<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312018000200007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1551</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade da amizade na adolescência e ajustamento social no grupo de pares]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friendship quality in adolescence and social adjustment in the peer group]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[António J.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Olívia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pimenta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Margarida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kenneth H.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Universitário William James Center for Research ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Universitário  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,University of Maryland Department of Human Development & Quantitative Methodology ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[College Park ]]></addr-line>
<country>USA</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>219</fpage>
<lpage>234</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312018000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312018000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312018000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As amizades na adolescência são fundamentais para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Porém, diferenças na qualidade da relação com um melhor amigo podem também estar associadas ao ajustamento psicossocial dos adolescentes. Este estudo procurou identificar diferentes perfis de qualidade de amizade, contrastando-os relativamente a dimensões positivas e negativas dessa relação, bem como ao ajustamento social dos adolescentes no grupo de pares. 821 participantes do 7º ano de escolaridade (M=13 anos), reportaram a sua percepção da qualidade da melhor amizade e nomeações sociométricas permitiram aceder às dimensões do ajustamento social no grupo de pares. Uma análise hierárquica de clusters baseados nas dimensões positivas da qualidade de amizade permitiu identificar três tipos de perfis, nomeadamente de qualidade alta, média e baixa (QA, QM, QB), que se distinguiram significativamente na qualidade global e em todas as dimensões positivas da amizade: as amizades QA caracterizaram-se por mais companheirismo, validação, ajuda, suporte, intimidade e estratégias de resolução de conflitos, enquanto as amizades QB foram marcadas por valores inferiores nestas dimensões. Diferenças de sexo demonstraram que as raparigas experienciaram mais partilha de intimidade e validação e cuidado nas suas díades de amizade. Também nos aspectos negativos (conflitos e traições), as amizades QA se distinguiram por apresentarem níveis menos frequentes. Quanto ao ajustamento social, os adolescentes com amizades de alta qualidade foram considerados pelos pares como os menos socialmente retirados, excluídos e vitimizados, mas os mais pró-sociais e populares/sociáveis. Adolescentes com amizades de baixa qualidade foram caracterizados com valores opostos. Estes resultados mostram a importância da amizade neste período do desenvolvimento e permitem compreender, em particular, a influência da qualidade dessa relação no contexto social dos jovens.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Friendships in adolescence are fundamental for social, emotional and cognitive development. However, differences in the quality of the relationship with a best friend may also be associated with adolescents’ psychosocial adjustment. The goal of this study was to identify different profiles of friendship quality, contrasting them regarding positive and negative features of this relationship, as well as youth’s social adjustment in the peer group. 821 participants from 7th grade (M=13 years old) reported on their perception of best friendship quality and sociometric nominations assessed social adjustment in the peer group. Three profiles emerged from hierarchical clusters analysis based on positive features of friendship quality, namely high-, medium- and low-quality friendships. Such profiles were significantly different in global quality and in all positive qualitative features of friendship: High-quality friendships were significantly higher in companionship, validation, help, support, intimacy, and conflict resolution strategies, whilst low-quality friendships had significantly lower values in all such dimensions. Sex differences revealed that girls experienced more intimate disclosure and validation and caring within their friendship dyads. Regarding negative features, adolescents in high-quality friendships reported less frequent conflict. As for social adjustment, youth in high quality friendships were considered by peers as the least anxious-withdrawn, excluded and victimized, but the most prosocial and popular/sociable. Participants in low-quality friendships were characterized by opposite scores. Findings highlight the significance of friendship in this developmental period, particularly, regarding friendship quality in young adolescents’ social milieu.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade da amizade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tipos de amizade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Grupo de pares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ajustamento social]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adolescence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Friendship quality]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Friendship types]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Peer group]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Social adjustment]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Qualidade da amizade na adolesc&ecirc;ncia e ajustamento social no grupo de pares</b></p>     <p><b>Friendship quality in adolescence and social adjustment in the peer group</b></p>     <p><b>Miguel Freitas<sup>1</sup>, Ant&oacute;nio J. Santos<sup>1</sup>, Ol&iacute;via Ribeiro<sup>1</sup>, Margarida Pimenta<sup>2</sup>,  Kenneth H. Rubin<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>William James Center for Research, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Department of Human Development &amp; Quantitative Methodology, University of Maryland, College Park, USA</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As amizades na adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o fundamentais para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Por&eacute;m, diferen&ccedil;as  na qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com um melhor amigo podem tamb&eacute;m estar associadas ao ajustamento psicossocial dos adolescentes. Este  estudo procurou identificar diferentes perfis de qualidade de amizade, contrastando-os relativamente a dimens&otilde;es positivas e negativas dessa  rela&ccedil;&atilde;o, bem como ao ajustamento social dos adolescentes no grupo de pares. 821 participantes do 7&ordm; ano de escolaridade  (<i>M</i>=13 anos), reportaram a sua percep&ccedil;&atilde;o da qualidade da melhor amizade e nomea&ccedil;&otilde;es sociom&eacute;tricas  permitiram aceder &agrave;s dimens&otilde;es do ajustamento social no grupo de pares. Uma an&aacute;lise hier&aacute;rquica de clusters baseados  nas dimens&otilde;es positivas da qualidade de amizade permitiu identificar tr&ecirc;s tipos de perfis, nomeadamente de qualidade alta,  m&eacute;dia e baixa (QA, QM, QB), que se distinguiram significativamente na qualidade global e em todas as dimens&otilde;es positivas da amizade:  as amizades QA caracterizaram-se por mais companheirismo, valida&ccedil;&atilde;o, ajuda, suporte, intimidade e estrat&eacute;gias de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, enquanto as amizades QB foram marcadas por valores inferiores nestas dimens&otilde;es. Diferen&ccedil;as de  sexo demonstraram que as raparigas experienciaram mais partilha de intimidade e valida&ccedil;&atilde;o e cuidado nas suas d&iacute;ades de  amizade. Tamb&eacute;m nos aspectos negativos (conflitos e trai&ccedil;&otilde;es), as amizades QA se distinguiram por apresentarem n&iacute;veis  menos frequentes. Quanto ao ajustamento social, os adolescentes com amizades de alta qualidade foram considerados pelos pares como os menos  socialmente retirados, exclu&iacute;dos e vitimizados, mas os mais pr&oacute;-sociais e populares/soci&aacute;veis. Adolescentes com amizades de  baixa qualidade foram caracterizados com valores opostos. Estes resultados mostram a import&acirc;ncia da amizade neste per&iacute;odo do  desenvolvimento e permitem compreender, em particular, a influ&ecirc;ncia da qualidade dessa rela&ccedil;&atilde;o no contexto social dos jovens.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Adolesc&ecirc;ncia, Qualidade da amizade, Tipos de amizade, Grupo de pares, Ajustamento social.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Friendships in adolescence are fundamental for social, emotional and cognitive development. However, differences in the quality of the  relationship with a best friend may also be associated with adolescents&rsquo; psychosocial adjustment. The goal of this study was to identify  different profiles of friendship quality, contrasting them regarding positive and negative features of this relationship, as well as youth&rsquo;s  social adjustment in the peer group. 821 participants from 7<sup>th</sup> grade (<i>M</i>=13 years old) reported on their perception of best  friendship quality and sociometric nominations assessed social adjustment in the peer group. Three profiles emerged from hierarchical clusters  analysis based on positive features of friendship quality, namely high-, medium- and low-quality friendships. Such profiles were significantly  different in global quality and in all positive qualitative features of friendship: High-quality friendships were significantly higher in  companionship, validation, help, support, intimacy, and conflict resolution strategies, whilst low-quality friendships had significantly lower  values in all such dimensions. Sex differences revealed that girls experienced more intimate disclosure and validation and caring within their  friendship dyads. Regarding negative features, adolescents in high-quality friendships reported less frequent conflict. As for social adjustment,  youth in high quality friendships were considered by peers as the least anxious-withdrawn, excluded and victimized, but the most prosocial and  popular/sociable. Participants in low-quality friendships were characterized by opposite scores. Findings highlight the significance of friendship  in this developmental period, particularly, regarding friendship quality in young adolescents&rsquo; social milieu.</p>     <p><b>Key words</b>: Adolescence, Friendship quality, Friendship types, Peer group, Social adjustment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A amizade &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o inerentemente di&aacute;dica, pr&oacute;xima, m&uacute;tua e volunt&aacute;ria (Rubin, Coplan,  Chen, Buskirk, &amp; Wojslawowicz, 2005), resultante de diversas interconex&otilde;es frequentes, fortes e bidireccionais que se prolongam no  tempo (Laursen, 2005). Assim, a amizade deve ser reconhecida pelos seus dois membros, pelo que deve existir uma hist&oacute;ria partilhada e um  compromisso m&uacute;tuo (Parker, Rubin, Erath, Wojslawowicz, &amp; Buskirk, 2006). Por outro lado, o sentido de &ldquo;igualdade&rdquo; presente  entre os amigos torna a amizade uma rela&ccedil;&atilde;o de natureza sim&eacute;trica e horizontal. Deste modo, distingue-se de outras  rela&ccedil;&otilde;es igualmente pr&oacute;ximas (por exemplo, com os pais), mas cuja natureza &eacute; vertical (Bagwell &amp; Schmidt, 2011).  Por &uacute;ltimo, esta rela&ccedil;&atilde;o tem como motiva&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria um afecto m&uacute;tuo e rec&iacute;proco, como a  expectativa de que os amigos se apoiam um ao outro, divertem-se ou partilham sentimentos de proximidade e intimidade (Bagwell &amp; Schmidt, 2011;  Hartup &amp; Stevens, 1997; Howes, 1983). A reciprocidade &ndash; particularmente do afecto &ndash; demarca esta rela&ccedil;&atilde;o de outras,  como as que os adolescentes desenvolvem com o grupo de pares mais alargado (Rubin, Bukowski, &amp; Bowker, 2015).</p>     <p>A amizade &eacute;, assim, uma experi&ecirc;ncia normativa e simultaneamente um contexto &uacute;nico de socializa&ccedil;&atilde;o (p.e.,  Parker &amp; Asher, 1993; Torres, Santos, &amp; Santos, 2008). As interac&ccedil;&otilde;es que as crian&ccedil;as e adolescentes t&ecirc;m com os  seus amigos distinguem-se daquelas que experienciam com outros pares, por se caracterizarem por mais afecto positivo, di&aacute;logo e  coopera&ccedil;&atilde;o, maior responsividade ou por estrat&eacute;gias mais construtivas na resolu&ccedil;&atilde;o de discord&acirc;ncias  (Hartup, 1996; Newcomb &amp; Bagwell, 1995, 1998; Simpkins &amp; Parke, 2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas oferecem ao indiv&iacute;duo importantes contributos e provis&otilde;es ao longo do  desenvolvimento, como suporte, afecto, boa companhia, divers&atilde;o, seguran&ccedil;a emocional ou aux&iacute;lio instrumental, conduzindo ao  aumento da compet&ecirc;ncia social, da auto-estima e de auto-percep&ccedil;&otilde;es positivas (Berndt, 2004; Hartup, 1996; Selman, 1980;  Sullivan, 1953; Youniss &amp; Smollar, 1985). Possibilitam ainda oportunidades para a partilha &iacute;ntima (um aspecto nuclear a partir da  adolesc&ecirc;ncia), bem como a valida&ccedil;&atilde;o consensual de interesses, esperan&ccedil;as e receios. Finalmente, as amizades estabelecem  os prot&oacute;tipos para as futuras rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas, conjugais e parentais (Bagwell, Newcomb, &amp; Bukowski, 1998;  Berndt, 2004; Furman &amp; Buhrmester, 1985; Laursen &amp; Mooney, 2005; Newcomb &amp; Bagwell, 1995; Rubin et al., 2015; Rubin, Fredstrom, &amp;  Bowker, 2008; Sullivan, 1953; Youniss &amp; Smollar,1985). Em suma, a fun&ccedil;&atilde;o mais importante da amizade ser&aacute; a de fornecer uma  base de seguran&ccedil;a extrafamiliar, a partir da qual a crian&ccedil;a ou adolescente pode explorar os efeitos dos seus comportamentos em si  pr&oacute;prio, nos seus pares e nos diversos contextos e ambientes (Rubin et al., 2005).</p>     <p>Na adolesc&ecirc;ncia, as amizades assumem uma import&acirc;ncia particular. A prioridade social deixa de ser a aceita&ccedil;&atilde;o pelo  grupo de pares, sendo substitu&iacute;da por uma emergente necessidade de intimidade interpessoal (isto &eacute;, de proximidade, empatia, amor e  seguran&ccedil;a), que &eacute; preenchida fundamentalmente por amigos do mesmo sexo (Bigelow, 1977; Sullivan, 1953; Youniss, 1980). Neste sentido,  embora se verifique um aumento da rede social (Furman &amp; Buhrmester, 1992; van Lieshout, Cillessen, &amp; Haselager, 1999), regista-se  tamb&eacute;m uma diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de amigos (Epstein, 1986). No entanto, estas amizades s&atilde;o mais est&aacute;veis  (Berndt, Hawkins, &amp; Hoyle, 1986) e, principalmente, caracterizadas por uma forma mais sofisticada de intimidade (Berndt, 2004; Sullivan, 1953;  van Lieshout et al., 1999; Youniss &amp; Smollar, 1985). Esta dimens&atilde;o da intimidade, altamente saliente e investida, &eacute; combinada com  expectativas de lealdade, autenticidade e compreens&atilde;o emp&aacute;tica (p.e., Berndt &amp; Perry, 1986).</p>     <p>Assim, os jovens passam a recorrer mais aos amigos do que aos pais enquanto fontes de apoio e de aconselhamento em dom&iacute;nios  espec&iacute;ficos (Buhrmester &amp; Furman, 1987; van Lieshout et al., 1999). Por outro lado, v&atilde;o sendo tamb&eacute;m gradualmente mais  valorizados aspectos como a reciprocidade, compromisso, confian&ccedil;a, simetria e igualdade (Furman &amp; Buhrmester, 1992; Hartup, French,  Laursen, &amp; Johnston, 1993; Mendelson &amp; Aboud, 1999).</p>     <p>Em conclus&atilde;o, a literatura tem apresentado a amizade como um contexto fundamental, sen&atilde;o &uacute;nico, para o desenvolvimento  social, emocional e cognitivo (Laursen &amp; Mooney, 2005; Newcomb &amp; Bagwell, 1995; Rubin et al., 2008, 2015; Sullivan, 1953; Youniss &amp;  Smollar, 1985). A amizade estimula a aquisi&ccedil;&atilde;o de diversas compet&ecirc;ncias, ao mesmo tempo que oferece v&aacute;rias  provis&otilde;es e serve fun&ccedil;&otilde;es distintas. Deste modo, pode contribuir ou comprometer a forma como a crian&ccedil;a ou o adolescente  resolve as suas tarefas desenvolvimentais e, assim, pode estar associada ao ajustamento (ou desajustamento) psicossocial. Esta quest&atilde;o  assume particular import&acirc;ncia na adolesc&ecirc;ncia, quando as principais tarefas desenvolvimentais consistem em encontrar um  equil&iacute;brio entre as rela&ccedil;&otilde;es com os pares e com os pais (isto &eacute;, maior intimidade com os primeiros e maior autonomia  face aos &uacute;ltimos), bem como na constru&ccedil;&atilde;o da identidade (Bagwell &amp; Schmidt, 2011; Berndt, 2004). Hartup (1996) sugeriu  que, para compreender a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es de amizade para o ajustamento, &eacute; necess&aacute;rio considerar  tr&ecirc;s dimens&otilde;es distintas: a participa&ccedil;&atilde;o em amizades, a identidade ou caracter&iacute;sticas dos amigos e ainda a  qualidade da rela&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Qualidade da amizade e ajustamento social</i></p>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o de qualidade da amizade centra-se nas suas dimens&otilde;es (isto &eacute;, nos seus atributos ou  caracter&iacute;sticas) e na val&ecirc;ncia, positiva ou negativa, das mesmas (Berndt &amp; McCandless, 2009; Vitaro, Boivin, &amp; Bukowski,  2009). Neste sentido, os aspectos que constituem a qualidade da amizade s&atilde;o: (a) as fun&ccedil;&otilde;es da amizade, ou seja, os  n&iacute;veis de companheirismo, divers&atilde;o, intimidade, partilha, aux&iacute;lio e valida&ccedil;&atilde;o que caracterizam a  rela&ccedil;&atilde;o; (b) o grau de conflito e desentendimento entre a d&iacute;ade; (c) as propriedades afectivas da rela&ccedil;&atilde;o, isto  &eacute;, os la&ccedil;os afectivos que unem os amigos (Berndt, 2002; Hartup, 1996; Parker &amp; Asher, 1993; Rubin et al., 2015).</p>     <p>Assim, uma amizade de elevada qualidade caracteriza-se por altos &iacute;ndices de comportamento pr&oacute;-social, intimidade, lealdade,  afecto, suporte e valida&ccedil;&atilde;o (Berndt, 2002). Estas dimens&otilde;es, habitualmente, apresentam correla&ccedil;&otilde;es fortes entre  si, pelo que um valor elevado numa delas, como na intimidade, tende a reflectir-se em todas as restantes (Berndt &amp; Keefe, 1995).</p>     <p>Pelo contr&aacute;rio, o conflito, a rivalidade e a assimetria/domin&acirc;ncia consistem nos atributos de car&aacute;cter negativo que  s&atilde;o igualmente comuns entre amigos (Berndt &amp; Perry, 1986; Hartup et al., 1993; Laursen, 1995). Com efeito, n&atilde;o h&aacute;  diferen&ccedil;as, entre d&iacute;ades de amigos e de n&atilde;o-amigos, nos n&iacute;veis de envolvimento em conflitos. A diferen&ccedil;a surge  nas estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o que as d&iacute;ades de amigos adoptam, na medida em que procuram, atrav&eacute;s da  negocia&ccedil;&atilde;o, uma solu&ccedil;&atilde;o equitativa e que preserve a continuidade da rela&ccedil;&atilde;o (Hartup et al., 1993; Hartup  &amp; Laursen, 1989; Laursen, Finkelstein, &amp; Betts, 2001; Newcomb &amp; Bagwell, 1995; Tomada, Schneider, &amp; Fonzi, 2002). Embora os  conflitos e discord&acirc;ncias sejam normativos no seio de uma amizade (p.e., Burk &amp; Laursen, 2005; Simpkins &amp; Parke, 2002), o impacto  desta dimens&atilde;o negativa parece variar em fun&ccedil;&atilde;o da qualidade dessa rela&ccedil;&atilde;o. Nas amizades ricas, caracterizadas  por suporte, o conflito tem um menor impacto negativo, podendo at&eacute; ser considerado uma oportunidade para o crescimento da  rela&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, o conflito pode assumir um impacto mais nocivo nas amizades pobres, por estar associado a estrat&eacute;gias  de resolu&ccedil;&atilde;o mais coercivas, o que pode at&eacute; conduzir &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o (ver Laursen  &amp; Pursell, 2009, para uma revis&atilde;o). Nestes casos em que a amizade se pauta por frequentes e intensos conflitos, um padr&atilde;o  negativo de interac&ccedil;&otilde;es sociais pode ser refor&ccedil;ado, alastrando-se assim &agrave;s interac&ccedil;&otilde;es com outros pares e  adultos (Berndt, 2004).</p>     <p>As dimens&otilde;es negativas da qualidade da amizade est&atilde;o tamb&eacute;m habitualmente correlacionadas entre si (Berndt, 2002), mas a  sua associa&ccedil;&atilde;o com os atributos positivos &eacute; inexistente ou fraca (Berndt &amp; Keefe, 1995). Logo, de modo a obter uma  representa&ccedil;&atilde;o mais precisa da qualidade das amizades, &eacute; fundamental contemplar n&atilde;o apenas as dimens&otilde;es de  val&ecirc;ncia positiva, mas tamb&eacute;m as de val&ecirc;ncia negativa, devendo ser consideradas separadamente (Berndt &amp; McCandless, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O impacto da qualidade da amizade no ajustamento psicossocial, tanto concorrente como longitudinalmente, tem sido demonstrado de modo  consistente. A participa&ccedil;&atilde;o em amizades de elevada qualidade est&aacute; associada positivamente &agrave; sociabilidade e  lideran&ccedil;a (Berndt, Hawkins, &amp; Jiao, 1999; Cillessen, Jiang, West &amp; Laszkowski, 2005), popularidade e desenvolvimento do ego (Allen,  Porter, McFarland, Marsh, &amp; McElhaney, 2005), sentimentos de auto-estima e bem-estar (Gifford-Smith &amp; Brownell, 2003; Hiatt, Laursen,  Mooney, &amp; Rubin, 2015), envolvimento nas actividades escolares e rendimento acad&eacute;mico (Berndt &amp; Keefe, 1995; Burk &amp; Laursen,  2005).</p>     <p>Pelo contr&aacute;rio, verificam-se associa&ccedil;&otilde;es negativas a problemas de comportamento e externaliza&ccedil;&atilde;o (Hiatt et  al., 2015), sentimentos de solid&atilde;o e depress&atilde;o (Burk &amp; Laursen, 2005; Nangle, Erdley, Newman, Mason, &amp; Carpenter, 2003;  Parker &amp; Asher, 1993; Vanhalst, Luyckx, &amp; Goossens, 2014; Waldrip, Malcolm, &amp; Jensen-Campbell, 2008), agressividade f&iacute;sica e  relacional (Cillessen et al., 2005), vitimiza&ccedil;&atilde;o (Card, Isaacs, &amp; Hodges, 2009) ou retirada social (Rubin &amp; Coplan, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Diferen&ccedil;as de sexo</i></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es de amizade at&eacute; &agrave; adolesc&ecirc;ncia continuam a ser maioritariamente entre crian&ccedil;as do mesmo  sexo (p.e., Haselager, Hartup, van Lieshout, &amp; Riksen-Walraven, 1998), embora comecem a desenhar-se importantes diferen&ccedil;as entre  raparigas e rapazes. Por exemplo, as rela&ccedil;&otilde;es de amizade femininas parecem ocorrer em d&iacute;ades ou tr&iacute;ades, enquanto as  masculinas t&ecirc;m lugar em grupos mais alargados (Maccoby, 1995).</p>     <p>Desta forma, relativamente &agrave;s dimens&otilde;es da qualidade da amizade, as raparigas caracterizam as suas rela&ccedil;&otilde;es mais  pr&oacute;ximas com n&iacute;veis superiores de suporte emocional, partilha de intimidade, auto-revela&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e  cuidado, ou resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (Buhrmester &amp; Furman, 1987; Parker &amp; Asher, 1993; Rose &amp; Asher, 2004; Rubin &amp;  Coplan, 2004). No entanto, estudos longitudinais revelam que as traject&oacute;rias da qualidade da amizade nos rapazes s&atilde;o mais acentuadas,  pelo que, no fim da adolesc&ecirc;ncia, encontram-se no mesmo patamar do que as raparigas (Way &amp; Greene, 2006). As d&iacute;ades femininas  apresentam igualmente mais co-rumina&ccedil;&atilde;o (isto &eacute;, discuss&atilde;o e especula&ccedil;&atilde;o excessiva e repetida de  problemas, com enfoque em sentimentos negativos) do que as masculinas (Rose, 2002). Assim, &eacute; poss&iacute;vel que algumas das  provis&otilde;es da amizade sejam mais importantes para as raparigas do que para os rapazes e, do mesmo modo, que algumas dessas qualidades  exer&ccedil;am influ&ecirc;ncia em diferentes medidas quando se pretende analisar a signific&acirc;ncia da amizade no desenvolvimento e no  ajustamento psicossocial (Rose &amp; Rudolph, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O presente estudo</i></p>     <p>O primeiro objectivo deste estudo foi identificar tipos distintos de perfis de amizade na adolesc&ecirc;ncia, atrav&eacute;s de uma  an&aacute;lise de <i>clusters</i> baseada na percep&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es positivas de qualidade da amizade. Esperamos encontrar  grupos diferenciados que descrevam rela&ccedil;&otilde;es com n&iacute;veis de qualidade altos, m&eacute;dios e baixos. A  investiga&ccedil;&atilde;o sobre a amizade tende a utilizar uma abordagem centrada nas vari&aacute;veis, que tipicamente procura descrever  diferen&ccedil;as de m&eacute;dias e as suas associa&ccedil;&otilde;es com caracter&iacute;sticas individuais (Hiatt et al., 2015). &Eacute;,  assim, assumido que os processos estudados s&atilde;o comuns e transversais a toda a popula&ccedil;&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, atrav&eacute;s  de uma abordagem centrada no indiv&iacute;duo, &eacute; poss&iacute;vel identificar participantes semelhantes entre si, mas distintos de outros  membros da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O segundo objectivo consistiu em testar se os perfis encontrados se distinguem na qualidade global da amizade, bem como nas dimens&otilde;es de  val&ecirc;ncia negativa desta rela&ccedil;&atilde;o. Esperamos que os perfis se caracterizem por n&iacute;veis diferentes de qualidade global da  amizade. No entanto, uma vez que as dimens&otilde;es positivas e negativas da qualidade da amizade tendem a ser independentes, esperamos que os  perfis n&atilde;o sejam distintos na percep&ccedil;&atilde;o de conflitos no seio da rela&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O terceiro objectivo do estudo consistiu em explorar a associa&ccedil;&atilde;o entre os perfis de amizade e o ajustamento social dos  adolescentes. Esperamos que os adolescentes que relatam maior qualidade da amizade se caracterizem por maior ajustamento do que os adolescentes que  relatam baixa qualidade na sua rela&ccedil;&atilde;o de amizade.</p>     <p>Por fim, tendo em mente as especificidades de g&eacute;nero nas rela&ccedil;&otilde;es de amizade ao longo do desenvolvimento, poss&iacute;veis  diferen&ccedil;as de sexo ser&atilde;o tamb&eacute;m exploradas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 821 jovens adolescentes (426 do sexo feminino), estudantes do 7&ordm; ano em duas escolas p&uacute;blicas  da Zona Metropolitana de Lisboa. A idade m&eacute;dia dos participantes foi de 13 anos (<i>DP</i>=1.14). As turmas nas quais estavam inseridos  tinham uma dimens&atilde;o m&eacute;dia de 24 alunos (<i>DP</i>=2.23). Embora n&atilde;o tenha sido recolhida informa&ccedil;&atilde;o relativa ao  estatuto socioecon&oacute;mico dos participantes ou das suas fam&iacute;lias, os pais indicaram que, em m&eacute;dia, as suas  habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas se situavam no 9&ordm; ano de escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medidas</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Qualidade da amizade.</i> A qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com o melhor amigo foi medida por auto-relato, utilizando o <i>Friendship  Quality Questionnaire</i> (FQQ; Parker &amp; Asher, 1993). Este question&aacute;rio de auto-preenchimento &eacute; composto por 40 itens que se  agrupam em cinco subescalas de val&ecirc;ncia positiva: <i>Companheirismo e Recrea&ccedil;&atilde;o</i> (5 itens; p.e., &ldquo;fazemos coisas muito  divertidas&rdquo;); <i>Valida&ccedil;&atilde;o e Cuidado</i> (7 itens; p.e., &ldquo;fazemos com que cada um de n&oacute;s se sinta importante e  especial&rdquo;); <i>Partilha de Intimidade</i> (5 itens; p.e., &ldquo;contamos um ao outro os nossos problemas&rdquo;); <i>Ajuda e  Orienta&ccedil;&atilde;o</i> (9 itens; p.e., &ldquo;ajudamo-nos com o trabalho da escola&rdquo;); e <i>Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos</i> (3  itens; p.e., &ldquo;se estamos zangados um com o outro, falamos sempre do que poder&iacute;amos fazer para nos sentirmos melhor&rdquo;); e uma de  val&ecirc;ncia negativa: <i>Conflito e Trai&ccedil;&atilde;o</i> (7 itens; p.e., &ldquo;brigamos muito&rdquo;). Uma vez que as dimens&otilde;es  positivas do FQQ se encontram altamente correlacionadas (<i>r=</i>.56 &ndash; .79), &eacute; poss&iacute;vel calcular um score de <i>Qualidade  Global da Amizade</i> para cada participante, tal como em estudos anteriores (Fordham &amp; Stevenson-Hinde, 1999; Rubin, Wojslawowicz,  Rose-Krasnor, Booth-LaForce, &amp; Burgess, 2006). Os valores de consist&ecirc;ncia interna (alfas de Cronbach) situaram-se entre .74  (Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos) e .95 (Qualidade Global da Amizade). Esta estrutura foi previamente validada e confirmada numa amostra de  adolescentes (Freitas, Santos, Correia, Ribeiro, &amp; Fernandes, 2013). Os participantes deviam classificar, numa escala de tipo Likert (1=nada  verdadeiro; 5=muito verdadeiro), em que medida cada afirma&ccedil;&atilde;o caracterizava a rela&ccedil;&atilde;o com o seu melhor amigo. Valores  mais elevados nas dimens&otilde;es positivas indicam maior percep&ccedil;&atilde;o de qualidade na amizade. Os itens da dimens&atilde;o Conflito e  Trai&ccedil;&atilde;o foram inversamente cotados, pelo que valores mais elevados reflectem aus&ecirc;ncia desta dimens&atilde;o negativa na  rela&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ajustamento social.</i> Os participantes completaram a vers&atilde;o portuguesa do <i>Extended Class Play</i> (ECP; Burgess, Wojslawowicz,  Rubin, Rose-Krasnor, &amp; Booth-LaForce, 2006). Os adolescentes foram instru&iacute;dos para imaginarem ser os encenadores de uma pe&ccedil;a de  teatro, para a qual deveriam escolher, entre os seus colegas de turma que participavam no estudo, um rapaz e uma rapariga que melhor desempenhariam  cada um dos 37 pap&eacute;is positivos e negativos. Tal como em estudos anteriores (e.g., Rubin et al., 2006; Zeller, Vannatta, Schafer, &amp;  Noll, 2003), apenas nomea&ccedil;&otilde;es entre jovens do mesmo sexo foram consideradas, de modo a eliminar poss&iacute;veis enviesamentos por  estere&oacute;tipos de g&eacute;nero. As nomea&ccedil;&otilde;es recebidas por cada participante foram somadas e depois estandardizadas para o sexo  e para a turma, de modo a corrigir diferen&ccedil;as na dimens&atilde;o das turmas (Cillessen, 2009). Por fim, foram calculados os  comp&oacute;sitos atrav&eacute;s da m&eacute;dia dos scores estandardizados de cada item.</p>     <p>O ECP tem sido amplamente utilizado na investiga&ccedil;&atilde;o sobre o comportamento e ajustamento social de crian&ccedil;as e  adolescentes, sendo considerado altamente fi&aacute;vel uma vez que se baseia nas nomea&ccedil;&otilde;es feitas pelo grupo de pares da  crian&ccedil;a/jovem (ver Cillessen, 2009; Rubin et al., 2015, para revis&otilde;es). O ECP foi validado em diferentes contextos culturais (p.e.,  Bowker &amp; Raja, 2011; Rubin et al., 2006). Em Portugal, a estrutura de 6 factores proposta por Menzer e colaboradores (Menzer, Oh, McDonald,  Rubin, &amp; Dashiell-Aje, 2010) foi suportada por Correia, Santos, Freitas, Rosado e Rubin (2014): <i>Retirada-ansiosa</i> (3 itens, p.e.:  &ldquo;Muito t&iacute;mido&rdquo;); <i>Agressividade</i> (6 itens, p.e.: &ldquo;Entra em muitas brigas&rdquo;); <i>Exclus&atilde;o pelos pares</i>  (3 itens, p.e.: &ldquo;frequentemente exclu&iacute;do&rdquo;); <i>Vitimiza&ccedil;&atilde;o pelos pares</i> (3 itens, p.e.: &ldquo;frequentemente  ofendido/insultado&rdquo;); <i>Comportamento pr&oacute;-social</i> (4 itens, p.e.: &ldquo;Ajuda os outros&rdquo;);  <i>Popularidade/sociabilidade</i> (4 itens, p.e.: &ldquo;Tem muitos amigos&rdquo;). Os valores de consist&ecirc;ncia interna (alfas de Cronbach)  situaram-se entre .77 (Popularidade/sociabilidade) e .87 (Vitimiza&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>As Direc&ccedil;&otilde;es das duas escolas foram contactadas e, de modo a obter a sua autoriza&ccedil;&atilde;o para a recolha dos dados,  foram-lhes apresentados os objectivos e procedimentos do estudo. Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o por parte das Direc&ccedil;&otilde;es, em  conformidade com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Investiga&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica (Vale &amp;  Oliveira, s.d.), foi pedido o consentimento informado por escrito aos pais/guardi&otilde;es legais de todos os adolescentes para participarem no  estudo. Os participantes foram informados dos objectivos e procedimentos do estudo, da natureza volunt&aacute;ria da sua participa&ccedil;&atilde;o  e da confidencialidade das suas respostas. Assistentes de investiga&ccedil;&atilde;o treinados administraram uma bateria de question&aacute;rios,  em formato de grupo, nas salas-de-aula. Cada sess&atilde;o teve a dura&ccedil;&atilde;o aproximada de 90 minutos. Os adolescentes  n&atilde;o-participantes (i.e., para quem n&atilde;o se obteve assentimento ou consentimento parental [&lt;10%]) permaneceram na sala-de-aulas  durante as sess&otilde;es de recolha de dados, a realizar tarefas atribu&iacute;das pelo professor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Plano de an&aacute;lise dos dados</i></p>     <p>Todas as an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram efectuadas com recurso ao SPSS <i>Statistics</i> (v. 22, IBM SPSS, Chicago, IL). Com o  objectivo de identificar diferentes tipos de perfis de adolescentes, agrupando-os em fun&ccedil;&atilde;o da sua percep&ccedil;&atilde;o das  dimens&otilde;es positivas da qualidade da amizade, foi efectuado um procedimento em fases sucessivas (Hair &amp; Black, 2000). Em primeiro lugar,  realizou-se uma an&aacute;lise de <i>Clusters</i> hier&aacute;rquica de casos para obten&ccedil;&atilde;o de uma solu&ccedil;&atilde;o inicial, utilizando a  dist&acirc;ncia euclidiana das observa&ccedil;&otilde;es individuais e o m&eacute;todo Ward para constituir os <i>clusters</i>. A  solu&ccedil;&atilde;o encontrada foi baseada nas dist&acirc;ncias reescalonadas do dendograma, na percentagem de mudan&ccedil;a em cada passo da  an&aacute;lise de <i>clusters</i> e em crit&eacute;rios conceptuais. De seguida, aplicou-se o m&eacute;todo de agrupamento n&atilde;o  hier&aacute;rquico (<i>k-means</i>) de casos para optimizar a distribui&ccedil;&atilde;o dos participantes em cada <i>cluster</i>.</p>     <p>Para se proceder &agrave; an&aacute;lise das diferen&ccedil;as entre os perfis constitu&iacute;dos em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis  em estudo, recorreu-se &agrave; an&aacute;lise multivariada de vari&acirc;ncia (MANOVA) e, na presen&ccedil;a de efeitos multivariados  significativos, &agrave;s an&aacute;lises univariadas de vari&acirc;ncia (ANOVA), seguidas de testes <i>post-hoc</i> (Tukey) para avaliar quais os  perfis que se diferenciavam entre si.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Perfis de amizade e dimens&otilde;es positivas da qualidade da amizade</i> </p>     <p>Foram identificados tr&ecirc;s perfis de adolescentes com base nas dimens&otilde;es positivas da qualidade da amizade  (<a href="#t1">Tabela 1</a>): Perfil de Qualidade Alta (QA), composto por adolescentes com valores, em m&eacute;dia, superiores na qualidade da  amizade (<i>n</i>=348); Perfil de Qualidade M&eacute;dia (QM), composto por adolescentes que reportam valores na qualidade da amizade m&eacute;dios  (<i>n</i>=326); Perfil de Qualidade Baixa (QB), referente a adolescentes com os valores m&eacute;dios inferiores na qualidade da amizade  (<i>n</i>=147).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a07t1.jpg" width="575" height="308"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise multivariada de vari&acirc;ncia (MANOVA) 3 (perfis de amizade) x 2 (sexo), relativa a todas as dimens&otilde;es positivas de  qualidade da amizade, revelou um efeito principal significativo para o perfil de amizade [<i>V</i>=.88, <i>F</i>(10,821)=128.62, <i>p</i>&lt;.000,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.44, <i>&pi;</i>=1.00] e para o sexo [V=.03, <i>F</i>(5,821)=5.29, <i>p</i>&lt;.000,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.03, <i>&pi;</i>=.99], assim como um efeito de interac&ccedil;&atilde;o entre os dois factores [<i>V</i>=.03,  <i>F</i>(10,821)=2.38, <i>p</i>&lt;.009, <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.01, <i>&pi;</i>=.94].</p>     <p>A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia univariada revelou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para todas as  dimens&otilde;es positivas da qualidade da amizade: Companheirismo e Recrea&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(2,821)=374.18, <i>p</i>&lt;.001],  Valida&ccedil;&atilde;o e Cuidado [<i>F</i>(2,821)=517.83, <i>p</i>&lt;.001], Ajuda e Orienta&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(2,821)=720.71,  <i>p</i>&lt;.001], Partilha de Intimidade [<i>F</i>(2,821)=926,56, <i>p</i>&lt;.001] e Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos  [<i>F</i>(2,821)=353,86, <i>p</i>&lt;.001]. A an&aacute;lise <i>post-hoc</i> (Tukey) demonstrou que os tr&ecirc;s grupos constitu&iacute;dos com  base nos perfis de amizade se diferenciaram entre si, de forma estatisticamente significativa, em todas as dimens&otilde;es positivas da qualidade  da amizade (<i>p</i>&lt;.000).</p>     <p>Estes resultados confirmam que os agrupamentos constitu&iacute;dos comportam adolescentes com perfis estatisticamente diferentes relativamente  &agrave; qualidade positiva da amizade. Assim, os adolescentes do perfil QA foram aqueles que reportaram valores superiores em todas as  dimens&otilde;es positivas, descrevendo maior companheirismo, valida&ccedil;&atilde;o, ajuda, intimidade e melhores estrat&eacute;gias de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. Por oposi&ccedil;&atilde;o, os adolescentes do perfil QB reportaram os valores mais reduzidos nas mesmas  dimens&otilde;es positivas, enquanto o perfil QM reportou valores interm&eacute;dios.</p>     <p>Relativamente ao efeito do factor sexo, verificou-se que as raparigas reportaram valores m&eacute;dios significativamente superiores aos rapazes  nas dimens&otilde;es Valida&ccedil;&atilde;o e Cuidado [<i>F</i>(1,821)=8.19, <i>p</i>&lt;.01] e Partilha de Intimidade [<i>F</i>(1,821)=20.74,  <i>p</i>&lt;.00].</p>     <p>Quanto ao efeito de interac&ccedil;&atilde;o verificado entre o perfil de qualidade da amizade e o sexo, constatou-se que, para a  dimens&atilde;o Partilha de Intimidade [<i>F</i>(2,821)=10.32, <i>p</i>&lt;.000], as raparigas do perfil QB indicaram valores significativamente  superiores aos rapazes. Nos restantes perfis, n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as de sexo significativas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Perfis de amizade, qualidade global da amizade e conflito e trai&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>De seguida, foram exploradas as diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s perfis de amizade na Qualidade Global da Amizade e na dimens&atilde;o  Aus&ecirc;ncia de Conflito e Trai&ccedil;&atilde;o (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Foi realizada uma MANOVA 3 (perfil de amizade) x 2 (sexo), que  revelou efeitos principais estatisticamente significativos para o perfil de amizade [<i>V</i>=.86, <i>F</i>(2,821)=63.13, <i>p</i>&lt;.000,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.43, <i>&pi;</i>=1.00] e para o sexo [<i>V</i>=.04, <i>F</i>(1,821)=3.39, <i>p</i>&lt;.05,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.04, <i>&pi;</i>=.76]. N&atilde;o foram encontrados efeitos de interac&ccedil;&atilde;o estatisticamente  significativos [<i>V</i>=.03, <i>F</i>(2,821)=1.18, <i>p</i>=.32, <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.01, <i>&pi;</i>=.47].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a07t2.jpg" width="577" height="245"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia univariada revelou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, em  fun&ccedil;&atilde;o dos perfis, para a Qualidade Global da Amizade [<i>F</i>(2,821)=485.16, <i>p</i>&lt;.000) e para a dimens&atilde;o de  Aus&ecirc;ncia de Conflito e Trai&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(2,821)=9.25, <i>p</i>&lt;.000). Relativamente &agrave; Qualidade Global da Amizade, a  an&aacute;lise <i>post-hoc</i> (Tukey) permitiu verificar que os tr&ecirc;s perfis de amizade se diferenciaram (sempre <i>p</i>&lt;.001): o perfil  QA apresentou valores significativamente superiores aos dos restantes perfis e o perfil QB registou valores significativamente inferiores,  confirmando o padr&atilde;o anteriormente obtido na an&aacute;lise das dimens&otilde;es positivas da qualidade da amizade.</p>     <p>Embora a an&aacute;lise multivariada tenha revelado um efeito principal estatisticamente significativo relativo ao sexo, a an&aacute;lise  univariada apenas revelou um efeito marginalmente significativo [<i>F</i>(1,821)=3.66, <i>p</i>=.06), sugerindo que as raparigas registaram uma  Qualidade Global da Amizade tendencialmente superior &agrave; dos rapazes.</p>     <p>Quanto &agrave; dimens&atilde;o de Aus&ecirc;ncia de Conflito e Trai&ccedil;&atilde;o, verificou-se que o Perfil QA se distinguiu de modo  estatisticamente significativo do Perfil QM (<i>p</i>&lt;.000), por apresentar n&iacute;veis menos frequentes de conflito. Ao contr&aacute;rio da  an&aacute;lise multivariada, a an&aacute;lise univariada n&atilde;o revelou efeitos do sexo nesta dimens&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Perfis de amizade e ajustamento social</i></p>     <p>Para verificar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no ajustamento social dos adolescentes em  fun&ccedil;&atilde;o dos perfis de amizade e do sexo dos participantes (<a href="#t3">Tabela 3</a>), foi efectuada uma MANOVA 3 (perfis de amizade)  x 2 (sexo). Esta an&aacute;lise revelou a exist&ecirc;ncia de um efeito principal estatisticamente significativo relativo aos perfis de amizade  [<i>V</i>=.06, <i>F</i>(12,699)=3.29, <i>p</i>&lt;.000, <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.03, <i>&pi;</i>=1.00] e um efeito de  interac&ccedil;&atilde;o [<i>V</i>=.03, <i>F</i>(12,699)=1.85, <i>p</i>&lt;.05, <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.02, <i>&pi;</i>=.90].  N&atilde;o foi encontrado nenhum efeito principal estatisticamente significativo relativo ao sexo [<i>V</i>=.01, <i>F</i>(12,699)=.72,  <i>p</i>&lt;.63, <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</i></sub>=.01, <i>&pi;</i>=.29].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a07t3.jpg" width="579" height="323"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As an&aacute;lises de vari&acirc;ncia univariadas permitiram revelar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas  entre os perfis de amizade nas dimens&otilde;es Retirada Ansiosa [<i>F</i>(2,699)=7.17, <i>p</i>&lt;.001], Exclus&atilde;o [<i>F</i>(2,699)=11.08,  <i>p</i>&lt;.000], Vitimiza&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(2,699)=9.02, <i>p</i>&lt;.000], Comportamento Pr&oacute;-social [<i>F</i>(2,699)=7.63,  <i>p</i>&lt;.001] e Popularidade/Sociabilidade [<i>F</i>(2,699)=5.22, <i>p</i>&lt;.006]. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as na  dimens&atilde;o da Agressividade [<i>F</i>(2,699)=.34, <i>p</i>=.71].</p>     <p>A an&aacute;lise <i>post-hoc</i> (Tukey) permitiu verificar que os adolescentes do perfil QA foram os que apresentaram valores  significativamente inferiores nas dimens&otilde;es Retirada Ansiosa, Exclus&atilde;o e Vitimiza&ccedil;&atilde;o, bem como valores  significativamente superiores nas dimens&otilde;es Comportamento Pr&oacute;-social e Popularidade/Sociabilidade. Por oposi&ccedil;&atilde;o, os  adolescentes do perfil QB apresentaram os valores mais elevados nas dimens&otilde;es Retirada Ansiosa, Exclus&atilde;o e Vitimiza&ccedil;&atilde;o  e valores mais baixos nas dimens&otilde;es Comportamento Pr&oacute;-social e Popularidade/Sociabilidade. Os adolescentes do perfil QM foram  considerados significativamente menos exclu&iacute;dos e vitimizados do que os seus pares do perfil QB mas, por outro lado, significativamente  menos pr&oacute;-sociais do que os jovens do perfil QA.</p>     <p>Por fim, os efeitos de interac&ccedil;&atilde;o encontrados revelaram-se, segundo as an&aacute;lises univariadas, nas dimens&otilde;es Retirada  Ansiosa [<i>F</i>(2,699)=3.41, <i>p</i>&lt;.05], Exclus&atilde;o [<i>F</i>(2,699)=4.14, <i>p</i>&lt;.05] e Comportamento Pr&oacute;-social  [<i>F</i>(2,699)=3.98, <i>p</i>&lt;.05]. Particularmente, as raparigas do perfil QB foram consideradas pelos pares como mais retiradas e  exclu&iacute;das e, pelo contr&aacute;rio, menos pr&oacute;-sociais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como principais objectivos: (1) identificar diferentes perfis de qualidade de amizade (com base na  percep&ccedil;&atilde;o que os adolescentes t&ecirc;m das dimens&otilde;es positivas de qualidade da sua melhor amizade); (2) analisar  diferen&ccedil;as entre os perfis identificados mas v&aacute;rias dimens&otilde;es qualitativas, de val&ecirc;ncia positiva e negativa, dessa  rela&ccedil;&atilde;o; e (3) verificar em que medida o ajustamento social desses adolescentes (reportado pelos seus pares) variava em  fun&ccedil;&atilde;o dos perfis encontrados, assim como do sexo dos participantes do estudo.</p>     <p>Os resultados foram consistentes com a nossa hip&oacute;tese, demonstrando a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s perfis distintos de qualidade de  amizade: um perfil com alta qualidade de amizade, outro com baixa qualidade de amizade e um terceiro, com valores interm&eacute;dios. Os resultados  mostraram que os tr&ecirc;s perfis identificados se distinguiam significativamente entre si em todas as dimens&otilde;es positivas de qualidade da  amizade: companheirismo e recrea&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e cuidado, ajuda e orienta&ccedil;&atilde;o, partilha de intimidade e  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos &ndash; e, assim, tamb&eacute;m na percep&ccedil;&atilde;o de qualidade global da rela&ccedil;&atilde;o.  Particularmente, os adolescentes que reportam melhor qualidade de amizade apresentaram valores significativamente superiores em todos os aspectos  qualitativos da rela&ccedil;&atilde;o; enquanto os que reportaram baixa qualidade de amizade apresentaram valores significativamente inferiores  nestas dimens&otilde;es; por fim, os jovens que reportaram uma amizade de qualidade m&eacute;dia apresentaram valores igualmente interm&eacute;dios  nas mesmas dimens&otilde;es.</p>     <p>Estes resultados confirmam que as rela&ccedil;&otilde;es de amizade em que os adolescentes participam podem ser qualitativamente distintas entre  si, contribuindo para um conjunto de evid&ecirc;ncia que sugere que as amizades de elevada qualidade s&atilde;o caracterizadas por altos  &iacute;ndices de intimidade, lealdade, afecto, suporte e reciprocidade (Berndt, 2002; Hartup, 1996; Hiatt et al., 2015). A exist&ecirc;ncia destas  provis&otilde;es indica que os adolescentes podem beneficiar, no seio de uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima com um par espec&iacute;fico, de  um contexto onde sentem a seguran&ccedil;a emocional para a partilha &iacute;ntima e valida&ccedil;&atilde;o consensual de interesses,  esperan&ccedil;as e receios (Berndt, 2004; Hartup, 1996; Rubin et al., 2015; Selman, 1980; Sullivan, 1953; Youniss &amp; Smollar, 1985). Assim, uma  amizade rica e de qualidade pode oferecer uma base de seguran&ccedil;a, distinta da fam&iacute;lia, que permite ao adolescente explorar os efeitos  dos seus comportamentos em si pr&oacute;prio, nos seus pares e nos diversos contextos e ambientes (Rubin et al., 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso das raparigas, parece haver diferen&ccedil;as na percep&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m de algumas dimens&otilde;es da  rela&ccedil;&atilde;o. Em compara&ccedil;&atilde;o com as d&iacute;ades masculinas, as amizades entre as raparigas foram mais marcadas por  valida&ccedil;&atilde;o e cuidado, bem como por maior partilha de intimidade. Estes resultados s&atilde;o tamb&eacute;m consistentes com a  literatura, segundo a qual as raparigas est&atilde;o envolvidas em rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas com n&iacute;veis superiores de suporte  emocional, intimidade, auto-revela&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o (Buhrmester &amp; Furman, 1987; Parker &amp; Asher, 1993; Rose &amp;  Asher, 2004; Rubin et al., 2004). Com efeito, o elemento central da amizade na adolesc&ecirc;ncia &eacute; a intimidade (Berndt, 2004; Sullivan,  1953; van Lieshout et al., 1999; Youniss &amp; Smollar, 1985), que parece ocorrer mais facilmente em pequenas redes de dois ou tr&ecirc;s  elementos, caracter&iacute;sticas das raparigas, do que nos grupos mais alargados onde os rapazes circulam (Maccoby, 1995). Este resultado deve ser  lido com cautela, por&eacute;m, uma vez que estudos longitudinais revelam que estas diferen&ccedil;as poder&atilde;o ser atenuadas ou mesmo  eliminadas no fim da adolesc&ecirc;ncia (Way &amp; Greene, 2006).</p>     <p>A qualidade da amizade n&atilde;o compreende apenas aspectos positivos (Berndt, 2002; Hartup, 1996). Amizades pobres, caracterizadas por baixa  proximidade, intimidade e suporte, est&atilde;o associadas a interac&ccedil;&otilde;es negativas na d&iacute;ade que comprometem a sua continuidade  no tempo, podendo conduzir a maior vulnerabilidade e dificuldades intrapessoais (Bagwell &amp; Schmidt, 2011; Hiatt et al., 2015; Parker &amp;  Asher, 1993; Rubin et al., 2015). Por outro lado, as discord&acirc;ncias, disputas e conflitos s&atilde;o inevit&aacute;veis nas  interac&ccedil;&otilde;es entre amigos e promovem oportunidades para desenvolver e praticar compet&ecirc;ncias na resolu&ccedil;&atilde;o de  conflitos. Contrariamente &agrave; nossa hip&oacute;tese, os nossos resultados sugerem que os adolescentes com um perfil de alta qualidade da  amizade reportaram menor frequ&ecirc;ncia de conflito e trai&ccedil;&atilde;o entre a d&iacute;ade do que os adolescentes com amizades de qualidade  m&eacute;dia. Com a passagem para a adolesc&ecirc;ncia, as rela&ccedil;&otilde;es de amizade evoluem, tornando-se mais sofisticadas e ajustando-se  &agrave;s expectativas acerca dos amigos e &agrave;s experi&ecirc;ncias com os estes &ndash; que incluem a constru&ccedil;&atilde;o de intimidade,  proximidade, lealdade, confian&ccedil;a, fiabilidade e resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (Rubin et al., 2015). Quando dois amigos discordam,  ambos s&atilde;o confrontados directamente com o facto de que os outros podem ver o mundo de forma diferente, de que a perspectiva do  pr&oacute;prio pode n&atilde;o ser a mais correcta, que a felicidade de um amigo pode ser importante, entre outos aspectos. Assim, o conflito pode  promover o conhecimento social, criando oportunidades para a tomada de perspectiva e a consci&ecirc;ncia de que os comportamentos e objectivos dos  outros interessam (Bagwell &amp; Schmidt, 2011). Desta forma, talvez por recorrerem a formas mais competentes e construtivas de resolver as suas  discord&acirc;ncias, os adolescentes que participam em amizades ricas podem ter uma percep&ccedil;&atilde;o dos conflitos como menos intensos,  negativos e nocivos (p.e., Burk &amp; Laursen, 2005).</p>     <p>Confirmando a nossa expectativa, os nossos resultados demonstraram tamb&eacute;m que a qualidade da amizade estava associada ao ajustamento  social dos adolescentes no grupo de pares. Os adolescentes com perfil de elevada qualidade de amizade foram considerados pelo grupo como menos  retirados socialmente, menos exclu&iacute;dos e vitimizados pelos pares. Foram ainda caracterizados como mais pr&oacute;-sociais e  populares/soci&aacute;veis. Pelo contr&aacute;rio, os adolescentes envolvidos em amizades de baixa qualidade foram considerados pelos pares como  mais socialmente retirados, exclu&iacute;dos e vitimizados, bem como menos pr&oacute;-sociais e populares. Esta associa&ccedil;&atilde;o entre a  qualidade da amizade e o ajustamento &eacute; consistente com a literatura, por exemplo, relativamente &agrave; popularidade (Allen et al., 2005),  auto-estima e bem-estar (Gifford-Smith &amp; Brownell, 2003; Hiatt et al., 2015), envolvimento acad&eacute;mico (Burk &amp; Laursen, 2005), ou  vitimiza&ccedil;&atilde;o (Card et al., 2009), retirada social (Rubin &amp; Coplan, 2004), problemas de comportamento (Hiatt et al., 2015),  sentimentos de solid&atilde;o e depress&atilde;o (Burk &amp; Laursen, 2005; Nangle et al., 2003; Parker &amp; Asher, 1993; Vanhalst et al., 2014;  Waldrip et al., 2008). Desta forma, os nossos resultados suportam a proposta de Sullivan (1953) sobre o papel &uacute;nico que uma amizade  pr&oacute;xima e rica assume para o ajustamento socio-emocional e para o bem-estar. Uma rela&ccedil;&atilde;o de alta qualidade pode melhorar a  perspectiva que os adolescentes t&ecirc;m dos seus pares (e vice-versa), ajudando-os a terem mais contactos positivos com os pares, que podem, por  sua vez, conduzir a rela&ccedil;&otilde;es positivas. Desta forma, uma amizade de qualidade poder&aacute; influenciar diversas facetas do  comportamento social e do ajustamento dos adolescentes (Berndt, 2002; Rubin et al., 2015).</p>     <p>No entanto, o car&aacute;cter transversal do delineamento deste estudo n&atilde;o permite inferir que a amizade contribui para o ajustamento  social. Tal como Hiatt e colaboradores (2015) sugerem, diferen&ccedil;as no ajustamento dos adolescentes em fun&ccedil;&atilde;o da qualidade das  suas rela&ccedil;&otilde;es de amizade podem ser produto de efeitos de socializa&ccedil;&atilde;o: indiv&iacute;duos com dificuldades de  ajustamento tendem a seleccionar-se entre si como amigos (p.e., Haselager et al., 1998; Rubin et al., 2006) e as suas rela&ccedil;&otilde;es tendem  a caracterizar-se por baixos &iacute;ndices de suporte e/ou alta negatividade (Poulin, Dishion, &amp; Haas, 1999).</p>     <p>Outra limita&ccedil;&atilde;o do presente trabalho foi o facto de termos estudado a qualidade da amizade a partir de uma perspectiva meramente  individual, quando a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; inerentemente di&aacute;dica. Assim, seria interessante considerar a percep&ccedil;&atilde;o de  ambos os membros da d&iacute;ade, considerando tamb&eacute;m em que medida essas percep&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ou n&atilde;o convergentes.  Estudos futuros dever&atilde;o ultrapassar estas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, utilizando delineamentos longitudinais e abordagens  multi-m&eacute;todo e multi-informantes.</p>     <p>Por&eacute;m, o presente estudo permitiu, atrav&eacute;s de uma abordagem centrada no indiv&iacute;duo, confirmar o que outras abordagens apenas  sugeriam: os adolescentes desenvolvem rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas que variam nos seus aspectos qualitativos. A  identifica&ccedil;&atilde;o de perfis relacionais distintos, dentro da mesma popula&ccedil;&atilde;o, demonstrou igualmente uma  rela&ccedil;&atilde;o com diferentes dimens&otilde;es do ajustamento social, dando suporte a um modelo transaccional das rela&ccedil;&otilde;es  sociais em que diferentes n&iacute;veis de complexidade (p.e., d&iacute;ade e grupo) se interligam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Allen, J., Porter, M., McFarland, F., Marsh, P., &amp; McElhaney, K. (2005). The two faces of adolescents&rsquo; success with peers: Adolescent  popularity, social adaptation, and deviant behavior. <i>Child Development, 76</i>, 747-760. doi: 10.1111/j.1467-8624.2005.00875.x</p>     <!-- ref --><p>Bagwell, C. L., Newcomb, A. F., &amp; Bukowski, W. M. (1998). Preadolescent friendship and peer rejection as predictors of adult adjustment.  <i>Child Development, 69</i>, 140-153. doi: 10.1111/j.1467-8624.1998.tb06139.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039239&pid=S0870-8231201800020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bagwell, C. L., &amp; Schmidt, M. E. (2011). <i>Friendships in childhood and adolescence</i>. New York, NY: Guilford Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039240&pid=S0870-8231201800020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berndt, T. J. (2002). Friendship quality and social development. <i>Current Directions in Psychological Science, 11</i>, 7-10. doi:  10.1111/1467-8721.00157&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039242&pid=S0870-8231201800020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Berndt, T. J. (2004). Children&rsquo;s friendships: Shifts over a half-century in perspectives on their development and their effects.  <i>Merrill Palmer Quarterly Journal of Developmental Psychology, 50</i>, 206-223.</p>     <p>Berndt, T. J., Hawkins, J. A., &amp; Hoyle, S. G. (1986). Changes in friendship during a school year: Effects on children&rsquo;s and  adolescents&rsquo; impressions of friendship and sharing with friends. <i>Child Development, 57</i>, 1284. doi: 10.1111/1467-8624.ep7250351</p>     <!-- ref --><p>Berndt, T. J., Hawkins, J. A., &amp; Jiao, Z. (1999). Influences of friends and friendships on adjustment to junior high school.  <i>Merrill-Palmer Quarterly: Journal of Developmental Psychology, 45</i>, 13-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039245&pid=S0870-8231201800020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Berndt, T. J., &amp; Keefe, K. (1995). Friends&rsquo; influence on adolescents&rsquo; adjustment to school. <i>Child Development, 66</i>,  1312-1329. doi: 10.1111/j.1467-8624.1995.tb00937.x</p>     <p>Berndt, T. J., &amp; McCandless, M. A. (2009). Methods for investigating children&rsquo;s relationships with friends. In K. H. Rubin, W. M.  Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.), <i>Handbook of peer interactions, relationships, and groups</i> (pp. 63-81). New York, NY: Guilford Press.</p>     <p>Berndt, T. J., &amp; Perry, T. B. (1986). Children&rsquo;s perceptions of friendships as supportive relationships. <i>Developmental Psychology,  22</i>, 640-648. doi: 10.1037/0012-1649.22.5.640</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bigelow, B. J. (1977). Children&rsquo;s friendship expectations: A cognitive-developmental study. <i>Child Development, 48</i>, 246-253. doi:  10.1111/1467-8624.ep10439639</p>     <!-- ref --><p>Bowker, J. C., &amp; Raja, R. (2011). Social withdrawal subtypes during early adolescence in India. <i>Journal of Abnormal Child Psychology,  39</i>, 201-212. doi: 10.1007/s10802-010-9461-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039251&pid=S0870-8231201800020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Buhrmester, D., &amp; Furman, W. (1987). The development of companionship and intimacy. <i>Child Development, 58</i>,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039252&pid=S0870-8231201800020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 1101-1113. doi:  10.1111/1467-8624.ep8590161</p>     <!-- ref --><p>Burgess, K. B., Wojslawowicz, J. C., Rubin, K. H., Rose-Krasnor, L., &amp; Booth-LaForce, C. (2006). Social information processing and coping  strategies of shy/withdrawn and aggressive children: Does friendship matter?. <i>Child Development, 77</i>, 371-383. doi:  10.1111/j.1467-8624.2006.00876.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039254&pid=S0870-8231201800020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Burk, W. J., &amp; Laursen, B. (2005). Adolescent perceptions of friendship and their associations with individual adjustment. <i>International  Journal of Behavioral Development, 29</i>, 156-164. doi: 10.1080/01650250444000342&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039255&pid=S0870-8231201800020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Card, N. A., Isaacs, J., &amp; Hodges, E. V. E. (2009). Aggression and victimization in children&rsquo;s peer groups: A relationship  perspective. In A. L. Vangelisti (Ed.), <i>Feeling hurt in close relationships</i> (pp. 235-259). New York, NY: Cambridge University Press.</p>     <!-- ref --><p>Cillessen, A. H. N. (2009). Sociometric methods. In K. H. Rubin, W. M. Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.), <i>Handbook of peer interactions,  relationships, and groups</i> (pp. 82-99). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039257&pid=S0870-8231201800020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cillessen, A. H. N., Jiang, X. L., West, T. V., &amp; Laszkowski, D. K. (2005). Predictors of dyadic friendship quality in adolescence.  <i>International Journal of Behavioral Development, 29</i>, 165-172. doi: 10.1080/01650250444000360&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039259&pid=S0870-8231201800020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Correia, J. V., Santos, A. J., Freitas, M., Rosado, A., &amp; Rubin, K. H. (2014). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do Extended  Class Play numa amostra portuguesa de pr&eacute;-adolescentes e adolescentes. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 27</i>, 462-471.  doi: 10.1590/1678-7153.201427306&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039260&pid=S0870-8231201800020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Epstein, J. L. (1986). Friendship selection: Developmental and environmental influences. In E. Mueller &amp; C. Cooper (Eds.), <i>Process and  outcome in peer relationships</i>. New York, NY: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039261&pid=S0870-8231201800020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fordham, K., &amp; Stevenson-Hinde, J. (1999). Shyness, friendship quality, and adjustment during middle childhood. <i>Journal of Child  Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines, 40</i>, 757-768. doi: 10.1111/1469-7610.00491&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039263&pid=S0870-8231201800020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freitas, M., Santos, A. J., Correia, J. V., Ribeiro, O., &amp; Fernandes, E. (2013). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do modelo do  Question&aacute;rio da Qualidade da Amizade numa amostra de jovens adolescentes Portuguesa. <i>Revista Laborat&oacute;rio de Psicologia, 11</i>,  163-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039264&pid=S0870-8231201800020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Furman, W., &amp; Buhrmester, D. (1985). Children&rsquo;s perceptions of the personal relationships in their social networks. <i>Developmental  Psychology, 21</i>, 1016-1024. doi: 10.1111/1467-8624.ep7251652</p>     <!-- ref --><p>Furman, W., &amp; Buhrmester, D. (1992). Age and sex differences in perceptions of networks of personal relationships. <i>Child Development,  63</i>, 103. doi: 10.1111/1467-8624.ep9203091729&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039267&pid=S0870-8231201800020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gifford-Smith, M. E., &amp; Brownell, C. A. (2003). Childhood peer relationships: Social acceptance, friendships, and peer networks. <i>Journal  of School Psychology, 41</i>, 235-284. doi: 10.1016/s0022-4405(03)00048-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039268&pid=S0870-8231201800020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hair, J. F., &amp; Black, W.C. (2000). Cluster analysis. In L. Grimm &amp; P. R. Yarnold (Eds.), <i>Reading and understanding more multivariate  statistics</i> (pp. 147-205). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039269&pid=S0870-8231201800020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hartup, W. W. (1996). The company they keep: Friendships and their developmental significance. <i>Child Development, 67</i>, 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039271&pid=S0870-8231201800020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hartup, W. W., French, D. C., Laursen, B., &amp; Johnston, M. K. (1993). Conflict and friendship relations in middle childhood: Behavior in a  closed-field situation. <i>Child Development, 64</i>, 445-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039273&pid=S0870-8231201800020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hartup, W. W., &amp; Laursen, B. (1989). <i>Contextual constraints and children&rsquo;s friendship relations</i>. Paper apresentado em Biennial  Meetings of the Society for Research in Child Development, Kansas City, MO.  <a href="http://www.eric.ed.gov/contentdelivery/servlet/ERICServlet?accno=ED310848"  target="_blank">http://www.eric.ed.gov/contentdelivery/servlet/ERICServlet?accno=ED310848</a></p>     <!-- ref --><p>Hartup, W. W., &amp; Stevens, N. (1997). Friendships and adaptation in the life course. <i>Psychological Bulletin, 121</i>, 355-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039276&pid=S0870-8231201800020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Haselager, G. J. T., Hartup, W. W., van Lieshout, C. F. M., &amp; Riksen-Walraven, J. M. A. (1998). Similarities between friends and nonfriends  in middle childhood. <i>Child Development, 69</i>, 1198-1208. doi: 10.1111/j.1467-8624.1998.tb06167.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039278&pid=S0870-8231201800020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hiatt, C., Laursen, B., Mooney, K. S., &amp; Rubin, K. H. (2015). Forms of friendship: A person-centered assessment of the quality, stability,  and outcomes of different types of adolescent friends. <i>Personality and Individual Differences, 77</i>, 149-155. doi: 10.1016/j.paid.2014.12.051&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039279&pid=S0870-8231201800020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Howes, C. (1983). Patterns of friendship. <i>Child Development, 54</i>, 1041-1053. doi: 10.1111/1467-8624.ep12432775&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039280&pid=S0870-8231201800020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laursen, B. (1995). Conflict and social interaction in adolescent relationships. <i>Journal of Research on Adolescence, 5</i>, 55-70. doi:  10.1207/s15327795jra0501_3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039281&pid=S0870-8231201800020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laursen, B. (2005). Dyadic and group perspectives on close relationships. <i>International Journal of Behavioral Development, 29</i>, 97-100.  doi: 10.1080/01650250444000450&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039282&pid=S0870-8231201800020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laursen, B., Finkelstein, B. D., &amp; Betts, N. T. (2001). A developmental meta-analysis of peer conflict resolution. <i>Developmental Review,  21</i>, 423-449. doi: 10.1006/drev.2000.0531&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039283&pid=S0870-8231201800020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laursen, B., &amp; Mooney, K. S. (2005). Why do friends matter?. <i>Human Development, 48</i>, 323-326. doi: 10.1159/000086878&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039284&pid=S0870-8231201800020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laursen, B., &amp; Pursell, G. (2009). Conflict in peer relationships. In K. H. Rubin, W. M. Bukowski &amp; B. Laursen (Eds.), <i>Handbook of  peer interactions, relationships, and groups</i> (pp. 267-286). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039285&pid=S0870-8231201800020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maccoby, E. E. (1995). The two sexes and their social systems. In P. Moen, G. H. Elder Jr., &amp; K. Luescher (Eds.), <i>Examining lives in  context: Perspectives on the ecology of human development</i> (pp. 347-364). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039287&pid=S0870-8231201800020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendelson, M. J., &amp; Aboud, F. E. (1999). Measuring friendship quality in late adolescents and young adults: McGill Friendship  Questionnaires. <i>Canadian Journal of Behavioural Science/Revue Canadienne des Sciences du Comportement, 31</i>, 130-132. doi: 10.1037/h0087080&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039289&pid=S0870-8231201800020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Menzer, M. M., Oh, W., McDonald, K. L., Rubin, K. H., &amp; Dashiell-Aje, E. (2010). Behavioral correlates of peer exclusion and victimization  of East Asian American and European American young adolescents. <i>Asian American Journal of Psychology, 1</i>, 290-302. doi: 10.1037/a0022085&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039290&pid=S0870-8231201800020000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Nangle, D. W., Erdley, C. A., Newman, J. E., Mason, C. A., &amp; Carpenter, E. M. (2003). Popularity, friendship quantity, and friendship  quality: Interactive influences on children&rsquo;s loneliness and depression. <i>Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology, 32</i>,  546-555.</p>     <p>Newcomb, A. F., &amp; Bagwell, C. L. (1995). Children&rsquo;s friendship relations: A meta-analytic review. <i>Psychological Bulletin, 117</i>,  306-347. doi: 10.1037/0033-2909.117.2.306</p>     <p>Newcomb, A. F., &amp; Bagwell, C. L. (1998). The developmental significance of children&rsquo;s friendship relations. In W. M. Bukowski, A. F.  Newcomb, &amp; W. W. Hartup (Eds.), <i>The company they keep: Friendship in childhood and adolescence</i> (pp. 289-321). New York, NY: Cambridge  University Press.</p>     <!-- ref --><p>Parker, J. G., &amp; Asher, S. R. (1993). Friendship and friendship quality in middle childhood: Links with peer group acceptance and feelings  of loneliness and social dissatisfaction. <i>Developmental Psychology, 29</i>, 611-621.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039294&pid=S0870-8231201800020000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parker, J. G., Rubin, K. H., Erath, S. A., Wojslawowicz, J. C., &amp; Buskirk, A. A. (2006). Peer relationships, child development, and  adjustment: A developmental psychopathology perspective. In D. Cicchetti &amp; D. J. Cohen (Eds.), <i>Developmental psychopathology. Vol 1: Theory  and method</i> (2<sup>nd</sup> ed., pp. 419-493). Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039296&pid=S0870-8231201800020000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Poulin, F., Dishion, T. J., &amp; Haas, E. (1999). The peer influence paradox: Friendship quality and deviancy training within male adolescent  friendships. <i>Merrill-Palmer Quarterly, 45</i>, 42-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039298&pid=S0870-8231201800020000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rose, A. J. (2002). Co-rumination in the friendships of girls and boys. <i>Child Development, 73</i>, 1830-1843. doi: 10.1111/1467-8624.00509&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039300&pid=S0870-8231201800020000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rose, A. J., &amp; Asher, S. R. (2004). Children&rsquo;s strategies and goals in response to help-giving and help-seeking tasks within a  friendship. <i>Child Development, 75</i>, 749-763. doi: 10.1111/j.1467-8624.2004.00704.x</p>     <!-- ref --><p>Rose, A. J., &amp; Rudolph, K. D. (2006). A review of sex differences in peer relationship processes: Potential trade-offs for the emotional  and behavioral development of girls and boys. <i>Psychological Bulletin, 132</i>, 98-131. doi: 10.1037/0033-2909.132.1.98&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039302&pid=S0870-8231201800020000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubin, K. H., Bukowski, W. M., &amp; Bowker, J. C. (2015). Children in peer groups. In R. M. Lerner (Series Ed.), M. H. Bornstein, &amp; T.  Leventhal (Volume Eds.), <i>Handbook of child psychology and developmental science. Vol. 4: Ecological settings and processes</i> (7<sup>th</sup>  ed., pp. 175-222). Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039303&pid=S0870-8231201800020000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., &amp; Coplan, R. J. (2004). Paying attention to and not neglecting social withdrawal and social isolation. <i>Merrill-Palmer  Quarterly, 50</i>, 506-534. doi: 10.1037/a0012954&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039305&pid=S0870-8231201800020000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubin, K. H., Coplan, R. J., Chen, X., Buskirk, A. A., &amp; Wojslawowicz, J. D. (2005). Peer relationships in childhood. In M. H. Bornstein  &amp; M. E. Lamb (Eds.), <i>Developmental psychology: An advanced textbook</i> (5<sup>th</sup> ed., pp. 469-512). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039306&pid=S0870-8231201800020000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., Dwyer, K. M., Booth-LaForce, C., Kim, A. H., Burgess, K. B., &amp; Rose-Krasnor, L. (2004). Attachment, friendship, and  psychosocial functioning in early adolescence. <i>Journal of Early Adolescence, 24</i>, 326-256. doi: 10.1177/0265407509346420&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039308&pid=S0870-8231201800020000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rubin, K. H., Fredstrom, B., &amp; Bowker, J. (2008). Future directions in&hellip; Friendship in childhood and early adolescence. <i>Social  Development, 17</i>, 1085-1096. doi: 10.1111/j.1467-9507.2007.00445.x</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rubin, K. H., Wojslawowicz, J. C., Rose-Krasnor, L., Booth-LaForce, C., &amp; Burgess, K. B. (2006). The best friendships of shy/withdrawn  children: Prevalence, stability and relationship quality. <i>Journal of Abnormal Child Psychology, 34</i>, 143-157. doi: 10.1007/s10802-005-9017-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039310&pid=S0870-8231201800020000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Selman, R. (1980). <i>The growth of interpersonal understanding</i>. New York, NY: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039311&pid=S0870-8231201800020000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Simpkins, S. D., &amp; Parke, R. D. (2002). Do friends and nonfriends behave differently? A social relations analysis of children&rsquo;s  behavior. <i>Merrill-Palmer Quarterly, 48</i>, 263-283.</p>     <!-- ref --><p>Sullivan, H. S. (1953). <i>The interpersonal theory of psychiatry</i>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039314&pid=S0870-8231201800020000700059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tomada, G., Schneider, B. H., &amp; Fonzi, A. (2002). Verbal and nonverbal interactions of four- and five-year-old friends in potential  conflict situations. <i>Journal of Genetic Psychology, 163</i>, 327-339.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039316&pid=S0870-8231201800020000700060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Torres, N., Santos, A. J., &amp; Santos, O. (2008). Qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o ao pai e &agrave; m&atilde;e e o desenvolvimento da  amizade rec&iacute;proca em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVI</i>, 435-445.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039318&pid=S0870-8231201800020000700061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vale, M. C., &amp; Oliveira, G. (s.d.). <i>Consentimento informado em menores</i>.  <a href="http://www.ceic.pt/documents/20727/57508/Consentimento+Informado+em+Menores/3e12fb83-7a05-4632-baf3-f1a885fb23a5"  target="_blank">http://www.ceic.pt/documents/20727/57508/Consentimento+Informado+em+Menores/3e12fb83-7a05-4632-baf3-f1a885fb23a5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039320&pid=S0870-8231201800020000700062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>van Lieshout, C. F. M., Cillessen, A. H. N., &amp; Haselager, G. J. T. (1999). Interpersonal support and individual development. In W. A.  Collins &amp; B. Laursen (Eds.), <i>Relationships as developmental contexts</i> (pp. 37-60). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039321&pid=S0870-8231201800020000700063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Vanhalst, J., Luyckx, K., &amp; Goossens, L. (2014). Experiencing loneliness in adolescence: A matter of individual characteristics, negative  peer experiences, or both?. <i>Social Development, 23</i>, 100-118. doi: 10.1111/sode.12019</p>     <!-- ref --><p>Vitaro, F., Boivin, M., &amp; Bukowski, W. M. (2009). The role of friendship in child and adolescent psychosocial development. In K. H. Rubin,  W. M. Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.), <i>Handbook of peer interactions, relationships, and groups</i> (pp. 568-585). New York, NY: Guilford  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039324&pid=S0870-8231201800020000700065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Waldrip, A. M., Malcolm, K. T., &amp; Jensen-Campbell, L. A. (2008). With a little help from your friends: The importance of high-quality  friendships on early adolescent adjustment. <i>Social Development, 17</i>, 832-852. doi: 10.1111/j.1467-9507.2008.00476.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039326&pid=S0870-8231201800020000700066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Way, N., &amp; Greene, M. L. (2006). Trajectories of perceived friendship quality during adolescence: The patterns and contextual predictors.  <i>Journal of Research on Adolescence, 16</i>, 293-320. doi: 10.1111/j.1532-7795.2006.00133.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039327&pid=S0870-8231201800020000700067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Youniss, J. (1980). <i>Parents and peers in social development: A Piaget-Sullivan perspective.</i> Chicago, IL: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039328&pid=S0870-8231201800020000700068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Youniss, J., &amp; Smollar, J. (1985). <i>Adolescent relations with mothers, fathers, and friends.</i> Chicago, IL: University of Chicago  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039330&pid=S0870-8231201800020000700069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zeller, M., Vannatta, K., Schafer, J., &amp; Noll, R. B. (2003). Behavioral reputation: A cross-age perspective. <i>Developmental Psychology,  39</i>, 129-139. doi: 10.1037/0012-1649.39.1.129&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039332&pid=S0870-8231201800020000700070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ant&oacute;nio J. Santos, William James Center for Research,  ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:asantos@ispa.pt">asantos@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o foi financiada pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia  atrav&eacute;s dos projetos com as refer&ecirc;ncias PTDC/PSI-PDE/098257/2008 e UID/PSI/04810/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 20/01/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 07/09/2017</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McFarland]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McElhaney]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The two faces of adolescents’ success with peers: Adolescent popularity, social adaptation, and deviant behavior]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>2005</year>
<volume>76</volume>
<page-range>747-760</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bagwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newcomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preadolescent friendship and peer rejection as predictors of adult adjustment]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1998</year>
<volume>69</volume>
<page-range>140-153</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bagwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schmidt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Friendships in childhood and adolescence]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friendship quality and social development]]></article-title>
<source><![CDATA[Current Directions in Psychological Science]]></source>
<year>2002</year>
<volume>11</volume>
<page-range>7-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s friendships: Shifts over a half-century in perspectives on their development and their effects]]></article-title>
<source><![CDATA[Merrill Palmer Quarterly Journal of Developmental Psychology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>50</volume>
<page-range>206-223</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hawkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hoyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Changes in friendship during a school year: Effects on children’s and adolescents’ impressions of friendship and sharing with friends]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1986</year>
<volume>57</volume>
<page-range>1284</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hawkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jiao]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influences of friends and friendships on adjustment to junior high school]]></article-title>
<source><![CDATA[Merrill-Palmer Quarterly: Journal of Developmental Psychology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>45</volume>
<page-range>13-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keefe]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friends’ influence on adolescents’ adjustment to school]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1995</year>
<volume>66</volume>
<page-range>1312-1329</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCandless]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Methods for investigating children’s relationships with friends]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of peer interactions, relationships, and groups]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>63-81</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perry]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s perceptions of friendships as supportive relationships]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>1986</year>
<volume>22</volume>
<page-range>640-648</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bigelow]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s friendship expectations: A cognitive-developmental study]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1977</year>
<volume>48</volume>
<page-range>246-253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bowker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raja]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social withdrawal subtypes during early adolescence in India]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Abnormal Child Psychology]]></source>
<year>2011</year>
<volume>39</volume>
<page-range>201-212</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Buhrmester]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Furman]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The development of companionship and intimacy]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1987</year>
<volume>58</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wojslawowicz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rose-Krasnor]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Booth-LaForce]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social information processing and coping strategies of shy/withdrawn and aggressive children: Does friendship matter?]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>2006</year>
<volume>77</volume>
<page-range>371-383</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burk]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adolescent perceptions of friendship and their associations with individual adjustment]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Behavioral Development]]></source>
<year>2005</year>
<volume>29</volume>
<page-range>156-164</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Card]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Isaacs]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hodges]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. V. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aggression and victimization in children’s peer groups: A relationship perspective]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Vangelisti]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Feeling hurt in close relationships]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>235-259</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cillessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sociometric methods]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of peer interactions, relationships, and groups]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>82-99</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cillessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jiang]]></surname>
<given-names><![CDATA[X. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[West]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laszkowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predictors of dyadic friendship quality in adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Behavioral Development]]></source>
<year>2005</year>
<volume>29</volume>
<page-range>165-172</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosado]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise fatorial confirmatória do Extended Class Play numa amostra portuguesa de pré-adolescentes e adolescentes]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Reflexão e Crítica]]></source>
<year>2014</year>
<volume>27</volume>
<page-range>462-471</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friendship selection: Developmental and environmental influences]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mueller]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Process and outcome in peer relationships]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fordham]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stevenson-Hinde]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Shyness, friendship quality, and adjustment during middle childhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines]]></source>
<year>1999</year>
<volume>40</volume>
<page-range>757-768</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise fatorial confirmatória do modelo do Questionário da Qualidade da Amizade numa amostra de jovens adolescentes Portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Laboratório de Psicologia]]></source>
<year>2013</year>
<volume>11</volume>
<page-range>163-175</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Furman]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buhrmester]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s perceptions of the personal relationships in their social networks]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>1985</year>
<volume>21</volume>
<page-range>1016-1024</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Furman]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buhrmester]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age and sex differences in perceptions of networks of personal relationships]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1992</year>
<volume>63</volume>
<page-range>103</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gifford-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brownell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood peer relationships: Social acceptance, friendships, and peer networks]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of School Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>41</volume>
<page-range>235-284</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hair]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Black]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cluster analysis]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Grimm]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yarnold]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reading and understanding more multivariate statistics]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>147-205</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychological Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The company they keep: Friendships and their developmental significance]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1996</year>
<volume>67</volume>
<page-range>1-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[French]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Johnston]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conflict and friendship relations in middle childhood: Behavior in a closed-field situation]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1993</year>
<volume>64</volume>
<page-range>445-454</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Contextual constraints and children’s friendship relations]]></source>
<year>1989</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stevens]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friendships and adaptation in the life course]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>1997</year>
<volume>121</volume>
<page-range>355-370</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haselager]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. J. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Lieshout]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Riksen-Walraven]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Similarities between friends and nonfriends in middle childhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1998</year>
<volume>69</volume>
<page-range>1198-1208</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hiatt]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mooney]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Forms of friendship: A person-centered assessment of the quality, stability, and outcomes of different types of adolescent friends]]></article-title>
<source><![CDATA[Personality and Individual Differences]]></source>
<year>2015</year>
<volume>77</volume>
<page-range>149-155</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Howes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patterns of friendship]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1983</year>
<volume>54</volume>
<page-range>1041-1053</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conflict and social interaction in adolescent relationships]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research on Adolescence]]></source>
<year>1995</year>
<volume>5</volume>
<page-range>55-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dyadic and group perspectives on close relationships]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Behavioral Development]]></source>
<year>2005</year>
<volume>29</volume>
<page-range>97-100</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Finkelstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Betts]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A developmental meta-analysis of peer conflict resolution]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Review]]></source>
<year>2001</year>
<volume>21</volume>
<page-range>423-449</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mooney]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Why do friends matter?]]></article-title>
<source><![CDATA[Human Development]]></source>
<year>2005</year>
<volume>48</volume>
<page-range>323-326</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pursell]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conflict in peer relationships]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of peer interactions, relationships, and groups]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>267-286</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maccoby]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The two sexes and their social systems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elder Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Luescher]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Examining lives in context: Perspectives on the ecology of human development]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>347-364</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychological Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aboud]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring friendship quality in late adolescents and young adults: McGill Friendship Questionnaires]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Journal of Behavioural Science/Revue Canadienne des Sciences du Comportement]]></source>
<year>1999</year>
<volume>31</volume>
<page-range>130-132</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Menzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oh]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dashiell-Aje]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behavioral correlates of peer exclusion and victimization of East Asian American and European American young adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Asian American Journal of Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>1</volume>
<page-range>290-302</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nangle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Erdley]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mason]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carpenter]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Popularity, friendship quantity, and friendship quality: Interactive influences on children’s loneliness and depression]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>32</volume>
<page-range>546-555</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Newcomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bagwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s friendship relations: A meta-analytic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>1995</year>
<volume>117</volume>
<page-range>306-347</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Newcomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bagwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The developmental significance of children’s friendship relations]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newcomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The company they keep: Friendship in childhood and adolescence]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>289-321</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Parker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Asher]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friendship and friendship quality in middle childhood: Links with peer group acceptance and feelings of loneliness and social dissatisfaction]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>1993</year>
<volume>29</volume>
<page-range>611-621</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Parker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Erath]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wojslawowicz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buskirk]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peer relationships, child development, and adjustment: A developmental psychopathology perspective]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cicchetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Developmental psychopathology: Theory and method]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1</volume>
<edition>2</edition>
<page-range>419-493</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hoboken ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Poulin]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dishion]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haas]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The peer influence paradox: Friendship quality and deviancy training within male adolescent friendships]]></article-title>
<source><![CDATA[Merrill-Palmer Quarterly]]></source>
<year>1999</year>
<volume>45</volume>
<page-range>42-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rose]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Co-rumination in the friendships of girls and boys]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>2002</year>
<volume>73</volume>
<page-range>1830-1843</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rose]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Asher]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s strategies and goals in response to help-giving and help-seeking tasks within a friendship]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>2004</year>
<volume>75</volume>
<page-range>749-763</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rose]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rudolph]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A review of sex differences in peer relationship processes: Potential trade-offs for the emotional and behavioral development of girls and boys]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>2006</year>
<volume>132</volume>
<page-range>98-131</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bowker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children in peer groups]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lerner]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bornstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leventhal]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of child psychology and developmental science: Ecological settings and processes]]></source>
<year>2015</year>
<volume>4</volume>
<edition>7</edition>
<page-range>175-222</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hoboken ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coplan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Paying attention to and not neglecting social withdrawal and social isolation]]></article-title>
<source><![CDATA[Merrill-Palmer Quarterly]]></source>
<year>2004</year>
<volume>50</volume>
<page-range>506-534</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coplan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[X.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buskirk]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wojslawowicz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peer relationships in childhood]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bornstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamb]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Developmental psychology: An advanced textbook]]></source>
<year>2005</year>
<edition>5</edition>
<page-range>469-512</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mahwah ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dwyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Booth-LaForce]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rose-Krasnor]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Attachment, friendship, and psychosocial functioning in early adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Early Adolescence]]></source>
<year>2004</year>
<volume>24</volume>
<page-range>326-256</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fredstrom]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bowker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Future directions in… Friendship in childhood and early adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Development]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1085-1096</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wojslawowicz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rose-Krasnor]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Booth-LaForce]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The best friendships of shy/withdrawn children: Prevalence, stability and relationship quality]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Abnormal Child Psychology]]></source>
<year>2006</year>
<volume>34</volume>
<page-range>143-157</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Selman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The growth of interpersonal understanding]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simpkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parke]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Do friends and nonfriends behave differently? A social relations analysis of children’s behavior]]></article-title>
<source><![CDATA[Merrill-Palmer Quarterly]]></source>
<year>2002</year>
<volume>48</volume>
<page-range>263-283</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sullivan]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The interpersonal theory of psychiatry]]></source>
<year>1953</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Norton]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomada]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fonzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Verbal and nonverbal interactions of four- and five-year-old friends in potential conflict situations]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Genetic Psychology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>163</volume>
<page-range>327-339</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade da vinculação ao pai e à mãe e o desenvolvimento da amizade recíproca em crianças de idade pré-escolar]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2008</year>
<volume>XXVI</volume>
<page-range>435-445</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vale]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Consentimento informado em menores]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B63">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[van Lieshout]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cillessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haselager]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. J. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interpersonal support and individual development]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relationships as developmental contexts]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>37-60</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mahwah ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum Associates Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B64">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vanhalst]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Luyck]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goossens]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Experiencing loneliness in adolescence: A matter of individual characteristics, negative peer experiences, or both?]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Development]]></source>
<year>2014</year>
<volume>23</volume>
<page-range>100-118</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B65">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vitaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boivin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of friendship in child and adolescent psychosocial development]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bukowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laursen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of peer interactions, relationships, and groups]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>568-585</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B66">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waldrip]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malcolm]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jensen-Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[With a little help from your friends: The importance of high-quality friendships on early adolescent adjustment]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Development]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<page-range>832-852</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B67">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Way]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greene]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trajectories of perceived friendship quality during adolescence: The patterns and contextual predictors]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research on Adolescence]]></source>
<year>2006</year>
<volume>16</volume>
<page-range>293-320</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B68">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Youniss]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Parents and peers in social development: A Piaget-Sullivan perspective]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Chicago Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B69">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Youniss]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smollar]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adolescent relations with mothers, fathers, and friends]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Chicago Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B70">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zeller]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vannatta]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schafer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Noll]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behavioral reputation: A cross-age perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>39</volume>
<page-range>129-139</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
