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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As estruturas colectivas de conhecimento e as opções organizativas na banca portuguesa: um estudo de caso]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Centro de Psicologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Generally, the objective of this work is the study of cognitive dimension of organizational structuring, within a general interpretative perspective of the organisations study. Our specific aim is twofold, on the one hand, we intend to explore the existence of a collective knowledge about organization in a specific Portuguese bank and, on the other hand, to explore the relationship between this colective structure and the organizational structuring project that recently took place over agencies. A exploratory simple study case (Yin, 1993,1994) was realised in a Portuguese banking organization in which we elicit from the aggregation of individual cognitive maps belonging to the members that have participated in the restructuring process of the agencies, a collective structure concerning knowledge about organizing. The characteristics of this collective structure were later compared to the restructuring project as written down for agencies which has recently taken place in that Organization. Therefore, we have analysed and graphically represented the collective knowledge about organizing based upon a methodology of cognitive mapping and with the Graphics Cope technique (Eden, 1988; Jones, 1994; Ackerman e Sweeney, 1995). To analyse the structural caratheristics of agencies, we have used the two polar organization types which have been emphasised in the literature - stable-mechanistic and adaptive-organic (Kast e Rosenzweig, 1985,1992; Bums e Stalker, 1961). The results shown a collective structure of knowledge about organizing clearly compromised with a traditional or functionalist logic (Burrell e Morgan, 1994) of organizing that evidenced the underlying assumptions of the traditional organizational model and of Human behavior in the workplace. The organizational characteristics of the agencies as they have been planned at the Attend Project, manifest themselves as being in agreement with these characteristics, thereby showing that it is a stable-mechanistic structure (Kast e Rosenzweig, 1985,1992; Bums e Stalker, 1961) that they are less efficient to complex and unstable environments. Finally, we'll reflect the necessity of realise others studies to explore not only the relationships between cognitive structures and work organization options but also to explore the origins of the knowledge structures.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estrutura colectiva de conhecimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>As estruturas colectivas de conhecimento e as op&#231;&#245;es organizativas na banca portuguesa: um estudo de caso<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Colective knowledge structures and work organization options in Portuguese banks: A case study</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Filomena Jord&#227;o<sup>*</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Investigadora do Centro de Psicologia e professora da Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> Este trabalho visa, genericamente, o estudo da vertente cognitiva da estrutura&#231;&#227;o organizacional, inserindo-se assim numa perspectiva interpretativa do estudo das organiza&#231;&#245;es. Com ele propomo-nos n&#227;o s&#243; explorar a exist&#234;ncia de uma estrutura colectiva de conhecimento sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> numa dada institui&#231;&#227;o de cr&#233;dito, mas tamb&#233;m explorar as rela&#231;&#245;es entre esta e o projecto de reestrutura&#231;&#227;o organizacional dos seus balc&#245;es. Um estudo de caso simples explorat&#243;rio (Yin, 1993, 1994) foi realizado numa institui&#231;&#227;o banc&#225;ria portuguesa, e com ele constru&#237;mos, a partir da agrega&#231;&#227;o dos mapas cognitivos individuais dos participantes no processo de reestrutura&#231;&#227;o organizacional dos balc&#245;es, um mapa colectivo. As caracter&#237;sticas dominantes da estrutura deste mapa foram posteriormente comparadas com as do projecto escrito de reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es. Para representar graficamente e analisar o conhecimento colectivo sobre <i>organiza&#231;&#227;o,</i> utiliz&#225;mos a metodologia de mapeamento cognitivo e o instrumento <i>Graphics COPE</i> (Eden, 1988; Jones, 1994; Ackerman &#38; Sweeney, 1995). Para an&#225;lise das caracter&#237;sticas estruturais dos balc&#245;es, utiliz&#225;mos a diferencia&#231;&#227;o cl&#225;ssica entre estruturas de tipo est&#225;vel &#8212; mec&#226;nica e de tipo org&#226;nica &#8212; adapt&#225;vel (Kast &#38; Rosenzweig, 1985,1992; Bums &#38; Stalker, 1992). Os resultados evidenciam uma estrutura colectiva do conhecimento sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> claramente comprometida com uma l&#243;gica tradicional ou funcionalista (Burrell &#38; Morgan, 1994), traduzindo os pressupostos subjacentes ao modelo tradicional de <i>organiza&#231;&#227;o</i> e de comportamento do homem no trabalho. A &#250;nica nota discordante &#233; o tipo de conhecimento que este banco evidencia relativamente ao meio externo, pois este &#233; perspectivado como sendo essencialmente inst&#225;vel e concorrencialmente muito agressivo, pressupostos habitualmente ausentes nos modelos de organiza&#231;&#245;es e gest&#227;o tradicionais. As caracter&#237;sticas organizativas do balc&#227;o, tal como constam do <i>Projecto Atendimento,</i> revelaram-se consonantes com estas caracter&#237;sticas, evidenciando ser uma estrutura de tipo mec&#226;nica-est&#225;vel (Kast &#38; Rosenzweig, 1985,1992; Bums &#38; Stalker, 1992), aquelas que s&#227;o afinal menos apropriadas para enfrentar meios inst&#225;veis e complexos. Finalizaremos reflectindo sobre a necessidade da realiza&#231;&#227;o de mais estudos, cujo objectivo seja n&#227;o s&#243; o de estudar as rela&#231;&#245;es entre as estruturas cognitivas e as estruturas organizacionais, assim como o de explorar as origens das estruturas de conhecimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Estrutura colectiva de conhecimento, mapa colectivo, estrutura&#231;&#227;o organizacional, G COPE.</font></p>       <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"> Generally, the objective of this work is the study of cognitive dimension of organizational structuring, within a general interpretative perspective of the organisations study. Our specific aim is twofold, on the one hand, we intend to explore the existence of a collective knowledge about <i>organization</i> in a specific Portuguese bank and, on the other hand, to explore the relationship between this colective structure and the organizational structuring project that recently took place over agencies. A exploratory simple study case (Yin, 1993,1994) was realised in a Portuguese banking organization in which we elicit from the aggregation of individual cognitive maps belonging to the members that have participated in the restructuring process of the agencies, a collective structure concerning knowledge about <i>organizing.</i> The characteristics of this collective structure were later compared to the restructuring project as written down for agencies which has recently taken place in that Organization. Therefore, we have analysed and graphically represented the collective knowledge about <i>organizing</i> based upon a methodology of <i>cognitive mapping</i> and with the Graphics</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cope technique (Eden, 1988; Jones, 1994; Ackerman e Sweeney, 1995). To analyse the structural caratheristics of agencies, we have used the two polar organization types which have been emphasised in the literature - stable-mechanistic and adaptive-organic (Kast e Rosenzweig, 1985,1992; Bums e Stalker, 1961). The results shown a collective structure of knowledge about organizing clearly compromised with a traditional or functionalist logic (Burrell e Morgan, 1994) of <i>organizing</i> that evidenced the underlying assumptions of the traditional organizational model and of Human behavior in the workplace. The organizational characteristics of the agencies as they have been planned at the <i>Attend Project,</i> manifest themselves as being in agreement with these characteristics, thereby showing that it is a <i>stable-mechanistic</i> structure (Kast e Rosenzweig, 1985,1992; Bums e Stalker, 1961) that they are less efficient to complex and unstable environments. Finally, we&#39;ll reflect the necessity of realise others studies to explore not only the relationships between cognitive structures and work organization options but also to explore the origins of the knowledge structures.</font></p>          <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Introdu&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A abordagem interpretativa da estrutura&#231;&#227;o organizacional, ou seja, o estudo do papel desempenhado pelas estruturas cognitivas dos <i>designers</i> organizacionais na forma ou formas organizativas que s&#227;o assumidas, &#233; bastante recente, encontrando-se ainda numa fase embrion&#225;ria em que escasseiam os estudos emp&#237;ricos. De facto, o estudo das formas organizativas ou estruturais assumidas pelas organiza&#231;&#245;es tem sido tradicionalmente dominado, tal como a maioria das tem&#225;ticas inseridas neste campo de estudos, pela perspectiva racionalista (Benson, 1977) ou funcionalista (Burrell &#38; Morgan, 1994; Morgan, 1983, 1989) e <i>entitative </i>(Hosking &#38; Morley, 1991). Segundo estas perspectivas, as organiza&#231;&#245;es e os seus meios continuam a ser entendidos como entidades independentes, constitu&#237;das por rela&#231;&#245;es e artefactos emp&#237;ricos concretos, que podem ser identificados, estudados e medidos atrav&#233;s de abordagens derivadas das ci&#234;ncias naturais (Morgan, 1980,1989; Burrell &#38; Morgan, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">S&#243; nos finais da d&#233;cada de 70, come&#231;a a emergir uma outra perspectiva no estudo dos fen&#243;menos sociais, nomeadamente no estudo das organiza&#231;&#245;es: a perspectiva cognitivista, que real&#231;a o car&#225;cter sociocognitivamente constru&#237;do das concep&#231;&#245;es organizacionais (Peir&#243;, 1990), e que considera a rela&#231;&#227;o entre o funcionamento e as estruturas formais das organiza&#231;&#245;es e as estruturas cognitivas ou teorias impl&#237;citas dos que as concebem. Admitindo, implicitamente, que a vertente cognitiva se manifesta atrav&#233;s das ac&#231;&#245;es e comportamentos individuais, Astley e Van de Ven, por exemplo, fazem refer&#234;ncia &#224;s rela&#231;&#245;es rec&#237;procas entre estruturas formais e ac&#231;&#245;es pessoais e/ou organizacionais, rela&#231;&#245;es estas que, segundo os autores, promovem a tens&#227;o e o conflito, caracter&#237;sticas t&#237;picas da vida organizacional. &#201; o estudo desta inter-rela&#231;&#227;o e das tens&#245;es que ela pode provocar (tens&#245;es que estimulam mudan&#231;as ao longo do tempo) que constitui o foco de interesse central da teoria da organiza&#231;&#227;o e da gest&#227;o (Astley &#38; Van de Ven, 1983). Isto porque, consideram ainda os autores, &#8220;estas quest&#245;es (1) admitem as perspectivas voluntarista e determinista da vida organizacional; (2) justap&#245;em estas perspectivas ao relacionarem reciprocamente estruturas formais e ac&#231;&#245;es pessoais em n&#237;veis de an&#225;lise compar&#225;veis; e (3) focalizam-se no desenvolvimento, quer complementar quer contradit&#243;rio, que estas rela&#231;&#245;es t&#234;m ao longo do tempo&#8220; (Astley &#38; Van de Ven, 1983, p. 267).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bartunek (1984), ao explorar na pr&#225;tica o modo como mudan&#231;as radicais dos esquemas interpretativos dos elementos de uma ordem religiosa se relacionam com a reestrutura&#231;&#227;o organizacional, constata que propriedades estruturais da organiza&#231;&#227;o, esquemas interpretativos e ac&#231;&#245;es individuais se modificam em interac&#231;&#227;o uns com os outros. Isto &#233;, o autor verifica que, se os esquemas interpretativos individuais e a sua express&#227;o em ac&#231;&#245;es se modificam, ent&#227;o verificar-se-&#227;o tamb&#233;m mudan&#231;as na estrutura organizacional. Por seu lado, estas mudan&#231;as v&#234;m posteriormente legitimar ou constranger (a mudan&#231;a de) as ac&#231;&#245;es e os esquemas interpretativos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda nesta linha de racioc&#237;nio, Daft e Weick consideram que quase todas as consequ&#234;ncias em termos de estrutura e desenho organizacional atribu&#237;das tradicional mente quer ao meio quer &#224; introdu&#231;&#227;o de (novas) tecnologias, est&#227;o dependentes da interpreta&#231;&#227;o que os elementos chave da organiza&#231;&#227;o fazem da situa&#231;&#227;o e dessas componentes do meio (Daft &#38; Weick, 1984). Este constitui, ali&#225;s, um dos cinco importantes pap&#233;is que Downey e Brief (1986) consideram que as teorias impl&#237;citas das organiza&#231;&#245;es podem desempenhar no modo como estas funcionam. Os autores consideram que estas teorias orientam as elites da organiza&#231;&#227;o no desenho da mesma, isto &#233;, se se considerar que (a) as decis&#245;es sobre desenho constituem comportamentos intencionais, e que (b) os indiv&#237;duos utilizam teorias impl&#237;citas em escolhas intencionais, ent&#227;o os respons&#225;veis por decis&#245;es que resultam em caracter&#237;sticas de estrutura organizacional utilizam teorias impl&#237;citas da <i>organiza&#231;&#227;o</i> para orientar as suas ac&#231;&#245;es. Ainda de acordo com os autores, resultam daqui duas implica&#231;&#245;es: por um lado, a de se considerar que as caracter&#237;sticas da estrutura organizacional s&#227;o o resultado de escolhas feitas pelos membros da organiza&#231;&#227;o (Child, 1972) e, por outro lado, a de que as estruturas organizacionais devem deixar de ser vistas como o resultado de processos de evolu&#231;&#227;o natural (Aldrich, 1979, citado por Downey &#38; Brief, 1986).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Weick (1979a, 1979b), por exemplo, considera que as vari&#225;veis organizacionais tradicionais, como a formaliza&#231;&#227;o, a centraliza&#231;&#227;o, etc., influenciam os processos cognitivos dos actores organizacionais que s&#227;o, ao mesmo tempo, modelados por estes processos. O autor prop&#245;e assim existir uma rela&#231;&#227;o rec&#237;proca entre a vertente estrutural e a vertente cognitiva da organiza&#231;&#227;o, rela&#231;&#227;o que se materializa no conceito de &#34;cria&#231;&#227;o do ambiente&#34; &#8212; <i>enactment</i><a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> Weick &#233;, ali&#225;s, um dos primeiros autores a conceptualizar teoricamente esta abordagem com a teoria do <i>processo de organiza&#231;&#227;o,</i> teoria posteriormente retomada por Hosking e Morley (1991). &#201; com base neste modelo te&#243;rico, com cujas premissas nos identificamos, que realiz&#225;mos o estudo que aqui apresentamos. A s&#237;ntese que a seguir desenvolvemos foi elaborada com base nas duas propostas que se diferenciam, basicamente, pela &#234;nfase que os autores colocam nos aspectos ou processos pol&#237;ticos desta actividade: enquanto Weick considera apenas a dimens&#227;o cognitiva do processo de <i>organiza&#231;&#227;o,</i> Hosking e Morley (1991) consideram este processo como intrinsecamente pol&#237;tico e intrinsecamente cognitivo, entendidos ambos como processos construtivos de fazer-sentido organizacional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Enquadramento te&#243;rico</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com este modelo te&#243;rico, as organiza&#231;&#245;es n&#227;o possuem uma &#34;realidade&#34; subjacente &#224; espera de ser descoberta, mas constituem antes &#34;inven&#231;&#245;es/cria&#231;&#245;es das pessoas&#34; (Weick, 1979a, p. 12). As organiza&#231;&#245;es s&#227;o consideradas sistemas de interpreta&#231;&#227;o ou sistemas de significados, que para sobreviver devem possuir mecanismos que lhes permitam interpretar acontecimentos amb&#237;guos e dar sentido e direc&#231;&#227;o aos seus participantes (Weick, 1979a, 1979b, 1982,1995). O processo de <i>organiza&#231;&#227;o</i> &#8212; <i>organizing</i> no original &#8212; corresponde, segundo o autor, a &#34;uma gram&#225;tica consensualmente validada para reduzir a ambiguidade atrav&#233;s de <i>comportamentos entrecruzados&#34;</i> (Weick, 1979a, p. 3). Esta defini&#231;&#227;o encerra tr&#234;s dimens&#245;es que consideramos primordiais na concep&#231;&#227;o te&#243;rica do <i>processo de organiza&#231;&#227;o.</i> Em primeiro lugar, predominando no meio das organiza&#231;&#245;es <i>inputs equ&#237;vocos,</i> isto &#233;, &#34;<i>inputs</i> que t&#234;m m&#250;ltiplos significados&#34; (Weick, 1979a, p. 174), cabe &#224;s organiza&#231;&#245;es e aos seus membros o papel de gerir a riqueza e multiplicidade de significados que podem ser impostos a uma dada situa&#231;&#227;o &#8212; aquela que consideramos ser a <i>dimens&#227;o cognitiva ou interpretativa do processo de organiza&#231;&#227;o</i>; em segundo lugar, a <i>actividade tipo das organiza&#231;&#245;es</i> &#233; considerada, essencialmente, social e colectiva, implicando a partilha de f&#243;rmulas de funcionamento entre os seus m&#250;ltiplos actores &#8212; a <i>dimens&#227;o colectiva do processo de organiza&#231;&#227;o</i>; e, finalmente, dada a atribui&#231;&#227;o diferencial de poder aos diferentes membros de uma organiza&#231;&#227;o, formalmente legitimada pelos n&#237;veis hier&#225;rquicos diferenciados, &#233; aos gestores ou membros da alian&#231;a dominante<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> (Thompson, 1967, citado em Duncan &#38; Weiss, 1979) que cabe, por excel&#234;ncia, a tarefa de organizar (Hall, 1987; Mintzberg, 1990) &#8212; <i>dimens&#227;o pol&#237;tica do processo de organiza&#231;&#227;o.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>A dimens&#227;o cognitiva ou interpretativa do processo de organiza&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assumir as organiza&#231;&#245;es como sistemas sociocognitivamente constru&#237;dos n&#227;o s&#243; lhes nega o seu estatuto ontol&#243;gico tradicional de entidades f&#237;sicas independentes, como transforma os actores organizacionais em agentes activos e interactivos neste processo de constru&#231;&#227;o da realidade organizacional. De facto, o seu comportamento &#233; visto como essencialmente pr&#243;-activo e n&#227;o j&#225; como determinado pelo meio e reactivo a este como o era na perspectiva mais tradicional. Os actores organizacionais tomam-se, assim, activamente envolvidos na defini&#231;&#227;o, descri&#231;&#227;o e/ou cria&#231;&#227;o do seu ambiente de trabalho (Weick, 1979a, 1982, 1995; Blackburn &#38; Cummings, 1982), num processo cont&#237;nuo de estudo cient&#237;fico (Eden, Jones, &#38; Sims, 1983) sobre o que os rodeia. Da mesma forma que os cientistas imp&#245;em estruturas anal&#237;ticas &#224;s observa&#231;&#245;es emp&#237;ricas de forma a tomar o conhecimento significativo, os participantes organizacionais interpretam subjectivamente os acontecimentos de forma a experienciar a vida de todos os dias como significativa (Astley, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em consequ&#234;ncia, o estatuto ontol&#243;gico do que habitualmente &#233; designado por meio organizacional &#233; tamb&#233;m alterado: o meio n&#227;o consiste num conjunto mais ou menos espec&#237;fico de caracter&#237;sticas que se imp&#245;em &#224; organiza&#231;&#227;o e aos seus membros, mas resulta mais de uma constru&#231;&#227;o social que os seus elementos fazem do que os rodeia. Isto &#233;, o meio deixa de ser considerado um <i>input </i>organizacional para ser considerado antes um produto criado ou ambiente criado (Weick, 1979a, 1982,1995), que se localiza nas mentes dos participantes na forma de mapas cognitivos e, particularmente, na forma de mapas causais (Bougon, Weick &#38;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Binkhorst, 1977; Weick, 1979a, 1990; Weick &#38; Bougon, 1986). &#201; por esta raz&#227;o que Weick considera que &#34;as organiza&#231;&#245;es desempenham um papel fundamental na cria&#231;&#227;o das realidades que depois v&#234;em como &#39;factos&#39; aos quais se devem adaptar&#34; (Weick, 1979a, p. 13).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em s&#237;ntese, de acordo com esta perspectiva, &#34;organiza&#231;&#227;o&#34; e &#34;meio&#34;&#8212;juntos e indiferenciados &#8212; est&#227;o armazenados em esquemas ou estruturas de conhecimento (Stubbart &#38; Ramaprasad, 1988), que v&#227;o sendo alterados e desenvolvidos com a experi&#234;ncia. Sabendo que estas estruturas de conhecimento s&#227;o espec&#237;ficas de dom&#237;nios concretos do conhecimento (Abelson &#38; Black, 1986), a quest&#227;o que empiricamente colocamos &#233; a de saber que tipo de estruturas de conhecimento podem influenciar as escolhas feitas ao n&#237;vel da estrutura&#231;&#227;o organizacional. Ou seja, o construto que pretendemos investigar &#233; conceptualmente muito pr&#243;ximo do conceito de teorias impl&#237;citas da <i>organiza&#231;&#227;o </i>ou teorias impl&#237;citas do acto de organizar (Brief &#38; Downey, 1983; Downey &#38; Brief, 1986), conceito que &#34;&#233; usado para explicar como as ideias dos <i>designers</i> das organiza&#231;&#245;es s&#227;o traduzidas em estruturas organizacionais&#34; (Brief &#38; Downey, 1983, p. 1065).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>As dimens&#245;es colectiva e pol&#237;tica do processo de organiza&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O processo de <i>organiza&#231;&#227;o &#233;</i> da responsabilidade de um pequeno grupo de indiv&#237;duos nas organiza&#231;&#245;es, formalmente investidos para tal facto, que comporta em si duas ideias importantes que passaremos a diferenciar. Por um lado, a ideia de que o processo de <i>organiza&#231;&#227;o,</i> como qualquer outro processo organizacional, &#233; fundamentalmente colectivo e n&#227;o verdadeiramente individual &#8212; <i>dimens&#227;o colectiva do processo de organiza&#231;&#227;o;</i> e, por outro lado, a ideia de que este colectivo &#233; limitado a certos elementos da organiza&#231;&#227;o &#8212; <i>dimens&#227;o pol&#237;tica do processo de organiza&#231;&#227;o.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, a verdadeira ess&#234;ncia ou subst&#226;ncia da vida das organiza&#231;&#245;es, de acordo com esta perspectiva, s&#227;o as trocas e as interdepend&#234;ncias, embora fluidas e inconstantes, estabelecidas entre os diversos actores organizacionais. Ou seja, de acordo com o pr&#243;prio autor, as componentes est&#225;veis no crescimento e decl&#237;nio organizacional s&#227;o as <i>interac&#231;&#245;es rec&#237;procas (double interacts)</i> e os <i>ciclos de comportamento entrecruzados</i> <i>(interlocked behavior cycles)</i> mantidos entre os elementos de qualquer organiza&#231;&#227;o. S&#227;o estes padr&#245;es regulares de comportamentos entrecruzados que, segundo o autor, definem o modo de agir de uma organiza&#231;&#227;o e a forma como cia se apresenta ou estrutura num dado momento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, admitir que as organiza&#231;&#245;es t&#234;m &#34;pensamentos e agem&#34; (Weick, 1979a, 1979b) &#233; admitir que os pensamentos, interpreta&#231;&#245;es e/ou processos de atribui&#231;&#227;o de significado dos seus actores s&#227;o os elementos constituintes da interpreta&#231;&#227;o c pensamento organizacional que se desenvolve num processo cont&#237;nuo de constru&#231;&#227;o. Os comportamentos organizacionais, s&#227;o por este motivo, tidos como basicamente colectivos. Assim, a ac&#231;&#227;o t&#237;pica de qualquer organiza&#231;&#227;o e, afinal, a ess&#234;ncia do processo de <i>organiza&#231;&#227;o,</i> &#233; a ac&#231;&#227;o concertada ou colectiva (Crozier &#38; Friedberg, 1977) que poder&#225; ser explicada por uma qualquer forma de mapa agregado partilhado (Weick, 1979a, 1990; Weick &#38; Bougon, 1986).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mas o processo de <i>organiza&#231;&#227;o</i> &#233; limitado a certos elementos da organiza&#231;&#227;o, isto &#233;, &#233; aos gestores que habitualmente cabe o papel de &#34;tomar a estrutura organizacional congruente com as exig&#234;ncias que se lhes colocam&#34; (Hall, 1987, p. 111), o que nos remete para o seu papel de int&#233;rprete ou descodificador privilegiado da realidade organizacional. De facto, dado o papel de interface que os gestores desempenham nas organiza&#231;&#245;es, quer entre os subordinados, quer entre estes e outros superiores hier&#225;rquicos, quer entre a organiza&#231;&#227;o e o seu meio, podemos consider&#225;-los como processadores de informa&#231;&#227;o ou trabalhadores de informa&#231;&#227;o (Walsh, 1989), que respondem aos desafios do mundo complexo informacional criando estruturas de conhecimento que d&#227;o forma aos seus mundos e, como tal, lhes facilitam o processamento de informa&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sabendo que estes respons&#225;veis escolhem e agem em dom&#237;nios ambientais de acordo com concep&#231;&#245;es que constroem acerca de como o meio &#233; (Morgan, 1986, 1989), consideramos que a forma como as caracter&#237;sticas e exig&#234;ncias do meio interno e externo da organiza&#231;&#227;o s&#227;o lidas, interpretadas e, afinal, <i>actiiwias</i> (Weick, 1979a, 1982, 1995) pelos respons&#225;veis nos processos de reestrutura&#231;&#227;o organizacional, desempenha um papel preponderante nos mesmos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, os diferentes modos de <i>organiza&#231;&#227;o</i> dever&#227;o deixar de ser vistos como dados naturais ou fatalismos deterministas, mas antes como solu&#231;&#245;es constru&#237;das, por isso artificiais (Crozier &#38; Friedberg, 1977), que visam, fundamentalmente, responder &#224;s caracter&#237;sticas e exig&#234;ncias ambientais, quer internas (como, por exemplo, tecnol&#243;gicas, de pessoal), como externas (por exemplo, competitividade) &#224; organiza&#231;&#227;o, tal como s&#227;o interpretadas pelos agentes respons&#225;veis pela tarefa de <i>organiza&#231;&#227;o</i> ou estrutura&#231;&#227;o organizacional. Assumimos, desta forma, que a vida organizacional &#233; uma cria&#231;&#227;o activa, resultante de escolhas esfrat&#233;gicas da gest&#227;o c de outros actores organizacionais significativos e n&#227;o determinada por constrangimentos ambientais reais, concretos &#8212; quest&#227;o relativa aos determinantes da vida organizacional e uma das quest&#245;es relativas &#224; natureza e estrutura&#231;&#227;o organizacional definidas por Astley e Van de Ven (1983).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em s&#237;ntese, pretendemos com este estudo eminentemente explorat&#243;rio identificar, por um lado, a estrutura colectiva do conhecimento sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> numa institui&#231;&#227;o banc&#225;ria portuguesa e, por outro, explorar a forma como esta se actualiza ou se traduz numa op&#231;&#227;o concreta de estrutura&#231;&#227;o organizacional. O projecto escrito de estrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es &#233;, assim, considerado como um comportamento, na ess&#234;ncia, o resultado ou <i>output</i> de um processo no qual a estrutura de conhecimento colectiva supostamente se reflecte.<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a> A rela&#231;&#227;o entre estruturas de conhecimento e formas assumidas de estrutura&#231;&#227;o organizacional &#233;, assim, o foco deste estudo. As quest&#245;es b&#225;sicas de investiga&#231;&#227;o colocam-se ao n&#237;vel organizacional e podem traduzir-se da seguinte forma:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(1) &#34;H&#225; uma estrutura colectiva do conhecimento sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> partilhada pelos respons&#225;veis, gestores e t&#233;cnicos da organiza&#231;&#227;o em estudo?&#34;;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(2) &#34;Se sim, qual &#233; essa estrutura? Como se caracteriza?&#34;;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(3) &#34;Qual a rela&#231;&#227;o entre o conte&#250;do da estrutura colectiva de conhecimento elicitada e a op&#231;&#227;o concreta de reestrutura&#231;&#227;o organizacional dos balc&#245;es?&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Unidade de an&#225;lise</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A unidade de an&#225;lise deste estudo &#233; colectiva ou organizacional, como facilmente se pode depreender, quer do enunciado do seu objectivo como do das quest&#245;es de investiga&#231;&#227;o. Antes de passarmos &#224; caracteriza&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o banc&#225;ria, &#233; importante contextualiz&#225;-la no sistema banc&#225;rio portugu&#234;s, supra-sistema onde naturalmente se insere e que lhe estabelece os limites de varia&#231;&#227;o do seu comportamento (Katz &#38; Khan, 1987).<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>A actividade banc&#225;ria em 1995</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O ano de 1995 foi um ano de mudan&#231;as significativas na banca portuguesa. A estrutura do sector banc&#225;rio modifica-se significativamente devido, fundamentalmente, a dois tipos de raz&#245;es: &#224; reprivatiza&#231;&#227;o da maioria dos bancos nacionalizados e ao aparecimento de novos bancos no mercado. &#201; neste ano, tamb&#233;m, que se d&#225; a internacionaliza&#231;&#227;o dos bancos, ou seja, a sua expans&#227;o para o mercado internacional, de tr&#234;s formas distintas: pelo estabelecimento de sucursais em pa&#237;ses estrangeiros, pela aquisi&#231;&#227;o de outros bancos e, tamb&#233;m, pelo estabelecimento de alian&#231;as estrat&#233;gicas com bancos de prest&#237;gio internacional (Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Bancos, 1996). Finalmente, d&#227;o-se tamb&#233;m altera&#231;&#245;es fundamentais no &#226;mbito da actividade banc&#225;ria: a banca, que tinha, at&#233; a&#237;, uma fun&#231;&#227;o intermedi&#225;ria financeira &#8212; isto &#233;, de capta&#231;&#227;o de dep&#243;sitos junto de agentes aforrados e de concess&#227;o de cr&#233;dito especialmente a empresas &#8212;, diversifica a sua actividade para a &#225;rea dos seguros, de gest&#227;o de fundos mobili&#225;rios e imobili&#225;rios, e para a &#225;rea de gest&#227;o de fortunas. Os bancos passam assim &#34;a utilizar as potencialidades da sua rede de balc&#245;es para o desenvolvimento da venda cruzada de produtos das sociedades que foram criando e integrando no grupo financeiro que normalmente encabe&#231;am&#34; (Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Bancos, 1996) de uma decis&#227;o estrat&#233;gica de redefini&#231;&#227;o do conceito de <i>atendimento.</i> Sendo o balc&#227;o considerado por esta organiza&#231;&#227;o como um sistema complexo, composto de v&#225;rios subsistemas interagindo entre si em fun&#231;&#227;o de um resultado esperado, o atendimento &#233; visto, exactamente, como uma das partes vis&#237;veis desse resultado esperado, atrav&#233;s do qual o banco responde &#224;s necessidades e expectativas dos seus clientes, tanto no plano t&#233;cnico como relacional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, organicamente foram consideradas duas grandes &#225;reas no balc&#227;o: a &#225;rea comercial, o denominado <i>front-office,</i> que engloba cerca de 64% das tarefas de um balc&#227;o; e a &#225;rea administrativa, o <i>back-office,</i> que re&#250;ne os restantes 36% das tarefas habitualmente realizadas num balc&#227;o. De forma a responder tecnicamente &#224;s expectativas dos v&#225;rios tipos de clientes, o banco criou dois tipos distintos de atendimento: o atendimento geral e o atendimento privado, com caracter&#237;sticas e objectivos diferentes, como descreveremos adiante. As fun&#231;&#245;es dos v&#225;rios &#243;rg&#227;os representados no organograma (<a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07f1.jpg">figura 1</a>) foram exaustivamente definidas, das quais iremos aqui fazer uma breve s&#237;ntese.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Assim, &#224; ger&#234;ncia cabe essencialmente a coordena&#231;&#227;o do balc&#227;o. Espera-se que o gerente de balc&#227;o preveja as oportunidades e amea&#231;as do mercado (concorr&#234;ncia), contrapondo-lhes os pontos fortes e fracos da ag&#234;ncia; que fa&#231;a o planeamento e defina as estrat&#233;gias comerciais por segmento de mercado, bem como os objectivos do balc&#227;o, quer em termos comerciais quer de produtividade; que fa&#231;a a gest&#227;o do conjunto de subsistemas do balc&#227;o, como, por exemplo, o dos recursos humanos, o dos meios (instala&#231;&#245;es, equipamentos, informa&#231;&#245;es, etc.); tome decis&#245;es ao n&#237;vel do que &#233; formalmente esperado dele; fa&#231;a o controlo dos resultados do balc&#227;o, de forma a realizar as altera&#231;&#245;es necess&#225;rias em fun&#231;&#227;o dos resultados esperados e da pol&#237;tica de actua&#231;&#227;o comercial previamente definida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cada uma das &#225;reas em que se subdivide um balc&#227;o, a &#225;rea comercial e a &#225;rea administrativa, possui um coordenador, cujas fun&#231;&#245;es s&#227;o, em regra geral: as de coordenar a respectiva equipa de trabalho; gerir os meios humanos que lhes est&#227;o afectos; participar na defini&#231;&#227;o dos objectivos da ag&#234;ncia; efectuar um relat&#243;rio das actividades da sua &#225;rea; promover propostas de racionaliza&#231;&#227;o de procedimentos e de racionaliza&#231;&#227;o do servi&#231;o tendo em conta a satisfa&#231;&#227;o do cliente; fazer o controlo interno das actividades; e, tamb&#233;m, fazer a gest&#227;o do sistema de teleprocessamento da sua &#225;rea.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Aos empregados do atendimento externo, que passam a chamar-se delegados comerciais, cabe-lhes fazer a prospec&#231;&#227;o do mercado, a promo&#231;&#227;o e a venda no exterior de produtos e servi&#231;os banc&#225;rios, bem como o acompanhamento de clientes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O atendimento interno engloba a &#225;rea de atendimento privado e a &#225;rea de atendimento geral, com objectivos espec&#237;ficos e diferenciados. Assim, cabe aos empregados do atendimento privado desenvolver uma estrat&#233;gia de atendimento que tenha por base um atendimento preferencial, baseado em medidas de aconselhamento e assessoria com disponibiliza&#231;&#227;o total do empregado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Aos empregados da &#225;rea de atendimento geral compete a divulga&#231;&#227;o e venda de produtos e servi&#231;os, a presta&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es e recep&#231;&#227;o de expediente diverso. Nesta &#225;rea privilegia-se a rapidez e uma gest&#227;o flex&#237;vel e de polival&#234;ncia total.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, aos analistas de contas, fun&#231;&#227;o criada com o objectivo de libertar o coordenador da &#225;rea comercial para o neg&#243;cio, cabe a sistematiza&#231;&#227;o da an&#225;lise e decis&#227;o dos movimentos das contas dos clientes, fun&#231;&#227;o que se encontrava anteriormente dispersa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; &#225;rea administrativa, ela est&#225; dividida em duas sub&#225;reas espec&#237;ficas, a &#225;rea das opera&#231;&#245;es gerais e a &#225;rea de contabilidade, estat&#237;stica e expediente geral.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Compete aos empregados das opera&#231;&#245;es gerais, quer elas sejam efectuadas sobre o pa&#237;s quer sejam efectuadas sobre o estrangeiro, a prepara&#231;&#227;o, execu&#231;&#227;o e a an&#225;lise t&#233;cnica de opera&#231;&#245;es gerais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, cabe aos empregados da &#225;rea de contabilidade, estat&#237;stica e expediente geral, dar continuidade ao servi&#231;o permanente da &#225;rea comercial ou <i>front-office,</i> efectuando o respectivo tratamento administrativo (movimentos, contabilidade, expediente, arquivo, economato).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os <i>respons&#225;veis pela</i> organiza&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Colaboraram neste estudo os tr&#234;s intervenientes no processo de reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es, processo que tinha decorrido recentemente nesta organiza&#231;&#227;o banc&#225;ria: o administrador com o pelouro da &#225;rea de &#34;organiza&#231;&#227;o&#34;; o &#34;director coordenador&#34; da direc&#231;&#227;o respons&#225;vel pela &#34;organiza&#231;&#227;o&#34;; e o &#34;director adjunto&#34; deste, respons&#225;vel, entre outras, pela &#225;rea da &#34;organiza&#231;&#227;o&#34;. Dos tr&#234;s entrevistados, todos do sexo masculino, apenas o director adjunto n&#227;o possui forma&#231;&#227;o superior e todos t&#234;m cinco ou mais anos de experi&#234;ncia no dom&#237;nio da &#34;organiza&#231;&#227;o&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos de recolha de dados</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foram recolhidos dados de dois tipos: (a) dados de arquivo ou documentais, relativos &#224; organiza&#231;&#227;o e ao processo de reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es; e (b) dados de entrevista, relativos &#224; forma como os respons&#225;veis pela organiza&#231;&#227;o relacionam esta com outras vari&#225;veis do seu meio. Para a recolha deste tipo de dados, opt&#225;mos exclusivamente pela entrevista, dada a inexist&#234;ncia quer de textos escritos pelos pr&#243;prios sobre o tema, quer de ocasi&#245;es p&#250;blicas (por ex., confer&#234;ncias, palestras) de exposi&#231;&#227;o das suas ideias neste dom&#237;nio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>M&#233;todo de an&#225;lise de dados</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram analisados de dois modos distintos, de acordo com o seu tipo. Para a compreens&#227;o dos dados relativos &#224; forma como a organiza&#231;&#227;o aborda as quest&#245;es de organiza&#231;&#227;o, procedemos, sempre que poss&#237;vel, n&#227;o s&#243; a uma leitura comparativa das informa&#231;&#245;es fornecidas pelos tr&#234;s entrevistados, como a compar&#225;mos posteriormente com os dados recolhidos na documenta&#231;&#227;o escrita e formal disponibilizada pela organiza&#231;&#227;o, de modo a clarificar o discurso dos entrevistados. Os dados documentais e alguns dados de entrevista serviram, assim, de complemento na obten&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o relativa &#224; din&#226;mica organizacional, no que concerne &#227; reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto aos dados relativos ao modo como os entrevistados e como a organiza&#231;&#227;o aborda(m) a quest&#227;o de organiza&#231;&#227;o e a relacionam com outro tipo de vari&#225;veis do seu meio organizacional, utiliz&#225;mos o <i>Graphics COPE,</i> t&#233;cnica informatizada de mapeamento cognitivo desenvolvida por Eden e colaboradores (Eden, 1988; Jones, 1994; Ackerman &#38; Sweeney, 1995) com base na teoria de construtos pessoais (Kelly, 1963).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Caracter&#237;sticas do Graphics COPE</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para Eden, o mapeamento cognitivo constr&#243;i-se sobre tr&#234;s asser&#231;&#245;es chave da teoria dos construtos pessoais (Kelly, 1963): primeiro, o homem atribui sentido ao seu mundo atrav&#233;s do contraste e da semelhan&#231;a, isto &#233;, o <i>significado</i> no contexto da ac&#231;&#227;o deriva do relativismo; segundo, o homem procura explicar o seu mundo &#8212; porque &#233; que &#233; como &#233;, o que &#233; que o faz ser assim; e, terceiro, o homem procura compreender a signific&#226;ncia do seu mundo organizando os conceitos hierarquicamente, de tal forma que alguns conceitos est&#227;o subordinados a outros (Eden, 1988). Assim, segundo Eden, num contexto de constru&#231;&#227;o ou resolu&#231;&#227;o de problemas, o homem <i>valoriza</i> algumas consequ&#234;ncias ou resultados sobre outros, v&#234; alguns resultados como contribuindo para outros, e considera algumas cren&#231;as acerca da situa&#231;&#227;o como meios para atingir um determinado fim (Eden, 1988). Neste contexto, um mapa cognitivo &#8212; sistema de construtos linguisticamente expressos &#8212; n&#227;o &#233; entendido como um modelo preciso que simula de uma forma definitiva a cogni&#231;&#227;o do cliente, mas antes como <i>uma</i> representa&#231;&#227;o precisa de <i>parte </i>desse pensamento, o que vai permitir uma auto-avalia&#231;&#227;o do mesmo e, atrav&#233;s do seu autoquestionamento, a sua eventual modifica&#231;&#227;o. Isto &#233;, um mapa cognitivo &#233; um &#34;diagrama dirigido&#34;, em que se procura compreender o significado de uma afirma&#231;&#227;o em termos das suas consequ&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o (Eden, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo esta perspectiva, o mapeamento cognitivo operacionaliza-se em tr&#234;s fases sucessivas (Ackermann, Eden, &#38; Cropper, 1990). Numa primeira fase, a descri&#231;&#227;o (individual ou colectiva) de uma tem&#225;tica &#233; dividida nos seus elementos constituintes &#8212; geralmente, frases de 10/12 palavras. Estas s&#227;o ent&#227;o relacionadas &#8212; <i>estabelecimento de rela&#231;&#245;es</i> &#8212; para representar a descri&#231;&#227;o num formato gr&#225;fico. Este revela o <i>padr&#227;o de racioc&#237;nio</i> (individual ou de grupo) acerca de um problema ou quest&#227;o de uma forma que o texto linear n&#227;o conseguia. Numa segunda fase, duas frases podem ser unidas num &#250;nico conceito, em que uma d&#225; um significado contrastante da outra, isto &#233;, em que o contraste permite ao utilizador fazer e reter um sentido mais apurado da outra frase. Esta frase &#233; um <i>construto</i> e o seu significado &#233; firmado atrav&#233;s do <i>contraste</i> dos seus dois p&#243;los. Numa terceira e &#250;ltima fase, os diferentes construtos s&#227;o ent&#227;o relacionados uns com os outros, para formar uma <i>hierarquia de meios afins,</i> o que implica decidir sobre o estatuto de um conceito relativamente a outro. O significado de cada construto &#233;, nesta fase, firmado atrav&#233;s do seu <i>contexto.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As possibilidades anal&#237;ticas disponibilizadas pelo Graphics COPE s&#227;o in&#250;meras, permitindo uma explora&#231;&#227;o enriquecedora dos dados obtidos. S&#227;o poss&#237;veis dois tipos de an&#225;lises: an&#225;lises ao n&#237;vel dos construtos considerados individualmente, as an&#225;lises simples, ou seja, as que n&#227;o necessitam de tratamentos complicados e/ou informatizados; e an&#225;lises que se focalizam nas propriedades estruturais, de hierarquia e de rela&#231;&#227;o dos mapas, an&#225;lises que, dada a sua complexidade e amplitude, se tornam dif&#237;ceis de operacionalizar sem a ajuda de meios inform&#225;ticos (Eden, Ackermann, &#38; Cropper, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a import&#226;ncia ou centralidade cognitiva de um conceito &#233; avaliada atrav&#233;s da an&#225;lise propriamente dita da &#34;centralidade&#34; dos conceitos, an&#225;lise que nos permite verificar quantos e que conceitos se relacionam directa e indirectamente com cada conceito; da an&#225;lise do &#34;dom&#237;nio imediato&#34; de cada conceito, em que se explora a densidade de rela&#231;&#245;es da &#225;rea imediata ao conceito, isto &#233;, calcula-se o n&#250;mero total de rela&#231;&#245;es estabelecidas por um construto (Jones, 1994; Ackerman &#38; Sweeney, 1995). O pressuposto subjacente a esta an&#225;lise &#233; o de que os construtos com um dom&#237;nio imediato mais complexo s&#227;o os cognitivamente mais centrais para o indiv&#237;duo. Para al&#233;m destas duas an&#225;lises simples, &#233; poss&#237;vel ainda conhecer as <i>explica&#231;&#245;es</i> e as <i>consequ&#234;ncias</i> de determinados conceitos seleccionados; conhecer, se houver, conceitos <i>isolados,</i> isto &#233;, conceitos que n&#227;o estabelecem rela&#231;&#245;es com mais nenhum outro no mapa; analisar a <i>pot&#234;ncia</i> de um dado conceito pelo n&#250;mero de agrupamentos hier&#225;rquicos a que ele pertence ou pelo n&#250;mero de conceitos &#34;topo&#34; com que se relaciona, entre outras. Este tipo de an&#225;lises, sendo medidas de complexidade dos construtos, assumem, por isso mesmo, uma import&#226;ncia relevante, uma vez que permitem avaliar a riqueza de significado de cada construto particular, podendo ser usadas para isolar os &#34;construtos nucleares&#34; que podem ser utilizados, por exemplo, para construir um mapa s&#237;ntese.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De entre as an&#225;lises poss&#237;veis ao n&#237;vel dos agrupamentos de construtos podemos destacar: a <i>an&#225;lise de agrupamentos</i> (Eden, Ackermann, &#38; Cropper, 1992) ou <i>clusters,</i> an&#225;lise que permite o conhecimento da complexidade cognitiva do mapa, pressupondo-se que um mapa que pode ser dividido em mapas mais pequenos pouco relacionados apresenta uma complexidade mais baixa do que aquele que seja dif&#237;cil dividir em mapas mais pequenos; a <i>an&#225;lise dos agrupamentos hier&#225;rquicos,</i> an&#225;lise que destaca todos os conceitos &#34;causa&#34; num dado agrupamento, tra&#231;ando depois todas as explica&#231;&#245;es de cada um destes conceitos, at&#233; chegar a um conceito &#34;ap&#234;ndice&#34; ou a outro conceito do agrupamento considerado (Jones, 1994, p. 146); a <i>an&#225;lise de vias ou caminhos</i> <i>(paths</i>) existentes entre dois ou mais conceitos, atrav&#233;s da qual se pode constatar, por exemplo, a exist&#234;ncia de &#34;caminhos antagonistas&#34; (Eden, Jones, &#38; Sims, 1983), &#34;for&#231;as em oposi&#231;&#227;o&#34; (Diffenbach, 1982) ou &#34;incoer&#234;ncia l&#243;gica&#34; (Bougon, Weick, &#38; Binkhorst, 1977) do indiv&#237;duo &#8212; isto &#233;, situa&#231;&#245;es em que o efeito de um conceito sobre outro &#233; positivo, seguindo um dado caminho, e negativo, seguindo outro; e a <i>an&#225;lise dos &#34;loops&#34; </i>(Eden, Jones, &#38; Sims, 1979) que t&#234;m um impacte significativo na an&#225;lise dos mapas elaborados, pois constituem afirma&#231;&#245;es acerca da causa de din&#226;micas cont&#237;nuas no mundo &#34;natural&#34; ou reflectem, altemativamente, uma &#34;teoria praticada&#34; (Argyris &#38; Sch&#245;n, 1974,1978) do cliente para controlar o seu mundo (Eden, Jones, &#38; Sims, 1979).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Procedimento</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os dados de entrevista foram recolhidos atrav&#233;s de duas entrevistas realizadas a cada um dos participantes no processo de reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es, no contexto da organiza&#231;&#227;o de perten&#231;a dos mesmos. Como consideramos, com Max Pag&#232;s, que o discurso do indiv&#237;duo informa de cada vez e simultaneamente sobre uma realidade objectiva e sobre a realidade mental dos indiv&#237;duos (Pag&#232;s <i>et al,</i> 1984), pretend&#237;amos com a primeira entrevista, a &#34;entrevista inicial&#34;, n&#227;o s&#243; conhecer a din&#226;mica organizacional no que concerne &#224;s quest&#245;es de <i>organiza&#231;&#227;o,</i> mas tamb&#233;m recolher dados relativos ao modo como os entrevistados abordam a quest&#227;o da <i>organiza&#231;&#227;o</i> e como a relacionam com outras vari&#225;veis do seu meio (dados da realidade subjectiva).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A segunda entrevista, a &#34;entrevista de valida&#231;&#227;o&#34;, constituiu uma oportunidade, n&#227;o s&#243; para a valida&#231;&#227;o pelo cliente do mapa elaborado, valida&#231;&#227;o feita com base no reconhecimento e na aceita&#231;&#227;o, quer dos conceitos, quer das rela&#231;&#245;es estabelecidas e representadas no mapa, como tamb&#233;m para explorar conceitos significativos do sistema de cren&#231;as do indiv&#237;duo, nomeadamente os seus opostos psicol&#243;gicos, as suas causas e explica&#231;&#245;es. Al&#233;m disso, a combina&#231;&#227;o de dados recolhidos em diferentes ocasi&#245;es permite, segundo Eden, Jones e Sims (1979), uma melhor explora&#231;&#227;o das cren&#231;as sustentadas sobre uma dada tem&#225;tica pois, dadas as nossas limita&#231;&#245;es cognitivas, podemos n&#227;o ser capazes de, num primeiro momento, nos lembrarmos de todas as causas e/ou consequ&#234;ncias que acreditamos estarem relacionadas com um dado acontecimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Elaborados os mapas cognitivos individuais dos tr&#234;s participantes, procedemos &#224; elabora&#231;&#227;o do mapa colectivo com base na agrega&#231;&#227;o dos mapas individuais. O procedimento adoptado identifica-se com a proposta de Lyles e Schwenk, que sugerem a identifica&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas nucleares e das caracter&#237;sticas perif&#233;ricas dos mapas individuais, de modo a perceber alguma estrutura de conhecimento organizacional acerca da tem&#225;tica em estudo (Lyles &#38; Schwenk, 1992). Para tal, consider&#225;mos para inclus&#227;o no modelo colectivo todos os conceitos constituintes dos tr&#234;s modelos s&#237;ntese, mapas que re&#250;nem os conceitos nucleares dos modelos individuais, e tamb&#233;m todos os conceitos que tivessem sido referidos por, pelo menos, dois dos tr&#234;s entrevistados. Posteriormente, procedemos &#224; fus&#227;o dos conceitos que poderiam ser considerados id&#234;nticos e, finalmente, &#224; an&#225;lise ou revis&#227;o das rela&#231;&#245;es estabelecidas. Para tal, adopt&#225;mos uma abordagem interpretativa ou art&#237;stica (Wacker, 1981) e grandemente indutiva, justificando, por essa raz&#227;o, a sua descri&#231;&#227;o ainda que sint&#233;tica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Defini&#231;&#227;o dos conceitos do modelo colectivo</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Obtivemos, inicialmente, um mapa colectivo com cento e trinta e quatro conceitos (N=134), mapa este que foi sendo sucessivamente trabalhado no sentido de o &#34;limpar&#34; de conceitos semelhantes, procurando, desta forma, tom&#225;-lo mais claro e compreens&#237;vel. Apesar de termos adoptado para cada um dos casos alguns procedimentos espec&#237;ficos, procur&#225;mos, numa globalidade, proceder sempre de forma id&#234;ntica na constru&#231;&#227;o dos conceitos colectivos, tendo adoptado para tal duas regras gerais.<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, para designar um conceito colectivo em que os conceitos individuais de origem tivessem um ou os dois p&#243;los, escolh&#237;amos sempre a designa&#231;&#227;o que era comum &#224; totalidade ou &#224; maioria dos entrevistados; nos casos em que as express&#245;es assumidas por todos os entrevistados para designar o conceito ou algum dos seus p&#243;los eram diferentes, opt&#225;mos por escolher a designa&#231;&#227;o das explicitadas que mais se aproximava do oposto l&#243;gico da designa&#231;&#227;o escolhida para representar o outro p&#243;lo do conceito colectivo; e, nos casos em que o conceito n&#227;o tivesse os dois p&#243;los, opt&#225;vamos pela designa&#231;&#227;o que consider&#225;ssemos mais englobante das explicitadas. Opt&#225;mos por este procedimento para evitar, aquando da articula&#231;&#227;o das diferentes l&#243;gicas discursivas presentes no mapa colectivo, eventuais incongru&#234;ncias derivadas deste facto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Opt&#225;mos tamb&#233;m por construir, sempre que poss&#237;vel, conceitos colectivos com os dois p&#243;los explicitados, uma vez que, de acordo com a teoria dos construtos pessoais (Kelly, 1963), os conceitos expressos por meio de opostos permitem uma melhor compreens&#227;o do seu significado. Em nenhum caso, no entanto, opt&#225;mos por induzir algum dos seus p&#243;los tal como &#233; habitual em Eden e colaboradores, procurando desta forma evitar a introdu&#231;&#227;o de express&#245;es pr&#243;prias e, por isso, estranhas a este mapa, respeitando assim a autenticidade lingu&#237;stica de cada um dos entrevistados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas duas regras, aplicadas individualmente ou em conjunto, tornaram-se suficientes para a defini&#231;&#227;o dos conceitos colectivos obtidos por fus&#227;o de dois ou tr&#234;s conceitos individuais. A maior parte dos conceitos colectivos assim constru&#237;dos<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a> s&#227;o diferentes de alguns dos conceitos individuais que lhes deram origem. Assim, h&#225; conceitos colectivos bipolares provenientes de conceitos individuais onde s&#243; um dos p&#243;los aparece explicitado, ou o emergente ou o contrastante; alguns dos conceitos colectivos ou algum dos seus p&#243;los s&#227;o linguisticamente diferentes de alguns dos conceitos que lhes deram origem; e, por fim, h&#225; casos em que o conceito colectivo bipolar tem os p&#243;los invertidos relativamente a algum dos conceitos individuais origin&#225;rios &#8212; s&#227;o os casos em que dois ou os tr&#234;s entrevistados referem um conceito bipolar id&#234;ntico mas com os p&#243;los invertidos . Um mesmo conceito pode estar englobado em duas ou mesmo nas tr&#234;s situa&#231;&#245;es descritas; &#233;, por exemplo, o caso do conceito relativo ao grau de <i>competitividade externa</i> (41)<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a> que se integra nas tr&#234;s situa&#231;&#245;es descritas resultando de conceitos individuais em que nem sempre houve explicita&#231;&#227;o dos dois p&#243;los &#233; um conceito bipolar, linguisticamente diferente dos conceitos individuais originais e tem os seus p&#243;los invertidos relativamente a um destes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como qualquer uma destas situa&#231;&#245;es poderia criar, em termos de conte&#250;do, situa&#231;&#245;es de incongru&#234;ncia dos discursos individuais aquando da sua fus&#227;o no mapa colectivo, procedemos em seguida &#224; revis&#227;o das rela&#231;&#245;es estabelecidas por cada um destes conceitos colectivos, com o duplo objectivo de tentar manter, sem deturpa&#231;&#245;es, as l&#243;gicas discursivas presentes nos mapas individuais, e de explorar e contornar eventuais contradi&#231;&#245;es provenientes da sua integra&#231;&#227;o/fus&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Revis&#227;o das rela&#231;&#245;es estabelecidas entre os conceitos seleccionados</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A explora&#231;&#227;o dos <i>dom&#237;nios imediatos</i> de cada um dos conceitos colectivos constru&#237;dos por fus&#227;o possibilitou n&#227;o s&#243; a detec&#231;&#227;o e elimina&#231;&#227;o de vias de influ&#234;ncia que, explicitadas por algum dos entrevistados, constitu&#237;am atalhos de caminhos mais longos, explicitados por outro dos entrevistados (Cossette, 1989,1994), como tamb&#233;m a redefini&#231;&#227;o de algumas das rela&#231;&#245;es que, pelo facto de termos constru&#237;do o mapa colectivo a partir dos mapas s&#237;ntese, eram rela&#231;&#245;es duplas, isto &#233;, bidireccionais. Estas rela&#231;&#245;es, para al&#233;m de serem fict&#237;cias<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a> colocam em termos de an&#225;lise alguns problemas, pois aumentam n&#227;o s&#243; o n&#250;mero de rela&#231;&#245;es do modelo constitu&#237;do como tamb&#233;m o n&#250;mero de <i>loops,</i> confundindo desta forma a an&#225;lise. Mantivemos apenas a rela&#231;&#227;o bidireccional entre o <i>aumento dos lucros</i> (55) e o <i>aumento da rentabilidade da empresa</i> (32), uma vez que esta situa&#231;&#227;o retratava as rela&#231;&#245;es directas que dois dos entrevistados estabeleceram nos seus modelos individuais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Terminadas estas duas fases, procedemos &#224; an&#225;lise do mapa, que constituiu basicamente um m&#233;todo heur&#237;stico de leitura e de produ&#231;&#227;o de hip&#243;teses relativas &#224; estrutura colectiva do conhecimento sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> existente na institui&#231;&#227;o de cr&#233;dito &#224; qual pertencem os tr&#234;s entrevistados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados e sua discuss&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <i>mapa colectivo e a sua an&#225;lise</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O mapa colectivo &#233; analisado em tr&#234;s momentos distintos. Num <i>primeiro,</i> designado <i>caracter&#237;sticas gerais do mapa cognitivo,</i> referimos algumas das caracter&#237;sticas e das an&#225;lises gerais do modelo, com base nas quais avan&#231;aremos algumas hip&#243;teses relativamente &#224; complexidade cognitiva deste; num <i>segundo momento, an&#225;lise detalhada do modelo,</i> procedemos, a partir da tem&#225;tica dominante dos <i>clusters</i> constitu&#237;dos, &#224; an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o propriamente dita do mapa colectivo elaborado &#8212; procedimento que constituiu uma op&#231;&#227;o, pois a dimens&#227;o do mapa colectivo n&#227;o nos permite a sua total representa&#231;&#227;o gr&#225;fica;<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a> <i>por fim,</i> apresentamos uma s&#237;ntese do conhecimento que esta organiza&#231;&#227;o de cr&#233;dito evidencia sobre organiza&#231;&#227;o baseando-nos, fundamentalmente, na diferencia&#231;&#227;o que McGregor faz entre teoria X e teoria Y (McGregor, 1960).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Caracter&#237;sticas gerais do mapa colectivo</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O mapa colectivo &#233; constitu&#237;do por 87 conceitos e 164 rela&#231;&#245;es, tr&#234;s das quais s&#227;o rela&#231;&#245;es conotativas. Cerca de 25,5% das rela&#231;&#245;es s&#227;o negativas, facto que nos permite, desde j&#225;, afirmar que estamos perante uma organiza&#231;&#227;o que assume, preferencialmente, um discurso positivo sobre a tem&#225;tica em estudo, isto &#233;, o conhecimento que possui sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> &#233; expresso mais em termos de objectivos a alcan&#231;ar do que de situa&#231;&#245;es problem&#225;ticas actuais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente aos tipos de conceitos que o constituem,<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a> podemos constatar (<a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07q1.jpg">quadro 1</a>) o predom&#237;nio n&#237;tido dos conceitos relativos ao <i>meio</i> interno,<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a> constituindo estes cerca de 90% do n&#250;mero total de conceitos do mapa; facto que, s&#243; por si, poder&#225; significar que nesta organiza&#231;&#227;o os factores relativos aos trabalhadores, &#224; empresa e &#224; <i>organiza&#231;&#227;o</i> em si, s&#227;o mais determinantes na forma como ela estrutura o conhecimento que possui sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> do que os conceitos relativos ao <i>meio externo.</i> Estes, dada a sua pouca expressividade no modelo (10% do n&#250;mero total de conceitos), parecem ter um papel pouco central nas teorias ou no conhecimento colectivo deste banco sobre <i>organiza&#231;&#227;o.</i></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A identifica&#231;&#227;o dos conceitos &#34;base&#34; ou &#34;elaborantes&#34; e dos conceitos &#34;topo&#34; ou &#34;elaborados&#34; permite-nos continuar a manter esta hip&#243;tese. O facto, podemos verificar que todos os conceitos &#34;topo&#34; (cf., <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07q2.jpg">quadro 2</a>), conceitos que no &#226;mbito do mapeamento cognitivo representam os resultados desejados, s&#224;o conceitos do <i>meio interno.</i></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao conjunto de conceitos &#34;elaborantes&#34; (cf., <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07q3.jpg">quadro 3</a>), isto &#233;, conceitos que iniciam cadeias de argumenta&#231;&#227;o, verific&#225;mos tamb&#233;m que pertencem todos &#224;s tr&#234;s categorias de conceitos do meio interno da organiza&#231;&#227;o, com excep&#231;&#227;o de um, a <i>ades&#227;o de Portugal &#224; CEE</i> (30), conceito relativo ao meio externo. Estes conceitos s&#224;o considerados, no contexto do programa, op&#231;&#245;es potenciais que o sujeito percebe como dispon&#237;veis para seleccionar as ac&#231;&#245;es que permitir&#227;o a concretiza&#231;&#227;o das &#34;quest&#245;es chave&#34; ou estrat&#233;gicas, situadas hierarquicamente acima daquelas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Pelo facto de o n&#250;mero de conceitos &#34;topo&#34; ou objectivos ser muito pequeno, apenas quatro, explicando cada um deles mais de duzentas vias argumentativas (!) presentes no mapa, poderemos dizer que esta organiza&#231;&#227;o banc&#225;ria est&#225; bastante centrada no alcance desses mesmos objectivos. No entanto, e apesar deste afunilamento superior do mapa, h&#225; uma relativa largura na base do mesmo, indicada pela quantidade de conceitos &#34;base&#34; existentes. Pelo facto de a maioria destes conceitos desenvolverem um conjunto de vias consecutivas relativamente grande denuncia um mapa de &#34;tecto alto&#34;, o que indicia uma elabora&#231;&#227;o discursiva complexa relativamente ao tema em estudo nesta organiza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma explora&#231;&#227;o mais aprofundada do papel desempenhado por cada um destes dois dom&#237;nios de conceitos no conhecimento constru&#237;do por este banco sobre organiza&#231;&#227;o, ser&#225; o objectivo das an&#225;lises subsequentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lise detalhada do modelo</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os conceitos deste modelo agrupam-se em tr&#234;s <i>clusters</i> com 31,37 e 19 conceitos respectivamente, facto que nos leva a admitir desde j&#225; que estamos perante um mapa cuja complexidade &#233; relativamente grande. Isto &#233;, apesar de ser poss&#237;vel dividi-lo em tr&#234;s mapas mais pequenos, podemos constatar que, por um lado, dois deles s&#227;o densamente povoados de conceitos, o <i>cluster</i> 1 e o <i>cluster</i> 2 e que, por outro lado, os <i>clusters</i> n&#227;o est&#227;o completamente isolados uns dos outros. De facto, eles estabelecem entre si uma s&#233;rie de &#34;pontes&#34;, isto &#233;, qualquer um destes agrupamentos encontra-se sempre relacionado, pelo menos, com um dos outros dois. Esta hip&#243;tese interpretativa, relativa &#224; complexidade cognitiva do modelo, pode tamb&#233;m ser comprovada pela raz&#227;o encontrada entre o n&#250;mero total de rela&#231;&#245;es e o n&#250;mero total de construtos, que &#233; de 1,89, o que mostra que no mapa constitu&#237;do cada conceito estabelece cerca de duas rela&#231;&#245;es com cada um dos outros conceitos do mapa.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Dada a grande quantidade de <i>c&#237;rculos</i> discursivos ou <i>loops</i> presentes no modelo, facto que pode resultar da exist&#234;ncia da rela&#231;&#227;o bidireccional referida anteriormente, ou resultar simplesmente do m&#233;todo que utiliz&#225;mos para constru&#231;&#227;o do mapa colectivo, a an&#225;lise reportar-se-&#225; apenas &#224; estrutura hier&#225;rquica entre dados, ac&#231;&#245;es, meios e fins evidenciada no mapa, aquilo a que Bougon chamou <i>modelo hier&#225;rquico</i> (Bougon, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <i>cluster</i> 1 (cf. <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07f2.jpg">figura 2</a>), agrupando apenas conceitos relativos &#224; <i>ORGANIZA&#199;&#195;O</i> e ao pessoal, permite-nos perceber de que forma esta organiza&#231;&#227;o estrutura o conhecimento que possui relativamente &#224; rela&#231;&#227;o entre factores organizativos e humanos.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Atendendo &#224; import&#226;ncia dos conceitos que dele fazem parte, podemos verificar que, em termos organizativos, a redu&#231;&#227;o das cargas administrativas e a optimiza&#231;&#227;o funcional dos recursos humanos desempenham papel crucial no modelo, ao permitirem o alcance daqueles que s&#227;o dois dos objectivos fulcrais deste banco, a maior efic&#225;cia do servi&#231;o prestado e a melhor presta&#231;&#227;o de servi&#231;o ao cliente. A optimiza&#231;&#227;o funcional dos recursos humanos permite tamb&#233;m a diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero de empregados, um dos conceitos mais importantes e centrais do modelo colectivo, como veremos aquando da an&#225;lise do <i>cluster 2.</i></font></p>           <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise deste <i>cluster</i> mostra-se tamb&#233;m importante para a compreens&#227;o da teoria sustentada pela organiza&#231;&#227;o sobre o trabalhador e as suas motiva&#231;&#245;es para o trabalho. Assim, a idade do trabalhador &#233; um factor decisivo na avalia&#231;&#227;o que este banco faz dos seus recursos humanos. Torna-se claro que trabalhadores mais velhos, os que, como vimos anteriormente (cf. Unidade de an&#225;lise), constituem uma grande percentagem dos empregados deste banco, s&#227;o trabalhadores dispens&#225;veis pelo banco por diversas raz&#245;es. S&#227;o-no, porque possuem um ritmo de trabalho mais lento &#8212; e tal n&#227;o serve os dois principais objectivos do banco referidos anteriormente &#8212;; porque n&#227;o se adaptam ao trabalho informatizado, n&#227;o s&#243; pela falta de forma&#231;&#227;o nesse dom&#237;nio mas devido tamb&#233;m, e fundamentalmente, &#224; sua incapacidade para lidar com a inform&#225;tica; e, tamb&#233;m, porque n&#227;o possuem nem se conseguem converter a uma atitude activa de venda, aquela que, como vimos tamb&#233;m (cf. Unidade de an&#225;lise), o banco decidiu implementar com o Projecto Atendimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto aos motivadores no ou do trabalho, verificamos que as recompensas extr&#237;nsecas (Robbins, 1994), nomeadamente as recompensas econ&#243;micas, desempenham, segundo o conhecimento estruturado por este banco, papel preponderante enquanto motivadores no trabalho. Embora sejam consideradas algumas recompensas intr&#237;nsecas (Robbins, 1994), nomeadamente a redu&#231;&#227;o das cargas administrativas do trabalho, este n&#227;o mostrou ser um elemento t&#227;o crucial como o anterior no conhecimento sustentado por este banco sobre os motivadores no trabalho. Esta an&#225;lise &#233; fundamentada tamb&#233;m pelo facto da exist&#234;ncia de dois <i>loops defeedback</i> postivo ou <i>amplificador de desvios</i> (Diffenbach, 1982; Eden, Jones &#38; Sims, 1983), envolvendo o conceito relativo &#224;s recompensas econ&#243;micas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com a an&#225;lsie do <i>cluster</i> 2 (<a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07f3.jpg">figura 3</a>), o mais denso dos tr&#234;s em que o modelo foi naturalmente dividido e que re&#250;ne conceitos de todos os dom&#237;nios excepto do relativo &#224; <i>concorr&#234;ncia,</i> novos elementos s&#227;o acrescentados &#224; an&#225;lise resultante do <i>cluster</i> 1. O conte&#250;do deste <i>cluster</i> constitui como que o &#34;tecto&#34; de todo o modelo, continuando e finalizando muitas das vias discursivas iniciadas no <i>cluster</i> 1.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Vimos que, ao n&#237;vel dos conceitos de <i>pessoal</i> a diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero de empregados e o aumento da produtividade s&#227;o, dada a import&#226;ncia que estes conceitos t&#234;m no modelo, dois dos resultados esperados pelo banco. Est&#227;o ambos relacionados com a maior rentabilidade da empresa e o aumento de lucros do banco, dois dos objectivos que este se prop&#245;e alcan&#231;ar. Mas a satisfa&#231;&#227;o do cliente, que resulta basicamente da maior efic&#225;cia do servi&#231;o, da maior rapidez e da maior qualidade de atendimento &#8212; tr&#234;s dos conceitos mais importantes do <i>cluster</i> anterior &#8212; em muito contribui tamb&#233;m para o alcance destes objectivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao papel desempenhado pela informatiza&#231;&#227;o dos circuitos administrativos, verifica-se a exist&#234;ncia de um conhecimento incongruente e at&#233; paradoxal. Por um lado, ela &#233; considerada imprescind&#237;vel &#8212; constitui mesmo uma <i>op&#231;&#227;o chave</i> do modelo&#8212;para fazer frente ao aumento do volume de neg&#243;cios (que, por sua vez, &#233; desej&#225;vel de forma a aumentar os lucros do banco, o seu objectivo m&#225;ximo); por outro lado, existe o conhecimento de que este procedimento retira ao trabalhador conhecimentos banc&#225;rios, um dos conceitos mais elaborados do modelo, o que vai promover n&#227;o s&#243; a especializa&#231;&#227;o do trabalhador como d&#225; origem a uma organiza&#231;&#227;o perversa &#8212; em oposi&#231;&#227;o &#224; <i>boa organiza&#231;&#227;o</i> &#8212; aspectos, todos eles, considerados n&#227;o desej&#225;veis por esta organiza&#231;&#227;o. Desta forma, estas duas linhas antag&#243;nicas de discurso coexistem paralelamente sem serem nunca confrontadas, o que poder&#225; significar que ou n&#227;o h&#225; consci&#234;ncia desta tens&#227;o no interior da organiza&#231;&#227;o ou que, assumindo-se a informatiza&#231;&#227;o como imprescind&#237;vel, como &#233; o caso, procura-se contrariar os seus efeitos negativos sobre o trabalhador, nomeadamente sobre a sua possibilidade de ter conhecimento da actividade banc&#225;ria, com a implementa&#231;&#227;o de medidas organizativas como, por ex., a rota&#231;&#227;o dos trabalhadores, que lhes permita aceder a esse conhecimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <i>cluster</i> 3 (<a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07f4.jpg">figura 4</a>), o mais pequeno de todos apesar de reunir conceitos de todos os dom&#237;nios considerados excepto do de pessoal, permite-nos completar a imagem que temos vindo a construir, nomeadamente ao n&#237;vel dos conceitos elaborantes do modelo, uma vez que este <i>cluster</i> dado o seu conte&#250;do, poder&#225; ser considerado a &#34;base&#34; do modelo.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">De facto, torna-se evidente que o conceito organizador de todo o modelo &#233;, sem d&#250;vida, o relativo &#224; ades&#227;o de Portugal &#224; CEE, um dos conceitos &#34;base&#34; do modelo (cf., <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07q3.jpg">quadro 3</a>) &#8212;, situa&#231;&#227;o determinante nas altera&#231;&#245;es efectuadas devido &#224; consequente abertura do mercado, e tamb&#233;m devido &#224; desregulamenta&#231;&#227;o que provoca na actividade banc&#225;ria. &#201; realmente a este facto que se ficam a dever, segundo interpreta&#231;&#227;o desta organiza&#231;&#227;o, os n&#237;veis intensos de competitividade externa que se fazem sentir e que obrigaram o banco a assumir uma atitude mais agressiva perante o mercado, atrav&#233;s, nomeadamente, da cria&#231;&#227;o de necessidades nos clientes e da implementa&#231;&#227;o r&#225;pida de novos produtos, de forma a tornar o banco mais competitivo, factos que v&#234;m a desencadear toda a s&#233;rie de altera&#231;&#245;es organizativas por n&#243;s j&#225; documentadas especialmente aquando da an&#225;lise do <i>cluster</i> 1.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>A estrutura colectiva do conhecimento sobre organiza&#231;&#227;o: uma s&#237;ntese</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Da an&#225;lise efectuada podemos concluir que o conhecimento colectivo sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> que &#233; partilhado nesta institui&#231;&#227;o de cr&#233;dito pelos membros respons&#225;veis pela reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es reflecte, na ess&#234;ncia, os pressupostos da perspectiva tradicional ou mecanicista da organiza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em primeiro lugar, podemos referir a focaliza&#231;&#227;o quase exclusiva do banco nos objectivos economicistas, constituindo a obten&#231;&#227;o de lucros o seu objectivo por excel&#234;ncia. Aspecto que, por si s&#243;, n&#227;o deve ser entendido como estranho ou mesmo negativo, se atendermos ao facto de que estamos perante uma organiza&#231;&#227;o com fins lucrativos (Hall, 1987), e tamb&#233;m porque estes objectivos n&#227;o s&#227;o, na nossa opini&#227;o, incompat&#237;veis com outro tipo de objectivos mais sociais ou at&#233; humanistas, podendo com eles coexistir.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, n&#227;o parece ser este o caso, j&#225; que paralelamente &#224; centra&#231;&#227;o naquele objectivo organizacional, insistimos, leg&#237;timo atendendo ao tipo de organiza&#231;&#227;o que &#233;, existe tamb&#233;m uma preocupa&#231;&#227;o quase exclusiva com os <i>inputs</i> t&#233;cnicos em detrimento dos <i>inputs</i> sociais (Katz &#38; Khan, 1987,1992). Efectivamente, a organiza&#231;&#227;o procura desenvolver princ&#237;pios de funcionamento organizacional como se o <i>input</i> de produ&#231;&#227;o e os m&#233;todos para o processar fossem as &#250;nicas vari&#225;veis do sistema &#8212; situa&#231;&#227;o caracter&#237;stica das teorias cl&#225;ssicas de organiza&#231;&#227;o com o seu conceito de m&#225;quina. Verificamos, de facto, que os conceitos de <i>ORGANIZA&#199;&#195;O</i> mais importantes no modelo colectivo s&#227;o conceitos relacionados com tr&#234;s dom&#237;nios espec&#237;ficos: a informatiza&#231;&#227;o dos circuitos administrativos, a racionaliza&#231;&#227;o dos procedimentos e, tamb&#233;m, os resultados desejados ao n&#237;vel da melhoria do servi&#231;o e do atendimento &#8212; ali&#225;s, a grande maioria dos conceitos pertencentes a este dom&#237;nio s&#227;o conceitos destes tr&#234;s tipos. Encontramos, de facto, uma s&#233;rie de pressupostos organizai i vos que, quando confrontados com o modelo de organiza&#231;&#227;o definido por Hedberg e Munford (1975), se identificam daramente com a teoria X de McGregor (1960). Assim, podemos, por exemplo, destacar o pressuposto de que <i>deve haver uma hierarquia clara de autoridade, assumindo o indiv&#237;duo que ocupa o seu topo a responsabilidade final de todos os aspectos do trabalho,</i> dada a aus&#234;ncia de qualquer refer&#234;ncia &#224; participa&#231;&#227;o dos empregados na reestrutura&#231;&#227;o organizacional dos balc&#245;es; existe tamb&#233;m o pressuposto de que <i>os m&#233;todos de trabalho dever&#227;o ser cuidadosamente definidos superiormente,</i> dada a import&#226;ncia que conceitos relacionados com a racionaliza&#231;&#227;o dos procedimentos desempenham no modelo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, manter as partes humanas no sistema e mobilizar as suas energias nos padr&#245;es prescritos (<i>inputs</i> de manuten&#231;&#227;o) pelas organiza&#231;&#245;es n&#227;o representam factores constantes (Katz &#38; Khan, 1987) no sistema e, por isso mesmo, n&#227;o devem ser ignorados. A vis&#227;o do trabalhador &#233; tamb&#233;m ela bastante mecanicista, especialmente a do trabalhador mais velho.<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> De facto, &#233; assumido inquestionavelmente que os trabalhadores mais velhos, exactamente os que constituem uma percentagem significativa da popula&#231;&#227;o do banco, n&#227;o s&#227;o os mais adequados para responder &#224;s novas exig&#234;ncias definidas para o atendimento&#8212;nomeadamente ter capacidade de venda e apet&#234;ncia para lidar com a inform&#225;tica. A vis&#227;o que este banco possui destes trabalhadores &#233; bastante negativa, pois n&#227;o s&#243; n&#227;o lhes reconhece compet&#234;ncias como acredita na sua incapacidade para as alcan&#231;ar. Por esta raz&#227;o, um dos resultados destacados pela an&#225;lise do modelo, e que se traduz numa das pr&#225;ticas mais frequentes deste banco (e de outros tamb&#233;m), &#233; exactamente a da renova&#231;&#227;o dos empregados. Al&#233;m disso, relativamente a estes trabalhadores, existe tamb&#233;m o pressuposto de que necessitam ou desejam um trabalho bem definido, tolerando melhor e sendo mais rent&#225;veis com um trabalho mon&#243;tono. Este conjunto de pressupostos identifica-se claramente com o grupo de pressupostos caracter&#237;sticos da abordagem tradicional, mecanicista do comportamento humano no trabalho.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Podemos, desta forma, concluir que este banco possui uma estrutura do conhecimento sobre o comportamento do homem no trabalho muito pr&#243;xima da perspectiva convencional traduzida na teoria X definida por McGregor (1960). Na realidade, pudemos constatar que os instrumentos de controlo sobre os quais os pressupostos convencionais da teoria X assentam s&#227;o dominantes no conhecimento constru&#237;do por este banco. Estamos a referir-nos, nomeadamente, &#224;s recompensas e incentivos econ&#243;micos que, como vimos, s&#227;o para este banco essenciais para manter elevada quer a satisfa&#231;&#227;o como a motiva&#231;&#227;o dos trabalhadores. Privilegia-se a satisfa&#231;&#227;o das necessidades mais b&#225;sicas do homem no trabalho, ou seja, os factores de higiene (Herzberg, 1989), aqueles afinal para os quais os gestores podem fornecer ou retirar os meios para a sua satisfa&#231;&#227;o (McGregor, 1960). De facto, a cria&#231;&#227;o de condi&#231;&#245;es que permitam ao homem, ou que o encorajem a procurar, por ele mesmo, a satisfa&#231;&#227;o de necessidades de ordem superior, como sejam as ego&#237;sticas e de auto-realiza&#231;&#227;o &#8212; as necessidades do topo da hierarquia de necessidades definida por Maslow (1943/1992) &#8212; n&#227;o constitui evidentemente uma preocupa&#231;&#227;o nesta organiza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Julgamos que a este facto n&#227;o &#233; de todo estranho um outro, que &#233; o de que a grande maioria dos empregados do banco (89%), na altura da recolha de dados, tinha o ensino b&#225;sico e o ensino secund&#225;rio. Assim, podemos colocar a hip&#243;tese que, a continuar o processo de renova&#231;&#227;o dos empregados actuais por outros mais novos e, por isso, com n&#237;veis diferentes de escolaridade e com aspira&#231;&#245;es e ambi&#231;&#245;es mais elevadas, se venha a verificar a necessidade de ruptura da cren&#231;a na efic&#225;cia deste modelo tradicional de gest&#227;o dos RH atrav&#233;s da direc&#231;&#227;o e controlo apertados. Isto porque, direc&#231;&#227;o e controlo t&#234;m um valor limitado na motiva&#231;&#227;o de pessoas cujas principais necessidades s&#227;o de ordem superior, nomeadamente, as sociais e ego&#237;sticas (McGregor, 1960).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A &#250;nica nota discordante relativamente ao cen&#225;rio descrito at&#233; aqui &#233; o tipo de conhecimento que este banco evidencia relativamente ao meio. Assim, ele &#233; percebido como essencialmente inst&#225;vel e concorrencialmente muito agressivo, pressupostos opostos aos veiculados tradicionalmente pelos modelos de gest&#227;o burocr&#225;tico-cient&#237;ficos (Davis, 1977). Foi, ali&#225;s, esta percep&#231;&#227;o ou conhecimento constru&#237;do sobre o meio externo que desencadeou primeiro uma mudan&#231;a na orienta&#231;&#227;o estrat&#233;gica do banco e, especificamente, no atendimento, que por sua vez veio a provocar uma s&#233;rie de altera&#231;&#245;es estruturais organizativas, tendo em vista a melhor adapta&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o e dos seus balc&#245;es &#8212; materializadas no Projecto Atendimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#227;o entre a estrutura colectiva de conhecimento e as caracter&#237;sticas do Projecto</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Atendimento</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As caracter&#237;sticas da estrutura colectiva de conhecimento que este banco possui sobre organiza&#231;&#227;o, que acab&#225;mos de elicitar, v&#227;o ser agora comparadas com as principais caracter&#237;sticas da estrutura organizativa do balc&#227;o, tal como est&#227;o previstas no Projecto Atendimento anteriormente descrito.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Procur&#225;mos compreender qual o tipo dominante da estrutura funcional adoptada para os balc&#245;es, a partir de diversas caracter&#237;sticas organizacionais evidenciadas pela referida estrutura. Para tal, vamos considerar a diferencia&#231;&#227;o que v&#225;rios autores fazem entre estruturas de tipo est&#225;vel &#8212; mec&#226;nica e de tipo org&#226;nico &#8212; adapt&#225;vel (Kast e Rosenzweig, 1985,1992; Bums &#38; Stalker, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a07q4.jpg">quadro 4</a> aparecem confrontadas algumas das caracter&#237;sticas evidenciadas em ambas as estruturas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Numa generalidade, podemos verificar que h&#225; uma conson&#226;ncia entre as caracter&#237;sticas evidenciadas em ambas as estruturas. Assim, ao n&#237;vel da estrutura organizativa proposta para o balc&#227;o, h&#225; uma preocupa&#231;&#227;o evidente na <i>formaliza&#231;&#227;o das actividades,</i> na <i>defini&#231;&#227;o de tarefas, pap&#233;is e fun&#231;&#245;es</i> e na explicita&#231;&#227;o de <i>regras e procedimentos precisos,</i> sendo estes definidos quase exaustivamente, n&#227;o deixando grande margem de manobra aos trabalhadores que as realizam. Encontramos tamb&#233;m, ao n&#237;vel da estrutura de conhecimento elicitada, uma preocupa&#231;&#227;o evidente na normaliza&#231;&#227;o, uniformiza&#231;&#227;o e racionaliza&#231;&#227;o de procedimentos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; <i>coordena&#231;&#227;o</i> do trabalho, podemos ver que, atendendo &#224;s caracter&#237;sticas estruturais previstas para o balc&#227;o, se pode deduzir que esta se faz de acordo com processos muito bem definidos, isto &#233;, ser&#225; uma coordena&#231;&#227;o feita atrav&#233;s de supervis&#227;o directa e por estandardiza&#231;&#227;o das tarefas (Mintzberg, 1982, 1990,1995). Ao n&#237;vel do conhecimento colectivo, verificamos n&#227;o a explicita&#231;&#227;o de pressupostos neste dom&#237;nio, mas valorizamos essencialmente a aus&#234;ncia de refer&#234;ncia a aspectos como a autonomia e a responsabiliza&#231;&#227;o dos empregados. Da&#237; termos conclu&#237;do que impl&#237;cita est&#225; a ideia de que os empregados devem ser controlados e dirigidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma an&#225;lise mais pormenorizada evidencia-nos uma desarticula&#231;&#227;o aparente entre a estrutura organizativa do balc&#227;o e a estrutura de conhecimento elicitada, ao n&#237;vel da <i>diferencia&#231;&#227;o e especializa&#231;&#227;o</i> e da <i>estrutura de autoridade.</i> Assim, relativamente &#224; <i>diferencia&#231;&#227;o e especializa&#231;&#227;o</i> encontradas ao n&#237;vel da estrutura planeada para o balc&#227;o, verificamos que h&#225; claramente uma divis&#227;o estanque entre dois sectores, o administrativo e o comercial (cf. Organograma). A liga&#231;&#227;o destes dois sectores &#233; feita apenas a montante, ao n&#237;vel da figura do <i>gerente,</i> que desempenha, como vimos tamb&#233;m, papel determinante na coordena&#231;&#227;o de todos os elementos do balc&#227;o. Em contrapartida, ao n&#237;vel do conhecimento elicitado no mapa colectivo, encontramos uma certa valoriza&#231;&#227;o do enriquecimento das tarefas, que se traduz, para este banco, na concep&#231;&#227;o de postos de trabalho com tarefas m&#250;ltiplas, nomeadamente tarefas de atendimento e administrativas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Associada a esta quest&#227;o est&#225; a da <i>estrutura da autoridade</i> que, de acordo com as fun&#231;&#245;es definidas para os v&#225;rios elementos do balc&#227;o e explicitadas anteriormente, &#233; uma autoridade obviamente concentrada ou centralizada e hier&#225;rquica. Ao n&#237;vel da estrutura&#231;&#227;o do conhecimento elicitado verificamos a refer&#234;ncia &#224;s vantagens funcionais das organiza&#231;&#245;es com menos unidades org&#226;nicas, isto &#233;, menos hierarquizadas e mais flex&#237;veis. Consideramos, no entanto, que esta desarticula&#231;&#227;o entre os dois tipos de estrutura considerados &#233; aparente, pois os construtos que sustentam a estrutura de conhecimento elicitada em ambos os casos n&#227;o s&#227;o construtos cruciais do modelo colectivo, desempenhando por isso um papel secund&#225;rio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Poderemos avan&#231;ar a ideia de que estamos perante a dicotomia destacada por Argyris e Sch&#245;n entre &#34;teorias proclamadas&#34; e &#34;teorias praticadas&#34; (Argyris &#38; Sch&#245;n, 1974,1978). De facto, as teorias proclamadas s&#227;o as divulgadas ao mundo exterior e neste caso, corresponderiam &#224;s que elicit&#225;mos no mapa colectivo; e as teorias praticadas s&#227;o aquelas que podem ser directamente inferidas do comportamento observ&#225;vel dos indiv&#237;duos, que eventualmente corresponder&#227;o &#224;s inten&#231;&#245;es de estrutura&#231;&#227;o do balc&#227;o tal como foram previstas no Projecto Atendimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Podemos concluir, ent&#227;o, que h&#225; uma grande conson&#226;ncia entre as caracter&#237;sticas da estutura de conhecimento sobre organiza&#231;&#227;o e as caracter&#237;sticas da estrutura organizativa do balc&#227;o que, na ess&#234;ncia, &#233; uma estrutura organizacional de tipo est&#225;vel-mec&#226;nica (Kast &#38; Rosenzweig, 1985,1992; Burns &#38; Stalker, 1992), aquela afinal, que &#233; menos apropriada para enfrentar meios inst&#225;veis e complexos, como bem &#233; percebido pelos elementos constituintes da constela&#231;&#227;o de trabalho a que se reporta o mapa colectivo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#245;es finais</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Podemos come&#231;ar por dizer que, de acordo com a an&#225;lise efectuada e os resultados alcan&#231;ados, a ideia que melhor traduzir&#225;, para esta organiza&#231;&#227;o banc&#225;ria, a principal tarefa dos organizadores &#233; que eles t&#234;m de p&#244;r o esfor&#231;o humano ao servi&#231;o dos objectivos econ&#243;micos da empresa (McGregor, 1960), um dos princ&#237;pios orientadores da perspectiva mecanicista. Assim, a l&#243;gica que faz funcionar esta organiza&#231;&#227;o e os que nela det&#234;m poder&#8212;formal, aquele que possibilita as decis&#245;es estrat&#233;gicas &#8212; &#233; a l&#243;gica das teorias cl&#225;ssicas da organiza&#231;&#227;o, que encerra princ&#237;pios de funcionamento organizacional muito id&#234;nticos aos da m&#225;quina, como se os &#250;nicos <i>inputs</i> organizacionais fossem os produtivos (Katz &#38; Khan, 1987), ignorando quase por completo os <i>inputs</i> de manuten&#231;&#227;o (<i>idem</i>). De facto, a estrutura do conhecimento colectivo sobre <i>organiza&#231;&#227;o</i> evidencia-se comprometida com os pressupostos subjacentes ao modelo tradicional de organiza&#231;&#227;o e de gest&#227;o dos recursos humanos. L&#243;gica que aparece traduzida na proposta de estrutura&#231;&#227;o organizativa para os balc&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na ess&#234;ncia, os contextos de trabalho continuam a ser encarados como contextos aos quais os recursos humanos se devem adaptar o melhor poss&#237;vel, tendo em vista apenas os objectivos organizacionais, modelo que entra em contradi&#231;&#227;o com as caracter&#237;sticas actuais dos recursos humanos dispon&#237;veis &#8212; n&#237;veis de escolaridade, qualifica&#231;&#245;es e aspira&#231;&#245;es elevados. No fundo, a quest&#227;o que se coloca &#233; a de saber como desenhar as organiza&#231;&#245;es de modo a maximizar a efic&#225;cia destas e dos seus colaboradores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se atendermos a que diversos autores t&#234;m evidenciado (Isabella, 1990; Bartunek, 1984) ou assumido inquestionavelmente (Weick, 1979a, 1979b; McGregor, 1960) uma rela&#231;&#227;o entre a mudan&#231;a das estruturas organizacionais e a mudan&#231;a das cogni&#231;&#245;es, poderemos, em geral, dizer que, enquanto os respons&#225;veis pela &#225;rea da <i>organiza&#231;&#227;o</i> continuarem a sustentar teorias pr&#243;ximas da teoria X, provavelmente aprendidas e sedimentadas ao longo da sua forma&#231;&#227;o, n&#227;o haver&#225; realmente mudan&#231;as na forma de conceber o trabalho. Considerando, com Hall e Fukami (1979), que os gestores comprometer-se-&#227;o em actividades de desenvolvimento dos empregados na medida em que forem treinados/formados para estas actividades, a explora&#231;&#227;o das origens das estruturas de conhecimento, nomeadamente a avalia&#231;&#227;o do papel da forma&#231;&#227;o como seu ve&#237;culo de transmiss&#227;o, torna-se imprescind&#237;vel.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Consideramos, assim, haver duas vias futuras de investiga&#231;&#227;o a explorar: por um lado, a realiza&#231;&#227;o de mais estudos que nos permitam elaborar conclus&#245;es mais precisas sobre a rela&#231;&#227;o entre estruturas cognitivas e estruturas organizativas e, por outro lado, a explora&#231;&#227;o do papel desempenhado pela forma&#231;&#227;o na sedimenta&#231;&#227;o das estruturas de conhecimento elicitadas.</font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Abelson, R. P, &#38; Black, J. B. (1986). Introduction. In J. A. Galambos, R. P. Abelson &#38; J. B. Black (Eds.), <i>Knowledges structures</i> (pp. 1-18). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ackerman, F, &#38; Sweeney, M. (1995). <i>Graphics cope: User guide.</i> Glasgow: University of Strathclyde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488055&pid=S0874-2049200100020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ackerman, E, Eden, C., &#38; Cropper, S. (1990). Cognitive mapping - a user&#39;s guide. <i>Management science: Theory, method and practice series</i> (Working paper 90/2). Glasgow, UK: University of Strahclide, Department of Management Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488057&pid=S0874-2049200100020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Argyris, C., &#38; Sch&#245;n, D. A. (1974). <i>Theory in practice. Increasing professional effectiveness.</i> S&#227;o Francisco, CA: Jossey-Bass Publishers.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Argyris, C., &#38; Sch&#245;n, D. A. (1978). <i>Organizational learning: A theory of action perspective.</i> Reading, MA: Addison-Wesley Publishing Company.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Bancos (1996). <i>Boletim Informativo</i> (Ano 9, n.&#176; 17). Lisboa: Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Bancos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488061&pid=S0874-2049200100020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Astley, W. G., &#38; Van de Ven, A. H. (1983). Central perspectives and debates in organization theory. <i>Administrative Science Quarterly, 28,</i>245-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488063&pid=S0874-2049200100020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Astley, W. G. (1985). Administrative science as socially constructed truth. <i>Administrative Science Quarterly, 30,</i>497-513.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488065&pid=S0874-2049200100020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bartunek, J. (1984). Changing interpretive schemes and organizational restructuring: The example of a Religious Order. <i>Administrative Science Quarterly,</i> 29, 355-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488067&pid=S0874-2049200100020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Benson, J. K. (1977). Organizations: A dialectical view. <i>Administrative Science Quarterly, 22,</i>1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488069&pid=S0874-2049200100020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Blackburn, R. &#38; Cummings, L. (1982). Cognitions of work unit structure. <i>Academy of Management Journal, 25</i> (4), 836-854.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488071&pid=S0874-2049200100020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bougon, M. G. (1992). Congregate cognitive maps: A unified dynamic theory of organization and strategy. <i>Journal of Management Studies, 29</i> (3), 369-389.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488073&pid=S0874-2049200100020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bougon, M., Weick, K., &#38; Binkhorst, D. (1977). Cognition in organizations: An analysis of the Utrecht Jazz Orchestra. <i>Administrative Science Quarterly, 22,</i> 606-639.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488075&pid=S0874-2049200100020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brief, A. P, &#38; Downey, H. K. (1983). Cognitive and organizational structures: A conceptual analysis of implicit organizing theories. <i>Human Relations, 36</i> (12), 1065-1090.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488077&pid=S0874-2049200100020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bums, T., &#38; Stalker, G. M. (1992). Mechanistic and organic systems. In J. Shafritz, &#38; J. Ott (Eds.), <i>Classics of organization theory</i> (3.<sup>a</sup> Ed., pp. 207-211). Pacific Grove, CA: Brooks/Cole Publishing Company.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burrell, G., &#38; Morgan, G. (1994). <i>Sociological paradigms and organizational analysis.</i> Londres: Heinemann Educational Books Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488080&pid=S0874-2049200100020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Child, J. (1972). Organizational structure, environment and performance: The role of strategic choice. <i>Sociology, 6,</i>1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488082&pid=S0874-2049200100020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cossette, P. (1989). <i>Les sch&#232;mes d&#39;interpr&#233;tation idiosyncratiques de propri&#233;taires-dirigeants de PME: Une &#233;tude de cartographie cognitive,</i> Tese de douturamento n&#227;o publicada, Quebeque: Universit&#233; Laval.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488084&pid=S0874-2049200100020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cossette, P. (1994). <i>Cartes cognitives et organisations.</i> Quebeque: Les Presses de L&#39;Universit&#233; Laval.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488086&pid=S0874-2049200100020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crozier, M., &#38; Friedberg, E. (1977). <i>L&#39;acteur et le syst&#232;me. Les contraintes de l&#39;action collective.</i> Paris: &#201;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488088&pid=S0874-2049200100020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Daft, R. L., &#38; Weick, K. E. (1984). Toward a model of organizations as interpretation systems. <i>Academy of Management Review, 9</i> (2), 284-295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488090&pid=S0874-2049200100020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davis, L. E. (1977). Evolving alternative organization designs: Their sociotechnical bases. <i>Human Relations, 30</i> (3), 261-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488092&pid=S0874-2049200100020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Diffenbach, J. (1982). Influence diagrams for complex strategic issues. <i>Strategic Management Journal, 3,</i>133-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488094&pid=S0874-2049200100020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Downey, H. K., &#38; Brief, A. P. (1986). How cognitive structures affect organizational design. Implicit theories of organizing. In H. P. Sims, D. A. Gioia &#38; Associates (Eds.), <i>The thinking organization: Dynamics of organizational social cognition.</i> S&#227;o Francisco, CA: Jossey-Bass.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Duncan, R. B., &#38; Weiss, A. (1979). Organizational learning: Implications for organizational design. In B. Staw (Ed.). <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. I, pp. 75-123). Greenwich, CO: JAI Press.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eden, C. (1988). Strategic decision support through the use of computer based analysis and presentation of cognitive maps. <i>Management science: theory, method and practice series,</i> Working Paper 88/1. Glasgow, UK: University of Strathclyde, Department of Management Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488098&pid=S0874-2049200100020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Eden, C. (1994). Cognitive mapping and problem structuring for system dynamics model building. <i>Management science: Theory, method and practice series</i> (Working paper 94/6). Glasgow, UK: University of Strahclyde, Department of Management Science.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eden, C, Jones, S., &#38; Sims, D. (1979). <i>Thinking in organizations.</i> Londres: The Macmillan Press, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488101&pid=S0874-2049200100020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eden, C., Ackermann, R, &#38; Cropper, S. (1992). The analysis of cause maps. <i>Journal of Management Studies, 29</i> (3), 309-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488103&pid=S0874-2049200100020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eden, C, Jones, S., &#38; Sims, D. (1983). <i>Messing about in problems: An informal structured approach to their identification and management.</i> Oxford: Pergamon Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488105&pid=S0874-2049200100020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hall, R. H. (1987). <i>Organizations: Structures, processes and outcomes</i> (4.<sup>a</sup> Ed.). Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall International, Inc.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Hall, D. T., &#38; Fukami, C. V. (1979). Organization design and adult learning. In B. M. Staw (Ed.), <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. 1, pp. 125-167). Greenwich, CT: JAI Press Inc.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hedberg, B., &#38; Munford, E. (1975). The design of computer systems: Man&#39;s vision of man as an integral part of the system design process. In E. Munford &#38; Sackman (Eds.), <i>Human choice and computers.</i> North-Holland: Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488109&pid=S0874-2049200100020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Herzberg, F. (1989). One more time: How do you motivate employees? Not by improving work conditions, raising salaries, shuffling tasks. In J. S. Ott (Ed.), <i>Classic readings in organizational behavior.</i> Pacific Grove, CA: Brooks/Cole Publishing Company.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hosking, D. -M., &#38; Morley, I. E. (1991). <i>A social psychology of organizing: People, processes and contexts.</i> Londres: Harvester Wheatsheaf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488112&pid=S0874-2049200100020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Huff, A. S. (1990). <i>Mapping strategic thought.</i> West Sussex, England: John Wiley &#38; Sons, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488114&pid=S0874-2049200100020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Isabella, L. A. (1990). Evolving interpretations as a change unfolds: How managers construe key organizational events. <i>Academy of Management Journal, 33</i> (1), 7-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488116&pid=S0874-2049200100020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jones, M. (1994). <i>Graphics cope: Reference manual.</i> Glasgow: University of Strathclyde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488118&pid=S0874-2049200100020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jord&#227;o, F. (1998). <i>Uma abordagem cognitiva das organzia&#231;&#245;es. Estudos de mapeamento cognitvo na banca portuguesa.</i> Tese de doutoramento n&#227;o publicada. Porto: Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488120&pid=S0874-2049200100020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kast, F. E., &#38; Rosenzweig, J. E. (1985). <i>Organization and management</i> (4.<sup>a</sup> Ed). Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488122&pid=S0874-2049200100020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Kast, F. E., &#38; Rosenzweig, J. E. (1992). General systems theory: Applications for organizatrion and management. In J. Shafritz &#38; J. Ott (Eds.), <i>Classics of organization theory</i> (3.<sup>a</sup> Ed., pp. 294-307). Pacific Grove, CA: Brooks/Cole Publishing Company.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katz D., &#38; Kahn, R. (1987). <i>Psicologia social das organiza&#231;&#245;es</i> (3.<sup>a</sup> Ed.). S&#227;o Paulo: Editora Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488125&pid=S0874-2049200100020000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Katz, D., &#38; Kahn, R. (1992). Organizations and the system concept. In J. Shafritz &#38; J. Ott (Eds.), <i>Classics of organization theory</i> (3.<sup>a</sup> Ed., pp. 270-280). Pacific Grove, CA: Brooks/Cole Publishing Company.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kelly, G. A. (1963). <i>A theory of personality. The psychology of personal constructs.</i> Nova Iorque: W. W. Norton &#38; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488128&pid=S0874-2049200100020000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lyles, M. A., &#38; Schwenk, C. R. (1992). Top management, strategy and organizational knowledge structures. <i>Journal of Management Studies, 29</i> (2), 155-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488130&pid=S0874-2049200100020000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Maslow, A. H. (1992). A theory of human motivation. In J. Shafritz &#38; J. Ott (Eds.), <i>Classics of organization theory</i> (3.<sup>a</sup> Ed., pp. 159-173). Pacific Grove, CA: Brooks/Cole Publishing Company.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McGregor, D. (1960). <i>The human side of enterprise</i> (International Student Edition). T&#243;quio: McGraw-Hill Book Company, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488133&pid=S0874-2049200100020000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1982). <i>Structure et dynamique des organisations</i> (Traduzido por Pierre Romelaer). Paris: Les &#201;ditions d&#39;Organisation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488135&pid=S0874-2049200100020000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1990). <i>Le management: Voyage au centre des organisations</i> (Traduzido por Jean-Michel Behar). Paris: Les &#201;ditions d&#39;Organisation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488137&pid=S0874-2049200100020000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1995). <i>Estrutura e din&#226;mica das organiza&#231;&#245;es.</i> Lisboa: Publica&#231;&#245;es Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488139&pid=S0874-2049200100020000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morais, M. F. (1988). <i>A reconcep&#231;&#227;o dos postos de trabalho e as novas tecnologias.</i> Tese de mestrado n&#227;o publicada. Porto: Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Edu&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488141&pid=S0874-2049200100020000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, G. (1980). Paradigms, metaphors, and puzzle solving in organization theory. <i>Administrative Science Quarterly, 25,</i> 605-622.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488143&pid=S0874-2049200100020000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, G. (1983). More on metaphor: Why we cannot control tropes in administrative science. <i>Administrative Science Quarterly, 28,</i> 601-607.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488145&pid=S0874-2049200100020000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Morgan, G. (1986). <i>Images of organization.</i> Beverly Hills, CA: SAGE Publications.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, G. (1989). <i>Images de l&#39;organisation</i> (Traduzido do ingl&#234;s por Solange Chevrier-Vouv&#233; e Michel Audet). Quebeque: Les Presses de L&#39;Universit&#233; Laval / &#201;ditions ESKA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488148&pid=S0874-2049200100020000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pag&#232;s, M., Bonetti, M., De Gaulejac, V., &#38; Descendre, D. (1984). L&#39;<i>emprise de V organisation</i> (3.<sup>a</sup> Ed.). Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488150&pid=S0874-2049200100020000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peir&#243;, J. M. (1990). <i>Organizaciones: Nuevas perspectivas psicosociol&#243;gicas.</i> Barcelona: PPU, Promociones y Publicaciones Universit&#225;rias, A. S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488152&pid=S0874-2049200100020000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Robbins, S. P. (1994). <i>Essentials of organizational behavior</i> (4.<sup>a</sup> Ed.). Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, Inc.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Stubbart, C. I., &#38; Ramaprasad, A. (1988). Probing two chiefs executives schematic knowledge of the U. S. Steel Industry using cognitive maps. In R. Lamb &#38; P. Shrivastava (Eds.), <i>Advances in strategic management</i> (Vol. 5, pp. 139-164). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wacker, G. J. (1981). Toward a cognitive methodology of organizational assessment. <i>Journal of Applied Behavioral Science, 17,</i>114-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488156&pid=S0874-2049200100020000700060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Walsh, J. (1989). <i>Knowledge structures and the management of organizations: A research review and agenda.</i> Hanover: Amos Tuck School of Business Administration.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488158&pid=S0874-2049200100020000700061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E., &#38; Bougon, M. G. (1986). Organizations as cognitive maps: Charting ways to success and failure. In H. P. Sims, D. A. Gioia &#38; Associates (Eds.), <i>The thinking Organization. Dynamics of organizational social cognition.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488160&pid=S0874-2049200100020000700062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1979a). <i>The social psychology of organizing</i> (2.<sup>a</sup> Ed). Nova Iorque: McGraw-Hill, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488162&pid=S0874-2049200100020000700063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1979b). Cognitive processes in organizations. In B. Staw (Ed.). <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. 1, pp. 41-74). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1982). Enactment processes in organizations. In B. M. Staw &#38; G. R. Salancik (Eds.), <i>New directions in organizational behaviour</i> (Cap. 8, pp. 267-300). Malabar: R. E. Krieger Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488165&pid=S0874-2049200100020000700065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1987). Perspectives on action in organizations. In J. Lorsch (Ed.). <i>Handbook of oganizational behavior.</i> Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, Inc.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1990). Cartographic myths in organizations. In A. S. Huff (Ed.), <i>Mapping strategic thought</i> (pp. 1-10). West Sussex, Inglaterra: John Wiley &#38; Sons, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488168&pid=S0874-2049200100020000700067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1995). <i>Sensemaking in organizations.</i> Thousand Oaks, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Yin, R. K. (1993). <i>Applications of case study research.</i> Newbury Park, CA: Sage Publications.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Yin, R. K. (1994). <i>Case study research: Design and methods</i> (2.<sup>a</sup> Ed). Thousand Oaks, CA: Sage Publications.</font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>         <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Este estudo constitui um dos estudos emp&#237;ricos que fazem parte da tese de doutoramento da autora, apresentada na Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto em Abril de 1999.</font></p>           <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Dada a dificuldade em encontrar um termo que traduza inteiramente o significado do termo original, opt&#225;mos por traduzi-lo de acordo com a defini&#231;&#227;o do pr&#243;prio autor: &#34;<i>Literally</i>, <i>to enact an environment can mean to &#39;create the appearence of an environment&#39; or to &#39;simulate an environment for the sake of representation&#39;. &#34;</i> (Weick, 1982, p. 278)</font></p>            <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Segundo Duncan e Weiss, esta alian&#231;a &#233; constitu&#237;da pelos elementos organizacionais que em dada altura t&#234;m poder para influenciar as estrat&#233;gias, objectivos e desenho da organiza&#231;&#227;o (Duncan e Weiss, 1979).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Interessante teria sido, se poss&#237;vel, o acompanhamento do processo de elabora&#231;&#227;o deste projecto. No entanto, quando o nosso estudo emp&#237;rico foi iniciado j&#225; o processo de reestrutura&#231;&#227;o dos balc&#245;es decorria.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Devido &#224; promessa de sigilo n&#227;o nos &#233; poss&#237;vel identificar a organiza&#231;&#227;o ficando-nos apenas a possibilidade de destacar algumas das suas caracter&#237;sticas mais gerais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Na verdade, apesar de explicitadas nesta fase, estas regras foram constru&#237;das ao longo do processo de fus&#227;o dos conceitos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Apenas dois conceitos, o relativo &#224; <i>ades&#227;o de Portugal &#224; CEE</i> (30) e o relativo &#224; <i>quantidade de contas do cliente</i> (77), foram definidos exactamente da mesma forma que os conceitos individuais origin&#225;rios.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Sempre que fizermos refer&#234;ncia a algum conceito, indicaremos, entre par&#234;ntesis, o seu respectivo n&#250;mero, de forma a facilitar a sua localiza&#231;&#227;o nos mapas elaborados. Por outro lado, para ajudar &#224; leitura dos mapas elaborados, deferenci&#225;mos nestes a grafia de cada um dos tipos de conceitos: a negrito it&#225;lico, os conceitos &#34;pessoal&#34;; a mai&#250;sculas pequenas e it&#225;lico, os conceitos &#34;organiza&#231;&#227;o&#34;; a it&#225;lico, os conceitos &#34;empresa&#34;; a sublinhado simples, os conceitos &#34;clientes&#34;; a it&#225;lico e com sublinhado duplo, os conceitos &#34;concorr&#234;ncia&#34;; e, finalmente, com sublinhado pontilhado, os conceitos do grupo &#34;pol&#237;tico-econ&#244;mico&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Dos mapas s&#237;ntese desaparecem os conceitos perif&#233;ricos do modelo &#8212; perif&#233;ricos em termos da sua import&#226;ncia para o sujeito &#8212; e, em consequ&#234;ncia, algumas rela&#231;&#245;es indirectas entre dois quaisquer conceitos transformam-se em rela&#231;&#245;es directas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>Como a an&#225;lise de <i>clusters</i> realizada pelo G COPE, cria agrupamentos cujo conte&#250;do &#233; mutuamente exclusivo, com a representa&#231;&#227;o dos <i>clusters</i> do modelo garantimos a visualiza&#231;&#227;o de todos os conceitos e rela&#231;&#245;es presentes neste.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Esta categoriza&#231;&#227;o dos conceitos resultou de uma an&#225;lise de conte&#250;do previamente realizada por n&#243;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a>Embora fa&#231;amos aqui esta diferencia&#231;&#227;o, ela serve apenas objectivos anal&#237;ticos, pois empiricamente consideramos que as categorias interno/externo ou exteri-or/interior relativas ao meio organizacional, n&#227;o existem. Ou seja, partilhamos inteiramente com Weick a ideia de que apenas existe o interior (o exterior &#233; um vazio), e que tudo o que pode ser conhecido &#233; a vis&#227;o interna ou o interior do mundo de uma pessoa (Weick, 1982, p. 273).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>A tracejado s&#227;o indicadas as rela&#231;&#245;es que cada conceito estabelece com conceitos dos outros <i>clusters.</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a>De salientar que a idade a partir da qual se considera um trabalhador velho &#233; cada vez mais baixa, admitindo-se actualmente como velho um trabalhador com 35 anos de idade (!).</font></p>       ]]></body><back>
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