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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
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<article-id>S2182-51732018000500010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v34i5.12073</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Solidão, um fator de risco]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Loneliness, a risk factor]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,USF Conde de Oeiras  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Loneliness is a social problem with a growing prevalence, due to population ageing and changes in the organisation of society, and on family structure and dynamics. Loneliness is a cause of significant suffering, associated with a lower quality of life and with higher morbidity and mortality. A number of interventions aimed at reducing loneliness have been studied, and those approaching maladaptive social cognitions seem to be more effective. In an increasingly aging and isolated society, it is urgent to critically discuss this issue, to raise awareness of professionals dealing with this problem, and to develop solutions that promote a more inclusive society.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Solidão]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Social isolation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Social support]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>OPINI&Atilde;O E DEBATE</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Solidão, um fator de risco</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Loneliness, a risk factor</b></font></p>     <p><b>Ricardo Moreira Rodrigues*</b></p>     <p>*USF Conde   de Oeiras</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A solidão   constitui um problema social cada vez mais prevalente, devido ao envelhecimento   populacional e às mudanças na organização da sociedade e na estrutura e   dinâmica das famílias. A solidão é uma fonte de sofrimento significativo,   associando-se à redução da qualidade de vida e ao aumento da morbilidade e   mortalidade. Têm sido estudadas diversas intervenções dirigidas à redução da   solidão, sendo mais eficazes as que abordam as cognições sociais   maladaptativas. Torna-se urgente, numa sociedade cada vez mais envelhecida e   isolada, a reflexão crítica sobre este tema, a sensibilização dos profissionais   que lidam com este problema e o desenvolvimento de soluções que promovam uma   sociedade mais integradora.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Solidão; Isolamento   social; Suporte social.</p>   <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Loneliness   is a social problem with a growing prevalence, due to population ageing and   changes in the organisation of society, and on family structure and dynamics.   Loneliness is a cause of significant suffering, associated with a lower quality   of life and with higher morbidity and mortality. A number of interventions   aimed at reducing loneliness have been studied, and those approaching maladaptive social cognitions seem to be more effective.</p>     <p>In an   increasingly aging and isolated society, it is urgent to critically discuss   this issue, to raise awareness of professionals dealing with this problem, and   to develop solutions that promote a more inclusive society.</p>     <p><b>Keywords:</b> Loneliness; Social isolation;   Social support.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A vida de   relação é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo, para a expressão da   necessidade básica humana que é a comunicação e para o estabelecimento de   relações interpessoais. Somos fundamentalmente uma espécie social e está na   nossa natureza reconhecer, interagir e estabelecer relações com os nossos   semelhantes. No entanto, a vida social exige uma série de tarefas, que nem   sempre estamos capacitados para desempenhar da melhor forma, nomeadamente: 1)   aprender por observação de contextos sociais; 2) reconhecer mudanças de <i>status</i> de amigos e inimigos; 3)   comunicar através de linguagem verbal, paraverbal e não-verbal; 4) orquestrar   relações, nomeadamente dentro do casal, na família, com amigos, grupos e   coligações; 5) navegar através de hierarquias sociais complexas, normas sociais   e evoluções culturais; 6) adaptar os interesses pessoais em prol do interesse   do grupo social, com perspetiva de obter benefícios a longo prazo; 7) recrutar   apoio para sancionar quem viola as leis do grupo; 8) fazer isto tudo numa gama   de intervalos temporais, desde o passado distante até múltiplos futuros   possíveis.<sup>1</sup> Vivemos rodeados de pessoas, mas não necessitamos apenas   da presença de outros; carecemos também da presença de pessoas que nos   valorizem, em quem possamos confiar, com quem possamos comunicar, planear e   trabalhar em conjunto. Não surpreende, portanto, que a investigação realizada   nesta área tenha revelado que as relações sociais, em quantidade, mas   especialmente em qualidade, são importantes para manter o bem-estar físico e   mental ao longo da vida.<sup>1</sup></p>     <p>Um aspeto   fundamental das relações humanas é o grau em que um indivíduo está socialmente   isolado (isolamento social) ou se sente socialmente isolado (solidão). O   isolamento social corresponde a um número reduzido de interações sociais e   relacionamentos. Já a solidão, por sua vez, refere-se a um sentimento complexo,   multidimensional e subjetivo resultante da perceção desagradável inerente à   falta de apoio ou rede social.<sup>1-2</sup></p>     <p>A solidão é   determinada por fatores intrínsecos (como a personalidade) e por condicionantes   extrínsecos (como a rede social de apoio). Com efeito, o indivíduo que se sente   sozinho perceciona as relações sociais como insuficientes ou de baixa   qualidade, tendo em conta as suas preferências de envolvimento social.<sup>2</sup> Por conseguinte, é necessário considerar que existem pessoas que têm   preferência por passar mais tempo sozinhas e ter uma rede social mais reduzida   (isolamento ativo), sem implicar propriamente que se sintam sozinhas. Pessoas   mais introvertidas têm preferência por baixos níveis de envolvimento social. Já   a solidão implica uma discrepância entre as preferências pessoais de   envolvimento social e a rede social que o indivíduo possui (isolamento   passivo).</p>     <p>Tendo   presente a distinção entre os dois conceitos acima expostos, acresce mencionar   que existem diversas escalas que permitem medir a solidão. De um modo geral,   incluem uma pergunta em que se solicita ao indivíduo estudado para responder se   se sente sozinho ou se se tem sentido sozinho nos últimos tempos. Mais difícil   é avaliar o grau em que o indivíduo se sente sozinho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O suporte   social é frequentemente relacionado com os conceitos de isolamento e solidão,   significando ter família, amigos, profissionais de saúde ou outros a quem se   possa recorrer em tempos de necessidade.<sup>1</sup> Uma pessoa pode receber   suporte, mas isto implicar uma relação de troca, um custo ou um sentimento de   dívida que não ajudam a pessoa a sentir-se menos sozinha. Aliás, o suporte   social pode não implicar a partilha de momentos bons ou provir de alguém com   quem não se pretende ter uma ligação emocional, de tal ordem que os efeitos   negativos da solidão se mantêm mesmo após ajustamento para a variável suporte   social.<sup>1</sup></p>     <p>Têm sido   estudados diversos fatores protetores e fatores de risco para a solidão. Como   fatores protetores identificam-se, designadamente, o casamento, a educação   superior e o maior rendimento económico.<sup>1</sup> Como fatores de risco   identificam-se, nomeadamente, contactos pouco frequentes com amigos e família,   uma rede social reduzida, o viver sozinho, a insatisfação com as condições de   vida, a incapacidade, o <i>stress</i> laboral, o conflito familiar ou marital, as relações de baixa qualidade, o   divórcio e a viuvez.<sup>1</sup> Verifica-se maior prevalência de solidão no   sexo feminino, diferença que se reduz após ajustamento para variáveis de   confundimento como viuvez, depressão, problemas de mobilidade, idade, educação   e rede social.<sup>3</sup></p>     <p>A solidão é   um problema prevalente e crescente. O aumento nas últimas décadas do isolamento   e da solidão poderá dever-se ao envelhecimento populacional, ao aumento das   taxas de divórcio, à maior mobilidade geográfica e à diminuição progressiva das   dimensões das famílias.</p>     <p>A   prevalência da solidão varia de acordo com a população estudada, o grupo etário   e a escala utilizada para avaliar a solidão. Existe uma escala de solidão   validada para a população portuguesa, a UCLA - <i>Loneliness Scale,</i> utilizada em diversos estudos.<sup>4</sup></p>     <p>A nível   europeu é aplicado regularmente o Inquérito Social Europeu que aborda diversas   questões sociodemográficas e de atitudes e valores.<sup>5</sup> Usando uma   escala de solidão com a simples pergunta «...com que frequência ao longo da   última semana lhe aconteceu sentir-se só?» e as categorias de resposta «Nunca   ou quase nunca / Algumas vezes / A maior parte das vezes / Sempre ou quase   sempre», avaliou-se a solidão em Portugal e nos restantes países europeus.   Considerando o conceito de solidão frequente ou significativa para quem   respondeu «A maior parte das vezes» ou «Sempre ou quase sempre», conclui-se que   a prevalência de solidão em Portugal aumenta ao longo da idade, atingindo uma   prevalência de 14,9% nas pessoas com mais de 60 anos.<sup>5</sup> De notar que   nos países nórdicos existe uma menor prevalência de solidão e não se verifica   um aumento tão acentuado da mesma com o envelhecimento. Isto poderá dever-se a   questões culturais, a políticas de envelhecimento ativo e a uma maior integração   e participação dos idosos na sociedade. Já nos países do leste europeu   verifica-se a maior prevalência de solidão, que poderá dever-se a questões   históricas, a migrações populacionais e, reiteradamente, a diferentes aspetos   culturais.</p>     <p>Como   verificamos no <a href="#q1">Quadro I</a>, a prevalência de solidão parece aumentar com a idade   na maior parte dos países europeus estudados. A solidão nos idosos parece estar   mais relacionada com as perdas sucessivas que ocorrem do que propriamente com o   isolamento social. Estas perdas conduzem a uma redução progressiva do   sentimento de pertença.<sup>6-7</sup> Os filhos saem de casa, surgindo a   síndroma do «ninho vazio», seguindo-se frequentemente a reforma, com a perda do   papel laboral, do sentimento de se sentir útil e o afastamento da rede social   laboral. Em países com políticas de envelhecimento ativo e valorização da   população idosa promove-se a participação dos idosos na sociedade, permitindo   que continuem integrados e com uma vida ativa, apesar de já não serem ativos   laboralmente. Em Portugal, as políticas de envelhecimento ativo variam de   região para região, sendo algumas bem-sucedidas, por exemplo, as que aproximam   os idosos da população mais jovem. Contudo, são pouco personalizadas e a oferta   é relativamente limitada. Em termos laborais existe também pouca flexibilidade   para adaptação da carga de trabalho com a idade e o desemprego que, a partir   dos 50 anos, é encarado como uma quase impossibilidade de regressar à vida   ativa. As diminutas pensões de reforma e o aumento dos gastos em saúde   acarretam um importante decréscimo de rendimento económico, que poderá limitar   as atividades sociais que os idosos têm oportunidade de realizar. Muitas   atividades com envolvimento social têm um custo económico associado, o que   poderá constituir uma barreira e um fator promotor de solidão nas pessoas com   menor capacidade económica. Com o envelhecimento ocorrem ainda a perda dos   amigos e do(a) companheiro(a). A perda do(a) companheiro(a) tem um impacto   muito significativo. A pessoa com quem, muitas vezes, se criou uma vida em   conjunto desaparece. O efeito é especialmente marcado nas pessoas com redes   sociais mais reduzidas e que já apresentam alguma limitação. O declínio   funcional que ocorre no envelhecimento é também bastante limitativo, tornando   algumas pessoas «prisioneiras» da sua casa e conduzindo outras à   institucionalização. O efeito da institucionalização na solidão varia de acordo   com as características da instituição. Juntar pessoas pode não reduzir a   solidão, especialmente se não existirem boas condições na instituição, se não   existir terapeuta ocupacional, se os momentos sociais se limitarem à   visualização de televisão e se o acesso da família for limitado.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a10q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>A solidão é   um sentimento com o qual todos nós já nos deparámos ao longo da vida. Este   sentimento negativo pode ser útil, pois motiva a renovação das ligações   sociais. Desde cedo, na nossa espécie, prosperámos vivendo em comunidade, sendo   o isolamento um fator de risco para não sobrevivermos aos elementos adversos do   meio que nos rodeia. Os sentimentos aversivos da solidão eram úteis para   renovar as ligações necessárias para promover a sobrevivência, a coesão e a   ação coletiva. A solidão pode ser encarada, deste modo, como um constructo   biológico semelhante aos estímulos desagradáveis como a sede ou a dor física   que são essenciais para se recuperar o equilíbrio homeostático e, no caso da   solidão, a homeostasia social.<sup>1</sup> No entanto, como frequentemente   verificamos nas nossas consultas, também pode constituir uma fonte de grande   sofrimento. Além disso, compromete o funcionamento executivo, o sono, a saúde   mental e física.<sup>1</sup> A longo prazo, estes efeitos traduzem-se num   aumento da morbimortalidade.<sup>1,8</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tem-se   verificado que sentimentos de solidão, quando mantidos ao longo do tempo,   conduzem a uma ativação prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-suprarenal, à   semelhança do que acontece, por exemplo, na depressão. A par disso, o sujeito   que se sente sozinho vai encontrar-se num estado de hipervigilância,   especialmente em contextos sociais. Esta hipervigilância contribui para um   enviesamento da cognição para os aspetos negativos do contexto social. Isto é,   vai estar mais atento aos aspetos negativos da interação social e vai   interpretar de modo negativo estímulos sociais neutros ou positivos. Estas   cognições sociais que são maladaptativas influenciam os comportamentos e as   interações sociais, dificultando o estabelecimento de novas relações,   exacerbando o isolamento e os sentimentos de solidão. Assim, a solidão   perpetua-se, tendo um impacto bastante significativo sobre o funcionamento   social.<sup>2,7</sup></p>     <p>A solidão   associa-se a diminuição da qualidade do sono e a doenças psiquiátricas, como a   depressão e a ansiedade.<sup>1-2,9</sup> Verificam-se igualmente associações   entre solidão e estilos de vida pouco saudáveis, como o tabagismo, consumo de   álcool, sedentarismo e dieta pouco saudável, bem como com hipertensão, síndroma   metabólica e doença cardiovascular.<sup>1,6</sup> Os estudos são ainda   insuficientes para se estabelecerem relações de causalidade e diversas   hipóteses podem ser suscitadas para explicar estas associações. Sabe-se que a   depressão é hoje em dia considerada um potencial fator causal de doença   cardiovascular. A solidão poderá constituir um elemento a considerar nesta   constelação de estilos de vida pouco saudáveis, doença psiquiátrica e doença   cardiovascular. Serão necessários mais estudos para compreender o impacto das   intervenções direcionadas para a solidão na saúde mental ou cardiovascular.   Verifica-se ainda que os efeitos da solidão se poderão estender para além da   morbilidade. Uma meta-análise de estudos longitudinais revelou uma   probabilidade de mortalidade em 26% superior (<i>Odds Ratio</i> 1,26) nos indivíduos que se sentem sós.<sup>8</sup> Isto   poderá dever-se à associação de solidão com estilos de vida pouco saudáveis e   doença cardiovascular. Por outro lado, a solidão está associada a um aumento do   risco de ideação suicida ou de tentativas de suicídio.<sup>10</sup> Esta   relação é particularmente evidente nas pessoas com patologia psiquiátrica, mas   também se observa na população geral.</p>     <p>Compreendem-se,   portanto, os efeitos negativos em termos de bem-estar e saúde física,   psicológica e social e a necessidade de desenvolver intervenções que reduzam a   solidão.</p>     <p>Distinguem-se   quatro tipos principais de intervenções na solidão: treino das capacidades   sociais; aumento do suporte social; aumento das oportunidades de interação   social e abordagem das cognições sociais maladaptativas. Masi e colaboradores   realizaram uma revisão sistemática com meta-análise, integrando artigos com   intervenções especificamente desenhadas para redução da solidão que tivessem   medição quantitativa da solidão.<sup>11</sup> A meta-análise dos estudos   aleatorizados revelou uma pequena magnitude de efeito, mas significativa, das   intervenções estudadas para redução da solidão. O tipo de intervenção que   parece mais eficaz na redução da solidão é aquele em que se abordam as   cognições sociais maladaptativas.<sup>11</sup> As intervenções que se destinam   a aumentar oportunidades para interação social através de atividades em grupo   não são muito eficazes. Isto pode acontecer porque juntar pessoas isoladas não   tende a criar novas amizades, dado que os pensamentos e os comportamentos dos   indivíduos que se sentem sozinhos não os tornam atraentes para estabelecer   novas relações.</p>     <p>O facto das   intervenções que abordam as cognições sociais maladaptativas serem superiores   em relação às demais é consistente com o modelo de solidão. A solidão acaba por   se tornar um circuito regulador em que os indivíduos apresentam maior   sensibilidade e vigilância em relação às potenciais ameaças de cariz social,   tomam mais atenção aos aspetos negativos da informação social, relembram-se   mais dos aspetos negativos dos eventos sociais e comportam-se de tal modo que   não são socialmente atraentes, confirmando as suas piores expectativas. Este   circuito tem características protetoras a curto prazo, mas a longo prazo   aumenta a carga cognitiva, diminui o funcionamento executivo e influencia de   modo adverso a saúde mental e física. De certo modo, a abordagem das cognições   poderá intervir diretamente neste circuito regulador. Contudo, a abordagem das   cognições sociais maladaptativas implica recursos humanos mais diferenciados,   nomeadamente psicólogos, que, em Portugal, são claramente insuficientes.<sup>13</sup></p>     <p>De referir   que a meta-análise não inclui intervenções realizadas em Portugal. O efeito   destas intervenções é modulado por diversos fatores, nomeadamente questões   culturais, regionais e em termos de recursos que dificultam a sua extrapolação   para a nossa realidade. É premente a realização de estudos em Portugal que   avaliem a solidão e que avaliem a eficácia de intervenções que sejam facilmente   generalizadas. De facto, existem muitas intervenções que promovem a redução do   isolamento em Portugal, especialmente na população idosa, mas desconhece-se o   seu efeito em termos de redução de solidão.</p>     <p>A solidão é   um problema social e de saúde relevante, pois associa-se a morbimortalidade   significativa e é, por si só, fonte de sofrimento e de redução da qualidade de   vida. Não existem planos assistenciais, normas ou documentos que nos ajudem a   abordar a solidão eficazmente. Torna-se urgente, numa sociedade cada vez mais   envelhecida e isolada, a reflexão crítica sobre este tema, a sensibilização dos   profissionais que lidam com este problema e o desenvolvimento de soluções que   promovam uma sociedade mais integradora.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Cacioppo   JT, Cacioppo S. Social relationships and health: the toxic effects of perceived   social isolation. Soc Personal Psychol Compass. 2014;8(2):58-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379652&pid=S2182-5173201800050001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Hawkley   LC, Cacioppo JT. Loneliness matters: a theoretical and empirical review of   consequences and mechanisms. Ann Behav Med. 2010;40(2):218-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379654&pid=S2182-5173201800050001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Richard   A, Rohrmann S, Vandeleur CL, Schmid M, Barth J, Eichholzer M. Loneliness is   adversely associated with physical and mental health and lifestyle factors:   results from a Swiss national survey. PLoS One. 2017;12(7):e0181442.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379656&pid=S2182-5173201800050001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Neto F.   Avaliação da solidão da UCLA: adaptação portuguesa. Psicol Clin. 1989;2:65-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379658&pid=S2182-5173201800050001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Yang K,   Victor C: Age and loneliness in 25 European nations. Ageing Soc.   2011;31(8):1368-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379660&pid=S2182-5173201800050001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Petitte   T, Mallow J, Barnes E, Petrone A, Barr T, Theeke L. A systematic review of   loneliness and common chronic physical conditions in adults. Open Psychol J.   2015;8 (Suppl 2):113-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379662&pid=S2182-5173201800050001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Ong AD,   Uchino BN, Wethington E. Loneliness and health in older adults: a mini-review   and synthesis. Gerontology. 2016;62(4):443-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379664&pid=S2182-5173201800050001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.   Holt-Lunstad J, Smith TB, Baker M, Harris T, Stephenson D. Loneliness and   social isolation as risk factors for mortality: a meta-analytic review.   Perspect Psychol Sci. 2015;10(2):227-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379666&pid=S2182-5173201800050001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Cacioppo   JT, Hughes ME, Waite LJ, Hawkley LC, Thisted RA. Loneliness as a specific risk   factor for depressive symptoms: cross-sectional and longitudinal analyses.   Psychol Aging. 2006;21(1):140-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379668&pid=S2182-5173201800050001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>10. Stickley   A, Koyanagi A. Loneliness, common mental disorders and suicidal 197:81-7.</p>     <!-- ref --><p>11. Masi CM,   Chen HY, Hawkley LC, Cacioppo JT. A meta-analysis of interventions to reduce   loneliness. Pers Soc Psychol Rev. 2011;15(3):219-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379671&pid=S2182-5173201800050001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Bekhet   AK, Zauszniewski JA, Nakhla WE. Loneliness: a concept analysis. Nurs Forum.   2008;43(4):207-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379673&pid=S2182-5173201800050001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.   Administração Central do Sistema de Saúde. Grupo de Trabalho para análise,   estudo e elaboração de propostas relativamente aos modelos de organização da   prestação de cuidados na área da psicologia no Serviço Nacional de Saúde:   relatório final [Internet]. Lisboa: ACSS; 2017. Available from: <a href="https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/08/RelatorioFinalModelosOrganizacaoPsicologiaSNS.pdf" target="_blank">https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/08/RelatorioFinalModelosOrganizacaoPsicologiaSNS.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379675&pid=S2182-5173201800050001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ricardo   Moreira Rodrigues</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:ricardomoreirarodrigues@gmail.com" target="_blank">ricardomoreirarodrigues@gmail.com</a></p>     <p><a href="http://orcid.org/0000-0002-5899-4154" target="_blank">http://orcid.org/0000-0002-5899-4154</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O autor   declara n&atilde;o possuir quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 03-04-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 21-06-2018</b></p>      ]]></body><back>
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