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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2015.05.003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atenção primária à saúde e os idosos institucionalizados: a perspectiva da gestão municipal no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Health actions in primary care are essential to ensure the quality of care. The objective was to identify the actions undertaken in primary care, targeted to institutionalized elderly in Brazil, from the perspective o fmunicipal managers. It is a qualitative, observational and analytical study. Semi-structured interviews with 28 managers of 11municipalities in the five geographical regions were conducted. The collected data were processed by ALCESTE software (4.9). Results demonstrate that the actions directed to the institutionalized elderly were scarce. Regarding the elderly in general the actions symbolize fragmented and distant attention advocated by the Public Health Policy for the Elderly.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Atenção Primária à Saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de e os idosos institucionalizados: a perspectiva da gest&atilde;o municipal no Brasil</b></p>     <p><b>Primary Health Care and the institutionalized elderly: The perspective of municipal management in Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Grasiela Piuvezam <sup>a</sup><sup>, </sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Kenio Costa de Lima <sup>b</sup>, Monise Santos de Carvalho <sup>c</sup>, V&iacute;tor Guerra Pereira Xavier <sup>c</sup>, Rafael Alves da Silva <sup>c</sup>, Aline Rochelle Filgueira Dantas <sup>c</sup>, Vilani Medeiros de Ara&uacute;jo Nunes <sup>d</sup></b></p>     <p>a Doutora em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte&ndash;UFRN, Departamento de Sa&uacute;de Coletiva (DSC-UFRN), Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o Gest&atilde;o da Qualidade em Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de (PPGQualiSa&uacute;de - UFRN-BR/UMU-ES/INSP-MX), Natal, Brasil</p>     <p>b Doutor em Ci&ecirc;ncias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro&ndash;UFRJ. Departamento de Odontologia e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Federal do Rio Grande do Norte&ndash;UFRN, Natal, Brasil</p>     <p>c Estudante do Curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Brasil</p>     <p>d Doutora em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte&ndash;UFRN. Professora do Departamento de Sa&uacute;de Coletiva (DSC-UFRN), Natal, Brasil</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria s&atilde;o essenciais para garantir a qualidade na assist&ecirc;ncia. O objetivo foi identificar as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, direcionadas aos idosos institucionalizados no Brasil, a partir da &oacute;ptica dos gestores municipais. Estudo qualitativo, observacional e anal&iacute;tico. Foram realizadas entrevistas semi estruturadas com 28 gestores de 11 munic&iacute;pios pertencentes &agrave;s 5 regi&otilde;es geogr&aacute;ficas brasileiras. Os dados recolhidos foram processados pelo software ALCESTE (4.9). Os resultados demonstram que as a&ccedil;&otilde;es direcionadas aos idosos institucionalizados foram escassas. Em rela&ccedil;&atilde;o aos idosos em geral as a&ccedil;&otilde;es simbolizam aten&ccedil;&atilde;o fragmentada e distante do preconizado nas Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de P&uacute;blica aos Idosos.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de. Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de Sa&uacute;de. Idosos. Institui&ccedil;&atilde;o de Longa Perman&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Health actions in primary care are essential to ensure the quality of care. The objective was to identify the actions undertaken in primary care, targeted to institutionalized elderly in Brazil, from the perspective o fmunicipal managers. It is a qualitative, observational and analytical study. Semi-structured interviews with 28 managers of 11municipalities in the five geographical regions were conducted. The collected data were processed by ALCESTE software (4.9). Results demonstrate that the actions directed to the institutionalized elderly were scarce. Regarding the elderly in general the actions symbolize fragmented and distant attention advocated by the Public Health Policy for the Elderly.</p>     <p><b>Keywords: </b>Primary Health Care. Healthy Public Policy. Elderly. Homes for the Aged.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; considerado um processo progressivo e crescente, e configura-se como um fen&oacute;meno que tem se tornado alvo de discuss&atilde;o, principalmente nas &aacute;reas que envolvem a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do idoso e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Destaca-se como evid&ecirc;ncia, o reconhecimento, por parte de pesquisadores e gestores p&uacute;blicos, das consequ&ecirc;ncias do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o sobre a previd&ecirc;ncia social e sobre os programas de sa&uacute;de. Ademais, observa-se que o crescimento do n&uacute;mero de idosos que demandam assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de &eacute; progressivamente visto como um problema da nova pol&iacute;tica societal e com impactos sobre a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de (APS)<sup>1,2</sup>.</p>     <p>Nas proposi&ccedil;&otilde;es de Alma-Ata (1978), a APS &eacute; entendida como fun&ccedil;&atilde;o central do sistema nacional de sa&uacute;de, integrando um processo permanente de assist&ecirc;ncia sanit&aacute;ria &ndash; que inclui preven&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o, cura e reabilita&ccedil;&atilde;o &ndash; e, como parte do processo mais geral de desenvolvimento societal e econ&oacute;mico, envolvendo a coopera&ccedil;&atilde;o com outros setores para promover o desenvolvimento societal e enfrentar os determinantes da sa&uacute;de<sup>3</sup>.</p>     <p>Nos pa&iacute;ses europeus, os servi&ccedil;os ambulatoriais de primeiro contato est&atilde;o integrados a um sistema de sa&uacute;de de acesso universal, isto &eacute;, o direito &agrave; sa&uacute;de &eacute; garantido por meio de sistema universal com financiamento p&uacute;blico ou por meio de contributos espec&iacute;ficos a seguros sociais. Nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina a cobertura &eacute; segmentada, convivendo esquemas diferenciados com importantes desigualdades no acesso, e a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &eacute; incorporada apenas no setor p&uacute;blico com programas seletivos. Nos pa&iacute;ses do terceiro mundo predomina a interpreta&ccedil;&atilde;o da APS como um programa espec&iacute;fico para os marginalizados e exclu&iacute;dos, materializada na proposta pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria seletiva destinada &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es pobres<sup>3</sup>.</p>     <p>No Brasil, a APS &eacute; regulamentada pela Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (PNAB)<sup>4</sup>, que considera os termos &laquo;aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica&raquo; e &laquo;APS&raquo; como equivalentes. O presente artigo utilizar&aacute; o termo APS. Essa pol&iacute;tica &eacute; desenvolvida com o mais alto grau de descentraliza&ccedil;&atilde;o e tem na estrat&eacute;gia de sa&uacute;de da fam&iacute;lia (ESF) sua a&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria para expans&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o. A aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &eacute; o contato preferencial dos utentes e centro de comunica&ccedil;&atilde;o com a Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de (RAS)<sup>5</sup>, sendo orientada pelos princ&iacute;pios da universalidade, da acessibilidade, do v&iacute;nculo, da continuidade do cuidado, da integralidade da aten&ccedil;&atilde;o, da responsabiliza&ccedil;&atilde;o, da humaniza&ccedil;&atilde;o, da equidade e da participa&ccedil;&atilde;o societal.</p>     <p>No intuito de atender ao car&aacute;ter global de cuidado &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa, in&uacute;meros esfor&ccedil;os t&ecirc;m sido realizados pelo governo brasileiro. Assim, baseadas na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal<sup>6</sup> surgiram a Pol&iacute;tica Nacional do Idoso<sup>7</sup> e o Estatuto do Idoso<sup>8</sup>. Em 1999, foi publicada a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de do Idoso (PNSI)<sup>9</sup>, revogada em 2006 pela Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de da Pessoa Idosa (PNSPI)<sup>10</sup>. A PNSPI e a PNAB<sup>4,11,12</sup> t&ecirc;m como prop&oacute;sito basilar a promo&ccedil;&atilde;o do envelhecimento saud&aacute;vel; a preserva&ccedil;&atilde;o e/ou a melhoria, ao m&aacute;ximo poss&iacute;vel, da capacidade funcional dos idosos; a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as; a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de daqueles que adoecem, e a reabilita&ccedil;&atilde;o daqueles que venham a ter sua capacidade funcional restringida, de modo a garantir-lhes perman&ecirc;ncia no meio em que vivem, exercendo de forma independente suas fun&ccedil;&otilde;es na sociedade.</p>     <p>Mesmo diante de tais conquistas e avan&ccedil;os para a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de dos idosos, ainda permanecem desafios<sup>13,14</sup>, como o cuidado espec&iacute;fico direcionado aos idosos que residem em institui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia para idosos (ILPI)<sup>15</sup>.</p>     <p>Neste sentido, o Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas Aplicadas (IPEA)<sup>16</sup> realizou um levantamento das ILPI no pa&iacute;s. Constatou a presen&ccedil;a de 3.548 institui&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio e que 1,5% da popula&ccedil;&atilde;o de idosos &eacute; institucionalizada, ou seja, 83.870 idosos. O estudo demonstrou ainda uma discrep&acirc;ncia entre as regi&otilde;es: o Nordeste apresentou 8,5% das ILPI e a regi&atilde;o Sudeste 63,6%. O incremento da demanda por cuidados de longa dura&ccedil;&atilde;o para idosos tem sido observado em &acirc;mbito nacional, dependente de fatores culturais, grau de suporte familiar e disponibilidade de servi&ccedil;os alternativos.</p>     <p>A tend&ecirc;ncia &eacute; o aumento da demanda por ILPI no Brasil, embora as pol&iacute;ticas priorizem a fam&iacute;lia como signat&aacute;ria do cuidado ao idoso. Ainda que imbu&iacute;dos dessa percep&ccedil;&atilde;o, h&aacute; um consenso de que, em muitos momentos, a ILPI se torna uma alternativa importante, devendo assegurar a qualidade de vida e satisfa&ccedil;&atilde;o, tanto dos idosos, como de suas fam&iacute;lias.</p>     <p>Assim, o objetivo do presente artigo foi identificar as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas na APS, direcionadas aos idosos institucionalizados, a partir da &oacute;ptica dos gestores municipais no Brasil, bem como verificar a concord&acirc;ncia entre as diversas realidades estudadas com a pol&iacute;tica brasileira de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p><b>Desenho do estudo e contexto</b></p>     <p>Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, classificado como observacional e anal&iacute;tico, realizado no bi&eacute;nio 2008-2010.</p>     <p>A pesquisa foi desenvolvida em 11 munic&iacute;pios de m&eacute;dio e grande porte, distribu&iacute;dos nas 5 regi&otilde;es geogr&aacute;ficas do Brasil (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste), com o intuito de garantir representatividade para cada uma das regi&otilde;es brasileiras.</p>     <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi composta pelos gestores municipais de sa&uacute;de em cada um dos munic&iacute;pios e foram entrevistados os secret&aacute;rios municipais de sa&uacute;de, os coordenadores de sa&uacute;de do idoso e os coordenadores de sa&uacute;de bucal.</p>     <p><b>Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o</b></p>     <p>Os munic&iacute;pios pesquisados foram sorteados, 2 por cada regi&atilde;o geogr&aacute;fica, atendendo a 2 crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: 1) munic&iacute;pios com 100 mil habitantes ou mais, de acordo com a Lista de Proje&ccedil;&atilde;o Populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) para o ano de 2005<sup>16</sup>; 2) munic&iacute;pios com percentagem de idosos na popula&ccedil;&atilde;o maior ou igual &agrave; mediana encontrada em cada regi&atilde;o geogr&aacute;fica.</p>     <p>Assim, os munic&iacute;pios selecionados foram: Ji Paran&aacute; (RO) e Aragua&iacute;na (TO), da regi&atilde;o Norte; Crato (CE) e Arapiraca (AL) na regi&atilde;o Nordeste; Po&ccedil;os de Caldas (MG) e Mag&eacute; (RJ) da regi&atilde;o Sudeste; Rio Verde (GO) e Rondon&oacute;polis (MT) da regi&atilde;o Centro-Oeste; e, na regi&atilde;o Sul, os munic&iacute;pios de Maring&aacute; (PR) e Bag&eacute; (RS). A pesquisa foi realizada no munic&iacute;pio do Natal (RN).</p>     <p>Os gestores municipais de sa&uacute;de que participaram da pesquisa atenderam aos seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: 1) trabalhar na secretaria municipal de sa&uacute;de h&aacute; pelo menos um ano; 2) pertencer a uma das cidades determinadas para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recolha dos dados</b></p>     <p>Estudo piloto foi realizado previamente &agrave; recolha dos dados. No estudo piloto foram entrevistados 6 gestores de sa&uacute;de pertencentes a 2 munic&iacute;pios de m&eacute;dio-porte, localizados no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil. As entrevistas realizadas no estudo piloto n&atilde;o integraram a amostra final da pesquisa. O estudo piloto foi desenvolvido com o objetivo de ajustar o instrumento de recolha de dados e, ap&oacute;s a sua aplica&ccedil;&atilde;o, somente altera&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas foram realizadas nos t&oacute;picos-guia (roteiros), visando a melhor compreens&atilde;o dos entrevistados.</p>     <p>Foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas, que seguiram t&oacute;picos-guia previamente elaborados. As entrevistas foram utilizadas como um recurso destinado a fornecer informa&ccedil;&otilde;es pertinentes ao objeto de pesquisa<sup>17</sup>, bem como compreender as rela&ccedil;&otilde;es dos atores sociais e o contexto em que os profissionais est&atilde;o inseridos<sup>18</sup>.</p>     <p>Os t&oacute;picos-guia foram elaborados com o intuito de responder aos questionamentos inerentes aos objetivos da pesquisa. As quest&otilde;es norteadoras buscaram contextualizar as a&ccedil;&otilde;es da APS nos munic&iacute;pios, sobretudo aquelas direcionadas aos idosos institucionalizados.</p>     <p>Assim, nas entrevistas solicitava-se aos indiv&iacute;duos que falassem livremente a partir dos seguintes questionamentos: &laquo;H&aacute; quanto tempo a ESF foi implantada no munic&iacute;pio?&raquo;; &laquo;Como est&aacute; estruturada actualmente a ESF?&raquo;; &laquo;Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no munic&iacute;pio, como funcionam?&raquo;; &laquo;Existem a&ccedil;&otilde;es direcionadas a grupos priorit&aacute;rios?&raquo;; &laquo;Quais s&atilde;o esses grupos priorit&aacute;rios?&raquo;; &laquo;Existem a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de espec&iacute;ficas para os idosos no munic&iacute;pio?&raquo;; &laquo;A APS desenvolve a&ccedil;&otilde;es com os idosos institucionalizados?&raquo;. As entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas.</p>     <p><b>An&aacute;lise dos dados</b></p>     <p>A an&aacute;lise do material discursivo recolhido nas entrevistas foi realizada pelo <i>software</i> de an&aacute;lise quantitativa de dados textuais <i>Analyse Lexicale par Contexte d&lsquo;um Esemble de Segments de Texte</i> (ALCESTE)<sup>19</sup>, vers&atilde;o 4.9 para <i>Windows</i>.</p>     <p>O ALCESTE agrupa ra&iacute;zes sem&acirc;nticas definindo-as por classes, levando em considera&ccedil;&atilde;o a fun&ccedil;&atilde;o da palavra dentro de um dado texto. Portanto, &eacute; poss&iacute;vel quantificar como inferir sobre a delimita&ccedil;&atilde;o das classes, que s&atilde;o definidas em fun&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia e da co-ocorr&ecirc;ncia das palavras e da sua fun&ccedil;&atilde;o textual<sup>20</sup>.</p>     <p>A interpreta&ccedil;&atilde;o das classes lexicais, conforme preconiza Oliveira<sup>21</sup>, resultou em temas que foram submetidos a uma leitura te&oacute;rica, em fun&ccedil;&atilde;o do interesse dos pesquisadores e das rela&ccedil;&otilde;es evidenciadas. O processo de nomea&ccedil;&atilde;o dos eixos e das classes ocorreu atrav&eacute;s de consultoria <i>ad hoc</i> com 3 consultores independentes.</p>     <p>O material transcrito constituiu um &uacute;nico arquivo, chamado <i>corpus</i>. A prepara&ccedil;&atilde;o do <i>corpus</i> incluiu a defini&ccedil;&atilde;o das unidades de contexto inicial (UCI)<sup>20</sup>. O <i>software</i> faz an&aacute;lise estat&iacute;stica textual atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise l&eacute;xica em 4 etapas. A primeira organiza o material reconhecendo as UCI, dividindo-se em segmentos de texto; as unidades de contexto elementar (UCE), agrupando as ocorr&ecirc;ncias das palavras em fun&ccedil;&atilde;o das suas ra&iacute;zes e realizando o c&aacute;lculo das suas respectivas frequ&ecirc;ncias. Posteriormente, classifica as UCE, de forma a obter o maior valor poss&iacute;vel numa prova de associa&ccedil;&atilde;o (qui-quadrado). Na terceira etapa, s&atilde;o descritas as classes encontradas que s&atilde;o compostas em UCE com vocabul&aacute;rio semelhante. Na quarta etapa, s&atilde;o fornecidas as UCE mais caracter&iacute;sticas de cada classe, permitindo que se tenha o contexto de ocorr&ecirc;ncia do vocabul&aacute;rio<sup>22</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aspectos &eacute;ticos</b></p>     <p>Pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CEP-UFRN), sob o n&uacute;mero SISNEP 0033.0.051.000-06.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>O total de gestores que participaram na pesquisa foi de 28 indiv&iacute;duos, relacionados &agrave; gest&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de, pertencentes aos 11 munic&iacute;pios e distribu&iacute;dos nas 5 regi&otilde;es geogr&aacute;ficas do Brasil.</p>     <p>A amostra foi composta por 13 gestores do sexo feminino (46,4%). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria, 17,85% possu&iacute;am entre 30-40 anos, 14,28% entre 41-50 anos, 17,85% entre 51-60 anos e 7,14% possu&iacute;am mais de 61 anos. No tocante ao tempo de experi&ecirc;ncia na gest&atilde;o, constatou-se que 17,85% possu&iacute;am at&eacute; um ano de experi&ecirc;ncia na gest&atilde;o p&uacute;blica, 13 (46,42%) de 2-5 anos, 3 (10,71%) de 6-10 anos e 7 (25%) dos entrevistados possu&iacute;am mais de 11 anos de experi&ecirc;ncia na gest&atilde;o p&uacute;blica. Ademais, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos entrevistados nos munic&iacute;pios, aos cargos ocupados, bem como a forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica pode-se observar na <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a13t1.jpg">tabela 1</a>.</p>     
<p>O reduzido n&uacute;mero de coordenadores de sa&uacute;de do idoso deve-se ao facto de somente 5 munic&iacute;pios contarem com a presen&ccedil;a desse tipo de gestor.</p>     <p>A an&aacute;lise das entrevistas resultou em um aproveitamento de 76% do <i>corpus</i>. A classifica&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica descendente determinou 2 eixos e 5 classes tem&aacute;ticas. O aproveitamento do <i>corpus</i>, de acordo com Camargo<sup>20</sup>, foi considerado um adequado desempenho para classifica&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica descendente. O ALCESTE identificou 28 UCI e 411 UCE.</p>     <p>A <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a13f1.jpg">figura 1</a> apresenta o dendograma com a descri&ccedil;&atilde;o das palavras e radicais de palavras que integraram cada uma das 5 classes. O primeiro eixo foi denominado &laquo;Funcionamento da APS&raquo; e foi constitu&iacute;do das seguintes classes: <i>Classe 1</i>, com 11% das palavras analisadas, retrata a &laquo;consolida&ccedil;&atilde;o da ESF&raquo;; <i>Classe 3</i>, com 31% das palavras analisadas, trata das &laquo;dificuldades no gerenciamento dos profissionais da ESF&raquo;; <i>Classe 4</i>, com 9% das palavras analisadas, evidencia a &laquo;interfer&ecirc;ncia da pol&iacute;tica local nas a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de&raquo; e <i>Classe 5</i>, que cont&eacute;m 37% das palavras analisadas e aponta para a &laquo;necessidade de aten&ccedil;&atilde;o especializada em sa&uacute;de&raquo;.</p>     
<p>O segundo eixo, denominado <i>&laquo;As a&ccedil;&otilde;es da APS com os idosos&raquo;</i>, &eacute; constitu&iacute;do pela <i>Classe 2</i>, com 37% das palavras analisadas, e mostra o tema &laquo;Idoso: um alvo das a&ccedil;&otilde;es da ESF&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>Primeiro eixo &ndash; Funcionamento da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de</b></p>     <p>Na <i>Classe 1</i>, intitulada <i>&laquo;Consolida&ccedil;&atilde;o da ESF&raquo;</i>, observa-se, em grande parte dos discursos dos entrevistados, um breve relato hist&oacute;rico do in&iacute;cio e da atual situa&ccedil;&atilde;o da ESF, e das equipas nas cidades pesquisadas.</p>     <p>A implanta&ccedil;&atilde;o da ESF surge em um contexto<sup>1</sup> no qual, a necessidade de ado&ccedil;&atilde;o e reformula&ccedil;&atilde;o de novas pol&iacute;ticas<sup>2</sup> p&uacute;blicas eram emergencialmente necess&aacute;rias. A conceitua&ccedil;&atilde;o do que seriam as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas seria a de conjuntos de disposi&ccedil;&otilde;es, medidas e procedimentos, que orientam a pol&iacute;tica do Estado, e regulam as atividades governamentais relacionadas &agrave;s tarefas de interesse p&uacute;blico<sup>2</sup>. Dentro dessa tem&aacute;tica inserem-se as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em sa&uacute;de que integram o campo de a&ccedil;&atilde;o societal do Estado, orientado para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e dos ambientes natural, societal e do trabalho. A tarefa espec&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas da &aacute;rea societal consiste em organizar as fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas governamentais para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos e da coletividade.</p>     <p>A promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Brasileira<sup>6</sup> trouxe um car&aacute;ter reformador para a sa&uacute;de p&uacute;blica no pa&iacute;s, instituindo a cria&ccedil;&atilde;o do sistema &uacute;nico de sa&uacute;de (SUS) e a posterior implanta&ccedil;&atilde;o da ESF; permitiu a cria&ccedil;&atilde;o do ideal do acesso universal e igualit&aacute;rio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>.</p>     <p>Analisando as entrevistas, denota-se a sincronia entre os per&iacute;odos de in&iacute;cio da ESF na maioria dos 11 munic&iacute;pios, assim como a exist&ecirc;ncia das equipas, configurando-se como um aspecto positivo dentro da proposta do projeto de expans&atilde;o da ESF nos munic&iacute;pios brasileiros, a fim de proporcionar o acesso da popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>23,24</sup>. Encontram-se, abaixo descritos, fragmentos das entrevistas, que corroboram o explicitado na literatura e nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>     <p>&laquo;(&hellip;) A ESF em Natal foi implantada desde o ano de 1997, n&oacute;s contamos hoje com 111 equipas; dessas 111 n&oacute;s estamos com 17 equipas descobertas sem m&eacute;dicos, mas com outros profissionais. (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 07.</p>     <p>Entretanto, atenta-se para a implanta&ccedil;&atilde;o tardia da equipa de sa&uacute;de bucal na ESF, em grande parte das cidades, o que se pode inferir em uma ruptura da aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de.</p>     <p>&laquo;(&hellip;) Em janeiro de 2006, foi realizado um concurso p&uacute;blico, por tempo indeterminado, para toda a ESF, e para toda a parte do Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (SAMU) e implantando a ESF bucal, porque at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o existia o ESF bucal. (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 17.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conceito de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de compreende o reconhecimento pela APS das necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e dos recursos para abord&aacute;-las. Assim, a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria deve prestar, diretamente, todos os servi&ccedil;os para as necessidades comuns, e agir como um agente para a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os para as necessidades que devam ser atendidas noutros pontos de aten&ccedil;&atilde;o. A integralidade da aten&ccedil;&atilde;o &eacute; um mecanismo importante, na medida em que assegura que os servi&ccedil;os sejam ajustados &agrave;s necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup>.</p>     <p>A prec&aacute;ria atua&ccedil;&atilde;o inicial da equipa da sa&uacute;de bucal na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, e especificamente no cuidado a sa&uacute;de dos idosos, configura-se como um fator preocupante, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o aos idosos institucionalizados, pois as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal s&atilde;o fundamentais para a garantia de sa&uacute;de e qualidade de vida dos indiv&iacute;duos<sup>25</sup>.</p>     <p>Observa-se, ent&atilde;o, a necessidade de estabelecer um programa para a sa&uacute;de bucal dos idosos, sobretudo ao considerar estudos que relatam a associa&ccedil;&atilde;o entre bact&eacute;rias presentes nos biofilmes aderidos nas pr&oacute;teses odontol&oacute;gicas e a causa de infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias, no caso de indiv&iacute;duos desdentados<sup>26&ndash;28</sup>, e no caso de idosos dentados, uma poss&iacute;vel correla&ccedil;&atilde;o entre infec&ccedil;&otilde;es gengivais e doen&ccedil;as sist&eacute;micas<sup>29</sup>, fatores que agravam substancialmente a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dessa popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Na <i>Classe 3</i>, denominada &laquo;<i>Dificuldades no gerenciamento dos profissionais da ESF</i>&raquo;, pode-se inferir acerca da composi&ccedil;&atilde;o das equipas de sa&uacute;de da fam&iacute;lia da ESF das cidades estudadas. Ademais, tamb&eacute;m foi identificada, com uma percentagem de repeti&ccedil;&atilde;o relativamente elevada no estudo, a palavra &laquo;dificuldade&raquo; (Khi<sup>2</sup> = 20), sendo um dos destaques da an&aacute;lise dessa classe. A aus&ecirc;ncia do profissional m&eacute;dico para a composi&ccedil;&atilde;o completa da equipa foi elencada como um problema importante. Relatam-se tamb&eacute;m, nos discursos dos entrevistados, as dificuldades enfrentadas na situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria de infraestruturas nas unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, constituindo-se como um grave e cr&oacute;nico<sup>24,30</sup> problema do sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de no Brasil, conforme pode-se notar nos discursos dos gestores.</p>     <p>&laquo;(&hellip;) A gente n&atilde;o consegue por falta de profisionais m&eacute;dicos, no Estado todo tem esse d&eacute;ficit de m&eacute;dicos. Uma das grandes dificuldades que n&oacute;s t&iacute;nhamos na &eacute;poca era a rotatividade destes profissionais. Est&atilde;o indo para outros munic&iacute;pios vizinhos, porque a oferta financeira e de qualidade de vida era melhor, como transporte, alimenta&ccedil;&atilde;o, hospedagem. (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 04.</p>     <p>Ademais, observou-se as condi&ccedil;&otilde;es de carga hor&aacute;ria e alta rotatividade de profissionais, os quais n&atilde;o se sentiam atra&iacute;dos em permanecer no emprego. Dentro dessa tem&aacute;tica, questiona-se a efic&aacute;cia das pr&aacute;ticas das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, nas quais apresentam e exigem, atrav&eacute;s de portarias, uma participa&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a e completa dos profissionais. Entretanto, devido a diversos fatores, entre eles, a disson&acirc;ncia entre as gest&otilde;es (municipais, estaduais e federais), falha-se nos investimentos necess&aacute;rios &agrave; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e tampouco se consegue fiscalizar a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os ofertados, configurando-se grandes dificuldades de atua&ccedil;&atilde;o e progresso da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e, consequentemente, do SUS. Perante tais dificuldades enfrentadas, atenta-se para suas poss&iacute;veis interfer&ecirc;ncias no papel da equipa da ESF diante do atendimento ao idoso. A necessidade da aten&ccedil;&atilde;o constante que a equipa de sa&uacute;de deve fornecer &agrave; pessoa idosa, quanto ao seu bem-estar, ao cotidiano funcional e integra&ccedil;&atilde;o familiar e societal<sup>31</sup>, pode n&atilde;o ser realizado de forma plena e eficaz, acarretando preju&iacute;zos no cuidar do idoso. Nesse contexto, enfatiza-se os d&eacute;ficits no atendimento, principalmente da popula&ccedil;&atilde;o idosa institucionalizada que, muitas vezes, depende das unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria para o acesso &agrave; sa&uacute;de.</p>     <p>A <i>Classe 4</i> trata da &laquo;<i>Interfer&ecirc;ncia da pol&iacute;tica local nas a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de</i>&raquo;, e isso &eacute; destacado sobretudo nos per&iacute;odos de transi&ccedil;&atilde;o de gest&atilde;o, que, no Brasil, ocorrem a cada 4 anos. Pode-se verificar no discurso dos gestores, como as quest&otilde;es eleitorais e as mudan&ccedil;as nas gest&otilde;es municipais interferem no processo de consolida&ccedil;&atilde;o da ESF, como estrat&eacute;gia de reorganiza&ccedil;&atilde;o da APS no pa&iacute;s. Tal situa&ccedil;&atilde;o &eacute; relatada no trecho do discurso que segue:</p>     <p>&laquo;(&hellip;) Mas houve a elei&ccedil;&atilde;o, a dire&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica passou para outro partido e essa nova gest&atilde;o a princ&iacute;pio n&atilde;o entendia muito bem a ESF&hellip; Mas quando a prefeitura entendeu a ESF, ela queria abrir ESF em todas as esquinas. (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 25.</p>     <p>Outra quest&atilde;o importante foi a busca dos gestores pela expans&atilde;o e melhoria na estrutura da ESF nos munic&iacute;pios, mesmo diante das dificuldades apresentadas. Sabe-se que os problemas na gest&atilde;o municipal da sa&uacute;de, sobretudo no que diz respeito &agrave; autonomia na administra&ccedil;&atilde;o dos recursos e instabilidade dos quadros dirigentes, podem estar relacionados com a situa&ccedil;&atilde;o analisada<sup>32</sup>. Ademais, s&atilde;o not&oacute;rias as dificuldades de expans&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o do PSF nas grandes cidades do Brasil, tais como: dificuldade na mudan&ccedil;a dos processos de trabalho e insufici&ecirc;ncia da estrutura f&iacute;sica e de recursos humanos<sup>32</sup>.</p>     <p>Na an&aacute;lise da <i>Classe 5</i>, denominada &laquo;<i>Necessidade de aten&ccedil;&atilde;o especializada em sa&uacute;de</i>&raquo;, infere-se acerca da exist&ecirc;ncia e implanta&ccedil;&atilde;o principalmente de servi&ccedil;os especializados para garantir o processo de refer&ecirc;ncia e contrarefer&ecirc;ncia, e, consequentemente, a aten&ccedil;&atilde;o integral. Nessa perspectiva, destacam-se os munic&iacute;pios de Crato e Maring&aacute;, que apresentavam esse tipo de servi&ccedil;o. Essa classe emerge a partir da constata&ccedil;&atilde;o dos gestores municipais da profunda necessidade de aprimoramento da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, ou seja, os gestores sinalizam a necessidade de ampliar a aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de atrav&eacute;s da oferta de servi&ccedil;os de sa&uacute;de especializados, como os n&uacute;cleos de apoio &agrave; sa&uacute;de da fam&iacute;lia (NASF), os centros de especialidades odontol&oacute;gicas (CEO) e as policl&iacute;nicas que devem compor a RAS<sup>5</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A RAS &eacute; constitu&iacute;da por um conjunto de organiza&ccedil;&otilde;es que prestam a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os, de diferentes densidades tecnol&oacute;gicas, com vistas &agrave; integralidade do cuidado. Essas organiza&ccedil;&otilde;es interagem por meio de sistemas de apoio t&eacute;cnico, log&iacute;stico e de gest&atilde;o<sup>5</sup>. A aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria ou especializada &eacute; formada pelos servi&ccedil;os especializados em n&iacute;vel ambulatorial e hospitalar, com densidade tecnol&oacute;gica intermedi&aacute;ria entre a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e a terci&aacute;ria, historicamente interpretada como procedimentos de m&eacute;dia complexidade. Esse n&iacute;vel compreende servi&ccedil;os m&eacute;dicos especializados, de apoio diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utico, e atendimento de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia<sup>33</sup>.</p>     <p>O NASF, em contraste com os modelos convencionais de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, busca operar numa l&oacute;gica de corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o integrada do cuidado, por meio de atendimentos e projetos terap&ecirc;uticos, que envolvam os utentes e considerem a singularidade das pessoas assistidas<sup>34</sup>. No fragmento de discurso abaixo, o gestor relata a import&acirc;ncia do NASF na oferta de servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de &agrave; popula&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>&laquo;(&hellip;) Os NASF tamb&eacute;m, que &eacute; o n&uacute;cleo de apoio da sa&uacute;de da fam&iacute;lia que eles tamb&eacute;m acompanham, porque eles t&ecirc;m psic&oacute;logo, nutricionista, assistente social, que s&atilde;o profissionais que a gente n&atilde;o tem na equipa da sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Ent&atilde;o isso j&aacute; d&aacute; um apoio muito grande aos profissionais (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 07.</p>     <p>Os CEO t&ecirc;m sido a estrat&eacute;gia da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal (<i>Brasil Sorridente</i>) para garantir a aten&ccedil;&atilde;o especializada em sa&uacute;de bucal. Esses servi&ccedil;os devem se constituir em unidades de refer&ecirc;ncia para a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, integrados no processo de planejamento locoregional, ofertando minimamente as especialidades: periodontia; endodontia; atendimento a pacientes com necessidades especiais; diagn&oacute;stico bucal com &ecirc;nfase na detec&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de boca; e cirurgia oral menor<sup>35</sup>. A relev&acirc;ncia do CEO &eacute; destacada no trecho abaixo:</p>     <p>&laquo;(&hellip;) J&aacute; que o munic&iacute;pio tem o centro de especialidade odontol&oacute;gica, que &eacute; uma retaguarda a toda uma odontologia preventiva e b&aacute;sica que &eacute; executada em todas as unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de do munic&iacute;pio&hellip; (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 22.</p>     <p>As policl&iacute;nicas s&atilde;o consideradas servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia em aten&ccedil;&atilde;o especializada no &acirc;mbito regional e t&ecirc;m conquistado um p&uacute;blico espec&iacute;fico da popula&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o estruturas de articula&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o regional da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, e t&ecirc;m como caracter&iacute;stica a responsabilidade sanit&aacute;ria pela aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o ao seu entorno e a oferta especializada de servi&ccedil;os, segundo refer&ecirc;ncia da ESF<sup>36</sup>.</p>     <p>Assim, debate-se a import&acirc;ncia da integralidade da sa&uacute;de, contrapondo-se ao que &eacute; visto em muitas cidades, nas quais, somente o atendimento focado no m&eacute;dico ou de enfermeiros &eacute; tido como priorit&aacute;rio, al&eacute;m das deficit&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es e discursos direcionados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o habitante em ILPI.</p>     <p>Os resultados discutidos apontam na dire&ccedil;&atilde;o das barreiras para o funcionamento e progress&atilde;o da APS. Nessa perspectiva, considera-se que &eacute; significante o desafio de proporcionar uma aten&ccedil;&atilde;o integral e de qualidade a toda a popula&ccedil;&atilde;o, e torna-se ainda mais preocupante garantir essa aten&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o idosa.</p>     <p><b>Segundo eixo &ndash; As a&ccedil;&otilde;es na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de com os idosos</b></p>     <p>A <i>Classe 2</i>, intitulada &laquo;<i>Idoso: um alvo das a&ccedil;&otilde;es da ESF</i>&raquo;, traz os idosos como um dos grupos em que as equipas de sa&uacute;de da fam&iacute;lia realizam atividades. Essa foi a &uacute;nica classe a mencionar o indiv&iacute;duo idoso no discurso dos indiv&iacute;duos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os entrevistados elencaram as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas na APS com o grupo de diab&eacute;ticos e hipertensos (HIPERDIA). O grupo populacional mais contemplado com essas atividades s&atilde;o os idosos. Outros coletivos tamb&eacute;m s&atilde;o destacados, como os grupos das gestantes e das crian&ccedil;as, de acordo com o preconizado pela PNAB<sup>4</sup>.</p>     <p>Os gestores, que compuseram o discurso dessa classe, foram os coordenadores de sa&uacute;de do idoso. Quando questionados acerca dos idosos, relataram as atividades da APS pr&eacute;-existentes, ou seja, as a&ccedil;&otilde;es com o grupo de hipertensos e diab&eacute;ticos (HIPERDIA). Enfocaram tamb&eacute;m as atividades correlacionadas com a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e agravos (est&iacute;mulo de atividade f&iacute;sica) e evidenciaram as dificuldades de realizar a&ccedil;&otilde;es complexas, que possam proporcionar uma aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria mais eficaz.</p>     <p>O discurso de um dos gestores, que relata a&ccedil;&otilde;es diferentes das encontradas nos outros munic&iacute;pios, salienta um enfoque nas doen&ccedil;as cr&oacute;nico-degenerativas<sup>37</sup>, sendo estas as de maior preval&ecirc;ncia e crescimento na popula&ccedil;&atilde;o idosa:</p>     <p>&laquo;(&hellip;) Palestras, eventos, passeios al&eacute;m do centro&hellip; (&hellip;) &Eacute; o centro mais focado na parte mental, mal de Parkinson, Alzheimer, essas doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas, de uma forma geral. Tem a parte de doen&ccedil;as reum&aacute;ticas e funciona como o centro especial do idoso, e tem a parte de fisioterapia, odontologia&hellip; Ent&atilde;o, a maioria das a&ccedil;&otilde;es a gente desenvolve l&aacute; mesmo (&hellip;)&raquo; &ndash; Entrevistado 3.</p>     <p>Diante do resultado da an&aacute;lise da classe, verifica-se a precariedade de a&ccedil;&otilde;es complexas e de forma a integralizar o cuidar do idoso. Ademais, como fator agravante da situa&ccedil;&atilde;o, constata-se, no discurso dos gestores, a escassez<sup>38,39</sup>, e, at&eacute; mesmo, a inexist&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es direcionadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o senil habitante das ILPI. Diante desses factos, percebe-se a assincronia das a&ccedil;&otilde;es de grande parte da gest&atilde;o p&uacute;blica brasileira, diante do que &eacute; preconizado nas diretrizes de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de ao idoso<sup>8,9</sup>.</p>     <p>Nesse sentido, Barrios e Fernandes<sup>40</sup> afirmam que a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias orientadas para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o que envelhece decorre da interven&ccedil;&atilde;o, integrada ou n&atilde;o, dos atores p&uacute;blicos e privados, como as autarquias, as associa&ccedil;&otilde;es, das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONG), entre outras, ou seja, h&aacute; necessidade de uma a&ccedil;&atilde;o de toda a sociedade no sentido de garantir um processo de envelhecimento digno.</p>     <p>Finalmente, as a&ccedil;&otilde;es identificadas na APS, direcionadas aos idosos institucionalizados, a partir da &oacute;ptica dos gestores municipais no Brasil foram escassas e, em alguns munic&iacute;pios, inexistentes. A classe 2 foi a &uacute;nica em que emergiu a tem&aacute;tica do idoso na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. O tema foi tratado de maneira fragmentada, na medida em que os entrevistados destacaram as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas com o grupo de diab&eacute;ticos e hipertensos (HIPERDIA), e o grupo populacional mais contemplado com essas atividades s&atilde;o os idosos. Esse facto demonstra a imprecis&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e de qualidade para esse grupo populacional, ou seja, aspectos discrepantes dos preconizados nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica aos idosos. E, apesar dos entrevistados serem questionados sobre a popula&ccedil;&atilde;o idosa institucionalizada, nenhum dos gestores mencionou a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para esse grupo.</p>     <p>No tocante &agrave; concord&acirc;ncia entre as diversas realidades estudadas com a PNAB, os resultados mostraram que o tempo de implanta&ccedil;&atilde;o da ESF nos munic&iacute;pios coincide com o preconizado pela pol&iacute;tica, o que se constitui um aspecto positivo. Entretanto, a implanta&ccedil;&atilde;o tardia das equipas de sa&uacute;de bucal na ESF, a aus&ecirc;ncia de profissionais m&eacute;dicos, a rotatividade dos profissionais nas equipas e os problemas na infraestrutura das unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, representam uma ruptura da aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de. E as mudan&ccedil;as locais na gest&atilde;o interferem diretamente nas a&ccedil;&otilde;es da ESF, dificultando sua consolida&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Diante desse quadro, e considerando que essa pesquisa representa o Brasil, a situa&ccedil;&atilde;o mostra-se preocupante e direciona para a necessidade de investir na aten&ccedil;&atilde;o centrada no paciente idoso residente em ILPI, considerando, sobretudo, as contribui&ccedil;&otilde;es dadas por esse grupo de pessoas para o crescimento e desenvolvimento do pa&iacute;s nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Veras R.P., Caldas C.P. A promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o que envelhece. Envelhecimento humano: campo de saberes e pr&aacute;ticas em sa&uacute;de coletiva., Rio Grande do Sul: Editora Uniju&iacute;, 2009. pp. 57-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803371&pid=S0870-9025201600010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Lucchese PTR. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em sa&uacute;de p&uacute;blica. S&atilde;o Paulo: BIREME, OPAS, OMS; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803373&pid=S0870-9025201600010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>3. Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Cuidados Prim&aacute;rios de Sa&uacute;de; 6-12 de setembro 1978, Alma-Ata, USSR. Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata. Bras&iacute;lia, DF: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2001.</p>     <p>4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica: Portaria no 2488, de 21 de outubro de 2011. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2012.</p>     <p>5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Organiza&ccedil;&atilde;o da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de: Portaria no 4.279, de 30 de dezembro de 2010. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2010.</p>     <p>6. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, 5 de outubro de 1988. S&atilde;o Paulo: Editora Atlas; 1991.</p>     <p>7. Brasil. Pol&iacute;tica Nacional do Idoso: Lei n&deg; 8.842 de 04 de janeiro de 1994. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 1994.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>8. Brasil. Estatuto do Idoso. Lei n&deg; 10.741 de 1&deg; de outubro de 2003. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 2003.</p>     <p>9. Brasil. Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de do Idoso: Portaria n&deg; 1.395 de 10 de dezembro de 1999. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 1999.</p>     <p>10. Brasil. Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de da Pessoa Idosa: Portaria n&deg; 2.528 de 19 de outubro de 2006. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 2006.</p>     <p>11. Brasil. Pacto pela sa&uacute;de: consolida&ccedil;&atilde;o do SUS e aprova as diretrizes operacionais: Portaria n&deg; 399 de 22 de fevereiro de 2006. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 2006.</p>     <p>12. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas. Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da pessoa idosa e envelhecimento. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2010. (S&eacute;rie B. Textos B&aacute;sicos de Sa&uacute;de. S&eacute;rie Pactos pela Sa&uacute;de 2006; 12).</p>     <!-- ref --><p>13. Veras R. Envelhecimento populacional contempor&acirc;neo: demandas, desafios e inova&ccedil;&otilde;es. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009;43:548-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803385&pid=S0870-9025201600010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Gordilho A., Nascimento J.S., Ramos L.R., Freire M.P.A., Espindola N., Maia R., et al. Desa&#64257;os a serem enfrentados no terceiro mil&ecirc;nio pelo setor sa&uacute;de na aten&ccedil;&atilde;o integral ao idoso. Rio de Janeiro: UnATI/UERJ, (2000) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803387&pid=S0870-9025201600010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Swartz K., Miake N., Farag N. Long-term care: Common issues and unknowns. J Policy Anal Manage. 2012;31:139-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803389&pid=S0870-9025201600010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Camarano A.A., Andrade A., Mello J.L., Chistophe M., Epifanio S., Kanso S., et al. Caracter&iacute;sticas das insitui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia para idosos. Bras&iacute;lia: Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas Aplicadas (IPEA), (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803391&pid=S0870-9025201600010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Kahn R.L., Cannell C.F. The dynamics of interviewing: Theory technique and cases. N. York: John Wiley, (1962) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803393&pid=S0870-9025201600010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Bauer M.W., Gaskell G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual pr&aacute;tico. Petr&oacute;polis: Vozes, (2002) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803395&pid=S0870-9025201600010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>19. Reinert M. Une m&eacute;thodologie d&rsquo;analyse des donn&eacute;es textuelles et une aplication. BMS. 1990;28:24-54.</p>     <!-- ref --><p>20. Camargo B.V. ALCESTE: um programa inform&aacute;tico de an&aacute;lise quantitativa de dados textuais. Perspectivas te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas em representa&ccedil;&otilde;es sociais., Jo&atilde;o Pessoa: UFPB. Editora Universit&aacute;ria, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803398&pid=S0870-9025201600010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Oliveira D.C., S&aacute; C.P., Fischer F.M., Martins I.S., Teixeira L.R. Futuro e liberdade: o trabalho e a institui&ccedil;&atilde;o escolar nas representa&ccedil;&otilde;es sociais de adolescentes. Estud Psicol. 2001;2:6-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803400&pid=S0870-9025201600010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>22. Kalampalikis NL. Apport de la method Alceste dans I&rsquo;analyse des representations socials. In: Abric JC. Methodes d&rsquo;etude des representations sociales. Ramonville Saint- Agne: Eres; 2003.</p>     <!-- ref --><p>23. Sartil T.D., Campos C.E.A., Zandonade E., Ruschi G.E.C., Maciel E.L.N. Avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de planejamento em sa&uacute;de empreendidas por equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2012;28:537-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803403&pid=S0870-9025201600010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Salzano F.M. Sa&uacute;de p&uacute;blica no primeiro e terceiro mundos: desafios e perspectivas. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2002;7:7-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803405&pid=S0870-9025201600010001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Piuvezam G., de K.C. Factors associated with missing teeth in the Brazilian elderly institutionalised population. Gerodontology. 2013;30:141-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803407&pid=S0870-9025201600010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Sumi Y., Kagami H., Ohtsuda Y., Kakinoki Y., Haruguchi Y., Miyamoto H. High correlation between the bacterial species indenture plaque and pharyngeal microflora. Gerodontology. 2003;20:84-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803409&pid=S0870-9025201600010001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Sumi Y., Miura H., Sunakawa M., Michiwaki Y., Sakagami N. Colonization of denture plaque by respiratory pathogens in dependet elderly. Gerodontology. 2002;19:30-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803411&pid=S0870-9025201600010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Imisand M., Janssens J-P., Auckenthaler R., Mojon P., Budtz-Jorgensen E. Bronchopneumonia and oral health in hospitalized older patients: A pilot study. Gerodontology. 2002;19:80-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803413&pid=S0870-9025201600010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Meruman J.H., Pajukovski H., Snellman S., Zelier S., Sulkava R. Oral infections inhome-living elderly patients admitted to an acute geriatric ward. J Dent Res. 1997;76:1271-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803415&pid=S0870-9025201600010001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Kalache A., Veras R.P., Ramos L.R. O envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o mundial: um desafio novo. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1987;21:200-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803417&pid=S0870-9025201600010001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Silvestre J.A., Costa M.M. Abordagem do idoso em programas de sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;19:839-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803419&pid=S0870-9025201600010001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Cardoso M.A., Silva L.M.V. Avalia&ccedil;&atilde;o da cobertura da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de em Salvador, Bahia, Brasil (2000 a 2007). Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2012;28:1273-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803421&pid=S0870-9025201600010001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Erdmann A.L., Andrade S.R., Mello A.L.S.F., Drago L.C. A aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria em sa&uacute;de: melhores pr&aacute;ticas na rede de servi&ccedil;os. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2013;21:e8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803423&pid=S0870-9025201600010001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Souza F.L.D., Chacur E.P., Rabelo M.R.G., Silva L.A.M., Vilela W.V. Implanta&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: percep&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio. Sa&uacute;de Debate. 2013;37:233-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803425&pid=S0870-9025201600010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. De P.S.A., Figueiredo N., das J.C., Silveira F.M.M., Costa J.F.R., Pucca G.A., et al. Avalia&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria em sa&uacute;de bucal: uma investiga&ccedil;&atilde;o nos centros de especialidades do Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2012;28(Sup):81-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803427&pid=S0870-9025201600010001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. De F.J.B., Melo C.F. Avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de em duas capitais nordestinas do Brasil. Psic. Teor. e Pesq. 2010;26:323-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803429&pid=S0870-9025201600010001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Ramos L.R. Fatores determinantes do envelhecimento saud&aacute;vel em idosos residentes em centro urbano: Projeto Epidoso, S&atilde;o Paulo. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;19:793-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803431&pid=S0870-9025201600010001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Del G.F., da S.G., Thum&eacute; E., Santos I.S., Hallal P.C. Indicadores da institucionaliza&ccedil;&atilde;o de idosos: estudo de casos e controles. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2012;46:147-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803433&pid=S0870-9025201600010001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>39. Goldani A.M. Rela&ccedil;&otilde;es intergeracionais e reconstru&ccedil;&atilde;o do estado de bem-estar: por que se deve repensar essa rela&ccedil;&atilde;o para o Brasil?. Os novos idosos brasileiros: muito al&eacute;m dos 60., Rio de Janeiro: IPEA, 2004. pp. 211-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803435&pid=S0870-9025201600010001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>40. B&aacute;rrios M.J., Fernandes A.A. A promo&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo ao n&iacute;vel local: an&aacute;lise de programas de interven&ccedil;&atilde;o aut&aacute;rquica. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2014;32:188-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803437&pid=S0870-9025201600010001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de pelo financiamento da pesquisa atrav&eacute;s do Edital MCT-CNPq/MS&ndash;DAB/SAS&ndash;No 49/2005, no Projeto de Pesquisa No 402502/2005-1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:gpiuvezam@yahoo.com.br">gpiuvezam@yahoo.com.br</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 8 de Dezembro de 2014 . Aceito 27 de Maio de 2015</p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Veras]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caldas]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.P.]]></given-names>
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