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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identidade, ideias e normas na construção dos interesses em política externa: o caso português]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article develops an eclectic constructivist argument about the role of identity, ideas, and norms in the definition of Portugal’s foreign policy interests. It begins by exposing the limitations of the excessively materialistic and static way of rationalizing states’ interests. Then it discusses the importance of the social construction of identities and interests and their interrelation with the social and normative structure of the international order. Lastly, it advocates the need for a socio-cultural approach regarding interests, and presents a new model for foreign policy analysis that applies to the Portuguese case.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Identidade,   ideias e normas na construção dos interesses em política externa: o caso português</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Identity, ideas and norms in the construction of foreign policy interests: the Portuguese case</b></font></p>     <p><b>Pedro Emanuel Mendes*</b></p>     <p>*Instituto Portugu&ecirc;s de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Universidade Nova de Lisboa.&#8196;Rua de Dona Estef&acirc;nia, 195, 5.&ordm; D - 1000-155 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:pemanuelmendes@gmail.com">pemanuelmendes@gmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo desenvolve uma argumentação   construtivista eclética sobre o papel da identidade, das ideias e das normas na   definição dos interesses em política externa. Começa por expor as limitações do   modo excessivamente materialista e estático das análises racionalistas sobre os   interesses dos Estados. Depois, discute a importância da construção social das   identidades e dos interesses e da sua inter-relação com a estrutura social e   normativa da ordem internacional. Finalmente, advoga a necessidade de uma   abordagem sociocultural sobre os interesses e apresenta um novo modelo de   análise da política externa dos Estados, que aplica ao caso português.</p>     <p>PALAVRAS-CHAVE: análise da política externa;   construtivismo; Portugal; identidade.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article develops an eclectic   constructivist argument about the role of identity, ideas, and norms in the   definition of Portugal&#39;s foreign policy interests. It begins by exposing the   limitations of the excessively materialistic and static way of rationalizing   states&#39; interests. Then it discusses the importance of the social construction   of identities and interests and their interrelation with the social and   normative structure of the international order. Lastly, it advocates the need   for a socio-cultural approach regarding interests, and presents a new model for   foreign policy analysis that applies to the Portuguese case.</p>     <p>KEYWORDS:   foreign policy analysis; constructivism; Portugal; identity.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODUÇÃO</p>     <p>Este artigo desenvolve   uma argumentação alternativa às tradicionais visões racionalistas sobre as   fontes de comportamento dos Estados em política externa. Apresenta uma   abordagem construtivista eclética que, sem negar a importância dos fatores   materiais, assume a identidade, as ideias e as normas como elementos   indispensáveis para melhor compreendermos a política externa dos Estados.   Propõe um modelo sociocultural da política externa que explica as dinâmicas de   (re)construção das identidades e respetivos interesses   dos Estados e dá o caso português como exemplo.</p>     <p>A política externa é a política pública que   expressa de forma mais completa a identidade política do Estado. Os discursos   dos líderes sobre a política externa estão constantemente impregnados de sentimentos   subjetivos relativos a costumes, instituições, territórios, mitos e rituais   reveladores de uma especificidade cultural e identitária. Estas manifestações   da identidade moldam as perceções dos decisores sobre o passado e o presente da   inserção internacional dos Estados, bem como as suas futuras escolhas e opções   de política externa. A identidade do Estado é a base constitutiva da sua   cultura política e do estilo nacional da sua política externa.<sup> </sup>São   as ideias e valores culturais do Estado que, interpretadas como um &#34;belief   system&#34; (Schafer e Walker, 2006), fundamentam as   doutrinas da política externa dos Estados.</p>     <p>As imagens e as ideias sobre <i>quem somos</i> e   como nos situamos no mundo servem como guias essenciais para a construção das   visões do mundo dos decisores e agentes diplomáticos na sua ação política.   Estas <i>imagens culturais</i><a href="#1"><sup>[1]</sup></a><a name="top1"></a> funcionam como lentes conceptuais   através das quais os atores da política externa percecionam as relações   internacionais e tendem a formatar aquilo que eles próprios passam a considerar   como a mais racional política externa.</p>     <p>A questão que este trabalho coloca não é a de   saber se os fatores materiais são importantes em política externa. Para uma   análise sofisticada sobre a política externa, esta é uma pergunta errada. Os   fatores materiais contam e estão sempre presentes na construção da política   externa dos Estados. O problema que aqui discutimos não é o de saber se os   interesses materiais prevalecem sobre as ideias, normas e identidades, ou   vice-versa, mas sim de que modo as ideias, identidades   e normas influenciam a forma como os atores escolhem e definem os seus   interesses.</p>     <p>A questão fundamental é saber se os interesses   podem ser explicados unicamente por fatores materiais, e isoladamente dos   fatores ideacionais, ou se, pelo contrário, estes fatores têm necessariamente   de ser tidos em conta para compreendermos melhor os processos de formação de   interesses e de implementação das políticas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo começa por expor as limitações do modo   excessivamente materialista e estático da visão racionalista sobre os   interesses na formulação da política externa. Depois, discute a importância de   assumirmos a construção social das identidades e dos interesses em política   externa e a sua inter-relação com a estrutura social e normativa da ordem   internacional. Posteriormente, enfatiza a importância de uma visão ideacional,   menos económica, e mais sociológica, sobre os interesses e apresenta um modelo   de análise que sintetiza os principais fatores presentes na construção da   política externa dos Estados. Finalmente, em função da discussão teórica   proposta,<a href="#2"><sup>[2]</sup></a><a name="top2"></a> dá o exemplo português como um caso significativo da relação dinâmica   entre política externa, identidade e construção de imagens e interesses   nacionais.</p>     <p>O seu principal objetivo é o de demonstrar que   para compreendermos o processo dinâmico de construção social dos interesses e   preferências da política externa dos Estados, nomeadamente da política externa   portuguesa contemporânea, é necessário uma abordagem sociocultural que   interligue os fatores ideacionais e materiais. Neste quadro, o primeiro   argumento apresentado é que os interesses são produtos das identidades dos   Estados. O segundo argumento é que as identidades não são estáticas. As   preferências e interesses dos Estados resultam de processos de construção   identitários que dependem do seu contexto histórico, social, cultural e   político.</p>     <p>A CONSTRUÇÃO DOS   INTERESSES DOS ESTADOS: O OBJETIVISMO MATERIAL DO RACIONALISMO E O IDEALISMO   INTERSUBJETIVO DO CONSTRUTIVISMO</p>     <p>Em Relações   Internacionais (RI), instituiu-se um debate teórico importante entre o   racionalismo e o construtivismo (Mendes, 2012a). Este debate reflete duas   visões gerais sobre a forma como os Estados definem e constroem os seus   interesses.<a href="#3"><sup>[3]</sup></a><a name="top3"></a> O racionalismo engloba as tradições teóricas que, partindo da <i>rational     choice</i>, explicam o comportamento dos decisores com base na visão utilitária   de maximização dos interesses materiais. Em RI, o racionalismo inclui os   desenvolvimentos da teoria dos jogos e, sobretudo, a visão positivista e   instrumental da explicação da política externa dos Estados em termos de &#34;goal-seeking   behaviour&#34; (Snidal, 2013, p. 87). As abordagens racionalistas explicam o   comportamento dos atores nas relações internacionais através de uma assunção   básica, sintetizada na seguinte fórmula: &#34;Desire&#8197;+&#8197;Belief&#8197;=&#8197;Action&#34; (Fearon e Wendt, 2002, p. 59). O racionalismo expressa a   perspetiva clássica do <i>homo economicus, </i>ou seja, o ator é uma entidade   calculista que analisa cuidadosamente as várias opções de ação e escolhe   aquela que for a mais eficiente para atingir os seus objetivos (Mendes, 2007).</p>     <p>Esta perspetiva racionalista objetivista, de   obtenção de resultados materiais, teve o seu corolário com a invenção do   realismo, a teoria dominante no período de formação das RI (Mendes, 2014 e   2017a). Com o realismo, as RI passaram a ser a disciplina que explicava o   comportamento dos Estados com base na racional <i>busca pelo poder</i>. Mesmo   os posteriores desenvolvimentos racionalistas, teoricamente mais sofisticados,   concordavam numa ideia essencial: a existência de uma estrutural lógica   competitiva de poder material na política internacional. Aqui, o poder,   entendido convencionalmente como capacidades materiais, era a principal   determinante da formação dos interesses e comportamento dos Estados. Apesar de   existirem exceções, em regra as explicações sobre a política internacional   corroboravam as ideias parcimoniosas e dominantes do neorrealismo e do   neoliberalismo assentes na máxima: todos os Estados querem Poder, Segurança e   Riqueza (PSR). Estas ideias racionalistas não são incorretas. Todavia, podemos   com igual grau de certeza afirmar que são claramente incompletas, podendo mesmo   ser tautologicamente mistificadoras.</p>     <p>Ao não   considerarem os aspetos constitutivos e histórico-sociais da construção da   política internacional, as análises realistas tradicionais apresentam   limitações.<a href="#4"><sup>[4]</sup></a><a name="top4"></a> Mais do que explicações sobre a formação dos interesses, as teorias   realistas sobre a <i>busca do poder</i> são, sobretudo, uma descrição<a href="#5"><sup>[5]</sup></a><a name="top5"></a> sobre um tipo de comportamento existente na política internacional que   necessita de ser mais bem explicado (Vasquez, 1998). Contudo, é inegável o <i>poder     empático</i><a href="#6"><sup>[6]</sup></a><a name="top6"></a> de muitas das teorias racionalistas, desde logo o realismo. Na   prática, precisamente porque os decisores acreditam que o mundo funciona   basicamente através de uma aritmética material relativa à busca de PSR, em grande medida as relações internacionais funcionam   de acordo com este modo de pensar e agir dos atores. É o que designamos de   síndroma cartesiano da política: <i>penso logo ajo</i>.</p>     <p>Muitas decisões em política externa não podem ser explicáveis se não levarmos    em linha de conta a lógica racionalista e consequencial de maximização de interesses    e distribuição de poder material da estrutura internacional. É tradicional,    na teoria e prática da política externa, os analistas e decisores assumirem    visões racionalistas otimizadoras de um interesse nacional abstrato, neo-funcional,    ligado a um conjunto de princípios básicos relativos aos objetivos de sobrevivência,    adaptação e obtenção de poder dos Estados. Este interesse nacional resulta da    identidade corporativa do Estado (Wendt, 1999). Por isso, existe um interesse    nacional universal intrínseco à qualidade das entidades estatais. Assumir esta    ideia objetivista, segundo a qual todos os Estados têm alguns interesses nacionais    básicos objetivos - sobrevivência, autonomia, bem-estar económico, autoestima    coletiva, não significa deixar de perceber que para perseguir estes interesses    objetivos, na prática, os Estados definem políticas que são determinadas por    interesses subjetivos (Wendt, 1999, pp. 234-235). Ainda que seja possível identificar    um universal interesse nacional mínimo na política externa dos Estados, a realidade    é que todos os Estados têm a <i>sua</i> política externa que, por definição,    é uma política que exprime interesses nacionais particulares face aos outros    Estados. Mesmo este interesse nacional mínimo não pode ser desligado das perceções    e construções identitárias particulares e históricas de cada Estado. Em abstrato,    existem alguns interesses nacionais relativamente estáveis, na prática, todos    os interesses dos Estados são construídos socialmente e resultado de um processo    histórico e contingencial, em que o ambiente cultural, institucional e ideacional    dos decisores políticos são decisivos, como o nosso caso demonstra.</p>     <p>Para   compreendermos melhor a formação dos interesses não podemos limitar-nos às   explicações tradicionais, excessivamente objetivistas, materialistas e   estáticas. Sobretudo, não devemos explicar as preferências e formação de   interesses dos Estados, mesmo os óbvios interesses materiais de PSR, numa   lógica dicotómica entre o <i>poder</i> e as <i>ideias</i>.</p>     <p>Ao contrário do naturalismo ontológico de grande   parte dos racionalistas, a abordagem construtivista enfatiza a importância dos   fatores ideacionais na construção dos interesses, práticas e instituições da   política internacional e não assume o mundo como uma materialização estática e   associal.<sup> </sup>Para o construtivismo, o mundo não é estático e natural,   mas sim emergente e histórico. A ordem internacional é dinâmica e definida por   estruturas e agentes através de processos interdependentes, intersubjetivos e   coletivamente construídos (Carlsnaes, 2012; Mendes, 2016a; 2018).</p>     <p>Os interesses dos Estados não são constatações   naturais, são contingentes e diretamente relacionados com os projetos políticos   relativos aos processos de construção nacional e identitária dos Estados. Os   interesses são construídos por um processo de interação social (Katzenstein,   1996, p. 2). Este processo é um jogo dinâmico em que os fatores ideacionais se   interligam com fatores materiais numa determinada conjuntura cultural e   política. Como o nosso modelo defende, os interesses devem ser compreendidos   como o resultado da relação que se estabelece entre fatores ideacionais   cognitivos individuais e fatores sociais, culturais e normativos coletivos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Obviamente que em   política externa existem importantes decisões de <i>imposição de poder</i> ligadas a um cálculo geoestratégico de fatores materiais. Mas não parece ser   menos óbvio que os seus processos de formulação, e os seus efeitos, estão   envolvidos em ambientes ideacionais intersubjetivos (Mendes, 2016a). Os   interesses materiais não existem independentemente da interpretação dos atores.   Da mesma forma que os factos, os fatores materiais da ordem internacional &#34;do   not speak for themselves&#34; (Hanson, <i>apud</i> Thasnberg, 2006, p. 28), têm de   ser interpretados. Ao contrário do <i>materialismo naturalista</i> do realismo<a href="#7"><sup>[7]</sup></a><a name="top7"></a>, que assume que as estruturas fundamentais da ordem internacional são   puramente materiais, é essencial perceber que as estruturas internacionais,   mesmo as que implicam poder material, são construções sociais inter­subjetivas.</p>     <p>Para contarmos melhores histórias sobre a   política externa dos Estados devemos ter em conta não apenas a lógica   explicativa consequencial dos jogos instrumentais, racionais e estruturais, de   busca de PSR, mas também as explicações constitutivas, ideacionais, sociais e   agenciais de construção dos interesses (Weldes, 1996; Kowert, 2010; Adler e   Pouliot, 2011; Mendes, 2018). Para além dos fatores materiais devemos prestar   atenção aos seguintes fatores ideacionais e sociais:</p>     <p>a)   construção ideacional dos interesses   (ideias);</p>     <p>b)   construção dinâmica, social e interrelacional   dos agentes (identidade);</p>     <p>c)    papel e influência das regras e princípios   normativos (normas);</p>     <p>d)   importância dos contextos, hábitos culturais   e rotinas institucionais (práticas).</p>     <p>O   PAPEL DA IDENTIDADE NA (RE)CONSTRUÇÃO DOS INTERESSES</p>     <p>Para   as abordagens racionalistas tradicionais as identidades e os interesses dos   Estados são assumidos de uma forma apriorística, homogénea e não problemática.   Tanto o neoliberalismo como o neorrealismo apresentam os interesses dos Estados   de forma exógena, como adquiridos, e não os conseguem explicar nem prever   convenientemente (Keohane, 1993, p. 285). Sobretudo o realismo tende a assumir   as identidades e os interesses dos Estados na política internacional como   relativamente invariáveis ao longo do tempo e do espaço. O que é sublinhado é   que todos os atores da política internacional têm um poderoso e imutável fator   identitário: o interesse próprio e egoísta dos Estados de busca de PSR.</p>     <p>O construtivismo não nega a importância dos   Estados perseguirem PSR. O que diz é que não podemos explicar os desejos de   poder material dos Estados de uma forma não social. Para compreendermos e   explicarmos os interesses de PSR temos de ter em conta   a sua construção social, os seus ambientes ideacionais, identitários e   culturais. O nosso modelo não contraria o argumento que os interesses dos   Estados partem de expectativas autocentradas e, essencialmente, egoístas, nem   que os interesses são constrangidos por fatores materiais e pelo interesse   básico de autopreservação. O que argumentamos é que mais do que os puros   fatores materiais de poder, o que conta é a sua interpretação intersubjetiva e   a sua respetiva assunção partilhada (Mendes, 2018).</p>     <p>Os interesses não nascem <i>naturalmente</i>, são <i>socialmente</i> construídos, desde logo através da identidade. Para explicar   os interesses da política externa dos Estados temos de compreender, em primeiro   lugar, o papel constitutivo da identidade. As identidades são anteriores à   formação dos interesses e têm efeitos constitutivos na definição dos interesses   em política externa (Jepperson, Wendt e Katzenstein, 1996, p. 65). Os Estados   desenvolvem interesses diretamente ligados às suas identidades políticas   particulares e mesmo as identidades ideológicas do jogo da política interna   podem ser refletidas na formação de interesses na política externa (Mendes,   2004; 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As identidades   dos Estados emergem historicamente e resultam das interações com diferentes   ambientes sociais, simultaneamente domésticos e internacionais. As identidades   constroem <i>nacionalmente</i> os Estados e são cruciais para podermos   compreender melhor os processos políticos que estão na origem da formação dos   interesses ligados à definição da política externa. Como as identidades e os   interesses dos Estados são variáveis, devemos analisar os interesses e   preferências dos Estados em função da evolução dos contextos históricos.</p>     <p>Diferentemente do   que defendem as teorias mais tradicionais, as fontes socioculturais da política   externa são dinâmicas e podem ser objeto de mudança. Os Estados não são   unitários, mas constituídos por um conjunto variado de grupos sociais com   interesses e preferências identitárias diferenciadas. Os Estados sofrem   transições políticas que afetam a sua cultura política e a consequente   identidade da sua política externa.<sup> </sup>Em circunstâncias históricas   particulares ocorrem transformações que têm impactos tão profundos nos Estados   que podem levar a redefinições na identidade, preferências e interesses das   suas políticas externas. Numa sociedade nacional nem sempre todos têm   necessariamente de apoiar as decisões dos seus governos, nem interpretar a sua   identidade política de uma forma unitária. Em determinados momentos existem   fossos de credibilidade na cultura política do Estado que originam o surgimento   de interpretações identitárias e de sentidos históricos diferentes e   competitivos entre si.<a href="#8"><sup>[8]</sup></a><a name="top8"></a></p>     <p>Da mesma forma,   na sociedade internacional existem atores com identidades diferenciadas. Estas   identidades influenciam a forma como os Estados constroem os interesses e   interpretam os próprios fatores de poder. Mesmo o <i>poder material hierárquico</i> presente<i> </i>nas relações internacionais é conexo com as práticas sociais   que constantemente constroem, solidificam e reproduzem as identidades dos   atores na política internacional. Muitas vezes independentemente da   quantificação do poder material, os atores definem interesses e políticas que,   mais do que a busca objetiva e racional de PSR, traduzem perceções e visões   ideológicas subjetivas sobre o que os decisores pensam e interpretam como sendo   o interesse racional dos Estados.<a href="#9"><sup>[9]</sup></a><a name="top9"></a></p>     <p>Os Estados   interiorizam e reproduzem identidades diferenciadas no jogo da política   internacional e nas respetivas políticas externas. Identidades específicas,   como no caso do Estado Novo - um Estado Autoritário, Imperial e Autárcico - ou   identidades gerais como a potência hegemónica; o inimigo; o aliado; o infrator   das normas internacionais, o defensor dos Direitos Humanos, etc.<sup> </sup>Isto   significa que a forma como os Estados se autodefinem e definem os outros tem   consequências comportamentais. As identidades que os Estados assumem têm   implicações importantes na forma como estes agem e reagem na política   internacional. Todo o comportamento em política externa só é possível e   inteligível no âmbito de um contexto social e cultural intersubjetivo. Os   diversos atores do sistema internacional desenvolvem as suas relações com   outros atores através da construção de identidades e das consequentes normas e   práticas que vão mediar os seus comportamentos.<a href="#10"><sup>[10]</sup></a><a name="top10"></a></p>     <p>O PAPEL DA   SOCIALIZAÇÃO NORMATIVA INTERNACIONAL</p>     <p>As   explicações racionalistas sublinham, bem, a importância da distribuição de   poder material para a explicação da política externa dos Estados. Todavia, para   uma completa compreensão dos seus interesses, é necessário ir além das   explicações materiais da estrutura internacional: o famoso &#34;poder estrutural&#34;   (Guzzini, 2013). Não basta investigar e compreender a estrutura internacional   de poder material, é fundamental ter em consideração a   estrutura internacional normativa, as suas ideias, normas e práticas sociais:   os seus <i>significados coletivos</i> (Onuf, 1989; Wendt, 1999; Adler, 2013;   Mendes, 2018).</p>     <p>É verdade   que os Estados <i>querem</i> PSR, mas não é menos verdade que não podemos   compreender o que os Estados <i>querem</i> sem termos em consideração a   estrutura sociocultural, interna e internacional, de que fazem parte. Os   Estados são atores sociais embebidos em redes sociais que influenciam e moldam   as suas perceções do mundo, bem como os papéis que aí desempenham. Os Estados   são <i>socializados</i> a <i>quererem</i> determinadas coisas (Wendt, 1999;   Smith, 2001; Johnston, 2008). O que estes querem não pode ser desligado da   estrutura social e normativa da ordem internacional que os envolve e do   processo de construção histórico-social de determinada ordem internacional.   Neste processo, as preferências e interesses dos Estados vão ser influenciados   por redes normativas - políticas, sociais e institucionais - que compõem a   sociedade internacional e em que os decisores e os seus públicos participam e   interagem socialmente (Finnemore, 1996c, p. 2).<a href="#11"><sup>[11]</sup></a><a name="top11"></a></p>     <p>À medida   que as elites nacionais interagem com o ambiente internacional, começam a   adquirir conhecimento das normas internacionais, bem como um <i>entendimento</i> das políticas, preferências e práticas que os líderes e elites internacionais   estabelecem entre si. O conhecimento destas normas internacionais, e a sua   relação com as políticas externas dos seus Estados apresentam-se às elites   nacionais como opções de conformidade ou desconformidade.</p>     <p>A política   externa de um Estado pode rejeitar a estrutura normativa da sociedade   internacional e assumir um conjunto de preferências e interesses que não são   conformes às normas internacionais. Quando isto acontece, o Estado tende a ter   uma política externa isolacionista ou <i>especial</i><a href="#12"><sup>[12]</sup></a><a name="top12"></a><i> </i>que, de qualquer forma, sofrerá consequências   negativas por não estar conforme às normas   internacionais. Ao contrário, as elites políticas podem alterar as ideias sobre   a sua política externa e elaborar uma nova doutrina que esteja de acordo com as   normas internacionais, como aconteceu com Portugal na sua transição democrática   (Mendes, 2004; 2012b).</p>     <p>As elites podem optar por uma reconstrução das   ideias políticas e dos consequentes interesses das sua políticas externas, de modo a ultrapassarem as consequências negativas   relativas à não conformidade com as normas internacionais, e passarem a   utilizar a conformidade com tais regras como mais um argumento para tentarem   maximizar os seus interesses.<a href="#13"><sup>[13]</sup></a><a name="top13"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para além do   papel desempenhado pelo contexto político interno e internacional na definição   dos interesses, é fundamental assumir a importância do contexto normativo   internacional. Este contexto é baseado na influência e disseminação das normas   que estruturam as regras do comportamento adequado e influencia o comportamento   dos decisores e das suas sociedades civis.<a href="#14"><sup>[14]</sup></a><a name="top14"></a></p>     <p>Por outro lado, o   contexto normativo internacional é dinâmico e vai sofrendo alterações à medida   que as normas e os valores internacionais aceites e legítimos mudam. Estas   mudanças criam muitas vezes condições para alterações coordenadas e conjuntas   nos interesses e comportamentos dos Estados nas relações internacionais. Para   além de estarem ligados a pressões externas ou a exigências domésticas, os interesses   dos Estados são moldados pela vivência partilhada das normas internacionais<a href="#15"><sup>[15]</sup></a><a name="top15"></a> que estruturam e dão sentido às relações internacionais (Finnemore   1996a, 1996c; Acharya, 2012).</p>     <p>As normas dizem respeito às ideias e expectativas coletivas sobre o   comportamento apropriado dos atores dentro de uma determinada identidade   (Katzenstein, 1996, p. 5; Finnemore e Sikkink, 1998, p. 891), definem os   padrões do comportamento legítimo e refletem não só o que os Estados <i>fazem</i>,   mas também o que <i>devem </i>fazer. Independente da sua maior ou menor   eficácia, as normas influenciam o conjunto de valores, regras, leis e práticas   que estruturam a política internacional e ajudam a explicar a natureza e o modo   de funcionamento da sociedade internacional. Como elementos não materiais da   estrutura internacional, estas refletem a evolução das ideias e princípios   legítimos sobre o comportamento adequado (Risse, Ropp   e Sikkink, 2013).</p>     <p>Embora existam   vários tipos de normas, em geral desempenham duas funções essenciais: funções   constitutivas e funções regulativas (Kowert e Legro, 1996; Kratochwil, 1989;   Goertz, 2003). Podendo desempenhar estas duas funções de forma simultânea, em   primeiro lugar as normas operam como regras que definem e constituem a   identidade dos atores. Têm efeitos constitutivos na invenção das próprias   regras do jogo. Noutras situações, operam como especificadoras do comportamento   legítimo, determinando o que se pode ou não fazer num determinado jogo. Têm   efeitos regulativos, pois definem e regulam padrões de comportamento adequado.</p>     <p>A influência das normas é variável e depende de   vários fatores<a href="#16"><sup>[16]</sup></a><a name="top16"></a>, mas existem duas condições básicas para a sua influência: o seu grau   de <i>especificidade </i>e de <i>aceitação partilha</i>da (Legro,1997,   pp. 34-35). Primeiro, uma norma é tanto mais influente quanto mais clara e   específica for a sua discriminação entre o comportamento apropriado e o   inapropriado. Segundo, uma norma é tanto mais influente no comportamento dos   atores quanto maior for a sua capacidade de se difundir, tornar comum e   abrangente.</p>     <p>Para uma explicação <i>sociocultural</i> da   política externa devemos prestar atenção às normas que claramente discriminam   entre o comportamento adequado e inadequado e, ao mesmo tempo, têm um elevado   grau de aceitação comum. Ao nível interno, uma alta aceitação comum é indicada   pela institucionalização das normas na ordem constitucional do Estado, bem como   pelo consenso alargado entre os partidos políticos representados no parlamento.   Ao nível internacional, a existência de uma aceitação partilhada de valores e   normas sobre o comportamento adequado por um vasta maioria de Estados é considerada decisiva. Tratados, atos legais de   organizações internacionais, acordos e outros documentos similares aprovados   por uma larga maioria de Estados podem ser um bom indicador da influência das   normas.</p>     <p>Embora a   implementação e internalização das normas dependa de um processo de   socialização (Checkel, 1999; Risse, Ropp e Sikkink,   2013), quando as expectativas sobre valores e normas relativamente ao   comportamento adequado são expressas de uma forma simultânea ao nível nacional   e internacional, e apontam na mesma direção, é expectável uma forte influência   no comportamento do Estado.</p>     <p>A IMPORTÂNCIA DAS   IDEIAS: UMA VISÃO SOCIOLÓGICA</p>     <p>A   visão não exclusivamente material dos interesses tinha já sido adiantada por   alguns trabalhos reunidos no influente <i>Ideas and Foreign Policy</i> (Goldstein e Keohane, 1993). Aqui, é sublinhado o carácter ideacional da   formação dos interesses e das políticas e a importância decisiva que as ideias   têm, sobretudo ao nível dos agentes, mas também ao nível da institucionalização   da estrutura normativa internacional.</p>     <p>De acordo com   Goldstein e Keohane (1993), as ideias têm três tipos de impacto na formulação   da política externa. Atuam como <i>road</i><i> maps</i>,   servem como <i>focal points</i> na definição de soluções cooperativas, e são   decisivas nos processos de institucionalização de normas, práticas e doutrinas.<a href="#17"><sup>[17]</sup></a><a name="top17"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vários autores   próximos de uma visão racionalista analisam a importância dos fatores   ideacionais e o carácter ideológico e interpretativo das elites na definição   dos interesses nacionais dos Estados (Snyder, 1991; Walt, 1996; Moravcsik,   2008; Lobell, Ripsman, e Taliaferro, 2009). Nesta ótica, os interesses dos   Estados resultam de coligações internas que refletem interesses locais dos   líderes políticos e de valores ideológicos que condicionam a perceção dos   interesses e preferências da política externa.</p>     <p>Estas análises   racionalistas encaram os fatores ideacionais de forma instrumental e   privilegiam as explicações materialistas sobre os interesses. Todavia, as   identidades, normas e ideologias não servem unicamente propósitos instrumentais   (March e Olsen, 1989, 1998, 2004). O comportamento dos atores políticos não é   motivado apenas por objetivos a atingir, por uma maximização utilitária.</p>     <p>Os decisores são   igualmente motivados pelas suas interpretações relativas ao comportamento adequado   e aos papéis que têm de desempenhar para legitimarem as suas ações face às   circunstâncias do ambiente político e social. Toda a ação política, desde a   mais improvisada à mais estratégica, está embebida num   ambiente social que ajuda a constituir a identidade dos atores e molda as   normas e práticas que definem os seus interesses e opções.<a href="#18"><sup>[18]</sup></a><a name="top18"></a> Os processos políticos não são caracterizados simplesmente pelas   escolhas e respetivas decisões, mas também, e de forma decisiva, pela criação e   administração de visões interpretativas face a estas escolhas (March e Olsen,   1989, p. 51).</p>     <p>Existem duas<i> lógicas de comportamento</i> principais que, em geral, orientam a ação e o   comportamento dos decisores: a &#34;logic of expected consequences&#34; e a &#34;logic of   appropriateness&#34; (March e Olsen, 1998, pp. 949-952).</p>     <p>Na lógica das consequências, o decisor atua com   base no cálculo das diferentes opções, escolhendo aquela que, aparentemente, é   a mais eficiente para atingir os seus objetivos.</p>     <p>Na lógica do comportamento apropriado, o decisor   atua de acordo com as normas, sejam elas diretamente derivadas de regras e leis   jurídicas ou do ambiente identitário e social do decisor.</p>     <p>As decisões não podem ser explicadas apenas com   base na lógica de ação tradicional, racional-consequencialista, pois existem   diferentes e variadas motivações que conduzem a ação dos decisores. March e   Olsen (2004, p. 17) sublinham que o comportamento humano é motivado &#34;by habit,   emotion, coercion, and calculated expected utility, as well as interpretation   of internalized rules and principles&#34;. Uma vez que as ações e decisões não são   enquadráveis apenas numa lógica comportamental, é necessário ter em conta as   interligações entre diferentes lógicas (March e Olson, 2004). Qualquer   tentativa de explicar o comportamento dos decisores deve ter em consideração a   diversidade das motivações humanas e das suas lógicas de ação.<a href="#19"><sup>[19]</sup></a><a name="top19"></a></p>     <p>O nosso argumento   é que uma visão <i>sociológica </i>sobre a explicação dos interesses não   significa automaticamente a contradição ou a eliminação de uma visão <i>económica</i> sobre a explicação dos interesses. Significa, isso   sim, que muitas vezes uma visão sociológica é imprescindível para complementar   a visão económica dos interesses. Tal visão não se limita a assumir os   interesses aprioristicamente e introduz importantes determinantes sociais que   ajudam a compreender melhor a formação dos interesses, designadamente os   contextos culturais, institucionais e identitários dos Estados e das suas   elites decisoras<sup> </sup>(Katzenstein, 1996; Lapid e Kratochwil, 1996).</p>     <p>A construção da   política externa é o resultado de um complexo processo de interação entre a   sociedade nacional e a sociedade internacional. Todavia, para explicarmos este   processo devemos dar particular atenção aos fatores internos: societários,   culturais, institucionais e ideológicos. É essencial analisar os fatores   percetivos e ideacionais, especialmente a cultura política e as <i>imagens</i> nacionais e internacionais (Boulding, 1969) das elites decisoras. Na sua origem   doméstica, as elites nacionais transportam consigo um conjunto de ideias, mais   ou menos elaboradas, sobre a política externa do seu país, que podemos designar   de doutrinas. Estas doutrinas são influenciadas por questões identitárias   normalmente embebidas em mitos culturais, símbolos, valores, crenças, tradições   geopolíticas e discursos históricos.</p>     <p>Por isso   insistimos na importância das <i>imagens culturais </i>dos decisores e na sua   influência na construção das práticas sociais que mútua e simultaneamente   constituem as ações dos atores e as regras das estruturas institucionais em que   estão embebidos. Embora consequência das identidades e imagens culturais, para   uma boa análise da política externa devemos também prestar atenção às práticas   e hábitos institucionais dos decisores (Adler e Pouliot, 2011).<a href="#20"><sup>[20]</sup></a><a name="top20"></a> A influência das ideias ao nível das práticas e hábitos dos decisores   poder ser um bom indicador interpretativo, e ultrapassou algumas limitações   epistemológicas e operacionais da investigação das ideias. Contudo, o que   permanece mais relevante, porque precedente, é a qualidade <i>constitutiva </i>das   ideias (Wendt, 1999; Tannenwald, 2005; Adler e Pouliot, 2011). As ideias têm um   caráter constitutivo sobre o que os decisores acham que é o mundo e o modo como   funciona. O que eu sou e o que quero fazer no mundo depende,   em larga medida, das minhas ideias sobre o que penso que é o mundo e o seu modo   de funcionamento, designadamente sobre a importância que os fatores materiais   desempenham no mundo. Assim, não podemos esquecer o papel constitutivo das   ideias na definição dos próprios interesses. O significado do poder material e   de muitos dos interesses a ele associados não podem ser desligados das ideias,   pois os interesses são funções materializadas de ideias (Wendt, 1999, p. 96).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na esteira de   Goldstein e Keohane (1993), assumimos que as ideias atuam como guias   comportamentais e têm consequências na explicação da formulação das políticas   externas dos Estados, quer ao nível individual (ideias, valores, perceções ), quer ao nível institucional (doutrinas governamentais,   direito e normas internacionais).</p>     <p>Todavia, a nossa   proposta refina esta conceção neo-weberiana ao   introduzir a importância dos efeitos constitutivos e dinâmicos das ideias   (Wendt, 1999; Schmidt, 2008; 2010; 2012; Hay, 2011), das normas (Finnemore,   1996b) e práticas (Adler e Pouliot, 2011) nas <i>imagens culturais</i> (Mendes,   2018) dos atores, e na consequente definição dos seus interesses e   preferências. Com esta abordagem, incorporarmos a análise da identidade   nacional numa perspetiva sociocultural holística da política externa que   permite integrar os aspetos ideacionais individuais, a cultura e os contextos   políticos, bem como as estruturas sociais e normativas, nacionais e   internacionais.</p>     <p>Neste   quadro, o nosso modelo sociocultural assume quatro pressupostos teóricos   básicos. Primeiro, os agentes fundamentais na política externa são os   decisores, indivíduos que atuam num determinado contexto social: governo   nacional; sociedade nacional e internacional e instituições internacionais.   Segundo, os interesses e as preferências dos governos têm de ser compreendidos   não só como resultado de pressões das estruturas domésticas e dos seus   respetivos processos de construção de coligações em resposta a exigências   internas, mas também tendo em conta o seu contexto identitário e os fatores   internacionais, nomeadamente a estrutura de poder e a estrutura normativa da   ordem internacional. Terceiro, as ideias - valores, ideologias, imagens   culturais, conhecimento, identidade, normas - são fatores consequenciais de   causalidade nas relações internacionais, designadamente na definição dos interesses,   preferências e escolhas dos Estados. As ideias estão sempre presentes na   formação das preferências e interesses dos decisores. Quarto, a estrutura da   ordem internacional, embora condicionada por fatores materiais, é social e   intersubjetiva. Encontra-se em permanente possibilidade de <i>construção</i> através das instituições internacionais que a compõem, apresentando, de uma   forma dinâmica e contínua, sucessivos constrangimentos e oportunidades aos seus   atores.</p>     <p>A   construção da política externa dos Estados é sempre o resultado de um complexo   processo interativo entre a sociedade internacional (S.&#8197;I.) e a sociedade nacional (S.&#8197;N.), onde o papel da   identidade, das ideias e das normas influenciam decisivamente a conceção dos   atores sobre os seus interesses e preferências e, consequentemente, as decisões   que têm de tomar em política externa.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aso/n227/227a09f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p>IDENTIDADE E   CONSTRUÇÃO DOS INTERESSES EM POLÍTICA EXTERNA: O CASO PORTUGUÊS</p>     <p>Existiu um período em que   Portugal foi uma grande potência no sistema internacional.<a href="#21"><sup>[21]</sup></a><a name="top21"></a> Todavia, em regra, foi um Estado relativamente periférico face ao   concerto principal de potências. Mesmo sendo um pequeno Estado, soube   contrabalançar a pressão continental da sua única fronteira terrestre, a   Espanha com uma vocação atlântica (Macedo, 1987), que lhe proporcionou   alianças estratégicas e uma expansão marítima, de que resultou um vasto   império.</p>     <p>Estas condicionantes geopolíticas e históricas   proporcionaram o desenvolvimento de um <i>padrão histórico</i> (Mendes, 2017b)   da política externa portuguesa que, apesar dos sucessivos modelos de inserção   internacional (Telo, 1997; 2000; Teixeira, 2011), formataram constantes e   linhas de força: o Atlântico, a Europa a África e uma diplomacia ecuménica, que   ajudou a marcar a presença de Portugal em todos os continentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No século XX, Portugal experienciou importantes   transições políticas que resultaram na construção de uma dualidade identitária   básica: o autoritarismo e a democracia. Assim, o nosso caso centra-se na   explicitação da relação entre a identidade política e construção dos interesses   da política externa portuguesa no período autoritário e no período democrático.</p>     <p>Durante o Estado Novo, Portugal consolidou uma   identidade política que se refletiu na construção dos interesses da sua   política externa. Portugal era um Estado autoritário, imperial e autárcico   (AIA). A sua política externa caracterizava-se por ser tendencialmente   bilateral, nacional-soberanista e isolacionista. As principais ideias e imagens   culturais que fundamentavam as doutrinas da política externa portuguesa no   período autoritário foram o <i>imperial-essencialismo</i>, o <i>ocidentalismo</i> e o <i>especialismo</i>.</p>     <p>A ideia <i>imperial essencialista</i> significava   que as elites do Estado Novo assumiam o império como a essência, missão e   finalidade histórica de Portugal no mundo. Construiu-se uma ideologia e cultura   política entre as elites do Estado Novo que defendia que sem império Portugal   faleceria como entidade histórica.</p>     <p>A ideia do <i>ocidentalismo</i> traduzia-se na assunção de uma identidade cultural e   civilizacional ocidental e cristã, bem como numa identidade política   anticomunista, de que resultou o posicionamento geopolítico de Portugal na   lógica bipolar da Guerra Fria.</p>     <p>A ideia do <i>especialismo </i>português dizia respeito ao conjunto de ideias, práticas e   políticas que defendiam que Portugal era um caso especial. Esta argumentação   baseava-se em três dimensões: a histórica, a antropológica e a geopolítica.   Historicamente, Portugal era um caso especial devido à expansão global que se   iniciou com o movimento das descobertas e originou as primeiras tentativas de   globalização político-diplomática. Antropologicamente, Portugal revelou uma   particular capacidade de diálogo intercultural e de desenvolvimento de uma   política de miscigenação, de que resultou uma aptidão para criar sociedades   multiculturais. Finalmente, usufruía de uma situação geopolítica particular no   Atlântico, especialmente no seu flanco sul, e conjugava interesses na Europa,   em África, e na Ásia. Estas três ideias interligavam-se e foram a base ideacional que justificou a doutrina de resistência   imperial da política externa portuguesa. Esta doutrina defendia que Portugal   deveria resistir às pressões descolonizadoras e insistir na sua razão   imperial-essencialista, legitimada pelo seu especialismo lusotropical e pela   luta do ocidentalismo anticomunista que também se travava em África.</p>     <p>Com a   entrada na ONU e o desenvolvimento do movimento anti-colonial,   Portugal passou a ter uma política externa não conforme com o <i>zeitgheist</i> internacional e as suas normas. Com as guerras coloniais, a não conformidade   normativa da política externa portuguesa acentuou-se. Portugal passou a ter   crescentes dificuldades em explicar o <i>especialismo</i> da sua política   externa e em legitimar a sua política de <i>resistência imperial</i>.</p>     <p>De um   ponto de vista normativo, a partir da década de 60 começou a existir uma   perceção internacional que via Portugal como um Estado anómalo. Apesar dos   aliados, Portugal começou a ser vítima de um <i>entendimento partilhado</i>,   relativamente geral, que considerava que as suas ideias e práticas na política   internacional não eram conformes com as normas internacionais.</p>     <p>O ocidentalismo foi, em termos gerais, uma ideia   bem aceite, particularmente pelos aliados de Portugal, enquanto o especialismo   teve mais dificuldades. Nesta altura, as ideias <i>especiais</i> de   pluricontinentalidade e multirracialidade, apoiadas na ideia <i>imperial-essencialista</i> defensora de que Portugal, para além de existir na Europa, também existia em   África, na Ásia e na Oceânia - o <i>Portugal do Minho a Timor </i>-, começaram   a ser difíceis de compreender. Numa visão estática e irrealmente otimista do   seu <i>especialismo</i>, Portugal não conseguiu desenvolver uma política que   acomodasse as tensões anticoloniais e o consequente estigma e perceção   internacional de que Portugal não agia em conformidade com as normas.</p>     <p>Apesar da   resiliência e das justificações das elites políticas portuguesas, esta não   conformidade normativa causou estragos na imagem da política externa   portuguesa, e até os seus diplomatas começaram a socializar a &#34;angústia das   causas perdidas&#34; (Vilas-Boas, 2012, p. 316).</p>     <p>Neste momento é   pertinente questionarmos como é que os líderes do Estado Novo (Salazar e   Marcelo), dois políticos altamente racionalistas, não perceberam a equação dos   custos e ganhos de PSR envolvidos na opção de resistência imperial? A resposta   não é óbvia e taxativa, mas só é possível encontrá-la se levarmos em linha de   conta a identidade e as ideias que <i>constituíam</i> as leituras das elites   autoritárias sobre os interesses nacionais. Isto significa que não é possível   compreender a política externa do Estado Novo sem uma análise interligada da <i>lógica     racional</i> dos interesses materiais e geopolíticos com a <i>lógica identitária</i> das ideias e imagens culturais dos decisores do Estado Novo. É decisivo   reconhecer que os interesses e preferências da política externa portuguesa no   Estado Novo refletiam e legitimavam a sua identidade e cultura política.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No dia 25 de Abril de 1974, tem lugar o início do   fim do Portugal autoritário e imperial. A partir daqui inicia-se um processo de   reconfiguração identitária de Portugal com consequências importantes na   reconstrução dos interesses da sua política externa. Com a transição   democrática desenvolveu-se uma profunda alteração<i> </i>na imagem identitária   de Portugal e na sua política externa. A identidade do Portugal autoritário com   base na ideia <i>essencialista </i>(Mendes, 2012b) de nação ultramarina   especial deixa de existir para dar lugar à construção de uma nova identidade   política.</p>     <p>A mudança de regime trouxe consigo uma negação da <i>visão do mundo</i> existente na antiga ordem autoritária e imperial e deu   origem a uma nova ordem que foi legitimada por novas ideias e princípios   normativos que vão determinar uma nova agenda política e um novo <i>road</i><i>-map </i>(Goldstein e Keohane, 1993) para   Portugal e para a sua política externa. Estas ideias foram inicialmente   plasmadas no programa do MFA através da<b> </b>fórmula: <i>Democratização,     Descolonização, Desenvolvimento</i>, e significaram o princípio de uma   importante redefinição dos interesses da política externa portuguesa.<a href="#22"><sup>[22]</sup></a><a name="top22"></a> No período pré-constitucional, 1974-1976, a transição interpenetrou-se   com processos revolucionários originando uma turbulenta luta política, que   também exprimiu a busca por uma nova identidade política e inserção   internacional de Portugal (Telo, 1999; Mendes, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/aso/n227/227a09f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>A transição democrática portuguesa inicia numa   mudança na sua cultura e identidade política, que influenciou as dinâmicas de   reconstrução dos interesses da política externa. Estas dinâmicas efetuaram-se   através de duas dimensões fundamentais: a <i>normalização</i> e a <i>europeização</i>.   A <i>normalização</i> corresponde ao período inicial da institucionalização da   democracia e prende-se com as ideias e práticas das novas elites relativas à   construção de uma nova imagem política de Portugal. Isto significou a tentativa   de emancipar Portugal rapidamente da sua imagem tradicional de Estado   autoritário, imperial e autárcico, que perdurou ao longo de grande parte do   século XX. Portugal passa a ser <i>imaginado</i> (Anderson, 1991) como um   Estado ecuménico, europeu, democrático e anticolonialista.<a href="#23"><sup>[23]</sup></a><a name="top23"></a> Será esta estratégia de normalização que dominará o ambiente   ideacional e político de grande parte das elites emergentes, e que teve como   marco institucional original o primeiro governo constitucional.<a href="#24"><sup>[24]</sup></a><a name="top24"></a></p>     <p>A segunda dimensão fundamental de reconstrução   dos interesses da política externa do Portugal pós-imperial e democrático foi a <i>europeização</i>, e teve duas fases. A primeira foi a <i>europeização dos objetivos </i>e centrou-se nas   negociações e objetivos a atingir para ultrapassar as diversas etapas de   adaptabilidade para conseguir alcançar a adesão à CEE. Após a adesão existiu   uma segunda fase, que designamos por <i>europeização das práticas</i>, em que   se assistiu a uma continentalização europeia inédita da política externa   portuguesa. Embora a qualidade de &#34;paradoxo atlântico&#34; (Vasconcelos, 1993) do   Estado português não tenha desaparecido, foi evidente uma forte europeização   dos interesses e preferências na política externa portuguesa.</p>     <p>A entrada de Portugal   na CEE significou um <i>choque cultural euro-multilateral</i> na política   externa portuguesa com consequências globais no modo de pensar e agir da   diplomacia portuguesa. O Estado português passa a estar simultaneamente   embebido nos ambientes institucionais doméstico e   europeu, o que implicou um novo contexto social e inter-relacional na   formulação das <i>imagens culturais</i> dos atores políticos portugueses. Esta   persistente interligação entre o nacional e o europeu introduziu um novo, e   profundamente europeu, contexto político e institucional. Os decisores   portugueses socializaram o ambiente ideacional, normativo e cultural europeu e   internalizaram ideias, práticas e hábitos. Desenvolveu-se uma crescente   europeização da identidade de Portugal e a definição dos interesses das   políticas públicas portuguesas foram exemplarmente influenciados pelo contexto   institucional e ideacional europeu.</p>     <p>Ao socializaram as normas e práticas europeias os   decisores portugueses começaram a operar como agentes no processo de (re)construção de identidades e interesses domésticos, que   passam a ser imaginados para além do quadro nacional. Outro dos efeitos da   socialização europeia foi a ultrapassagem da   tradicional visão bilateral soberanista da política externa portuguesa e a sua   crescente multilaterização. Isto significou, por exemplo, pôr em causa duas   ideias clássicas da política externa do Portugal autoritário: a ideia que   defendia o alinhamento com o Reino Unido em assuntos internacionais<a href="#25"><sup>[25]</sup></a><a name="top25"></a>, e a ideia da Espanha como inimigo tradicional. A   euro-multilateralização da política externa portuguesa permitiu a Portugal   ganhar autonomia face ao Reino Unido e construir uma relação de cooperação   impar com o seu vizinho continental.<a href="#26"><sup>[26]</sup></a><a name="top26"></a></p>     <p>Portugal assume uma nova condição, material e   ideacional, internacional: é um Estado euro-comunitário. Isto originou uma redefinição   na sua forma de relacionamento externo. A<i> europeização das práticas</i> veio   reforçar e potenciar os outros eixos tradicionais, não europeus, da política   externa portuguesa. Portugal passa a projetar os seus interesses de uma forma   mais eficiente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este processo de reconstrução dos interesses e   imagem nacional foi consolidado na transição do milénio. Entre finais da década   de 90 e o início do novo século, Portugal solidifica a sua nova identidade   internacional, como país democrático, europeu e desenvolvido (DED).</p>     <p>Claro que existe uma relativa continuidade estratégica dos interesse objetivos abstratos da política externa de   Portugal, bem como das suas coordenadas geopolíticas. Contudo, a política   externa portuguesa sofre alterações qualitativas que refletem a evolução da   identidade política de Portugal. O Portugal DED introduziu novas ideias   estratégicas para a política externa portuguesa, como por exemplo:</p>     <p>(a)  A articulação entre a política externa e a   política de defesa no quadro da projeção da imagem internacional de um Estado <i>normativamente     comprometido</i>, nomeadamente através da participação em operações de paz.</p>     <p>(b) A crescente multilateralização da política   externa portuguesa, com uma forte e ativa participação nas organizações   internacionais.</p>     <p>(c)  A institucionalização das relações externas   lusófonas com a CPLP.</p>     <p>(d) A definição de &#34;uma diplomacia económica   ativa&#34;, que passou a articular e potenciar a internacionalização dos interesses   empresariais e económicos de Portugal.</p>     <p>(e)  A definição e consolidação de uma política de   cooperação, bem como a operacionalização, através do Instituto Camões, de uma   dimensão cultural da política externa.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/aso/n227/227a09f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Importa   enfatizar a construção de uma importante dimensão normativa e de valores da   política externa portuguesa. Em conformidade com as normas internacionais,   baseada nos princípios da legitimidade democrática e dos Direitos Humanos, a   política externa do Portugal DED desenvolveu ideias e práticas que, conjugadas   com a sua tradição ecuménica, resultaram numa eficaz estratégia de <i>soft power</i>, nomeadamente na questão de Timor.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/aso/n227/227a09f4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Assumidas as categorias conceptuais avançadas no nosso modelo   sociocultural sobre a relação entre sociedade interna/sociedade internacional;   identidade, cultura, ideias/interesses e preferências na definição da política   externa, bem como da sua relação de conformidade com as normas internacionais,   apresentamos uma análise sistemática que demonstra a reconstrução identitária -   e consequentes interesses, ideias e políticas - que ocorreu com a transição do   Portugal Autoritário, Imperial e Autárcico (AIA) para o Portugal Democrático,   Europeu e Desenvolvido (DED).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/aso/n227/227a09f5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>CONCLUSÃO</p>     <p>Analisados   os principais argumentos relativos à importância de uma abordagem   sociocultural, eclética e dinâmica da construção dos interesses em política   externa, podemos retirar algumas conclusões. Em primeiro lugar, os fatores   ideacionais e normativos são cruciais para a análise política e não significam   uma abordagem utópica ou irracional. Pelo contrário, é essencial reconhecer que   a identidade, as ideias e as normas estão intimamente ligadas à construção dos   interesses e das políticas. As ideias e imagens culturais dos decisores contam   e têm consequências comportamentais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em segundo lugar, a identidade dos Estados varia   no tempo e no espaço, o que afeta os seus interesses e políticas. É necessário   assumir a qualidade dinâmica da construção identitária dos interesses e da sua   relação interdependente com as imagens culturais das elites que governam os   Estados. Devemos compreender as escolhas e definição dos interesses dos Estados   como processos históricos, políticos e ideacionais dinâmicos. Como o caso   português demonstra, as construções identitárias dos   Estados não são fixas ou permanentes, mas contextualmente dependentes. A   identidade política evolui e muda ao longo do tempo de acordo com os contextos   ambientais, nomeadamente do ambiente <i>ideacional</i> e<i> político</i> nacional e da estrutura normativa e de poder que, em determinadas   circunstâncias históricas, caracterizam a ordem interna e internacional.</p>     <p>Em terceiro   lugar, os fatores ideacionais, nomeadamente institucionalizados através de   normas e práticas ajudam a definir a identidade e os interesses particulares   dos atores da política externa. Não podemos ignorar a influência dos valores   culturais e das identidades sociais domésticas na determinação das preferências   dos Estados. É a identidade política e social do Estado que projeta a sua   legitimidade externa. A <i>cultura da política externa</i> de uma sociedade, o   seu estilo e doutrina política, os seus valores, normas e ideias   institucionalizadas são fatores explicativos da formação dos interesses e das   respetivas continuidades e mudanças das ações dos Estados. Para uma visão   compreensiva sobre a política externa portuguesa no período autoritário, temos   de ter em conta, antes de tudo, o ambiente ideacional do Estado Novo, isto é, a   sua identidade e cultura política autoritária, imperial e autárcica. O mesmo se   aplicando para o período democrático, no qual as circunstâncias <i>socioculturais</i> da transição e consolidação democrática portuguesa, juntamente com a   necessidade de construção de uma nova imagem identitária de Portugal, marcaram   as ideias e as práticas dos ciclos adaptativos de reconstrução dos interesses   da política externa portuguesa, até a definição do Portugal democrático europeu   e desenvolvido (DED).</p>     <p>Diferentemente   das explicações simplistas de maximização de poder material, os Estados agem   com base em práticas culturais e princípios normativos que, não raras vezes,   contrariam a lógica tradicional e determinista de maximização de benefícios   materiais. Como foi exemplificado, os interesses   materiais são sempre interpretados de acordo com as ideias, identidade e cultura   políticas existentes. Embora os interesses abstratos de PSR, e as   condicionantes geopolíticas da política externa portuguesa sejam relativamente contínuas, os interesses e preferências da política externa   portuguesa sofreram adaptações e reconfigurações importantes em função da   mudança dos contextos políticos, identitários e ideacionais, designadamente do   período autoritário para o período democrático.</p>     <p>Para   contarmos melhores histórias sobre a política externa é importante complementar   as perspetivas tradicionais, mais racionalistas, com perspetivas mais   compreensivas e sociológicas. Uma análise de política externa sofisticada deve   fazer apelo a explicações que, sem deixarem de ter em conta os fatores   materiais, utilizem os fatores ideacionais como instrumentos essenciais na   elucidação da construção dos interesses e das políticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>ADLER,   E. (2013), &#34;Constructivism and international relations: sources, contributions   and debates&#34;. <i>In</i> W. Carlsnaes, T. Risse, B.&#8197;A., Simmons (eds.), <i>Handbook of International Relations</i>, Londres, Sage Publications, pp.   112-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100571&pid=S0003-2573201800020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ADLER,   E., POULIOT, V. (2011), &#34;International practices&#34;. <i>International     Theory</i>, 3 (1), pp. 1-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100573&pid=S0003-2573201800020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ANDERSON,   B.&#8197;R. (1991), <i>Imagined Communities:     Reflections on the Origin and Spread of Nationalism</i>, 2.ª ed., Londres,   Verso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100575&pid=S0003-2573201800020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARKIN,   S. (2003), &#34;Realist constructivism&#34;. <i>International Studies Review</i>, 5, pp. 325-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100577&pid=S0003-2573201800020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARKIN, S. (2009), &#34;Realism, prediction, and foreign   policy&#34;. <i>Foreign Policy Anal</i>, 5 (3), pp.   233-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100579&pid=S0003-2573201800020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BENNETT, A. (2013), &#34;The mother of all isms: causal   mechanisms and structured pluralism in international relations theory&#34;. <i>European     Journal of International Relations,</i>19 (3), pp. 459-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100581&pid=S0003-2573201800020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BERENSKOETTER,   F. (2010), &#34;Identity in international relations&#34;. <i>In</i> R. Denemark (ed.), <i>The     International Studies Encyclopedia</i>, Oxford, Wiley-Blackwell, pp. 3594-3611.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100583&pid=S0003-2573201800020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BOULDING,   K. (1969) &#34;National images and international systems&#34;. <i>In</i> J. Rosennau,   (ed.), <i>International Politics and Foreign Policy: a Reader in Research and Theory</i>,   Nova Iorque, Free Press, pp. 422-431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100585&pid=S0003-2573201800020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARLSNAES,   W. (2012), &#34;Actors, structures, and foreign policy analysis&#34;. In <i>Foreign     Policy: Theories, Actors, Cases</i>, Oxford, Oxford University Press, pp.   113-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100587&pid=S0003-2573201800020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CHECKEL,   J. (1999), &#34;Norms, institutions and national identity in contemporary Europe&#34;. <i>International     Studies Quarterly</i>, 43, pp. 83-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100589&pid=S0003-2573201800020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA,   L., PALMA, N., REIS, J. (2015), &#34;The great escape? The contribution of the   empire to Portugal&#39;s economic growth, 1500-1800&#34;. <i>Eur Rev Econ Hist, </i>19   (1), pp. 1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100591&pid=S0003-2573201800020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUNNE,   T., HANSEN, L., WIGHT, C. (2013), &#34;The end of international relations theory?&#34;. <i>European Journal of International Relations</i>, 19 (3), pp. 402-425.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100593&pid=S0003-2573201800020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>EPSTEIN,   C. (2017), <i>Against International Relations Norms: Postcolonial Perspectives</i>,   Londres, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100595&pid=S0003-2573201800020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FEARON,   J., WENDT, A. (2002), &#34;Rationalism v. constructivism:   a skeptical view&#34;. <i>In</i> W. Carlsnaes, T. Risse e B. 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(1981), <i>Do Código Genético no   Estado Democrático</i>, Lisboa, Editora Contexto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100601&pid=S0003-2573201800020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FINNEMORE, M. (1996<sup> </sup>a), &#34;Constructing norms of   humanitarian intervention&#34;. <i>In</i> P. Katzenstein, P. (ed.), <i>The Culture     of National Security</i>, Nova Iorque, Columbia University Press, pp. 153-185.</p>     <!-- ref --><p>FINNEMORE,   M. (1996<sup> </sup>b), &#34;Norms, culture and world politics: insights from   sociology&#39;s institutionalism&#34;. <i>International Organization</i>, 50 (2), pp.   325-347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100604&pid=S0003-2573201800020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FINNEMORE, M. (1996c), <i>National Interests in   International Society</i>, Ithaca, Cornell University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100606&pid=S0003-2573201800020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FINNEMORE,   M., SIKKINK, K. (1998), &#34;International norm dynamics and political change&#34;. <i>International     Organization</i>, 52 (4), pp. 887-917.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100608&pid=S0003-2573201800020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOERTZ,   G. (2003), <i>International Norms and Decision Making: A Punctuated Equilibrium     Model</i>, Lanham, MD, Rowman &amp; Littlefield.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100610&pid=S0003-2573201800020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOLDSTEIN,   J., KEOHANE, R. (1993), &#34;Ideas and foreign policy: an   analytical framework&#34;. <i>In </i>J. Goldstein, R. Keohane (eds.), <i>Ideas and Foreign Policy: Beliefs, Institutions, and Political Change</i>,   Ithaca, Cornell University Press, pp. 3-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100612&pid=S0003-2573201800020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAY, C.   (2011), &#34;Ideas and the construction of interests&#34;. <i>In</i> D. Be&#769;land,   R.H. Cox, (eds.), <i>Ideas and Politics in Social Science Research</i>, Nova Iorque, Oxford   University Press, pp. 65-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100614&pid=S0003-2573201800020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOLMES,   M. (2015), &#34;Believing this and alieving that: theorizing affect and intuitions   in international politics&#34;. <i>Int Stud Q</i>, 59 (4), pp. 706-720.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100616&pid=S0003-2573201800020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOUGHTON, D. (2007), &#34;Reinvigorating the study of foreign policy   decision making: toward a constructivist approach&#34;. <i>Foreign Policy Analysis</i>, 3 (1), pp. 24-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100618&pid=S0003-2573201800020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HUDSON,   V. (2005), &#34;Foreign policy analysis: actor-specific theory and the ground of   international relations&#34;. <i>Foreign Policy Analysis</i>, 1 (1), pp. 1-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100620&pid=S0003-2573201800020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HUTCHISON,   E., BLEIKER, R. (2014), &#34;Theorizing emotions in world   politics&#34;. <i>International Theory</i>, 6 (3), pp.   491-514.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100622&pid=S0003-2573201800020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JACKSON,   P. (2011), <i>The Conduct of Inquiry in International Relations</i>, Londres,   Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100624&pid=S0003-2573201800020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JACKSON,   P., NEXON, D. (2013), &#34;International theory in a   post-paradigmatic era: from substantive wagers to scientific ontologies&#34;. <i>European     Journal of International Relations,</i>19 (3), pp. 543-565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100626&pid=S0003-2573201800020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JEPPERSON, R., WENDT, A., KATZENSTEIN, P. (1996),   &#34;Norms, identity, and culture in national security&#34;. <i>In</i> P. Katzenstein   (ed.), <i>The Culture of National Security: Norms and Identity in World     Politics</i>, Nova Iorque, Columbia University Press, pp. 33-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100628&pid=S0003-2573201800020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JOHNSTON,   I. (2008), <i>Social States</i><i>: China in     International Institutions, 1980-2000</i>, Princeton, Princeton University   Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100630&pid=S0003-2573201800020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KAARBO,   J. (2015), &#34;A foreign policy analysis perspective on the domestic politics turn   in IR theory&#34;. <i>Int Stud Rev</i>, 17 (2), pp. 189-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100632&pid=S0003-2573201800020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KATZENSTEIN,   P. (1996), &#34;Introduction: alternative perspectives on   national security&#34;. <i>In</i> P. Katzenstein, (ed.) <i>The Culture of National     Security: Norms and Identity in World Politics</i>, Nova Iorque, Columbia   University Press, pp. 1-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100634&pid=S0003-2573201800020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KEOHANE,   R. (1993), &#34;Institutional theory and the realist challenge after the cold war&#34;. <i>In</i> D. Baldwin (ed.), <i>Neorealism and Neoliberalism: The Contemporary     Debate</i>, Nova Iorque, Columbia University Press, pp. 284-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100636&pid=S0003-2573201800020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KOWERT,   P. (2010), &#34;Foreign policy and the social construction of State identity&#34;. <i>In</i> Robert A. Denemark (ed.), <i>The International Studies Encyclopedia</i>,   Oxford, Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100638&pid=S0003-2573201800020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KOWERT,   P., LEGRO, J. (1996), &#34;Norms, identity and their limits: a theoretical   reprise&#34;. <i>In</i> P. Katzenstein, (ed.), <i>The Culture of National Security</i>,   Nova Iorque, Columbia University Press, pp. 469-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100640&pid=S0003-2573201800020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KRATOCHWIL,   F. (1989), <i>Rules, Norms, and Decisions. On the Conditions of Practical and     Legal Reasoning in International Relations and Domestic Affairs</i>, Cambridge,   Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100642&pid=S0003-2573201800020000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KUBÁLKOVÁ,   V. (2001), &#34;Foreign policy, international politics, and constructivism&#34;. <i>In</i> K.&#8197;V. Armonk (ed.), <i>Foreign Policy in     a Constructed World</i>, Nova Iorque, M.&#8197;E. Sharpe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100644&pid=S0003-2573201800020000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAPID,   Y., KRATOCHWIL, F. (eds.) (1996), <i>The Return of     Culture and Identity in IR Theory</i>, Boulder, Lynne Rienner.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100646&pid=S0003-2573201800020000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEBOW,   N. (2008), <i>A Cultural Theory of International Relations</i>, Cambridge, Cambridge   University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100648&pid=S0003-2573201800020000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEBOW,   N. (2012), <i>The Politics and Ethics of Identity: In Search of Ourselves</i>,   Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100650&pid=S0003-2573201800020000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEGRO,   J. (1997), &#34;Which norms matter? Revisiting the &#39;Failure&#39; of Internationalism&#34;. <i>International     Organization</i>, 51 (1), pp. 31-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100652&pid=S0003-2573201800020000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOBELL,   S., RIPSMAN, N., TALIAFERRO, J. (2009), <i>Neoclassical Realism, the State, and     Foreign Policy</i>, Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100654&pid=S0003-2573201800020000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACEDO, J.&#8197;B. (1987), <i>Histo&#769;ria   Diploma&#769;tica Portuguesa. Constantes e Linhas de Forc</i><i>&#807;</i><i>a</i>, IDN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100656&pid=S0003-2573201800020000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MARCH,   J., OLSEN, J. (1998), &#34;The institutional dynamics of   international political orders&#34;. <i>International Organization</i>, 52 (4), pp.   843-969.</p>     <!-- ref --><p>MARCH,   J., OLSON, J. (1989), <i>Rediscovering Institutions.     The Organizational Basis of Politics</i>, Nova Iorque, The Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100659&pid=S0003-2573201800020000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARCH,   J., OLSON, J. (2004), &#34;The logic of appropriateness&#34;.   In <i>ARENA Working Papers, WP 04/09</i>, University of Oslo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100661&pid=S0003-2573201800020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MEARSHEIMER,   J., WALT, S. (2013), &#34;Leaving theory behind: why   simplistic hypothesis testing is bad for international relations&#34;. <i>European     Journal of International Relations</i>, 19 (3), pp. 427-457.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100663&pid=S0003-2573201800020000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2004) &#34;A dimensão internacional da transição democrática em Portugal: a influência da Europa&#34;. <i>População e Sociedade</i>, 11,   pp. 171-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100665&pid=S0003-2573201800020000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2007) &#34;A raiz e o fruto na análise   da política externa dos Estados: uma perspectiva eclética&#34;. <i>Relações     Internacionais</i>, 16, pp. 129-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100667&pid=S0003-2573201800020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2012a) &#34;A (re) invenção das relações internacionais na viragem do século: o desafio do construtivismo&#34;. <i>Relações Internacionais</i>, 36,   pp. 105-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100669&pid=S0003-2573201800020000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2012b) <i>Portugal e a Europa:   Factores de Afastamento e Aproximação da Política Externa Portuguesa   (1970-1978)</i>, Porto, CEPESE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100671&pid=S0003-2573201800020000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2013). &#34;A questa&#771;o europeia no   marcelismo: o debate geracional&#34;. <i>Populac</i><i>&#807;</i><i>a&#771;o e Sociedade</i>, 21, pp. 107-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100673&pid=S0003-2573201800020000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2014). &#34;As relações internacionais como ciência social: dialética entre história e teoria&#34;. <i>In</i> F. SOUSA e P. MENDES (eds.), <i>Dicionário das Relações Internacionais</i>, Porto,   Afrontamento, pp. XVI-XXXVI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100675&pid=S0003-2573201800020000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2016a), &#34;Mudanc&#807;a,   contexto e lideranc&#807;a na poli&#769;tica externa dos EUA:   de Bush a Obama&#34;. <i>População     e Sociedade</i>, 26, pp. 170-187.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100677&pid=S0003-2573201800020000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2016b). &#34;Identidade e poder na poli&#769;tica   externa da Indone&#769;sia: de Sukarno a Suharto&#34;. <i>Relac</i><i>&#807;</i><i>o&#771;es Internacionais</i>, 52,   pp. 67-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100679&pid=S0003-2573201800020000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2017a) &#34;Teoria das relações internacionais no pós-guerra   fria: importância,   progressos e debates&#34;. <i>In</i> A.&#8197;S. Lara, R. Caldas e J.&#8197;M. Diz (eds.), <i>Paz &amp; Guerra:     Contributo para o Diálogo entre Direito Internacional e Relações Internacionais</i>,   Lisboa, ISCSP-UL, pp. 83-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100681&pid=S0003-2573201800020000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2017b). &#34;Como compreender e estudar a   decisa&#771;o em poli&#769;tica externa: reinterpretando os cla&#769;ssicos&#34;. <i>Brazilian Journal of     International Relations</i>, 6 (1), pp. 8-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100683&pid=S0003-2573201800020000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2017c), &#34;O poder e as ideias na   política externa da Indonésia democrática: ser ou não ser um ator global?&#34;. <i>Relações     Internacionais,</i> 55, pp. 71-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100685&pid=S0003-2573201800020000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P.&#8197;E. (2018),<i> O Poder e as Ideias na   Política Externa do Portugal Democrático, </i>Porto, Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100687&pid=S0003-2573201800020000900060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORAVCSIK,   A. (2008), &#34;The new liberlism&#34;. <i>In</i> C. Reus-Smit e D. Snidal (eds.), <i>The Oxford Handbook of International Relations</i>,   pp. 234-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100689&pid=S0003-2573201800020000900061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORRISON, J.&#8197;A. (2016), &#34;Shocking intellectual austerity: the   role of ideas in the demise of the gold standard in Britain&#34;. <i>International     Organization</i>, 70 (1), pp. 175-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100691&pid=S0003-2573201800020000900062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ONUF,   N. (1989), <i>World of Our Making: Rules and Rule in Social Theory and     International Relations</i>, Columbia, University of South Carolina Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100693&pid=S0003-2573201800020000900063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PARSONS,   C. (2002), &#34;Showing ideas as causes: the origins of the European Union&#34;. <i>International     Organization</i>, 56 (1), pp. 47-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100695&pid=S0003-2573201800020000900064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PAUL,   T.&#8197;V., LARSON, D.,   WOHLFORTH, W. (2014), <i>Status in World Politics</i>, Cambridge, Cambridge   University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100697&pid=S0003-2573201800020000900065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>POULIOT,   V. (2008), &#34;The logic of practicality: a theory of practice of security   communities&#34;. <i>International Organization</i> 62 (2), pp. 257-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100699&pid=S0003-2573201800020000900066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REUS-SMIT,   C. (2013), &#34;Beyond metatheory?&#34;. <i>European Journal of International Relations</i>,   19 (3), pp. 589-608.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100701&pid=S0003-2573201800020000900067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RISSE, T., ROPP, S., SIKKINK, K. (eds.) (2013), <i>The Persistent Power of Human Rights: From   Commitment to Compliance</i>, Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100703&pid=S0003-2573201800020000900068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SCHAFER,   M., WALKER, S. (2006), <i>Beliefs and Leadership in World Politics</i>, Nova   Iorque, Palgrave.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100705&pid=S0003-2573201800020000900069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHMIDT,   S. (2014), &#34;Foreign military presence and the changing practice of sovereignty:   a pragmatist explanation of norm change&#34;. <i>American Political Science Review</i>,   108 (4), pp. 817-829.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100707&pid=S0003-2573201800020000900070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHMIDT,   V. (2008), &#34;Discursive institutionalism: the explanatory power of ideas and discourse&#34;. <i>Annual Review of Political Science</i>, 11, pp.   303-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100709&pid=S0003-2573201800020000900071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHMIDT,   V. (2010), &#34;Taking ideas and discourse seriously: explaining change through   discursive institutionalism as the fourth new institutionalism&#34;. <i>European     Political Science Review</i>, 2 (1), pp. 1-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100711&pid=S0003-2573201800020000900072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHMIDT,   V. (2012), &#34;Discursive institutionalism: scope, dynamics, and philosophical   underpinnings&#34;. <i>In</i> F. Fischer e H. Gottweis (eds.),<i> The Argumentative Turn Revised: Public Policy as Communicative Practice</i>,   Durham, NC, Duke University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100713&pid=S0003-2573201800020000900073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SMITH,   S. (2001), &#34;Foreign policy is what states make of it: social construction and   international relations theory&#34;. <i>In</i> V. Kubalkova, V. (ed.), <i>Foreign     Policy in a Constructed World</i>, Armonk, M.&#8197;E. Sharpe, pp. 38-55.</p>     <!-- ref --><p>SNIDAL, D. (2013), &#34;Rational choice and international   relations&#34;. <i>In</i> W. Carlsnaes, T. Risse e B. Simmons (eds.), <i>Handbook of International Relations</i>, Londres, Sage Publications, pp.   73-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100716&pid=S0003-2573201800020000900075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SNYDER,   J. (1991), <i>Myths of Empire: Domestic Politics and International Ambitions</i>,   Ithaca, Cornell University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100718&pid=S0003-2573201800020000900076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOARES,   M. (1974), <i>Para uma Nova Política Externa do Portugal Democrático</i>,   Lisboa, MNE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100720&pid=S0003-2573201800020000900077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TANNENWALD,   N. (2005), &#34;Ideas and explanation: advancing the theoretical agenda&#34;. <i>Journal     of Cold War Studies</i>, 7 (2) , pp. 13-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100722&pid=S0003-2573201800020000900078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TEIXEIRA,   N.&#8197;S. (1996), <i>O Poder e a Guerra     1914-1918: Objectivos Nacionais e Estratégias Políticas na Entrada de Portugal     na Grande Guerra</i>, Lisboa, Editorial Estampa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100724&pid=S0003-2573201800020000900079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TEIXEIRA,   N.&#8197;S. (2011), &#34;Portugal&#34;. <i>In</i> M.&#8197;R. Freire (coord.), <i>Poli&#769;tica     Externa. As Relac</i><i>&#807;</i><i>o&#771;es Internacionais em Mudanc</i><i>&#807;</i><i>a</i>, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, pp.   279-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100726&pid=S0003-2573201800020000900080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TELO, A.&#8197;J. (1997), &#34;Treze teses sobre a disfunção nacional: Portugal no sistema   internacional&#34;. <i>Análise     Social</i>, 142, (3), pp. 649-683.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100728&pid=S0003-2573201800020000900081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TELO, A.&#8197;J. (1999), &#34;As relações internacionais da transição&#34;. <i>In</i> J.&#8197;M., Brandão de Brito (coord.), <i>Do Marcelismo   ao Fim do Império</i>, Lisboa, Notícias, pp. 225-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100730&pid=S0003-2573201800020000900082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TELO, A.&#8197;J. (2000), &#34;Portugal nos sistemas internacionais&#34;. <i>In</i> A.&#8197;J. Telo e H.&#8197;T. Gomez, <i>Portugal e Espanha nos   Sistemas Internacionais Contemporâneos</i>, Lisboa, Cosmos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100732&pid=S0003-2573201800020000900083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>THASNBERG,   M. (2006), <i>The Craft of International History</i>, Princeton, Princeton   University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100734&pid=S0003-2573201800020000900084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>THIES,   C. (2012), &#34;International socialization process vs. Israeli national role   conceptions&#34;. <i>Foreign Policy Analysis</i>, 8 (1),   pp. 25-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100736&pid=S0003-2573201800020000900085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VASCONCELOS,   A. (1993), &#34;A dupla ilusão&#34;. In <i>Portugal Paradoxo Atlântico: Diagnóstico das     Relações Luso-Americanas</i>, Lisboa, IDEEI, pp. 59-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100738&pid=S0003-2573201800020000900086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VASQUEZ,   J. (1998), <i>The Power of Power Politics: From Classical Realism to     Neotraditionalism</i>, Nova Iorque, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100740&pid=S0003-2573201800020000900087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VASQUEZ,   J. (2009), <i>The War Puzzle Revisited</i>, Cambridge, Cambridge University   Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100742&pid=S0003-2573201800020000900088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>VILAS-BOAS,   (2012), &#34;Angústia e hesitação&#34;. <i>In</i> M. Br. da Cruz, R. Ramos (eds.), <i>Marcelo Caetano Tempos de Transição</i>, Porto, Porto Editora,   pp. 315-321.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>WALT,   S. (1996), <i>Revolution and War</i>, Ithaca, Cornell University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100745&pid=S0003-2573201800020000900090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WENDT,   A. (1999), <i>Social Theory of International Politics</i>, Cambridge, Cambridge   University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100747&pid=S0003-2573201800020000900091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WIENER, A.   (2007), &#34;Contested meanings of norms: a research framework&#34;. <i>Comparative     European Politics</i>, 5, pp. 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100749&pid=S0003-2573201800020000900092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 03-08-2016.   Aceite para publicação a 10-08-2017.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top1"><sup>[1]</sup></a><a name="1"></a>       Introduzimos o conceito de <i>imagem   cultural do ator</i> para operacionalizar a ligação entre identidade, ideias e   comportamentos em política externa. Por um lado, as <i>imagens culturais</i> são ideias e crenças que: a) formatam a perceção do decisor e b) constroem a   sua visão &#8594; sobre o consequente   comportamento expectável. Por outro lado, (re)produzem hábitos, práticas e discursos que balizam as linhas de orientação e ação dos   decisores sobre determinado problema em política externa. As imagens culturais   refletem a identidade e cultura política dos Estados e funcionam como guias   comportamentais que os decisores utilizam para interpretarem a realidade e   legitimarem as suas opções (Mendes, 2018). Agradeço as sugestões dos revisores   e editores da <i>Análise Social</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top2"><sup>[2]</sup></a><a name="2"></a>       O artigo enquadra-se no   debate global sobre a importância de discutir aspetos meta-teóricos para a   compreensão da política externa dos Estados (Kubálková, 2001; Hudson, 2005;   Houghton 2007; Kaarbo, 2015) e progresso das RI (Jackson, 2011; Bennett, 2013;   Dunne, Hansen, Wight, 2013; Reus-Smit, 2013; Mendes, 2017a). O que não   significa que a teoria não tenha que estar relacionada com a investigação   empírica. É o oposto. O trabalho empírico não deve alienar o objetivo máximo em   ciência: construir teorias. O ambiente atual tende a sobrevalorizar o teste de   hipóteses empíricas à custa de uma desvalorização dos raciocínios teóricos, mas   tem efeitos negativos (Mearsheimer e Walt, 2013). Como será visível não   concordamos com a ingénua divisão entre investigação empírica e teórica, ou   entre factos e conceitos, uma vez que, como notou Goethe: &#34;the highest wisdom   is to realize that every fact is already a theory&#34; (<i>apud</i>, Waltz, 2003,   ix).</p>     <p><a href="#top3"><sup>[3]</sup></a><a name="3"></a>       Por razões de objeto e de   espaço fazemos generalizações parcimoniosas sobre as teorias e não   especificamos todas as variantes ou exceções à regra dos seus pressupostos   teóricos gerais. Como notamos, nem todos os racionalistas ignoram os aspetos   ideacionais. Também nem todos os construtivistas estão interessados na   interligação entre os fatores materiais e ideacionais (Adler, 2013; Parsons,   2015; McCourt, 2016). É possível uma atitude eclética de construção de pontes   teóricas e disciplinares, mas existem sempre preferências e culturas   paradigmáticas (Mendes, 2012a). No atual momento pós-paradigmático (Jackson e   Nexon, 2013) importa uma leitura benigna e plural dos teorias,   até para conhecermos bem quais os pontos das margens onde podemos, ou não,   lançar pontes.</p>     <p><a href="#top4"><sup>[4]</sup></a><a name="4"></a>       Existem abordagens   realistas que tentam superar estas limitações como, por exemplo, o neo-realismo clássico (Lobell, Ripsman, e Taliaferro, 2009),   os diálogos com o construtivismo (Barkin 2003, 2009) e com as correntes   psicológicas (Schafer e Walker, 2006), ou os trabalhos sobre o <i>status</i> (Paul, Larson e Wohlforth, 2014).</p>     <p><a href="#top5"><sup>[5]</sup></a><a name="5"></a>       A descrição e a   especificação de um comportamento não é igualà sua   explicação.</p>     <p><a href="#top6"><sup>[6]</sup></a><a name="6"></a>       Uma das razões para   justificar a relevância da teoria realista reside no seu <i>poder empático</i>.   Esta capacidade resulta da especial empatia que podem provocar as teorias   parcimoniosas ao explicarem de forma sintética e elegante fenómenos sociais.   Este <i>poder empático da teoria</i> pode ter um impacto tão importante no   mundo prático que os seus pressupostos passam a ser assumidos como <i>naturais</i> e <i>verdadeiros</i>. Este fenómeno foi evidente com o nascimento e ascensão do   realismo durante a guerra-fria. Neste caso, como noutros, muitas vezes as   explicações realistas foram tão empaticamente poderosas que se tornaram   constitutivas das práticas e das identidades dos atores. O que comprova que as   próprias teorias, quando assumidas pelos atores e decisores, têm a capacidade   de mudar a realidade, podendo mesmo, no limite, tornar-se profecias autorrealizáveis. Wendt (1999) e Vasquez (2009) argumentam que o   comportamento de <i>power</i><i> politics</i> auto-alimenta os dilemas de segurança.</p>     <p><a href="#top7"><sup>[7]</sup></a><a name="7"></a>       O realismo, em regra,   assume uma conceção   ontológica material-naturalistae associal das relações internacionais. Ao   invés de assumir as estruturas materiais e de poder como fenómenos sociais e   historicamente construídos, o realismo olha para os fatores de poder material   como fenómenos naturais. Os realistas tendem a comparar as estruturas materiais   de poder dos Estados como os geólogos comparam o tamanho das pedras. O problema   é que o poder dos Estados não é simplesmente um fenómeno da natureza, é um   fenómeno social, enquanto o tamanho de uma árvore ou de um   pedraéum   fenómeno natural. Do mesmo modo, tendem a   naturalizar a <i>realpolitik </i>e a sua cultura   anárquica neo-hobesiana. Isto não impede a particular aptidão do realismo para   captar a continuidade da lógica abstrata de busca de PSR dos Estados   contemporâneos e dos seus dilemas de segurança.</p>     <p><a href="#top8"><sup>[8]</sup></a><a name="8"></a>       Sobre o caso português   veja-se Teixeira (1996) e Mendes (2004; 2012b; 2013).</p>     <p><a href="#top9"><sup>[9]</sup></a><a name="9"></a>       Numa abordagem contrafatual   de maximização eficiente de PSR, Portugal deveria ter realizado uma   normalização interna (democratização) e externa (descolonização) logo na década de 1950. Setal   tivesse acontecido, Portugal poderia ter evitado a guerra colonial (1961-1974) e o PREC   (1974-1976), duas circunstâncias objetivas de desperdício de PSR. Mas essa não   foi a interpretação racional das elites decisoras da   época. Um exemplo menos contrafatual foi a decisão de   Salazar, <i>pretensamente racional e de busca de PSR</i>, de negar o apoio   americano ao plano Anderson de descolonização africana. O racional da decisão   teria sido a negação da <i>perda</i> das colónias. Como se, racionalmente, elas   não tivessem de obrigatoriamente ser <i>perdidas</i>, como veio a acontecer.   Numa lógica puramente racionalista, aceitar o plano americano e ter   possibilitado uma descolonização organizada e sem roturas teria sido <i>economicamente     mais racional</i>. Todavia, Salazar, de forma subjetiva e <i>sociocultural </i>-   não <i>racionalista</i>, portanto -, não aceitou o plano, pois isso contrariava   a identidade imperial-essencialista de Portugal, ideia <i>constitutiva</i> primacial do seu pensamento, logo das suas ideias sobre qual era o <i>interesses</i><i> nacional</i> português.</p>     <p><a href="#top10"><sup>[10]</sup></a><a name="10"></a>      Embora com diferentes   abordagens (Berenskoetter, 2010), a identidade é uma importante categoria   conceptual que ajuda a explicar o comportamento dos Estados; quer através de   teorias específicas parciais ligadas à APE, à <i>role     theory</i> e à interligação entre decisão e fatores ideacionais, (Thies, 2012)   próximas da nossa abordagem, quer através de teorias mais gerais sobre as RI   (Lebow, 2008; 2012).</p>     <p><a href="#top11"><sup>[11]</sup></a><a name="11"></a>      No caso português este   processo foi evidente após a &#34;opção europeia&#34;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top12"><sup>[12]</sup></a><a name="12"></a>      <i>Especial</i> era a forma   como as elites portuguesas explicavam a política externa portuguesa imperial e   a sua não conformidade com as normas internacionais (Mendes, 2012b).</p>     <p><a href="#top13"><sup>[13]</sup></a><a name="13"></a>      Este argumento de   conformidade com as normas internacionais é um elemento poderoso na legitimação   das ações de política externa. Ele foi utilizado contra Portugal no período   autoritário. Mudaram-se os tempos e os interesses e Portugal, no período   democrático, passou a utilizá-lo contra a Indonésia na questão timorense   (Mendes, 2017c).</p>     <p><a href="#top14"><sup>[14]</sup></a><a name="14"></a>      Nas sociedades demo-liberais   os decisores políticos necessitam de legitimar as suas opções e construir uma   relação de <i>acountability</i> com os seus eleitores. Decisões importantes de política externa podem fazer ganhar eleições ou demitir chefes de governo. Em regimes não democráticos   a influência das sociedades civis é mais limitada. Todavia, especialmente em   fases de transição de regime, muitas vezes questões de política externa são   alvo de debate e originam reconstruções de preferências e interesses (Mendes,   2004; 2012b; 2016b; 2018).</p>     <p><a href="#top15"><sup>[15]</sup></a><a name="15"></a>      Isto foi evidente com o <i>ocidentalismo</i> e <i>especialismo</i> no Estado Novo e com a <i>normalização</i> e o <i>europeísmo</i> no período democrático.</p>     <p><a href="#top16"><sup>[16]</sup></a><a name="16"></a>      O nosso enfoque é no papel   da socialização e da conformidade das normas. Existem outras problemáticas   importantes (Wiener, 2007; Schmidt, 2014; Epstein, 2017).</p>     <p><a href="#top17"><sup>[17]</sup></a><a name="17"></a>      Seguindo esta visão, vários   autores demonstram três aspetos-chave das ideias. (1) As ideias atuam como   guias na formação das preferências dos decisores. Ao selecionarem uma ideia, os   decisores estão a definir as suas preferências e a excluir outras   interpretações da realidade. Através das ideias os decisores elaboram o nexo   causal entre os objetivos e as alternativas existentes relativas às estratégias   políticas para os alcançar. (2) As ideias afetam as   interações estratégicas e negociais. Numa situação de decisão institucional,   estas atuam como o cimento que consegue unir vários pontos de vista e facilitar   a coesão de grupo numa determinada direção. (3) As ideias são decisivas na   criação e solidificação de organizações políticas e burocráticas e, sobretudo, nos   processos adaptativos e de mudança institucional (Parsons, 2002; Hay, 2011;   Schmidt, 2008; 2010; 2012; Morrison, 2016). Como aqui demonstramos, as ideias   são decisivas quer na justificação do <i>status quo</i> (regime autoritário),   quer em situações de mudança política (transição democrática).</p>     <p><a href="#top18"><sup>[18]</sup></a><a name="18"></a>      Só a esta luz é possível   compreender a política externa de <i>resistência imperial</i> do Estado Novo   que, na sua essência, era uma politica de identidade do regime.</p>     <p><a href="#top19"><sup>[19]</sup></a><a name="19"></a>      O nosso problema não é o de   discutir as várias lógicas de ação: lógica argumentativa; lógica consequencial;   lógica apropriada; lógica dos hábitos; lógica das práticas; lógica emocional;   lógica intuitiva, etc. (March e Olsen, 1998; Pouliot, 2008; Hutchison e   Bleiker, 2014; Holmes, 2015). O nosso argumento é que os decisores não decidem   de uma forma linear e mecanicamente racional. Mesmo os argumentos   pré-racionais, intuitivos ou práticos, não deixam de estar   ligados a decisores subjetivos, embebidos em contextos burocráticos,   culturais, identitários e ideacionais particulares que <i>constituem</i> as   suas ideias e determinam as práticas, políticas e instituições da política   externa dos Estados.</p>     <p><a href="#top20"><sup>[20]</sup></a><a name="20"></a>      No Estado Novo, existia uma   ideia identitária nacionalista básica que era o <i>imperial-essencialismo</i>.   Neste período, na prática política e diplomática portuguesa existia um tabu   político e diplomático relativamente a todas as opções,   decisões e práticas de política externa que, de algum modo,   prejudicassem <i>a </i>ideia identitária da política externa portuguesa: a   política imperial.</p>     <p><a href="#top21"><sup>[21]</sup></a><a name="21"></a>      Embora isso não significasse   automaticamente riqueza (Costa, Palma, e Reis, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top22"><sup>[22]</sup></a><a name="22"></a>      Claro que nem tudo mudou.   Por exemplo, a relação com a NATO, embora contestado   por visões concorrentes, resultou numa importante continuidade.</p>     <p><a href="#top23"><sup>[23]</sup></a><a name="23"></a>      Veja-se os sucessivos discursos do PR, do PM ou do MNE nas Nações Unidas neste período   (Soares, 1974; Ferreira, 1976; 1981).</p>     <p><a href="#top24"><sup>[24]</sup></a><a name="24"></a>     Dois decisores políticos   tiveram um papel decisivo na construção da nova e democrática política externa   de Portugal: o primeiro-ministro, Mário Soares, e o ministro dos negócios   estrangeiros, Medeiros Ferreira. Foram eles que (re)definiram o quadro geral dos principais   eixos da política externa do Portugal democrático, que todos os posteriores governos   seguiram e aprofundaram, nomeadamente a estruturante &#34;opção europeia&#34;. Da mesma   forma que a opção imperial tinha sido a ideia estratégica do Portugal   autoritário, a opção europeia foi a ideia estratégica   da política externa portuguesa neste período. O que não significou uma visão   dicotómica entre a Europa e o Atlântico. Como então se afirmou: &#34;A opção   europeia, consubstanciada na integração institucional, não é excluidora de uma   política atlântica (&#8230;).&#34; <i>Programa do I Governo Constitucional</i>: 127 (<i>apud</i>,   Mendes, 2012b).</p>     <p><a href="#top25"><sup>[25]</sup></a><a name="25"></a>      Ideia confirmada em   entrevista ao embaixador Seixas da Costa (Mendes, 2018).</p>     <p><a href="#top26"><sup>[26]</sup></a><a name="26"></a>      Pela primeira vez, Portugal   e Espanha passam a fazer parte das mesmas alianças extra-peninsulares:   a CEE e a NATO.</p>      ]]></body><back>
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