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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A democratização silenciosa: a cooperação parlamentar portuguesa nos países lusófonos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article analyzes the Portuguese parliamentary cooperation in the Lusophone countries through a study made in the Portuguese Parliament. The Portuguese parliamentary cooperation begun in the 1990s and has supported the Lusophone parliaments through a process of institutional isomorphism and institutional transfer. These tools aim to support the institutional autonomy of parliaments. This article describes the evolution of parliamentary cooperation in the Lusophone countries by taking into account the processes of democratization, as well as types of cooperation and the reactions to the reinforcement of parliamentary systems.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[isomorfismo institucional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>

    <p><b>A democratização silenciosa: a
cooperação parlamentar portuguesa nos países lusófonos</b></p>
    <p><b>The silent democratization: Portuguese parliamentary
cooperation in the Lusophone countries</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Bruno Golçalves Bernardes</b>*</p>

    <p>*Observatório Político, Av. Elias Garcia, n.º 123, 7.º Esq.º - 1050-098 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:goncalvesbernardes@gmail.com">
goncalvesbernardes@gmail.com</a></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p><b>RESUMO</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo analisa a cooperação
parlamentar portuguesa nos países lusófonos, partindo de um estudo realizado na
Assembleia da República. A cooperação parlamentar teve início na década de 1990
e tem evoluído no sentido de apoiar os parlamentos lusófonos através de
processos de isomorfismo e transferência institucional de normas de gestão
parlamentar. Estas ferramentas têm o objetivo de dotar os parlamentos de
autonomia institucional. O presente trabalho descreve a evolução da cooperação
parlamentar nos países lusófonos, tendo em conta os processos de democratização
nestes Estados, os tipos de cooperação e as respostas dadas no reforço do
sistema parlamentar.</p>

    <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b>: cooperação parlamentar;
parlamentos lusófonos; isomorfismo institucional; transferência institucional;
democratização.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ABSTRACT</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>This article analyzes the
Portuguese parliamentary cooperation in the Lusophone
countries through a study made in the Portuguese Parliament. The Portuguese
parliamentary cooperation begun in the 1990s and has supported the Lusophone parliaments through a process of institutional
isomorphism and institutional transfer. These tools aim to support the
institutional autonomy of parliaments. This article describes the evolution of
parliamentary cooperation in the Lusophone countries
by taking into account the processes of democratization, as well as types of
cooperation and the reactions to the reinforcement of parliamentary systems.</p>

    <p><b>KEYWORDS</b>:
parliamentary cooperation; Lusophone parliaments;
institutional isomorphism; institutional transfer; democratization.<b></b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A democratização nos
países de língua oficial portuguesa não se iniciou com a revolução democrática
portuguesa. As dinâmicas internacionais (Whitehead, 2001) e as motivações
políticas internas, tiveram um grande impacto na formação de regimes de partido
único e no fechamento destes sistemas políticos (Guedes, 2007; Lobo e Neto,
2009). Com a queda do muro de Berlim, as transições democráticas nestes países
foram de tipo pactadas, com a elite política a ter um papel negocial nos novos
termos democráticos (Costa, 2013; Guedes, 2007; Lobo e Neto, 2009). É no Brasil
que se inicia esta dinâmica após concessões do regime militar e participação
livre de partidos nas eleições para a constituinte (Linz e Stepan, 1996).
Também na África lusófona, os regimes de partido único iniciam transições
democráticas (Azevedo, 2011; Bratton e Walle, 1997; Costa, 2013; Guedes, 2007;
Lobo e Neto, 2009). Com exceção da Guiné-Bissau e ainda com reservas em relação
a Angola (Pereira, 2013), as transições democráticas nestes países parecem ter
terminado com a consolidação do sistema partidário e o estabelecimento do
sistema semipresidencial (Azevedo e Nijzink, 2007; Moestrup, 2007; Guedes,
2007; Lobo e Neto, 2009). O caso de Timor Leste, após o processo de
independência, e apesar da alternância de partidos no governo, demonstra ainda
sinais de instabilidade institucional (Mendes e Leach, 2010).</p>

    <p>Estas democracias passaram por um período de
aprendizagem institucional, no qual os parlamentos não são exceção. Também na
relação com o executivo, os parlamentos tiveram de se dotar de capacidade de
fiscalização e feitura de leis. No entanto, estes parlamentos apresentam
carências organizacionais, o que lhes impede de preencher as exigências
colocadas pelo sistema político e pela constituição (Azevedo, 2009; Guedes,
2007). Neste sentido, a cooperação parlamentar da Assembleia da República tem o
objetivo de dotar estes parlamentos de capacidades técnicas e políticas por
forma a reforçar o seu papel constitucional de fiscalização e feitura de leis
(Paixão, 2008).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>MÉTODO</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>O presente artigo parte
de um estudo realizado entre janeiro e julho de 2008 no Gabinete de Relações
Internacionais e Protocolo da Assembleia da República. Analisa
apenas dados até 2008-2009, por forma a contextualizar as entrevistas
realizadas nesse mesmo período e por questões de delimitação. O autor
desenvolve uma abordagem indutiva (Blaikie, 2010; George e Bennett, 2005),
tendo em atenção os atores envolvidos na cooperação parlamentar.</p>

    <p>Realizaram-se 16 entrevistas semiestruturadas
(<a href="#A1">Anexo 1</a>), a seis deputados e dez funcionários
parlamentares, mantendo-se o anonimato dos mesmos. Paralelamente, utilizou-se
observação não participante, feita intensamente durante o período de recolha e
envolvendo reuniões de trabalho, grupos de encontro e observação de atividades
quotidianas (<a href="#A2">Anexo 2</a>). Enquanto fontes secundárias
utilizaram-se documentos oficiais e dados estatísticos dos serviços do
Parlamento.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>DEMOCRATIZAÇÃO E
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>Com o número crescente de
processos de transição, as democracias consolidadas e as organizações
internacionais aliaram-se num esforço de “globalização democrática” (Magalhães,
2008). Neste contexto, a cooperação internacional tem assumido um peso
crescente com a socialização institucional, o apoio financeiro e outras medidas
de caráter técnico e político (Burnell, 2000; ­Bjornskov, 2013).</p>

    <p>Tal como argumenta Whitehead (2001), os fatores
internacionais têm uma importância acrescida nas transições democráticas. Ao
mesmo tempo, e atendendo a diferenças nos processos de transição democrática,
outros fatores como a pluralidade étnica, a dependência económica, os partidos
e o concerto das elites, têm sido referidos como fatores na capacitação
institucional de democracias recentes (Best e Higley, 2010; Ferro, 2008).</p>

    <p>Nesta linha, o estudo da democratização em África
e na Ásia (Bratton e Walle, 1997; Diamond e Plattner, 1996; Macuane, 2000;
O’Donnell, 2001) tem perscrutado a pluralidade de fenómenos da democracia.
Paralelamente, tem-se reacendido o debate acerca da construção do Estado
(Mazzuca, 2010), suscitado pelas exigências dos processos de transição
democrática em países onde até agora o Estado era quase inexistente, com uma
população extremamente pobre (O’Donnell, 2001) e centrado numa elite
autoritária (Best e Higley, 2010).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O apoio internacional ao estabelecimento de instituições
democráticas acontece no plano da socialização institucional e da aprendizagem
­democrática, através de pressões políticas dos Estados e dos organismos
internacionais e transnacionais. A literatura tem-se dividido entre o <i>regime-building</i>
(Transey, 2009), o <i>peace-building</i> (Peou, 2007) e a cooperação para a
democracia (Burnell, 2000). Estudos de caso como o de Timor Leste (Ferro, 2008;
Mendes, 2006; Mendes e Leach, 2010) têm sido citados como paradigmáticos de
diferentes tipos de resultados no que concerne a transições democráticas
(Mainwaring e Share, 1986). Demonstram também o poder de socialização das
organizações internacionais na feitura de leis, criação e estabelecimento de
instituições, formas de trabalho e apoio financeiro.</p>

    <p>Durante a democratização, os processos de
socialização concorrem para a consolidação de discursos entre os diferentes
atores, reproduzindo modelos de apropriação e normas democráticas. Como propõe
Lijphart (1991, 1999) a escolha de um modelo constitucional não é um mero acaso pois tem influência na forma como o sistema se comporta,
evolui e se consolida. Os modelos constitucionais têm sido referidos como
modelos culturais, caso aplicável no modelo semipresidencialista português que
tem sido utilizado como forma de sistema de governo no espaço lusófono (Lobo e
Neto, 2009). Esta lógica seguiu o que representou o modelo de Westminster para
os sistemas parlamentares ou o modelo norte-americano para os sistemas
presidencialistas (Moestrup, 2007; Lijphart, 1999; Sundquist, 1992).</p>

    <p>Neste sentido, os processos de democratização e
os projetos de cooperação internacional devem tomar em conta as especificidades
da construção do Estado e das instituições. Um dos exemplos citados tem sido a
concentração de poderes nos executivos, reforçados pelo financiamento da
cooperação internacional (Boone, 1996; Burnell, 2000; Bjornskov e Schröder,
2013), o que impede a autonomização de outras instituições democráticas. É
neste âmbito que a cooperação parlamentar tem intervindo na criação e autonomização
institucional dos parlamentos lusófonos.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>COOPERAÇÃO PARLAMENTAR
E TRANSFERÊNCIA INSTITUCIONAL</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>As regras institucionais
recriam uma determinada realidade, definindo oportunidades e constrangimentos
(North, 1990; Peters, 2005). Deste processo socializante por aprendizagem
resultam alterações nas instituições e nos indivíduos. Esta perspetiva permite
compreender a interdependência entre instituições e a forma como estas alteram
e constroem o discurso de grupos e indivíduos (March e Olsen, 2005). A lógica
de apropriação proposta pelo neo-institucionalismo define que as regras
apropriadas encontram-se institucionalizadas em práticas sociais e
consolidam-se através de processos de aprendizagem que garantem a estabilidade
organizacional, mas que se podem insurgir contra
princípios democráticos através de dinâmicas rígidas e ineficientes (March e
Olsen, 2005; Peters, 2005).</p>

    <p>Neste contexto, os processos de mudança operam-se
através da importação institucional, da transferência de práticas, normas e
valores institucionais (Seidler, 2014). A literatura sobre transferência ou
importação institucional tem-se focado na transplantação de normas legais ou
ainda nos processos de transição democrática e de escolhas institucionais
(Mamadouh, De Jong e Lalenis, 2003). Uma das formas de que se reveste este
processo é o que Di Maggio e Powell (1983) definem como isomorfismo, ou seja, o
processo pelo qual as organizações tendem a tornar-se similares num determinado
setor por forma a repetir exemplos de sucesso que lhes permitam melhorar a sua <i>performance</i>. Para os autores, este processo decorre
de forma coerciva, mimética e normativa. O isomorfismo coercivo acontece ora
porque certas organizações exercem pressão formal ou informal sobre a
organização em causa, ora através de expetativas culturais. O isomorfismo
mimético acontece por força da incerteza, o que leva as organizações a adotar
soluções de modelagem através de inovações por forma a melhorar a sua
legitimidade e as condições de trabalho. Finalmente, o isomorfismo normativo
reveste-se por um processo de profissionalização de uma determinada classe que
define as condições e os métodos de trabalho, estabelecendo uma “base cognitiva
de legitimação” na busca da sua autonomia (Di Maggio e Powell, 1983, p. 152). O
isomorfismo normativo apresenta também uma rede de profissionais que trocam
informações e que são premiados ao exibir similitudes na sua atuação.</p>

    <p>No campo da transferência institucional tem-se
elaborado acerca do transplante legal ou da transferência de instituições democrato-liberais
em períodos pós-coloniais ou pós-autoritarismo (Seidler, 2014). Os efeitos
desta transferência têm sido maioritariamente ineficientes a menos que as
normas sejam adaptadas ao contexto local ou que exista algum tipo de
familiaridade. Um dos grandes problemas com este processo é o facto de ser
comummente aceite que a importação de normas formais não suplanta as normas
informais culturalmente enraizadas, exigindo-se por isso uma adaptação do <i>framework</i>
institucional que é importado face às condições domésticas (Mamadouh <i>et</i><i> al</i>., 2003; Seidler, 2014). Segundo Seidler
(2014), o processo de transferência institucional é determinado (1) pela quebra
nas práticas estabelecidas através de uma adaptação cultural pós-independência
ou no processo de democratização; (2) pelo nível de adaptação contextual das
instituições importadas; (3) pelo nível de familiaridade das normas; e (4) pela
constituição endógena de uma nova cultura e ética de trabalho. No entanto, é
também no improviso do trabalho quotidiano das instituições que podem ocorrer
mudanças institucionais motivadas por uma reorientação dos atores e pelo uso
adaptativo de novas práticas, na partilha de compromissos e no contacto entre
indivíduos e organizações (Smets, Morris e Greenwood, 2012).</p>

    <p>No caso da cooperação parlamentar, esta encontra-se seriamente constrangida pelas dificuldades do
processo de transferência institucional (Costa e Latek, 2001). A cooperação
parlamentar tem como objetivo o reforço da fiscalização parlamentar com a
capacidade de detetar e prevenir abusos do executivo, proteger os direitos dos
cidadãos, verificar o uso de dinheiros públicos, monitorizar os objetivos das
políticas públicas e aumentar a transparência dos governos (Yamamoto, 2007).
Desde a década de 1990 que a ideia de reforçar os poderes dos parlamentos
nacionais tem passado pela cooperação interparlamentar iniciada por
instituições parlamentares internacionais como a União Interparlamentar e as
Assembleias Regionais, que se multiplicaram com o fim da guerra fria (Cofelice
e Stavridis, 2014) ou com o exemplo da estratégia de “increase mutual powers”
do parlamento europeu na sua relação com os parlamentos nacionais (Fraga, 2008;
Miklin, 2013). No entanto, os diferentes <i>settings</i> institucionais e
culturas políticas, as rivalidades institucionais ou a heterogeneidade de
interesses dificultam o processo de transferência de normas parlamentares
(Costa e Latek, 2001).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No quadro da ajuda internacional a parlamentos de
Estados em processos de democratização, tem-se enfatizado o papel preponderante
do sistema de <i>checks and balances</i> para o controlo dos recursos. Tal como
consideraram Boone (1996) e Svensson (1999), os fatores que impedem a boa
aplicação dos recursos da cooperação nesses países são a partilha de poder e o
grau de liberdade política e cívica. Desta forma, a cooperação parlamentar
procura aproveitar oportunidades institucionais que se baseiem no sistema
político recetor da ajuda, bem como na evolução contextual das relações
institucionais. Vejamos como isso se processa no caso da Assembleia da
República.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>O CASO DA ASSEMBLEIA
DA REPÚBLICA</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>A cooperação parlamentar
portuguesa tem tido um papel na autonomização dos parlamentos dos PLOP desde
meados da década de 1990. Os problemas inicialmente colocados pelo multipartidarismo,
depois do autoritarismo de partido único (Salih, 2003), assentam no parlamento.
Não só é importante a aprendizagem que resulta da participação dos partidos no
governo como também se torna essencial que os partidos na oposição sejam
capazes de utilizar ferramentas legais. Neste sentido, os maiores problemas que
os parlamentos de democracias recentes enfrentam prendem-se com o fenómeno da
partilha de poder (Leston-Bandeira, 1998; Moestrup, 2007), o que indica uma
necessidade emergente de autonomização do sistema parlamentar.</p>

    <p>Neste sentido, a Assembleia tem servido como
veículo de ajuda à consolidação dos parlamentos lusófonos através de um
processo isomórfico favorecido pela familiaridade cultural linguística e
político-institucional. A cooperação parlamentar tem-se dividido em cooperação
técnica – entre técnicos parlamentares – e cooperação política – entre
deputados e grupos parlamentares (Assembleia da República, 2002; Paixão, 2008).
Para ambos tem-se recorrido a processos de isomorfismo mimético e normativo que
institucionalizam métodos de trabalho e estabelecem redes entre profissionais
de diferentes áreas parlamentares. A cooperação acontece nos planos bilateral e
multilateral, permitindo a deslocalização dos meios e o uso de técnicas legais
e administrativas. Paralelamente, os técnicos envolvidos na cooperação utilizam
práticas adaptativas de improviso que permitem a introdução de novas normas.</p>

    <p>Como a cooperação internacional teve ao longo dos
últimos anos um papel fundamental na democratização dos países em vias de
desenvolvimento, a cooperação parlamentar veio colmatar a
falta de apoio na consolidação dos sistemas parlamentares (Assembleia da
República, 2002; Paixão, 2009). Este processo de transferência desenvolve-se
nas áreas especializadas dos serviços parlamentares, por funcionários
parlamentares experientes (Assembleia da República, 2002, 2006). Ao longo das
últimas décadas, a cooperação internacional tem abarcado uma série de
ferramentas e meios que, a par do multilateralismo, têm reforçado os processos
de democratização (Boone, 1996; Svensson, 1999; Burnell, 2000; Ferro e Ribeiro,
2004). Neste sentido, a cooperação tem envolvido a socialização democrática das
instituições através do ensino de ferramentas técnicas e políticas (Hopmann,
2010). Grande parte da cooperação tem sido desenvolvida por agências e
organizações internacionais que compreendem seis tipos de ação: diplomática,
controlo e inquérito, coercitiva, pacificação interna, assistência e
administração (Ferro e Ribeiro, 2004, pp. 180-181). Pela sua natureza, a
cooperação parlamentar não pode ser incluída em nenhuma destas tipologias pois envolve transversalmente três delas: diplomática,
assistência e administração. Enquanto a ação diplomática tem um caráter
político (Sorour, 1997), as ações de assistência e administração possuem um
caráter técnico (Perelli, 2007; Paixão, 2009).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>DIPLOMACIA PARLAMENTAR</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ação diplomática tem
sido desenvolvida pelos presidentes dos parlamentos e por deputados. No caso da
Assembleia da República Portuguesa (ARP), o presidente da Assembleia (PAR) é a
alta figura representante do parlamento, cabendo-lhe funções administrativas e
políticas.<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> Segundo o artigo 16.º do Regimento da Assembleia, o presidente chefia
e monitoriza as relações externas, desenvolve encontros bilaterais e
multilaterais, desloca-se ao estrangeiro a convite de outros presidentes,
promove, aprova a constituição de delegações parlamentares, aprova os protocolos
firmados com outros parlamentos nacionais e ainda detém iniciativa política
quanto ao conteúdo dos documentos a aprovar em variados setores das relações
externas da Assembleia.</p>

    <p>No período observado, a maior
parte das atividades desenvolvidas por Jaime Gama foram de caráter
diplomático e protocolar (<a href ="/img/revistas/aso/n216/n216a03A3.jpg ">Anexo 3</a>). Entre as atividades de relações externas
listadas na agenda, cerca de 77%, são do âmbito da
diplomacia parlamentar (receção de homólogos, líderes políticos, representantes
de Estados e visitas bilaterais). Já as iniciativas políticas no âmbito da
cooperação parlamentar (visitas de estudo, assinatura de protocolos e programas
de cooperação) ocupam cerca de 14% da agenda. O seu
trabalho, mesmo quando desenvolvido no campo da cooperação, é quase sempre de
natureza política e negocial; isto é visível nos encontros com os presidentes
dos Parlamentos da Guiné-Bissau<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> e de Timor Leste<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> que antecederam a assinatura de novos protocolos de cooperação, ou na
receção formal a delegações de deputados estrangeiros em visita de estudo, como
foi o caso do encontro com deputados cabo-verdianos<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> ou angolanos.<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a></p>

    
<p>No caso dos deputados, as atividades diplomáticas
compreendem a participação em <i>fora</i> internacionais – delegações
internacionais<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> – e os encontros bilaterais – Grupos Parlamentares de Amizade. As
delegações têm como intuito a participação de deputados portugueses em
assembleias parlamentares de organizações internacionais (Soares, 2007). Estas
são constituídas por deputados “eleitos pelo conjunto dos parlamentares, em
sistema de lista fechada (…) segundo o método proporcional” (Paixão, 2008, p.
310).</p>

    <p>Já os grupos de amizade<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> são “associações de 
parlamentares de dois países (…) com o objetivo de
estreitar as relações bilaterais, de incrementar o diálogo parlamentar e troca
de informações, de acompanhar iniciativas concretas no campo da cooperação ou
de relacionar-se com outras entidades do país em causa” (Paixão, 2008, p. 316).
A observação de três reuniões<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> durante o período de investigação
 e as entrevistas feitas a deputados<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> permitem concluir que estes encontros funcionam como grupos de
influência e informação com participação de entidades e pessoal diplomático. No
entanto, a mudança de legislatura demonstra o caráter <i>ad-hoc</i> de muitos
destes grupos que não voltam a reunir-se ou perdem dinâmicas desenvolvidas na
legislatura anterior.<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> Como referiram 
os entrevistados<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>, a diplomacia parlamentar 
sofreu alterações de caráter administrativo,
político e técnico durante os mandatos de Almeida Santos (1995-2002), Mota
Amaral (2002-2005) e Jaime Gama (2005-2011), dependentes de condicionantes
orçamentais, da legislatura e da personificação do cargo.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ASSISTÊNCIA TÉCNICA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A assistência técnica aos
parlamentos tem sido administrada pelo GARIP. Este serviço é composto por duas
divisões: a de relações internacionais e a de protocolo. Cada divisão é
orientada por um chefe de divisão e estes respondem diretamente ao diretor de
serviço, a quem compete supervisionar e coordenar. Por sua vez, o diretor de
serviço reporta as informações necessárias ao secretário-geral para uma melhor
cooperação entre os serviços do parlamento.</p>

    <p>O dever de sigilo e
transparência dos funcionários e o caráter técnico dos serviços obriga a que 
todo o trabalho de acompanhamento especializado não contenha
teor político.<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> Para Nuno Paixão (2008), 
compete aos serviços dinamizar e apoiar
tecnicamente as atividades internacionais da Assembleia, preferencialmente
“assessoria especializada às deslocações do Presidente, das delegações
permanentes e aos grupos de amizade”, bem como no âmbito da “cooperação técnica
parlamentar”.</p>

    <p>A assistência parlamentar tem sido gerida pelo
gabinete através de duas figuras legais: o protocolo e o programa de
cooperação. A Assembleia serve-se destes para implementar
um sistema de assistência continuada e desenhado especificamente para cada um
dos parlamentos recetores. Os protocolos comprometem por tempo indeterminado os
dois parlamentos a estabelecer parcerias e a fomentar atividades de cooperação.
São assinados pelo presidente da Assembleia e preveem o reforço das capacidades
legislativas e da administração técnica parlamentar. Já os programas são
subsidiários dos protocolos, uma vez que descrevem o planeamento de atividades.
Estas atividades levam ao entrosamento e à multiplicação de aprendizagens entre
os serviços parlamentares, cabendo a cada um comunicar e ensinar técnicas de trabalho
ao serviço do parlamento recetor. Os programas são avaliados <i>in loco</i>
pelos técnicos em missões de avaliação. Estas fornecem informação sobre a
aplicação dos programas e a configuração de novos. Para o período observável,
os protocolos e programas de cooperação em vigor demonstram a fraca
consolidação e o caráter <i>ad-hoc</i> dos programas de cooperação, mantendo-se
em vigor apenas os protocolos.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a03q1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>A assistência tem desenvolvido ações em
diferentes áreas especializadas dos serviços parlamentares. Como ilustram duas
entrevistas realizadas a técnicos parlamentares, dinâmicas como a
informatização ou o ensino de técnicas de arquivo nos parlamentos lusófonos
demonstram um processo de isomorfismo mimético-normativo com o “caráter
alargado do tipo de ajuda parlamentar”, a “troca de experiências e <i>know-how</i>”
ou a “gestão de diferenciados <i>core businesses</i>” que ajudam a democratizar
o acesso à informação legislativa.<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a></p>

    <p>Também a assistência política tem-se desenvolvido
através dos grupos parlamentares de amizade no reforço da cooperação através do
desenvolvimento de “acções concretas (…) que envolveram a doação dos mais
diversos materiais (…) visitas (…) ou a realização de seminários e
conferências” (Paixão, 2008, p. 316).</p>

    <p>A cooperação parlamentar bilateral tem evoluído,
por questões de opção estratégica e orçamental, no sentido da formação e
visitas de estudo entre ­serviços parlamentares.<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> Se analisarmos o orçamento da cooperação ­parlamentar
entre 1998 e 2007 verificamos que se manteve em números absolutos, mas
não em números relativos, ou seja, os gastos da cooperação parlamentar face ao
universo total dos gastos/ano do parlamento têm diminuído. Essa diferença
nota-se entre 2004 e 2005, em que a cooperação passou de cerca
de 1,02% para metade, ou seja, 0,56%. Desde aí que, não sendo uma
prioridade orçamental, a representação relativa dos números da cooperação
passou a estar na ordem dos 0,5%.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a03f1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


<a name="f2">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a03f2.jpg"></p>
    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>O estabelecimento destes serviços nos parlamentos
lusófonos serve o propósito de dotar as instituições de maior autonomia através
da capacitação técnica. Neste sentido, os vários serviços do parlamento têm
participado em grupos de trabalho que pretendem melhorar a capacidade de
resposta de cada serviço parlamentar homólogo. Para além da capacitação
material dos parlamentos lusófonos, os serviços do parlamento participam em
ações de formação, estágios e visitas de estudo que têm como intuito a formação
técnica e a troca de informações (Assembleia da República, 2007a).</p>

    <p>A assistência fornecida aos parlamentos lusófonos
tem possibilitado a troca de <i>know-how</i> e a gradual socialização de práticas
parlamentares que concorrem para a autonomização do parlamento recetor. O
propósito central dos programas de cooperação bilateral juntamente com os
antigos cursos de formação interparlamentar<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> é o de estabelecer uma rede de conhecimentos administrativos, o que
acompanha a institucionalização do paradigma constitucional português no espaço
lusófono. Assim sendo, a perceção de como o parlamento deve funcionar
baseia-se, por um lado, no sistema político em que este se insere e, por outro,
na transferência de normas e métodos de trabalho (Assembleia da República,
2006).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ADMINISTRAÇÃO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Desde a experiência
timorense que as Nações Unidas iniciaram as operações de construção de Estados
(Mendes e Leach, 2010) ou “laboratórios de experiência de governação” (Gorjão,
2004, p. 1045). Estas missões de administração estão “dotada[s]
de responsabilidade global pela administração do território e de poderes para
exercer toda a autoridade legislativa e executiva incluindo a administração da
justiça” (Gorjão, 2004, p. 1044).</p>

    <p>Esta forma de administração foi também tentada no
âmbito da cooperação parlamentar, envolvendo a edificação e institucionalização
de parlamentos e práticas legislativas em Timor-Leste, a partir do apoio ao proto-parlamento e à Assembleia Constituinte. Ações de
edificação e administração de parlamentos que preparam a institucionalização de
sistemas legislativos são, tal como as missões de assistência, formas de
importação institucional para a implementação de
sistemas parlamentares. Neste âmbito, o parlamento português ­participou em
ações de apoio a órgãos-chave no estabelecimento de assembleias constituintes e
no processo de transição e consolidação de práticas de atividade parlamentar
através da permanência de técnicos financiados por organismos internacionais.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>A COOPERAÇÃO COM OS
PARLAMENTOS DE ANGOLA, CABO VERDE, GUINÉ-BISSAU E TIMOR-LESTE</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>Três parlamentos alvo da
cooperação parlamentar portuguesa foram amplamente descritos e analisados pelos
entrevistados: Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste. Como veremos, estes
casos correspondem a níveis diferentes de integração e consolidação das normas
de trabalho parlamentar, bem como a exemplos de que a
efetividade da cooperação e da transferência institucional dependem do
contexto e de condicionantes de familiaridade.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ASSEMBLEIA NACIONAL DE CABO VERDE</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Cabo Verde tem apostado
no fomento de programas de ajuda que permitiram uma estabilidade que contrasta
com a falta de recursos e infraestruturas (Costa, 2013; Resende-Santos, 2013).
O início da transição democrática nos finais da década de 1980 motivada por
fatores internacionais teve um cunho constitucionalista português, bastante
visível na constituição de 1992. Os especialistas cabo-verdianos e portugueses
têm-se dividido quanto à classificação da natureza do sistema de governo, no
entanto todos concordam que este é semipresidencial com pendor parlamentarista
(Canas e Fonseca, 2007). Um dos fatores apontados para a rápida e harmoniosa
consolidação democrática é a do arranjo constitucional que permite a
institucionalização de uma relação equilibrada e interdependente entre os
órgãos do poder. A fiscalização parlamentar está bem presente no caso do
parlamento cabo-verdiano, que detém ainda vasta competência legislativa. Ao
mesmo tempo, este arranjo institucional permitiu a rotatividade dos partidos no
executivo, trazendo uma aprendizagem democrática (Meyns, 2002).</p>

    <p>A cooperação internacional teve um papel
essencial na formatação do sistema cabo-verdiano e na transição democrática
(Costa, 2013). Esta permitiu uma maior autonomização do parlamento e o
afastamento de “derivas presidencialistas”, tornando o parlamento um foco de
socialização e aprendizagem democráticas (Costa, 2013; Guedes, 2007). Estas são
facilitadas pela relação com o executivo, fator essencial numa fiscalização
parlamentar efetiva. É neste cenário institucional que a cooperação parlamentar
portuguesa tem fomentado ações de formação de pessoal técnico para o reforço
operacional da lei orgânica. Para uma efetiva fiscalização e controlo das
atividades governativas e para um funcionamento ótimo do parlamento, a
Assembleia da República e a Assembleia Nacional têm negociado desde 1995
protocolos e programas de cooperação para o empoderamento de técnicos dos
serviços parlamentares.
A esse protocolo seriam acrescentados dois aditamentos, um de 1997, em que é
estabelecida a Comissão Mista Permanente, e o de 2002 (Assembleia da República,
2008c). Criada em 1997 e revista em 2002, tinha como intuito estabelecer uma
plataforma de reuniões onde se discutisse e avaliasse a cooperação parlamentar
luso-cabo-verdiana entre deputados e funcionários de ambos os parlamentos. No
entanto, esta reuniu apenas uma vez em janeiro de 2003, em Lisboa. É, aliás,
entre 2001 e 2003 que se executa o programa de cooperação com visitas de estudo
de equipas de funcionários portugueses à Assembleia Nacional para ações de
formação em várias áreas dos serviços parlamentares, bem como visitas de
funcionários cabo-verdianos a Lisboa para aprendizagens <i>on job</i>,
conferências e formações. Após 2003 são interrompidos os programas de
cooperação, e em 2005 é feita uma missão de diagnóstico pelo gabinete de
relações internacionais e protocolo para identificar as necessidades dos
serviços parlamentares (Assembleia da República, 2005b). A tentativa de
relançamento da cooperação bilateral para o período 2007-2009/10 com os pedidos
de ajuda feitos pelo parlamento cabo-verdiano encontraram
eco no novo protocolo assinado em 2008 e nos programas de cooperação bienais de
2009-2011 e 2012-2014.</p>

    <p>Para o período
observado, entre 18 e 22 de fevereiro de 2008 deslocou-se uma delegação da ANCV
composta por dois deputados e pelo conselheiro jurídico do presidente do parlamento.
Os objetivos da visita foram a recolha de informações acerca do sistema de
proteção de dados da Assembleia da República, o sistema eleitoral português e a
modernização administrativa. A reunião entre a delegação e a Comissão Nacional
de Eleições centrou-se na discussão acerca das possíveis alterações ao sistema
eleitoral cabo-verdiano, especialmente nos tipos de financiamento dos partidos
e na integração do voto dos círculos de emigração. O tipo de aprendizagem
acontece no plano homólogo e acompanha as discussões políticas e as
necessidades administrativas da Assembleia Nacional. Um dos membros da
delegação não deixou de frisar que “A experiência portuguesa será sempre a
nossa mãe, a mãe de todas as convenções<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>”, reforçando a importância dada ao tipo
de aprendizagem política e administrativa que concorre para a socialização
democrática das instituições e dos atores, bem como à familiaridade dos
possíveis processos de importação institucional.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR DA GUINÉ-BISSAU</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>A Guiné-Bissau tem sido
citada pela comunidade internacional como um caso de Estado falhado (Ferro,
2008). Esta condição advém da instabilidade política fomentada pela constante
revolta dos militares e da dependência do executivo face a
estes últimos (Kosta, 2007).</p>

    <p>Na Guiné-Bissau, o semipresidencialismo encontrou
dificuldades por causa das constantes derivas presidencialistas (Elgie, 2005;
Kosta, 2007). Face a estas, os militares têm forçado o
executivo a abandonar o poder em diversas ocasiões (Azevedo, 2009).
Paralelamente, a coabitação entre presidentes e primeiros-ministros tem sido
difícil, com uma competição permanente. Por exemplo, entre 2005 e 2008, a
Guiné-Bissau teve 15 primeiros-ministros, sendo que a esperança média de vida
de um governo foi de 14,5 meses (­Azevedo, 2009, p. 160). Neste cenário a ANPGB
poderia parecer fragilizada, com uma concentração dos poderes no presidente. No
entanto, e tal como defende ­Azevedo (2009, pp. 167-168), o parlamento tem
atuado como contrapeso à intervenção do presidente, como nos casos de Nino
Vieira em 1998 e na tentativa de revisão constitucional de 2001 por Kumba Yalá
(Azevedo, 2009, p. 160).</p>

    <p>O papel da cooperação parlamentar da Assembleia
da República na Assembleia Nacional Popular iniciou-se em 1997 com o protocolo
de cooperação assinado a 19 de dezembro (Assembleia da República, 2008). No ano
seguinte, entre 14 e 22 de janeiro, uma missão técnica deslocou-se a Bissau a
fim de acompanhar e apoiar o parlamento na elaboração da nova lei eleitoral. Em
abril, e com apoio financeiro e técnico da União Europeia, um técnico superior
da Assembleia da República deslocou-se a Bissau a fim de coordenar uma célula
de apoio<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> que tinha como missão reforçar a democracia através da criação de um
centro de informação e formação técnica composta por juristas e economistas
aptos a assessorar os funcionários. A falta de recursos técnicos e humanos
levou a que os grupos parlamentares e o gabinete do presidente do parlamento
passassem a ser assessorados pela célula. No entanto, com o eclodir da guerra
civil nesse mesmo ano, a missão parlamentar teve de ser cancelada.</p>

    <p>A partir de 1998 o apoio concentrou-se em
estágios <i>on job</i> para funcionários guineenses, bem como em apoios
financeiros correntes e de emergência. Em 2007, e após
pedidos dos presidentes Jaime Gama e Francisco Benante, a Assembleia da
República montou uma missão de avaliação das necessidades dos serviços do
parlamento guineense. A missão deslocou-se a Bissau de forma a fazer um
levantamento das necessidades do parlamento. À partida, cerca de 60% dos
deputados não falavam português, sendo que as sessões decorrem em crioulo ao mesmo tempo que os documentos que circulavam no plenário
e nas comissões eram redigidos em português. Além disso, observou-se a falta de
autonomia financeira e a dependência das transferências do Ministério das
Finanças. Na altura da mesma missão, os deputados e funcionários não recebiam
salário desde novembro de 2006, o que coloca questões de autonomia política e
técnica. Na sua condição de parlamento homólogo, e face ao orçamento da
Assembleia da República, não estavam reunidas condições para transferências
financeiras. Além do mais, a construção do novo edifício da Assembleia Nacional
Popular ficou a cargo do governo chinês, o que colocou entraves pelo uso de
sistemas informáticos em língua chinesa, os quais impediam a comunicação em
rede, essencial para o debate parlamentar (Assembleia da República, 2007b).</p>

    <p>Deste relatório ressaltaram quatro áreas
essenciais para a capacitação técnica do parlamento guineense: informatização,
formação e capacitação, biblioteca e ensino da língua portuguesa. Neste
sentido, a 15 de janeiro de 2008 seria assinado um novo protocolo de cooperação
inserido na visita de Francisco Benante a Lisboa. No entanto, os problemas que
assolam o país e as constantes intervenções militares têm interrompido a
cooperação bilateral entre os dois parlamentos, isolando o parlamento guineense
e dificultando a sua autonomia institucional.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>PARLAMENTO NACIONAL DE TIMOR-LESTE</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A cooperação
internacional teve em Timor-Leste um papel preponderante na transição e
consolidação da democracia. O estabelecimento da Administração Transitória das
Nações Unidas para Timor-Leste em 1999 seguiu a vontade maioritária expressa
pelos timorenses no referendo. A falta de infraestruturas de segurança e
administração pública foram o mote durante esse
período transitório. A pacificação do território através de uma força de <i>peace-keeping</i>
foi acompanhada de ações de estabilização financeira e económica e de
administração pública (Ferro, 2008; Mendes e Leach, 2010). O mandato das Nações
Unidas em Timor-Leste teve uma maior intervenção na área de administração
pública (Ferro, 2008; Mendes e Leach, 2010). Aliás, um dos problemas citados
pela literatura é o da tardia “timorização” da administração (Mendes e Leach,
2010), o que causou problemas de transição em instituições para-executivas e
para-legislativas.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cooperação parlamentar portuguesa assinou
protocolos com o Conselho Nacional de Timor-Leste, a Assembleia Constituinte, e
finalmente com o Parlamento Nacional<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> Com o primeiro a cooperação decorreu de fevereiro a agosto de 2001,
através do envio de uma missão composta por três funcionários parlamentares para apoiar
o proto-parlamento de Timor-Leste. A missão deu apoio de emergência a
diferentes níveis do funcionamento do proto-parlamento
e seria mais tarde reforçada pela presença de mais dois funcionários
portugueses (Assembleia da República, 2003). O fim do Conselho Nacional
coincidiu com as eleições para a Assembleia Constituinte. Para esta transição,
dois técnicos da Assembleia da República ficariam em Díli para apoiar a
Assembleia Constituinte, com apoio da União Interparlamentar, do PNUD e da <i>Asia
Foundation</i> (Assembleia da República, 2005a). O parlamento português e a
Assembleia Constituinte assinariam a 14 de fevereiro de 2000 um protocolo de
cooperação com a consequente oferta de material informático, documentação
especializada, publicações e manuais de práticas parlamentares (Assembleia da
República, 2008a).</p>

    <p>Finalmente, em maio de 2002, após a formalização
da independência e as primeiras eleições legislativas, a Assembleia da
República fixou quatro técnicos em Díli, um no apoio parlamentar e comissões,
outro na gestão e contabilidade, um terceiro como consultor do PNUD e um quarto
enquanto técnico superior (Assembleia da República, 2008b). A
institucionalização formal do parlamento timorense levou a que entre 17 e 26 de
fevereiro de 2003 fosse feita uma missão de diagnóstico às necessidades do novo
parlamento. Nesta foram identificadas as áreas de apoio ao plenário e
secretariado às comissões, administrativa e financeira e de biblioteca, documentação
e informação parlamentar com necessidades de intervenção. Estas necessidades
seriam contempladas nos programas de cooperação 2003-2005 e 2005-2007.</p>

    <p>Com a transferência dos poderes para a
administração timorense teve início o processo de “timorização” (Cunha e
Vasconcelos, 2009; Ferro, 2008; Mendes e Leach, 2010). Daí que nos novos
programas de cooperação tenha surgido a necessidade de contratar técnicos
residentes com formação dada pela Assembleia da República. Esta contratação
visava respeitar a autonomia timorense, preservando-se recursos humanos
autóctones e o parlamento com as suas dinâmicas institucionais próprias.<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> De novo, a ação de tipo administrativa feita pelo parlamento português
tanto no apoio ao Conselho Nacional como à Assembleia Constituinte teve o
intuito de ensinar técnicas de trabalho em contexto parlamentar num sistema
semipresidencial recém-criado, assegurando a formação continuada e necessária
para o funcionamento do Parlamento Nacional depois da transferência de poderes.
Neste sentido, a cooperação parlamentar portuguesa tem também trabalhado em
conjunto com outros organismos nacionais de cooperação por forma a garantir
formação interdisciplinar.</p>


    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>A COOPERAÇÃO
PARLAMENTAR PORTUGUESA ENTRE A TRANSFERÊNCIA INSTITUCIONAL E O ISOMORFISMO</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>A alteração da estratégia
para a cooperação parlamentar, que acompanhou tanto a mudança de presidente da
Assembleia como de secretário-geral, trouxe um novo enquadramento às missões e
formações. Os cursos de formação interparlamentar foram abandonados após a sua
quarta edição em 2008, dando lugar a missões de formação <i>ad-hoc</i>
dependentes dos pedidos de apoio dos parlamentos recetores. Tal como considerou
um dos funcionários parlamentares,</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <blockquote>    <p>A visão de formação administrativa teve como
intuito a criação de uma academia de formação interparlamentar que promovesse
cursos públicos setoriais. Como esta não aconteceu, tem-se promovido um
circuito aberto de aprendizagem nos PLOP (…). Como é
óbvio, todas as aprendizagens acontecem num ambiente de tentativa e erro, pois
não temos controlo total sobre os efeitos das missões e da formação.<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a></p></blockquote>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>&nbsp;</sup></p>

    <p>Também a criação do Fórum dos Parlamentos de
Língua Portuguesa foi integrado como Assembleia
Parlamentar da CPLP<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, tal como acontece com várias organizações internacionais e regionais
(Cofelice e Stavridis, 2014). A par deste surgiram também grupos de
especialistas de diferentes setores da atividade parlamentar, como a
informática ou as bibliotecas e arquivos, com reuniões regulares sobre
metodologias de trabalho em contexto parlamentar.<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a></p>

    <p>Nos casos descritos ressalta o facto de a
cooperação parlamentar estar dependente de fatores políticos e técnicos que lhe
são alheios. Os processos de socialização iniciados pelos diversos programas de
aprendizagem demonstram que a cooperação parlamentar depende das legislaturas,
dos indivíduos e das redes de contacto estabelecidas. Tal como referiu um dos
funcionários, a cooperação parlamentar é um “processo de tentativa e erro”
dependente dos contextos nacionais, das legislaturas e da vontade dos
responsáveis políticos.<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> Estes fatores estão bem patentes na 
missão técnica efetuada no
parlamento guineense em 1998, chefiada por um funcionário da ARP.<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> O contrato 
de assistência técnica da Comissão Europeia com aval da
ARP, tinha como objetivo prestar serviços técnicos de apoio jurídico e
económico. No entanto, com o eclodir da crise política de 1998, os técnicos
abandonariam a Guiné-Bissau, sem que os efeitos de isomorfismo e aprendizagem
tivessem surtido efeito duradouro.</p>

    <p>Este facto demonstra que o processo de
transferência institucional é atravessado por dificuldades de importação de
normas formais e de métodos de trabalho parlamentar, mas chama também a atenção
para a importância do improviso no quotidiano através do uso adaptativo de
novas práticas, na partilha de compromissos e na multiplicação de contactos
entre indivíduos e organizações (Smets <i>et</i><i> al</i>.,
2012). Um dos grandes obstáculos descritos na cooperação parlamentar prende-se
com os mecanismos de partilha de poderes. Como sublinhou um dos funcionários da
ARP,</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <blockquote>    <p>A partilha do poder nunca é igualitária, o que
deve ser igualitário são os direitos. O que tem de existir é
uma aprendizagem operativa das oportunidades e dos ganhos materiais e políticos
da cooperação. Aqui a partilha dependerá da institucionalização <i>in loco</i>
do multipartidarismo (…). Outra coisa a evitar é a confusão entre o regime de
partido único do passado e o estabelecimento de um sistema de partilha de
poderes. É aqui que devem entrar os engenheiros sociais.<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a></p></blockquote>

    <p><sup>&nbsp;</sup></p>

    <p>O facto de existir uma familiaridade cultural que
deriva do passado colonial e uma familiaridade político-institucional,
consequência da adoção do semipresidencialismo, apresenta uma oportunidade na
consolidação dos efeitos da importação de normas parlamentares formais. No
entanto, as estratégias de isomorfismo institucional obtiveram resultados
distintos, mesmo que os protocolos e os programas de cooperação contemplem
diferentes necessidades.</p>

    <p>O caso do parlamento cabo-verdiano é um exemplo
de assistência técnica continuada com relativo sucesso na transferência
institucional, reforçada pela adaptação contextual das instituições importadas.
Neste caso está também patente um processo de isomorfismo mimético, conquanto a
repetição de práticas permitiu a consolidação de um
sistema parlamentar que tende a respeitar a autonomia do parlamento face ao
executivo. O empoderamento dos funcionários através da cooperação parlamentar
portuguesa reforça também o processo de isomorfismo normativo através da
constituição de grupos de funcionários especializados em diversas atividades
parlamentares, definindo-se métodos de trabalho e aprofundando a estabilidade
institucional. No entanto, a dificuldade de reunir a Comissão Mista Permanente
demonstra que o processo de isomorfismo normativo não ficou completo.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso guineense, fica patente que o contexto
desfavorável de conflito político, a menor familiaridade e a rivalidade
institucional demonstram um baixo nível de adaptação contextual das
instituições importadas. As normas formais estão inscritas na constituição, no
semipresidencialismo e na edificação do parlamento, no entanto o falhanço da
transferência institucional encontra-se patente na permanência de práticas
informais conducentes à conflitualidade interinstitucional, e no baixo nível de
adaptação contextual das normas formais importadas. As tentativas de
isomorfismo normativo através de redes de especialistas <i>on job</i> e redes
de funcionários por setor foram ultrapassadas pelo contexto de conflito
institucional. No caso da Assembleia guineense será necessária uma estratégia
de isomorfismo mimético para fazer face às incertezas institucionais,
reforçando-se a legitimidade do parlamento, cabendo a
estratégia coerciva às organizações internacionais, permitindo-se uma
competição entre as instituições que salvaguarde as autonomias através da maior
contextualização cultural das normas formais.</p>

    <p>Finalmente, o caso
timorense demonstra de que forma a cooperação parlamentar portuguesa pode ser
um contributo no reforço da ajuda internacional, especialmente por se centrar
numa instituição que é menorizada no contexto da cooperação internacional.
Apesar do menor grau de familiaridade motivado por questões geopolíticas e
culturais, a importação de instituições como a constituição, o sistema
semipresidencialista e a oficialização do português teve sucesso, motivado por
um processo de isomorfismo mimético-normativo. No caso do parlamento timorense,
demonstra-se também que o processo de timorização e de transferência de poderes
resultou num equilíbrio informal entre instituições, permitindo-se a
consolidação do parlamento. No entanto, os funcionários que se mantiveram em
Díli no apoio ao proto-parlamento e à Assembleia
Constituinte afirmaram que os contactos firmados com os partidos e com os
líderes demonstram o uso dos técnicos da ARP como forma de legitimação política,
dinâmica que demonstra a falta de especialização dos funcionários e a
permanência de normas informais, exigindo-se a continuada formação e reforço de
normas formais contextualizadas.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>REFLEXÃO FINAL</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>A necessária dinâmica de
partilha de poder acaba por encontrar obstáculos em variadas instituições
informais e formais. É neste sentido que a cooperação parlamentar desenvolvida
pela ARP tem tentado dotar os parlamentos lusófonos de autonomia técnica
através da formação em diferentes setores da gestão parlamentar.</p>

    <p>Sem a necessária socialização dos técnicos e da
classe política quanto ao funcionamento democrático das instituições, as novas
instituições que têm pouca tradição histórica e cultural, ou que são
obstaculizadas por outras, acabam por ter pouca expressão na sociedade.
Instituições que têm um papel fulcral nas democracias representativas como os
parlamentos, deixam de assumir a sua função
fiscalizadora, empobrecendo o debate democrático e aprofundando o fosso entre
instituições. Com o reforço continuado dos executivos em democracias recentes
através dos programas de cooperação internacional, os parlamentos permanecem em
segundo plano, o que dificulta a partilha do poder, tão necessária em
transições democráticas.</p>

    <p>Este estudo argumentou que os processos de
transferência institucional têm um papel preponderante na consolidação de
sistemas parlamentares. A importação de normas e a formação do pessoal
administrativo demonstram que os parlamentos destes países podem dotar-se de
autonomia própria face ao executivo e aos partidos, uma vez ultrapassado o
paradoxo institucional gerado pela importação de sistemas legais e políticos
através de processos isomórficos, que, uma vez contextualizados, permitem o uso
adaptado e especializado de normas de funcionamento parlamentar.</p>

    <p>Os estudos de caso demonstram resultados
diferentes, decorrentes da relação executivo-legislativo
e da continuidade das relações bilaterais. Enquanto o parlamento cabo-verdiano
revela uma consolidação de mecanismos especializados de trabalho e gestão
parlamentar, o parlamento timorense contrasta com o guineense, onde a ação de
administração evoluiu deficitariamente para a assistência técnica. A contínua
formação especializada, a contextualização para o sucesso da transferência
institucional, e a exploração da familiaridade cultural e
político-institucional, são aspetos determinantes no sucesso dos processos
isomórficos de aprendizagem e consolidação de práticas que permitam a autonomia
e reforço dos parlamentos.</p>

    <p>No entanto, falta um enquadramento da cooperação
parlamentar nos mecanismos mais adequados para a orçamentação e execução do
apoio português para o desenvolvimento e a criação de mecanismos de coordenação
interministerial e interinstitucional com o Ministério dos Negócios
Estrangeiros que permitam o desejável entrosamento.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>


    <p><b>REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS</b></p>


    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <!-- ref --><p>ASSEMBLEIA
DA REPÚBLICA (2002), <i>Cooperação Parlamentar de Portugal com os Países de
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    <p>&nbsp;</p>

    <p>Recebido a 14-10-2014. Aceite para publicação a
11-03-2015.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>


    <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Artigos 16.º, 17.º, 18.º e
19.º do Regimento da Assembleia da República (RAR).</p>

    <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> 15-01-2008.</p>

    <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> 11-02-2008.</p>

    <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> 18-02-2008.</p>

    <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> 08-07-2008.</p>

    <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> Resolução da ARP n.º 5/2003
publicada no <i>Diário da República</i> (DR), n.º 18, de 22 de janeiro. </p>

    <p><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> Resolução da ARP n.º 6/2003
publicada em DR, n.º 20, de 24 de janeiro.</p>

    <p><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> Reuniões: GPA
Portugal/Timor-Leste de 11-02-2008; GPA Portugal-China de 01-04-2008; GPA
Portugal-Israel de 10-04-2008.</p>

    <p><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> Entrevistas realizadas em
20 e 21 de março, 4 e 18 de abril de 2008.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> Entrevistas a deputados
realizadas em 11 e 28 de março.</p>

    <p><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> Entrevistas a funcionários
feitas a 13, 21 e 28 de fevereiro, 5 de março e 12 de
junho de 2008.</p>

    <p><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> Artigo 35.º da Lei de
Organização e Funcionamento da Assembleia da República (LOFAR).</p>

    <p><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> Entrevistas a funcionários
em 8 de abril e 21 de maio de 2008.</p>

    <p><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> Entrevista realizada em
19-03-2008 a funcionário.</p>

    <p><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> Os cursos de Formação
Interparlamentar tiveram quatro edições e foram criados pela antiga
secretária-geral da Assembleia da República, Isabel Côrte-Real. Tinham como
intuito colmatar a falta de um curso público (à imagem dos cursos do Instituto
Nacional de Administração) que ministrasse o ensino de técnicas de serviço e
funcionamento parlamentares.</p>

    <p><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> Entrevista realizada em
19-02-2008.</p>

    <p><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> Entrevista realizada a
28-02-2008 a funcionário.</p>

    <p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> Entrevista realizada a
12-06-2008 a funcionário.</p>

    <p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> Entrevista realizada a
12-06-2008 a funcionário.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup> Entrevista realizada em
19-03-2008 a funcionário.</p>

    <p><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup> Instituída na XII reunião
interministerial da CPLP realizada em novembro de 2007 em ­Lisboa.</p>

    <p><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup> Entrevistas a funcionários
em 8 de abril e 21 de maio de 2008.</p>

    <p><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup> Entrevista realizada em
12-06-2008 a funcionário.</p>

    <p><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup> Entrevista realizada em
28-02-2008 a funcionário.</p>

    <p><sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></sup> Entrevista realizada em
09-04-2008 a funcionário.</p>


    <p>&nbsp;</p>
<a name="A1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a03A1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

<a name="A2">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a03A2.jpg"></p>
    
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