<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312018000200009</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1387</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação da Escala de Crenças Disfuncionais face à Maternidade para a população portuguesa: Estudos psicométricos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adaptation of the Attitudes toward Motherhood Scale for the Portuguese population: Psychometric studies]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sofia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>247</fpage>
<lpage>260</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312018000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312018000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312018000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As crenças disfuncionais face à maternidade têm sido apontadas como um fator de risco para a depressão pós-parto. O objetivo deste estudo foi adaptar a Escala de Crenças Disfuncionais Face à Maternidade (ECM), que avalia as crenças disfuncionais face à maternidade, para a população portuguesa, e avaliar as suas qualidades psicométricas. Para tal, utilizou-se uma amostra de 387 mulheres no período pós-parto. As participantes responderam, num estudo transversal, à ECM e a outros questionários de autorresposta. A análise fatorial confirmatória revelou como mais adequado um modelo tridimensional, semelhante à estrutura original do instrumento: Crenças Relacionadas com o Julgamento dos Outros, Crenças Relacionadas com a Responsabilidade Materna e Crenças Relacionadas com a Idealização do Papel Materno. Além disso, a ECM associou-se de forma significativa à sintomatologia depressiva e aos pensamentos automáticos negativos gerais e no pós-parto, mostrando a sua validade convergente. Ademais, apresentou boa consistência interna para a pontuação total e para as suas dimensões, à exceção da dimensão Crenças Relacionadas com a Responsabilidade Materna. De forma geral, a versão portuguesa da ECM apresentou bons níveis de fidelidade e validade, pelo que constitui um instrumento útil na avaliação das crenças disfuncionais face à maternidade.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Dysfunctional beliefs toward motherhood have been identified as a risk factor for postpartum depression. The aim of this study was to adapt the Attitudes Toward Motherhood Scale (AToM), that evaluates dysfunctional beliefs toward motherhood, for the Portuguese population and to evaluate its psychometric qualities. The sample included 387 women in the postpartum period. The participants cross-sectionally answered to the AToM and to other self-report questionnaires. Confirmatory factor analysis revealed as more suitable a three-dimensional model, similar to the original structure of the instrument: Beliefs about Other’s Judgments, Beliefs about Maternal Responsibility and Beliefs about Maternal Role Idealization. In addition, the AToM was significantly associated with depressive symptoms and with general and postpartum negative automatic thoughts, showing its convergent validity. Furthermore, it has shown good internal consistency for the total score and for its dimensions, with the exception of the dimension Beliefs about Maternal Responsibility. In general, the Portuguese version of AToM showed good levels of reliability and validity, so it is a useful tool to assess the dysfunctional beliefs toward motherhood.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Crenças disfuncionais face à maternidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Depressão pós-parto]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escala de Crenças Disfuncionais face à Maternidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Propriedades psicométricas]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Attitudes toward Motherhood Scale]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Dysfunctional beliefs toward motherhood]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Postpartum depression]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Psychometric properties]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Cren&ccedil;as Disfuncionais face &agrave; Maternidade para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa:  Estudos psicom&eacute;tricos</b></p>     <p><b>Adaptation of the Attitudes toward Motherhood Scale for the Portuguese population: Psychometric studies</b></p>     <p><b>Ana Catarina Costa<sup>1</sup>, Sofia Rodrigues<sup>1</sup>, Maria Cristina Canavarro<sup>2</sup>, Ana Fonseca<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o Cognitivo-Comportamental da Faculdade  de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade t&ecirc;m sido apontadas como um fator de risco para a depress&atilde;o p&oacute;s-parto.  O objetivo deste estudo foi adaptar a Escala de Cren&ccedil;as Disfuncionais Face &agrave; Maternidade (ECM), que avalia as cren&ccedil;as  disfuncionais face &agrave; maternidade, para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, e avaliar as suas qualidades psicom&eacute;tricas. Para tal,  utilizou-se uma amostra de 387 mulheres no per&iacute;odo p&oacute;s-parto. As participantes responderam, num estudo transversal, &agrave; ECM e a  outros question&aacute;rios de autorresposta. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria revelou como mais adequado um modelo tridimensional,  semelhante &agrave; estrutura original do instrumento: Cren&ccedil;as Relacionadas com o Julgamento dos Outros, Cren&ccedil;as Relacionadas com a  Responsabilidade Materna e Cren&ccedil;as Relacionadas com a Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno. Al&eacute;m disso, a ECM associou-se de  forma significativa &agrave; sintomatologia depressiva e aos pensamentos autom&aacute;ticos negativos gerais e no p&oacute;s-parto, mostrando a sua  validade convergente. Ademais, apresentou boa consist&ecirc;ncia interna para a pontua&ccedil;&atilde;o total e para as suas dimens&otilde;es,  &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna. De forma geral, a vers&atilde;o  portuguesa da ECM apresentou bons n&iacute;veis de fidelidade e validade, pelo que constitui um instrumento &uacute;til na avalia&ccedil;&atilde;o  das cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade, Depress&atilde;o p&oacute;s-parto, Escala de Cren&ccedil;as  Disfuncionais face &agrave; Maternidade, Propriedades psicom&eacute;tricas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Dysfunctional beliefs toward motherhood have been identified as a risk factor for postpartum depression. The aim of this study was to adapt the  Attitudes Toward Motherhood Scale (AToM), that evaluates dysfunctional beliefs toward motherhood, for the Portuguese population and to evaluate  its psychometric qualities. The sample included 387 women in the postpartum period. The participants cross-sectionally answered to the AToM and to  other self-report questionnaires. Confirmatory factor analysis revealed as more suitable a three-dimensional model, similar to the original  structure of the instrument: Beliefs about Other&rsquo;s Judgments, Beliefs about Maternal Responsibility and Beliefs about Maternal Role  Idealization. In addition, the AToM was significantly associated with depressive symptoms and with general and postpartum negative automatic  thoughts, showing its convergent validity. Furthermore, it has shown good internal consistency for the total score and for its dimensions, with  the exception of the dimension Beliefs about Maternal Responsibility. In general, the Portuguese version of AToM showed good levels of reliability  and validity, so it is a useful tool to assess the dysfunctional beliefs toward motherhood.</p>     <p><b>Key words</b>: Attitudes toward Motherhood Scale, Dysfunctional beliefs toward motherhood, Postpartum depression, Psychometric properties.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A Depress&atilde;o P&oacute;s-Parto (DPP) &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica prevalente (Gavin et al., 2005), com  consequ&ecirc;ncias adversas n&atilde;o apenas para a m&atilde;e, como para o desenvolvimento do beb&eacute; (e.g., Kingston, Tough, &amp;  Whitfield, 2012). Face aos efeitos adversos da DPP, identificar os seus fatores de risco, nomeadamente aqueles que s&atilde;o potencialmente  modific&aacute;veis atrav&eacute;s da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, &eacute; fundamental para decidir a natureza e alvo das  estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o desta condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica (Howell, Mora, DiBonaventura, &amp; Leventhal, 2009).</p>     <p>Dentro dos fatores de risco potencialmente modific&aacute;veis para a DPP, alguns autores t&ecirc;m-se focado no papel das vulnerabilidades  cognitivas, nomeadamente as cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade (Grazioli &amp; Terry, 2000; Madar, 2013a; Sockol, Epperson,  &amp; Barber, 2014). As cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade t&ecirc;m sido associadas &agrave; ocorr&ecirc;ncia de  sintomatologia depressiva no per&iacute;odo p&oacute;s-parto (Madar, 2013a; Phillips, Sharpe, Matthey, &amp; Charles, 2010; Sockol et al., 2014).  As cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade s&atilde;o cren&ccedil;as sobre a maternidade e o papel materno, que incluem uma  componente avaliativa, caracterizadas por temas de fracasso, inadequa&ccedil;&atilde;o pessoal e uma sensa&ccedil;&atilde;o de desesperan&ccedil;a  acerca do eu, do mundo e do futuro (Church, Brechman-Toussaint, &amp; Hine, 2005; Sockol et al., 2014). Torna-se, portanto, fundamental, a  exist&ecirc;ncia de uma medida adequada para avaliar as cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade.</p>     <p>Apesar de existirem alguns instrumentos que foram desenvolvidos para avaliar as cren&ccedil;as face &agrave; maternidade, estes instrumentos  apresentam algumas limita&ccedil;&otilde;es. Um destes instrumentos &eacute; o Maternal Adjustment and Maternal Attitudes (MAMA; Kumar, Robson,  &amp; Smith, 1984), que foi tamb&eacute;m adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Figueiredo, Mendon&ccedil;a, &amp; Sousa, 2004). Para  al&eacute;m de apresentar como limita&ccedil;&atilde;o o facto de ser um instrumento extenso (60 itens) e de avaliar tamb&eacute;m dimens&otilde;es  de ajustamento (e.g., imagem corporal, sintomas som&aacute;ticos), as dimens&otilde;es que remetem para a avalia&ccedil;&atilde;o das  cren&ccedil;as ou atitudes face &agrave; maternidade focam-se n&atilde;o apenas na dimens&atilde;o cognitiva, mas tamb&eacute;m nas  reac&ccedil;&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es da mulher com a gravidez e com o filho (e.g., &ldquo;<i>tem-se sentido feliz por estar  gr&aacute;vida?</i>&rdquo;) ou na avalia&ccedil;&atilde;o do desejo sexual (e.g., &ldquo;<i>desejou sexualmente o seu marido?</i>&rdquo;), o que  compromete a sua capacidade de avaliar o constructo a que se prop&otilde;e.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Posteriormente, foi desenvolvido o Maternal Attitudes Questionnaire (MAQ; Warner, Appleby, Whitton, &amp; Faragher, 1997) para avaliar as  cogni&ccedil;&otilde;es e expectativas associadas &agrave; maternidade. Para al&eacute;m dos pobres indicadores de consist&ecirc;ncia interna, este  question&aacute;rio tinha ainda como limita&ccedil;&atilde;o o facto de nem todos os itens da escala inclu&iacute;rem a componente avaliativa  inerente &agrave;s cren&ccedil;as disfuncionais (Sockol et al., 2014). Mais recentemente, foi desenvolvida a Maternal Attitudes and Beliefs Scale  (MABS) com o objetivo de avaliar as cren&ccedil;as face &agrave; maternidade no pr&eacute; e p&oacute;s-parto (Madar, 2013b). No entanto, para  al&eacute;m de ser uma escala muito longa, os estudos realizados inclu&iacute;ram amostras muito pequenas, pelo que as boas propriedades  psicom&eacute;tricas desta escala n&atilde;o se encontram ainda estabelecidas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A Escala de Cren&ccedil;as Disfuncionais Face &agrave; Maternidade (ECM)</i></p>     <p>Na tentativa de colmatar as limita&ccedil;&otilde;es das restantes escalas, Sockol et al. (2014) desenvolveram um instrumento com o objetivo de  avaliar as cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade: a <i>Attitudes Towards Motherhood Scale</i>. Apesar de a  designa&ccedil;&atilde;o da escala apontar para o dom&iacute;nio das atitudes, esta escala foi desenvolvida para examinar as cren&ccedil;as  avaliativas disfuncionais relacionadas com a maternidade (Sockol et al., 2014), &agrave; semelhan&ccedil;a da Escala de Atitudes Disfuncionais  [DAS] (Weissman, 1979). Com base na Teoria Cognitiva de Beck para a depress&atilde;o, a Escala de Atitudes Disfuncionais de Weissman (1979) foi  desenvolvida para avaliar as cren&ccedil;as disfuncionais gerais que, ao interagir com certos acontecimentos indutores de stresse, s&atilde;o  activadas e constituem uma vulnerabilidade para a depress&atilde;o. Neste contexto, com o objectivo de melhor reflectir o constructo avaliado, a  vers&atilde;o portuguesa da escala <i>Attitudes Towards Motherhood Scale</i> foi designada de Escala de Cren&ccedil;as Disfuncionais face &agrave;  Maternidade (ECM).</p>     <p>No que respeita ao desenvolvimento da vers&atilde;o original da ECM, numa primeira etapa, foi constru&iacute;da uma vers&atilde;o preliminar,  composta por 62 itens (gerados a partir da modifica&ccedil;&atilde;o de itens existentes noutros question&aacute;rios e de entrevistas a mulheres  gr&aacute;vidas ou no per&iacute;odo p&oacute;s-parto), cuja compreensibilidade foi avaliada atrav&eacute;s de um estudo piloto. Posteriormente, a  vers&atilde;o preliminar do instrumento foi testada numa amostra de 136 mulheres no per&iacute;odo perinatal, tendo sido sujeita a procedimentos de  an&aacute;lise (an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria e an&aacute;lise da redund&acirc;ncia e clareza dos itens de cada fator, com vista a  reduzir a sobrecarga de resposta ao question&aacute;rio) conducentes &agrave; vers&atilde;o final da ECM. Esta seria composta por 12 itens, que se  organizam em tr&ecirc;s fatores, cada um composto por quatro itens: (1) Cren&ccedil;as Relacionadas com o Julgamento dos Outros: cren&ccedil;as  relacionadas com a perce&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o que os outros ir&atilde;o fazer acerca do desempenho enquanto m&atilde;e e  fortemente ligadas &agrave;s distor&ccedil;&otilde;es cognitivas gerais; (2) Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna:  cren&ccedil;as relacionadas com a perce&ccedil;&atilde;o das exig&ecirc;ncias do papel materno, em termos de dedica&ccedil;&atilde;o e  disponibilidade; e (3) Cren&ccedil;as Relacionadas com a Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno: cren&ccedil;as relacionadas com a  perce&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de maternidade como uma experi&ecirc;ncia exclusivamente positiva (Sockol et  al., 2014).</p>     <p>No que respeita &agrave;s caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o final da ECM, os resultados da an&aacute;lise  confirmat&oacute;ria indicaram que a solu&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fatores correlacionados apresentava bons &iacute;ndices de ajustamento,  corroborando a validade de constructo da escala. A ECM apresentou tamb&eacute;m bons indicadores de fidelidade, quer para as dimens&otilde;es  (valores de alfa de Cronbach entre 0,74, para o fator 3, e 0,82, para o fator 1), quer para a escala total (alfa de Cronbach de 0,81). No que diz  respeito &agrave; validade convergente, as pontua&ccedil;&otilde;es da ECM mostraram-se significativamente correlacionadas com as  distor&ccedil;&otilde;es cognitivas gerais (<i>Dysfunctional Attitudes Scale</i>, DAS) e com as atitudes face &agrave; maternidade (MAQ) (Sockol et  al., 2014).</p>     <p>Posteriormente, os autores da vers&atilde;o original da ECM conduziram um segundo estudo, com o objetivo de proporcionar evid&ecirc;ncia  adicional das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do instrumento, utilizando uma amostra de 288 mulheres no per&iacute;odo perinatal  (Sockol et al., 2014). Os resultados evidenciaram bons indicadores de validade de constructo. Especificamente, por compara&ccedil;&atilde;o ao  modelo unidimensional, o modelo de tr&ecirc;s fatores apresentou melhores &iacute;ndices de ajustamento e mostrou-se invariante para mulheres  gr&aacute;vidas e no per&iacute;odo p&oacute;s-parto. Al&eacute;m disso, os resultados sugeriram bons indicadores de validade convergente &ndash;  patente nas associa&ccedil;&otilde;es, no sentido esperado, com distor&ccedil;&otilde;es cognitivas gerais, com ajustamento di&aacute;dico e com a  satisfa&ccedil;&atilde;o com o apoio social recebido &ndash; e de validade de crit&eacute;rio, uma vez que a ECM mostrou predizer  significativamente a sintomatologia depressiva e ansiosa, controlando o efeito de vari&aacute;veis sociodemo gr&aacute;ficas, de fatores de risco  interpessoais e de distor&ccedil;&otilde;es cognitivas gerais. Finalmente, a ECM apresentou bons &iacute;ndices de fidelidade (os valores de alfa  de Cronbach variaram entre 0,73 e 0,81) (Sockol et al., 2014).</p>     <p>Sockol e Battle (2015) investigaram ainda a fiabilidade e a validade da ECM numa amostra de 436 m&atilde;es mult&iacute;paras, visto que o  instrumento foi inicialmente desenvolvido e validado numa amostra constitu&iacute;da apenas por m&atilde;es prim&iacute;paras. Nesse estudo,  verificou-se que o coeficiente de consist&ecirc;ncia interna da pontua&ccedil;&atilde;o total da escala foi de 0,86, o que indica uma boa  consist&ecirc;ncia interna da escala. Adicionalmente, a ECM apresentou bons indicadores de validade convergente nesta amostra, ao associar-se  positiva e moderadamente com as distor&ccedil;&otilde;es cognitivas gerais (Sockol &amp; Battle, 2015). N&atilde;o existem, do nosso conhecimento,  estudos de adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da ECM para outras popula&ccedil;&otilde;es. Face ao exposto, este estudo teve como  principal objetivo a adapta&ccedil;&atilde;o da ECM para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e o estudo das suas qualidades psicom&eacute;tricas,  em termos de validade de constructo, fidelidade, validade convergente e de crit&eacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra do presente estudo foi constitu&iacute;da por 387 mulheres com idade entre os 19 e os 43 anos (<i>M</i>=32,30, <i>DP</i>=4,23), sendo  que a maioria vivia num meio urbano (<i>n</i>=279, 72,1%), eram casadas ou estavam em uni&atilde;o de facto (<i>n</i>=346, 89,4%), n&atilde;o  tinham outros filhos (<i>n</i>=274, 70,8%) eram licenciadas (<i>n</i>=192, 49,6%), estavam empregadas (<i>n</i>=308, 79,6%), tinham um rendimento  m&eacute;dio mensal do agregado familiar entre 1000&euro; e 2000&euro; (<i>n</i>=188, 48,6%) e enquadravam-se na categoria de n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico m&eacute;dio (<i>n</i>=335, 86,6%). Das participantes, 113 mulheres (29,2%) apresentavam sintomatologia clinicamente  significativa. Em m&eacute;dia, as participantes foram m&atilde;es h&aacute; 3,95 meses (<i>DP</i>=3,25).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ficha de dados demogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos</i>. Ficha de autorrelato para avaliar as caracter&iacute;sticas  sociodemogr&aacute;ficas (e.g., idade, estado civil, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, rendimento mensal do agregado familiar,  n&iacute;vel socioecon&oacute;mico) e cl&iacute;nicas (e.g., paridade, hist&oacute;ria pr&eacute;via de psicopatologia) das participantes e do  beb&eacute; (e.g., meses do beb&eacute;).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Cren&ccedil;as Disfuncionais face &agrave; Maternidade</i> (ECM; vers&atilde;o original: Sockol et al., 2014). A ECM pretende  avaliar as cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade. &Eacute; uma medida de autorrelato composta por 12 itens, respondidos numa  escala de resposta de seis n&iacute;veis (de 0=<i>Discordo Sempre</i> a 5=<i>Concordo Sempre</i>). Pontua&ccedil;&otilde;es mais altas indicam  cren&ccedil;as mais disfuncionais face &agrave; maternidade. As caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o original da escala  foram anteriormente descritas. Para adaptar a ECM para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa, de acordo com o m&eacute;todo proposto por Hill e  Hill (2005), foi feita a tradu&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o original da escala para Portugu&ecirc;s (de forma independente, por duas pessoas  fluentes em Ingl&ecirc;s e com conhecimentos na &aacute;rea da Psicologia), procedendo-se posteriormente &agrave; retrovers&atilde;o da  vers&atilde;o traduzida e &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o de aspetos lexicais e sem&acirc;nticos das duas vers&otilde;es da escala, tendo-se  chegado &agrave; vers&atilde;o final portuguesa da ECM.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Escala de Depress&atilde;o P&oacute;s-Parto de Edinburgh</i> (EPDS; vers&atilde;o portuguesa: Augusto, Kumar, Calheiros, Matos, &amp;  Figueiredo, 1996; Figueiredo, 1997). A Escala de Depress&atilde;o P&oacute;s-Parto de Edinburgh &eacute; uma escala de autorrelato que se destina  &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de sintomas depressivos nos &uacute;ltimos sete dias. &Eacute; composta por 10 itens, com uma  escala de resposta de 0 a 3. Resultados acima de 9 s&atilde;o indicativos de sintomatologia depressiva clinicamente significativa (Figueiredo,  1997). No presente estudo, o valor de alfa de Cronbach &eacute; de 0,88.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Pensamentos Autom&aacute;ticos Negativos no P&oacute;s-Parto</i> (EPANP; vers&atilde;o portuguesa: Rodrigues, Costa, Canavarro,  &amp; Fonseca, 2017). A EPANP &eacute; uma escala de autorresposta que pretende avaliar a presen&ccedil;a e frequ&ecirc;ncia de pensamentos  negativos no p&oacute;s-parto. &Eacute; composta por 17 itens, respondidos numa escala de 0 (&ldquo;<i>Nunca</i>&rdquo;) a 3 (&ldquo;<i>Quase  Sempre</i>&rdquo;). A EPANP organiza-se em dois fatores: Avalia&ccedil;&atilde;o das Cogni&ccedil;&otilde;es, Emo&ccedil;&otilde;es e  Situa&ccedil;&otilde;es (ACES; 9 itens) e Pensamentos Negativos Relacionados com o Beb&eacute; e com a Maternidade (PNRBM; 8 itens).  Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas indicam uma maior frequ&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos negativos no p&oacute;s-parto. No  presente estudo, os valores de alfa de Cronbach foram de 0,90 (fator ACES) e 0,75 (fator PNRBM).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio dos Pensamentos Autom&aacute;ticos &ndash; Revisto</i> (QPA-R; vers&atilde;o portuguesa: Pereira, Matos, &amp; Azevedo,  2014). O QPA-R avalia a frequ&ecirc;ncia da ocorr&ecirc;ncia dos pensamentos autom&aacute;ticos negativos e positivos relacionados com a  depress&atilde;o. Encontra-se organizado em tr&ecirc;s dimens&otilde;es, duas correspondendo a pensamentos autom&aacute;ticos negativos e uma a  pensamentos autom&aacute;ticos positivos: (1) Autoconceito Baixo/Negativo e Expectativas Negativas (12 itens); (2) Mau Ajustamento Pessoal e Desejo  de Mudan&ccedil;a (15 itens); e (3) Pensamentos Autom&aacute;ticos Positivos (9 itens). Os itens que comp&otilde;em a escala s&atilde;o respondidos  numa escala de frequ&ecirc;ncia que varia de 0 (&ldquo;<i>Nunca</i>&rdquo;) a 4 (&ldquo;<i>Sempre</i>&rdquo;). Pontua&ccedil;&otilde;es mais altas  em cada dimens&atilde;o indicam maior frequ&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos avaliados pela mesma. Na nossa amostra, os valores de alfa  de Cronbach variaram entre 0,93 (dimens&otilde;es Autoconceito Baixo/Negativo e Pensamentos Automaticos Positivos) e 0,94 (Dimens&atilde;o Mau  Ajustamento Pessoal e Desejo de Mudan&ccedil;a).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Auto-Compaix&atilde;o</i> (EAC; vers&atilde;o portuguesa: Castilho &amp; Gouveia, 2011). A EAC &eacute; um instrumento de medida de  autorresposta constitu&iacute;da por 26 itens, respondidos numa escala de frequ&ecirc;ncia (de 1=<i>Quase Nunca</i> a 5=<i>Quase Sempre</i>),  organizados em 6 subescalas: Calor/Compreens&atilde;o (5 itens), Autocr&iacute;tica (5 itens); Humanidade comum (4 itens); Isolamento (4 itens);  Mindfulness (4 itens); e Sobre-identifica&ccedil;&atilde;o (4 itens). Pontua&ccedil;&otilde;es mais altas indicam n&iacute;veis de compaix&atilde;o  mais elevados. Na nossa amostra, os valores de alfa de Cronbach variaram entre 0,78 (dimens&atilde;o Sobre-Identifica&ccedil;&atilde;o) e 0,89  (dimens&atilde;o Calor/Compreens&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Foi realizado um estudo quantitativo transversal, aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio de  Coimbra, EPE (CHUC) e da Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra. Foram crit&eacute;rios de  inclus&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o no estudo: (a) ser mulher, com idade igual ou superior a 18 anos; (b) ter tido um beb&eacute; nos  &uacute;ltimos 12 meses; e (c) ter um n&iacute;vel de compreens&atilde;o que lhe permita o preenchimento dos question&aacute;rios. A recolha de  amostra decorreu entre dezembro de 2015 e mar&ccedil;o de 2016. O recrutamento das participantes ocorreu de duas formas: presencial (as  participantes foram contactadas no puerp&eacute;rio da Maternidade Daniel de Matos [CHUC]) e <i>online</i> (atrav&eacute;s da  divulga&ccedil;&atilde;o nas redes sociais e em p&aacute;ginas e f&oacute;runs da tem&aacute;tica da maternidade). Em ambas as  situa&ccedil;&otilde;es, o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o foi preenchido <i>online</i>. As participantes foram informadas dos objetivos do  estudo e do papel dos investigadores e dos participantes, e foi divulgado o <i>weblink</i> para a participa&ccedil;&atilde;o no estudo  (question&aacute;rio <i>online</i>), alojado na plataforma Limesurvey. As participantes deram o seu consentimento para participar no estudo,  respondendo &ldquo;sim&rdquo; &agrave; pergunta &ldquo;<i>Aceita participar neste estudo?</i>&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas distribucionais dos itens</i></p>     <p>No <a href="#q1">Quadro 1</a> s&atilde;o apresentadas as caracter&iacute;sticas distribucionais dos itens que comp&otilde;em a ECM, calculadas  com recurso ao <i>Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS). Para todos os itens da ECM, cada uma das op&ccedil;&otilde;es de resposta foi  selecionada por, pelo menos, uma participante. Al&eacute;m disso, a an&aacute;lise das estat&iacute;sticas descritivas dos itens sugere que, a  maioria das participantes optou por alternativas pr&oacute;ximas do extremo inferior da escala na maioria dos itens, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o  dos itens 6 e 12, nos quais a frequ&ecirc;ncia de resposta foi mais elevada no extremo superior da escala. No entanto, os valores de assimetria e  curtose dos itens encontraram-se maioritariamente dentro do intervalo &plusmn;1.5, sugerindo que apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o normal  de respostas (Tabachnick &amp; Fidell, 2013) e a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de viola&ccedil;&otilde;es graves do pressuposto de normalidade que  comprometam a An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria (AFC; Mar&ocirc;co, 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a09q1.jpg" width="577" height="489"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Validade de constructo</i></p>     <p>Para avaliar a validade de constructo da ECM, procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma AFC, com o objetivo de testar o modelo de  tr&ecirc;s fatores correlacionados (F1: Cren&ccedil;as relacionadas com o Julgamento dos Outros; F2: Cren&ccedil;as relacionadas com a  Responsabilidade Materna; F3: Cren&ccedil;as relacionadas com a Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno) proposto pelos autores da vers&atilde;o  original da escala. Para avaliar o ajustamento do modelo, e tendo como refer&ecirc;ncia os crit&eacute;rios de Mar&ocirc;co (2010), foram  selecionados: o <i>&chi;<sup>2</i></sup>(que testa o ajustamento entre o modelo te&oacute;rico e os dados emp&iacute;ricos [modelo  emp&iacute;rico], e cujo n&iacute;vel de signific&acirc;ncia associado dever&aacute; ser superior a 0,05), o <i>Comparative Fit Index</i> (CFI), o  <i>Goodness of Fit Index</i> (GFI) (ambos os &iacute;ndices dever&atilde;o ser superiores a 0,90) e o <i>Root Mean Square Error of  Approximation</i> (RMSEA; dever&aacute; ser inferior a 0,10).</p>     <p>Os &iacute;ndices de ajustamento do modelo originalmente proposto aos dados observados indicam que o modelo original n&atilde;o se revelou  adequado [<i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(51)</sub>=307,97, <i>p</i>&lt;0,001; <i>&chi;<sup>2</sup>/g.l.</i>=6,04; <i>CFI</i>=0,88; <i>GFI</i>=0,89;  <i>RMSEA</i>=0,11, 90% CI <i>RMSEA</i>=0,10; 0,13]. Face &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o do modelo original, procedemos, de forma  explorat&oacute;ria, &agrave; an&aacute;lise dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o do modelo. De acordo com Byrne (2010), podemos atender  aos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o que representem correla&ccedil;&otilde;es entre erros ou que representam <i>cross-loadings</i>  (isto &eacute;, itens que estejam associados a outro fator, que n&atilde;o aquele que originalmente integram). Para decidir quando incluir novos  par&acirc;metros no modelo, devemos atender &agrave; extens&atilde;o em que: (a) as mudan&ccedil;as introduzidas t&ecirc;m significado do ponto de  vista conceptual/te&oacute;rico; (b) o modelo passa a apresentar um ajustamento adequado; e (c) a mudan&ccedil;a associada ao &iacute;ndice de  modifica&ccedil;&atilde;o proposto &eacute; substancial (Byrne, 2010). Primeiramente, a an&aacute;lise dos &iacute;ndices de  modifica&ccedil;&atilde;o do modelo relativos &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre erros sugeriram cinco correla&ccedil;&otilde;es entre erros  de itens pertencentes ao mesmo fator: correla&ccedil;&otilde;es entre os erros dos itens 3 e 4, do fator 1; correla&ccedil;&otilde;es entre os  erros dos itens 6 e 7, e entre os erros dos itens 6 e 8, do fator 2; e correla&ccedil;&otilde;es entre os erros dos itens 9 e 10, e entre os erros  dos itens 9 e 11, do fator 3.</p>     <p>As cinco correla&ccedil;&otilde;es entre os erros dos itens pertencentes ao mesmo factor anteriormente referidas foram introduzidas no modelo,  originando o modelo modificado [<i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(46)</sub>=264,90, <i>p</i>&lt;0,001; <i>&chi;<sup>2</sup>/g.l.</i>=5,76;  <i>CFI</i>=0,89; <i>GFI</i>=0,90; <i>RMSEA</i>=0,11; 90% CI <i>RMSEA</i>=0,098; 0,12]. Apesar de o valor de &#8710;<i>&chi;<sup>2</i></sup>  (diferen&ccedil;a entre os valores de <i>&chi;</i><sup><i>2</i> </sup>dos dois modelos; &#8710;<i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(5)</sub>=34,97,  <i>p</i>&lt;0,001) sugerir que o modelo modificado representa uma aproxima&ccedil;&atilde;o significativamente melhor aos dados do que o modelo  original, os &iacute;ndices de ajustamento do modelo modificado apresentam ainda valores limiares, que n&atilde;o s&atilde;o indicadores de um bom  ajustamento do modelo.</p>     <p>De seguida, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o associados aos pesos (<i>regression weights</i>)  dos itens nos diferentes fatores, tendo-se verificado um &iacute;ndice de modifica&ccedil;&atilde;o que representa uma mudan&ccedil;a substancial  ao modelo original, no qual o item 9 (<i>&ldquo;Se eu falhar como m&atilde;e, sou um fracasso enquanto pessoa&rdquo;)</i> estaria associado ao  Fator Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna (F2). A an&aacute;lise do seu peso fatorial na estrutura originalmente testada  (modelo original) tamb&eacute;m permitiu verificar que o peso fatorial deste item no fator Cren&ccedil;as relacionadas com a  Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno (F3), onde originalmente pertencia, tem um valor substancialmente mais baixo (0,37) do que os restantes  itens que comp&otilde;em o fator (&gt;0,77). Al&eacute;m disso, a an&aacute;lise do conte&uacute;do do item sugere que este &eacute; congruente com  o construto avaliado no F2, pelo que opt&aacute;mos por proceder a esta modifica&ccedil;&atilde;o, de acordo com as sugest&otilde;es de Byrne  (2010), avaliando novamente o ajustamento do modelo (segundo modelo modificado). O segundo modelo modificado representou uma melhoria significativa  relativamente ao modelo original (&#8710;<i>&chi;<sup>2</i></sup>=124,48, <i>p</i>&lt;0,001) e ao modelo modificado  (&#8710;<i>&chi;<sup>2</i></sup>=81,42, <i>p</i>&lt;0,001) e apresentou, de forma geral, &iacute;ndices de ajustamento considerados  aceit&aacute;veis [<i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(51)</sub>=183,49, <i>p</i>&lt;0,001; <i>&chi;<sup>2</sup>/g.l.</i>=3,60; <i>CFI</i>=0,94;  <i>GFI</i>=0,93; <i>RMSEA</i>=0,08, 90% CI <i>RMSEA</i>=0,069; 0,095]. O modelo final &eacute; apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a09f1.jpg" width="575" height="563"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como se verifica no <a href="#q2">Quadro 2</a>, as dimens&otilde;es da ECM, de uma forma geral, associaram-se de forma significativa e positiva  &agrave; sintomatologia depressiva, aos pensamentos autom&aacute;ticos gerais e aos pensamentos autom&aacute;ticos negativos no p&oacute;s-parto.  Adicionalmente, as dimens&otilde;es da ECM associaram-se de forma significativa e negativa &agrave; auto-compaix&atilde;o, sugerindo que  cren&ccedil;as mais disfuncionais face &agrave; maternidade est&atilde;o associadas a n&iacute;veis superiores de pensamentos negativos e a  sintomatologia depressiva mais elevada. O fator Cren&ccedil;as Relacionadas com a Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno (F3) &eacute; o fator  que apresenta as correla&ccedil;&otilde;es mais baixas com as restantes vari&aacute;veis, sendo em alguns casos n&atilde;o significativas (cf.  <a href="#q2">Quadro 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a09q2.jpg" width="580" height="248"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade de crit&eacute;rio</i></p>     <p>Para examinar a validade da ECM em rela&ccedil;&atilde;o a um crit&eacute;rio externo, procedemos &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das  pontua&ccedil;&otilde;es da escala, em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de sintomatologia clinicamente significativa e em  fun&ccedil;&atilde;o da paridade. No que respeita &agrave; presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva clinicamente significativa, verificou-se um  efeito multivariado significativo [Tra&ccedil;o de Pillai=0,14, <i>F</i><sub>(3,384)</sub>=21,00 <i>p</i>&lt;0,001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=0,14],  com as mulheres com sintomatologia depressiva clinicamente significativa a apresentarem cren&ccedil;as mais disfuncionais nas dimens&otilde;es  Cren&ccedil;as Relacionadas com o Julgamento dos Outros (<i>M</i>=2,09, <i>DP</i>=1,35 <i>vs.</i> mulheres sem sintomatologia: <i>M</i>=1,15,  <i>DP</i>=1,10; <i>F</i>=50,97, <i>p</i>&lt;0,001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=0,12) e Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna  (<i>M</i>=2,53, <i>DP</i>=1,12 <i>vs.</i> mulheres sem sintomatologia: <i>M</i>=1,78, <i>DP</i>=1,01; <i>F</i>=42,20, <i>p</i>&lt;0,001,  <i>&eta;<sup>2</i></sup>=0,1).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; paridade, verific&aacute;mos tamb&eacute;m um efeito multivariado significativo [Tra&ccedil;o de Pillai=0,46,  <i>F</i><sub>(3,384)</sub>=6,15, <i>p</i>&lt;0,001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=0,46]. As an&aacute;lises dos efeitos univariados revelaram que estas  diferen&ccedil;as apenas s&atilde;o significativas no fator Cren&ccedil;as Relacionadas com o Julgamento dos Outros (<i>F</i>=15,78,  <i>p</i>&lt;0,001, <i>&eta;<sup>2</i></sup>=0,04), com as mulheres prim&iacute;paras a apresentarem cren&ccedil;as mais disfuncionais face &agrave;  maternidade nesta dimens&atilde;o (<i>M</i>=1,58, <i>DP</i>=1,27 <i>vs.</i> mult&iacute;paras: <i>M</i>=1,04, <i>DP</i>=1,11).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fidelidade</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os &iacute;ndices relativos &agrave; consist&ecirc;ncia interna dos fatores da ECM foram calculados com o SPSS e s&atilde;o apresentados no  <a href="#q3">Quadro 3</a>. De forma geral, os valores de alfa de Cronbach das dimens&otilde;es e da pontua&ccedil;&atilde;o total (&alpha;=0,84)  da ECM s&atilde;o bons, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do fator Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna, que apresenta valores  de consist&ecirc;ncia interna ligeiramente inferiores ao desej&aacute;vel. No entanto, a an&aacute;lise dos alfas excluindo o item sugerem que  n&atilde;o h&aacute; nenhum item que, ao ser retirado, melhore a consist&ecirc;ncia interna desta dimens&atilde;o da ECM  (cf. <a href="#q3">Quadro 3</a>). As correla&ccedil;&otilde;es item-total corrigidas s&atilde;o tamb&eacute;m todas superiores a 0,30, apesar de o  item 5 apresentar uma correla&ccedil;&atilde;o item-total corrigida mais baixa do que os restantes itens que comp&otilde;em o respetivo fator.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a09q3.jpg" width="579" height="303"></p>     
<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo a adapta&ccedil;&atilde;o e o estudo das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa  da ECM, a fim de colmatar a lacuna existente na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, no que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das  cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade. Segundo o modelo cognitivo-comportamental da DPP (Milgrom, Martin, &amp; Negri, 1999),  estas cren&ccedil;as podem constituir fatores de vulnerabilidade cognitiva para a DPP, ou seja, fatores ou caracter&iacute;sticas que tornam  algumas mulheres mais suscet&iacute;veis a desenvolver esta condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. De forma global, e de forma congruente com os  estudos psicom&eacute;tricos da vers&atilde;o original da escala (Sockol et al., 2014), os resultados deste estudo apontam para as boas  propriedades psicom&eacute;tricas da ECM.</p>     <p>No que se refere &agrave;s caracter&iacute;sticas distribucionais dos itens, verifica-se um enviesamento das pontua&ccedil;&otilde;es para o  extremo inferior da escala de resposta. Este resultado n&atilde;o &eacute; inesperado tendo em conta que esta escala avalia um constructo  patol&oacute;gico (as cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade), e a amostra do presente estudo &eacute; uma amostra  comunit&aacute;ria de mulheres no per&iacute;odo perinatal, pelo que n&atilde;o se espera que as pontua&ccedil;&otilde;es neste constructo sigam a  distribui&ccedil;&atilde;o normal nesta popula&ccedil;&atilde;o. No entanto, dois itens (&ldquo;<i>As boas m&atilde;es p&otilde;em sempre as  necessidades dos seus beb&eacute;s em primeiro lugar</i>&rdquo;, &ldquo;<i>&Eacute; errado ter sentimentos negativos em rela&ccedil;&atilde;o ao  meu beb&eacute;</i>&rdquo;) seguem o padr&atilde;o inverso, pontuando maioritariamente no extremo superior da escala. Apesar de n&atilde;o termos  informa&ccedil;&atilde;o sobre a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens na vers&atilde;o original da escala (Sockol et al., 2014), uma  poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para este facto podem ser as influ&ecirc;ncias socioculturais associadas &agrave; maternidade. De facto, a  investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado o importante papel de algumas cren&ccedil;as ou mitos acerca da maternidade, bastante enraizadas na  nossa cultura ocidental, acerca da maternidade perfeita e da experi&ecirc;ncia de maternidade como algo exclusivamente positivo (Milgrom et al.,  1999).</p>     <p>Relativamente &agrave; validade de constructo, a estrutura da vers&atilde;o portuguesa da ECM engloba tr&ecirc;s fatores correlacionados, numa  composi&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; estrutura original (Sockol et al., 2014). Enquanto o primeiro fator se centra na  perce&ccedil;&atilde;o acerca da avalia&ccedil;&atilde;o dos outros relativamente ao desempenho do papel materno (Cren&ccedil;as relacionadas com o  Julgamento dos Outros), o segundo e o terceiro fator relacionam-se, respetivamente, com as cren&ccedil;as relacionadas com a perce&ccedil;&atilde;o  das exig&ecirc;ncias do papel materno, em termos de total dedica&ccedil;&atilde;o e disponibilidade (Cren&ccedil;as relacionadas com a  Responsabilidade Materna) e com a perce&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de maternidade como exclusivamente positiva (Cren&ccedil;as  relacionadas com a Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, na vers&atilde;o portuguesa da ECM, o item 9 (&ldquo;<i>Se eu falhar como m&atilde;e, sou um fracasso enquanto pessoa</i>&rdquo;), que  na vers&atilde;o original do instrumento pertencia ao fator Cren&ccedil;as Relacionadas com a Idealiza&ccedil;&atilde;o do Papel Materno, passou a  pertencer ao fator Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna. De facto, a an&aacute;lise do conte&uacute;do do item parece remeter  para o sucesso no desempenho do papel materno enquanto aspeto definidor da pessoa (tema de sucesso/fracasso). Este conte&uacute;do parece estar  mais associado ao sentido de responsabilidade materna, do que &agrave; idealiza&ccedil;&atilde;o do papel materno (isto &eacute;, a uma  avalia&ccedil;&atilde;o exclusivamente positiva da experi&ecirc;ncia de maternidade), uma vez que remete para a avalia&ccedil;&atilde;o pessoal do  desempenho materno e para a necessidade de cumprir as elevadas exig&ecirc;ncias do papel materno ou de ser uma &ldquo;m&atilde;e perfeita&rdquo;  (isto &eacute;, da obrigatoriedade, muitas vezes imposta pelas pr&oacute;prias mulheres, de cumprir as elevadas exig&ecirc;ncias inerentes a este  papel, de forma exemplar). O mito da &ldquo;m&atilde;e perfeita&rdquo; (Milgrom et al., 1999) faz com que as mulheres imponham, muitas vezes, a si  mesmas, padr&otilde;es muito elevados de realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas parentais (e.g., evidentes tamb&eacute;m noutros itens do mesmo  fator, e.g., &ldquo;<i>As boas m&atilde;es p&otilde;em sempre as necessidades do beb&eacute; em primeiro lugar</i>&rdquo;), e que a  concretiza&ccedil;&atilde;o abaixo desses padr&otilde;es excessivos seja entendida como um fracasso. De salientar que a amostra do presente estudo  &eacute; composta maioritariamente por mulheres empregadas e com n&iacute;veis de escolaridade elevados (ensino superior), caracter&iacute;sticas  que podem estar associado a padr&otilde;es elevados de realiza&ccedil;&atilde;o e perfecionismo noutros contextos de vida  (acad&eacute;mico/profissional), o que pode ter contribu&iacute;do para explicar estes resultados. Do nosso conhecimento, n&atilde;o existem outros  estudos que tenham investigado a estrutura fatorial da ECM para al&eacute;m dos autores da vers&atilde;o original (Sockol et al., 2014), pelo que  estudos futuros dever&atilde;o procurar replicar a estrutura fatorial da escala, noutras popula&ccedil;&otilde;es, de forma a contribuir para a  validade de constructo do instrumento.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; validade convergente da ECM, as associa&ccedil;&otilde;es encontradas entre as dimens&otilde;es da escala e os  pensamentos autom&aacute;ticos (gerais e espec&iacute;ficos do p&oacute;s-parto) revelaram-se n&atilde;o s&oacute; congruentes com o modelo  cognitivo da Depress&atilde;o (Beck, Rush, Shaw, &amp; Emery, 1979), que sustenta que as cren&ccedil;as disfuncionais influenciam a forma como o  indiv&iacute;duo interpreta as situa&ccedil;&otilde;es, levando &agrave; emerg&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos negativos, mas  tamb&eacute;m com a investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica sobre o t&oacute;pico (e.g., Know &amp; Oei, 1992). Estes resultados s&atilde;o  tamb&eacute;m congruentes com os estudos psicom&eacute;tricos da vers&atilde;o original do instrumento (Sockol et al., 2014), que encontraram uma  associa&ccedil;&atilde;o positiva entre as dimens&otilde;es da ECM e as cren&ccedil;as disfuncionais gerais.</p>     <p>De forma semelhante, foram tamb&eacute;m encontradas associa&ccedil;&otilde;es negativas entre as pontua&ccedil;&otilde;es da ECM e a Escala de  Auto-Compaix&atilde;o. Isto sugere que n&iacute;veis mais elevados de auto-compaix&atilde;o se associam a cren&ccedil;as menos disfuncionais face  &agrave; maternidade, nomeadamente no que diz respeito &agrave;s cren&ccedil;as disfuncionais relacionadas com o julgamento dos outros e com a  responsabilidade materna. De forma congruente, estudos com a popula&ccedil;&atilde;o geral t&ecirc;m demonstrado uma associa&ccedil;&atilde;o  negativa entre auto-compaix&atilde;o e auto-criticismo, rumina&ccedil;&atilde;o e perfeccionismo (Neff, 2003; Neff, Hsieh, &amp; Dejitterat, 2005),  que s&atilde;o aspetos associados &agrave;s cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave; maternidade.</p>     <p>Adicionalmente, quer os resultados da validade convergente, quer os resultados da validade de crit&eacute;rio, corroboram a  rela&ccedil;&atilde;o entre a ECM e a ocorr&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva no per&iacute;odo p&oacute;s-parto. Estes resultados n&atilde;o  s&oacute; s&atilde;o congruentes com os resultados da vers&atilde;o original da escala (Sockol et al., 2014), como com outras  investiga&ccedil;&otilde;es que evidenciaram que as cren&ccedil;as negativas espec&iacute;ficas da maternidade se revelaram o preditor mais forte  da sintomatologia depressiva no per&iacute;odo p&oacute;s-parto (Madar, 2013a; Phillips et al., 2010), e sustentando o papel das cren&ccedil;as  disfuncionais face &agrave; maternidade como vulnerabilidades cognitivas para a DPP. Os resultados da validade de crit&eacute;rio evidenciam ainda  que, no que respeita &agrave;s dimens&otilde;es da ECM, s&atilde;o as cren&ccedil;as disfuncionais relacionadas com o julgamento dos outros e com a  responsabilidade materna que mais parecem contribuir para a ocorr&ecirc;ncia da sintomatologia depressiva. Estes resultados parecem corroborar o  importante papel do perfeccionismo, enquanto fator de vulnerabilidade para a ocorr&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva no per&iacute;odo  p&oacute;s-parto (Gelabert et al., 2012).</p>     <p>Adicionalmente, no que diz respeito &agrave; paridade, verificou-se que as mulheres prim&iacute;paras apresentam cren&ccedil;as mais  disfuncionais relacionadas com o julgamento dos outros acerca do seu desempenho parental. Apesar de o estudo de Sockol e Battle (2015)  tamb&eacute;m ter encontrado a presen&ccedil;a de cren&ccedil;as mais disfuncionais face &agrave; maternidade nas mulheres prim&iacute;paras, os  seus resultados n&atilde;o foram congruentes com os resultados do presente estudo, na medida em que as diferen&ccedil;as encontradas foram  evidentes na dimens&atilde;o cren&ccedil;as acerca da responsabilidade materna. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para o resultado do  nosso estudo pode ser o facto de as m&atilde;es prim&iacute;paras, sendo m&atilde;es pela primeira vez, poderem estar mais sens&iacute;veis e  preocupadas com o julgamento dos outros. De facto, a investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que m&atilde;es prim&iacute;paras se mostram  frequentemente insatisfeitas com o apoio recebido por parte da rede social, nomeadamente na manuten&ccedil;&atilde;o da sua autoestima (Razurel,  Bruchon-Schweitzer, Dupanloup, Irion, &amp; Epiney, 2011), e que a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia materna pode estar dependente do  encorajamento dos membros da rede social (Haslam, Pakenham, &amp; Smith, 2006). Por outro lado, &eacute; poss&iacute;vel que as mulheres  mult&iacute;paras j&aacute; tenham tido oportunidade de, com base nas suas experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias, diminuir a intensidade com que  acreditam em algumas destas cren&ccedil;as disfuncionais, que assentam muitas vezes em mitos socioculturalmente constru&iacute;dos (Milgrom et al.,  1999). No entanto, estudos futuros dever&atilde;o procurar examinar e clarificar estas hip&oacute;teses.</p>     <p>Finalmente, no que diz respeito &agrave; fidelidade da ECM, os valores de consist&ecirc;ncia interna foram adequados, apesar de o fator  Cren&ccedil;as Relacionadas com a Responsabilidade Materna ter uma consist&ecirc;ncia interna ligeiramente inferior ao desej&aacute;vel.  Adicionalmente, um dos itens deste fator (Item 5: &ldquo;<i>Eu sou a &uacute;nica pessoa que consegue manter o meu beb&eacute; em  seguran&ccedil;a</i>&rdquo;) apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o item-total mais baixa do que os restantes itens, bem como um peso fatorial  mais baixo no fator a que pertence. Estes resultados n&atilde;o s&atilde;o consistentes com os resultados encontrados na vers&atilde;o original da  ECM (Sockol et al., 2014). Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para este resultado pode ser a formula&ccedil;&atilde;o diferente deste  item, relativamente aos outros itens que comp&otilde;em o fator (formulados sob a forma de regras/obriga&ccedil;&otilde;es). Na realidade, apesar  de este item representar uma cren&ccedil;a disfuncional (na medida em que tem a associada um padr&atilde;o excessivo de realiza&ccedil;&atilde;o e  responsabilidade), a nossa amostra &eacute; composta por m&atilde;es de beb&eacute;s de, em m&eacute;dia, quatro meses de idade; muitas delas podem  encontrar-se ainda em licen&ccedil;a de maternidade e a amamentar, pelo que, ainda que sem a natureza r&iacute;gida e inflex&iacute;vel que  habitualmente caracterizam as cren&ccedil;as disfuncionais, possam considerar que os seus beb&eacute;s atualmente dependem delas para que a sua  seguran&ccedil;a e sobreviv&ecirc;ncia sejam garantidas. Adicionalmente, &eacute; poss&iacute;vel que algumas caracter&iacute;sticas particulares  da amostra n&atilde;o consideradas no presente estudo (e.g., grau de partilha entre o casal das tarefas de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados)  possam contribuir para explicar estes resultados. Estudos futuros dever&atilde;o procurar investigar estas hip&oacute;teses.</p>     <p>O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, a representatividade da amostra, uma vez que a maioria da  amostra foi recrutada via <i>online</i>, traduzindo-se numa amostra auto-selecionada (i.e., &eacute; poss&iacute;vel que s&oacute; participem as  pessoas com mais sensibilidade e interesse por este t&oacute;pico), e &eacute; composta maioritariamente por mulheres com  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias elevadas. Em segundo lugar, no que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da validade  convergente, seria importante a utiliza&ccedil;&atilde;o de outra escala que avaliasse o mesmo constructo (cren&ccedil;as disfuncionais face  &agrave; maternidade). No entanto, n&atilde;o existia, do nosso conhecimento, outra escala que avaliasse as cren&ccedil;as disfuncionais face  &agrave; maternidade adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do MAMA, que &eacute; uma escala longa e  que, como descrevemos, avalia outros aspetos que n&atilde;o apenas as cren&ccedil;as. Em terceiro lugar, a utiliza&ccedil;&atilde;o exclusiva de  question&aacute;rios impossibilitou a avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade discriminativa do instrumento em rela&ccedil;&atilde;o a  <i>outcomes</i> cl&iacute;nicos relevantes (por exemplo, o diagn&oacute;stico de depress&atilde;o). Por &uacute;ltimo, por se tratar de um estudo  transversal, n&atilde;o foi avaliada a estabilidade temporal do instrumento.</p>     <p>Em conclus&atilde;o, a ECM apresenta boas qualidades psicom&eacute;tricas tornando-se &uacute;til a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, quer na  pr&aacute;tica cl&iacute;nica, quer na investiga&ccedil;&atilde;o. Ademais, &eacute; uma escala de autorresposta, preenchimento r&aacute;pido e  f&aacute;cil cota&ccedil;&atilde;o, o que facilita a sua aplica&ccedil;&atilde;o, e avalia um constructo de extrema relev&acirc;ncia e  import&acirc;ncia, nomeadamente para o contexto cl&iacute;nico. Uma melhor avalia&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as disfuncionais face &agrave;  maternidade permite-nos identificar as mulheres cujas cren&ccedil;as disfuncionais as colocam em maior risco de sofrimento psicol&oacute;gico  (Sockol et al., 2014), bem como conhecer e avaliar fatores poss&iacute;veis de mudan&ccedil;a atrav&eacute;s da interven&ccedil;&atilde;o  psicol&oacute;gica e implementar abordagens preventivas para a DPP.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Augusto, A., Kumar, R., Calheiros, J. M., Matos, E., &amp; Figueiredo, E. (1996). Post-natal depression in an urban area of Portugal: Comparison  of childbearing women and matched controls. <i>Psychological Medicine, 26</i>, 135-141. doi: 10.1017/S0033291700033778&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039685&pid=S0870-8231201800020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beck, A., Rush, A. J., Shaw, B. F., &amp; Emery, G. (1979). <i>Cognitive therapy of depression</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039686&pid=S0870-8231201800020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byrne, B. (2010). <i>Structural equation modeling with AMOS: Basic concepts, applications, and programming</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York:  Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039688&pid=S0870-8231201800020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castilho, P., &amp; Gouveia, J. P. (2011). Auto-compaix&atilde;o: Estudo da valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa da Escala da  Auto-Compaix&atilde;o e da sua rela&ccedil;&atilde;o com as experi&ecirc;ncias adversas na inf&acirc;ncia, a compara&ccedil;&atilde;o social e a  psicopatologia. <i>Psychologica, 54</i>, 203-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039690&pid=S0870-8231201800020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Church, N. F., Brechman-Toussaint, M. L., &amp; Hine, D. W. (2005). Do dysfunctional cognitions mediate the relationship between risk factors  and postnatal depression symptomatology?. <i>Journal of Affective Disorders, 87</i>, 65-72. doi: 10.1016/j.jad.2005.03.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039692&pid=S0870-8231201800020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Figueiredo, B. (1997). <i>Depress&atilde;o p&oacute;s-parto, interac&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute; e desenvolvimento infantil</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada, Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039693&pid=S0870-8231201800020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Figueiredo, B., Mendon&ccedil;a, M., &amp; Sousa, R. (2004). Vers&atilde;o portuguesa do Maternal Adjustment and Maternal Attitudes (MAMA).  <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;a, 5</i>, 31-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039695&pid=S0870-8231201800020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gavin, N. I., Gaynes, B. N., Lohr, K. N., Meltzer-Brody, S., Gartlehner, G., &amp; Swinson, T. (2005). Perinatal depression: A systematic review of  prevalence and incidence. <i>Obstetrics and Gynecology, 106</i>, 1071-1083. doi: 10.1097/01.AOG.0000183597.31630.db&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039697&pid=S0870-8231201800020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gelabert, E., Subir&agrave;, S., Garc&iacute;a-Esteve, L., Navarro, P., Plaza, A., Cuy&agrave;s, E., . . . Mart&iacute;n-Santos, R. (2012).  Perfectionism dimensions in major postpartum depression. <i>Journal of Affective Disorders, 136</i>, 17-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039698&pid=S0870-8231201800020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grazioli, R., &amp; Terry, D. J. (2000). The role of cognitive vulnerability and stress in the prediction of postpartum depressive  symptomatology. <i>The British Journal of Clinical Psychology, 39</i>, 329-347. doi: 10.1348/014466500163347&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039700&pid=S0870-8231201800020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Haslam, D., Pakenham, K., &amp; Smith, A. (2006). Social support and postpartum depressive symptomatology: The mediating role of maternal  self-efficacy. <i>Infant Mental Health Journal, 27</i>, 276-291. doi: 10.1002/imhj.20092&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039701&pid=S0870-8231201800020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Howell, E. A., Mora, P. A., DiBonaventura, M. D., &amp; Leventhal, H. (2009). Modifiable factors associated with changes in postpartum  depressive symptoms. <i>Archives of Women&rsquo;s Mental Health, 12</i>, 113-120. doi: 10.1007/s00737-009-0056-7</p>     <!-- ref --><p>Hill, M. M., &amp; Hill, A. (2005). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es  S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039703&pid=S0870-8231201800020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kingston, D., Tough, S., &amp; Whitfield, H. (2012). Prenatal and postpartum maternal psychological distress and infant development: A  systematic review. <i>Child Psychiatry and Human Development, 43</i>, 683-714. doi: 10.1007/s10578-012-0291-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039705&pid=S0870-8231201800020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Know, S.-M., &amp; Oei, T. (1992). Differential causal roles of dysfunctional attitudes and automatic thoughts in depression. <i>Cognitive  Therapy and Research, 16</i>, 309-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039706&pid=S0870-8231201800020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kumar, R., Robson, K. M., &amp; Smith, A. M. R. (1984). Development of a self-administered questionnaire to measure maternal adjustment and  maternal attitudes during pregnancy and after delivery. <i>Journal of Psychosomatic Research, 28</i>, 43-51. doi: 10.1016/0022-3999(84)90039-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039708&pid=S0870-8231201800020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Madar, A. (2013a). General and specific maternal cognitions in postpartum depression: An explorative study. <i>Procedia &ndash; Social and  Behavioral Sciences, 78</i>, 420-424. doi: 10.1016/j.sbspro.2013.04.323</p>     <p>Madar, A. (2013b). Maternal Attitudes and Beliefs Scale: Development and piloting. <i>Procedia &ndash; Social and Behavioral Sciences, 78</i>,  415-419. doi: 10.1016/j.sbspro.2013.04.322</p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, softwares e  aplica&ccedil;&otilde;es</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039711&pid=S0870-8231201800020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Milgrom, J., Martin, P. R., &amp; Negri, L. M. (1999). <i>Treating postnatal depression: A psychological approach for health care  practitioners</i>. Chichester, England: John Wiley &amp; Sons Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039713&pid=S0870-8231201800020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Neff, K. (2003). The development and validation of a scale to measure self-compassion. <i>Self and Identity, 2</i>, 223-250. doi:  10.1080/15298860390209035&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039715&pid=S0870-8231201800020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neff, K., Hsieh, Y.-P., &amp; Dejitterat, K. (2005). Self-compassion, achievement goals, and coping with academic failure. <i>Self and Identity,  4</i>, 263-287. doi: 10.1080/13576500444000317&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039716&pid=S0870-8231201800020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pereira, I. M., Matos, A. P., &amp; Azevedo, A. (2014). Vers&atilde;o portuguesa do question&aacute;rio de pensamentos  autom&aacute;ticos-revisto: Rela&ccedil;&atilde;o com sintomatologia depressiva em adolescentes. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as,  15</i>, 37-47. doi: 10.15308/14psd150105&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039717&pid=S0870-8231201800020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Phillips, J., Sharpe, L., Matthey, S., &amp; Charles, M. (2010). Subtypes of postnatal depression? A comparison of women with recurrent and de  novo postnatal depression. <i>Journal of Affective Disorders, 120</i>, 67-75. doi: 10.1016/j.jad.2009.04.011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039718&pid=S0870-8231201800020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Razurel, C., Bruchon-Schweitzer, M., Dupanloup, A., Irion, O., &amp; Epiney, M. (2011). Stressful events, social support and coping strategies  of primiparous women during the postpartum period: A qualitative study. <i>Midwifery, 27</i>, 237-242. doi: 10.1016/j.midw.2009.06.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039719&pid=S0870-8231201800020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rodrigues, S., Costa, A., Canavarro, M. C., &amp; Fonseca, A. (2017). Adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Pensamentos Autom&aacute;ticos  Negativos P&oacute;s-Parto para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: Estudos psicom&eacute;tricos. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXV</i>,  395-407. doi: 10.14417/ap.1334&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039720&pid=S0870-8231201800020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Sockol, L. E., &amp; Battle, C. L. (2015). Maternal attitudes, depression, and anxiety in pregnant and postpartum multiparous women. <i>Archives  of Women&rsquo;s Mental Health, 18</i>, 585-593. doi: 10.1007/s00737-015-0511-6</p>     <p>Sockol, L. E., Epperson, C. N., &amp; Barber, J. P. (2014). The relationship between maternal attitudes and symptoms of depression and anxiety  among pregnant and postpartum first-time mothers. <i>Archives of Women&rsquo;s Mental Health, 17</i>, 199-212. doi: 10.1007/s00737-014-0424-9</p>     <!-- ref --><p>Tabachnick, B., &amp; Fidell, L. (2013). <i>Using multivariate statitics</i> (6<sup>th </sup>ed.). England: Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039723&pid=S0870-8231201800020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Warner, R., Appleby, L., Whitton, A., &amp; Faragher, B. (1997). Attitudes toward motherhood in postnatal depression: Development of the  Maternal Attitudes Questionnaire. <i>Journal of Psychosomatic Research, 43</i>, 351-358. doi: 10.1016/S0022-3999(97)00128-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039725&pid=S0870-8231201800020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Weissman, A. N. (1979). <i>Assessing depressogenic attitudes: A validation study</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o  publicada, Universidade da Pennsylvania, Pennsylvania.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=039726&pid=S0870-8231201800020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Fonseca, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Neuropsicologia e Interven&ccedil;&atilde;o Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da  Universidade de Coimbra, R. Col&eacute;gio Novo, 3000-115 Coimbra, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:anadfonseca@fpce.uc.pt">anadfonseca@fpce.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi financiado pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Bolsa de p&oacute;s-doutoramento:  SFRH/BPD/93996/2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 11/02/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 16/07/2017</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Augusto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kumar]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calheiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Post-natal depression in an urban area of Portugal: Comparison of childbearing women and matched controls]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Medicine]]></source>
<year>1996</year>
<volume>26</volume>
<page-range>135-141</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beck]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rush]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emery]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cognitive therapy of depression]]></source>
<year>1979</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byrne]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Structural equation modeling with AMOS: Basic concepts, applications, and programming]]></source>
<year>2010</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castilho]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Auto-compaixão: Estudo da validação da versão portuguesa da Escala da Auto-Compaixão e da sua relação com as experiências adversas na infância, a comparação social e a psicopatologia]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>2011</year>
<volume>54</volume>
<page-range>203-229</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Church]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brechman-Toussaint]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hine]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Do dysfunctional cognitions mediate the relationship between risk factors and postnatal depression symptomatology?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Affective Disorders]]></source>
<year>2005</year>
<volume>87</volume>
<page-range>65-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Depressão pós-parto, interacção mãe-bebé e desenvolvimento infantil]]></source>
<year>1997</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendonça]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Versão portuguesa do Maternal Adjustment and Maternal Attitudes (MAMA)]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doença]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<page-range>31-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gavin]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gaynes]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lohr]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meltzer-Brody]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gartlehner]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Swinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perinatal depression: A systematic review of prevalence and incidence]]></article-title>
<source><![CDATA[Obstetrics and Gynecology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>106</volume>
<page-range>1071-1083</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gelabert]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Subirà]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García-Esteve]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Navarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Plaza]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cuyàs]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martín-Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perfectionism dimensions in major postpartum depression]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Affective Disorders]]></source>
<year>2012</year>
<volume>136</volume>
<page-range>17-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grazioli]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Terry]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of cognitive vulnerability and stress in the prediction of postpartum depressive symptomatology]]></article-title>
<source><![CDATA[The British Journal of Clinical Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>39</volume>
<page-range>329-347</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haslam]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pakenham]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social support and postpartum depressive symptomatology: The mediating role of maternal self-efficacy]]></article-title>
<source><![CDATA[Infant Mental Health Journal]]></source>
<year>2006</year>
<volume>27</volume>
<page-range>276-291</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Howell]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mora]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DiBonaventura]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leventhal]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modifiable factors associated with changes in postpartum depressive symptoms]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Women’s Mental Health]]></source>
<year>2009</year>
<volume>12</volume>
<page-range>113-120</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Investigação por questionário]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kingston]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tough]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whitfield]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prenatal and postpartum maternal psychological distress and infant development: A systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Psychiatry and Human Development]]></source>
<year>2012</year>
<volume>43</volume>
<page-range>683-714</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Know]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.-M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oei]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Differential causal roles of dysfunctional attitudes and automatic thoughts in depression]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Therapy and Research]]></source>
<year>1992</year>
<volume>16</volume>
<page-range>309-328</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kumar]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development of a self-administered questionnaire to measure maternal adjustment and maternal attitudes during pregnancy and after delivery]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychosomatic Research]]></source>
<year>1984</year>
<volume>28</volume>
<page-range>43-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Madar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[General and specific maternal cognitions in postpartum depression: An explorative study]]></article-title>
<source><![CDATA[Procedia - Social and Behavioral Sciences]]></source>
<year>2013</year>
<volume>78</volume>
<page-range>420-424</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Madar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal Attitudes and Beliefs Scale: Development and piloting]]></article-title>
<source><![CDATA[Procedia - Social and Behavioral Sciences]]></source>
<year>2013</year>
<volume>78</volume>
<page-range>415-419</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marôco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de equações estruturais: Fundamentos teóricos, softwares e aplicações]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pêro Pinheiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ReportNumber, Lda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Milgrom]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Negri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Treating postnatal depression: A psychological approach for health care practitioners]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chichester ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons Ltd]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neff]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The development and validation of a scale to measure self-compassion]]></article-title>
<source><![CDATA[Self and Identity]]></source>
<year>2003</year>
<volume>2</volume>
<page-range>223-250</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neff]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hsieh]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.-P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dejitterat]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-compassion, achievement goals, and coping with academic failure]]></article-title>
<source><![CDATA[Self and Identity]]></source>
<year>2005</year>
<volume>4</volume>
<page-range>263-287</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Versão portuguesa do questionário de pensamentos automáticos-revisto: Relação com sintomatologia depressiva em adolescentes]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></source>
<year>2014</year>
<volume>15</volume>
<page-range>37-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Phillips]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sharpe]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matthey]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Charles]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Subtypes of postnatal depression? A comparison of women with recurrent and de novo postnatal depression]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Affective Disorders]]></source>
<year>2010</year>
<volume>120</volume>
<page-range>67-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Razurel]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruchon-Schweitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dupanloup]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Irion]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epiney]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stressful events, social support and coping strategies of primiparous women during the postpartum period: A qualitative study]]></article-title>
<source><![CDATA[Midwifery]]></source>
<year>2011</year>
<volume>27</volume>
<page-range>237-242</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação da Escala de Pensamentos Automáticos Negativos Pós-Parto para a população portuguesa: Estudos psicométricos]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2017</year>
<volume>XXXV</volume>
<page-range>395-407</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sockol]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Battle]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal attitudes, depression, and anxiety in pregnant and postpartum multiparous women]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Women’s Mental Health]]></source>
<year>2015</year>
<volume>18</volume>
<page-range>585-593</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sockol]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epperson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barber]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The relationship between maternal attitudes and symptoms of depression and anxiety among pregnant and postpartum first-time mothers]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Women’s Mental Health]]></source>
<year>2014</year>
<volume>17</volume>
<page-range>199-212</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tabachnick]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fidell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Using multivariate statitics]]></source>
<year>2013</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[England ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pearson]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Warner]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Appleby]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whitton]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faragher]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Attitudes toward motherhood in postnatal depression: Development of the Maternal Attitudes Questionnaire]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychosomatic Research]]></source>
<year>1997</year>
<volume>43</volume>
<page-range>351-358</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weissman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Assessing depressogenic attitudes: A validation study]]></source>
<year>1979</year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
