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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article seeks to create a State failure indicator. The methodology combines descriptive and multivariate statistics to analyze the databases Quality of Government Institute and the Earth Policy Institute. The results suggest that: (1) the independence of the judiciary is the variable that contributes the least to the creation of a State failure indicator; (2) cluster analysis classified 17 countries as collapsed states, Somalia is the most extreme case; and (3) ethnic fragmentation and uneven economic development show statistically significant variation between clusters.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estados fracassados]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[segurança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  
    <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>

    <p><b>Análise institucional comparada dos Estados fracassados</b></p>
    <p><b>Compared institutional analysis
among weak States</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Helena Lins Alves</b>*, <b>Daltson B. Figueiredo Filho</b>*, 
<b>Ranulfo Paranhos</b>**, <b>José Alexandre da Silva Jt.</b>** e <b>Enivaldo Carvalho da Rocha</b>*</p>

    <p>*Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Ciência Política, Av. Prof. Rego, 1235, Cidade Universitária,
Recife — CEP 50670-901, Pernambuco, Brasil. E-mails: <a href="mailto:helena.linsalves@gmail.com">helena.linsalves@gmail.com</a>,
 <a href="mailto:dalsonbritto@yahoo.com.br">dalsonbritto@yahoo.com.br</a> e <a href="mailto:enivaldocrocha@gmail.com">enivaldocrocha@gmail.com</a></p>

    <p>**Universidade Federal de Alagoas, Instituto de Ciências Sociais, Av. Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária, Maceió — CEP
57072-900, Alagoas, Brasil. E-mails: <a href="mailto:ranulfoparanhos@me.com">ranulfoparanhos@me.com</a> 
e <a href="mailto:jasjunior2007@yahoo.com.br">jasjunior2007@yahoo.com.br</a></p>


    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESUMO</b></p>



    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O
objetivo deste trabalho é criar um indicador de fracasso do Estado. A
metodologia combina estatística descritiva e multivariada para analisar as
bases de dados do Quality of Govern­ment Institute e do Earth Policy Institute.
Os resultados sugerem que: (1) comparativamente, a independência do judiciário
é a variável que menos contribui para a criação do indicador de fracasso estatal;
(2) a análise de <i>clusters</i> classificou 17 países como Estados colapsados,
sendo a Somália o caso mais extremo; e (3) tanto a fragmentação étnica quanto o
desenvolvimento económico desigual variam de forma estatisticamente
significativa entre os <i>clusters</i>.</p>

    <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b>: Estados fracassados; desempenho institucional; segurança; análise
fatorial; análise de conglomerados.</p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>ABSTRACT</b></p>

    <p>This
article seeks to create a State failure indicator. The methodology combines
descriptive and multivariate statistics to analyze the databases Quality of
Government Institute and the Earth Policy Institute. The results suggest that:
(1) the independence of the judiciary is the variable that contributes the
least to the creation of a State failure indicator; (2) cluster analysis
classified 17 countries as collapsed states, Somalia is the most extreme case;
and (3) ethnic fragmentation and uneven economic development show statistically
significant variation between clusters.</p>

    <p><b>KEYWORDS</b>:
failed states; institutional performance; security; factor analysis; clusters
analysis.</p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Partindo do pressuposto
de que a capacidade institucional de um Estado é fundamental para que ele possa
funcionar de forma plena (Fukuyama, 2004), o principal objetivo desse artigo é
criar um índice que mensure o fracasso do Estado. Metodologicamente, o desenho
de pesquisa combina estatística descritiva e multivariada para analisar as
bases de dados do Quality of Government Institute<i> </i>e do<i> </i>Earth
Policy Institute.<i> </i>Em particular, utiliza-se a análise de componentes
principais para estimar um índice de fracasso estatal, a análise de
conglomerados (<i>cluster</i>) para classificar os países na tipologia proposta
por Rotberg (2002) e, por fim, a análise de variância (ANOVA) para comparar a
distribuição de diferentes variáveis entre os <i>clusters</i>.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas o que são Estados fracassados, afinal? Apesar
de não existir uma definição consensual (Gros, 1996), a literatura entende o
fracasso estatal como a falta de capacidade institucional para desempenhar
funções básicas (Fukuyama, 2004). Historicamente, o debate acerca dos Estados
fracassados começou a ter maior evidência a partir da década de 1990, com a
desintegração territorial de alguns Estados – a exemplo da Jugoslávia (Cojanu e
Popescu, 2007). Segundo Yoo (2011), o fim da Guerra Fria marcou o surgimento de
mais de duas dúzias de novos Estados – alguns deles com sérias dificuldades de
se autogovernarem como unidades independentes.</p>

    <p>Outro conjunto de Estados fracassados está
conectado à proliferação de países que eram considerados consequência do legado
colonialista (Cotton, 2007). Na sua maioria localizam-se nos continentes
africano e asiático e também apresentam dificuldades na autogestão (Yoo, 2011).
Malek (2006, p. 3) argumenta que esses Estados estavam “baseados em estruturas
feudais, de clãs ou de famílias em vez de instituições autossustentáveis de
Estado”.</p>

    <p>Foi a partir dos atentados terroristas às torres
gémeas do <i>World Trade Center</i>, a 11 de setembro de 2001, que a
preocupação mundial com os Estados fracassados tomou enorme proporção<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> (Rotberg, 2002b). A associação entre terrorismo e Estados fracassados
dá-se pela falta de segurança que eles apresentam: as fronteiras são frágeis,
facilitando a infiltração não apenas dos grupos terroristas<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, mas de fações criminosas. A segurança interna também é frágil, uma
vez que não há aparato policial eficiente para proteger os próprios cidadãos
(Rotberg, 2002a).</p>

    <p>Os Estados fracassados são também focos de outros
problemas que vão além da questão da segurança, como por
exemplo a pobreza, a proliferação de doenças como a Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (SIDA) - que é amplamente presente em países
africanos, especialmente naqueles ao sul do Saara -, o tráfico de drogas
e a criminalidade - que vêm crescendo bastante em países entre o centro e
o oeste da África -, a emigração em massa, além de conflitos internos ou
até mesmo guerras civis, que desestruturam países como é o caso do Afeganistão.
Ademais, outro aspeto igualmente importante levanta a questão da baixa qualidade
de vida dessas populações no que tange aos direitos humanos.<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a></p>

    <p>E por que motivo é importante estudar os Estados
fracassados? É somente a partir da compreensão dos fatores que levaram
determinado país a tal condição que é possível propor reformas capazes de
reestruturar o seu arcabouço institucional. Rotberg (2003a) e Fukuyama (2004)
defendem que a condição de fracasso dá respaldo para intervenção externa
- porém esta necessita de levar em conta o
contexto e as peculiaridades locais para que consiga, de facto, ser bem
sucedida.</p>

    <p>O presente artigo está dividido na seguinte
forma: na primeira parte revê-se a literatura mostrando os conceitos,
classificações e características dos Estados fracassados. Na segunda secção
apresenta-se a metodologia do trabalho e os procedimentos estatísticos a serem
utilizados. Por último, serão expostos os resultados e as considerações finais.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>CAPACIDADE INSTITUCIONAL</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Apesar de não haver
consenso em relação à definição de Estado fracassado, a literatura converge no
que diz respeito à falta de capacidade por parte de alguns Estados de se
autogovernarem (Rotberg, 2002a; Fukuyama, 2004; ­Krasner, 2005). Países como a
Somália e o Afeganistão são constantemente citados por enfrentarem inúmeros
problemas que giram em torno da falta de um governo central capaz de atender às
necessidades da própria população.</p>

    <p>Para Fukuyama (2004), o fracasso do Estado está
estreitamente conectado à governança - à capacidade de as suas
instituições prestarem serviços à população, implementarem
políticas públicas eficientes, além de criarem leis e um aparato capaz de fazer
com que elas sejam cumpridas. O foco, neste caso, não repousa nos objetivos do
governo em si, mas no desempenho de suas instituições.</p>

    <p>Segundo Fukuyama (2004), a capacidade
institucional de um Estado divide-se em quatro componentes. A primeira - <i>projeto
e gerenciamento organizacionais</i> - corresponde aos conhecimentos na área da administração
pública, gerenciamento de organizações estatais. Essa componente é bastante
técnica, uma vez que os agentes dependem de treino para desempenhar funções
administrativas.</p>

    <p>A segunda componente é o <i>projeto do sistema
político</i>. Ele não está ligado aos órgãos específicos do Estado, mas ao
desenho institucional como um todo. O foco repousa em identificar que instituições
produzem maior crescimento económico. Fukuyama (2013b) também argumenta que o
desenvolvimento político precisa de acompanhar o
económico, de forma a que a ordem política seja mantida. Adicionalmente, alguns
autores (Norris, 2008; Lijphart, 2003) defendem que a solução para esse dilema
é a adoção de um sistema político <i>power</i><i>-sharing</i>.</p>

    <p>O terceiro - <i>base</i><i> de legitimação</i> - diz respeito ao apoio
da sociedade em relação ao desenho institucional vigente. Apesar de haver um
debate amplo sobre legitimidade e regimes, muitos autores defendem que a boa
administração pública - a longo prazo -
necessita da democracia para se sustentar (Rotbergb, 2002; Malek, 2006).</p>

    <p>O último componente, e talvez o mais peculiar,
são os <i>fatores culturais e estruturais</i>. Fukuyama (2004) argumenta que o
desenho formal das instituições é afetado pela cultura e pelos valores da
sociedade. Ou seja, determinados países - como os tigres asiáticos
- sempre tiveram uma organização bastante burocrática e uma sociedade
muito disciplinada, o que os favoreceu em termos de qualidade institucional. Os
países latinos não apresentam o mesmo desempenho institucional e parte disso
pode ser atribuído aos valores culturais dessas sociedades.<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a></p>

    <p>Rotberg (2002a) também evidencia a importância do
desempenho institucional. Para o autor, o nível de fracasso do Estado é
gradativo e dá-se a partir do seu definhamento como provedor de bens políticos
à população. Esses bens políticos estão dispostos de forma hierárquica, na qual
a segurança é considerada o mais importante. Além da segurança, o autor destaca
a livre participação dos cidadãos no processo político, o respeito às
instituições, a infraestrutura e a provisão de serviços básicos.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>CLASSIFICAÇÕES DE NÍVEL DE FALÊNCIA DO ESTADO</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Segundo Rotberg (2002a),
a função primordial do Estado é garantir que os seus habitantes estejam
protegidos de qualquer ameaça – seja interna ou externa. Além do sentido
hobbesiano de segurança, o autor destaca a importância de um poder judiciário
forte e da proteção do direito de propriedade. Sem que haja garantia de
segurança, os demais bens políticos não podem ser fornecidos. Bates (2008a)
alega que o Estado, uma vez fracassado, se torna um instrumento de predação,
agindo de acordo com o interesse dos governantes em detrimento da segurança de
seus habitantes. Consequentemente, a população procura formas alternativas de
garantir proteção, o que corrompe o monopólio estatal do uso legítimo da força
(Bates, 2008b).</p>

    <p>Em segundo lugar, o Estado tem de garantir a
participação livre e plena dos cidadãos no processo político. Essa esfera
engloba também os direitos civis e humanos da população. Por último, Rotberg
(2002a) enfatiza o fornecimento de educação e saúde - ainda que esses
bens possam ser assegurados por iniciativa privada - e a infraestrutura
do país como um todo, além da existência de um banco central para estruturar a
economia do país.</p>

    <p>Fukuyama (2004) também dispõe as funções do
Estado de forma hierárquica. Assim como Rotberg (2002a), as questões que dizem
respeito à segurança como um todo são consideradas
prioritárias ou “mínimas”. Entretanto, a saúde também é tida como fundamental,
assim como as políticas de proteção aos pobres. Entre as funções intermediárias
estão a educação, o meio ambiente e o seguro social.
As funções menos essenciais são as ativistas, que correspondem à política
industrial e à redistribuição da riqueza.</p>


    <p>Gros (1996) propôs uma taxonomia de Estados
fracassados baseada no funcionamento das suas instituições. Foram identificados
cinco tipos de Estados fracassados. O primeiro é o <i>anárquico</i>, que não
apresenta um governo central – a exemplo da Somália. Estados anárquicos
vivenciam disputas entre grupos armados, a mando dos <i>warlords</i>,<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> pelo controlo do território.</p>

    <p>O segundo tipo é o <i>fantasma</i>, que apresenta
atuação em áreas limitadas, exercendo pouco ou nenhum controlo sobre as demais
partes do território, como o ocorrido no Zaire.<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> Gros (1996) reduz o escopo de atuação dos Estados fantasmas à proteção
do seu próprio déspota, a exemplo do governo de Mobutu Sese Seko.<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a></p>

    <p>O terceiro tipo é o <i>anémico</i>, que é
enfraquecido por grupos insurgentes que desafiam a autoridade central ou pelas
estruturas arcaicas do Estado, que geram pressões populares por modernização, a
exemplo do Haiti no período do ditador François Duvalier.<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> A diferença primordial entre o Estado fantasma e o anémico, de acordo
com Gros (1996), é que o anémico ainda é capaz de exercer algumas funções
- ainda que limitadas - além da proteção do próprio governante.</p>

    <p>O quarto é o Estado <i>capturado</i>, que, ao
contrário dos outros, possui uma autoridade forte e centralizada, mas que é
beneficiária de uma elite local que tem a intenção de destruir as elites
rivais, promovendo perseguições e massacres, como o ocorrido no Ruanda. O
Estado é capturado por causa da falta de consenso entre as elites em relação às
leis e regras sob as quais o governo deve ser conduzido - o que faz com
que a elite governante queira sufocar as demais para permanecer no poder. Atul
Kohli (2002) propôs o que poderia ser visto como complemento dessa definição,
sob o nome de Estado <i>neopatrimonial</i>. Nesse tipo de arranjo
institucional, burocracias e elites criam vínculos essencialmente corruptos,
preterindo o desenvolvimento pelo ganho particular. Se perpetuado, o
parasitismo Estatal pode levar ao fracasso e à ruína da ordem política.</p>

    <p>O quinto e último
tipo, o Estado <i>abortado</i>, é aquele que faliu antes mesmo de o processo da
sua formação estar consolidado. Gros (1996) faz referência a Angola e
Moçambique, que, desde a independência até então, não tinham conseguido obter o
monopólio do uso legítimo da força, pois tinham de lutar contra grupos
insurgentes financiados pelos Estados Unidos e pela África do Sul.</p>

    <p>Enquanto Gros (1996) inclui apenas os Estados
falidos na sua taxonomia e leva em consideração poucas características, Rotberg
(2002a) propõe uma classificação dos Estados como um todo, de acordo com o grau
de provisão efetiva dos bens políticos. A classificação é feita em quatro
tipos: Estados fortes, fracos<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, fracassados e colapsados.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com Rotberg (2002a), os Estados fortes
são aqueles que conseguem fornecer os bens políticos de forma eficiente para os
seus habitantes. Os Estados fracos possuem deficiência na provisão de alguns
bens políticos e apresentam grande potencial para a falência, embora isso não
seja regra. A Colômbia é um exemplo de Estado fraco. Ela apresenta um
desempenho geral relativamente bom, mas não possui o controlo total do
território, pois parcelas dele encontram-se sob controlo das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (FARC).<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a></p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p>Os Estados fracassados, segundo o autor,
demonstram deficiência na provisão de todos os bens políticos. Eles são tomados
pela corrupção, possuem fronteiras frágeis, executivo geralmente inflado
- sobrepondo-se aos demais poderes, Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) baixo, altas taxas de emigração, epidemias, entre outros problemas. Para
Rotberg (2002a), apenas sete países são, de fato, fracassados<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> - entre eles o problemático Afeganistão - apontado como um
dos redutos da <i>Al-Qaeda</i>.</p>

    <p>Estados fracassados que não possuem governo
central e que, consequentemente, carecem de qualquer tipo de benefício que um
governo possa fornecer, são classificados como colapsados. O único exemplar
existente para Rotberg (2002a) é a Somália<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>, também apontada como um caso extremo de fracasso 
por Bates (2008a) e Gros (1996).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a href ="/img/revistas/aso/n219/n219a07q2.jpg">Quadro 2</a>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p><b>ASPETOS GERAIS DO FRACASSO DO ESTADO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a
literatura existente, quatro grupos de fatores causam o fracasso estatal:
culturais, económicos, históricos e institucionais.</p>

    <p>Rotberg (2002a)
ressalta fatores culturais, que criam sociedades heterogéneas, as quais
apresentam diversidades linguística, religiosa e étnica. Clivagens
socioculturais requerem, por parte do Estado, considerável capacidade
institucional<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> (Norris, 2008). Em alguns Estados
- a exemplo do Afeganistão -, as clivagens traduziram-se em
rivalidade tribal e, por fim, em guerra civil, minando a capacidade de os
Estados instituirem um governo que funcione de forma eficiente, o que explica o
seu fracasso (Yoo, 2011). Contudo, autores como Fearon e Laitin (2003) e Posner
(2005), trazem evidências de que a maior parte dos conflitos
étnicos não se politizam, nem resultam em guerra civil.</p>

    <p>Fatores económicos, por sua vez, passam por três
tipos de literatura: <i>resource curse,</i> baixa renda <i>per capita </i>e desigualdade de
renda. A primeira argumenta que a abundância de recursos naturais pode gerar
incentivos para uma lógica <i>rent-seeking </i>no aparelho do Estado (Snyder e
Bhavnani, 2005). Os elevados <i>payoffs </i>criam incentivos para a disputa,
muitas vezes violenta, entre elites. Um caso exemplar é o controlo do comércio
de diamantes na Serra Leoa. Por sua vez, a pobreza tende a não permitir a
construção de Estados, já que cria impedimentos à arrecadação
(Collier, 2000), considerada a capacidade de Estado primordial (Besley e
Persson, 2009; Hanson e Sigman, 2013).</p>

    <p>No caso da desigualdade de renda, autores como
Gros (1996) argumentam que os Estados fracassados apresentam uma profunda
disparidade de renda entre os seus habitantes. De um lado, há uma minoria
extremamente rica; de outro, uma maioria pobre e insatisfeita com a conjuntura.
Um indicador típico desses países é a ausência de uma classe média expressiva,
o que, para Gros (1996), é essencial para manter a sociedade coesa.<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a></p>

    <p>Fatores históricos
são a herança colonial e a distribuição populacional. Autores como Michael
Bernhard <i>et</i><i> al</i>. (2004), através de
estudos empíricos, argumentam que as ex-colónias herdam instituições das suas
ex-metrópoles, e essas instituições têm um papel singular na construção do
Estado e na sobrevivência da democracia.<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> Contudo, em África, por exemplo, as
ex-colónias britânicas (tidas como herdeiras de instituições políticas
virtuosas) desenvolveram Estados fracassados. Jeffrey Herbst (2000), então,
argumenta que os líderes no continente africano enfrentam empecilhos históricos
devido à baixa densidade populacional, o que torna custoso criar uma burocracia
de taxação eficiente.</p>

    <p>Por fim, autores neoinstitucionalistas defendem
que o fracasso estatal é, antes de um resultado de forças históricas,
económicas ou culturais, produto de um fraco processo de <i>state-building</i>.
Fukuyama (2013a), por exemplo, ressalta três pontos a serem atingidos para a
construção de ordem política: (1) Estado forte e impessoal; (2) <i>rule of law </i>e (3) <i>accountability </i>vertical. O fracasso
Estatal estaria ligado ao <i>breakdown </i>de qualquer um desses três grupos de
instituições, principalmente dos dois primeiros.</p>

    <p>John A. Hall (2010) adota um posicionamento
similar. Ele observa que os Estados de baixa renda <i>per capita</i>, a exemplo
do Botsuana, foram capazes de estabelecer Estados aos moldes weberianos, com
eleições regulares e limpas, além de gestarem clivagens étnicas e criarem
formas não-predatórias de explorar a mineração de
diamantes. Por outro lado, o Uganda, consideravelmente mais rico que o
Botsuana, foi incapaz de fazer qualquer uma dessas coisas, e sucumbiu a um
regime totalitário.</p>

    <p>Outro aspeto típico dos Estados fracassados é a
baixa qualidade de vida - o IDH. Além de viverem na pobreza, os
habitantes possuem baixo grau de escolaridade e serviços de saúde precários, o
que colabora para os altos índices de emigração. Fukuyama (2004) aborda a
epidemia da SIDA na África ­Subsaariana sob perspetiva institucional. Ainda que
esses países tenham acesso aos dispendiosos medicamentos que inibem a atuação
do vírus HIV, eles não possuem a infraestrutura de saúde forte o suficiente
para promover uma política que consiga, de forma eficaz, administrar as
dosagens do remédio e atingir a população necessitada. Além da dificuldade de
obtenção das medicamentos, esses países apresentam
dificuldade em administrá-los.</p>

    <p>Os Estados fracassados são também foco de
instabilidade regional, além de serem vistos como uma ameaça à comunidade
internacional. A falta de segurança interna contribui para o aumento da
criminalidade, como o surgimento de fações criminosas que
traficam drogas, proliferam armas pela região e aterrorizam a população
Além disso, a instabilidade das fronteiras facilita a entrada de grupos terroristas,
que encontram reduto nesses países, a fim de conduzir as suas operações de
forma segura.<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a></p>

    <p>Estados fracassados tendem a ter uma divisão de
poderes desequilibrada, em que o executivo - geralmente corrupto -
se sobrepõe em relação ao legislativo e ao judiciário. O legislativo é um poder
muitas vezes meramente ilustrativo (<i>ruber stamp</i>), sendo totalmente
controlado pelo governante; além disso, os indivíduos não podem confiar no
judiciário para se proteger das ações do governo, tãopouco da ação de outros
indivíduos (Rotberg, 2002b).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em suma, a literatura aponta diversos fatores
para o fracasso do Estado. Entretanto, será que a teoria corresponde ao
comportamento observado na realidade? Devido ao facto de muitas bases de dados
não explicarem de forma detalhada como mensuraram o indicador de falência do
Estado, este trabalho propõe-se criar um indicador de forma transparente para
tornar possível a compreensão do processo e o teste de hipóteses relevantes
para a literatura.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Esta secção descreve os
principais procedimentos metodológicos adotados no presente trabalho. O
objetivo é facilitar a replicabilidade dos resultados (King, 1995).
Tecnicamente, combina-se estatística descritiva e multivariada para analisar um
banco de dados formado pela união de duas bases distintas: (1) Quality of
Government Institute<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> e (2) o Earth Policy Institute.<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a></p>

    <p>Em particular, o desenho de pesquisa utiliza a
técnica de análise de componentes principais para estimar um índice de fracasso
estatal. Depois disso, emprega-se a técnica de análise de conglomerados para
classificar os casos (países) em quatro <i>clusters</i>, seguindo a tipologia
proposta por Rotberg (2002b). Por fim, utiliza-se a análise de variância
(ANOVA) e comparações múltiplas para examinar a distribuição de duas variáveis:
(1) fragmentação étnica e (2) desenvolvimento económico desigual entre os
conglomerados.</p>

    <p>O banco de dados do Quality of Government
Institute foi elaborado no ano de 2013 e apresenta 131 variáveis. Em 2012, o
Earth Policy Institute fez uma compilação do banco de dados do Fund For Peace<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> 
elaborado em 2011, contendo um total de 13 variáveis. O número total
de países presentes na compilação dos bancos é 193. Abaixo é possível observar
a síntese das variáveis selecionadas para a construção do índice.</p>

    <p>O índice de fracasso
estatal foi criado a partir da análise de componentes principais dessas
variáveis. Isso porque as variáveis independentes possuem muitas informações em
comum, ou seja, são altamente correlacionadas.</p>

    <p>As diferentes técnicas de análise fatorial têm
como objetivo principal a redução de um grande número de variáveis a poucos
fatores/componentes (Figueiredo Filho e Silva Júnior, 2010). Portanto, isso
significa que são extraídas informações compartilhadas que representam a
variância comum entre as variáveis. Os fatores/componentes consistem nos
aspetos não observáveis, ou ocultos, que compõem essas variáveis (Bezerra,
2009).</p>

    <p>A técnica de extração utilizada será a de
componentes principais, que permite que os fatores com maior grau de explicação
da variância sejam determinados com a menor perda possível de informações, além
de permitir também que outras técnicas estatísticas anteriormente prejudicadas
pelo alto grau de correlação<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> sejam realizadas com maior precisão (Hair <i>et</i><i>
al</i>., 2009). A intenção deste trabalho é a criação de um único indicador que
sintetize a maior quantidade de variância compartilhada entre as variáveis
originais.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q3">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q3.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Subsequente à análise de componentes principais
será realizada a análise de conglomerados (<i>clusters</i>). Isso porque essa
técnica é ideal para criar taxonomias ou tipologias a partir das
características que os casos possuem em comum (Figueiredo Filho, Silva Júnior e
Rocha, 2012). O procedimento de agrupamento será não hierárquico, mais
especificamente de <i>k-means</i> - ideal para trabalhar com o número de <i>clusters</i>
previamente definido pelo pesquisador (Hair <i>et</i><i>
al</i>., 2009). Neste caso específico, os países serão agrupados de acordo com
o índice de fracasso estatal. Seguindo a tipologia de Rotberg (2002a): <i>estados
fortes, fracos, fracassados</i> e <i>colapsados</i>. Por fim, será realizada a
análise de variância (ANOVA) e comparações múltiplas para examinar a
distribuição de duas variáveis teoricamente relevantes sintetizadas no quadro
abaixo.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q4">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q4.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESULTADOS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hair <i>et</i><i>
al</i>. (2009) recomendam uma razão mínima de cinco casos (países) por
variável. Neste trabalho, a razão foi de 17,5. No que diz respeito ao padrão de
correlação entre as variáveis, Hair <i>et</i><i> al</i>.
(2009) afirmam que a maior parte das correlações devem superar 0,3.<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> 
Além disso, os autores argumentam que todas as variáveis incluídas
devem ter como base a relevância teórica. Neste trabalho, as variáveis foram
selecionadas a partir de Rotberg (2002).</p>

    <p>O teste Bartlett indica que há correlação
suficiente entre as variáveis para que seja possível dar continuidade ao procedimento
(Hair <i>et</i><i> al</i>., 2009). Para isso, ele deve
ser estatisticamente significativo (p&lt;0,05). Já o teste de Kaiser-Meyer-Olkin mede o grau de correlação
parcial existente entre as variáveis (Bezerra, 2009) e por sua vez, tem que
exceder o valor de 0,50 (Hair <i>et</i><i> al</i>.,
2009). Os quadros <a href="#q5">5</a> e <a href="#q6">6</a> sintetizam ambos os testes.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q5">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q5.jpg"></p>


    
<p>&nbsp;</p>
<a name="q6">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q6.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>A comunalidade é “a variância compartilhada por todas as variáveis presentes na análise” (Hair <i>et al</i>.,
2009, p. 104). Portanto, o valor apresentado é uma estimativa que mostra a
colaboração de cada variável para a construção dos fatores. Segundo Hair <i>et</i><i> al</i>. (2009), não há um parâmetro que indique
exatamente se o valor da comunalidade é alto ou baixo. Entretanto, é importante
ressaltar que valores acima de 0,50 compartilham mais da metade de sua
variância com as demais variáveis. No quadro abaixo, a única variável que
apresentou compartilhamento menor do que 0,50 foi “independência do
judiciário”. Isso implica dizer que essa variável contribui menos para a
construção dos do índice do que as demais. Esse resultado pode ser explicado,
em parte, pelo nível de mensuração da variável, que é categórica codificada
como 1 quando o Estado possui um judiciário
independente e 0 quando não possui.<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> A variável com o maior valor foi “delegitimidade do Estado”, com 86,4%
de variância comum.</p>

    <p>A escolha do número de fatores a serem extraídos
foi baseada no critério <i>a priori</i>. Segundo esse critério, o pesquisador
tem conhecimento prévio - através de uma teoria - de quantos
fatores ele pretende extrair (Hair <i>et</i><i> al</i>.,
2009). Portanto, como o objetivo deste artigo é a criação transparente de um
indicador de fracasso do Estado, a intenção é selecionar apenas um fator.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q7">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q7.jpg"></p>

    
<p>&nbsp;</p>
<a name="q8">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q8.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

<a name="q9">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q9.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p>Mais dois critérios foram utilizados para
demonstrar a adequação do fator. O primeiro foi o critério do autovalor (<i>eigenvalue</i>),
em que apenas fatores com autovalor maior que 1,0 são considerados
significantes (Hair <i>et</i><i> al</i>., 2009). Na
análise de componentes principais, apenas um componente atendeu a esse
critério.</p>

    <p>Outro critério utilizado foi o do percentual da
variância explicada. Para Hair <i>et</i><i> al</i>.<i>
</i>(2009), nas Ciências Sociais, um fator que tenha o percentual de variância
acumulado com pelo menos 60% já é considerado satisfatório. O indicador de
falência do Estado apresentou 71,69% da variância.
A tabela abaixo sintetiza a variância do fator.</p>

    <p>Como apenas um componente foi extraído, não houve
necessidade de rotacioná-lo para analisar a matriz dos componentes. Portanto,
os valores explicitados no quadro abaixo representam as variáveis que compõem o
fator único (falência do Estado) e seus respetivos valores. Quanto maior o
número (independente do sinal), maior é a contribuição da variável na
construção do indicador (Bezerra, 2009).</p>

    <p>Com a finalidade de comprovar a robustez do
indicador criado neste trabalho, foi realizada uma correlação entre ele e a
variável de fracasso do Estado disponível no banco de dados do Earth Policy
Institute. A tabela abaixo apresenta o coeficiente de correlação de Pearson
entre as duas variáveis.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observa-se uma correlação muito forte, positiva
(0,974) e estatisticamente significativa (p&lt;0,05) entre o fracasso do Estado e o indicador desenvolvido pelo Fund
For Peace, ou seja, do ponto de vista meramente técnico, os indicadores medem a
mesma coisa.</p>

    <p>Após a estimação do indicador, o próximo passo é
analisar a sua distribuição. A variável foi recodificada entre 0 e 1 para facilitar a compreensão.<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> Quanto mais próximo de 1, mais fracassado é o Estado. Quanto mais
próximo de zero, menos fracassado. O mínimo é 0,16 e corresponde à Suécia. O
máximo é 0,84 e corresponde à Somália. A média é de 0,53 e o desvio padrão é de
0,16. A tabela abaixo ilustra a análise descritiva da variável.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q10">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q10.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>A <a href="#f1">figura 1</a> sugere que a distribuição do indicador
de fracasso do Estado é aproximadamente normal.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07f1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p>Uma vez constatado que o indicador apresenta
distribuição normal, foi realizada uma análise de conglomerados com a finalidade
de classificar os países em quatro grupos, seguindo a tipologia de Rotberg
(2002a). Foram criados quatro <i>clusters</i>: Estados fortes, fracos,
fracassados e colapsados. A tabela abaixo sintetiza a análise de conglomerados.</p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q11">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q11.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>Para fim de ilustração, a <a href="#f2">figura 2</a> mostra, em
ordem decrescente, a média do indicador de fracasso do Estado por região do
mundo num intervalo de confiança de 95%.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f2">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07f2.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

    <p>As bolas pretas do gráfico representam as médias
das respetivas regiões. As hastes representam os limites superiores e
inferiores do intervalo de confiança de 95%. Observa-se que as regiões com
maior nível de fracasso são a África Subsaariana e o Sul da Ásia, apresentando,
respetivamente, médias de 0,66 e 0,64. As regiões com menor média, ou seja,
menos fracassadas são a Europa Ocidental e a América do Norte, que apresentam
uma média de 0,27. Abaixo é possível visualizar, respetivamente, os <i>rankings</i><sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> dos dez países mais fracassados do mundo e dos países menos
fracassados de acordo com o indicador de fracasso do Estado.</p>

    <p>Por fim, foram realizadas múltiplas comparações
das médias tendo o ­<i>cluster </i>como variável independente e duas outras
variáveis como dependentes: (1) fragmentação étnica e (2) desenvolvimento
económico desigual. A finalidade desta etapa é mostrar como essas variáveis se
comportam entre os ­<i>clusters</i>.</p>

    <p>A primeira variável dependente utilizada foi
fragmentação étnica. A tabela abaixo sumariza a comparação múltipla, par a par,
entre os grupos adotando os Estados colapsados como categoria de referência.
Espera-se uma correlação positiva entre falência estatal e fragmentação étnica,
assim como sugerido por Rotberg (2002a).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q12">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q12.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


<a name="q13">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q13.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


<a name="q14">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q14.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p>Como é possível observar, a diferença entre os
Estados colapsados e os fracassados (Dif.=0,116),
no que diz respeito à fragmentação étnica, não é
significativa (p=0,267). Em relação aos demais tipos de Estado, a diferença é
significativa (p&lt;0,05). Portanto, a fragmentação étnica é uma variável importante para
entender a diferença entre Estados colapsados, fracos e fortes. A <a href="#f3">figura 3</a>
ilustra esses dados.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f3">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07f3.jpg"></p>
    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>A <a href="#f3">figura 3</a> ilustra a diferença das médias entre os
<i>clusters </i>e facilita a compreensão do <a href="#q10">quadro 10</a>. É possível observar que
Estados colapsados e fracassados apresentam interseção entre os intervalos de
confiança. Isso implica dizer que existe uma probabilidade maior de que haja
igualdade entre as suas médias, ou seja, uma diferença não significativa entre
esses dois tipos de Estado. Quanto aos Estados fortes e fracos, os intervalos
em momento algum se tocam, o que aumenta a
probabilidade de rejeição da hipótese nula, admitindo-se então que as médias
possuem diferença estatisticamente significativa. Há uma pequena interseção
entre os Estados fracassados e os fracos. Entretanto, ela não é significativa,
como é possível visualizar no <a href="#q10">quadro 10</a>.</p>

    <p>A segunda variável de interesse é o nível de
desenvolvimento económico desigual. A tabela abaixo sintetiza os resultados a
partir dos Estados colapsados.</p>

    <p>Como pode ser observado,
os Estados colapsados são significativamente diferentes de Estados fracassados
(Dif.=0,915), fracos (Dif.=1,909) e fortes (Dif.=4,450). A <a href="#f4">figura 4</a> apresenta a distribuição das médias entre os <i>clusters</i>.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="f4">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07f4.jpg"></p>

    
<p>&nbsp;</p>
<a name="q15">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n219/n219a07q15.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p>É possível observar que os intervalos de
confiança não se encontram. Ou seja, a diferença entre as médias é
estatisticamente significativa (p&lt;0,05). A relação esperada entre fracasso do Estado e desenvolvimento
económico desigual é positiva, portanto, quanto maior a falência do Estado,
maior a desigualdade económica entre a população. Também é possível observar
que os países fortes diferem bastante dos demais, apresentando maior homogeneidade
económica entre seus habitantes.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></p>

    <p>&nbsp;</b></p>

    <p>O principal objetivo
deste trabalho foi estimar um indicador de fracasso do Estado de forma
transparente, que possibilitasse a compreensão de como o processo é
desenvolvido. Acreditamos que essa prática garante a replicabilidade dos
resultados e a possibilidade de falseamento das conclusões ofertadas. Como
forma de validar o indicador e utilizá-lo de forma prática, outros
procedimentos estatísticos foram feitos ao longo do trabalho.</p>

    <p>Para isso, primeiramente, foram submetidas à
análise de componentes principais 11 variáveis em que o fator fracasso do
Estado foi extraído. O indicador mostrou forte correlação com a variável que
mede o fracasso do Estado presente no banco de dados do Earth Policy Institute,
o que contribui para comprovar a sua robustez. Posteriormente, através da
análise de conglomerados, foi possível alocar os 193 países em quatro <i>clusters</i>
de acordo com a tipologia proposta por Rotberg (2002b). Por fim, o último
procedimento foi analisar a distribuição da fragmentação étnica e do
desenvolvimento económico desigual entre os <i>clusters</i>.</p>

    <p>As variáveis <i>fragmentação</i><i> étnica</i> e <i>desenvolvimento económico</i>
apresentaram comportamento semelhante ao descrito pela literatura. Como foi
possível observar, apenas o intervalo de confiança entre as médias de
fragmentação étnica nos Estados colapsados e dos fracassados não possui
diferença estatística significativa, o que pode sugerir que, em relação a essa
variável, os Estados fracassados e colapsados apresentam o mesmo comportamento.
Já a variável desenvolvimento económico desigual apresentou diferença
significativa entre todos os intervalos, o que implica dizer que, de facto,
quanto maior o fracasso de um Estado, maior a desigualdade económica entre a
população.</p>

    <p>Para desenvolver a análise dos resultados, foi
necessário um esforço extra para superar as nossas limitações com as técnicas
estatísticas. Além disso, os bancos de dados, muitas vezes, não apresentavam
informações detalhadas sobre como o indicador de fracasso do Estado havia sido
criado e mensurado, o que despertou o nosso interesse pela criação de um
indicador próprio e, de forma mais importante, transparente.</p>

    <p>A literatura sobre os Estados fracassados ganhou
bastante importância a partir dos eventos de 11 de setembro de 2001. A questão
que outrora era vista pelo mundo como caótica apenas para a população do país
problemático, tornou-se uma preocupação mundial a partir do momento em que a
comunidade internacional se viu ameaçada pelos inúmeros problemas - tais
como terrorismo, proliferação de armas, tráfico de drogas, pirataria,
emigração, proliferação de doenças, instabilidade regional, etc. - que
tais Estados podem causar.</p>

    <p>Esperamos contribuir para o estudo do tema, além
de auxiliar os profissionais de políticas públicas a desenvolverem e implementarem políticas que sejam capazes de fortalecer a
capacidade estatal. É necessário, portanto, que cada vez mais pesquisas sejam
desenvolvidas como forma de evidenciar os aspetos do fracasso dos Estados para
possibilitar futuras reformas institucionais.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

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    <!-- ref --><p>BERNHARD, M., REENOCK, C. e
NORDSTROM, T. (2004), “The legacy of western overseas colonialism on democratic
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    <!-- ref --><p>BESLEY, T., PERSSON, T. (2009),
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    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BATES, R. (2008b), “The logic of state failure:
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    ]]></body>
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    <!-- ref --><p>ZAGO, E.F., MINILLO, X.K.P.
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    <p>&nbsp;</p>

    <p>Agradecemos a colaboração de Matheus Silva
Cunha, da Universidade Federal de Pernambuco, na revisão final deste artigo.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Recebido a 10-12-2014. Aceite para publicação a
14-09-2015.</p>

    <p>&nbsp;</p>


    <p><b>NOTAS</b></p>


    <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup>A primeira Estratégia de
Segurança Nacional do governo Bush (2001-2009) destacou que os Estados falidos
representavam as principais ameaças aos Estados Unidos (Rice, 2003).</p>

    <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> A <i>Al-Qaeda</i>
é um exemplo de grupo terrorista com alcance internacional atuante em Estados
falidos. De acordo com Rice (2003), esta organização já se infiltrou em países
como o Sudão, desenvolveu atividades na Somália, e em diversos países
africanos.</p>

    <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup>A Declaração Universal dos
Direitos Humanos define os direitos básicos de todos os homens. Foi proclamada
pelas Nações Unidas no ano de 1948 como consequência das atrocidades
vivenciadas na Segunda Guerra Mundial.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup>Um bom exemplo de
argumentos culturalistas está em Huntington e Harrison (2002).</p>

    <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup><i>Warlords</i> possuem
comando não oficial sobre sub-regiões do território nacional, além de possuírem
os seus próprios grupos armados e a fidelidade de uma parcela da população, que
busca associar-se a eles com o objetivo de receber a proteção que o Estado
deixara de ser capaz de fornecer.</p>

    <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup>Atual República Democrática
do Congo.</p>

    <p><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup>Mobutu comandou um governo
autoritário no Zaire entre 1965 e 1997. Todo o poder político estava nas suas mãos, além do tesouro nacional - enquanto a
população morria de fome. Em 1997, após sua derrubada, o Zaire voltou a adotar
o nome República Democrática do Congo.</p>

    <p><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup>Eleito em 1957, Duvalier
instaurou uma ditadura baseada na corrupção e no terror. Enquanto a sua família
enriquecia, a população do Haiti encontrava-se cada vez mais pobre e o governo
não hesitava em reprimir qualquer tipo de insurgência. Nesse período, ocorreram
inúmeras violações aos Direitos Humanos, através da atuação dos <i>tontons
macoutes</i>, a milícia criada para obedecer às ordens de Duvalier. O seu
governo estendeu-se até 1971, ano de sua morte.</p>

    <p><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup>Para Rotberg (2002), o
Estado pode ser fraco simplesmente por não possuir o controlo em determinadas
áreas do território nacional. Ele pode ter um desempenho bom nas demais áreas,
mas o facto de não obter controlo total do território já é suficiente para que
ele seja classificado como fraco. Portanto, o termo é relativo e pode não
seguir exatamente a tendência descrita pelo autor.</p>

    <p><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup>As FARC são um grupo
revolucionário com ideais comunistas.Utilizam táticas
de guerrilha e estão presentes numa parte considerável do território
colombiano. São considerados terroristas por alguns países e controlam boa
parte da produção e da distribuição de cocaína na ­Colômbia - um dos
maiores fornecedores mundiais da droga.</p>

    <p><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup>Afeganistão, Angola,
Burundi, Congo, Libéria, Serra Leoa e Sudão.</p>

    <p><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> A Somália não possui governo
central desde 1991, sendo definida por Rotberg (2002,
p. 142) como um “vácuo total de autoridade”. No país existem três regiões que
buscam autonomia sob o mesmo território e uma quarta - a expressiva
Somalilândia, que se autoproclamou independente, mas não tem reconhecimento da
comunidade internacional.</p>

    <p><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> V. também Weaver e Rockman (eds.) (1993).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup>Tanto Boix (2003), quanto
Acemoglu e Robinson (2006) indicam modelos formais para a escolha de regime com
base na distribuição de renda dentro da sociedade.</p>

    <p><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup>Para evidências empíricas
contrárias, v. Teorell (2010).</p>

    <p><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup>Para posicionamento
contrário, ver Hall (2010).</p>

    <p><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup>O Quality Government
Institute é um instituto de pesquisa independente que está vinculado ao
Departamento de Ciência Política da Universidade de Gothenburg, na Suécia. Ele
foi fundado em 2004 pelos professores Bo Rothstein e Sören Holmberg com o
objetivo de realizar pesquisas acerca da qualidade das instituições e como elas
podem vir a influenciar na conjuntura de um país. V. <a
href="http://www.qog.pol.gu.se/data/datadownloads/qogbasicdata/" target="_blank">
http://www.qog.pol.gu.se/data/datadownloads/qogbasicdata/</a>.</p>

    <p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup>O Earth Policy Institute foi
fundado em 2001 por Lester Brown em Washington DC. O instituto realiza
pesquisas com o intuito de fornecer recomendações visando um futuro sustentável
a nível global. V. <a
href="http://www.earth-policy.org/data_center/C21" target="_blank">
http://www.earth-policy.org/data_center/C21</a>.</p>

    <p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup>O Fund For Peace é uma
tradicional organização não-governamental sediada em
­Washington DC, fundada em 1957. O instituto promove pesquisas que objetivam
garantir maior segurança e prevenir a violência global. Anualmente, o Fund For
Peace é responsável pela publicação do <i>Failed States Index</i>, que constrói
um <i>ranking</i> classificando os países a partir do nível de falência que
eles apresentam. V. <a
href="http://global.fundforpeace.org/index.php" target="_blank">
http://global.fundforpeace.org/index.php</a>.</p>

    <p><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup>Tecnicamente, esse problema
é conhecido como multicolinearidade. Altos níveis de correlação entre variáveis
independentes (explanatórias) impossibilitam a precisão quanto ao efeito que
cada variável tem sobre a variável dependente. Um alto grau de correlação entre
as variáveis independentes, portanto, diminui a informação disponibilizada para
calcular as estimativas dos coeficientes (Figueiredo Filho <i>et</i><i>
al</i>., 2011).</p>

    <p><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup>A matriz de correlação entre
as variáveis incluídas no modelo de análise de componentes principais
encontra-se disponível nos Anexos.</p>

    <p><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup>De acordo com Hair (2009),
na análise de componentes principais é aconselhado o uso de variáveis numéricas
e contínuas, sendo desaprovado o uso de variáveis categóricas. Entretanto, o
autor ressalta que, para incluir uma variável categórica na análise, é
necessário recodificá-la em 0 e 1, ou seja,
transformá-la numa variável <i>dummy</i>.</p>

    <p><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup>O primeiro passo foi
observar a variação do fator extraído. Depois disso, somar o valor mínimo da
distribuição, que produziu uma variação entre 0 e
4,34. Subsequentemente, foi adicionada uma unidade a cada observação. Por fim,
o valor de cada caso foi dividido por 1 + 5,34 (novo valor máximo).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup>Os <i>rankings</i> foram
produzidos a partir dos seguintes comandos: analisar  relatórios
resumo de caso.</p>



     ]]></body><back>
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