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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE Hospital Pediátrico Serviço de Ortopedia Pediátrica]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The importance of sagittal balance in the surgical treatment of adolescent idiopathic scoliosis is being increasingly relevant in the literature. Recent scientific evidence points to a correlation between post-surgical thoracic hypokyphosis (flatback syndrome) and chronic pain. Our objective was to evaluate the existence of hypokyphosing effect in surgery for the treatment of adolescent idiopathic scoliosis and the amplitude of this effect in the deformity, with aggravation or correction. The authors present a retrospective study of patients with adolescent idiopathic scoliosis who underwent posterior transpedicular instrumentation over a 6-year period, with evaluation of demographic and radiological variables in the coronal and sagittal plane. 107 patients were included, divided into 3 groups according to the degree of preoperative kyphosis: Group I - Hypokyphosis (n=16), mean kyphosis of 10.31±6.14; Group II - Normokyphosis (n=50), mean kyphosis of 31.85±5.40 and Group III - Hyperkyphosis (n= 41), mean kyphosis of 51.71±7.89. Surgical scoliosis treatment had a significant effect on post-operative kyphosis (p=0.0002), and at 15 months of mean follow-up (p=0.04). The surgery had an effective correction of the kyphotic deformity: in the group I - Hypokyphosis, with kyphosing effect (p=0.000007); in the group III - Hyperkyphosis, with lordosing effect (p=0.00000004); in the group II, control group, normokyphosis was maintained (p=0.38). Factors previously identified as potential influencers, such as age (p> 0.05), gender (p=0.48), preoperative scoliotic Cobb (R=0.178), preoperative column flexibility in the coronal plane (R=-0.024), and Cincinnati index (R=-0.0009) had no statistical correlation with kyphosis correction. Surgical treatment for adolescent idiopathic scoliosis with posterior transpedicular instrumentation, in addition to correction in the coronal plane, allows effective correction in the sagittal plane.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Escoliose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[hipocifose torácica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[equilíbrio sagital]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[sagital balance]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Hipocifose Torácica - Mito ou Realidade?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Pascoal<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Sá Cardoso<sup>I</sup></b>; <b>Oliana Madeira<sup>I</sup></b>; <b>Cristina Alves<sup>I</sup></b>; <b>Inês Balacó<sup>I</sup></b>; <b>Gabriel Matos<sup>I</sup></b>; <b>Tah Pu Ling<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE. Coimbra.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A import&acirc;ncia do balan&ccedil;o sagital no tratamento cir&uacute;rgico da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente tem tido uma relev&acirc;ncia crescente na literatura. Evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica recente aponta para uma correla&ccedil;&atilde;o entre a hipocifose tor&aacute;cica p&oacute;s cir&uacute;rgica (<em>flatback syndrome</em>) e dor cr&oacute;nica. O nosso objectivo foi avaliar a exist&ecirc;ncia de efeito hipocifosante em cirurgia de tratamento da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente e a amplitude deste efeito na deformidade, com agravamento ou correc&ccedil;&atilde;o. Foi realizado um estudo retrospetivo de doentes com escoliose idiop&aacute;tica do adolescente, submetidos a instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular por via posterior num per&iacute;odo de 6 anos, no qual foram medidas e analisadas vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e radiol&oacute;gicas no plano coronal e sagital. Foram seleccionados 107 doentes, divididos em 3 grupos de acordo com o grau de cifose pr&eacute; operat&oacute;ria: Grupo I - Hipocifose (n=16), cifose m&eacute;dia de 10.31&ordm;&plusmn;6.14; Grupo II - Normocifose (n=50), cifose m&eacute;dia de 31.85&ordm;&plusmn;5.40 e Grupo III - Hipercifose (n=41), cifose m&eacute;dia de 51.71&ordm;&plusmn;7.89. A cirurgia de tratamento da escoliose influenciou com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica a cifose p&oacute;s-operat&oacute;ria (p=0.0002), e aos 15 meses de <em>follow-up</em> m&eacute;dio (p=0.04).</p>     <p>Verificou-se que a cirurgia permitiu corrigir eficazmente a deformidade cif&oacute;tica: no grupo I - Hipocifose, com efeito cifosante (p=0.000007); no grupo III - Hipercifose, com efeito lordosante (p=0.00000004), no grupo II - Normocifose, grupo controlo, a normocifose foi preservada (p=0.38). Factores previamente apontados como potenciais influenciadores, como a idade (p&gt;0.05), g&eacute;nero (p=0.48), <em>Cobb</em> escoli&oacute;tico pr&eacute;- operat&oacute;rio (r=0.178), flexibilidade da coluna no plano coronal pr&eacute;-operat&oacute;ria (r=-0.024) e &iacute;ndice de <em>Cincinnati</em> (r=-0.0009) n&atilde;o apresentaram correla&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica. A cirurgia de correc&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente com instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular posterior, para al&eacute;m da correc&ccedil;&atilde;o no plano coronal, permite uma correc&ccedil;&atilde;o eficaz no plano sagital.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Escoliose, hipocifose torácica, equilíbrio sagital. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The importance of sagittal balance in the surgical treatment of adolescent idiopathic scoliosis is being increasingly relevant in the literature. Recent scientific evidence points to a correlation between post-surgical thoracic hypokyphosis (flatback syndrome) and chronic pain. Our objective was to evaluate the existence of hypokyphosing effect in surgery for the treatment of adolescent idiopathic scoliosis and the amplitude of this effect in the deformity, with aggravation or correction. The authors present a retrospective study of patients with adolescent idiopathic scoliosis who underwent posterior transpedicular instrumentation over a 6-year period, with evaluation of demographic and radiological variables in the coronal and sagittal plane. 107 patients were included, divided into 3 groups according to the degree of preoperative kyphosis: Group I - Hypokyphosis (n=16), mean kyphosis of 10.31&plusmn;6.14; Group II - Normokyphosis&nbsp; (n=50), mean kyphosis of 31.85&plusmn;5.40 and Group III - Hyperkyphosis (n= 41), mean kyphosis of 51.71&plusmn;7.89. Surgical scoliosis treatment had a significant effect on post-operative kyphosis (p=0.0002), and at 15 months of mean follow-up (p=0.04). The surgery had an effective correction of the kyphotic deformity: in the group I - Hypokyphosis, with kyphosing effect (p=0.000007); in the group III - Hyperkyphosis, with lordosing effect (p=0.00000004); in the group II, control group, normokyphosis was maintained (p=0.38). Factors previously identified as potential influencers, such as age (p&gt; 0.05),&nbsp; gender (p=0.48), preoperative scoliotic Cobb (R=0.178), preoperative column flexibility in the coronal plane (R=-0.024), and Cincinnati index (R=-0.0009) had no statistical correlation with kyphosis correction.</p>     <p>Surgical treatment for adolescent idiopathic scoliosis with posterior transpedicular instrumentation, in addition to correction in the coronal plane, allows effective correction in the sagittal plane.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Scoliosis, thoracic hypokyphosis, sagital balance. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A import&acirc;ncia do balan&ccedil;o sagital no tratamento cir&uacute;rgico da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente (EIA) tem tido uma relev&acirc;ncia crescente na literatura.</p>
    <p>Ao contr&aacute;rio do passado, o foco do tratamento actual n&atilde;o &eacute; apenas a correc&ccedil;&atilde;o da deformidade major no plano coronal, verificando-se uma import&acirc;ncia crescente da correc&ccedil;&atilde;o sagital<sup>1,2,3</sup>. Evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica recente aponta para uma correla&ccedil;&atilde;o&nbsp; entre a hipocifose tor&aacute;cica p&oacute;s-cir&uacute;rgica (<em>flatback syndrome</em>) e maus resultados cl&iacute;nicos<sup>4</sup>. Desta forma, o objectivo actual do tratamento cir&uacute;rgico da EIA &eacute; a obten&ccedil;&atilde;o da melhor correc&ccedil;&atilde;o coronal, mantendo o equil&iacute;brio sagital da coluna<sup>4,5</sup>.</p>
    <p>V&aacute;rios autores destacaram esta problem&aacute;tica na literatura. Em 2001, Lenke et al<sup>6</sup>, alertaram para a import&acirc;ncia do equil&iacute;brio sagital na cirurgia de escoliose, desta forma na sua classifica&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m da estratifica&ccedil;&atilde;o da deformidade coronal foram definidos <em>cut-offs</em> para a deformidade sagital na curva tor&aacute;cica. Esta classifica&ccedil;&atilde;o define 3 grupos de cifose tor&aacute;cica baseados no &acirc;ngulo de D5-D12:</p>
    <p>hipocifose definida como &acirc;ngulo de <em>Cobb</em><sup>7</sup> sagital inferior a 10&ordm;; hipercifose corresponde a um &acirc;ngulo superior a 40&ordm; e normocifose, corresponde a um &acirc;ngulo de 10-40&ordm;. Literatura mais recente<sup>2,8,9</sup>, bem como a <em>Scoliosis Research Society</em><sup>10</sup>, defendem como intervalo para a normocifose tor&aacute;cica um &acirc;ngulo <em>Cobb</em> sagital de 20-40&ordm;. Este foi o intervalo usado neste estudo por apresentar o maior consenso na literatura actual.</p>
    <p><em>Suk et al</em><sup>11</sup> demonstraram a efic&aacute;cia da fixa&ccedil;&atilde;o transpedicular por via posterior na restitui&ccedil;&atilde;o da normocifose tor&aacute;cica numa s&eacute;rie de 51 doentes.</p>
    <p>Fletcher et al<sup>2</sup> num estudo retrospectivo de 214 doentes, identificaram 2 potenciais factores de risco para hipocifose tor&aacute;cica p&oacute;s operat&oacute;ria: hipocifose pr&eacute;-operat&oacute;ria e uso de parafusos de di&acirc;metro inferior a 5.5mm. <em>Matsumoto et al</em><sup>3</sup>, verificaram efeito hipocifosante da cirurgia de EIA em 31% dos doentes numa s&eacute;rie de 123. No entanto, n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre hipocifose tor&aacute;cica e maus resultados cl&iacute;nicos. <em>Newton et al</em><sup>12</sup>, sugerem num estudo retrospectivo de 251 doentes com EIA, a exist&ecirc;ncia de um efeito hipocifosante nos doentes submetidos a instrumenta&ccedil;&atilde;o posterior (n=83) quando comparado com a instrumenta&ccedil;&atilde;o anterior (n=168), apesar do n&uacute;mero relativamente menor de doentes na amostra submetidos a instrumenta&ccedil;&atilde;o posterior.</p>
    <p>Apesar dos mecanismos e for&ccedil;as de correc&ccedil;&atilde;o envolvidas na cirurgia da EIA estarem bem identificados, poucos estudos existem na objectiva&ccedil;&atilde;o da correc&ccedil;&atilde;o do perfil sagital p&oacute;s-operat&oacute;rio e seus factores influenciadores<sup>1,11,13,14,15</sup>.</p>
    <p>O objectivo do presente estudo consiste em avaliar a exist&ecirc;ncia de efeito hipocifosante em cirurgia de tratamento da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente. Como objectivo secund&aacute;rio, avaliouse a amplitude deste efeito na deformidade sagital, com agravamento ou correc&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de potenciais factores de risco.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Critérios de inclusão:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram seleccionados doentes com escoliose idiop&aacute;tica do adolescente, com idades compreendidas entre os 10-18 anos de idade, submetidos a instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular por via posterior, num per&iacute;odo de 6 anos, de Janeiro de 2011 a Dezembro de 2016, com <em>follow-up</em>, m&iacute;nimo de 6 meses.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Critérios de exclusão:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram exclu&iacute;dos do estudo doentes com escoliose idiop&aacute;tica infantil e juvenil, bem como escoliose de outras etiologias que n&atilde;o EIA: cong&eacute;nita, neuromuscular, paralisia cerebral, e patol&oacute;gica.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipo de estudo:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estudo retrospectivo e observacional de doentes operados pela mesma equipa cir&uacute;rgica, numa mesma institui&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Parâmetros considerados na recolha de dados dos doentes em estudo:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram medidas e analisadas as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e radiol&oacute;gicas em 3 momentos: pr&eacute;, p&oacute;s-operat&oacute;rio e aos 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio. No plano coronal, foi medido o &acirc;ngulo <em>Cobb</em> e respectiva correc&ccedil;&atilde;o, inclina&ccedil;&atilde;o lateral<sup>9</sup>, flexibilidade<sup>9</sup> e &iacute;ndice de correc&ccedil;&atilde;o de <em>Cincinnati</em><sup>9</sup>. No plano sagital foi medida a cifose e correc&ccedil;&atilde;o cif&oacute;tica p&oacute;s-operat&oacute;ria<sup>9</sup>. Estas medidas foram determinadas segundo os par&acirc;metros descritos por <em>Vora</em> et al<sup>9</sup>.</p>
    <p>A cifose tor&aacute;cica foi medida, segundo Lenke et al<sup>6</sup>, entre D5-D12 no plano sagital, e normocifose tor&aacute;cica foi definida segundo a <em>Scoliosis Research Society</em><sup>10</sup>: &acirc;ngulo <em>Cobb</em> sagital de 20-40&ordm;. Os doentes foram divididos em 3 grupos de acordo com o grau de cifose pr&eacute;-operat&oacute;ria: Grupo I - Hipocifose, Grupo II - Normocifose e Grupo III - Hipercifose.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise estatística:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada utilizando o <em>software SPSS</em> vers&atilde;o 20 (SPSS Inc., Chicago, IL) com um valor <em>p</em> inferior a 0.05 definido como estatisticamente significativo.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Considerações éticas:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Todos os procedimentos seguiram os padr&otilde;es &eacute;ticos, encontrando-se de acordo com a Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia de 1975, e sua revis&atilde;o no ano de 2000.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram inclu&iacute;dos 107 doentes, 87 do sexo feminino (81.3%), 20 do sexo masculino (18.7%), idade m&eacute;dia 14.39 (&plusmn;1.73). Os doentes foram divididos em 3 grupos de acordo com o grau de cifose pr&eacute;-operat&oacute;ria:</p>
    <p>Grupo I - Hipocifose (n=16), cifose m&eacute;dia de 10.31&ordm;&plusmn;6.14; Grupo II - Normocifose (n=50), cifose m&eacute;dia de 31.85&ordm;&plusmn;5.40 e Grupo III - Hipercifose (n=41), cifose m&eacute;dia de 51.71&ordm;&plusmn;7.89. O grupo II, doentes normocif&oacute;ticos, foi utilizado como grupo controlo (<a href="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>
    
<p>Verificou-se que globalmente a cirurgia de tratamento da escoliose influenciou a cifose p&oacute;s-operat&oacute;ria (p=0.0002) e a cifose em consulta de seguimento com <em>follow-up</em> m&eacute;dio 15.01 meses (p=0.04). Verificou-se ainda uma correla&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica positiva forte entre a correc&ccedil;&atilde;o cif&oacute;tica no p&oacute;s-operat&oacute;rio e a determinada em consulta de seguimento (r=0.81).</p>
    <p>Na nossa s&eacute;rie, verificou-se que no grupo I a hipocifose foi corrigida de forma eficaz com a instrumenta&ccedil;&atilde;o (p=0.000007), com um efeito cifosante (<a href="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04t2.jpg">Tabela 2</a>). No grupo III, a hipercifose foi tamb&eacute;m corrigida (p=0.00000004), com um efeito lordosante (<a href="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04t2.jpg">Tabela 2</a>). No grupo II, grupo controlo, a normocifose n&atilde;o foi alterada com a instrumenta&ccedil;&atilde;o (p=0.38) (<a href="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>
    
<p>N&atilde;o se verificou correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a correc&ccedil;&atilde;o cif&oacute;tica e a idade (p&gt;0.05), g&eacute;nero (p=0.48), nem com os par&acirc;metros radiol&oacute;gicos coronais: Cobb escoli&oacute;tico pr&eacute;-operat&oacute;rio (r=0.178), flexibilidade da coluna pr&eacute;-operat&oacute;ria (r=-0.024) e &iacute;ndice de <em>Cincinnati</em> (r=-0.0009).</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O equil&iacute;brio sagital em cirurgia de correc&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente &eacute; um tema controverso na literatura. A instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular permite uma boa correc&ccedil;&atilde;o no plano coronal, mas muitos autores referem ter notado uma tend&ecirc;ncia para hipocifose tor&aacute;cica p&oacute;s cir&uacute;rgica (<em>flatback syndrome</em>) e consequentes maus resultados cl&iacute;nicos<sup>2,13,16,17</sup>.</p>
    <p>Na nossa s&eacute;rie, verificou-se que a cirurgia de correc&ccedil;&atilde;o da escoliose para al&eacute;m da correc&ccedil;&atilde;o no plano coronal, influencia de forma estatisticamente significativa a curva cif&oacute;tica dorsal no plano sagital, evitando o <em>flatback syndrome</em>. Verificou-se que os doentes do Grupo I (n=16) hipocif&oacute;ticos, sofreram uma correc&ccedil;&atilde;o cifosante (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>), no Grupo II (n=50), normocif&oacute;ticos, houve preserva&ccedil;&atilde;o da curva cif&oacute;tica fisiol&oacute;gica (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>), e no Grupo III (n=41), hipercif&oacute;ticos, foi obtida uma correc&ccedil;&atilde;o com efeito lordosante (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Os autores atribuem os resultados de correc&ccedil;&atilde;o no plano sagital &agrave; t&eacute;cnica cir&uacute;rgica utilizada com instrumenta&ccedil;&atilde;o por grupos de parafusos, <em>clusters</em>, com n&iacute;veis de transi&ccedil;&atilde;o (sem parafusos) e osteotomias de subtrac&ccedil;&atilde;o de <em>Ponte</em><sup>17,18,19</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04f1.jpg" width="389" height="337" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04f2.jpg" width="388" height="462" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a04f3.jpg" width="387" height="334" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Factores previamente apontados como potenciais influenciadores da correc&ccedil;&atilde;o sagital, como o &acirc;ngulo <em>Cobb</em> pr&eacute;-operat&oacute;rio, flexibilidade da coluna pr&eacute;-operat&oacute;ria ou &iacute;ndice de <em>Cincinnati</em> n&atilde;o influenciaram os nossos resultados na popula&ccedil;&atilde;o estudada. Salientamos, por&eacute;m, que este estudo tem algumas limita&ccedil;&otilde;es, sendo de referir a sua natureza retrospetiva e a aus&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&atilde;o funcional dos doentes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A cirurgia de correc&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente com instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular, para al&eacute;m da correc&ccedil;&atilde;o no plano coronal, permite uma correc&ccedil;&atilde;o eficaz no plano sagital.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">1. Sucato DJ, Agrawal S, O'Brien MF. Restoration of thoracic kyphosis after operative treatment of adolescent idiopathic scoliosis: a multicenter comparison of three surgical approaches. Spine. 2008 Nov 15; 33 (24): 2630-2636</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Fletcher ND, Hopkins J, McClung A, Browne R, Sucato DJ. Residual thoracic Hypokyphosis after posterior spinal fusion and instrumentation in adolescent idiopathic scoliosis - Risk factors and clinical ramifications. Spine. 2012 Fev; 37 (3): 200-206</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Matsumoto H, Colacchio ND, Schwab FJ, Lafage V, Roye DP, Vitale MG. Flatback revisited: reciprocal loss of lumbar lordosis following selective thoracic fusion in the setting of adolescent idiopathic scoliosis. Spine Deform. 2015 Jul; 3 (4): 345-351</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Glassman SD, Bridwell KH, Dimar JR. The impact of positive sagittal balance in adult spinal deformity. Spine. 2005; 30: 2024-2029</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324180&pid=S1646-2122201900010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Moskowitz A, Moe JH, Winter RB. Long-term follow-up of scoliosis fusion. J Bone Joint Surg Am. 1980; 62: 364-376</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324181&pid=S1646-2122201900010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Lenke LG, Betz RR, Harms J. Adolescent idiopathic scoliosis: a new classification to determine extent of spinal arthrodesis. J Bone Joint Surg Am . 2001; 83-A: 1169-1181</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324182&pid=S1646-2122201900010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Cobb JR. Outline for the study of scoliosis. In Ann Arbor, JW Edward, editors. Instructional Course Lectures. American Academy of Orthopaedic Surgeons; 1948. </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. de Jonge T, Dubousset JF, Illes T. Sagittal plane correction in idiopathic scoliosis. Spine. 2002; 27: 754-760</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324184&pid=S1646-2122201900010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Vora V, Crawford A, Babekhir N, Boachie-Adjei O, Lenke L, Peskin M. A pedicle screw construct gives an enhanced posterior correction of adolescent idiopathic scoliosis when compared with other constructs: myth or reality. Spine. 2007 Aug 1; 32 (17): 1869-1874</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Scoliosis Research Society, [homepage on the Internet]. Milwaukee, WI 53202; Available from: <a href="www.srs.org/professionals" target="_blank">www.srs.org/professionals</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324186&pid=S1646-2122201900010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Suk SI, Kim WJ, Kim JH, Lee SM. Restoration of thoracic kyphosis in the hypokyphotic spine: a comparison between multiple-hook and segmental pedicle screw fixation in adolescent idiopathic scoliosis. J Spinal Disord. 1999; 12: 489-495</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324188&pid=S1646-2122201900010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Newton PO, Yaszay B, Upasani VV, Pawelek JB, Bastrom TP, Lenke LG. Preservation of thoracic kyphosis is critical to maintain lumbar lordosis in the surgical treatment of adolescent idiopathic scoliosis. Spine. 2010 Jun 15; 35 (14): 1365-1370</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Rhee JM, Bridwell KH, Won DS. Sagittal plane analysis of adolescent idiopathic scoliosis: the effect of anterior versus posterior instrumentation. Spine. 2002; 27: 2350-2356</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324190&pid=S1646-2122201900010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Kim YJ, Lenke LG, Cho SK. Comparative analysis of pedicle screw versus hook instrumentation in posterior spinal fusion of adolescent idiopathic scoliosis. Spine. 2004; 29: 2040-2048</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324191&pid=S1646-2122201900010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Kim YJ, Lenke LG, Kim J. Comparative analysis of pedicle screw versus hybrid instrumentation in posterior spinal fusion of adolescent idiopathic scoliosis. Spine. 2006; 31: 291-298</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324192&pid=S1646-2122201900010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Kadoury S, Cheriet F, Beausejour M. A threedimensional retrospective analysis of the evolution of spinal instrumentation for the correction of adolescent idiopathic scoliosis. Eur Spine J. 2009; 18: 23-37</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324193&pid=S1646-2122201900010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Lonner BS, Auerbach JD, Levin R. Thoracoscopic anterior instrumented fusion for adolescent idiopathic scoliosis with emphasis on the sagittal plane. Spine J. 2009; 9 (7): 523-529</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324194&pid=S1646-2122201900010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Halansky MA, Cassidy JA. Do multilevel Ponte osteotomies in thoracic idiopathic scoliosis surgery improve curve correction and restore thoracic kyphosis. J Spinal Disord Tech. 2013 Jul; 26 (5): 252-255</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Geck MJ, Macagno A, Ponte A, Shufflebarger HL. The Ponte procedure: posterior only treatment of Scheuermann&#39;s kyphosis using segmental posterior shortening and pedicle screw instrumentation. J Spinal Disord Tech. 2007 Dec; 20 (8): 586-593</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Tah Pu Ling    <br>Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE    <br>Av. Afonso Romão    <br>3000-602 COIMBRA    <br>Telefone: 91 456 98 04    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><a href="mailto:dmmpascoal@gmail.com">dmmpascoal@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-07-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-09-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2019-02-07</font></p>     ]]></body><back>
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