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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A fecundidade (quase) final das mulheres residentes em Portugal e nascidas entre 1964 e 1968: uma análise por coorte]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Part of the consistent decline of Portuguese fertility has been explained by the changes in the reproductive calendar, not knowing, however, the extent to which fertility postponement is likely to influence the completed fertility of individuals. This article analyzes the fertility of a cohort of women, taking into account their level of education, their age at birth of first child, and the gap between the desired fertility over a lifetime and the fertility achieved.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>A fecundidade (quase) final das mulheres residentes em Portugal e nascidas entre 1964 e 1968 - uma&nbsp; an&aacute;lise por coorte</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The (almost) final fecundity of women residing in Portugal and born between 1964 and 1968 - a cohort analysis</b></font></p>     <p><b>Andr&eacute;ia Maciel*, Maria Filomena Mendes**, Rita Freitas***</b></p>     <p>*CIDEHUS.U&Eacute;, Universidade de &Eacute;vora, Pal&aacute;cio do Vimioso, Largo do Marqu&ecirc;s de Marialva, n.&ordm; 8, Apartado 94 7000-809 &Eacute;vora, Portugal, <a href="mailto:abfmaciel@fa.uevora.pt">abfmaciel@fa.uevora.pt</a></p>     <p>**CIDEHUS.U&Eacute;, Universidade de &Eacute;vora, Pal&aacute;cio do Vimioso, Largo do Marqu&ecirc;s de Marialva, n.&ordm; 8, Apartado 94 7000-809 &Eacute;vora, Portugal, <a href="mailto:mmendes@uevora.pt">mmendes@uevora.pt</a></p>     <p>***CIDEHUS.U&Eacute;, Universidade de &Eacute;vora, Pal&aacute;cio do Vimioso, Largo do Marqu&ecirc;s de Marialva, n.&ordm; 8, Apartado 94 7000-809 &Eacute;vora, Portugal, <a href="mailto:rfreitas@uevora.pt">rfreitas@uevora.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A fecundidade (quase) final das mulheres residentes em Portugal e nascidas entre 1964 e 1968 - uma an&aacute;lise por coorte.&#8195;Parte do sustentado decl&iacute;nio da fecundidade portuguesa tem sido explicado pelas altera&ccedil;&otilde;es do calend&aacute;rio reprodutivo, n&atilde;o se sabendo, contudo, em que medida o adiamento da fecundidade poder&aacute; vir a influenciar a fecundidade final dos indiv&iacute;duos. Neste &acirc;mbito, este artigo prop&otilde;e-se analisar a fecundidade final de uma coorte de mulheres, tomando em considera&ccedil;&atilde;o o seu n&iacute;vel de escolaridade, a sua idade &agrave; entrada na maternidade e o diferencial entre a fecundidade desejada ao longo da vida e a fecundidade realizada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> fecundidade conclu&iacute;da; fecundidade desejada; fecundidade renunciada; adiamento.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Part of the consistent decline of Portuguese fertility has been explained by the changes in the reproductive calendar, not knowing, however, the extent to which fertility postponement is likely to influence the completed fertility of individuals. This article anal&not;yzes the fertility of a cohort of women, taking into account their level of education, their age at birth of first child, and the gap between the desired fertility over a lifetime and the fertility achieved.</p>     <p><b>Keywords:</b> achieved fertility; desired fertility; forego fertility; postponement.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A EVOLU&Ccedil;&Atilde;O RECENTE DA FECUNDIDADE PORTUGUESA</p>     <p>Desde meados do s&eacute;culo passado que a sociedade portuguesa tem atravessado um amplo processo de transforma&ccedil;&otilde;es sociais e econ&oacute;micas, concomitantes com um cont&iacute;nuo e acentuado processo de decl&iacute;nio da fecundidade - ainda sem sinais vis&iacute;veis de uma completa invers&atilde;o desta tend&ecirc;ncia - que vem impondo ao pa&iacute;s um acentuado processo de envelhecimento demogr&aacute;fico.</p>     <p>Embora em alguns per&iacute;odos de tempo bastante localizados a fecundidade portuguesa tenha dado sinais de invers&atilde;o da sua tend&ecirc;ncia de decl&iacute;nio, ela voltaria a diminuir nos anos seguintes, como por exemplo no per&iacute;odo imediatamente posterior &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o de 25 de Abril de 1974 e no per&iacute;odo que antecedeu a viragem para o s&eacute;culo XXI. Este cont&iacute;nuo decl&iacute;nio fez com que o &Iacute;ndice Sint&eacute;tico de Fecundidade (ISF)<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>[1]</sup></a> em Portugal decrescesse de cerca de 3,2 filhos por mulher no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1960 para apenas 1,21 filhos em 2013 - o valor mais baixo alguma vez registado - colocando Portugal no <i>ranking</i> dos pa&iacute;ses com as menores taxas de fecundidade da Europa e do mundo, segundo o relat&oacute;rio do <i>Population Reference Bureau</i> (2013).</p>     <p>Na sua trajet&oacute;ria de decl&iacute;nio, 1982 marca o ano em que o valor do ISF caiu pela primeira vez abaixo do limiar necess&aacute;rio para assegurar a substitui&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es, que nas atuais condi&ccedil;&otilde;es de mortalidade dos pa&iacute;ses europeus &eacute; de 2,1 filhos por mulher. Em 1994 a fecundidade atingiu pela primeira vez um n&iacute;vel inferior a 1,5 filhos por mulher (<i>low-fertility</i>), valor considerado preocupante para a sustentabilidade populacional (Mendes, 2012), e o ano de 2012 assinala o momento em que o ISF cai abaixo do limiar cr&iacute;tico de 1,3 filhos por mulher, convencionalmente chamado de &ldquo;<i>lowest-low fertility</i>&rdquo; conforme terminologia adotada por Kohler, Billari e Ortega (2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A INFLU&Ecirc;NCIA DO <i>TEMPO</i> E DO <i>QUANTUM</i></p>     <p>De acordo com os pressupostos da teoria da Segunda Transi&ccedil;&atilde;o Demogr&aacute;fica (STD), o decl&iacute;nio da fecundidade verificado na Europa ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas resulta das transforma&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas que influenciaram intimamente os itiner&aacute;rios reprodutivos e a &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o&rdquo;<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>[2]</sup></a> dos filhos na organiza&ccedil;&atilde;o familiar.</p>     <p>Uma das premissas centrais da STD repousa no cont&iacute;nuo adiamento dos projetos parentais - convencionalmente chamado de efeito <i>tempo</i>,<i> </i>que designa o momento do nascimento dos filhos (Kohler, Billari e Ortega, 2002) - em ambos os sexos para idades cada vez mais tardias, atrav&eacute;s do controlo massivo da fecundidade tanto dentro quanto fora do casamento (Mendes, 1987, 2012; Morgan, 1991; Van de Kaa, 2002), facilitado pela disponibilidade e difus&atilde;o de m&eacute;todos contracetivos eficazes (Hakim, 2003, 2008; Goldin, 2006; Adsera, 2006a; Kohler, Billari e Ortega, 2006; Rowland, 2007; McDonald, 2008).</p>     <p>A consolida&ccedil;&atilde;o deste padr&atilde;o reprodutivo mais tardio vem sendo em grande parte explicado pela instabilidade no mercado de trabalho e consequente eleva&ccedil;&atilde;o da incerteza ao n&iacute;vel econ&oacute;mico (Livi-Bacci, 2001; Billari e Kohler, 2002; Billari, 2004; Adsera, 2005, 2006a; 2011a; Philipov, 2009; Cunha, 2012a e 2012b), bem como pelo prolongamento dos percursos escolares e consecutivo adiamento da sa&iacute;da da casa dos pais, com efeitos sobre a idade na entrada na conjugalidade (Almeida et al<i>.</i>, 1998; Reher, 1998; Dalla Zuanna, 2001; Billari e Kohler, 2002; Van de Kaa, 2002; Guerreiro e Abrantes, 2007; Mills et al., 2011; Ajzen e Klobas, 2013).</p>     <p>Outra caracter&iacute;stica comummente referida como conducente &agrave;s atuais baixas taxas de fecundidade relaciona-se com as profundas transforma&ccedil;&otilde;es que a &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos filhos tem vindo a sofrer ao longo do tempo (Gauthier, Smeedeng e Furstenberg, 2004; Giddens, 2006). Conforme referiu Johansson (1997), o objetivo dos pais ao reduzir a sua fecundidade tanto outrora como atualmente &eacute; manter um adequado padr&atilde;o de vida para a fam&iacute;lia em geral e para os filhos em particular e, simultaneamente, evitar a sua mobilidade social descendente (Downey, 1995).</p>     <p>Se no passado as descend&ecirc;ncias numerosas eram praticamente inevit&aacute;veis (Hakim, 2003) n&atilde;o s&oacute; devido &agrave; aus&ecirc;ncia de uma contrace&ccedil;&atilde;o eficaz, mas tamb&eacute;m porque eram essenciais ao bom funcionamento da vida familiar (Kirk, 1996; Bauman, 2004; Cunha, 2007), nos anos mais recentes a chegada dos filhos ocorre de modo planeado com vista a satisfazer expectativas emocionais, psicol&oacute;gicas e afetivas (Mendes, 1987; Cunha, 2005b, 2007; Sobotka, 2008).</p>     <p>Entre 1960 e 1982 observa-se uma redu&ccedil;&atilde;o gradual da idade em que as mulheres tendem a entrar na maternidade, sendo que 1982 marca o ano em que a idade m&eacute;dia ao nascimento do primeiro filho atingiu o seu mais baixo valor: 23,5 anos. Logo, parece claro que o decr&eacute;scimo do ISF no in&iacute;cio do per&iacute;odo em quest&atilde;o foi marcado pelo rejuvenescimento da fecundidade e n&atilde;o pelo seu adiamento. A idade m&eacute;dia ao nascimento do primeiro filho s&oacute; voltaria a apresentar valores id&ecirc;nticos aos verificados no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1960 no ano de 1992, sendo que a partir de ent&atilde;o tem vindo a aumentar progressivamente, como se observa pela <a href="#f2">figura 2</a>, n&atilde;o tendo ainda cessado a tend&ecirc;ncia de aumento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao longo do per&iacute;odo em an&aacute;lise verifica-se ainda a aproxima&ccedil;&atilde;o entre a idade m&eacute;dia ao nascimento do primeiro filho (30 anos) e a idade m&eacute;dia ao nascimento de todos os filhos (31,5), sendo que em 2014 a diferen&ccedil;a entre ambas as idades foi de apenas 1,5 anos, com a idade m&eacute;dia ao nascimento do primeiro filho apresentando o seu mais alto valor. Considerando as baixas taxas de fecundidade que caracterizam a sociedade portuguesa, este estreitamento da diferen&ccedil;a entre ambas as idades representa um cont&iacute;nuo decr&eacute;scimo das ordens de paridade mais elevadas, podendo indicar ainda que as mulheres est&atilde;o a ter, na generalidade, um &uacute;nico filho e que aquelas que decidem ter mais do que um filho fazem-no, na sua maioria, com reduzidos intervalos de tempo entre nascimentos.</p>     <p>Como a diminui&ccedil;&atilde;o do <i>quantum </i>da fecundidade (n&uacute;mero de filhos tidos) tende a ocorrer sobretudo nas paridades mais elevadas (Bongaarts, 1998; Bongaarts e Feeney, 1998), a idade m&eacute;dia para todos os nascimentos tende a n&atilde;o representar os verdadeiros efeitos do <i>tempo </i>(calend&aacute;rio da fecundidade). Assim, ainda que as idades m&eacute;dias de todas as ordens de paridade aumentassem, face &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o dos nascimentos das ordens mais elevadas, a idade m&eacute;dia de todos os nascimentos tenderia a refletir o maior peso da primeira (principalmente) e segunda ordens de paridade (Bongaarts e Feeney, 1998; Lesthaeghe e Willems, 1999), como se depreende da <a href="#f3">figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A soma dos valores do ISF1, ISF2 e ISF3+ corresponde ao valor do ISF total verificado em cada ano, sendo que o ISF1 representa a contribui&ccedil;&atilde;o da primeira ordem de paridade para o ISF total de cada ano e assim sucessivamente <a href="#f3">figura 3</a>). Assim, o ISF total encontra-se representado pela soma dos ISF correspondentes &agrave;s diferentes ordens de paridade, sendo que cada uma delas assume uma determinada propor&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Como argumentaram Bongaarts e Feeney (1998) e Lesthaeghe e Willems (1999), observa-se um cont&iacute;nuo aumento do peso da primeira ordem de nascimento em simult&acirc;neo a uma acentuada redu&ccedil;&atilde;o do peso da terceira ou posteriores ordens. At&eacute; meados da d&eacute;cada de 1960, quando o ISF ainda se situava um pouco acima de 3 filhos por mulher, os nascimentos de terceira ou de ordens superiores contribu&iacute;am para este valor com 1,5 filhos, representando aproximadamente 50% do ISF total. J&aacute; em 2012, quando o ISF era de 1,28 filhos por mulher, o peso da terceira ou superiores ordens de nascimentos contribu&iacute;ram somente com 0,14 filhos, reduzindo a sua participa&ccedil;&atilde;o para o ISF total a aproximadamente 11%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dada a diminui&ccedil;&atilde;o dos nascimentos nas ordens de paridade mais elevadas, os nascimentos de primeira ordem, e em menor extens&atilde;o tamb&eacute;m os nascimentos de segunda ordem, t&ecirc;m vindo a aumentar o seu peso relativo para o ISF total. Os nascimentos de primeira ordem passaram de uma contribui&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 32% em 1960, quando contribu&iacute;am com 1,01 filhos (ISF igual a 3,1 filhos), para quase 60% em 2012, quando passaram a contribuir com 0,73 filhos (ISF igual a 1,28).</p>     <p>Tal como salientou Sobotka (2004), embora o ISF seja geralmente o indicador mais utilizado para medir o n&iacute;vel de fecundidade num dado momento, ele pode fornecer impress&otilde;es enganosas sobre as tend&ecirc;ncias da fecundidade em termos do n&uacute;mero de nascimentos por mulher. Isto ocorre porque este indicador toma em considera&ccedil;&atilde;o a fecundidade verificada num dado momento do tempo, numa gera&ccedil;&atilde;o hipot&eacute;tica de mulheres, que supostamente viveria conforme o padr&atilde;o et&aacute;rio da fecundidade verificado naquele mesmo momento (Easterlin, 1976; Bongaarts e Feeney, 1998; Bongaarts, 2002; Oliveira, 2012) e n&atilde;o a fecundidade conclu&iacute;da pelas coortes. Isto faz com que as distor&ccedil;&otilde;es provocadas pelas tend&ecirc;ncias do efeito <i>tempo</i> - adiamento ou rejuvenescimento da fecundidade - possam dissimular as tend&ecirc;ncias do <i>quantum</i>,<i> </i>tornando o indicador sujeito a enviesamentos (Bongaarts, 1998, 2002; Mendes, 2012).</p>     <p>Quando a idade m&eacute;dia da fecundidade aumenta continuamente, o efeito <i>tempo</i> torna-se negativo, tendendo a deprimir o ISF. Por outro lado, quando a idade m&eacute;dia diminui em v&aacute;rios anos consecutivos, o efeito <i>tempo</i> passa a ser positivo e tende a sobrevalorizar o ISF verificado naquele momento (Bongaarts, 2002). Em qualquer dos casos, estes efeitos contribuem para dissimular as tend&ecirc;ncias do <i>quantum</i>.</p>     <p>A FECUNDIDADE (QUASE) FINAL DA COORTE DE MULHERES NASCIDAS ENTRE 1964 E 1968</p>     <p>Se, por um lado, parece un&acirc;nime o entendimento de que o efeito mais proeminente do adiamento da maternidade para idades cada vez mais tardias &eacute; o de deprimir as taxas de fecundidade do momento (Bongaarts, 1998; Lesthaeghe e Willem, 1999; Qu, Weston e Kilmartin, 2000; Van de Kaa, 2002; Balbo, Billari e Mills, 2012; Wilson, 2013), por outro lado, os seus reais efeitos no t&eacute;rmino da vida reprodutiva ainda continuam sendo palco de incerteza.</p>     <p>Caso os nascimentos adiados sejam recuperados nas idades mais tardias, n&atilde;o originando ren&uacute;ncias ainda que parciais, os efeitos do adiamento ser&atilde;o apenas tempor&aacute;rios (Bongaarts, 1998; Bongaarts e Feeney, 1998; Lesthaeghe e Willems, 1999; Sobotka, 2004; Frejka e Sobotka, 2008; Goldstein, Sobotka e Jasilioniene, 2009). Contudo, se parte dos nascimentos adiados forem renunciados (Billari e Kohler, 2002), os efeitos do adiamento ser&atilde;o bem mais intensos (Lesthaeghe e Willems, 1999; Surkyn e Lesthaeghe, 2004; Lesthaeghe, 2010).</p>     <p>Sabendo-se que a fecundidade do per&iacute;odo pode ser afetada pelos efeitos do <i>tempo</i>, o objetivo da an&aacute;lise seguinte ser&aacute; examinar, a partir dos dados do Inqu&eacute;rito &agrave; Fecundidade (IFEC2013)<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup>[3]</sup></a>, a fecundidade de uma coorte de mulheres com idades entre 45 e 49 anos (nascidas entre 1964 e 1968) que estavam praticamente a findar ou tinham mesmo conclu&iacute;do o seu per&iacute;odo reprodutivo em 2013, j&aacute; que a sua inten&ccedil;&atilde;o de ainda vir a ter filhos era apenas marginal.</p>     <p>Segundo os dados do IFEC2013<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup>[4]</sup></a>, 97,5% destas mulheres j&aacute; n&atilde;o planeavam ter (mais) filhos: apenas 2,5% ainda pretendiam aumentar a sua fecundidade.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup>[5]</sup></a> Dada a sua fraca inten&ccedil;&atilde;o de vir a ter (mais) filhos, consideramos que a fecundidade desta coorte de mulheres representa o n&uacute;mero m&eacute;dio de nascimentos por mulher no final dos seus anos f&eacute;rteis (Bongaarts, 2002) estando, portanto, livre das distor&ccedil;&otilde;es do <i>tempo</i> (Bongaarts e Sobotka, 2012).</p>     <p>Acerca do comportamento reprodutivo desta coorte de mulheres importa destacar a taxa de incid&ecirc;ncia de pessoas sem filhos (infecundidade por escolha ou circunst&acirc;ncia), a incid&ecirc;ncia de filhos &uacute;nicos, o modelo normativo de dois filhos e as descend&ecirc;ncias alargadas (3 ou mais filhos). Como se observa no <a href="#q1">quadro 1</a>, a maternidade integra o percurso da extrema maioria destas mulheres sendo a situa&ccedil;&atilde;o mais comum ter dois filhos, embora as descend&ecirc;ncias &uacute;nicas se registem em cerca de &#8531; destas mulheres.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>N&atilde;o obstante a elevada taxa daquelas que transitaram para a maternidade, a propor&ccedil;&atilde;o das que n&atilde;o transitaram (12,3%) tem um valor muito pr&oacute;ximo daquelas que tiveram descend&ecirc;ncias alargadas (12,8%). Os valores observados nas diferentes ordens de paridade s&atilde;o similares &agrave;s estimativas realizadas por Oliveira (2012), nas quais a autora estimou que em 2009 cerca 14% das mulheres chegariam ao termo da sua vida reprodutiva sem terem experimentado a maternidade, enquanto 86% conseguiriam ter ao menos um nascimento e apenas 44% um segundo nascimento.</p>     <p>A AUS&Ecirc;NCIA DE FILHOS E AS DESCEND&Ecirc;NCIAS DE FILHO &Uacute;NICO: FECUNDIDADE DESEJADA OU FECUNDIDADE RENUNCIADA?</p>     <p>Embora a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres sem filhos em Portugal (12,3%) ainda esteja distante das elevadas propor&ccedil;&otilde;es apresentadas em muitos outros pa&iacute;ses europeus (Frejka, 2008; Oliveira, 2012), importa interrogar quais s&atilde;o aquelas que abandonaram os seus projetos parentais e quais tinham como decis&atilde;o n&atilde;o experienciar a maternidade.</p>     <p>De entre as que n&atilde;o transitaram para a maternidade, excetuando-se aquelas (20,6%) que reportaram n&atilde;o poder ter filhos (infecundidade por condi&ccedil;&atilde;o), pouco mais de 1/3 destas mulheres relataram n&atilde;o ter desejado filhos ao longo da sua vida reprodutiva<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""><sup>[6]</sup></a> (infecundidade por escolha), 45,1% apesar de ter aspirado a maternidade n&atilde;o tiveram filhos e 40,1% parecem ter abandonado o seu projeto maternal.</p>     <p>Daquelas mulheres sem filhos (12,3% sendo N = 45.994, conforme <a href="#q1">quadro 1</a>), apenas 4,2% (N = 15.784) n&atilde;o pretendiam de facto ter filhos, 4,9% (N = 18.425) - por alguma raz&atilde;o ou circunst&acirc;ncia - abandonaram o seu projeto parental, 0,4% (N = 1.420) encontravam-se indecisas, cerca de 0,3% destas (N = 888) ainda desejavam a maternidade e 2,5% (N = 9.477) relataram n&atilde;o poder ter filhos, n&atilde;o se sabendo neste caso se esta foi uma circunst&acirc;ncia adquirida ao longo do ciclo reprodutivo (i. e., problemas de infertilidade devido ao avan&ccedil;ar da idade ou outros problemas de sa&uacute;de que acabaram por se tornar impeditivos para a gravidez) ou se, pelo contr&aacute;rio, foi uma condi&ccedil;&atilde;o que perdurou durante todo o seu per&iacute;odo reprodutivo.</p>     <p>Considerando os valores apresentados no <a href="#q2">quadro 2</a>, a infecundidade parece advir de poss&iacute;veis adiamentos e n&atilde;o apenas do desejo de construir um projeto de vida que exclua a presen&ccedil;a de filhos, uma vez que se todas aquelas mulheres que desejaram ter filhos os tivessem tido (5,4%)<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title=""><sup>[7]</sup></a> a propor&ccedil;&atilde;o de <i>childlessness</i> seria apenas de cerca de 7% e n&atilde;o de 12,3% (ou 12% se subtrairmos aquelas que ainda pretendem entrar na maternidade), como verificado. Assim, embora a maternidade continue a ser extremamente desejada e alcan&ccedil;ada pela grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Cunha, 2012b), &eacute; importante salientar que a fra&ccedil;&atilde;o de mulheres que conseguem alcan&ccedil;&aacute;-la &eacute; inferior &agrave; daquelas que a desejaram.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Num exerc&iacute;cio similar, procura-se olhar para as mulheres que dever&atilde;o terminar o seu per&iacute;odo com apenas um filho para se perceber se este era o seu desejo inicial ou, se pelo contr&aacute;rio, se trata antes de uma fecundidade parcialmente renunciada. Neste caso, a fecundidade daquelas que desejaram ter mais do que um filho ao longo do seu per&iacute;odo reprodutivo, mas que tiveram apenas um e n&atilde;o tencionam ter mais filhos &eacute; considerada como &ldquo;fecundidade renunciada&rdquo;.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title=""><sup>[8]</sup></a>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m se verifica que o desejo de ter apenas um filho n&atilde;o fazia parte dos planos reprodutivos da maioria destas mulheres: cerca de 68% desejaram ter uma descend&ecirc;ncia de dois ou mais filhos, enquanto cerca de 23% reportaram ter desejado um &uacute;nico filho. Tal valor (23%) &eacute; bastante pr&oacute;ximo daquele encontrado por Maciel (2015), onde a autora estimou que 25% dos residentes em Portugal, com idades entre os 18 e os 54 anos<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title=""><sup>[9]</sup></a>, planeiam ter como descend&ecirc;ncia final apenas um &uacute;nico filho.</p>     <p>&Eacute; reduzida a propor&ccedil;&atilde;o (0,3%) de mulheres que ainda pretende aumentar a sua fam&iacute;lia e elevada a propor&ccedil;&atilde;o daquelas que abandonaram o projeto de ultrapassar as descend&ecirc;ncias &uacute;nicas (68,1%), sendo esta propor&ccedil;&atilde;o inclusive superior &agrave; daquelas que desejando ser m&atilde;es n&atilde;o tiveram nenhum filho (40,1%, conforme o <a href="#q2">quadro 2</a>).</p>     <p>&Agrave; luz destes resultados, as descend&ecirc;ncias de filho &uacute;nico mais parecem resultar das trajet&oacute;rias percorridas por estas mulheres do que propriamente do desejo por uma dimens&atilde;o familiar mais restrita. Para aquelas que reportaram n&atilde;o poder ter mais filhos, n&atilde;o existe informa&ccedil;&atilde;o se a descend&ecirc;ncia de filho &uacute;nico fazia parte dos seus projetos de fecundidade ou se, pelo contr&aacute;rio, ela resultou da sua incapacidade de ter mais filhos.</p>     <p>Assim, tudo sugere que a aus&ecirc;ncia de filhos para uma fra&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel destas mulheres, bem como os nascimentos renunciados entre aquelas que desejaram transpor as descend&ecirc;ncias de filho &uacute;nico, parecem ser o resultado de consecutivos adiamentos (Morgan, 1991; Weston e Qu, 2001; Merz e Liefbroer, 2010), seguidos por uma maior relut&acirc;ncia em procriar nas idades mais tardias (Rowland, 1998, 2007), quando os limites sociais se podem fazer sentir mais intensamente, uma vez que a maioria daquelas com &ldquo;fecundidade renunciada&rdquo; considera n&atilde;o ter mais idade para ter filhos (<a href="#q4">quadro 4</a>). Para aquelas que n&atilde;o chegaram a transitar para a maternidade, 54% referiram como motivo importante j&aacute; n&atilde;o ter idade para ter filhos, j&aacute; entre as que tiveram apenas um filho este percentual situa-se na ordem dos 70%.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p>A an&aacute;lise da fecundidade renunciada entre estas mulheres sugere uma resigna&ccedil;&atilde;o com a fecundidade que se conseguiu atingir at&eacute; ent&atilde;o, uma vez que uma fra&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel considera j&aacute; ter os filhos que quer, mesmo tendo desejado um maior n&uacute;mero de filhos do que aqueles efetivamente tidos.</p>     <p>Ao comparar estes 4,2% de mulheres que revelaram o desejo de n&atilde;o experienciar a maternidade relativamente aos 4,8% do total de inquiridas do IFEC2013 (Maciel, 2015)<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title=""><sup>[10]</sup></a>, o desejo de construir projetos de vida &agrave; margem da crian&ccedil;a parece permanecer relativamente reduzido. Contudo, considerando o percentual de mulheres que desistiram de transitar para a maternidade ou de alargar a sua descend&ecirc;ncia, o progn&oacute;stico para os anos vindouros &eacute; o de que o <i>childlessness</i>, bem como as descend&ecirc;ncias de filho &uacute;nico, possivelmente, ir&atilde;o aumentar.</p>     <p>Como lembraram Livi-Bacci (2001), Berrington (2004) e Testa (2007), as mulheres que, por alguma raz&atilde;o, n&atilde;o encontram o momento adequado para terem o primeiro filho ou para ampliarem a sua fam&iacute;lia, dever&atilde;o terminar o seu per&iacute;odo reprodutivo com menos filhos do que desejaram e algumas, ao que tudo indica, n&atilde;o chegar&atilde;o a experimentar a maternidade.</p>     <p>Sendo a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que renunciou aos seus projetos parentais (parcial ou totalmente) mais elevada do que a propor&ccedil;&atilde;o daquelas cujos planos n&atilde;o inclu&iacute;a a presen&ccedil;a de filhos ou inclu&iacute;a a presen&ccedil;a de apenas um filho, as distor&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas provocadas pelo adiamento da fecundidade sugerem ter um impacto consider&aacute;vel n&atilde;o apenas nos n&iacute;veis da fecundidade de momento, mas tamb&eacute;m na fecundidade final dos indiv&iacute;duos.</p>     <p>FECUNDIDADE CONCLU&Iacute;DA E O SEU DIFERENCIAL RELATIVAMENTE &Agrave; FECUNDIDADE DESEJADA</p>     <p>A an&aacute;lise segundo o n&iacute;vel de escolaridade permite ainda elucidar a rela&ccedil;&atilde;o entre a fecundidade conclu&iacute;da e os capitais escolares. Quando<i> </i>medimos a fecundidade realizada<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title=""><sup>[11]</sup></a>, ou seja, o <i>quantum</i> dos filhos efetivamente tidos, em m&eacute;dia, por estas mulheres, constatamos que a sua fecundidade &eacute; bem diferente dos valores demonstrados pelo ISF. Embora a fecundidade realizada pelas mulheres residentes em Portugal (1,57 filhos, conforme <a href="#f4">figura 4</a>) esteja distante de atingir o limiar m&iacute;nimo necess&aacute;rio para garantir a renova&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es - o que por seu turno reflete uma redu&ccedil;&atilde;o do <i>quantum</i> - ela revela-se bastante superior ao ISF do ano de 2014 que reportava um valor de apenas 1,23 filhos. Confirma-se assim que a fecundidade final por coorte n&atilde;o &eacute; t&atilde;o baixa como sugere o ISF (Bongaarts, 1998; Bongaarts e Feeney, 1998; Mendes, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, apesar destas mulheres terem uma fecundidade abaixo do limiar necess&aacute;rio para assegurar a renova&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es, a sua fecundidade ainda se encontra acima do valor cr&iacute;tico de 1,5 filhos. Contudo, a fecundidade m&eacute;dia &eacute; ligeiramente diferenciada segundo o n&iacute;vel de ensino.</p>     <p>S&atilde;o as mulheres que possuem o ensino secund&aacute;rio que registam a menor fecundidade m&eacute;dia e aquelas com um grau de instru&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao b&aacute;sico as que possuem uma fecundidade m&eacute;dia mais elevada. Como a inten&ccedil;&atilde;o de ter (mais) filhos entre as mulheres com ensino secund&aacute;rio &eacute; apenas residual (2,3%), a sua fecundidade no termo do per&iacute;odo reprodutivo dever&aacute; ser bastante pr&oacute;xima da fecundidade at&eacute; ent&atilde;o conclu&iacute;da.</p>     <p>Este padr&atilde;o reprodutivo em forma de &ldquo;U&rdquo; (mais elevados n&iacute;veis de fecundidade nos ensinos b&aacute;sico e superior) parece ser uma tend&ecirc;ncia que se vem mantendo j&aacute; h&aacute; algum tempo, uma vez que Bongaarts (2003), ao fazer o mesmo exerc&iacute;cio para as mulheres desta faixa et&aacute;ria (a partir da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma outra fonte de dados<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title=""><sup>[12]</sup></a>), concluiu que em 2000 j&aacute; se verificava tal tend&ecirc;ncia em Portugal. Adicionalmente, os resultados de Adsera (2006b) para a fecundidade em Espanha tamb&eacute;m apontavam para este padr&atilde;o em forma de &ldquo;U&rdquo;, com os indiv&iacute;duos com ensino secund&aacute;rio apresentando fam&iacute;lias de menores dimens&otilde;es.Contrapondo-se aos valores apresentados por Bongaarts (2003) relativamente ao ano de 2000, no qual a fecundidade m&eacute;dia realizada pelas mulheres nesta faixa et&aacute;ria era igual a 2,2 filhos no ensino b&aacute;sico, 1,5 no ensino secund&aacute;rio e 1,7 filhos no ensino superior, constat&aacute;mos o cont&iacute;nuo decr&eacute;scimo do <i>quantum</i> da fecundidade na d&eacute;cada mais recente (<a href="#f4">figura 4</a>). Em particular, entre as mulheres com ensino b&aacute;sico a fecundidade m&eacute;dia decresceu de 2,2 para 1,64 filhos, enquanto nos demais n&iacute;veis de ensino a tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o foi bem menos acentuada.</p>     <p>A an&aacute;lise do n&uacute;mero de filhos desejados ao longo do per&iacute;odo reprodutivo permite-nos desmistificar a ideia que associa os maiores capitais escolares com o desejo por descend&ecirc;ncias mais restritas ou por um estilo de vida menos voltado para a fam&iacute;lia (Cunha, 2005a; Heiland, Prskawtz e Sanderson, 2005). Por outro lado, parece que justamente pelo facto de as mulheres com ensino superior terem, na sua maioria (52%), contemplado um projeto parental mais ambicioso (tr&ecirc;s ou mais filhos), elas acabam por ser as mais atingidas pelo desfasamento entre a fecundidade desejada e a fecundidade realizada (<a href="#q5">quadro 5</a>), confirmando-se o argumento de Morgan e Rackin (2010) de que, nas sociedades atuais, metas reprodutivas mais ambiciosas tornam-se mais improv&aacute;veis de se concretizarem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No exame do diferencial entre a fecundidade concretizada ao longo da vida reprodutiva e a fecundidade desejada (<a href="#q5">quadro 5</a>) merecem destaque: a baixa propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que n&atilde;o desejaram o estatuto da maternidade (5,7%), a propor&ccedil;&atilde;o das que desejaram apenas um filho (11,3%) e, sobretudo, o facto de a maioria destas mulheres ter uma fecundidade realizada inferior &agrave; desejada (52,5%), conquanto apenas 40% conseguiram atingir as suas metas reprodutivas.</p>     <p>Contudo, merece ressalva o facto de a fecundidade desejada ao longo da vida ser uma medida muito pr&oacute;xima da dimens&atilde;o familiar ideal<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title=""><sup>[13]</sup></a> (INE/FFMS, 2014) e, como tal, ser uma fecundidade a ser concretizada provavelmente apenas na aus&ecirc;ncia de restri&ccedil;&otilde;es. Como lembrou Bongaarts (2002), num mundo ideal as mulheres poderiam ter quantos filhos desejassem, mas este n&atilde;o &eacute; caso da maioria dos pa&iacute;ses. Assim, provavelmente, a fecundidade desejada ao longo da vida, tal como os ideais reprodutivos, podem ser reavaliados ao longo do percurso reprodutivo e reajustados em baixa conforme as circunst&acirc;ncias que os condicionam (Morgan, 1991; Qu, Weston e Kilmartin, 2000; Livi-Bacci, 2001; McDonald, 2008).</p>     <p>Entre as mulheres que tiveram mais filhos do que desejaram verifica-se uma maior propor&ccedil;&atilde;o entre aquelas com menor escolaridade, sinalizando na mesma dire&ccedil;&atilde;o apontada por Bongaarts (2003) de que, nas fases mais avan&ccedil;adas da transi&ccedil;&atilde;o da fecundidade, a propor&ccedil;&atilde;o de nascimentos indesejados tende a ser mais elevada entre as mulheres com mais baixos n&iacute;veis de instru&ccedil;&atilde;o. Como nos mais elevados n&iacute;veis de ensino verifica-se uma menor incid&ecirc;ncia para ultrapassar os planos reprodutivos iniciais, pode-se supor que maiores capitais escolares permitam um controlo mais eficaz sobre os percursos reprodutivos. Adicionalmente, no ensino secund&aacute;rio - diante de uma menor prefer&ecirc;ncia por descend&ecirc;ncias alargadas - parece haver uma maior vigil&acirc;ncia contracetiva.</p>     <p>As mulheres com menor escolaridade s&atilde;o tamb&eacute;m aquelas que apresentam a maior prefer&ecirc;ncia pelas descend&ecirc;ncias &uacute;nicas: enquanto 13% destas reportaram uma fecundidade desejada (ao longo da vida) de apenas um filho, entre aquelas com ensino superior esta propor&ccedil;&atilde;o reduz-se para metade (6,6%). No geral, s&atilde;o as mulheres com ensino superior que apresentam uma maior propor&ccedil;&atilde;o pelo desejo por descend&ecirc;ncias mais alargadas (<a href="#q6">quadro 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p>A INFLU&Ecirc;NCIA DOS VALORES PARENTAIS E DA IDADE M&Eacute;DIA &Agrave; ENTRADA NA MATERNIDADE</p>     <p>Importa ainda compreender em que medida a fecundidade destas mulheres, que j&aacute; d&atilde;o por (praticamente) encerrada a sua carreira reprodutiva, ter&aacute; sido influenciada pelos valores relativos &agrave; parentalidade, pela sua idade &agrave; sa&iacute;da do agregado parental de origem e entrada na maternidade e, ainda, em que medida o aumento dos capitais escolares ter&aacute; influenciado a idade de entrada na maternidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um fator comummente referido como relevante para as decis&otilde;es reprodutivas relaciona-se com o fortalecimento da &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos filhos no seio familiar. Esta maior valoriza&ccedil;&atilde;o assenta numa fecundidade que toma em considera&ccedil;&atilde;o as suas oportunidades futuras e que prima pelo seu bem-estar &agrave; custa do <i>quantum</i>, no que Becker e colegas (Becker, 1960; Becker e Lewis, 1974; Becker e Tomes, 1976) definiram como &ldquo;<i>trade-off quantity by quality</i>&rdquo;, analisada aqui como <i>compensa&ccedil;&atilde;o</i>: &ldquo;&eacute; prefer&iacute;vel ter s&oacute; um filho com mais oportunidades e menos restri&ccedil;&otilde;es a ter mais filhos&rdquo;.</p>     <p>Quanto aos ideais de fecundidade, embora estes n&atilde;o devam ser vistos como indicadores diretos da fecundidade, ao n&iacute;vel individual, eles continuam a integrar as decis&otilde;es reprodutivas e o delineamento do <i>quantum</i> da fecundidade, indicando a dire&ccedil;&atilde;o em que se move o desejo de ter um maior ou um menor n&uacute;mero de filhos (Maciel, 2015), sendo que ideais mais reduzidos podem conduzir a um decl&iacute;nio ainda mais profundo nos futuros n&iacute;veis de fecundidade (Lutz, 2006; Sobotka, 2009).</p>     <p>As mulheres que concordam ser prefer&iacute;vel ter um s&oacute; filho com mais oportunidades e menos restri&ccedil;&otilde;es do que ter mais filhos (compensa&ccedil;&atilde;o) apresentam uma menor fecundidade m&eacute;dia realizada, numa diferen&ccedil;a de 0,45 filhos. Tamb&eacute;m se verifica que quanto menor for o n&uacute;mero ideal de filhos para uma fam&iacute;lia, menor tende a ser o n&uacute;mero m&eacute;dio de filhos. Enquanto as mulheres que reportam ideias mais alargados (mais de dois filhos) t&ecirc;m em m&eacute;dia 1,78 filhos, aquelas que referem ideais inferiores a dois filhos t&ecirc;m uma fecundidade m&eacute;dia de apenas 1,49 filhos.</p>     <p>Verifica-se que nesta coorte de mulheres quanto mais tardia for a sua sa&iacute;da do agregado parental de origem, menor tende a ser a sua fecundidade m&eacute;dia realizada (<a href="#f6">figura 6</a>). As mulheres que mais cedo deixaram de residir com o agregado de origem apresentam uma maior fecundidade m&eacute;dia e as que mais tardiamente sa&iacute;ram e, principalmente, as que nunca deixaram de residir, apresentam uma menor fecundidade. Enquanto metade daquelas que deixaram o agregado parental de origem at&eacute; aos 31 anos de idade conseguiram ter pelo menos dois filhos, das que o fizeram depois desta idade, ou nunca o fizeram, metade tem apenas um filho. Tais resultados apontam que a idade com que se deixou de residir com o agregado parental de origem &eacute; extremamente relevante nas quest&otilde;es relativas &agrave; fecundidade (Almeida et al.,1998; Van de Kaa, 2002; Guerreiro e Abrantes, 2007; Mills et al., 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave; idade de entrada na maternidade, entre as que tiveram apenas um filho, o nascimento deste ocorreu bastante mais tardiamente (cerca de 5,4 anos a mais) relativamente &agrave;quelas que j&aacute; atingiram uma descend&ecirc;ncia de tr&ecirc;s ou mais filhos (<a href="#f7">figura 7</a>). Enquanto metade das mulheres com descend&ecirc;ncias alargadas tiveram o seu primeiro filho at&eacute; aos 21 anos de idade, entre aquelas com descend&ecirc;ncias &uacute;nicas, metade foi m&atilde;e a partir dos 28 anos. Existe, assim, uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre a ordem de paridade e a idade ao nascimento do primeiro filho, confirmando-se que quanto mais tardia for a transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade, menor tende a ser a fecundidade realizada (Barber, 2001; Adsera, 2006b; Frejka e Sobotka, 2008; McDonald, 2008; Billari e Kohler, 2009; Aassve, Goisis e Sironi, 2012; Buber, Panova e Dorbritz, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assumindo-se que o atual n&iacute;vel de escolaridade seja igual ao que estas mulheres possu&iacute;am quando entraram na maternidade<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title=""><sup>[14]</sup></a>, constata-se uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre a idade &agrave; entrada na maternidade e o n&iacute;vel de escolaridade, sendo que quanto maior for o n&iacute;vel de escolaridade mais tardia tende a ser a idade ao nascimento do primeiro filho (<a href="#f8">figura 8</a>). Segundo Maciel (2015) e Mendes et al. (2015), esta parece ser uma tend&ecirc;ncia que se vem mantendo, uma vez que as suas an&aacute;lises apontam que entre as mulheres que estavam a realizar a sua transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade em 2013, aproximadamente, 80% daquelas com ensino superior estavam a transitar depois dos 28 anos de idade, ao passo que as mulheres com menores n&iacute;veis de ensino transitavam um pouco mais cedo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como referem diversos autores (i. e., Adsera, 2006b; Sobotka, 2008; Sp&eacute;der e Kapit&aacute;ny, 2009; Mills et al., 2011), os n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o mais elevados geralmente implicam um maior adiamento dos projetos parentais. Enquanto metade das mulheres com mais baixos capitais escolares se tornaram m&atilde;es antes dos 24 anos (<a href="#f8">figura 8</a>), no ensino superior metade delas fizeram-no a partir dos 30 anos e no ensino secund&aacute;rio depois dos 27 anos. Merece ainda refer&ecirc;ncia o facto de que entrar na maternidade em idades a partir dos 40 anos &eacute; bastante incomum.</p>     <p>Tendo-se verificado anteriormente que uma fra&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel desta coorte de mulheres n&atilde;o conseguiu atingir a sua fecundidade desejada ao longo do curso de vida (<a href="#q6">quadro 6</a>) e que estas propor&ccedil;&otilde;es eram maiores nos n&iacute;veis de ensino mais elevados, importa ainda questionar em que medida o diferencial entre a fecundidade desejada e a fecundidade realizada se encontra influenciado pela idade m&eacute;dia da entrada na maternidade.</p>     <p>Ao analisar a concretiza&ccedil;&atilde;o das metas reprodutivas (fecundidade desejada ao longo da vida) segundo a idade ao nascimento do primeiro filho (<a href="#f9">figura 9</a>), constata-se que aquelas que tiveram uma fecundidade inferior &agrave; desejada tiveram o seu primeiro filho, em m&eacute;dia, aos 27 anos de idade. J&aacute; entre as que conseguiram concretizar os seus planos reprodutivos tal idade foi de 25,4 anos e para aquelas que ultrapassaram as suas metas iniciais esta idade foi de 23,4 anos, sendo que metade destas &uacute;ltimas tiveram o seu primeiro filho antes dos 22 anos. Conclui-se, ent&atilde;o, que o forte adiamento da fecundidade, uma das premissas centrais da STD (Bongaarts, 1998; Lesthaeghe, 2010; Sobotka, 2008), tem desempenhado um importante papel n&atilde;o apenas no decl&iacute;nio moment&acirc;neo da fecundidade (Balbo, Billari e Mills, 2012), mas tamb&eacute;m na fecundidade final das coortes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f9"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a04f9.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo-se confirmado que o adiamento da maternidade tem sido protagonizado nomeadamente pelos indiv&iacute;duos mais escolarizados (Cunha, 2012a), resta interrogar por que s&atilde;o as mulheres com ensino secund&aacute;rio as que apresentam as menores taxas de fecundidade e n&atilde;o aquelas com ensino superior, que s&atilde;o justamente as que tendem a entrar mais tardiamente na maternidade. A resposta a est&atilde;o quest&atilde;o parece relacionar-se com o espa&ccedil;amento entre os nascimentos dos filhos.</p>     <p>Por um lado, as mulheres com ensino b&aacute;sico apesar de espa&ccedil;arem mais o intervalo entre o nascimento do primeiro e do segundo filho (e em certa medida tamb&eacute;m o intervalo entre o primeiro e o terceiro filho), por terem iniciado a sua carreira reprodutiva mais precocemente (<a href="#q6">quadro 6</a>), ainda conseguem ter uma fecundidade m&eacute;dia superior aos demais n&iacute;veis de ensino (ver <a href="#f4">figura 4</a>).</p>     <p>Quanto &agrave;s mulheres com ensino superior, apesar de entrarem na maternidade mais tardiamente, elas demonstram uma maior habilidade para reduzir o espa&ccedil;amento entre os nascimentos, sendo mais curta a dist&acirc;ncia que separa um nascimento do seguinte, como tamb&eacute;m concluiu Adsera (2006b, 2011a) nas suas an&aacute;lises para a Espanha - o que explicaria a sua maior fecundidade relativamente &agrave;quelas com capitais interm&eacute;dios, bem como o padr&atilde;o reprodutivo em forma de &ldquo;U&rdquo; em fun&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de escolaridade.</p>     <p>J&aacute; as mulheres com ensino secund&aacute;rio, apesar de terem entrado na maternidade mais tardiamente do que aquelas com ensino b&aacute;sico, tendem a dilatar o intervalo de tempo entre nascimentos a n&iacute;veis pr&oacute;ximos dos verificados no ensino b&aacute;sico. Considerando a mediana do espa&ccedil;amento entre o primeiro e o terceiro nascimento, verifica-se que metade das mulheres com ensino b&aacute;sico foram capazes de concretizar os tr&ecirc;s nascimentos em 8 anos, ao passo que aquelas com ensino secund&aacute;rio s&oacute; o fizeram em 9 anos. E ainda, embora as mulheres com ensino secund&aacute;rio tenham entrado cerca de 3 anos mais cedo na maternidade relativamente &agrave;quelas com ensino superior, como espa&ccedil;aram mais os nascimentos dos filhos, a sua fecundidade m&eacute;dia conclu&iacute;da acaba por ser um pouco inferior a destas &uacute;ltimas.</p>     <p>Se considerarmos o n&iacute;vel de escolaridade como <i>proxy</i><i> </i>para o n&iacute;vel de rendimento (Adsera, 2006b; Sp&eacute;der e Kapit&aacute;ny, 2009; Mills, 2010; Mills et al., 2011; Aassve, Goisis e Sironi, 2012) parece, assim, que as mulheres com ensino superior por terem um maior potencial de ganhos e uma maior capacidade de suportar os custos de um nascimento adicional, quando comparadas &agrave;quelas com ensino secund&aacute;rio, conseguiram reduzir mais o espa&ccedil;amento entre nascimentos, terminando o seu per&iacute;odo reprodutivo com uma fecundidade superior &agrave;quela apresentada por suas hom&oacute;logas com o ensino secund&aacute;rio, mas todavia inferior &agrave; das que possuem o ensino b&aacute;sico - cuja entrada na maternidade foi bem mais precoce.</p>     <p>CONCLUS&Otilde;ES</p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o deste conjunto de mulheres, nascidas entre 1964 e 1968, permite uma an&aacute;lise da descend&ecirc;ncia m&eacute;dia, fecundidade (quase) final. Esta an&aacute;lise &eacute; totalmente distinta da habitual, que se centra na fecundidade observada no momento, para todas as idades f&eacute;rteis, e que assume que todas as mulheres ter&atilde;o um comportamento id&ecirc;ntico at&eacute; ao final da sua vida reprodutiva. Assim, as conclus&otilde;es do estudo remetem-nos para a realidade das gera&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o apenas para o impacto na fecundidade do momento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A principal contribui&ccedil;&atilde;o do estudo para o avan&ccedil;o do conhecimento, para al&eacute;m do que j&aacute; foi publicado com base nos dados do IFEC2013, est&aacute; diretamente relacionada com o facto de podermos considerar os resultados desta an&aacute;lise por coorte, o que permitiu representar a fecundidade m&eacute;dia da mulher portuguesa no final dos seus anos f&eacute;rteis, livre das distor&ccedil;&otilde;es do <i>tempo</i>, dada a sua fraca inten&ccedil;&atilde;o de naquelas idades (ainda) virem a ter (mais) filhos.</p>     <p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, em simult&acirc;neo com a gradual redu&ccedil;&atilde;o das ordens de paridade iguais ou superiores a tr&ecirc;s filhos temos vindo a assistir a um progressivo aumento da idade m&eacute;dia &agrave; entrada na maternidade, com efeitos n&atilde;o s&oacute; sobre o ISF de momento mas tamb&eacute;m sobre a fecundidade final das coortes. Ao que tudo indica, estes consecutivos adiamentos s&atilde;o, em grande parte, os principais respons&aacute;veis pela fecundidade renunciada, j&aacute; que boa parte dos nascimentos adiados n&atilde;o foram totalmente recuperados nas idades mais tardias.</p>     <p>Deste modo, ainda que a maternidade permane&ccedil;a largamente desejada, e na maioria das vezes alcan&ccedil;ada, os nossos resultados evidenciam que a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que ao fim dos seus anos f&eacute;rteis conquista o &ldquo;estatuto&rdquo; da maternidade &eacute; inferior &agrave; daquelas que o desejaram. Desta forma, conclu&iacute;mos que nem sempre a aus&ecirc;ncia de filhos pode resultar do desejo de construir um projeto de vida &agrave; margem da parentalidade, podendo ser antes o resultado de poss&iacute;veis e cont&iacute;nuos adiamentos. De igual forma, verific&aacute;mos que as descend&ecirc;ncias de filho &uacute;nico nem sempre resultam de um desejo deliberado, podendo resultar tamb&eacute;m de consecutivos adiamentos e de uma maior relut&acirc;ncia de ter filhos em idades mais tardias. Com base neste cen&aacute;rio, o progn&oacute;stico para os anos vindouros &eacute; de que a infecundidade, assim como descend&ecirc;ncias de filho &uacute;nico, presumivelmente possam vir a aumentar.</p>     <p>Quanto &agrave; influ&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o, observa-se que entre as mulheres com ensino superior, face &agrave; sua entrada mais tardia na maternidade e apesar da sua maior habilidade para reduzir o espa&ccedil;amento entre nascimentos, como os seus projetos parentais tendem a ser mais ambiciosos, elas acabam por ser mais afetadas pelo desfasamento entre a fecundidade desejada e a fecundidade realizada, confirmando-se que, nas sociedades atuais, metas reprodutivas mais ambiciosas tornam-se mais improv&aacute;veis de se realizarem.</p>     <p>E ainda relativamente &agrave; influ&ecirc;ncia do grau de instru&ccedil;&atilde;o, podemos antecipar que no caso particular das mulheres com ensino superior, marcadas por uma menor ades&atilde;o ao projeto das descend&ecirc;ncias &uacute;nicas e por uma maior capacidade para encurtar a dist&acirc;ncia que separa um nascimento do outro, &eacute; poss&iacute;vel que nos anos vindouros haja uma ligeira invers&atilde;o do padr&atilde;o reprodutivo conforme os n&iacute;veis de escolaridade e que estas mulheres possam vir a ter uma fecundidade conclu&iacute;da superior &agrave;quela apresentada pelas detentoras do ensino b&aacute;sico, cuja ades&atilde;o ao projeto do filho &uacute;nico tende a ser mais acentuada. Quanto &agrave;s mulheres com ensino secund&aacute;rio - apesar da forte ades&atilde;o &agrave; descend&ecirc;ncia normativa de dois filhos - tendo em considera&ccedil;&atilde;o a entrada relativamente tardia na maternidade e dada a menor aptid&atilde;o para reduzir o espa&ccedil;amento entre nascimentos, possivelmente manter-se-&aacute; a tend&ecirc;ncia para apresentarem uma menor fecundidade conclu&iacute;da relativamente &agrave;s restantes, possuidoras de qualquer um dos demais n&iacute;veis de ensino.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, na medida em que os nossos resultados demonstram que a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que renunciaram aos seus projetos parentais (parcial ou totalmente) &eacute; mais elevada do que a propor&ccedil;&atilde;o daquelas cujos planos n&atilde;o inclu&iacute;a a presen&ccedil;a de filhos ou inclu&iacute;a apenas um filho, as distor&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas provocadas pelo adiamento da fecundidade poder&atilde;o ter um impacto consider&aacute;vel n&atilde;o apenas nos n&iacute;veis da fecundidade de momento, mas tamb&eacute;m na fecundidade final das coortes.</p>     <p>Ao que tudo indica, estes consecutivos adiamentos s&atilde;o, em grande parte, os principais respons&aacute;veis pela fecundidade renunciada, j&aacute; que boa parte dos nascimentos adiados n&atilde;o foram totalmente recuperados nas idades mais tardias. Donde resulta, finalmente, que o adiamento da fecundidade possui ainda efeitos tanto sobre o <i>tempo</i> como sobre o <i>quantum</i> da fecundidade final das gera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p>AASSVE, A., GOISIS, A., SIRONI, M. (2012), &ldquo;Happiness and childbearing across Europe&rdquo;. <i>Social Indicators Research</i>, 108 (1), pp. 65-86.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ADSERA, A. (2005), &ldquo;Vanishing children: from high unemployment to low fertility in developed countries&rdquo;. <i>American Economic Review</i>, 95 (2), pp. 189-193.</p>     <p>ADSERA, A. (2006a), &ldquo;An economic analysis of the gap between desired and actual fertility: The case of Spain&rdquo;. <i>Review of Economics of the Household</i>, 4 (1), pp. 75-95.</p>     <p>ADSERA, A. (2006b), &ldquo;Marital fertility and religion in Spain, 1985 and 1999&rdquo;. <i>Population Studies</i>, 60 (2), pp. 205-221.</p>     <p>ADSERA, A. (2011a), &ldquo;Where are the babies? Labor market conditions and fertility in Europe&rdquo;. <i>European Journal of Population</i>, 27 (1), pp. 1-32.</p>     <p>AJZEN, I., KLOBAS, J. (2013), &ldquo;Fertility intentions: An approach based on the theory of planned behaviour&rdquo;. <i>Demographic Research</i>, 29 (8), pp. 203-232.</p>     <p>ALMEIDA, A. N. et al. (1998), &ldquo;Rela&ccedil;&otilde;es familiares: mudan&ccedil;as e diversidade&rdquo;. <i>In</i> J. Viegas &amp; A. F. Costa (eds.), <i>Portugal, que Modernidade</i>?, Oeiras, Celta Editora, pp. 45-79.</p>     <p>BALBO, N., BILLARI,<b> </b>F. C., MILLS, M. (2012),<b> &ldquo;</b>Fertility in advanced societies: a review of research&rdquo;. <i>European Journal of Population</i>, 29 (1), pp. 1-38.</p>     <p>BARBER, J. S. (2001), &ldquo;Ideational influences on the transition to parenthood: attitudes towards childbearing and competing alternatives&rdquo;. <i>Social Psychology Quarterly</i>, 64 (2), pp. 101-127.</p>     <!-- ref --><p>BAUMAN, Z. (2004), <i>Amor L&iacute;quido: sobre a Fragilidade dos La&ccedil;os Humanos</i>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102220&pid=S0003-2573201800030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BECKER, G. S. (1960), <i>An Economic Analysis of Fertility, Demographic and Economic Change in Developed Countries</i>, Princeton, National Bureau of Economic Research, pp. 209-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102222&pid=S0003-2573201800030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BECKER, G. S., LEWIS, H. G. (1974), &ldquo;Interaction between quantity and quality of children&rdquo;. <i>In</i> T. W. Schultz (ed.), <i>Economics of the Family: Marriage, Children and Human Capital</i>, Chicago, University of Chicago Press, pp. 81-90.</p>     <p>BECKER, G. S., TOMES, N. (1976), &ldquo;2Child endowments and the quantity and quality of children&rdquo;. <i>Journal of Political Economy</i>, 84 (4), pp. S143-S162.</p>     <p>BERRINGTON, A. (2004), &ldquo;Perpetual postponers? Women's, men's and couple's fertility intentions and subsequent behaviour&rdquo;. <i>Population Trends</i>, 117, pp. 10-19.</p>     <p>BILLARI, F. C. (2004), &ldquo;Choices, opportunities and constraints of partnership, childbearing and parenting: the patterns in the 1990s&rdquo;. Background paper for the European Population Forum 2004, United Nations, Geneva. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.unece.org/fileadmin/DAM/pa u/_docs/pau/2004/PAU_2004_EPF_BgDocBillari.pdf" target="_blank">http://www.unece.org/fileadmin/DAM/pa u/_docs/pau/2004/PAU_2004_EPF_BgDocBillari.pdf</a>, [consultado em 17-09-2010].</p>     <p>BILLARI, F. C., KOHLER, H-P. (2002), &ldquo;Patterns of lowest-low fertility in Europe&rdquo;. MPIDIR working paper WP-2002-040. Rostock, Germany, Max Planck Institute for Demographic Research, pp. 1-31.</p>     <p>BILLARI, F. C., KOHLER, H-P. (2009), &ldquo;Fertility and happiness in the XXI century: institutions, preferences, and their interactions&rdquo;. Paper presented at the XXVI IUSSP International Population Conference, Marrakesh, Morocco, September 27- October 2. Dispon&iacute;vel em <a href="http://iussp2009.princeton.edu/papers/93347" target="_blank">http://iussp2009.princeton.edu/papers/93347</a>, [consultado em 12-12-2012].</p>     <p>BONGAARTS, J. (1998), &ldquo;Fertility and reproductive preferences in post-transitional societies&rdquo;. Population Council Policy Research Division, Working Paper 114.</p>     <p>BONGAARTS, J. (2002), &ldquo;The end of the fertility transition in the developed world&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 28 (3), pp. 419-443.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BONGAARTS, J. (2003), &ldquo;Completing the fertility transition in the developing world: the role of educational differences and fertility preferences&rdquo;. Population Council Policy Research Division, Working Paper 177.</p>     <p>BONGAARTS, J., FEENEY, G. (1998), &ldquo;On the quantum and Tempo of Fertility&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 24 (2), pp. 271-291.</p>     <p>BONGAARTS, J., SOBOTKA, T. (2012), &ldquo;A demographic explanation for the recent rise in European fertility&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 38 (1), pp. 83-120.</p>     <p>BUBER, I., PANOVA, R., DORBRITZ. J. (2012), &ldquo;Fertility intentions of highly educated men and women and the rush hour of life&rdquo;. VID Working Papers 8/2012. Vienna Institute of Demography, pp. 1-28.</p>     <p>CUNHA, V. (2005a), &ldquo;A Fecundidade das fam&iacute;lias&rdquo;. <i>In</i> K. Wall (ed.), <i>Fam&iacute;lias em Portugal - Percursos, Interac&ccedil;&otilde;es, Redes Sociais,</i> Lisboa, Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, pp. 395-464.</p>     <p>CUNHA, V. (2005b), &ldquo;As fun&ccedil;&otilde;es dos filhos na fam&iacute;lia&rdquo;. <i>In </i>K. Wall (ed.), <i>Fam&iacute;lias em Portugal - Percursos, Interac&ccedil;&otilde;es, Redes Sociais,</i> Lisboa, Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, pp. 465-497.</p>     <!-- ref --><p>CUNHA, V. (2007), <i>O Lugar dos Filhos. Ideais, Pr&aacute;ticas e Significados</i>, Lisboa, Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102238&pid=S0003-2573201800030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CUNHA, V. (2012a), &ldquo;Trajet&oacute;rias n&atilde;o reprodutivas em tr&ecirc;s gera&ccedil;&otilde;es de portugueses: incid&ecirc;ncia, circunst&acirc;ncias, oportunidade&rdquo;. In <i>Atas VII Congresso Portugu&ecirc;s de Sociologia, Sociedade, Crise e Reconfigura&ccedil;&otilde;es</i>, Porto, pp. 1-11.</p>     <p>CUNHA, V. (2012b), &ldquo;As decis&otilde;es reprodutivas na sociedade portuguesa: elementos para uma reflex&atilde;o sobre o alcance e os limites das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas na natalidade&rdquo;. In <i>Roteiros do Futuro - Confer&ecirc;ncia &ldquo;Nascer em Portugal&rdquo;</i>, Lisboa, Oficinas Gr&aacute;ficas da Imprensa Nacional, Casa da Moeda, pp. 131-143.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DALLA ZUANNA, G. (2001), &ldquo;The banquet of Aeolus: A familistic interpretation of Italy's lowest low fertility&rdquo;. <i>Demographic Research</i>, 4 (5), pp. 133-162.</p>     <p>DOWNWY, D. B. (1995), &ldquo;When bigger is not better: family size, parental resources, and children's educational performance&rdquo;. <i>American Sociological Review</i>, 60 (5), pp. 746-761.</p>     <p>EASTERLIN, R. (1976), &ldquo;The conflict between aspirations and resources&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 2 (3), pp. 417-426.</p>     <p>FREJKA, T. (2008), &ldquo;Overview Chapter 2: Parity distribution and completed family size in Europe: Incipient decline of the two-child family model?&rdquo;. <i>Demographic Research</i>, 19 (1), pp. 47-72.</p>     <p>FREJKA, T., SOBOTKA, T. (2008), &ldquo;Overview chapter 1: fertility in Europe: diverse, delayed and below replacement&rdquo;. <i>Demographic Research</i>, 19 (1), pp. 15-46.</p>     <p>GAUTHIER, A. H., SMEEDENG, T. M., FURSTENBERG, F. Jr. (2004), &ldquo;Are parents investing less time in children? Trends in selected industrialized countries&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 30 (4), pp. 647-671.</p>     <!-- ref --><p>GIDDENS, A. (2006), <i>O Mundo na Era da Globaliza&ccedil;&atilde;o</i> (6.&ordf; ed.), Lisboa, Editorial Presen&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102248&pid=S0003-2573201800030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GOLDIN, C. (2006), &ldquo;The quiet revolution that transformed women's employment, education, and family&rdquo;. <i>American Economic Review</i>, 96 (2), pp. 1-21.</p>     <p>GOLDSTEIN, J. R., T. SOBOTKA, A. JASILIONIENE (2009), &ldquo;The end of lowest-low fertility?&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 35 (4), pp. 663-699.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GUERREIRO, M. D., ABRANTES, P. (2007), <i>Transi&ccedil;&otilde;es Incertas. Os Jovens perante o Trabalho e a Fam&iacute;lia</i>, Lisboa, Comiss&atilde;o para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102252&pid=S0003-2573201800030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HAKIM, C. (2003), &ldquo;A new approach to explaining fertility patterns: Preference Theory&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 29 (3), pp. 349-374.</p>     <p>HAKIM, C. (2008), &ldquo;Diversity in tastes, values, and preferences: comment on Jonung and St&aring;hlberg&rdquo;. <i>Econ Journal Watch</i>, 5 (2), pp. 204-218.</p>     <p>HEILAND, F., PRSKAWTZ, A., SANDERSON, W. C. (2005), &ldquo;Do more educated individuals prefer smaller families&rdquo;. Vienna institute of demography working papers, WP 03/2005, pp. 1-39.</p>     <!-- ref --><p>HUMAN FERTILITY DATABASE. Max Planck Institute for Demographic Research (Germany) and Vienna Institute of Demography (Austria). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.humanfertility.org" target="_blank">http://www.humanfertility.org</a> (data downloaded on [From February 2012 updated several times until June 2015]).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102257&pid=S0003-2573201800030000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HUMAN FERTILITY DATABASE. Method protocol Max Planck Institute for Demographic Research (Germany) and Vienna Institute of Demography (Austria). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.humanfertility.org" target="_blank">http://www.humanfertility.org</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102259&pid=S0003-2573201800030000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INE (2013), &ldquo;Inqu&eacute;rito &agrave; fecundidade. Documento metodol&oacute;gico&rdquo;. Vers&atilde;o1.0, Lisboa, Instituto Nacional de Estat&iacute;stica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>INE/FFMS (2014), &ldquo;Inqu&eacute;rito &agrave; Fecundidade 2013&rdquo;. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica e Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, Lisboa. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=211350998&DESTAQUESmodo=2" target="_blank">https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=211350998&amp;DESTAQUESmodo=2</a>.</p>     <p>JOHANSSON, S. (1997), &ldquo;Fertility and family history: using the past to explain the present&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 23 (3), pp. 627-637.</p>     <p>KIRK, D. (1996), &ldquo;Demographic transition theory&rdquo;. <i>Population</i>, 50 (3), pp. 361-387.</p>     <p>KOHLER, H-P., BILLARI, F. C., ORTEGA, J. A. (2002), &ldquo;The emergence of lowest-low fertility in Europe during the 1990s&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 28 (4), pp. 641-680.</p>     <p>KOHLER, H.-P., BILLARI, F. C., ORTEGA, J. A. (2006), &ldquo;Low fertility in Europe: causes, implications and policy options&rdquo;. <i>In</i> F. R. Harris<i> </i>(ed.),<i> The Baby Bust: Who will do the Work? Who Will Pay the Taxes?</i> Lanham, MD: Rowman and Littlefield Publishers, pp. 48-109.</p>     <p>LESTHAEGHE, R. (2010), &ldquo;The unfolding story of the second demographic transition&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 36 (2), pp. 211-251.</p>     <p>LESTHAEGHE, R., WILLEMS, P. (1999), &ldquo;Is low fertility a temporary phenomenon in the European Union?&rdquo;.<i>Population and Development Review</i>, 25 (2), pp. 211-228.</p>     <p>LIVI-BACCI, M. (2001), &ldquo;Comment: desired family size and the future of fertility&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 27 (supplement), pp. 282-289.</p>     <p>LUTZ, W. (2006), &ldquo;The future of human reproduction: will birth rates recover or continue to fall?&rdquo;. <i>Ageing Horizons</i>, 7, pp. 15-21.</p>     <!-- ref --><p>MACIEL, A. (2015), <i>Baixa Fecundidade: Adapta&ccedil;&atilde;o Tardia &agrave;s Mudan&ccedil;as Estruturais ou Consolida&ccedil;&atilde;o da Prefer&ecirc;ncia por Fam&iacute;lias de Reduzidos Padr&otilde;es</i>. Tese de doutoramento, &Eacute;vora, Departamento de Sociologia, Universidade de &Eacute;vora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102271&pid=S0003-2573201800030000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MCDONALD, P. (2008), &ldquo;Very low fertility: consequences, causes and policy approaches&rdquo;.<b> </b><i>The Japanese Journal of Population</i>, 6 (1), pp. 19-23.</p>     <p>MENDES, M. F. (1987), &ldquo;Algumas quest&otilde;es te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas sobre o custo econ&oacute;mico da crian&ccedil;a&rdquo;. <i>An&aacute;lise Social</i>, XXIII (96), pp. 311-332.</p>     <p>MENDES, M. F. (2012), &ldquo;Decl&iacute;nio da fecundidade, adiamento e n&uacute;mero ideal de filhos em Portugal: o papel das medidas de pol&iacute;tica&rdquo;. In <i>Roteiros do Futuro - Confer&ecirc;ncia &ldquo;Nascer em Portugal&rdquo;</i>, Lisboa, Oficinas Gr&aacute;ficas da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, pp. 91-109.</p>     <!-- ref --><p>MENDES, F. et al. (2015), <i>Determinantes da Fecundidade em Portugal</i>, Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos. Dispon&iacute;vel em <a href="http://hdl.handle.net/10174/18754" target="_blank">http://hdl.handle.net/10174/18754</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102276&pid=S0003-2573201800030000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MERZ, E.-M., LIEFBROER, A. C. (2010), &ldquo;Attitudes about voluntary childlessness across Europe: the role of individual and cultural factors&rdquo;. Paper presented at the European Population Conference, Vienna, 1-4 September 2010, Viena, &Aacute;ustria. Dispon&iacute;vel em <a href="http://epc2010.pr inceton.edu/papers/100717" target="_blank">http://epc2010.pr inceton.edu/papers/100717</a>, [consultado em 22-2-2012].</p>     <p>MILLS, M. (2010), &ldquo;Gender roles, gender (in)equality and fertility: an empirical test of five gender equity indices&rdquo;. <i>Canadian Studies in Population</i>, 37 (3-4), pp. 445-474.</p>     <p>MILLS, M. <i>et</i><i> al</i>. (2011), &ldquo;Why do people postpone parenthood? Reason and social policy incentives&rdquo;. <i>Human Reproduction Update</i>, 17 (6), pp. 848-860.</p>     <p>MORGAN, S. P. (1991), &ldquo;Late nineteenth and early twentieth-century childlessness&rdquo;. <i>American Journal of Sociology</i>, 97 (3), pp. 779-807.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MORGAN, S. P., RACKIN, H. (2010), &ldquo;The correspondence between fertility intentions and behavior in the United Sates&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 36 (1), pp. 91-118.</p>     <p>OLIVEIRA, I. T. (2012), &ldquo;A fecundidade em Portugal: uma an&aacute;lise segundo a ordem do nascimento&rdquo;. In <i>Roteiros do Futuro - Confer&ecirc;ncia &ldquo;Nascer em Portugal&rdquo;</i>, Lisboa, Oficinas Gr&aacute;ficas da Imprensa Nacional, Casa da Moeda, pp. 111-128.</p>     <p>PHILIPOV, D. (2009), &ldquo;The effect of competing intentions and behaviour on short-term childbearing intentions and subsequent childbearing&rdquo;. <i>European Journal of Population</i>, 25 (4), pp. 525-548.</p>     <p>POPULATION REFERENCE BUREAU (2013), &ldquo;World Population Data Sheet&rdquo;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.prb.org/pdf13/2013-population-data-sheet_eng.pdf" target="_blank">http://www.prb.org/pdf13/2013-population-data-sheet_eng.pdf</a> [consultado em 18-10-2013].</p>     <p>QU, L., WESTON, R., KILMARTIN, C. (2000), &ldquo;Children? No children? Effect of changing personal relationships on decisions about having children&rdquo;. <i>Family Matters</i>, 57, pp. 14-19.</p>     <p>REHER, D. S. (1998), &ldquo;Family ties in Western Europe: persistent contrasts&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 24 (2), pp. 203-234.</p>     <p>ROWLAND, D. T. (1998), &ldquo;Cross-national trends in childlessness&rdquo;. Working papers in Demography 73, Australian National University. Dispon&iacute;vel em <a href="https://digitalcollections.anu.edu.a u/bitstream/1885/41466/4/73.pdf" target="_blank">https://digitalcollections.anu.edu.a u/bitstream/1885/41466/4/73.pdf</a> [consultado em 30-07-2014].</p>     <p>ROWLLAND, D. T. (2007), &ldquo;Historical trends in childlessness&rdquo;. <i>Journal of Family Issues</i>, 29 (19), pp. 1311-1337.</p>     <p>SOBOTKA, T. (2004), &ldquo;Is lowest-low fertility in Europe explained by the postponement of childbearing?&rdquo;. <i>Population and Development Review</i>, 30 (2), pp. 195-220.</p>     <p>SOBOTKA, T. (2008), &ldquo;The diverse faces of the Second Demographic Transition in Europe&rdquo;. <i>Demographic Research</i>, 19 (8), pp. 171-224.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SOBOTKA, T. (2009), &ldquo;Sub-replacement fertility intentions in Austria&rdquo;. <i>European Journal of Population</i>, 25 (4), pp. 387-412.</p>     <p>SP&Eacute;DER, Z., KAPIT&Aacute;NY, B. K. (2009), &ldquo;How are time-dependent childbearing intentions realized? Realization, postponement, abandonment, bringing forward&rdquo;. <i>European Journal of Population</i>, 25 (4), pp. 503-523.</p>     <p>SURKIN, J., LESTHAEGHE, R (2004), &ldquo;Value orientations and the Second Demographic Transition (STD) in Northern, Western and Southern Europe: an update&rdquo;. <i>Demographic Research Special Collection</i>, 3 (3), pp. 45-86.</p>     <p>TESTA, M. R. (2007), &ldquo;Childbearing preferences and family issues in Europe: evidence from the Eurobarometer 2006 survey&rdquo;. <i>Vienna Yearbook of Population Research 2007</i>, pp. 357-379.</p>     <p>VAN DE KAA, D. J. (2002), &ldquo;The idea of a Second Demographic Transition in industrialized countries&rdquo;. Paper presented at the Sixth Welfare Policy Seminar of the National Institute of Population and Social Security, Tokyo, Japan, 29 January 2002. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ipss.go.jp/webj-ad/webjournal.files/population/2003_4/kaa.pdf" target="_blank">http://www.ipss.go.jp/webj-ad/webjournal.files/population/2003_4/kaa.pdf</a> [consultado em 14-12-2010].</p>     <p>WESTON, R., QU, L. (2001), &ldquo;Men's and women's reasons for not having children&rdquo;. <i>Family Matters</i>, 58, 10-15.</p>     <p>WILSON, C. (2013), &ldquo;Thinking about post-transitional demographic regimes: a reflection&rdquo;. <i>Demographic Research</i>, 28 (46), pp. 1373-1388.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 02-08-2016. </p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o a 27-09-2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><sup>[1]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ISF &eacute; um indicador que mede o n&uacute;mero m&eacute;dio de filhos tidos por mulher em idade f&eacute;rtil (entre os 15 e os 49 anos completos) num determinado ano, admitindo que as taxas de fecundidade por idade observadas no ano em an&aacute;lise se manter&atilde;o constantes ao longo do curso de vida f&eacute;rtil dessas mulheres.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""><sup>[2]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos filhos referimo-nos a uma inf&acirc;ncia e cria&ccedil;&atilde;o com maiores recursos e menores restri&ccedil;&otilde;es, primando sempre por um maior bem-estar, ainda que &agrave;s expensas da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de filhos.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""><sup>[3]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O IFEC2013 foi realizado no &acirc;mbito de um protocolo celebrado entre a Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE).</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title=""><sup>[4]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todas as an&aacute;lises realizadas com os dados do ifec2013 utilizam os ponderadores fornecidos pelo INE. Tais ponderadores podem ser interpretados como o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos na popula&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o representados por um indiv&iacute;duo em particular, possibilitando uma aproxima&ccedil;&atilde;o da amostra com as suas reais propor&ccedil;&otilde;es na popula&ccedil;&atilde;o, o que contribui para obter estimativas mais precisas.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title=""><sup>[5]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para as mulheres (45-49 anos) apenas se observam inten&ccedil;&otilde;es de fecundidade entre aquelas com &ldquo;at&eacute; ao ensino b&aacute;sico&rdquo; (0,2%) e ensino secund&aacute;rio (2,3%).</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title=""><sup>[6]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal como definem INE/FFMS (2014) e Mendes <i>et</i><i> al</i>. (2015) a &ldquo;fecundidade desejada&rdquo; refere-se ao n&uacute;mero de filhos biol&oacute;gicos que as pessoas desejaram ter ou ter tido, ao longo da sua vida.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title=""><sup>[7]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Percentual das mulheres (45-49 anos) que desejaram ter filhos e n&atilde;o tencionam mais t&ecirc;-los, acrescido do percentual das que se encontram indecisas sobre ter (ainda) filhos.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title=""><sup>[8]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considerou-se como &ldquo;fecundidade renunciada&rdquo; as observa&ccedil;&otilde;es em que j&aacute; n&atilde;o havia inten&ccedil;&otilde;es de ter filhos entre as mulheres cuja fecundidade desejada ao longo da vida era superior &agrave; fecundidade realizada, estando exclu&iacute;das da an&aacute;lise as mulheres que n&atilde;o podiam ter (mais) filhos, para as quais o IFEC2013 n&atilde;o questionou os motivos apresentados no <a href="#q4">quadro 4</a>.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title=""><sup>[9]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As an&aacute;lises de Maciel (2015) incidem sobre mulheres com idades entre os 18 e os 49 anos e homens dos 18 aos 54 anos, inquiridos pelo IFEC2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title=""><sup>[10]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo Maciel (2015), dos 8,3% dos residentes em Portugal que esperam permanecer sem filhos no termo da sua vida reprodutiva, 4,8% pertencem ao sexo feminino, tendo estas mulheres idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title=""><sup>[11]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Adota-se o conceito de fecundidade realizada definido por INE/FFMS (2014) e Mendes <i>et</i><i> al</i>. (2015) - n&uacute;mero de filhos biol&oacute;gicos (nascidos com vida) tidos pelas pessoas at&eacute; ao momento do inqu&eacute;rito.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title=""><sup>[12]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os dados utilizados por Bongaarts (2003) s&atilde;o provenientes do <i>Fertility and Family Surveys in Europe</i>.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title=""><sup>[13]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entende-se por dimens&atilde;o familiar ideal o conceito adotado por Testa (2007) e Mendes <i>et</i><i> al</i>. (2015) que se refere ao n&uacute;mero de filhos considerado ideal para uma fam&iacute;lia qualquer ainda que n&atilde;o seja a sua, sendo que tais filhos podem ser (biol&oacute;gicos, adotados, enteados ou outros) conforme refere o INE/FFMS (2014).</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title=""><sup>[14]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O IFEC2013 n&atilde;o disp&otilde;e de dados sobre o n&iacute;vel de escolaridade na altura em que os indiv&iacute;duos entraram na parentalidade.</p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vanishing children: from high unemployment to low fertility in developed countries]]></article-title>
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