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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da artroscopia do joelho à artrodese com cavilha longa]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Oeste Unidade de Torres Vedras Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We present the clinical case of a male patient with 47 years old with a history of patelar fracture 20 years ago with associated scar lesion. Was submitted for an Arthroscopy with the suspicion of a lesion in the lateral meniscus. In the surgery we found a degenerative lesion of lateral meniscus and ostheocondral injury degree IV of “Outerbridge” from the external compartment. For keeping severe pain complaints undergoes Total Knee Arthroplasty. Two months later, after a skin necrosis starts an infection of total knee arthroplasty by “Staphylococcus epidermidis”, was submitted to antibiotic suppression according to T.S.A. with no response. Was submitted to surgery to remove the prosthesis, and placed an antibiotic cement spacer. One month later was operated again because a wound dehiscence suturing, one year after stabilization of the signals and cultures the patient had a fistula with adherent scar. We chose perform a Arthrodesis with femuro-tibial nail because of the bad skin conditions, post-operative ran well and arthrodesis was achieved at 12 weeks, currently makes motion without auxiliary. The knee Arthrodesis represents one of the final solutions to achieve a stable and painless knee, in chronic infection after total knee arthroplasty, can represent the only solution to save the member. With the right indication, the Arthrodesis strikes a painless knee, without need for future surgeries or long programs of rehabilitation]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artroplastia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[joelho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[infeção]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[long nail]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Da artroscopia do joelho à artrodese com cavilha longa</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Hugo Cardoso<sup>I</sup></b>; <b>Rodriguez de Sousa<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Centro Hospitalar do Oeste. Unidade de Torres Vedras. Torres Vedras. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentamos o caso cl&iacute;nico de um doente do sexo masculino, 47 anos, com antecedentes de fratura da r&oacute;tula esquerda h&aacute; 20 anos com cicatriz aderente e rigidez articular com arco de mobilidade &ndash; 40&ordm; a 70&ordm;.</p>     <p>Em mar&ccedil;o de 2009 foi submetido a Artroscopia ao Joelho esquerdo por gonalgia no compartimento externo, suspeita de les&atilde;o do menisco externo.</p>     <p>Intraoperatoriamente constatou-se uma les&atilde;o degenerativa do menisco externo e les&atilde;o osteocondral grau IV de &ldquo;Outerbridge&rdquo; no compartimento ipsilateral.</p>     <p>Passados seis meses foi submetido a Artroplastia total do joelho esquerdo. Dois meses ap&oacute;s a cirurgia inicia necrose cut&acirc;nea na regi&atilde;o da antiga cicatriz com posterior infe&ccedil;&atilde;o por &ldquo;Staphylococcus epidermidis&rdquo; isolado em culturas intra-articulares.</p>     <p>Foi realizada terapia antibi&oacute;tica prolongada orientada de acordo com o teste de sensibilidade (T.S.A.), sem obten&ccedil;&atilde;o de cura cl&iacute;nica.</p>     <p>Nove meses depois &eacute; submetido a desbridamento cir&uacute;rgico com remo&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese e coloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador com cimento revestido de antibi&oacute;tico.</p>     <p>&Eacute; reoperado no m&ecirc;s seguinte por deisc&ecirc;ncia da sutura- realizou-se uma plastia de encerramento.<br />Um ano ap&oacute;s estabiliza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros de infe&ccedil;&atilde;o, com culturas intra-articulares negativas mantinha uma f&iacute;stula com cicatriz aderente.</p>     <p>Optamos pela artrodese com cavilha longa &ldquo;Custom-Made&rdquo;.</p>     <p>O p&oacute;s-operat&oacute;rio decorreu sem intercorr&ecirc;ncias, a artrodese foi obtida &agrave;s 12 semanas tendo o doente recuperado a sua atividade socioprofissional e a capacidade de marcha sem auxiliares.</p>     <p>A artrodese na infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica ap&oacute;s Artroplastia total do joelho representa por vezes a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o salvadora do membro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na indica&ccedil;&atilde;o correta permite um joelho est&aacute;vel e indolor sem necessidade de cirurgias futuras ou longos per&iacute;odos de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artroplastia, joelho, infeção, espaçador, artrodese, cavilha longa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">     <p>We present the clinical case of a male patient with 47 years old with a history of patelar fracture 20 years&nbsp;ago with associated scar  lesion.</p>     <p>Was submitted for an Arthroscopy with the suspicion of a lesion in the lateral meniscus.&nbsp;</p>     <p>In the surgery we found a degenerative lesion of lateral meniscus and ostheocondral injury degree IV of&nbsp;&ldquo;Outerbridge&rdquo; from the  external compartment.</p>     <p>For keeping severe pain complaints undergoes Total Knee Arthroplasty.</p>     <p>Two months later, after a skin necrosis starts an infection of total knee arthroplasty by &ldquo;Staphylococcus&nbsp;epidermidis&rdquo;, was  submitted to antibiotic suppression according to T.S.A. with no response.</p>     <p>Was submitted to surgery to remove the prosthesis, and placed an antibiotic cement spacer.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>One month later was operated again because a wound dehiscence suturing, one year after stabilization of the signals and cultures the patient had  a fistula with adherent scar.</p>     <p>We chose perform a Arthrodesis with femuro-tibial nail because of the bad skin conditions, post-operative ran well and arthrodesis was achieved  at 12 weeks, currently makes motion without auxiliary.</p>     <p>The knee Arthrodesis represents one of the final solutions to achieve a stable and painless knee, in chronic infection after total knee  arthroplasty, can represent the only solution to save the member.</p>     <p>With the right indication, the Arthrodesis strikes a painless knee, without need for future surgeries or long&nbsp;programs of  rehabilitation</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Arthroplasty, knee, infection, cement spacer, arthrodesis, long nail. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A infe&ccedil;&atilde;o profunda mant&eacute;m-se como uma das complica&ccedil;&otilde;es mais desafiantes da Artroplastia Total do Joelho (A.T.J.); a complexidade e dura&ccedil;&atilde;o do tratamento t&ecirc;m um impacto dram&aacute;tico do ponto de vista f&iacute;sico, emocional e financeiro no doente e m&eacute;dico[1,15].</p>
    <p>A procura de A.T.J. tem aumentado - espera-se que a procura por Artroplastia prim&aacute;rias at&eacute; 2030 aumente 673% [15].</p>
    <p>A preven&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o na A.T.J. implica a otimiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do doente e a redu&ccedil;&atilde;o da contamina&ccedil;&atilde;o bacteriana nos per&iacute;odos pr&eacute;, intra e p&oacute;s-operat&oacute;rio[14,15].<br />Os fatores relacionados com o doente que aumentam o risco de infe&ccedil;&atilde;o p&oacute;s operat&oacute;ria s&atilde;o:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Artrite Reumatoide[2,3,15], ulceras cut&acirc;neas[3], diabetes mellitus[4,15], hist&oacute;ria de malignidade[15], obesidade[4,15], tabagismo[4], transplante renal ou hep&aacute;tico[15], H.I.V.[15], cirurgia pr&eacute;via ao joelho ou fratura intra-articular[2], artrite s&eacute;ptica ou osteomielite pr&eacute;via[15].</p>
    <p>Os crit&eacute;rios atuais de infe&ccedil;&atilde;o A.T.J. incluem um conjunto de sinais e sintomas, an&aacute;lise histol&oacute;gica de tecidos e resultados culturais.</p>
    <p>O diagn&oacute;stico de infe&ccedil;&atilde;o implica a presen&ccedil;a de pelo menos um dos crit&eacute;rios:</p>
    <p>1) Duas ou mais culturas obtidas de aspirado cir&uacute;rgico com o mesmo micro-;</p>
    <p>2) inflama&ccedil;&atilde;o aguda na avalia&ccedil;&atilde;o histopatol&oacute;gica de tecidos intra-articulares;</p>
    <p>3) conte&uacute;do purulento observado na cirurgia ou</p>
    <p>4) presen&ccedil;a de f&iacute;stula funcionante [5, 15]</p>
    <p>Tradicionalmente a artrodese foi considerada o tratamento &ldquo;standard&rdquo; numa infe&ccedil;&atilde;o de A.T.J. pelo excelente potencial: resolver a infe&ccedil;&atilde;o, aliviar as queixas &aacute;lgicas, permitir um joelho funcionalmente est&aacute;vel, mas com sacrif&iacute;cio da mobilidade [14, 15].</p>
    <p>Atualmente as limita&ccedil;&otilde;es funcionais resultantes da artrodese do joelho s&atilde;o mal toleradas pelos doentes ou mesmo consideradas inaceit&aacute;veis[14, 15].</p>
    <p>Num estudo com 30 doentes que aguardavam convers&atilde;o de anquilose ou artrodese para A.T.J. 17 tentaram o suic&iacute;dio enquanto aguardavam a cirurgia pelo desconforto emocional que sentiam[15].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antes de propor a artrodese o doente deve ser informado das limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e funcionais que resultar&atilde;o da t&eacute;cnica proposta.</p>
    <p>As indica&ccedil;&otilde;es para artrodese do joelho perante a falha de uma A.T.J. s&atilde;o:</p>
    <p>1) Indiv&iacute;duos com alto &iacute;ndice de exig&ecirc;ncia funcional;</p>
    <p>2) doen&ccedil;a de uma s&oacute; articula&ccedil;&atilde;o;</p>
    <p>3) doentes jovens;</p>
    <p>4) les&atilde;o do mecanismo extensor;</p>
    <p>5) m&aacute; cobertura cut&acirc;nea com necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o extensa;</p>
    <p>6) imunodepress&atilde;o sist&eacute;mica e</p>
    <p>7) micro- que requeiram antibioterapia em doses t&oacute;xicas ou resistentes aos antibi&oacute;ticos[6, 15].</p>
    <p>S&atilde;o contraindica&ccedil;&otilde;es relativas:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1) Doen&ccedil;a bilateral;</p>
    <p>2) doen&ccedil;a ipsilateral da anca ou tornozelo;</p>
    <p>3) perda &oacute;ssea severa e</p>
    <p>4) amputa&ccedil;&atilde;o no membro contra lateral.</p>
    <p>As t&eacute;cnicas mais utilizadas para a artrodese do joelho s&atilde;o o fixador externo, fixa&ccedil;&atilde;o interna com cavilha intramedular e fixa&ccedil;&atilde;o com duas placas.</p>
    <p>O tipo de implante pr&eacute;vio, a dimens&atilde;o da perda &oacute;ssea e a t&eacute;cnica de artrodese utilizada afetam o sucesso que ser&aacute; alcan&ccedil;ado pela artrodese apos A.T.J. [6, 15].</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es da artrodese ap&oacute;s A.T.J. s&atilde;o: n&atilde;o uni&atilde;o, infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica, fratura do membro ipsilateral - a n&atilde;o uni&atilde;o &eacute; a mais frequente [6, 15].</p>
    <p>As causas de n&atilde;o uni&atilde;o incluem: perda &oacute;ssea, infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica, mau contacto dos topos &oacute;sseos, mau alinhamento e imobiliza&ccedil;&atilde;o inadequada[6, 15].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentamos o caso cl&iacute;nico de um doente do sexo masculino, 47 anos de idade com antecedentes de fratura da r&oacute;tula esquerda h&aacute; 20 anos, tratado cirurgicamente e de que resultou uma cicatriz aderente como les&atilde;o sequelar e rigidez articular marcada ( arco de mobilidade &ndash; 40&ordm; a 70&ordm;) (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a10f1.jpg">Figuras 1</a> e <a href="#f2">2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a10f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a10f2.jpg"></center></p>    
<p>    <p>&nbsp;</p>
    <p>Foi submetido a artroscopia do joelho esquerdo em mar&ccedil;o de 2009 por gonalgia no compartimento externo, suspeita de les&atilde;o do menisco externo e rigidez articular com arco de mobilidade -40 a 70&ordm;.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Intraoperatoriamente constatou-se uma les&atilde;o degenerativa do menisco externo e uma les&atilde;o osteocondral grau IV de &ldquo;Outerbridge&rdquo; no compartimento ipsilateral.</p>
    <p>Fazia marcha com 2 canadianas com raio de desloca&ccedil;&atilde;o de 500 metros, por manter gonalgia intensa com um (V.A.S.) 8, com repercuss&atilde;o nas atividades da vida di&aacute;ria. Foi submetido a artroplastia total do joelho esquerdo seis meses depois.</p>
    <p>Dois meses ap&oacute;s a cirurgia inicia uma necrose cut&acirc;nea na regi&atilde;o da antiga cicatriz levando a uma infe&ccedil;&atilde;o da artroplastia total do joelho.</p>
    <p>Foi isolado em culturas obtidas do espa&ccedil;o intra-articular um &ldquo;Staphylococcus epidermidis&rdquo;; o doente foi submetido a terapia antibi&oacute;tica prolongada de acordo com o teste de sensibilidade antibi&oacute;tica (T.S.A.), sem resposta.</p>
    <p>Nove meses depois mantinha infe&ccedil;&atilde;o da A.T.J.</p>
    <p>Foi submetido a desbridamento cir&uacute;rgico, remo&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese e coloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador com cimento revestido de antibi&oacute;tico.</p>
    <p>Um m&ecirc;s depois &eacute; reoperado por deisc&ecirc;ncia da sutura, tendo sido realizada uma plastia de encerramento.</p>
    <p>Um ano ap&oacute;s a estabiliza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros de infe&ccedil;&atilde;o e com culturas intra-articulares negativas mantinha uma f&iacute;stula com cicatriz aderente na face interna do joelho.</p>
    <p>Opt&aacute;mos pela artrodese com cavilha longa femoro-tibial &ldquo;custom made&rdquo; devido &agrave;s m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas e f&iacute;stula existentes.</p>
    <p>Intraoperatoriamente n&atilde;o houve complica&ccedil;&otilde;es na remo&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador e encontr&aacute;mos uma perda &oacute;ssea j&aacute; consider&aacute;vel (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). N&atilde;o ocorreram complica&ccedil;&otilde;es na introdu&ccedil;&atilde;o da cavilha longa femoro-tibial e foi poss&iacute;vel obter uma boa compress&atilde;o.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a10f3.jpg" width="521" height="992" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O p&oacute;s-operat&oacute;rio decorreu sem intercorr&ecirc;ncias; a artrodese foi obtida &agrave;s 12 semanas.</p>
    <p>Foi poss&iacute;vel obter um joelho est&aacute;vel e indolor que permite ao doente deambular sem auxiliares de marcha e lhe possibilitou uma reintegra&ccedil;&atilde;o socioprofissional plena. Atualmente tem 18 meses de follow up.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O caso cl&iacute;nico por n&oacute;s apresentado &eacute; paradigm&aacute;tico da necessidade de ponderar de modo rigoroso o risco cir&uacute;rgico em cada doente.</p>
    <p>A infe&ccedil;&atilde;o profunda continua a ser uma das complica&ccedil;&otilde;es mais desafiantes da artroplastia total do joelho (A.T.J.)[1, 15].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente por n&oacute;s apresentado tinha como fatores de risco para infe&ccedil;&atilde;o da A.T.J:</p>
    <p>1) Les&atilde;o cut&acirc;nea com cicatriz aderente sequelar &agrave; fratura da r&oacute;tula ocorrida h&aacute; 20 anos[3];</p>
    <p>2) cirurgia pr&eacute;via ao joelho com fratura intra-articular[2, 15].</p>
    <p>Por estranho que pare&ccedil;a n&atilde;o existem ainda crit&eacute;rios universalmente aceites para diagn&oacute;stico de infe&ccedil;&atilde;o de A.T.J.[15]</p>
    <p>Embora v&aacute;rios autores sugiram que culturas positivas s&atilde;o necess&aacute;rias ao diagn&oacute;stico &eacute; reconhecido que &eacute; poss&iacute;vel ocorrerem infe&ccedil;&otilde;es em A.T.J. com culturas negativas.</p>
    <p>Num estudo com 897 infe&ccedil;&otilde;es em A.T.J., 60 (7%) ocorreram em doentes com culturas negativas[15]; contudo podem chegar aos 19%.[4]</p>
    <p>Foi a &uacute;lcera cut&acirc;nea surgida no p&oacute;s-operat&oacute;rio que eventualmente proporcionou as condi&ccedil;&otilde;es para a infe&ccedil;&atilde;o por Staphylococcus epidermidis.</p>
    <p>A infe&ccedil;&atilde;o foi diagnosticada com base nos seguintes crit&eacute;rios:</p>
    <p>1) Culturas obtidas de aspirado cir&uacute;rgico,</p>
    <p>2) presen&ccedil;a de inflama&ccedil;&atilde;o aguda na avalia&ccedil;&atilde;o histopatol&oacute;gica de tecidos intra-articulares,</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3) presen&ccedil;a de f&iacute;stula funcionante[5, 15].</p>
    <p>O doente foi submetido a tratamento com antibioterapia prolongada de acordo com T.S.A. sem que tenha ocorrido cura.</p>
    <p>A op&ccedil;&atilde;o por antibioterapia com manuten&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese deveu-se aos seguintes crit&eacute;rios:</p>
    <p>1) micro- de baixa virul&ecirc;ncia;</p>
    <p>2) micro- suscet&iacute;vel a antibioterapia em dose n&atilde;o t&oacute;xica;</p>
    <p>3) pr&oacute;tese n&atilde;o descolada[11] aus&ecirc;ncia de outra artroplastia ou de pr&oacute;tese valvular card&iacute;aca, que contra indicariam esta abordagem.</p>
    <p>Em agosto de 2010 o doente &eacute; submetido a desbridamento cir&uacute;rgico com remo&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese e coloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador com cimento revestido de dois antibi&oacute;ticos por manuten&ccedil;&atilde;o de infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica.</p>
    <p>A escolha de duplo antibi&oacute;tico deveu-se ao facto da elui&ccedil;&atilde;o do antibi&oacute;tico a partir do espa&ccedil;ador depender da porosidade do cimento, a porosidade aumenta se forem utilizados dois antibi&oacute;ticos em altas doses, o que facilita a elui&ccedil;&atilde;o nas 4 semanas iniciais[8, 15].</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de 2 antibi&oacute;ticos aumenta tamb&eacute;m a elui&ccedil;&atilde;o de cada um deles, os mais utilizados s&atilde;o a Vancomicina e Tobramicina [6, 15].</p>
    <p>Os n&iacute;veis de elui&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;tico excedem facilmente os n&iacute;veis observados durante uma administra&ccedil;&atilde;o parent&eacute;rica[8, 15].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A fun&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador inclui o fornecimento de agentes antimicrobianos locais e a manuten&ccedil;&atilde;o do comprimento dos ligamentos colaterais[12, 15].</p>
    <p>As eventuais desvantagens dos espa&ccedil;adores com cimento incluem a presen&ccedil;a de um corpo estranho e a perda &oacute;ssea que ocorre enquanto se aguarda a reimplanta&ccedil;&atilde;o de nova pr&oacute;tese[9, 15].</p>
    <p>Em setembro de 2010 &eacute; reoperado por deisc&ecirc;ncia da sutura, uma das complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, [9, 15] tendo sido realizada uma plastia de encerramento.</p>
    <p>Um ano ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador com antibi&oacute;tico obtivemos:</p>
    <p>Estabiliza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros de infe&ccedil;&atilde;o, cultura intra-articular negativa, persist&ecirc;ncia de f&iacute;stula na face interna do joelho com cicatriz aderente.</p>
    <p>A op&ccedil;&atilde;o pela artrodese deveu-se aos seguintes crit&eacute;rios:</p>
    <p>1) Indiv&iacute;duo com alto &iacute;ndice de exig&ecirc;ncia funcional,</p>
    <p>2) doen&ccedil;a de uma s&oacute; articula&ccedil;&atilde;o,</p>
    <p>3) doente jovem,</p>
    <p>4) m&aacute; cobertura cut&acirc;nea com necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o extensa[6].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas e f&iacute;stula existente aumentavam o risco de reinfe&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s reimplanta&ccedil;&atilde;o - o tratamento foi discutido com o doente assim como as limita&ccedil;&otilde;es funcionais que dele resultariam.</p>
    <p>Intraoperatoriamente n&atilde;o houve complica&ccedil;&otilde;es na remo&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador ou coloca&ccedil;&atilde;o da cavilha longa femuro-tibial, tendo-se obtido uma boa compress&atilde;o.</p>
    <p>A artrodese foi conseguida &agrave;s 12 semanas, ficando um joelho est&aacute;vel e indolor que permite ao doente deambular sem auxiliares de marcha e lhe possibilitou uma reintegra&ccedil;&atilde;o socioprofissional plena.</p>
    <p>A artrodese, encarada como inaceit&aacute;vel muitas vezes, &eacute; na sequela de infe&ccedil;&atilde;o de A.T.J. uma boa solu&ccedil;&atilde;o [10, 15].</p>
    <p>Num estudo com 24 joelhos tratados por reinfe&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s reimplanta&ccedil;&atilde;o o resultado final foi: 10 joelhos com uma artrodese bem sucedida, 5 doentes com uma infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica com necessidade de antibioterapia cr&oacute;nica, 4 amputa&ccedil;&otilde;es acima do joelho, 3 pseudartroses, 1 artroplastia de ressec&ccedil;&atilde;o, 1 uma A.T.J. n&atilde;o infetada[10].</p>
    <p>A escolha da artrodese como t&eacute;cnica de erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica na A.T.J. poderia ter sido executada com fixador externo, placa(s) ou cavilha.</p>
    <p>O fixador externo permite uma boa compress&atilde;o no foco e eventual alongamento do membro, os pins revestidos a hidroxiapatite diminu&iacute;ram o risco de infe&ccedil;&atilde;o ou descolamento[14, 15].</p>
    <p>No entanto, tem como complica&ccedil;&otilde;es: les&atilde;o neurovascular, infe&ccedil;&atilde;o ou fratura atrav&eacute;s do ponto de entrada dos pins[7, 15]</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de uma ou duas placas permite uma boa compress&atilde;o na artrodese; quando utilizadas duas, uma &eacute; colocada internamente e a outra anteriormente ou externamente.</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de duas placas tem como desvantagens a dificuldade de encerramento da ferida operat&oacute;ria e a necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada como fixa&ccedil;&atilde;o complementar[14, 15].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As cavilhas podem ser longas indo do grande troc&acirc;nter at&eacute; 2 cm proximalmente ao tornozelo (m&eacute;todo por n&oacute;s escolhido) ou curtas indo do istmo do f&eacute;mur ao istmo da t&iacute;bia.</p>
    <p>As cavilhas longas permitem uma excelente estabilidade prim&aacute;ria devido ao grande bra&ccedil;o de alavanca, sendo contudo de aplica&ccedil;&atilde;o tecnicamente exigente e permitem um reduzido controlo na orienta&ccedil;&atilde;o do membro em termos varo-valgo e extens&atilde;o flex&atilde;o[14, 15].</p>
    <p>As cavilhas curtas &ldquo;custom made&rdquo; permitem aplicar implantes com di&acirc;metros diferentes no f&eacute;mur e t&iacute;bia e s&atilde;o compat&iacute;veis com uma artroplastia total da anca ipsilateral mas t&ecirc;m como desvantagem a quantidade de osso que &eacute; necess&aacute;rio remover para a sua aplica&ccedil;&atilde;o e a dificuldade na remo&ccedil;&atilde;o das mesmas[15].</p>
    <p>Obtivemos uma artrodese &agrave;s 12 semanas sem complica&ccedil;&otilde;es - o bom resultado obtido pode dever-se ao bom contacto dos topos &oacute;sseos, bom alinhamento e imobiliza&ccedil;&atilde;o que o m&eacute;todo de artrodese escolhido permitiu[6].</p>
    <p>Num estudo recente com 85 doentes em que consecutivamente foi realizada artrodese do joelho ap&oacute;s infe&ccedil;&atilde;o de A.T.J., o fixador externo alcan&ccedil;ou fus&atilde;o em 41 dos 61 doentes com uma taxa de 4,9% de infe&ccedil;&atilde;o profunda. [13, 15].</p>
    <p>A fus&atilde;o foi alcan&ccedil;ada em 24 dos 32 doentes tratados com cavilha intramedular com uma taxa de 8,3% de infe&ccedil;&atilde;o profunda, mas as diferen&ccedil;as entre fus&atilde;o e taxas de infe&ccedil;&atilde;o nestas duas t&eacute;cnicas n&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significativas. 34 doentes (40%) tiveram complica&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>A mensagem crucial deste caso cl&iacute;nico &eacute; que a artrodese do joelho continua a ser uma boa t&eacute;cnica de salvamento do membro  para casos complicados de infe&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s ATJ - permitiu neste caso salvar o membro com um grau de funcionalidade muito  razo&aacute;vel.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Sculco  TP. The economic impact of infected total joint arthroplasty. Instr Course Lect. 1993; 42: 349-351</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-2122201300020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Jamsen E, Huhtala H, Puolakka T, Moilanen T. Risk factors for infection after knee arthroplasty: a register-based analysis of 43,149 cases. J Bone Joint Surg Am. 2009; 91: 38-47</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-2122201300020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Wilson MG, Kelley K, Thornhill TS. Infection as a complication of total knee-replacement arthroplasty: risk factors and treatment in sixty-seven cases. J Bone Joint Surg Am. 1990; 72: 878-883</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-2122201300020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Peersman G, Laskin R, Davis J, Petterson M. Infection in total knee replacement: a retrospective review of 6489 total knee replacements. Clin Orthop Relat Res. 2001; 392: 15-23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-2122201300020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Hanssen AD, Rand JA, Osmon DR. Treatment of the infected total knee arthroplasty with insertion of another prosthesis: the effect of antibiotic-impregnated bone cement. Clin Orthop Relat Res. 1994; 309: 44-55</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-2122201300020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Hanssen AD, Rand JA. Evaluation and treatment of infection at the site of a total hip or knee arthroplasty. Instr Course Lect. 1999; 48: 111-122</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-2122201300020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Rand JA. Evaluation and management of infected total knee arthroplasty. Semin Arthroplasty. 1994; 54: 178-182</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-2122201300020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Hanssen AD, Spangehl MJ. Practical applications of antibiotic-loaded bone cement for treatment of infected joint replacements. Clin Orthop Relat Res. 2004; 427: 79-85</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-2122201300020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Calton TF, Griffin WL, Fehring TK. Bone loss associated with the use of spacer blocks in infected total knee arthroplasty. Clin Orthop Relat Res. 1997; 345: 148-154</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-2122201300020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Hanssen AD, Trousdale RT, Osmon DR. Patient outcome with reinfection following reimplantation for the infected total knee arthroplasty. Clin Orthop Relat Res. 1995; 321: 55-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-2122201300020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Tsukayama DT, Wicklund B, Gustilo RB. Suppressive antibiotic therapy in chronic prosthetic joint infections. Orthopedics. 1991; 14: 841-844</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-2122201300020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Booth Jr RE, Lotke PA. The results of spacer block technique in revision of infected total knee arthroplasty. Clin Orthop Relat Res. 1989; 248: 57-60</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-2122201300020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Mabry TM, Jacofsky DJ, Haidukewych GJ, Hanssen AD. Comparison of intramedullary nailing and external fixation knee arthrodesis for the infected knee replacement. Clin Orthop Relat Res. 2007; 464: 11-15</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-2122201300020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Camacho A., João Moreira. Artrodese do Joelho: Revisão Teórica e resultados retrospectivos de 22 casos consecutivos.  R.P.O.T.. 2012; 20 (3): 325-334</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-2122201300020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Insall and Scott, Surgery of the Knee. Elservier. 2012; 128: 1346-1358</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-2122201300020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Hugo Cardoso    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rua Dr. Ricardo Belo    <br>2560 324 Torres Vedras    <br>Portugal    <br><a href="mailto:hugo32lx@gmail.com">hugo32lx@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-11-21</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-05-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-06-03</font></p>     ]]></body><back>
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