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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Literacia mediática e cidadania: uma relação garantida?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Media literacy and citizenship: A guaranteed relationship?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Autónoma de Lisboa  ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Since the 1980s of the 20th century the relationship between media literacy and citizenship has been included in political and academic discourses. In a simplistic way, bureaucrats and researchers have long recognized that with basic media literacy skills and competencies, individuals will change their citizenship practices: they will be better citizens. This paper summarizes some results of research developed between 2009 and 2013 in CIES-IUL, and show that the relationship between media literacy competencies and citizenship practices was insipid - or even non-existent.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[literacia mediática]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[cidadania]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  

    <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>

    <p><b>Literacia
mediática e cidadania: uma relação garantida?</b></p>
    <p><b>Media literacy and citizenship: A guaranteed
relationship?</p></b>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Paula Cristina Lopes*</b></p>

    <p>*Universidade
Autónoma de Lisboa, Rua
Santa Marta, 56 – Palácio dos Condes do Redondo — 1169-023 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:paula.lopes@ual.pt">
paula.lopes@ual.pt</a></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>


    <p><b>RESUMO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Literacia
mediática e cidadania: Uma relação garantida?
Desde os anos 80 do século XX que a relação entre
literacia mediática e cidadania tem vindo a ser claramente assumida não só no
discurso político, mas também no académico. De forma simples (por vezes, até
simplista), burocratas e investigadores têm considerado que, estando reunidas
as “condições” de base no que à literacia mediática diz respeito (mais
competências de literacia mediática), os indivíduos irão alterar as suas
práticas de cidadania: serão melhores cidadãos. Este texto resulta de uma
investigação desenvolvida, entre 2009 e 2013, no CIES-IUL, e os resultados
mostram que a relação entre competências de literacia mediática e práticas de
cidadania se revela pouco – ou mesmo nada – significativa.</p>

    <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b>: literacia mediática;
competências de literacia mediática; cidadania; práticas de cidadania.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ABSTRACT</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Since
the 1980s of the 20th century the relationship between media literacy and
citizenship has been included in political and academic discourses. In a
simplistic way, bureaucrats and researchers have long recognized that with
basic media literacy skills and competencies, individuals will change their
citizenship practices: they will be better citizens. This paper summarizes some
results of research developed between 2009 and 2013 in CIES-IUL, and show that
the relationship between media literacy competencies and citizenship practices
was insipid – or even non-existent.</p>

    <p><b>KEYWORDS</b>:
Media literacy; media literacy skills and competencies; citizenship;
citizenship practices.<b></b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sem grande controvérsia,
a literacia mediática – a “capacidade de aceder aos <i>media</i>, de
compreender e de avaliar de modo crítico os diferentes aspetos dos <i>media</i>
e dos seus conteúdos, e de criar comunicações em diversos contextos” (União
Europeia, 2007) – tem vindo a ser afirmada como “condição essencial para o
exercício de uma cidadania ativa e plena”, como “fator importante para uma
cidadania ativa” (União Europeia, 2009). Mas existirá evidência empírica
robusta que prove tal relação?</p>

    <p>A hipótese de que a literacia mediática dos
cidadãos tem impacto relevante nas suas práticas de cidadania foi submetida a investigação rigorosa em “Literacia mediática e cidadania.
Práticas e competências de adultos em formação na Grande Lisboa”. A
operacionalização da pesquisa teve por base uma estratégia metodológica quantitativa-extensiva, envolvendo a aplicação de um
inquérito por questionário (instrumento de avaliação de práticas) e de uma
prova de literacia mediática (instrumento de avaliação de competências) a uma
amostra de cerca de 500 estudantes adultos, a frequentar ações de Educação e
Formação de Adultos (EFA) e cursos de licenciatura, mestrado integrado ou
mestrado, na Grande Lisboa, no ano letivo 2011-2012.</p>

    <p>No questionário, o recurso a um conjunto de
indicadores relacionados com as representações sociais de cidadania, a
integração e participação política, profissional, social e cívica, a
automobilização política e cívica, o interesse pela política e o
autoposicionamento político permitiu a operacionalização das práticas de cidadania
nesta investigação.</p>

    <p>A prova de literacia mediática – concebida em
fases, partindo de três domínios operacionais de processamento da informação
(conhecer e compreender, avaliar criticamente, criar para comunicar), para as
dimensões de análise (técnica, crítica, criativa) e as operações de
processamento, e daí para os suportes (classificados segundo o formato, o meio
de origem e o tipo de informação) e as tarefas (localizar e identificar,
integrar e interpretar, avaliar e refletir, gerar) –, é constituída por 20
questões (em rigor, exercícios ou tarefas). Os <i>itens</i> que integram este
instrumento original de medição de competências de literacia mediática foram
analisados, em termos de discriminação e de dificuldade, segundo a Teoria
Clássica dos Testes e a Teoria da Resposta ao <i>Item</i>, em colaboração com
Patrícia Costa, investigadora do Joint Research Centre, da Comissão Europeia.
Esta análise demonstrou a quase totalidade dos <i>itens</i> são
discriminativos, não se tendo verificado diferenças significativas na análise
com recurso às duas abordagens.</p>

    <p>Nas próximas páginas revelam-se alguns resultados
da investigação, particularmente quanto a práticas de cidadania e a
competências de literacia mediática.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>O CONCEITO DE CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conceito de cidadania
tem-se tornado uma espécie de rótulo, “multiplicado por variados e
contraditórios significados” (Pais, 2005, p. 53), estando muito presente nos
discursos político, académico e mediático, particularmente nas últimas três
décadas. Como o desenvolvimento etimológico do conceito demonstra, não existe
uma, mas várias e distintas formas de cidadania (Turner, 1990; Inglehart, 1997;
Norris, 2002; Menezes, 2002 e 2005). Em rigor, a cidadania não se traduz
somente num sentimento de pertença a uma comunidade e num rol mais ou menos
enumerável de direitos e deveres (plano da normatividade). Esta deve-se afirmar como um conjunto de práticas e de
competências individuais, do cidadão, isto é, como participação (plano da
agência).</p>

    <p>O conceito de cidadania emerge, neste sentido, da
conjugação de três componentes (Bellamy, 2008): pertença a uma comunidade
política democrática (<i>cf</i>., por exemplo, Touraine, 1994; Mozzicafreddo,
1997; Schnapper, 1998; Mouzelis, 2008), um conjunto de direitos e deveres
associados a essa pertença (<i>cf</i>., por exemplo, Marshall, 1950-2009;
Espada, 1997; Morgado, 2010), a participação nos processos políticos,
económicos e sociais dessa comunidade (<i>cf</i>., por exemplo, Kaase, 1984;
Barbalet, 1989; Turner, 1993; Schnapper, 1998; Cabral, 2000; Saull, 2002;
Welzer, Inglehart e Deutsch, 2005; Morgado, 2010).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESULTADOS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>As representações sociais
de cidadania foram operacionalizadas através de indicadores
presentes e testados na primeira edição do European Social ­Survey (ESS)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, em 2002, (Grupo E: Cidadania, Associativismo e Democracia) e na
edição de 2004 do International Social Survey Programme<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> (módulo: cidadania). Consideraram-se 11 afirmações do que se deve
fazer para se ser um bom cidadão, medidas numa escala de 1
(nada importante) até 10 (muito importante).</p>

    <p>A partir das respostas dadas pelos alunos
realizou-se uma análise de componentes principais (<a href="#q1">Quadro 1</a>).
Os resultados revelam que as conceções acerca do que significa ser um bom
cidadão podem ser agrupadas em quatro componentes ou dimensões: solidariedade
(ajudar as pessoas que vivem pior, colaborar com
organizações de voluntariado), ordem social (nunca tentar fugir aos impostos,
obedecer a leis e a regulamentos), participação política e social (participar
em organizações sociais e políticas, manter-se vigilante em relação ao governo,
votar sempre, tentar compreender as ideias dos outros), e autonomia (tomar
decisões e ser livre, ter opinião própria/independente).<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a></p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q1">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>O passo seguinte foi a
construção de quatro índices, cada um deles integrando as variáveis com maior
peso (<i>loading</i>) em cada uma das componentes principais<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> (<a href="#q2">Quadro 2</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q2">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q2.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Os resultados mostram que, em média, os
inquiridos tendem a aderir às diferentes conceções de bom cidadão subjacentes
aos <i>itens</i>, não rejeitando nenhuma delas: o grau médio de importância
atribuído é relativamente elevado em todas as componentes, situando-se os
valores obtidos entre os pontos 8 e 9 da escala (em
que, recorde-se, 1 corresponde a nenhuma importância e 10 a muita importância).
Ainda assim, é possível estabelecer uma hierarquia na adesão às
quatro conceções, revelando os resultados em que as mais valorizadas são as que
dizem respeito à autonomia (na tomada de decisões e na formação de opinião),
apresentando valores mais baixos as que se relacionam com participação política
e social (9,02 vs. 7,83).</p>

    <p>Tendo em conta a idade (<a href="#f1">Figura 1</a>) conclui-se que
os indivíduos mais novos (entre os 18 e os 22 anos) são os que menos valorizam
as conceções de ordem social (nunca tentar fugir aos impostos, obedecer a leis
e a regulamentos). Os inquiridos mais velhos são os que menos valorizam as
representações sociais de participação (participar em organizações sociais e
políticas, manter-se vigilante em relação ao governo, votar sempre, tentar
compreender as ideias dos outros).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04f1.jpg"></p>
    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>


    <p>O quadro seguinte (<a href="#q3">Quadro 3</a>)
mostra os valores médios de cada indicador (resultados globais e por nível de
escolaridade a frequentar).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q3">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q3.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Considerando apenas os valores médios mais
elevados, o padrão de resposta dos inquiridos traduz uma mesma tendência: o bom
cidadão é aquele que tem opinião própria/independente, toma decisões e é livre,
e tenta compreender as ideias dos outros.</p>

    <p>A questão da “honra fiscal” é no mínimo
interessante: 49% dos inquiridos (total da amostra) afirmam ser “muito
importante” nunca tentar fugir aos impostos.</p>

    <p>Sem se pretender a comparação direta, adiante-se
que, segundo o relatório do ESS 2004, os portugueses estão entre os europeus
que mais concordam que os cidadãos não deviam fugir aos impostos: 34,9%
concordam totalmente que não se deve fugir aos impostos (Brites,
2011, p. 104). O dado é “confirmado” pelo ISSP 2004: 54,2% dos portugueses
consideram “muito importante” nunca fugir aos impostos.</p>

    <p>Participar em organizações sociais e políticas é o
indicador menos expressivo, independentemente do nível de escolaridade em
análise. A participação em organizações sociais e políticas é,
na verdade, considerada “muito importante” apenas por 10% da amostra.</p>

    <p>Refira-se que os resultados do ESS 2002 mostram
que “o padrão de resposta aos indicadores é idêntico em todos os países
europeus envolvidos no estudo: ‘ter opinião própria’, ‘obedecer a todas as leis
e regulamentos’, ‘votar sempre nas eleições’ e ‘ajudar as pessoas que estão em
pior situação’ registam os valores mais elevados” (Brites,
2011, p. 97).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, “ter opinião própria”, “ajudar as
pessoas que estão em pior situação” e “obedecer a todas as leis e regulamentos”
ocupam os primeiros três lugares (Brites, 2011, p.
99).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>INTEGRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO CÍVICA, SOCIAL,
POLÍTICA E PROFISSIONAL</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A integração e
participação cívica, social, política e profissional constituem uma das arestas
da cidadania ativa.</p>

    <p>O <a href="#q4">quadro 4</a> regista os
resultados (globais e por nível de escolaridade a frequentar) dos dez indicadores
de integração presentes no questionário, organizados segundo as diferentes
dimensões identificadas na análise de componentes principais. Os resultados
mostram claramente uma baixa propensão para a integração cívica, social,
política ou profissional.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q4">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q4.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Isolemos os valores que respeitam à integração e
participação ativa (<i>cf</i>. “fez parte e participou ativamente”). O padrão
de resposta dos inquiridos, tendo em conta os últimos 12 meses, revela uma
mesma tendência: os alunos fizeram parte e participaram ativamente em
coletividades de bairro, clubes ou grupos desportivos (EFA básico: 20%; EFA
secundário: 21,1%; ensino superior: 17,1%), em igrejas ou associações
religiosas (EFA básico: 25,5%%; EFA secundário: 17,5%; ensino superior: 10,3%),
em associações cívicas (EFA básico: 13,6%; EFA secundário: 11,5%), em
associações de estudantes (EFA básico: 11,6%; ensino superior: 10,1%) e em
associações recreativas ou grupos culturais (ensino superior: 11,4%). Tomando a
amostra como um todo, os homens participaram mais do que as mulheres: em todos
os indicadores de integração e participação política e cívica disponíveis, e
tendo por baliza temporal o último ano, foram mais os homens que declararam a
sua integração e participação do que as mulheres, e em alguns casos com diferenças
muito acentuadas (como no caso de um partido político ou de uma coletividade de
bairro, clube ou grupo desportivo).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Confirme-se a existência de evidência empírica
que conclui pela integração/participação essencialmente em associações do tipo
desportivo, cultural ou recreativo e de solidariedade social e religiosas,
particularmente no caso dos jovens (Cabral, 2000; Viegas, 2004; Menezes <i>et</i><i> al</i>., 2005; Ferreira, 2008; Magalhães e
Moral, 2008). O estudo europeu <i>Citizenship, Involvement, Democracy</i><sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> revelou que as associações desportivas, culturais e recreativas e as
associações de solidariedade social e religiosas representaram “a maior fatia
da presença associativa” em Portugal (Viegas e Santos, 2009, p. 127). A
exploração empírica (Viegas, 2004; Viegas e Santos, 2009) permitiu também
traçar uma tendência no modelo de envolvimento associativo português: um
“reduzido número de participantes, mas com alta intensidade de participação”
(Viegas e Santos, 2009, p. 128).</p>

    <p>Uma nota para dar conta das taxas de participação
e adesão muito baixas dos “Jovens Portugueses de Hoje”<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> (Cabral e Pais, 1998). Em “Os jovens e a política” (2008), Magalhães e
Moral concluíram que os níveis de pertença associativa dos jovens portugueses
são baixos, exceto em associações de cariz religioso ou paroquial (Magalhães e
Moral, 2008, p. 42). Também Pedro Moura Ferreira investigou a pertença
associativa dos jovens portugueses. Os resultados revelaram que a atividade
associativa com que os jovens mais se identificam é a desportiva, embora a
pertença a uma associação desportiva signifique, na maior parte das vezes,
apenas uma prática de desporto sem uma relação efetiva com a organização e a
vida associativas (Ferreira, 2008, p. 111). O investigador concluiu ainda que
há diferenças nas atitudes cívicas e políticas entre jovens associados e não
associados: os jovens associados têm uma presença mais assídua nos atos
eleitorais, manifestam um interesse mais acentuado pela política e envolvem-se
mais frequentemente em ações de voluntárias na comunidade. O associativismo
ajuda a consolidar o sentido da cidadania (Ferreira, 2008, pp. 113-124).</p>

    <p>Um índice global de participação ativa enquadrou
a pertença dos inquiridos (pertença partidária e profissional, social ou
cívica), independentemente do nível de ensino a frequentar, do sexo e da idade
(<a href="#q5">Quadro 5</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q5">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q5.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Note-se que mais de metade dos alunos (55,8%)
declara não ter estado integrado nem participado em qualquer tipo de
organização (partido político, sindicato, associação, coletividade, movimento
ou igreja) no último ano.</p>

    <p>A partir das respostas dos inquiridos quanto à
sua participação ativa, nos últimos 12 meses, em organizações de natureza
política, profissional, social e cívica realizou-se
uma análise de componentes principais (<a href="#q6">Quadro 6</a>). A análise revelou que os dez
indicadores presentes no nosso questionário podem ser organizados em três
grupos: participação cívica (associação cívica; associação humanitária;
movimento ambiental, ecológico, de direitos dos animais), participação social
(associação recreativa ou grupo cultural; coletividade de bairro, clube ou
grupo desportivo; associação de estudantes; igreja ou associação religiosa) e
participação política e profissional (partido político; sindicato; associação
socioprofissional).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q6">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q6.jpg"></p>
    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p><b>AUTOMOBILIZAÇÃO POLÍTICA E CÍVICA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A automobilização
política e cívica constitui outra aresta da cidadania ativa. No presente
estudo, os indicadores utilizados, um total de 15, reportam-se às formas de
ação política e cívica<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> realizadas no último ano, em anos anteriores, nunca realizados mas possíveis de realizar, e impossíveis de realizar. Estes
indicadores integram formas convencionais de participação, como votar,
participar numa manifestação ou recorrer à greve, por exemplo; e formas menos
convencionais ou não convencionais de participação, seguindo Kaase (1984), como
participar num fórum ou grupo de discussão através da internet, criar
iniciativas cívicas e/ou políticas num blogue ou rede social ou promover iniciativas
cívicas ou políticas num blogue ou rede social.</p>

    <p>De um outro ângulo
analítico, e seguindo Russell Dalton (2009), estes mesmos indicadores dizem
respeito a vários tipos de mobilização, como votar, protestar (por exemplo,
participar numa manifestação ou recorrer à greve), contactar (por exemplo,
contactar um político ou os <i>media</i>) ou participar publicamente (por
exemplo, assinar uma petição ou um abaixo-assinado ou fazer donativos a
instituições).</p>

    <p>Olhemos os resultados obtidos para os indicadores
utilizados no quadro desta investigação (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f2">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04f2.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Os resultados globais revelam que apenas dois
indicadores reúnem a maioria dos inquiridos quanto às suas práticas no último
ano: votar em eleições (68,1%) e assinar uma petição ou um abaixo-assinado
(56,3%). Sublinhe-se, no entanto, que apenas “votar em eleições” reúne a
maioria dos inquiridos de todos os níveis de ensino: afirmaram ter votado em
eleições no último ano 56,8% dos alunos do EFA básico, 61,8% dos alunos do EFA
secundário e 70,7% dos alunos do ensino superior (<a href="#q7">Quadro 7</a>).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q7">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q7.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>A propósito, afirmou Walzer: “a cidadania é hoje
o mais passivo dos papéis: os cidadãos são espectadores que votam” (Walzer,
1995). Também ­Isabel Menezes e Bártolo Campos concluíram que o exercício da
cidadania entre os mais jovens se resume ao ato de votar, num estudo que
envolveu adolescentes portugueses (Menezes e Campos, 1996). Quase uma década
depois, Pedro Magalhães e Jesus Sanz Moral concluíram que o voto continua a ser
visto como a forma mais eficaz de participação política e que as diferenças
entre escalões etários são reduzidas e não significativas (Magalhães e Moral,
2008, pp. 27-28).</p>

    <p>O <a href ="/img/revistas/aso/n216/n216a04q8.jpg ">quadro 8</a> mostra os
resultados (globais e por nível de escolaridade a frequentar) de 14 indicadores
de automobilização política e cívica presentes no questionário, organizados
segundo as diferentes dimensões identificadas na análise de componentes
principais (<i>cf</i>. <a href="#q9">Quadro 9</a>). Pela sua especificidade e transversalidade,
foi excluída a participação política, cuja leitura foi já realizada de forma
autónoma.</p>

    
<p>&nbsp;</p>
<a name="q9">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q9.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Tendo por referência os últimos 12 meses,
observa-se que todas as práticas de automobilização política e cívica são
declaradas por minorias, exceto “assinar uma petição ou abaixo-assinado” e
apenas no caso dos inquiridos que frequentam o ensino superior (64,8%).<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> Em rigor, os alunos do ensino superior apresentam alguns resultados
expressivos: no último ano, 24,4% destes alunos compraram ou boicotaram
produtos por razões políticas ou éticas, 23,9% contactaram instituições ou
serviços, 20,1% fizeram donativos a instituições/grupos/organizações políticas.
É interessante reter o que os inquiridos dizem que nunca fariam: a maioria dos
alunos afirma que nunca compraria ou boicotaria produtos por razões políticas
ou éticas (EFA básico: 50%; EFA secundário: 49,3%; ensino superior: 44,1%) e
nunca participaria em ações de protesto ilegais, como boicotes eleitorais ou
corte de estradas (EFA básico: 50%; EFA secundário: 47,8%; ensino superior:
50,6%).</p>

    <p>Quanto a formas convencionais de participação, e
tomando a amostra como um todo, a maioria dos
inquiridos nunca contactou ou apareceu na comunicação social (69,5%), nunca
contactou ou tentou contactar um político ou um alto funcionário do Estado
(65,5%), nunca participou em discussões públicas (65,5%), nunca participou em
peditórios por uma causa pública (58,6%), nunca recorreu à greve (54%) ou nunca
participou numa manifestação (52,7%). A grande maioria destes alunos nunca
participou num comício ou reunião política (49,6%), nunca contactou
instituições ou serviços (43,1%), nunca comprou ou boicotou produtos por razões
políticas ou éticas (42,5%) e nunca fez donativos a instituições/grupos/organizações
políticas (41,1%).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto a formas menos convencionais de
participação, outro conjunto de indicadores muito interessante é o que se
relaciona com os novos movimentos sociais: os resultados dos três indicadores
disponíveis mostram claramente que a maioria dos inquiridos, independentemente
do nível de ensino, nunca participou num fórum ou discussão <i>online</i>
(55,6% da amostra), nunca criou iniciativas cívicas/políticas
num blogue ou rede social (63,8% da amostra) e nunca promoveu iniciativas
cívicas/políticas num blogue ou rede social (60,8% da amostra).</p>

    <p>Por fim, registe-se que os inquiridos que afirmam
ter realizado no último ano alguma das várias formas de ação política e/ou
cívica listadas no questionário representam 82,3% da amostra. No entanto, se
excluirmos o voto em eleições, essa percentagem cai para os 66,7%.</p>

    <p>Recorde-se que também Pedro Magalhães e Jesus
Sanz Moral (2008, p. 30) concluíram que os níveis de participação em Portugal
são baixos, em formas de participação convencional e não convencional, em todos
os escalões etários e que os comportamentos participativos dos jovens não se
distinguem daqueles exibidos pelo resto da população ativa (Magalhães e Moral,
2008, p. 34). Na verdade, a investigação sociológica realizada em Portugal tem
revelado, ao longo das últimas décadas, um país com uma “baixíssima propensão
para a ação coletiva” (Cabral, 1997), com um claro desinteresse pela política,
pela participação e pela ação coletivas (Cabral, 1997; Mozzicafredo, 1997;
Cabral e Pais, 1998; Pais, 1999; Vala, Cabral e Ramos, 2003; Casanova, 2004;
Vala e ­Torres, 2006), com uma “crise” de cidadania ativa, particularmente
entre os mais jovens. No entanto, convém não esquecer, como salienta a
investigadora Isabel Menezes, que “falar de ‘participação cívica e política dos
jovens’ envolve um reconhecimento da pluralidade de diversidades que integram
esta categoria” (Menezes <i>et</i><i> al</i>., 2012,
p. 10). Por outro lado, “há que reconhecer que a participação não decorre num
vácuo social, mas em contextos determinados por uma rede de influências
institucionais e societais” (Menezes <i>et</i><i> al</i>.,
2012, p. 11). Quanto ao género, uma investigação de Baum e Espírito-Santo
revelou que as mulheres têm uma menor propensão para o exercício de formas de
participação política extraeleitorais (Baum e Espírito-Santo, 2007).</p>

    <p>Recorde-se também que o inquérito à população
portuguesa, coordenado por Manuel Villaverde Cabral, concluiu que existe alguma
capacidade de automobilização na defesa de interesses e valores, mas fracos
níveis de cidadania política e uma grande distância em relação ao poder
(Cabral, 2000). Já Manuel Braga da Cruz, em meados da década de 90 do século
XX, havia sugerido que a baixa participação política dos portugueses mostra uma
fraqueza na edificação da democracia nacional e que as novas formas de
participação política (como protestos ou petições) são um indicador de um
processo de substituição de uma participação política orientada pelas elites
para uma participação orientada para as elites (Braga da Cruz, 1995, p. 317).</p>

    <p>Uma nota para o projeto
multidisciplinar europeu <i>Processes</i><i>
Influencing Democratic Ownership and Participation</i>. O
PIDOP decorreu entre 2009 e 2012 e foi desenvolvido por nove equipas de
investigação, uma das quais portuguesa (da
Universidade do Porto, liderada por Isabel Menezes). Centrado nas experiências
de agência e participação política e cívica dos jovens (em ­Portugal, envolveu jovens de origem portuguesa, de origem angolana e
de origem brasileira), o estudo revelou que os inquiridos de origem portuguesa
afirmaram não existir oportunidades suficientes para a sua participação (para
além do voto), reconheceram que o seu interesse relativamente a questões
políticas é (em geral) baixo e que, mesmo estando interessados em questões
sociais (ambientais ou de direitos humanos, por exemplo), raramente se envolvem
ativamente (Ferreira, 2012, p. 152). “A sua baixa participação é notória
(embora a larga maioria já tenha tido alguma experiência de envolvimento) assim
como é clara a sua baixa perceção de eficácia do envolvimento político”
(Ferreira, 2012, p.152).</p>

    <p>A partir do conjunto de indicadores de formas de
ação política e cívica foi realizada uma análise de componentes principais
(<a href="#q9">Quadro 9</a>), no sentido de perceber se estes podem ser
organizados num número menor de dimensões (componentes).</p>

    <p>Os resultados apontam para uma organização em
quatro componentes: comunicar (criar iniciativas cívicas/políticas
num blogue ou rede social, promover iniciativas cívicas/políticas num blogue ou
rede social, contactar ou aparecer na comunicação social, participar em
discussões públicas, contactar ou tentar contactar um político ou um alto
funcionário do Estado), protestar (recorrer à greve, participar em ações de
protesto ilegais, participar numa manifestação, num comício ou reunião política),
reivindicar (assinar uma petição ou abaixo-assinado, comprar ou boicotar
produtos por razões políticas ou éticas, participar num fórum ou grupo de
discussão <i>online</i>) e contribuir (fazer donativos a
instituições/grupos/organizações políticas, participar em peditórios por uma
causa pública).</p>

    <p>A partir desta análise, foram construídos quatro
índices. Cada índice integra as variáveis com maior peso (<i>loading</i>) em
cada uma das componentes (comunicar, protestar, reivindicar, contribuir) e
traduz o nível de participação, em termos médios, em diferentes modalidades de
automobilização política e cívica dos inquiridos<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> (<a href="#q10">Quadro 10</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q10">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q10.jpg"></p>
    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Os resultados revelam que reivindicar é a forma
de ação/mobilização cívica que apresenta frequências médias mais elevadas e
protestar a que apresenta valores mais baixos (2,61 vs. 2,05). De qualquer
forma, diga-se que, em média, os quatro tipos de ação/mobilização apresentam
frequências relativamente equivalentes e pouco elevadas: os valores globais
médios situam-se todos entre o 2 e o 3).</p>

    <p>Os alunos do ensino superior revelam práticas de
ação/mobilização política e cívica mais altas em todas
as componentes: estes alunos são, como seria de esperar [a evidência empírica
tem vindo a mostrar que a ação e participação política e cívica varia
significativamente com a escolaridade (<i>cf</i>., por exemplo, Cabral, 2000)],
os mais proativos política e civicamente (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>


    <p>&nbsp;</p>
<a name="f3">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04f3.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p>Quanto à idade, constata-se que, tendencialmente,
as ações reivindicativas descrescem à medida que aumenta a idade e as de
protesto aumentam à medida que aumenta a idade (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f4">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04f4.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTERESSE PELA POLÍTICA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>O indicador “interesse
pela política” traduz, de alguma forma, a preocupação dos cidadãos pela “coisa
pública” (Brites, 2011, p. 72). A maioria dos
inquiridos, independentemente do nível de ensino, afirma ter algum interesse
pela política (43,5%). A percentagem de mulheres que declara ter algum
interesse pela política é de 62,9% (homens: 37,1%). Segmentando os dados por
níveis de escolaridade (<a href="#q11">Quadro 11</a>),</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q11">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q11.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>observa-se que a percentagem de alunos que dizem ter muito interesse pela
política ronda os 20%, independentemente do nível de ensino que frequentam (EFA
básico: 22,4%; EFA secundário: 22,8%; Superior: 20,4%), 46,8% dos inquiridos a
frequentar o ensino superior afirmam ter algum interesse pela política e 36,7%
dos inquiridos do EFA básico (a maioria, aliás) confessam ter pouco interesse
pela política.</p>

    <p>Nesta amostra, o interesse manifestado pela
política tende a ser mais elevado do que noutros estudos de âmbito nacional.<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>AUTOPOSICIONAMENTO POLÍTICO</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>O indicador utilizado no
questionário para avaliar o posicionamento político dos alunos participantes
teve por base a partição clássica esquerda-direita e
foi operacionalizado através de uma escala entre 0 (mais à esquerda) e 10 (mais
à direita).</p>

    <p>Entre os alunos inquiridos, a opção pelo centro
da escala (<i>cf</i>. média) é bastante evidente, independentemente do nível de
ensino. A diferença entre as médias (EFA básico: 4,4; EFA secundário: 4,9;
ensino superior: 5,1) é muito pouco acentuada (<a href="#q12">Quadro 12</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q12">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q12.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Pensamos poder
existir uma baixa compreensão de conceitos como “esquerda” e “direita” no
Portugal de hoje. Em rigor, a alternância eleitoral, desde o início dos anos
(19)80, entre o “centro-esquerda” (identificada com o Partido Socialista) e o
“centro-direita” (identificado com o Partido Social Democrata), em média a cada
dois sufrágios, espelha este facto e revela o país do “centrão”.</p>

    <p style="tab-stops:88.5pt">Visto numa outra perspetiva,
e tomando a amostra como um todo, os resultados
revelam que a maioria dos inquiridos se situa no centro da escala. O “centrão”
(4-5-6) reúne 50,4% dos inquiridos. O que podemos denominar por “esquerda mais
à esquerda” (3-0) reúne 24,1% dos inquiridos. Na mesma linha, a “direita mais à
direita” (7-10) representa 25,5% dos participantes.<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> Relacionando o autoposicionamento político dos inquiridos com o
interesse declarado pela política e a pertença a um partido político,
concluímos existirem tendências semelhantes à “esquerda” e à “direita”.<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a></p>

    <p>A fechar este ponto, diga-se que o
autoposicionamento político dos inquiridos neste estudo reproduz, em rigor, os
resultados apurados numa série de outros estudos (nomeadamente, o ESS) que usam
o mesmo indicador: a ­maioria escolhe o centro da escala e evita os extremos.
Ao que parece, os ­inquiridos considerarem-se “moderados” (Brites,
2011, p. 89). Este facto repete-se na maioria dos países europeus: na Europa,
os cidadãos autoposicionam-se maioritariamente em torno do centro da escala, ou
seja, identificam-se com posições moderadas ao centro (Brites,
2011, p. 93). A conclusões semelhantes chegaram
Villaverde Cabral<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> (2000, p. 92) e 
Magalhães e Moral<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> (2008, p. 48).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>COMPETÊNCIAS DE
LITERACIA MEDIÁTICA E PRÁTICAS DE CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>O CONCEITO DE LITERACIA MEDIÁTICA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>As sociedades contemporâneas são sociedades das literacias. A literacia
mediática – assim como a literacia digital, a literacia financeira, a literacia
da saúde, etc. – constitui-se como um recurso: uma condição básica para a
reflexividade, por um lado, e potencialmente uma condição básica para a
cidadania e a participação na esfera pública, a base da democracia (Habermas,
1997), por outro.</p>

    <p>O conceito de literacia mediática remete para um
conjunto de capacidades, de competências-chave, que permitem ao cidadão aceder,
analisar, interpretar, avaliar criticamente, criar e comunicar mensagens em
diversos contextos (Aufderheide e Firestone, 1993; Thoman, 2003; Livingstone,
2003; Thoman e Jolls, 2003; Martinsson, 2009).</p>

    <p>Estas competências – técnicas, críticas, sociais
e criativas (Helsper e Eynon, 2013) –, multidimensionais e processadas em <i>continuum</i>
(Potter, 2001), são desenvolvidas ao longo da vida e usadas de forma
relativamente automática e inconsciente, mobilizadas como resposta a exigências
específicas, mais ou menos complexas, em contexto. As competências de literacia
(mediática) são, portanto, recursos e disposições para a ação (Ávila, 2008) que
permitem a cada indivíduo “responder às necessidades da vida em sociedade”
(Kirsch <i>et</i><i> al</i>., 1993, p. 2).</p>

    <p>O interesse pelo estudo da literacia mediática
tem crescido exponencialmente nos últimos anos e tem incidido mais nas práticas
mediáticas do que nas competências de literacia mediática dos indivíduos. De
facto, é relativamente simples encontrar evidência empírica acerca das práticas
mediáticas dos portugueses (e, neste particular, refira-se o trabalho do
Observatório da Comunicação) e bastante difícil encontrar
alguma informação acerca das suas competências de literacia mediática. A
investigação científica neste particular – centrada em três grandes áreas:
Ciências da Comunicação, Ciências da Educação e Sociologia – resume-se, em
Portugal, a menos de uma dezena de trabalhos e todos eles muito recentes (João
e Menezes, 2008; Silva, 2010; Lopes, 2014; Carvalho, 2015; Pereira, Pinto e
Moura, 2015).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>A RELAÇÃO ENTRE LITERACIA MEDIÁTICA E CIDADANIA</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>A importância da educação
para os <i>media</i> (e para a literacia mediática) e a sua relação com
práticas de cidadania tem vindo a ser destacada desde a <i>Declaração de
Grünwald sobre a Educação para os Media</i> (UNESCO, 1982). De forma bastante
explícita, e em particular na última década, tem integrado (como pressuposto) o
discurso de instituições e organizações internacionais, como a UNESCO, o
Conselho da Europa ou a União Europeia, de instituições e grupos da sociedade civil,
como o Center for Media Literacy, o CLEMI ou o consórcio EAVI, e de
investigadores e académicos, como os espanhóis José Manuel Pérez-Tornero e José
Ignacio Aguaded Gómez, os franceses Jacques Gonnet e Evelyne Bevort, os
britânicos Sonia Livingstone e David Buckingham, ou as norte-americanas
Elizabeth Thoman e Renee Hobbs, por exemplo. A nível
nacional, o destaque vai para o trabalho de alguns – poucos – investigadores
portugueses, como Manuel Pinto e Sara Pereira, ambos do Departamento de
Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, ou Vítor Reia-Baptista, da
Universidade do Algarve.<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a></p>

    <p>Todos estes discursos têm em comum a ideia de
que, em teoria, existe uma relação entre literacia mediática e o exercício de
uma cidadania ativa: ora sublinhando a educação para os <i>media</i> e a
literacia mediática como potencial ferramenta “para compreender a sociedade e
participar na vida democrática” (UNESCO, 2007), reconhecendo “a importância da
literacia mediática e o seu papel na promoção da participação ativa dos
cidadãos na vida económica, cultural e democrática da sociedade” (União
Europeia, 2008), afirmando a literacia mediática como “fator importante para a
cidadania ativa na sociedade da informação de hoje” (União Europeia, 2009), ora
como “uma extraordinária forma de iniciação às práticas democráticas” (Gonnet,
2007, p. 7) ou como “uma dimensão da cidadania e um direito humano fundamental”
(­Buckingham, 2003).</p>

    <p>A um nível empírico, a investigação baseada na
hipótese de que a literacia mediática dos cidadãos tem impacto relevante nas
suas práticas de cidadania encontra-se ainda numa fase embrionária, tanto a
nível nacional como internacional.</p>

    <p>A nível internacional, um trabalho de investigação de referência é “Beyond
cynicism. How media literacy can make students more engaged citizens”, de Paul
Mihailidis (2008), no qual se avaliam práticas mediáticas e competências de
literacia mediática junto de uma amostra de 239 alunos da Universidade de
Maryland, nos Estados Unidos.<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> A nível nacional, o estudo “Literacia mediática e cidadania: Práticas
e competências de adultos em formação na Grande Lisboa” (Lopes, 2014) inaugura
uma linha de investigação, ao relacionar e submeter a investigação empírica a
relação entre competências de literacia mediática e participação cívica.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESULTADOS</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>Uma análise global dos
resultados, com base numa escala de 100 pontos, permite concluir que a
escolaridade e a idade são duas importantes dimensões sociográficas
explicativas das competências de literacia mediática destes indivíduos.<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a></p>

    <p>A análise do quadro seguinte (<a href="#q13">Quadro 13</a>) permite
verificar que, em média, à medida que o nível de ensino frequentado aumenta,
aumentam as pontuações médias do desempenho dos alunos na prova de literacia
mediática.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q13">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q13.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Quanto à idade, a análise permite constatar que,
em média, os alunos mais novos apresentam melhores classificações na prova. O
quadro seguinte (<a href="#q14">Quadro 14</a>) apresenta a média do desempenho dos alunos por
escalões etários:</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q14">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q14.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>As maiores diferenças nas médias das
classificações verificam-se essencialmente entre os alunos com idades até aos
31 anos e os seus colegas com idade igual ou superior a 52 anos.</p>

    <p>Verifica-se que, em média, não existem diferenças
relevantes entre as classificações dos alunos e das alunas que responderam à
prova.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>COMPETÊNCIAS DE LITERACIA MEDIÁTICA E PRÁTICAS
DE CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Como vimos anteriormente,
a integração e participação cívica, social, política e profissional dos
inquiridos faz-se sobretudo em coletividades de
bairro, clubes ou grupos desportivos (17,9% dos inquiridos) e em igrejas ou
associações religiosas (12.8% dos inquiridos). Mas será que a participação
ativa está relacionada com as competências de literacia mediática dos
indivíduos? A partir da análise desta amostra, a resposta é negativa (<a href="#q15">Quadro 15</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q15">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q15.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Na verdade, o facto de os indivíduos fazerem
parte e participarem ativamente neste tipo de organizações não parece
influenciar ou determinar as suas competências de literacia mediática. Em
alguns casos, a relação entre as variáveis é até negativa, como no caso da
integração/participação em igrejas ou associações religiosas, partidos políticos ou sindicatos.</p>

    <p>Esta relação inversa entre literacia mediática e
contexto social e político pode estar relacionada com o perfil social daqueles
que participam neste tipo de organizações (mais velhos, menos qualificados)
e/ou com a escassa exigência deste tipo de competências neste tipo de
organizações. Por outro lado, o caráter doutrinário deste tipo de organizações
(e falamos especificamente de igrejas, partidos políticos e sindicatos) pode, de alguma forma, condicionar (no sentido de entrar em
conflito) as competências de literacia mediática dos indivíduos,
particularmente nas suas dimensões crítica e criativa.</p>

    <p>Quanto a formas de (auto)mobilização
política e cívica, e usando os indicadores que nos parecem mais expressivos
(cinco indicadores de quatro componentes: votar, comunicar, protestar e
reivindicar), nota-se uma relação positiva, embora ligeira: os resultados
mostram a fraca relação entre práticas políticas e cívicas e competências de
literacia mediática dos indivíduos (<a href="#q16">Quadro 16</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q16">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q16.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>A relação entre competências de literacia
mediática e grau de interesse pela política não é significativa, embora, em
média, à medida que o interesse pela política aumenta, aumentam as pontuações
que refletem as competências de literacia dos indivíduos. Esse aumento é, no
entanto, muito ligeiro. Em rigor, diga-se que falamos de uma variação que
atinge, no máximo, 5,8 pontos (<a href="#q17">Quadro 17</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q17">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q17.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ANÁLISE DE REGRESSÃO MÚLTIPLA: PRÁTICAS DE
CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Esta pesquisa foi
orientada, desde o primeiro momento, por um objetivo muito concreto que é agora
oportuno relembrar: que relação existe (se ela existe) entre literacia
mediática e práticas de cidadania? Dito de uma outra
forma, em que medida é que as práticas mediáticas e as competências de literacia
mediática contribuem para explicar as práticas de cidadania dos indivíduos?
Para dar resposta a esta questão, e dada a importância
de se perceber quais os fatores que podem influenciar as práticas de cidadania,
recorremos a uma análise de regressão linear múltipla (<a href="#q18">Quadro 18</a>). Através
desta análise, tentámos perceber qual o peso relativo de alguns fatores e qual
a sua correlação com algumas práticas de cidadania ativa.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo da análise de componentes principais
(ACP) das formas de ação política e cívica foram mobilizadas três variáveis
dependentes para esta análise: ACP comunicar (criar iniciativas cívicas/políticas num blogue ou rede social, promover
iniciativas cívicas/políticas num blogue ou rede social, contactar ou aparecer
na comunicação social, participar em discussões públicas, contactar ou tentar
contactar um político ou um alto funcionário do Estado), ACP protestar
(recorrer à greve, participar em ações de protesto ilegais, participar numa
manifestação, participar num comício ou reunião política) e ACP reivindicar
(assinar uma petição ou abaixo-assinado, comprar ou boicotar produtos por
razões políticas ou éticas, participar num fórum ou grupo de discussão <i>online</i>).</p>

    <p>As variáveis independentes acionadas nesta
análise dizem respeito à caracterização sociográfica do inquirido
(escolaridade, sexo, idade), à caracterização de algumas das suas práticas
mediáticas (práticas de leitura de livros e de jornais, de audição de rádio, de
visionamento de TV, nomeadamente nas vertentes informação, entretenimento e
cultura, e de navegação e utilização de internet, nomeadamente na vertentes informação e pesquisa, e edição de conteúdos),
e às competências de literacia mediática (a partir de uma escala 0-100 pontos).</p>

    <p>No <a href="#q18">quadro 18</a> encontram-se sombreados os resultados
de variáveis independentes que se revelaram estatisticamente significativas na
análise de cada ACP.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q18">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04q18.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>No primeiro modelo (no qual a percentagem de
variação explicada pelo modelo é de 23%), os resultados mostram a existência de
correlações positivas entre as formas de ação/mobilização política e cívica que
compõem a ACP “comunicar” e a gestão de conteúdos (edição de imagem, de som
e/ou de vídeo, construção/manutenção de um blogue ou de uma página <i>web</i>),
o visionamento de géneros jornalísticos informativos na televisão (telejornais,
programas de entrevista ou debate, grandes reportagens) e o número de livros
impressos lidos por ano. O modelo mostra também uma correlação negativa com a
frequência de visionamento de televisão: quem mais vê televisão, menos
participa ativamente.</p>

    <p>A correlação entre este tipo de práticas e o sexo
dos inquiridos revelou-se também significativa: há mais homens do que mulheres
a criarem ou a promoverem iniciativas cívicas/políticas
num blogue ou rede social, a contactarem ou aparecerem na comunicação social, a
participarem em discussões públicas, a contactarem ou a tentarem contactar um
político ou um alto funcionário do Estado.</p>

    <p>Embora não se tenha mostrado estatisticamente
significativa, destaque-se a relevância da relação entre este conjunto de
práticas de cidadania e a escolaridade (os inquiridos a frequentar níveis de
ensino mais elevados tendem a praticar mais ações políticas e cívicas deste
tipo) e a leitura de jornais (quem lê mais jornais impressos, “comunica” mais).</p>

    <p>No segundo modelo (e sublinhe-se desde já que a
percentagem de variação explicada pelo modelo é de apenas 11%), as variáveis
mobilizadas que parecem estar mais positivamente correlacionadas com as formas
de ação/mobilização política e cívica que integram a ACP “protestar” são a
idade, o número de livros (impressos) lidos por ano e a gestão de conteúdos: os
mais velhos, os que leem mais livros por ano e os que mais conteúdos gerem no
seu quotidiano são os que mais protestam.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De referir ainda o peso da escolaridade e do
visionamento de géneros informativos televisivos, embora não sejam variáveis
estatisticamente significativas.</p>

    <p>Quanto ao terceiro grupo de práticas de cidadania
ativa, integradas na ACP “reivindicar” (e aqui a percentagem de variação explicada
pelo modelo sobe para os 25%), o número de livros (impressos) lidos por ano
mantém um contributo decisivo. No entanto, afirme-se que os fatores mais
determinantes neste particular são a escolaridade e a idade: os inquiridos que
frequentam níveis de ensino mais elevados e os mais velhos são os que mais
reivindicam, isto é, são os que mais assinam petições ou abaixo-assinados,
compram ou boicotam produtos por razões políticas ou éticas, e participam em
fóruns ou grupos de discussão <i>online</i>.</p>

    <p>Como vimos, o número de livros impressos lidos
por ano é a única variável estatisticamente significativa a integrar as três
análises de regressão linear múltipla (comunicar, protestar, reivindicar), é a
principal determinante das práticas de cidadania nesta amostra.</p>

    <p>A relação entre competências de literacia
mediática e práticas de cidadania revela-se surpreendente: em nenhum dos casos
analisados, as competências de literacia mediática se mostraram significativas
quando associadas a formas de ação/mobilização política e cívica. Realce-se que
apenas na análise da ACP “reivindicar” esse tipo de competências de literacia
ganha algum destaque: reivindica mais quem detém mais competências de literacia
mediática.</p>

    <p>Em síntese, apresentamos (<a href="#f5">Figura 5</a>) os fatores
explicativos das competências de literacia mediática e das práticas de
cidadania que se revelaram mais significativos nesta investigação.</p>


    <p>&nbsp;</p>
<a name="f5">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n216/n216a04f5.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p><b>NOTAS FINAIS</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados de
“Literacia mediática e cidadania. Práticas e competências de adultos em
formação na Grande Lisboa” obrigam-nos a questionar a ideia (preconcebida) de
que os mais jovens e mais escolarizados são, à partida, indivíduos ativos,
participativos, empenhados. Em rigor, os dados revelam que apenas uma minoria
destes jovens se empenha e se mobiliza e que muito poucos são os que
efetivamente usufruem das potencialidades das novas tecnologias.</p>

    <p>Quanto a práticas de cidadania, os resultados
mostram uma baixa propensão para a integração política, profissional, social ou
cívica e uma baixa propensão para a (auto)mobilização política
e cívica – conjunto de dados preocupante e que impõe reflexão (e ação),
nomeadamente a nível de políticas públicas. Os níveis de pertença associativa
são bastante baixos.</p>

    <p>Todas as práticas
são declaradas por minorias, exceto “votar” e “assinar uma petição ou
abaixo-assinado” (e, neste caso, apenas por alunos a frequentar o ensino
superior). Quanto a novos movimentos sociais, a maioria dos inquiridos nunca
participou num fórum ou discussão <i>online</i> e nunca criou ou promoveu
iniciativas cívicas ou políticas num blogue ou rede social. Em rigor, os
inquiridos neste estudo não “perseguem os seus interesses” <i>online</i> ou <i>offline</i>,
parecendo pautar-se pela indiferença, ociosidade e apatia política, social e
cívica.</p>

    <p>A partir de uma análise de componentes principais,
e muito embora a variação seja ligeira, podemos dizer que reivindicar é a forma
de mobilização cívica com frequências médias mais elevadas. Pela associação
entre escolaridade, idade e práticas de cidadania, ficámos a
saber que os alunos a frequentar o ensino superior revelaram, como seria
de esperar, ser um pouco mais ativos, sobretudo no que diz respeito a ações de
reivindicação; os mais velhos reivindicam menos, mas protestam mais.</p>

    <p>A relação entre competências de literacia
mediática e práticas de cidadania revelou-se pouco significativa. Em relação à
pertença associativa, a integração dos indivíduos não parece influenciar ou
determinar as suas competências de literacia mediática. Em relação à
mobilização política, social e cívica, concluiu-se pela relação não
significativa entre as práticas de cidadania analisadas e as competências de
literacia mediática.</p>

    <p>&nbsp;</p>


    <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>


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<body><![CDATA[<p>Recebido a 14-04-2014. Aceite para publicação a
31-03-2015.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>NOTAS</b></p>

    <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Jorge Vala, do Instituto de
Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é o coordenador nacional do
European Social Survey (ESS) – Portugal. O ESS é um inquérito transnacional
realizado, desde 2001, a cada dois anos, em toda a Europa. Mede atitudes,
crenças e padrões de comportamentos de populações diversas em mais de 30
nações. Os dados sobre a participação portuguesa e os principais resultados
podem ser consultados em:
<a
href="http://www.europeansocialsurvey.org/about/country/portugal" target="_blank">
http://www.europeansocialsurvey.org/about/country/portugal</a>.</p>

    <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> O International Social
Survey Programme (ISSP) é coordenado, a nível nacional, por Jorge Vala e Manuel
Villaverde Cabral, investigadores do Instituto de Ciências Sociais da
Universidade de Lisboa. O estudo “constitui a mais antiga e vasta rede
internacional de estudos comparativos e longitudinais, envolvendo a aplicação
anual de questionários comuns em mais de quatro dezenas de países. Portugal participa
nesta rede de pesquisa desde 1997”. Mais informações em: <a
href="http://www.issp.org/" target="_blank">http://www.issp.org/</a>.</p>

    <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> A partir das designações
etimológicas de Russell Dalton (2009): indicadores de solidariedade, de ordem
social, de autonomia e de participação.</p>

    <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> Especificam-se, em seguida,
as variáveis incluídas em cada índice e o valor do alfa de Cronbach. <i>Solidariedade</i>:
ajudar as pessoas que no mundo vivem pior, ajudar as
pessoas que em Portugal vivem pior colaborar com organizações de voluntariado;
alfa de Cronbach = 0,833. <i>Ordem social</i>: nunca tentar fugir aos impostos,
obedecer a leis e regulamentos; alfa de Cronbach = 0,791. <i>Participação
política e social</i>: participar em organizações sociais e políticas,
manter-se vigilante em relação ao governo, votar sempre, tentar compreender as
ideias dos outros; alfa de Cronbach = 0,643. <i>Autonomia</i>: tomar decisões e
ser livre, ter opinião própria/independente; alfa de Cronbach = 0,837.</p>

    <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> José Manuel Leite Viegas,
investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, foi o coordenador nacional do projeto
Citizenship, Involvement, Democracy (CID), desenvolvido com o apoio da European
Science Foundation (2000-2003). A pesquisa visou uma análise comparativa da
participação política e social em diferentes países europeus. Mais informações
em “Envolvimento dos cidadãos e dos parlamentares nas associações” (Viegas e
Santos, 2009).</p>

    <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> Os resultados do inquérito
revelaram que apenas 5% dos jovens portugueses pertencem a associações de
estudantes e só 1% a grupos ecologistas.</p>

    <p><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> Recorde-se, a propósito,
que um estudo de Ana Benavente, Helena Mendes e Luísa ­Schmidt, de 1997,
revelou que os habitantes da Grande Lisboa e do Grande Porto consideraram os
direitos civis da “liberdade” e da “liberdade de opinião-expressão” os mais
importantes direitos de cidadania. Em seguida, apontaram os direitos sociais e
só muito depois os direitos políticos, como o direito ao voto ou à greve
(Benavente, Mendes e Schmidt, 1997).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> Segundo Magalhães e Moral
(2008, pp. 32-33), há três formas de participação a que mais de 10% dos
portugueses dizem ter recorrido no último ano: petições (16,9%), boicotes ou
compra de produtos por razões políticas ou para favorecer o meio ambiente
(18,3%) e entregar dinheiro ou recolher fundos para uma atividade social ou
política (13,1%).</p>

    <p><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> Especificam-se, em seguida,
as variáveis incluídas em cada índice e o valor do alfa de Cronbach. <i>Comunicar</i>:
criar iniciativas cívicas/políticas num blogue ou rede
social, promover iniciativas cívicas/políticas num blogue ou rede social,
contactar ou aparecer na comunicação social, participar em discussões públicas,
contactar ou tentar contactar um político/alto funcionário do Estado; alfa de
Cronbach = 0,826. <i>Protestar</i>: recorrer à greve, participar em ações de
protesto ilegais, participar numa manifestação, participar num comício ou
reunião política; alfa de Cronbach = 0,677. <i>Reivindicar</i>: assinar uma
petição ou abaixo-assinado, comprar ou boicotar produtos por razões
políticas/éticas, participar num forum ou grupo de discussão online; alfa de
Cronbach = 0,622. <i>Contribuir</i>: fazer donativos a
instituições/grupos/organizações políticas, participar em peditórios por uma
causa pública; alfa de Cronbach = 0,525.</p>

    <p><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> O estudo de Magalhães e
Moral veio revelar que 68,5% dos inquiridos afirmou interessar-se pouco ou
nada pela política, não existindo diferenças significativas entre os jovens
adultos e o resto da população ativa (Magalhães e Moral, 2008, p. 15). Já os
resultados do International Social Survey Programme 2004, no que a Portugal diz
respeito, revelam que os inquiridos que afirmam ter muito interesse pela
política representam 6,1% da amostra e os que afirmam ter algum interesse 34%.
Os dados do European Social Survey 2010 apontam para 5,4% de inquiridos
portugueses a dizer ter muito interesse pela política e 24,1% a dizer ter algum
interesse. Os inquiridos que responderam “nenhum interesse” representam 41,7%
do total da amostra, o que traduz um aumento de 2,9% em relação a 2008 (nessa
edição, os inquiridos portugueses que confessavam não ter
nenhum interesse pela política representava 38,8% da amostra).</p>

    <p><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> Magalhães e Moral revelaram
que o posicionamento ideológico dos jovens tende a estar mais à direita do que
a generalidade da população (Magalhães e Moral, 2008, pp. 2-3).</p>

    <p><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> Villaverde Cabral conclui
ainda que a propensão para a ação coletiva sustentada das pessoas “de esquerda”
é tão baixa como a das pessoas “de direita” (Cabral, 2000, p. 96).</p>

    <p><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> Villaverde Cabral registou a
forte concentração de 37% dos inquiridos nos dois graus centrais da escala (5 e 6), mas com clara predominância do grau 5 (29%).</p>

    <p><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> Magalhães e Moral afirmaram
o posicionamento ideológico dos portugueses como eminentemente centrista: o
posicionamento médio situa-se no ponto central da escala (5).</p>

    <p><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> Recomendamos a leitura dos
CIES <i>e-working-papers</i> n.º 108/2011 “Educação para os media nas
sociedades (multi)mediáticas” e n.º 110/2011
“Literacia(s) e literacia mediática”, de Paula Cristina Lopes.</p>

    <p><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> Disponível para <i>download</i>
em <a
href="http://drum.lib.umd.edu/handle/1903/8301" target="_blank">http://drum.lib.umd.edu/handle/1903/8301</a>.</p>

    <p><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> A investigação sociológica
sobre literacia já havia deixado claro que as competências de literacia tendem
a ser mais elevadas entre os indivíduos com maior escolaridade e entre os mais
jovens (Costa, Machado e Ávila, 2007).</p>


    ]]></body>
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