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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ajustamento psicossocial ao cancro da mama em função do tipo de cirurgia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to examine psychosocial adjustment differences between breast cancer women who underwent a lumpectomy or mastectomy, predicting differences between the two groups. The participants were 74 Portuguese recently diagnosed breast cancer patients, recruited in the main Oncology Hospital of the North of Portugal. The study design is longitudinal with four-time points: before surgery (baseline); two weeks after surgery, during adjuvant treatments; and at the end of adjuvant treatment. The evaluated dimensions were emotional state, illness perception and illness functional limitations. We didn’t find differences for most of the variables, between the two groups. However, we find significant differences for comprehension (illness perception) and for leisure, sleep and psychosocial dimension (perceived functioning), with better adjustment for women who underwent mastectomy. These results are unexpected since conservation surgery aims to provide a more satisfying cosmetic outcome and survival rates equivalent to those of mastectomy, assuming a better psychosocial adjustment. The data suggest that the type of surgery doesn’t seem to predict the psychosocial adjustment. However, involving patients in choosing surgery type, whenever it is possible, can benefits a better understanding about the disease and the treatment, with more favourable repercussions on the emotional level and functionality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro da mama]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ajustamento psicossocial ao cancro da mama em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de cirurgia</b></p>     <p><b>Psychosocial adjustment to breast cancer in women with conservative surgery vs mastectomy</b></p>     <p><b>Susana Fernandes<sup>1</sup>, Teresa McIntyre<sup>2</sup>, &Acirc;ngela Leite<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia, Educa&ccedil;&atilde;o e Desporto, Universidade Lus&oacute;fona do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>College of Education and Behavioral Sciences, Houston Baptist University, Houston, USA</p>     <p><sup>3</sup>Universidade Europeia, Laureate International Universities, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo compara o ajustamento psicossocial &agrave; doen&ccedil;a em mulheres com cancro da mama submetidas a cirurgia de  conserva&ccedil;&atilde;o e mastectomia, prevendo diferen&ccedil;as entre os dois grupos. Procura ainda avaliar se h&aacute; diferen&ccedil;as no  ajustamento ao longo de quatro momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. A amostra foi constitu&iacute;da por 74 mulheres no est&aacute;dio I-III da  doen&ccedil;a submetidas a cirurgia. Todas as mulheres responderam a question&aacute;rios de <i>baseline</i>, antes da cirurgia, e foram seguidas  longitudinalmente at&eacute; ao final dos tratamentos. As dimens&otilde;es do ajustamento psicossocial avaliadas foram o estado emocional, as  representa&ccedil;&otilde;es da doen&ccedil;a e a funcionalidade, n&atilde;o se tendo verificado diferen&ccedil;as no ajustamento, para a grande  maioria das vari&aacute;veis psicossociais estudadas, em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de cirurgia. Contudo, encontramos diferen&ccedil;as  significativas para as representa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a (compreens&atilde;o da doen&ccedil;a) e para a funcionalidade (categoria  lazer, sono e dimens&atilde;o psicossocial), tendo os resultados sido mais favor&aacute;veis para as mulheres que realizaram uma mastectomia. Estes  resultados s&atilde;o inesperados uma vez que a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o pretende proporcionar um resultado cosm&eacute;tico mais  satisfat&oacute;rio e com taxas de sobreviv&ecirc;ncia equivalentes &agrave;s da mastectomia, fazendo supor que se conseguiria obter um melhor  ajustamento psicossocial. Os dados encontrados sugerem que o tipo de cirurgia n&atilde;o parece predizer o ajustamento psicossocial. No entanto,  considera-se que implicar as doentes na escolha do tipo de cirurgia, sempre que isso seja poss&iacute;vel, pode beneficiar uma compreens&atilde;o  mais ajustada acerca da doen&ccedil;a e do tratamento, com repercuss&otilde;es mais favor&aacute;veis ao n&iacute;vel emocional e da  funcionalidade.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Cancro da mama, Ajustamento psicossocial, Tipo de cirurgia, Mastectomia, Cirurgia conservadora.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was to examine psychosocial adjustment differences between breast cancer women who underwent a lumpectomy or mastectomy,  predicting differences between the two groups. The participants were 74 Portuguese recently diagnosed breast cancer patients, recruited in the  main Oncology Hospital of the North of Portugal. The study design is longitudinal with four-time points: before surgery (baseline); two weeks  after surgery, during adjuvant treatments; and at the end of adjuvant treatment. The evaluated dimensions were emotional state, illness perception  and illness functional limitations. We didn&rsquo;t find differences for most of the variables, between the two groups. However, we find  significant differences for comprehension (illness perception) and for leisure, sleep and psychosocial dimension (perceived functioning), with  better adjustment for women who underwent mastectomy. These results are unexpected since conservation surgery aims to provide a more satisfying  cosmetic outcome and survival rates equivalent to those of mastectomy, assuming a better psychosocial adjustment. The data suggest that the type  of surgery doesn&rsquo;t seem to predict the psychosocial adjustment. However, involving patients in choosing surgery type, whenever it is  possible, can benefits a better understanding about the disease and the treatment, with more favourable repercussions on the emotional level and  functionality.</p>     <p><b>Key words</b>: Breast cancer, Psychosocial adjustment, Type of surgery, Mastectomy, Conservation surgery.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O corpo de investiga&ccedil;&atilde;o atual na &aacute;rea da Psicologia Oncol&oacute;gica e, mais especificamente, acerca do ajustamento  psicossocial ao cancro da mama, tem dado relevo ao papel de fatores socio-demogr&aacute;ficos como a idade e o n&iacute;vel educacional; fatores  cl&iacute;nicos e da doen&ccedil;a, como o tipo de cirurgia e est&aacute;dio da doen&ccedil;a; estado emocional, como a ansiedade e a  depress&atilde;o; a personalidade; o <i>coping</i> e o suporte social (e.g., Aaronson et al., 2014; Bleiker, Hendriks, Otten Verbeek, &amp; van der  Ploeg, 2008; &Ccedil;am, G&uuml;mus, &amp; Saka, 2009; Denewer, Farouk, Mostafa &amp; Elshamy, 2011; Dubashi, Vidhubala, Cyriac, &amp; Sagar, 2010;  Parker et al., 2007; Saita, Acquati, &amp; Kayser, 2015; Skrzypczak, Laski, Czemiak, &amp; Kycler, 2009; van den Berg et al., 2015). A literatura  atual indica a possibilidade de v&aacute;rios tipos de resposta psicol&oacute;gica ao diagn&oacute;stico e tratamento do cancro da mama. Estas  diferen&ccedil;as individuais sugerem que as pacientes com cancro da mama t&ecirc;m diferentes perce&ccedil;&otilde;es da experi&ecirc;ncia de  doen&ccedil;a, sendo os fatores cognitivos, tamb&eacute;m, importantes determinantes da resposta psicol&oacute;gica (Buick, 1997; Millar,  Purushotham, McLatchie, Georges, &amp; Murray, 2005). Um dos temas que tem sido objeto de investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da Psicologia  Oncol&oacute;gica diz respeito &agrave; resposta psicol&oacute;gica das doentes com cancro da mama, em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de cirurgia a  que s&atilde;o submetidas (Fonseca, Lencastre, &amp; Guerra, 2014; Markopoulos et al., 2009; Medeiros et al., 2010; Nakatani et al., 2013).</p>     <p>As cirurgias mais comuns no tratamento do cancro da mama, em mulheres, s&atilde;o a cirurgia conservadora e a mastectomia. Na cirurgia  conservadora remove-se apenas uma parte da mama, dependendo do tamanho e do local do tumor (Schwartz et al., 2007). A mastectomia &eacute; a  cirurgia que remove toda a mama e, por vezes, outros tecidos pr&oacute;ximos (Nava, Rocco, &amp; Catanuto, 2015). Apesar de d&eacute;cadas de  pesquisa dedicadas a estabelecer a equival&ecirc;ncia entre a cirurgia conservadora e a mastectomia, continua a existir um n&uacute;mero  desproporcionalmente menor de mulheres submetidas a cirurgia conservadora em compara&ccedil;&atilde;o com a mastectomia (Hoover, Bloom, &amp;  Patel, 2011).</p>     <p>Nas ultimas d&eacute;cadas, realizaram-se v&aacute;rios estudos com o intuito de verificar se a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o, por ser  menos mutilante, poderia conduzir a um melhor ajustamento psicossocial por parte das mulheres comparativamente &agrave; mastectomia (Markopoulos et  al., 2009; Medeiros et al., 2010; Silva &amp; Santos, 2010; Ursaru, Crumpei, &amp; Crumpei, 2014; Veiga et al., 2010). Num estudo de revis&atilde;o  da literatura, conduzido por Moreira e Canavarro (2012), concluiu-se que a cirurgia conservadora n&atilde;o se encontra consistentemente associada  a uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o ao cancro da mama, nomeadamente, no que respeita a melhor qualidade de vida, n&iacute;veis inferiores de  ansiedade e depress&atilde;o, melhor funcionamento conjugal, entre outros. Contudo, alguns estudos relatam vantagem em realizar uma cirurgia mais  conservadora visto estar associada a uma imagem corporal mais positiva (e.g., Arndt, Stegmaier, Ziegler, &amp; Brenner, 2008; Hoover et al.,  2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Similarmente, encontramos diversa literatura em rela&ccedil;&atilde;o ao impacto psicol&oacute;gico da mastectomia em mulheres com cancro da  mama (Arroyo &amp; L&oacute;pez, 2011; Brandberg et al., 2008; Metcalfe et al., 2012, 2015; Ominyi &amp; Nwodom, 2012; Shrestha, 2012). Sobre esta  tem&aacute;tica verificamos que, embora alguns estudos relatem n&atilde;o ter encontrado nenhum efeito negativo da mastectomia sobre a ansiedade,  depress&atilde;o e qualidade de vida (e.g., Brandberg et al., 2008), outros referem um impacto negativo na sexualidade e na imagem do corpo (Arroyo  &amp; L&oacute;pez, 2011). Tamb&eacute;m Metcalfe e colegas (2012) constataram que o funcionamento psicossocial n&atilde;o foi diferente, um ano  ap&oacute;s a cirurgia, entre mulheres que realizaram uma mastectomia e aquelas que realizaram uma mastectomia com reconstru&ccedil;&atilde;o  imediata. Ominyi e Nwodom (2012) relataram que um est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado da doen&ccedil;a est&aacute; significativamente relacionado  com pior qualidade de vida. A maioria das mulheres refere muito sofrimento, logo, as abordagens cir&uacute;rgicas mais conservadoras parecem falhar  no seu intuito de diminuir o impacto negativo da mastectomia radical, quando prometiam alcan&ccedil;ar uma melhor imagem do corpo e uma melhor  qualidade de vida (Ominyi &amp; Nwodom, 2012).</p>     <p>O cancro da mama &eacute; a primeira causa de morte por cancro entre as mulheres de todo o mundo (Bustreo &amp; Chestnov, 2015). Tal como  acontece noutros pa&iacute;ses da Europa, em Portugal existe um risco elevado das mulheres desenvolverem cancro da mama (Ferlay et al., 2013),  verificando-se que as pacientes se debatem com v&aacute;rias consequ&ecirc;ncias da sua condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (Dias, 2002),  designadamente, sintomatologia ansiosa e depressiva, que se afiguram como algumas das respostas comuns face &agrave; doen&ccedil;a e tratamento  (e.g., Fafouti et al., 2010).</p>     <p>Apesar do estado de arte n&atilde;o identificar claramente um pior ajustamento psicossocial das mulheres &agrave; mastectomia comparativamente  &agrave; cirurgia conservadora, tem sido constatada a exist&ecirc;ncia de impacto psicol&oacute;gico negativo, sobretudo no que diz respeito  &agrave; imagem corporal. Os estudos realizados nesta &aacute;rea avaliaram o ajustamento psicossocial maioritariamente atrav&eacute;s da  an&aacute;lise da depress&atilde;o, da ansiedade, do bem-estar e da qualidade de vida, da imagem corporal e sexualidade. Neste estudo procuraremos  ir mais longe, avaliando o ajustamento psicossocial das mulheres submetidas a mastectomia e a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s  da depress&atilde;o e ansiedade, mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s da funcionalidade e das perce&ccedil;&otilde;es acerca da doen&ccedil;a. A  inclus&atilde;o de vari&aacute;veis que n&atilde;o t&ecirc;m sido consideradas em estudos anteriores pode ajudar a clarificar e ampliar o  conhecimento acerca do impacto de cada um destes procedimentos cir&uacute;rgicos no ajustamento psicossocial das mulheres com cancro da mama.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>O objetivo deste estudo consiste em comparar o ajustamento psicossocial ao cancro da mama nas mulheres submetidas a cirurgia de  conserva&ccedil;&atilde;o e nas submetidas a mastectomia, prevendo-se diferen&ccedil;as no ajustamento psicossocial (n&iacute;veis de ansiedade e  depress&atilde;o, representa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a e funcionalidade), independente e dependentemente do momento de  avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Trata-se de um estudo longitudinal, com v&aacute;rios momentos de avalia&ccedil;&atilde;o: no primeiro momento (T1), aquando do planeamento  cir&uacute;rgico; no segundo momento (T2), sensivelmente 1 m&ecirc;s ap&oacute;s o primeiro momento e cerca de 2 a 3 semanas ap&oacute;s a  cirurgia; no terceiro momento (T3), nos 4 meses ap&oacute;s o primeiro contacto, que coincide com a fase interm&eacute;dia do tratamento (para as  mulheres que se encontravam a realizar quimioterapia e radioterapia); e o quarto momento (T4) que ocorre no fim do tratamento.</p>     <p>Selecionaram-se mulheres que se dirigiam &agrave; consulta de planeamento cir&uacute;rgico do Instituto Portugu&ecirc;s de Oncologia (IPO) do  Porto, de forma consecutiva, n&atilde;o aleat&oacute;ria. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o no estudo foram: (1) ter sido diagnosticada com  cancro da mama pela primeira vez, (2) realizar a cirurgia, (3) ter sido diagnosticada no est&aacute;dio I-III da doen&ccedil;a, (4) n&atilde;o  estar a participar noutros estudos, (5) n&atilde;o sofrer de outra doen&ccedil;a cr&oacute;nica, e (6) n&atilde;o ter diagn&oacute;stico de  doen&ccedil;a mental grave.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os procedimentos seguidos estavam de acordo com os padr&otilde;es do comit&eacute; &eacute;tico do IPO e com a Declara&ccedil;&atilde;o de  Helsinki de 1975, revista em 2000. O consentimento informado para colaborar voluntariamente na pesquisa foi obtido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o &agrave; qual se destinou o presente estudo foi composta por doentes recentemente diagnosticadas com cancro da mama, a  realizar os seus tratamentos no IPO. O n&uacute;mero de mulheres que aceitou participar no estudo foi 101 (T1). Contudo, em alguns casos,  n&atilde;o foi poss&iacute;vel continuar a avalia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o primeiro momento devido a diversas circunst&acirc;ncias, como a  n&atilde;o confirma&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a cirurgia de doen&ccedil;a oncol&oacute;gica ou dificuldade no contacto com a doente nos momentos  previstos para o efeito. Assim, foram inclu&iacute;das no estudo as mulheres com quem se manteve o contacto no planeamento cir&uacute;rgico e no  p&oacute;s-cirurgia (<i>N</i>=74), que constitui o total da amostra em estudo, correspondendo a uma taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 73%. No  &uacute;ltimo momento, foram avaliadas apenas 35 mulheres, devido &agrave; necessidade de interrup&ccedil;&atilde;o da recolha de dados.</p>     <p>A amostra tem maioritariamente entre 23 e 55 anos, &eacute; casada e tem 4 anos de escolaridade. A maior parte est&aacute; no est&aacute;dio II  da doen&ccedil;a e foi submetida a uma cirurgia conservadora (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t1.jpg" width="579" height="291"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Os instrumentos utilizados para medir as vari&aacute;veis estudadas foram os question&aacute;rios s&oacute;cio-demogr&aacute;fico e  cl&iacute;nico desenvolvido para o efeito e os question&aacute;rios de auto-relato que se apresentam seguidamente:</p>     <p>O question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico &eacute; constitu&iacute;do por quest&otilde;es que se referem &agrave; <i>idade, escolaridade</i>  e <i>estado civil</i>; da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, foi registado o <i>tipo de cirurgia</i> e o <i>est&aacute;dio da  doen&ccedil;a</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Brief IPQ &ndash; <i>Brief Illness Perception Questionnaire</i> (Broadbent, Petrie, Main, &amp; Weinman, 2006; tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa  de Ara&uacute;jo-Soares, Trovisqueira, &amp; McIntyre, 2007, citados por Trovisqueira, 2007). O IPQ breve &eacute; constitu&iacute;do por nove  itens que permitem avaliar: a dimens&atilde;o das <i>representa&ccedil;&otilde;es cognitivas de doen&ccedil;a (consequ&ecirc;ncias,  dura&ccedil;&atilde;o, controlo pessoal, controlo atrav&eacute;s do tratamento e identidade)</i>; a dimens&atilde;o das  <i>representa&ccedil;&otilde;es emocionais (preocupa&ccedil;&atilde;o e emo&ccedil;&otilde;es)</i>: e ainda a <i>compreens&atilde;o da  doen&ccedil;a</i> e <i>representa&ccedil;&otilde;es causais</i>. Trata-se de um question&aacute;rio multifatorial. Cada dimens&atilde;o constitui  uma escala da qual fazem parte v&aacute;rias afirma&ccedil;&otilde;es, sendo atribu&iacute;da a cada uma destas afirma&ccedil;&otilde;es uma  resposta numa escala de <i>Likert</i> de 5 pontos (&ldquo;sempre&rdquo; a &ldquo;nunca&rdquo; na sub-escala <i>identidade</i>, e &ldquo;discordo  completamente&rdquo; a &ldquo;concordo completamente&rdquo;, nas restantes sub-escalas). O <i>score</i> total de cada sub-escala resulta do  somat&oacute;rio dos valores obtidos em cada afirma&ccedil;&atilde;o. Para avaliar as qualidades psicom&eacute;tricas do IPQ-B, nesta amostra,  seguimos os mesmos procedimentos do estudo original (Broadbent et al., 2006). Com o objetivo de testar a fidelidade teste-reteste, utilizaram-se as  correla&ccedil;&otilde;es de <i>Pearson</i>, entre o momento de avalia&ccedil;&atilde;o inicial (T1) do IPQ-B e o segundo momento de  avalia&ccedil;&atilde;o (T2). Verificou-se que, no per&iacute;odo de um m&ecirc;s, as dimens&otilde;es do IPQ-B apresentam alguma  varia&ccedil;&atilde;o, sendo esta mais evidente para as dimens&otilde;es <i>dura&ccedil;&atilde;o</i>, <i>identidade</i> e  <i>consequ&ecirc;ncias</i>, que apresentam correla&ccedil;&otilde;es abaixo de .50, possivelmente indicando uma menor estabilidade no tempo destas  representa&ccedil;&otilde;es, nas mulheres com cancro da mama. As dimens&otilde;es que se revelaram mais est&aacute;veis durante este  per&iacute;odo foram a <i>compreens&atilde;o</i>, a <i>resposta emocional</i>, <i>controlo pelo tratamento e</i> a  <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i>. Neste estudo, e para um per&iacute;odo de intervalo de um m&ecirc;s, o IPQ-B mostrou correla&ccedil;&otilde;es  teste-reteste mais baixas do que as encontradas no estudo de Broadbent e colegas (2006) para as sub-escalas <i>consequ&ecirc;ncias</i>,  <i>dura&ccedil;&atilde;o</i>, <i>controlo pessoal</i>, <i>identidade</i> e <i>resposta emocional</i>. Obtiveram-se coeficientes teste-reteste mais  elevados do que os citados por Broadbent e colegas (2006) para o <i>controlo pelo tratamento</i>, a <i>compreens&atilde;o</i> e  <i>preocupa&ccedil;&atilde;o.</i> O facto de se tratar de uma amostra com uma patologia diferente da do estudo original e com diagn&oacute;stico  recente poder&aacute; explicar menos estabilidade no tempo de algumas das representa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>HADS &ndash; <i>Hospital Anxiety and Depression Scale</i> (Zigmond &amp; Snaith, 1983; vers&atilde;o portuguesa de McIntyre, Pereira, Soares,  Gouveia, &amp; Silva, 1999) cont&eacute;m as dimens&otilde;es <i>depress&atilde;o</i> e <i>ansiedade</i>. A HADS &eacute; composta por uma  sub-escala de <i>ansiedade</i>, constitu&iacute;da por 7 itens, e uma sub-escala de <i>depress&atilde;o</i>, constitu&iacute;da por outros 7 itens,  permitindo avaliar a morbilidade psiqui&aacute;trica na semana precedente. As respostas a cada item podem ser quantificadas numa escala de  <i>Likert</i>, variando de 0 a 3, com os valores mais elevados a revelarem maior <i>distress</i> psicol&oacute;gico. No sentido de avaliar a  consist&ecirc;ncia interna da escala, na nossa amostra, foi calculado o alfa de <i>Cronbach</i>, separadamente para as sub-escalas de ansiedade e  depress&atilde;o e para o total. Para as sub-escalas de <i>ansiedade</i> e <i>depress&atilde;o</i> encontraram-se, respetivamente, valores de .75 e  .81 e de .86 para o total da escala, o que revela uma elevada consist&ecirc;ncia interna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>SIP &ndash; <i>Sickness Impact Profile</i> (Bergner, Bobbitt, Carter, &amp; Gilson, 1981; vers&atilde;o portuguesa de McIntyre, McIntyre, &amp;  Soares, 2000). A vers&atilde;o utilizada neste estudo &eacute; constitu&iacute;da por 127 itens distribu&iacute;dos por 11 categorias. Esta  vers&atilde;o foi testada numa amostra de 78 sujeitos p&oacute;s-enfarte do mioc&aacute;rdio (Gouveia, 2004). As 11 categorias consideradas foram:  <i>locomo&ccedil;&atilde;o, cuidados pessoais</i> e <i>movimento, mobilidade, tarefas dom&eacute;sticas, atividades recreativas</i> e <i>lazer,  atividades sociais, emo&ccedil;&otilde;es, alerta, sono</i> e <i>repouso, alimenta&ccedil;&atilde;o</i> e <i>comunica&ccedil;&atilde;o.</i> Estas  categorias podem ser divididas em duas dimens&otilde;es: a <i>dimens&atilde;o f&iacute;sica (locomo&ccedil;&atilde;o, tarefas dom&eacute;sticas,  mobilidade, sono</i> e <i>repouso</i> e <i>emo&ccedil;&otilde;es)</i>, e a <i>dimens&atilde;o de funcionalidade social (alerta, atividades  sociais</i> e <i>atividades recreativas</i> e <i>lazer)</i>. Cada item tem um valor que reflete o grau de severidade da limita&ccedil;&atilde;o.  Quanto mais baixa for a pontua&ccedil;&atilde;o<i>,</i> melhor &eacute; o estado de sa&uacute;de do indiv&iacute;duo. Para as an&aacute;lises, foi  retirada a categoria <i>comunica&ccedil;&atilde;o</i>, atendendo ao facto de que foram selecionados apenas os itens com uma frequ&ecirc;ncia de  resposta &ge;5. Optamos tamb&eacute;m por retirar a categoria <i>alimenta&ccedil;&atilde;o</i> que apresentou uma frequ&ecirc;ncia de resposta de  apenas 9 participantes. Com o objetivo de determinar a fidelidade do SIP nesta amostra, calculou-se o coeficiente de alfa de <i>Cronbach</i>  (consist&ecirc;ncia interna) para o total do SIP, considerando-se o valor de cada categoria como um item, &agrave; semelhan&ccedil;a da  vers&atilde;o original. Obteve-se um valor de alfa total de .76, o que indica uma consist&ecirc;ncia interna adequada.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i></p>     <p>Foram levados a cabo procedimentos relativos &agrave; estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncia, m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o) e  &agrave; estat&iacute;stica inferencial (an&aacute;lise de covari&acirc;ncia ANOVA e <i>t</i> Test para amostras emparelhadas), com recurso ao  programa inform&aacute;tico de an&aacute;lise estat&iacute;stica SPSS, vers&atilde;o 22.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A nossa hip&oacute;tese previa que o ajustamento psicossocial ao longo do processo de tratamento variasse em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de  cirurgia, bem como em fun&ccedil;&atilde;o dos momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. Esta hip&oacute;tese foi testada recorrendo a ANOVAS para os  quatro momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, tendo como vari&aacute;veis dependentes as vari&aacute;veis psicossociais (estados emocionais &ndash;  <i>ansiedade</i> e <i>depress&atilde;o</i>; perce&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a &ndash; <i>consequ&ecirc;ncias, dura&ccedil;&atilde;o, controlo  pessoal, controlo atrav&eacute;s do tratamento, identidade, preocupa&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o e resposta emocional</i>; e a  funcionalidade &ndash; <i>locomo&ccedil;&atilde;o, cuidados pessoais, mobilidade, tarefas dom&eacute;sticas, lazer, atividades sociais,  emo&ccedil;&otilde;es, alerta, sono, funcionalidade psicossocial</i> e <i>funcionalidade f&iacute;sica</i>) e como vari&aacute;veis independentes  os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (T1, T2, T3 e T4) e o tipo de cirurgia (cirurgia conservadora e mastectomia). As dimens&otilde;es  relacionadas com a funcionalidade foram avaliadas apenas em tr&ecirc;s momentos (T2, T3, T4), visto que se considerou que a funcionalidade seria  mais afetada ap&oacute;s a cirurgia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estados emocionais</i></p>     <p>Os resultados obtidos atrav&eacute;s das an&aacute;lises de vari&acirc;ncia (<a href="#t2">Tabela 2</a>) indicam que as m&eacute;dias da  <i>ansiedade</i> e da <i>depress&atilde;o</i>, nos quatro momentos, n&atilde;o apresentam diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no que  diz respeito ao tipo de cirurgia realizada. Al&eacute;m disso, verifica-se que, em ambos os tipos de cirurgia, a <i>ansiedade</i> e a  <i>depress&atilde;o</i> diminuem ao longo do processo de tratamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t2.jpg" width="720" height="213"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Procedemos ainda &agrave; an&aacute;lise de vari&acirc;ncia para amostras emparelhadas e constatamos que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  <i>depress&atilde;o</i>, n&atilde;o se encontram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os diferentes momentos, em ambos os grupos  sujeitos a diferentes tipos de cirurgia (<a href="#t3">Tabela 3</a>). No que diz respeito &agrave; <i>ansiedade</i>, encontramos diferen&ccedil;as  estatisticamente significativas, em ambos os grupos (cirurgia conservadora e mastectomia), entre o 1&ordm; momento (T1) e todos os outros momentos  (T2, T3 e T4), sendo que as mulheres sujeitas a cirurgia conservadora apresentam ainda diferen&ccedil;as significativas entre o 2&ordm; momento  (T2) e os restantes (T3 e T4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t3.jpg" width="722" height="305"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Perce&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a</i></p>     <p>Na <a href="#t4">Tabela 4</a> encontramos os resultados das an&aacute;lises de vari&acirc;ncia (ANOVAS) referentes &agrave;  perce&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t4.jpg" width="725" height="481"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os dados apresentam diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois tipos de cirurgia para a <i>compreens&atilde;o</i>, no  segundo momento: nas mulheres submetidas a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o, a <i>compreens&atilde;o</i> acerca da doen&ccedil;a &eacute;  menor do que nas mulheres submetidas a mastectomia. Podemos ainda constatar que, nas mulheres que realizaram cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o,  a <i>compreens&atilde;o</i> diminui do primeiro para o segundo momento e aumenta at&eacute; ao final do tratamento. Para as mulheres que realizaram  mastectomia, a <i>compreens&atilde;o</i> acerca da doen&ccedil;a vai aumentando ao longo de todo o tratamento. No final do tratamento (T4), as  mulheres com cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o continuam a relatar menor <i>compreens&atilde;o da doen&ccedil;a</i> do que as  mastectomizadas.</p>     <p>A tend&ecirc;ncia para uma perce&ccedil;&atilde;o mais negativa das <i>consequ&ecirc;ncias</i> da doen&ccedil;a, por parte das mulheres sujeitas  a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o, desaparece no final do tratamento.</p>     <p>Procedemos ainda &agrave; an&aacute;lise de vari&acirc;ncia para amostras emparelhadas e constatamos que, nas mulheres submetidas a cirurgia  conservadora, existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s <i>consequ&ecirc;ncias</i> (medida em  que a mulher perceciona que a doen&ccedil;a afeta a sua vida) entre o 1&ordm; momento de avalia&ccedil;&atilde;o (T1) e o 2&ordm; momento (T2),  aumentando o valor (<a href="#t5">Tabela 5</a>). O mesmo acontece, neste grupo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <i>identidade</i>  (perce&ccedil;&atilde;o de sintomas associados &agrave; doen&ccedil;a), (entre T1 e T2 e entre T1 e T3, aumentando do T1 para os seguintes),  &agrave; <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i> (entre T1 e T4, diminuindo) e &agrave; <i>compreens&atilde;o</i> (entre T2 e T3, aumentando). No que diz  respeito &agrave;s mulheres que realizaram uma mastectomia, encontramos diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em rela&ccedil;&atilde;o  ao <i>controlo pessoal</i> (entre T1 e T2, entre T1 e T3, aumentando; e entre T3 e T4, diminuindo), &agrave; <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i>  (entre T1 e T2, diminuindo), &agrave; <i>compreens&atilde;o</i> (entre T1 e T2 e entre T1 e T3, aumentando), e &agrave; <i>resposta emocional</i>  (entre T1 e T3, T1 e T4 e ainda entre T2 e T4, diminuindo).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t5.jpg" width="576" height="836"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionalidade</i></p>     <p>Na <a href="#t6">Tabela 6</a>, podemos observar os resultados das ANOVAS constatando-se que existem diferen&ccedil;as estatisticamente  significativas relativamente ao <i>lazer</i>, no terceiro momento (T3): as mulheres que realizaram cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o apresentam  mais limita&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do <i>lazer</i> do que as mulheres que efetuaram uma mastectomia. No entanto, &eacute; de salientar  que esta &eacute; uma &aacute;rea de bastante funcionalidade para os dois grupos. As &aacute;reas mais afetadas pela doen&ccedil;a e tratamento, na  perspetiva das pacientes, parecem ser as <i>tarefas dom&eacute;sticas</i>, o <i>sono</i> e as <i>emo&ccedil;&otilde;es</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t6.jpg" width="822" height="552"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao <i>sono</i>, encontrou-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois grupos, no 4&ordm;  momento (T4), bem como em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <i>funcionalidade psicossocial</i>, tamb&eacute;m no 4&ordm; momento (T4), sendo que as  mulheres sujeitas a mastectomia apresentaram melhor <i>funcionalidade</i> do que as sujeitas a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s,  as mulheres que efetuaram mastectomia apresentam n&iacute;veis de <i>funcionalidade</i> superiores, ao longo de todo o processo de tratamento e,  especialmente, no final deste.</p>     <p>Na an&aacute;lise de vari&acirc;ncia para amostras emparelhadas verificamos que, nas mulheres sujeitas a cirurgia conservadora, existem  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em rela&ccedil;&atilde;o aos <i>cuidados pessoais</i> (entre T2 e T3 e entre T2 e T4,  diminuindo), &agrave;s <i>tarefas dom&eacute;sticas</i> (entre T2 e T3, diminuindo), ao <i>lazer</i> (entre T3 e T4, diminuindo), ao <i>alerta</i>  (entre T3 e T4, aumentando), ao <i>funcionamento psicossocial</i> (entre T2 e T4, diminuindo) e ao <i>funcionamento f&iacute;sico</i> (entre T2 e  T4 e entre T3 e T4, diminuindo) (<a href="#t7">Tabela 7</a>). Nas mulheres sujeitas a mastectomia, encontramos diferen&ccedil;as estatisticamente  significativas relativamente aos <i>cuidados pessoais</i> (entre T2 e T3 e entre T2 e T4, diminuindo), &agrave; <i>mobilidade</i> (entre T2 e T4,  diminuindo), ao <i>lazer</i> (entre T2 e T3 e entre T2 e T4, diminuindo), &agrave;s <i>atividades sociais</i> (entre T2 e T4, diminuindo), ao  <i>sono</i> (entre T 3 e T4, diminuindo), ao <i>funcionamento psicossocial</i> (entre T2 e T4 e T3 e T4, diminuindo) e ao <i>funcionamento  f&iacute;sico</i> (entre T2 e T3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t7"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a06t7.jpg" width="553" height="596"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A nossa hip&oacute;tese previa que o ajustamento psicossocial ao longo do processo de tratamento variasse em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de  cirurgia e em fun&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o foi poss&iacute;vel verificar a  hip&oacute;tese para a grande maioria das vari&aacute;veis psicossociais estudadas. Verificaram-se, apenas, diferen&ccedil;as entre os grupos para  a <i>perce&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a</i>, designadamente, na <i>compreens&atilde;o da doen&ccedil;a</i>, e para a <i>funcionalidade</i>, na  categoria <i>lazer, sono</i> e na <i>dimens&atilde;o psicossocial</i>, tendo os resultados sido mais favor&aacute;veis para as mulheres que  realizaram uma mastectomia. Observaram-se algumas diferen&ccedil;as ao longo do tratamento para a <i>ansiedade</i>, as <i>perce&ccedil;&otilde;es  de doen&ccedil;a</i> e a <i>funcionalidade</i>.</p>     <p>A revis&atilde;o da literatura n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime no que respeita &agrave;s diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do ajustamento nas  mulheres submetidas a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o ou mastectomia. Contudo, podemos verificar que os nossos resultados v&atilde;o ao  encontro de alguma literatura existente. Num estudo portugu&ecirc;s acerca da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida em mulheres com cancro  da mama, os autores constataram que as mulheres submetidas a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o evidenciavam uma &ldquo;perce&ccedil;&atilde;o  da imagem corporal&rdquo; mais negativa e uma maior &ldquo;preocupa&ccedil;&atilde;o com a queda do cabelo&rdquo; do que as mulheres  mastectomizadas (Rebelo, Rolim, Carqueja, &amp; Ferreira, 2007). Estes dados s&atilde;o parcialmente semelhantes aos do nosso estudo na medida em  que as mulheres submetidas a uma cirurgia menos mutilante s&atilde;o as que apresentam mais dificuldades.</p>     <p>No que refere ao <i>estado emocional</i>, os valores de <i>depress&atilde;o</i> e <i>ansiedade</i> por n&oacute;s encontrados n&atilde;o  variavam significativamente em fun&ccedil;&atilde;o do grupo, indo ao encontro de Medeiros e colegas (2010), que consideram que a cirurgia  conservadora n&atilde;o afeta os n&iacute;veis de <i>depress&atilde;o</i> nas mulheres com cancro da mama. Ao contr&aacute;rio, Fafouti e colegas  (2010) afirmam que os sintomas depressivos e ansiosos s&atilde;o mais frequentes em mulheres com cancro da mama do que nos grupos de controle  (mulheres sem cancro da mama), bem assim como Dubashi e colegas (2010), que constataram que a qualidade de vida e a sexualidade eram ligeiramente  piores no grupo de conserva&ccedil;&atilde;o da mama quando comparado ao grupo mastectomia. Os resultados encontrados no nosso estudo v&atilde;o de  encontro aos de Parker e colegas (2007), em que se verificou que algumas mudan&ccedil;as de curto prazo no ajustamento (menos ansiedade, menos  satisfa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao corpo) foram semelhantes entre os grupos de cirurgia. Tamb&eacute;m Brandberg e colegas (2008)  relatam n&atilde;o ter encontrado efeitos negativos da mastectomia sobre a ansiedade, depress&atilde;o e qualidade de vida.</p>     <p>Verifica-se uma tend&ecirc;ncia para a diminui&ccedil;&atilde;o da <i>ansiedade</i> em ambos os grupos, ao longo do tratamento (T1, T2, T3, T4).  Estes resultados s&atilde;o concordantes com os de Burgess e colegas (2005), que referem que a percentagem de mulheres com cancro da mama que  apresentavam <i>depress&atilde;o</i> ou <i>ansiedade</i> na altura do diagn&oacute;stico, diminu&iacute;a aos tr&ecirc;s meses ap&oacute;s o  diagn&oacute;stico, continuando a diminuir ap&oacute;s um ano. Tamb&eacute;m Vahdaninia, Omidvari e Montazeri (2010) constataram que a ansiedade e  depress&atilde;o iam diminuindo ao longo do tempo de tratamento. Estes dados sugerem que a <i>ansiedade</i> pode ter car&aacute;cter  transit&oacute;rio, tendendo a resolver-se com o tempo para uma boa parte das mulheres, o que indica um ajustamento adequado ao n&iacute;vel  psicol&oacute;gico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conhecimento acerca das <i>perce&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a</i> nas mulheres com cancro da mama ao longo do processo de tratamento  &eacute; fundamental para a compreens&atilde;o da forma como estas v&atilde;o lidar com a doen&ccedil;a (Broadbent et al., 2006; Leventhal et al.,  1997). Segundo Buick (1997) e outros autores (e.g., Millar et al., 2005; Petrie &amp; Weinman, 1997), as perce&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a  s&atilde;o preditores importantes da resposta psicossocial ao tratamento, em mulheres com cancro da mama. Neste estudo, procuramos especificar um  pouco mais este aspeto, analisando as <i>perce&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a</i> em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de cirurgia. Assim,  constatou-se que as mulheres que realizaram mastectomia sentem que compreendem melhor a sua doen&ccedil;a ao longo do processo de tratamento do que  as mulheres que foram submetidas a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o. Estes dados parecem sugerir que, para as mulheres submetidas a cirurgia  de conserva&ccedil;&atilde;o, o facto de conservar a mama sabendo que sofrem de uma doen&ccedil;a maligna gera mais d&uacute;vidas relativamente  &agrave; natureza da doen&ccedil;a, dos tratamentos propostos e acerca da evolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria doen&ccedil;a, aumentando as  dificuldades de <i>compreens&atilde;o</i> da mesma.</p>     <p>No que refere &agrave; <i>identidade</i>, que representa a perce&ccedil;&atilde;o de sintomas associados &agrave; doen&ccedil;a, para as  mulheres submetidas a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o, verificaram-se varia&ccedil;&otilde;es significativas, ao longo do tratamento,  ocorrendo um aumento da perce&ccedil;&atilde;o de sintomas que se mant&eacute;m at&eacute; ao final do tratamento. Apesar deste aumento,  conv&eacute;m assinalar que os valores da perce&ccedil;&atilde;o de <i>identidade</i> s&atilde;o tendencialmente baixos para todas as pacientes, o  que poder&aacute; ser um indicador positivo, visto que alguns autores (e.g., Bradley, Calvert, Pitts, &amp; Redman, 2001; Crist &amp; Grunfeld,  2013) constataram que a perce&ccedil;&atilde;o de sintomas mantinha o medo de recorr&ecirc;ncia e predizia uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o dos  cuidados de sa&uacute;de, em doentes com cancro. A perce&ccedil;&atilde;o de aumento de sintomas durante os tratamentos complementares,  provavelmente, &eacute; causada pelos efeitos secund&aacute;rios que adv&ecirc;m da quimioterapia e da radioterapia, e que podem ser considerados  fatores de vulnerabilidade, conduzindo a um ajustamento pior durante o tratamento e nas fases posteriores da doen&ccedil;a (Ganz et al., 2002;  Hwang, Chang, &amp; Park, 2013). Tamb&eacute;m Millar e colegas (2005) verificaram que a morbilidade psicol&oacute;gica, um ano ap&oacute;s a  cirurgia, tem por preditores o n&iacute;vel de <i>distress</i> p&oacute;s-operat&oacute;rio, a perce&ccedil;&atilde;o de sintomas e a  perce&ccedil;&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, o que indica que <i>perce&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a</i> mais negativas  produzem n&iacute;veis de <i>stress</i> elevados.</p>     <p>Ainda, no que diz respeito &agrave;s <i>perce&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a</i>, verificamos algumas diferen&ccedil;as significativas entre  os v&aacute;rios momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, quer para as mulheres que realizaram cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o quer para as  mulheres mastectomizadas. Assim, e relativamente &agrave; <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i>, &eacute; poss&iacute;vel constatar que o grau de  <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i> com a doen&ccedil;a vai diminuindo ao longo do tratamento, para as mulheres que realizam uma cirurgia de  conserva&ccedil;&atilde;o. Provavelmente as incertezas sentidas face &agrave; doen&ccedil;a e tratamento v&atilde;o diminuindo ao longo deste  processo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s <i>consequ&ecirc;ncias</i>, as pacientes que realizaram cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o revelam  um aumento da perce&ccedil;&atilde;o de que a doen&ccedil;a afeta as suas vidas, ap&oacute;s a cirurgia. Talvez por realizarem uma cirurgia menos  mutilante, estas mulheres poderiam &agrave; partida ter uma expetativa mais favor&aacute;vel relativamente ao p&oacute;s-operat&oacute;rio,  gerando-se uma poss&iacute;vel discrep&acirc;ncia entre aquilo que era a expetativa e a realidade deste momento (dores, dificuldade de mobilidade  do bra&ccedil;o, edemas, etc.) traduzindo-se neste aumento da <i>perce&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias</i>. Contudo, esta  perce&ccedil;&atilde;o parece ajustada, na medida em que em qualquer fase do tratamento h&aacute; &aacute;reas da vida que s&atilde;o afetadas,  quer pelo diagn&oacute;stico quer pelos tratamentos que este implica.</p>     <p>No que respeita ao grupo de mulheres que realizaram mastectomia, verificou-se que estas t&ecirc;m um aumento da perce&ccedil;&atilde;o de  <i>controlo pessoal</i> at&eacute; &agrave; fase em que est&atilde;o a realizar os tratamentos complementares, acreditando que podem fazer alguma  coisa para melhorar a sua condi&ccedil;&atilde;o. A perce&ccedil;&atilde;o do <i>controlo pessoal</i> diminui no final dos tratamentos;  provavelmente nesta fase a confian&ccedil;a das pacientes &eacute; depositada nos tratamentos precedentes e n&atilde;o tanto naquilo que  poder&atilde;o fazer por elas pr&oacute;prias para melhorar o seu progn&oacute;stico. A <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i>, tamb&eacute;m, diminui  nas mulheres que realizaram mastectomia entre a pr&eacute;-cirurgia e a p&oacute;s cirurgia. Esta diminui&ccedil;&atilde;o da  <i>preocupa&ccedil;&atilde;o</i> pode estar associada ao facto de as mulheres terem dado o primeiro passo do seu tratamento, extraindo o  &oacute;rg&atilde;o que se encontra doente e a um prov&aacute;vel aumento da confian&ccedil;a neste tipo de tratamento. A <i>resposta emocional</i>  tamb&eacute;m vai diminuindo nos v&aacute;rios momentos, para as mulheres que realizam uma mastectomia. Esta diminui&ccedil;&atilde;o pode ser  vista como um indicador de um ajustamento futuro mais favor&aacute;vel.</p>     <p>No que respeita &agrave; <i>funcionalidade</i>, encontramos diferen&ccedil;as significativas entre as mulheres que realizaram cirurgia de  conserva&ccedil;&atilde;o e as mulheres que realizaram mastectomia, durante os tratamentos complementares e no final do tratamento, com resultados  mais favor&aacute;veis a este &uacute;ltimo grupo, no que refere ao <i>lazer, sono,</i> e <i>dimens&atilde;o psicossocial</i>. Os resultados  encontrados no nosso estudo s&atilde;o dif&iacute;ceis de interpretar &agrave; luz da literatura existente, uma vez que esta apresenta resultados  contradit&oacute;rios. No entanto, os nossos resultados v&atilde;o de encontro aos de Cohen, Hack, Moor, Katz e Goss (2000), que verificaram que as  mulheres que efetuaram uma cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o tinham pior qualidade de vida do que as mulheres mastectomizadas. Estes resultados  s&atilde;o algo inesperados uma vez que a cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o pretende proporcionar um resultado cosm&eacute;tico  satisfat&oacute;rio com taxas de sobreviv&ecirc;ncia equivalentes &agrave;s da mastectomia (Cardoso, Oliveira, &amp; Cardoso, 2014), fazendo supor  que se conseguiria obter um melhor ajustamento psicossocial, qualidade de vida e melhor <i>funcionalidade</i> nas mulheres submetidas a uma  cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o. Os nossos resultados s&atilde;o semelhantes aos encontrados nos estudos de H&auml;rtl e colegas (2003);  Yurek, Ferrar e Andersen (2000); e Rebelo e colegas (2007), na medida em que s&atilde;o as mulheres submetidas a uma cirurgia menos mutilante  (cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o) as que apresentam mais dificuldades.</p>     <p>A <i>funcionalidade</i> apresenta uma tend&ecirc;ncia para piorar, quando se analisam as diferen&ccedil;as ao longo do tratamento (T2, T3 e T4)  para cada um dos grupos. Deste modo, as mulheres que realizaram uma cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o pioram a sua funcionalidade ao  n&iacute;vel dos <i>cuidados pessoais, tarefas dom&eacute;sticas, lazer, funcionamento psicossocial e funcionamento f&iacute;sico</i>. Por sua vez,  as mulheres que realizaram uma mastectomia apresentam uma <i>funcionalidade</i> mais comprometida no que refere aos <i>cuidados pessoais,  mobilidade, lazer, atividades sociais, sono, funcionamento f&iacute;sico e funcionamento psicossocial.</i> Importa observar que em ambos os grupos  a <i>funcionalidade</i> fica mais comprometida &agrave; medida que se v&atilde;o realizando os tratamentos e no final dos mesmos. &Eacute;  comumente aceite que tanto a radioterapia como os tratamentos sist&eacute;micos t&ecirc;m efeitos secund&aacute;rios indesej&aacute;veis e  dif&iacute;ceis de suportar do ponto de vista f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social. Os efeitos secund&aacute;rios mais referidos pelas  doentes, do ponto de vista f&iacute;sico, s&atilde;o a n&aacute;usea, v&oacute;mito e queda de cabelo (Binkley et al., 2012; Kaklamani &amp;  Gradishar, 2005), o que pode ter implica&ccedil;&otilde;es na <i>funcionalidade</i>, explicando a sua diminui&ccedil;&atilde;o ao longo do  tratamento. Podemos presumir que algumas limita&ccedil;&otilde;es do funcionamento f&iacute;sico podem contribuir para a uma perda de  independ&ecirc;ncia e da capacidade para realizar atividades sociais e profissionais usuais, bem como para o isolamento social. Segundo Miller,  Jones e Carney (2005) e Vargas e colegas (2010), os dist&uacute;rbios de sono s&atilde;o frequentes nestas mulheres, sendo um indicador do  ajustamento psicossocial, o que sugere um impacto desfavor&aacute;vel no funcionamento di&aacute;rio.</p>     <p>A aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os dois grupos, para a maioria das vari&aacute;veis estudadas, faz-nos considerar que provavelmente  as grandes diferen&ccedil;as no ajustamento entre as mulheres que realizam cirurgia de conserva&ccedil;&atilde;o e mastectomia ocorram sobretudo ao  n&iacute;vel da auto-estima, imagem corporal, ajustamento marital e sexual e menos ao n&iacute;vel das vari&aacute;veis que foram consideradas no  nosso estudo, embora estas estejam implicadas naquelas avaliadas por n&oacute;s. Esta suposi&ccedil;&atilde;o &eacute; corroborada pelos estudos de  Arndt e colegas (2008), que constataram que as mulheres submetidas a cirurgia conservadora relataram melhor funcionamento f&iacute;sico e  <i>funcionalidade</i>, sendo sexualmente mais ativas e mais satisfeitas com sua imagem corporal do que as mulheres submetidas a uma mastectomia.  Al&eacute;m disso, v&aacute;rios autores (e.g., Brandberg et al., 2008; Fonseca et al., 2014), constataram um impacto negativo na imagem corporal e  na sexualidade em mulheres mastectomizadas.</p>     <p>Visto que o tipo de cirurgia n&atilde;o parece predizer o ajustamento psicossocial nas mulheres com cancro da mama, a oferta de apoio  psicol&oacute;gico durante o processo de tratamento n&atilde;o deve ter por ponto de partida o tipo de cirurgia efetuada. Por essa raz&atilde;o,  talvez seja pertinente envolver as doentes na escolha do tipo de cirurgia, sempre que isso se afigure como uma possibilidade, podendo as mulheres  desenvolver uma compreens&atilde;o mais ajustada acerca da doen&ccedil;a e do tratamento, com repercuss&otilde;es mais favor&aacute;veis ao  n&iacute;vel emocional e da funcionalidade.</p>     <p>No que se refere a algumas implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, podemos inferir a necessidade de fomentar consultas de psico-oncologia ou  programas de interven&ccedil;&atilde;o destinados ao aumento do bem-estar das pacientes em tratamento para o cancro da mama, independentemente do  tipo de cirurgia a que foram submetidas. As interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas para estas pacientes dever&atilde;o ser efetuadas o mais  precocemente poss&iacute;vel (logo ap&oacute;s o diagn&oacute;stico) e dever&atilde;o ter um car&aacute;cter continuado, pelo menos durante o  processo de tratamento (6-8 meses ap&oacute;s o diagn&oacute;stico).</p>     <p>&Eacute; importante considerar algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas associadas a este estudo em termos da sua validade interna  e externa. Em primeiro lugar, importa tecer um coment&aacute;rio acerca da dimens&atilde;o da amostra e o uso do m&eacute;todo de amostragem  n&atilde;o probabil&iacute;stica consecutiva. O n&uacute;mero reduzido de sujeitos coloca entraves ao n&iacute;vel da generaliza&ccedil;&atilde;o  dos resultados (validade externa) e da representatividade da amostra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em estudo. A amostra  foi recolhida no Instituto Portugu&ecirc;s de Oncologia, no Porto, regi&atilde;o Norte do Pa&iacute;s e, como tal, devem ser tidas em  considera&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas sociais e culturais desta regi&atilde;o, devendo-se ter precau&ccedil;&otilde;es na  generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados para outras regi&otilde;es do pa&iacute;s. O facto de se tratar de uma amostra n&atilde;o  probabil&iacute;stica, aumenta a probabilidade de auto-sele&ccedil;&atilde;o, o que resulta num grupo de participantes com caracter&iacute;sticas  determinadas que podem ser diferentes das da popula&ccedil;&atilde;o em geral, mais uma vez, limitando a generaliza&ccedil;&atilde;o dos  resultados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, este estudo constitui-se como inovador na medida em que procura estudar longitudinalmente o ajustamento  psicossocial das mulheres portuguesas com cancro da mama, durante o processo de tratamento em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de cirurgia. Estudos  futuros devem tentar colmatar estas limita&ccedil;&otilde;es, bem como procurar compreender outras vari&aacute;veis que t&ecirc;m sido salientadas  na revis&atilde;o da literatura, e que n&atilde;o foram alvo deste estudo, como por exemplo o papel da fam&iacute;lia no ajustamento, e a imagem  corporal e sexualidade. Outro aspeto a considerar em pr&oacute;ximas investiga&ccedil;&otilde;es consiste em examinar o processo de ajustamento no  final dos tratamentos complementares. A import&acirc;ncia de investigar a longo prazo os efeitos de ser diagnosticada com cancro da mama, bem como  do tipo de cirurgia utilizado, &eacute; premente, dado que cada vez mais a taxa de sobreviv&ecirc;ncia nesta doen&ccedil;a &eacute; elevada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Aaronson, N. K., Mattioli, V., Minton, O., Weis, J., Johansen, C., Dalton, S. O., . . . de Boer, A. (2014). Beyond treatment &ndash;  Psychosocial and behavioural issues in cancer survivorship research and practice. <i>European Journal of Cancer Supplements, 12</i>, 54-64. doi:  10.1016/j.ejcsup.2014.03.005</p>     <!-- ref --><p>Arndt, V., Stegmaier, C., Ziegler, H., &amp; Brenner, H. (2008). Quality of life over 5 years in women with breast cancer after  breast-conserving therapy versus mastectomy: A population-based study. <i>Journal of Cancer Research and Clinical Oncology, 134</i>, 1311. doi:  10.1007/s00432-008-0418-y&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038992&pid=S0870-8231201800020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arroyo, J. M. G., &amp; L&oacute;pez, M. L. D. (2011). Psychological problems derived from mastectomy: A qualitative study. <i>International  Journal of Surgical Oncology</i>. <a href="http://dx.doi.org/10.1155/2011/132461"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1155/2011/132461</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038993&pid=S0870-8231201800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bergner, M., Bobbitt, R. A., Carter, W. B., &amp; Gilson, B. S. (1981). The sickness impact profile: Development and final revision of a health  status measure. <i>Medical Care, 19</i>, 787-805.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038994&pid=S0870-8231201800020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Binkley, J. M., Harris, S. R., Levangie, P. K., Pearl, M., Guglielmino, J., Kraus, V., &amp; Rowden, D. (2012). Patient perspectives on breast  cancer treatment side effects and the prospective surveillance model for physical rehabilitation for women with breast cancer. <i>Cancer, 118</i>,  2217-2216. doi: 10.1002/cncr.27469&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038996&pid=S0870-8231201800020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bleiker, E. M., Hendriks, J. H., Otten, J. D., Verbeek, A. L., &amp; van Der Ploeg, H. M. (2008). Personality factors and breast cancer risk: A  13-year follow-up. <i>Journal of the National Cancer Institute, 100</i>, 213-218. doi: 10.1093/jnci/djm280&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038997&pid=S0870-8231201800020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bradley, E. J., Calvert, E., Pitts, M. K., &amp; Redman, C. W. E. (2001). Illness Identity and self-regulatory model in recovery from early  stage gynaecological cancer. <i>Journal of Health Psychology, 6</i>, 511-521. doi: 10.1177/135910530100600505&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038998&pid=S0870-8231201800020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brandberg, Y., Sandelin, K., Erikson, S., Jurell, G., Liljegren, A., Lindblom, A., . . . Arver, B. (2008). Psychological reactions, quality of  life, and body image after bilateral prophylactic mastectomy in women at high risk for breast cancer: A prospective 1-year follow-up study.  <i>Journal of Clinical Oncology, 26</i>, 3943-3949. doi: 10.1200/JCO.2007.13.9568&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038999&pid=S0870-8231201800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Broadbent, E., Petrie, K. J., Main, J., &amp; Weinman, J. (2006). The Brief Illness Perception Questionnaire. <i>Journal of Psychosomatic  Research, 60</i>, 631-637. doi: 10.1016/j.jpsychores.2005.10.020&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039000&pid=S0870-8231201800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Buick, D. L. (1997). Illness representations and breast cancer: Coping with radiation and chemotherapy. In K. J. Petrie &amp; J. A. Weinman  (Eds.), <i>Perceptions of health and illness</i> (pp. 379-410). Amesterdam: Harwood Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039001&pid=S0870-8231201800020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Burgess, C., Cornelius, V., Love, S., Graham, J., Richards, M., &amp; Ramirez, A. (2005). Depression and anxiety in women with early breast  cancer: Five year observational cohort study. <i>British Medical Journal, 330</i>, 702-705.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039003&pid=S0870-8231201800020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bustreo, F., &amp; Chestnov, O. (2015). A month to remember &ndash; Breast cancer awareness month. <i>World Health Organization</i>.  <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/"  target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/</a></p>     <!-- ref --><p>&Ccedil;am, O., Saka, &#350;., &amp; G&uuml;m&uuml;&#351;, A. B. (2009). &#304;nvestigation of factors affecting psychosocial adjustment of  patients with breast cancer. <i>Journal of Breast Health, 5</i>, 73-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039006&pid=S0870-8231201800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cardoso, M. J., Oliveira, H., &amp; Cardoso, J. (2014). Assessing cosmetic results after breast conserving surgery. <i>Journal of Surgical  Oncology, 110</i>, 37-44. doi: 10.1002/jso.23596&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039008&pid=S0870-8231201800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cohen, L., Hack, T. F., Moor, C., Katz, J., &amp; Goss, P. E. (2000). The effects of type surgery and time on psychological adjustment in women  after breast cancer treatment. <i>Annals of surgical Oncology, 7</i>, 427-434. doi: 10.1007/s10434-000-0427-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039009&pid=S0870-8231201800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Crist, J. V., &amp; Grunfeld, E. A. (2013). Factors reported to influence fear of recurrence in cancer patients: A systematic review.  <i>Psyco-Oncology, 22</i>, 978-986. doi: 10.1002/pon.3114&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039010&pid=S0870-8231201800020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Denewer, A., Farouk, O., &amp; Elshamy, K. (2011). Social support and hope among Egyptian women with breast cancer after mastectomy. <i>Breast  Cancer: Basic and Clinical Research, 5,</i> 93. doi: 10.4137/BCBCR.S6655&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039011&pid=S0870-8231201800020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dias, M. R. (2002). Cancro da mama: A (contra) informa&ccedil;&atilde;o dos mass media. In M. R. Dias &amp; E. Du&aacute; (Coords.),  <i>Territ&oacute;rios da psicologia oncol&oacute;gica</i> (pp. 235-264). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039012&pid=S0870-8231201800020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dubashi, B., Vidhubala, E., Cyriac, S., &amp; Sagar, T. G. (2010). Quality of life among young women with breast cancer: Study from a tertiary  cancer institute in south India. <i>Indian Journal of Cancer, 47</i>, 142-147. doi: 10.4103/0019-509X.63005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039014&pid=S0870-8231201800020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fafouti, M., Paparrigopoulos, T., Zervas, Y., Rabavilas, A., Malamos, N., Liappas, I., &amp; Tzavara, C. (2010). Depression, anxiety and general  psychopathology in breast cancer patients: A cross-sectional control study. <i>In Vivo, 24</i>, 803-810.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039015&pid=S0870-8231201800020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferlay, J., Steliarova-Foucher, E., Lortet-Tieulent, J., Rosso, S., Coebergh, J. W. W., Comber, H., . . . Bray, F. (2013). Cancer incidence and  mortality patterns in Europe: Estimates for 40 countries in 2012. <i>European Journal of Cancer, 49</i>, 1374-1403. doi:  10.1016/j.ejca.2012.12.027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039017&pid=S0870-8231201800020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fonseca, S., Lencastre, L., &amp; Guerra, M. (2014). Life satisfaction in women with breast cancer. <i>Paid&eacute;ia (Ribeir&atilde;o Preto),  24</i>, 295-303. doi: 10.1590/1982-43272459201403&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039018&pid=S0870-8231201800020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ganz, P. A., Desmond, K. A., Leedham, B., Rowland, J. H., Meyerowitz, B. E., &amp; Belin, T. R. (2002). Quality of life in long-term, disease  free survivors of breast cancer: A follow-up study. <i>Journal of the National Cancer Institute, 94</i>, 39-49. doi: 10.1093/jnci/94.1.39&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039019&pid=S0870-8231201800020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gouveia, J. L. R. V. (2004). <i>Diferen&ccedil;as a n&iacute;vel de g&eacute;nero na adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial a curto prazo no  p&oacute;s enfarte agudo do mioc&aacute;rdio.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado na &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o de  Psicologia da Sa&uacute;de apresentada &agrave; Universidade do Minho.</p>     <!-- ref --><p>H&auml;rtl, K., Janni, W., K&auml;stner, R., Sommer, H., Strobl, B., Rack, B., &amp; Stauber, M. (2003). Impact of medical and demographic  factors on long-term quality of life and body image of breast cancer patients. <i>Annals of oncology, 14</i>, 1064-1071. doi:  10.1093/annonc/mdg289&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039021&pid=S0870-8231201800020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hoover, S., Bloom, E., &amp; Patel, S. (2011). Review of breast conservation therapy: Then and now. <i>ISRN Oncology</i>.  <a href="http://dx.doi.org/10.5402/2011/617593" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5402/2011/617593</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039022&pid=S0870-8231201800020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hwang, S. Y., Chang, S. J., &amp; Park, B. (2013). Does chemotherapy really affect the quality of life of women with breast cancer?. <i>Journal  of Breast Cancer, 16</i>, 229-235. <a href="http://dx.doi.org/10.4048/jbc.2013.16.2.229"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.4048/jbc.2013.16.2.229</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039023&pid=S0870-8231201800020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kaklamani, V. G., &amp; Gradishar, W. J. (2005). Adjuvant therapy of breast cancer. <i>Cancer Investigation, 23</i>, 548-560.  <a href="http://dx.doi.org/10.1080/07357900500202937" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/07357900500202937</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039024&pid=S0870-8231201800020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Leventhal, H., Benyamnini, Y., Brownlee, S., Diefenbach, M., Leventhal, E. A., Patrick-Miller, L., &amp; Robitaille, C. (1997).  Illness representations: Theoretical foundations. In K. J. Petrie &amp; J. A. Weinman (Eds.), <i>Perceptions of health &amp; illness</i> (pp.  19-45). Amsterdam: Harwood Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039025&pid=S0870-8231201800020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Markopoulos, C., Tsaroucha, A. K., Kouskos, E., Mantas, D., Antonopoulou, Z., &amp; Karvelis, S. (2009). Impact of breast cancer surgery on the  self-esteem and sexual life of female patients. <i>Journal of International Medical Research, 37</i>, 182-188. doi: 10.1177/147323000903700122&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039027&pid=S0870-8231201800020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mclntyre, T., Pereira, M. G., Soares, V., Gouveia, J., &amp; Silva, S. (1999). <i>Escala de Ansiedade e de Depress&atilde;o Hospitalar -  Vers&atilde;o portuguesa de investiga&ccedil;&atilde;o</i>. Braga, Portugal: Departamento de Psicologia, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039028&pid=S0870-8231201800020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>McIntyre, T., McIntyre, S., &amp; Soares, V. (2000). Vers&atilde;o portuguesa do SIP &ndash; <i>Sickness Impact Profile</i>. N&atilde;o  publicado.</p>     <!-- ref --><p>Medeiros, M. C., Veiga, D. F., Sabino Neto, M., Abla, L. E. F., Juliano, Y., &amp; Ferreira, L. M. (2010). Depression and conservative surgery  for breast cancer. <i>Clinics, 65</i>, 1291-1294. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1807-59322010001200011"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1807-59322010001200011</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039031&pid=S0870-8231201800020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Metcalfe, K. A., Semple, J., Quan, M. L., Vadaparampil, S. T., Holloway, C., Brown, M., . . . Narod, S. A. (2012). Changes in psychosocial  functioning 1 year after mastectomy alone, delayed breast reconstruction, or immediate breast reconstruction. <i>Annals of Surgical Oncology,  19</i>, 233-241. doi: 10.1245/s10434-011-1828-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039032&pid=S0870-8231201800020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Metcalfe, K. A., Zhong, T., Narod, S. A., Quan, M. L., Holloway, C., Hofer, S., . . . Semple, J. (2015). A prospective study of mastectomy  patients with and without delayed breast reconstruction: Long-term psychosocial functioning in the breast cancer survivorship period. <i>Journal of  Surgical Oncology, 111</i>, 258-264. doi: 10.1002/jso.23829&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039033&pid=S0870-8231201800020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Millar, K., Purushotham, A., McLatchie, E., Georges, W. D., &amp; Murray, G. D. (2005). A 1-year prospective study of individual variation in  distress, and illness perceptions, after treatment for breast cancer. <i>Journal of Psychosomatic Research, 58</i>, 335-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039034&pid=S0870-8231201800020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miller, S. L.B., Jones, L. E., &amp; Carney, C. P. (2005). Psychiatric sequele following breast cancer chemotherapy: A pilot study using claims  data. <i>Psychosomatics, 46</i>, 517-522. <a href="http://dx.doi.org/10.1176/appi.psy.46.6.517"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1176/appi.psy.46.6.517</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039036&pid=S0870-8231201800020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moreira, H., &amp; Canavarro, M. C. (2012). Tipo de cirurgia, adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial e imagem corporal no cancro da mama.  <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 13</i>, 169-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039037&pid=S0870-8231201800020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nakatani, Y., Iwamitsu, Y., Kuranami, M., Okazaki, S., Yamamoto, K., Watanabe, M., &amp; Miyaoka, H. (2013). Predictors of psychological  distress in breast cancer patients after surgery. <i>Kitasato Medical Journal, 43</i>, 49-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039039&pid=S0870-8231201800020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nava, M. B., Rocco, N., &amp; Catanuto, G. (2015). Conservative mastectomies: An overview. <i>Gland Surgery, 4</i>, 463-466. doi:  10.3978/j.issn.2227-684X.2015.04.06&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039041&pid=S0870-8231201800020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ominyi, J., &amp; Nwodom, M. (2012). Psychological impact of mastectomy and breast reconstruction. <i>International Journal of Science and  Research (IJSR), 3</i>, 551-556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039042&pid=S0870-8231201800020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parker, P. A., Youssef, A., Walker, S., Basen-Engquist, K., Cohen, L., Gritz, E. R., . . . Robb, G. L. (2007). Short-term and long-term  psychosocial adjustment and quality of life in women undergoing different surgical procedures for breast cancer. <i>Annals of Surgical Oncology,  14</i>, 3078-3089. doi: 10.1245/s10434-007-9413-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039044&pid=S0870-8231201800020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Petrie, K. J., &amp; Weinman, J. A. (1997). Perceptions of health and illness. In K. J. Petrie &amp; J. A. Weinman (Eds.), <i>Perceptions of  health and illness</i> (pp. 1-46). Amesterdam: Harwood Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039045&pid=S0870-8231201800020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rebelo, V., Rolim, L., Carqueja, E., &amp; Ferreira, S. (2007). Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida em mulheres com cancro de mama: Um  estudo explorat&oacute;rio com 60 mulheres portuguesas. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 8</i>, 13-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039047&pid=S0870-8231201800020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saita, E., Acquati, C., &amp; Kayser, K. (2015). Coping with early stage breast cancer: Examining the influence of personality traits and  interpersonal closeness. <i>Frontiers in Psychology, 6,</i> 88. doi: 10.3389/fpsyg.2015.00088&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039049&pid=S0870-8231201800020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schwartz, G. F., Veronesi, U., Clough, K. B., Dixon, J. M., Fentiman, I. S., Heywang-K&ouml;brunner, S. H., . . . Palazzo, J. P. (2007).  Consensus conference on breast conservation. <i>Seminars in Breast Disease, 10</i>, 178-185. doi: 10.1053/j.sembd.2007.10.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039050&pid=S0870-8231201800020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shrestha, K. (2012). Psychological impact after mastectomy among Nepalese women: A qualitative study. <i>Nepal Medical College Journal, 14</i>,  153-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039051&pid=S0870-8231201800020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, G. D., &amp; Santos, M. A. D. (2010). Stressors in breast cancer post-treatment: A qualitative approach. <i>Revista Latino-Americana de  Enfermagem, 18</i>, 688-695. doi: 10.1590/S0104-11692010000400005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039053&pid=S0870-8231201800020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Skrzypczak, M., &#321;aski, P., Czerniak, U., &amp; Kycler, W. (2009). Do chronological age and selected socio-demographic factors affect  quality of life in females with breast cancer?. <i>Anthropological Review, 72</i>, 31-44. doi: 10.2478/v10044-008-0014-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039054&pid=S0870-8231201800020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Trovisqueira, A. (2007). <i>Impacto de uma interven&ccedil;&atilde;o informativa baseada na teoria das cogni&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a, em  doentes no p&oacute;s-enfarte do mioc&aacute;rdio</i>. Tese de Mestrado, Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039055&pid=S0870-8231201800020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ursaru, M., Crumpei, I., &amp; Crumpei, G. (2014). Quality of life and religious coping in women with breast cancer. <i>Procedia Social and  Behavioral Sciences (ISI Proceedings), 114</i>, 322-326. doi: 10.1016/j.sbspro.2013.12.705&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039057&pid=S0870-8231201800020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vahdaninia, M., Omidvari, S., &amp; Montazeri, A. (2010). What do predict anxiety and depression in breast cancer patients? A follow-up study.  <i>Social Psychiatry Epidemiology, 45</i>, 355. doi: 10.1007/s00127-009-0068-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039058&pid=S0870-8231201800020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>van den Berg, S. W., Gielissen, M. F., Custers, J. A., van der Graaf, W. T., Ottevanger, P. B., &amp; Prins, J. B. (2015). BREATH: Web-based  self-management for psychological adjustment after primary breast cancer &ndash; Results of a multicenter randomized controlled trial. <i>Journal  of Clinical Oncology, 33</i>, 2763-2771. doi: 10.1200/JCO.2013.54.9386</p>     <!-- ref --><p>Vargas, S., Wohlgemuth, W. K., Antoni, M. H., Lechner, S. C., Holley, H. A., &amp; Carver, S. C. (2010). Sleep dysfunction and psychosocial  adaptation among women undergoing treatment for non-metastatic breast cancer. <i>Psycho-Oncology, 19</i>, 669-673. doi: 10.1002/pon.1603&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039060&pid=S0870-8231201800020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Veiga, D. F., Campos, F. S. M., Ribeiro, L. M., Archangelo Junior, I., Veiga Filho, J., Juliano, Y., . . . Ferreira, L. M. (2010). Mastectomy  <i>versus</i> conservative surgical treatment: The impact on the quality of life of women with breast cancer. <i>Revista Brasileira de Sa&uacute;de  Materno Infantil, 10</i>, 51-57. doi: 10.1590/S1519-38292010000100005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039061&pid=S0870-8231201800020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Yurek, D., Ferrar, W., &amp; Andersen, B. L. (2000). Breast cancer surgery: Comparing surgical groups and determining individual differences in  postoperative sexuality and body change stress. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 68</i>, 697-709.  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-006X.68.4.697" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-006X.68.4.697</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039062&pid=S0870-8231201800020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zigmond, A. S., &amp; Snaith, R. P. (1983). The hospital anxiety and depression scale. <i>Acta Psychiatrica Scandinavica, 67</i>, 361-370. doi:  10.1111/j.1600-0447.1983.tb09716.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039063&pid=S0870-8231201800020000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Susana Fernandes, Faculdade de Psicologia, Educa&ccedil;&atilde;o e  Desporto, Universidade Lus&oacute;fona do Porto, R. de Augusto Rosa 24, 4000-098 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:susanamrfernandes@gmail.com">susanamrfernandes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Submiss&atilde;o: 21/12/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 26/05/2017</p>      ]]></body><back>
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