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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Separação epifisária do úmero distal em recém-nascidos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Traumatic separations of the distal epiphysis of the humerus, in newborn, are rare injuries. Some case reports have already been published and precise epidemiological data lack. This injury can easily be missed in the maternity, ward either by the nonspecific clinic or by the difficulty of interpreting the radiologically exams. The present report describes two infants with traumatic separation of the distal epiphysis of the humerus, in whom this diagnosis was made at birth. The diagnosis was made first with radiography and then confirmed with ultrasound. They were treated with Velpeau imobilization. Conservative management resulted in completed clinically and radiologically recovery.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Epífise distal do úmero]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Separação epifisária do úmero distal em recém-nascidos</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Susana Ângelo<sup>I, II</sup></b>; <b>Ana Marta Coelho<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Carvalhais<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Soldado<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Hospital Distrital da Figueira da Foz, Portugal. Portugal.<br />II. Unidade de Cirurgia de Mão e Microcirurgia Pediátrica, Hospital Sant Joan de Deu, Universitat de Barcelona, Espanha. Espanha.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As separa&ccedil;&otilde;es traum&aacute;ticas epifis&aacute;rias do &uacute;mero distal, em rec&eacute;m-nascidos, s&atilde;o raras. Poucos casos cl&iacute;nicos t&ecirc;m sido publicados e os dados epidemiol&oacute;gicos existentes falham na precis&atilde;o. Esta patologia pode passar despercebida na maternidade quer pela clinica inespec&iacute;fica quer pela dificuldade de interpreta&ccedil;&atilde;o dos exames imagiol&oacute;gicos.</p>     <p>Apresentam-se dois casos cl&iacute;nicos de separa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica epifis&aacute;ria do &uacute;mero distal detectados em rec&eacute;m-nascidos na maternidade, diagnosticados e confirmados com radiografias e ecografia. Tratados conservadoramente: imobiliza&ccedil;&atilde;o com Velpeau. Com resolu&ccedil;&atilde;o completa clinica e imagiol&oacute;gica.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Epífise distal do úmero, epifisiólise, recém-nascidos. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Traumatic separations of the distal epiphysis of the humerus, in newborn, are rare injuries.</p>     <p>Some case reports have already been published and precise epidemiological data lack.</p>     <p>This injury can easily be missed in the maternity, ward either by the nonspecific clinic or by the difficulty of interpreting the radiologically exams.</p>     <p>The present report describes two infants with traumatic separation of the distal epiphysis of the humerus, in whom this diagnosis was made at birth. The diagnosis was made first with radiography and then confirmed with ultrasound. They were treated with <em>Velpeau</em> imobilization.</p>     <p>Conservative management resulted in completed clinically and radiologically recovery.<br /><br /><br /></p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Distal humerus epiphysis, epiphyseolysis, newborn. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As separa&ccedil;&otilde;es traum&aacute;ticas epifis&aacute;rias do &uacute;mero distal em rec&eacute;m-nascidos s&atilde;o raras. Poucos casos cl&iacute;nicos t&ecirc;m sido publicados e os dados epidemiol&oacute;gicos existentes falham na precis&atilde;o. <em>Madsen ET</em> em 1995 revisou 105119 partos: 789 (0.75%) dos rec&eacute;m-nascidos tiveram uma fractura, mas apenas uma separa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica da ep&iacute;fise distal do &uacute;mero foi detectada (0.001%)<sup>1,3</sup>.</p>
    <p>Classificam-se como fracturas-epifis&aacute;rias tipo I de Salter-Harris<sup>2</sup>. O mecanismo de les&atilde;o &eacute; a hiperextens&atilde;o do cotovelo ou a rota&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o mais vigorosa com o cotovelo flexionado (rota&ccedil;&atilde;o e cisalhamento), podendo ocorrer nos partos dist&oacute;citos ou nas cesarianas durante o movimento de extrac&ccedil;&atilde;o do beb&eacute;. Tamb&eacute;m est&atilde;o descritos casos em situa&ccedil;&otilde;es de maus tratos. Outros factores de risco s&atilde;o: prim&iacute;paras e apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica<sup>3-7</sup>.</p>
    <p>Esta patologia pode passar despercebida no nascimento quer pela clinica inespecifica quer pela dificuldade de interpreta&ccedil;&atilde;o dos exames imagiol&oacute;gicos. Erro no diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e imagiol&oacute;gico pode ser a causa para esta baixa incid&ecirc;ncia<sup>3,4</sup>.</p>
    <p>O diagn&oacute;stico inicial depende inteiramente dos achados cl&iacute;nicos: hematoma, deformidade, crepita&ccedil;&atilde;o descrita como abafada (descri&ccedil;&atilde;o do som da cartilagem contra cartilagem na mobiliza&ccedil;&atilde;o) ao n&iacute;vel do cotovelo. O movimento ativo &eacute; limitado (pseudoparalitico) e o movimento passivo &eacute; doloroso. O diagn&oacute;stico clinico pode ser realizado com base na rela&ccedil;&atilde;o constante dos epic&ocirc;ndilos&nbsp; medial e lateral com o olecr&acirc;nio &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o, no entanto, a identifica&ccedil;&atilde;o destes pontos de refer&ecirc;ncia pode ser dif&iacute;cil devido ao edema do cotovelo e tecidos moles adjacentes<sup>2</sup>. As radiografias revelam altera&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o normal &uacute;mero distal - antebra&ccedil;o: com antebra&ccedil;o desviado p&oacute;stero-medialmente ou p&oacute;stero-lateralmente; o diagn&oacute;stico definitivo atrav&eacute;s da radiografia &eacute; dif&iacute;cil devido &agrave; aus&ecirc;ncia dos n&uacute;cleos de ossifica&ccedil;&atilde;o nesta faixa et&aacute;ria. A ecografia confirma o diagn&oacute;stico, demonstrando a cartilagem da parte distal do &uacute;mero e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o antebra&ccedil;o. A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica faz o diagn&oacute;stico, mas o beb&eacute; necessita de ser sedado para a sua realiza&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>.</p>
    <p>Os diagn&oacute;sticos diferenciais a ter em conta s&atilde;o:artrite s&eacute;ptica, luxa&ccedil;&atilde;o do cotovelo e luxa&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita da tac&iacute;cula radial<sup>2</sup>.</p>
    <p>Quanto ao tratamento, a maioria dos autores e os estudos mais recentes defendem o tratamento conservador: imobiliza&ccedil;&atilde;o com tala gessada posterior braquipalmar com cotovelo flexionado a 90&deg; e antebra&ccedil;o pronado (com ou sem trac&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o suave do cotovelo pr&eacute;via) durante 2 a 3 semanas<sup>2</sup>.</p>
    <p>Independentemente do tratamento escolhido a separa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica da ep&iacute;fise do &uacute;mero distal no rec&eacute;m-nascido tem um bom progn&oacute;stico. O cubitus varus &eacute; a complica&ccedil;&atilde;o mais frequente, mas geralmente &eacute; corrigida espontaneamente com o crescimento mesmo que a redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica n&atilde;o tenha sido conseguida. Esta resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel devido a dois factores: les&atilde;o tipo I de Salter-Harris e elevado potencial de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea nos rec&eacute;m-nascidos<sup>8</sup>.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DESCRIÇÃO DOS CASOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apresentam-se dois casos cl&iacute;nicos de separa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica epifis&aacute;ria do &uacute;mero distal diagnosticada em rec&eacute;m-nascidos (<a href="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06t1.png">Tabela 1</a>).</p>
    
<p>Caso Cl&iacute;nico 1 - Rec&eacute;m-nascido do sexo feminino, 41 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, gravidez vigiada e sem intercorr&ecirc;ncias, apresenta&ccedil;&atilde;o cef&aacute;lica, parto eut&oacute;cito, peso de 3510g, Apgar 9/10. Na primeira reavalia&ccedil;&atilde;o pelo Pediatra observados sinais inflamat&oacute;rios no cotovelo esquerdo, hiperemia e aumento do calor local, associados a pseudopar&eacute;sia da extremidade superior esquerda. Restante exame f&iacute;sico sem altera&ccedil;&otilde;es. Pediram-se raio x do membro superior esquerdo (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) e posteriormente uma ecografia (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>), confirmando-se o diagn&oacute;stico de separa&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria do &uacute;mero distal. A crian&ccedil;a foi avaliada pelo Ortopedista, imobilizada <em>Velpeau</em> e orientada para consulta de ortopedia &agrave;s 3 semanas.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06f1.jpg" width="390" height="719" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06f2.jpg" width="390" height="295" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Na consulta foi retirada a imobiliza&ccedil;&atilde;o, sem sinais de compromisso neurovascular identific&aacute;veis; a radiografia do cotovelo revelou calo &oacute;sseo abundante (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>); reavaliada novamente &aacute;s 7 semanas de vida: amplitude articular activa completa, com discreto <em>cubitus varus</em> de 5&deg;. Aos 8 meses de vida: mobilidade activa completa, com alinhamento normal clinico e radiol&oacute;gico, com correc&ccedil;&atilde;o completa da deformidade em <em>varus</em> (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06f3.jpg" width="389" height="207" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06f4.jpg" width="390" height="677" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Caso Clinico 2 - Rec&eacute;m-nascido do sexo feminino, 38 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, gravidez vigiada e sem intercorr&ecirc;ncias, parto por cesariana por n&atilde;o progress&atilde;o do parto vaginal, peso de 2780g, Apgar 9/10. Na primeira reavalia&ccedil;&atilde;o pelo Pediatra observada pseudopar&eacute;sia da extremidade superior esquerda com crepita&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do cotovelo.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Restante exame f&iacute;sico sem altera&ccedil;&otilde;es. Pediram-se raio x do membro superior esquerdo e posteriormente uma ecografia (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>), confirmando-se o diagn&oacute;stico de separa&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria do &uacute;mero distal.</p>
    <p>Foi avaliada pelo Ortopedista, imobilizada com Velpeau, e orientada para consulta de seguimento &agrave;s 3 semanas.</p>
    <p>Na consulta de ortopedia foi retirada a imobiliza&ccedil;&atilde;o, sem sinais de compromisso neurovascular detect&aacute;veis, realizou raio x com visualiza&ccedil;&atilde;o de calo &oacute;sseo abundante e j&aacute; com flex&atilde;o activa completa. Crian&ccedil;a reavaliada aos 5meses de vida: amplitude articular activa completa, com alinhamento normal clinico e radiol&oacute;gico (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figuras 5</a> e <a name="topf6"></a><a href="#f6">6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06f5.jpg" width="390" height="201" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v27n1/27n1a06f6.jpg" width="389" height="437" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os casos descritos foram diagnosticados precocemente pelo Pediatra durante as primeiras horas de vida, e o tratamento, seguimentos e resultados obtidos est&atilde;o de acordo com os da literatura mais recente.</p>
    <p>Os factores de risco descritos na literatura e identific&aacute;veis nestes casos apresentados foram: primeiro filho (nos 2 casos) e parto por cesariana (caso 1).</p>
    <p>Em ambos os casos o raio x foi realizado, mas foi necess&aacute;rio recorrer &agrave; ecografia para confirmar o diagn&oacute;stico.</p>
    <p>O elevado potencial de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea nesta faixa et&aacute;ria permitiu ao rec&eacute;m-nascido, caso 1, corrigir a deformidade em varus espontaneamente num curto espa&ccedil;o de tempo.</p>
    <p>Em ambos os casos no primeiro raio x de controlo o calo &oacute;sseo visualizado foi abundante, dados coincidentes com os casos j&aacute; descritos que defendem que o per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o durante 2 a 3 semanas &eacute; o suficiente para esta fractura.</p>
    <p>O tratamento conservador foi eficaz em ambos os casos, com resolu&ccedil;&atilde;o completa clinica e imagiol&oacute;gica, sem sequelas detect&aacute;veis. No entanto, o per&iacute;odo de seguimento &eacute; curto (8 e 6meses), sendo necess&aacute;rio controlo a longo prazo para descartar complica&ccedil;&otilde;es de alinhamento e repercuss&atilde;o funcional ao n&iacute;vel do membro superior afectado.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de a separa&ccedil;&atilde;o epifis&aacute;ria do &uacute;mero distal em rec&eacute;m-nascidos ser uma situa&ccedil;&atilde;o rara e que pode passar despercebida, o seu diagn&oacute;stico e tratamento s&atilde;o relativamente f&aacute;ceis, com um bom progn&oacute;stico funcional e baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Madsen ET. Fractures of the extremeties in the newborn. Acta Obstet Gynecol Scand. 1995; 34: 41-74</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324489&pid=S1646-2122201900010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Siffert RS. Displacement of the distal humeral epiphysis in the newborn infant. J Bone Joint Surg Am. 1963; 45: 165-169</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324490&pid=S1646-2122201900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Rogers LF, Rockwood Jr CA. Separation of the entire distal humeral epiphysis. Radiology. 1973; 106: 393-400</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324491&pid=S1646-2122201900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Jacobsen S, Hansson G, Nathorst-Westfelt J. Traumatic separation of the distal epiphysis of the humerus sustained at birth. J Bone Joint Surg. 2009; 91-B: 797-802</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324492&pid=S1646-2122201900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Soyuncu Y, Çevkol C, Soyuncu S, Yildirim A, Akyildiz F. Detection and treatment of traumatic separation of the distal humeral epiphysis in a neonate: a case report. Turkish Journal of Trauma & Emergency Surgery. 2009; 15 (1): 99-102</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324493&pid=S1646-2122201900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Sabat D, Maini L, Gautam VK. Neonatal separation of distal humeral epiphysis during Caesarean section: a case report. Journal of Orthopaedic Surgery. 2011; 19 (3): 376-378</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324494&pid=S1646-2122201900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Narain A, Goldstein M. Skeletal manifestations of child maltreatment. Clinical Pediatric Emergency Medicine. 2016; 17 (4): 274-283</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1324495&pid=S1646-2122201900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Ratti C, Guindani N, Riva G, Callegari L, Grassi FA, Murena L. Transphyseal elbow fracture in newborn: review of literature. Musculoskelet Surg. 2015 Sep; 99 (1): 99-105</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Susana Ângelo    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospital Distrital da Figueira da Foz    <br>Rua Luís Viegas do Nascimento, nº 7 4º A    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Figueira da Foz    <br>Telefone: 91 405 74 79    <br><a href="mailto:sprangelo@gmail.com">sprangelo@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-07-06</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-11-19</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2019-02-09</font></p>     ]]></body><back>
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