<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-6529</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Sociologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-6529</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Editora Mundos Sociais]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-65292001000100001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Editorial]]></article-title>
</title-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2001</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2001</year>
</pub-date>
<numero>35</numero>
<fpage>3</fpage>
<lpage>3</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-65292001000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-65292001000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-65292001000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&Eacute; tamb&eacute;m dos m&eacute;dia que trata o artigo onde Pedro Diniz de Sousa prop&otilde;e um modelo de an&aacute;lise do discurso com base no conceito de dramatiza&ccedil;&atilde;o, ainda que aqui seja sobretudo de real&ccedil;ar o plano metodol&oacute;gico, tal como acontece com o texto de S&iacute;lvia Sousa Saramago, no qual a autora apresenta a sua abordagem inovadora &agrave; problem&aacute;tica da inf&acirc;ncia, centrada em modelos de entrevistas a crian&ccedil;as. </p>     <p>Num outro registo, desta vez enquanto reflex&atilde;o te&oacute;rica, este n&uacute;mero conta ainda com o contributo de Filipe Carreira da Silva e com a sua an&aacute;lise cr&iacute;tica em torno do conceito de esfera p&uacute;blica e da teoria da democracia deliberativa na obra de Habermas. </p>     <p>Por fim, sublinhe-se a inclus&atilde;o de uma nova sec&ccedil;&atilde;o intitulada "Di&aacute;logos", na qual se abre um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o com outras &aacute;reas de saber. &Eacute; aqui apresentado um texto do arquitecto Luiz Cunha, tamb&eacute;m ele numa clara alus&atilde;o &agrave; era da modernidade, e no qual o autor faz o que designa por "exerc&iacute;cio de mem&oacute;ria" acerca de alguns aspectos da actividade arquitect&oacute;nica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p ALIGN="RIGHT"><I>O Conselho de Redac&ccedil;&atilde;o</I></p>      <p><b>EDITORIAL</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>A sociedade deste terceiro mil&eacute;nio &eacute; atravessada por novos fen&oacute;menos, que constituem pretexto para o desenvolvimento de toda uma s&eacute;rie de problematiza&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas e de pesquisas emp&iacute;ricas centradas em novas abordagens da realidade, a qual vai continuamente adquirindo diferentes e complexos contornos. </p>     <p>O primeiro n&uacute;mero que <I>Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas </I>edita no presente s&eacute;culo &eacute;, precisamente, composto por um leque de artigos que, de certo modo, reflectem tal facto. Aqui s&atilde;o analisados temas, de uma ou outra forma identific&aacute;veis com preocupa&ccedil;&otilde;es e modos de viver caracterizadores da sociedade de modernidade avan&ccedil;ada. </p>     <p>Destaque-se, em primeiro lugar, o artigo de S. N. Eisenstadt, importante figura no quadro do pensamento sociol&oacute;gico a n&iacute;vel internacional, e cujo texto representa um contributo de grande alcance e grande actualidade. Nele encontramos a proposta do conceito de "modernidades m&uacute;ltiplas", com vista &agrave; compreens&atilde;o da contemporaneidade. Na perspectiva do autor, a modernidade &eacute; constitu&iacute;da n&atilde;o apenas pelo mundo ocidental, mas pelas sociedades dos v&aacute;rios quadrantes geogr&aacute;ficos, caracterizando-se por uma pluralidade de possibilidades de interpreta&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas, umas mais universalistas, outras mais particularistas, isto &eacute;, por diferentes "programas culturais", por sua vez investidos de din&acirc;micas que os v&atilde;o reconstruindo, e reconfigurando o pr&oacute;prio sentido da modernidade. </p>     <p>Um outro artigo cujo tema em an&aacute;lise &eacute; tamb&eacute;m ilustrativo de problem&aacute;ticas emergentes &eacute; o de Elsa Guedes Teixeira, que elabora uma reflex&atilde;o acerca dos sentimentos de solid&atilde;o e isolamento na sociedade actual. A autora apoia-se simultaneamente em material emp&iacute;rico recolhido para o efeito e na perspectiva te&oacute;rica de v&aacute;rios autores que se t&ecirc;m debru&ccedil;ado sobre as mudan&ccedil;as ocorridas nas rela&ccedil;&otilde;es de sociabilidade e sobre o modo como recentemente se manifestam os afectos e os relacionamentos entre mulheres e homens. Trata-se de uma interessante abordagem que se depara com as ambiguidades que caracterizam a apologia de novos modelos de relacionamento em detrimento dos do passado, embora n&atilde;o sem dele aparentar saudade. </p>     <p>Tema da era actual, com o grande desenvolvimento que nela t&ecirc;m os m&eacute;dia, &eacute; igualmente o do texto de Jos&eacute; Nuno Lacerda Fonseca. Nele s&atilde;o discutidos os direitos &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e os deveres informativos; e a prop&oacute;sito dos efeitos anti-sociais dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, com base em estudos de autores que desde os anos 30 revelaram preocupa&ccedil;&otilde;es sobre a mat&eacute;ria, s&atilde;o avan&ccedil;adas para reflex&atilde;o v&aacute;rias hip&oacute;teses acerca da eventual necessidade de se estabelecerem princ&iacute;pios de regula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o social. Isto sem, contudo, atentar nas dificuldades de instaura&ccedil;&atilde;o de tais princ&iacute;pios e reconhecendo a import&acirc;ncia do desenvolvimento de novos quadros conceptualizadores das quest&otilde;es da informa&ccedil;&atilde;o e da cultura. </p>     <p>&Eacute; tamb&eacute;m dos m&eacute;dia que trata o artigo onde Pedro Diniz de Sousa prop&otilde;e um modelo de an&aacute;lise do discurso com base no conceito de dramatiza&ccedil;&atilde;o, ainda que aqui seja sobretudo de real&ccedil;ar o plano metodol&oacute;gico, tal como acontece com o texto de S&iacute;lvia Sousa Saramago, no qual a autora apresenta a sua abordagem inovadora &agrave; problem&aacute;tica da inf&acirc;ncia, centrada em modelos de entrevistas a crian&ccedil;as. </p>     <p>Num outro registo, desta vez enquanto reflex&atilde;o te&oacute;rica, este n&uacute;mero conta ainda com o contributo de Filipe Carreira da Silva e com a sua an&aacute;lise cr&iacute;tica em torno do conceito de esfera p&uacute;blica e da teoria da democracia deliberativa na obra de Habermas. </p>     <p>Por fim, sublinhe-se a inclus&atilde;o de uma nova sec&ccedil;&atilde;o intitulada "Di&aacute;logos", na qual se abre um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o com outras &aacute;reas de saber. &Eacute; aqui apresentado um texto do arquitecto Luiz Cunha, tamb&eacute;m ele numa clara alus&atilde;o &agrave; era da modernidade, e no qual o autor faz o que designa por "exerc&iacute;cio de mem&oacute;ria" acerca de alguns aspectos da actividade arquitect&oacute;nica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p ALIGN="RIGHT"><I>O Conselho de Redac&ccedil;&atilde;o</I></p>       ]]></body>
</article>
