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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação do Questionário da Relação de Supervisão (versão reduzida) - Versão supervisando (QRS-r-supervisando)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main objective of this study was the adaptation to Portuguese of a questionnaire of supervisory relationship - short version of the Supervisory Relationship Questionnaire (supervisee version). The lack of national measures on this construct and its importance to the satisfaction with the supervision, development of the trainee and to the effectiveness of supervision motivated this investigation. Ninety clinical psychologists/psychotherapists in supervision were recruited. To adapt this questionnaire we made a translation, a retroversion, a pretest. The participants also completed the Short-scale Eysenck Personality Questionnaire Revised (adaptation Almiro & Simões, 2013) to ascertain divergent validity and the CASES (adaptation Lamares & Conceição, 2012) to determine the predictive validity. A small adjustment was made, in the confirmatory factorial analysis. The results show a measure composed of 17 items divided by the same three subscales of the original measure. Adequate psychometric properties (internal consistency, factorial validity and divergent validity) have been demonstrated. The utility and practical application of this measure and suggestions for future research are discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adapta&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio da Rela&ccedil;&atilde;o de Supervis&atilde;o (vers&atilde;o reduzida) &ndash; Vers&atilde;o  supervisando (QRS-r-supervisando)</b></p>     <p><b>Adaptation to Portuguese of the short version of the Supervisory Relationship Questionnaire</b></p>     <p><b>Ana Rita Santos Nogueira<sup>1</sup>, Ana Catarina Nunes Silva<sup>1</sup>, Nuno Concei&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade Psicologia, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objectivo principal desta investiga&ccedil;&atilde;o foi a adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa do  Question&aacute;rio da Rela&ccedil;&atilde;o de Supervis&atilde;o (vers&atilde;o reduzida) &ndash; vers&atilde;o supervisando  (QRS-r-supervisando). A import&acirc;ncia deste constructo na satisfa&ccedil;&atilde;o com a supervis&atilde;o, no desenvolvimento do terapeuta e  na efic&aacute;cia terap&ecirc;utica motivaram esta investiga&ccedil;&atilde;o. Realizou-se uma tradu&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio,  seguida de retrovers&atilde;o e de um pr&eacute;-teste a um pequeno grupo de estudantes de Psicologia, em supervis&atilde;o. Posteriormente  procedeu-se com a investiga&ccedil;&atilde;o recrutando-se 90 psic&oacute;logos cl&iacute;nicos/psicoterapeutas em supervis&atilde;o. Aplicou-se  tamb&eacute;m o Question&aacute;rio Revisto de Personalidade de Eysenck (adapta&ccedil;&atilde;o Almiro &amp; Sim&otilde;es, 2013) para efeitos  de validade divergente e o CASES (adapta&ccedil;&atilde;o Lamares &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, 2012) para efeitos de validade preditiva. Os  resultados, a partir da an&aacute;lise factorial, sugerem uma medida composta por 17 itens divididos pelas mesmas tr&ecirc;s subescalas da medida  original (Base Segura, Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva e Estrutura) e propriedades psicom&eacute;tricas adequadas (validade factorial,  fiabilidade comp&oacute;sita e validade divergente). Discute-se a utilidade da medida e o seu valor pr&aacute;tico bem como aspectos para futuras  investiga&ccedil;&otilde;es.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Supervis&atilde;o, Rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, Question&aacute;rio de Rela&ccedil;&atilde;o de  Supervis&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The main objective of this study was the adaptation to Portuguese of a questionnaire of supervisory relationship &ndash; short version of the  Supervisory Relationship Questionnaire (supervisee version). The lack of national measures on this construct and its importance to the  satisfaction with the supervision, development of the trainee and to the effectiveness of supervision motivated this investigation. Ninety  clinical psychologists/psychotherapists in supervision were recruited. To adapt this questionnaire we made a translation, a retroversion, a  pretest. The participants also completed the Short-scale Eysenck Personality Questionnaire Revised (adaptation Almiro &amp; Sim&otilde;es, 2013)  to ascertain divergent validity and the CASES (adaptation Lamares &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, 2012) to determine the predictive validity. A  small adjustment was made, in the confirmatory factorial analysis. The results show a measure composed of 17 items divided by the same three  subscales of the original measure. Adequate psychometric properties (internal consistency, factorial validity and divergent validity) have been  demonstrated. The utility and practical application of this measure and suggestions for future research are discussed.</p>     <p><b>Key words</b>: Supervision, Supervisory relationship, Short version of the Supervisory Relationship Questionnaire, Psychometric  validation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A supervis&atilde;o &eacute; cada vez mais encarada como imprescind&iacute;vel na forma&ccedil;&atilde;o de qualquer psic&oacute;logo.  Actualmente &eacute; um pr&eacute;-requisito para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e pretende promover a aprendizagem, o desenvolvimento do  supervisando e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia e de forma mais indirecta, os resultados terap&ecirc;uticos, tendo em vista o bem-estar do  cliente. Clientes cujos terapeutas est&atilde;o em supervis&atilde;o relatam menos sintomatologia e uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a  interven&ccedil;&atilde;o e alian&ccedil;a terap&ecirc;utica (Bambling, King, Raue, Schweitzer, &amp; Lambert, 2006).</p>     <p>V&aacute;rios autores t&ecirc;m enunciado (e.g., Falender &amp; Shafranske, 2014) e comprovado (e.g., Ladany, Ellis, &amp; Friedlander, 1999;  Worthen &amp; McNeill, 1996) a import&acirc;ncia da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o no sucesso e satisfa&ccedil;&atilde;o  com a supervis&atilde;o. Outros estudos t&ecirc;m demostrado que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o tem impacto no  progresso do psic&oacute;logo em forma&ccedil;&atilde;o, sendo um dos elementos da supervis&atilde;o que melhor prediz a auto-efic&aacute;cia do  supervisando (Hanson, 2006). Contudo, &eacute; de salientar que a percep&ccedil;&atilde;o da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o &eacute; influenciada por in&uacute;meros factores, nomeadamente caracter&iacute;sticas de personalidade. Por exemplo,  Bilodeau, Savard e Lecomte (2010) alertam para a import&acirc;ncia da vergonha/timidez em supervis&atilde;o, referindo que deve ser um factor a  ter em conta, podendo influenciar o modo como a rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o &eacute; percepcionada.</p>     <p>&Agrave; medida que a investiga&ccedil;&atilde;o foi dando maior &ecirc;nfase &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, foram  surgindo internacionalmente modelos te&oacute;ricos que definem e operacionalizam este constructo. Os primeiros modelos basearam a  conceptualiza&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o do constructo da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o na extens&atilde;o dos  modelos existentes em psicoterapia (Bordin, 1983), falhando na integra&ccedil;&atilde;o de aspectos espec&iacute;ficos, complexos e exclusivos da  rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o (Beinart, 2004). Outros modelos, por outro lado, deram maior &ecirc;nfase ao processo de  desenvolvimento do terapeuta em forma&ccedil;&atilde;o, adoptando uma perspectiva desenvolvimentista do supervisando mas que, como mencionado por  Holloway (1987) n&atilde;o tinham a rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o como objecto de an&aacute;lise. Alguns modelos mais recentes  focaram a sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o englobando os aspectos exclusivos e diferenciadores da  mesma (e.g., Beinart, 2004). Salientando por um lado a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o como mecanismo subjacente  ao desenvolvimento do terapeuta, n&atilde;o invalidando assim a perspectiva desenvolvimentista. E, por outro lado a rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o como condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para a efic&aacute;cia e satisfa&ccedil;&atilde;o com a supervis&atilde;o.</p>     <p>A medida Short Version of the Supervisory Relationship Questionnaire (Cliffe, Beinart, &amp; Cooper, 2016) evid&ecirc;ncia estes  &uacute;ltimos modelos te&oacute;ricos mencionados. Este question&aacute;rio &eacute; a vers&atilde;o reduzida do Question&aacute;rio de  Rela&ccedil;&atilde;o de Supervis&atilde;o (Palomo, Beinart, &amp; Cooper, 2010). Palomo e colaboradores (2010) desenvolveram este  question&aacute;rio a partir dos dados qualitativos recolhidos por Beinart (2002) onde formandos e psic&oacute;logos cl&iacute;nicos qualificados  descreveram as suas rela&ccedil;&otilde;es de supervis&atilde;o mais e menos eficazes. Derivou um total de 67 itens distribu&iacute;dos por seis  subescalas (Base Segura, Compromisso, Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva, Feedback Formativo, Estrutura, Modelo a Seguir). Em 2016, Cliffe e  colaboradores reduziram essa vers&atilde;o a um total de 18 itens divididos em tr&ecirc;s subescalas: Base Segura, Educa&ccedil;&atilde;o  Reflexiva e Estrutura, que foi estudada no Reino Unido e estando em curso uma adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o  Eslov&eacute;nia. Na popula&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica as an&aacute;lises da vers&atilde;o reduzida apontam para uma elevada  consist&ecirc;ncia interna geral (&alpha;=.96) e de subescalas (Base Segura &alpha;=.97; Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva &alpha;=.89 e Estrutura  &alpha;=.88), uma vari&acirc;ncia total explicada de 69.3% (Base Segura=57,45%; Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva=7,1% e Estrutura=4,8%) e uma  estabilidade de 2-4 semanas de teste-reteste (<i>r</i>=.94, <i>p</i>&lt;.001). A investiga&ccedil;&atilde;o demonstrou tamb&eacute;m que a medida  tem boa validade convergente, verificando-se uma correla&ccedil;&atilde;o significativamente positiva com Working Alliance Inventory &ndash;  Trainee Form (Bahrick, 1989), validade divergente relativamente a tra&ccedil;os de personalidade e validade preditiva para a  satisfa&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia da supervis&atilde;o (Cliffe et al., 2016). Para al&eacute;m disto, os participantes reportaram uma  boa utilidade e aplicabilidade pr&aacute;tica do question&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A exist&ecirc;ncia de uma medida da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o permite que os supervisores monitorizem a  rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece e identifiquem as componentes que est&atilde;o (ainda) mais vulner&aacute;veis na rela&ccedil;&atilde;o  com cada um dos supervisandos, de modo a potenci&aacute;-las e repar&aacute;-las. Aumentando a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o pode promover-se um melhor desempenho em sess&atilde;o (e.g., Ellis, 2010; Lamares, 2012) e uma melhor rela&ccedil;&atilde;o  terap&ecirc;utica. Estas podem ter uma influ&ecirc;ncia ben&eacute;fica para o sucesso da terapia, bem-estar e mudan&ccedil;a adaptativa do  cliente (Bambling et al., 2006). Assim, pressup&otilde;e-se que n&atilde;o seja apenas &uacute;til em contexto de investiga&ccedil;&atilde;o mas  tamb&eacute;m na monitoriza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica de supervis&atilde;o e respectiva sustenta&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento  profissional dos psic&oacute;logos cl&iacute;nicos ou psicoterapeutas.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a de outras medidas, por exemplo The Supervisory Working Alliance Inventory (Efstation, Patton, &amp; Kardash, 1990)  e Working Alliance Inventory &ndash; Trainee Form (Bahrick, 1989), a Short Version of the Supervisory Relationship Questionnaire (Cliffe et al.,  2016) engloba as componentes centrais que Bordin (1983) considera fundamentais para o desenvolvimento de uma rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o eficaz, baseada no acordo m&uacute;tuo de objectivos, tarefas e no desenvolvimento de um bom la&ccedil;o emocional (subescala  Base Segura). E possu&iacute; igualmente uma medida para o supervisor (Pearce, Beinart, Clohessy, &amp; Cooper, 2013), embora n&atilde;o exista  ainda uma vers&atilde;o reduzida. No entanto, esta medida parece ser um instrumento mais adequado e actualizado ao colmatar lacunas apresentadas  &agrave;s medidas existentes. Para al&eacute;m de integrar, engloba as componentes de aprendizagem t&eacute;cnica e estrutural (subescala  Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva e subescala Estrutura) que servem de base &agrave; supervis&atilde;o (Palomo et al., 2010) e n&atilde;o  est&atilde;o inclu&iacute;das noutras medidas. Apresenta ainda como vantagens ser uma medida com boas qualidades psicom&eacute;tricas e ser uma  vers&atilde;o reduzida, o que alicia a sua aplicabilidade. Visto que &agrave; luz do que acontece nos instrumentos de aplica&ccedil;&atilde;o  cl&iacute;nica, as medidas mais r&aacute;pidas de administrar e preencher t&ecirc;m maior ades&atilde;o (Brown, Dreis, &amp; Nace, 1999). Por  fim, referimos o ser suficientemente abrangente e integradora podendo ser aplicada em supervis&atilde;o, independentemente da  orienta&ccedil;&atilde;o e modelos te&oacute;ricos de refer&ecirc;ncia.</p>     <p>A n&iacute;vel nacional continuam a existir poucas investiga&ccedil;&otilde;es que se debrucem sobre o conceito de supervis&atilde;o e em  particular sobre a rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, sendo de interesse substancial adaptar uma medida para que posteriormente se  impulsione a investiga&ccedil;&atilde;o neste campo.</p>     <p>O presente estudo tem assim como objectivo traduzir, adaptar e estudar as principais caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da Short  Version of the Supervisory Relationship Questionnaire (Cliffe et al., 2016). As qualidades psicom&eacute;tricas ser&atilde;o verificadas por  processos de an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria, fiabilidade, validade discriminante, validade divergente relativamente a  tra&ccedil;os de personalidade e validade preditiva para a percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia relativamente &agrave;s  Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda e Gest&atilde;o de Sess&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no estudo 90 psic&oacute;logos cl&iacute;nicos/psicoterapeutas dos quais 83 do sexo feminino (92.2%). A m&eacute;dia de idades  &eacute; de aproximadamente 33 anos (<i>M</i>=32.63; <i>DP</i>=9.47; min-m&aacute;x 22-57). De forma decrescente, 31.1% dos participantes  trabalham com adultos, 28.9% com indiv&iacute;duos de todas as faixas et&aacute;rias, 20% com crian&ccedil;as e adolescentes, 5.6% apenas com  adolescentes e 3.3% apenas com crian&ccedil;as. A m&eacute;dia de experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica entre os supervisandos &eacute; de seis anos e  meio (<i>DP</i>=6.54; min-m&aacute;x 0-22).</p>     <p>Os participantes t&ecirc;m na sua maioria supervis&atilde;o de caracter obrigat&oacute;rio (64.4%), existindo com maior frequ&ecirc;ncia a  periocidade semanal (50%), quinzenal (41.1%) e, menos frequente a mensal (8.9%). Relativamente &agrave; dura&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es  de supervis&atilde;o, ocorrem com maior frequ&ecirc;ncia com a dura&ccedil;&atilde;o de uma hora (47.8%), seguindo-se de dura&ccedil;&atilde;o de  duas horas (41.1%), tr&ecirc;s horas (8.9%) e, por &uacute;ltimo a menos frequente, mais de quatro horas (2.2%). Existe uma pequena  preval&ecirc;ncia da supervis&atilde;o grupal (51.1%) em detrimento da supervis&atilde;o individual (48.9%), havendo uma m&eacute;dia de 5 a 6  pessoas por grupo (<i>DP</i>=2.10; min-m&aacute;x 2-10). O tempo m&eacute;dio de supervis&atilde;o &eacute; de aproximadamente 51 meses  (<i>M</i>=50.83; <i>DP</i>=60.36; min-m&aacute;x 2-240). A supervis&atilde;o ocorre com maior frequ&ecirc;ncia em contexto profissional (41.1%),  seguindo-se o contexto acad&eacute;mico (31.1%) e por fim em contexto de forma&ccedil;&atilde;o em sociedade cient&iacute;fica (27.8%). Nesta  amostra as orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas mais frequentes s&atilde;o a Psicanal&iacute;tica (27.8%), a Cognitivo-comportamental  (24.4%), a Integrativa (24.4%) e a Din&acirc;mica (20%), sendo as menos frequentes as orienta&ccedil;&otilde;es Sist&eacute;mica (2.2%) e  Grupan&aacute;lise (1.1%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio S&oacute;cio-demogr&aacute;fico</i>. Foram recolhidas informa&ccedil;&otilde;es acerca do g&eacute;nero, idade,  nacionalidade, popula&ccedil;&atilde;o alvo, e anos de experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica. Para caracterizar a supervis&atilde;o actual foram  solicitadas informa&ccedil;&otilde;es acerca do tempo de supervis&atilde;o (meses), do tipo (acad&eacute;mico, profissional ou sociedade;  individual ou grupal; obrigat&oacute;ria ou opcional), da periocidade, da dura&ccedil;&atilde;o e da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Rela&ccedil;&atilde;o de Supervis&atilde;o (vers&atilde;o reduzida) &ndash; Vers&atilde;o supervisando</i> (Cliffe  et al., 2016). Este question&aacute;rio (QRS-r-supervisando) &eacute; a vers&atilde;o reduzida do Question&aacute;rio de Rela&ccedil;&atilde;o de  Supervis&atilde;o (Palomo et al., 2010) e &eacute; constitu&iacute;do por18 itens divididos por 3 subescalas: Base Segura, Educa&ccedil;&atilde;o  Reflexiva e Estrutura. Neste question&aacute;rio &eacute; pedido aos supervisandos que pontuem o seu acordo ou desacordo perante o que sentem  relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com o seu supervisor a partir de uma escala de Likert de 7 pontos que vai desde &ldquo;Discordo  Totalmente&rdquo; a &ldquo;Concordo Totalmente&rdquo;. O processo de tradu&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio e do seu respectivo  question&aacute;rio de feedback ocorreu em tr&ecirc;s momentos. Primeiramente tr&ecirc;s profissionais da &aacute;rea de psicologia  cl&iacute;nica e com conhecimento em ambas as l&iacute;nguas realizaram, de modo independente, a tradu&ccedil;&atilde;o dos itens. Ap&oacute;s a  tradu&ccedil;&atilde;o individual compararam-se ambas as vers&otilde;es e escolheram-se, nos casos de diverg&ecirc;ncia, a op&ccedil;&atilde;o  mais adequada. Conseguiu-se uma vers&atilde;o traduzida de todos os itens que foi submetida a uma retrovers&atilde;o por um tradutor bilingue. A  retrovers&atilde;o resultante foi enviada para os autores da escala original que deram um parecer positivo. Ap&oacute;s a tradu&ccedil;&atilde;o,  procedeu-se ao estudo das suas propriedades psicom&eacute;tricas para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Feedback</i> (Cliffe et al., 2016). &Eacute; constitu&iacute;do por 4 afirma&ccedil;&otilde;es que pretendem  recolher feedback dos supervisandos acerca da facilidade de preenchimento e da compreens&atilde;o do Question&aacute;rio da Rela&ccedil;&atilde;o  de Supervis&atilde;o, do conforto em debater esses dados com o supervisor e da percep&ccedil;&atilde;o de utilidade dessa medida em  supervis&atilde;o. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o apenas se traduziu este question&aacute;rio para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. As  suas qualidades psicom&eacute;tricas n&atilde;o foram alvo de an&aacute;lise uma vez que tem a funcionalidade de informar sobre a aplicabilidade  pr&aacute;tica do Question&aacute;rio de Rela&ccedil;&atilde;o de Supervis&atilde;o (vers&atilde;o reduzida) &ndash; Vers&atilde;o supervisando  (Cliffe et al., 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio Revisto de Personalidade de Eysenck</i> (Eysenck, Eysenck, &amp; Barrett, 1985, adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa  Almiro &amp; Sim&otilde;es, 2013). Este instrumento foi desenvolvido por Eysenck e colaboradores (1985) com base no pressuposto de que as  dimens&otilde;es de personalidade s&atilde;o os elementos b&aacute;sicos da estrutura de personalidade e consistem, essencialmente, em factores  disposicionais que a determinam constante e persistentemente. Avalia as principais dimens&otilde;es da personalidade, atrav&eacute;s de resposta  dicot&oacute;mica (sim/n&atilde;o), estando os seus 70 itens divididos em quatro escalas independentes (Psicoticismo (P), Neuroticismo (N),  Extrovers&atilde;o (E) e Mentira (L). As escalas apresentam coeficientes de consist&ecirc;ncia interna de &alpha;=.87 para N, &alpha;=.83 para E,  &alpha;=.55 para P e &alpha;=.78 para L. Esta escala foi escolhida por ser um dos instrumentos mais estudados e utilizados (Almiro &amp;  Sim&otilde;es, 2013). Nesta investiga&ccedil;&atilde;o serve o prop&oacute;sito de avaliar a validade divergente, com o intuito de replicar  algumas das an&aacute;lises feitas aquando do estudo original da vers&atilde;o reduzida do question&aacute;rio (Cliffe et al., 2016) e de estudos  reportados na literatura sobre a influ&ecirc;ncia da personalidade na percep&ccedil;&atilde;o da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o (e.g., Bilodeau et al., 2010). Neste estudo, a consist&ecirc;ncia interna para cada subescala foi de &alpha;=.87 para N,  &alpha;=.80 para E, &alpha;=.31 para P e &alpha;=.65 para L. Como a consist&ecirc;ncia interna da subescala de Psicoticismo apresenta um valor  desadequando, n&atilde;o foi utilizada no nosso estudo. Bem como a subescala Mentira porque tendo a funcionalidade de testar a validade das  respostas, n&atilde;o tem aplica&ccedil;&atilde;o, nesta investiga&ccedil;&atilde;o, para a an&aacute;lise de validade divergente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>CASES &ndash; Counselour Activity Self-Efficacy Scales</i> (Hill &amp; Hoffman, 2004, adapta&ccedil;&atilde;o Lamares &amp;  Concei&ccedil;&atilde;o, 2012). Este question&aacute;rio de auto-relato avalia a percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia relativa  &agrave;s Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda, Gest&atilde;o de Sess&atilde;o e Capacidade de Lidar com Desafios Terap&ecirc;uticos. As  Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda s&atilde;o t&eacute;cnicas verbais de explora&ccedil;&atilde;o (capacidade de reflectir sentimentos ou  fazer perguntas abertas), insight (capacidade de desafiar as contradi&ccedil;&otilde;es do cliente, usar de forma imediata reflex&otilde;es) e  ac&ccedil;&atilde;o (capacidade para usar m&eacute;todos de descoberta direta guiada ou role-play). As Compet&ecirc;ncias de Gest&atilde;o de  Sess&atilde;o referem-se &agrave; capacidade de aplicar as Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda em v&aacute;rias tarefas de sess&atilde;o  espec&iacute;ficas e relativamente comuns (por exemplo, &ldquo;3 &ndash; Ajudar o seu/a sua cliente a explorar os seus pensamentos, sentimentos e  ac&ccedil;&otilde;es&rdquo;; &ldquo;8 &ndash; Construir uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o clara do seu/da sua cliente e das suas  dificuldades&rdquo;). Os Desafios Terap&ecirc;uticos referem-se a situa&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que a maioria dos cl&iacute;nicos  considera bastante desafiantes, incluindo aspectos relacionados com conflitos relacionais e outros relacionados com o distress do paciente (por  exemplo, &ldquo;1 &ndash; Est&aacute; clinicamente deprimido/a&rdquo;; &ldquo;8 &ndash; Est&aacute; a lidar com assuntos que voc&ecirc;  pessoalmente considera dif&iacute;ceis de lidar&rdquo;). Estas compet&ecirc;ncias gerais de auto-efic&aacute;cia correspondem &agrave;s  tr&ecirc;s subescalas que constituem este question&aacute;rio, perfazendo um total de 44 itens. Os itens s&atilde;o cotados de acordo com uma  escala de Likert de 10 pontos (0=nenhuma confian&ccedil;a; 9=muita confian&ccedil;a). Na adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa deste  question&aacute;rio (Lamares &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, 2012) foi feita uma an&aacute;lise explorat&oacute;ria verificando-se uma  consist&ecirc;ncia interna para a subescala de Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda que varia entre .85 e .96, para a Compet&ecirc;ncia de  Gest&atilde;o de Sess&atilde;o entre .85 e .96 e para a Compet&ecirc;ncia Geral de Lidar com Desafios Terap&ecirc;uticos entre .94 e .97. Na  vers&atilde;o original observa-se uma consist&ecirc;ncia interna para a totalidade dos itens de .75 (Hill &amp; Hoffman, 2004). A  utiliza&ccedil;&atilde;o deste question&aacute;rio torna-se pertinente para testar a validade preditiva do question&aacute;rio que se pretende  adaptar, tendo sido escolhido uma vez que &eacute; um instrumento com boas qualidades psicom&eacute;trica, que est&aacute; previamente adaptado  para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa permitindo medir um construto que tem sido associado, atrav&eacute;s de rela&ccedil;&otilde;es  preditivas, &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o (Hanson, 2006). No nosso estudo, utilizar-se-&aacute; a subescala de  Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda e a de Gest&atilde;o da Sess&atilde;o. Para cada uma das subescalas foi obtido uma consist&ecirc;ncia  interna de .86 e de .92, respectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Tendo como objectivo principal a adapta&ccedil;&atilde;o do QRS-r-supervisando, ap&oacute;s a tradu&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio e  parecer positivo da retrovers&atilde;o pelos autores originais (Cliffe et al., 2016), realizou-se uma aplica&ccedil;&atilde;o explorat&oacute;ria  com o objectivo de testar a clareza e compreens&atilde;o dos itens e das instru&ccedil;&otilde;es. Este procedimento contou com a  colabora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria de um grupo de sete estudantes estagi&aacute;rios em supervis&atilde;o do Mestrado de Psicologia  Cl&iacute;nica da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. No seguimento do feedback deste pr&eacute;-teste foi feito um ajuste no item  6, passando de &ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) n&atilde;o foi cr&iacute;tico(a) na supervis&atilde;o&rdquo;, uma vez que gerou alguma  ambiguidade, para &ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) n&atilde;o me julgou na supervis&atilde;o&rdquo;. Seguiu-se a aplica&ccedil;&atilde;o do  conjunto de instrumentos seleccionados para esta investiga&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da plataforma Qualtrics online. Os participantes  foram recrutados atrav&eacute;s de divulga&ccedil;&atilde;o nas redes sociais e do contacto com Associa&ccedil;&otilde;es/Sociedades de  Psicoterapia, solicitando-se a divulga&ccedil;&atilde;o por efeito bola de neve. A recolha de dados foi feita online entre Maio e Setembro de  2017, com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 20 minutos de realiza&ccedil;&atilde;o. Seguiram-se as an&aacute;lises das propriedades  psicom&eacute;tricas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Para o tratamento estat&iacute;stico dos dados foram utilizados os programas SPSS 24 e AMOS 24.</p>     <p>Na primeira parte deste processo de adapta&ccedil;&atilde;o recorreu-se &agrave; an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria (Mar&ocirc;co,  2007), utilizando-se o m&eacute;todo de M&aacute;xima Verosimilhan&ccedil;a, de modo a testar na amostra da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa a  estrutura factorial j&aacute; estabelecida pelos autores (Cliffe et al., 2016). <i>A priori</i> assegurou-se que havia uma  distribui&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea dos itens, viabilizando a an&aacute;lise pretendida dos dados.</p>     <p>O primeiro procedimento consistiu em for&ccedil;ar os itens a um modelo de 3 factores (Base Segura, Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva e  Estrutura) com base na estrutura do modelo factorial da vers&atilde;o original do question&aacute;rio. Como crit&eacute;rio para a qualidade de  ajustamento consideraram-se para os &iacute;ndices CFI (Goodness-of-Fit Index) e TLI (Tucker-Lewis Index) valores iguais ou superiores a .9, para  os &iacute;ndices RMSEA (Root Mean Square Error of Approximation) e SRMR (Standardized Root Mean Square) valores iguais ou inferior a .08 (Brown,  2006) e para o &iacute;ndice PGFI (Parsimony Goodness of Fit Index) valores superiores a .6 (Mar&ocirc;co, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise do modelo permitiu identificar &iacute;ndices de qualidade de ajustamento bons (PGFI=.609; SRMR=.075) e sofr&iacute;veis  (CFI=.887; TLI=.869; RMSEA=.90). Considerando-se por isso um modelo de ajustamento aos dados insatisfat&oacute;rios. Pela an&aacute;lise dos  &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o calculados, verificou-se que o item 13 [&ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) prestou particular  aten&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como se desenrolou a supervis&atilde;o&rdquo;] que pertencia &agrave; subescala Educa&ccedil;&atilde;o  Reflexiva estava a saturar na subescala Estrutura. Testou-se um novo modelo (Modelo Rectificado) eliminando-se o item 13 do question&aacute;rio,  que necessita de ser reformulado ou ser testado numa outra amostra uma vez que est&aacute; a ser interpretado com semelhante conte&uacute;do  sem&acirc;ntico aos itens da subescala Estrutura que remetem para aspectos estruturais das sess&otilde;es de supervis&atilde;o. Este Modelo  Rectificado (<a href="#f1">Figura 1</a>) apresentou bons &iacute;ndices de qualidade de ajustamento (CFI=.915; TLI=.900; PGFI=.621; RMSEA=.079 e  SRMR=.069).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a08f1.jpg" width="575" height="455"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um segundo procedimento da an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria consistiu em avaliar a qualidade de ajustamento local do modelo a  partir dos pesos factoriais e da fiabilidade. Como se pode observar pela <a href="#f1">Figura 1</a>, apresentada acima, a maioria dos pesos  factoriais dos itens s&atilde;o adequados por assumirem valores acima de .40 (Mar&ocirc;co, 2007), &agrave; excep&ccedil;&atilde;o dos itens 18 e  8 que apresentam valores de .27e .37, respectivamente. Relativamente &agrave; fiabilidade individual, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o dos dois  itens mencionados anteriormente, todos os itens possuem valores apropriados (&ge;.16).</p>     <p>Os itens 18 e 8 n&atilde;o est&atilde;o a afectar prejudicialmente a qualidade de ajustamento do modelo e parecem reflectir &agrave; luz de um  ju&iacute;zo qualitativo e te&oacute;rico, aspectos importantes e pertinentes aquando da operacionaliza&ccedil;&atilde;o do constructo de  rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o. Isto &eacute;, a organiza&ccedil;&atilde;o e respeito pelo contexto de supervis&atilde;o [item 18  &ndash; &ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) assegurou que as nossas sess&otilde;es de supervis&atilde;o eram livres de  interrup&ccedil;&otilde;es&rdquo;] e o feedback positivo de forma a impulsionar o sentido de compet&ecirc;ncia e confian&ccedil;a no supervisando  [item 8 &ndash; &ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) deu-me feedback positivo sobre o meu desempenho&rdquo;]. Neste sentido, o Modelo Rectificado  (<a href="#t1">Tabela 1</a>) com base apenas na elimina&ccedil;&atilde;o do item 13 &eacute; o que se prop&otilde;em adaptar uma vez que  apresenta bons &iacute;ndices de ajustamento e respeita a estrutura factorial proposta pelos autores (Cliffe et al., 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a08t1.jpg" width="580" height="329"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De seguida procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de fiabilidade atrav&eacute;s da fiabilidade comp&oacute;sita (Fornell &amp; Larcker, 1981).  Verificou-se uma boa fiabilidade comp&oacute;sita (FCi&ge;.70) tanto para a escala total (FCi=.94) como para cada uma das suas subescalas (Base  Segura FCi=.91; Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva FCi=.74 e Estrutura FCi=.76), mostrando que as subescalas s&atilde;o manifesta&ccedil;&otilde;es  da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o.</p>     <p>Analisou-se tamb&eacute;m a validade discriminante a partir da vari&acirc;ncia extra&iacute;da da m&eacute;dia (VEM) para cada uma das  subescala e para o total da medida. A VEM revelou-se adequada para a medida total da escala (VEM=.50) e para a subescala Base Segura (VEM=.54).  Para a subescala Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva (VEM=.44) e Estrutura (VEM=.47) obtiveram-se valores um pouco discrepantes relativamente ao  crit&eacute;rio proposto por Hair, Black,  Babin e Anderson (2013) de valores acima de .5. Estes valores poder&atilde;o estar a ser afectados  devido ao peso factorial do item 18 e do item 12 [&ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) tirou ideias de v&aacute;rios modelos te&oacute;ricos de  forma flex&iacute;vel&rdquo;]. Este &uacute;ltimo, embora dentro do crit&eacute;rio assumido pode ser considerado fr&aacute;gil. Uma vez obtidos  os valores da VEM procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de validade discriminante, a partir do crit&eacute;rio de Fornell e Larcker (1981), de que  o valor das VEM dos fatores dever&atilde;o ser superiores ou iguais ao quadrado da correla&ccedil;&atilde;o entre fatores. Para a subescala Base  Segura e Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva o quadrado da correla&ccedil;&atilde;o entre os factores foi de .56, para a subescala  Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva e Estrutura de .15 e, para a subescala Base Segura e Estrutura de .20. Assim conclu&iacute;mos que a subescala  Base Segura e Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva n&atilde;o t&ecirc;m uma adequada capacidade discriminante entre si. Estes resultados podem ser  justificados teoricamente uma vez que a Base Segura constitui a base para qualquer processo de aprendizagem &ndash; Educa&ccedil;&atilde;o  Reflexiva. &Eacute; de atitudes e comportamentos expressos pelo supervisor na rela&ccedil;&atilde;o com o supervisando que derivam os processos  de desenvolvimento e aprendizagem. A t&iacute;tulo ilustrativo o item 2 da subescala Base Segura [&ldquo;O(a) meu (minha) supervisor(a) foi  respeitador dos meus pontos de vista e ideias&rdquo;] e o item 10 da subescala Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva [&ldquo;O(a) meu (minha)  supervisor(a) encorajou-me a reflectir sobre a minha pr&aacute;tica] manifestam esta premissa enunciada. Os itens da subescala Base Segura  reflectem ideias mais abstractas e gerais que s&atilde;o depois direccionadas para o contexto de aprendizagem presente na subescala  Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva.</p>     <p>Para averiguar a validade divergente do QRS-r-supervisando recorreu-se ao Question&aacute;rio Revisto de Personalidade de Eysenck (Eysenck et  al., 1985, adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa Almiro &amp; Sim&otilde;es, 2013). Estabeleceu-se uma associa&ccedil;&atilde;o, a partir da  correla&ccedil;&atilde;o de Pearson, entre a dimens&atilde;o de Neuroticismo e Extrovers&atilde;o e a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o (score total), bem como as suas respectivas componentes. Verificou-se que n&atilde;o existem correla&ccedil;&otilde;es  significativas entre o score total e as componentes da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o com os tra&ccedil;os de personalidade  (<a href="#t2">Tabela 2</a>). O QRS-r-supervisando demonstra assim que mede um constructo diferente de tra&ccedil;os de personalidade,  evidenciando uma boa validade divergente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a08t2.jpg" width="579" height="171"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com o objectivo de avaliar a validade preditiva do question&aacute;rio de rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o relativamente &agrave;  percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia de compet&ecirc;ncias b&aacute;sicas de ajuda e de gest&atilde;o de sess&atilde;o realizou-se  <i>a priori</i> uma correla&ccedil;&atilde;o entre o score total da medida da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, as suas  componentes e as subescalas Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda e Gest&atilde;o de Sess&atilde;o da medida CASES (Hill &amp; Hoffman,  2004, adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa Lamares &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, 2012). Pela an&aacute;lise dos dados constatou-se que n&atilde;o  existiam associa&ccedil;&otilde;es significativas em nenhuma das correla&ccedil;&otilde;es estabelecidas (<a href="#t3">Tabela 3</a>),  desconsiderando qualquer an&aacute;lise preditiva que se pudesse fazer posteriormente. Na nossa amostra a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o e cada uma das suas componentes parecem n&atilde;o ser crit&eacute;rios capazes de definir a percep&ccedil;&atilde;o da  auto-efic&aacute;cia para as Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda e para as Compet&ecirc;ncias de Gest&atilde;o de Sess&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a08t3.jpg" width="580" height="187"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com o objectivo de perceber o impacto de cada uma das componentes da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o na qualidade da mesma  procedeu-se &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de um Modelo de 2&ordf; Ordem relacionando-se o score total do question&aacute;rio com cada uma das  subescalas. Verificou-se que a subescala Base Segura tem um peso factorial de .93, a subescala Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva de .81 e a  subescala Estrutura de .48. Demonstrando assim, o impacto decrescente de cada uma das subescalas na qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de  supervis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de feedback</i></p>     <p>A maioria dos participantes considera o QRS-r-supervisando f&aacute;cil (54.4%) ou muito f&aacute;cil (35.6%) de completar e f&aacute;cil (54.4%) ou muito f&aacute;cil (42.2%) de compreender. Mais de metade dos participantes sente-se confort&aacute;vel (35.6%) ou muito confort&aacute;vel (42.2%) em debater as respostas do question&aacute;rio com o supervisor, 12.2% n&atilde;o se sente nem confort&aacute;vel nem desconfort&aacute;vel, 5,6% sente-se desconfort&aacute;vel e 4.4% muito desconfort&aacute;vel. Grande parte dos participantes considera que o question&aacute;rio &eacute; de alguma forma &uacute;til (57.8%) ou muito &uacute;til (31.1%) para fornecer feedback da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o</i></p>     <p>Na amostra os participantes em geral percepcionam tanto a sua rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o (<i>M</i>=101.25; <i>DP</i>=12.69)  como a componente de Base Segura (<i>M</i>=55.35; <i>DP</i>=7.59), de Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva (<i>M</i>=23.15; <i>DP</i>=3.96) e de  Estrutura (<i>M</i>=22.74; <i>DP</i>=4.14) como tendo qualidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o permitiu adaptar para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa uma vers&atilde;o do QRS-r-supervisando  constitu&iacute;da por 17 itens, eliminando-se o item 13. As an&aacute;lises efectuadas demonstram boa validade factorial, fiabilidade da escala  em geral, das subescalas e validade divergente para tra&ccedil;os de personalidade de Neuroticismo e Extrovers&atilde;o. Notou-se alguma  fragilidade na fiabilidade individual do item 18 e 8 que pode ser justificada no primeiro caso [18 &ndash; &ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a)  assegurou que as nossas sess&otilde;es de supervis&atilde;o eram livres de interrup&ccedil;&otilde;es&rdquo;] devido ao facto de grande parte da  amostra estar inserida em supervis&atilde;o grupal, podendo ser um item sens&iacute;vel ao tipo de <i>setting</i>. E, no segundo caso [8 &ndash;  &ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) deu-me feedback positivo sobre o meu desempenho&rdquo;] devido a quest&otilde;es culturais. Estudos futuros,  com amostras maiores, poder&atilde;o analisar a sensibilidade do item 18 e clarificar as caracter&iacute;sticas do item 8.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; validade discriminante as subescalas Base Segura e Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva apresentaram pouco poder  discriminativo entre si que pode decorrer do facto da Base Segura constituir o pilar e o mote para um processo de aprendizagem &ndash; subescala  Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva.</p>     <p>Relativamente &agrave; validade preditiva, a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o n&atilde;o se correlacionou com a  percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia relativamente &agrave;s Compet&ecirc;ncias B&aacute;sicas de Ajuda e Gest&atilde;o de  Sess&atilde;o, &agrave; semelhan&ccedil;a do estudo de Ladany e colaboradores (1999). Embora estes n&atilde;o sejam os resultados mais  frequentemente reportados. Tendo em conta o nosso estudo, estes dados podem dever-se ao facto de n&atilde;o se ter utilizado o score total da  medida de auto-efic&aacute;cia e/ou pela amostra ser bastante heterog&eacute;nea. A rela&ccedil;&atilde;o entre a supervis&atilde;o e a  auto-efic&aacute;cia pode ser melhor compreendida aquando de grupos homog&eacute;neos (estudantes ou profissionais com semelhantes anos de  experi&ecirc;ncia). Algo que pode ser explorado num estudo futuro. Um outro aspecto explicativo pode ser sustentado no estudo de Fernando e  Hulse-Killacky (2005) que demonstrou como o estilo do supervisor pode exercer influ&ecirc;ncia na percep&ccedil;&atilde;o de  auto-efic&aacute;cia.</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s componentes da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, a Base Segura &eacute; aquela que oferece um maior  impacto na qualidade da rela&ccedil;&atilde;o, apoiando tanto o modelo de Beinart (2002), que refor&ccedil;a que os elementos da  rela&ccedil;&atilde;o como a confian&ccedil;a e o la&ccedil;o devem ser facilitados primeiramente, como o modelo de Bordin (1983) que  real&ccedil;a o la&ccedil;o emocional como a base para os restantes aspectos da supervis&atilde;o.</p>     <p>Uma das raz&otilde;es que motivou a adapta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa foi a  possibilidade de aplicabilidade em supervis&atilde;o. Os resultados do Question&aacute;rio de Feedback salientam a disponibilidade dos  supervisandos em monitorizar e melhorar a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o e, por outro, a utilidade desta medida. Tendo  em conta que a maioria dos participantes se encontra em supervis&atilde;o grupal, &agrave; luz deste dados parece que o QRS-r-supervisando  &eacute; pass&iacute;vel de ser aplicado nos dois <i>settings</i> de supervis&atilde;o.</p>     <p>Ap&oacute;s a conclus&atilde;o deste estudo, tivemos conhecimento de um outro estudo (Almeida, Pires, &amp; Oliveira, 2018) que fornece novos  dados sobre o QRS-r-supervisando. Essa investiga&ccedil;&atilde;o acrescenta a este estudo a an&aacute;lise de validade concorrente relativa ao  Invent&aacute;rio de Estilos de Rela&ccedil;&atilde;o (Lizzio, Wilson, &amp; Que, 2009) , que complementa a an&aacute;lise de validade divergente  e a realiza&ccedil;&atilde;o de um Modelo de Segunda Ordem efectuado nesta investiga&ccedil;&atilde;o. Ambos os estudos demostram boa fiabilidade  comp&oacute;sita e validade factorial do instrumento, sendo as vers&otilde;es constitu&iacute;das em ambos os casos por 17 itens. Na  investiga&ccedil;&atilde;o de Almeida e colaboradores (2018) procedeu-se &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o do item 4 e nesta  investiga&ccedil;&atilde;o do item 13. Embora nesse estudo as subecalas de Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva e Estrutura n&atilde;o tenham  apresentado boa capacidade discriminante entre si, nesta investiga&ccedil;&atilde;o verificaram-se melhores resultados. Especificidades das  amostras podem contribuir para estas discrep&acirc;ncias uma vez que nesta investiga&ccedil;&atilde;o todos os participantes se encontravam em  supervis&atilde;o (sendo um factor de inclus&atilde;o-exclus&atilde;o) e eram de nacionaldade portuguesa, o que n&atilde;o se verifica no estudo  de Almeida e colaboradores (2018).</p>     <p>Em futuras investiga&ccedil;&otilde;es, para al&eacute;m dos aspectos j&aacute; enunciados ao longo da discuss&atilde;o, seria interessante  proceder-se &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o do supervisor (Pearce et al., 2013) e testar-se a validade preditiva do  question&aacute;rio para a satisfa&ccedil;&atilde;o com a supervis&atilde;o, efic&aacute;cia terap&ecirc;utica ou outra vari&aacute;vel que  esteja mais relacionada com a compet&ecirc;ncia/capacidade real do supervisando e n&atilde;o t&atilde;o dependente da sua  auto-percep&ccedil;&atilde;o. Reformular-se o item 12 [&ldquo;O(a) meu(minha) supervisor(a) tirou ideias de v&aacute;rios modelos te&oacute;ricos  de forma flex&iacute;vel&rdquo;], potenciando o aumento do seu peso factorial, de modo a reflectir um conte&uacute;do mais direccionado para o  supervisando, tal como se verifica nos restantes itens da subescala a que pertence. Prop&otilde;em-se uma tradu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o  literal, como por exemplo &ldquo;o meu supervisor ajuda-me a utilizar diferentes modelos te&oacute;ricos, de forma flex&iacute;vel&rdquo;.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, considera-se relevante a possibilidade de se poder incluir no QRS-r-supervisando uma componente que consiga captar algumas  das din&acirc;micas espec&iacute;ficas do contexto de supervis&atilde;o grupal (e.g., seguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo,  rela&ccedil;&atilde;o com colegas).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Espera-se que demonstrada a utilidade e qualidade da medida da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o adaptada nesta  investiga&ccedil;&atilde;o e na levada a cabo por Almeida e colaboradores (2018) se possa contribuir para o desenvolvimento de  investiga&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional sobre a tem&aacute;tica da supervis&atilde;o e, mais especificamente, da rela&ccedil;&atilde;o  de supervis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, J. M. S. D., Pires, A. A. P., &amp; Oliveira, M. &Acirc;. D. C. (2018). A rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o em  psicoterapeutas. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as, 19</i>, 71-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053978&pid=S0870-8231201900040000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Almiro, P. A., &amp; Sim&otilde;es, M. R. (2013). <i>Manual da vers&atilde;o portuguesa do Question&aacute;rio de Personalidade de Eysenck  &ndash; Forma Revista (EPQ-R)</i>. Coimbra: Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica.</p>     <!-- ref --><p>Bahrick, A. S. (1989). <i>Role induction for counselor trainees: Effects on the supervisory working alliance</i>. Unpublished doctoral  dissertation, The Ohio State University, Columbus, Ohio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053981&pid=S0870-8231201900040000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bambling, M., King, R., Raue, P., Schweitzer, R., &amp; Lambert, W. (2006). Clinical supervision: Its influence on client-rated working  alliance and client symptom reduction in the brief treatment of major depression. <i>Psychotherapy Research, 16</i>, 317-331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053983&pid=S0870-8231201900040000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beinart, H. (2004). Models of supervision and the supervisory relationship and the evidence base. In I. Fleming &amp; L. Steen (Eds.),  Supervision and clinical psychology: Theory, practice and perspectives (pp. 36-50). Hove: Brunner-Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053985&pid=S0870-8231201900040000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beinart, H. (2002). <i>An exploration of the factors which predict the quality of the relationship in clinical supervision</i>. Unpublished  doctoral dissertation, Open University, Milton Keines.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053987&pid=S0870-8231201900040000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bilodeau, C., Savard, R., &amp; Lecomte, C. (2010). Examining Supervisor and Supervisee Agreement on Alliance: Is Shame a Factor? [Examen de  l&rsquo;entente superviseur-supervis&eacute; en contexte d&rsquo;alliance de travail: La honte joue-t-elle un r&ocirc;le?]. <i>Canadian Journal of  Counselling and Psychotherapy, 44</i>, 272-282.</p>     <!-- ref --><p>Bordin, E. S. (1983). A working alliance based model of supervision. <i>The Counseling Psychologist, 11</i>, 35-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053990&pid=S0870-8231201900040000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brown, T. A. (2006). <i>Confirmatory factor analysis for applied research</i>. New York: The Guildford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053992&pid=S0870-8231201900040000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brown, J., Dreis, S., &amp; Nace, D. K. (1999). What really makes a difference in psychotherapy outcome? Why does managed care want to know?  In M. Hubble, B. Duncan, &amp; S. Miller (Eds.), <i>The heart and soul of change</i> (pp. 389-406). Washington, DC: APA Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053994&pid=S0870-8231201900040000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cliffe, T., Beinart, H., &amp; Cooper, M. (2016). Development and validation of a short version of the Supervisory Relationship Questionnaire.  <i>Clinical Psychology &amp; Psychotherapy, 23</i>, 77-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053996&pid=S0870-8231201900040000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Efstation, J. F., Patton, M. J., &amp; Kardash, C. M. (1990). Measuring the working alliance in counselor supervision. <i>Journal of  Counseling Psychology, 37</i>, 322-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=053998&pid=S0870-8231201900040000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ellis, M. V. (2010). Bridging the science and practice of clinical supervision: Some discoveries, some misconceptions. <i>The Clinical  Supervisor, 29</i>, 95-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054000&pid=S0870-8231201900040000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eysenck, S. B. G., Eysenck, H. J., &amp; Barrett, P. (1985). A revised version of the psychoticism scale. <i>Personality and Individual  Differences, 6</i>, 21-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054002&pid=S0870-8231201900040000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Falender, C. A., &amp; Shafranske, E. P. (2014). Clinical supervision: <i>The state of the art. Journal of Clinical Psychology, 70</i>,  1030-1041.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054004&pid=S0870-8231201900040000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fernando, D. M., &amp; Hulse-Killacky, D. (2005). The relationship of supervisory styles to satisfaction with supervision and the perceived  self-efficacy of master&rsquo;s-level counseling students<i>. Counselor Education and Supervision, 44</i>, 293-304.</p>     <!-- ref --><p>Fornell, C., &amp; Larcker, D. F. (1981). Structural equation models with unobservable variables and measurement error: Algebra and  statistics. <i>Journal of Marketing Research, 18</i>, 382-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054007&pid=S0870-8231201900040000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., &amp; Anderson, R. E. (2013). <i>Multivariate data analysis</i> (7<Sup>th</Sup> ed.). Harlow: Pearson  Education Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054009&pid=S0870-8231201900040000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hanson, M. G. (2006). <i>Counselor self-efficacy: Supervision contributions, impact on performance, and mediation of the relationship between  supervision and performance</i>. Unpublished doctoral dissertation, Southern Illinois University, Illinois.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054011&pid=S0870-8231201900040000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, C. E., &amp; Hoffman, M. A. (2004). Development and validation of the counselor activity self-efficacy scales. <i>Journal of Counseling  Psychology, 50</i>, 97-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054013&pid=S0870-8231201900040000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Holloway, E. L. (1987). Developmental models of supervision: Is it development?. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 18</i>,  209-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054015&pid=S0870-8231201900040000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ladany, N., Ellis, M. V., &amp; Friedlander, M. L. (1999). The supervisory working alliance, trainee self-efficacy, and satisfaction.  <i>Journal of Counseling &amp; Development, 77</i>, 447-455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054017&pid=S0870-8231201900040000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamares, I. B. (2012). <i>Supervis&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de jovens terapeutas: Estudo do desenvolvimento de  compet&ecirc;ncias de ajuda em psicoterapeutas em forma&ccedil;&atilde;o, no primeiro ano de pr&aacute;tica cl&iacute;nica supervisionada</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054019&pid=S0870-8231201900040000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamares, I. B., &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, N. (2012). <i>Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa da escala CASES</i>. Trabalho n&atilde;o  publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054021&pid=S0870-8231201900040000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lizzio, A., Wilson, K., &amp; Que, J. (2009). Relationship dimensions in the professional supervision of psychology graduates: Supervisee  perceptions of processes and outcome. <i>Studies in Continuing Educations, 31</i>, 127-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054023&pid=S0870-8231201900040000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica: Com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es  S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054025&pid=S0870-8231201900040000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Palomo, M., Beinart, H., &amp; Cooper, M. J. (2010). Development and validation of the Supervisory Relationship Questionnaire (SRQ) in UK  trainee clinical psychologists. <i>British Journal of Clinical Psychology, 49</i>, 131-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054027&pid=S0870-8231201900040000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pearce, N., Beinart, H., Clohessy, S., &amp; Cooper, M. (2013). Development and validation of the Supervisory Relationship Measure: A  self-report questionnaire for use with supervisors. <i>British Journal of Clinical Psychology, 52</i>, 249-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054029&pid=S0870-8231201900040000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Worthen, V., &amp; McNeill, B. W. (1996). A phenomenological investigation of &ldquo;good&rdquo; supervision events. <i>Journal of Counseling  Psychology, 43</i>, 25-34.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Rita Santos Nogueira, Faculdade Psicologia, Universidade  de Lisboa, Alameda da Universidade, 1649-013 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:ritadsnogueira@gmail.com">ritadsnogueira@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 25/04/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 21/09/2018</p>      ]]></body><back>
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