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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2013.05.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamentos autolesivos em adolescentes: uma revisão da literatura com foco na investigação em língua portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Deliberate self-harm in adolescents: A literature review with focus on Portuguese language research]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Departamento de Psiquiatria]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Deliberate self-harm in adolescents is a very relevant subject, that is associated with psychiatric disease and greater probability of future suicide. The main goal of this paper is to review the actual concepts, epidemiology and clinical aspects of this behaviour. Also we will try to systematize, focusing on the research in Portuguese language, what is the current data and conceptualization of this problem. Result point to a clear public health issue, the studies found show high prevalence in community or clinical samples. Research in Portuguese language still contributes modestly to clarify the issue, showing little consensus in nomenclature and definition.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O</b></P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Comportamentos autolesivos em adolescentes: uma revis&atilde;o da literatura com foco na investiga&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa</b></p>     <p><b>Deliberate self-harm in adolescents: A literature review with focus on Portuguese language research</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Diogo Frasquilho Guerreiro<sup>a</sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Daniel Sampaio<sup>a</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup>Departamento de Psiquiatria, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>		     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os comportamentos autolesivos em adolescentes s&atilde;o de grande relev&acirc;ncia, estando associados a doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica e &agrave; maior probabilidade de suic&iacute;dio futuro.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O nosso objetivo &eacute; rever os conceitos atuais, epidemiologia e cl&iacute;nica destes comportamentos, assim como sistematizar que investiga&ccedil;&atilde;o e qual a conceptualiza&ccedil;&atilde;o do tema na comunidade cient&iacute;fica de l&iacute;ngua portuguesa.</p>    <p>Os principais resultados apontam para um claro problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, sendo que os estudos encontrados revelam elevadas preval&ecirc;ncias em amostras comunit&aacute;rias e cl&iacute;nicas. A investiga&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa tem dado um contributo ainda modesto para a clarifica&ccedil;&atilde;o deste problema, verificando-se pouco consenso na nomenclatura e defini&ccedil;&atilde;o do problema.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Comportamentos autolesivos, Suic&iacute;dio, Adolesc&ecirc;ncia, Sa&uacute;de p&uacute;blica. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Deliberate self-harm in adolescents is a very relevant subject, that is associated with psychiatric disease and greater probability of future suicide.</p>    <p>The main goal of this paper is to review the actual concepts, epidemiology and clinical aspects of this behaviour. Also we will try to systematize, focusing on the research in Portuguese language, what is the current data and conceptualization of this problem.</p>    <p>Result point to a clear public health issue, the studies found show high prevalence in community or clinical samples. Research in Portuguese language still contributes modestly to clarify the issue, showing little consensus in nomenclature and definition.</p>     <p><b>Keywords: </b>Deliberate self-harm. Suicide. Adolescence. Public health. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>    <p>A adolesc&ecirc;ncia pode definir-se como uma etapa de desenvolvimento e de matura&ccedil;&atilde;o entre a inf&acirc;ncia e a idade adulta, caracterizada por importantes mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas e psicossociais e fortemente influenciada pela intera&ccedil;&atilde;o do adolescente com os seus contextos, refor&ccedil;ando-se assim a singularidade de cada adolescente e, consequentemente, a heterogeneidade desta etapa do ciclo de vida que impossibilita o estabelecimento de um padr&atilde;o comum e universal a todos, bem como a delimita&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida de um in&iacute;cio e um fim da adolesc&ecirc;ncia<sup>1</sup><sup>, </sup><sup>2</sup>. Esta etapa da vida caracteriza-se pela tentativa de constru&ccedil;&atilde;o de autonomia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia e a constru&ccedil;&atilde;o de um self integrado que leve &agrave; identidade que marca o final da adolesc&ecirc;ncia<sup>1</sup>. S&atilde;o frequentes os comportamentos de risco (p. ex. tabagismo; consumo de &aacute;lcool e/ou drogas; rela&ccedil;&otilde;es sexuais n&atilde;o protegidas; etc.)<sup>1</sup><sup>, </sup><sup>3</sup>, que devem ser analisados em termos de intensidade, repeti&ccedil;&atilde;o e continuidade. Se correr alguns riscos faz parte do desenvolvimento normal na adolesc&ecirc;ncia, importa considerar a possibilidade da fixa&ccedil;&atilde;o do jovem a um padr&atilde;o de consequ&ecirc;ncias negativas que afetar&aacute; o seu desenvolvimento<sup>1</sup>.</p>    <p>As adolesc&ecirc;ncias patol&oacute;gicas traduzem-se por falta de esperan&ccedil;a e incapacidade para conseguir um sentido para: lidar com as emo&ccedil;&otilde;es, organizar um sentido de perten&ccedil;a e manter um sentimento sustentado de bem-estar<sup>1</sup>. Os <i>comportamentos autolesivos (CAL)</i> na adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o sempre sinal de uma adolesc&ecirc;ncia patol&oacute;gica. Embora de diferente gravidade, evidenciam um intenso mal-estar que n&atilde;o deve ser negligenciado. Investiga&ccedil;&otilde;es com jovens portugueses<sup>4</sup><sup>, </sup><sup>5</sup> permitiram definir os CAL dos adolescentes (de intencionalidade diversa face &agrave; morte) como relacionados com um triplo fracasso nas vertentes individual, familiar e social e resultantes de uma tentativa desesperada de alterar uma situa&ccedil;&atilde;o insustent&aacute;vel.</p>    <p>O <i>suic&iacute;dio</i> e os CAL (tamb&eacute;m denominados de comportamentos suicid&aacute;rios, parassuicid&aacute;rios, autodestrutivos ou viol&ecirc;ncia autodirigida, conforme as nomenclaturas utilizadas<sup>6</sup><sup>, </sup><sup>7</sup><sup>, </sup><sup>8</sup><sup>, </sup><sup>9</sup><sup>, </sup><sup>10</sup>) est&atilde;o indissociavelmente ligados, sendo dif&iacute;cil abordar separadamente os temas.</p>    <p>O <i>suic&iacute;dio</i> &eacute; definido classicamente como todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela pr&oacute;pria v&iacute;tima, ato que a v&iacute;tima saberia dever produzir esse resultado<sup>11</sup>. &eacute;, a n&iacute;vel global, a segunda causa de morte nesta faixa et&aacute;ria &- sendo a terceira mais comum em rapazes (ap&oacute;s acidentes de via&ccedil;&atilde;o e causas violentas) e a primeira em raparigas entre os 15-19 anos<sup>7</sup>. O suic&iacute;dio &eacute; relativamente raro antes dos 15 anos de idade (taxa de 0,5/100.000 em raparigas e de 0,9/100.000 em rapazes, entre os 5-14 anos) aumentando de frequ&ecirc;ncia entre os 15-24 anos (5,6/100.000 em raparigas e 19,2/100.000 em rapazes)<sup>12</sup>. Em Portugal, a taxa de suic&iacute;dio na adolesc&ecirc;ncia (entre os 15-19 anos) tem sido reportada com uma das mais baixas na Europa<sup>13</sup> &-2,6/100.000 em rapazes e 0,9/100.000 em raparigas, dados de 2000&- no entanto, o peso das &laquo;mortes de causa indeterminada&raquo; pode ser um fator que tenha levado a uma subestima&ccedil;&atilde;o do verdadeiro peso do problema<sup>14</sup>.</p>    <p>Importa sublinhar que o suic&iacute;dio na adolesc&ecirc;ncia parece ser apenas a ponta vis&iacute;vel do iceberg. Quase sempre ocultos, mas muit&iacute;ssimo mais prevalentes, encontramos os CAL<sup>7</sup>. O estudo Child & Adolescent Self-harm in Europe (CASE)<sup>15</sup>, realizado em 7 pa&iacute;ses e com a maior amostra neste tipo de estudos (mais de 30.000 adolescentes em contexto escolar), define CAL (&laquo;self-harm&raquo;) da seguinte forma: &laquo;comportamento com resultado n&atilde;o fatal, em que o indiv&iacute;duo deliberadamente fez um dos seguintes: iniciou comportamento com inten&ccedil;&atilde;o de causar les&otilde;es ao pr&oacute;prio (p. ex. cortar-se, saltar de alturas); ingeriu uma subst&acirc;ncia numa dose excessiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dose terap&ecirc;utica reconhecida; ingeriu uma droga il&iacute;cita ou subst&acirc;ncia de recreio, num ato em que a pessoa v&ecirc; como de autoagress&atilde;o; ingeriu uma subst&acirc;ncia ou objeto n&atilde;o inger&iacute;vel&raquo;.</p>    <p>De notar que esta defini&ccedil;&atilde;o n&atilde;o utiliza o conceito de intencionalidade suicida mas sim de intencionalidade de se magoar ou fazer les&otilde;es ao pr&oacute;prio, incluindo quer tentativas de suic&iacute;dio quer CAL sem inten&ccedil;&atilde;o suicida. Foi sugerido que a perce&ccedil;&atilde;o de CAL por parte de adolescentes s&atilde;o concordantes com esta defini&ccedil;&atilde;o<sup>16</sup>, por esta raz&atilde;o e pelo facto de ser um estudo com uma amostra muito significativa a nossa equipa de trabalho adotou esta defini&ccedil;&atilde;o de trabalho para os CAL (adapta&ccedil;&atilde;o de &laquo;self-harm&raquo;).</p>    <p>Apesar de existirem algumas diverg&ecirc;ncias na comunidade cient&iacute;fica relativas &agrave; defini&ccedil;&atilde;o dos CAL, sobretudo no que diz respeito &agrave; sua intencionalidade (ou n&atilde;o) suicid&aacute;ria, distinguem-se na literatura anglo-sax&oacute;nica 2 grandes grupos:     <p>&#8226; <i>Deliberate self-harm</i>: que n&atilde;o diferencia se o comportamento &eacute; ou n&atilde;o uma tentativa de suic&iacute;dio, incluindo todos os m&eacute;todos de autoles&atilde;o (p. ex. sobredosagens ou cortes na superf&iacute;cie corporal) e evita a quest&atilde;o da intencionalidade (ou falta desta), reconhecendo as dificuldades na medi&ccedil;&atilde;o da mesma<sup>17</sup>;</p>    <p>&#8226; <i>Non suicidal self-injury</i>: que se refere apenas &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o do tecido corporal do pr&oacute;prio na aus&ecirc;ncia de intencionalidade de morrer, incluindo apenas cortes (self-cutting) e comportamentos associados (p. ex. queimaduras, arranh&otilde;es, etc.)<sup>18</sup>.</p> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma revis&atilde;o recente<sup>19</sup> verificou que a preval&ecirc;ncia de ambos &eacute; compar&aacute;vel a n&iacute;vel internacional, sugerindo que se est&atilde;o a medir fen&oacute;menos altamente associados e globalmente prevalentes. Em Portugal, o grupo de trabalho respons&aacute;vel pelo Plano Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio optou pela seguinte nomenclatura<sup>10</sup>:     <p>&#8226; <i>Comportamentos autolesivos</i>: Comportamento sem intencionalidade suicida, mas envolvendo atos autolesivos intencionais, como, por exemplo: cortar-se ou saltar de um local relativamente elevado; ingerir f&aacute;rmacos em doses superiores &agrave;s posologias terap&ecirc;uticas reconhecidas; ingerir uma droga il&iacute;cita ou subst&acirc;ncia psicoativa com prop&oacute;sito declaradamente autoagressivo; ingerir uma subst&acirc;ncia ou objeto n&atilde;o inger&iacute;veis (p. ex. lix&iacute;via, detergente, l&acirc;minas ou pregos).</p>    <p>&#8226; <i>Atos suicidas</i>: Tentativas de suic&iacute;dio e suic&iacute;dio consumado     <p>&#x2218; <i>Tentativa de suic&iacute;dio</i>: Ato levado a cabo por um indiv&iacute;duo e que visa a sua morte, mas que, por raz&otilde;es diversas, geralmente alheias ao indiv&iacute;duo, resulta frustrado.</p>    <p>&#x2218; <i>Suic&iacute;dio consumado</i>: Morte provocada por um ato levado a cabo pelo indiv&iacute;duo com inten&ccedil;&atilde;o de p&ocirc;r termo &agrave; vida, incluindo a intencionalidade de natureza psicopatol&oacute;gica (p. ex. precipita&ccedil;&atilde;o no vazio de esquizofr&eacute;nico delirante e alucinado, obedecendo a vozes de comando).</p> </p> </p>    <p>Dados de amostras comunit&aacute;rias apontam para que 10 dos adolescentes apresente CAL pelo menos uma vez ao longo da vida, sendo consistentemente mais frequente em raparigas<sup>7</sup>. Antecedentes de CAL (com ou sem inten&ccedil;&atilde;o suicida) s&atilde;o um fator risco acrescido de suic&iacute;dio<sup>20</sup><sup>, </sup><sup>21</sup> e podem ser identificados em at&eacute; 40 dos suic&iacute;dios consumados<sup>22</sup>, mesmo a presen&ccedil;a de CAL sem inten&ccedil;&atilde;o suicida (p. ex. cortar-se repetidamente) &eacute; um dos fatores de risco mais preditivos para tentativas de suic&iacute;dio futura<sup>20</sup> e esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; muitas vezes subvalorizada<sup>20</sup><sup>, </sup><sup>23</sup>.</p>    <p>Por esta elevada preval&ecirc;ncia e pela sua forte associa&ccedil;&atilde;o &agrave; 2.&#170; causa de morte em adolescentes<sup>7</sup>, os CAL s&atilde;o um alvo l&oacute;gico de interven&ccedil;&atilde;o (e estudo) de modo a prevenir consequ&ecirc;ncias letais e diminuir a mortalidade nesta faixa et&aacute;ria. N&atilde;o &eacute; de admirar o facto de a preven&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o dos CAL ser considerada uma prioridade na Uni&atilde;o Europeia<sup>24</sup> e em Portugal<sup>10</sup>. O estudo dos CAL &eacute; uma &aacute;rea de emergente, que necessita de ser aprofundada e divulgada, especialmente pelos profissionais de sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o para promover a capacita&ccedil;&atilde;o destes em termos de diagn&oacute;stico e posterior encaminhamento dos jovens em risco<sup>25</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Objetivos</b></p>    <p>Os autores pretendem criar uma base de conhecimento, em l&iacute;ngua portuguesa focada na tem&aacute;tica dos CAL em adolescentes. Pretende-se identificar quais as investiga&ccedil;&otilde;es realizadas nesta &aacute;rea por investigadores de l&iacute;ngua portuguesa, comparando-as com os dados da literatura internacional, assim como tentar compreender qual a conceptualiza&ccedil;&atilde;o do tema na comunidade cient&iacute;fica de l&iacute;ngua portuguesa. Esta base poder&aacute; ser utilizada por t&eacute;cnicos de sa&uacute;de de diferentes &aacute;reas no sentindo de aprofundar a investiga&ccedil;&atilde;o e melhorar a capacidade de manejo deste importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>    <p>Foi efetuada uma pesquisa sistem&aacute;tica da literatura at&eacute; mar&ccedil;o de 2012 atrav&eacute;s de bases de dados m&eacute;dicas, nomeadamente MEDLINE, PsycINFO, SciELO. Utilizaram-se como palavras-chave: adolescentes; suic&iacute;dio; tentativa de suic&iacute;dio; comportamento autolesivo (&laquo;self-harm&raquo;); comportamento suicid&aacute;rio (&laquo;suicidal behaviour&raquo;); comportamento autolesivo n&atilde;o suicid&aacute;rio (&laquo;non-suicidal self-injury&raquo;) e parassuic&iacute;dio (&laquo;parasuicide&raquo;). Para al&eacute;m da pesquisa em base de dados foram consultados livros de texto, sobretudo utilizados para referenciar quest&otilde;es de nomenclatura e aspetos hist&oacute;ricos.</p>    <p>A sele&ccedil;&atilde;o das refer&ecirc;ncias foi feita tendo em conta a sua adequa&ccedil;&atilde;o aos objetivos desta revis&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o foi categorizada em 5 partes: &laquo;Defini&ccedil;&atilde;o de CAL: nomenclaturas e conceitos utilizados&raquo;; &laquo;Defini&ccedil;&atilde;o de CAL: s&iacute;ntese hist&oacute;rica&raquo;; &laquo;A epidemiologia dos CAL&raquo; e &laquo;Perfil cl&iacute;nico do adolescente com CAL&raquo;. De seguida &eacute; feita uma discuss&atilde;o que pretende sintetizar os resultados destas revis&otilde;es, apontando necessidades de investiga&ccedil;&atilde;o futuras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>    <p><i>Defini&ccedil;&atilde;o de comportamentos autolesivos: nomenclaturas e conceitos utilizados</i></p>    <p>Os CAL, nas suas diferentes formas, s&atilde;o t&atilde;o antigos como a pr&oacute;pria a humanidade, existindo relatos em v&aacute;rias culturas, popula&ccedil;&otilde;es e &aacute;reas geogr&aacute;ficas<sup>6</sup>. Por exemplo, uma das descri&ccedil;&otilde;es mais antigas de autoles&atilde;o por cortes (self-cutting), neste caso um CAL sem inten&ccedil;&atilde;o suicida, pode ser encontrada nos textos b&iacute;blicos que referem a hist&oacute;ria de &laquo;um homem possu&iacute;do por um dem&oacute;nio, que gritava e se cortava com pedras&raquo; at&eacute; ser &laquo;curado&raquo; por um exorcismo feito por Jesus. Muitas outras descri&ccedil;&otilde;es deste tipo de comportamentos podem ser encontradas em registos de casos cl&iacute;nicos, fontes liter&aacute;rias, antropol&oacute;gicas e art&iacute;sticas ao longo das d&eacute;cadas<sup>26</sup>. No entanto, nos &uacute;ltimos anos temos vindo a assistir a um aumento do interesse social, cl&iacute;nico e cient&iacute;fico sobre este tema<sup>6</sup>, nomeadamente na adolesc&ecirc;ncia<sup>15</sup>.</p>    <p>Existe na comunidade cient&iacute;fica um debate aceso acerca da nomenclatura (conceitos b&aacute;sicos, terminologia e defini&ccedil;&atilde;o) a usar relativa a este tipo de comportamentos<sup>27</sup>. Observa-se que diferentes grupos de trabalho utilizam diferentes nomenclaturas, tendo estas discrep&acirc;ncias implica&ccedil;&otilde;es marcadas na compreens&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o de dados epidemiol&oacute;gicos, cl&iacute;nicos e mesmo ao n&iacute;vel da preven&ccedil;&atilde;o<sup>16</sup>. Este problema &eacute;, por si, complexo na l&iacute;ngua inglesa, mas torna-se ainda mais complicado quando se tenta escolher o termo a utilizar na l&iacute;ngua portuguesa.</p>    <p>Existem 4 conceitos b&aacute;sicos que s&atilde;o utilizados em todas as nomenclaturas<sup>9</sup>: m&eacute;todo, resultado, letalidade e intencionalidade.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><i>M&eacute;todo</i></i></p>    <p>Refere-se &agrave; forma ou processo utilizado para o sujeito se autolesionar. Exemplos s&atilde;o sobredosagem, cortes ou queimaduras corporais, precipitar-se de alturas, etc. Apesar de parecer algo muito objetivo e de f&aacute;cil medi&ccedil;&atilde;o, verifica-se que a n&iacute;vel epidemiol&oacute;gico pode ser dif&iacute;cil de definir com precis&atilde;o, uma vez que a maioria dos estudos nesta &aacute;rea s&atilde;o de autorelato<sup>6</sup><sup>, </sup><sup>9</sup>.</p>    <p><i><i>Resultado</i></i></p>    <p>Pode ser a morte (acidental ou suic&iacute;dio), a sobreviv&ecirc;ncia com les&otilde;es/ferimentos ou sobreviv&ecirc;ncia sem les&otilde;es/ferimentos<sup>28</sup>.</p>    <p><i><i>Letalidade</i></i></p>    <p>Refere-se ao potencial de perigo de morte associado ao m&eacute;todo utilizado<sup>9</sup>. Nesta perspetiva, exemplos como a utiliza&ccedil;&atilde;o de armas de fogo, precipitar-se de alturas ou enforcamento s&atilde;o considerados m&eacute;todos de alta letalidade, enquanto, por exemplo, automutila&ccedil;&otilde;es ou alguns tipos de sobredosagens podem ser considerados de baixa letalidade. O conceito de letalidade pode ser visto de 2 dimens&otilde;es, a letalidade objetiva (avaliada por exemplo por um m&eacute;dico) ou subjetiva (avaliada pelo pr&oacute;prio sujeito). At&eacute; 50 das pessoas com CAL avaliam incorretamente a letalidade do m&eacute;todo<sup>29</sup>, da&iacute; a import&acirc;ncia da dimens&atilde;o subjetiva deste conceito.</p>    <p><i><i>Intencionalidade</i></i></p>    <p>&eacute; provavelmente o conceito mais controverso, sendo aquele que mais desacordo gera entre os investigadores nesta &aacute;rea. Pode ser definida como a determina&ccedil;&atilde;o para agir de modo a atingir um objetivo, neste caso o suic&iacute;dio. A sua avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; feita primariamente segundo autorelato, um m&eacute;todo imperfeito com potencial de vi&eacute;s ao n&iacute;vel da sua imprecis&atilde;o, da mem&oacute;ria do ato ou mesmo da ambival&ecirc;ncia sobre morrer<sup>6</sup>. De acordo com Sampaio<sup>4</sup>, &eacute; sugerido que a intencionalidade possa ser inferida a partir da maior ou menor rapidez do m&eacute;todo utilizado e da sua reversibilidade, bem como tendo em aten&ccedil;&atilde;o a possibilidade de uma interven&ccedil;&atilde;o salvadora.</p>    <p>Existem claras prefer&ecirc;ncias geogr&aacute;ficas em termos de nomenclatura. Nos Estados Unidos foi feito um esfor&ccedil;o pelo National Institute of Mental Health e pela Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Suicidologia de modo a criar uma nomenclatura universal, por vezes apelidada de Beck-O'Carroll-Silverman em que inicialmente<sup>30</sup> os autores subdividiam os comportamentos suicid&aacute;rios em 2 grupos: comportamento instrumental relacionado com suic&iacute;dio (sem inten&ccedil;&atilde;o de morrer) e atos suicidas (com inten&ccedil;&atilde;o de morrer). No entanto, numa revis&atilde;o mais recente<sup>8</sup> os autores reconheceram a cr&iacute;tica principal a esta classifica&ccedil;&atilde;o que refere que muitos casos de CAL n&atilde;o apresentam esta dicotomia, sendo muitas vezes dif&iacute;cil de definir a &laquo;intencionalidade zero&raquo;. Assim sendo os autores atualizaram esta nomenclatura propondo que a intencionalidade do ato pode estar presente, ausente ou indeterminada e que do ato pode resultar a morte, a sobreviv&ecirc;ncia sem les&otilde;es/ferimentos ou com les&otilde;es/ferimentos. Outras correntes nos Estados Unidos favorecem o termo tentativa de suic&iacute;dio apenas quando o CAL ocorre com esfor&ccedil;os diretos e intencionalidade para terminar a vida do sujeito. Estes mesmos autores subdividem os CAL (&laquo;deliberate self-harm&raquo;) em les&atilde;o corporal sem inten&ccedil;&atilde;o de morte (incluindo sobredosagens e automutila&ccedil;&otilde;es) e CAL n&atilde;o suicid&aacute;rio (&laquo;non-suicidal self-injury&raquo;), que se refere apenas a destrui&ccedil;&atilde;o do tecido corporal do pr&oacute;prio na aus&ecirc;ncia de intencionalidade de morrer (incluindo apenas automutila&ccedil;&otilde;es e comportamentos associados)<sup>18</sup>.</p>    <p>A maioria das investiga&ccedil;&otilde;es na Europa, Austr&aacute;lia e Nova Zel&acirc;ndia utilizam preferencialmente a designa&ccedil;&atilde;o CAL (&laquo;self-harm&raquo;) que inclui todos os m&eacute;todos suicid&aacute;rios e evita a quest&atilde;o da intencionalidade (ou falta desta), reconhecendo as dificuldades na medi&ccedil;&atilde;o da mesma<sup>17</sup>. Este termo tem algumas similaridades com o proposto por Kreitman e inicialmente adotado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) de parassuic&iacute;dio<sup>31</sup>, que tem sido progressivamente substitu&iacute;do nas investiga&ccedil;&otilde;es da OMS pelo termo comportamento suicid&aacute;rio<sup>28</sup>. Esta nomenclatura &eacute; apelidada de Kreitman-Hawton-de Leo<sup>9</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa perspetiva ainda mais te&oacute;rica, Claes e Vandereycken<sup>32</sup> prop&otilde;em um algoritmo de diagn&oacute;stico diferencial para estes comportamentos, tendo como base o pressuposto que os CAL s&atilde;o o oposto dos comportamentos de autocuidado (CAC). A no&ccedil;&atilde;o de cuidado, contraposta &agrave; de les&atilde;o, pode ser altamente vari&aacute;vel de acordo com a perspetiva subjetiva da pessoa e da sua inten&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, tomar conta da sua sa&uacute;de f&iacute;sica (p. ex. n&atilde;o fumando, tendo h&aacute;bitos de higiene) pode ser um exemplo de CAC, mas por outro lado preocupa&ccedil;&atilde;o excessiva com a sa&uacute;de f&iacute;sica (p. ex. lavagens incessantes das m&atilde;o ou dos dentes ou exerc&iacute;cio excessivo) tamb&eacute;m pode ser considerada uma forma de CAL. Por outro lado, existem CAL que podem ser considerados normais, em que comportamentos potencialmente lesivos s&atilde;o utilizados de forma socialmente aceite, como forma de valoriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, em que o objetivo &eacute; cuidar de si e do seu corpo (p. ex. piercings e tatuagens). Tamb&eacute;m relacionado com esta discuss&atilde;o surge outro termo, o de CAL indiretos, que t&ecirc;m sido definidos como comportamentos que causam algum grau de les&atilde;o/preju&iacute;zo corporal ou psicol&oacute;gico, como por exemplo beber &aacute;lcool, comer alimentos com elevado teor de gordura ou fumar. Estes comportamentos n&atilde;o s&atilde;o realizados com inten&ccedil;&atilde;o de causar les&atilde;o ou preju&iacute;zo, mas sim como atividades de prazer, e a &laquo;les&atilde;o&raquo; (o &laquo;self-harm&raquo;) &eacute; um efeito indireto e indesejado<sup>6</sup>.</p>    <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> observamos a utiliza&ccedil;&atilde;o dos conceitos na base de dados da PubMed ao longo de 4 d&eacute;cadas (1971-2010). Foi feita uma pesquisa dos t&iacute;tulos dos artigos, pesquisando as palavras-chave parassuic&iacute;dio, comportamento autolesivo, comportamento autolesivo n&atilde;o suicida, tentativa de suic&iacute;dio, comportamento suicid&aacute;rio e suic&iacute;dio. Foram postos limites de acordo com 4 d&eacute;cadas e de acordo com linguagem do artigo portugu&ecirc;s ou qualquer linguagem.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a09t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se nesta pesquisa o discutido anteriormente, uma elevada heterogeneidade dos termos utilizados e um crescimento exponencial do interesse nesta &aacute;rea, correspondendo os estudos da &uacute;ltima d&eacute;cada a cerca de metade da totalidade dos estudos. Os termos mais comummente, para al&eacute;m de suic&iacute;dio, utilizados s&atilde;o comportamentos suicid&aacute;rios e CAL. A <a href="#f1">Figura 1</a> reflete o crescimento de todos os termos relacionados com esta &aacute;rea com a exce&ccedil;&atilde;o do parassuic&iacute;dio, que tem vindo a ser cada vez menos utilizado.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a09f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os artigos escritos na l&iacute;ngua portuguesa s&atilde;o uma clara minoria dos indexados na PubMed, totalizando 51. A <a href="#t2">Tabela 2</a> reflete pesquisa semelhante na base de dados Scielo, que inclui artigos publicados em portugu&ecirc;s e em castelhano. Por ser menor o n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias optou-se por n&atilde;o dividir cronologicamente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a09t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A publica&ccedil;&atilde;o de artigos cient&iacute;ficos em portugu&ecirc;s nesta &aacute;rea parece ser reduzida quando comparada com o crescimento exponencial da publica&ccedil;&atilde;o internacional nesta &aacute;rea. &eacute; nossa opini&atilde;o que isto poder&aacute; dever-se a 3 causas: os autores de l&iacute;ngua portuguesa preferem publicar em ingl&ecirc;s; existe uma lacuna na investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica das popula&ccedil;&otilde;es de l&iacute;ngua portuguesa; ou muitos estudos em l&iacute;ngua portuguesa s&atilde;o publicados em revistas n&atilde;o indexadas. De notar que os estudos em l&iacute;ngua portuguesa apresentam elevada heterogeneidade na utiliza&ccedil;&atilde;o dos termos que descrevem os CAL, sendo os termos mais utilizado comportamentos suicid&aacute;rios e tentativas de suic&iacute;dio (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p><i>Defini&ccedil;&atilde;o de comportamentos autolesivos: s&iacute;ntese hist&oacute;rica</i></p>    <p>Como j&aacute; foi referido, os CAL (nas suas v&aacute;rias formas) s&atilde;o referidos desde a antiguidade, com relatos em v&aacute;rios culturas, popula&ccedil;&otilde;es e &aacute;reas geogr&aacute;ficas<sup>6</sup>.</p>    <p>Um dos autores mais influentes no campo do estudo do suic&iacute;dio (e consequentemente dos CAL), que fez uma das primeiras tentativas de sistematiza&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, foi o soci&oacute;logo franc&ecirc;s &eacute;mile Durkheim, no final do s&eacute;culo XIX<sup>11</sup>. Este definiria suic&iacute;dio como todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo (p. ex. enforcamento) ou negativo (p. ex. greve de fome) praticado pelo indiv&iacute;duo, ato que a v&iacute;tima sabia dever produzir este resultado<sup>11</sup><sup>, </sup><sup>33</sup>. Este fen&oacute;meno era visto como fruto do progresso, da industrializa&ccedil;&atilde;o, da instru&ccedil;&atilde;o, da civiliza&ccedil;&atilde;o, sendo visto por 2 dimens&otilde;es compreensivas: integra&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o<sup>33</sup>. A integra&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sociais que ligam o indiv&iacute;duo ao grupo, e a regula&ccedil;&atilde;o como os requisitos normativos ou morais exigidos para a perten&ccedil;a ao grupo. Apesar de extremamente importante e pioneira, esta vis&atilde;o de Durkheim &eacute; limitada no que diz respeito aos CAL sem inten&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dio e no baixo-relevo dado aos fatores individuais e psicopatol&oacute;gicos associados ao suic&iacute;dio e aos CAL.</p>    <p>Tamb&eacute;m no final do s&eacute;culo XIX Esquirol real&ccedil;a que apenas uma minoria das tentativas de suic&iacute;dio &eacute; efetivamente mortal, iniciando o estudo comparativo deste fen&oacute;meno no seu trabalho <i>Des Maladies Mentales</i><sup>34</sup>.</p>    <p>Em 1938, Karl Menninger tentou subcategorizar os comportamentos de automutila&ccedil;&atilde;o, sugerindo que estes poderiam ser considerados como um &laquo;esfor&ccedil;o para se curar a si pr&oacute;prio&raquo;, conceptualizando estes como um suic&iacute;dio parcial (ou focal) utilizado para prevenir o suic&iacute;dio completo<sup>35</sup>.</p>    <p>Em 1964, Stengel<sup>36</sup> prop&ocirc;s que as pessoas que se suicidam efetivamente (suic&iacute;dio completo) e as que fazem tentativas de suic&iacute;dio seriam 2 popula&ccedil;&otilde;es distintas, sendo que esta &uacute;ltima categoria s&oacute; seria considerada em casos em que &laquo;o indiv&iacute;duo n&atilde;o morria, apesar de ser esse o objetivo&raquo;. Este trabalho foi alvo de elevado criticismo levantado em torno do grupo de &laquo;tentativas de suic&iacute;dio&raquo;, no qual predominavam as mulheres. Tacitamente esta nomenclatura implicava que as mulheres seriam menos competentes que os homens (que predominavam no grupo de suic&iacute;dio completo), o que levou as correntes psicol&oacute;gicas norte-americanas, suportadas por grupos feministas, a propor o termo &laquo;comportamento suicid&aacute;rio&raquo;<sup>28</sup>.</p>    <p>Apenas na ICD-9, em 1975, na sec&ccedil;&atilde;o &laquo;les&otilde;es e envenenamentos&raquo;, &eacute; referida a diferencia&ccedil;&atilde;o entre suic&iacute;dio e tentativas de suic&iacute;dio e les&otilde;es autoinflingidas deliberadas. Sendo que na ICD-10, em 1992, foi criada a categoria &laquo;auto-les&atilde;o intencional&raquo; (intentional self-harm), sendo explicitado que esta inclu&iacute;a les&otilde;es ou envenenamentos deliberados (purposefully) e suic&iacute;dio (tentativa).</p>    <p>Entretanto, em 1969, Kreitamn<sup>37</sup> prop&ocirc;s o termo parassuic&iacute;dio, que foi posteriormente adotado pela OMS no estudo &laquo;WHO/EURO Multicenter Study on Parasuicide&raquo;<sup>38</sup>: &laquo;um ato com resultado n&atilde;o fatal em que um indiv&iacute;duo inicia um comportamento n&atilde;o habitual que, sem interven&ccedil;&atilde;o de outros, ir&aacute; causar autoles&atilde;o, ou em que ingere uma subst&acirc;ncia em doses excessivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dose prescrita ou &agrave; dose terap&ecirc;utica habitualmente reconhecida, e que visa realizar mudan&ccedil;as desejadas pelo sujeito, atrav&eacute;s das consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas reais ou esperadas&raquo;. Este termo apresentou vantagens e desvantagens tanto na investiga&ccedil;&atilde;o como na pr&aacute;tica cl&iacute;nica<sup>28</sup>, sendo em certa medida pouco claro em termos conceptuais. O termo &eacute; utilizado por alguns autores para descrever tentativas de suic&iacute;dio de baixa ou alta intencionalidade de morte, enquanto outros o reservam exclusivamente para comportamentos que mimetizam o suic&iacute;dio de baixa intencionalidade. Para al&eacute;m das diferentes utiliza&ccedil;&otilde;es do termo pelas diferentes equipas de investiga&ccedil;&atilde;o e cl&iacute;nicas, a n&iacute;vel sem&acirc;ntico o termo parassuic&iacute;dio levanta dificuldades sobretudo pois o prefixo &laquo;para&raquo;, em diferentes l&iacute;nguas (incluindo o portugu&ecirc;s), significa &laquo;semelhante a&raquo;, mas tamb&eacute;m &laquo;que mimetiza&raquo; ou &laquo;que finge&raquo;. Estas interpreta&ccedil;&otilde;es parecem descrever bem os CAL sem inten&ccedil;&atilde;o de morte, mas s&atilde;o pouco expl&iacute;citas no que &eacute; por vezes referido como &laquo;suic&iacute;dio falhado&raquo;<sup>28</sup>.</p>    <p>A hist&oacute;ria recente da investiga&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio e dos CAL &eacute; marcada por um interesse cada vez maior da comunidade cient&iacute;fica, dando lugar a um n&uacute;mero cada vez maior de estudos de v&aacute;rios tipos, focando-se na epidemiologia, procura de fatores de risco e de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o. A nomenclatura atual &eacute; dominada por 2 correntes te&oacute;ricas (descritas acima): a de Beck-O'Carroll-Silverman<sup>30</sup> e a de Kreitman-Hawton-De Leo<sup>9</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Futuramente, &eacute; esperada na DSM-5 a inclus&atilde;o de uma &laquo;patologia psiqui&aacute;trica&raquo; nomeada de &laquo;non-suicidal self-injury disorder&raquo;<sup>39</sup>, que corresponde a CAL sem inten&ccedil;&atilde;o suicida, que ocorre de forma repetida e se considera apenas destrui&ccedil;&atilde;o do tecido corporal<sup>18</sup>. Esta nova categoria diagn&oacute;stica ir&aacute; trazer certamente elevada controv&eacute;rsia para esta &aacute;rea de dif&iacute;cil consensualiza&ccedil;&atilde;o.</p>    <p><i>A epidemiologia dos comportamentos autolesivos</i></p>    <p>A epidemiologia dos CAL em adolescentes apresenta grande varia&ccedil;&atilde;o de acordo com o local geogr&aacute;fico, tipo de amostra (comunit&aacute;ria vs. cl&iacute;nica) e conforme a defini&ccedil;&atilde;o adotada nos estudos<sup>7</sup>. No entanto, parece ineg&aacute;vel que se trata de um problema global e de elevada preval&ecirc;ncia.</p>    <p><i><i>Estudos utilizando os crit&eacute;rios de comportamento autolesivo do estudo Child & Adolescent Self-harm in Europe<sup>15</sup></i></i></p>    <p>O estudo multic&ecirc;ntrico CASE<sup>15</sup>, realizado na Austr&aacute;lia, B&eacute;lgica, Inglaterra, Hungria, Irlanda, Holanda e Noruega, &eacute; um dos maiores estudos at&eacute; &agrave; data. Foi colhida uma amostra de 30.477 adolescentes, entre os 15-16 anos de idade, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios (&laquo;The Lifestyle & Coping Questionnaire&raquo;) em meio escolar. Este estudo revelou uma preval&ecirc;ncia de CAL no &uacute;ltimo ano de 8,9 em mulheres e de 2,6 em homens, sendo que a maioria dos adolescentes ocultava este facto e que cerca de metade apresentava CAL de forma recorrente. Este estudo permitiu a compara&ccedil;&atilde;o direta de preval&ecirc;ncias entre os pa&iacute;ses participantes no estudo, confirmando a ideia de que se trata de um fen&oacute;meno com varia&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de CAL no &uacute;ltimo ano, em mulheres as taxas de preval&ecirc;ncia variaram entre 3,6 (na Holanda) e 11,8 (na Austr&aacute;lia). Em homens, as taxas de preval&ecirc;ncia de CAL no &uacute;ltimo ano variaram entre 1,7 (na Hungria e na Holanda) e 4,3 (na B&eacute;lgica).</p>    <p>Dados de um estudo feito na Esc&oacute;cia<sup>40</sup>, numa amostra de 2.008 adolescentes, entre os 15-16 anos de idade, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios de autopreenchimento em meio escolar, revelaram uma preval&ecirc;ncia no &uacute;ltimo ano de 9,7. Os CAL foram cerca de 3 vezes mais frequentes em raparigas, com uma preval&ecirc;ncia no &uacute;ltimo ano de 13,6 contra 5,1 em rapazes.</p>    <p>Um estudo comparativo entre adolescentes na Alemanha e nos Estados Unidos revelou taxas semelhantes de ocorr&ecirc;ncia de non-suicidal self-injury durante a vida de 25,6, sendo que 9,5 o fazia repetidamente<sup>41</sup>.</p>    <p><i><i>Estudos em pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa</i></i></p>    <p>O &laquo;Health Behaviour in School-aged Children&raquo; (HBSC)<sup>42</sup> &eacute; um estudo colaborativo da OMS que pretende estudar os estilos de vida e comportamentos dos adolescentes nos v&aacute;rios contextos das suas vidas. Integra 44 pa&iacute;ses, incluindo Portugal. Na amostra de 5.050 adolescentes portugueses que integra este estudo, cuja m&eacute;dia de idade &eacute; 14 anos, verificou-se que 15,6 afirma ter-se magoado a si pr&oacute;prio no &uacute;ltimo ano<sup>43</sup>. Este estudo apresenta uma amostra consider&aacute;vel de adolescentes nesta &aacute;rea espec&iacute;fica, mas apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas (nomeadamente na restri&ccedil;&atilde;o da identifica&ccedil;&atilde;o de casos) que poder&atilde;o ter resultado nesta preval&ecirc;ncia estimada superior ao esperado.</p>    <p>Num outro estudo da mesma equipa foram inquiridos 396 jovens das 5 regi&otilde;es de Portugal, com idades compreendidas entre os 13-21 anos. Observou-se que 18 mencionou ter-se autoagredido pelo menos uma vez e 5,6 referiu ter-se autoagredido 4 vezes ou mais nos &uacute;ltimos 12 meses. Mencionaram sentimentos de raiva/hostilidade (8,8), aus&ecirc;ncia de esperan&ccedil;a no futuro (8,3) e tristeza (8,1) durante o comportamento de viol&ecirc;ncia autodirigida<sup>25</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um estudo portugu&ecirc;s analisou uma amostra comunit&aacute;ria de 822 adolescentes entre o 10.&deg;-12.&deg; ano de escolaridade, tendo verificado que 34,4 dos jovens j&aacute; teve em algum ponto da sua vida idea&ccedil;&atilde;o suicida e, entre estes, 7 fizeram, pelo menos, uma tentativa de suic&iacute;dio<sup>44</sup>.</p>    <p>Um outro estudo realizado em Portugal com uma amostra de 628 adolescentes, estudantes do 10.&deg;, 11.&deg; e 12.&deg; ano, de escolas secund&aacute;rias em Lisboa, com idades compreendidas entre os 15-18 anos, verificou que 48,2 j&aacute; teve ideias de suic&iacute;dio ao longo da vida, que cerca de 7 dos indiv&iacute;duos fizeram tentativas de suic&iacute;dio e que 35 apresentavam comportamentos de automutila&ccedil;&atilde;o<sup>45</sup>. Este valor parece tamb&eacute;m sobrestimado, sendo reconhecido pelos autores que poder&atilde;o ter existido dificuldades dos adolescentes &laquo;em identificarem os termos da pergunta sobre atos autolesivos&raquo;.</p>    <p>A equipa da Consulta de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio, em Coimbra, Portugal, revelou uma incid&ecirc;ncia de 200 casos anuais por 100.000 habitantes, ou 600 casos anuais por 100.000 habitantes quando restringido apenas &agrave;s mulheres dos 15-24 anos<sup>46</sup>.</p>    <p>Um estudo realizado numa unidade de internamento de pedopsiquiatria (cuja faixa et&aacute;ria se situava entre os 12-17 anos), em Lisboa, verificou que entre 2006-2009, aproximadamente 4-12 dos internamentos foram motivados por comportamentos autolesivos<sup>47</sup>.</p>    <p>Mais recentemente, numa amostra comunit&aacute;ria de 1.713 adolescentes (entre os 12-20 anos) de escolas p&uacute;blicas da &aacute;rea metropolitana de Lisboa, utilizando metodologia id&ecirc;ntica ao estudo CASE<sup>15</sup>, verificou-se que 7,3 dos adolescentes j&aacute; tinha apresentado pelo menos um epis&oacute;dio de CAL, calculando-se uma preval&ecirc;ncia ao longo da vida de 10,5 para raparigas e 3,3 para rapazes e uma preval&ecirc;ncia no &uacute;ltimo ano de 5,7 e 1,8, respetivamente<sup>*</sup>. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o verificou-se ainda que s&oacute; uma minoria levou a apresenta&ccedil;&atilde;o hospitalar ou aos cuidados de qualquer t&eacute;cnico de sa&uacute;de, permanecendo na sua maioria como um &laquo;comportamento oculto&raquo;.</p>    <p>Um estudo realizado nas cidades de Porto Alegre e Erechim, no Brasil, utilizou uma amostra comunit&aacute;ria de 730 adolescentes com idades entre 13-19 anos, verificando que 34,7 apresentavam idea&ccedil;&atilde;o suicida segundo a Escala de Idea&ccedil;&atilde;o Suicida de Beck<sup>48</sup>.</p>    <p>Um estudo realizado nas urg&ecirc;ncias psiqui&aacute;tricas de um hospital escola da regi&atilde;o de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo, durante os anos de 1988-1991, revelou que entre 40-50 da popula&ccedil;&atilde;o entre os 10-24 anos que recorreu a este servi&ccedil;o apresentava quadro de suic&iacute;dio ou les&otilde;es autoinfligidas<sup>49</sup>.</p>    <p>Outro estudo populacional realizado na cidade de Pelotas, no Sul do Brasil, numa amostra representativa de adolescentes entre os 11-15 anos mostrou uma preval&ecirc;ncia de idea&ccedil;&atilde;o suicida de 14,1<sup>50</sup>.</p>    <p><i>Perfil cl&iacute;nico do adolescente com comportamentos autolesivos</i></p>    <p>De acordo com v&aacute;rios estudos<sup>7</sup><sup>, </sup><sup>17</sup>, os CAL s&atilde;o mais frequentes no sexo feminino e est&atilde;o associados a n&iacute;veis menores de educa&ccedil;&atilde;o<sup>51</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os adolescentes com CAL apresentam maior psicopatologia geral, tal como ansiedade, depress&atilde;o, impulsividade e agressividade<sup>7</sup><sup>, </sup><sup>52</sup>. Est&atilde;o associados em aproximadamente 90 dos casos a um diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico<sup>18</sup><sup>, </sup><sup>53</sup>, sobretudo doen&ccedil;a afetiva<sup>53</sup>.</p>    <p>Os adolescentes com CAL apresentam mais frequentemente perturba&ccedil;&otilde;es da personalidade dos tipos <i>borderline</i>, esquizot&iacute;pica, dependente e evitante, apresentando mais sintomas depressivos e ansiosos quando comparados com controlos<sup>5</sup><sup>, </sup><sup>52</sup><sup>, </sup><sup>54</sup>. A impulsividade, a baixa autoestima e o abuso de drogas foram tamb&eacute;m associados aos CAL<sup>5</sup>. Nock et al.<sup>18</sup>, numa amostra de adolescentes com CAL sem inten&ccedil;&atilde;o suicida, verificaram que 87,6 apresentava crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos para patologia do eixo I da DSM-IV, sendo as perturba&ccedil;&otilde;es mais frequentes: perturba&ccedil;&atilde;o de conduta; perturba&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o desafio; depress&atilde;o major; perturba&ccedil;&atilde;o p&oacute;s stresse traum&aacute;tico; abuso ou depend&ecirc;ncia de cannabis.</p>    <p>Um estudo da equipa da Aventura Social<sup>55</sup> observou, numa amostra de 206 estudantes, associa&ccedil;&atilde;o entre CAL, perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento alimentar e dificuldades de autoregula&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>Experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas na inf&acirc;ncia foram tamb&eacute;m associadas aos CAL. Destas t&ecirc;m sido consideradas relevantes problemas psicol&oacute;gicos parentais; separa&ccedil;&atilde;o dos pais; afastamento precoce ou prolongado de um dos pais; experi&ecirc;ncias infantis de neglig&ecirc;ncia emocional, psicol&oacute;gica ou abuso f&iacute;sico, especialmente do tipo sexual<sup>56</sup>. A presen&ccedil;a de disfun&ccedil;&atilde;o familiar tem sido fortemente associada a estes comportamentos<sup>4</sup><sup>, </sup><sup>21</sup><sup>, </sup><sup>57</sup><sup>, </sup><sup>58</sup>.</p>    <p>A presen&ccedil;a de alexitimia (d&eacute;fice na express&atilde;o emocional) parece ser tamb&eacute;m mais frequente nestes adolescentes<sup>59</sup>.</p>    <p>Os CAL em adolescentes parecem estar relacionados com a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de <i>coping</i> n&atilde;o adaptativas, especialmente quando confrontados com situa&ccedil;&otilde;es percecionadas como imposs&iacute;veis de resolver<sup>4</sup><sup>, </sup><sup>58</sup>. O estilo de <i>coping</i> &laquo;focado na emo&ccedil;&atilde;o&raquo; e particularmente estrat&eacute;gias de comportamento do &laquo;tipo evitante&raquo; t&ecirc;m sido diretamente relacionadas com CAL em v&aacute;rios estudos<sup>58</sup>. Um estudo recente em estudantes universit&aacute;rios com antecedentes de CAL verificou que, quando comparados a amostra de controlo, apresentavam diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel de estrat&eacute;gias de <i>coping</i>, utilizando com mais frequ&ecirc;ncia o desinvestimento comportamental e a utiliza&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias<sup>60</sup>. Para al&eacute;m desta vulnerabilidade a n&iacute;vel de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, tem-se verificado que, n&atilde;o s&oacute; jovens com CAL t&ecirc;m maior n&uacute;mero de eventos negativos (emocionais, sociais e psicol&oacute;gicos) ao longo da vida<sup>52</sup>, como maior perce&ccedil;&atilde;o destes eventos stressantes<sup>61</sup>.</p>    <p>O temperamento afetivo, um poss&iacute;vel marcador heredit&aacute;rio/biol&oacute;gico<sup>62</sup>, apesar de ainda pouco estudado, tem sido tamb&eacute;m associado a CAL. Um estudo verificou que os valores das escalas de temperamento afetivo, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da hipertimia, s&atilde;o mais elevados em indiv&iacute;duos com hist&oacute;ria de tentativa de suic&iacute;dio<sup>63</sup>. Um estudo em 150 doentes psiqui&aacute;tricos revelou que o temperamento irrit&aacute;vel &eacute; um fator de risco para suic&iacute;dio e que os temperamentos ciclot&iacute;mico, ansioso e depressivo est&atilde;o associados ao sentimento de desesperan&ccedil;a<sup>64</sup>. Um estudo em crian&ccedil;as e adolescentes deprimidos verificou que o temperamento ciclot&iacute;mico est&aacute; associado a um maior risco de suic&iacute;dio<sup>65</sup>.</p>    <p>Um estudo, realizado no N&uacute;cleo de Estudos de Suic&iacute;dio do Hospital de Santa Maria<sup>66</sup>, em Lisboa, verificou que estes jovens, face aos fatores de stresse inerentes &agrave; etapa da adolesc&ecirc;ncia e decorrentes de eventuais acontecimentos de vida n&atilde;o normativos, entram em estado de stresse caracterizado, sobretudo, por tristeza, pessimismo, inseguran&ccedil;a, confus&atilde;o, medo e ansiedade. Outro estudo do mesmo grupo de investiga&ccedil;&atilde;o definiu o perfil do adolescente com CAL que recorre &agrave;s consultas de psiquiatria: habitualmente referenciado pelo servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia; com idea&ccedil;&atilde;o suicida e sintomas depressivos habitualmente presentes &agrave; entrada; com v&aacute;rios seguimentos pr&eacute;vios e m&aacute; ades&atilde;o aos mesmos; maior n&uacute;mero de dificuldades psicossociais, sobretudo a n&iacute;vel de conflitos familiares e afetivos, e com baixas expectativas relacionadas com o tratamento<sup>67</sup>.</p>    <p>Dados do estudo CASE indicaram que a presen&ccedil;a de maior impulsividade, a observa&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dio ou CAL em outras pessoas, o abuso sexual e preocupa&ccedil;&otilde;es acerca da sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o fatores que distinguem os adolescentes que efetivamente realizam CAL dos que apresentam apenas pensamentos autolesivos<sup>52</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>    <p>Os resultados desta revis&atilde;o revelam um problema de elevada preponder&acirc;ncia a n&iacute;vel social e cl&iacute;nico. Preval&ecirc;ncias muito elevadas de CAL em adolescentes de v&aacute;rios pa&iacute;ses e culturas (incluindo Portugal e Brasil), em amostras comunit&aacute;rias e cl&iacute;nicas. N&atilde;o ser&aacute; descabido falar de um verdadeiro problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, com consequ&ecirc;ncias eventualmente preocupantes e com risco para a sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica dos indiv&iacute;duos e das comunidades em que se inserem. Um trabalho de revis&atilde;o recente<sup>68</sup> verificou que o reconhecimento precoce deste tipo de comportamentos &eacute; uma das estrat&eacute;gias eficazes de preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio, nomeadamente atrav&eacute;s do treino de m&eacute;dicos de medicina geral e familiar, pediatras, professores e outros membros da comunidade que contactem com estes jovens em risco. Isto evidencia a prem&ecirc;ncia do tema e a necessidade de se investir neste tema de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>Verificaram-se, como esperado, dificuldades de consenso de nomenclatura e defini&ccedil;&atilde;o do problema. A investiga&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa tem dado um contributo ainda modesto, mas importante, para a clarifica&ccedil;&atilde;o deste problema, sofrendo das mesmas dificuldades a n&iacute;vel de metodologias de investiga&ccedil;&atilde;o e nomenclatura que os investigadores anglo-sax&oacute;nicos. Dentro da grande quantidade de artigos indexados a n&iacute;vel global sobre este tema, s&oacute; uma pequena percentagem est&aacute; escrita na l&iacute;ngua portuguesa. Neste aspeto existem obviamente limita&ccedil;&otilde;es desta revis&atilde;o e das conclus&otilde;es que se podem estabelecer; dever&aacute; ainda considerar-se que o baixo n&uacute;mero de artigos encontrados n&atilde;o est&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o direta com a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa. &eacute; sobejamente conhecida a prefer&ecirc;ncia para publicar em l&iacute;ngua inglesa e quando publicados em portugu&ecirc;s os artigos s&atilde;o muitas vezes publicados em revistas sem indexa&ccedil;&atilde;o nas grandes bases de dados (que foram as consultadas neste trabalho), o que dificultou a exatid&atilde;o deste trabalho.</p>    <p>Apesar desta limita&ccedil;&atilde;o, os dados nacionais encontrados apontam para preval&ecirc;ncias elevadas destes comportamentos entre os nossos adolescentes, referindo valores que v&atilde;o de 7-35 dos jovens ao longo da vida.</p>    <p>&eacute; nossa opini&atilde;o que este assunto carece de mais estudos de v&aacute;rios tipos, nomeadamente epidemiol&oacute;gicos, que sigam metodologias semelhantes a outros estudos internacionais, de modo a ser poss&iacute;vel comparar resultados e experi&ecirc;ncias de trabalho. A cria&ccedil;&atilde;o de consensos a n&iacute;vel de nomenclaturas por parte dos investigadores desta &aacute;rea &eacute; algo imprescind&iacute;vel para que isto seja poss&iacute;vel. Tamb&eacute;m estudos cl&iacute;nicos tentando especificar caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, psicol&oacute;gicas e psicopatol&oacute;gicas s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia, pois ser&atilde;o estes que estar&atilde;o na base de hip&oacute;teses de tratamento e preven&ccedil;&atilde;o de CAL. Em grande car&ecirc;ncia (a n&iacute;vel global) est&atilde;o os estudos intervencionais, investigando a utiliza&ccedil;&atilde;o de programas de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento deste importante problema que afeta uma elevada propor&ccedil;&atilde;o dos nossos jovens.</p>    <p>O est&iacute;mulo para publica&ccedil;&atilde;o de resultados em portugu&ecirc;s, preferencialmente em revistas indexadas nas grandes bases de dados, &eacute; importante pois sabemos que escrever numa l&iacute;ngua n&atilde;o nativa dificulta (e muitas vezes inibe) os investigadores, levando &agrave; n&atilde;o divulga&ccedil;&atilde;o de resultados de realidades que poder&atilde;o ser muito diferentes daquelas encontradas noutros pa&iacute;ses e culturas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>    <p>Deste trabalho de revis&atilde;o destaca-se o relevo global dado ao estudo dos comportamentos autolesivos, especificamente em jovens. Como foi descrito, t&ecirc;m existido evolu&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel dos conceitos, estudo epidemiol&oacute;gico e cl&iacute;nico, relevantes e com papel potencial de modular estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento.</p>    <p>A literatura cient&iacute;fica em l&iacute;ngua portuguesa, nesta &aacute;rea, tem ainda uma contribui&ccedil;&atilde;o modesta, mas importante. No entanto, um dos principais objetivos deste artigo &eacute;, n&atilde;o s&oacute; chamar a aten&ccedil;&atilde;o para esta lacuna, mas sim estimular a investiga&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea por parte dos investigadores de l&iacute;ngua portuguesa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliograf&iacute;a</b></p>     <!-- ref --><p>1. Sampaio D. Lavrar o mar. Lisboa: Editorial Caminho; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201300020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>2. Shaffer D, Kipp K. Developmental psychology: childhood and adolescence.  Belmont: Wadworth; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201300020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Matos MG, Sim&otilde;es C, Tom&eacute; G, Camacho I, Ferreira M, Ramiro L,  et-al. A sa&uacute;de dos adolescentes portugueses: relat&oacute;rio do estudo HBSC 2010.  Lisboa: Centro de Mal&aacute;ria e outras Doen&ccedil;as Tropicais/IHMT/UNL; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201300020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Sampaio D. Ningu&eacute;m morre sozinho: o adolescente e o suic&iacute;dio. Lisboa: Editorial Caminho; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201300020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Saraiva CB. Estudos sobre o para-suic&iacute;dio: o que leva os jovens a espreitar a morte. 1.&#170; ed. Coimbra: Redhorse; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201300020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Nock MK. Self-injury. Annu Rev Clin Psychol. 2010; 6:339-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201300020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Hawton K, Saunders KE, O'Connor RC. Self-harm and suicide in adolescents. Lancet. 2012; 379:2373-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201300020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Silverman MM, Berman AL, Sanddal ND, O'Carroll PW, Joiner TE. Rebuilding the tower of Babel: a revised nomenclature for the study of suicide  and suicidal behaviors. Part 2: Suicide-related ideations, communications, and behaviors. Suicide Life Threat Behav. 2007; 37:264-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201300020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Ougrin D, Ng AV, Zundel T. Self-harm in young people: a therapeutic assessment manual. London: Hodder Arnold; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201300020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Carvalho &aacute;, Peixoto B, Saraiva CB, Sampaio D, Amaro F, Santos JC,  et-al. Plano Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio 2013/2017. Lisboa:  Direc&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201300020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. Durkheim E. Le suicide: &eacute;tude de sociologie. Paris: F. Alcan; 1897.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201300020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>12. Bertolote JM, Fleischmann A. Suicide and psychiatric diagnosis: a worldwide perspective. World Psychiatry. 2002; 1:181-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201300020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>13. Wasserman D, Cheng Q, Jiang GX. Global suicide rates among young people aged 15-19. World Psychiatry. 2005; 4:114-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201300020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>14. Rutz EM, Wasserman D. Trends in adolescent suicide mortality in the WHO European Region. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2004; 13:321-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201300020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Madge N, Hewitt A, Hawton K, de Wilde EJ, Corcoran P, Fekete S,  et-al. Deliberate self-harm within an international community sample of  young people: comparative findings from the Child & Adolescent Self-harm in Europe (CASE) Study. J Child Psychol Psychiatry. 2008; 49:667-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201300020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>16. Stanford S, Jones MP. How much detail needs to be elucidated in self-harm research?. J Youth Adolesc. 2010; 39:504-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201300020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>17. Skegg K. Self-harm. Lancet. 2005; 366:1471-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201300020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>18. Nock MK, Joiner TE, Gordon KH, Lloyd-Richardson E, Prinstein MJ. Non-suicidal self-injury among adolescents: diagnostic correlates and  relation to suicide attempts. Psychiatry Res. 2006; 144:65-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201300020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Muehlenkamp JJ, Claes L, Havertape L, Plener PL. International prevalence of adolescent non-suicidal self-injury and deliberate self-harm.  Child Adolesc Psychiatry Ment Health. 2012; 6:10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201300020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Wilkinson P, Kelvin R, Roberts C, Dubicka B, Goodyer I. Clinical and psychosocial predictors of suicide attempts and nonsuicidal self-injury  in the Adolescent Depression Antidepressants and Psychotherapy Trial (ADAPT). Am J Psychiatry. 2011; 168:495-501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201300020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>21. Hawton K, Harriss L. Deliberate self-harm in young people: characteristics and subsequent mortality in a 20-year cohort of patients  presenting to hospital. J Clin Psychiatry. 2007; 68:1574-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201300020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>22. Cavanagh JT, Carson AJ, Sharpe M, Lawrie SM. Psychological autopsy studies of suicide: a systematic review. Psychol Med. 2003; 33: 395-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201300020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>23. Stanley B, Gameroff MJ, Michalsen V, Mann JJ. Are suicide attempters who self-mutilate a unique population?. Am J Psychiatry. 2001;  158:427-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201300020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>24. Wahlbeck K, M&auml;kinen M. Prevention of depression and suicide. Consensus paper. Luxembourg: European Communities; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201300020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>25. Reis M, Figueira I, Ramiro L, Matos MG. Jovens e comportamentos de viol&ecirc;ncia autodirigida. En: Matos M.G., Tom&eacute; G., editors.  Aventura Social: promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e do capital social para um empreendedorismo com sa&uacute;de na escola e na comunidade Lisboa. Placebo  Editora; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201300020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>26. Favazza AR. Bodies under siege: self-mutilation and body modification in culture and psychiatry. 2&#160;<sup>nd</sup> ed. Baltimore: Johns  Hopkins University Press; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201300020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>27. Silverman MM. The language of suicidology. Suicide Life Threat Behav. 2006; 36:519-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201300020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>28. de Leo D, Burgis S, Bertolote JM, Kerkhof AJ, Bille-Brahe U. Definitions of suicidal behavior: lessons learned from the WHO/EURO  multicentre Study. Crisis. 2006; 27:4-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201300020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>29. Brown GK, Henriques GR, Sosdjan D, Beck AT. Suicide intent and accurate expectations of lethality: predictors of medical lethality of  suicide attempts. J Consult Clin Psychol. 2004; 72:1170-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201300020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>30. O'Carroll PW, Berman AL, Maris RW, Moscicki EK, Tanney BL, Silverman MM. Beyond the Tower of Babel: a nomenclature for suicidology.  Suicide Life Threat Behav. 1996; 26:237-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201300020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>31. Kreitman N. Parasuicide. London; New York: Wiley; 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201300020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>32. Claes L, Vandereycken W. Self-injurious behavior: differential diagnosis  and functional differentiation. Compr Psychiatry. 2007; 48:137-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201300020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>33. Saraiva CB. Suic&iacute;dio: de Durkheim a Shneidman, do determinismo social &agrave; dor psicol&oacute;gica individual. Psi Clin. 2010; 31:185-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201300020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>34. Esquirol L. Des malades mentales. Paris: Bailli&egrave;re; 1838.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201300020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>35. Menninger KA. Man against himself. Oxford: Harcourt, Brace; 1938.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201300020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>36. Stengel E. Suicide and attempted suicide. Baltimore: Penguin Books; 1964.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201300020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>37. Kreitman N, Philip AE, Greer S, Bagley CR. Parasuicide. Br J Psychiatry. 1969; 115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201300020000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>38. Schmidtke A, Bille-Brahe U, de Leo D, Kerkhof A, Bjerke T, Crepet P,  et-al. Attempted suicide in Europe: rates, trends and sociodemographic  characteristics of suicide attempters during the period 1989-1992: results of the WHO/EURO Multicentre Study on Parasuicide.  Acta Psychiatr Scand. 1996; 93:327-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201300020000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>39. APA board of trustees approves DSM-V. News release No. 12-43. 2012 (consultado Mar 2013). Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.dsm5.org" target="_blank">http://www.dsm5.org</a>. </p>     <!-- ref --><p>40. O'Connor RC, Rasmussen S, Miles J, Hawton K. Self-harm in adolescents: self-report survey in schools in Scotland. Br J Psychiatry. 2009;  194:68-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-9025201300020000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>41. Plener PL, Libal G, Keller F, Fegert JM, Muehlenkamp JJ. An international comparison of adolescent non-suicidal self-injury (NSSI) and  suicide attempts: Germany and the USA. Psychol Med. 2009; 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-9025201300020000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>42. Currie C, Nic Gabhainn S, Godeau E. The health behaviour in school-aged children: WHO Collaborative Cross-National (HBSC) study: origins,  concept, history and development 1982-2008. Int J Public Health. 2009; 54(Suppl 2):131-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-9025201300020000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>43. Matos MG, coord. A Sa&uacute;de dos adolescents portugueses: relat&oacute;rio do estudo HBSC 2010. Lisboa: Aventura Social & Sa&uacute;de; 2011. Projecto  "Health Behaviour in School-aged Children" (consultado Ago 2011). Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://aventurasocial.com/publicacoes.php" target="_blank">http://aventurasocial.com/publicacoes.php</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-9025201300020000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>44. Sampaio D, Oliveira A, Vinagre M, Gouveia-Pereira M, Santos N, Ordaz O. Representa&ccedil;&otilde;es sociais do suic&iacute;dio em estudantes do ensino secund&aacute;rio. Anal Psi. 2000; 2:139-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-9025201300020000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>45. Oliveira A, Am&acirc;ncio L, Sampaio D. Arriscar morrer para sobreviver: olhar sobre o suic&iacute;dio adolescente. Anal Psi. 2001; 4:509-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-9025201300020000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>46. Saraiva CB. Entrevista de Avalia&ccedil;&atilde;o dos Comportamentos Suicid&aacute;rios (EACOS). Psiq Clin. 1998; 19:251-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-9025201300020000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>47. Cordovil C, Crujo M, Guerreiro DF. Tentativas de suic&iacute;dio em adolescentes internados na Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de Lisboa Central. Sau Mental. 2009; XI:15-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-9025201300020000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>48. Borges VR, Werlang BSG. Estudo de idea&ccedil;&atilde;o suicida em adolescentes de 13 e 19 anos. Psi Sau Doe. 2006; 7:195-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-9025201300020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>49. Teixeira AMF, Luis MAV. Suic&iacute;dio, les&otilde;es e envenenamento em adolescentes: um estudo epidemiol&oacute;gico. Rev Latino-Am Enfermagem. 1997; 5:31-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-9025201300020000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>50. Souza LD, Silva RA, Jansen K, Kuhn RP, Horta BL, Pinheiro RT.;1; Suicidal ideation in adolescents aged 11 to 15 years: prevalence and associated factors. Rev Bras Psiquiatr;32:37&-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0870-9025201300020000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>51. Brunner R, Parzer P, Haffner J, Steen R, Roos J, Klett M,  et-al. Prevalence and psychological correlates of occasional and repetitive deliberate self-harm in adolescents. Arch Pediatr Adolesc Med. 2007; 161:641-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0870-9025201300020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>52. Madge N, Hawton K, McMahon EM, Corcoran P, de Leo D, de Wilde EJ,  et-al. Psychological characteristics, stressful life events and deliberate self-harm: Findings from the Child & Adolescent Self-harm in Europe (CASE) Study. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2011; 20:499-508.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0870-9025201300020000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>53. Haw C, Hawton K, Houston K, Townsend E. Psychiatric and personality disorders in deliberate self-harm patients. Br J Psychiatry. 2001; 178:48-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0870-9025201300020000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>54. Klonsky ED, Oltmanns TF, Turkheimer E. Deliberate self-harm in a nonclinical population: prevalence and psychological correlates. Am J Psychiatry. 2003; 160:1501-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0870-9025201300020000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>55. Reis M, Matos MG, Ramiro L, Figueira I. Understanding self-harm in young people: an emotional unbalance in need for intervention. Prob Psy 21st Cent. 2012; 4:50-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-9025201300020000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>56. Fliege H, Lee JR, Grimm A, Klapp BF. Risk factors and correlates of deliberate self-harm behavior: a systematic review. J Psychosom Res. 2009; 66:477-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-9025201300020000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>57. Santos JC, Saraiva CB, De Sousa L. The role of expressed Emotion, self-concept, coping, and depression in parasuicidal behavior: a follow-up study. Arch Suicide Res. 2009; 13:358-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-9025201300020000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>58. Guerreiro DF, Cruz D, Frasquilho D, Santos JC, Figueira ML, Sampaio D. Association between deliberate self-harm and coping in adolescents: a critical review of the last 10 years' literature. Arch Suicide Res. 2013; 17:91-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-9025201300020000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>59. Zlotnick C, Shea MT, Pearlstein T, Simpson E, Costello E, Begin A. The relationship between dissociative symptoms, alexithymia, impulsivity, sexual abuse, and self-mutilation. Compr Psych. 1996; 37:12-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0870-9025201300020000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>60. Brown S, Williams K, Collins A. Past and recent deliberate self-harm: emotion and coping strategy differences. J Clin Psychol. 2007; 63:791-803.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-9025201300020000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>61. Rodham K, Hawton K, Evans E. Reasons for deliberate self-harm: comparison of self-poisoners and self-cutters in a community sample of adolescents. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2004; 43:80-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0870-9025201300020000900060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>62. Bates J. Temperament as an emotion construct: theoretical and practical issue. En: Lewis M., Haviland-Jones J., editors. Handbook of emotions. New York: Guilford. Press; 2000. 382-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0870-9025201300020000900061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>63. Rihmer A, Rozsa S, Rihmer Z, Gonda X, Akiskal KK, Akiskal HS. Affective temperaments, as measured by TEMPS-A, among nonviolent suicide attempters. J Affect Disord. 2009; 116:18-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-9025201300020000900062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>64. Pompili M, Rihmer Z, Akiskal HS, Innamorati M, Iliceto P, Akiskal KK,  et-al. Temperament and personality dimensions in suicidal and nonsuicidal psychiatric inpatients. Psychopatho. 2008; 41:313-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S0870-9025201300020000900063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>65. Kochman FJ, Hantouche EG, Ferrari P, Lancrenon S, Bayart D, Akiskal HS. Cyclothymic temperament as a prospective predictor of bipolarity and suicidality in children and adolescents with major depressive disorder. J Affect Disord. 2005; 85:181-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S0870-9025201300020000900064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>66. Cruz D, Sampaio D, Nazar&eacute; S, Isabel N. Comportamentos auto-destrutivos na adolesc&ecirc;ncia: experi&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica por uma equipa hospitalar. Rev Sau Men. 2007; IX:10-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0870-9025201300020000900065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>67. Guerreiro DF, Neves EL, Navarro R, Mendes R, Prioste A, Ribeiro D,  et-al. Clinical features of adolescents with deliberate self-harm: a case control study in Lisbon, Portugal. Neuropsychiatr Dis Treat. 2009; 5:611-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S0870-9025201300020000900066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>68. van der Feltz-Cornelis CM, Sarchiapone M, Postuvan V, Volker D, Roskar S, Grum AT,  et-al. Best practice elements of multilevel suicide prevention strategies: a review of systematic reviews. Crisis. 2011; 32:319-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S0870-9025201300020000900067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado por uma bolsa da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>    <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>    <p>Os autores agradecem &agrave; FCT pelo financiamento parcial deste estudo. Expressam tamb&eacute;m um agradecimento especial ao Professor Carlos Braz Saraiva e &agrave; Dra. Nazar&eacute; Santos pelo est&iacute;mulo dado e pelo apoio dado na discuss&atilde;o da terminologia.</p>    <p>* Guerreiro DF, Sampaio D, Figueira ML, Madge N. Deliberate self-harm in adolescents: a self-report survey in schools from Lisbon, Portugal. Manuscript under review.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 8 Junho 2012. Aceito 24 Maio 2013 </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>. <a href="mailto:dfguerreiro@campus.ul.pt">dfguerreiro@campus.ul.pt</a></p>      ]]></body><back>
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