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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RECENSÃO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Rollo, Maria Fernanda e Pires, Ana Paula</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Manuel de Brito Camacho um Intelectual Republicano no Parlamento,</b></font></p>     <p>Lisboa, Assembleia da República, 2015, 503 pp.</p>     <p>ISBN 9789725566268</p>     <p><b>José Raimundo Noras*</b></p>     <p>* Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Alameda    da Universidade, 1600-214 Lisboa, Portugal.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>O volume 58 da coleção &ldquo;Parlamento&rdquo;, coordenada por Luís Farinha, dedica-se    à biografia de Brito Camacho (1862-1934). Trata-se de um trabalho assinado por    Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires. </p>     <p>Em primeiro lugar, gostaríamos de realçar a importância da coleção &ldquo;Parlamento&rdquo;,    cuja edição tem possibilitado excelentes trabalhos científicos tanto no que    respeita à biografia histórica, como a outro tipo de estudos e obras de conjunto    sobre os parlamentares e a história contemporânea. Neste texto necessariamente    breve não nos cabe fazer a defesa da história como biografia. Por outro lado,    sem desprimor para quaisquer outros volumes, salientamos apenas os trabalhos    que estudámos com maior detalhe: sobre Magalhães Lima (Ventura, 2009), Afonso    Costa (Guinote, 2014), Bernardino Machado (Samara, 2012) ou Machado dos Santos    (Cordeiro, Malheiro da Silva e Torgal, 2014). Com efeito, estas obras trouxeram    para o campo da história da I República e da história parlamentar uma boa tradição    biográfica, a qual não só tem grande utilidade do ponto de vista do desenvolvimento    do conhecimento histórico, como contribui para a sua divulgação entre os públicos    menos especializados. Como noutros casos da coleção Parlamento, o enfoque destas    biografias tem sido o da vida parlamentar do biografado, coligindo diversas    fontes e discursos do próprio, trabalho de investigação bastante meritório.<a  href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">   <![if !supportFootnotes]>   [1]   <![endif]>   </a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, nenhum destes trabalhos se tem preocupado em momentos introdutórios    com uma reflexão teórica sobre a &ldquo;história como biografia&rdquo; ou novas conceções    de &ldquo;biografia histórica&rdquo;, hoje em dia associadas à chamada micro-história global    (Gamsa, 2017, pp. 231-232). O biógrafo Hans Renders (2014) coordenou recentemente    um volume de ensaios, propondo vários níveis de reflexão teórica sobre a biografia    como género, dentro e fora da história, colocando em evidência as suas vantagens    metodológicas e os seus limites materiais. Sob várias formas, a biografia, apesar    das limitações que lhe são inerentes, têm sido praticada, no nosso contexto    historiográfico, nas últimas décadas e associada à afirmação da história como    ciência. Este processo traduziu, necessariamente, múltiplas abordagens e visões    espelhadas do passado, seguindo por diferentes modelos teóricos: da abordagem    culturista à história transnacional; da visão estruturalista à história global    (Pons, 2013). Contudo, não têm existido, entre nós, reflexões mais profundas    sobre a biografia como método e género histórico, não obstante outras abordagens    em língua portuguesa (Avelar, 2010). </p>     <p>Neste livro, mais uma vez essa reflexão não teve lugar. No entanto, num momento    introdutório, paralelo a um &ldquo;estado da arte&rdquo; do tema ou do biografado, caberia    uma síntese sobre as atuais tendências epistémicas na área das biografias, bem    como sobre o seu papel no contexto historiográfico português. </p>     <p>Numa primeira leitura, podemos apontar a este estudo sobre Brito Camacho a    falta de caráter problematizador de um ponto de vista da &ldquo;história global&rdquo;.    Assumindo como positiva essa lógica transnacional e comparativa, proposta por    Gamsa, entre outros, seria interessante a inclusão de um outro capítulo, no    qual fosse abordado o percurso de Camacho do jornalismo à ação política, no    campo liberal e conservador, em paralelo, por exemplo, com o do espanhol Luis    Mororte (1864-1913), seu contemporâneo. Ao mesmo tempo também não foram exploradas    as &ldquo;relações internacionais&rdquo; do biografado, nem o impacto que o seu percurso    pode (ou não) ter tido no estrangeiro, mormente em Espanha. </p>     <p>Parece-nos também que esta narrativa biográfica, centrada na vivência política    e parlamentar, se afasta da noção de que &ldquo;a biografia deve ser total&rdquo;. Esse    paradigma foi questionado, entre outros, por Alexandre Avelar (2010), num artigo    em que os &ldquo;modelos totalizadores&rdquo;, na história, dentro e fora da biografia até    à chamada <i>biograhical turn</i>, foram objeto de apreciação crítica. Deve    a biografia ser sempre total, no sentido de abarcar todas as facetas do indivíduo?    No fundo, como &ldquo;história total do indivíduo&rdquo; pode resvalar para um exercício    de exaustiva erudição, perdendo em objetividade e capacidade analítica (Renders,    2014). Neste caso, isso não acontece. O enfoque da biografia é assumidamente    político e parlamentar, não tendo sido ignoradas as outras vertentes da vida    de Camacho, ainda que na nossa leitura estas merecessem maior desenvolvimento.  </p>     <p>Podemos sentir, por um lado, que o leitor, pouco familiarizado com este literato    e líder republicano, ficasse à espera de um maior desenvolvimento da narrativa    sobre a sua carreira quer jornalística, quer literária. De facto, apesar do    cunho essencialmente político e parlamentar das biografias publicadas na coleção,    o título escolhido (&ldquo;um intelectual republicano no parlamento&rdquo;) indiciaria outro    tipo de abordagem. Em boa verdade, nos parlamentos republicanos, mesmo no contexto    militar, os intelectuais não constituíram propriamente uma exceção, como o epíteto    parece sugerir. Para nós, não é essa a principal característica diferenciadora    de Brito Camacho em relação, por exemplo, a José Relvas (1858-1929) ou a José    Jacinto Nunes (1839-1931), para citar correligionários com percursos e ideologias    semelhantes.</p>     <p>Ao mesmo tempo, o livro procura situar Camacho nos grandes debates da sua época.    Consegue fazê-lo, por exemplo, para a &ldquo;questão religiosa&rdquo; (Pires e Rollo, 2015,    pp. 90 e 91), mas não explorou as posições, por vezes antitéticas, assumidas    em relação à &ldquo;condição feminina&rdquo; (estudo para o qual os editoriais de <i>A Lucta</i>    são documentos fundamentais). A &ldquo;questão económica&rdquo; esteve bem presente, tanto    no equacionar da polémica relação com o operariado, mas sobretudo nas políticas    de fomento protagonizadas por Camacho (Pires e Rollo, 2015, pp. 105 e 119),    entre as quais sobressai a reorganização do crédito agrícola.</p>     <p>Os cinco capítulos em que se divide o livro acompanham os principais momentos    da vida política de Brito Camacho do &ldquo;triunfo no Chiado&rdquo;, até ao &ldquo;comissariado    em Moçambique&rdquo;. De facto, noutras abordagens historiográficas sobre este líder    republicano, a passagem por Moçambique, no contexto dos últimos anos da República,    é pouco considerada, apesar de ser importante para novas abordagens da relação    entre a República e as colónias, como a criação dos Altos Comissariados, entre    os outros aspetos. De qualquer modo, a atividade política no partido, mas fundamentalmente    no Parlamento, está muito bem documentada e segue cotejando o discurso do próprio,    bem como a anterior biografia de Brito Camacho (Mira e Ribeiro, 1942), aqui    assumida como fonte. De certo modo, a narrativa não traz novidades conceptuais    e/ou historiográficas, mas alicerça documentalmente os discursos nos quais se    baseia. </p>     <p>Desse ponto de vista, trata-se de um trabalho modelar. O inventário das intervenções    parlamentares (Pires e Rollo, 2015, pp. 209 e 223), bem como dos principais    diplomas que aprovou, quer como ministro (Pires e Rollo, 2015, pp. 225 e 261),    quer como alto-comissário em Moçambique (Pires e Rollo, 2015, pp. 263 e 330),    são um exemplo a seguir neste tipo de trabalho e, nem sempre, tem merecido honras    de publicação. Ao mesmo tempo, assumem-se como um excelente manancial de fontes    para futuros estudos, das mais diversas índoles, dentro e fora da história.  </p>     <p>Estamos, assim, perante uma boa biografia política. Neste livro, o discurso    narrativo não fez desaparecer as outras dimensões do biografado, nem esconde,    desde a introdução, as verdadeiras intenções da obra. Porventura, não é este    o modelo biográfico reivindicado pelas mais recentes correntes das teorias da    história e da biografia, o que não lhe retira legitimidade enquanto abordagem    historiográfica e biográfica. Ao mesmo tempo, tal como sublinhámos, para além    da própria narrativa biográfica, é de extrema importância a sistematização bibliográfica    da produção dos indivíduos, objeto de estudo. Acresce que este trabalho ainda    vai mais longe no tipo de anexos que apresenta, felizmente integrados no volume    em causa.<a  href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">   <![if !supportFootnotes]>   [2]   <![endif]>   </a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <p>AVELAR, A. de S. (2010), &ldquo;A biografia como escrita da história: possibilidades,    limites e tensões&rdquo;. <i>Dimensões</i>, 24, pp. 157-172.</p>     <!-- ref --><p>CORDEIRO, C., MALHEIRO DA SILVA, A. e TORGAL, L.&#8197;F. (2013), <i>Machado    dos Santos, o Intransigente da Républica (1875-1921)</i>, Lisboa, Assembleia    da República.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108212&pid=S0003-2573201900010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, A.&#8197;M., ALMEIDA, J.&#8197;M. (2009), <i>António</i><i> Lino    Neto: Intervenções Parlamentares 1918-1926</i>, Lisboa, Assembleia da República.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108214&pid=S0003-2573201900010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GAMSA, M. (2017), &ldquo;Biography and (global) microhistory&rdquo;. <i>New Global Studies</i>,    11(3), pp. 231-241.</p>     <!-- ref --><p>GUINOTE, P. (2014), <i>Afonso</i><i> Costa, Orador Parlamentar</i>, Lisboa,    Assembleia da República.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108217&pid=S0003-2573201900010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIRA, F. de, RIBEIRO, A. (1942), <i>Brito Camacho</i>, Lisboa, Livraria Bertrand.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108219&pid=S0003-2573201900010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PIRES, A.&#8197;P. (2011), <i>António</i><i> José de Almeida, o Tribuno da    República</i>, Lisboa, Assembleia da República.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108221&pid=S0003-2573201900010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PONS, A. (2013), &ldquo;De los detalles al todo: historia cultural y biografías globales&rdquo;.    <i>História da Historiografia: International Journal of Theory and History of    Historiography</i>, 12, pp. 156-175. Disponível em: <a href="https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/515" target="_blank">https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/515</a>.</p>     <p>RENDERS, H.&#8197;R. (2014), &ldquo;Introduction. The changelles of biographical    studies&rdquo;. <i>Theoretical Discussion of Biography.</i><i> Approaches from History,    Microhistory and Life Writing</i>, Leiden, Brill, pp. 1-12.</p>     <!-- ref --><p>ROSAS, F., ROLLO, M.&#8197;F. (coord.) (2010), <i>História</i><i> da I República</i>,    Lisboa, Tinta-da-China.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108225&pid=S0003-2573201900010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAMARA, M.&#8197;A. (2012), <i>Bernardino Machado: Uma Vida de Luta</i>, Lisboa,    Assembleia da República.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108227&pid=S0003-2573201900010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VENTURA, A. (2009), <i>Magalhães Lima, o Idealista Impenitente</i>, Lisboa,    Assembleia da República.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108229&pid=S0003-2573201900010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>NORAS, J.&#8197;R. (2019), <i>Recensão </i>&ldquo;<i>Manuel Brito Camacho um Intelectual    Republicano no Parlamento</i>, Lisboa, Assembleia da República, 2015&rdquo;. <i>Análise    Social</i>, 230, LIV (1.º), pp. 203-207.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><sup>[1]</sup></a> Referimo-nos, entre outros, ao trabalho sobre Lino    Neto: <i>António Lino Neto: Intervenções Parlamentares 1918-1926</i>, da autoria    de António Matos Ferreira e João Miguel Almeida (Ferreira e Almeida, 2009).</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""><sup>[2]</sup></a> Recensão feita no âmbito do programa de doutoramento    PIUDHist, ao abrigo da bolsa da Fundação da Ciência e Tecnologia (SFRH/BD/132222/2017).</p>      ]]></body><back>
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