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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Massagem no recém-nascido pré-termo: é um cuidado de enfermagem seguro?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: This quantitative experimental study evaluated the massage effects on preterm neonates hospitalized in neonatal intermediate care units as far as their physiological stability is concerned. Material and methods: The sample consisted of 32 clinically steady and healthy preterm neonates, hospitalized in Portuguese units of intermediate neonatal care. The neonates preterm were randomly distributed in two groups - control and experimental, having each group an equal number of 16. The groups did not present statistically significant differences in some basic features thus forming some equivalent groups. The experimental group had an average of 30,11 weeks of pregnancy, 1,326Kg at birth and 20,44 days of hospitalization in the intermediate care unit. The control group had an average of 30,94 weeks of pregnancy, 1,400Kg at birth and 17,81 days of hospitalization in the unit of intermediate care. During the study, both groups received the same pattern of neonatal care, except for the experimental group that received the massage. The managed massage was the Tiffany Field (Touch Research Institute) massage, during five consecutive days in three daily periods. It was managed by nurses from the respective units, being these executions trustworthily validly done, with homogeneity between the different executants of the almost perfect technique (96,7 %) and with high validity execution (96,77 %) ¹. Results: To evaluate the effect of massage in the stability of the preterm neonate, the physiological parameters measured were: respiratory and cardiac frequency, oxygen saturation, blood pressure and temperature. We verified that there are no statistically significant differences between the groups for what we may conclude that the massage is a safe nursing care in terms of the organization of the autonomous subsystem. Conclusions: The achieved results suggest that the massage in the healthy and clinically stable preterm neonate hospitalized in neonatal intermediate care units was a safe intervention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Massagem no recém–nascido pré–termo: é um cuidado de enfermagem seguro?</b></P>      <P>&nbsp;</P>      <P>Otília Maria Freitas<SUP>a</SUP>, Emanuel Moreira Lopes<SUP>b</SUP>, Maria do  Céu Figueiredo <SUP>c</SUP>, Octávio Ribeiro da Cunha <SUP>d</SUP> </P>      <P><SUP>a</SUP>Universidade da Madeira, Centro de Competências de Tecnologias    da Saúde, Funchal, Portugal, <A  href="mailto:otfreitas@hotmail.com">otfreitas@hotmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem, Faculdade de  Medicina de Coimbra, Coimbra, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, Portugal</P>     <P><SUP>d</SUP>Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Porto, Portugal </P>     <P>&nbsp;</P>      <P><B>Resumo</B></P>     <P>Introdução: Este estudo experimental de natureza  quantitativa avaliou os efeitos da massagem no recém–nascido pré–termo internado  em unidades de cuidados intermédios neonatais a nível da estabilidade  fisiológica.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Material e métodos: A amostra foi constituída por 32 recém–nascidos  pré–termo clinicamente estáveis e saudáveis, internados em unidades portuguesas  de cuidados intermédios neonatais. Os recém–nascidos pré–termo foram  distribuídos aleatoriamente para os grupos controlo e experimental, em número  igual de dezasseis. Em várias variáveis basais os grupos não apresentaram  diferenças estatisticamente significativas, obtendo–se assim grupos  equivalentes. O grupo experimental apresentou em média 30,11 semanas de  gestação, 1,326 Kg de peso ao nascer e 20,44 dias de duração do internamento na  unidade de cuidados intermédios. O grupo de controlo apresentou em média 30,94  semanas de gestação, 1,409 Kg de peso ao nascer e 17,81 dias de duração do  internamento na unidade de cuidados intermédios. Durante o estudo os grupos  receberam o mesmo padrão de cuidados neonatais à excepção do grupo experimental  que recebeu a massagem.</P>      <P>A massagem administrada foi a de Tiffany Field (Touch  Research Institute), durante cinco dias consecutivos em três períodos diários.  Foi administrada por enfermeiras das respectivas unidades, sendo estas execuções  fidedignas e válidas, com homogeneidade inter–aplicadores da técnica quase  perfeita (96,7 %) e com elevada validade de execução nomeadamente 96,77 % de  concordância<sup>1</sup>.</P>      <P>Resultados: Para avaliar o efeito da massagem na estabilidade do  recém–nascido pré–termo mediram–se os parâmetros fisiológicos: frequência  respiratória e cardíaca, saturação de oxigénio, tensão arterial e temperatura.  Quanto a estes verificamos não haver diferenças estatisticamente significativas  entre os grupos pelo que concluímos que a massagem é um cuidado de enfermagem  seguro em termos de organização do subsistema autónomo.</P>      <P>Conclusões: Estes  resultados obtidos sugerem que a massagem nos recém–nascidos pré–termo saudáveis  e clinicamente estáveis internados em unidades de cuidados intermédios estudados  foi uma intervenção segura.      <P><B>Palavras-chave: </B>Massagem, Cuidado de enfermagem, Recém–nascido pré–termo,    Segurança</P>      <P>&nbsp;</P>      <P><b>Massage on preterm neonates: is nursing care secure?</b></P>     <P><B>Abstract</B></P>     <P>Introduction: This quantitative experimental study  evaluated the massage effects on preterm neonates hospitalized in neonatal  intermediate care units as far as their physiological stability is concerned.</P>      <P>Material and methods: The sample consisted of 32 clinically steady and healthy  preterm neonates, hospitalized in Portuguese units of intermediate neonatal  care. The neonates preterm were randomly distributed in two groups – control and  experimental, having each group an equal number of 16. The groups did not  present statistically significant differences in some basic features thus  forming some equivalent groups. The experimental group had an average of 30,11  weeks of pregnancy, 1,326Kg at birth and 20,44 days of hospitalization in the  intermediate care unit. The control group had an average of 30,94 weeks of  pregnancy, 1,400Kg at birth and 17,81 days of hospitalization in the unit of  intermediate care. During the study, both groups received the same pattern of  neonatal care, except for the experimental group that received the massage.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>The  managed massage was the Tiffany Field (Touch Research Institute) massage, during  five consecutive days in three daily periods. It was managed by nurses from the  respective units, being these executions trustworthily validly done, with  homogeneity between the different executants of the almost perfect technique  (96,7 %) and with high validity execution (96,77 %) <sup>1</sup>.</P>      <P>Results: To evaluate the  effect of massage in the stability of the preterm neonate, the physiological  parameters measured were: respiratory and cardiac frequency, oxygen saturation,  blood pressure and temperature. We verified that there are no statistically  significant differences between the groups for what we may conclude that the  massage is a safe nursing care in terms of the organization of the autonomous  subsystem.</P>      <P>Conclusions: The achieved results suggest that the massage in the  healthy and clinically stable preterm neonate hospitalized in neonatal  intermediate care units was a safe intervention.</P>      <P><B>Keywords: </B>Massage, Nursing care, Neonate preterm, Security.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>Actualmente, e na maioria das unidades neonatais a tónica dos cuidados de  enfermagem científicos assenta na sua humanização e individualização. Os  enfermeiros têm ao longo dos anos evidenciado uma crescente preocupação na  qualidade dos cuidados de enfermagem que prestam e suas consequências na  qualidade de vida e têm efectuado esforços para incorporar as evidências  conducentes à segurança e optimização da sua intervenção junto aos  recém-nascidos pré-termo como também à respectiva família. Cada vez mais  assiste-se ao abandono da prestação de cuidados de rotina, onde sobressaiam  realização de tarefas conforme um planeamento prévio e de acordo com  procedimentos e protocolos estandardizados para a prestação de cuidados  individualizados e de acordo com as necessidades desenvolvimentais dos  recém-nascidos pré-termo. Resultam de uma observação prévia das necessidades dos  recém-nascidos, assim como, na análise critica da real necessidade dos cuidados  estabelecidos, tentando realizá-los no momento mais adequado para o  recém-nascido pré-termo e modulá-los de acordo com as suas reacções de  organização e ou desorganização.</P>     <P>O feto, como ser competente e participante activo com o meio, desenvolve  todas as suas capacidades e competências sensoriais num ambiente intra-uterino,  a um ritmo próprio, sendo os últimos três meses de gestação a fase de maior  crescimento e especialização cerebral. Este ambiente proporciona-lhe estímulos  filtrados e sequenciais adequados ao nível de desenvolvimento. Com um nascimento  prematuro este ambiente altera-se, ficando o recém-nascido pré-termo  condicionado a um ambiente de alta tecnologia, onde a luta pela sobrevivência  sobressai e com repercussões para o seu desenvolvimento a curto, médio e a longo  prazo. Neste ambiente deixa de ter experiências sensoriais adequadas ao seu  desenvolvimento, com estímulos desajustados ao padrão ontogénico do  funcionamento sensorial verificando-se assim, uma discrepância entre os  estímulos evolutivamente esperados pelo sistema nervoso, que nesta fase  impregna-lhe um período de rápido crescimento, e os que são recebidos na  unidade. Os estímulos tácteis caracterizam-se muito por manuseios frequentes,  contactos maioritariamente intrusivos, desagradáveis baseados na programação de  cuidados e na conveniência da organização de trabalho das equipas, e assim não  ajustados ao estado e comportamentos fisiológicos e ou comportamentais dos  recém-nascidos. Para Gomes-Pedro <SUP>2</SUP> estes estímulos representam  factores de manutenção de stress, e nesta conformidade, estes recém-nascidos  pré-termo não ficam nas condições ideais de se organizarem e se controlarem, o  que pode influenciar outros aspectos do seu comportamento, nomeadamente, os  parâmetros interactivos.</P>     <P>Desta forma, o recém-nascido pré-termo perde os estímulos tácteis maternos  que são os evolutivamente ideais ao seu crescimento e desenvolvimento e ganha  estímulos desajustados ao seu nível de desenvolvimento. Associado a isto  persiste-lhe uma dificuldade de gerir a sua energia para atingir o funcionamento  e adaptação homeostático de todos os seus subsistemas do comportamento à vida  extra uterina.</P>     <P>É reconhecido que o contacto táctil é crucial e indispensável para um  processo de evolução afectiva equilibrada e que é preponderante em todas as  etapas do ciclo vital do ser humano, não sendo excepção no recém-nascido  pré-termo <SUP>3</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Para a criança humana, o toque constitui um importante e crucial papel a  vários níveis, nomeadamente na aprendizagem precoce e na adaptabilidade  <SUP>2,4,5</SUP>.</P>     <P>Existem alguns estudos empíricos <SUP>6-22</SUP> efectuados, na área da  massagem, no recém-nascido pré-termo saudável e clinicamente estável,  essencialmente a partir da década de 80 e realizados no Touch Research  Institute, que revelam resultados de grande importância a nível de  desenvolvimento e crescimento destes recém-nascidos pré-termo, nomeadamente:  </P>     <P>&#151; facilitação do processo de vinculação mãe-filho; </P>     <P>&#151; aumento de peso; </P>     <P>&#151; níveis menores de stress; </P>     <P>&#151; melhor desenvolvimento reflectido em pontuações mais elevadas na avaliação  neuro comportamental através da escala de Brazelton; </P>     <P>&#151; maior percentagem de tempo mais despertos e activos; </P>     <P>&#151; períodos de internamento mais curtos, em unidades de cuidados neonatais.  </P>     <P>Vários autores como Ottenbacher <SUP>23</SUP>, Alcolet et al. <SUP>24</SUP>,  Field <SUP>6-10,12,16</SUP>, Montagu <SUP>25,26</SUP>, Gomes-Pedor et al.<SUP>  5,27</SUP>, </P>     <P>Gomes-Pedro <SUP>4</SUP> e Harrison 28 apontam a massagem como uma ferramenta  importante, capaz de contribuir para tornar as unidades de cuidados neonatais,  essencialmente as de cuidados intensivos, mais humanizadas e não apenas  tecnicistas. Também é referida como facilitadora de aumento ponderal numa fase  inicial da vida <SUP>7,8,10,12-14</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Neste contexto a pergunta de partida deste estudo foi: </P>     <P>&#151; Quais os efeitos da massagem na estabilidade fisiológica do recém-nascido  pré-termo quando internado em unidade de cuidados neonatais? </P>     <P>O objectivo geral do estudo foi averiguar os efeitos da massagem na  estabilidade fisiológica dos recém nascidos pré-termo internados em unidade de  cuidados intermédios neonatais.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Hipóteses </B></P>     <P>As hipóteses de investigação foram: </P>     <P>H1 - Os recém nascidos pré-termo do grupo experimental têm alterações dos  níveis de saturação periférica de O2 durante a execução da massagem em relação  aos recém nascidos pré-termo do grupo de controlo;</P>     <P>H2 - Os recém nascidos pré-termo do grupo experimental têm valores de tensão  arterial superiores durante a execução da massagem em relação aos recém nascidos  pré-termo do grupo de controlo;</P>     <P>H3 - Os recém nascidos pré-termo do grupo experimental têm alterações de  frequência respiratória durante a execução da massagem em relação aos recém  nascidos pré-termo do grupo de controlo;</P>     <P>H4 - Os recém nascidos pré-termo do grupo experimental têm alterações de  frequência cardíaca durante a execução da massagem em relação aos recém nascidos  pré-termo do grupo de controlo;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>H5 - Os recém nascidos pré-termo do grupo experimental têm alterações de  temperatura durante a execução da massagem em relação aos recém nascidos  pré-termo do grupo de controlo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Material e métodos </B></P>     <P><I><B>Amostra </B></I></P>     <P>A amostra foi constituída por todos os recém-nascidos pré-termo (n = 32)  internados consecutivamente nas Unidades de Cuidados Intermédios Neonatais da  Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Santa Maria, que reuniam os critérios  de inclusão. </P>     <P><I>Critérios de inclusão </I></P>     <P>A selecção dos critérios de inclusão dos participantes para o estudo foi  baseada nos critérios de inclusão já utilizados em pesquisas do Touch Research  Institute, isto para termos o mesmo padrão de comparação de resultados.</P>     <P>Os critérios para a inclusão dos recém-nascidos pré-termo no estudo foram os  seguintes: </P>     <P>1) O tempo de gestação entre 26-36 semanas de acordo com a escala de  Dubowitz;</P>     <P>2) Peso, comprimento e perímetro cefálico adequados à idade gestacional;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>3) A receberem alimentação artificial (mesma fórmula); </P>     <P>4) Saudáveis; </P>     <P>5) Clinicamente estáveis; </P>     <P>6) Uma permanência na unidade de cuidados intensivos neonatais inferior a 45  dias;</P>     <P>7) Sem história de gestação com abuso de álcool; </P>     <P>8) Nacionalidade portuguesa; </P>     <P>9) Com permanência em incubadora durante todo o estudo. </P>     <P><I>Critérios de exclusão </I></P>     <P>Foram excluídos do estudo dois recém-nascidos que durante o decurso da  investigação agravaram o seu estado clínico e três por violação do protocolo de  intervenção estabelecido, nomeadamente saída da incubadora por razões de gestão  de vagas e necessidade de incubadoras. </P>     <P><I>Cuidados de natureza ética e legal </I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Todos os pais dos recém-nascidos pré-termo participantes assinaram um termo  de consentimento livre e esclarecido. O estudo obedeceu às directrizes e normas  reguladoras de pesquisas envolvendo seres humanos <SUP>29</SUP>. Foi aprovado  pela comissão de ética das instituições onde o estudo decorreu, assim como,  autorizada a sua realização pelas direcções das Instituições. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Procedimentos </B></I></P>     <P>Foi realizado um estudo experimental de desenho antes-após com a manipulação  da intervenção de enfermagem, a massagem, (variável independente), para avaliar  os seus efeitos sobre algumas variáveis dependentes, numa situação de controlo.  </P>     <P><I>Delineamento e formação dos grupos </I></P>     <P>O estudo foi realizado com dois grupos de recém-nascidos pré-termo internados  nas unidades de cuidados intermédios neonatais, um experimental e outro de  controlo. Os participantes foram alocados aleatoriamente para cada um dos  grupos. Obtiveram-se dois grupos aleatórios, um grupo de controlo com 16  recém-nascidos pré-termo recebendo o tipo de cuidados padrão da unidade e que  não foram sujeitos a massagem e, um outro grupo, o de tratamento, com o mesmo  número de recém-nascidos pré-termo recebendo o mesmo tipo de cuidados<I>  standard</I> da unidade mas com aplicação de massagem segundo o protocolo  estabelecido. </P>     <P><I>Critérios de homogeneidade entre grupos </I></P>     <P>Para se garantir ao máximo possível a homogeneidade entre os grupos para além  da distribuição aleatória foi avaliada a equivalência entre os grupos pela  comparação de algumas variáveis: complicações do foro obstétrico, complicações  pós natais, tempo de gestação, duração do internamento na unidade de cuidados  intensivos, duração do internamento antes do inicio do estudo, peso, comprimento  e perímetro cefálico ao nascer, índice peso/comprimento ao nascer, índice de  Apgar ao 1º e ao 5º minutos, peso à entrada no estudo, idade da mãe, sexo e  tempo médio diário de contacto físico humano.</P>     <P>As complicações do foro obstétrico foram quantificadas através da Escala de  Complicações Obstétricas <SUP>30,31</SUP> no 1º dia do estudo. Esta escala é  composta por 41 itens cujo conteúdo foi retirado do processo clínico da mãe e do  recém-nascido pré-termo e na ausência de algum dado foi perguntado à mãe. Os  itens foram classificados como óptimos e não óptimos. A pontuação resumida  forneceu uma indicação do número de condições óptimas presentes durante a  gestação.</P>     <P>As complicações pós natais foram quantificadas utilizando a Escala de  Complicações Pós-Natais <SUP>31,32</SUP>. Esta escala é composta por 10 itens,  classificados como óptimos e não óptimos, cuja informação foi retirada dos  processos clínicos e na ausência de algum foi perguntado à mãe. Para cada  recém-nascido pré-termo foi efectuada uma avaliação no 1º dia do estudo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Quanto aos dados relativos ao tempo de gestação, duração do internamento na  unidade de cuidados intensivos, duração do internamento antes do início do  estudo, peso, comprimento e perímetro cefálico ao nascer, índice  peso/comprimento ao nascer, índice de Apgar ao 1º e ao 5º minutos, peso à  entrada no estudo, idade da mãe e sexo foram retirados dos processos clínicos  dos recém-nascidos pré-termo.</P>     <P>O tempo de contacto físico humano proporcionado aos recém-nascidos pré-termo  controlou-se através do registo em minutos e em folha própria, em ambos os  grupos nas modalidades de tocar através das portinolas, de colo e de colo para  alimentar os recém-nascidos pré-termo, isto por parte tanto dos pais/visitas dos  pré-termos como das enfermeiras prestadoras de cuidados.</P>     <P>Não foi possível cegar a intervenção de enfermagem massagem dada a filosofia  de cuidados de saúde das unidades enfatizar e permitir a permanência da mãe nas  unidades e, a restante equipa de saúde visualizar a aplicabilidade da massagem  nos recém-nascidos pré-termo e assim, saberem quais os recém-nascidos pré-termo  alocados para cada grupo. No entanto, as nossas colaboradoras que efectuaram os  registos não tinham conhecimento da direcção de causalidade das hipóteses a  testar eliminando assim quaisquer predisposições originadas pelas expectativas e  previsões.</P>     <P>Após serem empregues testes estatísticos obtiveram-se grupos equivalentes  quer ao nível basal quer ao nível das condições em que o estudo decorreu. </P>     <P><I>Codificação da variável experimental </I></P>     <P>A variável experimental foi uma intervenção de enfermagem, a massagem. Foi  utilizada uma técnica de massagem de tipo sueco, utilizada nas investigações  realizadas no Touch Research Institute, na Florida, por Tiffany Field e restante  equipa de investigação, tendo-nos sido autorizada a sua utilização e gentilmente  cedida em protocolo e em suporte magnético.</P>     <P>O protocolo de execução da massagem consistiu de três sessões de massagens  diárias, durante cinco dias consecutivos e com três sessões diárias sendo: a  primeira, quarenta e cinco minutos após a 1ª refeição da manhã; a segunda,  quarenta e cinco minutos após a 2ª refeição da manhã e a terceira, quarenta e  cinco minutos após a 3ª refeição da manhã.</P>     <P>Assim, cada recém-nascido pré-termo recebeu um total de 15 massagens. Cada  sessão de massagem teve a duração total de 15 minutos e incluiu 3 fases  padronizadas de 5 minutos cada. A primeira e a terceira fases consistiram em  estimulação táctil de diversas partes do corpo e a segunda fase, a intermédia,  consistiu de estimulação cinestésica. Para a fase de estimulação táctil o  recém-nascido pré-termo foi colocado em decúbito ventral com a cabeça voltada  para o lado; foi massajado com firmeza, com as partes internas dos dedos de  ambas as mãos sem nunca perderem o contacto com a pele dos recém-nascidos  pré-termo, durante um minuto, em cada uma das regiões do corpo, com uma  sequência própria.</P>     <P>Durante o período de cada estimulação táctil cinestésica não foi  proporcionado outro tipo de estimulação, nomeadamente o diálogo.</P>     <P>A massagem foi feita sem lubrificante através das portinolas da incubadora  permanecendo o recém-nascido pré-termo durante toda a intervenção na incubadora  com temperatura controlada.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A estimulação foi administrada por 31 enfermeiras das unidades onde a  pesquisa se desenvolveu, treinadas para a execução da técnica e com fiabilidade  e validade na execução da massagem <SUP>1</SUP>.</P>     <P>De forma a garantir que a intervenção manipulada não fosse prejudicial no  curso clínico do desenvolvimento dos recém-nascidos pré-termo, durante a sua  aplicabilidade e nos 10 minutos seguintes foram observados e listados os seus  comportamentos nos vários subsistemas de desenvolvimento: autonómico, motor,  estado e nível de atenção.</P>     <P>Os comportamentos de desorganização observados foram: </P>     <P>&#151; a nível do funcionamento do subsistema autónomo: </P>     <P>&#151; alterações na frequência cardíaca, na pressão arterial, na respiração  (pausas e<I> gasping</I>) e diminuição na saturação de oxigénio; </P>     <P>&#151; alterações de coloração da pele, palidez, mosqueamento, pele acinzentada ou  cianótica; </P>     <P>&#151; respostas viscerais como soluços, náuseas ou vómitos, eructação, salivação,  evacuação ou fazer força como se estivesse a evacuar, flatulência; </P>     <P>&#151; tremores e sustos; </P>     <P>&#151; alterações de temperatura. </P>     <P>&#151; a nível do subsistema motor o bebé: </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&#151; flacidez da face, tronco e extremidade; </P>     <P>&#151; hipertonicidade de extremidades ou tronco; </P>     <P>&#151; actividade frenética ou difusa; </P>     <P>&#151; afastamento de dedos (abre a mão e afasta os dedos); </P>     <P>&#151; caretas e testa e sobrancelhas franzidas; </P>     <P>&#151; projecção de língua; </P>     <P>&#151; manobras protectivas como mão na face, extensão do braço. </P>     <P>&#151; no subsistema organização de estado e nível de atenção: &#151; períodos de  inquietação, irritabilidade, choramingo ou choro; </P>     <P>&#151; movimentos oculares descoordenados; </P>     <P>&#151; transição abrupta entre estados; </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&#151; activamente desviar o olhar (olhar para longe ou fechar os olhos);</P>     <P>&#151; baixo nível de alerta caracterizado por um olhar sem brilho, com olhos  vidrados parecendo olhar através ao invés de para o objecto ou cuidador;</P>     <P>&#151; hiper alerta com olhos bem abertos com uma expressão de pânico ou um olhar  preocupado;</P>     <P>&#151; espirrar;</P>     <P>&nbsp;&#151; bocejar. </P>     <P>Caso os recém-nascidos pré-termo apresentassem comportamentos de  desorganização dos subsistemas de desenvolvimento era feito a manobra de  contenção e se persistissem era suspensa a massagem. </P>     <P><I>Operacionalização da variável dependente: estabilidade fisiológica  </I>Esta variável foi operacionalizada através dos parâmetros  cárdio-respiratórios de frequência cardíaca (FC), de frequência respiratória  (FR), de tensão arterial sistólica (TAs) e diastólica (TAd) e saturação  periférica de oxigénio (SpO2), assim como, de temperatura (T). Foram avaliados  com recurso a um sistema de monitorização modular especifica para unidades de  cuidados intermédios, antes e após cada sessão de massagem e em igual período  aos recém-nascidos pré-termo não sujeitos a estimulação.</P>     <P>Os valores que se referem no início foram colhidos imediatamente antes da  abertura das portas da incubadora e os valores do final da intervenção foram  colhidos 10 minutos após o encerramento das portas das incubadoras. Estas  medições foram feitas durante os cinco dias de execução do protocolo de  massagem.</P>     <P>Antes de se iniciar a fase da colheita de dados do estudo e para garantir a  uniformização dos registos, as colaboradoras tiveram sessões de treino sobre  todos os registos a efectuar.</P>     <P>Os instrumentos de medição foram iguais e aplicados da mesma maneira durante  todo o estudo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P><I><B>Caracterização basal da amostra </B></I></P>     <P>Analisando os resultados apresentados no tabela 1, relativo ao estudo da  equivalência entre o grupo experimental e o grupo de controlo em várias  variáveis, podemos constatar que não foram encontradas quaisquer diferenças  estatisticamente significativas entre os dois grupos em estudo ao nível das  variáveis tempo de gestação, duração do internamento na unidade de cuidados  intensivos neonatais, duração do internamento antes do início do estudo, peso ao  nascer, comprimento ao nascer, perímetro cefálico ao nascer, índice  peso/comprimento ao nascer, Apgar ao 1º e ao 5º minuto, complicações  obstétricas, complicações pósnatais, peso antes do início do estudo, idade da  mãe, sexo dos recém-nascidos pré-termo e tempo médio global de contacto.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 1 </B></P>     <P><B>Estudo da equivalência entre o grupo experimental e o grupo de controlo </B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Este facto permite-nos afirmar que os recém-nascidos pré-termo dos grupos,  experimental e de controlo, tinham características semelhantes pelo que  concluímos que os grupos eram homogéneos, quer ao nível das condições basais  quer ao nível das condições em que o estudo decorreu. </P>     <P><I><B>Resultados </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Através da aplicação de testes de Análise da Variância de dois factores com  medidas repetidas num factor pudemos comparar, ao longo do tempo, os dois grupos  e assim procurar avaliar os efeitos da massagem na estabilidade fisiológica dos  recém nascidos pré-termo internados em unidade de cuidados intermédios  neonatais.</P>     <P>Nas situações em que a interacção do grupo com o tempo se revelou  estatisticamente significativa aplicámos o teste Newman-Keuls como teste  post-hoc. </P>     <P><I>Temperatura </I></P>     <P>Verificou-se que, para as temperaturas antes da massagem, a interacção do  grupo com o tempo é estatisticamente significativa com p = 0,006 e que os  efeitos independentes do grupo e do tempo não são significativos.</P>     <P>A aplicação do teste post-hoc revelou que não são estatisticamente  significativas as diferenças observadas entre os grupos ou dentro dos  grupos.</P>     <P>A análise do tabela 2 revela que não existe uma tendência definida em  qualquer dos grupos, situação ilustrada na figura 1. Verificou-se que,  independentemente do grupo, houve dias em que as temperaturas eram mais altas e  outros em que eram mais baixas. </P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 2 </B></P>     <P><B>Temperatura média diária antes da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 1</B></P>     <P><B>Temperatura média diária antes da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Como podemos verificar pelos resultados apresentados no tabela 3 e  representado na figura 2, idêntica situação se regista para as temperaturas após  a massagem. O efeito da interacção entre o grupo e o tempo é significativo (p =  0,027) mas os efeitos individuais destas variáveis não o são.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 3 </B></P>     <P><B>Temperatura média diária depois da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 2</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Temperatura média diária depois da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>A aplicação do teste post-hoc revelou que não existem quaisquer diferenças  estatisticamente significativas entre grupos ou dentro dos grupos e não existe  uma tendência bem definida para a evolução das temperaturas corporais. </P>     <P><I>Saturação de oxigénio </I></P>     <P>Analisando o tabela 4 e visualizando a figura 3 verificamos que nenhum dos  factores ou a sua interacção apresentam efeitos estatisticamente significativos  sobre a saturação de oxigénio antes da massagem. Em ambos os grupos verifica-se  que os valores tenderam a aumentar ao longo do tempo e que a evolução é  relativamente semelhante nos bebés dos dois grupos.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 4 </B></P>     <P><B>Saturação periférica de O<sub>2</sub> média diária antes da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 3</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Saturação periférica de O<sub>2</sub> média diária antes da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>No que respeita à saturação de oxigénio após a massagem verificamos que  nenhum dos factores (grupo e tempo) nem a sua interacção evidenciaram efeito  estatisticamente significativo (tabela 5).</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 5 </B></P>     <P><B>Saturação periférica de O<sub>2</sub> média diária depois da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>      <P>No entanto, a análise da figura 4, revela uma tendência para aumento dos  valores nos bebés do grupo experimental, enquanto nos bebés do grupo de controlo  a tendência foi pouco definida.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 4</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Saturação de O<sub>2</sub> média diária depois da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Frequência respiratória </I></P>     <P>Também para a frequência respiratória antes da massagem se constata que  nenhum dos factores ou a sua interacção têm efeito significativo (tabela 6).</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 6 </B></P>     <P><B>Frequência respiratória média antes da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t6.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>A análise da figura 5 revela que em ambos os grupos não existe uma evolução  definida ao longo do tempo embora pareça que os bebés do grupo experimental  apresentam frequências respiratórias mais baixas que os bebés do grupo de  controlo.</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Figura 5</B></P>     <P><B>Frequência respiratória média antes da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>O grupo, o tempo e a sua interacção não têm efeitos significativos sobre a  frequência respiratória dos recémnascidos depois da massagem (tabela 7). Não se  registam diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos e a  figura 6 sugere-nos que a evolução dos dois grupos é relativamente semelhante.  </P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 7</B></P>     <P><B>Frequência respiratória média depois da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t7.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 6</B></P>     <P><B>Frequência respiratória média depois da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f6.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><I>Frequência cardíaca </I></P>     <P>Como podemos constatar pelos resultados apresentados na tabela 8 os efeitos  do grupo, do tempo e da sua interacção sobre a frequência cardíaca antes da  massagem não são estatisticamente significativos.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 8</B></P>     <P><B>Frequência cardíaca média antes da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t8.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Observando a figura 7 verificamos que os bebés do grupo experimental tendem a  evidenciar frequências cardíacas ligeiramente mais baixas que as do grupo de  controlo.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 7</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Frequência cardíaca média antes da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f7.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Também para a frequência cardíaca média depois da massagem verificamos que  nenhum dos factores apresenta efeito estatisticamente significativo (tabela  9).</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 9</B></P>     <P><B>Frequência cardíaca média depois da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t9.jpg">      
<p>&nbsp;</p>      <P>A análise da figura 8 revela que a evolução dos valores ao longo do tempo é  relativamente semelhante, principalmente a partir do 3º dia.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 8</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Frequência cardíaca média depois da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f8.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Tensão arterial </I></P>     <P>Relativamente à tensão arterial máxima antes da massagem, verificamos que só  o factor tempo tem um efeito significativo com p = 0,047 (tabela 10). Este  efeito deve-se principalmente aos valores registados no 2º e 3º dia no grupo de  controlo. A variação é suficientemente grande para que possa ser considerada  estatisticamente significativa. Entre os restantes valores registados para este  grupo e os valores registados para o grupo experimental não se observaram  quaisquer diferenças significativas, o mesmo ocorrendo entre os valores dos dois  grupos.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 10</B></P>     <P><B>Tensão arterial máxima antes da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t10.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>O perfil de tensões arteriais máximas é semelhante para os dois grupos  principalmente o 2º dia (fig. 9).</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Figura 9</B></P>     <P><B>Tensão arterial máxima antes da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f9.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Após a massagem, a tensão arterial máxima continua a sofrer o    efeito significativo do factor tempo (p = 0,020), mas não do factor grupo ou    da interacção entre as duas variáveis. Tal como para os valores antes da massagem,    o efeito do factor tempo ocorre principalmente em consequência dos valores registados    para o grupo de controlo no 2º e 3º dia (tabela 11).</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 11</B></P>     <P><B>Tensão arterial máxima depois da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t11.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Como podemos constatar pela análise da figura 10<B>,</B> o perfil de tensão  arterial máxima dos bebés do grupo experimental tende a aproximar-se do perfil  dos bebés do grupo de controlo.</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Figura 10</B></P>     <P><B>Tensão arterial máxima depois da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f10.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Com base na análise do tabela 12 e ilustração da figura 11 quanto    à tensão arterial mínima antes da massagem, os dados revelam algo semelhante    ao observado para a máxima, ou seja, o efeito significativo do factor tempo    (p = 0,038) e os efeitos não significativos do factor grupo e da interacção.    Embora os perfis dos dois grupos se assemelhem, verificamos que os bebés do    grupo experimental tendem a evidenciar tensões mínimas mais elevadas que os    do grupo de controlo. No entanto, as diferenças observadas entre os grupos não    são estatisticamente significativas.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 12</B></P>     <P><B>Tensão arterial mínima antes da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t12.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 11</B></P>     <P><B>Tensão arterial mínima antes da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f11.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Após a massagem o perfil de tensões dos bebés do grupo experimental ao longo  dos cinco dias afasta-se do perfil dos bebés do grupo de controlo mas, tal como  podemos verificar pelos dados apresentados no tabela 13 e ilustrado na figura  12, nenhum dos factores (grupo e tempo) ou a sua interacção apresentam efeitos  significativos sobre os valores das tensões arteriais mínimas.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tabela 13</B></P>     <P><B>Tensão arterial mínima depois da massagem</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10t13.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Figura 12</B></P>     <P><B>Tensão arterial mínima depois da massagem em função da interacção Grupo × Tempo</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a10f12.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Durante a aplicação das sessões de massagem e nos 10 minutos seguintes não  foram observados nos recémnascidos comportamentos de desorganização nos vários  subsistemas de desenvolvimento: autonómico, motor, estado e nível de  atenção.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão </B></P>     <P>As estratégias de intervenção serão mais eficazes e eficientes quanto mais  conhecermos a sua influência nos processos neurofisiológicos e no  desenvolvimento das funções vitais do recém-nascido pré-termo<SUP>33</SUP>. Dado  também haver uma relação entre manipulação, cuidados de rotina nos  recém-nascidos prétermo e reacções adversas no sistema autónomo dos mesmos,  apontada por vários autores<SUP>6,28,34</SUP> investigou-se quais os efeitos da  massagem no funcionamento deste sistema através da saturação de oxigénio,  frequência cardíaca e respiratória, tensão arterial e temperatura. Foram  formuladas várias hipóteses de causalidade entre a massagem e alterações nestes  parâmetros fisiológicos nos recém-nascidos pré-termo. </P>     <P>As descidas agudas de saturação de oxigénio têm efeitos graves levando ao  aumento do risco de distúrbios na hemodinâmica cerebral<SUP>35</SUP>. Assim, a  hipótese nº 1 do estudo enunciava que os recém nascidos pré-termo durante a  massagem apresentavam alterações na saturação periférica de oxigénio  comparativamente aos recém-nascidos do grupo de controlo em igual período. </P>     <P>Ao estudarmos a causalidade da massagem nesta variável verificamos que nenhum  dos factores ou a sua interacção apresentou efeitos estatisticamente  significativos pelo que não se confirmou a hipótese formulada. Assim, concluímos  que é seguro este cuidado face à estabilidade da saturação periférica de  oxigénio. Estes resultados obtidos vão de encontro aos de Morrow et  al.<SUP>36</SUP> e Alcolet et al.24 que também concluíram que a massagem nos  recém-nascidos prétermo estáveis constituiu uma intervenção de enfermagem segura  sem compromisso a nível do parâmetro de saturação periférica de oxigénio.</P>     <P>A resposta cardio-respiratória no recém-nascido pré-termo pode ser entendida  como um conjunto de informações que o mesmo fornece sobre as estratégias que  desenvolve para responder ao stress provocado pelas intervenções a que é  sujeito. A informação fornecida pela resposta fisiológica do recém-nascido  pré-termo pode ser usada como um indicador da sua capacidade de organização,  determinando desta forma a quantidade e qualidade dos cuidados a que este  recém-nascido é submetido, razão pela qual a sua resposta cardio respiratória  deve ser sempre considerada.</P>     <P>A irregularidade da respiração, tanto o aumento como diminuição, é um sinal  de instabilidade do sistema nervoso autónomo<SUP>37</SUP>. O aumento da  frequência cardíaca tem sido relacionado com o gasto de energia e atraso de  crescimento<SUP>38</SUP>.</P>     <P>Algumas investigações efectuadas em recém-nascidos de termo e recém-nascido  pré-termo, indicam que estes respondem as exigências do meio, como manipulação,  cuidados e interacções sociais com aumento do valor da frequência  cardíaca<SUP>39,40</SUP>.</P>     <P>Face à medição da causalidade entre a massagem e os parâmetros de tensão  arterial, frequência respiratória e cardíaca, enunciadas nas hipóteses nº 2, 3 e  4 deste estudo concluímos que o grupo, o tempo e a sua interacção não tiveram  efeitos estatisticamente significativos sobre as variáveis. Assim, não se  confirmam as hipóteses formuladas que prediziam que a massagem provocava  alterações nestes parâmetros fisiológicos pelo que constitui uma intervenção de  enfermagem de estimulação segura a nível da estabilidade das frequências  respiratória e cardíaca e tensão arterial. Os resultados obtidos relativos a  estabilidade de frequência respiratória vão de encontro aos resultados de um  estudo de Field<SUP>13</SUP> em recémnascidos pré-termo com características  semelhantes mas com exposição cocaína que revelaram estabilidade neste parâmetro  fisiológico, contudo não são consistentes a nível da frequência cardíaca que  revelaram alterações significativas (p=0,002), nomeadamente 158,8 batimentos/min  no grupo experimental e 154,7 batimentos/min. no grupo de controlo.</P>     <P>Investigou-se também a relação entre a variável massagem e os níveis de  temperatura corporal dos recém-nascidos pré-termo.Verificou-se que no período  antes da execução da massagem a interacção do grupo com o tempo foi  estatisticamente significativa com um p=0,006 e que os efeitos independentes do  grupo e do tempo não foram significativos. Com a aplicação do teste pos-hoc  verificamos que estas diferenças não foram significativas. Situação idêntica se  verificou no período depois da massagem. Com estes resultados não se confirma a  hipótese formulada (nº 5) que predizia existir alterações na temperatura  corporal durante a massagem.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os nossos resultados de estabilidade da temperatura corporal nos  recém-nascidos pré-termo durante a execução da massagem não são consistentes com  os obtidos no estudo de Alcolet et al.<SUP>24</SUP> que detectou uma ligeira  diminuição na temperatura nos recém-nascidos pré-termo massajados. Vão de  encontro aos resultados de um estudo de Field<SUP>13</SUP> em recém nascidos  pré-termo com características semelhantes, à excepção de serem filhos de mães  toxicodependentes, que revelou estabilidade neste parâmetro fisiológico.</P>     <P>Com base nos resultados apresentados relativos à causalidade da massagem  sobre parâmetros fisiológicos concluímos que este tipo de intervenção de  enfermagem de estimulação suplementar foi segura nos recém nascidos pré-termo  saudáveis, clinicamente estáveis e internados em unidades de cuidados  intermédios neonatais em estudo.</P>     <P>Pensamos que esta pesquisa apresenta validade interna pelo estudo efectuado  da equivalência entre o grupo experimental e o grupo de controlo, obtendo-se  grupos homogéneos e pelo próprio modelo seleccionado, pré/teste-pós/teste e com  grupo de controlo, garantirem deste modo todo o controlo de todas as fontes de  invalidação interna, isto segundo Sampieri, Collado e Lucio<SUP>41</SUP>. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Conflito de interesse </B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <P>1. Freitas OM. Massagem e cuidados de enfermagem neonatais. Porto: Instituto  de Ciências Biomédicas Abel Salazar; 2002. Monografia realizada no âmbito do  Curso de Mestrado em Ciências de Enfermagem. </P>     <P>2. Gomes–Pedro JC. A relação mãe–filho: influência do contacto precoce no  comportamento da díade. Lisboa: Estudos Gerais; 1985. (Série Universitária).  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>3. Bowlby J. Apego. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes; 1990. </P>     <!-- ref --><P>4. Gomes–Pedro JC. Intervenção precoce em pediatria: análise de alguns dos  efeitos num contexto de desenvolvimento infantil e familiar. Rev Portugu  Pediatr. 1991;22:43–52. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S0870-9025201000020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. Gomes–Pedro JC, et al. Prematuridade e desenvolvimento. Acta Pediatrica  Portuguesa. 1997;28: 405–10. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S0870-9025201000020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>6. Field TM. Interactions of preterm and term infants with their lower–and  middle–class teenage and adult mothers. In: Field TM, editor. High–risk infants  and children. New York (NY): Academic Press; 1980. p. 113–131. </P>     <!-- ref --><P>7. Field TM. Interventions for premature infants. J Pediatr.  1986;109:183–191. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S0870-9025201000020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. Field TM. Infant massage. Zero to Three. 1993;14:8–11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S0870-9025201000020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9. Field TM. Massage therapy for infants and children. J Dev Behav Pediatr.  1995a;16:105–11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0870-9025201000020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>10. Field TM. Touch in early development. New Jersey: Lawrence Erbaum  Associates; 1995b. </P>     <!-- ref --><P>11. Field TM. Maternal depression effects on infants and early interventions.  Prev Med. 1998a;27:200–3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S0870-9025201000020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. Field TM. Massage therapy effects. American Phychologics.  1998b;53:1270–81. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000282&pid=S0870-9025201000020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>13. Field T. Touch therapy. London: Churchill Livingstone; 2000. </P>     <!-- ref --><P>14. Field TM. Preterm infant massage therapy studies: an American approach.  Semin Neonatol. 2002;7:487–94. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000284&pid=S0870-9025201000020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>15. Field TM. Touch. Cambridge, MA: MIT Press, 2003. </P>     <!-- ref --><P>16. Field TM, Scafidi F, Schaberg S. Massage of preterm newborns to improve  growth and developement. Pediatric Nursing. 1987;13:385–7. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000286&pid=S0870-9025201000020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. Field TM, Diego M, Hernandez–Reif M. Massage therapy research.  Developmental Review. 2006;27:75–89. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S0870-9025201000020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. Field TM, Schanberg SM, Scafidi F, Bauer CR, Vega–Lahr N, Garcia R, et  al. Tactile/kinesthetic stimulation effects on preterm neonates.  Pediatrics.1986;77:654–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000288&pid=S0870-9025201000020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. Field TM, Fernandez–Reif M, Freedman J. Stimulation programs for preterm  infants. Social Policy Report. 2004a;18:1–19. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S0870-9025201000020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. Field TM, Hernandez–Reif M, Diego M, Feijo L, Vera Y, Gil K. Massage  therapy by parents improves early growth and development. Infant Behavior and  Development. 2004b; 27: 435–42. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000290&pid=S0870-9025201000020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. Field TM, et al. Modurate versus light pressure massage therapy leads to  greater weight gain in preterm infants. Infant Behavior and Development.  2006;29:574–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S0870-9025201000020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. Field TM, Hernandez–Reif M. Sleep problems in infants decrease following  massage therapy. Early Child Development and Care. 2001;168:95–104. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000292&pid=S0870-9025201000020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23. Ottenbacher K J, Muller L, Brandt D, Heintzelman A, Hojem P, Sharpe P.  The effectiveness of tactile stimulation as a form of early intervention: a  quantitive evaluation. J Dev Behav Pediatr. 1987;8:68–76. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S0870-9025201000020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>24. Alcolet D, Modi N, Giannakoulopoulos X, Bond C, Weg W, Clow A, et al.  Changes in plasma cortisol and catecholamine concentrations in response to  massage in preterm infants. Arch Dis Child. 1993;68:29–31. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000294&pid=S0870-9025201000020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>25. Montagu A. Touch: the human significan of the skin. New York: Columbia  University Press; 1971. </P>     <P>26. Montagu A. Tocar: o significado humano da pele. 6ª ed. São Paulo: Summus  Editorial; 1986. </P>     <!-- ref --><P>27. Gomes–Pedro JC, et al. Aspectos precoces da orientação sensorial  infantil. Rev Portug Pediatr. 1988;19:7–11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S0870-9025201000020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>28. Harrison LL. The use comforting touch and massage to reduce stress in  preterm infants in neonatal intensive care. Newborn and Infant Nursing Reviews.  2001;1:235–41. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000298&pid=S0870-9025201000020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>29. Fortin MF. O processo de investigação da concepção à realização. Lisboa:  Lusociência; 1999. </P>     <P>30. Littman B, Parmelee AH. Manual for obstetric complications. Los Angeles  (CA): Infant Studies Project. Department of Pediatrics. School of Medicine.  University of California; 1974a. </P>     <!-- ref --><P>31. Littman B, Parmelee AH. Medical correlates of infant''s development.  Pediactrics. 1978;61:470–74. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S0870-9025201000020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>32. Littman B, Parmelee AH. Manual for pediatrics complications. Los Angeles  (CA): Infant Studies Project. Department of Pediatrics. School of Medicine.  University of California; 1974b. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>33. Porges S. W. Physiological regulation in high–risk infants: a model for  assessment and potencial intervention. Development and Phychopathology.  1996;8:43–58. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S0870-9025201000020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>34. Pacheco MMFR. Avaliação das alterações cardio–respiratórias resultantes  da manipulação do recém–nascido pré–termo ventilado. Porto: Faculdade de  Medicina da Universidade do Porto; 2001. Monografia realizada no âmbito do Curso  de Mestrado. </P>     <!-- ref --><P>35. Meisis S, Plunkett JW, Roloff DW, Pasick PL, Stiefel GS. Growth and  development of preterm infants with respiratory distress syndrome and  bronchopulmonary dysplasia. Pediatrics. 1986;77:345–52. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000305&pid=S0870-9025201000020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>36. Morrow CJ, Field TM, Scafidi, FA, Roberts, J, Eisen, L, Larson, SK et al.  Differential effects of massage and heelstick procedures on transcutaneous  oxygen tension in preterm neonates. Infant Behavior in Development.  1991;14:397–414. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000306&pid=S0870-9025201000020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>37. Als H. Toward a synactive theory of development: promise for the  assessment and support of infant individuality. Infant Mental Health J. 1982;3  229–43. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000307&pid=S0870-9025201000020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>38. Chessex P, Reichman BL, Verellen GJ, Putet G, Smith JM, Heim T, et al.  Relation between heart rate and energy expenditure in the newborn. Pediatric  Research. 1981;15:1077–82. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000308&pid=S0870-9025201000020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>39. Gorski PA, Hole WT, Leonard CH, Martin JA. Direct computer recording of  premature infants and nursery care: distress following two interventions.  Pediatrics. 1983;72:198–202. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000309&pid=S0870-9025201000020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>40. Sweeney JK. Physiologic adaptation of neonates to neurological  assessment. Physical and Occupational Therapy in Pediatrics. 1896;6:225–81. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000310&pid=S0870-9025201000020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>41. Sampieri RH, Collado CF, Lucio PB. Metodologia de pesquisa. 3ª ed. São  Paulo: McGraw–Hill; 2006. </P>     <P>&nbsp;</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Recebido em 9 de Novembro de 2009</I></P>      <P><I>Aceite em 16 de Junho de 2010 </I></P>       ]]></body><back>
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<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Gomes-Pedro]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intervenção precoce em pediatria: análise de alguns dos efeitos num contexto de desenvolvimento infantil e familiar]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Portugu Pediatr.]]></source>
<year>1991</year>
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<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Gomes-Pedro]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prematuridade e desenvolvimento]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatrica Portuguesa.]]></source>
<year>1997</year>
<volume>28</volume>
<page-range>405-10</page-range></nlm-citation>
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<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
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