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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Emoções face à matemática e progressão na escolaridade: Estudo longitudinal com alunos do 5º e do 7º anos de escolaridade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[As students progress in schooling they face new challenges which can impact on the emotions they feel in the educational context. To gain a better understanding of this process, a longitudinal research was developed to study Math emotions, perceived by students from 5th and 7th grades, as they progress through schooling. In addition gender and math performance effects were tested to see if any specificity on experienced emotions was introduced. Participants taking part were 1266 students, followed for 3 years. In the beginning of data collection, 674 (53,2%) of these were 5th graders and 592 (46,8%) were 7th graders. Students responded, once a year, in a questionnaire on the emotions they felt in relation to math classes and tests (boredom, hopelessness, anger, anxiety, enjoyment, proud, relief). The results showed a global decrease of positive emotions and an increase of negative emotions. However, emotions like anxiety, anger and relief, displayed a different pattern to those with the same valence. Academic Math performance and the group (5th/7th grade) were also identified as important variables to the understanding of students emotions through schooling.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Emoções]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Emo&ccedil;&otilde;es face &agrave; matem&aacute;tica e progress&atilde;o na escolaridade &ndash; Estudo longitudinal com alunos do 5&ordm;  e do 7&ordm; anos de escolaridade</b></p>     <p><b>Lourdes Mata<sup>1</sup>, Francisco Peixoto<sup>1</sup>, Vera Monteiro<sup>1</sup>, Cristina Sanches<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>&Agrave; medida que os alunos progridem na escolaridade enfrentam novos desafios que poder&atilde;o ter influ&ecirc;ncia nas emo&ccedil;&otilde;es  vivenciadas em contexto educativo. Para uma melhor compreens&atilde;o desta problem&aacute;tica desenvolvemos um estudo longitudinal com o objetivo  de estudar as emo&ccedil;&otilde;es de alunos do 5&ordm; e 7&ordm; anos, face &agrave;s aulas e testes de matem&aacute;tica, com a sua  progress&atilde;o na escolaridade. Em paralelo analis&aacute;mos se o g&eacute;nero e o desempenho a matem&aacute;tica introduziam alguma  especificidade nas emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas. Participaram neste estudo 1266 alunos, que foram seguidos durante 3 anos e que no ano do  in&iacute;cio da recolha de dados 674 (53.2%) estavam no 5&ordm; ano e 592 (46.8%) no 7&ordm; ano de escolaridade. Os alunos responderam, uma vez  por ano, a um question&aacute;rio sobre as emo&ccedil;&otilde;es que sentiam nas aulas e testes de matem&aacute;tica (aborrecimento,  des&acirc;nimo, zanga, ansiedade, prazer, orgulho, al&iacute;vio). Os resultados apontam para um decr&eacute;scimo global das emo&ccedil;&otilde;es  positivas e um aumento das emo&ccedil;&otilde;es negativas. Contudo, mostram tamb&eacute;m que a ansiedade, a zanga e o al&iacute;vio evidenciam um  padr&atilde;o diferente comparativamente &agrave;s outras emo&ccedil;&otilde;es com as mesmas val&ecirc;ncias. O desempenho e o grupo  (5&ordm;/7&ordm;) tamb&eacute;m mostraram ser vari&aacute;veis importantes para a compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es com a  progress&atilde;o na escolaridade.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Emo&ccedil;&otilde;es, Matem&aacute;tica, Escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>As students progress in schooling they face new challenges which can impact on the emotions they feel in the educational context.</p>     <p>To gain a better understanding of this process, a longitudinal research was developed to study Math emotions, perceived by students from  5<sup>th</sup> and 7<sup>th</sup> grades, as they progress through schooling. In addition gender and math performance effects were tested to see if  any specificity on experienced emotions was introduced.</p>     <p>Participants taking part were 1266 students, followed for 3 years. In the beginning of data collection, 674 (53,2%) of these were 5<sup>th</sup>  graders and 592 (46,8%) were 7<sup>th</sup> graders. Students responded, once a year, in a questionnaire on the emotions they felt in relation to  math classes and tests (boredom, hopelessness, anger, anxiety, enjoyment, proud, relief).</p>     <p>The results showed a global decrease of positive emotions and an increase of negative emotions.</p>     <p>However, emotions like anxiety, anger and relief, displayed a different pattern to those with the same valence. Academic Math performance and the  group (5<sup>th</sup>/7<sup>th</sup> grade) were also identified as important variables to the understanding of students emotions through  schooling.</p>     <p><b>Key words</b>: Emotions, Math, Schooling.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>As emo&ccedil;&otilde;es &ndash; Carater&iacute;sticas e desenvolvimento</i></p>     <p>O desenvolvimento das emo&ccedil;&otilde;es e o seu papel em diferentes aspetos da vida das pessoas t&ecirc;m sido estudados desde h&aacute;  algumas d&eacute;cadas (e.g., Oatley, Keltner, &amp; Jenkins, 2006; Pekrun, 2009; Roque &amp; Ver&iacute;ssimo, 2011). Destes trabalhos conclui-se  que n&atilde;o se podem compreender as suas carater&iacute;sticas ao longo do desenvolvimento sem estarmos cientes dos diferentes tipos de  emo&ccedil;&otilde;es e da sua diversidade e complexidade. Desde o primeiro ano de vida que as crian&ccedil;as demonstram express&otilde;es faciais  e at&eacute; a&ccedil;&otilde;es que evidenciam diferentes emo&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas como o prazer, a zanga, a tristeza, o medo etc.  (Bower, 1992). Com o seu desenvolvimento, vai-se notando gradualmente uma cada vez mais complexa diferencia&ccedil;&atilde;o,  identifica&ccedil;&atilde;o e denomina&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es (Bower, 1992; Mal&oacute; Machado, Ver&iacute;ssimo, &amp;  Denham, 2012; Martins, Os&oacute;rio, Ver&iacute;ssimo, &amp; Martins, 2016). Este processo resulta na especifica&ccedil;&atilde;o e refinamento de  emo&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas (e.g., medo, alegria) surgindo ligadas a estas, novas emo&ccedil;&otilde;es subordinadas (e.g., orgulho,  horror) que se v&atilde;o diferenciando mais ou menos, num sentido ou noutro consoante as realidades culturais (Bower, 1992; Fischera, Shaverb,  &amp; Carnochanc, 1989).</p>     <p>O processo de acultura&ccedil;&atilde;o tem um papel importante no desenvolvimento das emo&ccedil;&otilde;es e das respostas emocionais da  crian&ccedil;a, sendo fulcrais os sucessos e insucessos resultantes das a&ccedil;&otilde;es do sujeito. O sistema emocional vai-se adaptando  &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es mais est&aacute;veis do meio envolvente, levando a uma relativiza&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es e  dos resultados bons ou maus, consoante as expetativas de cada sujeito, que v&atilde;o tamb&eacute;m, gradualmente, sendo redefinidas (Bower, 1992).  Neste processo &eacute; muito relevante o papel da fam&iacute;lia, dos pares e dos professores nas emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas e nas  estrat&eacute;gias de controlo e regula&ccedil;&atilde;o das mesmas (e.g., Frenzel, Pekrun, &amp; Goetz, 2007; Goetz, Pekrun, Hall, &amp; Haag,  2006; Pekrun, Goetz, Titz, &amp; Perry, 2002; Roque &amp; Ver&iacute;ssimo, 2011; Wigfield &amp; Eccles, 1989).</p>     <p>Na carateriza&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es uma tipologia consistentemente utilizada &eacute; a sua divis&atilde;o em  emo&ccedil;&otilde;es positivas e negativas e que &eacute; tamb&eacute;m uma das primeiras usada pelas crian&ccedil;as em termos de  diferencia&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es (e.g., Bower, 1992; Kok &amp; Fredrickson, 2013; Martins et  al., 2016; Pekrun, 2006, 2009). A import&acirc;ncia desta dicotomia na distin&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es &eacute; real&ccedil;ada  nos trabalhos de Fredrickson (2001, 2003; Kok &amp; Fredrickson, 2013), que as considera distintas n&atilde;o s&oacute; ao n&iacute;vel das  carater&iacute;sticas como dos seus efeitos diferenciados a curto e longo prazo. A curto prazo as emo&ccedil;&otilde;es negativas estreitam a  focaliza&ccedil;&atilde;o, as a&ccedil;&otilde;es, os interesses e as novas oportunidades enquanto as emo&ccedil;&otilde;es positivas alargam o  leque das hip&oacute;teses de a&ccedil;&otilde;es a desenvolver e o foco da aten&ccedil;&atilde;o ficando o sujeito mais propenso a novas  experi&ecirc;ncias. A longo prazo, m&uacute;ltiplos momentos positivos levam ao alargar de conhecimentos, compet&ecirc;ncias e melhores  rela&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o ser essenciais para lidar com situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>As emo&ccedil;&otilde;es em contextos de realiza&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>As emo&ccedil;&otilde;es est&atilde;o bem presentes em contextos de realiza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no contexto escolar onde as  emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o elementos determinantes para a compreens&atilde;o das din&acirc;micas a&iacute; estabelecidas, das  motiva&ccedil;&otilde;es, da aprendizagem e dos n&iacute;veis de desempenho atingidos (Lichtenfeld, Pekrun, Stupnisk, Reiss, &amp; Murayama, 2012;  Wigfield &amp; Eccles, 1989).</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que referimos anteriormente para as emo&ccedil;&otilde;es em geral, tamb&eacute;m as emo&ccedil;&otilde;es de  realiza&ccedil;&atilde;o, que resultam de julgamentos sobre o sucesso percebido e os objetivos a atingir (Pekrun, 2006, 2009), podem diferir  consoante os contextos culturais. Diferen&ccedil;as nos sistemas escolares podem repercutir-se nas emo&ccedil;&otilde;es dos estudantes, tanto  relativamente ao seu percurso escolar e expetativas face ao futuro, como no que se refere aos contextos espec&iacute;ficos da sala de aula e  &agrave;s din&acirc;micas a&iacute; desenvolvidas decorrentes das metodologias educativas, do tipo de feedback e das rela&ccedil;&otilde;es  a&iacute; estabelecidas (Lichtenfeld et al., 2012; Wigfield &amp; Eccles, 1989).</p>     <p>Na sala de aula emo&ccedil;&otilde;es como vergonha, zanga, ansiedade, orgulho ou prazer emergem das intera&ccedil;&otilde;es estabelecidas  tendo em vista um conjunto de metas. Estas transa&ccedil;&otilde;es, que envolvem tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o de outros, podem  conduzir &agrave; necessidade de ajustes e mudan&ccedil;as tendo em vista o esfor&ccedil;o e a necessidade de se manter na atividade (Schutz, Hong,  Cross, &amp; Osborn, 2006).</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o sobre emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o tem mostrado que estas devem ser vistas de modo  contextualizado (Meyer &amp; Turner, 2006) e que, para uma melhor compreens&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio estud&aacute;-las face n&atilde;o  s&oacute; a contextos diversos (e.g., aula, teste, estudo) mas at&eacute; mesmo dom&iacute;nios espec&iacute;ficos (e.g., ci&ecirc;ncias,  l&iacute;ngua, matem&aacute;tica) (e.g., Goetz et al., 2006; Pekrun et al., 2002; Raccanello, Brondino, &amp; Bernardi, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das teorias de refer&ecirc;ncia para o estudo das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o em contexto educativo &eacute; a Teoria  de Controlo-Valor de Pekrun e colaboradores (Pekrun, 2006, 2009; Pekrun, Frenzel, Goetz, &amp; Perry, 2007; Pekrun, Goetz, Frenzel, &amp; Perry,  2011). Esta teoria pretende explicar as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas em contexto educativo, perante atividades e situa&ccedil;&otilde;es que  envolvam uma aprecia&ccedil;&atilde;o ou julgamento face a determinados padr&otilde;es de qualidade. O fundamento principal da teoria assenta na  ideia de que as pessoas sentem determinadas emo&ccedil;&otilde;es consoante percecionam que controlam ou n&atilde;o controlam as atividades que  realizam e/ou os resultados que s&atilde;o subjetivamente importantes para si. Estas aprecia&ccedil;&otilde;es de controlo e de valor s&atilde;o os  determinantes diretos das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o embora seja necess&aacute;rio, na compreens&atilde;o das  emo&ccedil;&otilde;es, considerar tamb&eacute;m os fatores que afetam estes julgamentos (e.g., objetivos de realiza&ccedil;&atilde;o,  cren&ccedil;as de controlo, feedback, suporte) (Pekrun, 2006, 2009; Pekrun et al., 2007; Pekrun et al., 2011).</p>     <p>Esta teoria assenta numa taxonomia tridimensional das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o. Um primeiro eixo de  diferencia&ccedil;&atilde;o diz respeito ao foco, que pode ser na atividade ou no resultado. Um segundo eixo considera a val&ecirc;ncia das  emo&ccedil;&otilde;es, que podem ser positivas ou negativas. Um terceiro eixo considera o seu grau de ativa&ccedil;&atilde;o (e.g.,  ativa&ccedil;&atilde;o &ndash; prazer, zanga; desativa&ccedil;&atilde;o &ndash; al&iacute;vio, aborrecimento, des&acirc;nimo) (Pekrun, 2006, 2009;  Pekrun et al., 2007).</p>     <p>Segundo a teoria, o sucesso vai surgir mais associado a emo&ccedil;&otilde;es positivas de ativa&ccedil;&atilde;o enquanto as  emo&ccedil;&otilde;es negativas de desativa&ccedil;&atilde;o ter&atilde;o um impacto negativo neste. Quanto &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es  positivas de desativa&ccedil;&atilde;o e negativas de ativa&ccedil;&atilde;o a sua rela&ccedil;&atilde;o com o desempenho n&atilde;o &eacute; ainda  clara surgindo por vezes dados contradit&oacute;rios (Pekrun, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o e progress&atilde;o na escolaridade</i></p>     <p>&Agrave; medida que os alunos progridem na escolaridade enfrentam novos desafios, um aumento dos n&iacute;veis de exig&ecirc;ncia, novos  objetivos de realiza&ccedil;&atilde;o e uma diferencia&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais com professores e colegas (e.g.,  Daniels et al., 2009; Tyson, Linnenbrink-Garcia, &amp; Hill, 2009). Todas estas altera&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ter efeito nas  emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas, uma vez que estas s&atilde;o marcadamente influenciadas pelos contextos, pelas transa&ccedil;&otilde;es neles  desenvolvidas (Goetz et al., 2006; Lichtenfeld et al., 2012; Meyer &amp; Turner, 2006; Schutz et al., 2006; Wigfield &amp; Eccles, 1989) e  tamb&eacute;m pelas perce&ccedil;&otilde;es de controlo e valor face &agrave;s atividades e resultados a atingir (Pekrun, 2006, 2009).</p>     <p>N&atilde;o s&atilde;o muitos os estudos desenvolvidos com o objetivo de compreender as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas ao longo da  escolaridade. Por um lado, o estudo das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o em contexto escolar, centrou-se durante muitos anos quase  exclusivamente na ansiedade face aos testes sendo que s&oacute; mais recentemente se alargou o leque de emo&ccedil;&otilde;es a analisar (Pekrun et  al., 2007). Isto conduziu tamb&eacute;m &agrave; necessidade de se ajustarem metodologias e instrumentos ao estudo das emo&ccedil;&otilde;es de  realiza&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias faixas et&aacute;rias (Pekrun et al., 2011; Pekrun, Goetz, &amp; Perry, 2005). Este processo ainda  est&aacute; em curso e s&oacute; recentemente surgiram instrumentos adaptados para crian&ccedil;as no in&iacute;cio da escolaridade (Lichtenfeld et  al., 2012).</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o de Raccanello et al. (2013) comparou as viv&ecirc;ncias emocionais de alunos do 4&ordm;, 7&ordm; e 11&ordm; anos  no que se refere &agrave; l&iacute;ngua e matem&aacute;tica, tendo em considera&ccedil;&atilde;o diferentes contextos (aula, testes, trabalhos em  casa). Os autores constataram que os alunos distinguiam as emo&ccedil;&otilde;es relativas aos dois dom&iacute;nios acad&eacute;micos estudados e  que tamb&eacute;m dentro de cada dom&iacute;nio havia diferencia&ccedil;&atilde;o introduzida pelo tipo de contexto e pelas emo&ccedil;&otilde;es  experienciadas. Tamb&eacute;m os resultados de Goetz, Frenzel, Pekrun, Hall e L&uuml;dtke (2007) apontam no sentido de uma  diferencia&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es face a 4 dom&iacute;nios distintos (matem&aacute;tica, f&iacute;sica, alem&atilde;o e  ingl&ecirc;s) em alunos do 8&ordm; e 11&ordm; anos, ao encontrarem rela&ccedil;&otilde;es fracas ou negativas entre as emo&ccedil;&otilde;es  relativas &agrave;s diferentes mat&eacute;rias estudadas. Para al&eacute;m disso, verificaram que estas rela&ccedil;&otilde;es eram  significativamente mais fracas nos alunos mais velhos, evidenciando uma maior diferencia&ccedil;&atilde;o com a idade.</p>     <p>No estudo de Raccanello et al. (2013) um outro aspeto que se verificou introduzir altera&ccedil;&otilde;es nas carater&iacute;sticas das  emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas foi o contexto analisado (aula, teste e trabalho), tendo-se identificado uma liga&ccedil;&atilde;o estreita  entre emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e a natureza avaliativa do contexto. Assim, em situa&ccedil;&atilde;o de teste, comparativamente  &agrave; de aula ou trabalhos, surgiam mais marcadamente ansiedade, culpa, des&acirc;nimo e esperan&ccedil;a. Em contrapartida, nos contextos com  menor conota&ccedil;&atilde;o avaliativa surgiam n&iacute;veis mais elevados de prazer, al&iacute;vio, relaxamento e aborrecimento. No que se  refere ao ano de escolaridade, constataram que de um modo geral os alunos mais novos relatavam mais emo&ccedil;&otilde;es positivas, enquanto os  mais velhos referiam emo&ccedil;&otilde;es negativas mais intensas. Wigfield e Eccles (1989) de um levantamento de estudos sobre a ansiedade face  aos testes, tamb&eacute;m constataram que usualmente a ansiedade aumentava quando se comparavam alunos em fases mais iniciais da escolaridade com  alunos do secund&aacute;rio.</p>     <p>Van Der Ahmed, Werf, Kuyper e Minnaert (2013) ao longo de um ano letivo seguiram alunos do 7&ordm; ano analisando as suas emo&ccedil;&otilde;es  face &agrave; matem&aacute;tica e estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o. Verificaram que, nesse ano, o prazer e orgulho face &agrave;   matem&aacute;tica diminu&iacute;ram enquanto o aborrecimento aumentava e a ansiedade se mantinha est&aacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Focando-se especificamente no prazer face &agrave; matem&aacute;tica Pinxten, Marsh, DeFraine, Noortgate e Van Damme (2014) desenvolveram um  estudo longitudinal com alunos do 4&ordm; ano seguindo-os at&eacute; ao 7&ordm; ano. Os seus resultados evidenciam uma diferencia&ccedil;&atilde;o  de g&eacute;nero, onde os rapazes n&atilde;o s&oacute; se consideram mais competentes como tamb&eacute;m referem gostar mais de matem&aacute;tica  do que as raparigas. Contudo, estas diferen&ccedil;as de g&eacute;nero atenuam-se bastante com a progress&atilde;o na escolaridade. Esta  progress&atilde;o tamb&eacute;m introduzia diferen&ccedil;as no prazer percecionado face &agrave; matem&aacute;tica, que decresceu ao longo dos  tr&ecirc;s anos em que decorreu o estudo.</p>     <p>Embora possa transparecer numa vis&atilde;o global dos estudos anteriores, alguma linearidade nas altera&ccedil;&otilde;es das  emo&ccedil;&otilde;es com a progress&atilde;o na escolaridade, com um padr&atilde;o decrescente para emo&ccedil;&otilde;es positivas e crescente  para emo&ccedil;&otilde;es negativas, este padr&atilde;o, tal como vimos, nem sempre &eacute; comprovado por toda a investiga&ccedil;&atilde;o.  Quando se considera a especificidade de emo&ccedil;&atilde;o estudada e quando se introduzem vari&aacute;veis como por exemplo os dom&iacute;nios  espec&iacute;ficos do conhecimento, o ano ou o g&eacute;nero, em alguns casos t&ecirc;m sido encontrados dados diferenciados. Por exemplo, no caso  da ansiedade face &agrave; matem&aacute;tica, t&ecirc;m sido identificados padr&otilde;es que apontam tanto para uma diminui&ccedil;&atilde;o com a  idade (e.g., Wigfield &amp; Eccles, 1989) como para a inexist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es (e.g., Ahmed et al., 2013), enfatizando que  estes s&atilde;o processos complexos, com m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis a interferir (e.g., dom&iacute;nio, perce&ccedil;&atilde;o de  compet&ecirc;ncia, contexto, motiva&ccedil;&atilde;o) que, consequentemente, pouco ter&atilde;o de lineares e que hoje ainda s&atilde;o pouco  conhecidos (Ahmed et al., 2013; Pekrun &amp; Schutz, 2007).</p>     <p>Face &agrave; literatura apresentada, sobressaem tr&ecirc;s aspetos que levantam algumas interroga&ccedil;&otilde;es e necessidade de  investiga&ccedil;&atilde;o adicional, de modo a serem confirmadas algumas regularidades e inconsist&ecirc;ncias, e permitir uma melhor  compreens&atilde;o dos fatores que lhes est&atilde;o subjacentes. Assim, um primeiro aspeto &eacute; claramente a pouca investiga&ccedil;&atilde;o  e fraca compreens&atilde;o sobre as altera&ccedil;&otilde;es das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o com a progress&atilde;o na  escolaridade. Alguns dos estudos que integram alunos de diferentes anos de escolaridade entre os seus participantes, s&oacute; pontualmente fazem  uma an&aacute;lise comparativa das suas carater&iacute;sticas (e.g., Raccanello et al., 2013), e os estudos longitudinais s&atilde;o quase  inexistentes (Ahmed et al., 2013; Pekrun &amp; Schutz, 2007; Pinxten et al., 2014). H&aacute; alguns indicadores de que as emo&ccedil;&otilde;es  positivas poder&atilde;o diminuir a sua predomin&acirc;ncia e as negativas aumentar, mas o leque de emo&ccedil;&otilde;es analisado nem sempre  &eacute; muito alargado e algumas inconsist&ecirc;ncias est&atilde;o por esclarecer.</p>     <p>O segundo aspeto que sobressai &eacute; que, o que se passa para uma &aacute;rea ou dom&iacute;nio do saber, n&atilde;o se pode generalizar  para as outras. Tal como Raccanello et al. (2013) e Goetz et al. (2006) mostraram, os padr&otilde;es emocionais s&atilde;o distintos consoante a  mat&eacute;ria a que se referem, sendo essencial o desenvolvimento de investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e consistente para cada  dom&iacute;nio espec&iacute;fico.</p>     <p>O terceiro e &uacute;ltimo aspeto refere-se &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es face a contextos distintos, tendo alguns trabalhos apontado para a  import&acirc;ncia de se analisarem separadamente pois poder&atilde;o promover viv&ecirc;ncias emocionais diferenciadas (Raccanello et al., 2013)  n&atilde;o sendo contudo consistente nem muito alargada a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea.</p>     <p>Face ao exposto, este estudo tem subjacentes tr&ecirc;s objetivos principais. O primeiro pretende caraterizar as emo&ccedil;&otilde;es  positivas e negativas de alunos do 2&ordm; e do 3&ordm; ciclos de escolaridade com a sua progress&atilde;o na escolaridade ao longo de tr&ecirc;s  anos. Como a literatura tem mostrado, existem algumas vari&aacute;veis, tais como o g&eacute;nero e o desempenho, que parecem introduzir alguma  diversidade nas emo&ccedil;&otilde;es experienciadas em contexto educativo. Assim, o segundo objetivo deste estudo consiste em analisar se estas  vari&aacute;veis est&atilde;o associadas, de algum modo, &agrave;s carater&iacute;sticas das emo&ccedil;&otilde;es ao longo da progress&atilde;o na  escolaridade.</p>     <p>Para al&eacute;m disso, parece que o dom&iacute;nio espec&iacute;fico pode interferir no padr&atilde;o emocional tal como o tipo de  situa&ccedil;&atilde;o experienciada (atividade/avalia&ccedil;&atilde;o). Assim, o terceiro e &uacute;ltimo objetivo deste estudo consiste na  an&aacute;lise das emo&ccedil;&otilde;es face &agrave; matem&aacute;tica tanto em situa&ccedil;&atilde;o de sala de aula como em  situa&ccedil;&atilde;o de teste, de modo a entender se existem perfis distintos de emo&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de  situa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no presente estudo 1266 alunos, sendo que no ano do in&iacute;cio da recolha de dados 674 (53.2%) estavam no 5&ordm; ano e 592  (46.8%) no 7&ordm; ano de escolaridade. Estes alunos frequentavam 13 escolas p&uacute;blicas da regi&atilde;o de Lisboa e foram seguidos durante  tr&ecirc;s anos. Entre os participantes, 626 eram do sexo masculino (49,5%) e 640 do sexo feminino (50,5%). As idades dos participantes no  in&iacute;cio da recolha variavam entre os 10 e os 15 anos (<i>M</i>=11,5; <i>SD</i>=1.3). No que se refere ao rendimento a matem&aacute;tica foram  constitu&iacute;dos tr&ecirc;s grupos distintos com base na m&eacute;dia das notas dos tr&ecirc;s per&iacute;odos do 1&ordm; ano em que decorreu o  estudo. De acordo com a distribui&ccedil;&atilde;o das notas, consideraram-se de baixo rendimento os alunos cuja m&eacute;dia era igual ou inferior  a 2.5 (28.8%), os de rendimento m&eacute;dio, aqueles cuja m&eacute;dia variava entre 2.6 e 3.5 (42.7%) e finalmente consideraram-se de bom  rendimento os alunos que cuja m&eacute;dia era superior a 3.6 (28.5%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Por forma a avaliar as emo&ccedil;&otilde;es face &agrave; matem&aacute;tica foram utilizadas as vers&otilde;es direcionadas para a sala de  aula e para os testes, do question&aacute;rio das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o &ndash; AEQ, de Pekrun et al. (2005) adaptadas  por Peixoto, Mata, Monteiro, Sanches e Pekrun (2015). Cada vers&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da por um total de vinte e quatro itens  referentes a seis emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas quer na sala de aula (Aborrecimento, Des&acirc;nimo, Zanga, Ansiedade, Prazer e Orgulho) quer  face aos testes de matem&aacute;tica (todas semelhantes exceto o Aborrecimento que na vers&atilde;o dos testes &eacute; substitu&iacute;da pelo  Al&iacute;vio). Cada item &eacute; constitu&iacute;do por uma afirma&ccedil;&atilde;o sobre a qual os alunos t&ecirc;m de se posicionar numa escala  de resposta tipo Likert de 5 pontos que varia entre o &lsquo;<i>Discordo Totalmente</i>&rsquo; e o &lsquo;<i>Concordo Totalmente</i>&rsquo;. Os  valores de consist&ecirc;ncia interna das diferentes dimens&otilde;es do AEQ nos tr&ecirc;s anos oscilaram, para a vers&atilde;o das aulas, entre  .76 (ansiedade) e .93 (aborrecimento) e para a vers&atilde;o dos testes, entre .81 (al&iacute;vio) e .89 (orgulho).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s obtida autoriza&ccedil;&atilde;o das escolas e dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos alunos, procedeu-se &agrave; recolha  dos dados, tendo esta, decorrido de modo articulado com os professores. Os dados foram recolhidos no final do 2&ordm; per&iacute;odo ou logo no  in&iacute;cio do 3&ordm; per&iacute;odo de cada um dos tr&ecirc;s anos em que decorreu o estudo.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada com recurso ao programa IBM SPSS vers&atilde;o 22, tendo sido calculadas an&aacute;lises de  vari&acirc;ncia multivariada (MANOVA) para medidas repetidas, tendo como fatores intra sujeitos o ano de recolha (ano 1, ano 2 e ano 3), como  fatores inter sujeitos o grupo, consoante o ano de escolaridade no in&iacute;cio da recolha (grupo do 5&ordm; ano; grupo do 7&ordm; ano), o sexo e  o rendimento a matem&aacute;tica no ano inicial (fraco/m&eacute;dio/bom) e como vari&aacute;veis dependentes as medidas das 12  emo&ccedil;&otilde;es (6 dos testes e 6 das aulas) para cada ano. Devido &agrave; especificidade das emo&ccedil;&otilde;es positivas/negativas e  emo&ccedil;&otilde;es para as aulas/testes opt&aacute;mos por realizar quatro MANOVAS distintas tendo em conta o contexto e a val&ecirc;ncia da  emo&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>As estat&iacute;sticas descritivas para as emo&ccedil;&otilde;es referentes aos tr&ecirc;s anos de escolaridade, para a globalidade dos  participantes est&atilde;o apresentadas na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Uma leitura global sobre os dados apresentados indica que, de um modo geral,  os valores m&eacute;dios para as emo&ccedil;&otilde;es positivas s&atilde;o mais elevados do que os referentes &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es  negativas. Por outro lado, notam-se algumas oscila&ccedil;&otilde;es nos valores m&eacute;dios com a progress&atilde;o, indicando que na sua  maioria os relativos &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es negativas parecem ir aumentando ao longo dos tr&ecirc;s anos em que decorreu o estudo. No que  se refere &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es positivas face &agrave; matem&aacute;tica estas, de um modo geral, decrescem nesse mesmo per&iacute;odo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a02t1.jpg" width="580" height="291"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Emo&ccedil;&otilde;es para as aulas com a progress&atilde;o na escolaridade</i></p>     <p>Tendo em conta as emo&ccedil;&otilde;es negativas face &agrave;s aulas, a MANOVA para medidas repetidas, tendo como fatores inter sujeitos o  sexo, o grupo (5&ordm; ou 7&ordm; ano de escolaridade no in&iacute;cio da recolha) e o rendimento a matem&aacute;tica (fraco, m&eacute;dio e bom) e  como fatores intra sujeitos o ano do estudo (ano 1, ano 2 e ano 3) evidenciou alguns efeitos significativos. Verificou-se um efeito global do ano  do estudo [Pillai&rsquo;s Trace=.096, <i>F</i>(8,5012)=31.723, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.048] e tamb&eacute;m tr&ecirc;s efeitos  globais de intera&ccedil;&atilde;o significativos: entre o ano do estudo e o grupo [Pillai&rsquo;s Trace=.021, <i>F</i>(8,5012)=6.526,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.010]; entre ano do estudo e o rendimento [Pillai&rsquo;s Trace=.011, <i>F</i>(8,5012)=1.782,  <i>p</i>=.028, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.003]; e entre ano do estudo o g&eacute;nero e o grupo [Pillai&rsquo;s Trace=.007,  <i>F</i>(8,5012)=2.174, <i>p</i>=.026, &eta;<sup><i>2</i></sup>=.003]. As an&aacute;lises univariadas permitiram-nos identificar as  emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas em que se evidenciaram estes efeitos identificados globalmente. Assim, no que se refere ao efeito do ano  do estudo encontraram-se efeitos significativos para as quatro emo&ccedil;&otilde;es negativas estudadas para as aulas, sendo que o aborrecimento,  des&acirc;nimo e zanga face &agrave;s aulas de matem&aacute;tica aumentaram ao longo dos tr&ecirc;s anos enquanto a ansiedade foi diminuindo  [aborrecimento &ndash; <i>F</i>(2,652)=50.849, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.039; des&acirc;nimo &ndash; <i>F</i>(2,426)=50.870,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.039; zanga &ndash; <i>F</i>(2,420)=10.134, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.008;  ansiedade &ndash; <i>F</i>(2,454)=17.770, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.014].</p>     <p>No que se refere aos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o ano do estudo e grupo constatou-se que estes eram significativos somente para o  aborrecimento e o des&acirc;nimo nas aulas [aborrecimento &ndash; <i>F</i>(2,426)=20.663, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.016;  des&acirc;nimo &ndash; <i>F</i>(2,420)=4.755, <i>p</i>=.009, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.004]. Pela an&aacute;lise dos gr&aacute;ficos 1 e 2 da  <a href="#f1">Figura 1</a>, podemos verificar que o aborrecimento e o des&acirc;nimo apresentavam valores iniciais mais elevados no grupo do  7&ordm; ano, valores esses que aumentaram no ano 2 mas que se mantiveram est&aacute;veis ou decresceram no ano 3. J&aacute; o grupo do 5&ordm; ano  aumentou os valores m&eacute;dios destas duas emo&ccedil;&otilde;es durante os dois anos seguintes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a02f1.jpg" width="579" height="856"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O efeito de intera&ccedil;&atilde;o ano do estudo e rendimento a matem&aacute;tica s&oacute; se mostrou significativo para a ansiedade nas  aulas [<i>F</i>(4,454)=3.032, <i>p</i>=.017, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.055] e encontra-se ilustrado no gr&aacute;fico 3 da <a href="#f1">Figura  1</a>. Podemos constatar que os valores da ansiedade s&atilde;o, logo desde o ano 1, bastante diferentes para os tr&ecirc;s grupos de desempenho,  onde os alunos com melhor desempenho t&ecirc;m n&iacute;veis de ansiedade mais baixos e que se mant&ecirc;m assim nos anos seguintes. Nos alunos de  desempenho m&eacute;dio e baixo nota-se um decr&eacute;scimo sendo esse mais evidente nos alunos mais fracos nomeadamente entre o ano 1 e o ano 2  do estudo. Para o efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre ano do estudo, g&eacute;nero e grupo (gr&aacute;ficos 4 e 5 da  <a href="#f1">Figura 1</a>), constat&aacute;mos que este s&oacute; era significativo para o des&acirc;nimo nas aulas [<i>F</i>(2,420)=4.115,  <i>p</i>=.016, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.003]. Como podemos verificar o grupo do 5&ordm; ano aumentou sempre os n&iacute;veis de des&acirc;nimo nos  anos seguintes independentemente do g&eacute;nero. J&aacute; no grupo do 7&ordm; ano, as raparigas aumentaram os n&iacute;veis de des&acirc;nimo no  ano 2 mas diminu&iacute;ram no ano 3 enquanto os rapazes aumentaram sempre. Como no in&iacute;cio tinham valores m&eacute;dios de des&acirc;nimo  diferenciados, devido as estas diferentes altera&ccedil;&otilde;es, no &uacute;ltimo ano rapazes e raparigas acabaram por apresentar valores  id&ecirc;nticos nesta emo&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A MANOVA para medidas repetidas realizada para as emo&ccedil;&otilde;es positivas mostrou tamb&eacute;m efeitos significativos com a  progress&atilde;o na escolaridade [Pillai&rsquo;s Trace=.100, <i>F</i>(4,5036)=66.145, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.050]. As  estat&iacute;sticas univariadas real&ccedil;aram que este efeito foi significativo para as duas emo&ccedil;&otilde;es positivas estudadas  verificando-se um decr&eacute;scimo significativo nos seus valores m&eacute;dios [orgulho &ndash; <i>F</i>(2,405)=76.622, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.057; prazer &ndash; <i>F</i>(2,416)=136.255, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.098]. No que se refere aos  efeitos de intera&ccedil;&atilde;o estes foram somente significativos para a intera&ccedil;&atilde;o entre ano do estudo e grupo [Pillai&rsquo;s  Trace=.025, <i>F</i>(4,5036)=15.829, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.012] tanto para o prazer como para o orgulho  [orgulho &ndash; <i>F</i>(2,403)=7.294, <i>p</i>=.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.006; prazer &ndash; <i>F</i>(2,416)=29.319, <i>p</i>=.001,  <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.023].</p>     <p>Tanto para o prazer como para o orgulho podemos constatar pela an&aacute;lise dos gr&aacute;ficos 1 e 2 da <a href="#f2">Figura 2</a> que entre  os alunos do grupo do 5&ordm; ano, os valores m&eacute;dios decresceram sempre nos anos seguintes. Contudo, para os alunos do grupo do 7&ordm; ano  esses valores decresceram do ano 1 para o ano 2 mas evidenciaram uma ligeira subida do ano 2 para o ano 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a02f2.jpg" width="577" height="338"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Emo&ccedil;&otilde;es para os testes com a progress&atilde;o na escolaridade</i></p>     <p>Tendo em conta as emo&ccedil;&otilde;es negativas face aos testes na disciplina de matem&aacute;tica a MANOVA para medidas repetidas mostrou um  efeito significativo para a progress&atilde;o na escolaridade [Pillai&rsquo;s Trace=.013, <i>F</i>(6,4846)=5.439, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.007]. Recorrendo a an&aacute;lises univariadas foi-nos permitido identificar que este efeito s&oacute; se verificou para  o des&acirc;nimo e para a ansiedade [des&acirc;nimo &ndash; <i>F</i>(2,474)=3.187, <i>p</i>=.041, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.003; ansiedade  &ndash; <i>F</i>(2,579)=8.013, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.007], aumentando no primeiro caso e diminuindo no segundo  (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>Tamb&eacute;m para a situa&ccedil;&atilde;o de teste foram identificados tr&ecirc;s efeitos globais de intera&ccedil;&atilde;o: entre o ano do  estudo e o g&eacute;nero [Pillai&rsquo;s Trace=.007, <i>F</i>(6,4846)=2.688, <i>p</i>=.013, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.003]; entre o ano do  estudo e o grupo [Pillai&rsquo;s Trace=.008, <i>F</i>(6,4846)=3.272, <i>p</i>=.003, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.004]; e entre ano do estudo e o  rendimento [Pillai&rsquo;s Trace=.013, <i>F</i>(12,7272)=2.537, <i>p</i>&lt;.002, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.004].</p>     <p>Para o efeito de intera&ccedil;&atilde;o ano do estudo e g&eacute;nero constat&aacute;mos que este s&oacute; era significativo para a  ansiedade nos testes [<i>F</i>(2,579)=6.275, <i>p</i>=.002, <i>&eta;</i><sup><i>2</i></sup>=.005]. Como podemos verificar pela an&aacute;lise da  <a href="#f3">Figura 3</a> (gr&aacute;fico 1), os rapazes apresentavam desde o ano 1 n&iacute;veis de ansiedade mais baixos que aumentaram no ano 2  e depois decresceram ligeiramente no ano 3. O padr&atilde;o das raparigas &eacute; distinto, pois apresentavam de in&iacute;cio n&iacute;veis  elevados de ansiedade, que se mantiveram no ano 2 e depois baixam visivelmente no ano 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a02f3.jpg" width="579" height="850"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os efeitos de intera&ccedil;&atilde;o entre o ano do estudo e o grupo apenas foram significativos para o des&acirc;nimo nos testes  [<i>F</i>(2,474)=7.575, <i>p</i>=.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.006] sendo que este, nos alunos do grupo do 5&ordm; ano, diminuem do ano 1 para o  ano 2 e aumentam quando est&atilde;o no ano 3 (gr&aacute;fico 2 da <a href="#f3">Figura 3</a>). Para os alunos do grupo do 7&ordm; ano o  des&acirc;nimo aumenta bastante no ano 2 e depois decresce novamente no ano 3.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre o ano do estudo e o rendimento a matem&aacute;tica mostrou-se significativo para o des&acirc;nimo, a  zanga e a ansiedade face aos testes [des&acirc;nimo &ndash; <i>F</i>(4,474)=5.861, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.010; zanga &ndash;  <i>F</i>(4,506)=3.282, <i>p</i>=.011, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.005; ansiedade &ndash; <i>F</i>(4,579)=4.329, <i>p</i>=.002,  <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.007] e encontra-se ilustrado nos gr&aacute;ficos 3, 4 e 5 da <a href="#f3">Figura 3</a>.</p>     <p>Podemos constatar que os valores do des&acirc;nimo, zanga, e ansiedade face aos testes s&atilde;o logo desde o ano 1 bastante diferentes para  os tr&ecirc;s grupos de desempenho. Para al&eacute;m disso, os alunos de m&eacute;dio e bom desempenho sobem no ano 2 e mant&ecirc;m ou decrescem  no ano 3. Por&eacute;m, os alunos de pior desempenho, que no in&iacute;cio do estudo apresentavam n&iacute;veis mais elevados nas tr&ecirc;s  emo&ccedil;&otilde;es negativas, evidenciam um decr&eacute;scimo, mesmo que n&atilde;o muito acentuado, nos valores m&eacute;dios destas  emo&ccedil;&otilde;es, nos anos seguintes.</p>     <p>A MANOVA de medidas repetidas para as emo&ccedil;&otilde;es positivas mostrou tamb&eacute;m efeitos significativos com a progress&atilde;o na  escolaridade [Pillai&rsquo;s Trace=.048, <i>F</i>(6,4850)=20.043, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.024]. As estat&iacute;sticas  univariadas real&ccedil;aram que este efeito foi significativo somente para o prazer e para o orgulho [prazer &ndash; <i>F</i>(1,916)=60.084,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.047; orgulho &ndash; <i>F</i>(1,948) =26.699, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.022] tendo-se  verificado um decr&eacute;scimo no valor m&eacute;dio destas emo&ccedil;&otilde;es no ano 2 e uma estabiliza&ccedil;&atilde;o no ano 3  (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o ao al&iacute;vio, outra emo&ccedil;&atilde;o positiva analisada para a  situa&ccedil;&atilde;o de teste, n&atilde;o se verificou qualquer altera&ccedil;&atilde;o significativa com a progress&atilde;o na escolaridade.</p>     <p>No que se refere aos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o estes foram significativos para a intera&ccedil;&atilde;o entre o ano do estudo e o  grupo [Pillai&rsquo;s Trace=.032, <i>F</i>(6,4850)=13.026, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.016] e o ano do estudo e o rendimento a  matem&aacute;tica [Pillai&rsquo;s Trace=.010, <i>F</i>(12,7278)=2.094, <i>p</i>&lt;.014, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.003]. A intera&ccedil;&atilde;o  ano do estudo e grupo foi significativa para as tr&ecirc;s emo&ccedil;&otilde;es positivas estudadas [al&iacute;vio &ndash; <i>F</i>(1,964)=7.143,  <i>p</i>=.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.006; orgulho &ndash; <i>F</i>(1,948)=16.010, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.013; prazer  &ndash; <i>F</i>(1,916)=30.406, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.024].</p>     <p>A an&aacute;lise dos gr&aacute;ficos 1 e 2 da <a href="#f4">Figura 4</a> permitem constatar que, tanto o prazer como o orgulho decresceram para  os alunos mais novos (5&ordm; ano) enquanto para o grupo do 7&ordm; ano esses valores s&oacute; decrescem no ano 2 j&aacute; que no ano 3  evidenciam uma subida atingindo valores pr&oacute;ximos dos iniciais. Quanto ao al&iacute;vio, este aumenta no ano 2 e mant&eacute;m-se no ano 3,  para os alunos do 7&ordm; ano enquanto para os do 5&ordm; ano diminui no ano 2 e mant&eacute;m-se no ano 3 (<a href="#f4">Figura 4</a>,  gr&aacute;fico 3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a02f4.jpg" width="575" height="845"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os efeitos de intera&ccedil;&atilde;o entre o ano de estudo e o rendimento a matem&aacute;tica foram significativos para o orgulho e o prazer  [orgulho &ndash; <i>F</i>(3,896)=3.618, <i>p</i>=.007, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.006; prazer &ndash; <i>F</i>(3,833)=2.974, <i>p</i>=.020,  <i>&eta;<sup>2</i></sup>=.005]. A an&aacute;lise dos gr&aacute;ficos 4 e 5 da <a href="#f4">Figura 4</a> permite-nos constatar que com a  diminui&ccedil;&atilde;o do rendimento escolar os n&iacute;veis de prazer e valor tamb&eacute;m v&atilde;o baixando. Verifica-se tamb&eacute;m que  o orgulho e o prazer apresentam padr&otilde;es muito semelhantes para os alunos m&eacute;dios e bons com os valores a decrescerem no ano 2 e a  manterem-se ou continuarem a diminuir no ano 3. Os alunos mais fracos apresentam uma descida no orgulho e no prazer no ano 2, mas depois nota-se um  aumento no ano 3 ficando em valores semelhantes aos iniciais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O primeiro objetivo deste estudo pretendia caraterizar as emo&ccedil;&otilde;es de alunos do 2&ordm; e do 3&ordm; ciclos com a sua  progress&atilde;o na escolaridade e compreender se a sua val&ecirc;ncia ou mesmo cada emo&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica adquiriam alguma  especificidade nesta progress&atilde;o. Os resultados das an&aacute;lises realizadas mostraram que tanto para as emo&ccedil;&otilde;es positivas  como para as negativas se evidencia um efeito significativo provocado pela progress&atilde;o na escolaridade.</p>     <p>Pela an&aacute;lise dos valores m&eacute;dios pudemos constatar que, de um modo geral, as emo&ccedil;&otilde;es positivas diminu&iacute;ram com  a progress&atilde;o na escolaridade enquanto as emo&ccedil;&otilde;es negativas aumentaram. Este padr&atilde;o &eacute; semelhante ao encontrado  por Raccanello et al. (2013) com alunos do 4&ordm;, 7&ordm; e 11&ordm; anos, ao encontrado por Ahmed et al. (2013) num estudo ao longo de um ano  com alunos do 7&ordm; ano, e ao obtido por Pinxten et al. (2014) que se focaram somente no prazer face &agrave; matem&aacute;tica. Estes resultados  poder&atilde;o encontrar explica&ccedil;&atilde;o em dois aspetos de &acirc;mbito diferente, por um lado os ligados a carater&iacute;sticas do  desenvolvimento em geral e, por outro lado, os ligados &agrave; aprendizagem da matem&aacute;tica.</p>     <p>No que se refere ao desenvolvimento sabe-se que a capacidade para compreender as situa&ccedil;&otilde;es, para as comparar e a partir  da&iacute; se fazerem aprecia&ccedil;&otilde;es, &eacute; mais limitada em crian&ccedil;as mais novas, n&atilde;o s&oacute; por terem menos  viv&ecirc;ncias, como tamb&eacute;m pelas suas carater&iacute;sticas cognitivas (Harter, 1990, 1999; Wigfield, 2000). Assim, por serem menos  rigorosas e objetivas, as avalia&ccedil;&otilde;es das situa&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m as autoperce&ccedil;&otilde;es s&atilde;o em geral  mais positivas entre os mais novos facto que tem sido identificado em estudos diversos tanto sobre o autoconceito como sobre a  motiva&ccedil;&atilde;o (Eccles, O&rsquo;Neill, &amp; Wigfield, 2005; Lepper, Corpus, &amp; Iyengar, 2005; Mata, Monteiro, &amp; Peixoto, 2009).  Por outro lado, de acordo com os pressupostos da teoria de controlo-valor (Pekrun, 2006, 2009), os determinantes diretos das emo&ccedil;&otilde;es  de realiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as avalia&ccedil;&otilde;es de controlo e valor. Assim sendo, como consequ&ecirc;ncia do desenvolvimento das  cren&ccedil;as de controlo estas aprecia&ccedil;&otilde;es tender&atilde;o a ser mais positivas entre os mais novos, levando a que estes apresentem  valores mais elevados nas emo&ccedil;&otilde;es positivas e mais baixos nas emo&ccedil;&otilde;es negativas, como tem sido evidenciado pela  investiga&ccedil;&atilde;o (e.g., Pinxten et al., 2014; Raccanello et al., 2013).</p>     <p>Outro tipo de raz&otilde;es para a justifica&ccedil;&atilde;o do decr&eacute;scimo de emo&ccedil;&otilde;es positivas e aumento de negativas  prende-se com as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas usadas na sala de aula e a forma como os conte&uacute;dos program&aacute;ticos s&atilde;o  abordados. A literatura sobre a motiva&ccedil;&atilde;o dos alunos tem-se apoiado neste tipo de fatores para justificar o decr&eacute;scimo da  motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca, argumentando que muitas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas ignoram a contextualiza&ccedil;&atilde;o dos  conte&uacute;dos a abordar, dificultando a compreens&atilde;o da sua funcionalidade, utilidade e consequentemente a sua valoriza&ccedil;&atilde;o  (Deci, 2009; Ryan &amp; Niemiec, 2009). Por outro lado, focam-se demasiado nos resultados, acentuando as compara&ccedil;&otilde;es e a  competi&ccedil;&atilde;o mais do que o saber e a compreens&atilde;o.</p>     <p>Estes argumentos tamb&eacute;m nos parecem pertinentes para justificar os resultados do nosso estudo que indicam uma diminui&ccedil;&atilde;o  das emo&ccedil;&otilde;es positivas com a progress&atilde;o da escolaridade e um aumento das emo&ccedil;&otilde;es negativas. Apesar deste  padr&atilde;o ser transversal para a maioria das emo&ccedil;&otilde;es observaram-se algumas exce&ccedil;&otilde;es. Entre elas destacamos a  ansiedade e a zanga nas emo&ccedil;&otilde;es negativas e o al&iacute;vio nas emo&ccedil;&otilde;es positivas.</p>     <p>No que se refere &agrave; ansiedade pudemos constatar que, tanto em situa&ccedil;&atilde;o de aula como de teste, esta emo&ccedil;&atilde;o, ao  contr&aacute;rio do verificado para as outras emo&ccedil;&otilde;es negativas, decresce com a progress&atilde;o da escolaridade. Na teoria de  Pekrun (2006, 2009) esta emo&ccedil;&atilde;o &eacute; concetualizada como uma emo&ccedil;&atilde;o negativa de ativa&ccedil;&atilde;o sendo  real&ccedil;ado o facto de que, em alguns casos, poder&aacute; ser prejudicial e noutros ben&eacute;fica para o desempenho, dependendo de  v&aacute;rios fatores (e.g., motiva&ccedil;&atilde;o, autoperce&ccedil;&otilde;es) e da forma como &eacute; regulada e encarada. Parece assim, que  em termos de desenvolvimento, estes aspetos tamb&eacute;m poder&atilde;o introduzir alguma particularidade com a progress&atilde;o da escolaridade  e at&eacute; mesmo com a especificidade do contexto. Por outro lado, a ansiedade &eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o antecipat&oacute;ria face a  determinado resultado (Pekrun, 2006) e com a progress&atilde;o na escolaridade os alunos v&atilde;o conhecendo melhor o seu desempenho, podendo ir  encontrando mecanismos para regular essa emo&ccedil;&atilde;o, de modo a que n&atilde;o se torne debilitante nem marcadamente negativa para a sua  vida escolar. Contudo, nem em todos os estudos &eacute; verificado este decr&eacute;scimo. Raccanello et al. (2013) referem alguma literatura que  indica que a ansiedade &eacute; baixa no in&iacute;cio e que vai aumentando nos anos iniciais de escolaridade estabilizando em seguida. No entanto,  os resultados destes autores mostraram que a ansiedade podia assumir diferentes padr&otilde;es consoante o contexto, constatando um  decr&eacute;scimo da ansiedade para as aulas quando compararam alunos de diferentes anos (4&ordm;, 7&ordm;, 11&ordm;) e um aumento da ansiedade  para os testes (Raccanello et al., 2013). A diferen&ccedil;a entre os nossos resultados e os de Raccanello et al. (2013) para a ansiedade face aos  testes, poder&aacute; ser explicada por dois tipos de fatores. Por um lado, os anos de escolaridade dos alunos contemplados nos dois estudos, uma  vez que os anos dos estudantes que participaram no nosso estudo variavam entre o 5&ordm; e o 9&ordm;, enquanto Raccanello et al. (2013) abrangem  alunos mais velhos e mais novos e somente o 7&ordm; ano coincide. Por outro lado, as carater&iacute;sticas do sistema educativo e a &ecirc;nfase  colocada nas notas e nas avalia&ccedil;&otilde;es dos testes podem tamb&eacute;m diferir consoante a realidade cultural e educativa de cada um dos  pa&iacute;ses.</p>     <p>O decr&eacute;scimo da ansiedade nos nossos resultados &eacute; acompanhado de um aumento do aborrecimento, o que parece ir ao encontro dos  pressupostos da teoria de <i>Flow</i> (fluir) (Nakamura &amp; Csikszentmihalyi, 2002). De acordo com esta teoria, a sensa&ccedil;&atilde;o de  <i>flow</i> ocorre quando existe um equil&iacute;brio apropriado entre o desafio da tarefa e a compet&ecirc;ncias do sujeito, conduzindo a uma  elevada concentra&ccedil;&atilde;o, envolvimento na tarefa, sensa&ccedil;&atilde;o de controlo e a que a atividade seja intrinsecamente  compensadora. Quando o desafio &eacute; considerado baixo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compet&ecirc;ncia do sujeito isso conduz aborrecimento.  Inversamente, quando o desafio da tarefa &eacute; percecionado como bastante superior &agrave; compet&ecirc;ncia do sujeito isso promove ansiedade  (Nakamura &amp; Csikszentmihalyi, 2002). &Eacute; portanto natural, &agrave; luz desta teoria, que se o aborrecimento aumentar com a  progress&atilde;o na escolaridade, tanto a ansiedade como a satisfa&ccedil;&atilde;o ou o prazer associados &agrave; tarefa diminuam, tal como os  nossos resultados indicam.</p>     <p>No que se refere &agrave; zanga tamb&eacute;m encontr&aacute;mos resultados que se diferenciaram das restantes emo&ccedil;&otilde;es negativas.  Na teoria de Pekrun (2006, 2009) esta emo&ccedil;&atilde;o &eacute; classificada como negativa de ativa&ccedil;&atilde;o, tal como a ansiedade,  sendo portanto menos claros os seus efeitos e rela&ccedil;&otilde;es com outras vari&aacute;veis. Este poder&aacute; ser um dos fatores subjacentes  ao facto de em situa&ccedil;&atilde;o de teste n&atilde;o ter sido identificada nenhuma altera&ccedil;&atilde;o significativa com a  progress&atilde;o com a escolaridade, embora em situa&ccedil;&atilde;o de aula o padr&atilde;o tenha sido semelhante ao das restantes  emo&ccedil;&otilde;es negativas. Por outro lado, &eacute; a emo&ccedil;&atilde;o menos presente em qualquer uma das situa&ccedil;&otilde;es (teste  e aula) situando-se os valores m&eacute;dios muito perto do 2 (a escala variava entre 1 e 5) e portanto n&atilde;o se assumindo como t&iacute;pica  em qualquer um destes contextos. De real&ccedil;ar que, no estudo de Raccanello et al. (2013) foram encontradas diferen&ccedil;as na zanga  essencialmente quando se comparam os alunos do 4&ordm; e do 7&ordm; anos, ou seja, em anos e ciclos mais distanciados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O facto de o nosso estudo ser longitudinal e analisar os mesmos participantes em anos sequenciais permitiu ter uma vis&atilde;o mais concreta e  rigorosa da progress&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es com a escolaridade ao contr&aacute;rio de outros estudos onde se analisam alunos diferentes  em anos escolares mais distanciados, ou se acompanham os alunos durante um per&iacute;odo mais limitado (e.g., Ahmed et al., 2013; Raccanello et  al., 2013). Uma vez que estud&aacute;mos dois grupos de estudantes, um entre o 5&ordm; e o 7&ordm; ano (grupo do 5&ordm; ano) e outro entre o  7&ordm; e o 9&ordm; ano (grupo do 7&ordm; ano), foi poss&iacute;vel analisar se havia um efeito do ano de escolaridade (grupo) nas  emo&ccedil;&otilde;es sentidas face &agrave; matem&aacute;tica ao longo dos tr&ecirc;s anos do estudo. Pudemos realmente constatar que o  aborrecimento e o des&acirc;nimo nas aulas aumentaram sempre nos dois grupos com exce&ccedil;&atilde;o da passagem do 8&ordm; para o 9&ordm; ano no  grupo do 7&ordm; ano, onde estas emo&ccedil;&otilde;es negativas diminu&iacute;ram.</p>     <p>Quanto ao prazer e orgulho, tanto para os testes como para as aulas, o padr&atilde;o identificado foi inverso, uma vez que diminu&iacute;ram  sempre ao longo da escolaridade com exce&ccedil;&atilde;o da passagem do 8&ordm; para o 9&ordm; ano em que aumentaram. No des&acirc;nimo face aos  testes, o padr&atilde;o ainda se diferencia mais, com um decr&eacute;scimo nos alunos mais novos, entre o 5&ordm; e o 6&ordm; e um aumento do  6&ordm; para o 7&ordm;. No grupo do 7&ordm; ano passa-se o inverso, identificando-se um aumento do 7&ordm; para o 8&ordm; ano e um  decr&eacute;scimo do 8&ordm; para o 9&ordm; ano. Estes resultados sugerem que as viv&ecirc;ncias emocionais variam consoante o ano de escolaridade  que os alunos frequentam. Parece-nos assim importante, entre outros aspetos, compreender melhor a especificidade da abordagem &agrave;  matem&aacute;tica nomeadamente na transi&ccedil;&atilde;o do 8&ordm; para o 9&ordm; ano para confirmar e entender este impacto emocional positivo  que &eacute; evidenciado pelos resultados deste estudo.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que tinha sido identificado anteriormente para as emo&ccedil;&otilde;es negativas de ativa&ccedil;&atilde;o,  tamb&eacute;m as positivas de desativa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o menos claras tanto nos seus efeitos (Pekrun et al., 2007) como nas com outras  vari&aacute;veis. Os nossos dados mostraram valores relativamente elevados de al&iacute;vio em situa&ccedil;&atilde;o de teste, nos v&aacute;rios  anos de escolaridade, mantendo-se relativamente est&aacute;veis nos tr&ecirc;s anos em que decorreu o estudo. Ser&aacute; assim importante analisar  com mais profundidade o al&iacute;vio, de modo a compreender este padr&atilde;o que &eacute; diferente das restantes emo&ccedil;&otilde;es  positivas.</p>     <p>Um segundo objetivo deste estudo era verificar se vari&aacute;veis como o g&eacute;nero e o desempenho estavam associadas &agrave;s  carater&iacute;sticas das emo&ccedil;&otilde;es com a progress&atilde;o na escolaridade. Os efeitos de intera&ccedil;&atilde;o identificados  evidenciaram que o g&eacute;nero n&atilde;o introduziu, de um modo geral, efeitos significativos, exceto em duas situa&ccedil;&otilde;es &ndash; na  ansiedade face aos testes e no des&acirc;nimo nas aulas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ansiedade face aos testes, verific&aacute;mos que na  passagem do ano 2 para o ano 3 houve um decr&eacute;scimo desta emo&ccedil;&atilde;o muito mais acentuado entre as raparigas. Estas, desde o  in&iacute;cio apresentaram sempre n&iacute;veis mais elevados de ansiedade do que os rapazes, contudo com a progress&atilde;o na escolaridade os  valores, embora distantes, aproximam-se bastante. O segundo efeito significativo do g&eacute;nero foi no des&acirc;nimo, que embora aumentasse  sempre, tanto nos alunos do 5&ordm; ano como nos do 7&ordm; ano, do 8&ordm; para o 9&ordm; ano este diminuiu entre as raparigas assumindo valores  muito pr&oacute;ximos aos dos rapazes. Sendo assim, as raparigas nos dois &uacute;ltimos anos do estudo evidenciaram uma diminui&ccedil;&atilde;o  acentuada destas duas emo&ccedil;&otilde;es negativas diminuindo as diferen&ccedil;as iniciais e levando-as a apresentar carater&iacute;sticas mais  pr&oacute;ximas dos rapazes. Parece assim, que algumas das diferen&ccedil;as de g&eacute;nero que s&atilde;o muitas vezes associadas a  estere&oacute;tipos sociais (Goetz, Bieg, L&uuml;dtke, Pekrun, &amp; Hall, 2013), com a progress&atilde;o na escolaridade se atenuaram entre os  alunos deste estudo.</p>     <p>Ao contr&aacute;rio do g&eacute;nero, o desempenho mostrou-se uma vari&aacute;vel com bastante import&acirc;ncia na compreens&atilde;o das  emo&ccedil;&otilde;es ao longo da escolaridade. Verific&aacute;mos recorrentemente efeitos de intera&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel com o  ano do estudo para as emo&ccedil;&otilde;es face aos testes (des&acirc;nimo, zanga, ansiedade, prazer, orgulho) e para a ansiedade face &agrave;s  aulas.</p>     <p>No que se refere aos testes, de um modo geral, nos alunos mais fracos as emo&ccedil;&otilde;es negativas diminuem e as positivas aumentam com a  progress&atilde;o na escolaridade, ao contr&aacute;rio dos outros alunos onde se verifica a tend&ecirc;ncia inversa nomeadamente entre o ano 1 e o  ano 2 do estudo. Assim, os n&iacute;veis de zanga, des&acirc;nimo e ansiedade, s&atilde;o sempre mais elevados para os alunos mais fracos do que  para os alunos de m&eacute;dio ou bom desempenho. Contudo, v&atilde;o-se aproximando gradualmente uma vez que estas emo&ccedil;&otilde;es  v&atilde;o diminuindo no caso dos alunos mais fracos enquanto nos outros dois grupos v&atilde;o aumentando ou mantendo-se est&aacute;veis de um ano  para o outro. Este poder&aacute; &agrave; partida ser um bom indicador, pois significa que para estes alunos de baixo desempenho inicial, a  escolaridade vai deixando de ser t&atilde;o marcada por emo&ccedil;&otilde;es negativas, at&eacute; porque este decr&eacute;scimo &eacute;  acompanhado por um aumento das emo&ccedil;&otilde;es positivas (prazer e orgulho) nomeadamente entre o ano 2 e o ano 3 do estudo. Uma  poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para estes resultados poder&aacute; ser o facto de o seu desempenho ter melhorado com a progress&atilde;o  e muitos deixarem de ter t&atilde;o fracos resultados a matem&aacute;tica. Poder&aacute; tamb&eacute;m ser, em alguns casos, o reflexo de algum  desinvestimento na escola e na aprendizagem, pois a dificuldade percecionada nos testes era t&atilde;o desfasada da sua compet&ecirc;ncia que  acabaram por deixar de se preocupar, de tentar e de aderir &agrave;s tarefas propostas.</p>     <p>No que se refere &agrave; ansiedade constat&aacute;mos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o entre o rendimento a matem&aacute;tica e o ano do  estudo tanto para as aulas como para os testes. Nas aulas, todos os alunos diminuem a sua ansiedade ao longo dos 3 anos de estudo, mas o  decr&eacute;scimo &eacute; bastante mais acentuado para os de baixo rendimento e mais marcadamente entre ano 1 e o ano 2 do estudo. No que se  refere aos testes, enquanto os alunos de baixo rendimento inicial mant&ecirc;m o mesmo perfil de decr&eacute;scimo, os alunos de m&eacute;dio e bom  desempenho aumentam um pouco a sua ansiedade entre o ano 1 e o ano 2 e depois diminuem novamente entre o ano 2 e o ano 3 do estudo.</p>     <p>Tal como referimos anteriormente, a ansiedade &eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o negativa de ativa&ccedil;&atilde;o (Pekrun, 2006, 2009)  n&atilde;o sendo linear a forma como os alunos a regulam nem os efeitos que poder&aacute; ter. Poder&aacute; assim, em determinados n&iacute;veis e  para alguns estudantes, consoante a sua perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia e carater&iacute;sticas motivacionais, ser prejudicial e para  outros ser ben&eacute;fica para o seu envolvimento e desempenho. Tamb&eacute;m &eacute; neste sentido que aponta o trabalho de Zeidner (2007) sobre  as emo&ccedil;&otilde;es face aos testes onde, apesar de se ter identificado que maiores n&iacute;veis de ansiedade estavam geralmente associados a  pior desempenho, &eacute; real&ccedil;ada a complexidade desta rela&ccedil;&atilde;o. O autor alerta para o papel de diferentes vari&aacute;veis  moderadoras nesta rela&ccedil;&atilde;o como &eacute; o caso do feedback, do suporte do ambiente, da estrutura&ccedil;&atilde;o das  situa&ccedil;&otilde;es, etc. do mesmo modo, o n&iacute;vel de desempenho dos alunos parece tamb&eacute;m introduzir algumas  altera&ccedil;&otilde;es. Assim, Zeidner (2007) conclui sobre a necessidade de a investiga&ccedil;&atilde;o ser direcionada para a  compreens&atilde;o dos determinantes desenvolvimentais e situacionais de alunos que t&ecirc;m diferentes n&iacute;veis de ansiedade, que s&atilde;o  resilientes e que tendem a ver os testes mais como um desafio do que um obst&aacute;culo, de modo a compreender as suas respostas adaptativas a  situa&ccedil;&otilde;es que provocam ansiedade.</p>     <p>O nosso terceiro e &uacute;ltimo objetivo, pretendia analisar se o padr&atilde;o emocional vivenciado pelos alunos era semelhante para  situa&ccedil;&atilde;o de teste e de aula. Pelo que j&aacute; fomos referindo anteriormente, em termos globais, os efeitos s&atilde;o semelhantes  nos dois contextos, com as emo&ccedil;&otilde;es positivas a diminu&iacute;rem com a progress&atilde;o na escolaridade e emo&ccedil;&otilde;es  negativas a aumentarem, com exce&ccedil;&atilde;o da ansiedade que diminu&iacute;a. A zanga foi a &uacute;nica emo&ccedil;&atilde;o comum aos dois  contextos onde se verificou um perfil diferente, j&aacute; que nas aulas se constatou um pequeno aumento com a progress&atilde;o enquanto nos  testes se manteve est&aacute;vel, contudo, com valores sempre muito baixos e aproximados. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise de efeitos de  intera&ccedil;&atilde;o pudemos constatar que o n&iacute;vel de desempenho se mostrou mais saliente para a compreens&atilde;o das  emo&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&atilde;o de teste do que em situa&ccedil;&atilde;o de sala de aula, tal como o efeito do g&eacute;nero.</p>     <p>Apesar de os resultados apresentados e da sua import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o desta problem&aacute;tica, podem e devem ser  apresentadas algumas limita&ccedil;&otilde;es a este estudo. Em primeiro lugar os nossos dados referem-se exclusivamente &agrave; matem&aacute;tica  e &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de teste e de aulas, pelo que a sua generaliza&ccedil;&atilde;o para outras mat&eacute;rias escolares ou para  outras situa&ccedil;&otilde;es (e.g., trabalho de casa) n&atilde;o deve ser feita devido &agrave; especificidade de cada situa&ccedil;&atilde;o,  tal como alguma literatura tem real&ccedil;ado (Goetz et al., 2006; Raccanello et al., 2013). Em segundo lugar, neste estudo s&oacute;  consider&aacute;mos o desempenho inicial dos alunos (no 5&ordm; ou no 7&ordm; ano) e nada garante que este se tenha mantido est&aacute;vel ao longo  dos tr&ecirc;s anos. Assim, &eacute; necess&aacute;rio algum cuidado na interpreta&ccedil;&atilde;o destes resultados, nomeadamente nos efeitos do  desempenho nas emo&ccedil;&otilde;es ao longo da progress&atilde;o escolar. Em terceiro lugar, sabe-se que as emo&ccedil;&otilde;es condicionam  aspetos cognitivos e motivacionais e que estas por vezes s&atilde;o condicionadas por estes fatores (Pekrun, 2006, 2009), assim como por  vari&aacute;veis situacionais e relacionais (Frenzel et al., 2007; Tyson et al., 2009). Nenhuma destas vari&aacute;veis foi considerada neste  estudo, embora n&atilde;o se possa negar o seu papel na compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es identificadas, este estudo permitiu-nos ter um olhar mais pormenorizado sobre as emo&ccedil;&otilde;es em  contexto escolar. Ao acompanharmos dois grupos de alunos ao longo de tr&ecirc;s anos, pudemos compreender que as emo&ccedil;&otilde;es v&atilde;o  sofrendo altera&ccedil;&otilde;es com a progress&atilde;o na escolaridade e que estas altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o lineares nem  est&aacute;veis. Constat&aacute;mos que existem momentos na escolaridade que provocam altera&ccedil;&otilde;es emocionais tanto positivas como  negativas. Parece-nos assim relevante no futuro compreender melhor o papel das transi&ccedil;&otilde;es, nomeadamente a passagem do 6&ordm; para o  7&ordm; ano e tamb&eacute;m o que se passa no 3&ordm; ciclo na passagem do 8&ordm; para o 9&ordm; ano, j&aacute; que estes parecem ser momentos que  introduzem algumas altera&ccedil;&otilde;es, negativas e positivas respetivamente, nas emo&ccedil;&otilde;es dos alunos face &agrave;  matem&aacute;tica. Ao compreendermos o que est&aacute; subjacente a esta altera&ccedil;&atilde;o, conseguiremos entender se s&atilde;o fatores  associados ao desenvolvimento em geral, &agrave; inf&acirc;ncia ou &agrave; entrada na adolesc&ecirc;ncia e se estas altera&ccedil;&otilde;es  s&atilde;o transversais a outras mat&eacute;rias curriculares, ou se t&ecirc;m a ver s&oacute; com a abordagem &agrave; matem&aacute;tica. Por  outro lado, o estudo das emo&ccedil;&otilde;es face a outras disciplinas escolares, permitir&aacute; compreender melhor a forma como os alunos se  posicionam emocionalmente face a cada uma delas e entender a sua individualidade, bem como o papel do g&eacute;nero, do desempenho, do contexto,  entre outras vari&aacute;veis, para cada uma das emo&ccedil;&otilde;es e disciplinas.</p>     <p>As emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um elemento importante em contexto escolar (Schutz et al., 2006), que se encontra associado a estados  motivacionais, a metas estabelecidas e a estrat&eacute;gias de aprendizagem (Pekrun et al., 2007). Compreender as suas carater&iacute;sticas  &eacute; mais um contributo para a promo&ccedil;&atilde;o de ambientes educativos eficazes e promotores de aprendizagem e sucesso, onde o papel do  professor, o tipo de feedback e o suporte providenciado aos alunos &eacute; central. Os professores, tal como as fam&iacute;lias e os pais  s&atilde;o elementos chave na socializa&ccedil;&atilde;o emocional, regula&ccedil;&atilde;o emocional e expetativas face ao sucesso  acad&eacute;mico dos alunos (Tyson et al., 2009).</p>     <p>Constat&aacute;mos que nas aulas o aborrecimento foi a emo&ccedil;&atilde;o negativa com valores mais elevados e que aumentaram com a  progress&atilde;o na escolaridade. Sabe-se que este pode resultar de um desequil&iacute;brio entre o desafio da tarefa e a compet&ecirc;ncia do  sujeito e que as atividades que s&atilde;o academicamente envolventes e que sustentam emo&ccedil;&otilde;es positivas t&ecirc;m mais  hip&oacute;teses de promover a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos (Shernoff, Csikszentmihalyi, Scneider, &amp; Shernoff, 2003). Assim,  idealmente os professores devem desenvolver atividades que sejam sentidas como desafiantes e relevantes e em que os alunos sintam controlo e  confian&ccedil;a nas suas compet&ecirc;ncias. Deste modo, as emo&ccedil;&otilde;es positivas servir&atilde;o de suporte a essas aprendizagens e  mais facilmente os alunos compreender&atilde;o estados emocionais mais negativos, e conseguir&atilde;o regular as suas emo&ccedil;&otilde;es sem  comprometer as aprendizagens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ahmed, W., Van Der Werf, G., Kuyper, H., &amp; Minnaert, A. (2013). Emotions, self-regulated learning, and achievement in Mathematics: A growth  curve analysis. <i>Journal of Educational Psychology, 105</i>, 150-161. doi: 10.1037/a0030160&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028277&pid=S0870-8231201700020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bower, G. (1992). How emotions affect learning. In S. Christianson (Ed.), <i>The handbook of emotion and memory</i> (pp. 3-31). New Jersey:  Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028278&pid=S0870-8231201700020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daniels, L. M., Stupnisky, R. H., Pekrun, R., Haynes, T. L., Perry, R. P., &amp; Newall, N. E. (2009). A longitudinal analysis of achievement  goals: From affective antecedents to emotional effects and achievement outcomes. <i>Journal of Educational Psychology, 101</i>, 948-963. doi:  10.1037/a0016096&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028280&pid=S0870-8231201700020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Deci, E. (2009). Large-scale school reform as viewed from the self-determination theory perspective. <i>Theory and Research in Education, 7</i>,  244-253. doi: 10.1177/1477878509104329&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028281&pid=S0870-8231201700020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Eccles, J., O&rsquo;Neill, S., &amp; Wigfield, A. (2005). Ability self-perception and subjective task values in adolescents and children. In K.  Moore &amp; L. Lipman (Eds.), <i>What do children need to flourish? Conceptualizing and measuring indicators of positive development</i> (pp.  237-249). New York: Springer.</p>     <!-- ref --><p>Fischera, K., Shaverb, P., &amp; Carnochanc, P. (1989). How emotions develop and how they organize development. <i>Cognition and Emotion,  4</i>, 81-127. doi: 10.1080/02699939008407142&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028283&pid=S0870-8231201700020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fredrickson, B. (2001). The role of positive emotions in positive psychology: The broaden-and-build theory of positive emotions. <i>American  Psychologist</i>, <i>56</i>, 218-226. doi: 10.1037/0003-066X.56.3.218&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028284&pid=S0870-8231201700020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fredrickson, B. (2003). The value of positive emotions. <i>American Scientist, 91</i>, 330-335. doi: 10.1511/2003.26.865&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028285&pid=S0870-8231201700020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Frenzel, A. C., Pekrun, R., &amp; Goetz, T. (2007). Perceived learning environment and students&rsquo; emotional experiences: A multilevel  analysis of mathematics classrooms. <i>Learning and Instruction, 17</i>, 478-493. doi: 10.1016/j.learninstruc.2007.09.001</p>     <!-- ref --><p>Goetz, T., Bieg, M., L&uuml;dtke, O., Pekrun, R., &amp; Hall, N. C. (2013). Do girls really experience more anxiety in mathematics?.  <i>Psychological Science, 24</i>, 2079-2087. doi: 10.1177/0956797613486989&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028287&pid=S0870-8231201700020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Goetz, T., Frenzel, A., Pekrun, R., Hall, N., &amp; L&uuml;dtke, O. (2007). Between- and within-domain relations of students&rsquo; academic  emotions. <i>Journal of Educational Psychology, 99</i>, 715-733. doi: 10.1037/0022-0663.99.4.715</p>     <p>Goetz, T., Pekrun, R., Hall, N., &amp; Haag, L. (2006). Academic emotions from a social-cognitive perspective: Antecedents and domain  specificity of students&rsquo; affect in the context of Latin instruction. <i>British Journal of Educational Psychology, 76</i>, 289-308. doi:  10.1348/000709905X42860</p>     <!-- ref --><p>Harter, S. (1990). Causes, correlates and functional role of global self-worth: A life-span perspective. In J. Kolligian &amp; R. Sternberg  (Eds.), <i>Perceptions of competence and incompetence across life-span</i> (pp. 67-97). New Haven: Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028290&pid=S0870-8231201700020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harter, S. (1999). <i>The construction of the self: A developmental perspective</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028292&pid=S0870-8231201700020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kok, B., &amp; Fredrickson, B. (2013). Positive emotion. How positive emotions broaden and build. In J. J. Froh &amp; A. C. Parks (Eds.),  <i>Activities for teaching positive psychology: A guide for instructors</i> (pp. 61-63). Washington, DC, US: American Psychological Association.  Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1037/14042-010" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/14042-010</a></p>     <!-- ref --><p>Lepper, M., Corpus, J., &amp; Iyengar, S. (2005). 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O teste de conhecimento das emo&ccedil;&otilde;es para  crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <i>Revista Iberoamericana de Diagn&oacute;stico e Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 34</i>,  201-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028297&pid=S0870-8231201700020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, E. C., Os&oacute;rio, A., Ver&iacute;ssimo, M., &amp; Martins, C. (2016). Emotion understanding in preschool children: The role of  executive functions. <i>International Journal of Behavioral Development, 40</i>, 1-10. doi: 10.1177/0165025414556096&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028299&pid=S0870-8231201700020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mata, L., Monteiro, V., &amp; Peixoto, F. (2009). Motiva&ccedil;&atilde;o para a leitura ao longo da escolaridade. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, 27</i>, 563-572. doi: 10.14417/ap.248     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028300&pid=S0870-8231201700020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meyer, D., &amp; Turner, J. (2006). Re-conceptualizing emotion and motivation to learn in classroom contexts. <i>Educational Psychology Review,  18</i>, 377-390. doi: 10.1007/s10648-006-9032-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028301&pid=S0870-8231201700020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nakamura, J., &amp; Csikszentmihalyi, M. (2002). The concept of flow. In C. R. Snyder &amp; S. J. Lopez (Eds.), <i>Handbook of positive  psychology</i> (pp. 89-105). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028302&pid=S0870-8231201700020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oatley, K., Keltner, D., &amp; Jenkins, J. (2006). <i>Understanding emotions</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Malden: Blackwell Publishing  Understanding emotions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028304&pid=S0870-8231201700020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., Mata, L., Monteiro, V., Sanches, C., &amp; Pekrun, R. (2015). The Achievement Emotions Questionnaire: Validation for  pre-adolescent students. <i>European Journal of Developmental Psychology, 2015</i>, 1-10. doi: 10.1080/17405629.2015.1040757&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028306&pid=S0870-8231201700020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pekrun, R. (2006). The control-value theory of achievement emotions: Assumptions, corollaries, and implications for educational research and  practice. <i>Educational Psychology Review, 18</i>, 315-341. doi: 10.1007/s10648-006-9029-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028307&pid=S0870-8231201700020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pekrun, R. (2009). Global and local perspectives on human affect: Implications of the control value theory of achievement emotions. In M.  Wosnitza, S. A. Karabenick, A. Efklides, &amp; P. Nenninger (Eds.), <i>Contemporary motivation research: From global to local perspectives</i> (pp.  97-115). Cambridge, MA: Hogrefe.</p>     <!-- ref --><p>Pekrun, R., Frenzel, A., Goetz, T., &amp; Perry, R. (2007). The control-value theory of achievement emotions: An integrative approach to  emotions in education. In P. A. Schutz &amp; R. Pekrun (Eds.), <i>Emotion in education</i> (pp. 13-36). Amsterdam: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028309&pid=S0870-8231201700020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pekrun, R., Goetz, T., Frenzel, A., &amp; Perry, R. (2011). Measuring emotions in students&rsquo; learning and performance: The achievement  emotions questionnaire (AEQ). <i>Contemporary Educational Psychology, 36</i>, 36-48. doi: 10.1016/j.cedpsych.2010.10.002</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pekrun, R., Goetz, T., &amp; Perry, R. (2005). <i>Achievement Emotions Questionnaire (AEQ). User&rsquo;s manual</i>. Unpublished Manuscript,  University of Munich, Munich.</p>     <p>Pekrun, R., Goetz, T., Titz, W., &amp; Perry, R. P. (2002). Academic emotions in students&rsquo; self-regulated learning and achievement: A  program of qualitative and quantitative research. <i>Educational Psychologist, 37</i>, 91-105. doi: 10.1207/S15326985EP3702_4</p>     <!-- ref --><p>Pekrun, R., &amp; Schutz, P. A. (2007). Where do we go from here? Implications and future directions for inquiry on emotions in education. In  P. A. Schutz &amp; R. Pekrun (Eds.), <i>Emotion in education</i> (pp. 313-331). San Diego, CA: Elsevier Academic Press. doi:  10.1016/B978-012372545-5/50019-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028314&pid=S0870-8231201700020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinxten, M., Marsh, H., De Fraine, B., Noortgate, W., &amp; Van Damme, J. (2014). Enjoying mathematics or feeling competent in mathematics?  Reciprocal effects on mathematics achievement and perceived math effort expenditure<i>. British Journal of Educational Psychology, 84</i>, 152-174.  doi: 10.1111/bjep.12028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028315&pid=S0870-8231201700020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Raccanello, D., Brondino, M., &amp; Bernardi, B. (2013). Achievement emotions in elementary, middle, and high school: How do students feel about  specific contexts in terms of settings and subjectdomains?. <i>Scandinavian Journal of Psychology, 54</i>, 477-484. doi: 10.1111/sjop.12079&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028316&pid=S0870-8231201700020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roque, L., &amp; Ver&iacute;ssimo, M. (2011). 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Reflections on investigating emotion in educational activity settings. <i>Educational  Psychology Review, 18</i>, 343-360. doi: 10.1007/s10648-006-9030-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028319&pid=S0870-8231201700020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shernoff, D., Csikszentmihalyi, M., Scneider, B., &amp; Shernoff, E. (2003). Student engagement in high school classrooms from the perspective  of flow theory. <i>School Psychology Quarterly, 18</i>, 158-176. doi: 10.1521/scpq.18.2.158.21860&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028320&pid=S0870-8231201700020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tyson, D., Linnenbrink-Garcia, L., &amp; Hill, N. (2009). 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San Diego, CA: Elsevier Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028324&pid=S0870-8231201700020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Lourdes Mata, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua  Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:lmata@ispa.pt">lmata@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho integra uma investiga&ccedil;&atilde;o mais alargada financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia  (PTDC/CPE-CED/121358/2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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