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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252013000200008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2013.05.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suicídio de um paciente: a experiência de médicos e psicólogos portugueses]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient suicide: The experience of Portuguese doctors and psychologists]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective To describe the impact of a patient suicide on Portuguese health professionals (psychologists, psychiatrists and general physicians). Method A self-report questionnaire, which assessed the characteristics, experience and impact of a patient suicide, was used. Results 242 health professionals filled the questionnaire and 64 professionals had been confronted with at least one patient suicide. Emotional suffering (47%), concerns, doubts and fear (35%), frustration (28%) and shock and surprise (23%) were the most common feelings reported by health professionals. Increased attention, vigilance and accuracy in assessment and intervention were the most frequent reaction after the patient suicide (80%). Increased insecurity and anxiety were also reported (28%). Colleagues, contact with patient's family and case review were the sources of help more frequently used, and supervisor, team case review and colleagues were rated as the most useful. There were no differences according to gender, age or professional group in the experience of this event. Conclusion The results show that the suicide of a patient has a considerable professional and emotional impact. However, this difficult event can also be an opportunity for learning and professional growth leading to positive and adequate changes in clinical practice with regard to the management of suicide risk and its aftermath.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Suicídio de paciente]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Suic&iacute;dio de um paciente: a experi&ecirc;ncia de m&eacute;dicos e psic&oacute;logos portugueses</b></p>     <p><b>Patient suicide: The experience of Portuguese doctors and psychologists</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>In&ecirc;s Areal Rothes<sup>a</sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Margarida Rangel Henriques<sup>a</sup>, Renata Santos Correia<sup>a</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>		     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><i>Objetivo</i>: Descrever o impacto do suic&iacute;dio de um paciente em profissionais de sa&uacute;de portugueses (psic&oacute;logos, psiquiatras e m&eacute;dicos de  medicina geral).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>M&eacute;todo</i>: Foi usado um question&aacute;rio de autorresposta sobre caracter&iacute;sticas, experi&ecirc;ncia e impacto do suic&iacute;dio de um paciente.</p>     <p><i>Resultados</i>: Duzentos e quarenta e dois profissionais responderam ao question&aacute;rio e 64 tiveram, pelo menos, um paciente que se suicidou.  Sofrimento emocional (47), preocupa&ccedil;&otilde;es, d&uacute;vidas e medo (35), frustra&ccedil;&atilde;o (28), choque e surpresa (23) foram os sentimentos mais relatados. Maior  aten&ccedil;&atilde;o, vigil&acirc;ncia e rigor na avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o foram as rea&ccedil;&otilde;es mais frequentes ap&oacute;s o suic&iacute;dio do paciente (80). Aumento da inseguran&ccedil;a e  ansiedade foram tamb&eacute;m relatados (28). Colegas, contacto com a fam&iacute;lia do paciente e a revis&atilde;o do caso foram os recursos de ajuda mais usados.  Supervisor, revis&atilde;o de caso e colegas foram avaliados como os mais &uacute;teis. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as de acordo com o g&eacute;nero, idade ou grupo  profissional na viv&ecirc;ncia deste acontecimento.</p>     <p><i>Conclus&atilde;o</i>: Os resultados mostram que o suic&iacute;dio de um paciente tem um impacto profissional e emocional consider&aacute;vel. Por&eacute;m, este  acontecimento dif&iacute;cil tamb&eacute;m pode ser uma oportunidade de aprendizagem e crescimento profissional, levando a mudan&ccedil;as positivas e adequadas na  pr&aacute;tica cl&iacute;nica, relativamente &agrave; gest&atilde;o do risco de suic&iacute;dio e suas consequ&ecirc;ncias.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Suic&iacute;dio de paciente, Profissionais de sa&uacute;de,Impacto emocional</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><i>Objective</i>: To describe the impact of a patient suicide on Portuguese health professionals (psychologists, psychiatrists and general  physicians).</p>     <p><i>Method</i>: A self-report questionnaire, which assessed the characteristics, experience and impact of a patient suicide, was used.</p>     <p><i>Results</i>: 242 health professionals filled the questionnaire and 64 professionals had been confronted with at least one patient suicide.  Emotional suffering (47), concerns, doubts and fear (35), frustration (28) and shock and surprise (23) were the most common feelings reported by  health professionals. Increased attention, vigilance and accuracy in assessment and intervention were the most frequent reaction after the patient  suicide (80). Increased insecurity and anxiety were also reported (28). Colleagues, contact with patient's family and case review were the sources  of help more frequently used, and supervisor, team case review and colleagues were rated as the most useful. There were no differences according  to gender, age or professional group in the experience of this event.</p>     <p><i>Conclusion</i>: The results show that the suicide of a patient has a considerable professional and emotional impact. However, this difficult  event can also be an opportunity for learning and professional growth leading to positive and adequate changes in clinical practice with regard to  the management of suicide risk and its aftermath.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords: </b>Patient suicide. Health professionals. Emotional impact. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>    <p>Os comportamentos suicid&aacute;rios constituem um dos mais graves problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica, com grande impacto social no mundo ocidental. Os psiquiatras, m&eacute;dicos de medicina geral, psic&oacute;logos ou outros profissionais de sa&uacute;de que perdem um paciente por suic&iacute;dio est&atilde;o expostos a uma das experi&ecirc;ncias mais perturbadoras da pr&aacute;tica cl&iacute;nica<sup>1</sup><sup>, </sup><sup>2</sup><sup>, </sup><sup>3</sup>.</p>    <p>O suic&iacute;dio de um paciente &eacute; reconhecido na literatura internacional como um risco dos profissionais de sa&uacute;de<sup>4</sup><sup>, </sup><sup>5</sup><sup>, </sup><sup>6</sup><sup>, </sup><sup>7</sup>, com acrescida probabilidade para aqueles que desenvolvem a sua atividade na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, tal como os psiquiatras e os psic&oacute;logos<sup>8</sup><sup>, </sup><sup>9</sup><sup>, </sup><sup>10</sup><sup>, </sup><sup>11</sup><sup>, </sup><sup>12</sup><sup>, </sup><sup>13</sup><sup>, </sup><sup>14</sup>. Paralelamente, a investiga&ccedil;&atilde;o sugere que 20-76 dos suicidas procuram um m&eacute;dico no m&ecirc;s anterior ao suic&iacute;dio e que a maioria consulta o m&eacute;dico de medicina geral e familiar, n&atilde;o um psiquiatra<sup>15</sup><sup>, </sup><sup>16</sup><sup>, </sup><sup>17</sup><sup>, </sup><sup>18</sup><sup>, </sup><sup>19</sup>. Por&eacute;m, a investiga&ccedil;&atilde;o acerca do impacto da morte por suic&iacute;dio de pacientes em cl&iacute;nicos gerais tem sido negligenciada<sup>20</sup><sup>, </sup><sup>21</sup><sup>, </sup><sup>22</sup>, sendo que, no contexto nacional, esta escassez emp&iacute;rica estende-se aos demais profissionais, n&atilde;o existindo, at&eacute; &agrave; data, em nosso conhecimento, nenhum estudo dispon&iacute;vel sobre o impacto do suic&iacute;dio de pacientes em profissionais de sa&uacute;de portugueses.</p>    <p>Os profissionais de sa&uacute;de que passam pela experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente reagem enquanto pessoas que perdem algu&eacute;m significativo atrav&eacute;s de rea&ccedil;&otilde;es usuais de processo de luto (rea&ccedil;&otilde;es pessoais) e, simultaneamente, de acordo com o seu papel profissional espec&iacute;fico (rea&ccedil;&otilde;es profissionais)<sup>23</sup><sup>, </sup><sup>24</sup>.</p>    <p>Na literatura internacional as rea&ccedil;&otilde;es apontadas como mais comuns ao suic&iacute;dio de um paciente s&atilde;o a nega&ccedil;&atilde;o, o choque, a tristeza, a raiva, a culpa, a descren&ccedil;a, a ang&uacute;stia, o sentimento de fracasso, o medo de acusa&ccedil;&otilde;es<sup>13</sup><sup>, </sup><sup>14</sup><sup>, </sup><sup>25</sup><sup>, </sup><sup>26</sup><sup>, </sup><sup>27</sup><sup>, </sup><sup>28</sup><sup>, </sup><sup>29</sup>. V&aacute;rios autores exploraram a rela&ccedil;&atilde;o entre o impacto do suic&iacute;dio e diferentes caracter&iacute;sticas do profissional, do paciente, da rela&ccedil;&atilde;o entre estes dois e de especificidades do suic&iacute;dio<sup>5</sup><sup>, </sup><sup>9</sup><sup>, </sup><sup>10</sup><sup>, </sup><sup>13</sup><sup>, </sup><sup>25</sup><sup>, </sup><sup>29</sup><sup>, </sup><sup>30</sup><sup>, </sup><sup>31</sup><sup>, </sup><sup>32</sup>. Em rela&ccedil;&atilde;o ao g&eacute;nero do profissional, os estudos tendem a ser concordantes na exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas: as mulheres tendem a expressar mais frequentemente sentimentos de vergonha, responsabiliza&ccedil;&atilde;o ou culpa, assim como tendem a colocar mais em causa o seu conhecimento e compet&ecirc;ncia profissional como consequ&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um dos seus pacientes, em rela&ccedil;&atilde;o aos profissionais homens<sup>5</sup><sup>, </sup><sup>31</sup>. Contudo, relativamente a outras vari&aacute;veis, os resultados das diferentes investiga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o consensuais, revelando a necessidade de investimento neste foco espec&iacute;fico de an&aacute;lise. Por exemplo, enquanto alguns estudos encontram rela&ccedil;&otilde;es significativas entre a idade dos profissionais e a intensidade das rea&ccedil;&otilde;es<sup>10</sup> e na mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas<sup>6</sup>, outros estudos n&atilde;o encontraram estas diferen&ccedil;as<sup>9</sup><sup>, </sup><sup>25</sup><sup>, </sup><sup>29</sup>. Da mesma forma, relativamente ao grupo profissional, alguns dados emp&iacute;ricos apontaram para a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as<sup>31</sup>, enquanto outros revelaram, por exemplo, que os psiquiatras declaravam um maior sofrimento associado ao suic&iacute;dio do paciente do que os psic&oacute;logos<sup>29</sup>. Outros dados mostraram que determinados grupos teriam uma maior tend&ecirc;ncia para operar mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas profissionais ap&oacute;s o suic&iacute;dio<sup>6</sup>.</p>    <p>As mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica profissional mais referidas como resultantes do suic&iacute;dio de um paciente s&atilde;o a maior aten&ccedil;&atilde;o a sinais de risco de suic&iacute;dio, uma tend&ecirc;ncia maior para hospitalizar, mais interesse no fen&oacute;meno, procura de forma&ccedil;&atilde;o especializada na &aacute;rea, maior abertura &agrave; discuss&atilde;o de casos com colegas e maior aten&ccedil;&atilde;o a implica&ccedil;&otilde;es legais da pr&aacute;tica profissional<sup>9</sup><sup>, </sup><sup>10</sup><sup>, </sup><sup>25</sup><sup>, </sup><sup>26</sup>. Os recursos de ajuda apontados como mais &uacute;teis para lidar com esta experi&ecirc;ncia s&atilde;o a supervis&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o especializada, a discuss&atilde;o com colegas, a revis&atilde;o do caso e a participa&ccedil;&atilde;o nas cerim&oacute;nias f&uacute;nebres<sup>8</sup><sup>, </sup><sup>9</sup><sup>, </sup><sup>10</sup><sup>, </sup><sup>33</sup><sup>, </sup><sup>34</sup>.</p>    <p>Os objetivos deste estudo s&atilde;o: descrever as rea&ccedil;&otilde;es emocionais de psic&oacute;logos, psiquiatras e m&eacute;dicos de medicina geral perante o suic&iacute;dio de um paciente, considerado pelos pr&oacute;prios com maior impacto, identificar as mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e vida pessoal decorrentes deste acontecimento, identificar os recursos de ajuda ou suporte usados para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o e conhecer como estes profissionais de sa&uacute;de avaliam a utilidade de cada suporte usado. O estudo pretende tamb&eacute;m contribuir para o conhecimento dos fatores relacionados com a experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente, investigando se existem diferen&ccedil;as nesta viv&ecirc;ncia devidas &agrave;s caracter&iacute;sticas dos profissionais. Esperamos encontrar diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros e grupos profissionais. Esta investiga&ccedil;&atilde;o assume ainda particular relev&acirc;ncia por ser o primeiro estudo em Portugal a disponibilizar dados emp&iacute;ricos na &aacute;rea.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo</b></p>    <p><i>Instrumento</i></p>    <p>Para estudar o impacto do suic&iacute;dio de um paciente nos psic&oacute;logos, psiquiatras e m&eacute;dicos de medicina geral foi constru&iacute;do o <i>Question&aacute;rio Impacto do Suic&iacute;dio de um Paciente (QISP)</i> - vers&atilde;o para m&eacute;dicos e psic&oacute;logos (dispon&iacute;vel em anexo). O desenvolvimento deste question&aacute;rio foi baseado na revis&atilde;o de literatura e nos instrumentos internacionais existentes de avalia&ccedil;&atilde;o desta experi&ecirc;ncia<sup>8</sup><sup>, </sup><sup>13</sup><sup>, </sup><sup>25</sup><sup>, </sup><sup>31</sup><sup>, </sup><sup>32</sup><sup>, </sup><sup>33</sup>. O <i>QISP</i> &eacute; composto por tr&ecirc;s partes principais. A primeira parte recolhe informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e profissional dos participantes, tal como idade, g&eacute;nero, grupo profissional, anos de pr&aacute;tica, local de trabalho e a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica em preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio. A segunda parte questiona acerca do contacto dos profissionais com comportamentos suicid&aacute;rios na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e na vida pessoal. Na terceira parte solicita-se aos profissionais que identifiquem e caracterizem o suic&iacute;dio do paciente que maior impacto lhes causou e, atrav&eacute;s de quest&otilde;es abertas, que descrevam o que sentiram na altura, que rea&ccedil;&otilde;es tiveram e que mudan&ccedil;as profissionais e pessoais decorreram como consequ&ecirc;ncia deste acontecimento. Pede-se tamb&eacute;m aos profissionais que, retrospetivamente, avaliem em que medida aquele suic&iacute;dio era previs&iacute;vel e preven&iacute;vel. Apresenta-se ainda uma lista de poss&iacute;veis recursos de apoio e solicita-se que perante cada um deles os profissionais se posicionem quanto &agrave; sua utilidade. Finalmente, o question&aacute;rio inclui uma quest&atilde;o aberta que solicita aos m&eacute;dicos e psic&oacute;logos que, tendo em conta a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente, aconselhem um colega inexperiente sobre a melhor forma de lidar com a situa&ccedil;&atilde;o.</p>    <p><i>Participantes e procedimentos</i></p>    <p>Os potenciais participantes foram recrutados atrav&eacute;s de um processo de amostragem misto: amostragem focalizada (<i>targeted sampling</i>)<sup>35</sup> e amostragem bola de neve (<i>snowball</i>)<sup>36</sup><sup>, </sup><sup>37</sup>. No primeiro processo, amostragem focalizada, foram identificados diferentes locais de trabalho de diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s, tais como hospitais, centros de sa&uacute;de, faculdades, institui&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, onde se apresentou o estudo (presencialmente, via email ou carta) e convidou os profissionais, psic&oacute;logos, psiquiatras e m&eacute;dicos de medicina geral e familiar, a participarem.</p>    <p>No segundo m&eacute;todo, bola de neve, caracterizado pelos participantes do estudo recrutarem outros potenciais participantes atrav&eacute;s das suas redes profissionais ou pessoais, utilizaram-se procedimentos adicionais no sentido de obter um conjunto inicial de participantes mais representativo do que a t&eacute;cnica cl&aacute;ssica permite, tal como defendido na literatura<sup>38</sup><sup>, </sup><sup>39</sup><sup>, </sup><sup>40</sup>.</p>    <p>Estes procedimentos consistiram em: (1) solicitar aos profissionais (iniciais e intermedi&aacute;rios) que enviassem aos investigadores contactos (email, telefone ou endere&ccedil;o) de profissionais potenciais participantes ou que eles pr&oacute;prios convidassem outros colegas a participar, ou seja, foi solicitado que nomeassem potenciais participantes mas tamb&eacute;m que os recrutassem para o estudo; (2) limitar, em parte dos participantes, o n.&deg; de recrutados, solicitando que nomeassem entre 3-5 colegas; (3) no sentido de fomentar a colabora&ccedil;&atilde;o efetiva dos profissionais, usou-se um sistema de incentivos na apresenta&ccedil;&atilde;o, promotores da participa&ccedil;&atilde;o (p. ex. texto personalizado, refer&ecirc;ncia &agrave; import&acirc;ncia de obter respostas naquele distrito ou zona do pa&iacute;s). Estes procedimentos promovem composi&ccedil;&otilde;es de amostras que convergem e atingem um equil&iacute;brio depois de um n&uacute;mero relativamente limitado de cadeias, independentemente da amostra inicial, permitindo que se selecione arbitrariamente os primeiros participantes. Desta forma, apesar da sele&ccedil;&atilde;o n&atilde;o randomizada, o vi&eacute;s introduzido &eacute; progressivamente eliminado, ultrapassando-se um dos problemas centrais da tradicional bola de neve - a amostra inicial aleat&oacute;ria - e evitando efeitos de designado voluntarismo e diferen&ccedil;as das redes entre profissionais.</p>    <p>Os dados foram recolhidos quer atrav&eacute;s de question&aacute;rio on-line, cujo link foi enviado via email e colocado em sites de psicologia e medicina, quer atrav&eacute;s do question&aacute;rio em suporte de papel enviado por correio e acompanhado com um envelope individual pr&eacute;-pago para retorno. Os dados foram recolhidos em 2010 e 2011 e o anonimato e confidencialidade dos mesmos foram assegurados.</p>    <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>    <p>Realizaram-se an&aacute;lises de conte&uacute;do das respostas &agrave;s quest&otilde;es abertas, usando dois avaliadores independentes para a categoriza&ccedil;&atilde;o das mesmas. As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas usando o SPPSS vers&atilde;o 19. Calcularam-se estat&iacute;sticas descritivas e inferenciais. As diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente devidas a caracter&iacute;sticas do profissional foram investigadas atrav&eacute;s de an&aacute;lises de vari&acirc;ncia &- ANOVA a um fator <i>(one-way)</i> seguidas do teste post-hoc de Tukey, do teste t de <i>student</i> para amostras independentes e testes qui-quadrado (com corre&ccedil;&atilde;o de Bonferroni).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para estas an&aacute;lises, a idade e os anos de pr&aacute;tica foram recodificados em vari&aacute;veis categoriais de tr&ecirc;s intervalos. Foi ainda calculada uma medida global do apoio usado pelos profissionais, recodificada numa escala de tr&ecirc;s pontos: recurso a ajuda baixo ou muito baixo, moderado e alto ou muito alto. Foi tamb&eacute;m calculado um score global para a avalia&ccedil;&atilde;o da utilidade dos recursos, atrav&eacute;s da m&eacute;dia desta medida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>    <p><i>Caracter&iacute;sticas dos participantes</i></p>    <p>Participaram neste estudo 242 profissionais de sa&uacute;de, cujas caracter&iacute;sticas est&atilde;o descritas na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Cinquenta e tr&ecirc;s por cento eram psic&oacute;logos e 47 eram m&eacute;dicos, sendo que entre estes, 46 eram psiquiatras e 54 eram m&eacute;dicos de medicina geral e familiar. Quanto ao g&eacute;nero, 70 eram mulheres e 30 eram homens. A idade m&eacute;dia dos profissionais foi de 38 anos e a m&eacute;dia de experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica foi de 13 anos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao local de trabalho, 32 exercem a sua pr&aacute;tica em hospitais, 30 em centros de sa&uacute;de, 24 desenvolvem a sua atividade em faculdades ou escolas e 12 trabalham em projetos ou institui&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Catorze por cento indicam outros locais, onde se incluem equipas de tratamento do Instituto da Droga e da Toxicodepend&ecirc;ncia, Instituto Nacional de Emerg&ecirc;ncia M&eacute;dica e consulta de preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio, entre outros. Quase metade dos participantes (44) acumula os seus locais de trabalho com a pr&aacute;tica cl&iacute;nica privada. Relativamente &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o destes locais no pa&iacute;s: 48 eram do Norte, 21 do Centro, 27 do Sul e 4 dos A&ccedil;ores e da Madeira (3 profissionais trabalham em mais do que uma regi&atilde;o e 2 n&atilde;o indicaram a mesma).</p>    <p>Dezoito por cento dos participantes t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica em suic&iacute;dio, 43 classificam a sua forma&ccedil;&atilde;o como suficiente para acompanhar pacientes com comportamentos suicid&aacute;rios e a grande maioria dos profissionais de sa&uacute;de (85) sente-se capaz de identificar pacientes em risco de suic&iacute;dio. Simultaneamente, 60 concordam que necessitam de forma&ccedil;&atilde;o especializada na &aacute;rea, 85 julgam que &eacute; fundamental implementar planos de forma&ccedil;&atilde;o dirigidos a profissionais de sa&uacute;de e 12 avaliam-se como bons formadores na &aacute;rea da suicidologia.</p>    <p><i>Contacto com comportamentos suicid&aacute;rios</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A experi&ecirc;ncia dos participantes com comportamentos suicid&aacute;rios quer na vida privada quer na pr&aacute;tica cl&iacute;nica est&aacute; descrita na <a href="#t2">Tabela 2</a>. Sessenta e quatro profissionais de sa&uacute;de tiveram pelo menos um paciente que se suicidou, sendo que 44 s&atilde;o psiquiatras, 36 s&atilde;o m&eacute;dicos de medicina geral e familiar e 20 s&atilde;o psic&oacute;logos. Em m&eacute;dia decorreram 4 anos desde o &uacute;ltimo suic&iacute;dio do paciente e o preenchimento do question&aacute;rio (M=4,1 anos, <i>DP</i>=4,9), sendo que para alguns profissionais decorreram meses e para outros 30 anos. Ter passado pela experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente relacionou-se significativamente com o g&eacute;nero do profissional de sa&uacute;de (<i>X</i><sup>2</sup> (corre&ccedil;&atilde;o de Yates)=17,65, df=1, p=0,000): a propor&ccedil;&atilde;o de homens com esta experi&ecirc;ncia (46,5) &eacute; significativamente superior &agrave; das mulheres (18,9). N&atilde;o se encontram, por&eacute;m, diferen&ccedil;as significativas no n&uacute;mero de suic&iacute;dios de pacientes entre cl&iacute;nicos masculinos e femininos. Tamb&eacute;m foram encontradas diferen&ccedil;as significativas de acordo com o grupo profissional dos participantes (<i>X</i><sup>2</sup>=40,99, df=2, p=0,000). As propor&ccedil;&otilde;es de psic&oacute;logos, psiquiatras e m&eacute;dicos de medicina geral que tiveram, pelo menos, um paciente que se suicidou s&atilde;o significativamente diferentes: 11, 55 e 38, respetivamente. E foram tamb&eacute;m encontradas diferen&ccedil;as significativas no n.&deg; de suic&iacute;dios entre grupos (F (2, 60)=3,34, p=0,042). As diferen&ccedil;as encontradas nas m&eacute;dias de suic&iacute;dios s&atilde;o de magnitude moderada (Eta squared=0,10). O teste post-hoc de Tukey revelou que a m&eacute;dia de suic&iacute;dios de pacientes entre os psiquiatras (M=2,86, <i>DP</i>=2,19) &eacute; significativamente superior &agrave; m&eacute;dia de suic&iacute;dios de pacientes entre os psic&oacute;logos (M=1,25, <i>DP</i>=0,87). A m&eacute;dia de suic&iacute;dios de pacientes dos m&eacute;dicos de medicina geral (M=2,09, <i>DP</i>=1,76) n&atilde;o difere significativamente dos restantes profissionais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas do paciente e suic&iacute;dio com maior impacto</i></p>    <p>Os 64 profissionais que tiveram pelo menos um paciente suicida foram convidados a fornecer informa&ccedil;&otilde;es mais detalhadas sobre o suic&iacute;dio que lhes tinha provocado maior impacto (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mais de metade dos pacientes que se suicidaram eram do sexo masculino (67) e tinham idades compreendidas entre os 13-74 anos (M=38,5, <i>DP</i>=16,2). Em m&eacute;dia, estes suic&iacute;dios aconteceram h&aacute; 7 anos. Para alguns profissionais decorreram meses desde o suic&iacute;dio com maior impacto at&eacute; ao preenchimento do question&aacute;rio e para outros 40 anos. O m&eacute;todo para cometer suic&iacute;dio mais utilizado foi o enforcamento (32), seguido da arma de fogo e precipita&ccedil;&atilde;o (19). Sessenta e nove por cento dos profissionais referem que o suicida tinha um diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico identificado, destacando-se a depress&atilde;o como o mais comum (55), seguido da esquizofrenia e perturba&ccedil;&atilde;o bipolar (14). Em 33 dos casos os profissionais de sa&uacute;de descrevem a exist&ecirc;ncia de tentativas de suic&iacute;dio anteriores ao ato fatal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Suic&iacute;dio de um paciente: a experi&ecirc;ncia dos profissionais de sa&uacute;de</b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Forma como os profissionais tiveram conhecimento do suic&iacute;dio do seu paciente</i></p>    <p>Sessenta e oito por cento dos profissionais de sa&uacute;de ficaram a saber do suic&iacute;dio atrav&eacute;s dos familiares do paciente que comunicaram diretamente ao profissional ou fizeram chegar a informa&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o onde este exercia fun&ccedil;&otilde;es. Em 19 dos casos a not&iacute;cia foi dada por outros profissionais, como por exemplo, a assistente social ou elementos da equipa de enfermagem. Onze por cento dos profissionais de sa&uacute;de tiveram conhecimento do suic&iacute;dio atrav&eacute;s de outras pessoas que conheciam o suicida (que n&atilde;o familiares), como vizinhos ou outros pacientes amigos. Em 5 dos casos, a not&iacute;cia chegou atrav&eacute;s de notifica&ccedil;&atilde;o formal da pol&iacute;cia ou do tribunal. Em 3 dos casos, o profissional de sa&uacute;de foi chamados ao local do suic&iacute;dio, sendo confrontado diretamente com o acontecimento, e a mesma percentagem (3) soube da not&iacute;cia atrav&eacute;s de meios de comunica&ccedil;&atilde;o social.</p>    <p><i>Perce&ccedil;&atilde;o da possibilidade de prever e prevenir o suic&iacute;dio</i></p>    <p>Mais de metade dos profissionais de sa&uacute;de (53) percecionou o suic&iacute;dio do seu paciente como sendo nada ou pouco previs&iacute;vel e 35 consideraram que n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel preveni-lo (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Sentimentos perante o suic&iacute;dio do paciente</i></p>     <p>Sessenta profissionais de sa&uacute;de relataram o que sentiram ap&oacute;s o suic&iacute;dio do paciente. Os sentimentos descritos foram codificados em oito categorias descritas na <a href="#t5">Tabela 5</a>. O sentimento mais relatado pelos profissionais de sa&uacute;de foi o sofrimento emocional ou dor psicol&oacute;gica, referido por quase metade dos profissionais (47), incluindo tristeza, desespero, desgosto, sentimento de perda, dor e ang&uacute;stia, entre outros. A seguir, a categoria mais referida (35) &eacute; composta por preocupa&ccedil;&otilde;es, inseguran&ccedil;a, d&uacute;vidas e medos, quer relativos ao futuro e a novos pacientes - <i>&laquo;receio que voltasse a acontecer com outro doente&raquo;</i> - quer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o realizada com o paciente falecido: <i>&laquo;Questionei-me se teria feito tudo o que estava ao meu alcance para evitar esta situa&ccedil;&atilde;o&raquo;</i>. Vinte e oito por cento referiram a frustra&ccedil;&atilde;o ou outras emo&ccedil;&otilde;es negativas, como zanga ou desilus&atilde;o, dirigidas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o, paciente ou familiares, e incluindo a culpabiliza&ccedil;&atilde;o destes pelo suic&iacute;dio. Vinte e tr&ecirc;s por cento dos profissionais de sa&uacute;de sentiram-se chocados ou ficaram perplexos perante a situa&ccedil;&atilde;o. Vinte e dois por cento dos respondentes sentiram que falharam no reconhecimento dos sinais de risco ou que fracassaram na interven&ccedil;&atilde;o e 18 sentiram culpa e responsabilidade pelo suic&iacute;dio. Sentimentos de impot&ecirc;ncia s&atilde;o descritos por 17 dos profissionais. E, finalmente, 7 revelaram aceita&ccedil;&atilde;o ou resigna&ccedil;&atilde;o, sentindo o suic&iacute;dio como um resultado poss&iacute;vel, inevit&aacute;vel ou uma solu&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;vel para uma dor insuport&aacute;vel e prolongada no tempo<i>: &laquo;Aceitei: para a utente foi o culminar de um sofrimento de cerca de 40 anos&raquo;</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dura&ccedil;&atilde;o dos sentimentos descritos, 15 dos profissionais relataram que estes persistiram para al&eacute;m dos 6 meses ap&oacute;s o suic&iacute;dio do paciente, enquanto para mais de metade (57) estes sentimentos duraram menos de um m&ecirc;s.</p>     <p>N&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas entre os sentimentos relatados e o g&eacute;nero, a idade, os anos de pr&aacute;tica ou o grupo profissional dos participantes.</p>    <p><i>Mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica e outras rea&ccedil;&otilde;es</i></p>    <p>Al&eacute;m da descri&ccedil;&atilde;o dos sentimentos, 40 participantes descreveram outras rea&ccedil;&otilde;es relacionadas com o suic&iacute;dio do paciente e que, correspondem, principalmente, a mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Estas s&atilde;o apresentadas na <a href="#t6">Tabela 6</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Oitenta por cento dos profissionais relataram que, depois de passarem pela experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente, tornaram-se mais atentos aos sinais de risco de suic&iacute;dio e alteraram pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o: &laquo;<i>Passei a dar mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave; fase de melhoria sintomatol&oacute;gica e a valorizar seriamente todas as tentativas de suic&iacute;dio&raquo;; &laquo;maior n&uacute;mero de cuidados junto da fam&iacute;lia&raquo;</i> e <i>&laquo;maior n&uacute;mero de internamentos nas primeiras 2 semanas ap&oacute;s o in&iacute;cio do tratamento&raquo;</i>. Paralelamente, 28 referiram uma maior inseguran&ccedil;a e ansiedade na interven&ccedil;&atilde;o com potenciais suicidas e familiares, incluindo inseguran&ccedil;a relativa &agrave;s capacidades profissionais: &laquo;<i>Que n&atilde;o percebia nada de psiquiatria&raquo;</i>, <i>&laquo;questionei a minha capacidade para ser psic&oacute;loga&raquo;</i> ou &laquo;<i>receio de n&atilde;o ter capacidade profissional para enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o&raquo;</i>, s&atilde;o alguns exemplos. A seguir a rea&ccedil;&atilde;o mais comum (18) foi a de rever procedimentos ou refletir acerca da interven&ccedil;&atilde;o, nomeadamente em equipa. Treze por cento procurou forma&ccedil;&atilde;o ou informa&ccedil;&atilde;o especializada ou dedicou-se &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea. Por &uacute;ltimo, 5 dos profissionais de sa&uacute;de referiu que passaram a envolver mais a fam&iacute;lia nestes casos.</p>    <p>Quatro profissionais de sa&uacute;de (7) referiram implica&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as na vida pessoal motivadas pelo suic&iacute;dio do seu paciente. Uma maior capacidade de aceita&ccedil;&atilde;o da vida em geral, vontade abandonar a psiquiatria (ainda que tempor&aacute;ria), o ter que ir a tribunal por causa do caso e a op&ccedil;&atilde;o pela sa&uacute;de escolar, foram as implica&ccedil;&otilde;es descritas.</p>    <p><i>Recursos de apoio e perce&ccedil;&atilde;o da sua utilidade</i></p>    <p>Perante uma lista de poss&iacute;veis apoios, relativos &agrave; experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio do paciente, 62 profissionais de sa&uacute;de (97) indicaram quais os recursos usados e em que medida os mesmos foram &uacute;teis para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o (<a href="#t7">Tabela 7</a>). O recurso mais usado pelos profissionais foi o apoio dos colegas (63), seguido do contacto com a fam&iacute;lia do paciente (58), da revis&atilde;o do caso em equipa (44) e do apoio da fam&iacute;lia do pr&oacute;prio profissional (42). Relativamente &agrave; utilidade destes apoios, os profissionais de sa&uacute;de tendem a avaliar a supervis&atilde;o como o recurso mais &uacute;til, seguindo-se a revis&atilde;o do caso com a equipa e o apoio dos colegas. As medidas globais de uso de apoio (baixo ou muito baixo 68, moderado 25 e alto ou muito alto 7) e a medida global da avalia&ccedil;&atilde;o da utilidade de recursos usados indicam-nos que, na generalidade, os profissionais de sa&uacute;de tendem a recorrer pouco aos apoios apresentados, mas quando o fazem tendem a avali&aacute;-los como &uacute;teis. A contrariar esta tend&ecirc;ncia, surgem a fam&iacute;lia e os amigos do profissional de sa&uacute;de, cujas pontua&ccedil;&otilde;es de utilidade s&atilde;o as mais baixas. N&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas de g&eacute;nero na medida global de recurso a apoio, nem no score de utilidade. Da mesma forma n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as nestas medidas entre os psic&oacute;logos e os m&eacute;dicos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t7"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a08t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A grande maioria dos profissionais (98,4) referiram que n&atilde;o existe qualquer sistema formal de apoio na institui&ccedil;&atilde;o onde trabalham, previsto para apoiar os profissionais que passam pela experi&ecirc;ncia de um paciente se suicidar.</p>    <p><i>Sugest&otilde;es e outros coment&aacute;rios adicionais</i></p>    <p>Setenta por cento dos profissionais de sa&uacute;de que passaram pelo suic&iacute;dio de um paciente responderam ao desafio de aconselhar colegas inexperientes sobre a melhor forma de como lidar com este acontecimento. A sugest&atilde;o mais frequente foi a de partilhar com colegas, incluindo colegas experientes e colegas de confian&ccedil;a (47). Seguiram-se conselhos de rigor na interven&ccedil;&atilde;o, nomeadamente na identifica&ccedil;&atilde;o do risco e na atua&ccedil;&atilde;o vigilante e imediata, e onde se inclui o internamento e o encaminhamento para profissionais especializados (29). Proceder &agrave; revis&atilde;o do caso (27) e procurar supervis&atilde;o (20) foram tamb&eacute;m aconselhados. Aceitar que o suic&iacute;dio de um paciente faz parte da profiss&atilde;o e evitar sentimentos de culpa foi referido por 13 dos profissionais. A mesma percentagem aconselha a que se articule com a fam&iacute;lia enlutada, incluindo a presta&ccedil;&atilde;o de apoio, enquanto 11 salientam a import&acirc;ncia de se manter nestes casos um distanciamento emocional do caso e da fam&iacute;lia, sendo que um dos profissionais desaconselha a participa&ccedil;&atilde;o nas cerim&oacute;nias f&uacute;nebres. Por fim, 9 dos respondentes sugerem apoio interdisciplinar para o acompanhamento destes casos e que os profissionais perante o suic&iacute;dio de um paciente recorram a psicoterapia.</p>    <p>Alguns profissionais (23) acrescentaram um coment&aacute;rio adicional relativo &agrave; viv&ecirc;ncia do suic&iacute;dio do paciente. Estas observa&ccedil;&otilde;es foram no sentido de refor&ccedil;ar este acontecimento como uma experi&ecirc;ncia prov&aacute;vel e perturbadora - &laquo;<i>&eacute; uma morte que se carrega, &eacute; incomensur&aacute;vel&raquo;</i> - apesar do reconhecimento do suic&iacute;dio como uma possibilidade, um risco inevit&aacute;vel e a impossibilidade de prevenir todos os suic&iacute;dios: &laquo;<i>O suic&iacute;dio de um paciente psiqui&aacute;trico &eacute; um mau outcome, mas prov&aacute;vel em t&eacute;cnicos que lidem com pessoas em risco de suic&iacute;dio&raquo;.</i> Nestas observa&ccedil;&otilde;es &eacute; tamb&eacute;m referida a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na &aacute;rea da suicidologia, especificamente por parte dos m&eacute;dicos de medicina geral e familiar: &laquo;<i>&eacute; sempre uma experi&ecirc;ncia perturbante com que lido com alguma dificuldade. Os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia necessitam de mais forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental&raquo;.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>    <p>Este estudo, realizado com psic&oacute;logos, psiquiatras e m&eacute;dicos de medicina geral e familiar, acrescenta novos dados &agrave; suicidologia, particularmente ao estudo do impacto do suic&iacute;dio de um paciente em profissionais de sa&uacute;de, &aacute;rea, at&eacute; &agrave; data, inexplorada em Portugal.</p>    <p>Os dados emp&iacute;ricos deste estudo revelam que 27 dos profissionais de sa&uacute;de experienciaram o suic&iacute;dio de, pelo menos, um paciente. Esta frequ&ecirc;ncia, entre os estudos que usaram amostras multidisciplinares, tem uma varia&ccedil;&atilde;o muito ampla: entre 19<sup>5</sup>-70<sup>6</sup>. Por&eacute;m, diferen&ccedil;as na metodologia, nas taxas de resposta e na composi&ccedil;&atilde;o das amostras, em termos de grupos profissionais, limitam o valor destas compara&ccedil;&otilde;es. Os dois estudos referenciados inclu&iacute;ram, para al&eacute;m de m&eacute;dicos e psic&oacute;logos, t&eacute;cnicos de servi&ccedil;o social, educadores sociais e enfermeiros como participantes, sendo este &uacute;ltimo o grupo com maior representatividade. Relativamente aos processos de amostragem, tal como no estudo portugu&ecirc;s, foram identificados locais de trabalho, onde potencialmente os profissionais teriam pacientes que se tinham suicidado. Por&eacute;m, no estudo com taxa mais elevada este processo incluiu uma pr&eacute;-triagem destes locais, atrav&eacute;s de um question&aacute;rio pr&eacute;vio &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es, no sentido de identificar em quais tinha acontecido o suic&iacute;dio de utentes nos &uacute;ltimos 5 anos. Apenas nas que responderam afirmativamente, os profissionais foram convidados a participar<sup>6</sup>. Ou seja, apesar de se tratarem de propor&ccedil;&otilde;es de profissionais com pacientes que se suicidaram, a popula&ccedil;&atilde;o da qual se extra&iacute;ram os casos prevalentes &eacute; distinta, condicionando a comparabilidade. Num outro estudo, realizado com psiquiatras, psic&oacute;logos, enfermeiros, outros t&eacute;cnicos de sa&uacute;de mental e t&eacute;cnicos de servi&ccedil;o social a taxa de suic&iacute;dio de paciente encontrada foi de 21, mas esta preval&ecirc;ncia apresentada refere-se ao per&iacute;odo de est&aacute;gio ou internato destes profissionais<sup>4</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com o esperado, e com o descrito na literatura internacional<sup>9</sup><sup>, </sup><sup>28</sup>, neste estudo encontraram-se diferen&ccedil;as significativas na frequ&ecirc;ncia de suic&iacute;dio de pacientes entre os tr&ecirc;s grupos profissionais, sendo que, para os psiquiatras este &eacute; um risco acrescido. Neste estudo, 55 dos psiquiatras tiveram pelo menos um paciente que se suicidou, refor&ccedil;ando a evid&ecirc;ncia que esta &eacute; uma experi&ecirc;ncia comum para estes profissionais. Esta frequ&ecirc;ncia &eacute; compar&aacute;vel &agrave;s taxas obtidas em estudos realizados com psiquiatras no Canad&aacute; (50)<sup>13</sup> e nos EUA (51)<sup>10</sup> e inferior &agrave;s taxas obtidas em estudos com psiquiatras escoceses (68)<sup>8</sup>, irlandeses (80-82)<sup>41</sup><sup>, </sup><sup>42</sup> e belgas (92)<sup>43</sup>.</p>    <p>A percentagem de psic&oacute;logos portugueses que tiveram um paciente que se suicidou foi de 11. Comparando com pesquisas norte-americanas, efetuadas com este grupo profissional, verifica-se que a taxa portuguesa &eacute; inferior &agrave; encontrada numa amostra de psic&oacute;logos (22)<sup>9</sup>, mas igual &agrave; obtida numa amostra de psic&oacute;logos estagi&aacute;rios (11)<sup>12</sup>.</p>    <p>Num estudo irland&ecirc;s os autores encontraram uma frequ&ecirc;ncia de 86 de m&eacute;dicos de medicina geral com pacientes que se tinham suicidado<sup>21</sup>, taxa consideravelmente mais elevada que a obtida no nosso estudo (38). No entanto, os dados emp&iacute;ricos dispon&iacute;veis acerca da frequ&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de pacientes dos m&eacute;dicos de medicina geral s&atilde;o muito escassos. Apesar desta lacuna, os estudos que procuram determinar as taxas de contacto dos suicidas com cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios fornecem indicadores indiretos de que esta frequ&ecirc;ncia ser&aacute; elevada: em m&eacute;dia, cerca de metade dos suicidas contactam com m&eacute;dicos de medicina geral durante o ano antecedente &agrave; morte<sup>15</sup><sup>, </sup><sup>16</sup><sup>, </sup><sup>17</sup><sup>, </sup><sup>18</sup> e cerca de 20 estabelecem este contacto dias antes da morte<sup>18</sup>. Em pacientes idosos estes n&uacute;meros s&atilde;o ainda mais impressionantes: 73 visita o seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia no m&ecirc;s antecedente ao suic&iacute;dio<sup>43</sup>. Estes dados foram calculados a partir da revis&atilde;o de estudos que disponibilizam dados do contacto com os cuidados de sa&uacute;de de suicidas antes do ato fatal (incluindo autopsias psicol&oacute;gicas e an&aacute;lise de registos)<sup>16</sup><sup>, </sup><sup>18</sup>, ou na pr&oacute;pria revis&atilde;o de registos m&eacute;dicos e m&eacute;dico-legais<sup>17</sup><sup>, </sup><sup>44</sup>.</p>    <p>Para al&eacute;m de diferen&ccedil;as entre os grupos profissionais, constatou-se que era mais prov&aacute;vel um profissional de sa&uacute;de masculino ter passado pela experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente que uma profissional de sa&uacute;de feminina. Os dados dispon&iacute;veis relativos a estas diferen&ccedil;as de g&eacute;nero n&atilde;o s&atilde;o consensuais. H&aacute; estudos que encontraram, tal como neste, diferen&ccedil;as nas propor&ccedil;&otilde;es entre os que tiveram e os que n&atilde;o tiveram pacientes suicidas<sup>45</sup>, enquanto noutros estudos estas diferen&ccedil;as n&atilde;o foram significativas<sup>9</sup><sup>, </sup><sup>12</sup>. Outros dados mostram que, dentro dos que passaram pela experi&ecirc;ncia, os homens tiveram mais suic&iacute;dios de pacientes que as mulheres<sup>43</sup>.</p>    <p>Este estudo mostra que o suic&iacute;dio de um paciente tem um impacto emocional e profissional consider&aacute;vel nos m&eacute;dicos e psic&oacute;logos portugueses - &laquo;<i>&eacute; uma experi&ecirc;ncia que n&atilde;o nos abandona enquanto formos terapeutas, fica c&aacute; dentro</i>&raquo; causando sofrimento emocional e outros sentimentos negativos, tais como, medo, frustra&ccedil;&atilde;o, choque, sentimento de fracasso, culpa, entre outros, e levando a mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Estes resultados est&atilde;o de acordo com o encontrado em pesquisas internacionais.</p>    <p>Os resultados deste estudo permitem sintetizar o impacto do suic&iacute;dio de um paciente em efeitos positivos e negativos para pr&aacute;tica cl&iacute;nica, &agrave; semelhan&ccedil;a do apresentado numa investiga&ccedil;&atilde;o com internos de psiquiatria<sup>46</sup>. Os efeitos positivos, referidos por uma percentagem elevada dos participantes, correspondem &agrave; experi&ecirc;ncia de aprendizagem que este acontecimento proporcionou, traduzindo-se numa maior aten&ccedil;&atilde;o e rigor na avalia&ccedil;&atilde;o do risco e na interven&ccedil;&atilde;o com eventuais suicidas. Inclu&iacute;ram ainda, a&ccedil;&otilde;es realizadas com o intuito de melhorar a pr&aacute;tica, tais como revis&atilde;o de procedimentos e o investimento em forma&ccedil;&atilde;o especializada. Os efeitos negativos ou potencialmente prejudiciais para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica foram referidos por 28 dos profissionais de sa&uacute;de e inclu&iacute;ram maior inseguran&ccedil;a, incerteza e ansiedade ao lidar com pacientes e fam&iacute;lias e um enfraquecimento da confian&ccedil;a nas pr&oacute;prias capacidades profissionais. Litman<sup>24</sup> refor&ccedil;a que n&iacute;veis de ansiedade excessivos perante a possibilidade de comportamentos suicidas podem comprometer a efic&aacute;cia dos terapeutas nestes casos. O suic&iacute;dio de um paciente, considerado como um dos acontecimentos mais perturbadores da pr&aacute;tica cl&iacute;nica<sup>1</sup><sup>, </sup><sup>2</sup><sup>, </sup><sup>3</sup>, pode tamb&eacute;m constituir-se como uma oportunidade de aprendizagem profissional.</p>    <p>Os sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es descritos pelos profissionais de sa&uacute;de deste estudo indicam a viv&ecirc;ncia de um processo de luto - &laquo;<i>sentimento de perda</i>, <i>tristeza profunda</i>, <i>desgosto</i>, <i>dor&raquo; -</i>. Simultaneamente, os resultados s&atilde;o tamb&eacute;m reveladores da exist&ecirc;ncia de reequacionamento de quest&otilde;es profissionais, incluindo o confronto com limita&ccedil;&otilde;es <i>- &laquo;fiz tudo o que podia para evitar?&raquo; -</i> e responsabilidades <i>- &laquo;reforcei o meu sentimento de responsabilidade&raquo;</i>. Inclui ainda a adapta&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias profissionais. De acordo com Litman<sup>24</sup>, ap&oacute;s o suic&iacute;dio de um paciente coexistem dois tipos de rea&ccedil;&atilde;o: uma rea&ccedil;&atilde;o pessoal relacionada com um processo de luto normal e uma rea&ccedil;&atilde;o relacionada com a fun&ccedil;&atilde;o profissional espec&iacute;fica.</p>    <p>Neste estudo 22 dos profissionais de sa&uacute;de relataram sentimentos de fracasso e 18 de culpa perante o suic&iacute;dio do seu paciente. Embora o tema da adapta&ccedil;&atilde;o e <i>coping</i> p&oacute;s-suic&iacute;dio seja gerador de alguma disc&oacute;rdia na literatura, parece que poucos acontecimentos da pr&aacute;tica cl&iacute;nica ser&atilde;o causadores de um sentimento de fracasso e culpa t&atilde;o intensos como o suic&iacute;dio de um paciente<sup>47</sup>. Perante outro tipo de mortes, nomeadamente decorrentes de doen&ccedil;a grave n&atilde;o psiqui&aacute;trica, mais facilmente se considera a ocorr&ecirc;ncia como inevit&aacute;vel. Ao contr&aacute;rio, o suic&iacute;dio &eacute; tendencialmente perspetivado como evit&aacute;vel e poss&iacute;vel prevenir, gerando nos profissionais o sentimento de que poderiam ter feito melhor, deveriam ter estado mais atentos aos sinais ou que deviam ter sido mais rigorosos e vigilantes quanto a quest&otilde;es de internamento ou follow-up. Neste estudo, apenas 7 descreveu sentir o suic&iacute;dio do seu paciente como um resultado inevit&aacute;vel ou uma solu&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;vel (face a uma dor insuport&aacute;vel e prolongada no tempo). Simultaneamente, 53 retrospetivaram o suic&iacute;dio do seu paciente como nada ou pouco previs&iacute;vel e 35 consideraram que n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel preveni-lo. Estes dados parecem refletir a dificuldade que &eacute; para os profissionais equilibrarem atitudes perante o suic&iacute;dio de um paciente. Ou seja, considerarem o suic&iacute;dio como inevit&aacute;vel e imprevis&iacute;vel pode proteg&ecirc;-los da culpa e evitar uma cultura de responsabilidade excessiva. Ao mesmo tempo, esta atitude poder&aacute; promover descren&ccedil;a nos efeitos da interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica<sup>8</sup>, agravada pelo fraco poder preditivo dos fatores de risco do suic&iacute;dio<sup>48</sup><sup>, </sup><sup>49</sup> e pelo facto das estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o eficazes com base na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica serem muito reduzidas<sup>50</sup><sup>, </sup><sup>51</sup>.</p>    <p>Com este estudo ficamos tamb&eacute;m a saber que, em caso de suic&iacute;dio de um paciente, n&atilde;o existem sistemas de apoio espec&iacute;ficos nos diferentes locais de trabalho e que, para al&eacute;m disso, os profissionais de sa&uacute;de tendem a n&atilde;o pedir ajuda nestas circunst&acirc;ncias. Por&eacute;m, quando recorrem a algum tipo de suporte avaliam-no, geralmente, como &uacute;til. Uma primeira poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para os profissionais recorrerem pouco a ajuda &eacute; a da experi&ecirc;ncia n&atilde;o carecer de suporte espec&iacute;fico. Mas os dados deste estudo contariam esta explica&ccedil;&atilde;o: os recursos avaliados como menos &uacute;teis s&atilde;o, exatamente, os suportes n&atilde;o especializados ou espec&iacute;ficos da situa&ccedil;&atilde;o - amigos e fam&iacute;lia do pr&oacute;prio profissional. Assim, outra hip&oacute;tese de explica&ccedil;&atilde;o prende-se com o estigma social e profissional a que se mant&eacute;m ligado este acontecimento. O suic&iacute;dio de um paciente &eacute; visto como um resultado profissional errado e associado a uma falha do cl&iacute;nico (como j&aacute; discutido). Esta atitude pode contribuir para uma resist&ecirc;ncia na procura de ajuda e criar barreiras &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es adequadas p&oacute;s-suic&iacute;dio. Designadas na literatura internacional por medidas de <i>postvention</i>, estas a&ccedil;&otilde;es incluem providenciar apoio &agrave; fam&iacute;lia do suicida, a outros elementos da equipa que tenham acompanhado o paciente (como por exemplo enfermeiros) e a outros pacientes (particularmente em meio hospitalar), assim como de garantir suporte ao pr&oacute;prio cl&iacute;nico<sup>25</sup><sup>, </sup><sup>32</sup><sup>, </sup><sup>47</sup><sup>, </sup><sup>52</sup><sup>, </sup><sup>53</sup><sup>, </sup><sup>54</sup><sup>, </sup><sup>55</sup><sup>, </sup><sup>56</sup><sup>, </sup><sup>57</sup>.</p>    <p>De acordo com o encontrado em pesquisas emp&iacute;ricas anteriores<sup>3</sup><sup>, </sup><sup>5</sup><sup>, </sup><sup>13</sup><sup>, </sup><sup>43</sup><sup>, </sup><sup>58</sup><sup>, </sup><sup>59</sup>, o apoio dos colegas foi o recurso p&oacute;s-suic&iacute;dio mais utilizado pelos profissionais de sa&uacute;de e avaliado como um dos mais &uacute;teis. O recurso avaliado com maior utilidade, o supervisor, foi usado por poucos profissionais, refletindo, provavelmente, a dificuldade em aceder &agrave; supervis&atilde;o, quer pelo tipo de (in) disponibilidade deste recurso em meios institucionais, quer pelo facto de implicar em muitos casos, gastos econ&oacute;micos consider&aacute;veis. Apesar da escassez de dados emp&iacute;ricos espec&iacute;ficos, a literatura defende que a supervis&atilde;o pode ter um papel importante para o profissional de sa&uacute;de em casos de suic&iacute;dio de um paciente<sup>12</sup><sup>, </sup><sup>13</sup><sup>, </sup><sup>33</sup><sup>, </sup><sup>52</sup><sup>, </sup><sup>53</sup><sup>, </sup><sup>60</sup><sup>, </sup><sup>61</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O contacto com a fam&iacute;lia do suicida, tendo uma dupla fun&ccedil;&atilde;o, de apoio aos familiares e de integra&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia por parte do profissional, e a revis&atilde;o do caso em equipa, ambos claramente aconselhados na literatura como pr&aacute;ticas a seguir p&oacute;s-suic&iacute;dio, foram validados pelos resultados deste estudo.</p>    <p>Apenas 10 dos profissionais foram ao funeral do seu paciente, percentagem inferior &agrave; encontrada em amostras de psiquiatras belgas (17)<sup>59</sup> (26)<sup>43</sup> e escoceses (15)<sup>8</sup> e psic&oacute;logos norte-americanos (18)<sup>12</sup>. Na literatura &eacute; referido que, na generalidade, os profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o v&atilde;o &agrave;s cerim&oacute;nias f&uacute;nebres, mas aqueles que o fazem consideram-no &uacute;til, quer para si quer para a fam&iacute;lia enlutada<sup>12</sup><sup>, </sup><sup>62</sup><sup>, </sup><sup>63</sup>. Neste estudo, metade dos profissionais que foram ao funeral consideraram-no &uacute;til.</p>    <p>Para al&eacute;m da revis&atilde;o de caso, da partilha com os colegas, da supervis&atilde;o, do contacto com a fam&iacute;lia e da presen&ccedil;a no funeral ou envio de cart&atilde;o de condol&ecirc;ncias, a literatura aconselha tamb&eacute;m a forma&ccedil;&atilde;o especializada como recurso adequado para lidar com este acontecimento<sup>13</sup><sup>, </sup><sup>56</sup><sup>, </sup><sup>59</sup><sup>, </sup><sup>64</sup>. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o, apenas 18 t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o especializada e mais de metade considera a sua prepara&ccedil;&atilde;o insuficiente para acompanhar pacientes suicidas. A necessidade de forma&ccedil;&atilde;o, para melhorar compet&ecirc;ncias na interven&ccedil;&atilde;o com comportamentos suicid&aacute;rios, &eacute; reconhecida pela maioria dos participantes. Ser&aacute; assim essencial que a forma&ccedil;&atilde;o em suicidologia se generalize a mais profissionais de sa&uacute;de. Esta forma&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m dos conte&uacute;dos tradicionalmente abordados (avalia&ccedil;&atilde;o do risco, gest&atilde;o da crise, epidemiologia, fatores de risco), dever&aacute; incluir procedimentos de <i>postvention</i>, assim como componentes formativas em que se antecipe o suic&iacute;dio de um paciente como um risco prov&aacute;vel, e se reflita acerca de quest&otilde;es de responsabilidade<sup>3</sup><sup>, </sup><sup>64</sup>.</p>    <p>A forma&ccedil;&atilde;o suicidol&oacute;gica recebida nas diferentes forma&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas &eacute; escassa. Um estudo recente com profissionais de sa&uacute;de portugueses revela que as dificuldades no acompanhamento de indiv&iacute;duos suicidas podem situar-se em 4 n&iacute;veis diferentes: n&iacute;vel t&eacute;cnico (p. ex. avalia&ccedil;&atilde;o do risco), n&iacute;vel emocional (p. ex. medo que o indiv&iacute;duo se suicide), n&iacute;vel relacional e comunicacional (p. ex. como dialogar com o paciente acerca da morte) e ao n&iacute;vel da abordagem da fam&iacute;lia.<sup>1</sup> As limita&ccedil;&otilde;es da forma&ccedil;&atilde;o com consequ&ecirc;ncias ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias de avalia&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de pacientes suicidas por parte dos profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; exclusiva do nosso pais<sup>65</sup><sup>, </sup><sup>66</sup><sup>, </sup><sup>67</sup>. Acresce que tem vindo a ser demonstrado que uma das estrat&eacute;gias eficazes de preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio com base na evid&ecirc;ncia &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de, com destaque para os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia<sup>49</sup><sup>, </sup><sup>50</sup>. Juntam-se ainda dados que revelam que dada a complexidade da interven&ccedil;&atilde;o com pacientes suicidas &eacute; necess&aacute;rio forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, espec&iacute;fica e baseada na experi&ecirc;ncia<sup>68</sup>.</p>    <p>Neste estudo, n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas entre g&eacute;neros na experi&ecirc;ncia do suic&iacute;dio de um paciente, ou seja, apesar de ser mais prov&aacute;vel para um profissional de sa&uacute;de homem ter tido um paciente que se suicidou, quando passam pela situa&ccedil;&atilde;o, homens e mulheres parecem ter vivenciado este acontecimento de forma semelhante. Tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos de apoio p&oacute;s-suic&iacute;dio. Estes resultados contrastam com estudos anteriores<sup>5</sup><sup>, </sup><sup>6</sup><sup>, </sup><sup>14</sup><sup>, </sup><sup>29</sup><sup>, </sup><sup>31</sup><sup>, </sup><sup>42</sup>.</p>    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo profissional a literatura n&atilde;o &eacute; consensual nem linear. Existem estudos que, tal como este, n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as entre grupos profissionais<sup>31</sup>. Outros obtiveram n&iacute;veis de impacto emocional negativo significativamente mais elevado nos psiquiatras que nos psic&oacute;logos<sup>29</sup>. Outros ainda, n&atilde;o encontram diferen&ccedil;as na intensidade das respostas, mas identificaram efeitos significativos nas mudan&ccedil;as das pr&aacute;ticas profissionais entre alguns grupos espec&iacute;ficos<sup>6</sup>.</p>    <p>Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas. Em primeiro lugar, a representatividade n&atilde;o pode ser garantida atrav&eacute;s do processo de amostragem utilizado (focalizada cruzado com bola de neve). Por&eacute;m, foram usados procedimentos metodol&oacute;gicos adicionais que fazem com que um vi&eacute;s sistem&aacute;tico seja improv&aacute;vel. Em segundo lugar, o facto de se seguir um desenho que assegura o anonimato, torna imposs&iacute;vel verificar que percentagem, dos que n&atilde;o responderam, teve ou n&atilde;o pacientes que se suicidaram, condicionando o valor da taxa de profissionais com suic&iacute;dio de pacientes. Terceiro, e porque o objetivo do estudo era descrever os sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es perante o suic&iacute;dio de paciente considerado pelos profissionais de sa&uacute;de com maior impacto, o estudo poder&aacute; n&atilde;o ser representativo de todos os suic&iacute;dios com que os profissionais lidaram. De referir ainda a impossibilidade, do c&aacute;lculo da taxa de resposta ao estudo dado o desenho metodol&oacute;gico.</p>    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o futura dever&aacute; explorar rela&ccedil;&otilde;es entre atitudes perante o suic&iacute;dio e impacto do suic&iacute;dio de um paciente, aprofundar o estudo dos efeitos das vari&aacute;veis socioprofissionais, incluindo vari&aacute;veis de forma&ccedil;&atilde;o, e ainda estudar dificuldades espec&iacute;ficas dos profissionais perante comportamentos suicid&aacute;rios. Aconselha-se ainda o uso de entrevistas de profundidade no sentido de apurar fatores chave para o processo de adapta&ccedil;&atilde;o e aprendizagem ap&oacute;s o suic&iacute;dio de um paciente.</p>    <p>Como referiram os profissionais de sa&uacute;de, o suic&iacute;dio de um paciente apesar de ser <i>&laquo;um risco inevit&aacute;vel para quem trabalha com certo tipo de popula&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma experi&ecirc;ncia muito dif&iacute;cil de viver&raquo;</i>. Assim, caber&aacute; &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o produzir mais conhecimento sobre o impacto deste acontecimento, os processos de adapta&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais e os fatores que medeiam o mesmo, no sentido de promover que esta <i>experi&ecirc;ncia dif&iacute;cil</i> seja uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional e potencie interven&ccedil;&otilde;es futuras de qualidade com pacientes em risco.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bibliograf&iacute;a</b></p>     <!-- ref --><p>1. Deutsch CJ. Self-reported sources of stress among psychotherapists. Prof Psychol-Res Pract. 1984; 15:833-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201300020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>2. Menninger WW. Anxiety in the psychotherapist. Bull Menninger Clin. 1990; 54:232-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201300020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>3. Menninger WW. Patient suicide and its impact on the psychotherapist. Bull Menninger Clin. 1991; 55:216-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201300020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>4. Brown HN. The impact of suicide on therapists in training. Compr Psych. 1987; 28:101-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201300020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>5. Gaffney P, Russell V, Collins K, Bergin A, Halligan P, Carey C,  et-al. Impact of patient suicide on front-line staff in Ireland. Death Studies. 2009; 33:639-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201300020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>6. Gulfi A, Dransart D, Heeb JL, Gutjahr E. The Impact of patient suicide on the professional reactions and practices of mental health caregivers and social workers. Crisis. 2010; 31:202-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201300020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>7. Linke S, Wojciak J, Day S. The impact of suicide on community mental health teams: findings and recommendations. Psych Bull. 2002; 26:50-2. 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201300020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>8. Alexander D, Klein S, Gray N, Dewar I, Eagles J. Suicide by patients: questionnaire study of its effect on consultant psychiatrists. BMJ. 2000; 320:1571-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201300020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>9. Chemtob CM, Hamada RS, Bauer G, Kinney B, Torigoe RY. Patient suicide: frequency and impact on psychologists. Am J Psychiatry. 1988; 19:416-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201300020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>10. Chemtob CM, Hamada RS, Bauer G, Kinney B, Torigoe RY. Patients' suicides: frequency and impact on psychiatrists. Am J Psychiatry. 1988; 145:224-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201300020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>11. Chemtob CM, Bauer GB, Hamada RS, Pelowsky SR, Muraoka MY. Patient suicide: occupational hazard for psychologists and psychiatrists. Am J Psychiatry. 1989; 20:294-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201300020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>12. Kleespies PM, Penk WE, Forsyth JP. The stress of patient suicidal behavior during clinical training: incidence, impact, and recovery. Am J Psychiatry. 1993; 24:293-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201300020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>13. Ruskin R, Sakinofsky I, Bagby RM, Dickens S, Sousa G. Impact of patient suicide on psychiatrists and psychiatric trainees. Acad Psychiatry. 2004; 28:104-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201300020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>14. Wurst FM, Kunz I, Skipper G, Wolfersdorf M, Beine K, Thon N. The therapists' reaction to a patient suicide, results of a survey and implications for healthcare professionals' well-being. Crisis. 2011; 32:99-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201300020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>15. Bryan CJ, Rudd MD. Managing suicide risk in primary care. New York: Springer Publishing Company; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201300020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>16. Luoma JB, Martin CE, Pearson JL. Contact with mental health and primary care providers before suicide: a review of the evidence. Am J Psychiatry. 2002; 159:909-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201300020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>17. Pearson A, Saini P, da Cruz D, Miles C, While D, Swinson N,  et-al. Primary care contact prior to suicide in individuals with mental illness. Br J Gen Pract. 2009; 59:825-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201300020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>18. Pirkis J, Burgess P. Suicide and recency of health care contacts: a systematic review. Br J Psychiatry. 1998; 173:462-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201300020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>19. Slap G, Vorters D, Khalid N, Margulis S, Forke C. Adolescent suicide attempters: do physicians recognize them?. J Adolesc Health. 1992; 13:286-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201300020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>20. Davidsen AS. 'And then one day he'd shot himself. Then I was really shocked': general practitioners' reaction to patient suicide. Patient Educ Couns. 2011; 85:113-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201300020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>21. Halligan P, Corcoran P. The impact of patient suicide on rural general practitioners. Br J Gen Pract. 2001; 51:295-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-9025201300020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>22. Kendall K, Wiles R. Resisting blame and managing emotion in general practi the case of patient suicide. Soc Sci Med. 2010; 70:1714-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-9025201300020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>23. Horn P. Therapists' psychological adaptation to client suicide. Psychotherapy. 1994; 31:190-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-9025201300020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>24. Litman RE. When patients commit suicide. Am J Psychother. 1965; 19:570-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-9025201300020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>25. Hendin H, Lipschitz A, Maltsberger JT, Haas AP, Wynecoop S. Therapists' reactions to patients' suicides. Am J Psychiatry. 2000; 157:2022-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-9025201300020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>26. Yousaf F, Hawthorne M, Sedgwick P. Impact of patient suicide on psychiatric trainees. Psych Bull. 2002; 26:53-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201300020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>27. Foley S, Kelly B. When a patient dies by suicide: incidence, implications and coping strategies. Adv Psych Treat. 2007; 13:134-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201300020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>28. VanLith CD. Psychotherapists as patient suicide survivors: a review of the literature on psychiatrists and psychologists, including those in training. California: Biola Univ; 1996. Doctoral dissertation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201300020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>29. Wurst FM, Mueller S, Petitjean S, Euler S, Thon N, Wiesbeck G,  et-al. Patient suicide: a survey of therapists' reactions. Suicide Life Threat Behav. 2010; 40:328-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201300020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>30. Kahne MJ. Suicide among patients in mental hospitals: a study of the psychiatrists who conducted their psychotherapy. Psychiatry. 1968; 31:32-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-9025201300020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>31. Grad OT, Zavasnik A, Groleger U. Suicide of a patient: gender differences in bereavement reactions of therapists. Suicide Life Threat Behav. 1997; 27:379-86. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-9025201300020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>32. Hendin H, Haas AP, Maltsberger J, Szanto K, Rabinowicz H. Factors contributing to therapists' distress after the suicide of a patient. Am J Psychiatry. 2004; 161:1442-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201300020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>33. Kleespies PM, Smith MR, Becker BR. Psychology interns as patient suicide survivors: incidence, impact and recovery. Prof Psychol-Res Pract. 1990; 21:257-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-9025201300020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>34. Pilkinton P, Etkin M. Encountering suicide: the experience of psychiatric residents. Acad Psychiatry. 2003; 27:93-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-9025201300020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>35. Watters JK, Biernacki P. Targeted sampling: options for the study of hidden populations. Soc Probl. 1989; 36:416-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-9025201300020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>36. Browne K. Snowball sampling: using social networks to research non-heterosexual women. Int J Soc Res Method. 2005; 8:47-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-9025201300020000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>37. Faugier J, Sargeant M. Sampling hard to reach populations. J Adv Nurs. 1997; 26:790-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-9025201300020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>38. Heckathorn D. Respondent-driven sampling: a new approach to the study of hidden populations. Soc Probl. 1997; 44:174-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-9025201300020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>39. Heckathorn D. Respondent-driven sampling: II. Deriving valid population estimates from chain-referral samples of hidden populations. Soc Probl. 2002; 49:11-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-9025201300020000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>40. Negreiros J, Magalh&atilde;es A. Estimativas da preval&ecirc;ncia do consumo problem&aacute;tico de drogas - Portugal 2005. Lisboa: Instituto da Droga e da Toxicodepend&ecirc;ncia, I.P; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-9025201300020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>41. Landers A, O'Brien S, Phelan D. Impact of patient suicide on consultant psychiatrists in Ireland. Psych Online. 2010; 34:136-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-9025201300020000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>42. Cryan EMJ, Kelly P, McCaffrey B. The experience of patient suicide among Irish psychiatrists. Psych Bull. 1995; 19:4-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-9025201300020000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>43. Rothes I, Scheerder G, van Audenhove C, Henriques M. Patient suicide: The experience of Flemish psychiatrists. Suicide Life Threat Behav. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-9025201300020000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>44. Juurlink DN, Herrmann N, Szalai JP, Kopp A, Redelmeier DA. Medical illness and the risk of suicide in the elderly. Arch Intern Med. 2004; 164:1179-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-9025201300020000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>45. Pope KS, Tabachnick BG. Therapists' anger, hate, fear, and sexual feelings: National survey of therapist responses, client characteristics, critical events, formal complaints, and training. Prof Psychol-Res Pract. 1993; 24:142-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-9025201300020000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>46. Courtenay KP, Stephens JP. Patient suicide experienced by psychiatric trainees. Psych Bull. 2001; 25:51-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-9025201300020000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>47. Lloyd GG. Suicide in hospital: guidelines for prevention. J R Soc Med. 1995; 88:344-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-9025201300020000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>48. Eagles J, Klein S, Gray N, Dewar I, Alexander D. Role of psychiatrists in the prediction and prevention of suicide: a perspective from north-east Scotland. Br J Psychiatry. 2001; 178:494-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-9025201300020000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>49. Powell J, Geddes J, Deeks J, Goldacre M, Hawton K. Suicide in psychiatric hospital in-patients: risk factors and their predictive power. Br J Psychiatry. 2000; 176:266-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-9025201300020000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>50. Mann JJ, Apter A, Bertolote J, Beautrais A, Currier D, Haas A,  et-al. Suicide prevention strategies: a systematic review. JAMA. 2005; 294:2064-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-9025201300020000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>51. van der Feltz-Cornelis CM, Sarchiapone M, Postuvan V, Volker D, Roskar S, Grum AL,  et-al. Best practice elements of multilevel suicide prevention strategies: a review of systematic reviews. Crisis. 2011; 32:319-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-9025201300020000800051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>52. Ellis TE, Dickey TO, Jones EC. Patient suicide in psychiatry residency programs: a national survey of training and postvention practices. Acad Psychiatry. 1998; 22:181-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-9025201300020000800052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>53. Campbell C, Fahy T. The role of the doctor when a patient commits suicide. Psychiatric Bulletin. 2002; 26:44-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-9025201300020000800053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>54. Farberow N. The mental health professional as suicide survivor. Clin Neuropsy. 2005; 2:13-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-9025201300020000800054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>55. Hodelet N, Hughson M. What to do when a patient commits suicide?. Psych Bull. 2001; 25:43-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0870-9025201300020000800055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>56. Michel K, Armson S, Fleming G, Rosenbauer C, Takahashi Y. After suicide: who counsels the therapist?. Crisis. 1997; 18:128-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0870-9025201300020000800056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>57. Sakinofsky I. The aftermath of suicide: managing survivors' bereavement. Can J Psychiatry. 2007; 52:129S-36S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0870-9025201300020000800057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>58. Goldstein LS, Buongiorno PA. Psychotherapists as suicide survivors. Am J Psychother. 1984; 38:392-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0870-9025201300020000800058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>59. Pieters G, de Gucht V, Joos G, de Heyn E. Frequency and impact of patient suicide on psychiatric trainees. Eur Psychiatry. 2003; 18:345-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0870-9025201300020000800059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>60. Knox S, Burkard AW, Jackson JA, Schaack AM, Hess SA. Therapists-in-training who experience a client suicide: implications for supervision. Prof Psychol-Res Pract. 2006; 37:547-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-9025201300020000800060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>61. Lafayette JM, Stern TA. The impact of a patient's suicide on psychiatric trainees: a case study and review of the literature. Harv Rev Psychiatry. 2004; 12:49-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-9025201300020000800061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>62. Campbell FR. Aftermath of suicide: the clinician's role. En: Simon R.I., Hales R.E., editors. Textbook of suicide assessment and management. Washington, DC: American Psychiatric Publishing; 2006. 459-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-9025201300020000800062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>63. Tanney B. After a suicide: a helper's handbook. En: Mishara B., editors. The impact of suicide. New York: Springer Publishing Company; 1995. 85-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-9025201300020000800063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>64. Brown HN. Patient suicide during residency training (1): incidence, implications, and program response. J Psychiatr Educ. 1987; 11:201-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0870-9025201300020000800064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>65. Hawgood JL, Krysinska KE, Ide N, de Leo D. Is suicide prevention properly taught in medical schools?. Med Teach. 2008; 30:287-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-9025201300020000800065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>66. Palmieri G, Forghieri M, Ferrari S, Pingani L, Coppola P, Colombini N,  et-al. Suicide intervention skills in health professionals: a multidisciplinary comparison. Arch Suicide Res. 2008; 12:232-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0870-9025201300020000800066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>67. Schmitz WM, Allen MH, Feldman BN, Gutin NJ, Jahn DR, Kleespies PM,  et-al. Preventing suicide through improved training in suicide risk assessment and care: an american association of suicidology task force report addressing serious gaps in U.S. mental health training. Suicide Life Threat Behav. 2012; 42:292-304. doi: 10.1111/j.1943-278X. 2012.00090.xDOI: 10.1111/j.1943-278X. 2012.00090.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0870-9025201300020000800067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>68. Scheerder G, Reynders A, Andriessen K, van Audenhove C. Suicide intervention skills and related factors in community and health professionals. Suicide Life Threat Behav. 2010; 40:115-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-9025201300020000800068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>    <p>Este artigo foi financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT) como uma bolsa de investiga&ccedil;&atilde;o do QREN - POPH - Tipologia 4.1 - Forma&ccedil;&atilde;o Avan&ccedil;ada subsidiada pelo Fundo Social Europeu e fundos nacionais de MCTES.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>    <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Agradecimentos</p>    <p>Gostar&iacute;amos de expressar o nosso agradecimento a todos os m&eacute;dicos e psic&oacute;logos que participaram no estudo e a todos os que colaboraram na angaria&ccedil;&atilde;o de potenciais participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ap&ecirc;ndice. Material adicional</b></p>    <p>Pode consultar o material adicional para este artigo na sua vers&atilde;o eletr&oacute;nica dispon&iacute;vel em doi:10.1016/j.rpsp.2013.05.002.</p>    <p>1 Rothes I, Henriques M, Leal J, Lemos M. Facing a patient who seeks help after a suicide attempt: difficulties of health professionals. Crisis. 2013. Manuscript under review.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 10 Abril 2012. Aceito 23 Maio 2013 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>. <a href="mailto:irothes@gmail.com">irothes@gmail.com</a></p>      ]]></body><back>
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