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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Biotoxinas emergentes em águas europeias e novos riscos para a saúde pública]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In Europe, public health problems related to marine biotoxins have been largely related to consumption of bivalve contaminated by toxic microalgae, like in other temperate zones of the planet. However, in Mediterranean countries new public health risks have starting to be recurrent since the first decade of the xxi century. Climate changing seems to be favouring the appearance of biotoxins common only in tropical zones at progressively higher latitudes. In this review the problems that progressively emergent biotoxins have been causing in Southern Europe, including palytoxins, tetrodotoxins and ciguatoxins, will be summarised. The presence of palytoxins in the Mediterranean sea led to the inclusion of the aerosol exposure route in the transfer of biotoxins to man. Until recently, only food ingestion was a known route. Exposure to marine aerosol was already responsible for a few outbreaks of respiratory symptoms in Italy and Spain. These biotoxins are produced by the microalgae Ostreopsis ovata. These problems occurred in summer time in sheltered bays, affecting inhabitants and tourists. The opening of the Suez Channel created the appropriate conditions for the establishment in the east Mediterranean Sea of the puffer-fish Lagocephalus sceleratus, originating in the Red Sea, bearing tetrodotoxins. Specimens were captured in the Aegan Sea on several occasion and caused some food poisonings in Israel, having constituted permanent populations in this area. Juvenile specimens might be confused with other edible fish and consumed by mistake. Until 2004, the registered cases of ciguatera fish poisoning in European countries originated from previous travel to risk areas, such as Caribbean Sea, Indic or Pacific Oceans. Fish contaminated with ciguatera toxins was first captured in 2004 at the Canary Islands. Recurrence of the phenomena further north in 2008, with fish captured at Selvagens Islands (Madeira Arquipelago), and in end of 2008 again in Canary Islands, led to the establishment of size limits for fish harvest. The species implicated in the most severe outbreaks always belonged to Seriola spp (amberjack). The recent identification of ciguatera toxins in Seriola fasciata, and the progressive presence of this species from the eastern Mediterranean until the Aegean sea, raise concern about the future expansion of ciguateric fish in the Mediterranean. An isolated case of food poisoning after trumpet shell contaminated with tetrodotoxins, also questions what will be the possible future extension of emergent biotoxins in the Mediterranean.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Biotoxinas emergentes em águas europeias e novos riscos para a saúde  pública</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>Paulo Vale<SUP>a</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Instituto Nacional de Recursos Biológicos, I.P. – Instituto de  Investigação das Pescas e do Mar, Lisboa, Portugal. <A href="mailto:pvale@ipimar.pt">pvale@ipimar.pt</A></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>Resumo</B></P>    <P>Na Europa os problemas de saúde pública relacionados com  biotoxinas marinhas têm estado largamente associados ao consumo de bivalves  contaminados por microalgas tóxicas, à semelhança de outras zonas temperadas do  planeta. No entanto, nos países mediterrâneos novos riscos para a saúde pública  têm vindo a tornar–se recorrentes desde o início do século xxi. As alterações  climáticas parecem estar a favorecer a ocorrência de biotoxinas que  habitualmente apenas afectavam zonas tropicais, em latitudes progressivamente  superiores. Nesta revisão pretende–se resumir os principais problemas de  biotoxinas emergentes que tem estado a afectar progressivamente o sul da Europa,  em que estão envolvidas as palitoxinas, as tetrodotoxinas e as ciguatoxinas. A  presença de palitoxinas levou à inclusão da via respiratória na transferência de  biotoxinas para o Homen. Até recentemente apenas a via alimentar era conhecida  na Europa. Já ocorreram diversos episódios graves do foro respiratório em Itália  e Espanha. As biotoxinas envolvidas são produzidas pela microalga Ostreopsis  ovata. Estes problemas surgiram em baías abrigadas, modificadas artificialmente,  em períodos do verão em que se atingiram temperaturas elevadas da água do mar,  afectando habitantes e veraneantes. A abertura do Canal do Suez permitiu a  migração para o Mediterrâneo oriental do peixebalão Lagocephalus sceleratus  oriundo do Mar Vermelho, contaminado com tetrodotoxinas. Já foram capturados por  diversas vezes no mar Egeu e já causaram intoxicações em Israel, pelo que terão  constituído populações permanentes no Mediterrâneo oriental. Os juvenis podem  ser confundidos com outros peixes comerciais e consumidos por engano. Até 2004,  as intoxicações por ciguatera registadas em países europeus derivavam de viagens  prévias a zonas de risco como ilhas das Caraíbas ou do Oceano Índico ou  Pacífico. Peixe contaminado com toxinas ciguatéricas foi capturado pela primeira  vez em 2004 nas Ilhas Canárias. A recorrência do fenómeno mais a norte em meados  de 2008, com peixe capturado nas Ilhas Selvagens do Arquipélago da Madeira, e em  finais de 2008 com peixe novamente capturado nas Ilhas Canárias, levou ao  estabelecimento de limites de captura para certas espécies de peixes. O peixe  implicado nas intoxicações mais graves foi o charuteiro (Seriola spp.). A  recente identificação de toxinas ciguatéricas em Seriola fasciata, e o registo  progressivo da presença desta espécie desde o Mediterrâneo ocidental até ao Mar  Egeu, levantam também preocupações sobre a futura expansão de peixes  ciguatéricos no Mediterrâneo. Um caso isolado de uma intoxicação grave por  búzios contaminados com tetrodotoxinas também questiona qual a possível extensão  futura do problema causado pelas biotoxinas emergentes nesta região.</P>      <P><B>Palavras Chave:</B> Intoxicação alimentar. Alterações climáticas. Aerosol. Ostreopsis.  Peixe–balão. Ciguatera. Palitoxina. Tetrodotoxina.</P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>Emergent biotoxins in European waters and new public health risks</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Abstract</B></P>    <P>In Europe, public health problems related to marine  biotoxins have been largely related to consumption of bivalve contaminated by  toxic microalgae, like in other temperate zones of the planet. However, in  Mediterranean countries new public health risks have starting to be recurrent  since the first decade of the xxi century. Climate changing seems to be  favouring the appearance of biotoxins common only in tropical zones at  progressively higher latitudes. In this review the problems that progressively  emergent biotoxins have been causing in Southern Europe, including palytoxins,  tetrodotoxins and ciguatoxins, will be summarised. The presence of palytoxins in  the Mediterranean sea led to the inclusion of the aerosol exposure route in the  transfer of biotoxins to man. Until recently, only food ingestion was a known  route. Exposure to marine aerosol was already responsible for a few outbreaks of  respiratory symptoms in Italy and Spain. These biotoxins are produced by the  microalgae Ostreopsis ovata. These problems occurred in summer time in sheltered  bays, affecting inhabitants and tourists. The opening of the Suez Channel  created the appropriate conditions for the establishment in the east  Mediterranean Sea of the puffer–fish Lagocephalus sceleratus, originating in the  Red Sea, bearing tetrodotoxins. Specimens were captured in the Aegan Sea on  several occasion and caused some food poisonings in Israel, having constituted  permanent populations in this area. Juvenile specimens might be confused with  other edible fish and consumed by mistake. Until 2004, the registered cases of  ciguatera fish poisoning in European countries originated from previous travel  to risk areas, such as Caribbean Sea, Indic or Pacific Oceans. Fish contaminated  with ciguatera toxins was first captured in 2004 at the Canary Islands.  Recurrence of the phenomena further north in 2008, with fish captured at  Selvagens Islands (Madeira Arquipelago), and in end of 2008 again in Canary  Islands, led to the establishment of size limits for fish harvest. The species  implicated in the most severe outbreaks always belonged to Seriola spp  (amberjack). The recent identification of ciguatera toxins in Seriola fasciata,  and the progressive presence of this species from the eastern Mediterranean  until the Aegean sea, raise concern about the future expansion of ciguateric  fish in the Mediterranean. An isolated case of food poisoning after trumpet  shell contaminated with tetrodotoxins, also questions what will be the possible  future extension of emergent biotoxins in the Mediterranean.</P>      <P><B>Keywords:</B> Seafood poisoning. Climate changes. Aerosol. Ostreopsis. Puffer–fish.  Ciguatera. Palytoxin. Tetrodotoxin.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>As intoxicações humanas causadas por biotoxinas marinhas em zonas temperadas  do planeta são habitualmente atribuídas à contaminação de moluscos bivalves com  toxinas produzidas por algumas microalgas (a maioria dinoflagelados),  componentes esporádicos da sua alimentação em certos períodos do ano  <SUP>1</SUP>. Na Europa são bem conhecidos há várias décadas as síndromas  'intoxicação paralisante por marisco (PSP) e a 'intoxicação diarreica por  marisco' (DSP). Ambas continuam nos dias de hoje a serem as principais  biotoxinas habitualmente causadoras de extensa contaminação (quer em  concentração quer em duração temporal) nos bivalves da costa continental  portuguesa <SUP>2</SUP>. Este fenómeno sucede também noutras costas europeias,  causando grandes prejuízos económicos a todos os envolvidos na produção,  transformação e comercialização de bivalves.</P>     <P>A estas síndromas juntou-se nos anos 90 a 'intoxicação por azaspirácidos'  (AZP) e a 'intoxicação amnésica por mariscos' (ASP). No entanto, a distribuição  de toxinas AZP tem afectado exclusivamente países do norte da Europa, tendo  todos os casos conhecidos de intoxicações humanas que ocorreram entre 1995 e  2000 sido devidos a bivalves contaminados oriundos da Irlanda <SUP>3</SUP>. A  repetição sucessiva destes episódios deveu-se à falha nos bioensaios em ratinhos  em detectarem adequadamente níveis baixos de toxina relevantes para a saúde  humana. Não se sucederam mais intoxicações após a implementação da cromatografia  liquida acoplada a detecção por espectrometria de massa (LC-MS). Quanto à ASP,  tem afectado principalmente a indústria das vieiras, não se conhecendo  intoxicações humanas na Europa <SUP>4</SUP>. Isto deve-se à lenta eliminação da  toxina amnésica dos tecidos da vieira <SUP>5</SUP>. Na generalidade dos  restantes bivalves as toxinas ASP são encontradas por curtos períodos de tempo  <SUP>2</SUP>.</P>     <P>As alterações climáticas que se têm vindo a observar no planeta nas últimas  décadas foram tema recente nesta revista, relacionadas com o possível efeito na  distribuição futura das doenças parasitárias humanas <SUP>6</SUP>. Uma mudança  que tem vindo a tornar-se notória na primeira década do século XXI prende-se com  alterações na distribuição de diversas espécies marinhas que são prevalentemente  tropicais, para habitates sub-tropicais como o mar Mediterrâneo, discutida como  a tropicalização do Mediterrâneo <SUP>7</SUP>.</P>     <P>No entanto, o influxo atlântico via Estreito de Gibraltar e o aumento gradual  da temperatura superficial do mar mediterrâneo não são a única explicação para  esta alteração na biodiversidade. Pelo contrário, a análise de uma série  temporal de 61 anos frente à costa egípcia sugere a oscilação da temperatura com  o tempo em vez do aumento contínuo, cujo ciclo será muito superior a 61 anos  <SUP>8</SUP>.</P>     <P>Obras de engenharia de grande escala realizadas pelo Homem têm tido  reconhecidos impactos neste ecossistema marinho. A mais importante foi a  abertura do Canal do Suez em 1869. Desde então que progressivamente têm vindo a  ocorrer migrações de espécies aquáticas, principalmente no sentido Mar Vermelho  - Mar Mediterrâneo, conhecidas como migração Lessepsiana (derivada do nome do  engenheiro que projectou e supervisionou o Canal) <SUP>9</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Outra obra com impacto indirecto foi a Grande Barragem de Assuão, construída  na década de 1960, que alterou o regime de aporte de água doce e de sedimentos  ao Mediterrâneo oriental. Em pequena escala, temos a realização de portos de  abrigo e marinas que modificam localmente a circulação de água. Concorre ainda a  introdução intencional ou acidental de espécies exóticas através dos  incrustantes nos cascos dos navios, da água de balastro dos navios, aquacultura,  comércio de isco vivo, etc. <SUP>7</SUP>.</P>     <P>No respeitante à saúde humana, são relevantes quer a emergência de espécies  de microalgas tóxicas 'exóticas' quer de animais portadores de biotoxinas  marinhas em águas sub-tropicais. Neste artigo pretende-se rever os diversos  fenómenos ocorridos recentemente não apenas no sul da Europa, mas também em  territórios insulares do norte de África sob administração europeia. Estes  problemas são desconhecidos pela maioria dos profissionais de saúde europeus, e  podem afectar quer residentes permanentes, quer trabalhadores e turistas  frequentadores das áreas afectadas.</P>     <P>Não se pretende aqui aprofundar em detalhe as toxinas envolvidas, os  mecanismos de actuação a nível molecular/celular ou os métodos de detecção, mas  sim alertar para a sua sintomatologia de modo a facilitar o seu diagnóstico.  Existem diversas revisões sobre as biotoxinas marinhas habitualmente encontradas  em zonas tropicais. Destacam-se o livro de acesso aberto da FAO <SUP>10</SUP>;  diversos artigos de acesso aberto no jornal electrónico<I> Marine Drugs</I>  <SUP>11-15</SUP> e o recente volume da revista<I> Toxicon</I>, dedicado  exclusivamnte a 'Toxinas em produtos da pesca' <SUP>16</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Ostreopsis ovata </B></I><B>e palitoxinas </B></P>     <P>Desde os finais da década de 90 que a proliferação da microalga tropical<I>  Ostreopsis ovata</I> começou a ser assinalada nas costas italianas. Sansoni et  al<I>.</I> <SUP>17</SUP> estudaram as proliferações estivais ocorridas entre  1998 e 2001 na Toscânia e alertaram para as graves consequências nas comunidades  bentónicas, inclusive elevada mortalidade. Ilustraram a perda de braços em  estrelas- do-mar e perda dos espinhos nos ouriços-do-mar (fig. 1). Este fenómeno  teve lugar numa área abrigada com reduzida circulação e maior aquecimento da  água. Relataram também os primeiros casos de problemas respiratórios  humanos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10f1.jpg"></p>     
<p>Figura 1 - Ouriços-do-mar afectados em diversos graus pela  proliferação de <I>Ostreopsis ovata</I> na Toscana, Itália. Foto: Sansoni et al., 2003</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os problemas começaram a agravar-se nos anos seguintes e a alastrarem para  outras zonas costeiras. Gallitelli et al<I>.</I> <SUP>18</SUP> reportaram 28  casos de problemas respiratórios ocorridos em Bari em meados de agosto de 2003 e  início de setembro de 2004. A proliferação de<I> Ostreopsis ovata</I> atingiu 1  milhão de células por litro (fig. 2).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10f2.jpg"></p>     
<p>Figura 2 - Células de <I>Ostreopsis ovata</I>, Abruzzo, Itália. Foto: C. Ingarao</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Em 2005, em redor da cidade de Génova mais de 200 pessoas que passaram algum  tempo em praias ou perto destas procuraram cuidados médicos para tratamento de  sintomas como febre (64 %), faringodinia (50 %), tosse (40 %), dispneia (39 %),  cefaleia (32 %), náusea (24 %), rinorreia (21 %), conjuntivite (16 %), vómito  (10 %), dermatite (5 %) <SUP>19,20</SUP>. Dos 225 pacientes estudados, 109  apresentaram três sintomas (febre + tosse + faringodinia; ou febre + tosse +  dispneia; ou tosse + faringodinia + dispneia); e 69 quatro sintomas (febre +  tosse + faringodinia + dispneia; ou febre + tosse + faringodinia + rinorreia; ou  febre + tosse + dispneia + rinorreia). Não ficou ainda claro se estes efeitos se  relacionaram com a inalação de fragmentos da microalga ou de toxina dissolvida  na água presentes no aerossol marinho.</P>     <P>Este surto despoletou o aprofundamento científico do problema e a necessidade  da criação de um programa de vigilância adequado das águas balneares. Problemas  deste tipo apenas eram conhecidos na região do Golfo do México, causados pela  microalga<I> Gymnodinium breve</I> (actualmente<I> Karenia brevis</I>). Esta  microalga produz as brevetoxinas, e está associada a um extenso leque de  problemas desde descolorações avermelhadas da água (conhecidas como marés  vermelhas), mortalidade de peixes e mamíferos, contaminação dos bivalves  associada com o síndroma humano NSP (intoxicação neurotóxica por marisco) e  ainda problemas respiratórios via aerossol marinho <SUP>21,22</SUP>.</P>     <P>A palitoxina (PTX), uma das mais potentes e complexas biotoxinas marinhas,  foi originalmente descoberta, isolada e purificada a partir do coral<I> Palythoa  toxica</I> do Havai. A sua presença foi adicionalmente confirmada noutras  espécies do género<I> Palythoa</I> em recifes tropicais do Pacífico e Caraíbas  <SUP>23</SUP>. Foi ainda encontrada noutros animais marinhos causadores de  intoxicações humanas como o peixe-papagaio e caranguejos xantídeos.</P>     <P>A origem da palitoxina tem sido assunto de especulação. Análogos da PTX,  designados genericamente por ostreocinas, e que poderão ser os seus precursores,  são produzidos por diversas espécies do género<I> Ostreopsis</I> <SUP>24</SUP>.  Têm uma elevada massa molecular (superior a 2500 u.m.a.) e apresentam hemólise  retardada inibida pela ouabaína.</P>     <P>Os primeiros estudos de plâncton recolhido aquando do surto de Génova  confirmaram a presença de PTX putativa <SUP>25</SUP>. No estudo do plâncton  recolhido no ano seguinte percebeu-se adicionalmente a existência de um novo  análogo da PTX, designado por ovatoxina-a <SUP>26</SUP>. A sua presença em  culturas laboratoriais de<I> O. ovata</I> confirmou a produção por esta  microalga.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A Directiva 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de Fevereiro  de 2006 relativa à gestão da qualidade das águas balneares estabelece a  classificação das águas costeiras com base em dois parâmetros:<I> Enterococos  intestinais</I> e<I> Escherichia coli</I> <SUP>27</SUP>. O artigo 9.º estabelece  de forma vaga "Quando o perfil das águas balneares revelar uma tendência para a  proliferação de macroalgas e/ou fitoplâncton marinho, será averiguado se a sua  presença é aceitável e serão identificados os riscos sanitários que a sua  presença representa; tomar-se-ão medidas de gestão adequadas, incluindo a  informação do público".</P>     <P>Devido a falta de atenção dada nesta Directiva aos problemas especificamente  causados pelas microalgas bentónicas o Ministério da Saúde e a Agência para a  Protecção do Ambiente e Serviços Técnicos italianos tomaram medidas adicionais  para proteger os residentes e defender o turismo <SUP>19,28,29</SUP>. A medida  mais rápida de diagnosticar o surgimento do problema é amostrar periodicamente a  água e pesquisar o surgimento de microalgas potencialmente tóxicas como<I>  Ostreopsis</I>. Estabeleceram como critério o limite de 10,000 células/L de<I>  O. ovata</I> na coluna de água para se iniciar a monitorização de alerta. Outros  sinais de alerta são também importantes: presença de espumas, animais marinhos  em sofrimento, mal estar em banhistas. De seguida urge comunicar o risco às  diversas autoridades envolvidas e ao público. Através do link <A href="http://www.bentoxnet.it/"target=_blank>http://www.bentoxnet.it/</A> pode-se obter mais detalhes sobre os especialistas  italianos que investigam as microalgas bentónicas e podem prestar auxilio nesta  área.</P>     <P>Estes episódios do foro respiratório já ocorreram noutras regiões europeias.  Em Julho de 2006 um surto afectou mais de 50 pessoas na região espanhola de  Murcia <SUP>30 </SUP>e, em Agosto de 2006 outro surto afectou cerca de uma  centena de pessoas na região espanhola de Almería <SUP>31</SUP>. A presença  de<I> Ostreopsis</I> foi assinalada, mas não se estabeleceu uma relação causal  tão forte como nos casos italianos. E em Villefranche sur Mer (região de Nice,  França), pelo menos 10 banhistas apresentaram irritação da pele em Julho de 2009  <SUP>32</SUP>.</P>     <P>A contaminação dos recursos alimentares por estas toxinas não parece de  momento afectar a população mediterrânica. A presença de análogos da PTX foi já  detectada em mexilhões colhidos no Mar Egeu por Aligizaki et al<I>.</I>  <SUP>33</SUP>, recorrendo ao teste de hemólise. A presença de<I> Ostreopsis</I>  tem sido detectada desde 2003 entre Julho e Novembro, sendo coincidente com  toxicidade observada no bioensaio em ratinhos para toxinas lipofílicas (que  inclui detecção simultânea de DSP, AZP, etc.). A ausência de relatos de  intoxicações poderá dever-se à proibição de captura de mexilhões durante a  presença de toxicidade detectada por bioensaio.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Peixes-balão com tetrodotoxinas </B></P>     <P>Os peixes balão podem conter poderosas neurotoxinas, pertencentes ao grupo da  tetrodotoxina (TTX). No Regulamento (CE) N.º 853/2004 de 29 de Abril de 2004  está claramente preconizado que "não deverão ser colocados no mercado os  produtos da pesca derivados de peixes venenosos das seguintes famílias:  Tetraodontidae, Molidae, Diodontidae e Canthigasteridae" <SUP>34</SUP>.</P>     <P>No entanto, como existe o perigo de confundir certas espécies comerciais com  estas, vamos abordar detalhadamente o caso emergente do<I> Lagocephalus  sceleratus</I> (ou<I> Pleuranacanthus sceleratus</I>) no Mediterrâneo, membro  habitual da família Tetraodontidae no Indo-Pacífico. Este peixe-balão tem sido  associado a episódios de intoxicação humana e a sua toxicidade estudada em  exemplares colhidos na Cidade de Suez, no Mar Vermelho <SUP>35</SUP>. O primeiro  relato de<I> L. sceleratus</I> no Mar Mediterrâneo data de 2003, no sul do Mar  Egeu, seguido pela costa Israelita em 2005, juntamente com as primeiras  intoxicações humanas <SUP>36-38</SUP>.</P>     <P>Desde então têm aparecido diversos exemplares de vários tamanhos, o que leva  a crer que a sua população já está bem estabelecida no mar Egeu. Tornaram-se um  assunto de relevância na imprensa grega desde 2007. A captura de juvenis de<I>  L. sceleratus</I> juntamente com trombeiros, bogas e peixes-rei, causou confusão  simultaneamente a pescadores e consumidores (fig. 3) <SUP>39</SUP>. Felizmente  isto resultou na familiarização dos pescadores e a entrega dos exemplares de<I>  L. sceleratus</I> às autoridades locais.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10f3.jpg"></p>     
<p>Figura 3 - Exemplares de juvenis de <I>Lagocephalus  sceleratus</I> capturados no Mar Egeu, Grécia. Foto: P. Katikou</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Menos afortunados foram os consumidores israelitas que experimentaram o  consumo do fígado destes peixes. Bentur et al<I>.</I> <SUP>36</SUP> resumiram os  13 casos de intoxicações ocorridas entre 2005 e 2008, de pacientes de ambos os  sexos com idades entre os 26 e 70 anos.</P>     <P>A intoxicação por tetrodotoxina depende da quantidade de toxina ingerida. Os  sintomas surgem entre 10-45 min após a ingestão, embora se conheçam casos  assintomáticos até as 3-6 horas <SUP>40</SUP>. A severidade desta intoxicação  foi classificada por Fukuda e Tani em quatro graus, indo desde as parastesias  orais com ou sem vómitos (primeiro grau) até coma e paralisia da musculatura  respiratória (quarto grau). Nos pacientes israelitas observou-se o espectro  completo de toxicidade, contudo os casos mais graves não terminaram em  fatalidade <SUP>36</SUP>.</P>     <P>O diagnóstico assenta nas manifestações clínicas típicas conjuntamente com a  relação temporal com o consumo de peixe-balão. Neste caso os consumidores não se  aperceberam do perigo. Apenas posteriormente, em onze dos casos este peixe foi  identificado com o auxílio de figuras de livros de identificação de peixes, e  apenas em dois casos foram identificados por um biólogo marinho <SUP>36</SUP>. O  tratamento é geralmente de suporte, destinado a manter a respiração e circulação  adequadas. Não existe antídoto específico. Os pacientes com intoxicações  moderadas a severas devem ser admitidos na UCI. O internamento durou entre 1 a 4  dias, tendo todos os pacientes tido alta assimtomáticos <SUP>36</SUP>.</P>     <P>A observação frequente de<I> L. sceleratus</I> em águas gregas levou ao  estudo da toxicidade por bioensaio em ratinhos de algumas amostras  <SUP>39</SUP>. Nas duas amostras de exemplares de pequenas dimensões (entre 5-10  e 12-16 cm de comprimento) não foi detectada toxicidade recorrendo a esta  metodologia (&lt; 1 &#956;g/g). Nas amostras de maiores dimensões (uma de 16-20 cm, e  três superiores a 43 cm) foi detectada toxicidade elevada no fígado, gónadas e  tracto gastrointestinal, e toxicidade baixa na pele e músculo. No peixe de maior  dimensão analisado, foi detectada uma toxicidade no músculo de 10 &#956;g/g, o que  num consumo de 200g de carne podia resultar na ingestão de uma dose considerada  fatal de cerca de 2 mg. Por outro lado, o consumo de menos de 10g de gónadas ou  25g de fígado poderia também ser fatal <SUP>39</SUP>.</P>     <P>Os resultados parecem tranquilizadores quanto à baixa toxicidade dos  exemplares de pequenas dimensões, que são os que facilmente se podem confundir  com outras espécies comerciais edíveis, embora apenas tenham sido analisadas  duas amostras de peixes, de 15 e 14 exemplares cada <SUP>39</SUP>. Estes  resultados são corroborados pelo estudo da biologia e toxicidade desta espécie  realizada em exemplares colhidos no Mar Vermelho por colegas egípcios  <SUP>41</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Ciguatera </B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os episódios do tipo ciguatérico ocorrem geralmente entre os paralelos 35.º  Norte e 35.º Sul, especialmente nas ilhas do Mar das Caraíbas e do  Indo-Pacífico. Raramente os casos relatados ocorreram fora destas zonas, estando  geralmente relacionados com peixe importado de zonas endémicas ou com viagens  prévias, turísticas ou de negócios, a zonas endémicas. Assim se passou com os  casos registados em Espanha na década de 1990 <SUP>42</SUP>, França  <SUP>43,44</SUP>, Itália <SUP>45</SUP>.</P>     <P>No entanto, em 2004 foi relatado pela primeira vez um caso isolado de  ciguatera nas Ilhas Canárias, envolvendo o consumo de um charuteiro (<I>Seriola  rivoliana</I>, designado em castelhano por medregal negro) capturado localmente  (fig. 4). O peixe de 26 Kg foi pescado em Janeiro de 2004 por mergulho  <SUP>46</SUP>. Foi fatiado em filetes e congelado, sendo algumas porções  consumidas uns dias mais tarde por 5 familiares. Quando procuraram auxilio  hospitalar exibiam uma combinação de manifestações características de ciguatera:  gastrointestinais (diarreia [4/5]; náuseas/vómitos [3/5]; gosto metálico [1/5]),  cardiológicas (perturbações ritmo cardíaco [2/5], sistémicas (fadiga [5/5];  coceira [3/5]; tonturas [1/5]) e neurológicas (mialgia [3/5]; parastesias  periféricas [3/5]; dormência perioral [2/5]; inversão da sensação de quente e  frio [3/5]).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10f4.jpg"></p>     
<p>Figura 4 - Exemplar de charuteiro fotografado no Caniço,  Madeira. Comprimento estimado de 80 cm. Foto: F. Brandão</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>O que pareceu ser um caso isolado durante quatro anos deixou de o ser após os  subsequentes episódios ocorridos com peixe pescado nas Ilhas Selvagens. Em Julho  de 2008, 11 membros da tripulação de 16 indivíduos do barco de pesca Pepe  Contreras, desenvolveram forte sintomatologia neurológica e gastrointestinal  cerca de 4 horas após a ingestão de um charuteiro (<I>Seriola</I> sp.) de 30 kg,  capturado na Selvagem Grande <SUP>47</SUP>. Foi necessário regressar rapidamente  da faina e procurar assistência hospitalar. A recuperação durou mais de 1  mês.</P>     <P>A sintomatologia apresentada associada ao consumo de peixe levou  posteriormente ao diagnóstico de ciguatera. A ausência de uma prova de  diagnóstico específica em humanos para ciguatera e a ampla variação  sintomatológica fazem com que o diagnóstico seja difícil, sendo principalmente  clínico. No caso destes pescadores, a inexperiência dos prestadores de cuidados  de saúde levou a que a intoxicação por ciguatera não fosse prontamente  reconhecida. Devido à gravidade da intoxicação houve quem perdesse até 8 quilos  em quatro dias, levando os jornalistas a acusar as autoridades de abafar o caso  <SUP>48</SUP>. Apenas quinze dias depois foram tomadas medidas, interditando-se  a pesca nas Ilhas Selvagens até à batimétrica dos 200 m, o equivalente ao limite  da jurisdição do Parque Natural das Ilhas Selvagens.</P>     <P>Paralelamente, os vigilantes do Parque já tinham começado a apresentar  sintomas ligeiros, predominantemente do foro neurológico, a partir de Agosto de  2007 e ao longo da primeira metade de 2008, num total de 6 indivíduos  <SUP>47</SUP>. A sintomatologia surgiu após horas ou dias da ingestão o que  dificultou uma associação clara com o alimento causador das intoxicações,  tendo-se inicialmente suspeitado dos mantimentos levados por transporte marítimo  da Madeira, e renovados unicamente a cada três semanas aquando da rendição dos  vigilantes.</P>     <P>Apenas aquando do caso do Pepe Contreras se percebeu que as intoxicações dos  vigilantes seriam certamente devidas à ingestão do peixe capturado localmente.  Assim, entre as espécies possivelmente implicadas contam-se: charuteiro  (<I>Seriola</I> sp.), bodião (<I>Sparisoma cretense</I>), garoupa (<I>Serranus  atricauda</I>), peixe-cão (<I>Bodianus scrofa</I>), peixe-porco (<I>Balistes  capriscus</I>) e pargo (<I>Pagrus pagrus</I>) <SUP>47</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A sintomatologia incluiu diarreia (2/6), dores musculares/articulações (1/6),  dores de cabeça (2/6), sensibilidade nas mãos e pés (1/6), prostração (3/6),  inversão de temperatura (4/6), comichões (6/6), dormência na língua e boca  (5/6), dormência nas extremidades das mãos/pés (6/6). A diarreia ocorreu apenas  em vigilantes que relataram o consumo de charuteiro. A duração da sintomatologia  neurológica durou entre 0,5-1,5 meses. Esta sintomatologia não reapareceu desde  que o pescado capturado localmente foi excluído da sua alimentação  <SUP>47</SUP>.</P>     <P>Outras intoxicações continuaram a surgir. Nas Canárias ocorreram mais 2  episódios com charuteiros em Novembro de 2008 e em Janeiro de 2009, cerca de  20-30 pessoas foram afectadas no primeiro episódio e 10-40 no segundo  <SUP>29,49</SUP>. Na Madeira outro episódio chegou aos jornais, estimando-se que  pelo menos seis pessoas foram afectadas em Maio de 2010 após consumo de  charuteiro <SUP>50</SUP>.</P>     <P>O Regulamento (CE) N.º 854/2004 de 29 de Abril de 2004 estabelece que "Devem  ser efectuados controlos para assegurar que os seguintes produtos da pesca não  sejam colocados no mercado (...) 2. Produtos da pesca que contenham biotoxinas,  tais como a ciguatera ou outras as toxinas perigosas para a saúde humana"  <SUP>51</SUP>.</P>     <P>Na ausência de regras específicas preconizadas nesta legislação europeia, os  Serviços de Pesca das Canárias actuaram de modo a prevenir a recorrência destas  intoxicações, estabelecendo limites máximos de peso por espécimen descarregado  em lota (tabela 1) 29. A Direcção Geral de Saúde Pública do Governo das Canárias  estabeleceu um Protocolo de actuação para a vigilância epidemiológica da  intoxicação por ciguatera nas Canárias, preconizando a notificação dos casos e a  recolha de restos alimentares para confirmação <SUP>52</SUP>. A Direcção  Regional das Pescas da Madeira (DRPM) preconizou em 2010 a retirada em Lota dos  charuteiros com mais de 10 Kg.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 1 - Limites máximos admissíveis em lota estabelecidos pelos Serviços de Pesca das Canárias em Maio de 2009 (CRLMB, 2009)</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>	     <P>Nas Canárias estão também a ser testadas diversas espécies de peixes  recorrendo ao Cigua-Check<SUP>®</SUP> Fish Poison Test Kit (Oceanit, Havai),  desenvolvido para detectar ciguatoxinas em músculo de pescado <SUP>29</SUP>. A  DRPM testou com este kit de imunoensaio um exemplar de<I> Seriola dumerili</I>  de 71 kg, capturado nas Ilhas Selvagens em Março de 2009, tendo apresentado uma  resposta positiva <SUP>47</SUP>. Este exemplar foi posteriormente analisado por  LC-MS/MS, confirmando-se a presença de diversas ciguatoxinas <SUP>53</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Intoxicações raras </B></P>     <P>O ictiosarcotoxismo é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de  peixe. A ciguatera (ou CFP de ciguatera fish poisoning) é uma forma de  ictiosarcotoxismo envolvendo especialmente peixes de recifes, que afecta o  sistema nervoso periférico. Uma forma menos habitual é o ictioalienotoxismo,  caracterizado por perturbações do sistema nervoso central, especialmente  alucinações e pesadelos. Os peixes tóxicos pertencem a oito famílias, e são  herbívoros ou detritívoros, distribuindo-se pelo Indo-Pacífico e Mediterrâneo  <SUP>54</SUP>. Não se conhecem os agentes tóxicos, mas alguns autores têm  implicado macroalgas tóxicas da família Caulerpaceae como a origem da  contaminação. No Mediterrâneo, a maioria das intoxicações envolveu a<I> Sarpa  salpa</I> (comida na Tunísia, França e Israel, mas não considerada edível em  Itália e Espanha) ou<I> Siganus</I> spp.</P>     <P>Os clínicos de Haro e Pommier <SUP>54</SUP> descreveram dois casos ocorridos  em 1994 e 2002 e dão ênfase a que na literatura estes sintomas têm sido por  vezes reportados erroneamente como ciguatera. Esta intoxicação é por vezes  voluntária, já que estes animais são conhecidos como peixes alucinógenicos. É  importante destacar ainda no tocante ao diagnóstico da ciguatera a influencia  das diferenças geográficas. Em turistas franceses que se intoxicaram nas  Caraíbas os sintomas começaram com vómitos, dores abdominais e diarreia,  enquanto que os que se intoxicaram no Pacífico e Mar Vermelho mais de 50 % não  teve sintomas gastrointestinais, tendo os sintomas começado com sintomas  neurológicos como parastesias e diastesias <SUP>44</SUP>.</P>     <P>Uma intoxicação humana grave classificada inicialmente como um episódio de  PSP após o consumo de búzios foi relatada em 2007 no Sistema de Alerta Rápido  para Alimentos e Rações <SUP>55</SUP>. Esta classificação surgiu após o teste do  alimento não consumido através do bioensaio em ratinhos usado habitualmente para  as toxinas PSP pelo Laboratório de Saúde Pública de Málaga.</P>     <P>Estes búzios foram comprados no mercado de Málaga (sul de Espanha), e através  do seu registo de venda rastreou-se a sua captura à costa do Algarve. Causaram  intoxicação a uma única pessoa do sexo masculino de 49 anos de idade. O  acompanhamento deste caso pelas equipas dos Laboratórios Nacionais de Referencia  para Biotoxinas Marinhas de ambos os países apurou que se tratava da presença de  tetrodotoxinas no búzio<I> Charonia lampas</I> recorrendo à análise detalha por  LC-MS <SUP>56</SUP>. As TTXs estavam presentes em elevada concentração na massa  visceral mas em baixa concentração no músculo.</P>     <P>Em exemplares desta espécie recolhidas pelo IPIMAR junto a profissionais que  os pescaram efectivamente na costa algarvia não se detectaram TTXs. Porque  permanece este tipo de intoxicações tão raro? Neste caso o paciente relatou ter  comido a massa visceral, o que não se espera que seja uma prática habitual nas  preparações culinárias habituais para búzios desta dimensão. Inclusivamente não  é de fácil remoção, encontrando-se localizada na porção distal do animal que se  encontra no interior da concha (fig. 5). Será que o búzio foi fraudulentamente  rotulado como tendo sido pescado em águas portuguesas, e a sua origem será de  outro país?</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10f5.jpg"></p>     
<p>Figura 5 - Preparação de um exemplar de <I>Charonia  lampas</I>. A massa visceral é de difícil remoção sem destruição da  concha. Foto: P. Vale</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Intoxicações por gastrópodes são conhecidas noutras regiões. Os gastrópodes  que contêm TTX, foram capturados principalmente no Japão <SUP>57</SUP>, mas este  foi o primeiro relato na Europa. Os gastrópodes podem também apresentar-se  contaminados com toxinas PSP, como é o caso dos abalones ou orelhas-do-mar  (<I>Haliotis tuberculata</I>) capturados na Galiza. Em muitos destes casos a  fonte da(s) toxina(s) não são conhecidas, suspeitando-se da interacção com  bactérias produtoras destas neurotoxinas <SUP>58</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Considerações finais </B></P>     <P>Biotoxinas marinhas como a palitoxina carecem de regulamentação na Europa ou,  no caso das tetrodotoxinas e ciguatoxinas, a sua regulamentação carece de regras  específicas de higiene e de organização dos controlos oficiais, à semelhança das  biotoxinas habituais em bivalves das costas europeias <SUP>34,51</SUP>. Estas  Regras de Higiene foram modificadas posteriormente para incluir apenas os peixes  da família Gempylidae, em particular,<I> Ruvettus pretiosus</I> e<I>  Lepidocybium flavobrunneum</I>, que podem ter efeitos gastrointestinais adversos  se não forem consumidos em certas condições <SUP>59</SUP>. Estes efeitos advêm  do elevado conteúdo em ceras destes peixes, não digeríveis pelos humanos  <SUP>60</SUP>.</P>     <P>Outra lacuna no Regulamento (CE) n.º 854/2004 é respeitante à amostragem de  plâncton. Este especifica apenas que a monitorização de plâncton dever ser  representativa da coluna de água <SUP>51</SUP>. Isto significa que uma amostra  de água colhida apenas na superfície não será representativa do alimento  disponível para os animais filtradores. Claramente que os problemas causados por  microalgas bentónicas não foram visados quando o Laboratório Comunitário de  Referencia para Biotoxinas Marinhas (CRLMB) organizou em 2001 um Grupo de  Trabalho com vista a discutir os planos de amostragem das zonas de produção  europeias de moluscos bivalves, cujas recomendações viriam mais tarde a integrar  o Regulamento (CE) n.º 854/2004.</P>     <P>Devido a estas lacunas, o CRLMB em colaboração com a EFSA elaborou  recentemente dois pareceres, um sobre a palitoxina <SUP>61</SUP> e outro sobre a  ciguatera 62. Embora o controle para a ciguatera já fosse preconizado, não  existiam limites nem detalhes ou requisitos específicos quanto à metodologia  analítica a ser usada. Este Painel propôs o limite de 0,01 mg equivalentes de  P-CTX-1/kg de peixe para a ciguatera <SUP>62</SUP>. O outro Painel propôs o  limite de 12 mg para a soma de PTX e ostreocina-D, correspondendo a 30 mg/kg de  carne de bivalve (pressupondo um consumo de 400 g) <SUP>61</SUP>.</P>     <P>As recentes modificações à legislação alimentar <SUP>63</SUP> excluem os  gastrópodes marinhos vivos que não se alimentam por filtração das disposições  relativas à classificação das zonas de produção aplicáveis aos moluscos bivalves  vivos, e "só podem ser colocados no mercado caso tenham sido colhidos e  manuseados em conformidade com o capítulo II, parte B, e cumpram os requisitos  fixados no capítulo V, tal como comprovado por um sistema de autocontrolos". Ora  no capítulo V constam apenas limites para toxinas PSP <SUP>34</SUP>. A raridade  de intoxicações relacionadas com tetrodotoxinas na Europa ainda não levou à  elaboração de um parecer por parte da EFSA sobre as tetrodotoxinas.</P>     <P>A diminuição dos stocks de peixes tem estimulado o desenvolvimento da  aquacultura ou a procura de espécies menos usuais. No caso dos peixes-balão a  proibição do seu consumo não é universal. Algumas espécies aparentemente não são  tóxicas, e as espécies tóxicas são consumidas em diversas regiões <SUP>15</SUP>.  Actualmente o seu consumo está proibido na Europa, não se discriminando espécies  tóxicas de não tóxicas.</P>     <P>Nas espécies marinhas o fígado e os ovários têm a toxicidade mais elevada,  seguidos pelos intestinos e pele. Os músculos e os testículos não são tóxicos ou  apenas fracamente tóxicos, excepto em<I> Lagocephalus lunaris</I> and<I>  Chelonodon patoca</I>, e são reconhecidos como edíveis em diversas espécies  tóxicas pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar japonês  <SUP>15</SUP>.</P>     <P>A ciguatera parece ser o desafio mais importante e mais complexo em matéria  de segurança alimentar de produtos da pesca que nos aguarda na segunda década do  século XXI. Além de afectar actualmente os Arquipélagos das Canárias e da  Madeira, a progressiva migração de espécies sub-tropicais como<I> Seriola  fasciata</I> já atingiu o Mediterrâneo oriental 64. Em um exemplar capturado no  Arquipélago da Madeira já foram detectadas toxinas ciguatéricas <SUP>53</SUP>.  Foi também hipotetisada a possível presença de ciguatoxinas em peixes colhidos  na costa mediterrânea de Israel, recorrendo ao Cigua-Check<SUP>®</SUP> Fish  Poison Test Kit <SUP>65</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Por outro lado, a principal microalga implicada na ciguatera,<I>  Gambierdiscus toxicus</I>, já foi detectada nas Canárias e em Creta (fig. 6)  <SUP>66</SUP>. Não se sabe se o<I> Gambierdiscus</I> das Canárias e de Creta  poderão estar relacionados, ou se a introdução no Mediterrâneo será mais um caso  de migração Lessepsiana. Os estudos morfológicos não nos indicam nada sobre a  sua potencial toxicidade.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a10f6.jpg"></p>     
<p>Figura 6 - Célula de <I>Gambierdiscus toxicus,</I> Creta, Grécia. Foto: A. Aligizaki</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Proteger adequadamente o consumidor da ciguatera não é tarefa fácil. Os  programas de monitorização de moluscos bivalves têm atingido elevado sucesso  porque os bivalves têm reduzida mobilidade. Pode-se facilmente monitorizar as  microalgas tóxicas disponíveis no plâncton da coluna de água para a sua  alimentação ou, testar a parte edível numa amostra de indivíduos, sendo o seu  resultado representativo para os restantes bivalves da área envolvente. Nos  peixes deparamo-nos com uma elevada mobilidade e a representatividade das  microalgas bentónicas é mais difícil de poder dar uma pista adequada para a sua  toxicidade.</P>     <P>Para análise da ciguatera existem diversos métodos, recentemente revistos por  Caillaud et al<I>.</I> <SUP>11</SUP>. Estes métodos têm sido usados  essencialmente para apoiar os diagnósticos clínicos. A sua complexidade e  morosidade limitam a aplicabilidade para prevenção de peixe tóxico chegar ao  consumidor. Para prevenção, cada exemplar de peixe deveria idealmente ser  testado por um teste rápido, como o Cigua-Check<SUP>®</SUP> Fish Poison Test  Kit. Infelizmente, ainda não existem testes rápidos de grande fiabilidade. Este  teste pode apresentar uma elevada percentagem de falsos positivos, o que pode  levar à rejeição de muitos exemplares de peixes de regiões insulares seguros  para consumo, e que constituem importantes fontes de proteínas obtidas  localmente.</P>     <P>Na prática a prevenção é mais teórica do que laboratorial: evitar os grandes  peixes carnívoros de recifes, evitar consumir vísceras de peixes de recife,  evitar peixes pescados em zonas do recife reconhecidas como endémicas, consumir  apenas pequenas porções de peixes de espécies potencialmente tóxicas  <SUP>12</SUP>. Para conhecer a lista dos peixes tóxicos de uma dada área é muito  importante recolher adequadamente os relatos de surtos, bem como estabelecer uma  apertada rastreabilidade dos peixes para conhecer a sua proveniência. Friedman  et al<I>.</I> <SUP>12</SUP> reviram detalhadamente estas medidas de prevenção  bem como as limitadas medidas de tratamento conhecidas à data, como a  administração de manitol nas primeiras 48-72 horas de ingestão. No entanto, num  estudo com controle, não se encontrou que o efeito do manitol fosse superior ao  de uma solução salina normal no alívio dos sintomas nas primeiras 24 horas  <SUP>67</SUP>.</P>     <P>Neste artigo abordaram-se os problemas emergentes relacionados com biotoxinas  produzidas por microalgas, mais adequadamente designadas por ficotoxinas, mas  também mais genericamente as biotoxinas produzidas por outros microrganismos,  como nos casos da contaminação dos peixes-balão. Não se abordaram animais  marinhos produtores de venenos. Relativamente a estes, as alterações climáticas  também podem causar alterações na sua abundância e distribuição. Fica aqui a  título de exemplo uma ameaça que já afecta os banhistas europeus: a maior  frequencia do aparecimento da medusa caravela-portuguesa (<I>Physalia  physalis</I>) nas costas atlânticas europeias <SUP>68,69</SUP>. Embora mais  habituais nas Caraíbas, têm estado a surgir com maior frequência nas costas  Portuguesa e do Reino Unido, tendo causado queimaduras dolorosas em alguns  banhistas.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Vale P. Biotoxinas marinhas. Rev. Port. Ciências Veterinárias.  2004;98:3–18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201100010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Vale P, Botelho MJ, Rodrigues SM, Gomes SS, Sampayo MAM. Two decades of  marine biotoxin monitoring in bivalves from Portugal (1986–2006): a review of  exposure assessment. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><P>16. Lewis RJ, Poli M. Toxins in seafood. Toxicon. 2010;56:107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201100010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Sansoni G, Borghini B, Camici G, Casotti M, Righini P, Fustighi L.  Fioriture algali di Ostreopsis ovata (Gonyaulacales: Dinophyceae): un problema  emergente. Biol. Amb. 2003;17:17–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201100010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Gallitelli M, Ungaro N, Addante LM, Procacci V, Silveri NG, Sabbà C.  Respiratory illness as a reaction to tropical algal blooms occurring in a  temperate climate. JAMA. 2005;293:2599–600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201100010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Istituto Superiore per la Protezione e la Ricerca Ambientale. Direttiva  Programma Alghe Tossiche: Protocolli operativi: Linea di attività: Fioriture  algali di Ostreopsis ovata lungo le coste italiane. [Internet]. Roma: Agenzia  per la Protezione dell''Ambiente e per i servizi Tecnici; 2007a [consultado 12  Jul 2010]. 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Disponível em: <A href="http://www.afbini.gov.uk/marine–biotoxins–crlmb–xii–meeting–october–09.pdf"target=_blank>http://www.afbini.gov.uk/marine–biotoxins–crlmb–xii–meeting–october–09.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201100010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>30. Gilabert J, Goméz E, Hernandéz A, Herrera MJ, Tudela J, García MJ, et al.  Seguimiento y plan de vigilancia de fitoplancton toxico en las costas de Aguiles  (Murcia) en verano de 2006. Em: Gilabert J, editor. Avances y tendencias en  Fitoplancton Tóxico y Biotoxinas: actas de la 9.ª Reunión Ibérica sobre  fitoplancton tóxico y biotoxinas, Cartagena, 7–10 Mayo 2007. [Internet].  Cartagena, España: Universidad Politécnia de Cartagena; 2008. p. 47–58  [consultado 12 Mai 2010]. Disponível em: <a href="http://repositorio.bib.upct.es:8080/dspace/handle/10317/330" target="_blank">http://repositorio.bib.upct.es:8080/dspace/handle/10317/330</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201100010001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Barroso P, Ruela de la Puerta P, Parrón T, Marín P, Guillén J. Brote con  clínica respiratória en la provincia de Almería por posible exposición a  microalgas. Em: Gilabert J. editor. Avances y tendencias en Fitoplancton Tóxico  y Biotoxinas: actas de la 9.ª Reunión Ibérica sobre Fitoplancton Tóxico y  Biotoxinas, Cartagena, 7–10 Mayo 2007. [Internet]. Cartagena, España:  Universidad Politécnia de Cartagena; 2008. p. 59–60. Disponível em: <A href="http://repositorio.bib.upct.es:8080/dspace/handle/10317/330"target=_blank>http://repositorio.bib.upct.es:8080/dspace/handle/10317/330</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201100010001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>32. Network for Communicable Disease Control in Southern Europe and  Mediterranean Countries. "INSIDE" Events: Fran Ostreopsis ovata (toxic algae).  [Internet]. EpiSouth Weekly Epi Bulletin. 2009a;71:3 [consultado 14 Jun 2010].  Disponível em: <A href="http://www.episouth.org/cgi–bin/searchbull?TEMP=_2&amp;QUART=20093"target=_blank>http://www.episouth.org/cgi–bin/searchbull?TEMP=_2&amp;QUART=20093</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201100010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>33. Aligizaki K. First episode of shellfish contamination by palytoxin–like  compounds from Ostreopsis species (Aegean Sea, Greece). Toxicon. 2008;51:418–27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201100010001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>34. Comissão Europeia. Regulamento (CE) N.º 853/2004 do Parlamento Europeu e  do Conselho de 29 de Abril de 2004 que estabelece regras específicas de higiene  aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal. Off J Eur Commun.  2004a;L139:55–205. </P>     <!-- ref --><P>35. El–Sayed M, Yacout GA, El–Samra M, Ali A, Kotb SM. Toxicity of the Red  Sea pufferfish Pleuranacanthus sceleratus ''El–Karad''. Ecotoxicol Environ Saf.  2003;56:367–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-9025201100010001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Bentur Y, Ashkar J, Lurie Y, Levy Y, Azzam ZS, Litmanovich M, et al.  Lessepsian migration and tetrodotoxin poisoning due to Lagocephalus sceleratus  in the eastern Mediterranean. Toxicon. 2008;52:964–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201100010001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>37. Eisenman A, Rusetski V, Sharivker D, Yona Z, Golani D. An odd pilgrim in  the Holy Land. Am J Emerg Med. 2008;26:383.e3–6. </P>     <!-- ref --><P>38. Kasapidis P, Peristeraki P, Tserpes G, Magoulas A. First record of the  Lessepsian migrant Lagocephalus sceleratus (Gmelin 1789) (Osteichthyes:  Tetraodontidae) in the Cretan Sea (Aegean, Greece). Aquatic Invasions.  2007;2:71–3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201100010001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>39. Katikou P, Georgantelis D, Sinouris N, Petsi, A, Fotaras T. First report  on toxicity assessment of the Lessepsian migrant pufferfish Lagocephalus  sceleratus (Gmelin, 1789) from European waters (Aegean Sea, Greece). Toxicon.  2009;54:50–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201100010001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>40. Noguchi T, Ebesu J. Puffer poisoning: epidemiology and treatment. Toxin  Reviews. 2001;20:1–10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201100010001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>41. Sabrah MM, El–Ganainy AA, Zaky MA. Biology and toxicity of the pufferfish  Lagocephalus sceleratus (Gmelin, 1789) from the gulf of Suez. Egyptian J Aquatic  Research. 2006;32:283–97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201100010001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Corachán Cuyás M, Macià M, Oliveira I, Gascón J. Intoxicación por  ciguatoxina en viajeros. Med Clin (Barc). 2003;120:777–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201100010001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>43. Moulignier A, Binet D, Frottier J. Ciguatera fish poisoning: also in  Europe. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 1995;59:192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201100010001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>44. de Haro L, Pommier P, Valli M. Emergence of imported ciguatera in Europe:  report of 18 cases at the Poison Control Centre of Marseille. J Toxicol Clin  Toxicol. 2003;41:927–30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201100010001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>45. Bavastrelli M, Bertucci P, Midulla M, Giardini O, Sanguigni S. Ciguatera  fish poisoning: an emerging syndrome in Italian travelers. J Travel Med.  2001;8:139–42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201100010001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>46. Pérez–Arellano JL, Luzardo OP, Pérez Brito A, Hernández Cabrera M,  Zumbado M, Carranza C, et al. Ciguatera fish poisoning: Canary Islands. Emerg  Infect Dis. 2005;11:1981–2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201100010001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>47. Gouveia NN, Delgado J, Gouveia N, Vale P. Primeiro registo da ocorrência  de episódios do tipo ciguatérico no arquipélago da Madeira. Em: Costa PR,  Botelho MJ, Rodrigues SM, Palma AS, Moita MT, editores. Algas tóxicas e  biotoxinas nas águas da Península Ibérica–2009: actas da X Reunião Ibérica  Fitoplâncton Tóxico e Biotoxinas, IPIMAR, Lisboa, Portugal, 12–15 Maio 2009.  Lisboa: IPIMAR; 2009. p. 152–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201100010001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>48. Cunha MT. Peixe ''envenenado'' obriga a interdição das Selvagens:  pescadores vão parar ao hospital por causa de alga tóxica. Diário de Notícias.  2008 Jul 18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201100010001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>49. Boada LD, Zumbado M, Luzardo OP, Almeida–González M, Plakas SM, Granade  HR, et al. Ciguatera fish poisoning on the West Africa Coast: an emerging risk  in the Canary Islands (Spain). Toxicon. 2010;56:1516–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201100010001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>50. Caires R. Alegada intoxicação por "ciguatera" na Ribeira Brava. Diário de  Notícias. 2010 Jun 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201100010001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>51. Comissão Europeia. Regulamento (CE) N.º 854/2004 do Parlamento Europeu e  do Conselho de 29 de Abril de 2004 que estabelece regras específicas de  organização dos controlos oficiais de produtos de origem animal destinados ao  consumo humano. Off J Eur Commun. L139 (2004b) 206–320. </P>     <!-- ref --><P>52. Servicio Canario de la Salud. Dirección General de Salud Pública.  Protocolo de actuación para la vigilancia epidemiológica de la intoxicación por  ciguatera en Canarias. [Internet]. Las Palmas de Gran Canaria: Servicio Canario  de la Salud. Gobierno de Canarias; 2009b [consultado 14 Jul 2010]. Disponível  em: <A href="http://www2.gobiernodecanarias.org/sanidad/scs/contenidoGenerico.jsp?idDocument=bb1799ed–b4c0–11de–ae50–15aa3b9230b7&amp;idCarpeta=1f358add–07f8–11de–8a2d–f3b13531fc76"target=_blank>http://www2.gobiernodecanarias.org/sanidad/scs/contenidoGenerico.jsp?idDocument=bb1799ed–b4c0–11de–ae50–15aa3b9230b7&amp;idCarpeta=1f358add–07f8–11de–8a2d–f3b13531fc76</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-9025201100010001000049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>53. Otero P, Pérez S, Alfonso A, Vale C, Rodríguez P, Gouveia NN, et al.  First toxin profile of ciguateric fish in Madeira Arquipelago (Europe). Anal  Chem. 2010;82:6032–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201100010001000050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>54. de Haro L, Pommier P. Hallucinatory fish poisoning  (ichthyoallyeinotoxism): two case reports from the western Mediterranean and  literature review. Clin Toxicol (Phila). 2006;44:185–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201100010001000051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>55. Rapid Alert System for Food and Feed. Alert Notification N.º 2007.0752.  Report Week N.º 2007/42. [Internet] [consultado 14 Jun 2010]. Disponível em: <A href="http://ec.europa.eu/food/food/rapidalert/reports/week42–2007_en.pdf"target=_blank>http://ec.europa.eu/food/food/rapidalert/reports/week42–2007_en.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201100010001000052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>56. Rodriguez P, Alfonso A, Vale C, Alfonso C, Vale P, Tellez A, et al. First  toxicity report of tetrodotoxin and 5,6,11–trideoxyTTX in the trumpet shell  Charonia lampas lampas. Anal Chem. 2008; 80:5622–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-9025201100010001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>57. Shumway SE. Phycotoxin–related shellfish poisoning: bivalve molluscs are  not the only vectors. Rev. Fish. Sci. 1995;3:1–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-9025201100010001000054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>58. Deeds JR, Landsberg JH, Etheridge SM, Pitcher GC, Longan SW.  Non–traditional vectors for paralytic shellfish poisoning. Mar Drugs.  2008;6:308–48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-9025201100010001000055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>59. Comissão Europeia. Regulamento (CE) N.º 1021/2008 da Comissão de 17 de  Outubro de 2008, que altera os anexos I, II e III do Regulamento (CE) n.o  854/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece regras específicas  de organização dos controlos oficiais de produtos de origem animal destinados ao  consumo humano. Off J Eur Commun. 2008;L277:15–7. </P>     <!-- ref --><P>60. European Food Safety Authority. Opinion of the Scientific Panel on  Contaminants in the Food Chain on a request from the Commission related to the  toxicity of fishery products belonging to the family of Gempylidae adopted on 30  August 2004. [Internet]. The EFSA Journal. 2004;92:1–5 [consultado 22 Mai 2010].  Disponível em: <A href="http://www.efsa.europa.eu/de/scdocs/doc/92.pdf"target=_blank>http://www.efsa.europa.eu/de/ scdocs/doc/92.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-9025201100010001000056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>61. European Food Safety Authority. EFSA Panel on Contaminants in the Food  Chain. Scientific Opinion on marine biotoxins in shellfish: palytoxin group.  [Internet]. The EFSA Journal. 2009;7:1393(1–38) [consultado 22 Mai 2010].  Disponível em: <A href="http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/doc/1393.pdf"target=_blank>http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/doc/1393.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-9025201100010001000057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>62. European Food Safety Authority. EFSA Panel on Contaminants in the Food  Chain. Scientific Opinion on marine biotoxins in shellfish: emerging toxins:  ciguatoxin group. [Internet]. The EFSA Journal. 2010;8:1627(1–38) [consultado 22  Mai 2010]. Disponível em: <A href="http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/doc/1627.pdf"target=_blank>http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/doc/1627.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-9025201100010001000058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>63. Comissão Europeia. Regulamento (UE) n.º 558/2010 da Comissão, de 24 de  Junho de 2010, que altera o anexo III do Regulamento (CE) n.° 853/2004 do  Parlamento Europeu e do Conselho, que estabelece regras específicas de higiene  aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal. Off J Eur Commun.  2010;L159:18–21. </P>     ]]></body>
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