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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article contributes to the discussion of the factors that can promote or hinder civic and political participation of young people of Portuguese and immigrant origin. Survey data (N=1010) of youngsters of Angolan, Brazilian, and Portuguese origin (15-29 years old) were analyzed, exploring the differences in origin group, gender and number of books at home (i.e., cultural capital) regarding their effects on the motivations and barriers to participate, and on the conceptions of citizenship. The results indicate that high levels of cultural capital can overcome ethnic disadvantages.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>


    <p><b>Participação
cívica e política de jovens imigrantes e portugueses</b></p>

    <p><b>Civic and
political participation of young immigrants and Portuguese</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Norberto Ribeiro</b>*, <b>Tiago Neves</b>* e <b>Isabel Menezes*</b></p>

    <p>*CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas, Faculdade de
Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto»Rua Alfredo Allen — 4200-135 Porto, Portugal.
E-mails: <a href="mailto:norberto@fpce.up.pt">norberto@fpce.up.pt</a>, <a href="mailto:tiago@fpce.up.pt">tiago@fpce.up.pt</a> 
e <a href="mailto:imenezes@fpce.up">imenezes@fpce.up</a></p> 

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESUMO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este
artigo procura contribuir para a discussão dos fatores que podem promover ou
obstaculizar a participação cívica e política de jovens de origem nacional e
imigrante. Analisaram-se inquéritos por questionário (<i>N</i><i>=</i><i>1010</i>) administrados a jovens
de origem angolana, brasileira e portuguesa (15-29 anos). As análises
apresentadas exploraram as diferenças do grupo de origem, do sexo e do número
de livros em casa (i.e.,
capital cultural) relativamente aos seus efeitos sobre as <i>motivações e
barreiras </i>para participar, e sobre as <i>conceções de cidadania</i>. Os
resultados indicaram que índices elevados de capital cultural podem suplantar
desvantagens étnicas.</p>

    <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b>: participação cívica e política;
jovens; imigrantes; género; capital cultural.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ABSTRACT</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>This article contributes to the
discussion of the factors that can promote or hinder civic and political
participation of young people of Portuguese and immigrant origin. Survey data (<i>N</i><i></i><i>=</i><i></i><i>1010</i>)
 of youngsters of Angolan, Brazilian, and
Portuguese origin (15-29 years old) were analyzed, exploring the differences in
origin group, gender and number of books at home (i.e., cultural capital) regarding
their effects on the <i>motivations and barriers</i> to participate, and on the
<i>conceptions of citizenship</i>. The results indicate that high levels of
cultural capital can overcome ethnic disadvantages.</p>

    <p><b>KEYWORDS</b>:
civic and political participation; young people; immigrants; gender; cultural
capital.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas últimas décadas, a
necessidade de se procurar apropriar e compreender os fatores que pudessem
estar relacionados com a participação cívica e política, fenómeno que foi ganhando
crescente relevância académica e social, originou um fluxo abundante de
estudos. Contribuindo precisamente para esta leitura, Norris (2002, p. 20)
apresenta um modelo que organiza as teorias do ativismo político em três
grandes níveis: o nível macro, que integra a modernização societal e a
estrutura do Estado (e.g.,
leis eleitorais, sistema partidário, estruturas constitucionais); o nível meso,
que diz respeito às agências de mobilização (e.g.,
sindicatos, igrejas, partidos, movimentos, média); e o nível micro, que é
constituído por dois campos que concorrem para o ativismo político, sendo eles
os recursos (e.g., tempo e competências) e a motivação (e.g.,
interesse político e confiança). É nesse contexto de afirmação e de
reconhecimento do valor da participação que se compreende que uma revisão das
perspetivas teóricas e de investigação desenvolvidas (mormente no âmbito da
ciência política, bem como no âmbito das teorias psicológicas e sociológicas
sobre a participação) identifique, à imagem de Norris (2002), três grandes
grupos de fatores que influenciam de forma relevante a participação cívica e
política. Os fatores macrossociais, reconhecendo-se que “toda a atividade
humana não se desenvolve num vácuo social, mas está antes rigorosamente situada
num contexto sociohistórico e cultural de significados e relações” (Rosnow e
Georgoudi, 1986, p. 4), e que, em conformidade com essa premissa, a
participação cívica e política também não poderá ocorrer no vazio social
(Menezes, et al., 2012). Os fatores proximais, que têm
sido profusamente abordados pela investigação e que representam importantes
contextos sociais de influência como a ­<i>família </i>(Azevedo e Menezes,
2007; Gniewosz, Noack e Buhl, 2009; Schulz et al.,
2010; Verba, Scholzman e Brady, 1995), a <i>escola</i> (Barrett, 2007; Delli
Carpini e ­Keeter, 1996; Emler e Frazer, 1999), os <i>grupos de pares</i>
(Torney-Purta, 2002; Torney-Purta et al. 2001; Yates e Youniss, 1998; Zaff,
Malanchuk e Eccles, 2008), os <i>media</i> (Bennet, Wells e Rank, 2009;
Malafaia et al., 2013; Torney-Purta et al., 2001; Zukin et al, 2006), as <i>organizações
não governamentais</i> (Albanesi, ­Cicognani e Zani, 2007; Cicognani e Zani,
2009; Crystal e DeBell, 2002; Zaff, Malanchuk e Eccles, 2008), e as <i>instituições
políticas</i> (Green e Gerber, 2004; Zukin et al. 2006). E os fatores
psicológicos que decorrem de variáveis cognitivas, atitudinais, identitárias,
motivacionais e comportamentais, e que têm sido trabalhados pela investigação
quer ao nível da ação individual (Luskin, 1990; Nie, Junn e Stehlik-Barry, 1996;
Zukin et al., 2006), quer ao nível da ação coletiva
(Klandermans, 1986, 1997, 2002; Simon e Klandermans, 2001; van Zomeren, Postmes
e Spears, 2008).</p>

    <p>Para além destes três grandes grupos de fatores,
importa também mencionar a importante influência das tradicionais variáveis de
natureza sociodemográfica, como o sexo, a idade, o estatuto legal e o capital
cultural, sobre a participação cívica e política. No que se refere, em
particular, ao capital cultural, assumindo que este é impulsionado pela educação,
a literatura tem reconhecido de forma consistente que
este assume um papel central na participação cívica e política, especialmente
pelo modo como pode promover o desenvolvimento sociopolítico no sentido de uma
participação mais crítica e cidadã (Emler e Frazer, 1999; Verba, Schlozman e
Brady, 1995). Recentemente, duas investigações que desenvolveram análises
multinível vieram mais uma vez reforçar essa ideia. Hadjar e Beck (2010), num
estudo que envolveu 24 países, concluem especificamente que nas pessoas com
níveis de educação mais baixos a probabilidade de não votar é maior. Na mesma
linha, num estudo que considerou 39 países e que se focou, em particular, nas
formas de participação não convencional (participar em boicotes e
manifestações, assinar petições), Stockemer (2014) indica que a probabilidade
de se assinar petições aumenta ou diminui exponencialmente conforme os níveis
educacionais: 68% para as pessoas que possuem graus superiores, 6% para as que
não têm educação formal.</p>

    <p>Não obstante o interesse multidisciplinar que tem
sido dedicado ao estudo da participação cívica e política, a literatura tem
conferido uma atenção particular aos/às jovens e aos/às imigrantes,
argumentando especificamente que estes/as possuem características que, do ponto
de vista dos direitos e das oportunidades para o exercício da sua cidadania, é
pertinente estudar. Por um lado, porque os estatutos de jovem e imigrante
inibem o acesso a direitos políticos fundamentais, como votar e ocupar cargos
de governo. Por outro, porque a sua participação cívica e política tem revelado
sinais de mudança importantes que têm sido alvo de diferentes leituras: ora a
identificação de apatia e desinteresse político, ora a identificação da opção
política por novas formas de participação menos convencionais. Reconhecendo-se
a dificuldade que constituiria analisar simultaneamente os múltiplos fatores de
influência do fenómeno da participação cívica e política, pretende-se que este
estudo, desenvolvido a partir de dados recolhidos no âmbito do projeto europeu
PIDOP<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, se foque especificamente nas perceções de jovens de origem nacional e
imigrante relativamente às motivações e barreiras para participar, e às suas
conceções de cidadania. No que se refere, em particular, à questão das
barreiras para participar e às conceções de cidadania, reconhecemos que estas
não têm sido objeto de grande investimento analítico, especialmente se tomarmos
em conta a condição de imigrante que este estudo contempla,
o que reforça a nossa opção em analisá-las.</p>

    <p>Com efeito, pretende-se que a análise das
dimensões referidas possa assim contribuir para o aumento do conhecimento sobre
as condições de participação cívica e política que os/as jovens de origem
nacional e imigrante percecionam ter atualmente em Portugal; assim como também
se pretende que a análise contribua para aprofundar o modo como estes e estas
jovens concebem o exercício da cidadania. Sendo a participação cívica e
política um fenómeno multideterminado (fatores macrossociais, fatores
proximais, fatores individuais), como a vasta literatura científica publicada
neste domínio claramente sugere, reconhecemos que o
estudo das duas dimensões referidas (motivações e barreiras para participar, e
conceções de cidadania) contribuirá exclusivamente para um conhecimento parcial
do fenómeno que se quer analisar. No entanto, também reconhecemos que as
dimensões que iremos aqui considerar condicionam efetivamente, em maior ou
menor grau, dependendo das condições contextuais e individuais, a participação
cívica e política de jovens. Por conseguinte, consideramos que, apesar de
parcial, o estudo destas duas dimensões tem objetivamente um
certo valor explicativo, constituindo-se, assim, como mais um recurso
que importa integrar para uma compreensão mais abrangente do fenómeno da
participação cívica e política.</p>

    <p>Para uma melhor contextualização do fenómeno que
se coloca aqui como pano de fundo, no que respeita particularmente a
determinados grupos que têm sido identificados como estando potencialmente em
risco de exclusão, apresentamos de seguida uma breve revisão da literatura
sobre a participação cívica e política de jovens, imigrantes e mulheres.
Procurar-se-á integrar nessa revisão uma breve referência ao estado da arte em
Portugal nesses domínios.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>JOVENS E PARTICIPAÇÃO
CÍVICA E POLÍTICA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Em termos gerais, a
literatura sobre a participação cívica e política dos/as jovens divide-se em
duas grandes linhas: uma que identifica apatia, desinteresse político e baixos
índices de participação nos/as jovens, outra que prefere identificar a
existência da opção política dos/as jovens por novas formas de participação. A
primeira linha ressalta que os índices elevados de apatia e desinteresse
político (Benedicto e Morán, 2002; Perliger, Canetti-Nisim e Pedahzur, 2006)
ameaçam a coesão social (Galston, 2001; Putnam, 2000, 2007) e comprometem,
nomeadamente, a legitimidade democrática europeia (Commission of the European
Communities, 2001, 2005, 2006). Num registo diferente de análise, a segunda
linha da literatura prefere, por sua vez, enfatizar os níveis baixos de
participação evidenciados pelos/as jovens nas formas mais tradicionais de participação
cívica e política (Azevedo, 2009; Ferreira, 2006; Marsh, O’Toole e Jones, 2007;
Putnam, 2000; Veiga, 2008; Zukin et al., 2006) –
servindo esta leitura de base para contra-argumentar que não existe um declínio
acentuado da participação (Harris, Wyn e Younes, 2010; Juris e Pleyers, 2009;
Norris, 2002), mas sim que esta tem vindo a assumir formas mais fluidas de
expressão, menos institucionalizadas e hierárquicas, e mais horizontais 
(e.g., Bauman, 2000; Beck, 2000; Norris, 2002). Aliás, é devido a esta
leitura que se considera que a denúncia da “crise” participatória difundida nas
últimas décadas tem sido exagerada (Forbrig, 2005; Haste e Hogan, 2006; Stolle,
Hooghe e Micheletti, 2005), porquanto baseia a sua análise em medidas
convencionais de participação, como o voto e a filiação partidária (Beaton e
Deveau, 2005; Harris, Wyn e Younes, 2010; Van Deth e Elff, 2004).</p>

    <p>Os estudos nacionais indicam-nos que Portugal
também se enquadra nessa leitura. O sistema democrático português, implementado após a Revolução de Abril em 1974, é ainda
recente e sobre ele tem-se enfatizado a existência de uma cultura política
frágil (Cruz, 1985), bem como o afastamento das gerações mais jovens
relativamente aos mecanismos políticos tradicionais (Augusto, 2008), que terá contribuído
para a desconfiança da sociedade em relação à denominada “geração perdida”
(Pais, 1990). A investigação realizada tem evidenciado, de facto, que os/as
jovens apresentam níveis baixos de satisfação democrática e de participação
política (Augusto, 2008; ­Magalhães e Moral, 2008). No entanto, salientam
também que os baixos níveis de participação entre os/as jovens são, ainda
assim, mais elevados do que os da restante população (Magalhães e Moral, 2008).
Com a exceção do voto, destaca-se a existência de um ceticismo generalizado
desta camada populacional relativamente à eficácia das formas convencionais de
participação política, e de um maior envolvimento e participação em
organizações de carácter voluntário, civil e escolar (Dias e Menezes, 2013; Magalhães
e Moral, 2008; Menezes, 2003).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p><b>IMIGRANTES E
PARTICIPAÇÃO CÍVICA E POLÍTICA</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>Relativamente aos/às
imigrantes, à semelhança das perspetivas sobre a participação dos/as jovens, a
investigação tem enfatizado também o desinteresse e a apatia relativamente à
política (Martiniello, 2005), bem como os níveis baixos de participação cívica
e política quando comparados com os/as não-imigrantes
(Couton e Gaudet, 2008; Putnam, 2000; Vogel e Triandafyllidou, 2005). No
entanto, essas perspetivas também têm sido contestadas por argumentos que
sustentam a inexistência de um padrão único de participação, sugerindo a
necessidade de se considerar a diversidade na participação cívica e política de
imigrantes e minorias étnicas (Dávila e Mora, 2007; Fennema e Tillie, 1999;
Fernandes-Jesus, 2013; Marcelo, Lopez e Kirby, 2007; Simon, 2011). Apesar de se
reconhecer que a participação cívica e política de imigrantes é importante para se promover a sua inclusão social, continuam
ainda a existir lacunas variadas que obstaculizam a sua efetiva participação, o
que tem levado a investigação a associar de forma consistente o estatuto de
imigrante a uma situação de desvantagem (Eggert e Giugni, 2010; Kelly, 2009;
Munro, 2008; Vogel e Triandafyllidou, 2005). As razões que levam esses estudos
a identificar a desvantagem do estatuto de imigrante prendem-se com uma
complexa interação de fatores pessoais, sociais, políticos e culturais, como
por exemplo: o conhecimento e interesse políticos, a ideologia, os valores, as
competências linguísticas, o sentido de pertença, o estatuto em termos de
residência ou nacionalidade, a história colonial e a cultura democrática do
país de origem e de acolhimento (Ahmad e Pinnock, 2007; Lages e Policarpo,
2003; Lageset al., 2006; Lopez e Marcelo, 2008; Machado, 2006; Martiniello,
2005; Penninx, Martiniello e Vertovec, 2004; Sánchez-Jankowski, 2002).</p>

    <p>Sendo um país historicamente marcado pela
emigração, Portugal foi alvo, após a queda do regime ditatorial em 1974, de um
aumento significativo de imigrantes provenientes sobretudo
das ex-colónias africanas e, mais recentemente, do Brasil e do Leste da Europa.
Apesar de não haver muitos estudos sobre a participação cívica e política de
imigrantes, a investigação existente sugere que Portugal parece ter criado as
condições necessárias para a participação (Ramalho e Trovão, 2010). Embora
também identifique a existência de uma crescente desconfiança relativamente ao
Estado (Grassi, 2009), e chame especificamente a atenção para a desvantagem do
acesso limitado que os/as imigrantes têm relativamente aos direitos políticos
(Carvalhais, 2004, 2006; Zobel e Barbosa, 2009), assim como para o facto de os
estudos se centrarem meramente em aspetos demográficos, havendo, portanto,
falta de trabalhos que comparem a participação cívica e política de nacionais e
não-nacionais (Teixeira e Albuquerque, 2005).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>MULHERES E
PARTICIPAÇÃO CÍVICA E POLÍTICA</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>No que concerne às mulheres, a literatura tem destacado de forma
consistente que estas ainda se encontram em desvantagem em relação aos homens
relativamente a vários domínios da participação cívica e política (Atkeson e
Rapoport, 2003; Huckfeldt e Sprague, 1995; Paxton, Kunovich e Hughes, 2007;
­Rosenstone e Hansen, 1993; Verba, Schlozman e Brady, 1995), particularmente
nos que são de ordem formal e pública (Galligan, 2015; Marien, ­Hooghe e
Quintelier, 2010). Essa desvantagem também tem sido identificada no contexto
português, havendo já um conjunto significativo de estudos nacionais que,
apesar de reconhecerem ter havido nas últimas décadas uma evolução positiva –
com destaque para a aprovação da Lei da Paridade em 2006 (Baum e
­Espírito-Santo, 2012; ­Santos e Amâncio, 2012a; Santos e Amâncio, 2012b;
Santos e ­Amâncio, 2014) –, continuam a denunciar a existência de uma relação
desigual entre mulheres e homens (Espírito-Santo e Baum, 2004; ­Espírito-Santo,
2015; Ribeiro et al., 2015; Santos e Amâncio, 2012b).
Embora se tenha sublinhado que as diferenças de género só seriam significativas
ao nível da participação não convencional, afirmando-se que relativamente à
participação eleitoral e extra-eleitoral não se verificariam quaisquer
diferenças entre homens e mulheres (Espírito-Santo e Baum, 2004), também se tem
mais recentemente enfatizado que as mulheres continuam a estar sujeitas a uma
“ideologia de género” (Santos e ­Amâncio, 2012a) de discriminação e preconceito
que enfraquece e dilui os avanços concretizados sobretudo
ao nível das oportunidades institucionais e políticas de participação. A este
respeito, particularmente no que se refere ao campo da política convencional,
Santos e Amâncio (2012b) verificam a existência de uma “genderização da
profissão de político/a” em Portugal que se prende com a “organização
político-partidária e com a persistência de uma visão social que considera que
a esfera privada é um mundo feminino e que a política é um mundo masculino,
tanto em termos das competências que exige, como da sua organização interna”
(p. 55). As mesmas autoras, num outro texto, falam ainda na “genderização do
mérito” que decorre da “dúvida ou desconfiança relativamente ao mérito das
mulheres no contexto político” (­Santos e Amâncio, 2012a, p. 101). Esta última
leitura é reforçada por um estudo recente de Espírito-Santo (2015) que
demonstra que a população portuguesa está disposta a ver uma maior presença das
mulheres no poder político, mas só até a um certo
ponto: “embora a maioria das pessoas apoie um aumento de mulheres deputadas,
somente uma minoria é que deseja um aumento substancial” (p. 1).</p>

    <p>Mas não é exclusivamente no campo da política que
se identifica que as mulheres se encontram numa situação de desvantagem em
relação aos homens. Também no campo das profissões se tem feito este tipo de
análise, ao apurar-se que as mulheres, em contextos de sobreminoria, “estão
sujeitas a consequências mais negativas e reagem às
mesmas de uma forma menos proativa do que os homens” (Santos e Amâncio, 2014,
p. 702).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito, em particular, ao papel do
género na imigração, salienta-se fundamentalmente a pouca atenção que a
investigação lhe tem dedicado (Miranda, 2009), na linha, aliás, do que tem sido
apontado a nível internacional relativamente a uma exploração deficitária da
dimensão do género na participação cívica e política de imigrantes
(Martiniello, 2005).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>OBJETIVO DO ESTUDO E
HIPÓTESES DE TRABALHO</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>O presente estudo
pretende contribuir para a discussão e produção de conhecimento sobre a
problemática da participação cívica e política. Nesse sentido, irão ser
apresentados dados do projeto europeu PIDOP sobre a participação de grupos
considerados em risco de exclusão (jovens, mulheres e imigrantes/minorias étnicas) e que em Portugal envolveu jovens de
origem nacional e imigrantes. Considerando a recente história de descolonização
(Grillo e ­Mazzucatto, 2008) e a representatividade das suas comunidades em
Portugal, optou-se por estudar jovens de origem angolana e brasileira – segundo
dados publicados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF, 2013), o
Brasil é a comunidade estrangeira mais representativa, com um total de 105 622
residentes, e Angola a quinta, com 20 366 residentes. Em concreto, este estudo
tem como objetivo analisar dados dos inquéritos por questionário recolhidos no
âmbito do projeto PIDOP relativamente às duas seguintes dimensões: <i>motivações
e barreiras</i>,<i> </i>e <i>conceções de cidadania</i><sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> 
– esta última dimensão ­motivada especificamente por investigação que
questiona a relação entre aquisição do estatuto de cidadania política e aumento
das oportunidades e expectativas de participação, na medida em que as conceções
e as perceções dos/as jovens variam muito relativamente ao estatuto de cidadania,
associando-o a múltiplas dimensões como o acesso ao trabalho, a independência económica, o direito à voz e a participação
na comunidade (Bolzendahl e Coffé, 2013; Dalton, 2008; Lister et al., 2003;
Torney-Purta et al., 2001). Os dados serão analisados considerando o efeito do
grupo de origem, do sexo e do número de livros em casa nas dimensões: <i>motivações
e barreiras</i> para participar, e nas <i>conceções de cidadania</i>. O número
de livros em casa é aqui considerado como um indicador do capital cultural das
famílias.</p>

    <p>As nossas hipóteses de trabalho centram-se nos
efeitos que cada uma das variáveis independentes, i.e., grupo de origem, sexo e número de livros em casa (capital cultural)
têm sobre as duas dimensões que aqui nos propomos analisar. Para a variável “grupo
de origem”, tendo presente que o estatuto de imigrante tem sido
consistentemente relacionado com uma situação de desvantagem devido a uma
interação complexa de múltiplos fatores, tais como o sentido de pertença, a
história colonial e a cultura democrática do país de origem e de acolhimento
(Ahmad e Pinnock, 2007; Carliner, 2000; Lopez e Marcelo, 2008; Martiniello,
2005; Penninx, Martiniello, e Vertovec, 2004), prevemos que existam efeitos
estatisticamente significativos no seguinte sentido: os grupos de origem
imigrante percecionam menos motivações e mais barreiras para participar do que
o grupo de origem portuguesa (H1); da mesma forma, apresentam conceções mais
condicionadas de cidadania, possivelmente influenciadas pelas restrições do
estatuto legal (H2). No que concerne à variável do “sexo”, em conformidade com
o que tem sido salientado pela literatura relativamente a uma “ideologia de
género”( Santos e Amâncio, 2012a, 2012b) que continua
a prejudicar as mulheres sobretudo ao nível da participação mais convencional,
antecipamos que existam efeitos significativos no seguinte sentido: as mulheres
percecionam menos motivações e mais barreiras para participar do que os homens
(H3); tal como apresentam conceções de cidadania menos relacionadas com os contextos
mais convencionais de participação (H4). No que se refere, por último, à
variável do “número de livros em casa” (capital cultural), de acordo com a
literatura que tem destacado consistentemente a centralidade da educação na
participação cívica e política (Emler e Frazer, 1999; Verba, Schlozman e Brady,
1995), esperamos que existam efeitos significativos no seguinte sentido: os/as
participantes com um maior número de livros em casa (maior capital cultural)
percecionam mais motivações e menos barreiras para participar do que os/as que
apresentam um menor número de livros em casa (menos capital cultural (H5));
expectavelmente apresentam conceções de cidadania mais expressivas (H6).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>AMOSTRA E METODOLOGIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>PARTICIPANTES</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Como já se mencionou, a
amostra deste estudo envolveu jovens dos 15 aos 29 anos de idades<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, de origem angolana, brasileira e portuguesa. No total, a amostra é
constituída por 1010 participantes: 255 participantes de origem angolana (121
do sexo masculino e 134 do feminino), 367 participantes de origem brasileira
(158 do sexo masculino e 209 do feminino), e 388 participantes de origem
portuguesa (166 do sexo masculino e 222 do feminino). Relativamente ao seu
estatuto em termos de cidadania, 29,9% dos participantes de origem angolana tem
nacionalidade portuguesa, 13,9% dupla cidadania (portuguesa e angolana), e
56,2% cidadania angolana. No que concerne aos participantes de origem
brasileira, 0,8% tem nacionalidade portuguesa, 13,6% a dupla cidadania
(portuguesa e brasileira), e 85,6% a cidadania brasileira. Por sua vez, em
relação à variável do número de livros em casa, os dados mostram que os
participantes apresentam uma tendência semelhante nas categorias de “menos de
10 livros” e “de 11 a 50 livros”: de origem portuguesa (27,9% e 21,7%), de
origem brasileira (37,3% e 28,3%) e de origem angolana (25,4% e 24,6%). Porém,
na categoria de “nenhum livro”, são os participantes de origem angolana que
apresentam valores mais elevados (23,8%) (<a href="#q1">Quadro 1</a>).</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q1">
    <p><img src="/img/revistas/aso/n221/n221a03q1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>



    <p><b>PROCEDIMENTOS DE RECOLHA DE DADOS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>O processo de administração e recolha de questionários implicou uma
amostragem intencional e decorreu em vários contextos de modo a possibilitar o
acesso a perceções e a experiências diversificadas de participação: escolas
secundárias, universidades, associações de imigrantes, associações juvenis,
associações religiosas, associações recreativas e de lazer, grupos desportivos,
centros de formação profissional e centros nacionais de apoio aos imigrantes
(CNAI). A estratégia mais eficaz na mobilização dos/as jovens variou de acordo
com a origem do grupo. No grupo de origem angolana, a colaboração de líderes
associativos foi fundamental para a concretização desse processo. No grupo de
origem brasileira, foi a autorização e a colaboração
do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) para administrar
questionários nos CNAI de Lisboa e do Porto que se revelou preponderante – a
maioria dos participantes desta origem foi recrutada nestes espaços. Por sua
vez, no grupo de origem portuguesa foram os contactos com as escolas
secundárias e ­centros de formação profissional que se manifestaram
fundamentais para mobilizar os participantes – apesar de estes contextos terem
privilegiado sobretudo os jovens de origem portuguesa,
eles também contemplaram (embora com menos peso do que os CNAI e a ação desenvolvida
pelos líderes associativos) jovens alunos e alunas de origem angolana e
brasileira que frequentavam esses espaços. Contudo, apesar da recolha de
questionários se ter verificado em diversos contextos de participação, a
amostra constituiu-se maioritariamente, no que se refere à atividade principal
dos participantes, por estudantes a tempo inteiro. Essa situação é sobretudo verificada nos grupos de jovens de origem
portuguesa (89%) e angolana (63,7%). O grupo de jovens de origem brasileira é o
que apresenta maior equilíbrio entre os participantes que são estudantes a
tempo inteiro (50,1%) e os restantes que trabalham quer a tempo inteiro, quer a
tempo parcial. Na administração dos questionários foram apresentados os
objetivos do estudo, deu-se a garantia de que este iria respeitar o anonimato e
confidencialidade dos dados recolhidos, e obteve-se o consentimento informado
dos jovens. No sentido de se poder alargar mais a amostra, procedeu-se também à
construção de um questionário <i>online</i> que foi divulgado, sobretudo,
através de redes sociais, associações de imigrantes e associações de
estudantes, e que se revelou bastante útil para a obtenção da amostra relativa
aos jovens de origem portuguesa. Importa ainda ressalvar que, apesar de ser uma
amostra não probabilística, consideramos que estes dados nos podem dar pistas
valiosas para aprofundar o nosso conhecimento sobre os grupos que aqui
pretendemos analisar.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ESTRATÉGIA ANALÍTICA</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Antes de analisarmos o
efeito do grupo de origem, do sexo e do número de livros nas dimensões: <i>motivações
e barreiras</i> para participar, e nas <i>conceções de cidadania</i>,
realizámos previamente análises confirmatórias para validar a sua estrutura,
utilizando para tal procedimento estatístico o programa <i>Analysis of a Moment
Structures</i> (AMOS) 19 – <i>Structural Equation Modeling</i> (SEM) <i>package</i>.
No sentido de avaliar a qualidade do modelo de análise, considerámos os
seguintes índices de ajustamento: o <i>ratio</i> X2/graus de liberdade (X2/gl);
<i>Room Mean Square Residual</i> (RMSEA); <i>Goodness-of-fit índex </i>(GFI); e
<i>Comparative Fit Index</i> (CFI). Relativamente ao índice X2/gl: igual a 1 
indica um ajustamento perfeito; abaixo de 2 um modelo bom;
valores entre 2 a 5 um modelo razoável; e valores superiores a 5 não são
aceitáveis (Arbuckle, 2008). No que se refere ao RMSEA: 0.05 ou inferior indica
um bom ajustamento; e valores inferiores a 0.07 são ainda aceitáveis (Browne e
Cudeck, 1993). Por sua vez, os valores do CFI e do GFI: superiores a 0.95 são
muito bons; entre 0.90 a 0.95 ainda indicam um bom ajustamento; e abaixo de
0.90 um mau ajustamento do modelo. Tendo em conta estes valores de referência, ambas dimensões revelaram índices de ajustamento
satisfatórios. Os indicadores foram calculados utilizando as médias ponderadas
dos valores dos itens das escalas:</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><i><b>Motivações e Barreiras</b></i></p>

    <p>(X2/gl=2.79; CFI=0.979, GFI=0.972, RMSEA=0.056; P [rmsea&lt;=0.05] &lt;0.056) é uma 
adaptação das escalas usadas por Collom (2011), sendo
composta por três subescalas: <i>motivações para o desenvolvimento pessoal</i>
(“Participaria numa causa política se sentisse que poderia apreender coisas
novas”; “Participaria numa causa política porque gosto de ajudar as outras
pessoas”; “Participaria numa causa política porque é uma boa forma de conhecer
novas pessoas”), <i>motivações para a mudança social</i> (“Participaria numa
causa política se acreditasse mesmo nela”; “Participaria numa causa política se
sentisse que poderia influenciar pessoas”; “Participaria numa causa política se
isso ajudasse a criar uma sociedade melhor”) e <i>barreiras</i> (“Não me envolvo
em causas políticas porque sou muito novo”; “Nunca ninguém me perguntou se me
queria envolver numa causa ambiental”; “Nunca ninguém me perguntou se me queria
envolver numa organização política”; “Nunca ninguém tentou convencer-me a votar
a favor ou contra um determinado candidato nas eleições”). Todas as subescalas
revelaram índices de fiabilidade positivos: <i>Alpha de Cronbach</i> com
valores de 0,80, 0,82 e 0,72, respetivamente.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><i><b>Conceções de cidadania</b></i></p>

    <p>(X2/gl=3.242; CFI=0.986, GFI=0.983, RMSEA=0.063; P [rmsea&lt;=0.05] =0.063)
 é uma adaptação das escalas usadas por Torney-Purta et al. (2001). À semelhança da anterior, esta escala é
composta também por três subescalas: <i>deveres cívicos</i> (“Um/a bom/boa
cidadão/ã vota em todas as eleições”; “Um/a bom/boa cidadão/ã trabalha/tem um
emprego”; “Um/a bom/boa cidadão/ã paga impostos”), <i>cidadania convencional</i>
(“Um/a bom/boa cidadão/ã pertence a um partido político”; “Um/a bom/boa
cidadão/ã conhece a história do seu país”; “Um/a bom/boa cidadão/ã está
disposto a servir nas forças armadas para defender o país”; “Um/a bom/boa
cidadão/ã acompanha os assuntos políticos nos jornais, na rádio ou na TV”;
“Um/a bom/boa cidadão/ã envolve-se em discussões políticas”) e <i>cidadania
cosmopolita</i> (“Um/a bom/boa cidadão/ã participa numa manifestação pacífica
contra uma lei injusta”; “Um/a bom/boa cidadão/ã participa em atividades em
favor dos direitos humanos”; “Um/a bom/boa cidadão/ã participa em atividades
para ajudar as pessoas da comunidade”; “Um/a bom/boa cidadão/ã participa em
atividades para proteger o ambiente”; “Um/a bom/boa cidadão/ã defende os
direitos das mulheres”). Todas as subescalas revelaram índices razoáveis de
fiabilidade: <i>Alpha de Cronbach</i> com valores de 0,85, 0,74 e 0,77.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Realizado o
procedimento estatístico de validação das escalas, exploramos de seguida o
efeito do grupo de origem (portuguesa; angolana; brasileira), do sexo
(masculino; feminino) e do número de livros em casa (menos de 10; entre 10 a
100; e mais do que 100 livros – transformadas a partir das 6
categorias iniciais) sobre as dimensões <i>motivações</i> <i>e barreiras, </i>e
<i>conceções de cidadania</i> através de análises de variância multivariadas
(MANOVA – Multivariate Analysis of Variance), recorrendo ao programa de análise
estatística de dados IBM SPSS versão 20. Apenas serão apresentados os valores
estatisticamente significativos.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESULTADOS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>MOTIVAÇÕES E BARREIRAS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Os testes multivariados
mostram um efeito significativo do grupo de origem (Traço de Pillai=,127; F(6,1936)=21,903, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.064); e do número de livros em casa (Traço de Pillai=,071; F(6,1936)=11,872, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.035). Indicam também que existe um efeito de interação significativo
entre grupo de origem e o número de livros em casa (Pillai’s Trace=,035; F(12,2907)=2,820, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.012). Em relação ao efeito do número de livros em casa, os Testes de
Efeitos entre Sujeitos (<i>Test of Between-Subjects Effects</i>) mostram que as
diferenças são significativas em todas as subdimensões: motivações para o
desenvolvimento pessoal (F(2)&#8805;4,243, p&lt;,05, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.009), motivações para a mudança social (F(2)&#8805;22,986, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.045) e barreiras (F(2)&#8805;7,018, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.014). Quanto ao efeito de interação entre grupo de origem e o número
de livros em casa, apenas existem diferenças significativas em duas
subdimensões: motivações para o desenvolvimento pessoal (F(4)&#8805;2,586, p&lt;,05, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.011) e barreiras (F(4)&#8805;2,447, p&lt;,05, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.010).</p>

    <p>No que concerne ao efeito do grupo de origem, os
resultados relativos à média (M) e desvio padrão (DP) mostram que os grupos de
origem brasileira (M=3,302; DP=,071) e portuguesa (M=3,207; DP=,055) apresentam níveis mais elevados de motivação para o
desenvolvimento pessoal quando comparados com o grupo de origem angolana (M=2,510; DP=,086). A mesma tendência é verificada na motivação para a mudança
social: origem portuguesa (PT) (M=3,621; DP=,056); origem brasileira
(BRA) (M=3,578; DP=,072); origem angolana (ANG) (M=2,641;
DP=,087). No que se refere às perceções de barreiras para participar, o
grupo de origem angolana é o que apresenta níveis mais elevados: ANG (M=2,891; DP=,091); PT (M=2,624; DP=,058); BRA (M=2,267; DP=,074).</p>

    <p>Relativamente ao efeito do número de livros em
casa, os resultados indicam um impacto maior quando o número de livros
reportados aumenta, quer nas motivações para o desenvolvimento pessoal: &#8804;10 (M=2,885; DP = ,054), 11-100 (M=3,015; DP=,055), &#8805;101 (M=3,149; DP=,097), quer nas ­motivações para a mudança social: &#8804;10 (M=2,926; DP=,055), 11-100 (M=3,273; DP=,056), &#8805;101 (M=3,641; DP=,099). O contrário acontece com a subdimensão das barreiras para
participar: quanto mais livros reportados, menor é a perceção de barreiras:
&#8804;10 (M=2,758; DP=,057), 11-100 (M=2,700; DP=,058),&#8805;101 (M=2,324; DP=,103).</p>

    <p>Quanto ao efeito de interação entre grupo de
origem e o número de livros em casa (<a href="#q2">Quadro 2</a>), os
resultados mostram a ausência de impacto do número de livros em casa no grupo
de origem portuguesa quer nas motivações para o desenvolvimento pessoal, quer
nas barreiras para participar. Já no que se refere aos grupos de origem
imigrante, os resultados indicam a existência de efeitos significativos sempre
no seguinte sentido: quanto mais livros reportados, maior é a motivação para
participar e menor é a perceção de barreiras. Este dado sugere que o capital
cultural tem um efeito diferenciado sobre os grupos de origem portuguesa e
imigrante.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q2">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aso/n221/n221a03q2.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p><b>CONCEÇÕES DE CIDADANIA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Os testes multivariados
mostram um efeito significativo do sexo (Traço de Pillai=,018; F(3,959)=5,978, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.018), do grupo de origem (Traço de Pillai=,164; F(6,1920)=28,678, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.082) e do número de livros em casa (Traço de Pillai=,032; F(6,1920)=22,702, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.066). Mostram também que existe um efeito de interação significativo
entre grupo de origem e o número de livros em casa (Traço de Pillai=,054; F(12,2883)=4,402 p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.018). Os Testes de Efeitos entre Sujeitos (<i>Test of Between-Subjects
Effects</i>) revelam um efeito significativo do grupo de origem e do número de
livros em casa nas três subdimensões: cidadania cosmopolita (F(2)&#8805;
32,932, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.064; F(2)&#8805;63,923, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.117), cidadania convencional (F(2)&#8805;8,285, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.017; F(2)&#8805;17,443, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.035) e deveres cívicos (F(2)&#8805;81,088, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.144; F(2)&#8805;38,327, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.074); e um efeito significativo do sexo apenas no caso da cidadania
convencional (F(1)&#8805;10,277 p&lt;,005, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i> = .011). No que
diz respeito ao efeito de interação entre grupo de origem e o número de livros
em casa, verifica-se também que é significativo em todas as subdimensões:
cidadania cosmopolita (F(4)&#8805;10,984, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.044), cidadania convencional (F(4)&#8805;7,636, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.031) e deveres cívicos (F(4)&#8805;6,007, p&lt;,001, &#951;<i><sub>p</sub><sup>2</sup></i>=.024).</p>

    <p>Relativamente ao efeito do sexo, os resultados
mostram um valor mais elevado do sexo masculino na cidadania convencional:
masculino (M=2,972; DP=,050); feminino (M=2,760; DP=,044).</p>

    <p>No que concerne ao efeito significativo do grupo
de origem, verifica-se que o grupo de origem brasileira e o grupo de origem
portuguesa apresentam valores mais elevados do que o grupo de origem angolana
em todas as subdimensões das conceções de cidadania: cidadania cosmopolita: PT
(M=3,656; DP=,047), BRA (M=3,561; DP=,060), ANG (M=2,966; DP=,073); cidadania convencional: PT (M=2,968; DP=,044), BRA (M=2,972; DP=,057), ANG (M=2,657; DP=,068); deveres cívicos: PT (M=3,836;
DP=,054), BRA (M=3,971; DP=,070), ANG (M=2,688; DP=,085).</p>

    <p>Quanto ao efeito do número de livros em casa, os
resultados revelam uma progressão linear. Quantos mais livros em casa, mais
elevados são os valores das conceções de cidadania: cidadania cosmopolita:
&#8804;10 (M=2,901; DP=,046), 11-100 (M=3,381; DP=,047), &#8805;101 (M=3,901; DP=,082); 
cidadania convencional: &#8804;10 (M=2,627; DP=,043), 11-100 (M=2,838; DP=,044), &#8805;101 (M=3,133; DP=,078); 
deveres cívicos: &#8804;10 (M=3,052; DP=,053), 11-100 (M=3,511; DP=,054), &#8805;101 (M=3,932; DP=,096).</p>

    <p>Não obstante, o padrão observado em cima varia de
acordo com o grupo de origem. Por exemplo, tal como a <a href="#q3">Quadro 3</a>
revela, o grupo de origem portuguesa apresenta conceções de cidadania
convencional relativamente estáveis independentemente do número de livros em
casa – embora, importa registar, nas outras duas conceções de cidadania
(deveres cívicos e cosmopolita) se verifique um aumento significativo dos
valores: quanto mais livros, maiores os valores das conceções. Um aumento de
valores que é, de forma gradual, também observado no grupo de origem brasileira
para todas as conceções de cidadania: os valores das conceções aumentam
gradualmente conforme o número de livros em casa também aumenta. Já o grupo de
origem angolana, por sua vez, apresenta resultados que indicam que mais livros
em casa aumentam exponencialmente os valores de todas as conceções de
cidadania. O grupo de origem angolana apresenta mesmo valores mais elevados do
que os outros dois grupos para a cidadania convencional e para a cidadania
cosmopolita. Este dado sugere que o aumento significativo de livros em casa
(capital cultural) pode promover a superação de desvantagens.</p>

    <p>&nbsp;</p>
<a name="q3">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aso/n221/n221a03q3.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>


    <p><b>DISCUSSÃO E CONCLUSÃO</b></p>

    <p><b>&nbsp;</b></p>

    <p>O objetivo deste estudo
foi o de contribuir para a discussão dos fatores que podem promover ou
obstaculizar a participação cívica e política de grupos considerados em risco
de exclusão. Nesse sentido, analisaram-se dados do projeto PIDOP para explorar
as diferenças do grupo de origem, do sexo e do número de livros em casa (i.e., 
capital cultural) no que concerne aos seus efeitos sobre as <i>motivações
e barreiras </i>para participar, e sobre as <i>conceções de cidadania</i>.
Consideraram-se neste estudo três grupos de jovens de origem angolana,
brasileira e portuguesa.</p>

    <p>Os resultados apresentados neste estudo
salientam, em primeiro lugar, que os grupos de jovens de origem brasileira e
portuguesa estão mais motivados para participar (quer para o desenvolvimento
pessoal, quer para a mudança social) do que o grupo de jovens de origem
angolana. Adicionalmente, os resultados também evidenciam que o grupo de jovens
de origem angolana perceciona mais barreiras para participar do que os de
origem brasileira e portuguesa. Estes resultados parecem de certa forma
reforçar pesquisas anteriores que chamam a atenção para o facto de os/as
imigrantes de origem africana poderem ser alvo de uma
menor aceitação por parte da sociedade portuguesa – quando comparados, por
exemplo, com os/as imigrantes de Leste (Lages e Policarpo, 2003; Lages et al.,
2006) –, que tem fortalecido, com o fluxo migratório proveniente das
ex-colónias, uma hierarquia colonial (Machado, 2006). A perceção de mais
barreiras para participar por parte do grupo de origem angolana pode ser aqui entendida
como possível resultado de mais momentos de discriminação e de racismo
experienciados por estes jovens. Significa isto que os dados recolhidos parecem
contrariar a ideia de que Portugal reúne já as condições necessárias para a
participação dos imigrantes (Ramalho e Trovão, 2010), reforçando antes as
análises que sugerem que as comunidades imigrantes se encontram numa situação
de desvantagem (Eggert e Giugni, 2010; Kelly, 2009; Munro, 2008; Vogel e
Triandafyllidou, 2005), nomeadamente ao nível dos direitos políticos
(Carvalhais, 2004, 2006; Zobel e Barbosa, 2009). Uma situação que estando,
efetivamente, a ser percecionada e vivida pelos jovens de origem angolana,
estará certamente também a contribuir para o reforço da desconfiança desse
grupo relativamente ao Estado (Grassi, 2009).</p>

    <p>Em segundo lugar, os resultados deste estudo não
registam muitas diferenças significativas entre homens e mulheres. No entanto,
importa destacar a existência de uma diferença significativa na subdimensão da
cidadania convencional a favor dos homens. Este dado, apesar de ser o único
observado ao nível das diferenças significativas quanto à variável sexo, sugere
que as mulheres tendem a apresentar conceções de cidadania menos relacionadas
com as esferas mais convencionais de participação (pertencer a um partido
político; acompanhar os assuntos políticos; envolver-se em assuntos políticos).
Um dado que parece, portanto, ir ao encontro dos estudos que sugerem que as
diferenças de género na participação cívica e política se verificam
particularmente nos contextos de ordem mais formal e pública (Espírito-Santo e
Baum, 2004; Espírito-Santo, 2015; Galligan, 2015; Ribeiro et
al., 2015; Santos e Amâncio, 2012b), e que as formas não institucionalizadas de
participação poderão contribuir para a redução dessas diferenças (Marien,
Hooghe e Quintelier, 2010). Ou seja, a existência de uma diferença
significativa somente ao nível das conceções de cidadania convencional, sugere
uma tendência para as mulheres relacionarem a cidadania com deveres cívicos
(vota em todas as eleições; trabalha/tem um emprego; paga impostos) e a formas
de participação cívica e política menos convencionais
como as manifestações e as atividades relacionadas com os direitos humanos, os
direitos das mulheres e a proteção do ambiente. Se, por um lado, estes
resultados indicam que as mulheres tendem a apresentar uma conceção mais
abrangente e multidimensional da cidadania, o que é no nosso entender positivo,
por outro, também parecem sugerir que as mulheres continuam a estar sujeitas a
uma “ideologia de género” (Santos e Amâncio, 2012a, 2012b) que tende a
afastá-las dos contextos mais convencionais de participação (pertencer a um
partido político) e, em consequência disso, a promover um maior investimento da
parte delas nas formas de participação não convencionais – uma situação que
pode não se afigurar tão positiva, uma vez que parece sugerir que ainda não se
verifica uma efetiva aproximação das mulheres aos contextos de poder e decisão
políticos.</p>

    <p>Em terceiro lugar, e de uma forma muito evidente,
os resultados deste estudo ressaltam uma interação significativa entre capital
cultural (número de livros em casa) e os grupos de origem imigrante
(particularmente o grupo de origem angolana), quer nas motivações para o
desenvolvimento pessoal, quer nas conceções de cidadania. Apesar do grupo de
origem angolana apresentar uma desvantagem sistemática nas dimensões
analisadas, essa desvantagem é suplantada quando o capital cultural aumenta,
ultrapassando mesmo os valores apresentados pelos outros dois grupos (na
categoria de mais de 100 livros em casa) nas conceções de cidadania
convencional e cosmopolita – situação interessante, sobretudo em relação à
cidadania cosmopolita, na medida em que sugere uma perceção mais consciente da
multiplicidade de padrões de cidadania, ou seja uma
perceção menos limitada do que a cidadania na sua multidimensionalidade
representa (Bolzendahl e Coffé, 2013; Dalton, 2008; Lister et al., 2003;
Torney-Purta et al., 2001). Em conformidade, o contrário é verificado nas
perceções de barreiras para participar: quanto mais capital cultural, menor é a
perceção de barreiras para participar. O efeito do capital cultural é, neste
caso, mais significativo para o grupo de origem brasileira que perceciona (na
categoria de mais 100 livros em casa) menos barreiras para participar.
Considerando a saliência do capital cultural nos resultados – reconhecendo-se
que este é fortemente impulsionado pelo capital económico (Bourdieu, 1986),
sobretudo na posse dos grupos nacionais, e que é simultaneamente impulsionador
do capital social, já conhecido como preditor da participação cívica e política
(Putnam, 2000) –, o contributo deste estudo consiste
sobretudo em chamar a atenção para a importância de se atender a este
fator sociodemográfico para se promover com mais sucesso a participação cívica
e política de jovens imigrantes, ou seja, a sua cidadania ativa. Acresce ainda
que para tal desígnio é inevitável considerar o papel crucial da família na
constituição de capital cultural nos jovens (Verba, Schlozman e Brady, 1995;
DeSipio, 1996; Schulz et al., 2010), significando isto
que as intervenções políticas e sociais terão necessariamente de atender a esta
dimensão contextual para incrementar uma inclusão mais eficaz dos/as jovens,
sobretudo os/as de origem imigrante.</p>

    <p>Em suma, os resultados deste estudo confirmaram
parcialmente as nossas hipóteses de trabalho, especialmente no que se refere
aos efeitos do grupo de origem e do número de livros em casa (capital
cultural). Relativamente à variável “grupo de origem”: confirmou-se que um
grupo de origem imigrante (origem angolana) foi o que evidenciou menos
motivações e mais barreiras para participar (H1), bem como conceções mais
condicionadas (valores mais baixos) de cidadania (H2). Embora, importa também
referir, tenha havido um equilíbrio entre o grupo de origem portuguesa e o
outro grupo de origem imigrante (origem brasileira) em ambas as dimensões, o
que nos leva a considerar a possibilidade de os resultados sugerirem também que
o estatuto de imigrante não é o único fator explicativo das diferenças entre
grupos (Fernandes-Jesus et al., 2012) – invalidando,
assim, parcialmente as hipóteses 1 e 2 e revelando que o efeito do grupo de
origem é mais complexo do que a literatura antecipa. Quanto às hipóteses 3 e 4 sobre a variável “sexo”: não se confirmou que as
mulheres percecionam menos motivações e mais barreiras para participar,
invalidando a H3. Não obstante, ao nível das conceções de cidadania,
constatou-se que as mulheres apresentam valores inferiores aos dos homens em
termos de conceções de cidadania convencional, confirmando-se
por conseguinte a sua menor relação com os contextos mais convencionais
de participação e confirmando a H4. Por último, no que se refere à variável
“número de livros em casa” (capital cultural): confirmou-se que os/as
participantes que apresentam níveis mais elevados de capital cultural,
percecionam mais motivações e menos barreiras para participar (confirmando a
H5), particularmente os/as que são de origem imigrante (angolana e brasileira),
o que sugere que a intersecção entre a condição de imigrante e o capital
cultural pode potenciar o efeito sobre o modo como percecionam as motivações e barreiras para participar. No que respeita
às conceções de cidadania, confirmou-se também que o capital cultural tem um
efeito positivo quanto ao modo como expressam as suas conceções de cidadania, i.e., 
quanto mais capital cultural, mais elevados são os valores das
conceções de cidadania apresentadas, como esperado pela H6. Este efeito verifica-se
especialmente no grupo de origem imigrante angolano que, ao apresentar valores
que aumentam exponencialmente quando o número de livros em casa (capital
cultural) é elevado (que chegam mesmo a ultrapassar os valores dos grupos de
origem portuguesa e brasileira), sugere que este pode constituir-se como um
fator relevante que pode suplantar eventuais desvantagens étnicas.</p>

    <p>Concluindo, os resultados deste estudo indicam
que as desigualdades sociais ainda estão bem presentes na sociedade portuguesa.
Não sendo um dado, infelizmente, surpreendente, a sua constatação neste estudo
deverá contribuir para o reforço da importância de se vigiar atentamente
eventuais narrativas que se deixam levar, intencionalmente ou não, pela
tentação de branquear as relações desiguais de poder que ainda persistem na
nossa sociedade. As barreiras que se colocam mais a determinados grupos de
jovens devido à sua condição étnica e à “ideologia de género” que ainda domina
nos contextos mais convencionais de participação política são dois exemplos
concretos, sugeridos por este estudo, que nos chamam a atenção para o trabalho
que ainda temos de desenvolver para uma maior igualdade e justiça social e
política. Apesar da evolução positiva que se tem verificado nas últimas
décadas, continuam a existir situações de discriminação, preconceito e exclusão
que afetam particularmente determinados grupos étnicos e as mulheres. Para se
combater estas situações relativamente aos grupos étnicos, pensamos que este
estudo nos sugere uma pista muito valiosa: a importância de se promover o
capital cultural como forma de podermos esbater as desigualdades étnicas. Para
tal, pensamos que é crucial apostar na identificação e implementação
de políticas sociais e educativas que promovam, de facto, condições de maior
igualdade de acesso ao capital cultural, que decorrem, a nosso ver, de uma
distribuição mais equitativa dos recursos económicos e outros (potenciadores de
capital económico e capital social) e de uma maior igualdade de oportunidades
no acesso e sucesso educativos – este última como garante do capital cultural,
à falta de recursos que o possam potenciar. Quanto às situações que afetam as
mulheres, pensamos que o ponto de partida será o de combater a “ideologia de
género” que ainda está instalada na sociedade portuguesa. Essa ação poderá ser
feita através de políticas sociais e educativas que promovam não só uma efetiva
igualdade de oportunidades institucionais e políticas (como constituiu, por
exemplo, a aprovação da Lei da paridade em 2006), mas também a
sedimentação de princípios ético-políticos na sociedade portuguesa que se
recusam a considerar que a participação e o mérito das atividades políticas
convencionais estejam diretamente condicionados pelo género. A família e
a escola são dois contextos que as políticas deverão privilegiar para se
sedimentar esses princípios.</p>

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    <p>&nbsp;</p>

    <p>Recebido a 19-03-2015. Aceite para publicação a
07-07-2016.</p>

    <p>&nbsp;</p>


    <p><b>NOTAS</b></p>

    <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup>Os dados aqui apresentados
foram recolhidos pela equipa portuguesa no âmbito do PIDOP, um projeto
multinacional de investigação financiado pelo 7.º Programa-Quadro da Comissão
Europeia, FP7-SSH-2007-1, Contrato de Subvenção n.º: 225282,
Processes Influencing Democratic Ownership and Participation (PIDOP),
atribuído à Universidade de Surrey (Reino Unido), à Universidade de Liège
(Bélgica), à Universidade de Masaryk (República Checa), à Universidade de Jena
(Alemanha), à Universidade de Bolonha (Itália), à Universidade do Porto
(Portugal), à Universidade de Orebro (Suécia), à Universidade de Ancara
(Turquia), e à Universidade de Queens em Belfast (Irlanda do Norte).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>Além destas, o questionário
(que resultou da escolha de escalas e <i>itens</i> criados pelas ­próprias
equipas, bem como de adaptações de outras escalas e <i>itens</i> já existentes)
considerou outras dimensões de análise: interesse político, atenção política,
participação, eficácia da participação, barreiras à participação, qualidade das
experiências de participação, motivações, suporte dos direitos imigrantes,
entre outras.</p>

    <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup>A
amplitude das idades que estão aqui a ser consideradas prende-se com o facto de
se ter definido, em contexto do projeto PIDOP, dois grupos etários distintos
para análise (15-18 e 19-29). O argumento subjacente à definição desses grupos
etários consistiu fundamentalmente na ideia de que as oportunidades e as
expectativas de participação cívica e política aumentam quando os jovens
adquirem o estatuto de cidadania plena com a idade de votar (Grover, 2011;
Hadjar e Beck, 2010), i.e., de participarem ativamente no processo
democrático representativo e institucionalizado. Essa organização etária
permitia assim desenvolver uma análise que tivesse em consideração (para além
obviamente dos diferentes níveis de desenvolvimento que os jovens mais novos e
mais velhos certamente teriam) as implicações objetivas dos diferentes
estatutos político-legais dos jovens nas suas possibilidades de participação
política. Não obstante essa característica do projeto PIDOP, o estudo que aqui
apresentamos não tem a intenção de desenvolver uma análise centrada nas
diferenças entre as faixas etárias (i.e., centrada nos diferentes estatutos
político-legais dos jovens), mas sim nos jovens, em geral, que constituíram a
amostra.</p>



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