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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crise económica e perceções sobre a ideologia dos partidos políticos em Portugal (2008-2012)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Economic crisis and the perceptions about the ideology of political parties in ­Portugal (2008-2012)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Estudos de Sociologia ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[How are political parties ideologically perceived in Portugal? This research analyzes the perceptions of the Portuguese on parties’ left-right positions aiming in particular to assess the validity of the displacement theory in perceptions’ bias and the importance that the emergence of the economic crisis in 2010 had in that bias. The results reveal a deepening polarization of perceptions after the emergence of the crisis and that the effects of the displacement theory tend to explain these perceptions. Contrast effects have intensified with the economic crisis, particularly on the right, mediated by ideological and partisan affinities, validating the displacement theory.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[partidos políticos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perceções políticas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[esquerda-direita]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[political perceptions]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[left-right]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Portugal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  
    <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>

    <p><b>Crise económica e
perceções sobre a ideologia dos partidos políticos em Portugal (2008-2012)</b></p>
    <p><b>Economic crisis and the perceptions about the ideology
of political parties in ­Portugal (2008-2012)</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Ana Maria Belchior</b>*</p>

    <p>*ISCTE-IUL,CIES, Avenida
das Forças Armadas, Edifício ISCTE, 1649-026 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:ana.belchior@iscte.pt">ana.belchior@iscte.pt</a></p>


    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESUMO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como são ideologicamente percecionados
os partidos políticos em Portugal? A presente pesquisa analisa as perceções dos
portugueses sobre as posições esquerda-direita dos
partidos políticos visando, em particular, avaliar a validade da teoria da
deslocalização no enviesamento das perceções e a importância que a emergência
da crise económica em 2010 terá tido nesse enviesamento. Os resultados revelam
um aprofundamento da polarização das perceções após a emergência da crise,
estando os efeitos de deslocalização presentes na explicação destas perceções.
Com a crise económica intensificam-se os efeitos de contraste, em particular à
direita, mediados pelas afinidades ideológicas e partidárias, validando a
teoria da deslocalização.</p>

    <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b>: partidos políticos, perceções políticas, esquerda-direita, Portugal.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ABSTRACT</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>How are
political parties ideologically perceived in Portugal? This research
analyzes the perceptions of the Portuguese on parties’ left-right positions
aiming in particular to assess the validity of the displacement theory in
perceptions’ bias and the importance that the emergence of the economic crisis
in 2010 had in that bias. The results reveal a deepening polarization of
perceptions after the emergence of the crisis and that the effects of the
displacement theory tend to explain these perceptions. Contrast effects have
intensified with the economic crisis, particularly on the right, mediated by
ideological and partisan affinities, validating the displacement theory.</p>

    <p><b>KEYWORDS</b>:
political parties; political perceptions; left-right; Portugal.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em consonância com o
modelo económico da democracia de Downs (1957), as perceções sobre os
partidos e sobre as posições dos líderes políticos frequentemente determinam as preferências políticas e o
comportamento eleitoral dos cidadãos (Van der Brug, 2001,
p. 54; e para uma revisão da literatura: Fortunato e Stevenson, 2013, p. 459).
Se reportadas à posição ideológica dos partidos, as perceções podem funcionar como um
mecanismo heurístico para identificar as posições políticas dos mesmos,
contribuindo para racionalizar as escolhas eleitorais do público menos
informado. De molde a minimizar os custos da recolha de informação, a dimensão esquerda-direita, ou rótulos associados a candidatos e
partidos (como “socialista” ou “neoconservador”), podem constituir atalhos para
orientar os indivíduos na identificação das diferenças políticas daqueles
(Downs, 1957; Enelow e Hinich, 1984; Popkin, 1994; Van der Brug, 1999; Schmitt <i>et
al</i>., 2010). Algumas pesquisas têm também demonstrado que as perceções dos cidadãos sobre as distâncias
políticas dos
partidos desempenham um
papel significativo nas escolhas eleitorais (Enelow e Hinich, 1984; Narud e Oscarsson,
1999). Como o público forma e muda as suas perceções sobre a ideologia dos partidos é, por isso,
fundamental  para o processo de responsabilização política (Enelow and Hinich, 1984;
­Endersby e Hinich, 1992; Ansolabehere e Jones, 2010). Não obstante a dimensão
esquerda-direita ser pautada pela abstração e por dificuldades metodológicas (adiante
discutidas), esta fornece um suporte de comunicação eficiente para analisar
eleitores e partidos, que pode ser potenciado se ambos partilharem a mesma
interpretação sobre a posição dos partidos. Neste sentido, o rigor percetual
sobre a posição esquerda-direita dos partidos pode
também funcionar como um garante da representação política.</p>

    <p>A teoria da
deslocalização tem dominado a literatura sobre as perceções políticas, reportando-se a uma tendência psicológica dos
indivíduos para distorcer as suas perceções de molde a colocar mais proximamente os partidos ou
candidatos que estes apoiam,
e a afastar os demais. Tal significa que os indivíduos tendem a desencadear
processos de assimilação em relação à posição do seu candidato ou partido,
distorcendo-a de forma a aproximá-la da sua própria posição (efeito de
assimilação), e desenvolvem processos de contraste no que respeita aos outros
candidatos ou partidos, distorcendo a sua posição de forma a afastá-la da sua
(efeito de contraste) (Granberg <i>et</i><i> al</i>.,
1988; Van der Brug, 2001, p. 56; Merrill <i>et al</i>., 2001; Drummond, 2010).
São estes os efeitos que se pretendem estudar por referência aos partidos
políticos portugueses.</p>

    <p>Apesar da importância que as perceções dos indivíduos podem assumir no plano
político, a pesquisa sobre este tópico tem por vezes sido negligenciada (em
parte devido à exigência dos dados necessários para este tipo de estudo), e a
que foi até agora realizada produziu resultados ambíguos (Granberg e ­Holmberg,
2002a, 2002b; Merrill <i>et</i><i> al</i>., 2001; Drummond,
2010). A pesquisa tem sido particularmente escassa no que respeita
à causalidade do enviesamento das perceções políticas. As exceções mais relevantes são Granberg (1987, pp.
47-49) e Granberg e Brown (1992), cujas pesquisas focam a Grã-Bretanha,
Holanda, Suécia e os Estados Unidos. O caso português tem estado
sistematicamente ausente, tanto dos estudos descritivos como explicativos sobre
este tópico. Por estas razões, a presente pesquisa estuda as perceções ideológicas dos eleitorados
sobre os partidos políticos em Portugal testando os efeitos da teoria da
deslocalização (de assimilação e de contraste) e a importância que o deflagrar
da crise económica em 2010 terá tido na manutenção ou alteração dessas mesmas
perceções. É sabido que
os eleitores mudam as suas perceções em função de
mudanças de comportamento dos partidos e da informação contextual
(Adams <i>et</i><i> al</i>., 2014), pelo que é esperado que as perceções sobre os partidos tenham mudado enquanto
resultado do novo contexto económico e social.  A análise
debruça-se sobre a apreciação comparativa das perceções  esquerda-direita  sobre os partidos entre 2008 e 2012,
 e respetivos enviesamentos. O
último propósito da investigação é explorar a causalidade do enviesamento
percetual (embora restringido ao efeito de contraste, por ser aquele que
expectavelmente a crise mais terá afetado) restringindo-se aos partidos ­<i>catch-all</i>
portugueses (PS e PSD), antes e depois da crise económica (2008-2012).</p>

    <p>A avaliação das consequências políticas da crise
económica e respetivos programas de austeridade tem sido recentemente o mote
para um amplo leque de publicações. Por exemplo, no que respeita à relação dos
indivíduos com o sistema político, foi já demonstrado que a crise intensificou
o recurso a modalidades não convencionais de participação política em
detrimento da participação eleitoral; promoveu o surgimento de novas forças
políticas com mensagens anti-partidárias e
ideologicamente extremistas; e contribuiu para o aumento da desconfiança e da
insatisfação em relação às instituições e elites políticas (Bosco e Verney,
2012 e 2013; Blyth, 2013; Monastiriotis, 2013; Rüdig e Karyotis, 2013). De
entre as consequências da crise, as que se relacionam com a articulação dos
cidadãos com as instituições democráticas, em especial com os partidos enquanto
agentes privilegiados de representação política, assumem
particular relevância. Apesar de alguns trabalhos analisarem as perceções  dos indivíduos sobre assuntos relativos ao
desempenho económico dos partidos no governo (Jerit and Barabas, 2012, p. 673;
Soroka <i>et</i><i> al</i>., 2015), a medida em que o
contexto económico (em particular uma crise económica) contribui para moldar as
perceções dos indivíduos  sobre os
partidos permanece sem resposta.</p>

    <p>Portugal constitui um caso paradigmático para estudar
esta relação, não só porque dispõe de dados empíricos privilegiados para
empreender esta pesquisa, ou porque é  um caso ainda não estudado, mas também porque
dispõe  de condições de terreno quase experimentais que permitem estimar a
importância da crise económica. Logo após o colapso financeiro americano
(2007-2008), a crise da dívida soberana atingiu a periferia europeia. Portugal
é identificado como país de elevado risco de
investimento logo no início de 2010, após a eclosão da crise Grega. A célere escalada
de custos dos empréstimos e a incapacidade de pagar a dívida,
forçam Portugal a negociar um acordo de resgate com a União Europeia
(Comissão Europeia e Banco Central Europeu) e o FMI em março de 2011 (a
comumente designada <i>Troika</i>), assinado ainda pelo governo socialista de
José Sócrates (a que sucederá, a partir de junho de 2011, o governo de
coligação PSD/CDS-PP liderado por Passos Coelho). Este acordo impôs severas
medidas de austeridade, tendo espoletado uma espiral recessiva, com o aumento
do desemprego, a quebra de receitas, entre outros, que por sua vez alimentaram
e intensificaram a recessão. Como consequência imediata, a relação dos
portugueses com o sistema político deteriorou-se: as avaliações e sentimentos
em relação ao governo e demais instituições políticas declinaram abruptamente
(Belchior, Tsatsanis, e Teixeira, no prelo; Teixeira <i>et</i><i>
al</i>., 2015a, 2015b). Neste contexto <i>sui generis</i>, o estudo das perceções políticas dos indivíduos
e  do rigor
das mesmas é particularmente oportuno, pois a possibilidade de analisar
comparativamente dois momentos, antes (2008) e depois da emergência da crise
(2012), permite explorar o enviesamento das perceções (e as formas que assume)  como
potencial consequência do agravar das ­condições económicas, como é propósito
deste artigo.</p>

    <p>Após a sistematização dos principais contributos
teóricos e empíricos sobre o tópico apresentam-se as fontes e as opções de
análise, bem como os partidos políticos em apreço. Em seguida, analisam-se
descritivamente as perceções
sobre as posições de
esquerda-direita dos
partidos  políticos portugueses e respetivos efeitos de assimilação e de
contraste. Exploram-se por último as potenciais causas do enviesamento das
perceções ideológicas
sobre os dois
partidos <i>catch-all</i> portugueses.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ENVIESAMENTO DAS
PERCEÇÕES POLÍTICAS: TEORIA E EMPIRIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A precisão das perceções ideológicas dos eleitores é um
requisito do <i>modelo do partido responsável</i> que afirma, por
um lado, que os eleitores devem identificar corretamente as posições políticas
dos partidos de molde a escolher o mais próximo dos seus interesses e, por
outro lado, que os líderes partidários devem corresponder às preferências dos
eleitores que os elegeram (Thomassen, 1999, pp. 251-252; Schmitt e Thomassen,
1999, cap. 6-9). Este modelo é a base teórica mais utilizada em estudos de
representação, sendo também relevante no que respeita
à pesquisa sobre perceções
políticas, a tuando como uma referência normativa de
comunicação eficiente entre eleitores e partidos.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De entre os dois efeitos da teoria da
deslocalização (representada na <a href="#f1">Figura 1</a>, cujos efeitos de contraste e de
assimilação correspondem às linhas tracejadas), a pesquisa tem demonstrado que
o efeito de assimilação é claramente mais relevante do que o efeito de
contraste (Gerber e Green, 1999; Merrill <i>et</i><i>
al</i>., 2001; Bartels, 2002; Drummond, 2010). O efeito de contraste é
tendencialmente maior no posicionamento de partidos políticos que os indivíduos
não apoiam, suavizando-se à medida que os indivíduos se tornam ideologicamente
mais próximos do partido (Granberg e Brown, 1992, pp. 728-729, 732). A
motivação para a deslocalização é, de forma geral, potencialmente dependente da
posição ideológica do indivíduo, da posição do partido, e de quão distante
destas é percecionada a posição do partido, como demonstrado por Granberg em
relação ao sistema de partidos sueco (1987). O autor concluiu que a preferência
partidária exerce um efeito significativo na perceção sobre cada partido, embora não especialmente forte nem num padrão regular (corroborado por
Gerber e Green, 1999, pp. 203-206; Granberg e Holmberg, 2002b, pp. 10, 16-17).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n217/n217a03f1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>No que respeita às suas consequências, os efeitos
de teoria da deslocalização são em especial responsáveis pela introdução de
erro no processo de formação de opinião. A dinâmica das opiniões e atitudes dos
eleitores é muitas vezes constrangida pela perceção distorcida de que os seus partidos ou
candidatos partilham a sua posição, subestimando
as reais diferenças de posição entre eles
(Esaiasson e Holmberg, 1996, pp. 116-117; Holmberg, 1999, pp.
235-251). Como corolário, o efeito de assimilação potencialmente promove
estabilidade e harmonia e em simultâneo enfraquece o desejo dos eleitores de
mudar hábitos de voto, assim como produz menos incentivos para a elite política
alterar comportamentos. Também pode ser fonte de perturbação se se supõe que
prevalece a consonância, enquanto o comportamento político prova o contrário. É
por isso que alguns dizem que um baixo grau de <i>assimilação</i> é positivo
para a qualidade democrática (Holmberg, 1999, pp. 235-236; Granberg e Holmberg,
2002a, p. 1084; 2002b).</p>

    <p>Colocando a ênfase no desenho de inferências com
base no processamento de informações, uma outra
abordagem teórica inter-relacionada com a da deslocalização tem sido
contemplada no estudo das perceções políticas: a teoria das pistas
políticas. Esta foca-se na explicação das perceções argumentando que os indivíduos usam pistas
disponíveis relevantes na estimativa da posição
de um partido ou candidato. Quando os indivíduos são convidados a posicioná-los em
relação a assuntos políticos
e não têm as informações necessárias para realizar essa  tarefa (como não é incomum: v., por exemplo, Zaller, 1992), usarão
outras informações disponíveis como base para estabelecer inferências. Os
partidos políticos desempenham um importante papel neste processo, atuando as
informações por si veiculadas e os laços partidários como fontes de pistas
privilegiadas para a formação de perceções políticas (Converse e Pierce,
1986,  cap. 9; Feldman e Conover, 1983, pp. 811-812; Granberg, 1987, pp.
40-41; Bartels, 2002; Mainwaring e Torcal, 2006; Woon, 2007, pp. 1-2). Neste
sentido, e em consonância com a teoria da deslocalização, foi demonstrada a
prevalência generalizada das lealdades partidárias enquanto forças que moldam
as perceções do mundo político dos cidadãos (Bartels, 2002), e
que coloram as  perceções políticas (Zaller, 1992, p. 241). Outros autores admitem, no entanto, que o vínculo partidário produz
resultados mistos (Granberg
e Holmberg, 2002b, pp. 10,
16-17), ténues ou não
tendenciosos (Gerber e Green, 1999; Van der Brug, 2001).</p>

    <p>Demonstrou-se também que as inferências dos
eleitores com base em pistas ideológicas são importantes na determinação das
suas perceções das
posições políticas dos partidos ou candidatos (Feldman
e Conover, 1983: v. especialmente 824-828, 831, 834-835;
Woon, 2007, pp. 2-5; 11-12). Embora a ligação entre as perceções ideológicas e o conteúdo dos programas partidários pareça ter vindo progressivamente a enfraquecer, a pesquisa tem revelado ainda que o conteúdo dos
programas explica fortemente as
perceções dos indivíduos
sobre a posição esquerda-direita dos
partidos (Van der Brug, 1999, p. 165; Schmitt et al, 2010;
Simas e Evans, 2011).</p>

    <p>Para além das
ligações partidárias e ideológicas, muitas outros
fatores têm sido contemplados na explicação das perceções políticas dos
eleitores (para uma revisão
da literatura v. Feldman e Conover, 1983, pp. 813-816; e Koch, 2001, pp. 1-5).
De entre estes destacam-se os relacionados com a
sofisticação política. As pistas políticas em que os indivíduos se apoiam são
mais sofisticadas à medida que a informação e educação destes aumenta (Popkin, 1994; Koch, 2001, pp. 12-17). Os mais
sofisticados exibem elevada atenção e informação política e, consequentemente,
estão mais aptos a processar a informação (Zaller, 1992; Simas e Evans, 2011).
Esses indivíduos devem ser mais capazes de destrinçar a verdadeira posição
política ou ideológica dos partidos. Na verdade, pesquisas anteriores sugerem
que o grau de enviesamento das perceções sobre os partidos depende de quão politicamente
sofisticados os indivíduos são: os mais
sofisticados têm perceções mais precisas (Woon, 2007, pp. 12-13; v. também Granberg e Brown, 1992; Listhaug
et al., 1994; Dahlberg, 2009, pp. 69-70).</p>

    <p>Os arranjos institucionais são também
potencialmente relevantes na explicação das perceções políticas dos eleitores, na medida em que diferentes configurações geram diferentes
incentivos para eleitores e partidos políticos,
afetando o seu comportamento (Dahlberg, 2009; Drummond, 2010). As características
institucionais do sistema político não são, contudo,
relevantes no
presente estudo, que se
foca no caso português, sendo por essa razão
constantes. Acresce que parecem ser as
características individuais, e não as do
sistema eleitoral, as
 que melhor explicam a perceção dos indivíduos (Dahlberg, 2009, pp. 67,
137-157). É, por estas
razões, adotada nesta pesquisa uma abordagem de nível micro, que visa testar a teoria da
deslocalização em relação
aos partidos políticos
portugueses, o que permite perceber a importância da
identidade partidária
e da ideologia enquanto fornecedoras de pistas para
­percecionar os partidos, por comparação ao contexto económico.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>OS PARTIDOS POLÍTICOS
E O PÚBLICO: UMA RELAÇÃO CONTURBADA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Como referido por
Granberg e Holmberg, numa “democracia que funcione bem, deverão existir
ligações observáveis entre a localização dos partidos, onde as pessoas percebem
que os partidos estão, e onde essas pessoas se localizam. Isto deve manter-se
verdadeiro independentemente de estarmos lidando com dimensões abstratas, tais
como esquerda-direita” (2002b, p. 3). Os partidos são,
por isso, um instrumento fundamental do funcionamento das democracias modernas,
e a legitimação popular do seu papel é, por essa razão, igualmente vital para o
bom funcionamento do sistema político.</p>

    <p>Há
todavia indicadores de que a satisfação popular com os partidos políticos tem vindo a declinar (v., por
exemplo
Teixeira <i>et al</i>., 2015).<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> Esta insatisfação tende a ser maior no
que respeita aos maiores partidos, que visam o alcance do poder. Segundo
Kirchheimer, os partidos <i>catch-all</i> são caracterizados por serem de grande dimensão e por
assumirem uma localização ideológica relativamente indistinta (1990),
veiculando um certo nível de ambiguidade na sua
comunicação com os eleitores, quando comparados com outros partidos (v.
Przeworski e Sprague, 1986; Gunther e Diamond, 2003). Esta ambiguidade é, como
notado por Granberg e Holmberg (2002b), um ingrediente necessário para a
ocorrência de erros percetuais. Tal pode gerar nos cidadãos uma maior
dificuldade em perceber a posição destes partidos e, subsequentemente, em
escolher o melhor partido em que votar. Com efeito, a polarização ideológica
dos partidos parece contribuir para explicar a clareza das perceções em muitos casos (Listhaug <i>et</i><i> al</i>., 1994). Além disso, aos olhos do
público (como referido na nota de pé de página anterior relativamente ao caso
português) e mesmo do ponto de vista dos seus programas e políticas, nas
últimas décadas, em muitos casos, os partidos parecem ter vindo a convergir na
dimensão esquerda-direita, especialmente os partidos <i>catch-all</i>
(v. sobre o caso holandês: Van der Brug, 1999, p. 165; ou o caso português:
Guedes, 2012; embora noutros sistemas partidários prevaleça uma clara
diferenciação ideológica, como é o caso espanhol: Linz e Montero, 1999, pp.
59-61, entre outros; e a tendência para a maior ou menor convergência não seja
unívoca, mas antes dinâmica: Krouwel, 2012: cap.5).</p>

    <p>No caso português, a tendência para uma
relativamente baixa diferenciação entre os partidos <i>catch-all</i> está
também relacionada com a fraca ancoragem social do PS e do PSD, assim como com
a partilha comum dos objetivos do Estado Social logo após a transição para a
democracia (Guedes, 2012). Estes dois partidos têm também protagonizado a
liderança dos governos desde a transição, e por essa razão têm maior
visibilidade junto do público, sendo por isso mais fácil e
recorrentemente escrutinados. Atendendo a que os maiores efeitos de
deslocalização têm sido detetados junto dos principais partidos no sistema
(Drummond, 2010, pp. 724-726), a parte desta pesquisa respeitante à causalidade
do enviesamento percetual, focar-se-á nos dois partidos <i>catch-all</i>
portugueses: o PS e o PSD.</p>

    <p>Em termos de hipóteses de trabalho, em
consonância com a teoria e a pesquisa já realizada, espera-se que a importância
do efeito de assimilação supere a do efeito de contraste junto dos partidos
portugueses (hipótese 1), e que este último  seja em especial relevante no que respeita
aos partidos de direita após a emergência da crise (hipótese 2), dado que as
políticas de austeridade estão ideologicamente posicionadas à direita e que
foram implementadas por um governo de direita: a coligação PSD/CDS-PP.
Espera-se ainda que em 2012 se observe um intensificar da importância
explicativa das variáveis relacionadas com a crise no enviesamento das perceções sobre o PS e PSD
(efeito de contraste), por comparação à identidade
partidária e às  variáveis
de controlo (hipótese 3).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>FONTES E ANÁLISE DE
DADOS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A análise das perceções dos eleitores em relação às posições
ideológicas dos partidos apoia-se numa
escala esquerda-direita de onze pontos. Não obstante a
relevância desta escala na discussão dos assuntos políticos tradicionais (por
exemplo, Laponce, 1982) e na comunicação política entre as elites políticas e o
público (Thomassen, 1999) esta opção não é isenta de objecções. O continuum esquerda-direita refere-se a uma identificação ideológica
abstrata, cujos resultados podem diferir daqueles obtidos com outras variáveis
(por exemplo, políticas públicas substantivas). No entanto, a literatura sugere
que esta variável captura razoavelmente bem as posições ideológicas ­comparativas
dos eleitores e parlamentares (Powell, 2000, pp. 162-163; McDonald e Budge,
2005, pp. 31-38, 228). Também foi demonstrado que os eleitores se podem
auto-colocar com bastante precisão em termos de famílias ideológicas e na
escala esquerda-direita (Klingemann, 1995, p. 192), e
que o uso da dimensão esquerda-direita como um dispositivo de mapeamento das
posições políticas dos partidos pelos eleitores é uma opção válida, uma vez que
as posições ideológicas dos partidos podem ser úteis como pistas cognitivas
para compensar a falta de conhecimento dos eleitores em relação às posições dos
partidos sobre questões concretas (Popkin, 1994; Narud e ­Oscarsson, 1999). Em
consequência, o posicionamento na escala esquerda-direita
tem sido usado em muitos estudos que comparam as elites com o público (por
exemplo, Granberg, 1987; Van der Brug, 1999; Powell, 2000; McDonald e Budge,
2005; Dahlberg, 2009).<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados utilizados nesta pesquisa decorrem da
aplicação de inquéritos aos deputados na Assembleia da República e aos
eleitores portugueses.<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> Estes inquéritos foram realizados para ambas as populações em 2008 e
depois novamente em 2012/13, e integram um conjunto de questões completamente
equivalentes, de que fazem parte as implicadas nesta pesquisa. Os inquéritos
aos deputados visaram o universo dos membros do Parlamento (Assembleia da
República) na 10.ª legislatura (2005-2009) e na 12.ª legislatura (iniciada em 2011). A administração foi feita por entrevistas face
a face em ambos os inquéritos aos deputados. As taxas de resposta foram, respetivamente, de
61% e 53,5%. Os inquéritos aos eleitores (população portuguesa com 18 ou mais
anos, residindo no Continente) suportaram-se em amostras probabilísticas
estratificadas por região e habitat, tendo sido administrados mediante o método
<i>random route</i> (para mais especificações
metodológicas, consultar: <a
href="http://er.cies.iscte-iul.pt/pt-pt/node/8" target="_blank">http://er.cies.iscte-iul.pt/pt-pt/node/8</a>).</p>

    <p>A análise inclui os partidos políticos
representados no parlamento português, que agora sumariamente se apresentam. O
Partido Socialista (PS) e o Partido Social-Democrata (PSD) são os maiores
partidos e são
essencialmente partidos
considerados <i>catch-all</i>, tendo alternado no governo desde a transição
para a democracia. Apesar do seu nome, o PSD é um partido do centro-direita do
espectro político, sendo membro do Partido Popular Europeu do ­Parlamento
Europeu. O Centro Democrático Social/Partido Popular (CDS-PP) é o partido que
está mais à direita e é o mais conservador no cenário parlamentar português,
sendo considerado um partido de quadros. O Partido Comunista Português (PCP) é
o partido mais antigo, fundado em 1921, e é o único partido de massas no
Parlamento. “Os Verdes” forma com o PCP, desde 1987, a Coligação Democrática
Unitária (CDU). Dado que o partido “Os Verdes” não difere significativamente do PCP em termos políticos ou  programáticos, para fins analíticos a
pesquisa centra-se na CDU, em vez de individualmente em cada um dos partidos da
coligação. Finalmente, em 1998, é fundado o Bloco de Esquerda (BE), um partido
de nova esquerda (v. por exemplo Lopes, 2004, no que
respeita à classificação dos tipos de partido).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>A IDEOLOGIA DOS
PARTIDOS EM PORTUGAL SOB A PERSPETIVA DOS ELEITORES</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Como antes referido, um
dos requisitos do modelo do partido responsável é que os eleitores percebam
corretamente as diferenças políticas dos partidos. Por isso, um passo
fundamental no estudo das perceções dos eleitores sobre os
partidos políticos
é analisar
se os eleitores têm,
de facto, qualquer perceção. Com esse propósito, a <a href="#f2">figura 2</a> apresenta a evolução da
percentagem dos inquiridos que não sabem onde colocar cada um dos partidos
políticos portugueses na escala esquerda-direita,
entre 2002 e 2012.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f2">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n217/n217a03f2.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Para uma percentagem significativa dos eleitores
portugueses, a condição da existência de uma perceção não é cumprida, uma vez que não foram
capazes de indicar onde cada um dos partidos políticos se localiza na escala esquerda-direita. Isto é especialmente crítico a partir do
espoletar da crise económica. Noutra pesquisa comparada, os partidos
portugueses figuravam entre aqueles com maiores percentagens de indivíduos sem
uma opinião sobre qual a localização ideológica dos mesmos<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> 
(Van der Brug e Van der Eijk, 1999, pp. 133-137).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados sugerem uma baixa saliência da
dimensão esquerda-direita, associada a baixa
diferenciação ideológica dos partidos, como já tem sido reconhecido em relação
aos dois principais partidos portugueses e comparativamente aos outros sistemas
partidários europeus (v. Guedes, 2012; Jalali, 2009, pp. 63-68). O sistema de
partidos português é caracterizado por uma bipolarização dos dois principais
partidos, cujas políticas por vezes estão interligadas, como sucede com a partilha
do Estado Social (Guedes, 2012). Tal pode contribuir para explicar a
dificuldade do eleitorado em destrinçar as posições dos partidos na dimensão esquerda-direita. Contudo, a maior percentagem de não
respondentes na figura pertence sistematicamente aos partidos mais pequenos (e ideológicos) e não aos dois principais
partidos centristas, o que sugere que a explicação para esta tendência não pode
alocar-se em especial aos partidos <i>catch-all</i>.</p>

    <p>Contudo, para a maioria dos partidos políticos
portugueses (cerca de 90% dos respondentes em 2002, 85% em 2005 e cerca de 80%
a 85% em 2008-2012) os respondentes conseguiram identificar a posição dos
partidos na escala esquerda-direita. Contemplando este
grupo de indivíduos, avaliam-se em seguida as suas perceções sobre as posições dos partidos na escala esquerda-direita.</p>

    <p>Destaca-se na <a href="#f3">figura 3</a> a tendência para percecionar os partidos como muito estáveis nas suas
posições ideológicas(à semelhança do que sucedeu com
Espanha entre 1978 e 1996 –
Linz e Montero, 1999, pp. 57-58), exceto nos últimos anos. Em 2008/2009, os
anos em que a crise surgiu nos Estados Unidos, e começava a dar sinais na
Europa, os partidos políticos em Portugal eram tendencialmente percecionados a
convergir para o centro. Depois de o resgate económico ser aprovado para
Portugal em 2011 e o novo governo de coligação composto pelos dois principais
partidos de direita (PSD e CDS-PP) ter alcançado o poder com maioria absoluta e
ter iniciado a implementação de um conjunto de medidas de austeridade severas, as perceções ideológicas sobre os
partidos portugueses apresentam uma significativa tendência de polarização.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f3">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n217/n217a03f3.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Mas esta figura diz pouco sobre os efeitos de
deslocalização que podem ter eventualmente contribuído para esta mudança, uma
vez que respeita ao eleitorado português no seu todo, prevalecendo a
dúvida sobre a existência de diferentes efeitos de perceção em função da identificação partidária e ideologia
dos eleitores. O surgimento de uma crise económica associada a
agitação social e a um debate político mais intenso poderão contribuir para aumentar em particular os sentimentos de
contraste no eleitorado. É sobre esta questão que trata
a secção seguinte.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>EFEITOS DE ASSIMILAÇÃO
E DE CONTRASTE JUNTO DO ELEITORADO PORTUGUÊS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href ="/img/revistas/aso/n214/n214a03q1.jpg ">Quadro 1</a> procede a uma análise descritiva das perceções ideológicas sobre os partidos, apresentando, 
para 2008 e 2012, a perceção média de cada eleitorado<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> sobre o posicionamento ideológico de cada um dos partidos portugueses
(primeira linha, não sombreada), assim como a diferença entre cada uma destas
perceções e o posicionamento médio efetivo dos partidos, medido pelas
posições dos deputados no partido (segunda linha, sombreada). A ideologia é
medida numa escala 0-10, em que 0 significa a posição
mais extremada à esquerda, e 10 a mais extremada à direita.</p>

    
<p>Os dados sugerem globalmente um enviesamento à
direita das perceções
sobre os partidos (todas as
diferenças são positivas), de forma transversal aos diferentes eleitorados.
Estas diferenças são maiores em 2008 para os partidos mais ancorados à
esquerda, em especial a CDU, e para o PSD. No caso dos primeiros, o facto de a
posição esquerda-direita dos deputados no partido se
situar muito próximo do zero, posicionando-se o eleitorado, e respetivas perceções,
mais centralmente, explica estas diferenças. Tem sido, aliás, amplamente
demonstrada a tendência para os eleitores se
posicionarem ideologicamente de forma mais central do que as elites dentro dos
partidos (v. por exemplo Converse e Pierce 1986, pp. 593-629; Thomassen 1999,
pp. 50-53). No que respeita ao PSD, o enviesamento à direita deve-se ao facto
de este se autoposicionar em 2008 no centro-esquerda (com uma média de 5,23),
enquanto os eleitorados, inclusivamente o seu próprio, o percecionam claramente
ancorado à direita (com médias nunca inferiores a 7).</p>

    <p>Em 2012, as
diferenças são desagravadas para a CDU e BE, dado que estes são depois da
emergência da crise percecionados como mais polarizados à esquerda, embora a localização de ambos os partidos
tenha permanecido sensivelmente a mesma. O PS assiste em 2012 a um ligeiro
agravar das diferenças entre as perceções e a real posição do partido, sendo percecionado como
estando mais à direita, em especial pelos eleitorados da CDU e BE. Tal poderá
estar relacionado com a implementação do PEC (Programa de Estabilidade e
Crescimento), no final da governação de José Sócrates, que visou a consolidação orçamental mediante a instauração de medidas
de austeridade, representando o início da crise económica, e o momento prévio à intervenção da Troika. O PSD e o CDS (este
último em menor medida) registam por sua vez em 2012 um paradoxal
desagravamento do enviesamento à direita das perceções dos eleitorados, de forma transversal. O ano de
2012 corresponde todavia a uma fase ainda intermédia
da governação sob a tutela da <i>Troika</i>, sendo que muitas das medidas do
plano de austeridade estariam ainda para ser implementadas, as respetivas
consequências não seriam ainda plenamente sentidas, e a coligação estaria ainda
a gozar o período de “lua de mel” após a eleição.</p>

    <p>Apesar de os dados configurarem um enviesamento
das perceções sobre os partidos à direita, o assinalar das
referidas diferenças positivas não representa necessariamente a presença de um
efeito de contraste. Para este existir há que comparar perceções de eleitorados
de esquerda por referência a partidos de direita e vice-versa. Ao
proceder a este exercício, a primeira conclusão aponta para a inexistência de enviesamento das perceções sobre o
posicionamento dos partidos de esquerda: as diferenças permanecem positivas
nestes casos, o que significa a prevalência de uma distorção à direita, e não à
esquerda. No que respeita ao enviesamento à direita, este observa-se nos dois anos e em relação aos dois partidos de
direita, o que suporta a existência de um efeito de contraste à direita. Este é
em especial observável junto do PSD em 2008, cujas diferenças entre a perceção dos eleitorados do BE e CDU são positivas
e substanciais, mantendo-se relevantes em 2012. No caso do
CDS-PP, apesar de se verificar, este efeito é menor, em parte devido à forte
ancoragem deste partido à direita, e que se consolida em 2012. Podemos, por
agora, concluir pela existência de um efeito de contraste em relação aos
partidos de direita, persistente no tempo, mas que a crise económica não parece
ter agravado significativamente, como seria expectável. Tal encontra em parte
explicação no facto de estes partidos na realidade se terem movido para a
direita após a emergência da crise, mais do que a perceção dos eleitorados
acompanhou.</p>

    <p>Quanto ao efeito de assimilação, observam-se no
<a href ="/img/revistas/aso/n217/n217a03q1.jpg ">Quadro 1</a> diferenças muito pequenas entre a perceção sobre o posicionamento ideológico do partido e a
posição efetiva do eleitorado (antepenúltima coluna). Para se declarar a
existência de um efeito de assimilação, estas diferenças devem ser menores do
que as relativas à perceção sobre qualquer
outro dos restantes partidos. De facto, este efeito verifica-se para
praticamente todos os partidos e em ambos os anos (em 40 casos potenciais, o
efeito não se verifica apenas em três). Estes resultados confirmam as
conclusões de trabalhos anteriores que apontam para a prevalência da assimilação
sobre o contraste (Gerber e Green, 1999; Merrill <i>et</i><i>
al</i>., 2001; Bartels, 2002; Drummond, 2010).</p>

    
<p>Veja-se ainda em relação aos dados nesta coluna,
que os sinais das diferenças são tendencialmente negativos para os partidos de esquerda e positivos para os partidos de direita, significando o
posicionamento mais central dos eleitorados por comparação à perceção
destes sobre os partidos.
Estes resultados significam que os eleitorados tendem a percecionar
corretamente a maior polarização ideológica dos partidos.</p>

    <p>Em suma, usando a
identidade partidária para testar os efeitos de contraste e de assimilação,
verifica-se que o efeito de assimilação é sistematicamente prevalecente sobre o
efeito de contraste, corroborando a hipótese 1. O
efeito de contraste é dominante em relação aos partidos de direita, o que vai
de encontro à hipótese 2, embora não pareça sofrer uma
intensificação em 2012, como se antevia. A análise seguinte debruça-se sobre a
validação das conclusões obtidas para esta última hipótese, e sobre o teste da
terceira e última hipótese.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>EXPLICANDO O
ENVIESAMENTO DAS PERCEÇÕES IDEOLÓGICAS SOBRE OS PARTIDOS <i>CATCH-ALL</i> EM
PORTUGAL: O EFEITO DE CONTRASTE</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o intuito de explorar
as razões subjacentes ao enviesamento das perceções sobre a ideologia
dos dois maiores partidos políticos portugueses, o PSD e o PS, e a efetiva
importância das afinidades ideológico-partidárias nesta explicação, bem como a
da crise económica, procede-se agora a uma análise por regressão linear. Os
modelos no <a href ="/img/revistas/aso/n217/n217a03q2.jpg ">Quadro 2</a> reportam-se a 2008 e 2012, a fim
de avaliar se houve mudanças significativas no padrão de explicação e,
especialmente, se o bloco respeitante às variáveis relacionadas com a crise
económica (avaliação da economia e do desempenho do governo) adquire maior
relevância em 2012, por comparação às variáveis que medem a identidade
ideológica e partidária (auto-posicionamento esquerda-direita e<i> dummies</i>
esquerda radical, partido socialista e direita), e às variáveis de controlo
(interesse político, educação e variáveis sociodemográficas<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>). As variáveis dependentes correspondem ao enviesamento das perceções dos eleitores (efeito
de contraste) sobre as posições ideológicas de cada partido, em cada ano, e são
calculadas pela diferença entre a perceção que os indivíduos têm sobre a
localização esquerda-direita do partido e a real posição do mesmo (valores positivos significam
disto rção à direita e vice-versa; v. Apêndice para mais
informação sobre operacionalização das variável e
respetivas fontes).</p>


    
<p>O primeiro bloco de
variáveis visa testar a teoria da deslocalização aferindo a importância da
ideologia e da proximidade partidária sobre o enviesamento das perceções (Modelos 1 e 2).
Observa-se, neste bloco, para os dois partidos em 2008 e para o PSD em 2012,
que quanto mais os respondentes se auto-posicionam à
direita, mais estes partidos são percecionados enviesadamente à direita. A <i>dummy</i>
esquerda radical mostra correlações significativas e positivas tanto para o PS
como para o PSD, suportando em ambos os casos um efeito de contraste à direita.
Os coeficientes positivos que colocam o PS enviesadamente à direita podem ser
não só compreensíveis como expectáveis dada a natureza
<i>catch-all</i> do PS e a sua deriva para a direita do espectro ideológico
(Guedes, 2012), assim como consequência da assinatura do memorando de
entendimento com a <i>Troika</i> em 2011. Uma maior proximidade ao PS explica,
por sua vez, a prevalência de um efeito de contraste apenas em 2012: esta
proximidade distorce o posicionamento do PSD para a direita da sua real posição
(e o do PS para a esquerda). Por último, a <i>dummy</i> que reúne os que se
sentem próximos dos partidos de direita é significativa apenas para o PS em
ambos os anos, e de sinal negativo, o que suporta um efeito de contraste à
esquerda. Estes resultados reiteram as conclusões anteriores e reportam a
existência de um efeito de contraste à direita na explicação das perceções sobre a
ideologia do PSD, assim como
um efeito de contraste à esquerda no que
respeita ao PS (embora com exceções). Estes efeitos são
relativamente consistentes nos dois anos em análise, tendendo a reforçar-se em
2012 para o PSD, e a enfraquecer
para o PS.</p>

    <p>Para além da importância das variáveis
ideológicas e partidárias, que confirmam de forma geral a teoria da
deslocalização no que respeita ao efeito de contraste junto dos principais
partidos portugueses, pretende-se confrontar estes resultados com a relevância
da crise na ocorrência deste efeito. Para isso contempla-se, no segundo bloco,
um conjunto de variáveis que refletem avaliações sobre a economia nacional e
familiar e sobre o desempenho e responsabilidade económica do governo. As avaliações sobre a
economia nacional revelam-se estatisticamente significativas, estando as avaliações positivas associadas em 2008 ao
reconhecimento, tanto do PS como do PSD , à direita no espectro ideológico, sucedendo
para ambos, em 2012, o oposto. A leitura fica mais clara e consistente com as
expectativas se feita pela negativa: os mais pessimistas em relação à situação
da economia colocam em 2012 o PS e o PSD mais à direita, sendo que os colocavam mais à esquerda
em 2008. Tais resultados sugerem que a crise terá tido relevância na forma como
os indivíduos veem os principais partidos portugueses, distorcendo o seu
posicionamento à direita em período de políticas de austeridade de direita, implementadas pelo governo liderado pelo PSD, e das quais o
PS não parece ter conseguido demarcar-se.</p>

    <p>Apreciações mais positivas sobre o desempenho do
governo PS, em 2008, explicam a sua colocação mais à esquerda; e quando sobre o
governo de coligação do PSD/CDS, em 2012, explicam a colocação do PS à direita, sugerindo uma eventual
insatisfação em relação ao papel do partido na oposição (embora o coeficiente
seja muito fraco). As restantes variáveis deste bloco estão apenas disponíveis
para 2012 e evidenciam consistentemente a importância das avaliações económicas e sobre o governo no efeito de contraste. Quanto
mais negativa a avaliação da evolução da economia do agregado familiar, maior a
distorção da perceção do
PSD para a direita, e do
PS
para a esquerda.
Avaliações positivas do desempenho económico da coligação PSD/CDS-PP por comparação
ao anterior governo socialista explicam mais uma vez a colocação enviesada do
PS à esquerda. E por último, quanto maior a atribuição de responsabilidade ao
governo pela recessão económica (nesta altura, a coligação PSD/CDS-PP), maior
a distorção do PS para a esquerda.</p>

    <p>O terceiro e último bloco tem como propósito
controlar o efeito dos dois primeiros, mediante a inclusão do interesse pela
política, da educação, do género e da idade. Em 2012, já com a presença da <i>Troika</i>
e sob a liderança da coligação de direita, os resultados sugerem que o
interesse político e a escolaridade conduzem a um reforço do enviesamento dos
dois partidos quase sempre à direita, ao arrepio da ideia de que os mais
informados e instruídos distorcem menos as perceções (por exemplo Woon, 2007, pp. 12-13; Listhaug <i>et al</i>., 1994; Dahlberg, 2009,
pp. 69-70), embora as correlações não sejam significativas em todos os casos. O
género e a idade só pontualmente têm significância estatística, sendo os
coeficientes muito fracos.</p>

    <p>Considerando o conjunto das variáveis do segundo
bloco, e não obstante a fraca robustez dos coeficientes e mesmo dos próprios
modelos, é patente a importância dos fatores económicos na ocorrência de efeitos de contraste na perceção ideológica dos
partidos(à direita
para o PSD, e
à esquerda
para o PS, embora nem sempre
neste sentido para este último), em especial depois de instalada a crise.
Porém, por comparação ao primeiro bloco, este segundo bloco explica menos variância das
variáveis dependentes.
Contudo, os coeficientes que explicam a ocorrência de um
efeito de contraste tendem a ser mais robustos após a emergência da crise
económica, aparentando esta mediar as afinidades
ideológicas e partidárias dos indivíduos na explicação do enviesamento
percetual. Tal suposição é reforçada nos modelos que integram as interações entre estas últimas variáveis e as que avaliam o estado da
economia e o desempenho do governo (modelos 3 e 4). A
crise parece ter clarificado e intensificado os efeitos de contraste dos indivíduos
de esquerda, colocando o PSD à direita e o PS à esquerda das suas posições reais; os indivíduos
mais pessimistas em relação à situação económica do país e de esquerda radical
são os que melhor explicam o enviesamento do PSD à direita em 2012
(embora o expliquem também para os restantes casos); e o eleitorado do PS
reitera o efeito de contraste à direita para o PSD em 2012 (o CDS-PP
evidencia um coeficiente de sentido equivalente, mas muito fraco). Estes dados
reiteram a prevalência da identidade ideológica e partidária na explicação dos
efeitos de contraste, isto é, da teoria da deslocalização, e suportam a ideia
de os efeitos da crise mediarem e potenciarem aquelas identidades enquanto
fatores de enviesamento. Estas conclusões corroboram a hipótese 3.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>A teoria democrática
pressupõe, de forma geral, que os eleitores votem em candidatos ou partidos
políticos cujo programa melhor coincida com as suas próprias preferências
políticas. As perceções dos eleitores sobre as posições dos partidos como prescrito no modelo do partido responsável,
são, portanto, um importante aspeto que não deve ser descurado. Esta pesquisa
teve como objetivo a análise das perceções dos eleitores
sobre os partidos políticos em ­Portugal e respetivos efeitos
de deslocalização, averiguando-se a importância da crise económica no padrão de
causalidade do enviesamento das perceções,
por comparação à teoria da deslocalização. A análise
focou-se em dois momentos: antes e depois do deflagrar da crise económica
(2008-2012).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entendido como uma eventual consequência da crise
económica, os partidos políticos em Portugal eram em 2009 globalmente
percebidos mais perto do centro do que nos anos anteriores, observando-se em
2012 uma polarização significativa nas perceções sobre as posições ideológicas dos partidos, com
correspondência à realidade, em especial junto dos partidos de direita. Esta
tendência nas perceções é compreensível
devido à gravidade
crescente das condições de vida e ao aumento do desemprego, que potencialmente
explicam a polarização dos discursos dos partidos de esquerda; enquanto os
partidos de direita e centro-direita no governo se radicalizaram à direita,
fruto do seu compromisso com a <i>Troika</i> e das políticas de austeridade que
lhe estão associadas.</p>

    <p>Os efeitos de assimilação e de contraste
revelaram ser importantes na explicação da localização ideológica dos partidos
portugueses pelos diversos eleitorados. Observou-se, em específico, uma
tendência para a formação de um efeito de contraste à direita no
percecionamento da ideologia do PSD, assim como um efeito de contraste à esquerda
no que respeita ao PS. Não obstante, por vezes, a direção do contraste para o PS não corresponder ao esperado,
estes efeitos revelaram consistência, tendendo a reforçar-se em 2012 para o PSD, e a
enfraquecer para o PS. O resultado mais interessante desta pesquisa refere-se
ao facto de as avaliações da economia e do desempenho do governo mostrarem ser relevantes na explicação dos enviesamentos percetuais,
em particular do efeito de contraste à direita. Estas variáveis não são contudo mais importantes do que as afinidades ideológicas e
partidárias dos indivíduos, e parecem aliás atuar como mediadoras do reforço do
efeito destas últimas após a instalação da crise económica.</p>

    <p>Os resultados destacam a importância que períodos
de turbulência económica e social poderão ter na reconfiguração das perceções dos
eleitorados sobre os partidos, e respetivos enviesamentos,
cuja análise é relevante dadas as implicações que têm
no processo de responsabilização e de representação democráticas. A pesquisa
futura deverá focar-se no desenvolvimento de estudos comparados, de molde a
validar as conclusões agora alcançadas.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <!-- ref --><p>ADAMS,
J., ERZOW, L. e SOMMER-TOPCU, Z. (2014), “Do voters respond to party manifestos or to a wider
information environment? An
analysis of mass-elite linkages on European integration”. <i>American Journal
of Political Science</i>, 58 (4), pp. 967-978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073602&pid=S0003-2573201500040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>ANSOLABEHERE, S., JONES, P.E.
(2010), “Constituents’ responses to congressional roll-call voting.” <i>American
Journal of Political Science</i>, 54, pp. 583-597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073604&pid=S0003-2573201500040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BARTELS, L. (2002), “Beyond the running tally:
partisan bias in political perceptions”. <i>Political Behavior</i>, 24 (2), pp.
117-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073606&pid=S0003-2573201500040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <p>BELCHIOR, A. M., TSATSANIS, E. e TEIXEIRA, C. P. (no prelo), “Representation in times of crisis: MP-voter
congruence over two visions of representation in Portugal”. <i>International
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    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SCHMITT, H., THOMASSEN, J. (eds.) (1999), <i>Political
Representation and Legitimacy in the European Union</i>, Oxford e Nova Iorque, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073686&pid=S0003-2573201500040000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VERNEY, S., BOSCO, A. (2013), “Living parallel lives:
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    <!-- ref --><p>WOON, J. (2007), “Asymmetric partisan biases in
perceptions of political parties”. Apresentado na 65.ª <i>Annual Meeting of the Midwest Political Science
Association</i>, Chicago, 12 de abril.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=073708&pid=S0003-2573201500040000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>ZALLER, J. (1992), <i>The</i><i> Nature and Origins of Mass Opinion</i>,
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    <p>&nbsp;</p>

    <p>Recebido a 29-04-2014. Aceite para publicação a
10-09-2015.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>NOTAS</b></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup>Em termos empíricos, a
evolução do apoio aos partidos portugueses entre 1985 e 2012 mostra, por um
lado, que os indivíduos consideram de forma crescente e consistente que os
partidos são um mecanismo vital da democracia, fundamental para a participação
política (ambos os indicadores na ordem dos 80% a 90% durante este período);
por outro lado, a percentagem dos que afirmam que os partidos são todos iguais
tem-se igualmente reforçado (situando-se em cerca de 75%
em 1985 e em 85% em 2008), assim como declinou seriamente o número daqueles que
admitem que os partidos políticos são o elo principal entre os eleitores,
situando-se em 2012 em pouco mais de metade dos portugueses (53,9%) (as fontes
destes dados são os seguintes estudos: <i>Four Nations Study</i>, 1985; os
estudos eleitorais portugueses de 2002, 2005 e 2009; os inquéritos aos
eleitores de 2008 e 2012). A apreciação dos partidos pelos portugueses é, por
isso, dual, legitimando o seu papel institucional enquanto instrumentos
fundamentais do funcionamento democrático, e reprovando o seu desempenho em
termos pragmáticos.</p>

    <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>Para uma revisão da
literatura sobre a validade do uso da escala esquerda-direita
ver: Van der Brug e Van der Eijk, 1999, p. 130.</p>

    <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup>Os dados foram recolhidos
no âmbito do projeto “Os deputados portugueses em perspectiva comparada”
(CIES-IUL; ver mais referências em Freire, Viegas e Seiceira, 2009) e do
projeto “Eleições, liderança e responsabilização” (CIES-IUL; vd em:
<a
href="http://er.cies.iscte-iul.pt/pt-pt/node/57" target="_blank">
http://er.cies.iscte-iul.pt/pt-pt/node/57</a>).</p>

    <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup>Neste estudo de Van der
Brug e Van der Eijk, aproximadamente 40% dos eleitores foram incapazes de dizer
onde os partidos se localizavam na Europa em relação a assuntos políticos, e a
percentagem superava os 50% na Grécia, Portugal e Espanha (1999, pp. 133-137).
Como os autores reconhecem, estas diferenças podem dever-se à saliência destes
assuntos no debate público nestes países. Foram alcançados melhores resultados
para a dimensão esquerda-direita.</p>

    <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup>Medido pelo partido em que
o respondente votou nas últimas eleições legislativas, respetivamente as de
2005 e 2011.</p>

    <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup>A classe social foi
igualmente testada, mas não incluída nos modelos devido ao impacto negativo da
sua inclusão e à sua menor relevância teórica.</p>

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