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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Competências para o trabalho na área de reabilitação psicossocial]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Competencias para trabajar en el área de rehabilitación psicosocial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION:Psychosocial rehabilitation is a process aimed at the conquest of opportunities for many users, promoting acceptance and social integration. In this context, workers should enhance their skills and introduce changes in this process in order to develop their training and achieve the desired goals. OBJECTIVE:This study aimed to identify the skills required of workers in psychosocial rehabilitation, from the point of view of the workers themselves. METHODOLOGY:The methodology is descriptive and qualitative. As an instrument of data collection was used semi-structured interviews to 10 employees of a psychosocial rehabilitation service (Espaço T - Porto), during the month of February 2013, in which the data were treated by analysis of content. RESULTS:The identified categories represent the skills acquired after analyzing data: competence in solving new problems and complex situations; communicative and relational competence; competence to work in a team; attitudinal skills; competence for active and "rehabilitative" learning skills, "to rescue the other" performance, autonomy, identity and dignity. Workers cautioned that skills must be acquired in a dynamic process of construction, that is, acquired and deepened through the constant search for new and diverse knowledge and skills. CONCLUSIONS:It was found that the experiences among users is the main source for acquiring the desired skills, because it is through practice that can identify problems, apply their knowledge and develop strategies according to each situation.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[INTRODUCCIÓN:Psicosocial rehabilitación es un proceso orientado a la conquista de oportunidades para muchos usuarios, la promoción de la aceptación y la integración social. En este contexto, los trabajadores deben mejorar sus habilidades e introducir cambios en este proceso con el fin de desarrollar su formación y lograr los objetivos deseados. OBJETIVO:Este estudio tuvo como objetivo identificar las competencias necesarias de los trabajadores en la rehabilitación psicosocial, desde el punto de vista de los propios trabajadores. METODOLOGÍA: La metodología es descriptiva y cualitativa. Como instrumento de recolección de datos se utilizo entrevistas individuales semiestructuradas a 10 empleados de un servicio de rehabilitación psicosocial (Espaço T - Porto), durante el mes de febrero de 2013, en la que los datos fueron tratados mediante el análisis de contenido. RESULTADOS: Las categorías identificadas representan las habilidades adquiridas después del análisis de los datos: la competencia en la solución de nuevos problemas y situaciones complejas; competencia comunicativa y relacional; competencia para trabajar en equipo; competência actitudinales; las competencias en activo y "rehabilitación" habilidades de aprendizaje, "para rescatar a los otros" rendimiento, autonomía, identidad y dignidad. Los trabajadores advirtieron que las habilidades deben ser adquiridas en un proceso dinámico de construcción, es decir, adquieren y se profundizaron a través de la constante búsqueda de conocimientos y habilidades nuevas y diversas. CONCLUSIONES: Se encontró que las experiencias entre los usuarios es la principal fuente para la adquisición de las habilidades deseadas, ya que es a través de la práctica que pueden identificar problemas, aplicar sus conocimientos y desarrollar estrategias en función de cada situación.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Reabilitação psicossocial]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Competências]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde mental]]></kwd>
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<kwd lng="es"><![CDATA[Salud mental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Compet&ecirc;ncias para o trabalho na &aacute;rea de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Competencias para trabajar en el &aacute;rea de rehabilitaci&oacute;n psicosocial</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Skills to work in the area of psychosocial rehabilitation</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ana Sara Freitas Veloso*</b></p>

	    <p>*Enfermeira (sem afilia&ccedil;&atilde;o institucional), Rua Cardeal Dom Am&eacute;rico, Bloco 13, Entrada 105, Casa 44, 4000&#45;077 Porto, Portugal. E&#45;mail: <a href="mailto:veloso.anasara@hotmail.com">veloso.anasara@hotmail.com</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O:</b> A reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial &eacute; um processo que visa &agrave; conquista de oportunidades para muitos utentes, promovendo a aceita&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o social. Neste contexto, os trabalhadores devem aprimorar as suas compet&ecirc;ncias e introduzir mudan&ccedil;as neste processo de forma a desenvolver a sua forma&ccedil;&atilde;o e a alcan&ccedil;ar os objetivos pretendidos.</p>

	    <p><b>OBJETIVO:</b>Esta investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivo identificar as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias dos trabalhadores em reabilita&ccedil;&atilde;o&#150;o psicossocial, do ponto de vista dos pr&oacute;prios trabalhadores.</p>

	    <p><b>METODOLOGIA:</b> A metodologia &eacute; descritiva e qualitativa. Como instrumento de recolha de dados foi utilizada uma entrevista semiestruturada, aplicada a 10 trabalhadores de um servi&ccedil;o de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial (Espa&ccedil;o T &#150; Porto), durante o m&ecirc;s de fevereiro de 2013, na qual os dados foram tratados por an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>

	    <p><b>RESULTADOS:</b> As categorias identificadas representam as compet&ecirc;ncias adquiridas ap&oacute;s a an&aacute;lise de dados: compet&ecirc;ncia na resolu&ccedil;&atilde;o de novos problemas e situa&ccedil;&otilde;es complexas; compet&ecirc;ncia comunicativa e relacional; compet&ecirc;ncia para o trabalho em equipa; compet&ecirc;ncias atitudinais; compet&ecirc;ncia para a aprendizagem ativa e compet&ecirc;ncias "reabilitadoras", "resgatar no outro" o desempenho, autonomia, identidade e dignidade.</p>

	    <p>Os trabalhadores ressalvaram que as compet&ecirc;ncias devem ser adquiridas num processo din&acirc;mico de constru&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, adquiridas e aprofundadas atrav&eacute;s da procura constante de novos e diversificados conhecimentos e compet&ecirc;ncias.</p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES:</b>Verificou&#45;se que as experi&ecirc;ncias vividas junto dos utentes &eacute; a principal fonte para a aquisi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias desejadas, porque &eacute; atrav&eacute;s da pr&aacute;tica que conseguem identificar os problemas, aplicar os seus conhecimentos e desenvolver estrat&eacute;gias de acordo com cada situa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b>Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial; Compet&ecirc;ncias; Sa&uacute;de mental</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODUCTION:</b>Psychosocial rehabilitation is a process aimed at the conquest of opportunities for many users, promoting acceptance and social integration. In this context, workers should enhance their skills and introduce changes in this process in order to develop their training and achieve the desired goals.</p>

	    <p><b>OBJECTIVE:</b>This study aimed to identify the skills required of workers in psychosocial rehabilitation, from the point of view of the workers themselves.</p>

	    <p><b>METHODOLOGY:</b>The methodology is descriptive and qualitative. As an instrument of data collection was used semi&#45;structured interviews to 10 employees of a psychosocial rehabilitation service (Espa&ccedil;o T &#150; Porto), during the month of February 2013, in which the data were treated by analysis of content.</p>

	    <p><b>RESULTS:</b>The identified categories represent the skills acquired after analyzing data: competence in solving new problems and complex situations; communicative and relational competence; competence to work in a team; attitudinal skills; competence for active and "rehabilitative" learning skills, "to rescue the other" performance, autonomy, identity and dignity.</p>

	    <p>Workers cautioned that skills must be acquired in a dynamic process of construction, that is, acquired and deepened through the constant search for new and diverse knowledge and skills.</p>

	    <p><b>CONCLUSIONS:</b>It was found that the experiences among users is the main source for acquiring the desired skills, because it is through practice that can identify problems, apply their knowledge and develop strategies according to each situation.</p>

	    <p><b>Keywords:</b>Psychosocial rehabilitation; Skills; Mental health</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMEN</b></p>

	    <p><b>INTRODUCCI&Oacute;N:</b>Psicosocial rehabilitaci&oacute;n es un proceso orientado a la conquista de oportunidades para muchos usuarios, la promoci&oacute;n de la aceptaci&oacute;n y la integraci&oacute;n social. En este contexto, los trabajadores deben mejorar sus habilidades e introducir cambios en este proceso con el fin de desarrollar su formaci&oacute;n y lograr los objetivos deseados.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>OBJETIVO:</b>Este estudio tuvo como objetivo identificar las competencias necesarias de los trabajadores en la rehabilitaci&oacute;n psicosocial, desde el punto de vista de los propios trabajadores.</p>

	    <p><b>METODOLOG&Iacute;A:</b> La metodolog&iacute;a es descriptiva y cualitativa. Como instrumento de recolecci&oacute;n de datos se utilizo entrevistas individuales semiestructuradas a 10 empleados de un servicio de rehabilitaci&oacute;n psicosocial (Espa&ccedil;o T &#150; Porto), durante el mes de febrero de 2013, en la que los datos fueron tratados mediante el an&aacute;lisis de contenido.</p>

	    <p><b>RESULTADOS:</b> Las categor&iacute;as identificadas representan las habilidades adquiridas despu&eacute;s del an&aacute;lisis de los datos: la competencia en la soluci&oacute;n de nuevos problemas y situaciones complejas; competencia comunicativa y relacional; competencia para trabajar en equipo; compet&ecirc;ncia actitudinales; las competencias en activo y "rehabilitaci&oacute;n" habilidades de aprendizaje, "para rescatar a los otros" rendimiento, autonom&iacute;a, identidad y dignidad.</p>

	    <p>Los trabajadores advirtieron que las habilidades deben ser adquiridas en un proceso din&aacute;mico de construcci&oacute;n, es decir, adquieren y se profundizaron a trav&eacute;s de la constante b&uacute;squeda de conocimientos y habilidades nuevas y diversas.</p>

	    <p><b>CONCLUSIONES:</b> Se encontr&oacute; que las experiencias entre los usuarios es la principal fuente para la adquisici&oacute;n de las habilidades deseadas, ya que es a trav&eacute;s de la pr&aacute;ctica que pueden identificar problemas, aplicar sus conocimientos y desarrollar estrategias en funci&oacute;n de cada situaci&oacute;n.</p>

	    <p><b>Descriptores:</b>Rehabilitaci&oacute;n psicosocial; Habilidades; Salud mental</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>H&aacute; muitos anos, os utentes que apresentavamalgum d&eacute;fice ou "anormalidade" no seu comportamento eram discriminados, marginalizados, exclu&iacute;dos da sociedade e desvalorizados quanto &agrave; sua autonomia e independ&ecirc;ncia. Sendo que a proposta de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial surge na contra corrente dessa realidade.</p>

	    <p>Segundo Faro (2006, p&aacute;g. 129) <i>"A reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo de desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes com os quais os pacientes possam viver com depend&ecirc;ncia m&iacute;nima, para que se sintam capazes como seres humanos produtivos", isto &eacute; atrav&eacute;s da reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que cada utente desenvolva habilidades e compet&ecirc;ncias te&oacute;rico/pr&aacute;ticas que lhes possibilitem uma vida di&aacute;ria mais est&aacute;vel, tornando&#45;os mais independentes e aut&ocirc;nomos na realiza&ccedil;&atilde;o das suas tarefas.</i></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Sa&uacute;de Mental (2008), valoriza as interven&ccedil;&otilde;es reabilitadoras e refere que todas as pessoas com problemas de sa&uacute;de mental t&ecirc;m o direito &agrave; qualidade nos cuidados de sa&uacute;de, incluindo as que pertencem a grupos especialmente vulner&aacute;veis, devendo o plano de reabilita&ccedil;&atilde;o promover e proteger os direitos humanos e reduzir o impacto das perturba&ccedil;&otilde;es mentais, com o objetivo de contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental nas popula&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>As pessoas portadoras de alguma defici&ecirc;ncia e com limita&ccedil;&otilde;es na sua inser&ccedil;&atilde;o social, s&oacute; poder&atilde;o ver cumpridos os seus objetivos atrav&eacute;s do seu esfor&ccedil;o, mas tamb&eacute;m se tiverem uma equipa que os acompanhe, apoie e os ajude atrav&eacute;s das suas compet&ecirc;ncias, a alcan&ccedil;ar uma etapa positiva, com adapta&ccedil;&atilde;o e reinser&ccedil;&atilde;o social, de acordo com as suas necessidades.</p>

	    <p>Segundo Babinsk e Hirdes (2004) para o trabalho em reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial num novo paradigma &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais estejam comprometidos com uma nova abordagem ao doente mental.</p>

	    <p>Desta forma, surge a necessidade de compreender a din&acirc;mica dos trabalhadores de reabilita&ccedil;&atilde;o, os seus objetivos e as suas compet&ecirc;ncias, a fim de contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o destes trabalhadores e para uma melhoria na qualidade da reabilita&ccedil;&atilde;o dos utentes.</p>

	    <p>Neste sentido, propusemos como objetivo principal deste estudo, identificar as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para o trabalho em reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial do ponto de vista dos pr&oacute;prios trabalhadores.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>Para alcan&ccedil;ar o objetivo proposto utilizamos o m&eacute;todo descritivo, explorat&oacute;rio, inserido num paradigma qualitativo, uma vez que se pretendeu compreender as compet&ecirc;ncias dos trabalhadores de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, atrav&eacute;s das suas opini&otilde;es e experi&ecirc;ncias partilhadas.</p>

	    <p>O local escolhido para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo foi o Espa&ccedil;o T, uma institui&ccedil;&atilde;o de reabilita&ccedil;&atilde;o situada na cidade do Porto, que presta apoio &agrave; integra&ccedil;&atilde;o social e comunit&aacute;ria, com o fim de combater a pobreza, a exclus&atilde;o social e de apoiar as pessoas com dificuldades bio&#45;psico&#45;sociais.</p>

	    <p>Foi utilizado como instrumento de recolha de dados a entrevista semiestruturada, aplicada a 10 elementos, indicados pelo Diretor do servi&ccedil;o. Portanto, a amostra foi constitu&iacute;da de forma intencional e por satura&ccedil;&atilde;o, sendo utilizado como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o o desenvolvimento de uma pr&aacute;tica direta junto do utente, com o objetivo de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, neste estudo, os entrevistados foram denominamos de trabalhadores, com forma&ccedil;&otilde;es diversas (90% deles com o curso superior) e n&atilde;o representam uma categoria profissional espec&iacute;fica.</p>

	    <p>As entrevistas foram realizadas no m&ecirc;s de fevereiro de 2013 ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o do consentimento livre e informado e gravadas em aparelho &aacute;udio para garantir uma melhor precis&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Os dados recolhidos foram transcritos cuidadosamente e foram tratados atrav&eacute;s da an&aacute;lise de conte&uacute;do, cujas as categorias s&atilde;o apresentadas de seguida.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Resultados</b></p>

	    <p>Os trabalhadores de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial idealmente, devem respeitar e corresponder com as necessidades de cada utente auxiliando&#45;os durante o seu tratamento e na sua integra&ccedil;&atilde;o na sociedade.Desta forma, &eacute; essencial desenvolver atividades que lhes permitam sociabilizar e interagir com os outros e tamb&eacute;m permitir que se tornem mais independentes nas atividades da vida di&aacute;ria.</p>

	    <p>Partindo deste princ&iacute;pio, procuramos conhecer quais s&atilde;o as compet&ecirc;ncias que estes trabalhadores apresentaram como importantes para o desenvolvimento deste trabalho.</p>

	    <p>Os resultados ser&atilde;o apresentados e discutidos a seguir, atrav&eacute;s das categorias que emergiram da an&aacute;lise de conte&uacute;do e que representam as principais compet&ecirc;ncias manifestadas pelos trabalhadores em reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, do ponto de vista dos pr&oacute;prios trabalhadores:</p>

	    <p>&sect;&nbsp; Compet&ecirc;ncia na resolu&ccedil;&atilde;o de novos problemas e situa&ccedil;&otilde;es complexas;</p>

	    <p>&sect;&nbsp; Compet&ecirc;ncia comunicativa e relacional;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&sect;&nbsp; Compet&ecirc;ncia para o trabalho em equipa;</p>

	    <p>&sect;&nbsp; Compet&ecirc;ncias atitudinais;</p>

	    <p>&sect;&nbsp; Compet&ecirc;ncias para a aprendizagem ativa;</p>

	    <p>&sect;&nbsp; Compet&ecirc;ncias "reabilitadoras": "resgatar no outro" desempenho, autonomia, identidade e dignidade.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>

	    <p><b>Compet&ecirc;ncia na Resolu&ccedil;&atilde;o de Novos Problemas e Situa&ccedil;&otilde;es Complexas</b></p>

	    <p>Num trabalho complexo e din&acirc;mico, os trabalhadores de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, devem desenvolver as suas compet&ecirc;ncias para se adaptarem e lidarem com novas situa&ccedil;&otilde;es, procurando uma resolu&ccedil;&atilde;o adequada para cada situa&ccedil;&atilde;o.    <br>
	Neste sentido, a flexibilidade foi destacada pelos entrevistados, como uma das caracter&iacute;sticas essenciais na resolu&ccedil;&atilde;o de novos problemas.</p>

	    <p>Ser flex&iacute;vel, &eacute; possuir a capacidade de aceitar a realidade sem criar barreiras, &eacute; ter uma mente aberta a novas solu&ccedil;&otilde;es, &eacute; ser criativo e adaptar&#45;se a trabalhar de diferentes formas (Hasselmann, 2009).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As express&otilde;es seguintes ilustram a flexibilidade e a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o valorizada pelos trabalhadores:</p>

	    <p><i>"&Eacute; sempre diferente, nunca &eacute; igual, n&oacute;s chegamos c&aacute; contatamos com realidades diferentes e essas realidades mudam de dia para dia."</i> (E1)</p>

	    <p><i>"H&aacute; um trabalho bastante polivalente e acabamos por ir adaptando o trabalho &agrave;s necessidades."</i>(E4)</p>

	    <p>Segundo Martins, Kobayashi, Ayoub, e Leite (2006), os movimentos e as transforma&ccedil;&otilde;es que ocorrem no trabalho, trazem conflitos e desafios que devem ser enfrentados, utilizando a flexibilidade nos diversos pap&eacute;is profissionais de equipa e nas a&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias.</p>

	    <p>As frases abaixo fazem refer&ecirc;ncia a compet&ecirc;ncia identificada:</p>

	    <p><i>"Eu atendo aqui todo o tipo de pessoas, portanto os dias v&atilde;o variando." (E5)</i></p>

	    <p><i>"Ao longo das aulas n&atilde;o tenho sempre o mesmo sistema, tento sempre adaptar a cada pessoa." (E9)</i></p>

	    <p>Foi poss&iacute;vel identificar esta categoria na maioria das express&otilde;es dos trabalhadores, porque valorizam esta compet&ecirc;ncia para a resolu&ccedil;&atilde;o de novos problemas, destacando o interesse e a flexibilidade como necess&aacute;rios para o trabalho desenvolvido no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o, especialmente para encontrar estrat&eacute;gias adaptativas.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Compet&ecirc;ncia</b> <b>Comunicativa e Relacional</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Silva (2011), o trabalho dos profissionais est&aacute; baseado nas rela&ccedil;&otilde;es humanas que se estabelece. A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; base de tudo para criar uma boa rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, sendo um dos m&eacute;todos mais utilizados para emitir, transmitir e capturar as informa&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Das entrevistas realizadas, pode&#45;se constatar que os trabalhadores de reabilita&ccedil;&atilde;o destacam a rela&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o, como o grande elo para desenvolver uma boa intera&ccedil;&atilde;o com os utentes:</p>

	    <p><i>"Gosto de ensinar, transmitir conhecimentos, comunicar com eles, conhecer novas realidades, porque nestas forma&ccedil;&otilde;es contactamos com todo o tipo de gente." (E10)    <br>
	"Gosto da conviv&ecirc;ncia com eles e de estar com eles a conversar." (E1)</i></p>

	    <p><i>"Gosto da rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece com os alunos e quando sinto que as pessoas est&atilde;o a gostar." (E8)</i></p>

	    <p>De acordo com o que foi mencionado, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental na reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, porque para al&eacute;m de permitir que a pessoa exponha os seus problemas, &eacute; uma das formas que os reabilitadores utilizam para compreende&#45;los e adaptar estrat&eacute;gias que v&atilde;o ao encontro das suas necessidades.</p>

	    <p>De acordo com Deslandes e Mitre (2009), a comunica&ccedil;&atilde;o procura um consenso que se baseia numa troca ativa e pac&iacute;fica de informa&ccedil;&otilde;es entre os utentes e os profissionais. O exerc&iacute;cio da compreens&atilde;o envolve um processo ativo e de constru&ccedil;&atilde;o que procura significados e interpreta&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Os trabalhadores do Espa&ccedil;o T, referem uma boa capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m interesse em manter uma boa rela&ccedil;&atilde;o com os utentes, porque acreditam que para al&eacute;m de facilitar o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m lhes permitem adquirir outros conhecimentos e valores com a rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Compet&ecirc;ncia para o Trabalho em Equipa</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Crevelim e Peduzzi (2005), o trabalho em equipa &eacute; um trabalho coletivo, que estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca entre as interven&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e a intera&ccedil;&atilde;o dos profissionais. Assim sendo, &eacute; poss&iacute;vel coordenar os planos de a&ccedil;&atilde;o utilizando a comunica&ccedil;&atilde;o e a empatia, de forma a corresponder com todas as necessidades da equipa.</p>

	    <p>Trabalhar em equipa torna&#45;se uma das compet&ecirc;ncias mais importantes na reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, porque para alcan&ccedil;arem um objetivo comum, necessitam de trabalhar em conjunto. Esta liga&ccedil;&atilde;o proporciona vantagens n&atilde;o s&oacute; para cada elemento, como tamb&eacute;m para os utentes, porque trabalham todos para a mesma finalidade e na presen&ccedil;a de algum problema, existe uma resolu&ccedil;&atilde;o mais eficaz.</p>

	    <p>Nos resultados obtidos neste estudo, denota&#45;se que a liga&ccedil;&atilde;o entre os elementos da equipa significa um fator importante em todo o processo da reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial:</p>

	    <p><i>&nbsp;"Em equipa trabalho sempre, &eacute; assim o trabalho social, implica trabalhadores em equipa, e eu n&atilde;o fa&ccedil;o um trabalho isolado, nunca poderei fazer (...) estamos os dois a trabalhar nesses planos...est&aacute; tamb&eacute;m a trabalhar o colega do outro lado." (E2)</i></p>

	    <p><i>"N&oacute;s trabalhamos em equipa (...) temos sempre inter&#45;rela&ccedil;&otilde;es, s&oacute; assim &eacute; que funciona." (E3)</i></p>

	    <p>SegundoAra&uacute;jo e Rocha (2007, p 456) "<i>o trabalho em equipe tem como objetivo a obten&ccedil;&atilde;o de impactos sobre os diferentes fatores que interferem no processo "sa&uacute;de&#45;doen&ccedil;a",</i> sendo que esta pr&aacute;tica possibilita ao profissional reconstruir&#45;se na pr&aacute;tica do outro e realizar uma interven&ccedil;&atilde;o na realidade em que est&atilde;o inseridos".</p>

	    <p>As cita&ccedil;&otilde;es seguintes manifestam a valoriza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre os elementos da equipa:</p>

	    <p><i>"Aqui o trabalho &eacute; sempre feito em equipa, porque as pessoas chegam e precisam de v&aacute;rios apoios (...) eu aqui sinto&#45;me um bocado como irm&atilde;os, s&atilde;o pessoas que eu conhe&ccedil;o muito bem." (E5)</i></p>

	    <p><i>"Sinto que aprendo diariamente com todos e para mim isso &eacute; muito gratificante." (E10)</i></p>

	    <p>Os trabalhadores entrevistados reconhecem ganhos com o trabalho em equipa, como as novas aprendizagens, al&eacute;m de ser poss&iacute;vel verificar que existe conforto por se integrarem na equipa em quest&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Compet&ecirc;ncias Atitudinais</b></p>

	    <p>Associadas &agrave;s compet&ecirc;ncias profissionais, estes trabalhadores valorizam certas caracter&iacute;sticas pessoais que acabam por influenciar o seu trabalho na reabilita&ccedil;&atilde;o.    <br>
	De certa forma, apresentam um perfil profissional que consideram importante para que se obtenha mais rendimento e aproxima&ccedil;&atilde;o dos objetivos a que se prop&otilde;em.</p>

	    <p>Segundo Martins, Kobayashi, Ayoub, e Leite (2006), o profissional &eacute; um agente de transforma&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, habilidades e atitudes, em compet&ecirc;ncias entregues &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, ressaltando o entendimento de agrega&ccedil;&atilde;o de forma a melhorar o processo e atingir as metas pertendidas.</p>

	    <p>Algumas transcri&ccedil;&otilde;es a seguir ilustram as caracter&iacute;sticas pessoais que se destacaram nos trabalhadores:</p>

	    <p><i>"Tu tens desafios novos que queres encarar, que queres abra&ccedil;ar e tu pr&oacute;prio os crias. &Eacute; engra&ccedil;ado e motivador tu teres que resolver os problemas diariamente." (E2)</i></p>

	    <p>Os profissionais revelam empenho, dedica&ccedil;&atilde;o, responsabilidade, colabora&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o de novos desafios como importantes caracter&iacute;sticas no desenvolvimento dos projetos. Demonstram interesse na visualiza&ccedil;&atilde;o social positiva do trabalho que &eacute; elaborado pela equipa e pelos utentes.</p>

	    <p>As cita&ccedil;&otilde;es que se seguem ilustram estas afirma&ccedil;&otilde;es:</p>

	    <p><i>"O que eu gostava mesmo era que a cidade perceba que aqui se tenta fazer um trabalho honesto, sincero e diferente." (E5)</i></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>"&Eacute; lutar por um objetivo comum, porque muitas pessoas s&atilde;o desprezadas e parece que o mundo est&aacute; contra tudo isso." (E9)</i></p>

	    <p><i>"Estou disposta a novos desafios." (E10)</i></p>

	    <p>Os trabalhadores entrevistados parecem acreditar que o desempenho profissional tamb&eacute;m recebe interfer&ecirc;ncias das caracter&iacute;sticas pessoais e atitudinais que cada um apresenta. Demonstram que para reabilitar &eacute; necess&aacute;rio desenvolver compet&ecirc;ncias e perfis especiais. Al&eacute;m disso, os entrevistados manifestaram satisfa&ccedil;&atilde;o com as compet&ecirc;ncias e caracter&iacute;sticas atitudinais que apresentam no desenvolvimento do trabalho em reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Compet&ecirc;ncias para a Aprendizagem Ativa</b></p>

	    <p>Segundo Leite e Costa (2007), a gest&atilde;o do conhecimento desenvolve o ambiente das organiza&ccedil;&otilde;es mas tamb&eacute;m acaba por desevolver o conhecimento cient&iacute;fico.</p>

	    <p>O conhecimento deve ser constru&iacute;do pelo esfor&ccedil;o, pela investiga&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m quando surgem d&uacute;vidas que necessitam de ser esclarecidas.</p>

	    <p>Ao longo da vida &eacute; necess&aacute;rio aprofundar as habilidades, para que desta forma se consiga superar os conflitos, as ideias inaqueadas e reorganizar o pensamento de acordo com as nossas ac&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Ser ativo implica estar presente em forma&ccedil;&otilde;es, adquirir conhecimentos diariamente com experi&ecirc;ncias ou outras situa&ccedil;&otilde;es, ou seja, &eacute; reaproveitar e utilizar todas as viv&ecirc;ncias para se adaptar e preparar para as transforma&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o ocorrendo ao longo da vida.</p>

	    <p>Segundo Hesbeen (2003), os profissionais de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial devem ter uma forma&ccedil;&atilde;o de base, que passe por tr&ecirc;s etapas (1&ordm; etapa: ser generalista; 2&ordm; etapa: aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e aptid&otilde;es especializadas; 3&ordm; etapa: pr&aacute;tica de cuidados).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; importante dar continuidade a forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e a forma&ccedil;&atilde;o especializada, porque o ser humano est&aacute; em constante mudan&ccedil;a, assim sendo, cada profissional, deve constantemente adquirir novos saberes e aptid&otilde;es.</p>

	    <p>Os resultados obtidos nas entrevistas deste estudo v&ecirc;m ao encontro destas afirma&ccedil;&otilde;es, sendo que os trabalhadores demonstram ter a necessidade de se atualizarem, conforme se verifica nas seguintes express&otilde;es:</p>

	    <p><i>"A experi&ecirc;ncia &eacute; que me vai fazendo, vai&#45;nos dando os conhecimentos e depois &eacute; um pouco, a pessoa ter de ser autodidata, tem que se pegar nos livros e dar uma vista de olhos tirando informa&ccedil;&otilde;es." (E1)</i></p>

	    <p><i>"Estou sempre a receber forma&ccedil;&otilde;es, ou tu estagnas ou ent&atilde;o realmente te empenhas e investes em ti, mas isso &eacute; constante, n&atilde;o podes parar se n&atilde;o depois ficas para tr&aacute;s." (E2)</i></p>

	    <p><i>"Eu pessoalmente sempre procurei forma&ccedil;&atilde;o paralela (...) eu acho que n&atilde;o h&aacute; um &uacute;nico ano em que eu n&atilde;o tenha um pequeno curso." (E4)</i></p>

	    <p>&Eacute; evidente o interesse dos entrevistados na aquisi&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos como uma forma de aprimorar as suas compet&ecirc;ncias e consequentemente, o atendimento prestado.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Compet&ecirc;ncias "Reabilitadoras": "Resgatar no Outro", Desempenho, Autonomia, Identidade e Dignidade</b></p>

	    <p>Segundo Hesbeen (2003), a compet&ecirc;ncia diz respeito &agrave; capacidade que o profissional tem em se organizar e prestar cuidados numa dada situa&ccedil;&atilde;o, desta forma, os profissionais devem de organizar o seu trabalho e estabelecer prioridades e estrat&eacute;gias, intervindo de forma individualizada com cada utente, para que seja poss&iacute;vel que ele desenvolva os seus objetivos e que se torne reinserido na sociedade.</p>

	    <p>Neste estudo, foi poss&iacute;vel identificar um conjunto de a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas da reabilita&ccedil;&atilde;o, que exigem compet&ecirc;ncias igualmente espec&iacute;ficas para a realiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos e da miss&atilde;o do servi&ccedil;o de reabilita&ccedil;&atilde;o (Espa&ccedil;o T), assim sendo, ilustram&#45;se algumas cita&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores que refletem estas compet&ecirc;ncias:</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>"N&oacute;s c&aacute;, temos uma miss&atilde;o de, primeiro, proporcionar a eles alguns momentos de compreens&atilde;o, de que se sintam bem, de que aprendam a viver em sociedade (...) que entrem na vida ativa, n&atilde;o &eacute; que seja f&aacute;cil, mas esse &eacute; sempre o objetivo." (E1)</i></p>

	    <p><i>"&Eacute; dotar as pessoas de compet&ecirc;ncias pessoais, sociais, que elas tamb&eacute;m adquirem nas actividades." (E2)</i></p>

	    <p>Ao apresentarem as compet&ecirc;ncias "reabilitadoras", eles justificam o pr&oacute;prio objetivo do seu trabalho e a miss&atilde;o do servi&ccedil;o de reabilita&ccedil;&atilde;o, ou seja, est&atilde;o a reabilitar os utentes numa vertente psicossocial para a vida. Os excertos abaixo ilustram estas afirma&ccedil;&otilde;es:</p>

	    <p><i>"Objetivo principal &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o de um conjunto muito diferenciado de pessoas, &eacute; promover uma mudan&ccedil;a social, a aceita&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a... no fundo &eacute; ajudar por um lado a integra&ccedil;&atilde;o das pessoas, por outro lado &agrave; sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade para a aceita&ccedil;&atilde;o dos mesmos." (E3)</i></p>

	    <p><i>"Reabilitar&#45;se e, por outro lado, fazer com que a sociedade tamb&eacute;m as aceite na sua diferen&ccedil;a." (E5)</i></p>

	    <p><i>"Permitir que as pessoas aumentem os seus conhecimentos e que isso tamb&eacute;m lhes seja &uacute;til para utilizarem no dia&#45;a&#45;dia e sem d&uacute;vida a integra&ccedil;&atilde;o de todos." (E8)</i></p>

	    <p><i>"Permitir a integra&ccedil;&atilde;o de todos na sociedade (...) e reaprender outras compet&ecirc;ncias." (E9)</i></p>

	    <p><i>"&Eacute; reabilitar as pessoas sem as rotular pelas caracter&iacute;sticas que apresentam; todos n&oacute;s temos direito a igualdade." (E10)</i></p>

	    <p>As compet&ecirc;ncias "reabilitadoras", para os entrevistados, significam respeitar os direitos dos indiv&iacute;duos, n&atilde;o discriminar, oferecer oportunidades, integrar, aceitar as diferen&ccedil;as, entre outros aspectos, que representam o objetivo do pr&oacute;prio trabalho em reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>Os servi&ccedil;os de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial podem contribuir positivamente para a qualidade de vida dos portadores de doen&ccedil;as mentais e para a sociedade como um todo. Neste sentido, estes servi&ccedil;os revestem uma import&acirc;ncia fundamental e merecem uma aten&ccedil;&atilde;o especial. Por reconhecer tal import&acirc;ncia, pretendeu&#45;se com o estudo das compet&ecirc;ncias, contribuir no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e da constitui&ccedil;&atilde;o de equipas mais adequadas para o trabalho em reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial.</p>

	    <p>Desta forma, foi poss&iacute;vel conhecer as compet&ecirc;ncias que os pr&oacute;prios trabalhadores consideram necess&aacute;rias para o trabalho e compreender que devem de ser adquiridas num processo din&acirc;mico e de constru&ccedil;&atilde;o, ou seja, aprofundadas atrav&eacute;s de uma procura constante de novos e diversificados conhecimentos, dando relev&acirc;ncia a todas as suas experi&ecirc;ncias.</p>

	    <p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, consideramos que os profissionais reconhecem a import&acirc;ncia do dom&iacute;nio dos conhecimentos espec&iacute;ficos que resultam da sua forma&ccedil;&atilde;o, treinamento e experi&ecirc;ncia, uma vez que indicam as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para o exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es reabilitadoras.</p>

	    <p>Verificou&#45;se que as experi&ecirc;ncias vividas junto dos utentes &eacute; a principal fonte para a aquisi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias desejadas, porque &eacute; atrav&eacute;s da pr&aacute;tica que conseguem identificar os problemas, aplicar os conhecimentos e desenvolver estrat&eacute;gias de acordo com cada situa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>O principal contributo deste estudo ser&aacute; na &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais para atuarem na &aacute;rea de reabilita&ccedil;&atilde;o. Acreditamos que a adequa&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o possibilitar&aacute; uma atua&ccedil;&atilde;o profissional mais qualificada e com maiores possibilidades de resultados positivos na reintegra&ccedil;&atilde;o social e tamb&eacute;m de forma a contribuir para um estudo continuado na &aacute;rea de sa&uacute;de mental e reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

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	    ]]></body>
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	    <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Nacional para Reestrutura&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de Mental (2007<i>). Relat&oacute;rio &#150; Proposta de Plano de Ac&ccedil;&atilde;o para a Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento dos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de Mental em Portugal.</i> Acedido Junho 20, 2013, em <a href="http://www.saudemental.pt/wp&#45;content/uploads/2011/02/relatorioplanoaccaoservicossaudemental.pdf" target="_blank">http://www.saudemental.pt/wp&#45;content/uploads/2011/02/relatorioplanoaccaoservicossaudemental.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1647-2160201400020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Crevelim, M. A., e Peduzzi, M. (2005). A participa&ccedil;&atilde;o da comunidade na equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia: Como estabelecer um projeto comum entre trabalhadores e usu&aacute;rios? <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 10</i>(2), 323&#45;331&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1647-2160201400020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Deslandes, S. F., e Mitre, R. M. (2009). <i>Processo comunicativo e humaniza&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de</i>. Acedido Junho 25, 2013, em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414&#45;32832009000500015&amp;script=sci_arttext" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414&#45;32832009000500015&amp;script=sci_arttext</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1647-2160201400020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Faro, A. C. (2006). <i>Enfermagem em reabilita&ccedil;&atilde;o: Ampliando os horizontes, legitimando o saber</i>. Acedido Fevereiro 12, 2013, em <a href="http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n1/a18v40n1.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n1/a18v40n1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1647-2160201400020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hasselmann, J. A. (2009). <i>Flexibilidade para se moldar ao mercado.</i> Acedido Junho 19, 2013, em <a href="http://www.weg.net/files/weg&#45;em&#45;revista/WR&#45;57.pdf" target="_blank">http://www.weg.net/files/weg&#45;em&#45;revista/WR&#45;57.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1647-2160201400020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hesbeen, W. (2003). <i>A reabilita&ccedil;&atilde;o: Criar novos caminhos</i>. Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1647-2160201400020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>Recebido em 30 de setembro de 2013</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 30 de maio de 2014</p>
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