<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0003-2573</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Social]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Anál. Social]]></abbrev-journal-title>
<issn>0003-2573</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0003-25732017000100008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utopias, portais e antropologias urbanas: Gilberto Velho em Lisboa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Of utopias, portals and urban anthropologies: Gilberto Velho in Lisbon]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristiana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AF1">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto de Ciências Sociais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<numero>222</numero>
<fpage>162</fpage>
<lpage>174</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0003-25732017000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0003-25732017000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0003-25732017000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Utopias, portais e antropologias urbanas: Gilberto Velho em Lisboa. O artigo homenageia o antropólogo brasileiro GiIberto Velho (Rio de Janeiro, 1945-2012) e comenta a sua influência em Portugal. A autora descreve o seu primeiro contacto com A Utopia Urbanae a abertura de horizontes que a sua leitura induziu num tempo em que o contraste entre o que se praticava em Portugal e no Brasil nos anos 1970-1980 era máximo e o desconhecimento mútuo era quase total. Seguidamente narra como essa separação deu lugar a um frutífero intercâmbio entre as antropologias brasileira e portuguesa, em particular no campo dos estudos urbanos, tendo sido o próprio Gilberto Velho uma figura central nessa aproximação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article celebrates Brazilian anthropologist Gilberto Velho (Rio de Janeiro, 1945-2012) by commenting on his influence and impact on Portuguese scholarship. The author describes her first contact with the bookA Utopia Urbana,an original monograph about living in Rio’s Copacabana neighborhood. She describes the impact of the book at a time when;Portuguese and Brazilian anthropologists hardly knew of one another; she further describes how that estrangement gave way to intense academic interchange between the two communities,a change in which Gilberto Velho had an important role]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[antropologia urbana]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[história da antropologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Rio de Janeiro]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[antropologia brasileira]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[antropologia portuguesa]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[urban anthropology;]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[history of anthropology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Rio de Janeiro]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Brazilian anthropology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Portuguese anthropology]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 

    <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>

    <p><b>Utopias, portais e antropologias urbanas: Gilberto Velho em Lisboa</b></p>

    <p><b>Of utopias, portals and urban anthropologies: Gilberto Velho in Lisbon</b>    <p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Cristiana Bastos</b>*</p>  
    <p>* Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Avenida Prof. Aníbal de Bettencourt, 9 - 1600-189, Lisboa, Portugal. E-mail:<a href="mailto:cristiana.bastos@ics.ulisboa.pt">cristiana.bastos@ics.ulisboa.pt </a></p>  

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>RESUMO</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Utopias, portais e antropologias urbanas: Gilberto Velho em Lisboa. O
artigo homenageia o antropólogo brasileiro GiIberto Velho (Rio de Janeiro,
1945-2012) e comenta a sua influência em Portugal. A autora descreve o seu
primeiro contacto com <i>A Utopia Urbana</i>e a abertura de horizontes
que a sua leitura induziu num tempo em que o contraste entre o que se praticava
em Portugal e no Brasil nos anos 1970-1980 era máximo e o desconhecimento mútuo
era quase total. Seguidamente narra como essa separação deu lugar a um
frutífero intercâmbio entre as antropologias brasileira e portuguesa, em
particular no campo dos estudos urbanos, tendo sido o próprio Gilberto Velho
uma figura central nessa aproximação.</p>

    <p><b>Palavras-chave</b>: antropologia urbana; história da antropologia; Rio de Janeiro; antropologia brasileira; antropologia portuguesa.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>ABSTRACT</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <P>The article celebrates Brazilian anthropologist Gilberto Velho (Rio de
Janeiro, 1945-2012) by commenting on his influence and impact on Portuguese
scholarship. The author describes her first contact with the book<i>A
Utopia Urbana,</i>an original monograph about living in Rio’s Copacabana
neighborhood. She describes the impact of the book at a time
when;Portuguese and Brazilian anthropologists hardly knew of one another;
she further describes how that estrangement gave way to intense academic
interchange between the two communities,a change in which Gilberto Velho
had an important role</p>

    <p><b>Keywords</b>: urban anthropology; history of anthropology; Rio de Janeiro; Brazilian
anthropology; Portuguese anthropology.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>DE UTOPIAS E PORTAIS</b></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

    <p>Antes de tudo, <i>A Utopia Urbana. </i>Um livro encontrado ao acaso
numa livraria de Lisboa, um título de enfeitiçar. E um subtítulo que, só de ser
em português, também enfeitiçava: <i>Um Estudo de Antropologia Social. </i>Nos
anos 70, princípios de 80 do século XX, “antropologia social” era coisa da
língua inglesa, quando muito em tradução, mas mesmo as traduções eram raras. Em
Portugal havia etnografias, antropologia física, etnologia, fosse própria ou em
tradução directa do francês <i>ethnologie</i>, como ainda se usava; havia
levantamentos de folclore, usos e costumes no interior do país ou nas colónias,
e uns raros ensaios de antropologia cultural. Mas aqui estava a prova de que do
outro lado do Atlântico, usando a mesma língua, numa tradição académica que
praticamente desconhecíamos, se fazia <i>antropologia social. </i>Ainda por
cima em contexto urbano.</p>

    <p>Não conhecia o autor, Gilberto Velho; reconhecia a editora, a Zahar, das poucas que tinha boa distribuição em Portugal; e pouco
ou nada sabia sobre a antropologia no Brasil. Estava ali uma das suas
materializações, e não uma qualquer, simplesmente a referência fundadora da
antropologia urbana e ponto de viragem na definição de objectos e métodos de
investigação. Nada disso sabia quando pela primeira vez me deparei com <i>A
Utopia Urbana</i>; mas pressentia que, para além do encanto instantâneo de cada
uma das palavras do título e subtítulo (<i>utopia, urbana, antropologia, social</i>)<i>
</i>e dos pares que formavam (<i>utopia urbana</i>, <i>antropologia social</i>),
ou poderiam ter formado (<i>utopia social</i>, <i>antropologia urbana</i>),
podia bem ser que ali estivesse um portal para um realidade muito diferente
daquela que nos circundava no momento.</p>

    <p>E assim foi. De certo modo, <i>A</i> <i>Utopia
Urbana </i>fez de portal e, ao longo dos anos, devagar e por etapas, o portal
deu lugar a uma ponte aérea e a um canal de comunicação permanente entre as
antropologias portuguesa e brasileira, como uma utopia de partilha e
convergências que se mantém como horizonte nos rituais de proximidade e troca e
na materialidade dos trabalhos conjuntos, projectos, cursos e publicações
partilhadas. Mas isso só viria a acontecer anos mais tarde, muitas tecnologias
de comunicação depois. Naquele tempo não havia sequer internet e as viagens
transatlânticas eram muito caras e raras para antropólogos portugueses ou
brasileiros.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>A LONGA DÉCADA DE 1970 E AS SUAS DISSONÂNCIAS COGNITIVAS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Quando me deparei com <i>A Utopia Urbana </i>estávamos no prolongamento da década de 70, dita mais longa
que as outras, feita de intervalos, experiências, substâncias, músicas,
indumentárias peculiares e, em Portugal, feita também de grandes transformações
políticas. O país saía de um regime autoritário que tinha produzido uma pequena
e idiossincrática utopia de contenção e moderação, de costumes cinzentos e
brandos, de honradez na pobreza em cenários pacatos de ruralidade. Em
simultâneo, e gerando as dissonâncias cognitivas que cada um resolveu como
pôde, ou deixou por resolver, o regime anterior tinha também produzido e
reforçado um imaginário de esplendor a que não faltavam narrativas coloridas e
fantásticas de heroísmo marítimo, referências a um mundialismo precoce, a um
hibridismo gerado para o bem da humanidade, a uma superior aptidão para
promover o convívio entre povos diferentes.</p>

    <p>Tal era o aparato ideológico que Portugal dava a
si mesmo e aos seus pelos anos 1970: mais que plural ou multifacetado, como se
diz das sociedades complexas, assentava numa tensão representativa
contraditória, para não dizer esquizóide. Por um lado, os portugueses eram
passivamente transparentes, invisíveis nas paisagens líricas de aldeias de
xisto, granito, ou cal, satisfeitos na sua contida pobreza, comedidos, sem
ímpetos de melhoramento e auto-superação, murmurando fados, tangendo guitarras
em tom menor, não se envolvendo em rixas, e até no espectáculo das touradas
poupando o clímax da morte sacrificial. Por outro lado, eram os grandes heróis
do mundo, os pioneiros, os mais fortes, os mais humanistas, os mais
compreensivos, os mais interactivos, em suma, os primeiros e os melhores. Não
se falava abertamente de emigração, de fome e miséria nos campos e nas cidades,
de trabalho forçado em África, de repressão aos Satyagraha na Índia, de guerra
colonial, de prisões políticas e, por maioria de razão, de censura.</p>

    <p>Tendo embora raízes mais antigas, foi no regime
que cessou em 1974 que este aparato ideológico se apurou e entranhou nos
portugueses como ­espontânea descrição de si mesmos, chegando em ecos até hoje,
século XXI, com ou sem fados e guitarradas, em tons de ironia auto-derrisória,
ou sem eles. Foi também durante o regime de Salazar que se consolidou e cristalizou
a narrativa do devir ultramarino da nação; que se criaram espectáculos de
entretenimento colectivo sobre o original mundialismo português, materializados
em exposições de grande escala, como a <i>Exposição do Mundo Português, </i>em
1940 (Thomaz, 2001), e perpetuados em refrões e outros bons veículos de difusão
ideológica, como <i>O Mundo que o Português Criou </i>– este último produzido
com a ajuda de um outro autor brasileiro, Gilberto Freyre (Castelo, 1999;
­Cardão e Castelo, 2015).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um parêntesis para Gilberto Freyre (1900-1987)
que, para além do nome próprio, pouco partilha com Gilberto Velho (1945-2012),
a quem este artigo é dedicado.<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup></a> Se bem que ambos tenham sido intelectuais públicos e intérpretes de
colectivos inovadores, que articularam e teorizaram questões de alcance universal
nas suas abordagens às particularidades brasileiras, as suas obras são
completamente diferentes – e diferente foi o impacto intelectual e político que
tiveram em Portugal. A obra de Gilberto Velho viria a contribuir para o
amadurecimento da nova antropologia portuguesa, bem depois de 1974; a de Freyre
tinha sido usada pelo anterior regime na fabricação dos seus eufemismos de
império. Lusófilo convicto desde pelo menos <i>Casa Grande e Senzala </i>(Freyre,
1933), Gilberto Freyre desenvolvera na década de 1950 o conceito de
lusotropicalismo, ampliando o seu universo de referência do Brasil para o
conjunto da colonização portuguesa em África e na Ásia, e reiterando a sua
visão benévola dos portugueses enquanto colonizadores (Freyre, 1953; ­Castelo,
1999; Bastos, 1998). O lusotropicalismo seria posteriormente adoptado pelo
regime português a braços com a justificação de um colonialismo tardio em
África e em alguns enclaves da Ásia, questionado pelas instituições
internacionais, combatido em armas ou em protestos pacíficos pelos movimentos
nacionalistas locais, e contestado pelos que no próprio país resistiam à
ideologia e políticas oficiais (Freyre, 1961; Castelo, 1999; Cardão e Castelo,
2015).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>DISTOPIAS COLECTIVAS E PROPOSTAS DE INTERPRETAÇÃO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Pairavam esses
precipitados ideológicos para além da queda do regime em 1974; o país
procurava-se nos caminhos de uma economia e política mais abrangentes e
democráticas que as anteriores, urgia fazer escolas e casas, melhorar a
alimentação, dignificar o trabalho, substituir as estruturas ­autoritárias, dar
por terminada a descolonização. Não se sabia, tão-pouco era prioridade, o que
fazer com as imagens de caravelas e padrões de descobrimentos, as frases feitas
sobre cordialidade e convívio pluricontinental, as crenças no colonialismo
manso e na ausência de racismo. Sobrando aos pedaços para além das estruturas
económicas que as tinham gerado ou feito consolidar, ora enterradas no
inconsciente, ora à flor da pele, instaladas no senso comum, automatizadas no
uso de um “nós” imperial e na mitificação dos descobrimentos, só várias décadas
depois é que esses temas vieram a ser enfrentados analiticamente pela
antropologia portuguesa, e em combinação com os estudos pós-coloniais (Bastos,
Almeida e Feldman Bianco, 2002; Santos, 2002; Ribeiro e Ferreira, 2003;
Carvalho e Pina-Cabral, 2005; Sanches, 2007; Castelo <i>et al</i>., 2012;
Domingos, 2012)<sup> </sup>e apenas após um ciclo em que se deu prioridade à
substituição dos estereótipos do país rural e bairros urbanos típicos por
etnografias feitas com trabalho de campo balizado por teoria e métodos da
antropologia, exemplificado na colectânea organizada por Brian O’Neill e
Joaquim Pais de Brito (O’Neill e Brito, 1991).</p>

    <p>Ciclicamente tinham aparecido e continuaram a
aparecer tentativas de decifrar tal precipitado ideológico como um todo
coerente, qual “modo de ser” português: enquanto padrão de cultura, como
teorizou a seu tempo, e ao modo do seu tempo, o antropólogo Jorge Dias (1955);
enquanto devir labiríntico, como propôs o ensaísta Eduardo Lourenço (1978);
enquanto não-inscrição que acarreta a impossibilidade de ser, como
niilisticamente apontou o filósofo José Gil (2004); enquanto estrutura que
contém a sua libertação, como equacionou, mais optimista, o sociólogo Boaventura
Sousa Santos (2011). Não chegando ao paroxismo que hoje metaforiza cultura e
identidade em “código genético” e “ADN” (que esquecem serem também estes <i>campos
de possibilidades, </i>para usar termos Gilbertianos)<i> </i>padecem aquelas e
outras grandes caracterizações de povos e culturas de uma ilusão de perenidade
dos modos colectivos de ser.<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup></a> E a isto Gilberto comentaria, ancorado em Schultz, Goffman, Becker,
fazendo pontes com a sociologia e a literatura, que as identidades são
multifacetadas, os contextos campos de possibilidades em que se desenvolvem
projectos, as culturas nexos de coerência em devires colectivos plenos de
incoerências. Mas não nos adiantemos à passagem do portal.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>COMEÇOS DE UMA NOVA ANTROPOLOGIA PORTUGUESA: SOCIAL E CULTURAL</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Regressemos ao contexto
em que <i>A Utopia Urbana </i>de Gilberto Velho chegou ao meu conhecimento,
estudante de uma licenciatura em antropologia cultural e social recém
inaugurada em Lisboa. Num misto de indigência de meios e magnitude de
intenções, destacava-se o empenho em criar um novo ramo de conhecimento e
formar gente, desatendendo com sucesso às leis e tradições do mercado de
emprego. Essa era a nossa realidade, primeiramente sediada em secções de
terreno conquistadas por etapas a um quartel de Lisboa chamado Trem-Auto, na
avenida de Berna, com edifícios precários, docentes emprestados, livros
inexistentes, bibliografias polarizadas entre produções de um regime colonial
até há pouco em vigor, e fotocópias de originais em inglês e francês, por vezes
em traduções espanholas, escritos por autores colocados em pedestais académicos
distantes, como Oxford e Paris, sobre os povos ainda mais distantes que
habitavam desertos australianos, arquipélagos do Pacífico e florestas
equatoriais americanas e africanas.</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Não havia meios, mas
havia muita paixão; e entre fotocópias, livros emprestados, idas ao Museu de
Etnologia, que até tinha biblioteca com colecções de revistas internacionais,
encomendas de Paris, tertúlias e intenso empenho em aprender essa novidade de
uma ciência social mais entranhada no concreto da experiência que nos modelos
estatísticos, mais respeitadora da diversidade das criações humanas que os
modelos sociológicos em vigor permitiam, assim vivíamos, entusiasmados, a arte
e prática de ser estudante de antropologia em Lisboa.</p>

    <p>Não sabíamos, eu e colegas, o quanto viríamos a
estar envolvidos na busca identitária colectiva que se impunha nesses anos, na
procura de uma alternativa à imagética que sobrara do regime anterior. Não era
programático da nova licenciatura que viesse a ser um veículo dessa busca, mas
veio a fazê-lo sob a forma de pequenas etnografias, depois livros, primeiro na
ruralidade, mas logo também no urbano; e por fim contagiou-se o mundo
universitário desse entusiasmo de crescimento, criando mais licenciaturas e
depois mestrados e doutoramentos, formando muitos jovens antropólogos cheios de
vitalidade para se envolverem no projecto de conhecimento colectivo. E foram
dezenas as obras entretanto publicadas, retratos do país de norte a sul,
retratos críticos em conjunto e em partes, indagações, inquietações,
documentários, intervenções (Viegas e Pina-Cabral, 2014; Bastos e Sobral,
2017).</p>

    <p>Não se podia antever tal futuro: tudo foi
acontecendo devagar e em aparentes actos de livre-arbítrio naquele <i>campo de
possibilidades </i>que crescia em nicho precário de equipamento, mas fervendo
em criatividade e abertura. De certo modo, a ausência de meios e de tradição
académica específica ajudou a prevenir o estabelecimento de dogmas fechados e a
estar disponível para aventuras. Por exemplo, encontrar ao acaso o livro de
Gilberto Velho, a sua primeira monografia, e passar um portal que a
antropologia criou.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>PROJECÇÕES DE MUDANÇA</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><i>A Utopia Urbana </i> era diferente de tudo o que conhecíamos. Estava escrita em português, e de raiz –
em português, para além das poucas traduções de originais em francês ou inglês,
praticamente só tínhamos etnografias do tempo colonial e estudos de cultura
material. Nada de antropologia <i>social. </i>E esta era etnografia urbana,
também diferente do que nos era servido em aulas de antropologia clássica,
convencional e forte em Dogon, em Nuer e em Kiriwina. Ali estava um autor
brasileiro que escrevia sobre a sua própria cidade, sobre o bairro onde vivia,
sobre o prédio em que tinha habitado, que escrevia enquanto antropólogo, fazia
antropologia na cidade e da cidade, e fazia-o muito bem, proporcionando
conhecimento novo de uma particularidade, ao mesmo tempo que ampliava os
instrumentos analíticos e as possibilidades metodológicas da disciplina.</p>

    <p>Fiquei, como se diz hoje, agarrada, querendo
mais, e continuando a ler o que a Portugal chegava de Gilberto Velho,
partilhando o entusiasmo com colegas e aspirando a que um dia pudéssemos fazer
algo semelhante (Cordeiro, 2014). Chegavam entretanto outras obras, como as
colecções que Gilberto organizava a partir dos trabalhos dos seus estudantes no
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, UFRJ
(Velho, 1974, 1977 e 1980). Eram colectâneas que expandiam os estudos urbanos
na sua multi-dimensionalidade, que exploravam novos temas e possibilidades
metodológicas, que se faziam escola de pensamento e modo de etnografar.</p>

    <p>Não podia então imaginar que uma década mais
tarde, e depois de um complexo périplo, iria pessoalmente conhecer o autor, o
bairro de Copacabana, a cidade do Rio de Janeiro – que seria também a cidade do
meu terreno, se bem que noutros registos da urbanidade (Bastos, 2010, 2014). E
que teria Gilberto Velho como conselheiro, professor, amigo e generoso
interlocutor. E menos ainda imaginaria, nesses tempos em que fiz de <i>A Utopia
Urbana </i>um portal para outro mundo, que estaria um dia a escrever sobre ele
e a começar por este seu livro de juventude.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>UTOPIAS URBANAS PARA TODOS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><i>A Utopia Urbana </i>contrastava com o que se fazia em Portugal; e Copacabana, os seus
“conjugados”, as pessoas que neles viviam e as vidas que levavam ­contrastavam
também com o que havia em Portugal. O que levava tanta gente a escolher o
bairro, a deixar para trás espaços mais arejados e abraçar a vida aglomerada e
apertada dos prédios de conjugados? Gilberto Velho descreve a ambiência desses
prédios, a coexistência de sons, cheiros, visuais, corporalidades, costumes, a
sua heterogeneidade, as modalidades de tolerância, intolerância e conflito,
latente e manifesto; o estigma de viver num “balança” – de <i>Balança mas não
cai</i>, nome de um programa humorístico de rádio envolvendo um conglomerado
fictício, porém correspondendo, em gíria de arquitectos, a um conglomerado real
que um dia balançou – como um dia me explicou Gilberto, passando na Presidente
Vargas pelo legítimo e original (e gigantesco) <i>balança</i>. Tudo isso, mas
também o conjunto de projectos individuais de um futuro mais interessante, de
trajectórias de liberdade e escolha, enfim, de urbanidade, materializadas no <i>glamour</i>
de Copacabana.</p>

    <p>Não tínhamos nada equivalente em Portugal – mas, como o vieram a fazer alguns pioneiros da sociologia
e antropologia urbana em Portugal, <i>A Utopia Urbana</i> de Gilberto Velho foi
inspiração, modelo e chave para ler alguns bairros de Lisboa, resolvendo o
paradoxo encontrado no terreno de serem os bairros típicos lisboetas
maioritariamente povoados por migrantes do mundo rural. Assim o fizeram os
sociólogos António Firmino da Costa e Maria das Dores Guerreiro nos seus
trabalhos sobre Alfama (Costa e Guerreiro, 1984, 2014), e a antropóloga Graça
Índias Cordeiro para a Bica, não sem ter ainda antes trabalhado o lazer urbano
em Campo de Ourique (Cordeiro, 1993, 1997 e 2014).</p>

    <p>Afinal, havia versões lisboetas de utopia urbana,
obviamente contrastantes com a de Copacabana. Havia bairros destino, epítomes
de urbanidade, de vida diferente, de concretização de projectos e
materialização de trajectórias. Também neles havia sociabilidades próprias,
sons, cheiros, tensões, latentes e manifestas, paradas, festas, lazer,
quotidianos, associações, imagens feitas para o exterior de uma autenticidade
bairrista e uma tradição que, como as outras, se faz no presente com a ideia de
passado. Bairros, práticas, rituais, colectividades e grupos recreativos, ainda
compostos na esteira da “comunidade” a que os estudos etnográficos tradicionais
obrigavam, mas também interacções, diferenças, conflitos, dispersões,
identidades múltiplas, rompendo com a tradicional demanda de “comunidades”,
passaram a fazer parte da agenda de pesquisa – e a antropologia em Portugal
fez-se, também, urbana. E, sem dúvida, e sem precisar de se justificar, em boa
proximidade com a sociologia.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>A ANTROPOLOGIA URBANA, PORTUGAL, BRASIL.</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Se os livros de Gilberto Velho chegaram a Lisboa nos anos 70/80,
­influenciando trabalhos pioneiros sobre a cidade e criando espontaneamente discípulos
à distância, o autor só nos visitou pessoalmente na década de 1990. Fê-lo primeiramente
para integrar o III Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais,
organizado pelo ICS na Fundação Gulbenkian. Deixou marcas, trouxe novos livros
(Velho, 1994; Cordeiro, 2014). Viria mais tarde a convite do ISCTE para um
conjunto de conferências, assumindo definitivamente um lugar especial no
desenvolvimento da antropologia urbana local, partilhando a sua experiência,
perspectivas originais, ideias instigantes sobre cidade, projecto, desvio,
campo de possibilidades, trajectória, camadas médias (Bastos e Cordeiro, 1997).</p>

    <p>A partir daí, como lembram Costa e Guerreiro
(2014), as visitas de ­Gilberto a Lisboa tornaram-se regulares, praticamente
anuais. Cursos, supervisões, consultas de especialidade, painéis de avaliação,
júris académicos locais passaram a contar com a sua presença. Muitos estudantes
e recém-doutores começaram a circular entre os dois países, intensificando a
troca, portugueses com estágios no Rio de Janeiro, brasileiros com estágios em
Lisboa, bolsas sanduíche, visitas pós-doc, trabalhos iniciados numa modalidade
que chegou para ficar. Projectos, painéis em conferências científicas,
simpósios, seminários, publicações, foram tomando o modo de partilha, e desse
processo saiu, também, o livro conjunto Portugal-Brasil <i>Antropologia Urbana:
Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal</i> (Velho,1999).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>São inúmeros os antropólogos portugueses directa
ou indirectamente influenciados por Gilberto Velho; a dinâmica que a partir das
suas visitas se instaurou marcou alunos e colegas, que ora intensificaram e
expandiram a leitura das suas obras, nelas se inspirando para novas abordagens
e interpretações de aspectos da vida urbana, ora partilharam com ele os lugares
de pesquisa e tiveram-no como interlocutor na análise dos resultados e reflexão
teórica subsequente, ora simplesmente disfrutaram da sua presença e espírito.
Em homenagem póstuma, os antropólogos Celso Castro, do Rio de Janeiro, e Graça
Índias Cordeiro, de Lisboa, reuniram testemunhos dessa influência, fazendo da
colectânea uma referência incontornável para conhecer o impacto de Gilberto –
autor, professor, colega e amigo (Castro e Cordeiro, 2014).</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>DESENVOLVIMENTOS CONCEPTUAIS E TRABALHO ACADÉMICO</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Regressemos ainda à <i>Utopia Urbana.</i>Se a obra foi inspiradora de muitos pelo que reportava
etnograficamente e media sociologicamente – já que o autor não deixou de
recorrer a indicadores para melhor descrever o fenómeno estudado – deve também
ser realçada enquanto antecipação dos desenvolvimentos conceptuais que Gilberto
Velho viria a formular e a trazer como contributo original as abordagens às
sociedades urbanas e complexas. Como aponta Júlia O’Donnell, sua discípula, ali
surgem, ainda sem se exprimirem nestas palavras, “muito claramente, as ideias
de <i>projeto </i>e de <i>campo de possibilidades </i>(…) fiéis companheiros de
Gilberto em toda a sua trajetória” (O’Donnell, 2014, p. 68). Enunciados a
propósito da vinda para Copacabana e da vida em Copacabana, escutados a quem
escolheu ali viver, captados e narrados na etnografia exploratória do famoso <i>Estrela,
</i>os conceitos de projecto e campo de possibilidades viriam a ser enunciados
mais claramente em <i>Projeto e Metamorfose</i> (Velho, 1994)<i>, </i>que
enriquece a experiência etnográfica do <i>Estrela</i> com um conjunto de
vinhetas em contextos urbanos, do Rio de Janeiro à área de Boston.</p>

    <p>E em torno desses conceitos e de alguns outros
que desenvolveu na interacção com o terreno e com autores que ajudaram a
equacionar a complexidade experienciada na vida urbana (Alfred Schultz, mas
também Ervin Goffman e o sempre presente Howard Becker), Gilberto Velho
desenhou uma carreira singular. Perto de objectos e terrenos da sociologia,
trouxe-os para a antropologia, deu-lhes a densidade do trabalho etnográfico e a
espessura de significações e experiências interpretadas. Sem se abster de
contar e medir, recorrendo a indicadores quantitativos quando pertinente
(Velho, 1973), não se entregou aos grandes números e manteve a intimidade da
pequena escala, da observação interpretativa, da comparação latente, da
reminiscência ensaísta, a que não era alheia a experiência de leitura integral
de Proust e uma cultura literária profunda e de amplo espectro.</p>

    <p>Se a sua obra subsequente primou em ensaios e
vinhetas, ou em colecções em torno de abordagens estruturantes, não se deve
deixar de mencionar <i>Nobres e Anjos </i>(Velho, 1998)<i>, </i>resultante da
tese de doutoramento e mantida inédita durante muitos anos por respeito à
privacidade daqueles cujas vidas, trajectórias e práticas estudou. <i>A Utopia
Urbana </i>resultara do seu mestrado, finalizado em 1971, nos inícios do
programa de antropologia do Museu Nacional; foi publicado pouco depois, em
1973. Tal aventura em terreno urbano, de que muitos terão discordado, tivera o
aval de Anthony Leeds, então professor no Museu Nacional, e também ele um
pioneiro da antropologia urbana. Prolongando a relação com Leeds, Gilberto
Velho passou uma temporada na Universidade do Texas, em Austin, fazendo também
nesse período uma breve incursão a Cambridge (Boston) – da qual resultou, anos
mais tarde, um dos capítulos de <i>Projecto e Metamorfose. </i>Mas a
trajectória de Gilberto seria maioritariamente no Brasil. Escolheu a
prestigiada Universidade de São Paulo e para supervisar o seu doutoramento
contou com a não menos prestigiada antropóloga – e amiga – Ruth Cardoso, também
ela aberta à combinação de etnografia e indicadores (Eckert e Rocha, 2006).
Explorou outra das suas linhas de preferência – <i>desvio </i>e <i>divergência</i>,
complementares e simultâneos a <i>projecto</i>, <i>mundos</i>, <i>trajectória</i>s.
Ao tempo, o Brasil vivia a sua também longa década de 70 enquanto regime
autoritário, e revelar dados sobre os protagonistas de ­consumos proibidos,
mesmo que disfarçados em pseudónimos, podia ter implicações perigosas para
eles. Gilberto preferiu não publicar a tese, protegendo aqueles que descrevia.
A ditadura não era um pano de fundo longínquo, mas uma ameaça próxima, que
combateu enquanto estudante e a que resistiu quando presidiu à Associação
Brasileira de Antropologia (Duarte, 2012). Só muito mais tarde, em finais de
90, a tese veio a público, depois de vários outros livros de ensaios,
colectâneas, cursos e intervenções nos <i>media</i> e nas estruturas de
governação. Gilberto Velho era já um intelectual público reconhecido, e o
Brasil vivia em regime democrático.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>NOTA FINAL: UM ANTROPÓLOGO SINGULAR</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Referi ao longo deste artigo o pioneirismo de Gilberto Velho e o seu papel transformador na
antropologia brasileira, mais tarde estendido à antropologia portuguesa. Para
sermos justos, deveríamos porém reconhecer que o seu pioneirismo foi absoluto,
e que a antropologia urbana se desenvolveu no Brasil, por sua influência, em
simultâneo com a sua congénere do mundo anglófono; se a história intelectual
das disciplinas fosse multilingue, Gilberto Velho seria certamente reconhecido
como um dos fundadores da antropologia urbana, ponto, sem mais qualificativos
localizantes. Não penso que isso lhe interessasse; nunca dei por qualquer
indício de ansiedade por mais reconhecimento, tinha-o em abundância, como tinha
uma vida plena. Praticava todos os dias a imaginação antropológica e
sociológica, partilhava esse exercício com alunos e colegas, fazia-o com humor
e generosidade, com estranhas demandas de horário, histórias descabeladas
inventadas no momento, com reflexões genuínas e de largo alcance, inspirando a
muitos e em muitas frentes. Deixou-nos neste paradoxo, metamorfose última, não
está presente mas está presente, sempre a instigar a novas aventuras.</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <!-- ref --><p>BASTOS, C. (1998), “Tristes trópicos e alegres luso-tropicalismos: das notas de viagem
em Lévi-Strauss e Gilberto Freyre”. <i>Análise Social</i>,
146-147, XXXIII (1.º), pp. 415-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088046&pid=S0003-2573201700010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>BASTOS, C. (2010), “Tracking global flows and still
moving: the ethnography of responses to AIDS”. <i>In</i> J. Melhuus, P.
Mitchell e H. Wulff (eds.), <i>Ethnographic Practice in the Present</i>,
Oxford, Bergham Books. pp. 135-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088048&pid=S0003-2573201700010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>BASTOS, C. (2014), “A década de 1990: os anos da internacionalização”, <i>Etnográfica</i>,
18 (2), pp. 385-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088050&pid=S0003-2573201700010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BASTOS, C., CORDEIRO, G.Í. (1997), “Desafios e metamorfoses: entrevista a
Gilberto Velho”. <i>Etnográfica</i> I (2), pp. 321-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088052&pid=S0003-2573201700010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>BASTOS, C., ALMEIDA, M.V. de e BIANCO, B.F. (eds.) (2002), <i>Trânsitos
Coloniais: Diálogos Críticos Luso-Brasileiros, </i>Lisboa, Imprensa de Ciências
Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088054&pid=S0003-2573201700010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>BASTOS, C., SOBRAL, J.M. (2017), “Portugal, Anthropology in”. <i>In</i> H.
Callan (ed.), <i>The International Encyclopedia of Anthropology</i>, Wiley (no
prelo).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088056&pid=S0003-2573201700010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>CARDÃO, M., CASTELO, C. (eds.) (2015), <i>Gilberto Freyre. Novas Leituras do outro
Lado do Atlântico</i>, São Paulo, Edusp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088058&pid=S0003-2573201700010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>CARVALHO, C., PINA-CABRAL, J. de (eds.) (2005), <i>A Persistência da História</i>,
Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088060&pid=S0003-2573201700010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CASTELO, C. (1999), <i>“O Modo de Ser do Português no Mundo”: O Luso-tropicalismo e a
Ideologia Colonial Portuguesa (1933-1961)</i>,Porto, Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088062&pid=S0003-2573201700010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>CASTELO, C., THOMAZ, O. R., NASCIMENTO, S., SILVA, T. C. (eds.) (2012), <i> Os Outros da Colonização. Ensaio
sobre o Colonialismo Tardio em Moçambique</i>, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088064&pid=S0003-2573201700010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>CASTRO, C., CORDEIRO, G.Í. (eds.) (2014), <i>Mundos em
Mediação. Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho</i>, Rio de Janeiro, FGV
Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088066&pid=S0003-2573201700010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>CORDEIRO, G.Í. (1993), “Jogo na cidade de Lisboa - a laranjinha”. <i>In</i> J.P. de Brito (ed.), <i>Portugal Moderno
</i>– <i>Tradições</i>, Lisboa, Pomo, pp. 182-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088068&pid=S0003-2573201700010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>CORDEIRO, G.Í. (1997), <i>Um Lugar na Cidade: Quotidiano,Memória e Representação no Bairro da Bica</i>, Lisboa, D. Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088070&pid=S0003-2573201700010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CORDEIRO, G.Í. (2014), “Do próximo ao complexo: o desafio antropológico da cidade>”. <i>In</i> C. Castro e G.Í. Cordeiro, (orgs.), <i>Mundos em
Mediação. Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho</i>, Rio de Janeiro, FGV Editora, pp. 21-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088072&pid=S0003-2573201700010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>COSTA, A.F. da, e GUERREIRO, M.D. (1984), <i>O Trágico e o Contraste. O Fado no Bairro de Alfama</i>,<i> </i>Lisboa, Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088074&pid=S0003-2573201700010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>COSTA, A.F. da, GUERREIRO, M.D. (2014), “Gilberto Velho e as ciências sociais em Portugal”. <i>In</i>
C. Castro e G.Í. Cordeiro, <i>Mundos em Mediação. Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho</i>, Rio de Janeiro, Editora FGV, pp.
9-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088076&pid=S0003-2573201700010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>DIAS, A.J. (1955), <i>Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa</i>, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088078&pid=S0003-2573201700010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>DOMINGOS, N. (2012),<i>Futebol e Colonialismo: Corpo e Cultura Popular em
Moçambique</i>, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088080&pid=S0003-2573201700010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> DUARTE, L.F.D. (2012), <i>Gilberto Velho (1945-2012). Um Virtuoso no
Burburinho das Cidades</i>, <i>RBPC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088082&pid=S0003-2573201700010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>

    <!-- ref --><p>ECKERT, C., ROCHA, A.L.C.
(2006), <i>Narradores Urbanos: Antropologia Urbana e Etnografia nas Cidades
Brasileiras. </i>Série documental. UFRGS e CNPq. Disponível em <a href="http://www.ufrgs.br/biev/grupos-de-trabalho/gt-video-narradores-urbanos.php" target="_blank"> http://www.ufrgs.br/biev/grupos-de-trabalho/gt-video-narradores-urbanos.php.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088084&pid=S0003-2573201700010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>

    <!-- ref --><p>FREYRE, G. (1933), <i>Casa Grande e Senzala, </i>Rio de Janeiro, José Olympio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088086&pid=S0003-2573201700010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>FREYRE, G. (1953), <i>Aventura e Rotina: Sugestões de Uma Viagem à Procura das
Constantes Portuguesas de Caráter e Ação, </i>Rio de Janeiro, José Olympio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088088&pid=S0003-2573201700010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>FREYRE, G. (1961), <i>O Luso e o Trópico: Sugestões em Torno dos Métodos Portugueses de
Integração dos Povos Autóctones e de Culturas Diferentes da Europeia num
Complexo Novo de Civilização, o Luso Tropical</i>, Lisboa, Comissão Executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088090&pid=S0003-2573201700010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GIL, J. (2004), <i>Portugal, Hoje: o Medo de Existir</i>, Lisboa, Relógio d’Água.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088092&pid=S0003-2573201700010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>LOURENÇO, E. (1978), <i>O Labirinto da Saudade:Psicanálise Mítica do Destino
Português</i>. Lisboa, Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088094&pid=S0003-2573201700010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>O’DONNELL, J. G. ( 2014), “Um antropólogo em Copacabana”. <i>In</i> C. Castro e G.Í. Cordeiro (orgs.), <i>Mundos em
Mediação Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho</i>, Rio de Janeiro, FGV Editora, pp. 63-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088096&pid=S0003-2573201700010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>O’NEILL, B., BRITO, J.P. de (ed.) (1991), <i>Lugares de Aqui: Actas do Seminários “Terrenos Portugueses”</i>, Lisboa, Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088098&pid=S0003-2573201700010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>RIBEIRO, M.C., FERREIRA, A.P. (eds.) (2003), <i>Fantasmas e
Fantasias Imperiais no Imaginário Português Contemporâneo, </i>Porto, Campo das
Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088100&pid=S0003-2573201700010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SANCHES, M.R. (ed.) (2007), <i>Portugal não é um País Pequeno: Pensar o Império na Pós-Colonialidade, </i>Lisboa, Cotovia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088102&pid=S0003-2573201700010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>SANTOS, B. de S. (2002), “Between Prospero and Caliban. Colonialism, postcolonialism and inter-identity”. <i>Luso-Brazilian Review</i>, 39 (2), pp. 9-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088104&pid=S0003-2573201700010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>SANTOS, B. de S. (2011), <i>Portugal. Ensaio contra a Autoflagelação</i>, <i>Coimbra</i>,
Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088106&pid=S0003-2573201700010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>SOBRAL, J.M. (2003),“A Formação das nações e o nacionalismo: os paradigmas
explicativos e o caso português”.<i>Análise Social</i>, 165, XXXVII (4.º), pp. 1093-1126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088108&pid=S0003-2573201700010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>SOBRAL, J.M. (2012), <i>Portugal, Portugueses: Uma Identidade Nacional</i>, Lisboa, Fundação ­Francisco Manuel dos Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088110&pid=S0003-2573201700010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>THOMAZ, O.R. (2001), <i>Ecos do Atlântico Sul, </i>Rio
de Janeiro, Ed. UFRJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088112&pid=S0003-2573201700010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (1973), <i>A Utopia Urbana: um Estudo de Antropologia Social</i>, Rio de
Janeiro, Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088114&pid=S0003-2573201700010000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (ed.) (1974), <i>Desvio e Divergência: uma Crítica da Patologia Social</i>,
Rio de Janeiro, Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088116&pid=S0003-2573201700010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO,
G. (ed.) (1977), <i>Arte e Sociedade: Ensaios de Sociologia da Arte</i>, Rio de
Janeiro, Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088118&pid=S0003-2573201700010000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (ed.) (1980), <i>O Desafio da Cidade: Novas Perspectivas da Antropologia
Brasileira</i>, Rio de Janeiro, Campus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088120&pid=S0003-2573201700010000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VELHO, G. (1981), <i>Individualismo e Cultura: Notas para uma Antropologia da
Sociedade Contemporânea, </i>Rio de Janeiro, Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088122&pid=S0003-2573201700010000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (1994), <i>Projeto e Metamorfose: Antropologia das Sociedades Complexas</i>,
Rio de Janeiro, Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088124&pid=S0003-2573201700010000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (1998), <i>Nobres & Anjos: um Estudo de Tóxicos e Hierarquia, </i>Rio de Janeiro, Editora FGV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088126&pid=S0003-2573201700010000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (ed.) (1999), <i>Antropologia Urbana: Cultura e Sociedade no Brasil e em
Portugal</i>,<i> </i>Rio de Janeiro, Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088128&pid=S0003-2573201700010000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>VELHO, G. (2008), “Gilberto Freyre: trajetória e singularidade”. <i>Sociologia,
Problemas e Práticas, </i>58, pp. 11-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088130&pid=S0003-2573201700010000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VIEGAS, S. de M., PINA-CABRAL, J. de (2014), “Na encruzilhada portuguesa: a antropologia
contemporânea e a sua história”. <i>Etnográfica</i>, 18 (2), pp. 211-332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=088132&pid=S0003-2573201700010000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>


    <p>&nbsp;</p>


    <p>Recebido a 17-11-2015. Aceite para publicação a 21-06-2016</p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>NOTAS</b></p>


    <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Não terão sido poucos os
que cometeram o deslize linguístico de chamar Gilberto Freyre a Gilberto Velho,
ou vice-versa. “Freud explica”, como se diz no Brasil e, não posso garantir,
mas apostaria que sim, diria também Gilberto Velho, a quem nunca faltaram humor
e generosidade; e ele mesmo publicou um artigo sobre Freyre numa revista
académica portuguesa, quando a proximidade e troca contínua com colegas da
antropologia e sociologia urbana portugueses se tornou quotidiana (Velho,
2008).</p>

    <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Sem profetismo
generalizante e mais ancorados na pesquisa histórica estão os estudos do
nacionalismo português do antropólogo José Sobral (2003, 2012).</p>



     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BASTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tristes trópicos e alegres luso-tropicalismos:: das notas de viagem em Lévi-Strauss e Gilberto Freyre]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Social]]></source>
<year>1998</year>
<volume>146-147</volume>
<numero>XXXIII</numero><numero>1.</numero>
<issue>XXXIII</issue><issue>1.</issue>
<page-range>15-432</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BASTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tracking global flows and still moving:: the ethnography of responses to AIDS]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Melhuus]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mitchell]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wulff]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ethnographic Practice in the Present]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>135-151</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bergham Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BASTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A década de 1990: os anos da internacionalização]]></article-title>
<source><![CDATA[Etnográfica]]></source>
<year>2014</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>385-401</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BASTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CORDEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios e metamorfoses: entrevista a Gilberto Velho]]></article-title>
<source><![CDATA[Etnográfica]]></source>
<year>1997</year>
<volume>I</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>321-327</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BASTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.V. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BIANCO]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Trânsitos Coloniais: Diálogos Críticos Luso-Brasileiros]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa de Ciências Sociais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BASTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SOBRAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Portugal, Anthropology in]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Callan]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The International Encyclopedia of Anthropology]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARDÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CASTELO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gilberto Freyre: Novas Leituras do outro Lado do Atlântico]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edusp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARVALHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PINA-CABRAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Persistência da História]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa de Ciências Sociais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CASTELO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Modo de Ser do Português no Mundo: O Luso-tropicalismo e a Ideologia Colonial Portuguesa (1933-1961)]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CASTELO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[THOMAZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NASCIMENTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os Outros da Colonização.: Ensaio sobre o Colonialismo Tardio em Moçambique]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa de Ciências Sociais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CASTRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CORDEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mundos em Mediação: Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FGV Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CORDEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Jogo na cidade de Lisboa: a laranjinha]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Brito]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.P. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal Moderno: Tradições]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>182-188</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pomo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CORDEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Um Lugar na Cidade:: Quotidiano,Memória e Representação no Bairro da Bica]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[D. Quixote]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CORDEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Do próximo ao complexo:: o desafio antropológico da cidade]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cordeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mundos em Mediação: Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>21-31</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FGV Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.F. da]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GUERREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Trágico e o Contraste: O Fado no Bairro de Alfama]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dom Quixote]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.F. da]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GUERREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gilberto Velho e as ciências sociais em Portugal]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cordeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mundos em Mediação: Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho]]></source>
<year></year>
<page-range>9-20</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora FGV]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DIAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa]]></source>
<year>1955</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DOMINGOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Futebol e Colonialismo:: Corpo e Cultura Popular em Moçambique]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa de Ciências Sociais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DUARTE]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.F.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gilberto Velho (1945-2012).: Um Virtuoso no Burburinho das Cidades]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-name><![CDATA[RBPC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ECKERT]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ROCHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Narradores Urbanos:: Antropologia Urbana e Etnografia nas Cidades Brasileiras]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[UFRGS e CNPq]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREYRE]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Casa Grande e Senzala]]></source>
<year>1933</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[José Olympio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREYRE]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aventura e Rotina:: Sugestões de Uma Viagem à Procura das Constantes Portuguesas de Caráter e Ação]]></source>
<year>1953</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[José Olympio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREYRE]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Luso e o Trópico:: Sugestões em Torno dos Métodos Portugueses de Integração dos Povos Autóctones e de Culturas Diferentes da Europeia num Complexo Novo de Civilização, o Luso Tropical]]></source>
<year>1961</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Comissão Executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GIL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal, Hoje:: o Medo de Existir]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Relógio d’Água.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOURENÇO]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Labirinto da Saudade: Psicanálise Mítica do Destino Português]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dom Quixote]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[O’DONNELL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um antropólogo em Copacabana]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cordeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Í.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mundos em Mediação Ensaios ao Encontro de Gilberto Velho]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>63-73</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FGV Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[O’NEILL]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BRITO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.P. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lugares de Aqui: Actas do Seminários “Terrenos Portugueses”]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dom Quixote]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RIBEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fantasmas e Fantasias Imperiais no Imaginário Português Contemporâneo]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Campo das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANCHES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal não é um País Pequeno: Pensar o Império na Pós-Colonialidade]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cotovia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. de S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Between Prospero and Caliban: Colonialism, postcolonialism and inter-identity]]></article-title>
<source><![CDATA[Luso-Brazilian Review]]></source>
<year>2002</year>
<volume>39</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>9-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. de S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal: Ensaio contra a Autoflagelação]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SOBRAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Formação das nações e o nacionalismo: os paradigmas explicativos e o caso português]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Social]]></source>
<year>2003</year>
<volume>165</volume><volume>XXXVII</volume>
<numero>4.</numero>
<issue>4.</issue>
<page-range>1093-1126</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SOBRAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal, Portugueses: Uma Identidade Nacional]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação ­Francisco Manuel dos Santos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THOMAZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ecos do Atlântico Sul]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. UFRJ]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Utopia Urbana: um Estudo de Antropologia Social]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desvio e Divergência: uma Crítica da Patologia Social]]></source>
<year>1974</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Arte e Sociedade: Ensaios de Sociologia da Arte]]></source>
<year>1977</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Desafio da Cidade: Novas Perspectivas da Antropologia Brasileira]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Campus]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Individualismo e Cultura: Notas para uma Antropologia da Sociedade Contemporânea]]></source>
<year>1981</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Projeto e Metamorfose: Antropologia das Sociedades Complexas]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Nobres & Anjos: um Estudo de Tóxicos e Hierarquia]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora FGV.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Antropologia Urbana: Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gilberto Freyre: trajetória e singularidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></source>
<year>2008</year>
<volume>58</volume>
<page-range>11-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VIEGAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. de M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PINA-CABRAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Na encruzilhada portuguesa: a antropologia contemporânea e a sua história]]></article-title>
<source><![CDATA[Etnográfica]]></source>
<year>2014</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>211-332</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
