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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Remuneração dos gestores hospitalares: evidência portuguesa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Public organizations are primarily engaged in providing efficient and effective services to society. As part of the strategy to ensure more efficiency in an organization, the managerial salary level is a relevant variable, and therefore needs to be scientifically addressed. Using a 2009-2013 database of managers' salaries in the Portuguese public health sector, we address its evolution throughout the financial crisis occurring in Portugal. The findings suggest that the public managers were left relatively unscathed by the salary cuts that most of the public servants had to endure during the period, due mainly to the increase in their variable earnings.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores hospitalares: evid&ecirc;ncia portuguesa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Managerial earnings: some evidence from the Portuguese hospitals</b></font></p>     <p><b>Fernando Oliveira Tavares*, Frutoso Resende**, Lu&iacute;s Almeida***</b></p>     <p>*Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Empresariais e do Turismo, Rua da Cedofeita, 285 - 4650-180 Porto, Portugal. <a href="mailto:ftavares@iscet.pt">ftavares@iscet.pt</a></p>     <p>**Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Rua Dr. Ant&oacute;nio Bernardino de Almeida, 541-619, Porto, Portugal, <a href="mailto:frutuosotome@sapo.pt">frutuosotome@sapo.pt</a></p>     <p>***Universidade de Vigo, Campus Universitario, C.P. 36.310 Vigo, Pontevedra, Espanha. <a href="mailto:lgomes@uvigo.es">lgomes@uvigo.es</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores hospitalares: evid&ecirc;ncia portuguesa. As organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas t&ecirc;m como principal objetivo a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os eficientes e eficazes &agrave; sociedade. Na busca deste objetivo, a remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores encontra-se na galeria de estrat&eacute;gias usadas, sendo esta uma tem&aacute;tica cuja abordagem se revela delicada. Testam-se empiricamente, para o per&iacute;odo entre 2009 e 2013, as rela&ccedil;&otilde;es de proporcionalidade entre as remunera&ccedil;&otilde;es dos elementos dos conselhos de administra&ccedil;&atilde;o dos hospitais p&uacute;blicos portugueses durante o per&iacute;odo de crise econ&oacute;mico-financeira. Conclu&iacute;mos que a remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores hospitalares n&atilde;o sofreu as altera&ccedil;&otilde;es expect&aacute;veis, j&aacute; que se assistiu a um aumento das remunera&ccedil;&otilde;es durante o per&iacute;odo, sugerindo que os gestores hospitalares sofreram, na pr&aacute;tica, cortes inferiores aos sofridos por outros trabalhadores da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> remunera&ccedil;&atilde;o da alta gest&atilde;o; crise econ&oacute;mico-financeira; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; sa&uacute;de; gestor.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Public organizations are primarily engaged in providing efficient and effective services to society. As part of the strategy to ensure more efficiency in an organization, the managerial salary level is a relevant variable, and therefore needs to be scientifically addressed. Using a 2009-2013 database of managers' salaries in the Portuguese public health sector, we address its evolution throughout the financial crisis occurring in Portugal. The findings suggest that the public managers were left relatively unscathed by the salary cuts that most of the public servants had to endure during the period, due mainly to the increase in their variable earnings.</p>     <p><b>Keywords:</b> leadership earnings; financial crisis; public administration; health sector; manager.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>A globaliza&ccedil;&atilde;o dos mercados, a flexibiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho, a competitividade aliadas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es tenol&oacute;gicas, econ&oacute;micas e sociais s&atilde;o, nos dias de hoje, as altera&ccedil;&otilde;es mais influentes na vida das sociedades e que t&ecirc;m imposto novos padr&otilde;es de gest&atilde;o &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas.</p>     <p>A din&acirc;mica dos processos de reformas e contra-reformas que se tem verificado nas altera&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas vividas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem conduzido &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, transforma&ccedil;&otilde;es estas que geram um ambiente complexo, marcado pela mudan&ccedil;a de conceitos, de valores, quebra de paradigmas e que norteiam todos os segmentos de uma sociedade, o que torna esta tem&aacute;tica num foco de aten&ccedil;&atilde;o e interesse por parte da comunidade acad&eacute;mica e do p&uacute;blico em geral.</p>     <p>Neste ambiente globalizado, turbulento, onde as intera&ccedil;&otilde;es sociais ocorrem entre pessoas de diferentes regi&otilde;es e pa&iacute;ses, as organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, t&ecirc;m travado v&aacute;rias batalhas entre o &ldquo;novo e o velho&rdquo;, isto &eacute;, entre as transforma&ccedil;&otilde;es e inova&ccedil;&otilde;es das organiza&ccedil;&otilde;es no mundo contempor&acirc;neo e a burocracia enraizada, tendo no horizonte o objetivo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os eficazes e eficientes &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. A concretiza&ccedil;&atilde;o destes objetivos leva &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, sendo a remunera&ccedil;&atilde;o dos seus gestores uma das estrat&eacute;gias que se encontra na galeria dos assuntos delicados e sens&iacute;veis a serem abordados e estudados. A remunera&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da gest&atilde;o de topo difere da remunera&ccedil;&atilde;o auferida pela maior parte dos trabalhadores, j&aacute; que &eacute; composta essencialmente por duas componentes, a componente fixa e a componente vari&aacute;vel, componentes estas que est&atilde;o presentes na remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores, sejam eles de organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas (Assis e Neto, 2011). A componente vari&aacute;vel &eacute; normalmente atribu&iacute;da atrav&eacute;s de indicadores que pretendem medir o desempenho do gestor, sendo que a remunera&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser mais alta quando o desempenho se revela superior, de acordo com os indicadores pr&eacute;-definidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta linha condutora, o nosso trabalho tem como objetivo explorar e descrever a remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores p&uacute;blicos hospitalares portugueses, analisando as remunera&ccedil;&otilde;es fixas, vari&aacute;veis, e os totais dos conselhos de administra&ccedil;&atilde;o entre 2009 e 2013. O objetivo &eacute;, portanto, verificar at&eacute; que ponto os cortes nas remunera&ccedil;&otilde;es fixas afetaram o rendimento expresso nas remunera&ccedil;&otilde;es totais. Efetuou-se investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica recorrendo &agrave; metodologia da regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla.</p>     <p>O trabalho recai sobre um setor da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, a sa&uacute;de, que tem vindo a ser alvo de v&aacute;rias remodela&ccedil;&otilde;es, nomeadamente a n&iacute;vel da gest&atilde;o, e que segundo o Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE) apresenta uma despesa m&eacute;dia corrente nos &uacute;ltimos anos de sensivelmente 9,15% do PIB em Portugal.</p>     <p>REVIS&Atilde;O BIBLIOGR&Aacute;FICA</p>     <p>BREVE REVIS&Atilde;O HIST&Oacute;RICA DO SERVI&Ccedil;O NACIONAL DE SA&Uacute;DE (SNS) PORTUGU&Ecirc;S</p>     <p>Portugal, desde o in&iacute;cio deste s&eacute;culo, p&ocirc;s em marcha importantes reformas nos mais diversos setores do Estado, sendo a sa&uacute;de e a educa&ccedil;&atilde;o aqueles que t&ecirc;m merecido constante prioridade dos sucessivos governos. A necessidade de conten&ccedil;&atilde;o de despesa e de melhoria da efici&ecirc;ncia e da efic&aacute;cia dos diversos organismos levaram a importantes mudan&ccedil;as estruturais - como no caso do setor da sa&uacute;de - altera&ccedil;&otilde;es que visam a cria&ccedil;&atilde;o de uma cultura de gest&atilde;o capaz de lidar com os principais desafios que se colocam ao SNS, o qual &eacute; financiado por recursos p&uacute;blicos. O setor da sa&uacute;de em Portugal compreende uma rede de entidades p&uacute;blicas, e uma rede privada, estando ambas dependentes das pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias definidas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <p>O SNS portugu&ecirc;s foi constitu&iacute;do em 1979, tendo por base o SNS Brit&acirc;nico, baseado no acesso gratuito a cuidados de sa&uacute;de de elevada qualidade a todos os cidad&atilde;os, independentemente de seu estatuto econ&oacute;mico e social, (art.&ordm; 64.&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa). &Agrave; semelhan&ccedil;a de outros pa&iacute;ses, tamb&eacute;m Portugal tem vindo a restruturar o seu SNS, tendo as altera&ccedil;&otilde;es mais significativas e importantes ocorrido em 2002. Foram alteradas as regras de gest&atilde;o do sistema de pagamento aos hospitais, procedendo a uma redefini&ccedil;&atilde;o da oferta de cuidados hospitalares, efetuaram-se encerramentos de v&aacute;rias unidades hospitalares, a cria&ccedil;&atilde;o de centros hospitalares e unidades locais de sa&uacute;de, bem como hospitais constru&iacute;dos atrav&eacute;s de parcerias p&uacute;blico-privadas (Barros e Sim&otilde;es, 2007). Ainda no mesmo ano foi adotada a figura jur&iacute;dica de Sociedade An&oacute;nima (SA), de capitais exclusivamente p&uacute;blicos, com a transforma&ccedil;&atilde;o de 34 hospitais tradicionais em 31 hospitais SA, objetivando alcan&ccedil;ar uma melhoria na efici&ecirc;ncia da gest&atilde;o dos recursos p&uacute;blicos afetos &agrave; sa&uacute;de, permitiu-se assim uma maior intera&ccedil;&atilde;o entre os setores p&uacute;blico e privado (Barros et al., 2011).</p>     <p>J&aacute; em 2005 iniciou-se a transforma&ccedil;&atilde;o dos hospitais SA em hospitais do setor empresarial do Estado (EPE). O objetivo era lan&ccedil;ar um programa de reforma da gest&atilde;o hospitalar apostando no aprofundamento das formas de gest&atilde;o de natureza empresarial, mantendo-se intacta a responsabilidade do Estado pela presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de (Raposo, 2011). Deu-se a empresarializa&ccedil;&atilde;o de uma grande parte dos hospitais p&uacute;blicos portugueses, introduzindo novas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o no SNS, t&iacute;picas das organiza&ccedil;&otilde;es privadas.</p>     <p>O financiamento dos hospitais p&uacute;blicos passou a ser feito com base em contratos-programa que preveem, no in&iacute;cio de cada ano, a produ&ccedil;&atilde;o hospitalar a ser realizada em cada hospital, bem como o pre&ccedil;o de cada epis&oacute;dio cl&iacute;nico. O Estado portugu&ecirc;s deixou, por consequ&ecirc;ncia, de financiar todas as atividades desenvolvidas pelos hospitais - financiamento retrospetivo - para passar a financiar apenas aquelas que tinham sido contratualizadas entre o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e os hospitais no in&iacute;cio do ano - financiamento prospetivo. Se o hospital produzir mais, e consequentemente gastar mais, do que foi estabelecido no contrato, n&atilde;o ser&aacute; ressarcido pelo Estado, de acordo com o novo modelo de gest&atilde;o adotado para o SNS (Raposo, 2011).</p>     <p>Esta altera&ccedil;&atilde;o para entidades p&uacute;blicas empresariais trouxe tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave; designa&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os de administra&ccedil;&atilde;o, da forma de designa&ccedil;&atilde;o do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o (CA), da figura do seu presidente, da constitui&ccedil;&atilde;o e n&uacute;mero de elementos que comp&otilde;em o CA, do aparecimento do fiscal &uacute;nico, do conselho consultivo e dos &oacute;rg&atilde;os de apoio t&eacute;cnico, como as comiss&otilde;es de &eacute;tica, humaniza&ccedil;&atilde;o e qualidade dos servi&ccedil;os, controlo e infe&ccedil;&atilde;o hospitalar, etc. (Vaz, 2010).</p>     <p>A ADMINISTRA&Ccedil;&Atilde;O HOSPITALAR EM PORTUGAL</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Historicamente, a administra&ccedil;&atilde;o hospitalar portuguesa remonta ao ano de 1968, com a publica&ccedil;&atilde;o do Decreto-lei n.&ordm; 48357 (Estatuto Hospitalar) e o Decreto n.&ordm; 48358 (Regulamento Geral dos Hospitais). Estes decretos criaram a carreira do pessoal de administra&ccedil;&atilde;o hospitalar nas categorias de administrador e administrador-geral, bem como os membros de gest&atilde;o dos hospitais.</p>     <p>Este decreto considerava a profissionaliza&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o de administrador hospitalar, exigindo como habilita&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel ao exerc&iacute;cio destas fun&ccedil;&otilde;es o curso de administra&ccedil;&atilde;o hospitalar.</p>     <p>Em 1988, com a publica&ccedil;&atilde;o do Decreto-lei 19/88, foi criada a figura do administrador-delegado, e o &oacute;rg&atilde;o colegial de gest&atilde;o passou a designar-se Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o. Assiste-se a um aumento significativo das remunera&ccedil;&otilde;es dos seus membros, quer atrav&eacute;s de um aumento das remunera&ccedil;&otilde;es base e despesas de representa&ccedil;&atilde;o, quer por atribui&ccedil;&atilde;o de remunera&ccedil;&otilde;es indiretas anteriormente n&atilde;o existentes (direito a carro, telem&oacute;vel, cart&atilde;o de d&eacute;bito, etc.), verificando-se, assim, um aumento muito elevado na rubrica de despesas com as remunera&ccedil;&otilde;es dos administradores hospitalares. Os membros do CA passaram a ser nomeados com base na confian&ccedil;a pol&iacute;tica, caindo a exig&ecirc;ncia de <i>curriculum</i> adequado, o que se traduziu na politiza&ccedil;&atilde;o e partidariza&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o hospitalar.</p>     <p>O CA dos hospitais portugueses, na forma de EPE, &eacute; composto pelo presidente do conselho de administra&ccedil;&atilde;o e por um n&uacute;mero vari&aacute;vel de vogais executivos, em fun&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o e complexidade do hospital, dos quais dois s&atilde;o obrigatoriamente o diretor cl&iacute;nico e o enfermeiro-diretor.</p>     <p>Nos hospitais EPE aplica-se o estatuto de gestor p&uacute;blico aos membros do CA mantendo o regime de incompatibilidades previsto no Estatuto do SNS no que se refere ao exerc&iacute;cio de atividade privada.</p>     <p>Relativamente aos modelos de gest&atilde;o seguidos pelos conselhos de administra&ccedil;&atilde;o, a literatura identifica v&aacute;rios modelos de gest&atilde;o p&uacute;blica. Contudo, os modelos de aceita&ccedil;&atilde;o geral s&atilde;o defendidos por autores como Rosenbloom e Kravchuk (2002); Denhardt e Denhardt (2003) e Madureira e Ferraz (2010). Trata-se dos modelos de <i>Organiza&ccedil;&atilde;o Profissional Weberiana, New Public Management e o Downsizing.</i> Esta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; baseada nas diferentes vis&otilde;es sobre o papel dos gestores nas organiza&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o profissional<i> Weberiana</i> baseia-se em alicerces de valores como a neutralidade dos gestores perante a pol&iacute;tica, instituindo um sistema de m&eacute;rito como forma de diminuir a discricionariedade do <i>spoil system</i> e da <i>patronage</i> pol&iacute;tica (Denhardt e Denhardt, 2003; Madureira e Ferraz, 2010), modelo de gest&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o inicial.</p>     <p>J&aacute; o <i>New Public Management</i> tem como pano de fundo a efici&ecirc;ncia, a produtividade, a orienta&ccedil;&atilde;o para os resultados e para o cliente e a <i>accountability</i> (Denhardt e Denhardt, 2003; Rosenbloom e Kravchuk, 2002).</p>     <p>Centra-se em valores como a equidade, a transpar&ecirc;ncia e a participa&ccedil;&atilde;o e atribuiu aos gestores um papel central na regula&ccedil;&atilde;o dos conflitos da sociedade e no estabelecimento de parcerias com os particulares. De acordo com Madureira e Ferraz (2010) seria expect&aacute;vel que, de acordo com a evolu&ccedil;&atilde;o de estruturas administrativas tradicionais para estruturas administrativas mais flex&iacute;veis, se aproximasse dos modelos de gest&atilde;o profissional nos organismos da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>J&aacute; o <i>downsizing</i> carateriza-se pela abordagem da compet&ecirc;ncia personalizada e pela descentraliza&ccedil;&atilde;o. Trata-se de um modelo de gest&atilde;o no qual a flexibilidade &eacute; a regra. Procura-se um menor grau de padroniza&ccedil;&atilde;o, da descentraliza&ccedil;&atilde;o, da responsabilidade estrat&eacute;gica e or&ccedil;amental, e a separa&ccedil;&atilde;o entre um pequeno n&uacute;cleo estrat&eacute;gico e a componente operacional, visando aproximar o funcion&aacute;rio p&uacute;blico do cidad&atilde;o e, assim, tornar o servi&ccedil;o p&uacute;blico mais eficiente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este modelo pressup&otilde;e a redu&ccedil;&atilde;o de pessoal, tanto nos escal&otilde;es mais altos quanto na base das organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Assim, &eacute; poss&iacute;vel observar que a gest&atilde;o baseada nas compet&ecirc;ncias pode ser um modelo empreendedor de gest&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, podendo ser utilizada tanto para promover a presta&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o p&uacute;blico com qualidade, como para tornar os padr&otilde;es de gest&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas mais flex&iacute;veis e empreendedoras.</p>     <p>Os conceitos de gest&atilde;o e de administra&ccedil;&atilde;o no contexto da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica t&ecirc;m merecido diferentes pareceres, dependendo do contexto em que s&atilde;o aplicados (Neves, 2002). Durante muito tempo considerava-se que o papel da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica era administrar, em conson&acirc;ncia com regras preestabelecidas, os recursos afetos aos servi&ccedil;os, cumprindo assim as suas atribui&ccedil;&otilde;es e exercendo as suas compet&ecirc;ncias.</p>     <p>No final do s&eacute;culo XX e in&iacute;cio do seguinte surgiram altera&ccedil;&otilde;es no modelo de gest&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas que determinaram mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel dos sistemas de sa&uacute;de, em particular no sistema de sa&uacute;de portugu&ecirc;s.</p>     <p>Gest&atilde;o P&uacute;blica &eacute; um termo mais recente, que remete para a utiliza&ccedil;&atilde;o de novas pr&aacute;ticas na administra&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico. Nos dias de hoje, quem gere um servi&ccedil;o p&uacute;blico, v&ecirc;-se pressionado pela necessidade de gerir de forma adequada diferentes tipos de recursos, cuja responsabilidade dificilmente se compadece com todos os procedimentos estabelecidos, tendo necessidade de compatibilizar o cumprimento das normas com a exig&ecirc;ncia de efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia nos resultados. &Eacute; esta a nova vis&atilde;o da gest&atilde;o hospitalar.</p>     <p>A REMUNERA&Ccedil;&Atilde;O DOS RECURSOS HUMANOS</p>     <p>Um hospital na sua estrutura interna &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o bastante complexa, existem simultaneamente estruturas hier&aacute;rquicas m&eacute;dicas e uma estrutura administrativa, com fun&ccedil;&otilde;es de natureza bem diferenciada. A rela&ccedil;&atilde;o de poder existente num hospital &eacute; muito diferente da que encontramos na generalidade das organiza&ccedil;&otilde;es, e Harris (1977) apresentou esta rela&ccedil;&atilde;o de poder como o &ldquo;modelo do duplo poder&rdquo;.</p>     <p>A gest&atilde;o na sa&uacute;de constitui uma pr&aacute;tica administrativa que tem a finalidade de otimizar o funcionamento das organiza&ccedil;&otilde;es de forma a obter a m&aacute;xima efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e efetividade (Tanaka e Tamaki, 2012).</p>     <p>A gest&atilde;o de pessoas assume um papel preponderante, pois viabiliza a gest&atilde;o de compet&ecirc;ncias desde a sua identifica&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento, &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o e posterior recompensa. O bem-estar tem sido apontado como fen&oacute;meno essencial para o funcionamento adequado e competitivo das organiza&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos anos. A valoriza&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es tem sido associada aos seus ativos intang&iacute;veis, constitu&iacute;dos por recursos valiosos, raros e insubstitu&iacute;veis, que garantem vantagem competitiva no longo prazo (Kayo et al., 2006).</p>     <p>Gestores e acad&eacute;micos sugerem que a&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas organizacionais devem ser direcionadas para o desenvolvimento dos ativos humanos e para o aumento da competitividade organizacional (Demo, 2009). Os profissionais de sa&uacute;de, &agrave; semelhan&ccedil;a dos outros funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, reconhecem que o trabalho no setor p&uacute;blico lhes garante estabilidade, mas lamentam a escassa motiva&ccedil;&atilde;o profissional que caracteriza o seu desempenho. Assim, a remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel reveste uma estrat&eacute;gia para aumentar a motiva&ccedil;&atilde;o destes profissionais (Tom&aacute;s e Moreira, 2008).</p>     <p>Todavia, persistem v&aacute;rias dificuldades como a exist&ecirc;ncia de objetivos pouco claros, aus&ecirc;ncia de indicadores e risco de sele&ccedil;&atilde;o adversa no tratamento de doentes. Um sistema complexo como este, para ser justo, tem de ser bem supervisionado. Assim, &eacute; fundamental que exista um sistema de informa&ccedil;&atilde;o integrado nos v&aacute;rios servi&ccedil;os do hospital.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ideia da ado&ccedil;&atilde;o deste sistema parece recolher for&ccedil;a pelas recomenda&ccedil;&otilde;es feitas pela Comiss&atilde;o para Avalia&ccedil;&atilde;o dos Hospitais em 2009. Assim, o relat&oacute;rio elaborado defende a promo&ccedil;&atilde;o de uma mudan&ccedil;a cultural, atrav&eacute;s de uma pr&aacute;tica di&aacute;ria assente num conjunto de valores e princ&iacute;pios estruturais que enquadrem a atividade do hospital. O referido relat&oacute;rio defende a gest&atilde;o por objetivos de responsabiliza&ccedil;&atilde;o e de descentraliza&ccedil;&atilde;o, por n&iacute;veis de qualidade de servi&ccedil;o e por resultados econ&oacute;mico-financeiros.</p>     <p>O sistema de remunera&ccedil;&atilde;o deve, num contexto de conflito de interesses e de assimetria de informa&ccedil;&atilde;o, favorecer a cria&ccedil;&atilde;o de valor e assegurar a equidade da sua redistribui&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o e das compet&ecirc;ncias de cada um, garantindo vantagem competitiva (Chapas, 2005).</p>     <p>A REMUNERA&Ccedil;&Atilde;O NA ADMINISTRA&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA</p>     <p>A pol&iacute;tica remunerat&oacute;ria &eacute; um dos instrumentos de gest&atilde;o de recursos humanos mais relevantes nas organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas.</p>     <p>A abordagem do sistema de remunera&ccedil;&atilde;o &eacute; um primeiro passo para perceber o funcionamento de um setor complexo e importante da economia moderna. No momento atual, de internacionaliza&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas socioecon&oacute;micas e ambientais, de complexifica&ccedil;&atilde;o dos mercados, o gestor p&uacute;blico tem como desafio acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o e reorganizar o processo de gest&atilde;o, como a centraliza&ccedil;&atilde;o na qualidade da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os que se repercutam em qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e permitam um desenvolvimento sustent&aacute;vel.</p>     <p>Rodrigues e Seabra (2011), defendem que a emerg&ecirc;ncia do capitalismo levou &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o das remunera&ccedil;&otilde;es dos administradores, institucionalizando a componente vari&aacute;vel. A evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre Estado/propriet&aacute;rios e gestores considerou esta componente como uma forma leg&iacute;tima de rela&ccedil;&atilde;o entre estes.</p>     <p>Chapas (2005) e a Comiss&atilde;o Europeia (2009), defendem que as pol&iacute;ticas de remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores assentam no aumento da componente vari&aacute;vel da remunera&ccedil;&atilde;o ligada ao desempenho das empresas. Para Hooijberg e Choi (2001) os gestores p&uacute;blicos devem articular os objetivos com diferentes perspetivas e interesses. Os objetivos estrat&eacute;gicos devem ser bem definidos e efetuada a sua mensura&ccedil;&atilde;o de forma pragm&aacute;tica. Os autores defendem ainda que os gestores p&uacute;blicos est&atilde;o sujeitos &agrave; mudan&ccedil;a frequente de pol&iacute;ticas e &agrave; quest&atilde;o do limite de tempo em que exercem a sua fun&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em contrapartida, os gestores do setor privado est&atilde;o confrontados com objetivos mais claros, focados na rentabilidade, e de mensura&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil, por meio de indicadores econ&oacute;mico-financeiros. A remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores mede o investimento destes (nomeadamente em capital humano) e &eacute; consequ&ecirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o de valor, logo o princ&iacute;pio da remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel &eacute; a t&eacute;cnica que assegura a efic&aacute;cia da sua a&ccedil;&atilde;o (Chapas, 2005).</p>     <p>S&atilde;o v&aacute;rias as caracter&iacute;sticas relevantes no desenho da pol&iacute;tica remunerat&oacute;ria, sendo fundamental que os gestores e trabalhadores conhe&ccedil;am, de forma completa, a realidade dos regimes remunerat&oacute;rios em vigor.</p>     <p>Relativamente &agrave;s remunera&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores que exercem fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em Portugal, coexistem dois sistemas remunerat&oacute;rios, o fixado pela Tabela Remunerat&oacute;ria &Uacute;nica (TRU), aprovada pela Portaria n.&ordm; 1553-C/2008, de 31 de dezembro, aplic&aacute;vel &agrave; maioria das carreiras gerais e &agrave;s carreiras especiais revistas e/ou criadas, e o estabelecido no NSR 89 - &iacute;ndices 100 das escalas salariais aplic&aacute;veis &agrave;s carreiras/categorias de regime geral, regime especial e corpos especiais que ainda n&atilde;o foram revistas ao abrigo da Lei n.&ordm; 12-A/2008, de 27 de fevereiro (LVCR), ou que j&aacute; tendo sido revistas, n&atilde;o t&ecirc;m ainda aplica&ccedil;&atilde;o da Tabela Remunerat&oacute;ria &Uacute;nica (TRU), bem como &agrave;s carreiras/categorias subsistentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso dos administradores p&uacute;blicos, o seu vencimento mensal n&atilde;o pode ultrapassar o vencimento mensal do primeiro-ministro, sendo a remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores p&uacute;blicos fixada por resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros. S&atilde;o avaliados os crit&eacute;rios decorrentes da complexidade, exig&ecirc;ncia e responsabilidade inerentes &agrave;s respetivas fun&ccedil;&otilde;es, servindo de base aos c&aacute;lculos tamb&eacute;m as pr&aacute;ticas normais de mercado no respetivo setor de atividade (Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 16/2012, de 14 de fevereiro de 2012). Os gestores p&uacute;blicos t&ecirc;m, ainda, direito a um abono mensal para despesas de representa&ccedil;&atilde;o no valor de 40% do respetivo vencimento.</p>     <p>A COMPONENTE VARI&Aacute;VEL DA REMUNERA&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>Com o aumento da componente vari&aacute;vel (pr&eacute;mios e b&oacute;nus), o peso da parte fixa &eacute; cada vez menor. As <i>stock-options</i> assumem grande import&acirc;ncia, como instrumento de incentivo dos gestores, permitindo tornar mais eficaz a liga&ccedil;&atilde;o entre o desempenho da organiza&ccedil;&atilde;o e a remunera&ccedil;&atilde;o dos administradores. Esta componente da remunera&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada como uma das ins&iacute;gnias usadas para assegurar a converg&ecirc;ncia de interesses entre acionistas e gestores, preconizada pela teoria da ag&ecirc;ncia defendida por Jensen e Meckling (1976). No <a href="#q1">quadro 1</a> apresentamos resumidamente os resultados de alguns estudos sobre a aplica&ccedil;&atilde;o da remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel no setor p&uacute;blico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a08q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos Estados Unidos e Gr&atilde;-Bretanha, v&aacute;rios estudos salientam a exist&ecirc;ncia de uma forte aplica&ccedil;&atilde;o da remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel na &aacute;rea da sa&uacute;de, sendo os profissionais recompensados pelo cumprimento de metas pr&eacute;-estabelecidas na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Esta foi uma mudan&ccedil;a fundamental no pagamento por honor&aacute;rios para o pagamento por servi&ccedil;os, gerando-se assim o valor vari&aacute;vel a ser pago.</p>     <p>ALTERA&Ccedil;&Otilde;ES DAS REMUNERA&Ccedil;&Otilde;ES NA ADMINISTRA&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA</p>     <p>Em mat&eacute;ria de remunera&ccedil;&otilde;es, a crise econ&oacute;mico-financeira vivida em Portugal deixou a descoberto as defici&ecirc;ncias econ&oacute;micas e financeiras dos pa&iacute;ses. Em Portugal, esta crise foi observada entre outros no setor imobili&aacute;rio, como menciona Tavares et al. (2014) e tamb&eacute;m no mercado bolsista, com impacto na distribui&ccedil;&atilde;o dos dividendos pelas empresas cotadas (Almeida et al., 2015).</p>     <p>O apoio financeiro dado ao nosso pa&iacute;s exigiu a imposi&ccedil;&atilde;o de algumas regras por parte das entidades credoras. Entre essas medidas foi aprovada a redu&ccedil;&atilde;o remunerat&oacute;ria das remunera&ccedil;&otilde;es totais il&iacute;quidas mensais, considerando-se estas as que resultam do valor agregado de todas as presta&ccedil;&otilde;es pecuni&aacute;rias, designadamente a remunera&ccedil;&atilde;o base, os subs&iacute;dios, os suplementos remunerat&oacute;rios, incluindo emolumentos, gratifica&ccedil;&otilde;es, subven&ccedil;&otilde;es, despesas de representa&ccedil;&atilde;o e trabalho suplementar, entre outros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No <a href="#q2">quadro 2</a>, apresenta-se de uma forma resumida as altera&ccedil;&otilde;es das remunera&ccedil;&otilde;es dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, no per&iacute;odo temporal em estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a08q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>AMOSTRA, HIP&Oacute;TESES E METODOLOGIA</p>     <p>AMOSTRA</p>     <p>A nossa amostra incide sobre os gestores dos hospitais p&uacute;blicos portugueses, nomeadamente sobre as remunera&ccedil;&otilde;es dos membros dos CA de 30 hospitais, para um per&iacute;odo temporal de 5 anos (2009-2013), tendo sido recolhidas as remunera&ccedil;&otilde;es totais, e estando estas divididas pelas suas componentes fixa e vari&aacute;vel. As fontes de informa&ccedil;&atilde;o usadas para obten&ccedil;&atilde;o dos dados das remunera&ccedil;&otilde;es dos CA dos diferentes hospitais foram os seguintes links, consultados em janeiro de 2015: <a href="http://www.dgtf.pt/Homepage" target="_blank">http://www.dgtf.pt/Homepage</a>; <a href="http://www.dgtf.pt/Sector-Empresarial-do-Estado-SEE/" target="_blank">http://www.dgtf.pt/Sector-Empresarial-do-Estado-SEE/</a>.</p>     <p>As remunera&ccedil;&otilde;es vari&aacute;veis foram calculadas pela diferen&ccedil;a entre as remunera&ccedil;&otilde;es fixas e as totais, e inclu&iacute;am despesas de representa&ccedil;&atilde;o, subs&iacute;dios de alimenta&ccedil;&atilde;o (entre outros), n&atilde;o estando por isso relacionadas com o desempenho.</p>     <p>Na nossa amostra inclu&iacute;mos 30 hospitais para os quais obtivemos dados em todos os per&iacute;odos em estudo (2009-2013), tendo sido considerados apenas os elementos comuns a todos os CA, ou seja, o vogal executivo, o presidente do CA, o diretor cl&iacute;nico e o enfermeiro-diretor.</p>     <p>Outra considera&ccedil;&atilde;o tida em conta no nosso estudo foi a classifica&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica dos hospitais, tendo por base a portaria n.&ordm; 82/2014 de 10 de abril, publicada no Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 71 de 10 de abril de 2014. Os hospitais, os centros hospitalares e unidades locais de sa&uacute;de est&atilde;o classificados hierarquicamente em 4 grupos distintos, segundo a natureza das suas responsabilidades e o quadro das val&ecirc;ncias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma resumida, as institui&ccedil;&otilde;es classificadas no grupo I apresentam exclusivamente uma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia direta. As institui&ccedil;&otilde;es pertencentes ao grupo II apresentam uma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia direta e uma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia indireta, correspondente &agrave; &aacute;rea de influ&ecirc;ncia direta das institui&ccedil;&otilde;es do grupo I. Por sua vez, as institui&ccedil;&otilde;es classificadas no grupo III apresentam uma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia direta, oferecendo cuidados &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es pertencentes &agrave;s &aacute;reas de influ&ecirc;ncia direta dos estabelecimentos classificados nos grupos I e II. Os hospitais do Grupo Iv correspondem a hospitais especializados. O nosso estudo recaiu sobre os hospitais pertencentes aos grupos I, II e III ficando exclu&iacute;dos os hospitais do grupo IV, devido &agrave; sua especificidade.</p>     <p>HIP&Oacute;TESES</p>     <p>As hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o inscrevem-se na l&oacute;gica te&oacute;rica da problem&aacute;tica do trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, baseada na revis&atilde;o da literatura, e na l&oacute;gica de testar a remunera&ccedil;&atilde;o dos elementos dos CA nas suas diferentes vertentes (remunera&ccedil;&atilde;o fixa versus remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel versus remunera&ccedil;&atilde;o total).</p>     <p>Apresenta-se nos pontos seguintes o elenco das hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o baseadas na literatura e resultantes da articula&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos utilizados na constru&ccedil;&atilde;o do modelo respeitante &agrave;s vari&aacute;veis a testar, por forma a verificar as seguintes hip&oacute;teses:</p>     <p>HIP&Oacute;TESE 1: <i>A remunera&ccedil;&atilde;o base do vogal executivo est&aacute; positivamente relacionada com a remunera&ccedil;&atilde;o base dos outros membros do CA, </i>ceteris paribus<i>.</i></p>     <p>HIP&Oacute;TESE 2: <i>A remunera&ccedil;&atilde;o total do vogal executivo est&aacute; positivamente relacionada com a remunera&ccedil;&atilde;o total dos outros membros do CA, </i>ceteris paribus<i>.</i></p>     <p>HIP&Oacute;TESE 3: <i>A remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel do vogal executivo est&aacute; positivamente relacionada com a remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel dos outros membros do CA, </i>ceteris paribus<i>.</i></p>     <p>H4: <i>A remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores dos hospitais p&uacute;blicos portugueses diminui com a crise econ&oacute;mico-financeira, da mesma forma que a remunera&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos portugueses.</i></p>     <p>H4: <i>A remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores dos hospitais p&uacute;blicos portugueses est&aacute; positivamente relacionada com a remunera&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos portugueses </i>ceteris paribus.</p>     <p>METODOLOGIA</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por forma a testar a rela&ccedil;&atilde;o existente nas remunera&ccedil;&otilde;es na sua componente fixa e vari&aacute;vel dos v&aacute;rios elementos do CA dos hospitais portugueses, surge a inevitabilidade de procedermos &agrave; estima&ccedil;&atilde;o de um modelo econom&eacute;trico, por forma a testarmos que tipos de rela&ccedil;&atilde;o apresentam as vari&aacute;veis independentes na explica&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dependente, ou seja a rela&ccedil;&atilde;o que a remunera&ccedil;&atilde;o dos elementos do CA apresenta entre si.</p>     <p>A metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o usada na constru&ccedil;&atilde;o do modelo para testar as hip&oacute;teses do objeto de estudo recaiu, &agrave; semelhan&ccedil;a de Almeida et al. (2015), no modelo de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla (MRLM). O MRLM &eacute; uma t&eacute;cnica de an&aacute;lise de dados que assume a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o linear entre a vari&aacute;vel dependente e um conjunto de vari&aacute;veis explicativas, ou independentes (Gujarati e Porter, 2008).</p>     <p>Os autores alegam que as vari&aacute;veis utilizadas na RLM devem respeitar os pressupostos da normalidade de res&iacute;duos, homocedasticidade, linearidade dos coeficientes, aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre os res&iacute;duos e da multicolinearidade.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a></p>     <p>Desta forma, e na procura de respostas &agrave;s hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o, considerou-se como vari&aacute;vel dependente o valor da remunera&ccedil;&atilde;o do vogal executivo, relativamente a cada um dos exerc&iacute;cios econ&oacute;micos sobre os quais versa o estudo.</p>     <p>Relativamente &agrave;s vari&aacute;veis independentes, os indicadores, associados &agrave;s hip&oacute;teses de estudo, levaram-nos a considerar tr&ecirc;s vari&aacute;veis dependentes.</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A remunera&ccedil;&atilde;o base dos gestores hospitalares;</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A remunera&ccedil;&atilde;o total dos gestores hospitalares;</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel dos gestores hospitalares.</p>     <p>Como vari&aacute;veis explicativas, foram tidas em conta as seguintes vari&aacute;veis:</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os v&aacute;rios anos de remunera&ccedil;&atilde;o, tendo estes sidos codificados da seguinte forma: ano 1 - 2010; ano 2 - 2011; ano 3 - 2012 e ano 4 - 2013. A vari&aacute;vel explicativa foi tratada pela metodologia da regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla, conseguindo-se desta forma obter o efeito da mudan&ccedil;a de ano no sal&aacute;rio destes administradores, assumindo que todas as outras caracter&iacute;sticas se mant&ecirc;m.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os CA dos hospitais expressam, na nossa amostra, quatro vari&aacute;veis diferentes, cada uma delas para os membros constituintes do CA, o presidente do CA, o vogal executivo, o diretor cl&iacute;nico e o enfermeiro-diretor, sendo que o vencimento do vogal executivo foi tido como categoria base para estudo relacional com os outros elementos do CA.</p>     <p>Foram ainda inclu&iacute;das vari&aacute;veis bin&aacute;rias (<i>dummies</i>), com a hierarquiza&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o dos hospitais portugueses, por forma a relacionar a remunera&ccedil;&atilde;o dos CA dos diversos centros hospitalares e hospitais, sendo que a vari&aacute;vel bin&aacute;ria D2 toma o valor 1 quando os hospitais pertencem ao grupo II e o valor 0 (zero) quando pertencem a um dos outros grupos. J&aacute; a vari&aacute;vel bin&aacute;ria D3, toma o valor 1 quando os hospitais pertencem ao grupo III e o valor 0 (zero) quando pertencem a um dos outros grupos.</p>     <p>O estudo &eacute; composto por tr&ecirc;s regress&otilde;es lineares m&uacute;ltiplas analisadas separadamente, uma para cada vari&aacute;vel de remunera&ccedil;&atilde;o definida, tendo sido inclu&iacute;da em cada uma delas as vari&aacute;veis bin&aacute;rias de hierarquiza&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o hospitalar. No modelo final foram inclu&iacute;das as vari&aacute;veis que se apresentam estatisticamente significativas (a 5%) e que satisfazem os pressupostos do modelo de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla.</p>     <p>Assim, foi considerado na regress&atilde;o o <i>p-value</i> para um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. Por forma a validar os pressupostos, estimou-se o modelo de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla atrav&eacute;s da an&aacute;lise do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson, do coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o, do teste White, do fator inflacion&aacute;rio de vari&acirc;ncia e do teste de Kolmogorov-Smirnov.</p>     <p>O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (R) &eacute; uma medida de associa&ccedil;&atilde;o linear entre duas vari&aacute;veis quantitativas. Uma forma usual de interpretar o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson passa por considerar o seu valor elevado ao quadrado (R<sup>2</sup>), mede a propor&ccedil;&atilde;o de variabilidade de uma das vari&aacute;veis que &eacute; explicada pela outra vari&aacute;vel.</p>     <p>Outro dos pressupostos do modelo a validar &eacute; a homogeneidade da vari&acirc;ncia dos res&iacute;duos, testada empiricamente atrav&eacute;s do teste de White, sob as seguintes hip&oacute;tese:</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H<sub>0</sub>: As vari&acirc;ncias dos res&iacute;duos s&atilde;o homog&eacute;neas;</p>     <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H<sub>1</sub>: As vari&acirc;ncias dos res&iacute;duos n&atilde;o s&atilde;o homog&eacute;neas.</p>     <p>Outro dos pressupostos do modelo a ser validado, segundo Mar&ocirc;co (2014), &eacute; a multicolinearidade. Este pressuposto pode ser avaliado atrav&eacute;s do fator inflacion&aacute;rio de vari&acirc;ncia (VIF), quando este indicador apresenta o valor 1 corresponde &agrave; n&atilde;o exist&ecirc;ncia de autocorrela&ccedil;&atilde;o e o valor 5 &eacute; o valor limite, acima do qual &eacute; considerada a sua exist&ecirc;ncia.</p>     <p>O pressuposto da normalidade dos res&iacute;duos foi avaliado por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. Este teste serve para averiguar se uma amostra aleat&oacute;ria prov&eacute;m de uma popula&ccedil;&atilde;o com uma dada distribui&ccedil;&atilde;o de probabilidade. A estat&iacute;stica de teste &eacute; dada pela m&aacute;xima diferen&ccedil;a entre a frequ&ecirc;ncia acumulada de cada uma das observa&ccedil;&otilde;es e a frequ&ecirc;ncia acumulada que essa observa&ccedil;&atilde;o teria se a sua distribui&ccedil;&atilde;o de probabilidades fosse normal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s do <i>software</i> SPSS podemos calcular o <i>p-value</i>, que exprime o menor valor de &#945; a partir do qual se rejeita H<sub>0</sub> (Mar&ocirc;co, 2014). De seguida apresentamos o <a href="#q3">quadro 3</a>, onde se mostram os resumos dos <i>outputs</i> dos modelos econom&eacute;tricos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/aso/n228/n228a08q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</p>     <p>Ao analisar os resultados das estima&ccedil;&otilde;es econom&eacute;tricas, verifica-se que as regress&otilde;es cumprem os pressupostos da normalidade, homocedasticidade, linearidade e da aus&ecirc;ncia de multicolinearidade.</p>     <p>Observando os resultados emp&iacute;ricos, conclu&iacute;mos que a remunera&ccedil;&atilde;o total do vogal executivo &eacute; em m&eacute;dia de 59.972,82 &euro; ao ano, j&aacute; o presidente do CA recebe em m&eacute;dia mais 14.022,81 &euro; anuais que o vogal executivo, apresentando uma remunera&ccedil;&atilde;o total m&eacute;dia anual de 73.995,62 &euro;, o diretor cl&iacute;nico recebe mais 6.924,55 &euro; que o vogal executivo, auferindo anualmente uma remunera&ccedil;&atilde;o de 66.897,39 &euro;. Para o enfermeiro-diretor, a vari&aacute;vel n&atilde;o se mostrou significativa, o que nos leva a concluir que n&atilde;o existe uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre a remunera&ccedil;&atilde;o total do enfermeiro-diretor e do vogal executivo, quando controlada para as diferen&ccedil;as existentes nas outras vari&aacute;veis. O nosso modelo permite concluir, ainda, que a remunera&ccedil;&atilde;o total diminuiu em m&eacute;dia 2.869,17 &euro; por ano para um dirigente com a mesma fun&ccedil;&atilde;o no Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e a trabalhar num hospital do mesmo tipo.</p>     <p>Analisando o modelo da remunera&ccedil;&atilde;o base, conclu&iacute;mos que a remunera&ccedil;&atilde;o base do vogal executivo, de 58.164,999 &euro; ao ano, j&aacute; o presidente do CA recebe em m&eacute;dia mais 11.368,708 &euro; anuais de remunera&ccedil;&atilde;o base que o vogal executivo. Relativamente ao diretor cl&iacute;nico, este recebe mais 7.478,921 &euro; anuais que o vogal executivo. Para o enfermeiro diretor, como no modelo anterior, a vari&aacute;vel n&atilde;o &eacute; significativa, logo n&atilde;o existe uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre a remunera&ccedil;&atilde;o total do enfermeiro diretor e do vogal executivo. O modelo permite concluir que a remunera&ccedil;&atilde;o base diminui em m&eacute;dia 6.060,491 &euro;, fruto da crise econ&oacute;mico-financeira que viveu o pa&iacute;s neste per&iacute;odo, pela aplica&ccedil;&atilde;o das leis que proporcionaram a diminui&ccedil;&atilde;o da remunera&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos.</p>     <p>Quando analisamos o modelo que tem por base a remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel, conclu&iacute;mos que o presidente do CA ganha mais 1.717,76 &euro; que o vogal executivo assumindo que ambos trabalham num hospital do mesmo tipo, quando comparando no mesmo ano. A remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel do diretor cl&iacute;nico e do enfermeiro diretor n&atilde;o se mostraram significativamente diferentes das remunera&ccedil;&otilde;es de um vogal executivo. Podemos concluir, ainda, que esta vari&aacute;vel da remunera&ccedil;&atilde;o apresenta um aumento m&eacute;dio de aproximadamente 3.232,69 &euro; por ano.</p>     <p>Com a inclus&atilde;o das vari&aacute;veis bin&aacute;rias, conclu&iacute;mos que o CA dos hospitais tipo II recebe em m&eacute;dia mais 6.499,434 &euro; ano sob a forma de remunera&ccedil;&atilde;o total que o CA dos hospitais tipo I, assumindo que ambos t&ecirc;m a mesma fun&ccedil;&atilde;o e quando comparados no mesmo ano. Para os membros do CA de hospitais tipo III, relativamente &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o base estes recebem em m&eacute;dia mais 5.589,60 &euro; do que os membros do CA num hospital de tipo I, sendo que a diferen&ccedil;a entre a remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel dos membros do CA dos hospitais do tipo II e tipo I n&atilde;o &eacute; estatisticamente significativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos hospitais do tipo III, comparativamente com os do grupo I, cada membro do CA dos hospitais do grupo III tem uma remunera&ccedil;&atilde;o base superior em 7.176,61 &euro; face a membros do tipo I. J&aacute; a sua remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel &eacute; inferior em 3.357,47 &euro;, indicando diferentes padr&otilde;es de remunera&ccedil;&atilde;o base e vari&aacute;vel para diferentes tipos de hospitais, mesmo quando os membros do CA t&ecirc;m a mesma fun&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>CONCLUS&Otilde;ES</p>     <p>A sa&uacute;de &eacute; a principal preocupa&ccedil;&atilde;o das pessoas, s&oacute; sendo ultrapassadas quando quest&otilde;es de sobreviv&ecirc;ncia est&atilde;o em causa (Lorenzetti et al., 2014). Esta relev&acirc;ncia faz com que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de assumam, cada vez mais, import&acirc;ncia na agenda das sociedades contempor&acirc;neas. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), reconhece que para atender &agrave;s expetativas das popula&ccedil;&otilde;es &eacute; essencial garantir a cobertura universal, apostando na promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, os gastos com sa&uacute;de alcan&ccedil;am 16% do PIB, em Portugal estes gastos rondam os 9,15% do PIB. Estas percentagens demonstram que a sa&uacute;de &eacute; uma das principais quest&otilde;es internas e preocupa&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses.</p>     <p>O CA dos hospitais &eacute; uma pe&ccedil;a fundamental no controlo or&ccedil;amental, na qualidade da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de - atrav&eacute;s das suas pol&iacute;ticas or&ccedil;amentais - e das estrat&eacute;gias utilizadas na motiva&ccedil;&atilde;o das equipas, bem como nas decis&otilde;es operacionais de funcionamento.</p>     <p>O presente estudo tinha como objetivo explorar e descrever a remunera&ccedil;&atilde;o dos gestores p&uacute;blicos hospitalares portugueses, analisando as remunera&ccedil;&otilde;es fixas, vari&aacute;veis e totais dos Conselhos de Administra&ccedil;&atilde;o entre 2009 e 2013, pretendendo verificar at&eacute; que ponto os cortes nas remunera&ccedil;&otilde;es fixas afetaram o rendimento expresso nas remunera&ccedil;&otilde;es totais.</p>     <p>A lei impunha cortes salariais no vencimento dos elementos do CA. De facto, esse corte aconteceu na componente fixa, contudo este corte foi compensado com o aumento na componente vari&aacute;vel. Uma parte da remunera&ccedil;&atilde;o que havia sido perdida com os cortes salariais impostos a toda a fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica foi recuperada com base num aumento da remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel dos gestores, revelando que, de certa forma, existiu um <i>trade-off</i> entre o corte na componente fixa e o aumento na componente vari&aacute;vel.</p>     <p>A remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel no setor p&uacute;blico &eacute; uma das &aacute;reas de interesse para acad&eacute;micos e investigadores. Implantar um sistema de remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel ligado ao desempenho &eacute;, segundo gestores e investigadores, um m&eacute;todo positivo, moderno e eficaz. Contudo, investiga&ccedil;&otilde;es realizadas nos pa&iacute;ses da OCDE concluem que a remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel no setor p&uacute;blico apresenta um sucesso muito limitado e em muitos casos mostra ser um verdadeiro fracasso (Perry et al., 2009; Bowman, 2010; Weibel et al., 2010).</p>     <p>Como trabalho futuro, planeamos investigar a causa deste aumento na remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel, que estar&aacute; certamente relacionada com o melhor desempenho dos gestores p&uacute;blicos &agrave; frente das suas entidades, ou pelo menos dos indicadores usados na sua avalia&ccedil;&atilde;o. No entanto, e dado o contexto dif&iacute;cil do pa&iacute;s, poderemos argumentar que a exist&ecirc;ncia desta remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel, n&atilde;o abrangida pelas leis que previam o corte de sal&aacute;rios na fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, poder&aacute; ter sido utilizada pela gest&atilde;o p&uacute;blica como forma de atenuar os cortes salariais que deveriam ter sido sentido por todos os trabalhadores do setor p&uacute;blico. A grande maioria n&atilde;o ter&aacute; uma remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel e, como tal, n&atilde;o poder&aacute; ter beneficiado de um aumento desta componente durante este per&iacute;odo como forma compensat&oacute;ria.</p>     <p>Sendo ainda os membros do CA trabalhadores da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica com um sal&aacute;rio bem superior &agrave; m&eacute;dia praticada no setor, seria de esperar talvez alguma progressividade nos cortes salariais - que os membros da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica com um sal&aacute;rio superior sofressem um corte tamb&eacute;m superior, ou pelo menos igual, a trabalhadores com um sal&aacute;rio inferior. A exist&ecirc;ncia de uma remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel poder&aacute; reverter esta no&ccedil;&atilde;o de progressividade prevista na lei.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p>LEGISLA&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>Lei n.&ordm; 12-A/2008 de 27 de fevereiro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 41, 1.&ordm; Suplemento I S&eacute;rie. Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Lei n.&ordm; 12-A/2010 de 30 de junho. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 125, 1.&ordm; Suplemento I S&eacute;rie. Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Lei n.&ordm; 55-A/2010 de 31 dezembro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 253, 1.&ordm; Suplemento I S&eacute;rie. Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Lei n.&ordm; 48/2011 de 26 de agosto. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 164, I S&eacute;rie. Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Lei n.&ordm; 60-A/2011 de 30 de novembro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 230, I S&eacute;rie. Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Lei n.&ordm; 66-B/2012 de 31 dezembro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 252, I S&eacute;rie. Assembleia da Rep&uacute;blica.</p>     <p>Decreto-lei n.&ordm; 48357/68 de 27 abril. <i>Di&aacute;rio do Governo</i>, 101, I S&eacute;rie. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Assist&ecirc;ncia.</p>     <p>Decreto-lei n.&ordm; 48358/68 de 27 abril. <i>Di&aacute;rio do Governo</i>, 101, I S&eacute;rie. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Assist&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Decreto-lei n.&ordm; 19/88 de 21 de janeiro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 17, I S&eacute;rie. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <p>Resolu&ccedil;&atilde;o do Concelho de Ministros n.&ordm; 16/2012 de 14 de fevereiro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>,<i> </i>32, I S&eacute;rie.</p>     <p>Portaria n.&ordm; 1553-C/2008 de 31 dezembro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 252, I S&eacute;rie. Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as.</p>     <p>Portaria 82/2014 de 10 abril. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 71, I S&eacute;rie. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>PAGINAS WEB</p>     <p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Tesouro e Finan&ccedil;as. Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as. <a href="http://www.dgtf.pt/Homepage" target="_blank">http://www.dgtf.pt/Homepage</a>. Consultado em janeiro de 2015.</p>     <p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Tesouro e Finan&ccedil;as. Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as. Setor Empresarial do Estado (SEE). <a href="http://www.dgtf.pt/Sector-Empresarial-do-Estado-SEE/Informacao-sobre-as-empre sas?temaid=28&sectorid=74" target="_blank">http://www.dgtf.pt/Sector-Empresarial-do-Estado-SEE/Informacao-sobre-as-empre sas?temaid=28&amp;sectorid=74</a>. Consultado em janeiro de 2015.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>ALMEIDA, L., PEREIRA, E., TAVARES, F. (2015), &ldquo;Determinants of dividend policy: evidence from Portugal&rdquo;. <i>Revista Brasileira de Gest&atilde;o de Neg&oacute;cios</i>, 17 (54) pp. 701-719.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALMEIDA, L., TAVARES, F., PEREIRA, E. (2015), &ldquo;Efeito subprime na distribui&ccedil;&atilde;o de dividendos em Portugal&rdquo;. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o Faces Journal</i>, 14 (4), pp. 9-25.</p>     <p>ASSIS, L., NETO, M. (2011), &ldquo;Remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel por desempenho no setor p&uacute;blico: investiga&ccedil;&atilde;o das causas do fracasso e implica&ccedil;&otilde;es para o estado brasileiro&rdquo;. <i>Revista Eletr&ocirc;nica de Gest&atilde;o Organizacional</i>, 9 (3), pp. 585-614.</p>     <p>BARROS, P., SIM&Otilde;ES, J. (2007), &ldquo;Health systems in transition - Portugal&rdquo;. <i>Health System Review</i>, 9 (5), pp. 1-140.</p>     <p>BARROS, P., MACHADO, S., SIM&Otilde;ES, J. (2011), &ldquo;Health system review. Health systems in transition&rdquo;. <i>European</i><i> Observatory on Health Systems and Policies, </i>13 (4), pp. 1-156<i>.</i></p>     <!-- ref --><p>BILMES, L., GOULD, S. (2009), <i>The People Factor: Strengthening America by Investing in Public Service</i>, Washington, DC: Brookings Institution Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103264&pid=S0003-2573201800030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BOWMAN, J. (2010), &ldquo;The success of failure: the paradox of performance pay&rdquo;. <i>Review</i><i> of Public Personnel Administration</i>, 30 (1), pp. 70-88.</p>     <p>CHAPAS, B. (2005), &ldquo;&Eacute;volution de la r&eacute;mun&eacute;rationdes dirigeants et transformation de leur l&eacute;gitimit&eacute;&rdquo;. <i>Revue</i><i> des Sciences de Gestion, Direction et Gestion</i>, 211-212, pp. 143-153.</p>     <!-- ref --><p>COMISS&Atilde;O EUROPEIA (2009), <i>Recomenda&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o que complementa as Recomenda&ccedil;&otilde;es 2004/913/CE e 2005/162/CE no que respeita ao regime de remunera&ccedil;&atilde;o dos administradores de sociedades cotadas, de 30/abr/2009</i>, Comiss&atilde;o da Comunidade Europeia (2009/385/CE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103268&pid=S0003-2573201800030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DEMO, P. (2009), <i>Educa&ccedil;&atilde;o Hoje: &ldquo;Novas&rdquo; Tecnologias, Press&otilde;es e Oportunidades</i>, S&atilde;o Paulo, Atlas.</p>     <p>DENHARDT, R., DENHARDT, J. (2003), &ldquo;The new public service: putting democracy first&rdquo;. <i>National</i><i> Civic Review</i>, 90 (4), pp. 391-400.</p>     <!-- ref --><p>DONAHUE, J. (2008), <i>The Warping of Government Work</i>, Cambridge, MA, Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103272&pid=S0003-2573201800030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUJARATI, D., PORTER, D. (2008), <i>Econometria B&aacute;sica</i>, Nova Iorque, McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103274&pid=S0003-2573201800030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HARRIS, J. (1997), &ldquo;The internal organization of hospitals: some economic implications&rdquo;. <i>Bell Journal of Economics</i>, 8 (42), pp. 467-482.</p>     <p>HOOIJBERG, R., CHOI, J. (2001), &ldquo;The impact of organizational characteristics on leadership effectiveness models: An examination of leadership in a private and a public sector organization&rdquo;. <i>Administration</i><i> e Society</i>, 33 (4), pp. 403-431.</p>     <p>JENSEN, M., MECKLING, W. (1976). &ldquo;Theory of the firm: managerial behaviour, agency costs and ownership structure&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Financial&nbsp;Economics</i>, 3(4), pp. 305-360.</p>     <p>KAYO, E. et al. (2006), &ldquo;Ativos intang&iacute;veis, ciclo de vida e cria&ccedil;&atilde;o de valor&rdquo;. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o Contempor&acirc;nea</i>, 10 (3), pp. 73-90.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LORENZETTI, J. et al. (2014), &ldquo;Gest&atilde;o em sa&uacute;de no brasil: di&aacute;logo com gestores p&uacute;blicos e privados&rdquo;. <i>Texto e Contexto Enfermagem</i>, 23(2), pp. 417-425. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0104-070 72014000290013" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0104-070 72014000290013</a></p>     <p>MADUREIRA, C., FERRAZ, D. (2010), &ldquo;The need of a XXI century governance paradigm for public administration - the specific case of Portugal&rdquo;. <i>Public</i><i> Policy and Administration</i>, 31, pp. 35-48.</p>     <!-- ref --><p>MAR&Ocirc;CO, J. (2014), <i>An&aacute;lise Estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i>, 6.&ordf; ed., Lisboa, Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103282&pid=S0003-2573201800030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NEVES, A. (2002), <i>Gest&atilde;o na Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica</i>, Estoril, Editora Pergaminho Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103284&pid=S0003-2573201800030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OCDE (2005), <i>Organization</i><i> for Economic Co-operation and Development Performance-Related Pay Policies for Government Employees</i>, Paris, OECD Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103286&pid=S0003-2573201800030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PERRY, J., ENGBERS, T., SO JUN, Y. (2009), &ldquo;Back to the future? Performance-related pay, empirical research, and the perils of persistence&rdquo;. <i>Public</i><i> Administration Review,</i> 69 (1), pp. 1-31.</p>     <!-- ref --><p>RAPOSO, V. (2011), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Geral do Modelo de Governa&ccedil;&atilde;o dos Hospitais P&uacute;blicos - Evid&ecirc;ncia Relativa a uma Amostra de Hospitais Portugueses</i>. Working Paper, Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra. XXX Jornadas AES Economia de la Salud, Valencia, 22/25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103289&pid=S0003-2573201800030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>RODRIGUES, J., SEABRA, F. (2011), &ldquo;Board compensation of Portuguese banks in Psi20&rdquo;. <i>Revista Universo Cont&aacute;bil</i>, 7 (2), pp. 130-145.</p>     <!-- ref --><p>ROSENBLOOM, D., KRAVCHUK, R. (2002), <i>Public</i><i> Administration - Understanding Management, Politics and Law in the Public Sector</i>, Nova Iorque, McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103292&pid=S0003-2573201800030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>TANAKA, O., TAMAKI, E. (2012), &ldquo;The role of evaluation in decision-making in the management of health services&rdquo;. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva</i>,<i> </i>17 (4), pp. 821-828.</p>     <!-- ref --><p>TOM&Aacute;S, A., MOREIRA, P. (2008), <i>Incentivos a Profissionais de Sa&uacute;de Desenvolvimentos Conceptuais para Portugal</i>. Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=103295&pid=S0003-2573201800030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>TAVARES, F., PEREIRA, E., MOREIRA, A. (2014), &ldquo;The Portuguese residential real estate market. An evaluation of the last decade&rdquo;. <i>Panoeconomicus</i>, 61 (6), pp. 739-757.</p>     <p>VAZ, A. (2010), &ldquo;Hospitais p&uacute;blicos portugueses&rdquo;. <i>In</i> J. Sim&otilde;es (ed.), <i>30 Anos do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de - um Percurso Comentado</i>, Coimbra, Almedina.</p>     <p>WEIBEL, A., ROST, K., OSTERLOH, M. (2010), &ldquo;Pay for performance in the public sector benefits and (hidden) costs&rdquo;. <i>Journal</i><i> of Public Administration Research and Theory</i>, 20 (2), pp. 387-412.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 09-08-2016.</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o a 27-09-2017.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><sup>[1]</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A rela&ccedil;&atilde;o funcional apresentada nos MRLM entre a vari&aacute;vel dependente e as vari&aacute;veis independentes &eacute; do tipo: <i>Yi </i>= b0 + b1 <i>X</i>1<i>i,</i><i>t </i>+ &#946; 2 <i>X </i>2<i>i,t </i>+ b3 <i>X </i>3<i>i,t </i>+ &#946; 4 <i>X </i>4<i>i,t </i>+ ……+ &#946; <sub>k</sub>&nbsp;<i>X<sub>k</sub>i,t </i>+ <i>&#949;</i><i>i,t</i><sub>&nbsp;</sub>(1); onde: ( <i>i </i>= 1,…..<i>n</i>); <i>Yi </i>- vari&aacute;vel dependente;&#946; - Coeficientes da regress&atilde;o a estimar; Xi - vari&aacute;veis independentes ou explicativas; &#949;i - erro ou vari&aacute;vel aleat&oacute;ria.</p>      ]]></body><back>
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