year (word  reading and word writing tests). Two groups of children were assembled: (i) good performances in word reading and writing tests at the end of  second grade (<i>N</i>=13) (ii) poor performances in word reading and writing tests at the end of second grade (<i>N</i>=15). The results showed  that when the cognitive development, the verbal memory and the mother&rsquo;s educational level were controlled, the good reader/writers group  obtained statistically significant better results at the phonological, morphological and syntactical awareness tests (measured at the beginning of  first and second grade) than the poor readers/writers group. These results show the importance of metalinguistic development on reading and writing  and call the attention for the need to work phonological, morphological and syntactical awareness since the beginning of schooling.</p>     <p><b>Key words</b>: Reading, Writing, Metalinguistic knowledge.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A aprendizagem da linguagem escrita, contrariamente &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem oral, requer ensino formal. Nos anos 70, uma  influente linha de investigadores consideraram que a linguagem escrita assentava na linguagem oral, tamb&eacute;m considerada como o primeiro  sistema lingu&iacute;stico (Mattingly, 1972). Sob esta perspetiva, para a aprendizagem do c&oacute;digo escrito, a crian&ccedil;a necessitaria  n&atilde;o s&oacute; de dominar a linguagem oral, como ser capaz de refletir e manipul&aacute;-la conscientemente: conhecimento  metalingu&iacute;stico (Gombert, 1990; Whitehurst &amp; Lonigan, 1998). O conhecimento metalingu&iacute;stico permite assim &agrave; crian&ccedil;a  afastar-se da utiliza&ccedil;&atilde;o da linguagem oral, meramente com fins comunicativos (do seu conte&uacute;do) e refletir acerca da sua forma  (fonologia, sintaxe e morfologia) (Barrera &amp; Maluf, 2003). Segundo v&aacute;rios autores, este conhecimento evolui a par com a  escolariza&ccedil;&atilde;o (Albuquerque, 2012; Rosa, 2003; Tunmer, Herriman, &amp; Nesdale, 1988) sendo as influ&ecirc;ncias entre ambos  bidirecionais (Nunes, Bryant, &amp; Bindman, 1997; Pestun, 2005).</p>     <p>A consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, definida como a reflex&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o deliberada das unidades sonoras das palavras  (Castles &amp; Coltheart, 2004; Gombert, 1990), tem sido a componente mais estudada desde ent&atilde;o at&eacute; &agrave; atualidade, uma vez que,  aprender a ler e a escrever, num sistema alfab&eacute;tico, implica a compreens&atilde;o de que os fonemas podem ser representados por grafemas:  princ&iacute;pio alfab&eacute;tico (Byrne &amp; Fielding-Barnsley, 1989). A consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica tem assim assumido um papel  preponderante e preditivo nos anos iniciais de aprendizagem da linguagem escrita (Albuquerque, 2012; Alves Martins, 2000; Hogan, Catts, &amp;  Little, 2005; Pestun, 2005).</p>     <p>Casalis, Cole e Sopo (2004) enfatizam ainda que nos sistemas alfab&eacute;ticos, n&atilde;o s&oacute; as unidades fonol&oacute;gicas merecem  relevo na sua rela&ccedil;&atilde;o com a linguagem escrita, a an&aacute;lise das unidades morfol&oacute;gicas tamb&eacute;m parece ser  preponderante. A capacidade para manipular conscientemente os morfemas (Apel, Diehm, &amp; Apel, 2013) e os processos de forma&ccedil;&atilde;o de  palavras (Carlisle, 2000), consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica assim como a capacidade para manipular a estrutura gramatical de um enunciado,  consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica (Cain, 2007) t&ecirc;m demonstrado estar igualmente relacionadas com a aprendizagem da linguagem escrita,  verificando-se correla&ccedil;&otilde;es mais elevadas com a progress&atilde;o na escolaridade. Refiram-se a este respeito os estudos de Casalis e  Louis-Alexandre (2000); Apel, Diehm e Apel (2013) para a consci&ecirc;cncia morfol&oacute;gica e de Barrera e Maluf (2003); Plaza e Cohen (2004)  para a consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica.</p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es enunciadas entre o conhecimento metalingu&iacute;stico e a linguagem escrita nos primeiros anos, tamb&eacute;m se  verificam em grupos extremos de leitores e escritores. Segundo Stanovich (1986) os leitores competentes possuem atitudes mais positivas face  &agrave; leitura, e, como tal, tendem a ler mais e a apreender estruturas sint&aacute;ticas mais complexas assim como a usufruir de mais  oportunidades de aumentar o l&eacute;xico oral e escrito. Contrariamente, os alunos com dificuldades leitoras, tendem a ler menos, ser menos  fluentes e a ter atitudes de desmotiva&ccedil;&atilde;o face &agrave; leitura devido ao insucesso que vivenciam. Esta espiral &eacute; designada,  pelo autor, por &ldquo;<i>Matthew Effects on Reading</i>&rdquo;. Embora o efeito descrito contemple unicamente a leitura, v&aacute;rios s&atilde;o  os estudos que enunciam correla&ccedil;&otilde;es altas entre as tarefas de leitura e as de escrita nos primeiros anos de escolaridade  (Albuquerque, 2012; Barrera &amp; Maluf, 2003; Capovilla, Capovilla, &amp; Suiter, 2004; Plaza &amp; Cohen, 2004) indiciando que nesses anos os  maus leitores tamb&eacute;m demonstrem dificuldades escritoras.</p>     <p>Capovilla, Capovilla e Suiter (2004) para o Portugu&ecirc;s do Brasil constataram exatamente esse facto dado que o grupo constitu&iacute;do por  leitores com dificuldades, apresentou igualmente desempenhos mais baixos em escrita sob ditado, apontando para uma rela&ccedil;&atilde;o entre as  habilidades de leitura e de escrita. Os autores verificaram ainda que as crian&ccedil;as com bons desempenhos em leitura, apresentaram valores  significativamente superiores em consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, relativamente ao grupo de maus leitores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos primeiros anos, a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica &eacute; sem d&uacute;vida aquela apontada como diferenciadora entre grupos de  leitores e de escritores; contudo, como podemos constatar nos estudos que apresentaremos em seguida, tamb&eacute;m outras componentes do  conhecimento metalingu&iacute;stico se encontram com valores de desempenhos baixos nos grupos de crian&ccedil;as com dificuldades de leitura e  escrita. Como Vellutino e Scanlon (1986) sugerem, uma vez que as crian&ccedil;as com dificuldades de leitura tendem a ser pouco sens&iacute;veis  &agrave;s caracter&iacute;sticas fonol&oacute;gicas e ortogr&aacute;ficas intr&iacute;nsecas das palavras escritas, tamb&eacute;m &eacute;  poss&iacute;vel que possam ter dificuldades ao n&iacute;vel da an&aacute;lise e explicita&ccedil;&atilde;o da estrutura da linguagem.</p>     <p>Plaza e Cohen (2004), estudando crian&ccedil;as francesas seguidas do final de 1&ordm; ano at&eacute; ao final de 2&ordm; ano,  constitu&iacute;ram tr&ecirc;s grupos de alunos (bons, m&eacute;dios e fracos) com base nos resultados de escrita de palavras, pseudo-palavras e  ditado de texto, medidos no final do 2&ordm; ano. Os autores apuraram que os desempenhos nas tarefas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica,  consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica e nomea&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, medidas no final do primeiro ano, foram superiores no grupo de bons  escritores vindo a decrescer at&eacute; ao grupo de escritores fracos.</p>     <p>Silva (2010), estudando crian&ccedil;as portuguesas de 2&ordm; ano, com dificuldades de aprendizagem nas componentes de leitura e de escrita e  crian&ccedil;as sem dificuldades nas compet&ecirc;ncias mencionadas, obteve diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos para  as tarefas de ortografia e provas metalingu&iacute;sticas (consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica) com  superioridade no grupo sem dificuldades.</p>     <p>Bentin, Deutsch e Liberman (1990) pesquisando o papel da consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica na leitura, constitu&iacute;ram tr&ecirc;s grupos de  leitores hebraicos, (i) bons leitores (ii) maus leitores (equivalente ao de bons leitores, mas com dificuldades de descodifica&ccedil;&atilde;o,  m&eacute;dia de idade de 9A:3M) e (iii) leitores com dificuldades severas (&iacute;ndices baixos de descodifica&ccedil;&atilde;o aliado a  dificuldades em recorrer ao contexto para interpreta&ccedil;&atilde;o fr&aacute;sica, com a m&eacute;dia de idades de 11A:6M). Constataram que os  leitores com dificuldades severas obtiveram resultados inferiores aos bons leitores nas tarefas de reconhecimento e de corre&ccedil;&atilde;o de  frases orais agramaticais. Contudo, os maus leitores apenas obtiveram resultados inferiores nas tarefas de corre&ccedil;&atilde;o da  agramaticalidade comparativamente aos bons leitores.</p>     <p>Face ao exposto verificamos que o conhecimento metalingu&iacute;stico apresenta correla&ccedil;&otilde;es e efeitos preditivos sobre a linguagem  escrita, sendo igualmente diferenciado quando contemplamos grupos de leitores e escritores com diferentes desempenhos. Em Portugal, os estudos  existentes comtemplam essencialmente a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, sendo escassos ou mesmo inexistentes estudos que incluam  simultaneamente outras componentes do conhecimento metalingu&iacute;stico. Assim, o objetivo desta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; verificar se  dois grupos de alunos com resultados contrastados simultaneamente em leitura e escrita de palavras, medidos no final do segundo ano, diferem ao  n&iacute;vel do conhecimento metalingu&iacute;stico medido no in&iacute;cio dos dois primeiros anos de escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 28 crian&ccedil;as portuguesas, selecionadas com base nos resultados obtidos nas provas de leitura e escrita de  palavras a partir de uma amostra de 83 crian&ccedil;as, pertencentes a dois Agrupamentos de Escolas da grande Lisboa, a frequentar pela primeira  vez o 1&ordm; ano do ensino b&aacute;sico, no ano letivo de 2012/2013. Todas as crian&ccedil;as eram monolingues, possuindo o Portugu&ecirc;s  Europeu como l&iacute;ngua materna e n&atilde;o apresentavam problemas de fala e/ou linguagem diagnosticados, nem necessidades educativas  especiais (NEE).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A m&eacute;dia de idade das crian&ccedil;as em Setembro de 2012 foi de 74.47 meses, o desvio padr&atilde;o de 3.4 meses, a idade m&iacute;nima  de 68 meses e a m&aacute;xima de 81 meses.</p>     <p>Relativamente ao n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es, obtivemos maioritariamente habilita&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel  do ensino superior (54.2%), seguido de habilita&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do ensino secund&aacute;rio (25.3%) e de  habilita&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel ensino b&aacute;sico 20.5%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>No in&iacute;cio do estudo foram aplicadas duas provas (i) intelig&ecirc;ncia n&atilde;o verbal (QINV) Matrizes Progressivas de Raven (Raven,  Court, &amp; Raven, 2001), cotada e aplicada conforme os procedimentos referidos no manual de Raven, Court e Raven (2001) e (ii) Mem&oacute;ria  auditiva: Teste de Identifica&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncias Lingu&iacute;stica de Viana (2004). Este teste consiste na  repeti&ccedil;&atilde;o oral de quatro s&eacute;ries de pseudo-palavras dissil&aacute;bicas. Foi cotado um ponto por cada s&eacute;rie corretamente  repetida e zero pontos, caso contr&aacute;rio.</p>     <p>No in&iacute;cio do primeiro e do segundo ano de escolaridade foram aplicadas as provas relativas ao conhecimento metalingu&iacute;stico,  consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica.</p>     <p>Para avaliar a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica foram aplicadas as provas de classifica&ccedil;&atilde;o, supress&atilde;o e an&aacute;lise  da Bateria de Provas Fonol&oacute;gicas (Silva, 2002). Todas as provas contemplam dois n&iacute;veis, o sil&aacute;bico e o fon&eacute;mico,  constitu&iacute;dos por 14 itens (respetivamente em cada prova), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da prova de supress&atilde;o fon&eacute;mica que  possui 24. Todos os itens s&atilde;o cotados entre um e zero, conforme se obtenha uma resposta correta ou incorreta. As provas de  classifica&ccedil;&atilde;o, supress&atilde;o e an&aacute;lise pretendem avaliar respetivamente, a capacidade de identifica&ccedil;&atilde;o,  manipula&ccedil;&atilde;o e de segmenta&ccedil;&atilde;o dos elementos sil&aacute;bicos e fon&eacute;micos.</p>     <p>Para avaliar a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica utilizaram-se as provas de analogia de palavras e de interpreta&ccedil;&atilde;o de  pseudo-palavras (Rosa, 2003). A primeira pretende avaliar a capacidade de an&aacute;lise de rela&ccedil;&otilde;es gramaticais entre palavras.  &Eacute; apresentado um par de palavras isoladas que estabelece entre si uma rela&ccedil;&atilde;o gramatical. A tarefa consiste em aplicar a mesma  rela&ccedil;&atilde;o gramatical a um segundo par, constru&iacute;do pela crian&ccedil;a a partir de uma palavra dada. Condi&ccedil;&atilde;o A  est&aacute; para B assim como C est&aacute; para D. A rela&ccedil;&atilde;o gramatical entre os pares de palavras pode ser de ordem derivacional  (mudan&ccedil;a de categoria gramatical) ou flexional (adequa&ccedil;&otilde;es verbais). Esta prova &eacute; constitu&iacute;da por 10 itens,  cotados com um se a resposta estiver correta e com zero no caso contr&aacute;rio. A segunda prova, interpreta&ccedil;&atilde;o de pseudo-palavras,  pretende avaliar a capacidade de an&aacute;lise dos elementos morfol&oacute;gicos das palavras, radicais e afixos. As pseudo-palavras s&atilde;o  constru&iacute;das atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o de radicais e afixos, existentes na l&iacute;ngua, na forma isolada, mas que  combinados formam uma palavra inexistente. Esta prova &eacute; constitu&iacute;da por 20 itens, sendo 10 apresentados isoladamente e os restantes  apresentados em contexto fr&aacute;sico. A cota&ccedil;&atilde;o de cada item varia entre zero e um, consoante a resposta esteja correta ou  incorreta.</p>     <p>Para avaliar a consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica foi aplicada uma prova de reconhecimento e corre&ccedil;&atilde;o de frases agramaticais e uma  prova de ordena&ccedil;&atilde;o dos constituintes fr&aacute;sicos (Sua Kay &amp; Santos, 2003). A primeira pretende avaliar a capacidade de  identifica&ccedil;&atilde;o de frases agramaticais e de realiza&ccedil;&atilde;o da sua corre&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da  identifica&ccedil;&atilde;o do erro. Esta prova &eacute; constitu&iacute;da por 10 itens cotados com um ponto quando o reconhecimento da  agramaticalidade &eacute; feito corretamente e com dois pontos quando o enunciado &eacute; corretamente corrigido. Para evitar  corre&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas, caracter&iacute;sticas de crian&ccedil;as mais novas, adotamos o procedimento de Cain (2007)  atrav&eacute;s do qual solicit&aacute;mos &agrave;s crian&ccedil;as que repetissem as frases agramaticais mantendo a agramaticalidade. Caso as  crian&ccedil;as mantivessem a agramaticalidade na repeti&ccedil;&atilde;o, a corre&ccedil;&atilde;o da frase foi considerada correta (2 pontos).  Caso contr&aacute;rio, foi apenas cotado um ponto (relativo ao reconhecimento da agramaticalidade). A segunda prova, ordena&ccedil;&atilde;o das  palavras na frase, avalia a consci&ecirc;ncia fr&aacute;sica ao n&iacute;vel dos seus constituintes e rela&ccedil;&otilde;es gramaticais que  estabelecem dentro da frase. &Eacute; constitu&iacute;da por 10 itens cotados com zero e um, respetivamente para respostas corretas e incorretas.</p>     <p>No final de cada ano letivo foram aplicadas as provas de leitura e escrita de palavras que tinham como objetivo avaliar a flu&ecirc;ncia leitora  e a compet&ecirc;ncia ortogr&aacute;fica das crian&ccedil;as. Para ambas as provas foi utilizada a mesma lista de 34 palavras, aplicada com  espa&ccedil;amento temporal de 2 semanas. As palavras foram controladas quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia, extens&atilde;o e regularidade. Quanto  &agrave; frequ&ecirc;ncia, 12 palavras s&atilde;o frequentes e 22 pouco frequentes com base no Corlex Data Base (Bacelar do Nascimento et al.,  2005). Relativamente &agrave; extens&atilde;o sil&aacute;bica, 19 palavras s&atilde;o curtas e 15 palavras s&atilde;o compridas. Consideraram-se  palavras curtas, aquelas que continham at&eacute; cinco letras e palavras longas, as que continham 6 ou mais letras. Quanto &agrave; regularidade,  consideraram-se palavras regulares, todas aquelas pass&iacute;veis de serem reguladas pelas regras de convers&atilde;o fonema-grafema e  irregulares, todas as que violavam essas regras (e.g., irregularidades; grafema &lt;x&gt; que pode ser lido como [z, s, ks] em &ldquo;exame&rdquo;,  &ldquo;auxiliar &ldquo; e &ldquo;fixo&rdquo; e o fonema [&int;] pode ser escrito como &lt;ch&gt; ou &lt;x&gt; em &ldquo;cheirar&rdquo; e  &ldquo;xadrez&rdquo;).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da flu&ecirc;ncia leitora, dividiu-se o n&uacute;mero de palavras corretamente lidas pelo tempo  de leitura demorado sendo esse resultado multiplicado por 60 segundos.</p>     <p>A cota&ccedil;&atilde;o da prova de escrita variou entre 0 e 34, sendo cada palavra cotada com um ponto, caso corretamente escrita e com zero  caso contr&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>As 28 crian&ccedil;as, participantes deste estudo, foram seguidas desde o in&iacute;cio do primeiro ano (ano letivo de 2012/2013) at&eacute; ao  final do segundo ano (ano letivo de 2013/2014) de escolaridade, tendo sido avaliadas no in&iacute;cio e final dos mesmos. Todas as provas de  linguagem foram aplicadas pela investigadora e as provas de leitura e escrita foram aplicadas pela investigadora e por um psic&oacute;logo  devidamente treinado para os tr&acirc;mites de realiza&ccedil;&atilde;o das mesmas. As provas de linguagem e a de leitura foram aplicadas  individualmente e a de escrita, coletivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Indo ao encontro do objetivo a que nos propusemos constitu&iacute;mos a partir da amostra inicial de 83 crian&ccedil;as, dois grupos, formados,  respetivamente, pelas crian&ccedil;as que obtiveram, simultaneamente, (i) os 25% melhores desempenhos em leitura (flu&ecirc;ncia leitora igual ou  acima de 29.82) e em escrita de palavras (escrita igual ou acima de 26 palavras) e (ii) os 25% piores desempenhos nas mesmas provas, leitura  (flu&ecirc;ncia leitora igual ou abaixo de 18,84) e escrita de palavras (escrita igual ou abaixo de 16 palavras). O Grupo 1 ficou assim  constitu&iacute;do por 13 crian&ccedil;as e o grupo 2 por 15.</p>     <p>De seguida, apresentamos a estat&iacute;stica descritiva das provas relativas ao conhecimento metalingu&iacute;stico, aplicadas no in&iacute;cio  do primeiro e do segundo ano de escolaridade em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos 1 e 2. Opt&aacute;mos por agregar os dados das subprovas de cada  consci&ecirc;ncia (fonol&oacute;gica, sint&aacute;tica e morfol&oacute;gica) uma vez que consideramos obter assim medidas mais fidedignas de cada  um dos construtos em causa.</p>     <p>Como &eacute; poss&iacute;vel observar na <a href="#t1">Tabela 1</a>, as m&eacute;dias dos desempenhos em consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica,  morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica, aumentam do in&iacute;cio do primeiro ano para o in&iacute;cio do segundo ano, em ambos os grupos.  Verifica-se ainda que essas m&eacute;dias, obtidas no in&iacute;cio de cada ano de escolaridade, s&atilde;o bastante diferentes entre os grupos  considerados. No sentido de verificar se essas diferen&ccedil;as s&atilde;o estatisticamente significativas, aplic&aacute;mos seis ANCOVAS, em que  se introduziu como vari&aacute;vel independente os grupos, como vari&aacute;veis dependentes a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, a  morfol&oacute;gica e a sint&aacute;tica, medidas no in&iacute;cio do primeiro e no in&iacute;cio do segundo ano. Como covari&aacute;veis  consider&aacute;mos o QINV, a mem&oacute;ria verbal e as habilita&ccedil;&otilde;es da m&atilde;e.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a01t1.jpg" width="580" height="187"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Das an&aacute;lises efetuadas verificamos que o grupo de alunos com bons resultados simultaneamente nas provas de leitura e de escrita de  palavras obteve desempenhos mais elevados ao n&iacute;vel do conhecimento metalingu&iacute;stico do que o grupo de maus leitores/escritores;  valores esses estatisticamente significativos para a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica <i>F</i>(1,23)=31.60; <i>p</i>&lt;.001;  <i>&eta;<sup>2</sup>p</i>=.58; consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica <i>F</i>(1,23)=5.7; <i>p</i>&lt;.05; <i>&eta;<sup>2</sup>p</i>=.20 e  consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica <i>F</i>(1,23)=10.59; <i>p</i>&lt;.01; <i>&eta;<sup>2</sup>p</i>=.32 medidas no in&iacute;cio do primeiro ano e  para a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica <i>F</i>(1,23)=33.97; <i>p</i>&lt;.001; <i>&eta;<sup>2</sup>p</i>=.60; consci&ecirc;ncia  morfol&oacute;gica <i>F</i>(1,23)=10.36, <i>p</i>&lt;.01; <i>&eta;<sup>2</sup>p</i>=.31 e consci&ecirc;ncia sint&aacute;tica <i>F</i>(1,23)=45.96;  <i>p</i>&lt;.001; <i>&eta;<sup>2</sup>p</i>=.67 medidas no in&iacute;cio do segundo ano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&atilde;o</b></p>     <p>Come&ccedil;aremos por salientar que os dois grupos de alunos com resultados contrastados simultaneamente em leitura e escrita de palavras,  medidos no final do segundo ano, diferem ao n&iacute;vel do conhecimento metalingu&iacute;stico medido no in&iacute;cio dos dois primeiros anos de  escolaridade. O conhecimento metalingu&iacute;stico, medido no in&iacute;cio do primeiro ano, na aus&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o escolar,  apresentou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre grupos de leitores/escritores, dois anos mais tarde. A consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica &eacute; aquela em que se verifica dimens&atilde;o de efeito maior relativamente &agrave;s outras duas consci&ecirc;ncias  consideradas. Estes resultados v&atilde;o ao encontro dos estudos preditivos que salientam a import&acirc;ncia da consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica no in&iacute;cio da aprendizagem da linguagem escrita (Albuquerque, 2012; Alves Martins, 2000; Barrera &amp; Maluf, 2003; Pestun,  2005).</p>     <p>Da an&aacute;lise dos resultados constatamos ainda que o conhecimento metalingu&iacute;stico medido ap&oacute;s um ano de  instru&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio do segundo ano, continua a ser diferenciado entre os grupos de bons/maus leitores/escritores.  Analogamente aos resultados de Silva (2010) para o portugu&ecirc;s europeu, assim como aos de Plaza e Cohen (2004) e de Bentin, Deutsch e Liberman  (1990) para diferentes ortografias, franc&ecirc;s e hebraico, respetivamente. No segundo ano, a dimens&atilde;o do efeito da consci&ecirc;ncia  sint&aacute;tica e da morfol&oacute;gica (medidas no in&iacute;cio do segundo ano) aumentam relativamente aos valores obtidos no primeiro ano. A  dimens&atilde;o do efeito da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica mantem-se est&aacute;vel do primeiro para o segundo ano. Estes resultados  corroboram estudos de outros autores que enfatizam n&atilde;o s&oacute; a import&acirc;ncia da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica no in&iacute;cio  da aprendizagem como o aumento das correla&ccedil;&otilde;es entre as consci&ecirc;ncias morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica e a linguagem  escrita a par com a progress&atilde;o na escolariza&ccedil;&atilde;o (Casalis &amp; Louis-Alexandre, 2000; Plaza &amp; Cohen, 2004).</p>     <p>Os resultados encontrados enunciam que a import&acirc;ncia do conhecimento metalingu&iacute;stico, nos primeiros anos de aprendizagem, vai para  al&eacute;m da exclusiva influ&ecirc;ncia da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, sendo igualmente a sua mestria nas vertentes morfologia e  sint&aacute;tica uma caracter&iacute;stica diferenciadora entre leitores/escritores o que vai ao encontro do sugerido por Vellutino e Scanlon  (1986) que real&ccedil;am que alunos com dificuldades de linguagem escrita, possam ter dificuldades ao n&iacute;vel da an&aacute;lise e  explicita&ccedil;&atilde;o da estrutura da linguagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados alertam para a import&acirc;ncia do desenvolvimento n&atilde;o s&oacute; da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica mas  tamb&eacute;m da consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica nos primeiros anos de escolaridade.</p>     <p>A n&iacute;vel educacional sugere-se a realiza&ccedil;&atilde;o de jogos l&uacute;dicos lingu&iacute;sticos ao n&iacute;vel do  pr&eacute;-escolar assim como do treino expl&iacute;cito de tarefas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica  com concretiza&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da leitura e da escrita, nos primeiros anos de instru&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No sentido de aprofundar a compreens&atilde;o destas rela&ccedil;&otilde;es entre o conhecimento metalingu&iacute;stico e a leitura e escrita,  para a l&iacute;ngua portuguesa, seria importante a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos futuros longitudinais e de treino, principalmente ao  n&iacute;vel da consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e sint&aacute;tica que se encontram menos exploradas na literatura do que os da  consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Alves Martins, M. (2000). <i>Pr&eacute;-hist&oacute;ria da aprendizagem da leitura </i>(2&ordf; ed.). Lisboa: ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio.</p>     <!-- ref --><p>Albuquerque, C. (2012). Rapid naming contributions to reading and writing acquisition of European Portuguese. <i>Reading and Writing, 25</i>,  775-797. doi: 10.1007/s11145-011-9299-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028062&pid=S0870-8231201700020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Apel, K., Diehm, E., &amp; Apel, L. (2013). Using multiple measures of morphological awareness to assess its relation to reading. <i>Topics in  Language Disorders, 133</i>, 42-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028063&pid=S0870-8231201700020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bacelar do Nascimento, M. F., Casteleiro, J. M., Marques, M. L. G., Barreto, F., Amaro, R., &amp; Veloso, R. (2005). <i>Corlex: L&eacute;xico  multifuncional computorizado do portugu&ecirc;s contempor&acirc;neo [lmcpc_dec.txt]</i> (Computorized multifunctional lexic of contemporary  portuguese). Centro de Lingu&iacute;stica da Universidade de Lisboa. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.clul.ul.pt/sectores/linguistica_de_corpus/projecto_lmcpc.php"  target="_blank">http://www.clul.ul.pt/sectores/linguistica_de_corpus/projecto_lmcpc.php</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028065&pid=S0870-8231201700020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barrera, S. D., &amp; Maluf, M. R. (2003). Consci&ecirc;ncia metalingu&iacute;stica e alfabetiza&ccedil;&atilde;o: Um estudo com crian&ccedil;as  da primeira s&eacute;rie do ensino fundamental. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 16</i>, 491-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028066&pid=S0870-8231201700020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bentin, S., Deutsch, A., &amp; Liberman, I. (1990). Syntactic competence and reading ability in children. <i>Journal of Experimental Child  Psychology, 48</i>, 147-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028068&pid=S0870-8231201700020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Byrne, B., &amp; Fielding-Barnsley, R. (1989). Phonemic awareness and letter knowledge in the child&rsquo;s acquisition of the alphabetic  principle. <i>Journal of Educational Psychology, 81</i>, 313-321.</p>     <!-- ref --><p>Cain, K. (2007). Syntactic awareness and reading ability: Is there any evidence for a special relationship?. <i>Applied Psycholinguistics,  28</i>, 679-694.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028071&pid=S0870-8231201700020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Capovilla, A. G., Capovilla, F. C., &amp; Suiter, I. (2004). Processamento cognitivo em crian&ccedil;as com e sem dificuldades de leitura.  <i>Psicologia em Estudo, 9</i>, 449-458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028073&pid=S0870-8231201700020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carlisle, J. F. (2000). Awareness of the structure and meaning of morphologically complex words: Impact on reading. <i>Reading and Writing: An  Interdisciplinary Journal, 12</i>, 169-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028075&pid=S0870-8231201700020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Casalis, S., Cole, P., &amp; Sopo, D. (2004). Morphological awareness in developmental dyslexia. <i>Annals of Dyslexia, 54</i>, 114-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028077&pid=S0870-8231201700020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Casalis, S., &amp; Louis-Alexandre, M. (2000). Morphological analysis, phonological analysis and learning to read French: A longitudinal study.  <i>Reading and Writing: An Interdisciplinary Journal, 12</i>, 303-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028079&pid=S0870-8231201700020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castles, A., &amp; Coltheart, M. (2004). Is there a causal link from phonological awareness to success in learning to read?. <i>Cognition,  91</i>, 77-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028081&pid=S0870-8231201700020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gombert, E. (1990). <i>Le d&eacute;veloppement m&eacute;talinguistique</i>. France: Psychologie D&rsquo;aujourd&rsquo;hui.</p>     <!-- ref --><p>Hogan, T., Catts, H., &amp; Little, T. (2005). The relationship between phonological awareness and reading: Implications for the assessment of  phonological awareness. <i>Language, Speech, and Hearing Services in Schools,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028084&pid=S0870-8231201700020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 36, </i>285-293.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mattingly, I. G. (1972). Reading, the linguistic process, and linguistic awareness. In J. F. Kavanagh &amp; I. G. Mattingly (Eds.), <i>Language  by ear and by eye. The relationships between speech and reading</i> (pp. 133-148). USA: The Massachusetts Institute of Technology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028086&pid=S0870-8231201700020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nunes, T., Bryant, P., &amp; Bindman, M. (1997). Morphological spelling strategies: Developmental stages and processes<i>. Developmental  Psychology, 33</i>, 637-649.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028088&pid=S0870-8231201700020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pestun, S. (2005). Consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica no in&iacute;cio da escolariza&ccedil;&atilde;o e o desempenho ulterior em leitura e  escrita: Estudo correlacional. <i>Estudos de Psicologia, 10</i>, 407-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028090&pid=S0870-8231201700020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Plaza, M., &amp; Cohen, H. (2004). Predictive influence of phonological processing, morphological/syntactic skill, and naming speed on spelling  performance. <i>Brain and Cognition, 55</i>, 368-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028092&pid=S0870-8231201700020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Raven, J. C., Court, J. H., &amp; Raven, J. (2001). <i>Raven matrices progresivas. SPM</i> (3&ordf; ed.). Madrid: Publicaciones de  Psicolog&iacute;a Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028094&pid=S0870-8231201700020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rosa, J. (2003). <i>Morphological awareness and spelling development</i>. Unpublished PhD Thesis. Department of Psychology, Oxford Brookes  University, United Kingdom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028096&pid=S0870-8231201700020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Silva, C. (2002). <i>Bateria de provas fonol&oacute;gicas</i>. Lisboa: ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio.</p>     <!-- ref --><p>Silva, C. (2010). Consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e morfol&oacute;gica e a natureza dos erros ortogr&aacute;ficos em crian&ccedil;as do  segundo ano de escolaridade com e sem dificuldades de aprendizagem. In C. Nogueira et al. (Eds.), <i>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de  Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i> (pp. 2693-2703). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028099&pid=S0870-8231201700020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stanovich, K. E. (1986). Matthew effects in reading: Some consequences of individual differences in the acquisition of literacy. <i>Reading  Research Quarterly, 21</i>, 360-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028101&pid=S0870-8231201700020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sua Kay, E., &amp; Santos, M. (2003). <i>Grelha de observa&ccedil;&atilde;o da linguagem. N&iacute;vel escolar (Gol-E)</i>. Alcoit&atilde;o:  Escola Superior de Sa&uacute;de de Alcoit&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028103&pid=S0870-8231201700020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tunmer, W. E., Herriman, M. L., &amp; Nesdale, A. R. (1988). Metalinguistic abilities and beginning reading. <i>Reading Research Quarterly,  XXIII</i>, 134-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028105&pid=S0870-8231201700020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vellutino, F. R., &amp; Scanlon, D. M. (1986). Linguistic coding and metalinguistic awareness: Their relationship to verbal memory and code  acquisition in poor and normal readers. In D. Yaden &amp; S. Templeton (Eds.), <i>Metalinguistic awareness and beginning literacy</i> (pp.  115-141). USA: Heinemann Portsmouth, NH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028107&pid=S0870-8231201700020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Viana, F. L. (2004). <i>Teste de identifica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas</i>. Gaia: EDIPSICO &ndash;  Edi&ccedil;&otilde;es e Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia.</p>     <!-- ref --><p>Whitehurst, G., &amp; Lonigan, C. (1998). Child development and emergent literacy. <i>Child development, 69</i>, 848-872.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028110&pid=S0870-8231201700020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: M&oacute;nica Sampaio Gaiolas, Centro de  Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa,  Portugal. E-mail: <a href="mailto:monicagaiolas@gmail.com">monicagaiolas@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho foi financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a  Tecnologia no &acirc;mbito do projeto UID/CED/04853/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 29/09/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 07/02/2016</p>      ]]></body><back>
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