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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Como é vivida a adoção na adolescência? Construção de um Questionário de Sentimentos relacionados com a adoção]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How is adoption experienced in adolescence? Construction of a questionnaire of feelings related to adoption]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Adoption experiences are emotionally embedded and take on an individual meaning which influences the unique emotionality of the adoptee’s adoption history. Even when the adoption experiences are positive and adoptees show a good psychological adjustment, the adoption history triggers a mixture of feelings and negative emotions are less acknowledged and assumed. The present study aimed at developing a new questionnaire to evaluate the feelings related to the adoption status. Eighty adopted adolescents aged 12 to 22. The exploratory factorial analysis pointed to the existence of a 10 item unifactorial structure, in accordance with adoption literature. The present study only focuses on the development of the instrument, and it is therefore considered that the present instrument must be further studied. However, the Questionnaire on Adoption Related Feelings can be an important added value both in adoption research and in psychological intervention with adolescent adoptees.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Como &eacute; vivida a ado&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia? Constru&ccedil;&atilde;o de um Question&aacute;rio de Sentimentos  relacionados com a ado&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>How is adoption experienced in adolescence? Construction of a questionnaire of feelings related to adoption</b></p>     <p><b>Raquel Barroso<sup>1</sup>, Maria Acciaiuoli Barbosa-Ducharne<sup>1</sup>, Vanessa Coelho<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As experi&ecirc;ncias relacionadas com a ado&ccedil;&atilde;o s&atilde;o processadas emocionalmente e assumem um significado individual que  influencia a forma como cada adotado vive a sua hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o. Mesmo quando a experi&ecirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o  &eacute; positiva e o adotado manifesta bom ajustamento psicol&oacute;gico, a hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o desencadeia um misto de  sentimentos sendo as emo&ccedil;&otilde;es negativas mais dificilmente identificadas e assumidas. O presente estudo teve como objetivo  desenvolver um instrumento original de avalia&ccedil;&atilde;o da val&ecirc;ncia (positiva ou negativa) de sentimentos associados ao estatuto  adotivo. Participaram neste estudo 80 adolescentes adotados com idades compreendidas entre os 12 e 22 anos. A an&aacute;lise fatorial  explorat&oacute;ria apontou para a exist&ecirc;ncia de uma estrutura unifatorial com 10 itens, interpret&aacute;vel de acordo com a literatura na  &aacute;rea da ado&ccedil;&atilde;o. O presente estudo foca-se apenas no desenvolvimento do instrumento, pelo que se considera que o atual  instrumento ter&aacute; que ser ainda alvo de estudo posterior. No entanto, salienta-se que este instrumento poder&aacute; constituir-se como uma  importante mais-valia tanto na investiga&ccedil;&atilde;o em ado&ccedil;&atilde;o e na interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica com  adolescentes adotados.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ado&ccedil;&atilde;o, Adolescentes adotados, Sentimentos relacionados com ado&ccedil;&atilde;o, Avalia&ccedil;&atilde;o,  Question&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Adoption experiences are emotionally embedded and take on an individual meaning which influences the unique emotionality of the adoptee&rsquo;s  adoption history. Even when the adoption experiences are positive and adoptees show a good psychological adjustment, the adoption history triggers  a mixture of feelings and negative emotions are less acknowledged and assumed. The present study aimed at developing a new questionnaire to  evaluate the feelings related to the adoption status. Eighty adopted adolescents aged 12 to 22. The exploratory factorial analysis pointed to the  existence of a 10 item unifactorial structure, in accordance with adoption literature. The present study only focuses on the development of the  instrument, and it is therefore considered that the present instrument must be further studied. However, the Questionnaire on Adoption Related  Feelings can be an important added value both in adoption research and in psychological intervention with adolescent adoptees.</p>     <p><b>Key words</b>: Adoption, Adopted adolescents, Adoption related feelings, Assessment, Questionnaire.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O significado que cada adotado atribui &agrave; experi&ecirc;ncia da sua ado&ccedil;&atilde;o &eacute; influenciado por um lado pela sua  capacidade de compreens&atilde;o da ado&ccedil;&atilde;o e, por outro, pelo tempo que decorreu desde a sua integra&ccedil;&atilde;o na  fam&iacute;lia (Brodzinsky, 2011). A explica&ccedil;&atilde;o que lhe foi dada acerca da sua ado&ccedil;&atilde;o e a maneira como lhe foi  transmitida a sua hist&oacute;ria s&atilde;o igualmente importantes neste processo de significa&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia (Juffer,  2006). O discurso frequentemente utilizado com crian&ccedil;as mais novas &eacute; o de que estas surgiram na vida dos pais adotivos como um  &ldquo;presente especial&rdquo;. Por esta raz&atilde;o, crian&ccedil;as adotadas em idade precoce sentem-se frequentemente mais amadas e especiais  em rela&ccedil;&atilde;o aos seus pares que nunca se separaram da fam&iacute;lia biol&oacute;gica (Hayden, 1998). Com o desenvolvimento aumenta a  capacidade de compreens&atilde;o bem como de reflex&atilde;o acerca do que significa ter sido adotado (Brodzinsky, 2011), emergindo simultaneamente  novos sentimentos acerca do estatuto adotivo. De facto, a entrada na adolesc&ecirc;ncia implica maior frequ&ecirc;ncia, intensidade e profundidade  de quest&otilde;es sobre a identidade e, em particular, sobre as origens (Grotevant, Dunbar, Kohler, &amp; Esau, 2000; Von Korff &amp; Grotevant,  2011), sendo evidente para o adolescente o impacto emocional, intelectual e social do seu estatuto de adotado (Hayden, 1998). Neste per&iacute;odo  desenvolvimental, o adolescente tem maior capacidade de conceptualizar a ado&ccedil;&atilde;o, percebendo as suas implica&ccedil;&otilde;es  positivas e negativas (Brodzinsky, 2011). Por um lado, consegue reconhecer o importante papel da ado&ccedil;&atilde;o como um sistema social  concebido para melhorar as vidas de crian&ccedil;as que n&atilde;o puderam crescer com as suas fam&iacute;lias biol&oacute;gicas. Por outro,  apercebe-se tamb&eacute;m de que muitas vezes a ado&ccedil;&atilde;o &eacute; vista pela sociedade como &ldquo;a segunda melhor&rdquo; via para a  parentalidade, vista com menor desejabilidade, levando a que os adolescentes questionem o seu valor no seio da fam&iacute;lia adotiva e a forma  como s&atilde;o vistos pelos pares e outros membros da sociedade. Para al&eacute;m desta consci&ecirc;ncia social do seu estatuto adotivo, a  capacidade de se colocarem no lugar dos pais biol&oacute;gicos torna-se uma especial inquieta&ccedil;&atilde;o, reconhecendo que estes  tamb&eacute;m sofreram perda durante o processo de ado&ccedil;&atilde;o. O significado do abandono e a consci&ecirc;ncia de falta de  conex&atilde;o geneal&oacute;gica s&atilde;o tamb&eacute;m intensificados nesta fase desenvolvimental (Brodzinsky, 1990; Groza &amp; Muntean,  2016).</p>     <p>N&atilde;o obstante, as emo&ccedil;&otilde;es que a hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o e as viv&ecirc;ncias espec&iacute;ficas de ser  adotado evocam s&atilde;o obviamente influenciadas pelo tipo de experi&ecirc;ncias vividas enquanto adotado, bem como pelas  interpreta&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&otilde;es feitas destas mesmas experi&ecirc;ncias. Por esta raz&atilde;o, crian&ccedil;as entre os 8  e os 12 anos que interpretavam as experi&ecirc;ncias e a hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o de forma relativamente positiva apresentavam uma  maior facilidade em lidar com as emo&ccedil;&otilde;es que adv&ecirc;m da sua hist&oacute;ria e viv&ecirc;ncia adotiva (Smith &amp; Brodzinsky,  2002). Pelo contr&aacute;rio, crian&ccedil;as que percecionavam a ado&ccedil;&atilde;o como estigmatizante, amea&ccedil;adora ou  desfavor&aacute;vel, estavam sujeitas a um padr&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas como <i>stress</i>, confus&atilde;o, raiva, tristeza,  ansiedade e vergonha (Smith &amp; Brodzinsky, 2002).</p>     <p>Apesar do estudo de Smith e Brodzinsky (2002) focar-se no per&iacute;odo da inf&acirc;ncia, este sugere que a forma como o indiv&iacute;duo  adotado perceciona e vive emocionalmente a sua hist&oacute;ria de vida e de ado&ccedil;&atilde;o pode influenciar diretamente as suas  estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e consequentemente o seu ajustamento. Tendo em conta o impacto desta viv&ecirc;ncia emocional, e as  mudan&ccedil;as ocorridas na adolesc&ecirc;ncia e a crescente consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a tem&aacute;tica da ado&ccedil;&atilde;o e  sobre si enquanto indiv&iacute;duo adotado, torna-se ainda mais importante compreender como &eacute; que esta viv&ecirc;ncia emocional &eacute;  experienciada neste per&iacute;odo desenvolvimental. Em particular, afigura-se importante avaliar estes sentimentos tendo em conta a sua  val&ecirc;ncia positiva ou negativa, uma vez que viv&ecirc;ncias emocionais positivas parecem ter <i>outcomes</i> mais desej&aacute;veis, quando  comparadas com viv&ecirc;ncias com uma carga emocional negativa.</p>     <p>Em termos da investiga&ccedil;&atilde;o nacional desconhece-se a exist&ecirc;ncia de estudos que examinem esta val&ecirc;ncia de sentimentos  associados ao estatuto adotivo de crian&ccedil;as e adolescentes adotados. No que respeita &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o internacional,  verifica-se igualmente a escassez destes estudos, verificando-se que os que existem se focam, essencialmente, na ado&ccedil;&atilde;o internacional  (Juffer, 2006; Juffer &amp; Tieman, 2015; Reinoso, Juffer, &amp; Tieman, 2013). Apesar de reduzida, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre este tema  tem mostrado que nem sempre os adolescentes adotados vivenciam a ado&ccedil;&atilde;o de forma positiva. Powell e Afifi (2005), demonstram a  ambival&ecirc;ncia emocional da viv&ecirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o durante o ciclo vital do indiv&iacute;duo adotado, demonstrando que apesar  destes indiv&iacute;duos terem a oportunidade de viver com fam&iacute;lias que supriram as suas necessidades f&iacute;sicas e emocionais  (val&ecirc;ncia positiva), existe um sentimento de perda e incompletude (val&ecirc;ncia negativa) que origina sentimentos ambival&ecirc;ncia na  experi&ecirc;ncia adotiva. Tamb&eacute;m Juffer (2006) verificou que 27% dos adolescentes participantes, adotados internacionalmente, tinham  reportado preferir pertencer a uma fam&iacute;lia n&atilde;o adotiva, do que ser adotado, uma vez que para os participantes o <i>status</i> adotivo  parece ser menos desej&aacute;vel ou favor&aacute;vel do que nascer e permanecer numa mesma fam&iacute;lia. Estes resultados podem ser lidos  &agrave; luz do modelo de <i>stress</i> e <i>coping</i> de Brodzinsky (1990) e Smith e Brodzinsky (1994, 2002), o qual afirma que, pela sua  natureza, a ado&ccedil;&atilde;o implica inevitavelmente <i>stress</i>, e a dor e sofrimento de ser diferente. Este sentimento de diferen&ccedil;a  e incompreens&atilde;o pode influenciar negativamente a autoestima destes adolescentes e complicar o processo de luto dos mesmos em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia de nascimento (Brodzinsky, 2011).</p>     <p>Independentemente de qu&atilde;o bem-sucedida for a ado&ccedil;&atilde;o, esta &eacute; sempre acompanhada por perda e luto (Lifton, 2002;  McGinn, 2000), perda dos pais e irm&atilde;os biol&oacute;gicos, de conex&atilde;o geneal&oacute;gica e perda de identidade (Brodzinsky, 1990), que  poder&atilde;o ser traum&aacute;ticas para a crian&ccedil;a. Esta experi&ecirc;ncia de perda, que se manifesta por sentimentos negativos relativos  ao passado, a si mesmos e pela curiosidade relativamente &agrave; fam&iacute;lia biol&oacute;gica (Smith &amp; Brodzinsky, 2002) n&atilde;o termina  num per&iacute;odo espec&iacute;fico da vida do adotado, mas continua ao longo do ciclo de vital (Brodzinsky, Schechter, &amp; Henig, 1992). A  gest&atilde;o destes sentimentos &eacute; cont&iacute;nua e permanece como parte integrante da sua narrativa de vida (Schachter &amp; Schachter,  2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Perante estas perdas, torna-se extremamente comum que os adotados desejem conhecer os pais biol&oacute;gicos (Brodzinsky, 2011), e que muitas  vezes fantasiem acerca das caracter&iacute;sticas destes pais (e.g., quem s&atilde;o, como s&atilde;o, as circunst&acirc;ncias atuais de vida)  (Hayden, 1998). As crian&ccedil;as que acreditam que os pais biol&oacute;gicos fizeram uma escolha volunt&aacute;ria no sentido de abdicar de si,  interpretam por vezes que esta decis&atilde;o teve por base um conjunto de caracter&iacute;sticas pessoais negativas, atribuindo a sua  indesejabilidade &agrave; raz&atilde;o pela qual foram abandonados (Brodzinsky, 2011). A separa&ccedil;&atilde;o dos irm&atilde;os  biol&oacute;gicos &eacute; tamb&eacute;m frequentemente vivida com grande frustra&ccedil;&atilde;o e <i>stress</i> por parte do adolescente  adotado (Brodzinsky, 2009), surgindo muitas vezes quest&otilde;es acerca da vida atual dos irm&atilde;os e preocupa&ccedil;&atilde;o com a  seguran&ccedil;a e bem-estar dos mesmos.</p>     <p>O sentimento de perda &eacute; tamb&eacute;m frequentemente evocado pela experi&ecirc;ncia de adversidade precoce, a qual poder&aacute; ter  impacto na forma como o adotado vivencia emocionalmente a sua hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o. Estas experi&ecirc;ncias de adversidade  precoce podem incluir abuso e neglig&ecirc;ncia por parte de cuidadores prim&aacute;rios e/ou abandono e rejei&ccedil;&atilde;o, podendo  traduzir-se em problemas emocionais para a crian&ccedil;a ou jovem (Juffer et al., 2011; van Dam, Galusha, Lundberg-Love, &amp; Robinette, 2012).  Ou seja, a experi&ecirc;ncia de adversidade precoce poder&aacute; levar, muitas vezes, a sentimentos de perda de controlo e perce&ccedil;&atilde;o  de aus&ecirc;ncia de poder de decis&atilde;o nos acontecimentos da sua vida (Hayden, 1998).</p>     <p>A forma como a sociedade e a comunidade percecionam a ado&ccedil;&atilde;o desempenha igualmente um papel relevante na forma como o adotado se  sente em rela&ccedil;&atilde;o ao seu estatuto adotivo. A import&acirc;ncia dada &agrave; liga&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica e &agrave;  fam&iacute;lia com la&ccedil;os biol&oacute;gicos e a ideia de que a ado&ccedil;&atilde;o &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o de segunda  op&ccedil;&atilde;o para a infertilidade poder&atilde;o conduzir a crian&ccedil;a adotada a questionar a legitimidade da perten&ccedil;a &agrave;  sua fam&iacute;lia adotiva (Johnson, 2002). &Eacute; facto que as fam&iacute;lias adotivas s&atilde;o frequentemente alvo de estigma social sendo  vistas como diferentes e inferiores &agrave;s fam&iacute;lias n&atilde;o-adotivas, mantendo-se a ideia que adotar &ldquo;n&atilde;o &eacute;  t&atilde;o bom como ter um nosso&rdquo; (Fisher, 2003, p. 335). Evan (1997) verificou que 90% das pessoas que percecionavam a ado&ccedil;&atilde;o  como positiva, tamb&eacute;m consideravam que esta forma de fam&iacute;lia n&atilde;o era t&atilde;o favor&aacute;vel como ter um filho  biol&oacute;gico, sendo que 25% consideravam mais dif&iacute;cil amar uma crian&ccedil;a que n&atilde;o partilha la&ccedil;os gen&eacute;ticos.</p>     <p>Todavia, apesar de ser consensual que a ado&ccedil;&atilde;o suscita sentimentos ambivalentes, que implica o ganho de uma fam&iacute;lia, mas  tamb&eacute;m a perda de outra, apenas se tem conhecimento de um instrumento que tem como objetivo a avalia&ccedil;&atilde;o dos sentimentos de  perda em rela&ccedil;&atilde;o aos pais biol&oacute;gicos, o Birthparent Loss Appraisal Scale (BLAS; Smith &amp; Brodzinsky, 2002). Este &eacute;  um question&aacute;rio de autorrelato constitu&iacute;do por 10 itens, dos quais cinco avaliam a perda em termos dos afetos negativos associados  aos pais biol&oacute;gicos e os outros cinco medem a perda em termos da curiosidade relativamente aos pais biol&oacute;gicos. Apesar dos  sentimentos relativos &agrave; fam&iacute;lia biol&oacute;gica, nomeadamente aos pais biol&oacute;gicos, serem fundamentais na  defini&ccedil;&atilde;o da viv&ecirc;ncia da perda inerente &agrave; ado&ccedil;&atilde;o, esta perda integra igualmente as experi&ecirc;ncias  relacionadas com o estatuto adotivo vivenciadas nos contextos onde os adotados s&atilde;o integrados ap&oacute;s a ado&ccedil;&atilde;o e do  significado atribu&iacute;do a essas mesmas experi&ecirc;ncias, dimens&otilde;es n&atilde;o abordadas no BLAS.</p>     <p>De facto, uma das justifica&ccedil;&otilde;es mais frequentemente fornecidas para as dificuldades acrescidas dos adotados &eacute; a  viv&ecirc;ncia do sentimento de perda inerente ao estatuto adotivo (Brodzinsky, 2011). Esta viv&ecirc;ncia parece ter grandes  implica&ccedil;&otilde;es no ajustamento psicol&oacute;gico e emocional dos sujeitos adotados (Brodzinsky, 1990; Brodzinsky &amp; Pinderhughes,  2002; Leon, 2002; Nickman, 1985). Todavia, apesar de esta justifica&ccedil;&atilde;o ser apresentada de forma recorrente na discuss&atilde;o dos  resultados obtidos pelas investiga&ccedil;&otilde;es com a popula&ccedil;&atilde;o de adotados, n&atilde;o existem instrumentos estruturados com o  objetivo de identificar e avaliar a val&ecirc;ncia sentimentos (positivos ou negativos) relacionados com a ado&ccedil;&atilde;o, os quais  poder&atilde;o, posteriormente, ser utilizados com o intuito de desenhar planos de interven&ccedil;&atilde;o que se adequem &agrave;  experi&ecirc;ncia real dos adotados. Esta aus&ecirc;ncia pode advir de parecer &oacute;bvio que existem sentimentos e experi&ecirc;ncias menos  favor&aacute;veis relacionadas com o estatuto adotivo e dos investigadores poderem ter alguma relut&acirc;ncia em construir instrumentos para esta  popula&ccedil;&atilde;o que se foque nos aspetos negativos desta experi&ecirc;ncia, j&aacute; que a ado&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m de uma  medida de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia, se constitui como uma interven&ccedil;&atilde;o de sucesso (van IJzendoorn &amp; Juffer,  2006) para crian&ccedil;as que sofreram de adversidade precoce, permitindo a recupera&ccedil;&atilde;o desenvolvimental no plano f&iacute;sico,  socio-emocional e cognitivo (Juffer et al., 2011). Contudo, compreender como o adolescente adotado se perceciona a si mesmo enquanto  indiv&iacute;duo que foi adotado, e que sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es a sua hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o desencadeia em si,  torna-se particularmente relevante.</p>     <p>O presente estudo prop&otilde;e descrever o processo de constru&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de um instrumento original de  avalia&ccedil;&atilde;o da val&ecirc;ncia (positiva ou negativa) dos sentimentos relacionados com o estatuto adotivo, que possa ser utilizado com  adolescentes adotados, com o intuito de avaliar os seus sentimentos e negativos relacionados com o estatuto adotivo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram neste estudo 80 adolescentes adotados, 43 do sexo masculino (53.8%), com idades compreendidas entre os 12 e os 22 anos  (<i>M</i>=15.08, <i>DP</i>=2.36). Estes adolescentes foram adotados, em m&eacute;dia, com 4.36 anos (<i>DP</i>=3.45, <i>Min</i>=0.10,  <i>Max</i>=17.00), variando o tempo de ado&ccedil;&atilde;o entre 2 e 21.5 anos (<i>M</i>=10.70, <i>DP</i>=3.76).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>O estudo Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Processo de Ado&ccedil;&atilde;o: Perspetiva de Pais e Filhos (Barbosa-Ducharne, Soares, Ferreira,  &amp; Barroso, 2015) possibilitou a realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas semiestruturadas sobre a viv&ecirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o junto  de 19 adolescentes adotados, entre os 12 e os 15 anos (<i>M</i>=14.16, <i>SD=</i>1.68). O IPA beneficiou de um protoloco com o Instituto de  Seguran&ccedil;a Social, Instituto P&uacute;blico (ISS, IP) para recrutamento dos participantes. Ap&oacute;s as fam&iacute;lias demonstrarem  interesse em participar neste estudo, as entrevistas foram realizadas por investigadores treinados e com forma&ccedil;&atilde;o em psicologia da  ado&ccedil;&atilde;o. A an&aacute;lise destas entrevistas, nomeadamente a sua transcri&ccedil;&atilde;o integral, possibilitou a an&aacute;lise do  seu conte&uacute;do e a cria&ccedil;&atilde;o de categorias para as perguntas abertas (realizadas com recurso ao programa NVivo para a  codifica&ccedil;&atilde;o das respostas), permitindo a emerg&ecirc;ncia de categorias relativas aos sentimentos inerentes ao estatuto adotivo.  Estas categorias foram selecionadas e operacionalizadas em itens. Assim, inicialmente formularam-se 15 itens que foram partilhados com 4  especialistas da &aacute;rea da ado&ccedil;&atilde;o. Da discuss&atilde;o com os especialistas, que sugeriram pequenas altera&ccedil;&otilde;es ao  n&iacute;vel da reda&ccedil;&atilde;o dos itens, concluiu-se igualmente que existiam cinco itens redundantes e/ou pouco compreens&iacute;veis, pelo  que os mesmos foram eliminados. Por fim obteve-se um conjunto de 10 itens, os quais foram submetidos ao procedimento de reflex&atilde;o falada  junto de uma pequena amostra (<i>N</i>=10) de adolescentes adotados do 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio, de ambos os  sexos. Com o procedimento da reflex&atilde;o falada procurou-se avaliar a forma como o question&aacute;rio foi percecionado no que respeita: (a) ao  formato e &agrave; compreens&atilde;o das instru&ccedil;&otilde;es; (b) &agrave; compreens&atilde;o dos diversos itens; (c) ao formato de resposta  e (d) &agrave; apar&ecirc;ncia visual do question&aacute;rio. Desta atividade resultaram altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da  formula&ccedil;&atilde;o dos itens, com vista a garantir uma compreens&atilde;o mais clara e objetiva dos conte&uacute;dos. Na sua f&oacute;rmula  final, o question&aacute;rio inclu&iacute;a itens relativos a uma pan&oacute;plia de sentimentos relacionados com a ado&ccedil;&atilde;o, como dor,  tristeza, mal-estar, zanga, sentimentos de incompletude e de auto-desvaloriza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No in&iacute;cio do question&aacute;rio &eacute; referido que &ldquo;as afirma&ccedil;&otilde;es que se seguem dizem respeito &agrave; tua  ado&ccedil;&atilde;o e &agrave; forma como te sentes contigo mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viv&ecirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o&rdquo;.  A resposta &eacute; registada segundo uma escala tipo <i>Likert</i> de seis pontos (de 1=discordo totalmente a 6=concordo totalmente).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento geral</i></p>     <p>Este estudo beneficiou de um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o com o ISS, IP para recrutamento e primeiro contacto com os participantes.  Quando as fam&iacute;lias adotivas cumpriam o crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o da amostra &ndash; ter um filho adolescente adotado  h&aacute; mais de 1 ano &ndash; e estavam recetivas a participar no estudo, a equipa de investiga&ccedil;&atilde;o procedia ao agendamento da  recolha de dados. &Agrave; data da sele&ccedil;&atilde;o da amostra, 410 fam&iacute;lias adotivas na &aacute;rea geogr&aacute;fica do estudo  cumpriam o crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o. Destas, 120 fam&iacute;lias foram aleatoriamente selecionadas e contactadas para participar no  estudo, sendo que apenas 80 (66.7%) deram uma resposta positiva.</p>     <p>Os participantes assim como os seus pais foram informados, oralmente e por escrito, dos objetivos do estudo, tendo-se solicitado o consentimento  &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o foi fornecido tempo limite para o preenchimento do question&aacute;rio, tendo sido recomendada  a verifica&ccedil;&atilde;o final da resposta integral ao question&aacute;rio.</p>     <p>As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram conduzidas com recurso ao <i>IBM Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS), vers&atilde;o  24.0 para <i>Windows</i> (IBM Corp Released, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> s&atilde;o apresentadas as intercorrela&ccedil;&otilde;es entre os itens que foram submetidos a uma An&aacute;lise  Fatorial Explorat&oacute;ria (AFE), pela t&eacute;cnica dos componentes principais.</p>     <p>Esta an&aacute;lise teve como objetivo identificar uma estrutura latente e reduzir os dados, tornando operacionais as vari&aacute;veis em  estudo. Como requisitos pr&eacute;vios apenas foram submetidas &agrave; AFE itens avaliados em escalas ordinais ou m&eacute;tricas, com  distribui&ccedil;&atilde;o normal univariada confirmada em todas as vari&aacute;veis, recorrendo ao teste de <i>Kolmogorov&ndash;Smirnov</i> e ao  crit&eacute;rio da assimetria (valores &lt;) e curtose (valores &lt;), definidos por Kline (2011), e os o<i>utliers</i> (|<i>z</i>|&lt;3; Kline,  2011) foram previamente eliminados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a08t1.jpg" width="575" height="298"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verificou-se que o ratio n&uacute;mero de sujeitos por item &eacute; de 8/1 (80/10), respeitando-se o crit&eacute;rio sugerido de 5/1 como  condi&ccedil;&atilde;o importante para a obten&ccedil;&atilde;o de fatores com fiabilidade e interpret&aacute;veis (Mar&ocirc;co, 2014).</p>     <p>N&atilde;o se definiu o n&uacute;mero de fatores a extrair. Definiu-se como crit&eacute;rios de exclus&atilde;o dos itens: (1) baixo poder  discriminativo, considerando-se n&atilde;o aceit&aacute;vel a presen&ccedil;a de uma percentagem superior a 60% numa &uacute;nica alternativa de  resposta; (2) uma satura&ccedil;&atilde;o inferior a 0.40 num fator; (3) a satura&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea em dois fatores, sendo que a  dist&acirc;ncia entre ambos os valores n&atilde;o diste mais do que 0.10 e (d) aus&ecirc;ncia da contribui&ccedil;&atilde;o do item para o aumento  da consist&ecirc;ncia interna. Foi igualmente estabelecido como crit&eacute;rio que a estrutura explicasse, pelo menos, 50% da vari&acirc;ncia  total (Hair, Anderson, Tatham, &amp; Black, 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A medida de KMO garantiu a adequa&ccedil;&atilde;o da amostra para a an&aacute;lise &ndash; KMO=.91 (excelente de acordo com Field, 2009). O  teste de esfericidade de Bartlett, <i>&chi;<sup>2</i></sup>(45)=584.74, <i>p</i>&lt;.001, mostrou que as correla&ccedil;&otilde;es entre os itens  s&atilde;o suficientemente altas para a realiza&ccedil;&atilde;o deste teste estat&iacute;stico. A configura&ccedil;&atilde;o obtida sugere uma  estrutura fatorial composta por todos os itens iniciais (10), unifatorial, que explica 58.17% da vari&acirc;ncia total. A estrutura fatorial do  Question&aacute;rio de Sentimentos Relacionados com a Ado&ccedil;&atilde;o pode ser observada na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a08t2.jpg" width="580" height="291"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta solu&ccedil;&atilde;o todos os itens apresentaram pesos fatoriais satisfat&oacute;rios, variando entre os 0.61 e 0.92. Estes itens avaliam  as perce&ccedil;&otilde;es do sujeito relativamente &agrave; val&ecirc;ncia (positiva ou negativa) dos sentimentos vivenciados por ser adotado.  Valores superiores indicam a exist&ecirc;ncia de sentimentos mais negativos relativamente ao estatuto adotivo. A pontua&ccedil;&atilde;o final do  question&aacute;rio obt&eacute;m-se atrav&eacute;s da m&eacute;dia das pontua&ccedil;&otilde;es dos itens do question&aacute;rio. Para a  avalia&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna do question&aacute;rio recorreu-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do coeficiente alfa de  Cronbach, no qual se obteve um valor de .94, o que representa um valor excelente (Hair et al., 2005).</p>     <p>Na <a href="#t3">Tabela 3</a> s&atilde;o apresentados os alfas de Cronbach se os itens forem exclu&iacute;dos, as correla&ccedil;&otilde;es  m&eacute;dias inter-itens, assim como as medidas descritivas dos v&aacute;rios itens do question&aacute;rio de Sentimentos Relacionados com a  Ado&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a08t3.jpg" width="575" height="425"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise dos valores do alfa de Cronbach no caso de exclus&atilde;o de algum item demonstrou que a consist&ecirc;ncia interna do  instrumento n&atilde;o sofreria altera&ccedil;&otilde;es significativas com a exclus&atilde;o de itens.</p>     <p>Degual forma, as correla&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias inter-itens obtidas variaram entre .54 e .89, o que se traduzem em  correla&ccedil;&otilde;es moderadas ou fortes.</p>     <p>A m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o total do question&aacute;rio foi de 2.60 (<i>DP</i>=1.40), o que n&atilde;o representa um valor muito  elevado de sentimentos negativos, considerando-se um intervalo m&aacute;ximo entre 1 e 6, em que pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas  correspondem a maior intensidade de sentimentos negativos vivenciados com o estatuto adotivo.</p>     <p>No que respeita &agrave; recolha de elementos que suportem a validade de constructo do instrumento, foram exploradas diferen&ccedil;as de  m&eacute;dias nas pontua&ccedil;&otilde;es obtidas no question&aacute;rio de Sentimentos Relacionados com a Ado&ccedil;&atilde;o associadas ao  sexo, n&atilde;o tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre participantes femininos e masculinos na pontua&ccedil;&atilde;o  total do question&aacute;rio. No entanto, verificou-se a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o negativa fraca entre a val&ecirc;ncia dos  sentimentos inerentes ao estatuto adotivo e a idade dos participantes no momento da recolha de dados, <i>r</i>=-.24, <i>p</i>=.03. Assim, quanto  maior era a idade dos adolescentes participantes menos sentimentos negativos relacionados com o estatuto adotivo identificaram. Todavia, n&atilde;o  se encontrou uma associa&ccedil;&atilde;o entre a val&ecirc;ncia dos sentimentos e a idade de ado&ccedil;&atilde;o dos participantes,  <i>r</i>=-.08, <i>ns</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Com o presente estudo pretendeu-se descrever o desenvolvimento de um instrumento original de avalia&ccedil;&atilde;o da val&ecirc;ncia dos  sentimentos que se associam ao estatuto adotivo. Para tal, elaboraram-se os itens, aferiu-se a validade facial dos mesmos junto de especialistas e  de uma pequena amostra (<i>N</i>=10), realizou-se um estudo de sensibilidade dos itens e, por fim, uma an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria.  Estes procedimentos contribuem para a validade ecol&oacute;gica e de constructo do instrumento.</p>     <p>A estrutura fatorial obtida na an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria apontou para a exist&ecirc;ncia de uma estrutura unifatorial com 10  itens, interpret&aacute;vel de acordo com a literatura da &aacute;rea da ado&ccedil;&atilde;o, visto considerar-se que, nesta estrutura,  est&atilde;o representados os aspetos te&oacute;ricos e concetuais capazes de definir e caracterizar a val&ecirc;ncia dos sentimentos relacionados  com o estatuto adotivo, na medida em que re&uacute;nem uma pan&oacute;plia de sentimentos suscet&iacute;veis de qualificar a experi&ecirc;ncia  emocional da ado&ccedil;&atilde;o, como dor, tristeza, zanga, mal-estar, incompletude ou auto-desvaloriza&ccedil;&atilde;o, salientados na  literatura pr&eacute;via sobre a val&ecirc;ncia dos sentimentos associados ao estatuto adotivo (e.g., Smith &amp; Brodzinsky, 1994, 2002; Lifton,  2002; McGinn, 2000; Powell &amp; Afifi, 2005).</p>     <p>O fator obtido apresentou n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna e pesos fatoriais satisfat&oacute;rios, sugerindo a  adequa&ccedil;&atilde;o do conjunto de itens para representar o fator.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o entre a val&ecirc;ncia dos sentimentos inerentes ao estatuto adotivo e a idade  dos participantes, com os adolescentes mais velhos a identificarem menos sentimentos negativos relacionados com o estatuto adotivo. Estes  resultados parecem demonstrar que os adolescentes mais velhos podem evidenciar uma maior capacidade para lidar com os desafios da  ado&ccedil;&atilde;o. H&aacute; que ressaltar a aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da val&ecirc;ncia dos sentimentos em  fun&ccedil;&atilde;o da idade de ado&ccedil;&atilde;o. Esta aus&ecirc;ncia revelou-se uma surpresa, visto que se esperava que as lembran&ccedil;as  relativamente &agrave; fam&iacute;lia biol&oacute;gica das crian&ccedil;as adotadas mais velhas pudessem influenciar a val&ecirc;ncia dos  sentimentos relacionados com o estatuto adotivo. Estas recorda&ccedil;&otilde;es podiam levar a um aumento dos sentimentos negativos em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; experi&ecirc;ncia adotiva, pois nestes casos a fam&iacute;lia biol&oacute;gica era a &uacute;nica realidade  conhecida da crian&ccedil;a e a ado&ccedil;&atilde;o, apesar de implicar rutura de rela&ccedil;&otilde;es com figuras significativas, n&atilde;o  interfere nos pensamentos e nas preocupa&ccedil;&otilde;es com estas figuras, o que poderia suscitar sentimentos mais negativos relativamente  &agrave; experi&ecirc;ncia adotiva.</p>     <p>Quanto se analisam os resultados descritivos do presente question&aacute;rio constatou-se que os participantes do presente estudo parecem  n&atilde;o vivenciar muitos sentimentos negativos relacionados com a sua experi&ecirc;ncia adotiva. Pese embora a solicita&ccedil;&atilde;o aos  participantes para, ao responderem, se focarem nos aspetos da sua ado&ccedil;&atilde;o e na forma como se sentiam naquele momento consigo mesmos em  rela&ccedil;&atilde;o a este tema, pensamos que as respostas s&atilde;o influenciadas tanto por caracter&iacute;sticas da rela&ccedil;&atilde;o com  os pais adotivos, como pelo meio envolvente, e tamb&eacute;m pelos modelos que o sujeito foi construindo ao longo do seu percurso de vida e do  estabelecimento de diferentes rela&ccedil;&otilde;es e que se constituem como grelhas de leitura pessoais sobre si pr&oacute;prio e as suas  viv&ecirc;ncias.</p>     <p>S&atilde;o, pois, v&aacute;rios os fatores suscet&iacute;veis de explicar os presentes resultados. Por um lado, o admitir a presen&ccedil;a de  sentimentos menos positivos relacionados com a ado&ccedil;&atilde;o a terceiros poderia ser interpretado pelos adolescentes como indicadores de  fragilidades em rela&ccedil;&atilde;o ao seu estado atual e &agrave; sua hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o. O facto de atribu&iacute;rem  sentimentos t&atilde;o favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o ao seu estatuto poder&aacute; dever-se n&atilde;o apenas a uma viv&ecirc;ncia  feliz da ado&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m &agrave; necessidade de preservar o pr&oacute;prio estatuto, pelo medo de transmitir a imagem de  uma ado&ccedil;&atilde;o mal sucedida. Por outro lado, os sentimentos relativos &agrave; experi&ecirc;ncia adotiva dependem da  conota&ccedil;&atilde;o emocional atribu&iacute;da &agrave; hist&oacute;ria de ado&ccedil;&atilde;o, &agrave;s viv&ecirc;ncias espec&iacute;ficas  de cada hist&oacute;ria, aos significados que o sujeito lhes atribui e &agrave; forma como consegue integrar estas viv&ecirc;ncias num eu coerente  e com passado, presente e futuro. Desta forma, tal como Smith e Brodzinsky (2002) encontraram na sua investiga&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m os  participantes do presente estudo podem ser capazes de interpretar de forma positiva todas as viv&ecirc;ncias da hist&oacute;ria adotiva e  apresentar uma maior facilidade em lidar com as emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos que adv&ecirc;m da sua hist&oacute;ria. Por fim, a  aus&ecirc;ncia de uma maior express&atilde;o de sentimentos negativos pode resultar dos contextos onde estes jovens est&atilde;o integrados. O  estigma social a que as fam&iacute;lias adotivas s&atilde;o sujeitas depende das conce&ccedil;&otilde;es de parentalidade existentes em determinada  comunidade. As fam&iacute;lias participantes do presente estudo podem estar inclu&iacute;das em contextos em que a liga&ccedil;&atilde;o  gen&eacute;tica e os la&ccedil;os biol&oacute;gicos n&atilde;o s&atilde;o sobrevalorizados, e como tal, n&atilde;o s&atilde;o alvos de sentimentos  de diferen&ccedil;a e de estigma, o que suscitar&aacute; menos sentimentos negativos, por parte dos adotados, em rela&ccedil;&atilde;o ao seu  estatuto.</p>     <p>Face ao exposto e &agrave;s caracter&iacute;sticas do instrumento constru&iacute;do considera-se que os baixos relatos de sentimentos negativos  relacionados com a ado&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se devem &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, mas sim ao significado,  &agrave;s viv&ecirc;ncias de cada participante e aos contextos onde est&atilde;o inseridos, j&aacute; que a val&ecirc;ncia dos sentimentos que  surgem face ao estatuto adotivo &eacute; mediada pelas interpreta&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&otilde;es que os jovens retiram destas mesmas  experi&ecirc;ncias (Smith &amp; Brodzinsky, 2002).</p>     <p>Apenas se tem conhecimento de um instrumento com o intuito de avaliar os sentimentos de perda relativamente aos pais biol&oacute;gicos (BLAS;  Smith &amp; Brodzinsky, 2002). No entanto este instrumento, apenas se foca num dos t&oacute;picos inerentes ao conceito da perda, os sentimentos  relativos aos pais biol&oacute;gicos, n&atilde;o integrando a val&ecirc;ncia dos sentimentos associados ao estatuto adotivo, o que se constitui  igualmente como parte do conceito da perda inerente ao estatuto adotivo. Consequentemente, o presente instrumento teve como objetivo aumentar o  corpo de conhecimento existente acerca de um constructo que ainda &eacute; pouco estudado na tem&aacute;tica da ado&ccedil;&atilde;o, os  sentimentos de perda inerentes ao estatuto adotivo, mas que &eacute; frequentemente utilizado como justifica&ccedil;&atilde;o para as dificuldades  acrescidas dos adotados (Brodzinsky, 1990; Brodzinsky, 2011; Brodzinsky &amp; Pinderhughes, 2002; Leon, 2002; Nickman, 1985). Consequentemente,  este primeiro estudo realizado com o question&aacute;rio de Sentimentos Relacionados com a Ado&ccedil;&atilde;o enriquece o estado de arte, uma vez  que, daqui emerge uma estrutura fatorial pass&iacute;vel de ser submetida a uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, que foi  imposs&iacute;vel de realizar no presente estudo dada a dimens&atilde;o da amostra. A realiza&ccedil;&atilde;o desta an&aacute;lise, em  investiga&ccedil;&otilde;es futuras, mostra-se de grande relev&acirc;ncia a fim de confirmar a estrutura encontrada. Neste estudo posterior  dever&atilde;o, igualmente, ser adicionadas informa&ccedil;&otilde;es sobre a validade concorrente e discriminante do instrumento.  Consequentemente, salienta-se que embora se tenha alcan&ccedil;ado o objetivo proposto, reconhece-se a exist&ecirc;ncia de limita&ccedil;&otilde;es  do instrumento atual, considerando que o atual instrumento ter&aacute; que ser ainda alvo de reformula&ccedil;&otilde;es e de estudos posteriores.</p>     <p>A principal limita&ccedil;&atilde;o diz respeito ao tipo de instrumento criado, um question&aacute;rio de autorrelato, com itens respondidos  segundo uma escala tipo <i>Likert</i>. Contudo, a informa&ccedil;&atilde;o obtida com este instrumento poder&aacute; ser enriquecida atrav&eacute;s  de quest&otilde;es abertas que permitam perceber de forma aprofundada quais os sentimentos e experi&ecirc;ncias que est&atilde;o associados ao  estatuto adotivo, o contexto onde ocorrem e o que os faz surgir. Esta modalidade de explora&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o  do Question&aacute;rio poder&aacute; ser particularmente &uacute;til em contexto de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.</p>     <p>O instrumento poderia igualmente ser enriquecido com a cria&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias fict&iacute;cias acerca de adolescentes  adotados em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, nas quais se pediria aos participantes para se colocarem no lugar do adotado da hist&oacute;ria  referindo qual o sentimento que nutriam perante determinada situa&ccedil;&atilde;o. Esta metodologia poderia diminuir a desejabilidade social  presente nos instrumentos de autorrelato.</p>     <p>A segunda limita&ccedil;&atilde;o refere-se ao facto de apenas se ter recorrido aos adolescentes como informantes. A recolha de dados junto dos  pais dos adolescentes adotados participantes poderia contribuir para a valida&ccedil;&atilde;o das autoavalia&ccedil;&otilde;es dos filhos. Por  fim, a terceira limita&ccedil;&atilde;o relaciona-se com a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria dos participantes, o que pode provocar  algum vi&eacute;s, uma vez que podem apenas ter participado adolescentes que conseguem integrar melhor a sua experi&ecirc;ncia enquanto adotados.</p>     <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es enunciadas, consideramos que em termos de implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, este instrumento se  apresenta como uma mais-valia, visto que possibilita a revis&atilde;o das pr&aacute;ticas ligadas &agrave; interven&ccedil;&atilde;o em  ado&ccedil;&atilde;o, de forma a contemplar apoio efetivo &agrave;s fam&iacute;lias adotivas, nos temas que realmente as preocupa, e durante um  per&iacute;odo de tempo alargado. Com a cria&ccedil;&atilde;o deste instrumento, pretende-se tamb&eacute;m chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o  grupo de adolescentes adotados, como requerendo uma aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e diferenciada das crian&ccedil;as, tendo em conta que  nesta fase desenvolvimental surge uma maior capacidade de compreens&atilde;o e reflex&atilde;o acerca do estatuto adotivo (Brodzinsky, 2011), que  pode originar novos sentimentos acerca do self enquanto pessoa que foi adotada. Consequentemente, considera-se que este instrumento constitui  importante mais-valia em contexto cl&iacute;nico com esta popula&ccedil;&atilde;o, pois permite obter informa&ccedil;&atilde;o estruturada sobre a  val&ecirc;ncia dos sentimentos inerentes &agrave; experi&ecirc;ncia adotiva, sendo capaz de identificar a intensidade destes mesmos sentimentos e  de ajudar na constru&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o baseada nas necessidades dos adolescentes.</p>     <p>Em termos de investiga&ccedil;&atilde;o, assim que se concluir o estudo de valida&ccedil;&atilde;o deste instrumento, o mesmo permitir&aacute;  que o estudo sobre as experi&ecirc;ncias e sentimentos relacionados com o estatuto adotivo seja realizado de uma forma mais sistem&aacute;tica e  estruturada, permitindo a replica&ccedil;&atilde;o e a compara&ccedil;&atilde;o entre estudos e entre popula&ccedil;&otilde;es, assim como a  an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre a val&ecirc;ncia dos sentimentos relacionados com o estatuto adotivo e diversas dimens&otilde;es do  ajustamento psicossocial dos adotados. Apesar de considerarmos que o presente instrumento pode ser utilizado para efeitos de  investiga&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o, com o intuito de planear investiga&ccedil;&otilde;es com a popula&ccedil;&atilde;o de  adolescentes adotados, neste artigo apenas se pretendeu dar in&iacute;cio ao seu processo de desenvolvimento, sendo necess&aacute;rios mais estudos  emp&iacute;ricos com o objetivo de avaliar a validade do mesmo. Relativamente a investiga&ccedil;&otilde;es futuras, al&eacute;m da  realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, emerge a relev&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de estudos  longitudinais com o intuito de se compreender como evoluem os sentimentos relacionados com o estatuto adotivo e quais as implica&ccedil;&otilde;es  destes sentimentos no bem-estar do adotado ao longo do seu ciclo vital, nomeadamente no seu ajustamento psicol&oacute;gico, no processo de busca  das origens, no processo de comunica&ccedil;&atilde;o sobre a ado&ccedil;&atilde;o, na sua autoestima, na vincula&ccedil;&atilde;o que estabelece  com os pais e nas rela&ccedil;&otilde;es com os pares, entre outros. Seria igualmente pertinente continuar a desenvolver investiga&ccedil;&atilde;o  na tem&aacute;tica da ado&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica dos adolescentes, visto que como j&aacute; foi referido  a investiga&ccedil;&atilde;o realizada com este grupo ainda &eacute; escassa, pese embora as suas especificidades enquanto grupo, sendo imperioso  aumentar o conhecimento sobre esta popula&ccedil;&atilde;o, de forma a ser poss&iacute;vel desenhar interven&ccedil;&otilde;es cientificamente  baseadas nas suas necessidades reais, com o objetivo de melhorar o seu bem-estar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Barbosa-Ducharne, M., Soares J., Ferreira, J., &amp; Barroso, R. (2015). <i>Ado&ccedil;&atilde;o - A voz de filhos, pais e av&oacute;s.  Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o processo de ado&ccedil;&atilde;o</i> (relat&oacute;rio preliminar de resultados, vers&atilde;o digital, 2&ordf;  ed.). Porto: GIIAA, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039496&pid=S0870-8231201800020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brodzinsky, D. (1990). A stress and coping model of adoption adjustment. In D. Brodzinsky &amp; M. Schechter (Eds.), <i>The psychology of  adoption</i> (pp. 3-24). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039498&pid=S0870-8231201800020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brodzinsky, D. (2009). The experience of sibling loss in the adjustment of foster and adopted children. In D. Silverstein &amp; S. Smith (Eds.),  <i>Siblings separated by adoption or foster care: Understanding effects and developing solutions</i> (pp. 43-56). Westport, CT: Praeger.</p>     <p>Brodzinsky, D. (2011). Children&rsquo;s understanding of adoption: Developmental and clinical implications. <i>Professional Psychology: Research  and Practice, 42</i>, 200-207. doi: 10.1037/a0022415</p>     <!-- ref --><p>Brodzinsky, D. M., &amp; Pinderhughes, E. E. (2002). Parenting and child development in adoptive families. In M. Bornstein (Ed.), <i>Handbook of  parenting: Children and parenting</i> (Vol. 1, pp. 279-311). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039502&pid=S0870-8231201800020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brodzinsky, D., Schechter, M., &amp; Henig, R. (1992). <i>Being adopted: The lifelong search for self.</i> New York: Doubleday.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039504&pid=S0870-8231201800020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evan, B. (1997<i>). Benchmark adoption survey: Report on findings</i>. New York: Donaldson Foundation Adoption Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039506&pid=S0870-8231201800020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Field, A. P. (2009). <i>Discovering statistics using SPSS</i>. London, England: SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039508&pid=S0870-8231201800020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fisher, A. P. (2003). Still &ldquo;not quite as good as having your own&rdquo;? Toward a sociology of adoption. <i>Annual Review of Sociology,  29</i>, 335-361. doi: 10.1146/annurev.soc.29.010202.100209</p>     <!-- ref --><p>Grotevant, H., Dunbar, N., Kohler, J., &amp; Esau, A. (2000). Adoptive identity: How contexts within and beyond the family shape developmental  pathways<i>. Family Relations, 49</i>, 379-387. doi: 10.1111/j.1741-3729.2000.00379.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039511&pid=S0870-8231201800020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Groza, V., &amp; Muntean, A. (2016). A description of attachment in adoptive parents and adoptees in Romanian during early adolescence. <i>Child  and Adolescent Social Work Journal, 33</i>, 163-174. doi: 10.1007/s10560-015-0408-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039512&pid=S0870-8231201800020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hair, J., Anderson, R., Tatham, R., &amp; Black, W. (2005). <i>An&aacute;lise multivariada de dados</i> (5&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo, SP:  Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039513&pid=S0870-8231201800020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayden, B. (1998). Being adopted may not pose a problem until adolescence. <i>Brown University Child &amp; Adolescent Behavior Letter, 14</i>,  1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039515&pid=S0870-8231201800020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBM Corp Released. (2015). <i>IBM SPSS Statistics for Windows, Version 24.0</i>. Armonk, NY: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039517&pid=S0870-8231201800020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Johnson, D. (2002). Adoption and the effect on children&rsquo;s development. <i>Early Human Development, 68</i>, 39-54. doi:  10.1016/S0378-3782(02)00017-8</p>     <p>Juffer, F. (2006). Children&rsquo;s awareness of adoption and their problem behavior in families with 7-year-old internationally adopted  children. <i>Adoption Quarterly, 9</i>, 1-22. doi: 10.1300/J145v09n02_01</p>     <!-- ref --><p>Juffer, F., Palacios, J., Le Mare, L., Sonuga-Barke, E., Tieman, W., Bakermans-Kranenburg, M., . . . Verhulst, F. (2011). Development of adopted  children with histories of early adversity<i>. Monographs of the Society for the Research on Child Development, 76</i>, 31-61. doi:  10.1111/j.1540-5834.2011.00627.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039521&pid=S0870-8231201800020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Juffer, F., &amp; Tieman, W. (2015). Being adopted: Internationally adopted children&rsquo;s interest and feelings. <i>International Social  Work, 52</i>, 635-647. doi: 10.1177/0020872809337682</p>     <!-- ref --><p>Kline, B. (2011). <i>Principles and practice of structural equation modeling</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039523&pid=S0870-8231201800020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leon, I. G. (2002). Adoption losses: Naturally occurring or socially constructed?. <i>Child Development, 73</i>, 652-663. doi:  10.1111/1467-8624.00429&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039525&pid=S0870-8231201800020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lifton, B. (2002). The adoptee&rsquo;s journey. <i>Journal of Social Distress and the Homeless, 11</i>, 207-213. doi: 10.1023/A:1014320119546</p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2014). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPPS statistics</i> (6&ordf; ed.). Lisboa: Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039527&pid=S0870-8231201800020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McGinn, M. (2000). Attachment and separation: Obstacles for adoptees. <i>Journal of Social Distress and the Homeless, 9</i>, 273-290. doi:  10.1023/A:1009489726111&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039529&pid=S0870-8231201800020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nickman, S.L. (1985). Losses in adoption: The need for dialogue. <i>Psychoanalytic Study of the Child, 40</i>, 365-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039530&pid=S0870-8231201800020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Powell, K., &amp; Afifi, T. (2005). Uncertainty management and adoptees&rsquo; ambiguous loss of their birth parents. <i>Journal of Social and  Personal Relationships, 22</i>, 129-151. doi: 10.1177/0265407505049325</p>     <p>Reinoso, M., Juffer, F., &amp; Tieman, W. (2013). Children&rsquo;s and parents&rsquo; thoughts and feelings about adoption, birth culture  identity and discrimination in families with internationally adopted children. <i>Child and Family Social Work, 18</i>, 264-274. doi:  10.1111/j.1365-2206.2012.00841.x</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Schachter, R., &amp; Schachter, A. (2011). Adoption: A life begun with loss. In D. Harris (Ed.), <i>Counting our losses: Reflecting on change,  loss, and transition in everyday life</i> (pp. 75-91). New York: Taylor &amp; Francis Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039534&pid=S0870-8231201800020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smith, D. W., &amp; Brodzinsky, D. M. (1994). Stress and coping in adopted children: A developmental study. <i>Journal of Clinical Child  Psychology, 23</i>, 91-99. doi: 10.1207/s15374424jccp2301_11&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039536&pid=S0870-8231201800020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Smith, D.W., &amp; Brodzinsky, D. M. (2002). Coping with birthparent loss in adopted children. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry,  43</i>, 213-223. doi: 10.1111/1469-7610.00014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039537&pid=S0870-8231201800020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>van IJzendoorn, M. H., &amp; Juffer, F. (2006). The Emanuel Miller memorial lecture 2006: Adoption as intervention. Meta-analytic evidence for  massive catch-up and plasticity in physical, socio-emotional and cognitive development. <i>Journal of child psychology and psychiatry, 47</i>,  1228-1245. doi: 10.1111/j.1469-7610.2006.01675.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039538&pid=S0870-8231201800020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>van Dam, T., Galusha, J., Lundberg-Love, P., &amp; Robinette, J. (2012). When love goes wrong: Consequences of a child reared in an abusive  home. In M. Paludi (Ed.), <i>The psychology of love</i> (pp. 45-65). Santa Barbara: ABC-Clio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039539&pid=S0870-8231201800020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Von Korff, L., &amp; Grotevant, H. (2011). Contact in adoption and adoptive identity formation: The mediating role of family conversation.  <i>Journal of Family Psychology, 25</i>, 393-401. doi: 10.1037/a0023388&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039541&pid=S0870-8231201800020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Raquel Barroso, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:pdpsi12032@fpce.up.pt">pdpsi12032@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o Para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Bolsa de doutoramento:  SFRH/BD/87021/2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 27/01/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 08/09/2017</p>      ]]></body><back>
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