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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Contrary to what is usual in private practice, psychotherapists working in an institution are less isolated and more often work as a team. This is the case at the Counseling Center, Technical University, where a team of 6 to 8 psychotherapists, who started with different theoretical orientations, including the cognitive-behavioral, the experiential, the interpersonal and the systemic family therapy, try to work together. The authors will explain how teamwork helps prevent stress and burnout among therapists. The authors will also explore some aspects of the work of this recently created team (2-5 years), including: leadership, supervision and intervision, self-disclosure, sharing and intimacy, co-therapy, training and team-building activities, communication and conflict management, rivalry, planning, problem-solving and shared goals and tasks. This exploration is meant to stimulate reflection upon an idea we believe might be useful for the "integrative movement," in general, and for clinicians interested to work within an integrative framework, in particular: can teamwork facilitate psychotherapy integration? how? How could we take advantage of this "special opportunity"?]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Psicoterapeutas, trabalho em equipa e integra&#231;&#227;o em psicoterapia<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Psychotherapists, team-work and integration in psychotherapy</b></font></p>                 <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Isabel Gon&#231;alves<sup>*</sup>; Hans Welling<sup>**</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Servi&#231;o de Aconselhamento Psicol&#243;gico do Instituto Superior T&#233;cnico.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contrariamente ao que ocorre na pr&#225;tica privada, os psicoterapeutas que trabalham em meio institucional encontram-se menos isolados e podem, pelo menos potencialmente, trabalhar em equipa. No N&#250;cleo de Aconselhamento Psicol&#243;gico (NAP) do Instituto Superior T&#233;cnico, &#233; exactamente isso que acontece &#8212; &#233; constitu&#237;do, em perman&#234;ncia, por uma equipa de seis a oito elementos, oriundos de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas, que procuram trabalhar num modelo integrativo. As orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas de base representadas no servi&#231;o incluem a cognitiva-comportamental, a experiencial, a interpessoal e a familiar sist&#233;mica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os autores prop&#245;em-se reflectir sobre o modo como o trabalho em equipa permite prevenir o <i>stress e</i> o esgotamento dos terapeutas. Referem-se ainda a alguns aspectos do funcionamento da equipa, incluindo a supervis&#227;o e a intervis&#227;o, a partilha e a intimidade, a co-terapia, o treino e as actividades de &#34;constru&#231;&#227;o&#34; da equipa, a comunica&#231;&#227;o e a gest&#227;o de conflitos, as rivalidades, o planeamento, a resolu&#231;&#227;o de problemas, a lideran&#231;a, e ainda a partilha de objectivos e tarefas no seio da equipa. Esta explora&#231;&#227;o tem ainda como objectivo estimular a reflex&#227;o sobre uma hip&#243;tese que julgamos &#250;til para o &#34;movimento integrativo, &#34; em geral, e para os psicoterapeutas interessados em trabalhar num quadro integrativo, em particular: poder&#225; o trabalho em equipa promover/facilitar uma atitude integrativa em psicoterapia? Como? Como poder&#227;o os cl&#237;nicos portugueses, nomeadamente os que trabalham em contexto institucional, tirar partido desta &#34;oportunidade especial&#34;?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Psicoterapeutas, trabalho em equipa, integra&#231;&#227;o.</font></p>      <hr size="1" noshade>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> Contrary to what is usual in private practice, psychotherapists working in an institution are less isolated and more often work as a team. This is the case at the Counseling Center, Technical University, where a team of 6 to 8 psychotherapists, who started with different theoretical orientations, including the cognitive-behavioral, the experiential, the interpersonal and the systemic family therapy, try to work together. The authors will explain how teamwork helps prevent stress and burnout among therapists. The authors will also explore some aspects of the work of this recently created team (2-5 years), including: leadership, supervision and intervision, self-disclosure, sharing and intimacy, co-therapy, training and team-building activities, communication and conflict management, rivalry, planning, problem-solving and shared goals and tasks. This exploration is meant to stimulate reflection upon an idea we believe might be useful for the &#34;integrative movement,&#34; in general, and for clinicians interested to work within an integrative framework, in particular: can teamwork facilitate psychotherapy integration? how? How could we take advantage of this &#34;special opportunity&#34;?</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma suposi&#231;&#227;o de base dos movimentos integrativo e ecl&#233;ctico &#233; a de que trocas dial&#233;cticas entre diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas ser&#227;o mais provavelmente conducentes ao progresso cient&#237;fico do que o isolamento ideol&#243;gico (Garfield &#38; Kurtz, 1977; Norcross &#38; Prochaska, 1988, citados por Mahoney <i>et al,</i> 1989). Esta afirma&#231;&#227;o, que pode sustentar a pesquisa de diferen&#231;as e semelhan&#231;as entre orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas distintas, tamb&#233;m inspirou a nossa reflex&#227;o: se opusermos &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica em contexto privado, relativamente isolada (tamb&#233;m provavelmente de um ponto de vista &#34;ideol&#243;gico&#34;), uma pr&#225;tica num contexto institucional, dentro de uma equipa coesa, onde possam estar representadas diversas orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas e onde as trocas &#34;dial&#233;cticas&#34; possam ser, tamb&#233;m, mais frequentes, provavelmente vamos identificar um contexto conducente &#224; adop&#231;&#227;o de uma atitude integrativa em psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Partimos da experi&#234;ncia de pr&#225;tica cl&#237;nica num contexto institucional particular &#8212; o N&#250;cleo de Aconselhamento Psicol&#243;gico (NAP) do IST &#8212; e da constata&#231;&#227;o de que, progressivamente e, em particular, relativamente aos casos cl&#237;nicos com diagn&#243;stico de eixo II (DSM-IV) ou com co-morbilidade, fomos adoptando (como equipa mas tamb&#233;m individualmente) uma abordagem cada vez mais integrativa na nossa pr&#225;tica cl&#237;nica quotidiana, o que atribu&#237;mos, pelo menos em parte, ao contacto di&#225;rio com colegas de orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas de bases distintas, em interac&#231;&#227;o pr&#243;xima no seio de uma mesma equipa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O intuito n&#227;o &#233; o de facultar &#34;evid&#234;ncias emp&#237;ricas&#34; que suportem as nossas observa&#231;&#245;es pr&#225;ticas, no entanto sentiremos ter alcan&#231;ado o nosso objectivo se as reflex&#245;es seguintes servirem os in&#250;meros colegas que, na sua pr&#225;tica profissional e institucional, se encontram a trabalhar em equipas constitu&#237;das por profissionais de orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas distintas, tanto mais que n&#227;o encontr&#225;mos qualquer refer&#234;ncia, na literatura, ao papel que este tipo de contexto poder&#225; ter tido no &#34;movimento&#34; da integra&#231;&#227;o em psicoterapia. Assim, propomo-nos rever alguns dados da literatura que suportam a import&#226;ncia do trabalho em equipa, nomeadamente na preven&#231;&#227;o do <i>stress</i> e <i>burnout</i> dos terapeutas, e, mais especificamente, explicitar os aspectos que, acreditamos, podem facilitar o estabelecimento de um clima de trabalho que promova a adop&#231;&#227;o de atitudes e pr&#225;ticas cl&#237;nicas mais integrativas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contexto institucional</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O NAP iniciou as suas actividades em Maio de 1993, com apenas um terapeuta, um dos autores do presente artigo. No entanto, o n&#250;mero de utentes do servi&#231;o triplicou em apenas dois anos de funcionamento, evidenciando a necessidade premente da exist&#234;ncia deste tipo de servi&#231;os nas universidades portuguesas. Assim, sete anos depois do seu in&#237;cio, a equipa do NAP &#233; j&#225; constitu&#237;da por dois psic&#243;logos a tempo inteiro e por quatro psic&#243;logos a meio tempo, que apresentam alguma diversidade no seu treino de base: cognitivo-comportamental, sist&#233;mico, experiencial e interpessoal, contudo todos interessados nas quest&#245;es da integra&#231;&#227;o em psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O contexto de trabalho em que se desenrolam as actividades da equipa do NAP parece-nos determinante, quer para a compreens&#227;o do &#34;clima&#34; que se criou e nos parece facilitador de uma &#34;atitude pr&#243;-integra&#231;&#227;o em psicoterapia&#34;, quer para a identifica&#231;&#227;o dos &#34;elementos activos&#34; que, do nosso ponto de vista, mais poder&#227;o ser respons&#225;veis pela adop&#231;&#227;o dessa atitude.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O objectivo do NAP, tal como definido pela &#34;Estrutura e Organiza&#231;&#227;o dos Servi&#231;os de Ac&#231;&#227;o Social do IST&#34; (CDIST, Junho de 1998), consiste em &#34;promover o bem-estar psicol&#243;gico da popula&#231;&#227;o do IST, proporcionando aos utentes atendimento especializado e espec&#237;fico nas &#225;reas da orienta&#231;&#227;o e aconselhamento, em situa&#231;&#245;es de crise, e de terapia, em caso de perturba&#231;&#245;es diagnosticadas. Pode tamb&#233;m organizar ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o para estudantes, abrangendo &#225;reas como m&#233;todos de estudo ou gest&#227;o de carreira, por exemplo&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os objectivos definidos e aceites para o NAP s&#227;o, naturalmente, complexos, na medida em que se encontram na interface entre o trabalho estritamente terap&#234;utico (j&#225; de si bastante sofisticado) e o trabalho institucional (particularmente dif&#237;cil quando o discurso dos terapeutas parece t&#227;o diferente do discurso de quem gere a universidade), o que obriga a uma constante negocia&#231;&#227;o das estrat&#233;gias que, a cada momento, permitem alcan&#231;ar os objectivos mutuamente acordados. Estas dificuldades funcionaram at&#233; aqui, e felizmente, como factor de promo&#231;&#227;o da coes&#227;o do grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao reflectirmos sobre as actividades desenvolvidas no NAP durante os sete anos que passaram desde a sua cria&#231;&#227;o, conclu&#237;mos que um modelo interventivo integrativo &#233; o mais adequado &#224; interven&#231;&#227;o com estes &#34;jovens inteligentes, que est&#227;o prontos para fazer uso da terapia&#34; (Veasey, 1997), &#34;numa fase inicial do aparecimento de dificuldades e num est&#225;dio de menor gravidade das mesmas, havendo por isso a promessa de benef&#237;cios praticamente imediatos&#34; (Figge, 1996). Actualmente, o nosso trabalho cl&#237;nico pode ser descrito como de orienta&#231;&#227;o comportamental-cognitiva de base integrativa (complementaridade paradigm&#225;tica) (Gon&#231;alves &#38; Vasco, 1997; Gon&#231;alves &#38; Vasco, <i>este n&#250;mero), </i>sobretudo no que diz respeito &#224; interven&#231;&#227;o com clientes que apresentam perturba&#231;&#245;es do eixo II ou co-morbidez entre esta e uma ou mais perturba&#231;&#245;es do eixo I do DSM-IV.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Trabalho em equipa e preven&#231;&#227;o do esgotamento</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma caracter&#237;stica que todos os elementos da equipa t&#234;m em comum &#233; o empenho nesta &#34;profiss&#227;o imposs&#237;vel&#34; (Freud, 1937/1964, citado por Sussman, 1995), conduzida inevitavelmente por pessoas &#34;perfeitamente poss&#237;veis&#34;. Na raiz desta aparente contradi&#231;&#227;o encontra-se aquele que &#233;, provavelmente, considerado o &#34;risco n&#250;mero um&#34; e a maior fonte de <i>stress</i> identificada pelos que desempenham esta profiss&#227;o: o isolamento (Bermak, 1977; Deutsch, 1984; Goldberg, 1986; Hellman, Morrison &#38; Abramowitz, 1986; Kotler, 1986; Tryon, 1983a, citados por Guy, 1987).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A especifica&#231;&#227;o de todos os aspectos de que o isolamento se reveste, nesta profiss&#227;o (Guy, 1987) parece-nos necess&#225;ria, na medida em que n&#227;o pretendemos afirmar que o trabalho em equipa pode p&#244;r fim a algo que &#233; t&#227;o intr&#237;nseco ao pr&#243;prio desempenho da actividade, ainda que possa contribuir para atenuar algumas das suas consequ&#234;ncias mais negativas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Podemos, assim, identificar: (a) isolamento f&#237;sico (tipicamente, a actividade da psicoterapia decorre numa sala fechada); (b) isolamento dos colegas, fam&#237;lia e amigos (&#233; do conhecimento dos colegas, familiares e amigos de qualquer terapeuta, que a interrup&#231;&#227;o de uma sess&#227;o apenas pode ocorrer em circunst&#226;ncias muito especiais, e ningu&#233;m aparece no local de trabalho de um psicoterapeuta apenas para socializar); (c) isolamento do mundo exterior (quer em termos de acontecimentos a n&#237;vel nacional ou internacional, quer porque &#34;a pr&#243;pria natureza do trabalho do terapeuta resulta num isolamento geral e quotidiano das pessoas emocionalmente &#39;saud&#225;veis&#39;&#34; &#8212; Chessick, 1978, citado por Guy, 1987); (d) isolamento derivado da inactividade f&#237;sica compulsiva; (e) isolamento derivado da necessidade de manter a confidencialidade (&#34;a aura de mist&#233;rio que rodeia o terapeuta isola-o do suporte da fam&#237;lia e dos amigos&#34;, Guy, 1987); (f) isolamento resultante da obedi&#234;ncia estrita a um hor&#225;rio; (g) isolamento psicol&#243;gico resultante da necessidade de conten&#231;&#227;o por parte do terapeuta que n&#227;o pode, tipicamente, revelar informa&#231;&#245;es de natureza pessoal, que deve praticar algum controlo emocional e que frequentemente serve de &#34;contentor&#34; para as idealiza&#231;&#245;es dos seus clientes e para as suas desqualifica&#231;&#245;es (muitas vezes alternadamente); (h) isolamento psicol&#243;gico resultante do car&#225;cter transit&#243;rio da rela&#231;&#227;o terap&#234;utica, que inevitavelmente (e felizmente para o cliente) termina, tomando evidente para o terapeuta o car&#225;cter ilus&#243;rio da intimidade que se estabeleceu; (i) isolamento psicol&#243;gico resultante da competi&#231;&#227;o profissional, que frequentemente impede os terapeutas de partilharem no seio da sua comunidade as suas dificuldades do foro &#237;ntimo; e, finalmente, (j) isolamento psicol&#243;gico resultante da necessidade de estar &#224; altura do estere&#243;tipo do terapeuta como um indiv&#237;duo equilibrado do ponto de vista emocional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Naturalmente, o isolamento, tendo embora uma grande responsabilidade no aparecimento de <i>stress</i> e, posteriormente, no poss&#237;vel esgotamento, entre os terapeutas, n&#227;o ser&#225; o &#250;nico factor que podemos identificar; existem outros: (a) a exist&#234;ncia ou aus&#234;ncia de um bom suporte social (fam&#237;lia e amigos); (b) as tarefas de desenvolvimento e os acontecimentos de vida (casamento, div&#243;rcio, nascimento de um filho, morte de um familiar pr&#243;ximo) com que o terapeuta se confronta, bem como a satisfa&#231;&#227;o/insatisfa&#231;&#227;o com as condi&#231;&#245;es de trabalho, s&#227;o tamb&#233;m factores a tomar em considera&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em virtude da diversidade das fontes de <i>stress</i> poss&#237;veis de identificar, n&#227;o &#233; de surpreender que a pr&#225;tica da psicoterapia confronte os terapeutas com alguns perigos bastante significativos: uma elevada incid&#234;ncia de doen&#231;a mental (sobretudo de depress&#227;o), abuso do &#225;lcool e de drogas, comportamentos sexuais inadequados e mesmo suic&#237;dio (Guy, 1987; Kilburg, Nathan &#38; Thorensen, 1986; Sussman, 1992, citados por Sussman, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m do mais, o <i>stress,</i> a insatisfa&#231;&#227;o com a profiss&#227;o, a depend&#234;ncia do trabalho e o esgotamento tornaram-se assuntos centrais para as profiss&#245;es de ajuda (Cherniss, 1980; Farber, 1985; Farber &#38; Heifetz, 1982; Freudenberger, 1974;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Freuenberger &#38; Robbins, 1979; Prochaska &#38; Norcross, 1983; Wood, Klein, Cross, Lammers &#38; Elliot, 1985, citados por Sussman, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, &#233; ainda importante salientar que o trabalho psicoterap&#233;utico pode ter um impacte negativo na rela&#231;&#227;o conjugal (Bermack, 1977; Cray &#38; Cary, 1977; Farber, 1985, citados por Sussman, 1995), nas rela&#231;&#245;es entre pais e filhos (Cray &#38; Cray, 1977; Henry, Sims &#38; Spray, 1973; Maeder, 1989, citados por Sussman, 1995; Guy, 1987) e nas amizades e vida social por geral (Burton, 1975; Guy, 1987; Freudenberger &#38; Robbins, 1979, citados por Sussman, 1995). &#34;O esgotamento (n&#227;o surpreendentemente) atinge propor&#231;&#245;es end&#233;micas nas profiss&#245;es de ajuda&#34; (Grosch, &#38; Olsen, 1995)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que alguns autores (Guy, 1987; Kottler, 1986; Kottler &#38; Blau, 1989; Spurling &#38; Dryden, 1989; Sussman, 1995) se refiram, mais ou menos sumariamente, aos factores etiol&#243;gicos &#8212; i.e., da hist&#243;ria de desenvolvimento dos psicoterapeutas &#8212; que poder&#227;o agir como facilitadores dos processos de esgotamento dos terapeutas &#8212; nomeadamente: (a) a &#34;sensa&#231;&#227;o de isolamento relativamente aos outros e consequente necessidade de proximidade; (b) o ter desempenhado na fam&#237;lia de origem um papel de presta&#231;&#227;o de cuidados; (c) o ter sido emocionalmente ferido e desejar dar aos outros o que se teria precisado para si pr&#243;prio; (d) a necessidade de reconhecimento&#34;; (e) o &#34;ser curioso, capaz de ouvir os outros, bom comunicador, emp&#225;tico, com bom <i>insight</i> emocional, introspectivo, capaz de autonega&#231;&#227;o, tolerante relativamente &#224; ambiguidade, capaz de expressar afectos positivos, confort&#225;vel com o exerc&#237;cio do poder, tolerante relativamente &#224; intimidade e com sentido de humor&#34;, e ainda a &#34;necessidade de conex&#227;o emocional e intimidade&#34;; (0 o &#34;narcisismo&#34;; (g) o &#34;endoutrinamento, desde a mais tenra inf&#226;ncia, no papel de salvador ou mediador familiar, no respeito pelo poder nas rela&#231;&#245;es interpessoais e na necessidade de ser bem sucedido&#34;, paradoxalmente, ou talvez n&#227;o, estes mesmos factores podem ser tamb&#233;m respons&#225;veis pelo sucesso profissional dos terapeutas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, a maioria dos autores centra-se mais na descri&#231;&#227;o dos &#34;sinais de alarme do esgotamento no terapeuta&#34; e na sugest&#227;o de um conjunto de &#34;estrat&#233;gias para evitar e lidar com o esgotamento&#34;. Freudenberger (1975, citado por Guy, 1987) recorda que a melhor estrat&#233;gia de preven&#231;&#227;o do esgotamento em psicoterapeutas consiste, precisamente, em alert&#225;-los precocemente para os sintomas e riscos associados ao seu surgimento. Pelo que apresentamos, de seguida, os principais sinais de esgotamento no terapeuta, bem como as principais estrat&#233;gias para o prevenir e combater.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Principais sinais de esgotamento no terapeuta (adaptado de Kottler, 1986):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; horror perante a perspectiva de fazer uma sess&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; aborrecimento excessivo durante a sess&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cansa&#231;o;</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; fantasias sobre a possibilidade de mudar de emprego ou de local de trabalho;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; resist&#234;ncia em falar socialmente a respeito do trabalho;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; relut&#226;ncia em consultar as mensagens no atendedor de mensagens ou no <i>pager,</i> ou em responder a essas mensagens;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; ficar excessivamente satisfeito ou mesmo aliviado se um cliente cancela uma sess&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; come&#231;ar a notar um padr&#227;o sintom&#225;tico consistente em todos os clientes, que inclui queixas como pessimismo, frustra&#231;&#227;o e d&#250;vidas sobre o processo terap&#234;utico que, na realidade, expressam os sentimentos do pr&#243;prio terapeuta;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; &#34;escapismo&#34; e dificuldade em se concentrar emocionalmente durante a sess&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; dificuldade em se levantar de manh&#227; e tend&#234;ncia para adiar o momento de iniciar a sess&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; uso indiscriminado de psicof&#225;rmacos;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cinismo e falta de respeito relativamente aos clientes e &#224;s suas dificuldades;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; relut&#226;ncia em levar a cabo tarefas mais burocr&#225;ticas;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; ocupa&#231;&#227;o dos tempos de lazer com actividades essencialmente passivas como ver televis&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; desaparecimento de uma vida social normal;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; incapacidade para reconhecer e confrontar os sinais de esgotamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Principais estrat&#233;gias para prevenir e lidar com o esgotamento (adaptado de</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Kottler, 1986):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; impor limites ao n&#250;mero de horas di&#225;rias e semanais de pr&#225;tica terap&#234;utica, bem como ao tipo de clientes que se aceitam (limitando, nomeadamente, os clientes com perturba&#231;&#245;es de personalidade severas, os clientes activamente suicidas e os clientes agressivos);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; rodear-se de rela&#231;&#245;es pessoais que ofere&#231;am um bom suporte emocional;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; aumentar as compet&#234;ncias cl&#237;nicas, procurando supervis&#227;o, assistindo a confer&#234;ncias e semin&#225;rios profissionais, completando uma p&#243;s-gradua&#231;&#227;o em terapia;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; gerir o tempo adequadamente, deixando espa&#231;os para actividades administrativas, prepara&#231;&#227;o de sess&#245;es e supervis&#245;es, e, naturalmente, tempo para refei&#231;&#245;es, pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico, tempos de lazer, etc.;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; combater a sensa&#231;&#227;o de isolamento, criando oportunidades para socializar com colegas de profiss&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; procurar apoio terap&#234;utico pessoal, quando necess&#225;rio (&#233; de notar que at&#233; ao presente os dados n&#227;o s&#227;o claros quanto &#224; possibilidade de a terapia pessoal aumentar a efic&#225;cia dos terapeutas &#8212; no entanto, h&#225; que diferenciar entre a terapia pessoal que se faz como pr&#233;-requisito para a forma&#231;&#227;o num dado modelo te&#243;rico e a terapia que se escolhe fazer por motiva&#231;&#245;es de ordem pessoal);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; diversificar a actividade cl&#237;nica de modo a evitar a monotonia &#8212; o aforismo &#34;suficient&#232;mente dif&#237;cil para ser desafiante mas n&#227;o t&#227;o desafiante que possa ser esmagadora&#34; traduz adequadamente o tipo de equil&#237;brio desej&#225;vel;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; organizar per&#237;odos de f&#233;rias frequentes, mesmo se curtos, e regulares;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; criar condi&#231;&#245;es de solid&#227;o e privacidade, t&#227;o necess&#225;rias quando se &#233; frequentemente &#34;bombardeado&#34; com experi&#234;ncias de elevada carga emocional;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; desdramatizar o insucesso terap&#234;utico, aceitando as imperfei&#231;&#245;es como algo de intr&#237;nseco e inerente ao trabalho terap&#234;utico;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; Grosch e Olsen (1995) sugerem ainda uma auto-reflex&#227;o em tomo de quest&#245;es relacionadas com a fam&#237;lia de origem (quais as regras da fam&#237;lia para lidar com o conflito? quais as regras expl&#237;citas e impl&#237;citas sobre o valor do trabalho?).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No NAP, onde se privilegia o trabalho em equipa e o estabelecimento de rela&#231;&#245;es pr&#243;ximas entre os terapeutas, n&#227;o &#233; dif&#237;cil manter algum tipo de monitoriza&#231;&#227;o dos sinais de esgotamento dos colegas. Adicionalmente, o funcionamento em equipa constitui um bom auxiliar na preven&#231;&#227;o do isolamento e do <i>stress</i> dos terapeutas. Assim, passamos a explicitar o modo como tal se verifica na equipa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em primeiro lugar, identific&#225;mos as fontes de <i>stress</i> mais comuns: (a) o trabalho em excesso; (b) o n&#250;mero excessivo de clientes dif&#237;ceis; (c) as press&#245;es de tempo; (d) a incerteza econ&#243;mica; (e) a auto-responsabiliza&#231;&#227;o pelo bem-estar dos clientes (muito caracter&#237;stica em terapeutas pouco experientes &#8212; Kottler &#38; Blau, 1989); (f) tentativas ou inten&#231;&#245;es suicidas por parte dos clientes; (g) encontros sociais relativamente inesperados com os clientes; e, (h) resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a por parte dos clientes. Ap&#243;s esta identifica&#231;&#227;o, procur&#225;mos limitar a incid&#234;ncia de alguns destes factores de stress, reduzindo, na medida do poss&#237;vel, o n&#250;mero de sess&#245;es, criando alguns per&#237;odos de pausa entre sess&#245;es e distribuindo os &#34;clientes dif&#237;ceis&#34;, equitativamente, por todos os elementos da equipa. Negoci&#225;mos contratos a termo certo com o IST e estrutur&#225;mos algumas supervis&#245;es em torno da ideia de responsabilidade pessoal do terapeuta.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Felizmente, outras fontes de <i>stress</i> (Mahoney, 1990) encontram-se relativamente ausentes no NAP, devido &#224;s pr&#243;prias caracter&#237;sticas do servi&#231;o: (a) isolamento (h&#225; tr&#234;s salas de sess&#227;o a funcionar, sendo bastante incomum que um terapeuta se encontre a trabalhar sozinho no servi&#231;o); (b) conflitos profissionais (o ambiente de trabalho &#233; bastante agrad&#225;vel, com amplas oportunidades de socializa&#231;&#227;o); (c) d&#250;vidas sobre a efic&#225;cia da terapia (fazemos avalia&#231;&#245;es peri&#243;dicas dos resultados das interven&#231;&#245;es); (d) finaliza&#231;&#227;o prematura e cobran&#231;a aleat&#243;ria das sess&#245;es (devido ao baixo custo das sess&#245;es, estas duas ocorr&#234;ncias s&#227;o menos frequentes do que, por exemplo, na pr&#225;tica privada); (e) atrasos dos clientes (os tra&#231;os e sintomatologia obsessiva dos clientes, frequentes na popula&#231;&#227;o-alvo, tomam este comportamento pouco frequente, exceptuando nos per&#237;odos de exames).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, promovemos algumas estrat&#233;gias que t&#234;m como objectivo expl&#237;cito a preven&#231;&#227;o do esgotamento dos terapeutas e colaboradores do servi&#231;o:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; os est&#225;gios oferecidos pelo servi&#231;o (sobretudo os acad&#233;micos) s&#227;o organizados de modo a que a exposi&#231;&#227;o &#224; terapia seja bastante gradual, come&#231;ando pela integra&#231;&#227;o na equipa (normalmente em pares), continuando com a observa&#231;&#227;o de sess&#245;es realizadas por terapeutas seniores, com treino de compet&#234;ncias atrav&#233;s de <i>role-playing,</i> passando pela realiza&#231;&#227;o de sess&#245;es, primeiro de rastreio e com observa&#231;&#227;o atrav&#233;s de sala de vis&#227;o num s&#243; sentido, depois sem observa&#231;&#227;o, para s&#243; posteriormente se passar &#224; realiza&#231;&#227;o de psicoterapia, come&#231;ando com casos mais simples e com observa&#231;&#227;o pelo supervisor, para terminar nos casos mais complicados e sem supervis&#227;o <i>in loco</i>;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; alertamos os finalistas e rec&#233;m-licenciados para alguns dos erros mais comuns em terapeutas inexperientes &#8212; problemas ao n&#237;vel da responsabilidade (ou assumem total responsabilidade pela &#34;cura&#34; dos clientes, acreditando que uma palavra ou um gesto seu poder&#227;o causar um mal irrepar&#225;vel &#8212; sensa&#231;&#227;o de omnipot&#234;ncia &#8212; ou se desresponsabilizam totalmente, explicando o que corre mal com a patologia do cliente); ao n&#237;vel do uso das t&#233;cnicas (e.g., dificuldades ao n&#237;vel do contacto com o olhar, excessivo uso de quest&#245;es fechadas que geram defensividade no cliente, dificuldade em tolerar os sil&#234;ncios, tend&#234;ncia para confrontos excessivamente agressivos ou punitivos); ao n&#237;vel do ritmo e do <i>timing</i> do processo terap&#234;utico, errando os terapeutas mais jovens em ambos os extremos, i.e., intervindo com demasiada rapidez ou com demasiada lentid&#227;o; ao n&#237;vel da necessidade de aprova&#231;&#227;o pelo cliente (que pode levar o terapeuta inexperiente a aceitar pedidos ou exig&#234;ncias desadequadas por parte deste); e ainda problemas que resultam do facto de os terapeutas se verem confrontados com &#34;temas&#34; com que ainda n&#227;o tiveram oportunidade de lidar nas suas pr&#243;prias vidas; do facto de os terapeutas jovens n&#227;o confiarem (ainda) na sua intui&#231;&#227;o, e dependerem excessivamente das avalia&#231;&#245;es e sugest&#245;es de outros colegas, ou at&#233; dos seus supervisores; do facto de os terapeutas inexperientes serem excessivamente confiantes ou excessivamente inseguros das suas capacidades.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, em rela&#231;&#227;o a problemas que resultam da excessiva impaci&#234;ncia dos terapeutas mais jovens (que desejam obter resultados rapidamente, e agem muitas vezes com precipita&#231;&#227;o, sem confiarem nas capacidades dos clientes para o crescimento e para a mudan&#231;a), do facto de confiarem excessivamente nos &#34;r&#243;tulos cl&#237;nicos&#34; que d&#227;o aos seus clientes, partindo para as sess&#245;es com uma ideia pr&#233;-concebida sobre quem &#233; o cliente e qual o &#34;tratamento&#34; mais indicado para ele, esquecendo a velha m&#225;xima de que &#34;cada caso &#233; um caso&#34;, e ainda da sua dificuldade em lidarem com insucessos terap&#234;uticos (adapt. de Kottler &#38; Blau, 1989):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; procuramos diversificar as actividades de todos os terapeutas, acrescentando e promovendo, para al&#233;m das actividades de terapia individual, actividades de rastreio, de terapia conjugal e de grupo; incentivamos a elabora&#231;&#227;o e/ou a colabora&#231;&#227;o em projectos de investiga&#231;&#227;o, a tradu&#231;&#227;o de instrumentos de avalia&#231;&#227;o e materiais de apoio para os estudantes, a realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o, de avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica e de diagn&#243;stico, para al&#233;m da colabora&#231;&#227;o na elabora&#231;&#227;o do relat&#243;rio anual do NAP facilitamos ainda o desenvolvimento de projectos n&#227;o cl&#237;nicos, como sejam o &#34;mentorado&#34;, o &#34;treino assertivo&#34;, a &#34;gest&#227;o de carreira&#34; e os &#34;m&#233;todos de estudo&#34;;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; atribu&#237;mos os casos mais complicados (eixo II do DSMIV ou co-morbilidade) aos terapeutas mais experientes. Embora nenhum dos terapeutas tenha mais de dez anos de experi&#234;ncia, dois deles completam este ano precisamente dez anos de pr&#225;tica. Num estudo de Orlinsky e colaboradores (1996) verificou-se que &#34;quanto mais seniores os terapeutas, maior a capacidade para a mudan&#231;a e crescimento pessoais, bem como para ultrapassar as suas limita&#231;&#245;es como terapeuta&#34;. Dryden e Spurling (1989) afirmam mesmo que &#34;dificilmente ser&#225; poss&#237;vel ser-se um terapeuta sofisticado com menos de dez anos de pr&#225;tica&#34;;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; incentivamos os terapeutas a procurar terapia pessoal sempre que o julguem necess&#225;rio. Numa equipa de oito elementos, cinco est&#227;o neste momento a fazer terapia, e os restantes tr&#234;s mostram interesse em a fazer. Os terapeutas que se encontram em terapia fazem-no por motiva&#231;&#245;es de ordem pessoal. Estes n&#250;meros v&#227;o no sentido dos obtidos no estudo internacional conduzido por Orlinsky e colaboradores (1996), no qual cerca de 80% dos terapeutas tinham realizado terapia pessoal;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a componente de forma&#231;&#227;o cont&#237;nua &#233; promovida pelo pr&#243;prio servi&#231;o, quer atrav&#233;s da divulga&#231;&#227;o de congressos, simp&#243;sios, encontros e semin&#225;rios, quer atrav&#233;s da liga&#231;&#227;o a uma organiza&#231;&#227;o profissional de terapia (Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva), quer atrav&#233;s da organiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o e sess&#245;es de discuss&#227;o de artigos cient&#237;ficos. Naturalmente, a reflex&#227;o sistem&#225;tica sobre o pr&#243;prio servi&#231;o &#233; uma constante em todas as actividades, nomeadamente atrav&#233;s da emiss&#227;o de relat&#243;rios anuais de avalia&#231;&#227;o (Gon&#231;alves, 1995,1996);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; est&#227;o planeados momentos de pausa e reflex&#227;o, que coincidem frequentemente com os per&#237;odos de f&#233;rias dos alunos (Natal, Ver&#227;o e P&#225;scoa), per&#237;odos durante os quais escolhemos interromper a actividade cl&#237;nica por alguns dias;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; est&#227;o escalonadas supervis&#245;es quinzenais, tendo cada supervis&#227;o a dura&#231;&#227;o m&#233;dia de quatro horas;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; mantemos bem presentes os &#34;princ&#237;pios &#233;ticos&#34; que devem reger o trabalho dos terapeutas, bem como os procedimentos de emerg&#234;ncia a seguir em casos de clientes com comportamentos anti-sociais, ou potencialmente homicidas e suicidas, mesmo que eles nunca venham a ocorrer.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Preven&#231;&#227;o do esgotamento e desenvolvimento pessoal: o contributo das supervis&#245;es para a din&#226;mica da equipa</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A supervis&#227;o tem sido identificada como uma actividade particularmente eficaz na preven&#231;&#227;o do esgotamento (Farber, 1983, citado por Guy, 1987), uma vez que constitui uma fonte de suporte, uma oportunidade para testar a realidade e para obter <i>feedback.</i> A supervis&#227;o proporciona ao terapeuta uma oportunidade de monitorizar e reduzir as fontes de <i>stress</i> e insatisfa&#231;&#227;o associadas com uma s&#233;rie de caracter&#237;sticas dos pacientes, do local de trabalho, etc. Proporciona ainda um contacto directo com colegas, com quem se podem partilhar reflex&#245;es a respeito das limita&#231;&#245;es da profiss&#227;o, os insucessos terap&#234;uticos, as limita&#231;&#245;es pessoais e os problemas comuns da pr&#225;tica terap&#234;utica.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A supervis&#227;o de grupo, como formato espec&#237;fico de supervis&#227;o, tem obtido, desde os anos 60, grande popularidade, nomeadamente devido &#224;s numerosas vantagens que apresenta por oposi&#231;&#227;o &#224; supervis&#227;o individual: maior efic&#225;cia e economia, gra&#231;as &#224; integra&#231;&#227;o do contributo dos pares e dos especialistas (Glickauf-Hughes &#38; Campbell, 1991). Por exemplo, Axelson (1967, citado por Glickauf-Hughes &#38; Campbell, 1991) p&#245;e a hip&#243;tese de que a supervis&#227;o de grupo permite reduzir a incongru&#234;ncia entre as autopercep&#231;&#245;es e a percep&#231;&#227;o dos outros, enquanto que Yogev (1982, citado por Glickauf-Hughes &#38; Campbell, 1991) a considera como uma estrat&#233;gia de interven&#231;&#227;o eficaz no desenvolvimento de aptid&#245;es terap&#234;uticas e na promo&#231;&#227;o da consci&#234;ncia interpessoal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Curiosamente, at&#233; 1991, a supervis&#227;o de grupo raras vezes foi investigada empiricamente, recebendo tamb&#233;m pouca aten&#231;&#227;o no desenvolvimento formal de modelos de supervis&#227;o (Blocher, 1983; Holloway &#38; Johnston, 1985; Patterson, 1983, citados por Glickauf-Hughes &#38; Campbell, 1991), sendo (erroneamente, em nosso entender) considerada exclusivamente como uma variante da supervis&#227;o individual. Em 1996, no entanto, a incorpora&#231;&#227;o do formato de &#34;equipa de reflex&#227;o&#34;, quer na pr&#225;tica terap&#234;utica, quer na pr&#225;tica de supervis&#227;o, tornou-se de tal forma popular que deixou de poder ser considerada como uma pr&#225;tica inovadora (Lowe &#38; Guy, 1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A supervis&#227;o de grupo pode, no entanto, permitir e at&#233; facilitar o desenvolvimento de um conjunto de condi&#231;&#245;es que poder&#227;o ser potencialmente prejudiciais para o resultado final. Glickauf-Hughes e Campbell (1991) identificaram algumas dessas condi&#231;&#245;es: competi&#231;&#227;o entre supervisandos; acentuados sentimentos de vergonha; acentuada defensividade dos supervisandos; interfer&#234;ncia na supervis&#227;o de outros elementos do grupo; normas de grupo n&#227;o facilitadoras e maior explicita&#231;&#227;o das compet&#234;ncias diferenciais dos v&#225;rios elementos do grupo. As condi&#231;&#245;es que descrevemos poder&#227;o aumentar os sentimentos de vulnerabilidade dos supervisandos, o que poder&#225; ser particularmente complicado em supervis&#245;es de cariz mais experiencial.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No NAP, as supervis&#245;es s&#227;o de grupo e envolvem todos os elementos da equipa, t&#234;m periodicidade quinzenal e a assiduidade &#233; bastante regular. O modelo mais comum &#233; o da apresenta&#231;&#227;o de casos, no entanto existem supervis&#245;es &#34;especiais&#34; e &#34;extraordin&#225;rias&#34; em que se faz mais um trabalho de <i>role-playing,</i> bem como de modelagem e treino de t&#233;cnicas mais experienciais (Greenberg, Rice &#38; Elliott, 1993). Ali&#225;s, o modelo designado por Glickauf-Hughes e Campbell (1991) como &#34;supervis&#227;o experiencial&#34; parece ser o que melhor define o trabalho que temos vindo a desenvolver.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um problema que se coloca, no entanto, aos supervisandos, passa pelo facto de o supervisor ter tamb&#233;m responsabilidades administrativas e/ou de coordena&#231;&#227;o no local onde os terapeutas prestam servi&#231;o, podendo estes n&#227;o se sentir seguros para se expor emocionalmente (Zaro, Barech, Nedelman &#38; Dreiblatt, 1977). Este problema foi contornado ao longo dos anos, procurando o supervisor estar progressivamente mais atento (sens&#237;vel) &#224; vulnerabilidade dos supervisandos, e desenvolvendo-se um conjunto de normas facilitadoras do processo de supervis&#227;o: disponibilidade para correr riscos, encorajamento de uma partilha honesta de sentimentos, estrutura&#231;&#227;o de <i>feedbacks</i> construtivos, reconhecimento e aceita&#231;&#227;o dos erros e, finalmente, estabelecimento de uma atmosfera de coopera&#231;&#227;o (seguindo o esquema proposto por Glickauf-Hughes &#38; Campbell, 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A experi&#234;ncia entretanto adquirida pelos v&#225;rios terapeutas e o seu contributo progressivamente mais activo na co-constru&#231;&#227;o de um modelo de supervis&#227;o mais eficiente, tornaram o papel do supervisor bastante mais t&#233;nue, a tal ponto que actualmente falamos em intervis&#227;o mais do que em supervis&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gostar&#237;amos de salientar ainda algumas das estrat&#233;gias desenvolvidas ao longo dos anos pela equipa, com o objectivo de optimizar a supervis&#227;o, nomeadamente no que diz respeito &#224; cria&#231;&#227;o de um clima de maior seguran&#231;a interpessoal:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; gest&#227;o dos <i>feedbacks</i> dos colegas, nomeadamente atrav&#233;s de uma maior explicita&#231;&#227;o dos pedidos: &#34;n&#227;o quero sugest&#245;es de interven&#231;&#227;o&#34;, &#34;quero s&#243; que me ou&#231;am&#34;, &#34;quero que me fa&#231;am perguntas&#34;, &#34;ajudem-me a conceptualizar&#34; ou &#34;digam-me em que &#233; que o meu estilo/hist&#243;ria pessoal poder&#225; estar a influenciar negativamente o meu trabalho com este caso&#34;;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; considera&#231;&#227;o crescente do quadro te&#243;rico em que cada terapeuta &#34;opera&#34; predominantemente, com a consequente adapta&#231;&#227;o dos <i>feedbacks</i> e at&#233; da linguagem usada, de forma a serem consistentes com esse enquadramento;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; atribui&#231;&#227;o de prioridade, em termos de supervis&#227;o, &#224;s situa&#231;&#245;es de impasse terap&#234;utico.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Existem ainda supervis&#245;es mais formais conduzidas por terapeutas seniores da equipa e dirigidas aos terapeutas juniores, no &#226;mbito da situa&#231;&#227;o de est&#225;gio (acad&#233;mico ou profissional).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Promo&#231;&#227;o de uma atitude de integra&#231;&#227;o em psicoterapia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Que o trabalho em equipa contribui para a preven&#231;&#227;o do esgotamento entre os terapeutas, bem como para o desenvolvimento pessoal dos mesmos, nomeadamente atrav&#233;s do desenvolvimento de actividades de supervis&#227;o e intervis&#227;o, parece-nos neste momento claro, e parece-nos tamb&#233;m que &#233; leg&#237;timo inferir que a pr&#225;tica cl&#237;nica da&#237; resultante poder&#225; ser tamb&#233;m de melhor qualidade do que a pr&#225;tica cl&#237;nica praticada em condi&#231;&#245;es de maior isolamento, no entanto n&#227;o fica ainda claro em que medida poder&#225; o trabalho em equipa promover uma atitude de integra&#231;&#227;o em psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pensamos que a resposta a esta quest&#227;o passa, necessariamente, pela defini&#231;&#227;o do conceito de integra&#231;&#227;o em psicoterapia, que pode fazer-se recorrendo a &#34;caminhos&#34; distintos, sendo os tr&#234;s predominantes: &#34;os factores comuns, o eclectismo t&#233;cnico e a integra&#231;&#227;o te&#243;rica, colectivamente caracterizados por um desejo de olhar para al&#233;m dos limites de uma teoria &#250;nica e das t&#233;cnicas que tradicionalmente lhe est&#227;o associadas, concretizando, no entanto, esse olhar de modos distintos e a diferentes n&#237;veis&#34; (Norcross &#38; Newman, 1992, citados por Norcross &#38; Halgin, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A abordagem dos factores comuns procura identificar os &#34;ingredientes&#34; centrais partilhados por todos os modelos de terapia, com o objectivo eventual de criar tratamentos mais parcimoniosos e eficazes. O eclectismo t&#233;cnico pressup&#245;e a capacidade de o terapeuta seleccionar a melhor interven&#231;&#227;o terap&#234;utica para o cliente &#34;x&#34; com a perturba&#231;&#227;o &#34;y&#34;, tomando como ponto de partida a experi&#234;ncia cl&#237;nica e a investiga&#231;&#227;o emp&#237;rica, funcionando, contudo, dentro de um modelo espec&#237;fico de interven&#231;&#227;o. Na integra&#231;&#227;o te&#243;rica, um ou mais modelos te&#243;ricos s&#227;o sintetizados, inclusivamente a n&#237;vel te&#243;rico, na esperan&#231;a de que o resultado seja superior ao uso de cada uma das terapias aplicadas de forma isolada (Norcross &#38; Newman, 1992, citados por Norcross &#38; Halgin, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No NAP, a considera&#231;&#227;o de factores como a &#34;alian&#231;a terap&#234;utica&#34; a &#34;catarse&#34;, a &#34;promo&#231;&#227;o de expectativas positivas&#34; e a &#34;aquisi&#231;&#227;o e pr&#225;tica de novos comportamentos&#34;, e a sua inclus&#227;o, de forma expl&#237;cita, nomeadamente nas supervis&#245;es da equipa, evidenciam a adop&#231;&#227;o de uma perspectiva integrativa e representam o &#34;caminho&#34; dos &#34;factores comuns&#34;. A disponibilidade, no seio da equipa, de terapeutas com orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas de base distintas &#8212; cognitiva-comportamental, experiencial, interpessoal e terapia familiar sist&#233;mica &#8212; facilita a selec&#231;&#227;o da t&#233;cnica mais adequada para um determinado cliente e com uma determinada perturba&#231;&#227;o&#8212;com a vantagem adicional de n&#227;o ser t&#227;o f&#225;cil que uma dada t&#233;cnica possa ser usada &#34;desgarrada&#34;do seu contexto te&#243;rico-metodol&#243;gico &#8212; e representa o &#34;caminho&#34; do &#34;eclectismo t&#233;cnico&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os terapeutas da equipa est&#227;o familiarizados com, e aplicam na sua pr&#225;tica cl&#237;nica, alguns modelos te&#243;ricos que podem considerar-se integrativos (e.g., Beutler &#38; Clarkin, 1990; Lazarus, 1981; Linehan, 1993; Prochaska, Norcross &#38; DiClemente, 1994). Al&#233;m do mais, entreajudam-se sempre que existe alguma d&#250;vida a respeito da articula&#231;&#227;o e aplica&#231;&#227;o destes modelos, e esta atitude, finalmente, representa o &#34;caminho&#34; da &#34;integra&#231;&#227;o te&#243;rica&#34;. Assim, pensamos ser seguro afirmar que o trabalho em equipa, em determinadas condi&#231;&#245;es (que passamos a explicitar, a t&#237;tulo de exemplo), promove uma atitude de integra&#231;&#227;o em psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estrutura e processo de grupo: uma descri&#231;&#227;o da equipa</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Moss (1981, citado por Kottler, 1986) considera o grupo como &#34;uma tremenda for&#231;a curativa, na medida em que proporciona uma sensa&#231;&#227;o de partilha e perten&#231;a a uma comunidade, um envolvimento relacional, e uma energia universal, din&#226;mica e foca&#094; lizada de que todos os que a ele pertencem podem beneficiar&#34;. Identifica ainda alguns elementos-chave que devem fazer parte daquilo a que chama um &#34;grupo transformacional&#34;: (a) v&#225;rias pessoas &#34;acordadas&#34; multidimensionalmente, um local conducente a um processo inspirado; (b) empenhamento da parte dos participantes no sentido de se libertarem de antigos padr&#245;es, de confiarem e de estarem em conjunto; (c) a infus&#227;o de afectos positivos. O mesmo autor acredita ainda que estes grupos surgem espontaneamente nas organiza&#231;&#245;es, possivelmente obedecendo &#224;s mesmas regras que presidem &#224; forma&#231;&#227;o das amizades: &#34;proximidade f&#237;sica, familiaridade, semelhan&#231;a, complementaridade e potencial refor&#231;ador&#34; (Porter &#38; Tomaselli, 1989), constituindo uma importante fonte de suporte e crescimento pessoal para o psicoterapeuta, tendo como enorme vantagem a sua exist&#234;ncia num registo quotidiano.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Linehan (1993) vai um pouco mais longe, ao definir a import&#226;ncia do grupo (de supervis&#227;o) no trabalho com perturba&#231;&#245;es de personalidade, nomeadamente com os clientes <i>borderline:</i> &#34;a equipa de aconselhamento ajuda a que cada terapeuta individual permane&#231;a na rela&#231;&#227;o terap&#234;utica, dando-lhe suporte e encorajando-o&#34;, afirmando mesmo a impossibilidade de fazer um trabalho de qualidade com este tipo de clientes caso n&#227;o se possa recorrer a uma equipa &#34;de suporte&#34;.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A estrutura de um grupo num contexto orientado para objectivos, consiste na organiza&#231;&#227;o de um conjunto de elementos pr&#233;-determinados, caracter&#237;sticos de ou resultantes da interac&#231;&#227;o dos seus membros num dado momento no tempo (Rose, 1989). Passamos a descrever a estrutura e processo do grupo constitu&#237;do pelos elementos da equipa do NAP.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Coes&#227;o</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A coes&#227;o do grupo consiste no grau em que os membros do grupo se sentem em sintonia, no respeitante aos objectivos ou em rela&#231;&#227;o ao l&#237;der (Lott &#38; Lott, 1965, citado por Rose, 1989). A coes&#227;o &#233; considerada um atributo fundamental, uma vez que parece estar correlacionada, em certas condi&#231;&#245;es, com a produtividade, a participa&#231;&#227;o, o auto-relato, a capacidade para assumir riscos, a assiduidade e outros aspectos vitais para o grupo (Stokes, 1983, citado por Rose, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A coes&#227;o no seio da equipa &#233; elevada, como se pode verificar quer pelos la&#231;os de amizade e cumplicidade que se estabeleceram, quer pela aceita&#231;&#227;o e empenhamento de todos os membros nos objectivos da equipa e no servi&#231;o onde desempenham a sua actividade profissional;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Lideran&#231;a</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#34;O l&#237;der do grupo &#233; respons&#225;vel por certificar-se de que os objectivos do grupo s&#227;o alcan&#231;ados e de que o grupo se mant&#233;m no processo, para al&#233;m de ser respons&#225;vel por manter um equil&#237;brio entre estes dois aspectos. &#201; ainda da responsabilidade do l&#237;der criar as oportunidades e o treino necess&#225;rios para que os outros elementos do grupo possam desenvolver capacidades de lideran&#231;a&#34; (Rose, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No NAP a lideran&#231;a &#233; assegurada, essencialmente, pela coordenadora, que foi tamb&#233;m a fundadora do servi&#231;o &#8212; digamos, pois, que se trata de uma l&#237;der &#34;natural&#34; face ao contexto. As fun&#231;&#245;es de lideran&#231;a s&#227;o frequentemente partilhadas com outros elementos da equipa, nomeadamente os &#34;seniores&#34;, sobretudo para actividades como a supervis&#227;o e a orienta&#231;&#227;o de est&#225;gios acad&#233;micos e profissionais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Existe uma atitude deliberada por parte da lideran&#231;a, no sentido de usar quer estruturas de poder formais, quer estruturas de poder informais, num estilo democr&#225;tico de grande sensibilidade face &#224;s situa&#231;&#245;es problem&#225;ticas e face aos diferentes elementos da equipa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Existem reuni&#245;es de equipa quinzenais, que servem prop&#243;sitos de supervis&#227;o e intervis&#227;o, bem como de coordena&#231;&#227;o do trabalho dos v&#225;rios elementos da equipa, e existem ainda reuni&#245;es anuais entre a coordenadora e cada um dos colaboradores, em que se faz uma avalia&#231;&#227;o qualitativa do trabalho desenvolvido em cada ano, sendo ainda oferecido algum apoio por parte da coordenadora no <i>estabelecimento de objectivos</i> profissionais expl&#237;citos para o ano seguinte, bem como na identifica&#231;&#227;o de dificuldades e linhas de desenvolvimento pessoal consideradas apropriadas para cada terapeuta.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando julgado &#250;til e/ou necess&#225;rio, sugere-se a hip&#243;tese de iniciar uma terapia pessoal, no entanto, o <i>timing</i> para essa decis&#227;o e a escolha do modelo te&#243;rico apropriado para esse processo ficam inteiramente ao crit&#233;rio dos pr&#243;prios terapeutas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A lideran&#231;a desempenha tamb&#233;m fun&#231;&#245;es de gest&#227;o de conflitos. At&#233; muito recentemente estes n&#227;o eram comuns, talvez devido a uma certa tend&#234;ncia dos membros para idealizarem a pr&#243;pria equipa. Esta situa&#231;&#227;o n&#227;o podia, no entanto, manter-se por muito mais tempo e, de certa forma, a organiza&#231;&#227;o de uma forma&#231;&#227;o em &#34;terapia de grupo&#34; orientada por uma terapeuta de forma&#231;&#227;o psicodin&#226;mica acabou por funcionar como catalisador para que a equipa se desse conta da exist&#234;ncia (inevit&#225;vel) de rivalidades e da necessidade de as gerir adequadamente. Uma vantagem adicional desta nova &#34;consci&#234;ncia&#34; consistiu na emerg&#234;ncia de uma liberdade ainda maior para cada um expressar as suas opini&#245;es pessoais e a sua individualidade como terapeuta, sem receio de &#34;danificar&#34; a coes&#227;o do grupo ou de sentir a desaprova&#231;&#227;o do mesmo pelo simples facto de expressar opini&#245;es diferentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma outra forma de entender esta mudan&#231;a inclui a no&#231;&#227;o de que a equipa poder&#225; vir a revelar-se, no futuro, ainda mais criativa. Na verdade, um excesso de coes&#227;o no seio do grupo pode conduzir a um &#34;pensamento de grupo&#34;, que pode diminuir o potencial cr&#237;tico dos seus membros, criar uma falsa sensa&#231;&#227;o de optimismo, promover ilus&#245;es de unanimidade e, de uma forma geral, diminuir a efic&#225;cia dos processos de tomada de decis&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A coes&#227;o traduz-se ainda pela preocupa&#231;&#227;o de cada elemento quer com o seu pr&#243;prio bem-estar, quer com o dos restantes colegas da equipa. Assim, os per&#237;odos de f&#233;rias s&#227;o organizados de forma a haver sempre algu&#233;m dispon&#237;vel para emerg&#234;ncias, as refei&#231;&#245;es s&#227;o frequentemente em comum, sobretudo quando algu&#233;m da equipa necessita de um apoio &#34;especial&#34; e, finalmente, est&#225; frequentemente algu&#233;m dispon&#237;vel para dar apoio a um colega, caso este tenha de fazer uma sess&#227;o particularmente extenuante do ponto de vista emocional (e.g., sess&#245;es com clientes suicidas);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Padr&#245;es de desempenho e procedimentos de tomada de decis&#227;o</i> .</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Considerando as dimens&#245;es da equipa, o grau de sofistica&#231;&#227;o do trabalho desenvolvido e as implica&#231;&#245;es pr&#225;ticas da abertura do servi&#231;o a estagi&#225;rios oriundos do mundo acad&#233;mico e do mundo profissional, a coordenadora sintetizou, sob a forma de regulamento, um conjunto de procedimentos formais e t&#233;cnicos que incluem:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o dos objectivos do servi&#231;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o do(s) modelo(s) te&#243;rico(s) adoptado(s);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o dos recursos humanos afectos ao servi&#231;o e respectivas fun&#231;&#245;es;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; localiza&#231;&#227;o e hor&#225;rio de funcionamento do servi&#231;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o das tabelas de pagamento para os utentes;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o das regras relativas &#224; marca&#231;&#227;o de sess&#245;es, procedimentos de rastreio, gest&#227;o da lista de espera e organiza&#231;&#227;o dos processos cl&#237;nicos;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o de algumas regras de conduta profissional e de procedimentos a adoptar numa situa&#231;&#227;o de crise;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; especifica&#231;&#227;o dos principais momentos do processo terap&#234;utico e dos instrumentos de avalia&#231;&#227;o usados no servi&#231;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os padr&#245;es de desempenho que estas especifica&#231;&#245;es, no fundo, traduzem, refinados e co-constru&#237;dos ao longo dos anos por toda a equipa, encontram-se em revis&#227;o permanente e acabam por, de certa forma, traduzir importantes momentos de crescimento da equipa, para al&#233;m de funcionarem de modo a permitirem o ajuste entre os recursos do servi&#231;o e as necessidades/disponibilidades dos v&#225;rios elementos da equipa. Adicionalmente, contribuem para estabilizar as energias no seio do grupo, para promover a coes&#227;o e para optimizar o desempenho do servi&#231;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No NAP existe uma grande flexibilidade ao n&#237;vel dos procedimentos de tomada de decis&#227;o, sendo precisamente esta flexibilidade que, a nosso ver, garante a possibilidade de inovar e de resistir num ambiente relativamente hostil, como ainda &#233; o do aconselhamento a estudantes do ensino superior em Portugal. Assim, as linhas estrat&#233;gicas para o funcionamento do servi&#231;o s&#227;o definidas em uma ou duas reuni&#245;es anuais realizadas em fins-de-semana, em que toda a equipa se re&#250;ne num clima de maior informalidade e sem press&#245;es de tempo. Estas linhas estrat&#233;gicas s&#227;o depois implementadas e actualizadas ao longo do ano em encontros quinzenais que coincidem tamb&#233;m com o espa&#231;o para a supervis&#227;o de casos cl&#237;nicos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As decis&#245;es quotidianas (e.g., relativas &#224; gest&#227;o da lista de espera) s&#227;o tomadas pela coordenadora, ainda que esta possa recorrer, e frequentemente recorra, a um ou outro elemento da equipa, caso o tema da decis&#227;o o justifique. As decis&#245;es relativas aos estagi&#225;rios s&#227;o tomadas pelos supervisores de est&#225;gio. Finalmente, as decis&#245;es cl&#237;nicas s&#227;o, evidentemente, tomadas por cada um dos terapeutas no espa&#231;o terap&#234;utico, ainda que as linhas estrat&#233;gicas que guiam essas decis&#245;es possam ser negociadas em supervis&#227;o (sobretudo em fases em que se registam impasses terap&#234;uticos). As excep&#231;&#245;es a estes processos individuais de tomada de decis&#227;o cl&#237;nica ocorrem nos processos de terapia de grupo, conjugal ou familiar, em que as decis&#245;es s&#227;o, logicamente, negociadas entre os membros da equipa respons&#225;veis pelo trabalho com o grupo, com o casal ou com a fam&#237;lia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Conclus&#245;es</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s termos descrito o funcionamento e estrutura da equipa, retomamos quest&#227;o central de refer&#234;ncia: &#34;ser&#225; que o trabalho em equipa facilita ou (mesmo) promove a integra&#231;&#227;o em psicoterapia?&#34;, em caso afirmativo, ent&#227;o como funciona (i.e., ocorre em todo e qualquer contexto institucional, com toda e qualquer equipa cl&#237;nica, com membros de toda e qualquer orienta&#231;&#227;o te&#243;rica?) Ser&#225; que podemos, de algum modo, potenciar o seu &#34;poder integrativo&#34;?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Acreditamos que a resposta &#224; primeira quest&#227;o &#233; &#34;sim&#34;, sobretudo se compararmos o trabalho num servi&#231;o, com as caracter&#237;sticas que acima enunci&#225;mos, com a tradicional e isolada pr&#225;tica em cl&#237;nica privada. As respostas &#224;s duas outras quest&#245;es parecem-nos, no entanto, mais complexas, exigindo talvez uma investiga&#231;&#227;o alargada, orientada simultaneamente por psic&#243;logos sociais e por psic&#243;logos cl&#237;nicos, abrangendo simultaneamente v&#225;rios contextos de trabalho &#8212; da pr&#225;tica privada ao trabalho institucional &#8212; come&#231;ando aqui por incluir, naturalmente, todos os servi&#231;os e/ou cl&#237;nicos que se autodefinam como integrativos e que estejam dispostos a partilhar o processo pelo qual acreditam que &#34;chegaram&#34; a uma atitude integrativa em psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, e partindo da experi&#234;ncia, descrita no presente artigo, vamos resumir os factores que acreditamos terem sido fundamentais na forma&#231;&#227;o da nossa identidade como terapeutas integrativos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">(1)  O clima de abertura que se vive na equipa parece ter facilitado uma atitude de aceita&#231;&#227;o face &#224; diferen&#231;a. Assim, as diferen&#231;as psicossexuais (g&#233;nero feminino, g&#233;nero masculino), as diferen&#231;as culturais (cultura portuguesa, cultura holandesa), as diferen&#231;as de estilo terap&#234;utico (mais ca&#243;tico e emocional, mais estruturado e did&#225;ctico), as diferen&#231;as te&#243;ricas (cognitivo-comportamental, sist&#233;mica, interpessoal, din&#226;mica), as diferen&#231;as t&#233;cnicas, metodol&#243;gicas e de forma&#231;&#227;o acad&#233;mica, todas elas s&#227;o aceites e at&#233; mesmo bem-vindas, num quadro onde as semelhan&#231;as tamb&#233;m desempenham um papel n&#227;o negligenci&#225;vel. Assim, existem grandes semelhan&#231;as entre os elementos da equipa ao n&#237;vel da idade (todos t&#234;m entre 25 e 35 anos), ao n&#237;vel do est&#225;dio de desenvolvimento (todos s&#227;o jovens adultos, a negociar tarefas como a intimidade, a viv&#234;ncia a dois, a constitui&#231;&#227;o de uma fam&#237;lia) e ao n&#237;vel dos valores, objectivos de vida e atitude face &#224; profiss&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O clima de proximidade afectiva que se vive tamb&#233;m d&#225; suporte a uma atitude mais experimental por parte dos elementos da equipa, que desta forma se sentem mais capazes de arriscar t&#233;cnicas ou metodologias de interven&#231;&#227;o oriundas de outras orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas que n&#227;o a sua, sem perder de vista o contexto em que estas foram desenvolvidas, na medida em que h&#225; sempre colegas para clarificar d&#250;vidas que surjam. Ali&#225;s, consideramos que a integra&#231;&#227;o em psicoterapia se deve constituir tomando em considera&#231;&#227;o simultaneamente os factores que s&#227;o comuns a todas as orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas (Norcross &#38; Halgin, 1997) e aqueles que, sendo espec&#237;ficos a uma orienta&#231;&#227;o particular, se mostraram particularmente eficazes na interven&#231;&#227;o com tipos de pacientes e/ou problem&#225;ticas espec&#237;ficas (e.g., terapia cognitivo-comportamental e terapia interpessoal din&#226;mica para o tratamento da depress&#227;o; exposi&#231;&#227;o e preven&#231;&#227;o da resposta no tratamento das perturba&#231;&#245;es obsessivo-compulsivas; programas de interven&#231;&#227;o familiar no tratamento da esquizofrenia; terapia comportamental dial&#233;ctica para a perturba&#231;&#227;o <i>borderline) </i>(para uma revis&#227;o das interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas empiricamente validadas, ver Roth &#38; Fonagy, 1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(2) A integra&#231;&#227;o &#233; tamb&#233;m facilitada durante as supervis&#245;es: estas s&#227;o estruturadas e conduzidas pelos autores do presente artigo, que s&#227;o simult&#226;neamente os terapeutas mais experientes da equipa, e que t&#234;m forma&#231;&#245;es complementares de base cognitiva-comportamental e de base experiencial-interpessoal. Ambos contribuem para a identifica&#231;&#227;o dos impasses terap&#234;uticos, para a discuss&#227;o de casos e para o planeamento das interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas, num quadro em que a regra mais importante &#233; a do respeito pelo estilo pessoal e prefer&#234;ncias te&#243;ricas de cada terapeuta. No entanto, e cada vez mais, o grupo assume um formato de intervis&#227;o, em que cada terapeuta contribui com as suas pr&#243;prias perspectivas te&#243;ricas, t&#233;cnicas, metodol&#243;gicas e experienciais na an&#225;lise dos casos inscritos para supervis&#227;o. As leituras, a experi&#234;ncia cl&#237;nica e o trabalho que cada um dos elementos da equipa vem realizando na sua pr&#243;pria terapia s&#227;o cada vez mais evidentes, enriquecendo o trabalho cl&#237;nico de todos e de cada um dos terapeutas, num clima que &#233; sempre de coopera&#231;&#227;o, mesmo quando as rivalidades entre terapeutas se tornam expl&#237;citas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(3) Todos os elementos da equipa est&#227;o bastante familiarizados com os dados da investiga&#231;&#227;o sobre factores comuns (e.g., Weinberger, 1993) e sobre os diferentes modelos de integra&#231;&#227;o em psicoterapia (e.g., Norcross &#38; Halgin, 1997), estando por isso mesmo sensibilizados, nomeadamente, para a import&#226;ncia da alian&#231;a terap&#234;utica e das caracter&#237;sticas pessoais do terapeuta para o resultado terap&#234;utico (Horvath &#38; Symonds, 1991; Lambert, 1989), bem como para a import&#226;ncia de adoptar uma perspectiva integrativa, nomeadamente na interven&#231;&#227;o com perturba&#231;&#245;es do eixo II ou em que exista co-morbidez. Atitude que &#233;, ali&#225;s, caracter&#237;stica de uma nova gera&#231;&#227;o de terapeutas &#8212; mais interessados na efic&#225;cia da sua interven&#231;&#227;o do que na defesa dogm&#225;tica de qualquer modelo puro de terapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ali&#225;s, em Portugal, os terapeutas mais jovens parecem ser mais integrativos (Vasco, Garcia-Marques, &#38; Dryden, 1992). O &#34;esfor&#231;o consciente&#34; que os elementos da equipa assumem no sentido de adoptarem uma atitude integrativa no seu trabalho como terapeutas &#233; refor&#231;ado pela insatisfa&#231;&#227;o que todos sentem relativamente &#224;s limita&#231;&#245;es dos modelos te&#243;ricos de base em que foram treinados, bem como pelo facto de todos se encontrarem numa fase relativamente inicial das suas carreiras e, consequentemente, todos procurarem um modelo terap&#234;utico com que se sintam confort&#225;veis e que lhes permita serem eficazes no seu trabalho.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(4) Sempre que poss&#237;vel, os membros da equipa participam em actividades de treino, formais e informais, em diversos modelos te&#243;ricos, nomeadamente modelos que s&#227;o j&#225; de natureza integrativa (e.g., Beutler &#38; Clarkin, 1990; Lazarus, 1981; Linehan, 1993; Prochaska, Norcross &#38; Diclemente, 1984), mostrando clara prefer&#234;ncia por ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o com uma forte componente pr&#225;tica. As actividades de treino mais formais incluem semin&#225;rios.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As actividades de treino mais informais incluem mini-ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o organizadas dentro da equipa, por elementos da equipa, dedicadas a temas do interesse simultaneamente do &#34;formador&#34; e dos &#34;formandos&#34;. Incluem ainda a partilha de bibliografia julgada interessante, a organiza&#231;&#227;o de sess&#245;es de <i>role-play</i> e a discuss&#227;o de sess&#245;es observadas atrav&#233;s da sala de vis&#227;o num s&#243; sentido.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(5) Todos os elementos da equipa pertencem &#224; <i>Society for the Exploration of Psychotherapy Integration,</i> todos est&#227;o abertos e genericamente motivados para a necessidade de conduzir investiga&#231;&#227;o em psicoterapia, e todos se disponibilizam para dar conta das suas aprendizagens e para as partilhar, explicitando-as sob a forma de artigos e relat&#243;rios que, por serem escritos em conjunto, permitem a cria&#231;&#227;o de um vocabul&#225;rio comum e um refinamento constante dos modos de intervir clinicamente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(6) O &#250;ltimo factor, que &#233; talvez o mais importante, consiste no compromisso que todos os elementos da equipa estabeleceram com a sua profiss&#227;o. Esta &#233; a actividade profissional a que todos d&#227;o maior relev&#226;ncia e todos se imaginam a exerc&#234;-la para o resto das suas vidas. Um dos modos como os terapeutas se referem a este &#8220;enriquecimento pessoal&#34; traduz-se pela sensa&#231;&#227;o de viverem uma actividade privilegiada&#8212;nada parece comparar-se &#224; possibilidade de assistirem &#224; defini&#231;&#227;o, reestrutura&#231;&#227;o e expans&#227;o de um ser humano distinto e &#250;nico&#8212;o cliente &#8212; ou ao compromisso, que frequentemente dura uma vida, no sentido de aceitarem uma posi&#231;&#227;o de permanente desafio e crescimento pessoal. N&#227;o surpreende, por isso, que quanto mais experientes os terapeutas, maior a satisfa&#231;&#227;o com a actividade terap&#234;utica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;M&#250;ltiplas e convergentes s&#227;o as fontes que indicam que a <i>pessoa</i> do terapeuta est&#225; profundamente interligada com o resultado, reconhecendo-se a sua centralidade no processo de mudan&#231;a. Nem a teoria nem as t&#233;cnicas, apenas a sintomatologia do cliente se revela um determinante mais poderoso do que o terapeuta no processo de mudan&#231;a terap&#234;utica&#34; (Dryden &#38; Spurling, 1989).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como Goldberg (1990, citado por Lenson, 1994) muito adequadamente recorda, &#8220;a terapia &#233; a mais humana das artes e das ci&#234;ncias. Muitos de n&#243;s esquecem-se rapidamente de que a fonte da nossa capacidade para tocar os outros reside, precisamente, na nossa humanidade&#34; e, no entanto, &#233; precisamente essa &#34;humanidade&#34; que confronta os terapeutas no exerc&#237;cio da sua actividade cl&#237;nica com os maiores riscos, mas tamb&#233;m com as maiores recompensas. &#201; por isso justo que nos dediquemos ao estudo da pessoa do terapeuta. Recentemente, ali&#225;s, esta &#34;tend&#234;ncia de investiga&#231;&#227;o&#34; tem vindo a receber a aten&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; de autores estrangeiros (e.g., Sussman, 1992,1995; Dryden &#38; Spurling, 1989; Guy, 1987; Kottler, 1986; Kottler &#38; Blau, 1989; Orlinsky <i>et al,</i> 1996; Persons, 1984), mas tamb&#233;m de nacionais (e.g., Vasco, 1993,1994a, 1994b).</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler, L. E., &#38; Clarkin, J. F. (1990). <i>Systematic treatment selection.</i> Nova Iorque: Brunner / Mazel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488203&pid=S0874-2049200100020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dryden, W., &#38; Spurling, L. (Eds.) (1989). <i>On becoming a psychotherapist.</i> Londres e Nova Iorque: Tanistock / Routkedge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488205&pid=S0874-2049200100020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Figge, P. (1996). <i>Counselling institutions as academic service-centers: Advocating an integrated approach to counselling.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488207&pid=S0874-2049200100020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no congresso Guidance and Psychological Counselling in Higher Education: An European Challenge, Coimbra, Portugal.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freeman, A., Pretzer, J., Fleming, B., &#38; Simon, K. M. (1990). <i>Clinical applications of cognitive therapy.</i> Nova Iorque: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488209&pid=S0874-2049200100020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freeman, A. (1992). The development of treatment conceptualisations in cognitive therapy. In A. Freeman &#38; F. M. Dattilio (Eds.), <i>Comprehensive casebook of cognitive therapy</i> (pp. 13-23). Nova Iorque: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488211&pid=S0874-2049200100020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Glickauf-Hughes, C., &#38; Campbell, L. F. (1991). Experimental supervision: Applied techniques for a case presentation approach. <i>Psychotherapy</i>, <i>28,</i> 625-635.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488213&pid=S0874-2049200100020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, I. (1995). <i>Relat&#243;rio do trabalho desenvolvido no servi&#231;o de apoio psicol&#243;gico ao longo do seu segundo ano de funcionamento.</i> Objectivos e descri&#231;&#227;o SAP, tipo de clientes (pp. 23-25,121-125,128-133). Lisboa: UTL-IST</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488215&pid=S0874-2049200100020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, L, (1996). O <i>servi&#231;o de apoio psicol&#243;gico do Instituto Superior T&#233;cnico: Balan&#231;o do trabalho realizado durante o ano de 1995.</i> Lisboa: UTL-IST.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488216&pid=S0874-2049200100020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, I. C., &#38; Vasco, A. B. (1997). <i>Paradigmatic complementarity: An integrative cognitive behaviorally based intervention for personality disorders.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488218&pid=S0874-2049200100020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na 13th Conference of the Society for the Exploration and Psychotherapy Integration, Toronto, Canada.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, I. C, &#38; Vasco, A. B. (2001). Estudo de caso de uma &#34;perturba&#231;&#227;o <i>borderline</i> da personalidade&#34; &#224; luz do modelo de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34;. <i>Psicologia, XV</i> (1)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488220&pid=S0874-2049200100020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grosh, W. N., &#38; Olsen, D. C. (1995). Prevention: Avoiding burnout. In M. B. Sussman (Ed.), <i>A perilous calling</i> &#8212; <i>The hazards of psychotherapy practice.</i> Nova Iorque: John Willey &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488221&pid=S0874-2049200100020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guy, J. D. (1987). <i>The personal life of the psychotherapist.</i> Nova Iorque: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488223&pid=S0874-2049200100020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horvath, A. O., &#38; Symonds, B. D. (1991). Relation between working alliance and outcome in psychotherapy: A meta-analysis. <i>Journal of Counselling Psychology, 38,</i>139-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488225&pid=S0874-2049200100020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kottler, J. A. (1986). On <i>being a therapist.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488227&pid=S0874-2049200100020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kottler, J. A., &#38; Blau, D. S. (1989). <i>The imperfect therapist.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488229&pid=S0874-2049200100020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, A. A. (1981). <i>The practice of multimodal therapy.</i> Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488231&pid=S0874-2049200100020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lambert, M. J. (1989). The individual&#39;s therapist contribution to psychotherapy process and outcome. <i>Clinical Psychology Review, 9,</i> 469-485.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488233&pid=S0874-2049200100020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lenson, E. S. (1994). <i>Succeeding in private practice.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488235&pid=S0874-2049200100020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Linehan, M. M. (1993). <i>Cognitive-behavioral treatment of borderline personality disorder.</i> Nova Iorque: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488237&pid=S0874-2049200100020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lowe, R., &#38; Guy, G. (1996). A reflecting team format for solution-oriented supervision: Practical guidelines and theoretical distinctions. <i>Journal of Systemic Therapies, 15, </i>26-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488239&pid=S0874-2049200100020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mahoney, M. J., Norcross, J. C., Prochaska, J. O., &#38; Missar, C. D. (1989). Psychological development and optimal psychotherapy: Converging perspectives among clinical psychologists. <i>Journal of Integrative and Eclectic Psychotherapy, 8,</i> 251-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488241&pid=S0874-2049200100020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Norcross, J. C, &#38; Halgin, R. P. (1997). Integrative approaches to psychotherapy supervision. In C. E. Watkins (Ed.), Handbook of psychotherapy supervision. Nova Iorque: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488243&pid=S0874-2049200100020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Omer, H. (1994). <i>Critical interventions in psychotherapy.</i> Nova Iorque: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488245&pid=S0874-2049200100020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Orlinsky, D. <i>et al.</i> (1996). <i>The development of psychotherapists</i> &#8212; <i>II: Therapist&#39;s perspectives on professional growth.</i> SPR Collaborative Research Network, manuscrito n&#227;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488247&pid=S0874-2049200100020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Persons, J. B. (1984). <i>Cognitive therapy in practice.</i> Nova Iorque: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488249&pid=S0874-2049200100020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Porter, R., &#38; Tomaselli, S. (1989). <i>The dialectics of friendship.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488251&pid=S0874-2049200100020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Prochaska, J. O., Norcross, J. C, &#38; Diclemente, C. C. (1994). <i>Changing for good.</i> Nova Iorque: William Monward.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488253&pid=S0874-2049200100020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sussman, M. B. (Ed.) (1995). <i>A perilous calling</i> &#8212; <i>The hazards of psychotherapy practice.</i> Nova Iorque: John Willey &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488255&pid=S0874-2049200100020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1993). Resist&#234;ncia e erros inferenciais: Notas sobre as &#34;perturba&#231;&#245;es&#34; do psicoterapeuta. <i>Psicologia, IX</i> (1), 75-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488257&pid=S0874-2049200100020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1994a). Psicoterapeutas portugueses: Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, actividades profissionais, perspectivas te&#243;ricas e satisfa&#231;&#227;o com o treino e com a carreira. <i>Psicologia, IX</i> (3), 405-428.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488259&pid=S0874-2049200100020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1994b). <i>Aventuras e desventuras do psicoterapista no reino do amor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488261&pid=S0874-2049200100020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no semin&#225;rio &#34;Do amor&#34;, Lisboa.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., Garcia-Marques, L., &#38; Dryden, W. (1992). 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