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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The brownfield restoration has grown in importance in Europe. On the one hand, there are areas with environmental problems, aggravated or not by economic and social problems in the adjacent communities. On the other hand, these areas appear to be an opportunity for local (re)development. This article describes the public participation process implemented during the REHMINE project which, among other things, intended to contribute to the strategic planning of the redevelopment of the São Domingos Mine. Strategic spatial planning is understood as a social learning process - both concepts that are useful in the critical analysis of the methodological choices applied.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Descri&ccedil;&atilde;o de uma abordagem participada com vista ao redesenvolvimento da mina de S&atilde;o Domingos, Alentejo, Portugal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Description of a participate approach in view of the redevelopmet of the S&atilde;o Domingos brownfield, Alentejo, Portugal</b></font></p>     <p><b>Idalina Dias Sardinha*, Daniela Craveiro**</b></p>     <p>*SOCIUS-CSG, ISEG, Universidade de Lisboa, Rua Miguel Lupi 20 - 1249-078 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:idalinasardinha@iseg.utl.pt">idalinasardinha@iseg.utl.pt</a></p>     <p>**SOCIUS-CSG, ISEG, Universidade de Lisboa e CIS, ISCTE-IUL, Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Rua Miguel Lupi 20 - 1249-078 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:daniela.craveiro@gmail.com">daniela.craveiro@gmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Descri&ccedil;&atilde;o de uma abordagem participada com vista ao redesenvolvimento da mina de S&atilde;o Domingos, Alentejo, Portugal. A recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais abandonadas tem crescido de import&acirc;ncia na Europa. Por um lado, s&atilde;o &aacute;reas com problemas ambientais, agravados ou n&atilde;o por problemas econ&oacute;micos e sociais nas comunidades adjacentes. Por outro lado, estas &aacute;reas surgem como uma oportunidade para o (re)desenvolvimento local. Este artigo descreve e analisa sucintamente o processo de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica implementado no projeto REHMINE que, entre outros aspetos, pretendeu contribuir para o planeamento estrat&eacute;gico do redesenvolvimento da Mina de S&atilde;o Domingos. O planeamento espacial estrat&eacute;gico &eacute; aqui entendido como uma experi&ecirc;ncia de aprendizagem social, ambos conceitos &uacute;teis na an&aacute;lise cr&iacute;tica das escolhas metodol&oacute;gicas aplicadas.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> redesenvolvimento; &aacute;reas industriais abandonadas; REHMIN; planeamento espacial estrat&eacute;gico.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The brownfield restoration has grown in importance in Europe. On the one hand, there are areas with environmental problems, aggravated or not by economic and social problems in the adjacent communities. On the other hand, these areas appear to be an opportunity for local (re)development. This article describes the public participation process implemented during the REHMINE project which, among other things, intended to contribute to the strategic planning of the redevelopment of the S&atilde;o Domingos Mine. Strategic spatial planning is understood as a social learning process - both concepts that are useful in the critical analysis of the methodological choices applied.</p>     <p><b>Keywords:</b> brownfields redevelopement; REHMINE; strategic spatial planning.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>REDESENVOLVIMENTO DE &Aacute;REAS INDUSTRIAIS ABANDONADAS E PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA</p>     <p>As mudan&ccedil;as do setor produtivo na Europa ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas resultaram num elevado n&uacute;mero de terrenos industriais abandonados. Em paralelo, as pol&iacute;ticas europeias evolu&iacute;ram no sentido de uma progressiva incorpora&ccedil;&atilde;o de condutas ambientais, aplicadas tamb&eacute;m &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais degradadas (ou <i>brownfields</i>), e cresceu a literatura especializada descrevendo m&uacute;ltiplas abordagens e iniciativas enquadradas nos objetivos do desenvolvimento sustent&aacute;vel (Nijkamp et al., 2002; Alker e McDonald, 2003; Lange e McNeil, 2004; Wedding e Crawford-Brown, 2007; Williams e Dair, 2007; Worrall et al., 2009; Bleicher e Gross, 2010; Schadler et al., 2011). Da an&aacute;lise sistem&aacute;tica dessa literatura &eacute; poss&iacute;vel extrair seis dimens&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o num processo de redesenvolvimento de <i>brownfields</i>: ambiental, social, econ&oacute;mica, cultural, comunit&aacute;ria e estrat&eacute;gica, tal como detalhado num artigo de Dias-Sardinha et al. (2013) elaborado na primeira parte do projeto REHMINE (<a href="#q1">Quadro 1</a>).<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>[1]</sup></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essa multidimensionalidade &eacute; congruente com a defini&ccedil;&atilde;o de redesenvolvimento sustent&aacute;vel de &aacute;reas industriais abandonadas apresentada tamb&eacute;m pelo projeto RESCUE (2005, p. 183), que o define como &ldquo;a gest&atilde;o, reabilita&ccedil;&atilde;o e o retorno &agrave; utilidade dos terrenos abandonados de forma a assegurar a prossecu&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua das necessidades humanas das gera&ccedil;&otilde;es presentes e futuras (numa forma ambientalmente sens&iacute;vel, economicamente vi&aacute;vel, institucionalmente robusta e socialmente aceit&aacute;vel e integrada num contexto regional espec&iacute;fico)&rdquo;.</p>     <p>Dessa mesma an&aacute;lise verifica-se que a maioria dos enquadramentos e ferramentas criados no &acirc;mbito do redesenvolvimento de &aacute;reas industriais abandonadas apresentam mecanismos de adapta&ccedil;&atilde;o a cada caso, atrav&eacute;s da pondera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel de alguns indicadores ou dimens&otilde;es (Cobraman, 2009). Contudo, estes procedimentos podem ser insuficientes para dar conta das especificidades de cada &aacute;rea a ser intervencionada (Bleicher e Gross, 2010). Considerando estas limita&ccedil;&otilde;es, Bleicher e Gross (2010) prop&otilde;em uma abordagem que incorpora as perce&ccedil;&otilde;es das partes interessadas na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias v&aacute;lidas para o redesenvolvimento. Este m&eacute;todo assenta nas no&ccedil;&otilde;es de contextualiza&ccedil;&atilde;o, realizada atrav&eacute;s da recolha das perce&ccedil;&otilde;es dos atores locais sobre as medidas de uma eventual interven&ccedil;&atilde;o, e de operacionaliza&ccedil;&atilde;o, que consiste na integra&ccedil;&atilde;o dessas perce&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento sustent&aacute;vel local. Tal poder&aacute; desenvolver-se a partir de um processo de aprendizagem social, um &ldquo;acordo sobre uma a&ccedil;&atilde;o concertada&rdquo;, uma &ldquo;cocria&ccedil;&atilde;o de conhecimento&rdquo; necess&aacute;rios e uma &ldquo;mudan&ccedil;a de comportamentos, normas ou procedimentos&rdquo; (Blackmore, 2007, p. 516), que podem promover a capacidade das comunidades &ldquo;para definir os seus pr&oacute;prios interesses, para ter acesso a novos conhecimentos e mobilizar os recursos necess&aacute;rios para o tipo de desenvolvimento que est&aacute; de acordo com suas pr&oacute;prias vis&otilde;es e necessidades&rdquo; (Rist et al., 2007, pp. 25-26).</p>     <p>A import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o das partes interessadas na procura do desenvolvimento sustent&aacute;vel re&uacute;ne consenso na literatura cient&iacute;fica, associada &agrave; emerg&ecirc;ncia de novos modelos de governo e &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a ci&ecirc;ncia, a pol&iacute;tica e a sociedade civil (Kasemir et al., 2003; Santos et al., 2006; Antunes et al., 2009; Videira et al., 2009). Entre as vantagens da sua ado&ccedil;&atilde;o refere-se a melhoria do processo de tomada de decis&otilde;es, a formula&ccedil;&atilde;o de melhores pol&iacute;ticas e projetos de desenvolvimento, a facilita&ccedil;&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o de implementa&ccedil;&atilde;o de medidas, ou a promo&ccedil;&atilde;o da democracia e do empoderamento das popula&ccedil;&otilde;es (Solitare, 2005; Patel et al. 2007). Assim, as abordagens participadas t&ecirc;m vindo a assumir um papel preponderante em v&aacute;rios contextos, como a gest&atilde;o de recursos naturais (Reed et al., 2009), avalia&ccedil;&atilde;o ambiental (Kontogianni et al., 2001) ou no redesenvolvimento de &aacute;reas industriais abandonadas (Cabernet, 2005; Rescue, 2005; Franz et al., 2006; Wedding e Crawford-Brown, 2007; Williams e Dair, 2007; Cobraman, 2009; Worrall et al., 2009; Bleicher e Gross, 2010; Sch&auml;dler et al., 2011).</p>     <p>Apesar da aceita&ccedil;&atilde;o generalizada da import&acirc;ncia destas abordagens, os processos participados nem sempre s&atilde;o eficientes (Simpson, 2001 cit. in Landorf, 2009). Por exemplo, a participa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica nas sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o constrange a presen&ccedil;a de certas pessoas, e o pr&oacute;prio processo de reuni&atilde;o favorece as posi&ccedil;&otilde;es de atores sociais experientes e motivados em rela&ccedil;&atilde;o aos inexperientes (Kingston, 2007), que pode mesmo criar um ambiente intimidat&oacute;rio para alguns participantes (Halvorsen, 2001). Estas limita&ccedil;&otilde;es podem reduzir a representa&ccedil;&atilde;o de alguns afetados pelas decis&otilde;es (Halvorsen, 2001).</p>     <p>Ainda assim, alguns autores defendem que a participa&ccedil;&atilde;o pode desenvolver-se de melhor forma e integrar as posi&ccedil;&otilde;es entre quem toma decis&otilde;es, os t&eacute;cnicos, os peritos e a sociedade civil (Barreteau et al., 2010). Esta &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o de Healy (1998), que defende o planeamento colaborativo, no qual se assume a import&acirc;ncia da adi&ccedil;&atilde;o do conhecimento proveniente de m&uacute;ltiplos atores na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias territoriais. A mesma autora prop&otilde;e o conceito de planeamento espacial estrat&eacute;gico (&ldquo;<i>strategic spatial planning&rdquo; </i>no original), em que atribui uma forma mais operativa a estas quest&otilde;es, sendo definido como um processo complexo em que s&atilde;o envolvidas partes interessadas de diferentes perfis (institui&ccedil;&otilde;es, especialistas e n&atilde;o especialistas) para refletir sobre especificidades locais, gerar novas ideias e definir linhas de a&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento (Healey, 2009). Este pode tamb&eacute;m ser entendido como uma forma de promover uma experi&ecirc;ncia de aprendizagem social, tal como referido atr&aacute;s por Blackmore (2007), onde diferentes sistemas de conhecimento interagem para definir uma a&ccedil;&atilde;o coletiva. Apesar de ser tradicionalmente aplicado no planeamento em &aacute;reas urbanas, as possibilidades oferecidas pelo planeamento espacial estrat&eacute;gico podem ser extrapoladas para o meio rural (Dias-Sardinha et al., 2011).</p>     <p>A aprendizagem social pode ser descrita como um processo de aprendizagem coletiva que ocorre quando indiv&iacute;duos diferentes, com interesses comuns e divergentes negoceiam a fim de criar um consenso partilhado numa a&ccedil;&atilde;o coletiva necess&aacute;ria para resolver um problema m&uacute;tuo (Webler et al., 1995). Os participantes de um processo de aprendizagem social podem adquirir novos conhecimentos sobre o problema, as solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis e as suas consequ&ecirc;ncias e tamb&eacute;m sobre outras perspetivas, conhecer o que as suporta, al&eacute;m de m&eacute;todos e estrat&eacute;gias para comunicar e negociar ideias que abordem o problema como um todo num ambiente social aberto (Webler et al., 2005). Ou seja, a experi&ecirc;ncia de aprendizagem social melhora a capacidade dos participantes para respeitar e compreender as perspetivas dos outros, a fim de resolver problemas e conflitos e criar uma atmosfera de solidariedade dentro do grupo (Webler et al., 2005). O processo pode tamb&eacute;m contribuir para uma postura mais reflexiva sobre a constru&ccedil;&atilde;o das identidades sociais dos grupos participantes, bem como promover a capacidade das comunidades para definir os seus interesses e mobilizar recursos (Rist et al., 2007). Este di&aacute;logo pode fornecer as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o processo de aprendizagem social (Rist et al., 2007) e para superar os desafios na busca da sustentabilidade local (Garmendia e Stagl, 2010).</p>     <p>No presente artigo exp&otilde;e-se o processo de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica desenvolvido no &acirc;mbito do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o REHMINE sobre o planeamento do redesenvolvimento da Mina de S&atilde;o Domingos (MSD). Na pr&oacute;xima sec&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentado o contexto global deste caso. Posteriormente, s&atilde;o descritas as sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o, bem como os seus principais resultados.</p>     <p>PROJETO REHMINE: CONTEXTUALIZA&Ccedil;&Atilde;O DA PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA</p>     <p>A Mina de S&atilde;o Domingos localiza-se no concelho de M&eacute;rtola, Alentejo, um dos maiores e menos povoados de Portugal, marcado pela desertifica&ccedil;&atilde;o, pelo envelhecimento e pelo baixo poder de compra. De acordo com a PORDATA, em 2013, o concelho de M&eacute;rtola teria a densidade populacional de 5,3 pessoas por Km<sup>2</sup>, menos de metade da densidade da regi&atilde;o do Baixo Alentejo (14,5 pessoas/km<sup>2</sup>) e muito inferior ao territ&oacute;rio nacional no mesmo ano (113,4 pessoas/km<sup>2</sup>). Neste concelho, em 2013, estimava-se a exist&ecirc;ncia de 368 idosos por cada 100 jovens, um valor bem superior ao estimado para a regi&atilde;o e para o pa&iacute;s no mesmo ano (180 e 134, respetivamente). A n&iacute;vel econ&oacute;mico, apesar da taxa de desemprego do concelho se encontrar a par dos valores nacionais (10%), o poder de compra &eacute; significativamente inferior, tomando o valor de 100 como a refer&ecirc;ncia nacional, em 2013, o poder de compra <i>per capita</i> do concelho seria de 65 (site PORDATA, Retrato dos Munic&iacute;pios).</p>     <p>A MSD &eacute; constitu&iacute;da por um complexo mineiro abandonado h&aacute; mais de 40 anos, e uma aldeia adjacente que nasceu com a explora&ccedil;&atilde;o. Esta deixou por resolver um grave problema ambiental na &aacute;rea explorada, associada &agrave; drenagem &aacute;cida resultante dos res&iacute;duos mineiros n&atilde;o confinados no local. A reabilita&ccedil;&atilde;o deste passivo ambiental &eacute; da responsabilidade da empresa p&uacute;blica EDM (Empresa para o Desenvolvimento Mineiro) apesar de a &aacute;rea ser privada. A reabilita&ccedil;&atilde;o foi iniciada h&aacute; alguns anos, mas encontra-se atualmente suspensa devido &agrave; dificuldade em garantir os fundos necess&aacute;rios para uma reabilita&ccedil;&atilde;o ambiental dispendiosa. As despesas s&atilde;o cofinanciadas pela Uni&atilde;o Europeia, mas, exclusivamente, para a reabilita&ccedil;&atilde;o ambiental. Contudo a EDM e outros atores sociais consideram que a reabilita&ccedil;&atilde;o ambiental deve acompanhar-se de um processo de recupera&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica ambicioso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ou seja, a MSD insere-se numa categoria de &aacute;reas industriais abandonadas, cuja reabilita&ccedil;&atilde;o se encontra dependente de financiamento p&uacute;blico devido &agrave; baixa atratividade econ&oacute;mica da &aacute;rea (Cabernet, 2005). Neste &acirc;mbito, uma abordagem plural e participada na defini&ccedil;&atilde;o de um projeto de reabilita&ccedil;&atilde;o ambiental e de redesenvolvimento para o local parece particularmente relevante, para que o investimento p&uacute;blico corresponda e se adapte &agrave;s ambi&ccedil;&otilde;es e necessidades da localidade e da regi&atilde;o.</p>     <p>O projeto REHMINE surgiu neste contexto, visando contribuir para a reflex&atilde;o sobre as necessidades de planeamento e compreender os benef&iacute;cios e dificuldades percecionados pelas partes interessadas aquando dessa interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Num primeiro momento, a abordagem metodol&oacute;gica seguiu de perto o trabalho de Bleicher e Gross (2010), mobilizando os recursos necess&aacute;rios para a contextualiza&ccedil;&atilde;o dos problemas e ambi&ccedil;&otilde;es locais e operacionaliza&ccedil;&atilde;o destas quest&otilde;es num enquadramento te&oacute;rico para o redesenvolvimento (<a href="#f1">Figura 1</a>). O conte&uacute;do gerado por esta fase foi posteriormente usado para dinamizar sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em fun&ccedil;&atilde;o dos objetivos do planeamento estrat&eacute;gico espacial de acordo com Healey (2009), de forma a promover a sele&ccedil;&atilde;o de linhas de a&ccedil;&atilde;o-chave e a colabora&ccedil;&atilde;o entre agentes pol&iacute;ticos e a sociedade civil. O processo de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica inseriu-se, portanto, num aparelho metodol&oacute;gico complexo assente em m&uacute;ltiplas fontes de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a06f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Note-se que a descri&ccedil;&atilde;o detalhada das fases do projeto anteriores &agrave; participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cabe nos objetivos do presente artigo, estando dispon&iacute;vel no <i>site</i> do projeto: <a href="http://pascal.iseg.utl.pt/~socius/rehmine/" target="_blank">http://pascal.iseg.utl.pt/~socius/rehmine/</a>.</p>     <p>O presente artigo centra-se na etapa correspondente &agrave;s sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o. Nas sec&ccedil;&otilde;es seguintes apresentamos a metodologia usada, os resultados encontrados e os contributos para a defini&ccedil;&atilde;o de linhas de a&ccedil;&atilde;o para o redesenvolvimento local.</p>     <p>ABORDAGEM METODOL&Oacute;GICA DAS SESS&Otilde;ES DE PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O, RESULTADOS E CONTRIBUTOS</p>     <p>As sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica foram organizadas com o objetivo de aprofundar as ideias e eixos tem&aacute;ticos identificados pelo trabalho de campo realizado na fase anterior, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o quadro conceptual previamente estabelecido (<a href="#q1">Quadro 1</a>). No total, foram realizadas 5 sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de diferentes modalidades e com objetivos espec&iacute;ficos. Para garantir que os argumentos da comunidade da MSD n&atilde;o fossem dominados pela autoridade t&eacute;cnica das entidades reguladoras e dos grupos de interesse organizados, o trabalho com a comunidade foi levado a cabo em paralelo com o trabalho desenvolvido com os restantes atores sociais. Contam-se sess&otilde;es abertas ao p&uacute;blico em geral, sess&otilde;es dirigidas &agrave; comunidade residente na MSD e sess&otilde;es dirigidas aos atores institucionais. Esta estrutura n&atilde;o impediu a articula&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es entre os dois p&uacute;blicos, na medida em que informa&ccedil;&otilde;es recolhidas com um grupo foram apresentadas e discutidas no outro.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O planeamento das sess&otilde;es foi suportado por uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica sobre o tema, com particular destaque para as experi&ecirc;ncias de Kristensen e Primdahl (2010) e de Patel et al. (2007). Assim, optou-se por criar uma primeira sess&atilde;o comum, em formato de plen&aacute;rio, um momento de encontro e di&aacute;logo entre os atores institucionais e a comunidade da aldeia, em que especialistas de diferentes dom&iacute;nios valorizados nas entrevistas apresentaram as suas ideias sobre o local (Kristensen e Primdahl, 2010). As sess&otilde;es prosseguiram para formatos em que os participantes tiveram uma posi&ccedil;&atilde;o mais ativa, inspirados pelas experi&ecirc;ncias de Volkery et al. (2008) e de Patel et al. (2007) na aplica&ccedil;&atilde;o do que denominam de &ldquo;<i>backcasting workshop&rdquo;</i>. A este n&iacute;vel, procurou-se que os participantes partissem do futuro desejado para a MSD e pensassem sobre as atividades e medidas necess&aacute;rias no presente para tornar esse futuro poss&iacute;vel. Depois do trabalho realizado em cada grupo, foi organizada novamente uma sess&atilde;o comum com todos os interessados.</p>     <p>ESTRUTURA DAS SESS&Otilde;ES E AVALIA&Ccedil;&Atilde;O SUM&Aacute;RIA DAS SESS&Otilde;ES EFETUADA PELOS PARTICIPANTES</p>     <p>Sess&atilde;o 1</p>     <p>Perspetivas de desenvolvimento para a MSD (06-05-2011, na MSD).</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Participaram 74 pessoas, sendo que das 34 entidades convidadas compareceram 19. A organiza&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o permitiu equacionar importantes reflex&otilde;es para o processo participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na MSD.</p>     <p>Sess&atilde;o 2</p>     <p>Perspetivas locais para a MSD MSD - Parte I (07-07-2011, na MSD).</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ades&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o da MSD a esta sess&atilde;o foi muito menor do que a verificada na primeira sess&atilde;o. Contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 11 pessoas. Com os question&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o, constatou-se que os participantes consideraram que a sess&atilde;o identificou claramente as quest&otilde;es pertinentes para a MSD e todos gostariam de participar numa sess&atilde;o futura.</p>     <p>Sess&atilde;o 3</p>     <p>Perspetivas futuras para a MSD - atores institucionais (08-07-2011, em M&eacute;rtola).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos 36 atores institucionais contactados, 15 estiveram representados na sess&atilde;o por 20 participantes, perfazendo uma taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 44.4%. A maioria dos participantes vieram em representa&ccedil;&atilde;o de entidades reguladoras com atua&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel regional ou local. Contou-se com v&aacute;rios grupos organizados relacionados com a cultura, o patrim&oacute;nio ou o ambiente. O propriet&aacute;rio dos terrenos mineiros, alguns peritos e utilizadores finais tamb&eacute;m participaram. A maioria dos participantes esteve presente no <i>workshop</i> de peritos (sess&atilde;o 1), e em grande medida consideraram que a sess&atilde;o identificou claramente as quest&otilde;es pertinentes para a MSD e todos, com apenas uma exce&ccedil;&atilde;o, manifestaram interesse em participar numa sess&atilde;o futura.</p>     <p>Sess&atilde;o 4</p>     <p>Perspetivas locais para a MSD - Parte II (14-10-2011, na MSD).</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para garantir uma maior ades&atilde;o da comunidade da MSD, procurou-se ajustar os procedimentos de acordo com as sugest&otilde;es dos participantes na sess&atilde;o 2. Nesse sentido, o hor&aacute;rio da sess&atilde;o foi agendado para mais tarde, eliminou-se a necessidade de inscri&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, e a equipa participou presencialmente na divulga&ccedil;&atilde;o da iniciativa com maior anteced&ecirc;ncia. Apesar dos esfor&ccedil;os, o n&uacute;mero de participantes n&atilde;o aumentou significativamente. A sess&atilde;o contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 12 pessoas, que avaliaram positivamente a sess&atilde;o.</p>     <p>Sess&atilde;o 5</p>     <p>Semin&aacute;rio &ldquo;Patrim&oacute;nio mineiro como fator de desenvolvimento sustent&aacute;vel local: abordagens e resultados&rdquo; (03-02-2012, na MSD).</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No total participaram 72 pessoas na sess&atilde;o de trabalho. Das 36 entidades convidadas compareceram 19.</p>     <p>DESCRI&Ccedil;&Atilde;O DAS SESS&Otilde;ES</p>     <p>Sess&atilde;o 1: perspetivas de desenvolvimento para a MSD. A primeira sess&atilde;o foi desenvolvida com um objetivo duplo: criar um ponto de partida comum na reflex&atilde;o sobre o desenvolvimento da MSD entre os diferentes interessados, e alargar as possibilidades de desenvolvimento do local em fun&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos e perspetivas te&oacute;ricas (Kristensen e Primdahl, 2010). Os atores institucionais foram convidados mediante contactos personalizados e a popula&ccedil;&atilde;o foi convocada atrav&eacute;s de cartazes afixados nos v&aacute;rios pontos de com&eacute;rcio local.</p>     <p>A sess&atilde;o foi organizada em formato de semin&aacute;rio. Foram convidados 6 peritos independentes, de &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o anteriormente indicadas como importantes para o desenvolvimento da MSD pelos atores sociais entrevistados no &acirc;mbito do projeto, nomeadamente Ambiente, Patrim&oacute;nio Industrial e Mineiro, Desenvolvimento Tur&iacute;stico, Participa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, Gest&atilde;o e Planeamento de Territ&oacute;rio e Desenvolvimento Rural.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>[2]</sup></a> Para potenciar a reflex&atilde;o dos peritos sobre o local da MSD foi realizada uma visita guiada ao local e previamente disponibilizada informa&ccedil;&atilde;o sobre o projeto REHMINE e o contexto. Cada perito apresentou a sua comunica&ccedil;&atilde;o durante cerca de 20 minutos. Apesar de ter sido dedicado tempo no final de cada apresenta&ccedil;&atilde;o para o esclarecimento de d&uacute;vidas, o debate foi reservado para o final de todas as comunica&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante o debate, entidades com responsabilidades ao n&iacute;vel da gest&atilde;o ambiental do complexo mineiro esclareceram a audi&ecirc;ncia quanto &agrave; emin&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o ambiental, que respeitar&aacute; a paisagem mineira, que se encontra parada devido, nomeadamente, a quest&otilde;es financeiras. Estas entidades aproveitaram a oportunidade para valorizar os investimentos p&uacute;blicos realizados no local (ponte de liga&ccedil;&atilde;o a Espanha e a praia fluvial). Foi ainda referido o roubo da veda&ccedil;&atilde;o da mina (outro investimento p&uacute;blico). Essa quest&atilde;o foi abordada pelo painel de peritos que associa esta perda &agrave; forma continuada como a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; desconsiderada na tomada de decis&otilde;es ao longo de toda a hist&oacute;ria da mina.</p>     <p>Registou-se a interven&ccedil;&atilde;o do atual dono da empresa propriet&aacute;ria dos terrenos mineiros, que mencionou investimentos reprovados no passado pelo governo nacional e a necessidade de criar empregos e fixar os mais jovens. Alguns locais chamaram &agrave; aten&ccedil;&atilde;o sobre a escassez atual de patrim&oacute;nio mineiro, devido a vendas depois do fecho da mina, e para a forma como o patrim&oacute;nio que resta ser pouco valorizado pela Funda&ccedil;&atilde;o Serr&atilde;o Martins, criada para o efeito. Essa &uacute;ltima quest&atilde;o foi justificada por uma representante da C&acirc;mara pela falta de recursos humanos e pelo or&ccedil;amento limitado da funda&ccedil;&atilde;o. Outra quest&atilde;o diz respeito ao patrim&oacute;nio arquitet&oacute;nico da MSD, os seus bairros t&iacute;picos e a necessidade de informar a comunidade do seu valor patrimonial e identidade da MSD em particular no &acirc;mbito do desenvolvimento tur&iacute;stico.</p>     <p>A reuni&atilde;o terminou com a valoriza&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no processo de decis&atilde;o pol&iacute;tica, por parte de um elemento da comunidade, e com a declara&ccedil;&atilde;o de disponibilidade de uma entidade reguladora regional, para trabalhar em rede com quem tiver interesse no desenvolvimento da MSD.</p>     <p>&Eacute; importante destacar uma boa ades&atilde;o &agrave; sess&atilde;o apesar dos entrevistados em fases anteriores da investiga&ccedil;&atilde;o terem indicado um grande desinteresse e a resigna&ccedil;&atilde;o da comunidade mineira, que tendencialmente atribuem alguma sensa&ccedil;&atilde;o de abandono da comunidade por parte das entidades pol&iacute;ticas. A ades&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o ativa da popula&ccedil;&atilde;o na atividade indicaram alguma disponibilidade para refletir sobre o futuro da MSD. As interven&ccedil;&otilde;es dos participantes tornaram ainda evidente a coexist&ecirc;ncia de diferentes perspetivas e valoriza&ccedil;&otilde;es divergentes da MSD.</p>     <p>Sess&atilde;o 2: perspetivas locais para a MSD - Parte I. A sess&atilde;o foi criada para promover a reflex&atilde;o sobre o estado atual da MSD. Mais especificamente pretendia-se considerar as opini&otilde;es de residentes da MSD n&atilde;o organizados em associa&ccedil;&otilde;es e entidades, e confrontar a informa&ccedil;&atilde;o recolhida anteriormente atrav&eacute;s das entrevistas realizadas junto dos atores institucionais.</p>     <p>A comunidade da MSD foi convidada a participar atrav&eacute;s de cartazes afixados em pontos comerciais da localidade mediante inscri&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via no posto de correios local. A atividade foi organizada em fun&ccedil;&atilde;o de dois momentos distintos.</p>     <p>No primeiro momento, ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o sobre os objetivos e regras da sess&atilde;o, os participantes foram convidados a pensar sobre o estado atual da MSD. Foi apresentada uma lista de aspetos positivos e negativos da MSD, constru&iacute;da com base na an&aacute;lise das entrevistas anteriormente realizadas. Depois da leitura da lista foi aberta uma discuss&atilde;o em que os participantes referiram os aspetos a que atribu&iacute;am mais import&acirc;ncia. Na sequ&ecirc;ncia desse momento, novos aspetos foram acrescentados para dar conta das preocupa&ccedil;&otilde;es dos residentes. No final, o facilitador enumerou os pontos referidos como mais relevantes e sinalizou-os num cartaz vis&iacute;vel a todos. Ao longo da sess&atilde;o foram realizados momentos de s&iacute;ntese em que os participantes foram confrontados com as ideias expostas, sendo convidados a interferir caso sentissem que as suas ideias n&atilde;o estavam devidamente consideradas no resumo. O mesmo procedimento foi repetido para ambas as listas, estando os documentos dispon&iacute;veis para leitura na mesa de trabalho e em formato de cartaz, afixadas numa das paredes da sala.</p>     <p>No segundo momento da sess&atilde;o, foi pedido aos participantes que refletissem sobre as possibilidades de desenvolvimento da MSD, com base nos aspetos mais relevantes definidos em grupo. A tarefa consistia em apontar diferentes linhas de a&ccedil;&atilde;o para a MSD e a forma atrav&eacute;s da qual a popula&ccedil;&atilde;o da MSD poderia contribuir.</p>     <p>Na primeira parte da sess&atilde;o, a discuss&atilde;o sobre os aspetos negativos da MSD foi bastante participada. Alguns dos contributos n&atilde;o estavam indicados na lista e foram acrescentados ao documento. Seis aspetos negativos foram destacados, nomeadamente: contamina&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua e dos solos; oferta insuficiente de infraestruturas de apoio e servi&ccedil;os para turistas; patrim&oacute;nio mineiro atual fragilizado pelo abandono; n&atilde;o conclus&atilde;o do processo de passagem da propriedade das casas (e dos logradouros) para a comunidade; modalidade de interven&ccedil;&atilde;o das praias fluviais; sentimento de desencanto ou de injusti&ccedil;a entre a popula&ccedil;&atilde;o. O mesmo procedimento foi repetido considerando a lista de aspetos positivos, contudo os participantes tiveram muitas dificuldades em enumer&aacute;-los. Estes eram muitas vezes apontados como pontos a melhorar e n&atilde;o aspetos positivos por si. Ainda assim, os aspetos positivos da MSD mais destacados no grupo est&atilde;o indicados no <a href="#q2">Quadro 2</a>.     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a06q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p>Com base nos aspetos relevantes, sinalizados em grupo, e na vis&atilde;o de futuro que desejavam para a MSD, os participantes fizeram v&aacute;rias sugest&otilde;es para o que poderia ser feito para o desenvolvimento da localidade (<a href="#q3">Quadro 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a06q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p>N&atilde;o ficou claro o tipo de contribui&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel por parte da popula&ccedil;&atilde;o, mas alguns participantes dispuseram-se a investir em pequenos neg&oacute;cios se fossem asseguradas &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es&rdquo; por parte das entidades reguladoras.</p>     <p>Sess&atilde;o 3: perspetivas futuras para a MSD - atores institucionais. A sess&atilde;o foi organizada de forma a promover o encontro e reflex&atilde;o conjuntos de medidas concretas para promover o desenvolvimento sustent&aacute;vel da MSD. Os atores institucionais anteriormente entrevistados foram convidados pelos seus contactos oficiais a participarem numa segunda sess&atilde;o de trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para permitir uma reflex&atilde;o mais livre e menos ancorada nas perce&ccedil;&otilde;es e problemas do presente, a sess&atilde;o partiu da reflex&atilde;o sobre duas vis&otilde;es de futuro da MSD, consolidadas em pe&ccedil;as jornal&iacute;sticas ficcionadas: uma das vis&otilde;es dizia respeito &agrave; forma como a MSD poderia evoluir se as tend&ecirc;ncias negativas atuais diagnosticadas se agudizassem; sendo que a segunda vers&atilde;o representaria o futuro desejado para a MSD, capturado pelas entrevistas dos atores sociais realizadas na fase anterior no projeto REHMINE. Cada uma das vis&otilde;es foi estruturada em fun&ccedil;&atilde;o do enquadramento te&oacute;rico, gerado a partir da an&aacute;lise anterior das entrevistas realizadas em que se distinguiram 6 dimens&otilde;es para o desenvolvimento local (<a href="/img/revistas/aso/n228/n228a06f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>).     
<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a href="/img/revistas/aso/n228/n228a06f2.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a06f2.jpg" width="300" height="167"/><br />     (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>Para o desenvolvimento destas vis&otilde;es baseamos-nos em diferentes trabalhos, em particular os de Patel et al. (2007) e Volkery et al. (2008) sobre a constru&ccedil;&atilde;o participada de cen&aacute;rios onde, segundo diferentes abordagens, as partes interessadas constroem em comum um poss&iacute;vel futuro para a regi&atilde;o em estudo. Contudo, nesta fase do projeto, os autores j&aacute; tinham obtido e analisado m&uacute;ltipla informa&ccedil;&atilde;o proveniente das partes interessadas da MSD, que lhes permitia desenharem duas vis&otilde;es opostas para a MSD (<i>focused scenarios</i>). Estas tinham como objetivo despoletar reflex&atilde;o sobre condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias plaus&iacute;veis para atingir o cen&aacute;rio desejado.</p>       <p>Os participantes foram organizados em tr&ecirc;s grupos de trabalho definidos previamente para que todos os grupos tivessem uma composi&ccedil;&atilde;o diversificada e representativa dos diferentes interesses identificados durante o mapeamento dos atores sociais.</p>       <p>Em primeiro lugar, ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o dos objetivos e as regras da sess&atilde;o, alguns dados e conclus&otilde;es recolhidos at&eacute; ao momento foram apresentados aos participantes. O facilitador em cada grupo apresentou as listas trabalhadas com a comunidade (sobre os aspetos positivos e negativos da MSD e linhas de a&ccedil;&atilde;o propostas - Sess&atilde;o 2) e realizou uma s&iacute;ntese do diagn&oacute;stico geral sobre o estado atual da MSD. Seguidamente foi apresentado o enquadramento te&oacute;rico, que identifica as 6 dimens&otilde;es para a reflex&atilde;o sobre o redesenvolvimento no local, e as duas vis&otilde;es de futuro criadas para a MSD.</p>       <p>Todo o material apresentado estava dispon&iacute;vel para consulta na mesa de trabalho e em formato de cartaz afixado numa das paredes da sala. A sess&atilde;o de trabalho contou ainda com um terceiro documento de apoio onde se enumeravam os projetos realizados, reprovados ou em curso na MSD, referidos pelos entrevistados.</p>       <p>Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o de todos os participantes, foram dadas instru&ccedil;&otilde;es para, em grupo, refletir e enumerar medidas concretas que poderiam contribuir para a aproxima&ccedil;&atilde;o do futuro desejado para a MSD, nos diferentes eixos te&oacute;ricos identificados. Cada tema foi introduzido e moderado pelo facilitador de cada mesa. Ao longo da sess&atilde;o foram realizados momentos de s&iacute;ntese, em que os participantes foram confrontados com as ideias expostas e convidados a interferir caso sentissem que as suas ideias n&atilde;o tinham sido devidamente consideradas na s&iacute;ntese.</p>       <p>A segunda parte da sess&atilde;o tomou lugar depois de um breve intervalo no qual foram sistematizadas as medidas sugeridas pelos tr&ecirc;s grupos num esquema comum. A partir deste produto, onde se sintetizou o contributo de todos os grupos de trabalho, foi feita uma reflex&atilde;o em plen&aacute;rio sobre o tipo de medidas sugeridas, os atores respons&aacute;veis por elas e os fatores de bloqueio que t&ecirc;m de ser superados para as concretizar.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira parte da sess&atilde;o decorreu de forma independente em tr&ecirc;s mesas de trabalho. Ap&oacute;s a leitura do material de apoio, os temas foram introduzidos por cada um dos facilitadores (um por mesa e um geral) num esquema geral &agrave; vista de todos.</p>       <p>Ao todo resultaram 44 medidas de interven&ccedil;&atilde;o distintas para os seis eixos que organizaram a reflex&atilde;o. Algumas medidas foram enunciadas por mais do que um grupo e existiu alguma variabilidade na forma como alguns conte&uacute;dos foram organizados no esquema conceptual (<a href="#q1">Quadro 1</a>), o que permitiu confirmar a interdepend&ecirc;ncia de algumas dimens&otilde;es.</p>       <p>Em plen&aacute;rio, foi enunciada e discutida cada uma das propostas. Concluiu-se que muitas medidas estariam dependentes da administra&ccedil;&atilde;o central ou de fatores externos ao grupo de participantes.</p>       <p>Ainda assim, foram enumeradas medidas que podem ser colocadas em pr&aacute;tica pelas v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es locais, assim como a melhoria do di&aacute;logo e das rela&ccedil;&otilde;es entre os presentes.</p>       <p>Os participantes n&atilde;o conseguiram identificar uma lideran&ccedil;a para o planeamento estrat&eacute;gico da MSD.</p>       <p>Sess&atilde;o 4: perspetivas locais para a MSD - Parte II. Os residentes e interessados na MSD foram novamente convidados a participarem numa segunda sess&atilde;o, atrav&eacute;s de cartazes afixados pela localidade.</p>       <p>Num primeiro momento, foram apresentadas as medidas mais consensuais propostas pelos atores institucionais para o desenvolvimento local. Para cada tema, separadamente, os participantes foram convidados a refletir sobre novas propostas e a selecionar as tr&ecirc;s medidas que consideravam mais importantes. Os participantes trabalharam em dimens&otilde;es diferentes em dois grupos de trabalho. No final da an&aacute;lise das medidas propostas, o interlocutor de cada grupo apresentou as suas escolhas em plen&aacute;rio. O segundo momento da sess&atilde;o centrou-se sobre a pertin&ecirc;ncia, dificuldades e formas de organizar uma comiss&atilde;o de moradores para veicular as preocupa&ccedil;&otilde;es dos residentes da MSD junto das entidades e atores locais. A sess&atilde;o terminou com uma pequena s&iacute;ntese sobre a sess&atilde;o de trabalho e a apresenta&ccedil;&atilde;o das fases seguintes do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>Os participantes trabalharam em dois grupos de trabalho. O primeiro grupo analisou as propostas para a (1) revitaliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, o (2) reenquadramento estrat&eacute;gico e a (3) reconvers&atilde;o ambiental. No que concerne &agrave;s medidas propostas na dimens&atilde;o econ&oacute;mica do desenvolvimento local (1), as mais votadas referem-se ao incentivo de produ&ccedil;&atilde;o local de produtos regionais, ao desenvolvimento de ofertas tur&iacute;sticas para diferentes nichos de mercado e, com o mesmo n&uacute;mero de votos, a abertura de um parque de campismo, a oferta de visitas e brochuras informativas em diferentes l&iacute;nguas e a recupera&ccedil;&atilde;o de estruturas desportivas (nomeadamente o campo de t&eacute;nis). As escolhas do grupo foram orientadas para gerar emprego e fixar os mais jovens, sendo considerado necess&aacute;rio investimento privado e a colabora&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara Municipal de M&eacute;rtola (CMM).</p>       <p>A defini&ccedil;&atilde;o de um plano estrat&eacute;gico (2) de desenvolvimento discutido entre todas as partes foi uma medida selecionada por todos os grupos. Com igual vota&ccedil;&atilde;o foi indicada a promo&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio mineiro da MSD, a cria&ccedil;&atilde;o de um gabinete de apoio para candidaturas de apoios comunit&aacute;rios e a promo&ccedil;&atilde;o da MSD. Apesar destas sugest&otilde;es, os participantes referem a exist&ecirc;ncia de iniciativas semelhantes que n&atilde;o t&ecirc;m tido os resultados esperados, como o gabinete de apoio &agrave; comunidade pela CMM (&agrave;s quartas-feiras na Casa do Mineiro) ou anteriores investimentos p&uacute;blicos na MSD, que consideram nem sempre bem aplicados.</p>       <p>Os participantes defenderam a import&acirc;ncia de promover a &ldquo;mina pela mina&rdquo;, n&atilde;o associada a outras &aacute;reas como M&eacute;rtola ou o Baixo Alentejo. Contudo, a vota&ccedil;&atilde;o das medidas pelo grupo, acabou por valorizar esta &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o. Por fim, para a reconvers&atilde;o ambiental (3) da MSD destacou-se o controlo da limpeza das matas, para que as interven&ccedil;&otilde;es realizadas n&atilde;o entupam ou prejudiquem a qualidade da &aacute;gua das linhas de &aacute;gua e das tapadas; o estudo e divulga&ccedil;&atilde;o de diferentes formas de interven&ccedil;&atilde;o ambiental; e a realiza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o ambiental n&atilde;o alterando a paisagem mineira. Note-se que esta &uacute;ltima medida &eacute; muito pouco consensual, no sentido em que quase o mesmo n&uacute;mero de pessoas na sess&atilde;o apoiou fazer a interven&ccedil;&atilde;o ambiental mantendo ou alterando a paisagem mineira. A antiga mina n&atilde;o &eacute; recordada apenas numa perspetiva positiva (como patrim&oacute;nio coletivo a ser preservado), mas tamb&eacute;m foi associada a epis&oacute;dios negativos a n&iacute;vel pessoal (acidentes envolvendo familiares), e a n&iacute;vel da comunidade (pobreza, baixos sal&aacute;rios e m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de vida).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O segundo grupo analisou as dimens&otilde;es referentes &agrave; revaloriza&ccedil;&atilde;o social (4), regenera&ccedil;&atilde;o cultural (5), e ao refor&ccedil;o comunit&aacute;rio (6) do redesenvolvimento da MSD. Ao n&iacute;vel da revaloriza&ccedil;&atilde;o social, as medidas mais votadas dizem respeito &agrave; abertura de um lar de idosos (visto que n&atilde;o existe nenhum na freguesia e que a oferta do concelho ainda n&atilde;o suprime as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o, existindo uma lista de espera) e &agrave; melhoria da limpeza dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos. Em segunda ordem de import&acirc;ncia, uma parafarm&aacute;cia (na impossibilidade de uma farm&aacute;cia). O mau estado dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos foi atribu&iacute;do ao comportamento dos residentes e dos visitantes, mas tamb&eacute;m &agrave; CMM, uma vez que esta negligencia espa&ccedil;os da sua responsabilidade, n&atilde;o zelando pela sua manuten&ccedil;&atilde;o, limpeza e seguran&ccedil;a. Sugeriu-se a ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os ao servi&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o, por exemplo para a atividade de algumas associa&ccedil;&otilde;es locais.</p>       <p>Ao n&iacute;vel da regenera&ccedil;&atilde;o cultural o grupo optou por selecionar as medidas que considerou mais exequ&iacute;veis. Nesse sentido, selecionou-se a recupera&ccedil;&atilde;o do cineteatro e, de forma mais consensual, o arranjo do telhado da igreja (mesmo que n&atilde;o considerada na lista inicial). A igreja foi apresentada como &ldquo;o postal da MSD&rdquo; e, por isso, deveria ser mantida. De forma menos valorizada, ainda que com o mesmo n&uacute;mero de votos, foram selecionadas as seguintes medidas: manuten&ccedil;&atilde;o das estruturas mineiras; dinamiza&ccedil;&atilde;o do Centro de Exposi&ccedil;&otilde;es e adequa&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup>[3]</sup></a>; e a realiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o patrim&oacute;nio mineiro e urban&iacute;stico do local.</p>       <p>Por &uacute;ltimo, foram avaliadas as medidas geradas para o refor&ccedil;o comunit&aacute;rio da MSD. Destacaram-se tr&ecirc;s medidas: evitar a interfer&ecirc;ncia das diferen&ccedil;as partid&aacute;rias na tomada de decis&otilde;es; criar um gabinete de apoio para gerir conflitos entre entidades e a popula&ccedil;&atilde;o local; e criar uma comiss&atilde;o de moradores apartid&aacute;ria para representar a comunidade junto da CMM. Os participantes conhecem a exist&ecirc;ncia de um gabinete da junta de freguesia que pode representar os interesses da popula&ccedil;&atilde;o, mas sentem a necessidade de criar uma comiss&atilde;o independente.</p>       <p>A segunda parte da sess&atilde;o foi realizada em plen&aacute;rio e centrou-se na ideia da comiss&atilde;o de moradores. Foi sublinhada como uma das medidas mais importantes para o refor&ccedil;o comunit&aacute;rio, ainda que n&atilde;o tenha havido consenso. Todos os participantes reconheceram a import&acirc;ncia de uma comiss&atilde;o independente, uma vez que s&atilde;o recorrentes os argumentos de que a MSD &eacute; negligenciada pelo poder pol&iacute;tico local e que existem alguns conflitos relativos &agrave;s diferen&ccedil;as partid&aacute;rias de alguns moradores. Apesar de importante para todos os moradores, os participantes referem a falta de interesse de alguns residentes. &Eacute; sugerida a convoca&ccedil;&atilde;o para uma reuni&atilde;o para esse fim, onde se faria a vota&ccedil;&atilde;o para os constituintes e a formaliza&ccedil;&atilde;o da comiss&atilde;o.</p>       <p>Sess&atilde;o 5: semin&aacute;rio de promotores &ldquo;Patrim&oacute;nio mineiro como fator de desenvolvimento sustent&aacute;vel local - Abordagens e resultados&rdquo;. A &uacute;ltima sess&atilde;o foi organizada para concretizar dois objetivos principais: a apresenta&ccedil;&atilde;o dos principais resultados obtidos pelo projeto at&eacute; ao momento e a apresenta&ccedil;&atilde;o de exemplos de projetos realizados em torno da valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio geol&oacute;gico e mineiro. Este &uacute;ltimo objetivo foi definido face &agrave;s dificuldades dos participantes das sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em enumerar medidas ou solu&ccedil;&otilde;es dependentes das suas a&ccedil;&otilde;es (i. e., muitas das propostas assentaram em financiamento e mobiliza&ccedil;&atilde;o de entidades externas). Os exemplos foram apresentados com o intuito de demonstrar casos em que os projetos e preocupa&ccedil;&otilde;es locais se traduziram em medidas concretas (em Portugal e Espanha).</p>       <p>Os atores institucionais foram convidados, mediante contactos personalizados, e a popula&ccedil;&atilde;o foi convocada atrav&eacute;s de cartazes em diferentes pontos da aldeia, alguma exposi&ccedil;&atilde;o nos <i>media</i> regionais e em plataformas de comunica&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>.</p>       <p>Os resultados preliminares do projeto REHMINE foram apresentados na primeira parte do semin&aacute;rio. Para a segunda parte foram convidados seis representantes de projetos de desenvolvimento local com base na valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio geol&oacute;gico e mineiro de diferentes locais e val&ecirc;ncias. As comunica&ccedil;&otilde;es foram organizadas em dois pain&eacute;is, ambos finalizados com um per&iacute;odo de perguntas e respostas. Optou-se por implicar os atores institucionais na organiza&ccedil;&atilde;o do evento, convidando alguns representantes para moderar os pain&eacute;is de comunica&ccedil;&otilde;es.</p>       <p>Todas as comunica&ccedil;&otilde;es apresentadas descreveram a exist&ecirc;ncia de parcerias com as autarquias locais e o trabalho articulado com v&aacute;rios atores como aspetos centrais para os projetos expostos. Talvez por esse motivo, as quest&otilde;es e coment&aacute;rios apresentados pelos participantes no debate foram dirigidas ao presidente da CMM e alguns atores institucionais, presentes na sala.</p>       <p>Apesar de, para o painel, ser grande o potencial da MSD para desenvolver um projeto como os apresentados, v&aacute;rios presentes referiram a incapacidade de concretiza&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios j&aacute; idealizados para o local. Ainda assim, um dos residentes participantes quis sublinhar em plen&aacute;rio o potencial da localidade para enveredar pela valoriza&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio mineiro, com base em parcerias locais s&oacute;lidas e o apoio da popula&ccedil;&atilde;o, destacando a singularidade da aldeia mineira e da praia da Tapada Grande. Tomando os exemplos de Rio Tinto e do Lousal (apresentados), outros participantes assacaram responsabilidades aos &oacute;rg&atilde;os aut&aacute;rquicos de prote&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio cultural (onde se inclui a tra&ccedil;a caracter&iacute;stica das casas dos mineiros) e do patrim&oacute;nio natural (manuten&ccedil;&atilde;o das tapadas e do arvoredo circundante), que consideram em risco. A incapacidade de articular diferentes perspetivas e posicionamentos pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicos, tanto pela parte de indiv&iacute;duos, como pela parte de entidades, foi tema de debate e apresentado como um importante bloqueio.</p>       <p>O presidente da CMM concordou em responder &agrave;s diversas interpela&ccedil;&otilde;es dos participantes do evento. Come&ccedil;ou por enquadrar a situa&ccedil;&atilde;o fr&aacute;gil da MSD como resultado do fecho da explora&ccedil;&atilde;o mineira, no qual acredita que nem a empresa nem o governo portugu&ecirc;s tiveram as condutas corretas. Descreveu a interven&ccedil;&atilde;o da CMM na localidade ao n&iacute;vel da remo&ccedil;&atilde;o de entulho, da praia fluvial e na recupera&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias infraestruturas (Centro Republicano, Cineteatro, Casa do Mineiro). O autarca assumiu o compromisso de continuar a escutar a popula&ccedil;&atilde;o e garantiu a manuten&ccedil;&atilde;o de um representante da CMM no local, a dinamiza&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento participativo e a realiza&ccedil;&atilde;o recente de um question&aacute;rio sobre necessidades. Informou sobre uma reuni&atilde;o entre a CMM e a EDM, na qual se concordou em desenvolver iniciativas de investimento no local, e sobre algumas a&ccedil;&otilde;es junto de representantes governamentais nacionais e regionais com o intuito de sensibilizar sobre as necessidades de financiamento espec&iacute;ficas das &aacute;reas industriais abandonadas, como a MSD.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O</p>       <p>Desde o ano 2000, a EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro, SA) tem vindo a planear a recupera&ccedil;&atilde;o ambiental da MSD e foi confrontada com a falta de recursos financeiros; a falta de di&aacute;logo entre os atores sociais, e o facto de todos se depararem com um <i>brownfield</i>, rural, privado e com baixa atratividade financeira p&oacute;s-regenera&ccedil;&atilde;o, logo, cuja reabilita&ccedil;&atilde;o se encontra dependente de financiamento p&uacute;blico (Cabernet, 2005).</p>       <p>A MSD n&atilde;o &eacute; caso &uacute;nico nem em Portugal, nem no mundo. Pelo contr&aacute;rio, a regenera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais abandonadas tem sido identificada como uma prioridade na Europa, existindo linhas de financiamento espec&iacute;ficas para este fim. Contudo, esses fundos s&atilde;o mais direcionados para a recupera&ccedil;&atilde;o do passivo ambiental.</p>       <p>Ao longo dos &uacute;ltimos anos foram diversos os estudos, projetos e mesmo document&aacute;rios que se centraram nos m&uacute;ltiplos elementos da MSD. Estes estudos s&atilde;o &uacute;teis para promover o conhecimento da situa&ccedil;&atilde;o, potenciar di&aacute;logos, sinergias e avan&ccedil;ar em possibilidades de a&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>O projeto REHMINE surgiu neste contexto, visando contribuir para o processo de planeamento da regenera&ccedil;&atilde;o da MSD, tendo em aten&ccedil;&atilde;o os trabalhos feitos anteriormente por outros peritos e os interesses da comunidade, promovendo o di&aacute;logo, a partilha das perspetivas, e a defini&ccedil;&atilde;o de prioridades negociadas, de forma a que o previsto investimento europeu e nacional se adapte &agrave;s ambi&ccedil;&otilde;es e necessidades da localidade e da regi&atilde;o. Pretendeu tamb&eacute;m contribuir para o conhecimento cient&iacute;fico nesta &aacute;rea atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o conjunta de m&eacute;todos que estimam os diferentes valores da sustentabilidade, potencialmente induzida pela regenera&ccedil;&atilde;o de zonas industriais rurais com baixa atratividade de mercado. Neste projeto, aplicou-se uma abordagem participativa para compreender o que &eacute; relevante no processo de regenera&ccedil;&atilde;o, fazendo a valora&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias dimens&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o nomeadamente ambiental, social e socioecon&oacute;mica, assim como para conhecer e hierarquizar o pretendido nas &aacute;reas cultural, comunit&aacute;ria e estrat&eacute;gica. As sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica possibilitaram a recolha de novas evid&ecirc;ncias, que articuladas com a informa&ccedil;&atilde;o das outras fases de investiga&ccedil;&atilde;o, fornecem a estrutura&ccedil;&atilde;o dos principais elementos constitutivos de um potencial plano estrat&eacute;gico colaborativo de redesenvolvimento sustent&aacute;vel para a MSD (<a href="#q4">Quadro 4</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a06q4.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>A estrutura composta por dimens&otilde;es e categorias estrat&eacute;gicas de sustentabilidade suportou e completou a integra&ccedil;&atilde;o dos resultados da an&aacute;lise de outros planos a que tivemos acesso, com implica&ccedil;&otilde;es na MSD. Este exerc&iacute;cio teve em conta projetos de a&ccedil;&atilde;o em curso para promover complementaridades entre propostas pontuais para projetos concretos e um planeamento integrado de longo prazo, e em conformidade com as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>       <p>&Eacute; interessante constatar que todos os dom&iacute;nios de a&ccedil;&atilde;o definidos no &acirc;mbito da escuta e da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica t&ecirc;m vindo a ser referidos por peritos na literatura especializada sobre projetos de regenera&ccedil;&atilde;o no quadro do desenvolvimento sustent&aacute;vel local (Nijkamp et al., 2002; Lange e McNeil, 2004; Wedding e Crawford-Brown, 2007; Williams e Dair, 2007; Worrall et al., 2009; Bleicher e Gross, 2010; Schadler et al., 2011; Dias Sardinha et al., 2013). Acresce que, em fun&ccedil;&atilde;o das congru&ecirc;ncias tem&aacute;ticas identificadas no discurso dos entrevistados e participantes, foram estabelecidas categorias de a&ccedil;&atilde;o que podem vir a servir para estruturar o enquadramento geral para a regenera&ccedil;&atilde;o da MSD.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Respeitando a natureza processual e cont&iacute;nua da escuta ativa e participa&ccedil;&atilde;o, foram criados diferentes momentos e modalidades de reflex&atilde;o sobre o desenvolvimento da MSD. A primeira sess&atilde;o, com peritos independentes, reuniu perspetivas inovadoras sobre o local, mobilizando recursos externos para estimular a reflex&atilde;o de alternativas para o desenvolvimento. O trabalho desenvolvido com os atores institucionais e grupos da comunidade nas sess&otilde;es 2, 3 e 4 centrou-se, em contrapartida, nas ideias e perspetivas das partes interessadas quanto ao desenvolvimento. A &uacute;ltima sess&atilde;o serviu para devolver a todos os participantes a informa&ccedil;&atilde;o sistematizada pelo projeto at&eacute; &agrave;quele momento e para estimular os agentes locais na dinamiza&ccedil;&atilde;o de projetos de desenvolvimento assentes em parcerias, tal como os apresentados.</p>       <p>Contatou-se que apesar de n&atilde;o existirem contradi&ccedil;&otilde;es importantes entre as propostas pelos atores institucionais e pela comunidade, as definidas pelos primeiros assumem uma vis&atilde;o mais estrat&eacute;gica do que os segundos, que se centram nas necessidades prementes para os residentes.</p>       <p>Ainda no que diz respeito &agrave;s sess&otilde;es, os participantes colaboraram, mas houve dificuldade em estabelecer lideran&ccedil;as e em reconhecer o papel de cada ator num projeto partilhado e integrado, como era considerado necess&aacute;rio. Os elementos da comunidade presentes nas sess&otilde;es revelaram dificuldades em pensar os aspetos positivos da MSD, sendo a lideran&ccedil;a e a mobiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade vistas tamb&eacute;m como limita&ccedil;&otilde;es presentes e futuras.</p>       <p>A aplica&ccedil;&atilde;o desta abordagem de planeamento espacial estrat&eacute;gico contribuiu assim para a defini&ccedil;&atilde;o negociada de um plano de a&ccedil;&atilde;o, que atende &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es de todas as partes interessadas. As estrat&eacute;gias aplicadas procuraram legitimar as posi&ccedil;&otilde;es de todos os implicados, e contribu&iacute;ram para uma discuss&atilde;o mais informada sobre as diferentes posi&ccedil;&otilde;es tomadas face ao redesenvolvimento da MSD. Nesse sentido, o programa parece ter contribu&iacute;do para a aprendizagem social sobre a tem&aacute;tica, definindo linhas de interven&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gicas, mas tamb&eacute;m a refle&ccedil;&atilde;o sobre os desafios de as colocar em a&ccedil;&atilde;o. Assim, no caso analisado, a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica evidenciou que a interven&ccedil;&atilde;o desejada na MSD vai al&eacute;m da urg&ecirc;ncia em melhorar, a curto prazo, a fr&aacute;gil estrutura socioecon&oacute;mica e os problemas ambientais a&iacute; presentes. Associa-se tamb&eacute;m &agrave; forma como se pretende o desenvolvimento da MSD, a longo prazo, numa articula&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os rurais e urbanos com os modos de vida e os valores culturais, no desenrolar de um processo de desenvolvimento da regi&atilde;o, ambos num quadro participativo com os interessados.</p>       <p>Ou seja, parece &uacute;til e necess&aacute;rio definir uma estrat&eacute;gia colaborativa para o desenvolvimento integrado, que deve conter uma an&aacute;lise de mercado considerando op&ccedil;&otilde;es para uso futuro e onde a an&aacute;lise de impactos ambientais e o valor socioecon&oacute;mico se confrontam num quadro de interesses resultantes da participa&ccedil;&atilde;o das partes interessadas.</p>       <p>CONCLUS&Atilde;O</p>       <p>O projeto REHMINE foi pensado para identificar e quantificar os valores socioecon&oacute;micos e ambientais e as potencialidades das alternativas de desenvolvimento socioecon&oacute;mico e reabilita&ccedil;&atilde;o ambiental da MSD a curto e longo prazos. Para este efeito, optou-se por uma abordagem participada suportada pela literatura cient&iacute;fica sobre os <i>brownfields</i>, desenvolvimento sustent&aacute;vel e planeamento territorial.</p>       <p>Com base no conceito de planeamento colaborativo de Healey (1998), foi desenvolvido um aparato metodol&oacute;gico, que entre outros, permitiu definir linhas de a&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gicas para o desenvolvimento contextualizado, com base num conhecimento aprofundado da zona e dos interesses existentes, na mobiliza&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias perspetivas e no uso de recursos internos e externos para essa reflex&atilde;o. Para tal, foram considerados dados de m&uacute;ltiplas fontes de informa&ccedil;&atilde;o: prim&aacute;rias - entrevistas etnogr&aacute;ficas aos residentes, entrevistas aos atores institucionais, question&aacute;rios aos visitantes, sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; e secund&aacute;rias - documentos estrat&eacute;gicos sobre o local e a regi&atilde;o. As sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica descritas neste artigo foram desenhadas para potenciar a reflex&atilde;o sobre cen&aacute;rios alternativos de desenvolvimento e a permitir a constru&ccedil;&atilde;o partilhada de linhas de a&ccedil;&atilde;o concretas. O esfor&ccedil;o da integra&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias fontes de informa&ccedil;&atilde;o, com destaque para as sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o, permitiu construir um modelo gen&eacute;rico para um plano estrat&eacute;gico que agrega, al&eacute;m das linhas de a&ccedil;&atilde;o e &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o maiores, alguns projetos e medidas que podem responder &agrave;s potencialidades do local e aos anseios dos atores institucionais e da comunidade. Este modelo foi, ainda no &acirc;mbito do projeto REHMINE, discutido e ponderado atrav&eacute;s de um m&eacute;todo de an&aacute;lise multicrit&eacute;rio, dando continuidade a este processo de integra&ccedil;&atilde;o e de aprofundamento de um cen&aacute;rio para o desenvolvimento local coletivamente constru&iacute;do. Ainda assim, todas as etapas metodol&oacute;gicas realizadas contribu&iacute;ram para esse objetivo e est&atilde;o discutidas noutros artigos.</p>       <p>A integra&ccedil;&atilde;o dos interesses da comunidade e das restantes partes interessadas no planeamento e nas decis&otilde;es, a contextualiza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel a n&iacute;vel local, gerando &ldquo;valores&rdquo; colaborativos, surgiu como importante neste caso e em toda a literatura consultada. O trabalho demonstrou o contributo das metodologias participativas na defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento local. Por via da participa&ccedil;&atilde;o e do projeto em geral, foi poss&iacute;vel reafirmar o que tem valor para a comunidade da MSD e contribuir para o conhecimento sobre a regenera&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios ambientalmente disruptivos, empobrecidos do ponto de vista socioecon&oacute;mico, e sem valor de mercado.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <p>ALKER, S., MCDONALD, A. (2003), &ldquo;Incorporating sustainable development into redevelopment&rdquo;. <i>Sustainable</i><i> Development</i>, 11 (3), pp. 171-182.</p>       <p>ANTUNES, P. et al. (2009), &ldquo;Participation and evaluation for sustainable river basin governance&rdquo;. <i>Ecological</i><i> Economics</i>, 68 (4), pp. 931-939.</p>       <!-- ref --><p>BARDIN, L. (1997), <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>, Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102716&pid=S0003-2573201800030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>BARRETEAU, O., BOTS, P. W. G. e DANIELL, K. A. (2010), &ldquo;A framework for clarifying &ldquo;participation&rdquo; in participatory research to prevent its rejection for the wrong reasons&rdquo;. <i>Ecology and Society</i>, 15 (2), 1. <a href="http://www.ecologyandsociety.org/vol15/iss2/art1/" target="_blank">http://www.ecologyandsociety.org/vol15/iss2/art1/</a>.</p>       <p>BLEICHER, A., GROSS, M. (2010), &ldquo;Sustainability assessment and the revitalization of contaminated sites: operationalizing sustainable development for local problems&rdquo;. <i>International</i><i> Journal of Sustainable Development e World Ecology</i>, 17 (1), pp. 57-66.</p>       <p>CABERNET (2005), &ldquo;Sustainable brownfield regeneration&rdquo;. <i>CABERNET Network Report</i>, Nottingham, UK, University of Nottingham.</p>       <p>COBRAMAN (2009), &ldquo;Report about concepts and tools for brownfield redevelopment activities - WP 3 - Output No. 3.1.1.&rdquo;, COBRAMAN, Bydgoszcz, Poland.</p>       <p>DIAS-SARDINHA, I., CRAVEIRO, D., MILHEIRAS, S. (2013), &ldquo;A sustainability framework for redevelopment of rural brownfields: stakeholder participation at S&atilde;o Domingos Mine, Portugal&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Cleaner Production</i>, 57, pp. 200-208.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DIAS-SARDINHA, I. et al. (2011), &ldquo;Participatory processes for strategic spatial planning on two rural regions: the case of S&atilde;o Domingos Mine, Alentejo, Portugal and the case of Lihme, Jutland, Denmark&rdquo;. <i>In</i> A. Paniagua, R. Bryant e T. Kizos (Eds.), <i>The Political Ecology of Depopulation: Inequality, Landscape, and People</i>, Espanha, Rolde Foundation, pp. 151-171.</p>       <!-- ref --><p>FLICK, U. (1998). <i>An</i><i> Introduction to Qualitative Research</i>, Londres, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=102724&pid=S0003-2573201800030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>FRANZ, M. et al. (2006), &ldquo;Sustainable development and brownfield regeneration. What defines the quality of derelict land recycling?&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Integrative Environmental Sciences</i>, 3, pp. 135-151.</p>       <p>GARROD, B., WORNELL, R., YOUELL, R. (2006), &ldquo;Re-conceptualising rural resources as countryside capital: The case of rural tourism&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Rural Studies</i>, 22, pp. 117-128.</p>       <p>GOODMAN, L. A. (1961), &ldquo;Snowball sampling&rdquo;. <i>Annals</i><i> of Mathematical Statistics</i>, 32 (1), pp. 148-170.</p>       <p>HALVORSEN, K. E. (2001), &ldquo;Assessing public participation techniques for comfort, convenience, satisfaction, and deliberation&rdquo;. <i>Environmental Management</i>, 28 (2), pp. 179-186.</p>       <p>HEALEY, P. (1998), &ldquo;Collaborative planning in a social actors society&rdquo;. <i>Town Planning Review</i>, 69 (1), pp. 1-21.</p>       <p>HEALEY, P. (2009), &ldquo;In search of the ‘strategic' in spatial strategy making&rdquo;. <i>Planning Theory and Practice</i>, 10 (4), pp. 439-457.</p>       <p>KASEMIR, B., JAEGER, C. C., J&Auml;GER, J. (2003), &ldquo;Citizen participation in sustainability assessments&rdquo;. <i>In</i> B. Kasemir et al. (eds.), <i>Public</i><i> Participation in Sustainability Science - An Handbook</i>, Cambridge, Cambridge Press, pp. 3-36.</p>       ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>VIDEIRA, N., ANTUNES, P., SANTOS, R. (2009), &ldquo;Scoping river basin management issues with participatory modelling: The Baixo Guadiana experience&rdquo;. <i>Ecological</i><i> Economics</i>, 68, pp. 965-978.</p>       <p>VOLKERY, A. et al. (2008), &ldquo;Your vision or my model? Lessons from participatory land use scenario development on a European scale&rdquo;. <i>Systemic</i><i> Practice and Action Research</i>, 21, pp. 459-477.</p>       <p>WEBLER, T., KASTENHOLZ, H., RENN, O. 1995. &ldquo;Public participation in impact assessment: a social learning perspective&rdquo;. <i>Environmental Impact Assessment Review</i>, 15, pp. 443-463.</p>       <p>WEDDING, G. C., CRAWFORD-BROWN, D. (2007), &ldquo;Measuring site-level success in brownfield redevelopments: a focus on sustainability and green building&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Environmental Management</i>, 85, pp. 483-495.</p>       <p>WILLIAMS, K., DAIR, C. (2007), &ldquo;A framework for assessing the sustainability of brownfield developments&rdquo;. <i>Environment</i><i> and Planning and Management</i>, 50 (1), pp. 23-40.</p>       <p>WORRALL, R. et al. (2009), &ldquo;Towards a sustainability criteria and indicators framework for legacy mine land&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Cleaner Production</i>, 17, pp. 1426-1434.</p>       <p>YUKSEL, F., BRAMWELL, B., YUKSEL, A. (1999), &ldquo;Stakeholder interviews and tourism planning at Pamukkale, Turkey&rdquo;. <i>Tourism</i><i> Management</i>, 20, pp. 351- 360.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>Recebido a 26-09-2016. </p>       <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o a 28-12-2017.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><sup>[1]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este trabalho foi financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT) no &acirc;mbito do Projeto PTDC/AAC-AMB/103907/2008, &ldquo;REHMINE - Contribution of corporate social responsibility for sustainable development&rdquo;, SOCIUS, ISEG, Universidade de Lisboa.</p>       <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""><sup>[2]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por motivos alheios ao projeto REHMINE, a dimens&atilde;o ambiental n&atilde;o p&ocirc;de ser representada no painel (desist&ecirc;ncia do convidado por motivos pessoais).</p>       <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""><sup>[3]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O hor&aacute;rio de funcionamento da Casa do Mineiro, o n&uacute;cleo museol&oacute;gico do local que ilustra como eram as casas dos mineiros do in&iacute;cio do s&eacute;culo xx, foi frequentemente referido nas entrevistas e nas sess&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica como n&atilde;o adequado &agrave; sua fun&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title=""><sup>[4]</sup></a>*&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por vezes considerou-se o depoimento de mais do que um representante de entidades ou associa&ccedil;&otilde;es consideradas partes interessadas no planeamento do desenvolvimento local.</p>       <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title=""><sup>[5]</sup></a>**&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma vez que o <i>stakeholder</i> Rota do Guadiana &eacute; composta por v&aacute;rios representantes institucionais j&aacute; considerados na amostra, o seu depoimento foi considerado redundante.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>ANEXO</b></p>       <p>O projeto REHMINE foi um estudo financiado pela FCT que decorreu de 2010-2013 com o objetivo maior de contribuir para a maximiza&ccedil;&atilde;o do valor gerado por um processo de regenera&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea industrial degradada, atrav&eacute;s da elabora&ccedil;&atilde;o de um modelo conceptual de apoio &agrave; decis&atilde;o, que integrasse as necessidades das partes interessadas, e tendo como base os princ&iacute;pios do desenvolvimento sustent&aacute;vel. Especificamente, pretendeu compreender, quantificar e confrontar os valores e benef&iacute;cios globais e espec&iacute;ficos esperados e desejados aquando de uma interven&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>Os objetivos espec&iacute;ficos foram os seguintes:</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estabelecer formas adequadas para o mapeamento das partes interessadas, tendo em aten&ccedil;&atilde;o crit&eacute;rios de relevo que devem levar (ou n&atilde;o) &agrave; ausculta&ccedil;&atilde;o dessas partes interessadas;</p>       <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fazer uma an&aacute;lise qualitativa dos valores sociais presentes e que se geram num processo de transi&ccedil;&atilde;o de uma paisagem industrial abandonada para uma paisagem recuperada;</p>       <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quantificar os benef&iacute;cios e os danos ambientais no quadro dos efeitos ambientais globais (planet&aacute;rios) de um processo de reabilita&ccedil;&atilde;o (j&aacute; predefinida pela EDM) de uma &aacute;rea industrial;</p>       <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verificar as vantagens potenciais da valoriza&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica da &aacute;rea via turismo lazer/ patrimonial pela comunidade e outras partes interessadas;</p>       <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estabelecer um modelo conceptual (mas pr&aacute;tico) de valora&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica e ambiental que permita orientar as atividades de responsabilidade social, inclusive do Estado, no quadro da reabilita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais degradadas de baixo valor;</p>       <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contribuir para a otimiza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no campo da reabilita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais, em particular das &aacute;reas mineiras abandonadas.</p>       <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fazer a dissemina&ccedil;&atilde;o do projeto, permitindo potenciar o conhecimento das partes interessadas e desenvolver sinergias entre investigadores e especialistas multidisciplinares necess&aacute;rios para o sucesso de um projeto de reabilita&ccedil;&atilde;o de minas abandonadas.</p>       <p>Para atingir os objetivos referidos, o projeto REHMINE utilizou como suporte a combina&ccedil;&atilde;o de metodologias qualitativas e quantitativas, multi- inter- e transdisciplinares para identificar e confrontar diferentes &ldquo;valores&rdquo; para um desenvolvimento sustent&aacute;vel local. Diferentes abordagens s&atilde;o exploradas para avaliar o valor social e ambiental associados ao redesenvolvimento da MSD.</p>       <p><b>1.&#8194;</b>A an&aacute;lise do valor social,<b> </b>induzido por um processo de explora&ccedil;&atilde;o, reabilita&ccedil;&atilde;o/ desenvolvimento, foi realizada atrav&eacute;s de:</p>       <p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma abordagem etnogr&aacute;fica, no &acirc;mbito da etnografia da paisagem, mediante a descri&ccedil;&atilde;o cultural das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas por diferentes grupos com a &shy;paisagem p&oacute;s-mineira da MSD. Esta descri&ccedil;&atilde;o incluiu um relato das pr&aacute;ticas e &shy;significados atuais, atrav&eacute;s das quais esta paisagem desempenha um papel na vida de determinados grupos sociais, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es realizadas pelos usu&aacute;rios atuais da MSD no que diz respeito &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o planeada (Milheiras et al., 2012).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma abordagem de ausculta&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de entrevistas semiestruturadas aos atores institucionais.<b> </b>Durante um per&iacute;odo alargado (julho 2010 - janeiro 2012), foi usado o m&eacute;todo de bola de neve (Goodman, 1961) para reunir e entrevistar uma amostra diversificada de atores sociais relevantes da MSD. Estes foram categorizados em 5 grupos de interesses tipicamente manifestados em &aacute;reas industriais abandonadas (adaptado de Williams e Dair, 2007) - entidades reguladoras (ligadas ao turismo ou cultura); grupos de interesse (associa&ccedil;&otilde;es locais); propriet&aacute;rios (a empresa que det&eacute;m os terrenos da antiga mina); peritos (especialistas em desenvolvimento rural); e utilizadores finais (gestores de servi&ccedil;os locais). Foram realizadas 44*<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup>[4]</sup></a> entrevistas semiestruturadas para recolher o depoimento de 39 partes interessadas**,<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup>[5]</sup></a> com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 1 hora. O gui&atilde;o da entrevista centrou-se essencialmente em dois pontos: 1) limites e potencialidades da MSD no presente; 2) propostas para o desenvolvimento da MSD. A an&aacute;lise permitiu igualmente a identifica&ccedil;&atilde;o das tem&aacute;ticas levantadas pelas partes interessadas na reflex&atilde;o sobre o presente e o poss&iacute;vel futuro da MSD.</p>       <p>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma abordagem participada - objeto de descri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise sum&aacute;ria apresentadas neste artigo - mediante a organiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de trabalho com base no desenvolvimento de metodologias e instrumentos de recolha de dados sobre as expectativas de v&aacute;rias partes implicadas na reabilita&ccedil;&atilde;o da MSD (residentes, visitantes, entidades reguladoras, associa&ccedil;&otilde;es, etc.).</p>       <p>d)&nbsp;&nbsp;&nbsp; question&aacute;rio aos visitantes<b> </b>considerando o destaque dado ao turismo nas entrevistas e nos documentos estrat&eacute;gicos enquanto vetor potenciador do desenvolvimento local de forma a caracterizar o perfil do visitante da MSD e a forma como este valoriza os recursos tur&iacute;sticos locais. A amostra recolhida foi composta por 255 inquiridos que j&aacute; visitaram ou que planeavam visitar a MSD (a recolha de dados foi feita tamb&eacute;m na vila de M&eacute;rtola e no Pomar&atilde;o).</p>       <p>e)&nbsp;&nbsp;&nbsp; an&aacute;lise dos documentos de gest&atilde;o territorial<b> </b>que serviram para definir o enquadramento pol&iacute;tico e estrat&eacute;gico do local. Desta an&aacute;lise destacamos: o Plano Regional para o Ordenamento do Territ&oacute;rio (PROT-Alentejo), que define como desafios para a regi&atilde;o a valoriza&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o da paisagem natural e do patrim&oacute;nio cultural e a implementa&ccedil;&atilde;o de um modelo de turismo de sustent&aacute;vel; o documento de gest&atilde;o do Parque Natural Vale de Guadiana, em que parte do antigo complexo mineiro se insere, que interliga os objetivos de preserva&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos produtos locais e do territ&oacute;rio, na perspetiva do desenvolvimento sustent&aacute;vel; e a Diretiva do Quadro da &Aacute;gua da Uni&atilde;o Europeia, relativo ao Rio Guadiana, que proporciona uma estrat&eacute;gia racional para a gest&atilde;o desse recurso e para alcan&ccedil;ar um n&iacute;vel satisfat&oacute;rio de qualidade da &aacute;gua em toda a bacia. Nos v&aacute;rios documentos &eacute; reconhecido o papel que o patrim&oacute;nio cultural tem para o desenvolvimento social e econ&oacute;mico da regi&atilde;o. O patrim&oacute;nio da MSD, na sua dimens&atilde;o hist&oacute;rica, patrimonial, etnogr&aacute;fica, cient&iacute;fica e industrial, &eacute; frequentemente apontado como justificativa central a considerar a &aacute;rea como relevante a n&iacute;vel regional.</p>       <p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A an&aacute;lise do valor ambiental centrou-se no m&eacute;todo de An&aacute;lise do Ciclo de Vida (<i>Life Cycle Assessment</i> - LCA), que permitiu quantificar os impactos ambientais atuais (de emiss&otilde;es e fluxos de res&iacute;duos) podendo priorizar os fluxos de res&iacute;duos (das interven&ccedil;&otilde;es previstas EDM); quantificar e avaliar os impactos ambientais globais (e. g., altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, ecotoxicidade) da MSD no seu estado atual, durante e ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es previstas de reabilita&ccedil;&atilde;o pela EDM na &aacute;rea e obter as externalidades (pre&ccedil;os-sombra) (relat&oacute;rio n&atilde;o publicado).</p>       <p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A avalia&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica de um poss&iacute;vel projeto de turismo cultural. Depois de se compreender que o crescimento do turismo &eacute; uma ambi&ccedil;&atilde;o local, e de se confirmar as prioridades e limita&ccedil;&otilde;es de uma recupera&ccedil;&atilde;o ambiental que responda a v&aacute;rios interesses fez-se uma avalia&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica de poss&iacute;veis interven&ccedil;&otilde;es (e. g., recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio industrial para turismo), que teria em aten&ccedil;&atilde;o um conjunto de benef&iacute;cios sociais e privados gerados. Utilizou-se o conceito de Valor Econ&oacute;mico Total (VET), que permitiu fazer a distin&ccedil;&atilde;o entre valores de uso direto e valores passivos. A melhoria do bem-estar social gerado foi medida atrav&eacute;s do M&eacute;todo de Valora&ccedil;&atilde;o Contingente (<i>Contingent Valuation Method</i>, CVM) (Mendes et al., 2013).</p>       <p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An&aacute;lise Multicrit&eacute;rio MACBETH teve em vista a otimiza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas quanto &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais degradadas que, segundo crit&eacute;rios de custo e exequibilidade, identificou 8 dos 20 projetos propostos (Ricardo et al., 2016).</p>       <p>Em suma, estabeleceu-se um modelo de valora&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica e ambiental que pode orientar as atividades de planeamento da regenera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas industriais degradadas, inclusive pelo Estado, segundo princ&iacute;pios do desenvolvimento sustent&aacute;vel.</p>       <p>&nbsp;</p>        ]]></body><back>
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