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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Competência social em adolescentes adotados: Estudo comparativo com adolescentes não adotados e em acolhimento residencial]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social skills in adopted adolescents: A comparative study with non adopted and in residencial care adolescents]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Adopted adolescents are frequently identified as being at risk in terms of social competence. This study aimed at analysing the social competence of a group of adopted adolescents, by comparing them with a group of adolescents in residential care and another one with no referral to Child Protection Services. One-hundred-thirty-five adolescents aged from 12 to 17 participated in this study, 45 of whom were adopted, 45 were in residential care and 45 were living with their birth families. Adolescents assessed their social competence through the Social Skills Improvement System-Rating Scales. Results showed statistically significant differences among the groups. Adopted adolescents displayed more social skills and less behaviour problems than adolescents in residential care and less social skills but more behaviour problems than those living with their birth families. Furthermore, the later the adoptees had been placed in out of home care, the less social skills they presented. These findings highlight the pressing need of child protection policies and practices to ensure adoptees’ healthy social competence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Compet&ecirc;ncia social em adolescentes adotados: Estudo comparativo com adolescentes n&atilde;o adotados e em acolhimento residencial</b></p>     <p><b>Social skills in adopted adolescents: A comparative study with non adopted and in residencial care adolescents</b></p>     <p><b>Raquel Barroso<sup>1</sup>, Maria Barbosa-Ducharne<sup>1</sup>, Orlanda Cruz<sup>1</sup>, Ana Silva<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os adolescentes que foram adotados s&atilde;o frequentemente identificados como um grupo em risco em termos de compet&ecirc;ncia social. Neste  estudo pretendeu-se analisar a compet&ecirc;ncia social de um grupo de adolescentes adotados, atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o com um  grupo de adolescentes em acolhimento residencial (AR) e de um grupo de adolescentes que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento e explorar a sua  rela&ccedil;&atilde;o com vari&aacute;veis relativas &agrave; ado&ccedil;&atilde;o. Participaram neste estudo 135 adolescentes, com idades  compreendidas entre os 12 e os 17 anos, dos quais 45 foram adotados, 45 estavam em AR e 45 viviam com a fam&iacute;lia de nascimento. A  compet&ecirc;ncia social foi avaliada junto dos pr&oacute;prios adolescentes atrav&eacute;s do SSIS-RS. Os resultados demonstraram  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os tr&ecirc;s grupos de adolescentes, apresentando os adolescentes adotados mais  habilidades sociais e menos problemas de comportamento que os adolescentes em AR, mas menos habilidades sociais e mais problemas de comportamento  que os adolescentes que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento. Verificou-se ainda quanto mais tarde os adolescentes que v&ecirc;m a ser  adotados entraram em acolhimento, menor o seu report&oacute;rio de habilidades sociais. Estes resultados apontam a prem&ecirc;ncia de  pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o em prote&ccedil;&atilde;o infantil que propiciem o desenvolvimento da compet&ecirc;ncia social.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ado&ccedil;&atilde;o, Adolescentes adotados, Acolhimento residencial, Habilidades sociais, Problemas de comportamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Adopted adolescents are frequently identified as being at risk in terms of social competence. This study aimed at analysing the social  competence of a group of adopted adolescents, by comparing them with a group of adolescents in residential care and another one with no referral to  Child Protection Services. One-hundred-thirty-five adolescents aged from 12 to 17 participated in this study, 45 of whom were adopted, 45 were in  residential care and 45 were living with their birth families. Adolescents assessed their social competence through the Social Skills Improvement  System-Rating Scales. Results showed statistically significant differences among the groups. Adopted adolescents displayed more social skills and  less behaviour problems than adolescents in residential care and less social skills but more behaviour problems than those living with their birth  families. Furthermore, the later the adoptees had been placed in out of home care, the less social skills they presented. These findings highlight  the pressing need of child protection policies and practices to ensure adoptees&rsquo; healthy social competence.</p>     <p><b>Key words</b>: Adopted adolescent, Adoption, Behaviour problems, Social skills, Residential care.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A compet&ecirc;ncia social &eacute; um conceito multidimensional que se refere &agrave; qualidade das intera&ccedil;&otilde;es sociais de um  indiv&iacute;duo, &agrave; sua capacidade para desempenhar adequadamente tarefas sociais e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o feita pelas outras  pessoas acerca do seu comportamento social. Est&aacute; relacionada com o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de amizade positivas (Boling,  Barry, Kotchick, &amp; Lowry, 2011) e &eacute; um forte preditor do ajustamento psicol&oacute;gico (Julian &amp; McCall, 2016; Langeveld,  Gundersen, &amp; Svartdal, 2012). Um indiv&iacute;duo socialmente competente desenvolveu e manifesta um conjunto de habilidades sociocognitivas e  de regula&ccedil;&atilde;o emocional essenciais &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o adequada de tarefas sociais, tendo menor possibilidade de  apresentar problemas de comportamento (Gresham, Elliott, Cook, Vance, &amp; Kettler, 2010).</p>     <p>Na adolesc&ecirc;ncia as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais ganham maior relevo (Engels, Dekovi&#263;, &amp; Meeus, 2002), requerendo que o  adolescente disponha de uma maior pan&oacute;plia de habilidades sociais (Engels, Finkenauer, Meeus, &amp; Dekovi&#263;, 2001). A compet&ecirc;ncia  social torna-se fundamental para os adolescentes desenvolverem rela&ccedil;&otilde;es sociais e participarem adequadamente nos seus grupos de  perten&ccedil;a (Gresham, Elliot, Vance, &amp; Cook, 2011). De facto, as intera&ccedil;&otilde;es sociais do adolescente requerem um  report&oacute;rio importante de habilidades sociais, que permitam, nomeadamente, a identifica&ccedil;&atilde;o e resposta adequada aos estados  emocionais dos outros (Engels et al., 2001). Aqueles que n&atilde;o utilizam adequadamente as habilidades sociais t&ecirc;m mais dificuldades em  manter uma rela&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria com os pares (Engels et al., 2001) e em ser aceites por estes (Furman &amp; Buhrmester, 1985).  Crian&ccedil;as e adolescentes com poucas habilidades sociais t&ecirc;m mais probabilidades de desenvolver problemas de comportamento (Langeveld et  al., 2012) e comportamentos antissociais em virtude de n&atilde;o saberem como se comportar em diferentes situa&ccedil;&otilde;es sociais (Barcons  et al., 2012).</p>     <p>As habilidades sociais s&atilde;o, em primeiro lugar, aprendidas no contexto familiar, evoluindo de forma gradual com as experi&ecirc;ncias de  intera&ccedil;&atilde;o social ao longo do desenvolvimento (Beauchamp &amp; Anderson, 2010). Consequentemente, o desenvolvimento da  compet&ecirc;ncia social das crian&ccedil;as que n&atilde;o tiveram oportunidade de crescer de forma continuada em fam&iacute;lia, pode estar em  risco. J&aacute; no final do s&eacute;culo XX, Hodges e Tizard (1989) tinham evidenciado que as crian&ccedil;as institucionalizadas antes dos dois  anos de idade apresentavam dificuldades na rela&ccedil;&atilde;o com os pares. Estas dificuldades em estabelecer rela&ccedil;&otilde;es parecem  estar associadas a viv&ecirc;ncias de priva&ccedil;&atilde;o emocional em contextos de acolhimento residencial, onde as oportunidades de  cria&ccedil;&atilde;o de la&ccedil;os com os cuidadores s&atilde;o escassas (Tan &amp; Camras, 2011), uma vez que o r&aacute;cio  cuidador/crian&ccedil;as &eacute; baixo, as mudan&ccedil;as de turnos e de staff s&atilde;o frequentes e que os profissionais se encontram pouco  preparados para lidar com crian&ccedil;as e adolescentes que viveram experi&ecirc;ncias de adversidade precoce ( e.g., Berens &amp; Nelson, 2015).  De facto, e apesar de as institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o serem a origem das dificuldades evidenciadas (Palacios, Moreno, &amp; Rom&aacute;n,  2013), os adolescentes em acolhimento residencial apresentam frequentes problemas comportamentais, emocionais e sociais (e.g., Marcovitch et al.,  1997; McCall et al., 2016).</p>     <p>De igual forma, tamb&eacute;m as crian&ccedil;as e adolescentes que v&ecirc;m a ser adotados n&atilde;o puderam usufruir de forma continuada de  intera&ccedil;&otilde;es sociais num contexto familiar normativo, o que os coloca tamb&eacute;m em maior risco de evidenciar n&iacute;veis baixos  de habilidades sociais (Feeney, Passmore, &amp; Peterson, 2007) e n&iacute;veis elevados de problemas de comportamento (Keyes, Sharma, Elkins,  Iacono, &amp; McGue, 2008). A adversidade anterior &agrave; ado&ccedil;&atilde;o, a dura&ccedil;&atilde;o da adversidade e a idade tardia de  ado&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fatores de risco para o desenvolvimento social dos adotados (Tan &amp; Camras, 2011). Todavia, apesar da  import&acirc;ncia das experi&ecirc;ncias anteriores &agrave; ado&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento da compet&ecirc;ncia social, esta  tamb&eacute;m &eacute; influenciada pelas caracter&iacute;sticas e intera&ccedil;&otilde;es dentro e fora da fam&iacute;lia adotiva. A  fam&iacute;lia pode atenuar (ou n&atilde;o) os efeitos adversos das experi&ecirc;ncias passadas e possibilitar a recupera&ccedil;&atilde;o do  desenvolvimento social, se propiciar uma estimula&ccedil;&atilde;o adequada e o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de  vincula&ccedil;&atilde;o seguras (Juffer et al., 2011).</p>     <p>Os problemas de comportamento s&atilde;o a outra face das habilidades sociais e contribuem igualmente para a compet&ecirc;ncia social, na medida  em que interferem tanto na aquisi&ccedil;&atilde;o como no desempenho das referidas habilidades sociais. Relativamente aos problemas de  comportamento, existe alguma incongru&ecirc;ncia nos resultados da investiga&ccedil;&atilde;o realizada com adotados. Alguns estudos apoiam a ideia  de que estas crian&ccedil;as apresentam um risco superior de desenvolver problemas de comportamento (e.g., Hawk &amp; McCall, 2011; Merz &amp;  McCall, 2010), enquanto outros estudos n&atilde;o identificam diferen&ccedil;as entre adotados e n&atilde;o adotados (e.g., Cederland,  H&ouml;&ouml;k, Irhammar, &amp; Mercke, 1999; Escobar, Pereira, &amp; Santelices, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De igual forma, a investiga&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; compet&ecirc;ncia social das crian&ccedil;as adotadas, apresenta resultados  d&iacute;spares. Por exemplo, Stams, Juffer, Rispens e Hoksbergen (2000) apontam que as crian&ccedil;as adotadas com 7 anos s&atilde;o mais  populares do que os seus pares que vivem com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica, Palacios e colaboradores (2013) verificaram que as crian&ccedil;as  adotadas, entre os 4 e os 8 anos, apresentavam compet&ecirc;ncia social e estatuto sociom&eacute;trico semelhantes &agrave;s n&atilde;o-adotadas e  Tan e Camras (2011) conclu&iacute;ram que as raparigas adotadas entre os 2 e os 11 anos com hist&oacute;ria de abandono precoce apresentavam um  n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia social bastante abaixo do esperado para a sua idade.</p>     <p>No que respeita aos resultados com adolescentes, Escobar e Santelices (2013) verificaram que os adolescentes adotados (entre os 11 e os 18 anos)  tinham uma rela&ccedil;&atilde;o de menor qualidade com os pares devido ao seu padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o inseguro-evitante.  Contudo, Sharma, McGue e Benson (1996) verificaram que adolescentes adotados com uma m&eacute;dia de 15 anos de idade apresentavam algumas das  compet&ecirc;ncias sociais necess&aacute;rias &agrave; integra&ccedil;&atilde;o social positiva. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o constatou-se que  o grupo de adolescentes adotados mostrou n&iacute;veis mais elevados de comportamento pr&oacute; social comparativamente com o grupo dos  adolescentes n&atilde;o-adotados. De real&ccedil;ar que a diverg&ecirc;ncia de resultados encontrados nos estudos sobre problemas de comportamento  e compet&ecirc;ncia social em adotados pode dever-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes culturas e metodologias de  investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A ado&ccedil;&atilde;o &eacute; encarada como uma interven&ccedil;&atilde;o de sucesso (van Ijzendoorn &amp; Juffer, 2006), sendo considerada  uma experi&ecirc;ncia natural que permite estudar o efeito da priva&ccedil;&atilde;o precoce e da neglig&ecirc;ncia no desenvolvimento das  crian&ccedil;as, em geral, e na compet&ecirc;ncia social, em particular. Todavia, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre compet&ecirc;ncia social em  adolescentes adotados &eacute; ainda escassa. Assim, o objetivo deste estudo &eacute; analisar a autoperce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia  social de adolescentes adotados e explorar a sua rela&ccedil;&atilde;o com vari&aacute;veis relativas &agrave; hist&oacute;ria anterior &agrave;  ado&ccedil;&atilde;o. Consequentemente, formularam-se as seguintes hip&oacute;teses: (1) a compet&ecirc;ncia social dos adotados &eacute; superior  &agrave; dos adolescentes em acolhimento residencial e inferior &agrave; dos adolescentes que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento; (2) a  compet&ecirc;ncia social dos adolescentes adotados associa-se com a idade de ado&ccedil;&atilde;o, com o tempo de ado&ccedil;&atilde;o e com a  idade e tempo de acolhimento. Este estudo recorreu a um paradigma de an&aacute;lise comparativa com dois grupos: um grupo de adolescentes em  acolhimento residencial (que partilham as experi&ecirc;ncias passadas dos adotados) e um grupo de adolescentes que vivia com a fam&iacute;lia de  nascimento sem registo de contacto com os servi&ccedil;os de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o (e que s&atilde;o os pares atuais dos  adolescentes adotados).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Neste estudo participaram 135 adolescentes portugueses, com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, pertencentes a tr&ecirc;s grupos:  adolescentes que foram adotados, adolescentes em acolhimento residencial (AR) e adolescentes que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento. Para  cada adolescente adotado emparelhou-se, em fun&ccedil;&atilde;o do seu sexo e da sua idade, um adolescente em AR e um adolescente que vivesse com a  fam&iacute;lia de nascimento sem contacto com o sistema de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o. O grupo dos adolescentes adotados  inclu&iacute;a 45 jovens (24 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos (<i>M</i>=14.24, <i>DP</i>=1.32). Antes de serem  adotados, estes adolescentes estiveram institucionalizados durante 3.36 anos em m&eacute;dia (<i>DP</i>=2.10, <i>Min</i>=0, <i>Max</i>=8), sendo a  idade m&eacute;dia de acolhimento 1.77 anos (<i>DP</i>=1.85, <i>Min</i>=0, <i>Max</i>=7). Foram adotados, em m&eacute;dia, com 4.98 anos  (<i>DP</i>=2.76, <i>Min</i>=1, <i>Max</i>=11), estando integrados na fam&iacute;lia adotiva, em m&eacute;dia, h&aacute; 9.26 anos (<i>DP</i>=2.67,  <i>Min</i>=3, <i>Max</i>=16). Relativamente &agrave;s experi&ecirc;ncias com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica, 11 adolescentes n&atilde;o tiveram  qualquer experi&ecirc;ncia com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica, 18 foram v&iacute;timas de neglig&ecirc;ncia, 8 de abandono, 6 de abuso e num  caso n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel.</p>     <p>O grupo dos adolescentes em AR &eacute; constitu&iacute;do por 45 jovens (24 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 12 e os 17  anos (<i>M</i>=14.24, <i>DP</i>=1.61); estes adolescentes foram institucionalizados, em m&eacute;dia, com 6.04 anos (<i>DP</i>=3.44, <i>Min</i>=0,  <i>Max</i>=13), estando em AR, em m&eacute;dia, h&aacute; 8.91 anos (<i>DP</i>=3.50, <i>Min</i>=3, <i>Max</i>=16). No que respeita &agrave;s  experi&ecirc;ncias com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica, 21 foram v&iacute;timas de neglig&ecirc;ncia, 13 de abandono e 11 de abuso. Relativamente  &agrave;s experi&ecirc;ncias vivenciadas na fam&iacute;lia biol&oacute;gica, a distribui&ccedil;&atilde;o dos adolescentes que estavam em AR  &eacute; similar &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos adolescentes adotados, <i>&chi;<sup>2</i></sup>(3)=2.10, <i>ns</i>. Verificaram-se  diferen&ccedil;as significativas na idade de acolhimento entre adolescentes adotados (<i>M</i>=1.77, <i>DP</i>=1.85) e adolescentes em AR  (<i>M</i>=6.04, <i>DP</i>=3.44), <i>t</i>(86)=-7.30, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=1.55 IC a 95% [-5.44, -3.10]. De igual forma, os dois grupos  diferiram no tempo de acolhimento, <i>t</i>(71)=-9.12, <i>p&lt;</i>.001, <i>d</i>=1.93 IC a 95% [-6.77, -4.34], com os adolescentes em AR  (<i>M</i>=8.91, <i>DP</i>=3.50) a passarem mais tempo acolhidos comparativamente aos adolescentes adotados (<i>M</i>=3.36, <i>DP</i>=2.10).</p>     <p>O grupo de adolescentes que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento integrava 45 adolescentes (24 do sexo masculino), com idades compreendidas  entre os 12 e os 17 anos (<i>M</i>=13.84, <i>DP</i>=1.51). Os tr&ecirc;s grupos apresentam distribui&ccedil;&otilde;es semelhantes em  fun&ccedil;&atilde;o da idade e do sexo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Os dados sociodemogr&aacute;ficos foram fornecidos pelos participantes atrav&eacute;s do preenchimento de uma folha de  identifica&ccedil;&atilde;o individual. A autoperce&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social foi avaliada atrav&eacute;s da vers&atilde;o  portuguesa (Escala de Habilidades Sociais e Problemas de Comportamento &ndash; Vers&atilde;o de autorresposta para adolescentes, EHSPC-A; Barroso,  Barbosa-Ducharne, Soares, Cruz, &amp; Lemos, 2012) do <i>Social Skills Improvement System-Rating Scales</i> (SSIS-RS; Gresham &amp; Elliott, 2008).  Esta &eacute; constitu&iacute;da por 80 itens de autorresposta (e.g., &ldquo;fa&ccedil;o amigos facilmente&rdquo;, &ldquo;fa&ccedil;o batota nos  jogos&rdquo;) respondidos numa escala tipo <i>Likert</i> de 4 pontos (0 &ndash; nunca, 1 &ndash; poucas vezes, 2 &ndash; algumas vezes e 3 &ndash;  muitas vezes), que permitem a avalia&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais (&alpha;=.93), como a comunica&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.72, 6  itens), a coopera&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.77, 7 itens), a assertividade (&alpha;=.71, 12 itens), a responsabilidade (&alpha;=.81, 7 itens), a  empatia (&alpha;=.78, 6 itens), o envolvimento (&alpha;=.73, 7 itens) e o autocontrolo (&alpha;=.70, 6 itens); e de problemas de comportamento  (&alpha;=.88), como a externaliza&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.87, 9 itens), o <i>bullying</i> (&alpha;=.76, 4 itens), a hiperatividade (&alpha;=.69,  6 itens) e a internaliza&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.64, 10 itens).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o obteve parecer positivo da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Universidade &agrave; qual os autores pertencem e  da Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (3226/2013). Este estudo beneficiou de um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o com  o Instituto de Seguran&ccedil;a Social, Instituto P&uacute;blico (ISS, IP), para recrutamento dos participantes adotados. &Agrave; data da  sele&ccedil;&atilde;o da amostra, 247 adolescentes adotados na &aacute;rea geogr&aacute;fica do estudo cumpriam o crit&eacute;rio de  sele&ccedil;&atilde;o. Destes, 87 foram aleatoriamente selecionados e as suas fam&iacute;lias foram contactadas para participar no estudo, sendo  que apenas 45 (52%) deram uma resposta positiva.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo dos adolescentes em AR, o recrutamento foi feito a partir dos dados nacionais relativos ao AR (ISS, IP, 2016).  Assim, no ano de 2015, encontravam-se acolhidas 703 crian&ccedil;as e adolescentes em 26 casas de acolhimento na &aacute;rea geogr&aacute;fica do  estudo, tendo sido selecionadas aleatoriamente quatro casas de acolhimento que acolhiam &agrave; data um total 79 (11.2%) crian&ccedil;as e  adolescentes. Destes, participaram neste estudo 45 (57%) adolescentes, emparelhados em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e idade com os adolescentes  adotados.</p>     <p>Finalmente, o grupo de adolescentes que vivia com a fam&iacute;lia de nascimento e que nunca teve contacto com o sistema de  promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o foi recrutado nos estabelecimentos de ensino da mesma zona geogr&aacute;fica, de acordo com os  seguintes crit&eacute;rios: pertencerem a fam&iacute;lias biparentais (sem hist&oacute;ria de separa&ccedil;&atilde;o ou div&oacute;rcio dos pais)  e nunca terem sido sinalizados pelos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o. Estes adolescentes foram emparelhados em fun&ccedil;&atilde;o do  sexo e da idade com os adolescentes adotados.</p>     <p>Todos os participantes assinaram uma declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado manifestando a sua vontade de participar no estudo. De  igual forma, e atendendo &agrave; idade dos participantes, foi solicitado a todos os pais, o preenchimento de um consentimento informado,  autorizando a participa&ccedil;&atilde;o dos filhos no estudo. Quando n&atilde;o foi poss&iacute;vel contactar os pais dos participantes que  estavam em AR, o consentimento informado foi concedido pelo respons&aacute;vel legal na casa de acolhimento.</p>     <p>Os dados foram recolhidos no domic&iacute;lio no caso dos adolescentes adotados e em estabelecimentos de ensino para os outros dois grupos. Os  adolescentes adotados preencheram os question&aacute;rios num local isolado e de modo individual, enquanto os restantes dois grupos o fizeram em  contexto de sala de aula e de modo coletivo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram analisados atrav&eacute;s do <i>IBM SPSS</i>, vers&atilde;o 24.0 para <i>Windows</i> (IBM Corp. Released, 2015). Foi aferida a  normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis, bem como a homogeneidade de vari&acirc;ncias. Quando se verificou que os  pressupostos para utilizar os testes param&eacute;tricos n&atilde;o estavam assegurados, procedeu-se ao tratamento estat&iacute;stico dos dados  recorrendo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos testes n&atilde;o-param&eacute;tricos correspondentes. No entanto, e uma vez que os resultados  foram concordantes, optou-se por apresentar os resultados dos testes param&eacute;tricos, seguindo recomenda&ccedil;&atilde;o de Fife-Schaw  (2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autoperce&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais e problemas de comportamento</i></p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> s&atilde;o apresentadas as estat&iacute;sticas descritivas relativas &agrave;s subescalas de habilidades sociais e  problemas de comportamento para a amostra total e para os tr&ecirc;s grupos de adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a05t1.jpg" width="577" height="372"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para uma melhor aprecia&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos pelos tr&ecirc;s grupos de adolescentes (adotados,  em AR e a viver na fam&iacute;lia de nascimento), a <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o percentual de cada grupo  relativamente aos valores m&eacute;dios de refer&ecirc;ncia. N&atilde;o existindo normas do SSIS-RS para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, a  aprecia&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos seguiu as normas norte-americanas (Gresham &amp; Elliott, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a05t2.jpg" width="576" height="350"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria dos participantes do grupo dos adotados encontrava-se dentro ou acima dos valores m&eacute;dios em todas as subescalas de habilidades  sociais. No entanto, os resultados em rela&ccedil;&atilde;o aos problemas do comportamento j&aacute; n&atilde;o foram t&atilde;o favor&aacute;veis,  visto que 37.8%, 42.2%, 42.2% e 46.7% se encontraram acima dos valores m&eacute;dios nas subescalas de hiperatividade,  externaliza&ccedil;&atilde;o, internaliza&ccedil;&atilde;o e <i>bullying</i>, respetivamente.</p>     <p>Quanto aos adolescentes em AR no que respeita &agrave;s habilidades sociais, apenas na subescala da comunica&ccedil;&atilde;o e do autocontrolo,  a maioria dos participantes se situava dentro dos valores m&eacute;dios, encontrando-se abaixo dos valores m&eacute;dios nas restantes subescalas.  No que concerne aos problemas de comportamento, a maioria estava acima dos valores m&eacute;dios em todas as subescalas analisadas, a saber: 97.8%  estavam acima dos valores m&eacute;dios na externaliza&ccedil;&atilde;o, 95.6% no <i>bullying</i>, 86.7% na internaliza&ccedil;&atilde;o e 62.2% na  hiperatividade.</p>     <p>A maioria dos participantes a viver com a fam&iacute;lia de nascimento obteve pontua&ccedil;&otilde;es dentro dos valores m&eacute;dios em todas  as subescalas analisadas, tanto das habilidades sociais como dos problemas de comportamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Diferen&ccedil;as na autoperce&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social entre os grupos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para analisar as diferen&ccedil;as entre a autoperce&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s grupos de adolescentes (adotados, em AR e a viver com a  fam&iacute;lia de nascimento) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilidades sociais e aos problemas de comportamento, procedeu-se &agrave;  realiza&ccedil;&atilde;o de testes de an&aacute;lise multivariada da vari&acirc;ncia (MANOVA). O pressuposto da normalidade dos dados foi validado  com a normalidade univariada para cada uma das vari&aacute;veis dependentes com testes univariados de Kolmogorov-Smirnov e o da heterogeneidade de  vari&acirc;ncias-covari&acirc;ncias em cada grupo foi avaliado com o teste <i>M</i> de Box. Quando a MANOVA detetou efeitos estatisticamente  significativos, procedeu-se &agrave; ANOVA para cada uma das vari&aacute;veis dependentes, seguida do teste <i>post-hoc</i> Bonferroni. A MANOVA  revelou que o tipo de contexto teve um efeito na compet&ecirc;ncia social dos participantes, <i>&lambda;</i>=.39; <i>F</i>(2,22)=6.72,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</i></sup>=0.38, Pot&ecirc;ncia=1.00, tendo-se identificado diferen&ccedil;as estatisticamente  significativas entre os tr&ecirc;s grupos (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>Os adolescentes adotados obtiveram valores interm&eacute;dios em todas as subescalas, sendo as diferen&ccedil;as de m&eacute;dias, face aos dois  outros grupos, estatisticamente significativas em todas as subescalas, exceto o autocontrolo e a hiperatividade. No que diz respeito &agrave;  subescala de autocontrolo, os adolescentes adotados apresentaram um valor m&eacute;dio significativamente inferior ao valor m&eacute;dio do grupo  de pares que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento, mas n&atilde;o se distinguiram do grupo de adolescentes em AR. No que se refere &agrave;  subescala de hiperatividade, os adolescentes adotados distinguiram-se dos pares em AR, apresentando um valor m&eacute;dio significativamente  inferior, mas n&atilde;o se diferenciaram dos pares que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento. Saliente-se igualmente a maior variabilidade de  resultados obtidos dentro do grupo de adotados. Este &eacute; o grupo que apresenta desvios-padr&atilde;o superiores, comparativamente aos  restantes dois grupos, em todas as subescalas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o das habilidades sociais e dos problemas de comportamento com vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e do passado  do adolescente</i></p>     <p>Na <a href="#t3">Tabela 3</a> s&atilde;o apresentadas as intercorrela&ccedil;&otilde;es entre as habilidades sociais, os problemas de  comportamento, as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e do passado dos adolescentes para os tr&ecirc;s grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a05t3.jpg" width="575" height="231"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No grupo de adolescentes adotados apenas se verificou uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre habilidades sociais e idade de  acolhimento, <i>r</i>=-.32, <i>p</i>&lt;.05. No grupo de adolescentes em AR n&atilde;o se verificou qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre  habilidades sociais e problemas de comportamento com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas nem do passado. Finalmente, no grupo de  adolescentes que vivia com a fam&iacute;lia de nascimento a idade dos participantes correlacionou-se negativamente com as habilidades sociais,  <i>r</i>=-.41, <i>p</i>&lt;.01, e positivamente com os problemas de comportamento, <i>r</i>=.32, <i>p</i>&lt;.05.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivos analisar a autoperce&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social (em termos de habilidades sociais e  problemas de comportamento) de adolescentes que foram adotados, por compara&ccedil;&atilde;o com um grupo de adolescentes em AR e com um grupo de  adolescentes que viviam com a fam&iacute;lia de nascimento e sem hist&oacute;ria de contacto com o sistema de promo&ccedil;&atilde;o e  prote&ccedil;&atilde;o; e explorar a rela&ccedil;&atilde;o entre as habilidades sociais e os problemas de comportamento dos adolescentes adotados e  vari&aacute;veis relativas &agrave; ado&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os resultados deste estudo confirmam a primeira hip&oacute;tese, tendo demonstrado que os adolescentes adotados apresentaram uma  autoperce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia social substancialmente diferente da dos outros dois grupos. Por um lado, apresentaram uma  autoperce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia social mais positiva do que o grupo de adolescentes em AR. Por outro, evidenciaram uma  autoperce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia social menos positiva do que os adolescentes a viver com a fam&iacute;lia de nascimento. Apesar de  a maioria dos adolescentes adotados se encontrar dentro dos valores m&eacute;dios de refer&ecirc;ncia, apenas apresentaram valores semelhantes aos  dos adolescentes a viver com a fam&iacute;lia de nascimento relativamente &agrave; hiperatividade, evidenciando valores estatisticamente diferentes  em todas as outras vari&aacute;veis relativas quer a habilidades sociais quer a problemas de comportamento. Em sentido oposto, tamb&eacute;m se  verificou que os adolescentes adotados apresentaram valores estatisticamente diferentes em todas as habilidades sociais e problemas de  comportamento, exceto no autocontrolo, relativamente aos adolescentes em AR. A inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os  adolescentes adotados e os dois grupos de compara&ccedil;&atilde;o, em hiperatividade e no autocontrolo revelou-se algo surpreendente. Um olhar  mais atento para as estat&iacute;sticas descritivas permitiu perceber que o grupo dos adolescentes adotados apresenta uma  distribui&ccedil;&atilde;o com maior dispers&atilde;o que os outros dois, uma vez que os valores dos desvios-padr&atilde;o s&atilde;o superiores em  todas as subescalas analisadas. Esta grande dispers&atilde;o dos resultados aponta uma grande variabilidade intra grupo, o que poder&aacute;  explicar a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre as m&eacute;dias obtidas nos casos referidos. Habitualmente, no seio de um grupo de  adotados, existe uma grande heterogeneidade em termos da hist&oacute;ria pr&eacute;via &agrave; ado&ccedil;&atilde;o e do grau de adversidade  precoce, bem como de experi&ecirc;ncias familiares posteriores &agrave; ado&ccedil;&atilde;o, pelo que dentro do mesmo grupo &eacute;  poss&iacute;vel verificar a exist&ecirc;ncia de adotados com um desenvolvimento social muito distinto. Para al&eacute;m desta maior variabilidade  entre sujeitos adotados, n&atilde;o encontramos outras explica&ccedil;&otilde;es para estes resultados. Ser&aacute; necess&aacute;ria a  realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o mais aprofundada com especial incid&ecirc;ncia no autocontrolo e na hiperatividade, que  permita identificar os motivos pelos quais o grupo de adolescentes adotados n&atilde;o se destacou dos grupos de compara&ccedil;&atilde;o, tal como  aconteceu em todas as restantes habilidades sociais e problemas de comportamento analisados, sendo necess&aacute;rio perceber se este resultado se  mant&eacute;m com outros grupos de adotados.</p>     <p>O grupo de adolescentes em AR revelou menos habilidades sociais e mais problemas de comportamento que qualquer um dos outros dois. Tal como a  literatura (e.g., Julian &amp; McCall, 2016; McCall et al., 2016) havia j&aacute; evidenciado, verificou-se que o AR de crian&ccedil;as e  adolescentes que viveram adversidade precoce (a qual justificou a medida de coloca&ccedil;&atilde;o extrafamiliar) n&atilde;o parece estar a  contribuir para a supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades de ajustamento psicossocial destes adolescentes. Mesmo n&atilde;o sendo, eventualmente,  a causa das dificuldades evidenciadas nos adolescentes em AR, estes resultados apontam que as casas de acolhimento n&atilde;o se encontram dotadas  de recursos humanos capazes de assegurar as necessidades de afeto, aten&ccedil;&atilde;o, vincula&ccedil;&atilde;o e estimula&ccedil;&atilde;o  essenciais a um desenvolvimento pessoal e social adequado (Berens &amp; Nelson, 2015; Tan &amp; Camras, 2011).</p>     <p>Importa salientar que os grupos de adolescentes adotados e em AR s&atilde;o estatisticamente diferentes em termos de idade e tempo de  acolhimento, com estes &uacute;ltimos a serem acolhidos mais tardiamente e a passarem mais tempo acolhidos. Deste modo, o grupo de adolescentes em  AR pode apresentar uma autoperce&ccedil;&atilde;o mais negativa dos seus problemas de comportamento devido ao facto de terem um maior tempo de  perman&ecirc;ncia em institui&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; congruente com os resultados de Marcovitch e colaboradores (1997) que referem que,  quanto maior for o tempo de acolhimento, mais problemas de comportamento existem.</p>     <p>As diferen&ccedil;as a n&iacute;vel da compet&ecirc;ncia social encontradas entre o grupo dos adolescentes em acolhimento e os adolescentes  adotados s&atilde;o congruentes com os resultados obtidos por Palacios e colaboradores (2013). De facto, a compet&ecirc;ncia social dos  adolescentes que foram adotados parece ser influenciada, n&atilde;o apenas pelas caracter&iacute;sticas das experi&ecirc;ncias anteriores &agrave;  ado&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m pelas posteriores, nomeadamente pela possibilidade de serem integrados numa fam&iacute;lia que crie  contextos prop&iacute;cios ao seu desenvolvimento, que proporcione cuidados personalizados e que promova intera&ccedil;&otilde;es afetivas  positivas. Desta forma, estes jovens, apesar de terem tido um conjunto de experi&ecirc;ncias passadas adversas, s&atilde;o integrados num contexto  est&aacute;vel e seguro, que responde adequadamente &agrave;s suas necessidades e que permite gradualmente ultrapassar os seus medos e  inseguran&ccedil;as, alterando padr&otilde;es de comportamento. Note-se, contudo, que existe um n&uacute;mero significativo de adotados que  apresenta uma frequ&ecirc;ncia de problemas de comportamento superior aos valores m&eacute;dios de refer&ecirc;ncia. Estes resultados v&atilde;o de  encontro &agrave; literatura j&aacute; existente que enfatiza que, apesar da recupera&ccedil;&atilde;o que a ado&ccedil;&atilde;o possibilita (van  IJzendoorn &amp; Juffer, 2006) os adotados manifestam mais problemas de comportamento e emocionais que os adolescentes que nunca foram separados  das suas fam&iacute;lias de nascimento (e.g., Keyes et al., 2008).</p>     <p>Relativamente &agrave; segunda hip&oacute;tese formulada, no grupo dos adolescentes adotados, encontrou-se uma correla&ccedil;&atilde;o negativa  entre as habilidades sociais e a idade de acolhimento, mostrando que quanto mais tarde os adolescentes adotados foram retirados &agrave;  fam&iacute;lia biol&oacute;gica e colocados em acolhimento, menos habilidades sociais apresentam mais tarde. Estes resultados apontam para a  exist&ecirc;ncia de per&iacute;odos sens&iacute;veis para a emerg&ecirc;ncia de certas compet&ecirc;ncias desenvolvimentais e para a necessidade de  as crian&ccedil;as v&iacute;timas de adversidade e neglig&ecirc;ncia precoce poderem usufruir de cuidados individualizados para a  aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais (Berens &amp; Nelson, 2015). De referir que, controlando a idade de acolhimento, n&atilde;o foi  encontrada nenhuma correla&ccedil;&atilde;o entre a idade de ado&ccedil;&atilde;o e as habilidades sociais e os problemas de comportamento. Estes  resultados embora contrastando com os apresentados por Escobar e colaboradores (2014) que indicam que a idade de ado&ccedil;&atilde;o tardia pode  ser um fator de risco na compet&ecirc;ncia social, refor&ccedil;am a leitura feita sobre o impacto da idade de acolhimento na  aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais, na medida em que idade de acolhimento e idade de ado&ccedil;&atilde;o estando positiva e  significativamente correlacionadas (<i>r</i>=.77), requereu o controle do efeito partilhado por estas vari&aacute;veis.</p>     <p>Em suma, os resultados do presente estudo colocam algumas quest&otilde;es relativamente aos adolescentes em AR, apelando para a prem&ecirc;ncia  da defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o que evitem o protelar de tomadas de decis&atilde;o, quer adiando a  retirada da crian&ccedil;a &agrave; fam&iacute;lia biol&oacute;gica, quer prolongando por prazo indeterminado as hip&oacute;teses de  reabilita&ccedil;&atilde;o familiar (que nunca chega) quando o projeto de vida &eacute; a reunifica&ccedil;&atilde;o familiar (como era o caso dos  adolescentes em AR). Por conseguinte, estes resultados apelam tamb&eacute;m para a relev&acirc;ncia de dispor, nacionalmente, de uma rede de  fam&iacute;lias de acolhimento para as crian&ccedil;as que t&ecirc;m como projeto de vida a reunifica&ccedil;&atilde;o familiar ou para quem a  ado&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel, na medida em que o Acolhimento Familiar possibilita cuidados  personalizados e uma resposta mais atenta e efetiva &agrave;s necessidades de cada crian&ccedil;a/adolescente.</p>     <p>Pese embora a grande variabilidade existente entre os adolescentes adotados deste estudo, tanto nas habilidades sociais como nos problemas de  comportamento, os resultados encontrados apontam para o efeito positivo da ado&ccedil;&atilde;o. A compara&ccedil;&atilde;o entre adolescentes  adotados e adolescentes em AR demonstra como &eacute; que os adolescentes adotados poderiam estar, caso n&atilde;o tivessem sido adotados. De fato,  adolescentes adotados e adolescentes em AR partilham, em geral, um percurso muito semelhante em termos de experi&ecirc;ncias adversas, diferindo,  no entanto, num aspeto essencial: os adotados est&atilde;o inseridos num ambiente familiar, ao passo que os adolescentes acolhidos se mant&ecirc;m  num contexto institucional de cuidados coletivos (Palacios et al., 2013). Esta diferen&ccedil;a poder&aacute; ser o fator decisivo que explica os  melhores resultados dos adotados comparativamente aos adolescentes que permanecem em contexto institucional, real&ccedil;ando o impacto das  experi&ecirc;ncias posteriores &agrave; ado&ccedil;&atilde;o (Juffer et al., 2011). A compara&ccedil;&atilde;o entre adolescentes adotados e  adolescentes em AR contribui assim para a reflex&atilde;o sobre o efeito positivo da ado&ccedil;&atilde;o, atenuando os efeitos adversos das  experi&ecirc;ncias precoces e salientando o efeito protetor contra os problemas sociais que podem emergir durante a adolesc&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas pelo que os resultados dever&atilde;o ser interpretados com cautela.  A primeira refere-se ao facto de apenas se ter recorrido aos adolescentes como informantes. Al&eacute;m da perce&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m da  sua compet&ecirc;ncia social poder estar enviesada por uma certa idealiza&ccedil;&atilde;o pessoal, este conceito tamb&eacute;m se refere &agrave;  forma como os indiv&iacute;duos s&atilde;o avaliados pelos agentes sociais que os rodeiam (Gresham et al., 2010). Por esse motivo, seria relevante  ter os pais, os professores e os pares como fontes de informa&ccedil;&atilde;o adicional. Uma segunda limita&ccedil;&atilde;o reside no facto de a  amostra de adolescentes adotados ser volunt&aacute;ria. Neste estudo, apenas participaram as fam&iacute;lias adotivas que assim o desejaram, o que  poder&aacute; provocar algum vi&eacute;s, como, por exemplo, a possibilidade de terem participado apenas as fam&iacute;lias cujos adolescentes se  encontravam bem-adaptados e n&atilde;o apresentavam n&iacute;veis elevados de problemas de comportamento. Dessa forma, estes resultados podem  levantar algumas quest&otilde;es ao n&iacute;vel da sua generaliza&ccedil;&atilde;o. Como terceira limita&ccedil;&atilde;o, importa referir que o  <i>SSIS-RS</i> n&atilde;o foi validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, esta  investiga&ccedil;&atilde;o apresenta uma importante contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo da compet&ecirc;ncia social dos adolescentes adotados,  apontando contudo para a necessidade de mais pesquisa, nomeadamente estudos incluindo m&uacute;ltiplos informantes propiciando uma vis&atilde;o  mais completa da compet&ecirc;ncia social dos adolescentes adotados.</p>     <p>Finalmente, importa referir que os resultados apresentados e discutidos anteriormente apresentam implica&ccedil;&otilde;es para a  interven&ccedil;&atilde;o. Quando se &eacute; adotado n&atilde;o se pode esperar que a ado&ccedil;&atilde;o, por si s&oacute;, altere todos os  comportamentos das crian&ccedil;as e jovens adotados. Importa, por isso, intervir junto destes adolescentes ao n&iacute;vel da  promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais adaptativas ao novo contexto, de modo a prevenir que antigos comportamentos  voltem a emergir e a constituir-se como um fator de risco. Al&eacute;m disso, &eacute; importante consciencializar os pais adotivos sobre os  comportamentos problem&aacute;ticos que os seus filhos podem vir a manifestar e sugerir estrat&eacute;gias para lidarem de forma adaptativa com os  mesmos.</p>     <p>Os resultados deste estudo apontam igualmente para a necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o  para crian&ccedil;as e adolescentes que viveram experi&ecirc;ncias de adversidade precoce. Estas crian&ccedil;as e adolescentes devem ser  inclu&iacute;dos em ambientes saud&aacute;veis e felizes, capazes de responder de forma adequada &agrave;s suas necessidades. Por conseguinte,  s&atilde;o necess&aacute;rias pol&iacute;ticas futuras para reduzir o tempo em AR, encorajando a ado&ccedil;&atilde;o o mais cedo poss&iacute;vel  (sempre que esta for vi&aacute;vel) e que promovam cuidados de acolhimento familiar com qualidade sempre que a ado&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for  vi&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Barcons, N., Abrines, N., Brun, C., Sartini, C., Fumad&oacute;, V., &amp; Marre, D. (2012). Social relationships in children from intercountry  adoption. <i>Children and Youth Services Review, 34</i>, 955-961. doi: 10.1016/j.childyouth.2012.01.028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038800&pid=S0870-8231201800020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Barroso, R., Barbosa-Ducharne, M., Soares, J., Cruz, O., &amp; Lemos, M. (2012). <i>Escala de Habilidades Sociais e Problemas de Comportamento  &ndash; Vers&atilde;o de auto-resposta para adolescentes (EHSPC-A)</i>. Instrumento n&atilde;o publicado. Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias  da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.</p>     <!-- ref --><p>Beauchamp, M., &amp; Anderson, V. (2010). 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The science of early adversity: Is there a role for large institutions in the care of vulnerable  children?. <i>Lancet, 386</i>(9941), 388-398. doi: 10.1016/S0140-6736(14)61131-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038803&pid=S0870-8231201800020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boling, M., Barry, C., Kotchick, B., &amp; Lowry, J. (2011). Relations among early adolescents, parent-adolescent attachment, perceived social  competence, and friendship quality. <i>Psychological Reports, 109</i>, 819-841. doi: 10.2466/02.07.09.21&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038804&pid=S0870-8231201800020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cederblad, M., H&ouml;&ouml;k, B., Irhammar, M., &amp; Mercke, A. M. (1999). Mental health in international adoptees as teenagers and young  adults. An epidemiological study. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 40</i>, 1239-1248. doi: 10.1017/S0021963099004746&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038805&pid=S0870-8231201800020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Engels, R., Dekovi&#263;, M., &amp; Meeus, W. (2002). Parenting practices, social skills and peer relationships in adolescence. <i>Social  Behavior and Personality, 30</i>, 3-18. doi: 10.2224/sbp.2002.30.1.3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038806&pid=S0870-8231201800020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Engels, R., Finkenauer, C., Meeus, W., &amp; Dekovi&#263;, M. (2001). Parental attachment and adolescents&rsquo; emotional adjustment: The  associations with social skills and relational competence. <i>Journal of Counselling Psychology, 48</i>, 428-439. doi:  10.1037/00220167.48.4.428</p>     <!-- ref --><p>Escobar, M., Pereira, X., &amp; Santelices, M. (2014). Behavior problems and attachment in adopted and non-adopted adolescents. <i>Children and  Youth Services Review, 42</i>, 59-66. doi: 10.1016/j.childyouth.2014.04.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038808&pid=S0870-8231201800020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Escobar, M., &amp; Santelices, M. (2013). Attachment in adopted adolescents. National adoption in Chile. <i>Children and Youth Services  Review, 35</i>, 488-492. doi: 10.1016/j.childyouth.2012.12.011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038809&pid=S0870-8231201800020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feeney, J., Passmore, N., &amp; Peterson, C. (2007). Adoption, attachment, and relationship concerns: A study of adult adoptees. <i>Personal  Relationships, 14</i>, 129-147. doi: 10.111/l.1475-6811.2006.00145.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038810&pid=S0870-8231201800020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fife-Schaw, C. (2006). Levels of measurement. In G. M. Breakwell, S. Hammond, C. Fife-Schaw, &amp; J. A. Smith (Eds.), <i>Research methods in  psychology</i> (3<sup>rd</sup> ed.). London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038811&pid=S0870-8231201800020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Furman, W., &amp; Buhrmester, D. (1985). Children&rsquo;s perceptions of the personal relationships in their social networks. <i>Developmental  Psychology, 21</i>, 1016-1024. doi: 10.1037/0012-1649.21.6.1016</p>     <!-- ref --><p>Gresham, F. M., &amp; Elliot, S. N. (2008). <i>Social skills improvement system intervention guide manual</i>. Minneapolis, MN: Pearson  Assessments.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038814&pid=S0870-8231201800020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gresham, F. M., Elliott, S. N., Cook, C. R., Vance, M. J., &amp; Kettler, R. J. (2010). Cross-informant agreement for ratings for social skill  and problem behavior ratings: An investigation of the Social Skills Improvement System-Rating Scales. <i>Psychological Assessment, 22</i>, 157-166.  doi: 10.1037/a0018124&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038816&pid=S0870-8231201800020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gresham, F., Elliot, S., Vance, M., &amp; Cook, C. (2011). Comparability of the social skills rating system to the social skills improvement  system: Content and psychometric comparisons across elementary and secondary age levels. <i>School Psychology Quarterly, 26</i>, 27-44. doi:  10.1037/a0022662&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038817&pid=S0870-8231201800020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hawk, B., &amp; McCall, R. (2011). Specific extreme behaviors of post institutionalized Russian adoptees. <i>Developmental Psychology, 47</i>,  732-738. doi: 10.1037/a0021108&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038818&pid=S0870-8231201800020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hodges, J., &amp; Tizard, B. (1989). Social and family relationships of ex-institutional adolescents. <i>Journal of Child Psychology and  Psychiatry, 30</i>, 77-97. doi: 10.1111/1469-7610.ep11829760&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038819&pid=S0870-8231201800020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>IBM Corp Released. (2015). <i>IBM SPSS Statistics for Windows, Version 24.0</i>. Armonk, NY: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038820&pid=S0870-8231201800020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Instituto de Seguran&ccedil;a Social, Instituto P&uacute;blico &ndash; ISS, IP. (2016). <i>CASA 2015 &ndash; Caracteriza&ccedil;&atilde;o Anual  da Situa&ccedil;&atilde;o de Acolhimento das Crian&ccedil;as e Jovens</i>. Lisboa: ISS, IP.</p>     <!-- ref --><p>Juffer, F., Palacios, J., Le Mare, L., Sonuga-Barke, E., Tieman, W., Bakermans-Kranenburg, M. J., . . . Verhulst, F. (2011). II. Development of  adopted children with histories of early adversity. <i>Monographs of the Society for Research of Child Development, 76</i>, 31-61. doi: 10.1037/a0022662&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038823&pid=S0870-8231201800020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Julian, M., &amp; McCall, R. (2016). Social skills in children adopted from socially-emotionally depriving institutions. <i>Adoption Quarterly,  19</i>, 4462. doi: 10.1080/10926755.2015.1088106&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038824&pid=S0870-8231201800020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Keyes, M., Sharma, A., Elkins, I., Iacono, W., &amp; McGue, M. (2008). The mental health of US adolescents adopted in infancy. <i>Archives  Pediatrics &amp; Adolescent Medicine, 162</i>, 419-425. doi: 10.1001/archpedi.162.5.419&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038825&pid=S0870-8231201800020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Langeveld, J., Gundersen, K., &amp; Svartdal, F. (2012). Social competence as a mediating factor in reduction of behavioral problems.  <i>Scandinavian Journal of Educational Research, 56</i>, 381-399. doi: 10.1080/00313831.2011.594614&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038826&pid=S0870-8231201800020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcovitch, S., Goldberg, S., Gold, A., Washington, J., Wasson, C., Krekewich, K., &amp; Handley-Derry, M. (1997). Determinants of behavioural  problems in Romanian children adopted in Ontario. <i>International Journal of Behavioral Development, 20</i>, 17-31. doi:  10.1080/016502597385414&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038827&pid=S0870-8231201800020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCall, R., Muhamedrahimov, R., Groark, C., Palmov, O., Nikiforova, N., Salaway, J., &amp; Julian, M. (2016). The development of  postinstitutionalized versus parent-reared Russian children as a function of age at placement and family type. <i>Development and Psychopathology,  28</i>, 251-264. doi: 10.1017/S0954579415000425&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038828&pid=S0870-8231201800020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Merz, E., &amp; McCall, R. (2010). Behavior problems in children adopted from psychosocially depriving institutions. <i>Journal of Abnormal  Child Psychology, 38</i>, 459-470. doi: 10.1007/s10802-009-9383-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038829&pid=S0870-8231201800020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Palacios, J., Moreno, C., &amp; Rom&aacute;n, M. (2013). Social competence in internationally adopted and institutionalized children. <i>Early  Childhood Research Quarterly, 28</i>, 357-365. doi: 10.1016/j.ecresq.2012.08.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038830&pid=S0870-8231201800020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sharma, A., McGue, M., &amp; Benson, P. (1996). The emotional and behavioral adjustment of United States adopted adolescents: Part II. 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(2011). Social skills of adopted Chinese girls at home and in school: Parent and teacher ratings. <i>Children and  Youth Services Review, 33</i>, 1813-1821. doi: 10.1016/j.childyouth.2011.05.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038833&pid=S0870-8231201800020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>van IJzendoorn, M. H., &amp; Juffer, F. (2006). The Emanuel Miller memorial lecture 2006: Adoption as intervention. Meta-analytic evidence for  massive catch-up and plasticity in physical, socio-emotional and cognitive development. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 47</i>,  1228-1245. doi: 10.1111/j.1469-7610.2006.01675.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038834&pid=S0870-8231201800020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Raquel Barroso, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:pdpsi12032@fpce.up.pt">pdpsi12032@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Bolsa de  doutoramento: SFRH/BD/87021/2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 09/12/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 02/05/2017</p>      ]]></body><back>
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<year>2006</year>
<volume>socio-emotional and cognitive development. Journal of Child Psychology and Psychiatry</volume>
<page-range>47, 1228-1245</page-range></nlm-citation>
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