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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização epidemiológica das admissões por trauma músculo-esquelético num serviço de urgência pediátrica de um hospital central]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Musculoskeletal trauma is responsible for a large number of emergency hospital admissions in paediatrics. It is the main cause of death and incapacity under 18 years of age. Objective: The aim of this study is to address the lack of medical literature about paediatric musculoskeletal trauma, and its epidemiology in emergency care context. Methods: This is a cross-sectional observational study in which a survey was used for data collection. We selected a convenience sample of the paediatric emergency department admissions in a central hospital, during a 3 month period. Results: A total of 108 admissions were registered. The majority of patients were male and above 10 years old. Accidents happened mainly in school (86.1%), followed by public spaces (7.4%) and home (6.5%). A bigger occurrence of accidents (37%) was recorded between 12:00h and 14:30h. 53.7% were non-sports related accidents, more commonly falls. Wrist and ankle were the most affected joints, 24.7% and 16.7% respectively. Sprains and strains accounted for 52.8% of the diagnoses, while bone fractures accounted for 23.1%. The average permanency time in the emergency care unit was 1 and a half hours. 19.4% of patients were discharged within the first hour after admission. Conclusions: Most children under 10 years of age sought the paediatric emergency care unit due to trauma after falling. Among the ages of 11 and 14 years old, accidents and sports related traumatisms had the same prevalence. Sports related accidents were the main type of accidents in adolescents above 14 years old. Given that the lesions of more than half of patients (52.7%) were probably only minor/superficial, a primary health care evaluation would have been preferable, eventually referring to paediatric emergency care if justifiable.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Trauma músculo-esquelético pediátrico]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Epidemiologia de admissões]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiology of referrals]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Caracterização epidemiológica das admissões por trauma músculo-esquelético num serviço de urgência pediátrica de um hospital central</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Miguel Almeida<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O trauma m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico &eacute; respons&aacute;vel por um elevado n&uacute;mero de vindas aos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trica. Este trabalho surge da necessidade de colmatar a escassa literatura dispon&iacute;vel nesse &acirc;mbito.</p>     <p>Trata-se de um estudo observacional transversal, no qual a colheita de dados foi realizada por inqu&eacute;rito. Foi selecionada uma amostra de conveni&ecirc;ncia das admiss&otilde;es no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trica de um hospital terci&aacute;rio por traumatismo, durante 3 meses.</p>     <p>Foram registadas 108 admiss&otilde;es, na sua maioria do sexo masculino e com idade acima dos 10 anos. Os acidentes ocorreram maioritariamente na escola (86,1%), tendo-se dado 6,5% em casa e 7,4% em espa&ccedil;os p&uacute;blicos. Registou-se uma maior ocorr&ecirc;ncia de acidentes (37%) entre as 12:00h e as 14:30h. 53,7% foram acidentes n&atilde;o-desportivos, maioritariamente quedas. O tornozelo e o punho foram as articula&ccedil;&otilde;es mais afetadas, respetivamente em 24,7% e 16,7% dos casos. Os diagn&oacute;sticos mais frequentes foram a contus&atilde;o em 52,8% dos casos e as fraturas em 23,1%. O tempo m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia no SUP foi 1:30h. 19,4% dos doentes tiveram alta durante a primeira hora ap&oacute;s a admiss&atilde;o.</p>     <p>A maioria das crian&ccedil;as at&eacute; 10 anos recorreu por traumatismo ap&oacute;s queda. Dos 11 anos aos 14 anos, os traumatismos e acidentes desportivos tiveram igual preval&ecirc;ncia. Nos adolescentes acima dos 14 anos, o principal tipo de acidente foi o acidente desportivo. Em mais de metade dos doentes (52,7%), as les&otilde;es provavelmente seriam minor e superficiais, pelo que teria sido prefer&iacute;vel uma avalia&ccedil;&atilde;o pelos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, e eventual referencia&ccedil;&atilde;o ao SUP se esta se justificasse.<br /><br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Trauma músculo-esquelético pediátrico, Traumatismo, Acidentes, Urgência pediátrica, Epidemiologia de admissões. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Background: Musculoskeletal trauma is responsible for a large number of emergency hospital admissions in paediatrics. It is the main cause of death and incapacity under 18 years of age.</p>     <p>Objective: The aim of this study is to address the lack of medical literature about paediatric musculoskeletal trauma, and its epidemiology in emergency care context.</p>     <p>Methods: This is a cross-sectional observational study in which a survey was used for data collection. We selected a convenience sample of the paediatric emergency department admissions in a central hospital, during a 3 month period.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Results: A total of 108 admissions were registered. The majority of patients were male and above 10 years old. Accidents happened mainly in school (86.1%), followed by public spaces (7.4%) and home (6.5%). A bigger occurrence of accidents (37%) was recorded between 12:00h and 14:30h. 53.7% were non-sports related accidents, more commonly falls. Wrist and ankle were the most affected joints, 24.7% and 16.7% respectively. Sprains and strains accounted for 52.8% of the diagnoses, while bone fractures accounted for 23.1%. The average permanency time in the emergency care unit was 1 and a half hours. 19.4% of patients were discharged within the first hour after admission.</p>     <p>Conclusions: Most children under 10 years of age sought the paediatric emergency care unit due to trauma after falling. Among the ages of 11 and 14 years old, accidents and sports related traumatisms had the same prevalence. Sports related accidents were the main type of accidents in adolescents above 14 years old. Given that the lesions of more than half of patients (52.7%) were probably only minor/superficial, a primary health care evaluation would have been preferable, eventually referring to paediatric emergency care if justifiable.<br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Paediatric musculoskeletal trauma, Traumatism, Accidents, Paediatric emergency, Epidemiology of referrals. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O trauma m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico define-se por dano f&iacute;sico corporal atrav&eacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o a for&ccedil;as din&acirc;micas abruptas, que excedam a capacidade de toler&acirc;ncia dos tecidos, sendo causadas intencionalmente ou n&atilde;o-intencionalmente por fatores externos<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>Al&eacute;m das fraturas, as entorses e contus&otilde;es s&atilde;o os diagn&oacute;sticos mais frequentemente associados ao trauma m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico pedi&aacute;trico<sup>4</sup>, resultando de acidentes como quedas, acidentes desportivos, acidentes rodovi&aacute;rios, acidentes dom&eacute;sticos, entre outros<sup>1-3</sup>,<sup>5-8</sup>.</p>
    <p>A popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica, sendo mais impetuosa, com menor capacidade de avalia&ccedil;&atilde;o dos perigos e menor destreza motora que os adultos, revela vulnerabilidade acrescida, e maior risco de acidentes de dif&iacute;cil previsibilidade<sup>1,2,9</sup>.</p>
    <p>Todos os anos aproximadamente uma em cada quatro crian&ccedil;as necessita de cuidados m&eacute;dicos devido a les&otilde;es n&atilde;o-intencionais<sup>10-13</sup>.</p>
    <p>Na Europa, a primeira causa de morte e de incapacidade entre os 1 e 18 anos de vida &eacute; o traumatismo. A sua preval&ecirc;ncia &eacute; maior do que o somat&oacute;rio de todas as outras causas de morte, inclusivamente em Portugal<sup>1,2,5,7-11,13,14</sup>. De acordo com o Perfil de Seguran&ccedil;a Infantil de Portugal 2012 (ano mais recente para o qual h&aacute; dados dispon&iacute;veis), relativamente &agrave;s taxas de mortalidade por traumatismos e les&otilde;es, Portugal classifica-se em 8&ordm; lugar e 7&ordm; lugar, para o sexo feminino e sexo masculino, respetivamente<sup>15</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As consequ&ecirc;ncias lesionais de traumatismos acidentais em crian&ccedil;as podem ser organizadas graficamente na forma piramidal. As les&otilde;es que n&atilde;o requerem hospitaliza&ccedil;&atilde;o formam a base, ocupando as les&otilde;es que necessitam de internamento hospitalar o meio da pir&acirc;mide. No topo da pir&acirc;mide est&atilde;o os acidentes fatais, que apesar de constitu&iacute;rem o grupo mais pequeno s&atilde;o facilmente mensur&aacute;veis<sup>9</sup>.</p>
    <p>H&aacute; poucos estudos em Portugal que descrevam a epidemiologia do dano m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico pedi&aacute;trico ou que relatem potenciais fatores de risco a ele associados<sup>1,9,15</sup>.</p>
    <p>Sendo a preven&ccedil;&atilde;o fundamental na redu&ccedil;&atilde;o de acidentes infantis, existem medidas intervencionais eficazes neste &acirc;mbito, como programas educacionais comunit&aacute;rios associados ao cumprimento de normas de seguran&ccedil;a<sup>1-3,11</sup>.</p>
    <p>A an&aacute;lise detalhada da epidemiologia do trauma m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico pedi&aacute;trico poder&aacute; permitir uma poss&iacute;vel reflex&atilde;o sobre a preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoces, de modo a reduzir a incapacidade associada ao trauma pedi&aacute;trico.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">OBJECTIVOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Objetivo Geral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O principal objetivo deste estudo foi caracterizar as admiss&otilde;es por trauma m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico num servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trica (SUP) de um hospital central.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Objetivos Específicos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Como objetivos espec&iacute;ficos pretendeu-se:<br />caracterizar demograficamente as v&iacute;timas dos acidentes (sexo e idade); especificar os tipos de acidentes; indicar o local/proveni&ecirc;ncia dos acidentes; caracterizar os exames complementares de diagn&oacute;stico (ECD) realizados e analisar o tempo de perman&ecirc;ncia no SUP; descrever o tratamento realizado face a cada diagn&oacute;stico e assinalar a orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; data da alta do SUP.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3.1 Estudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi efetuado um estudo transversal atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito (Ap&ecirc;ndice I) &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes dos 0 aos 17 anos e 365 dias, admitidos no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trica do Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o por traumatismo m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico entre setembro e novembro de 2016.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3.2 População e Seleção da Amostra</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O inqu&eacute;rito foi aplicado aos doentes e/ou seus respons&aacute;veis legais durante a sua perman&ecirc;ncia no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, sempre pelo mesmo investigador.</p>
    <p>Foi escolhida uma amostra de conveni&ecirc;ncia e inclu&iacute;dos no estudo todas as crian&ccedil;as e adolescentes admitidos durante o per&iacute;odo de perman&ecirc;ncia do investigador no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3.3 Parâmetros Avaliados</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os par&acirc;metros avaliados inclu&iacute;ram:</p>
    <p>1. Aspetos demogr&aacute;ficos (sexo e idade).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2. Carateriza&ccedil;&atilde;o do acidente (hora do acidente e hora da vinda ao SUP, forma de referencia&ccedil;&atilde;o, local e tipo de acidente, se acidente desportivo tipo de modalidade&nbsp; praticada, zona do corpo afetada).</p>
    <p>3. Exames complementares de diagn&oacute;stico efetuados.</p>
    <p>4. Diagn&oacute;stico.</p>
    <p>5. Terap&ecirc;utica efetuada.</p>
    <p>6. Orienta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a Alta.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3.4 Análise Estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi efetuada an&aacute;lise estat&iacute;stica utilizando os programas Microsoft Office Excel 2013 e SPSS<sup>&reg;</sup> 21.</p>
    <p>As idades foram organizadas de forma categ&oacute;rica - 1-5 anos; 6-10 anos; 11-14 anos; 15-18 anos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3.5 Autorização e Recolha de Dados</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O estudo foi avaliado e autorizado pelo Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Centro Hospitalar S. Jo&atilde;o e pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Hospitalar S. Jo&atilde;o.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As crian&ccedil;as e adolescentes e seus respons&aacute;veis legais foram informados de forma oral e escrita dos objetivos e metodologia do estudo em quest&atilde;o, bem como esclarecidos sobre a voluntariedade da participa&ccedil;&atilde;o, eventual inc&oacute;modo, privacidade e confidencialidade. (Ap&ecirc;ndice II)</p>
    <p>Foi dado a conhecer ao representante legal a declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia<sup>16</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3.6 Cronograma de Atividades</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O cronograma cumpriu 3 etapas abaixo descritas:</p>
    <p>&bull; Primeira fase (3 meses) - procedeu-se a pesquisa bibliogr&aacute;fica, elabora&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito e submiss&atilde;o &agrave; Comiss&atilde;o de &Eacute;tica.</p>
    <p>&bull; Segunda fase (3 meses) - recolha da amostra e registo de dados.</p>
    <p>&bull; Terceira fase (3 meses) - an&aacute;lise dos dados e conclus&atilde;o do estudo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Durante o per&iacute;odo em estudo (setembro a novembro de 2016) foram admitidos no SUP um total de 3811 crian&ccedil;as e adolescentes v&iacute;timas de traumatismo m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra de conveni&ecirc;ncia selecionada incluiu 108 doentes correspondendo a aproximadamente 2,8% do total de admiss&otilde;es no mesmo per&iacute;odo. Todos os doentes aceitaram inclus&atilde;o no estudo.</p>
    <p>Da totalidade da amostra, 53 doentes (49,1%) eram do sexo feminino e 55 (50,9%) do sexo masculino (<em>p</em> = 0,847). As idades variaram entre 1 ano e 17 anos (mediana 12 anos; amplitude interquartil 4), tendo 65,7% das admiss&otilde;es ocorrido acima dos 10 anos (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f1.jpg" width="384" height="335" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A maioria dos acidentes ocorreu na escola (86,1%), com 6,5% em casa e 7,4% noutro espa&ccedil;o p&uacute;blico. Os acidentes registados nesta amostra ocorreram entre as 9:00 e as 22:30, com uma distribui&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea ao longo de todo o dia registando-se, no entanto, uma maior ocorr&ecirc;ncia (37%) entre as 12:00h e as 14:30h (pico de maior incid&ecirc;ncia pelas 14:00h - 9,3%) (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f2.jpg" width="384" height="333" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>A maioria das crian&ccedil;as e adolescentes recorreu ao SUP no mesmo dia do acidente (84,3%), e apenas 8,3% foram observadas mais de 48 horas ap&oacute;s o acidente.</p>
    <p>Relativamente &agrave; referencia&ccedil;&atilde;o ao SUP apenas 12 doentes (11%) foram referenciados, sendo a maioria destas referencia&ccedil;&otilde;es (10) efetuadas pelo INEM, um pelo Pediatra assistente e um pelo M&eacute;dico de fam&iacute;lia.</p>
    <p>53,7% sofreram acidentes n&atilde;o desportivos, maioritariamente quedas. Os traumatismos desportivos corresponderam a 46,3%, sendo o desporto mais frequentemente envolvido foi o futebol, em 26 casos (52%) (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f3.jpg" width="393" height="236" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O tornozelo e o punho foram as zonas mais afetadas, respetivamente em 24,7% e 16,7% dos casos, seguindo-se os dedos das m&atilde;os - 12,9% dos casos - e os joelhos - 11% dos casos (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f4.jpg" width="377" height="332" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>97,2% dos doentes foram submetidos a telerradiografia das &aacute;reas afetadas, e tr&ecirc;s n&atilde;o efetuaram qualquer exame imagiol&oacute;gico.</p>
    <p>Os diagn&oacute;sticos mais frequentes foram a contus&atilde;o (52,8%) e as fraturas (23,1%). 23 crian&ccedil;as e adolescentes sofreram entorse (21,3%). A luxa&ccedil;&atilde;o articular ocorreu em 2 casos, uma adolescente de 11 anos no ombro e um rapaz de 12 anos no joelho (r&oacute;tula).</p>
    <p>As <a name="topf5"></a><a href="#f5">figuras 5</a>, <a name="topf6"></a><a href="#f6">6</a> e <a name="topf7"></a><a href="#f7">7</a> ilustram o local de acidente, tipo de acidente e diagn&oacute;stico consoante a faixa et&aacute;ria, respetivamente.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f5.jpg" width="388" height="359" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f6.jpg" width="388" height="347" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a05f7.jpg" width="383" height="356" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>15,7% dos doentes tiveram alta sem qualquer tratamento prescrito, a 37% foi recomendado repouso e gelo local (RICE), a 18,5% foi colocada imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada com tala, e a 2,8% gesso fechado. Apenas um foi submetido a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Os restantes tratamentos, para al&eacute;m da analgesia, inclu&iacute;ram a utiliza&ccedil;&atilde;o de cotoveleira, sindactilia, e descarga com canadianas.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia no SUP foi de 1h e 30 minutos (no m&iacute;nimo 8 minutos e no m&aacute;ximo 2h e 54 minutos). Cerca de 19,4% teve alta durante a primeira hora ap&oacute;s a admiss&atilde;o.</p>
    <p>&Agrave; data da alta do SUP, 20,4% dos casos foram orientados para reavalia&ccedil;&atilde;o em consulta externa, um necessitou de internamento e 78,7% tiveram alta para o domic&iacute;lio.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo surge da necessidade de colmatar a escassa literatura dispon&iacute;vel acerca do trauma m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico em idade pedi&aacute;trica, e a epidemiologia do mesmo, no contexto de urg&ecirc;ncia hospitalar<sup>1,9,15</sup>.</p>
    <p>Neste estudo, o n&uacute;mero de crian&ccedil;as admitidas foi superior no sexo masculino em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo feminino, no entanto a diferen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; significativa, o que est&aacute; de acordo com outros estudos realizados anteriormente<sup>1-3,5,6,11</sup>. A adolesc&ecirc;ncia &eacute; carateristicamente um per&iacute;odo de grande vulnerabilidade e incapacidade de avalia&ccedil;&atilde;o de risco/benef&iacute;cio, por isso mais sujeita a acidentes. Este facto foi poss&iacute;vel de verificar neste trabalho, uma vez que a faixa et&aacute;ria que mais recorreu ao SUP foi a dos 11-14 anos<sup>1,17</sup>, respons&aacute;vel por 44% das admiss&otilde;es.</p>
    <p>Todos os inqu&eacute;ritos foram colhidos de segunda-feira a sexta-feira, pelo que seria previs&iacute;vel que o local de acidente mais prevalente fosse a escola (86%), o que se veio a verificar em todas as faixas et&aacute;rias definidas. Este facto &eacute; justific&aacute;vel pelas crian&ccedil;as e adolescentes passarem grande parte do tempo em ambiente escolar durante os dias &uacute;teis. &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de um caso, todas as admiss&otilde;es por acidentes ocorridos em espa&ccedil;os p&uacute;blicos (7,4%) verificaram-se acima dos 10 anos de idade, possivelmente devido &agrave; maior liberdade e menor supervis&atilde;o parental neste grupo.</p>
    <p>A hora de ocorr&ecirc;ncia dos acidentes teve uma distribui&ccedil;&atilde;o variada, ainda assim &eacute; not&oacute;rio um pico &agrave;s 14 horas. Dada esta hora se incluir normalmente num per&iacute;odo recreativo, oportuno para atividades l&uacute;dicas e f&iacute;sicas pouco controladas, s&atilde;o mais prov&aacute;veis situa&ccedil;&otilde;es que propiciem les&otilde;es traum&aacute;ticas.</p>
    <p>A data de vinda ao SUP foi na sua grande maioria coincidente com o dia do acidente (84,3% dos casos). Contudo, em 8,3% das vezes, a vinda ao SUP deu-se mais de 48 horas ap&oacute;s o acidente, talvez por sintomatologia mais insidiosa.</p>
    <p>A maioria das crian&ccedil;as at&eacute; 10 anos recorreu por traumatismo ap&oacute;s queda. Dos 11 anos aos 14 anos, os traumatismos por queda acidental e os acidentes desportivos tiveram igual preval&ecirc;ncia. Nos adolescentes acima dos 14 anos, o principal tipo de acidente foi o acidente desportivo.</p>
    <p>A telerradiografia da zona corporal afetada foi realizada quase na totalidade das admiss&otilde;es (97,2%). Apesar da emiss&atilde;o de radia&ccedil;&atilde;o ionizante, este ECD pode revelar import&acirc;ncia quando os sintomas forem pouco espec&iacute;ficos, no entanto poder&aacute; ser solicitado como uma forma de pr&aacute;tica de medicina defensiva<sup>1</sup>. No que concerne ao diagn&oacute;stico, a contus&atilde;o foi o mecanismo de les&atilde;o mais frequente<sup>1</sup> em todas as faixas et&aacute;rias, explic&aacute;vel no evento de impactos de baixa intensidade.</p>
    <p>Tanto as fraturas &oacute;sseas como as entorses ocorreram apenas em crian&ccedil;as com mais de 5 anos. O facto de as crian&ccedil;as com menos de 5 anos serem dotadas de maior elasticidade &oacute;ssea pode justificar a aus&ecirc;ncia de fraturas nesta faixa et&aacute;ria. Nas crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, a presen&ccedil;a de fraturas cranianas, fraturas em ossos longos, ou fraturas m&uacute;ltiplas em v&aacute;rios est&aacute;gios de consolida&ccedil;&atilde;o, poderiam alertar para a eventualidade de maus tratos infantis<sup>18</sup>.</p>
    <p>Quanto ao tratamento, mais de metade dos doentes (52,7%) n&atilde;o foram sujeitos a qualquer interven&ccedil;&atilde;o/ prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica ou foi apenas recomendado repouso e coloca&ccedil;&atilde;o de gelo sobre a les&atilde;o. Nestes casos as les&otilde;es provavelmente seriam <em>minor</em> e superficiais, pelo que teria sido prefer&iacute;vel uma avalia&ccedil;&atilde;o pelos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, e eventual referencia&ccedil;&atilde;o ao SUP se esta se justificasse.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H&aacute; v&aacute;rias limita&ccedil;&otilde;es neste estudo que s&atilde;o necess&aacute;rias salientar. Ainda o que o intuito inicial fosse o preenchimento dos inqu&eacute;ritos pelos respons&aacute;veis legais dos doentes, tal verificou-se de dif&iacute;cil execu&ccedil;&atilde;o devido &agrave; curta dura&ccedil;&atilde;o de cada&nbsp; atendimento no SUP, de modo que os inqu&eacute;ritos s&oacute; puderam ser colhidos e preenchidos na presen&ccedil;a do investigador principal. Foi analisada uma amostra de conveni&ecirc;ncia do total de admiss&otilde;es no per&iacute;odo de tempo em que o estudo foi realizado, o que poder&aacute; n&atilde;o corresponder ao espelho da realidade.</p>
    <p>Outro constrangimento prende-se com o facto de o estudo se ter centrado exclusivamente em doentes de trauma pedi&aacute;trico que tenham recebido cuidados no SUP de um centro de trauma n&iacute;vel A. Por outro lado, h&aacute; o benef&iacute;cio de ser o &uacute;nico hospital com atendimento pedi&aacute;trico na zona do Grande Porto. Doentes tratados em consult&oacute;rios/cl&iacute;nicas/hospitais privados n&atilde;o foram inclu&iacute;dos.</p>
    <p>Uma vez que o per&iacute;odo de an&aacute;lise foi relativamente curto, n&atilde;o permitiu avaliar outros aspetos, por exemplo os relacionados com a sazonalidade.</p>
    <p>O facto de os inqu&eacute;ritos terem sido sempre colhidos em dias &uacute;teis aleat&oacute;rios, durante o per&iacute;odo diurno, poder&aacute; constituir um vi&eacute;s. A an&aacute;lise de admiss&otilde;es durante o fim-de-semana poderia complementar os resultados, uma vez que as crian&ccedil;as num ambiente n&atilde;o escolar provavelmente estariam sujeitas a outro tipo de acidentes.</p>
    <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es, consideramos que este trabalho tem import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o dos acidentes traum&aacute;ticos e seus mecanismos de les&atilde;o, o que poder&aacute; vir a constituir um ponto de partida para investiga&ccedil;&otilde;es futuras no &acirc;mbito da preven&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Batalha S, Salva I, Santos  J. Acidentes em Crianças e Jovens, Que Contexto e Que Abordagem? Experiência de Nove Meses no Serviço de Urgência num Hospital de Nível II. Acta Pediatr Port. 2016; 47: 30-37</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324362&pid=S1646-2122201900010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Jalavandi F, Arasteh P, Faramani RS, Esmaeilivand M. Epidemiology of Pediatric Trauma and Its Patterns in Western Iran: A Hospital Based Experience. Global Journal of Health Science. 2016; 8 (6): 139-146</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324363&pid=S1646-2122201900010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Kundal VK, Debnath PR, Sen A. Epidemiology of Pediatric Trauma and its Pattern in Urban India: A Tertiary Care Hospital-Based Experience. J Indian Assoc Pediatr Surg. 2017 Jan; 22 (1): 33-37</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Kliegman RM, Stanton BF, St Geme III JW, Schor NF, Berhman RE. Nelson Textbook of Pediatrics. 20th Ed. Elvesier; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324365&pid=S1646-2122201900010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Cleves D. Pediatric trauma at a general hospital in Cali, Colombia. J Pediatr Surg. 2016; 51 (8): 1341-1345</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324367&pid=S1646-2122201900010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Sharma M, Lahoti BK, Khandelwal G, Mathur RK, Sharma SS, Laddha A. Epidemiological trends of pediatric trauma: A single-center study of 791 patients. J Indian Assoc Pediatr Surg. 2011 Jul; 16 (3): 88-92</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Owens PL, Zodet MW, Berdahl T, Dougherty D, McCormick MC, Simpson LA. Annual Report on Health Care for Children and Youth in the Unites States: Focus on Injury-Related Emergency Department Utilization and Expenditures. Ambulatory Pediatrics. 2008; 8: 219-240</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324369&pid=S1646-2122201900010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Franciozi CES, Tamaoki MJS, Araujo EFA, Dobashi ET, Utumi CE, Pinto JA. Epidemiology, treatment and economical aspects of multiple trauma in children and adolescents in a public hospital. Acta Ortop Bras. 2008; 16 (5): 261-265</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324370&pid=S1646-2122201900010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Dias J, Costa S, Martins S. Prevenção de acidentes em idade pediátrica: o que sabem os pais e o que fazem os médicos. Acta Pediatr Port. 2013; 44 (6): 277-282</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324371&pid=S1646-2122201900010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Ward WT, Rihn JA. The Impact of Trauma in an Urban Pediatric Orthopaedic Practice. J Bone Joint Surg Am. 2006 Dec; 88 (12): 2759-2764</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Jung JH, Kim DK, Jang HY, Kwak YH. Epidemiology and Regional Distribution of Pediatric Unintentional Emergency Injury in Korea from 2010 to 2011. 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AAP Committee on Pediatric Emergency Medicine, Council on Injury, Violence, and Poison Prevention, Section on Critical care, Section On Orthopaedics, Section on Surgery, Section on Transport Medicine, Pediatric Trauma Society, Society of Trauma Nurses, Pediatric Committee. Management of Pediatric Trauma. Pediatrics. 2016 Aug; 138 (2)</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Gardner HG. Committee on Injury, Violence, and Poison Prevention. Office-Based Counseling for Unintentional Injury Prevention. Pediatrics. 2007; 119 (1): 202-206</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324376&pid=S1646-2122201900010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">15. European Child Safety Alliance; Perfil de segurança infantil do país 2012: Portugal[homepage on the Internet]. 2017; [cited 2017 Fev 10]. Available from: <a href="http://www.childsafetyeurope.org/report-cards/info/portugalcountry-profile-pt.pdf" target="_blank">http://www.childsafetyeurope.org/report-cards/info/portugalcountry-profile-pt.pdf</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Declaração de Helsínquia [homepage on the Internet]. [updated 2017 Fev 23]. Available from: <a href="http://www.wma.net/en/20activities/10ethics/10helsinki/DoH-Oct2013-JAMA.pdf" target="_blank">http://www.wma.net/en/20activities/10ethics/10helsinki/DoH-Oct2013-JAMA.pdf</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Yang WC, Lin YR, Zhao LL, Wu YK, Chang YJ, Chen CY, et al. Epidemiology of Pediatric Critically-ill Patients Presenting to the Pediatric Emergency Department. Klin Padiatr . 2013; 225: 18-23</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. 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<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Miguel Almeida    <br>Rua João Monteiro de Meireles, lote 7    <br>4420-473 Valbom    <br><a href="mailto:nmiguelalmeida92@gmail.com">nmiguelalmeida92@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2017-04-24</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-10-08</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-05-13</font></p>     ]]></body><back>
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